Prematuridade

 em Obstetrícia

Uma das melhores evidências científicas em obstetrícia é a corticoterapia antenatal, ou seja, a administração de medicação (corticosteróides) para o amadurecimento do pulmão do bebê. Isso tem propiciado redução na morbimortalidade perinatal
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🌀Eu não sou tão jurássico, mas sou da época em que nós prescrevíamos o corticoide apenas até a 34a. semana de gestação. Porém, a ciência muda e a gente se adapta ao que é o melhor para a mamãe e seu bebê
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*️⃣Então, AS EVIDÊNCIAS ATUAIS SUPORTAM O USO DA CORTICOTERAPIA ANTENATAL ATÉ 36 SEMANAS E 6 DIAS DE GESTAÇÃO
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➡️A Sociedade de Medicina Materna e Fetal elaborou algumas recomendações para o uso de corticoesteróides no período pré-termo tardio nas mulheres com risco de parto prematuro
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1️⃣Na mulher com gestação única, entre 34 semanas e 36 semanas e 6 dias com risco de parto prematuro em 7 dias, mas antes de 37 semanas recomenda-se o tratamento com betametasona 12mg intramuscular, repetindo a mesma dose24 horas após
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2️⃣ Na mulher com sintomas de parto prematuro no período pré-termo tardio(entre 34 semanas e 36 semanas e 6 dias) recomenda-se esperar pelo menos a dilatação de 3cm ou o apagamento do colo uterino em 75% antes do tratamento com betametasona
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3️⃣ No período pré-termo tardio para as mulheres que já receberam o tratamento com betametasona neste período, a tocólise é contraindicada
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4️⃣ Na gestante no período pré-termo tardio em casos com potencial indicação médica para o parto no período, não se recomenda a administração de betametasona, a menos que haja um plano definitivo para o parto prematuro
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6️⃣ Recomenda-se que as instituições tenham protocolos de manejo da hipoglicemia neonatal de prematuros tardios
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7️⃣ Não se recomenda a administração de corticoesteróide antenatal para os casos sem indicação precisa, não baseada nos estudos randomizados
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Fonte: http://www.ajog.org/article/S0002-9378(16)00475-0/pdf


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➡️Gestantes portadoras de LES têm um risco maior de parto cesariano, pré-eclâmpsia(PE), parto prematuro, trombofilia e diabetes gestacional. Entretanto, quando o LES está controlado, a gravidez tende a ser mais segura. .
➡️PREVENÇÃO E TRATAMENTO TRADICIONAL
✔️Controle da Pressão arterial fundamental para o acompanhamento pré-natal
✔️Drogas anti-hipertensivas de escolha para LES: labetolol, nifedipina ou metildopa
✔️Ácido Acetil Salicílico em baixas doses reduz o risco de PE e de complicações perinatais severas, além de fazer parte do tratamento da SAAF
✔️Heparina de Baixo peso molecular: tratamento recomendado para SAAF e determinadas trombofilias, bem como para gestantes com mau passado obstétrico (abortos de repetição, óbitos fetais tardios, histórico de descolamento prematuro de placenta e/ou hemorragia pós parto, distúrbios tromboembólicos)
✔️Hidroxicloroquina: também tem um papel importante na prevenção da trombose e da syndrome antifosfolípide. É uma droga considerada segura na gestação
✔️Corticoesteróides são comumente utilizados ajudam a controlar a imunidade
✔️Outras drogas imunossupressoras como ciclofosfamida, azatioprina, ciclosporina, tacrolimus são citadas no artigo, porém com um maior risco de uso na gestação
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➡️TRATAMENTO INTEGRATIVO
✔️Alimentação funcional: uma alimentação “anti-inflamatória”, favorecer a microbiota intestinal como barreira contra infecções / inflamação crônica (considerar o uso de probióticos em alguns casos, sobretudo associados à prisão de ventre)
✔️Nutracêuticos: vitamina D, complexo B, omega 3, selênio, zinco representam importantes aliados ✔️Gerenciamento do Estresse e do Sono: Um bom funcionamento da glândula adrenal pode favorecer à produção endógena de corticosteróide, bastante útil no LES
✔️Atividade física: melhora a circulação diminuindo o risco de complicações tromboembólicas. Ioga, meditação e pilates podem favorecer ainda o gerenciamento do estresse
✔️Formação de equipe transdisciplinar com: obstetra, reumatologista, hematologista (se SAAF ou trombofilia), nutricionista, psicólogo, profissional de educação física (na orientação da atividade física quando indicada)
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