Ultrassonografia em Ginecologia

 em Ultrassonografia

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☑️ O consórcio Internacional para Análise dos Tumores Ovarianos (IOTA) publicou um modelo para Avaliação de Diferentes Neoplasias Anexiais (ADNEX), que propicia diferenciar os tumores ovarianos benignos e malignos
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➡️ Simplificando, para melhor compreensão dos cistos ovarianos, faz-se necessário explicar que é o normal os ovários possuírem alguns cistos. O que não é normal é o ovário possuir vários cistos ou cistos grandes ou cistos complexo. Daí a importância da distinção entre os diferentes tipos de cistos ovarianos:
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✔️Cisto funcional : o mais frequente, aquele que ocorre de forma fisiológica, geralmente de maior tamanho por volta do 14o. Dia do ciclo menstrual quando ocorre a ovulação, em geral atingindo um tamanho de 2,5-3cm
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✔️Cistos Simples: são cistos maiores que 3 cm, com componente exclusivamente anecogênicos. Tradicionalmente são benignos.
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✔️Ovário Micropolicístico: em geral com tamanho superior a 9cm3, aprensentando 10 ou mais pequenos cistos dispostos na periferia ovariana, com diâmetro máximo menor que 1cm
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✔️Cistos hemorrágicos: apresentam ecotexura trabeculada, com pseudoseptações .
✔️Cisto Complexo: possuem ecotextura heterogênea, com componentes sólidos, podem apresentar volumes maiores, alterações na vascularização ao color Doppler, associar-se ou não com ascite.
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❓Quais as características ultrassonográficas importantes de se descrever em um cisto ovariano complexo?
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❇️O diâmetro máximo da lesão
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❇️A proporção do componente sólido
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❇️Se existem 10 ou mais cistos uniloculados
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❇️o número de projeções papilares (0, 1, 2, 3 ou mais de 3)
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❇️Se há sombra acústica
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❇️Se há ascite
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⚙Existem calculadoras de risco para se estabelecer a melhor conduta terapêutica e pode-se associar o raciocínio através de marcadores tumorais, o mais conhecido, CA-125.
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⚖O plano terapêutico deve ser bem estabelecido em conjunto com a cliente, de acordo com o achado ultrassonográfico, sobretudo em situações especiais como prole indefinida e gestação, por exemplo
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Fonte: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4402441/pdf/FVVinObGyn-7-32-41.pdf

 


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Mais um excelente artigo brasileiro sobre massas pélvicas anexiais. Discorre sobre aspectos fisiológicos e moleculares, de laboratório e de imagem e sobre boas práticas no tratamento. Conclui da seguinte maneira (ipsis litteris)
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A análise conjunta de parâmetros morfológicos ultrassonográficos com o estudo Doppler, a pesquisa de CA-125 e a investigação de índice de sintomas pode incrementar as taxas de diagnóstico
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Abordagem cirúrgica deve ser considerada sempre que houver alterações em exames de imagem, quando houver crescimento rápido do cisto, mudanças em seu aspecto em relação à avaliação inicial ou quando a paciente apresentar sintomatologia
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Uma compreensão melhor de mecanismos genéticos e moleculares pode auxiliar na elucidação da fisiopatologia do câncer ovariano, aprimorando seu diagnóstico e tratamento precoces.
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Fonte: http://www.scielo.br/pdf/ramb/v61n5/0104-4230-ramb-61-05-0469.pdf


 

WhatsApp Image 2017-05-21 at 07.33.18 (1)A Sociedade Internacional de Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia (ISUOG) estabeleceu em 2013 alguns achados ultrassonográficos sugestivos de BENIGNIDADE para os cistos ovarianos:
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B1: Cisto Unilocular
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B2: Cisto com componente sólido com diâmetro máximo menor que 7mm
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B3: Presença de sombra acústica posterior
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B4: Tumor discretamente multilocular maior que 10cm de diâmetro máximo
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B5: sem fluxo ao color Doppler
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Fonte: http://www.isuog.org/NR/rdonlyres/D4C9E461-E275-4D94-A5D1-40828DFE21EE/0/IOTAsummarypaper_UOG.pdf


 

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A Sociedade Internacional de Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia (ISUOG) estabeleceu em 2013 alguns achados ultrassonográficos sugestivos de MALIGNIDADE para os cistos ovarianos:
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M1: Tumor sólido e irregular
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M2: Presença de ascite
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M3: pelo menos quatro estruturas papilares
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M4: Tumor sólido, multilocular, irregular, com diâmetro máximo maior que 10cm
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M5: fluxo bem evidente ao color Doppler
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Fonte: http://www.isuog.org/NR/rdonlyres/D4C9E461-E275-4D94-A5D1-40828DFE21EE/0/IOTAsummarypaper_UOG.pdf


 

 

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A Sociedade Internacional de Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia (ISUOG) estabeleceu em 2013 descritores instantâneos ultrassonográficos sugestivos de BENIGNIDADE para os cistos ovarianos:
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BD1: tumor unilocular com ecogenicidade de “vidro fosco” em mulheres na pré-menopausa (sugestivo de endometrioma)
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BD2: tumor unilocular com ecogenicidade mista e sombra acústica posterior na mulheres na pré-menopausa (sugestivo de teratoma cístico benigno)
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BD3: tumor unilocular, de paredes regulares e diâmetro máximo < 10cm (sugestivo de cisto simples ou cistoadenoma)
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BD4: tumor unilocular remanescente de paredes regulares .
Fonte: http://www.isuog.org/NR/rdonlyres/D4C9E461-E275-4D94-A5D1-40828DFE21EE/0/IOTAsummarypaper_UOG.pdf


 

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A Sociedade Internacional de Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia (ISUOG) estabeleceu em 2013 descritores instantâneos ultrassonográficos sugestivos de MALIGNIDADE para os cistos ovarianos:
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MD1: Tumor com ascite e no mínimo moderada cor fluxo sanguíneo Doppler em mulheres pós-menopáusicas
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MD2: Idade maior que 50 anos e CA 125 > 100 U/ml
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Fonte: http://www.isuog.org/NR/rdonlyres/D4C9E461-E275-4D94-A5D1-40828DFE21EE/0/IOTAsummarypaper_UOG.pdf


 

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