Uroginecologia

 em Ginecologia

urogineco

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Estudo de referência sobre de lesão do assoalho pélvico avaliada por ultrassonografia translabial tridimensional, diretamente de Jerusalém – Israel
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✔Foram avaliadas mulheres primíparas (primeiro parto) com lesões de esfíncter anal (EA) de de terceiro e quarto graus, diagnosticadas clinicamente, para avaliar a taxa de lesão do músculo levantador do ânus (MLA) e comparadas com mulheres primíparas sem lesões do EA
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✔As mulheres primíparas que realizavam parto na maternidade de referência com diagnósticos lesão intraparto do EA de terceiro ou quarto graus, reparadas, foram recrutadas para realização de ultrassonografia transperineal tridimensional da anatomia do assoalho pélvico, incluindo os compartimentos anterior e posterior
✔Primíparas com partos vaginais não complicados foram recrutados como um grupo de comparação
✔Os prontuários das pacientes foram examinados, seus antecedentes maternos, o parto e os detalhes neonatais foram extraídos para todos os pacientes
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Noventa e quatro mulheres com lesões do esfíncter anal foram recrutadas para o grupo de estudo e 464 mulheres com partos vaginais normais constituíram o grupo de comparação
Os grupos apresentaram diferenças significativas nas taxas de avulsos do MLA: 38 de 94 mulheres (40,4%) no grupo de estudo versus 75 de 464 (16,2%) no grupo de comparação (p <0,001, odds ratio de 3,53, 95% de confiança Intervalo, 2,18-5,7
A circunferência cefálica neonatal diferiu significativamente entre os grupos de estudo e comparação (média ± DP, 34,5 ± 1,3 cm no grupo de estudo versus 33,9 ± 1,3 cm no grupo de comparação, P = 0,005), assim como o peso ao nascer (3322 ± 430 g No grupo de estudo versus 3169 ± 458 g no grupo de comparação, P = 0,007)
Os grupos não diferiram quanto à idade materna, à idade gestacional ao parto, ao segundo estágio do parto e às taxas de anestesia peridural, episiotomia e extração por vácuo.
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☑Os pesquisadores deste estudo concluíram que as lesões do EA intraparto do terceiro e quarto graus estão associadas à avulsão do MLA. O conhecimento dos danos complexos do assoalho pélvico pode permitir o encaminhamento rápido para medidas preventivas secundárias (fisioterapia) para estes danos


 

usguroginecos

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➡️Todo Congresso, você separa algumas aulas que são marcantes para o eu aprendizado
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✔️Do ponto de vista de novidades (para mim), a aula sobre ultrassonografia 3D na avaliação do assoalho pélvico foi muito legal. Eu que pensava que a USG translabial se destinava apenas para avaliação intraparto, agora aprendi outra forma de utilização na prática médica
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✔️Não sou uroginecologista, mas considero que a avaliação ultrassonográfica perineal é importante, sobretudo nas mulheres que tiveram partos normais, afinal, pode predizer futuros problemas relacionados à Incontinência Urinária, por exemplo pela identificação de lesões na musculatura do assoalho pélvico
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O artigo acima postado descreve a boa reprodutibilidade do método diagnóstico ultrassonográfico (USG Translabial), inclusive escrito pelo grupo de pesquisadores brasileiros (da UNIFESP e USP de Ribeirão Preto), um dos quais, o Prof. Edward, autor do artigo foi quem proferiu a palestra aqui no Congresso da SBUS. Muito bom!!!
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Fonte: http://www.medultrason.ro/assets/Magazines/Medultrason-2016-vol18-no3/ARTICOLE-DOI/12originalaraujo.pdf

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