Ultrassonografia Intraparto

 em Ultrassonografia
Eu defendo sim o uso da tecnologia em obstetrícia. Será a única forma de avançarmos numa assistência mais segura e consequentemente mais humanizada, afinal nada mais humanizado do que um um parto bem assistido, independente da via de parto, é um parto com resultados excelentes maternos e perinatais. A ultrassonografia intraparto inclusive mostrou-se como um método que aumenta as chances de um parto normal. Não faz sentido em 2018 (já não fazia sentido há muito tempo), acompanharmos uma paciente em trabalho de parto e não identificarmos a variedade de posição, a estimativa de peso fetal, o perfil biofísico e hemodinâmico fetal, com a utilização de Dopplerfluxometria, sequer entendermos de forma objetiva como ocorre o mecanismo do parto que assistimos. Realizamos diversas ultrassonografias no pré-natal e, de repente, no momento mais importante da vida de um indivíduo, o seu nascimento, esta monitorização não ocorre. Ao meu ver os equipamentos de ultrassonografia devem estar presentes em todas as maternidades. O preço que se paga por um equipamento e uma equipe bem treinada é muito menor do que o preço que se paga por um resultado materno e perinatal adverso. Saliento que não há evidência científica que sustente esta minha opinião, até porque poucos obstetras possuem equipamentos de ultrassonografia ou são habilitados para execução do exame e a única maneira de realmente entendermos este novo método de acompanhamento do trabalho de parto é praticando, afinal, até que se prove o contrário e mediante os trabalhos científicos atuais, a ultrassonografia intraparto tem trazido inúmeros benefícios. Também apoio a utilização da cardiotocografia anteparto, por motivos semelhantes ao que já escrevi. Seguem alguns artigos para profissionais de saúde, especificamente obstetras e ultrassonografistas sobre o tema.

 2018 Jul;52(1):128-139. doi: 10.1002/uog.19072.

Diretrizes Práticas da ISUOG: ultrassonografia intraparto .

Comitê de Padronização Clínica
A Sociedade Internacional de Ultrassom em Obstetrícia e Ginecologia (ISUOG) é uma organização científica que incentiva a prática clínica sólida e o ensino e pesquisa de alta qualidade relacionados ao diagnóstico por imagem em saúde da mulher. O Comitê de Padronização Clínica da ISUOG (CPC) tem a missão de desenvolver Diretrizes Práticas e Documentos de Consenso como recomendações educacionais que forneçam aos profissionais de saúde uma abordagem baseada em consenso de especialistas, para diagnóstico por imagem. Eles pretendem refletir o que é considerado pela ISUOG como a melhor prática no momento em que foram emitidos. Embora a ISUOG tenha envidado todos os esforços para garantir que as Diretrizes sejam precisas quando emitidas, nem a Sociedade como nenhum de seus funcionários ou membros aceita qualquer responsabilidade pelas consequências de quaisquer dados, opiniões ou declarações imprecisas ou enganosas emitidas pelo CPC. Os documentos do CPC ISUOG não se destinam a estabelecer um padrão legal de cuidados, porque a interpretação das evidências que fundamentam as Diretrizes pode ser influenciada por circunstâncias individuais, protocolo local e recursos disponíveis. As Diretrizes Aprovadas podem ser distribuídas gratuitamente com a permissão do ISUOG (info@isuog.org).
FINALIDADE E ÂMBITO
O objetivo destas Diretrizes é revisar as técnicas de ultrassonografia realiadas durante o trabalho de parto e suas aplicações práticas, resumindo o nível de evidência do uso de ultrassonografia no trabalho de parto e para fornecer orientação aos profissionais sobre quando o ultrassom no trabalho de parto é clinicamente indicado e como os achados ultrassonográficos podem afetar o manejo do trabalho de parto. Não indicamos nem sugerimos que a ultrassonografia no trabalho de parto seja um padrão de cuidado necessário.
ANTECEDENTES E INTRODUÇÃO
Tradicionalmente, a avaliação e o gerenciamento de uma mulher em trabalho de parto são baseados em achados clínicos 1–7. O diagnóstico de parada do trabalho de parto e as decisões relativas ao momento ou tipo de intervenção dependem principalmente da avaliação digital da dilatação cervical, da estática fetal e e da variedade de posição da cabeça fetal 8–17. Entretanto, o exame clínico da da estática fetal e da variedade de posição da cabeça é impreciso e subjetivo 18-25, especialmente quando o caput succedaneum (bossa serossanguinolenta) dificulta a palpação das suturas e fontanelas.
O uso de ultra-som tem sido proposto para auxiliar no acompanhamento do trabalho de parto. Diversos estudos demonstraram que o exame ultrassonográfico é mais preciso e reprodutível do que o exame clínico no diagnóstico da estática fetal e da variedade de posição da cabeça fetal 19-33 e na predição de parada do trabalho 34–42. O exame ultrassonográfico pode, em certa medida, distinguir aquelas mulheres destinadas ao parto vaginal espontâneo e aquelas destinadas ao parto operatório 43-47. Além disso, há evidências crescentes de que a ultrassonografia no trabalho de parto pode predizer o resultado do parto vaginal instrumental 44–48.
O ultra-som em trabalho de parto pode ser realizado por meio de abordagem transabdominal, principalmente para determinar a posição da cabeça e coluna vertebral 49, ou uma abordagem transperineal, para avaliação da estática fetal e posição da cabeça fetal em apresentações mais insinuadas. Vários parâmetros ultrassonográficos quantitativos têm sido propostos para avaliar a estática craniana 30-32,34,35,40,42,43,50,51. Atualmente, não há consenso sobre quando a ultrassonografia intraparto deve ser realizada, quais parâmetros devem ser obtidos e como os achados ultrassonográficos devem ser integrados à prática clínica, a fim de melhorar o manejo do paciente.
IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE EVIDÊNCIA
A Biblioteca Cochrane e Centro de Registro Cochrane de Ensaios Controlados foram pesquisados para ensaios controlados randomizados relevantes, revisões sistemáticas e metanálises. Uma busca do Medline de 1966 a 2017 também foi realizada. A data da última pesquisa foi 30 de setembro de 2017. Além disso, os procedimentos relevantes da conferência e os resumos foram pesquisados. As pesquisas usaram os termos relevantes do MeSH, incluindo todos os subtítulos. Isto foi combinado com uma pesquisa de palavras-chave, incluindo: “ultrassonografia intraparto”, “ultrassonografia transperineal”, “estática fetal”, “posição occipital fetal” e “parto vaginal instrumental”. Quando possível, as recomendações nestas Diretrizes são baseadas e explicitamente ligadas a evidências de apoio. Detalhes dos graus de recomendação e níveis de evidência usados nestas Diretrizes são dados no Apêndice 1.
Objetivos da ultrassonografia intraparto
Estas Diretrizes tratam exclusivamente do uso de ultrassom em trabalho de parto para determinar a posição, posição e atitude da cabeça fetal. Todas as outras aplicações de ultrassom na sala de parto, como avaliação do comprimento ou dilatação cervical e estudos com Doppler fetal, não serão discutidos. Por enquanto, a ultrassonografia deve ser usada como método adjuvante e não como um substituto para o exame vaginal digital clinicamente indicado. Avaliação da posição da cabeça do feto e o conhecimento preciso da posição do occipício fetal no trabalho de parto é de suma importância.
• A posição occipital-posterior persistente está associada a maior risco de parto operatório 52 e morbidade materna e perinatal 53,54.
• A determinação correta da posição da cabeça é crucial antes da entrega instrumental. Um erro na avaliação da posição da cabeça pode resultar na colocação inadequada de vácuo ou fórceps, aumentando o potencial de lesão fetal e a taxa de falha do procedimento 55–58. O parto instrumental falho seguido pela cesárea está associado a um aumento do intervalo de decisão para o parto 59 e a um risco aumentado de trauma materno 60,61 e fetal 62-65.
Tradicionalmente, os médicos determinam a posição da cabeça do feto pela palpação da sutura sagital e das fontanelas anterior e posterior. Diversos estudos avaliaram a acurácia do diagnóstico clínico da posição da cabeça do feto, utilizando a ultrassonografia19-28 ou sistemas de tecnologia de rastreamento de posição66 como referência; a palpação digital foi considerada subjetiva. Estudos mostram consistentemente que o exame digital para determinar a posição da cabeça é impreciso, com uma taxa de erro variando de 20% a 70%, quando se considera a ultrassonografia como o padrão19 (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 1–).

A avaliação clínica por palpação tende a ser ainda menos precisa em casos de posição anormal da cabeça, como occipital posterior ou transversal, quando é mais provável a intervenção médica19,20,22,23 (LEVEL OF EVIDENCE: 2 ++).

Essa imprecisão pode ser exagerada pela presença de caput succedaneum e asynclitism, ambos freqüentemente associados a trabalho de parto obstruído. Vários estudos não conseguiram demonstrar uma diferença significativa na acurácia entre obstetras experientes e inexperientes19,21,22, embora esse achado tenha sido questionado por outros 20 (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 2+).

Vários estudos demonstraram a superioridade do ultrassom isolado ou em combinação com o exame digital na determinação precisa da rotação da cabeça do feto em comparação com o exame digital tradicional isolado 19–28,66 (LEVEL OF EVIDENCE: 1–).

Avaliação da estática da cabeça fetal

A estática da cabeça fetal é o nível da cabeça fetal no canal do parto em relação ao plano das espinhas isquiáticas maternas (a apresentação não-cefálica não é considerada nestas Diretrizes). O termo ‘encaixe da cabeça’ é usado quando a parte mais larga da cabeça passa pela entrada pélvica ou dois quintos ou menos da cabeça do feto é palpável no abdome, correspondendo à descida do plano biparietal da cabeça fetal até um nível abaixo daquele da entrada pélvica 67. No exame vaginal digital, a cabeça fetal é considerada encaixada quando a parte anterior do crânio atinge a linha ou o plano imaginário entre as espinhas isquiáticas maternas. Este plano da cabeça é referida como plano 0. Planos de cabeça superior ou inferior são expressas em centímetros acima (negativo) ou abaixo (positivo) deste plano de referência, respectivamente.

A subjetividade da avaliação digital transvaginal da cabeceira fetal foi demonstrada por Dupuis et al.18 (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 2+). Usando um simulador de nascimento equipado com um sensor, eles colocaram um manequim de cabeça fetal em estações definidas de acordo com o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, e um grupo de examinadores de vários níveis de experiência usou a palpação para classificar a cabeça do feto como alta, média pélvica, baixa ou saída. O erro médio de “categoria” foi de 30% para residentes e 34% para obstetras. Mais importante ainda, o diagnóstico incorreto de uma apresentação pélvica média, em vez de uma apresentação pélvica alta verdadeira, foi responsável pela maioria dos erros (88% e 67% por residentes e obstetras, respectivamente). Na prática clínica, tal erro de classificação pode afetar negativamente o acompanhamento do trabalho de parto.

O exame ultrassonográfico documenta objetiva e precisamente o plano da cabeça fetal no canal do parto29–33,35,47,68 (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 2+).

Uma série de parâmetros sonográficos tem sido sugerida para descrever o plano da cabeça fetal; estes demonstraram ter alta concordância intra e interobservador69-71 (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 2+).

Avaliação da descida da cabeça do feto (progressão)

Alguns estudos observacionais 36,37,39,72,73 sugeriram que a repetição dos exames de ultrassonografia para avaliar a mudança da cabeça ao longo do tempo (“progressão”) funciona melhor do que o exame digital ao documentar a descida da cabeça do feto e demonstrar trabalho de parto lento ou falta de progresso no primeiro e segundo estágios (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 2+).

Avaliação da atitude da cabeça fetal

A atitude da cabeça do feto é a relação da cabeça do feto com a coluna. O ultra-som provou ser útil na avaliação visual da atitude da cabeça do feto74,75 (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 2–) e no diagnóstico objetivo da má formação da cabeça do feto no trabalho de parto76-80 (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 3).

Técnica

A avaliação ultrassonográfica no trabalho de parto pode ser realizada por via transabdominal ou transperineal, dependendo do parâmetro que é o objetivo do exame (principalmente posição e estação / plano) e da indicação clínica. Uma máquina de ultra-som bidimensional equipada com uma sonda convexa, como a usada para ultrassonografia fetal transabdominal para biometria e avaliação da anatomia, é usada. Os requisitos sugeridos do equipamento para uso na ala de trabalho são: ele é rápido de inicializar e possui baterias com vida útil longa e que são rápidas de recarregar. Uma insonação de setores amplos e de baixa frequência (<4 MHz) é mais adequada para o ultra-som em trabalho de parto.

Avaliação da posição da cabeça fetal

A avaliação ultrassonográfica da posição da cabeça do feto é melhor realizada por imagem transabdominal nos planos axial e sagital 81. Colocando a sonda de ultrassom transversalmente no abdômen materno, obtém-se uma visão axial do tronco fetal ao nível do abdome superior ou do tórax fetal. A posição da coluna fetal pode então ser determinada. O transdutor de ultra-som é então movido para baixo até atingir a região suprapúbica materna, visualizando a cabeça fetal. Os pontos de referência que representam a posição do occipício fetal são as duas órbitas fetais para o occipício posterior, o eco cerebral da linha média para o occipital transverso e o próprio occipital e a coluna cervical para a posição occipital-anterior 81 (Figuras 1 e 2). O plexo coróide, que diverge em direção ao occipício, pode ser útil na determinação da posição da cabeça fetal47.


Figura 1 Ultrassonografia transabdominal (plano sagital) no feto com posição occipital-anterior. (Reproduzido de Youssef et al. 81.)

Figura 2 Ultrassonografia transabdominal (plano transverso) no feto com posição occipital posterior. (Reproduzido de Youssef et al. 81.)

As estruturas da linha média na cabeça fetal podem ser difíceis de visualizar em imagens transabdominais em planos mais baixos da cabeça fetal. A combinação de uma abordagem transabdominal com ultrassonografia transperineal pode ser recomendada nesses casos para a determinação precisa da posição.

A posição pode ser descrita representando um círculo, como um relógio (Figura 3): posições ≥ 02,30 he ≤ 03,30 horas devem ser registradas como transverso occipital esquerdo (LOT); posições ≥ 08,30 he ≤ 09,30 horas como occipital direito transverso (ROT); posições> 03,30 he <08,30 h devem ser registradas como occipital posterior; e posições> 09,30 he <02,30 h como occipital anterior25.


Figura 3 Classificação da posição do occipício fetal com base nas posições do ponteiro das horas no mostrador do relógio: posições ≥ 02,30 he ≤ 03,30 horas devem ser registradas como occipital transverso esquerdo (LOT) e posições ≥ 08,30 he ≤ 09,30 h como transverso occipital direito ( ROT). Posições> 03,30 he <08,30 h são occipital posterior (OP) e posições> 09,30 he <02,30 h são occipital anterior (OA) 92,93.

Avaliação do plano da cabeça fetal

A avaliação ultrassonográfica da do plano da cabeça fetal é melhor realizada por ultrassonografia transperineal no plano sagital mediano ou axial. A sonda é colocada entre os dois grandes lábios ou mais caudalmente, no nível do quarto, com a mulher em posição semirecente, com as pernas flexionadas nos quadris e joelhos a 45◦ e 90◦ graus, respectivamente. É essencial que a bexiga esteja vazia. No plano mediano sagital, os seguintes marcos anatômicos são claramente representados:
• articulação da sínfise púbica, como estrutura ecogênica oblonga, irregular; idealmente exibido em uma posição horizontal;
• crânio fetal, com tábua anterior e posterior.

O plano de referência tradicional da palpação vaginal, o nível das espinhas isquiáticas, não pode ser visto nessa visão. No entanto, há uma relação anatômica fixa entre a extremidade inferior da sínfise púbica e o plano inter-isquial: a linha infrapúbica é uma linha imaginária que se origina da extremidade caudal da sínfise púbica, perpendicular ao seu longo eixo, estendendo-se até a dorsal. parte do canal do parto. Em reconstruções tridimensionais de dados de tomografia computadorizada de uma pelve óssea normal feminina, a linha infrapúbica mostrou-se 3 cm acima do plano das espinhas isquiáticas 42,82-84.

Na imagem transperineal no plano mediano sagital, vários parâmetros têm sido propostos que usam a sínfise púbica como marco e ponto de referência para medições quantitativas. Três indicam a estação (plano) da cabeça diretamente: o ângulo de progressão (AoP), também chamado de “ângulo de descida” 40,43; a distância de progressão (PD) 30; e o posto de cabeça de ultrassom transperineal41. Outros indicam indiretamente: a distância cabeça-sínfise (HSD) é um parâmetro indireto que muda com a descida51; e a direção da cabeça indica a direção do maior eixo reconhecível da cabeça fetal em relação ao longo eixo da sínfise púbica42. Com rotação simples no sentido horário do transdutor em 90◦, obtém-se um plano axial, no qual dois parâmetros adicionais podem ser avaliados e medidos: a distância cabeça-períneo (HPD) 34, como um marcador da estação de cabeça; e o ângulo da linha média (MLA) 31, que avalia a rotação da cabeça.

Direção da cabeça fetal.

A direção da cabeça, um marcador indireto da cabeceira, foi descrita pela primeira vez por Henrich et al.42 como o ângulo entre o maior eixo reconhecível da cabeça fetal e o longo eixo da sínfise púbica, medido em uma visão transperineal sagital mediana (Figura 5). Foi classificada categoricamente como “cabeça para baixo” (ângulo <0º), “horizontal” (ângulo 0º a 30º) e “cabeça erguida” (ângulo> 30º). Os autores notaram uma mudança facilmente identificável na direção da cabeça à medida que desce em direção ao assoalho pélvico, de baixo para horizontal, para cima. Head up imediatamente antes do parto vaginal operatório (OVD) correlacionado com um sucesso e relativamente fácil (poucas trações) procedimento.

Estação principal sonográfica.

A estação do ultrassom transperineal expressa o plano da apresentação cefálica convencionalmente usada para avaliação palpatória do progresso do trabalho de parto (cm acima ou abaixo do plano da espinha isquiática) e incorpora a curvatura do canal do parto. Requer a avaliação de: (i) direção da cabeça (ver acima) e (ii) a distância entre o plano infrapubico (3 cm acima do plano isquiático) e a parte óssea mais profunda ao longo da linha da direção da cabeça (Figura 6). Estação de cabeça de ultra-som transperineal foi comparada com outros parâmetros da estação de cabeça fetal. Embora seja mais complexo de medir (exigindo medições de ângulo e distância), correlacionou-se linearmente com o AoP facilmente mensurável: a relação entre esses dois parâmetros permite a conversão direta de medidas de AoP em centímetros na palpação convencional. escala (Tabela 1).

Tabela 1 Conversão entre o ângulo de progressão (AoP) e a estação do ultrassom transperineal (TPU)Adaptado de Tutschek et al.41. Estação de cabeça de TPU calculada usando fórmula obtida pela regressão da estação de cabeça sobre o ângulo de progressão (estação de cabeça de TPU (cm) = AoP (◦) × 0.0937 – 10.911).

 

Ângulo de progressão (AoP) / ângulo de descida.

O AoP é o ângulo entre o longo eixo do osso púbico e uma linha a partir da borda mais baixa do púbis, tangenciada à parte óssea mais profunda do crânio fetal (Figura 4). Foi descrito pela primeira vez em 2009 40,43 e foi encontrado um parâmetro preciso e reprodutível para avaliação da descida da cabeça do feto 40,41,69,70 (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 2+). Duckelmann et al.72 demonstraram que a medida da AoP pode ser aprendida facilmente, independentemente do nível de experiência de ultrassonografia do clínico (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 2+). Em sua investigação de vários parâmetros diferentes, Tutschek et al.41 compararam o AO e a cabeça do ultrassom transperineal, constatando que o feto [a estação de cabeça 0 corresponde a um AO de 116◦ (Tabela 1).

Figura 4 Medição do ângulo de progressão, mostrando a colocação do transdutor e como o ângulo é medido (imagens cortesia de A. Youssef, E. A. Torkildsen e T. M. Eggebø).

Direção da cabeça fetal.

A direção da cabeça, um marcador indireto da cabeceira, foi descrita pela primeira vez por Henrich et al.42 como o ângulo entre o maior eixo reconhecível da cabeça fetal e o longo eixo da sínfise púbica, medido em uma visão transperineal sagital mediana (Figura 5 ). Foi classificada categoricamente como “cabeça para baixo” (ângulo <0º), “horizontal” (ângulo 0º a 30º) e “cabeça erguida” (ângulo> 30º). Os autores notaram uma mudança facilmente identificável na direção da cabeça à medida que desce em direção ao assoalho pélvico, de baixo para horizontal, para cima. Head up imediatamente antes do parto vaginal operatório (OVD) correlacionado com um sucesso e relativamente fácil (poucas trações) procedimento.

Figura 5 Direção da cabeça fetal: horizontal (esquerda) e cabeça para cima (direita).

Estação sonográfica da cabeça.

A estação do ultrassom transperineal expressa a cabeça na escala convencionalmente usada para avaliação palpatória do progresso do trabalho de parto (cm acima ou abaixo do plano da espinha isquiática) e incorpora a curvatura do canal do parto. Requer a avaliação de: (i) direção da cabeça (ver acima) e (ii) a distância entre o plano infrapúbico (3 cm acima do plano isquiático) e a parte óssea mais profunda ao longo da linha da direção da cabeça (Figura 6). ). Estação de cabeça de ultra-som transperineal foi comparada com outros parâmetros da estação de cabeça fetal. Embora seja mais complexo de medir (exigindo medições de ângulo e distância), correlacionou-se linearmente com o AoP facilmente mensurável: a relação entre esses dois parâmetros permite a conversão direta de medidas de AoP em centímetros na escala de palpação convencional escala (Tabela 1).

Figura 6 A estação da cabeça do ultrassom transperineal deve ser medida ao longo da linha da direção da cabeça. O ângulo de progressão (AoP), a distância cabeça-sínfise (HSD) e, como planos de referência, o plano infarrúbico mensurável e o plano isquiático inferido, também são mostrados (modificados de Tutschek et al.32).
Distância cabeça-períneo (HPD)
O HPD foi descrito pela primeira vez por Eggebø et al.34 (Figura 7). O transdutor deve ser colocado entre os grandes lábios (na porção posterior) e o tecido mole comprimido completamente contra o osso púbico. O transdutor deve ser inclinado até que o contorno do crânio esteja o mais claro possível, indicando que o feixe de ultrassom é perpendicular ao crânio do feto. O HPD é medido em um exame transperineal frontal como a menor distância do limite ósseo externo do crânio fetal ao períneo. Esta distância representa a parte do canal do parto ainda a ser passada pelo feto. As mulheres não acham essa compressão do tecido mole dolorosa 36. O HPD não pode ser comparado diretamente com a avaliação clínica da cabeceira fetal (de –5 a +5), pois o HPD não segue a curva do canal do parto 36. Tutschek et al. 32 verificaram que a cabeceira 0 corresponde a um HPD de 36 mm, Kahrs et al.47 encontraram a cabeceira 0 para corresponder a um HPD de 35 mm e Maticot-Baptista et al.85 encontraram um HPD de 38 mm para correspondem a média. Os limites de concordância para a variação da medição interobservador foram reportados como –8,5 a +12,3 mm
Figura 7 Medição da distância cabeça-períneo (HPD), mostrando a colocação do transdutor e como a distância é medida (imagens cortesia de S. Benediktsdottir, I. Frøysa e J. K. Iversen).
Ângulo da linha média (MLA)
MLA difere dos outros parâmetros, pois utiliza o ângulo de rotação da cabeça como um indicador do progresso do nascimento. Primeiramente descrito por Ghi et al.31, é medido no plano axial usando uma abordagem transperineal: a linha ecogênica interposta entre os dois hemisférios cerebrais (linha média) é identificada, e o MLA é o ângulo entre esta linha e o eixo ântero-posterior do pélvis materna (Figura 8). Eles encontraram uma correlação significativa entre a altura da cabeça avaliada clinicamente e a rotação como representada pela MLA. Após a exclusão dos casos occipit posteriores, eles encontraram uma rotação ≥ 45◦ para corresponder a uma cabeceira de ≤ +2 cm em 70/71 (98,6%) casos e uma rotação <45◦ para corresponder a uma cabeceira de ≥ +3 cm em 41/49 (83,7%) casos (P <0,001) (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 2+). Embora o MLA tenha sido originalmente descrito como um ângulo em relação à pelve materna, a posição da cabeça pode ser representada usando posições em um mostrador do relógio da mesma maneira descrita para imagens transabdominais.
Figura 8 Medição do ângulo da linha média, mostrando a colocação do transdutor e como o ângulo é medido.
Parâmetros adicionais para avaliar a estação da cabeça fetal
Dois outros parâmetros foram propostos para medir a estação da cabeça fetal no trabalho de parto: distância da progressão (PD) e distância da cabeça-sínfise (HSD). No entanto, eles não têm sido amplamente aplicados em pesquisas e sua utilidade clínica é menos bem estabelecida do que a dos outros parâmetros.
A PD foi descrita pela primeira vez como uma medida objetiva do envolvimento da cabeça do feto, tomada antes do início do trabalho de parto, por Dietz e Lanzarone30. É definida como a distância mínima entre a “linha infrapúbica” e a parte de apresentação (definida como a parte mais distal da curvatura hiperecogênica que significa o crânio fetal) (Figura 9). Como o AoP é mais fácil de medir do que o PD e explica a natureza curva do canal do parto, o que o PD não deve, o primeiro deveria ser preferido como uma medida do head station.
HSD é a distância entre a borda inferior do sínfise púbica materna e crânio fetal ao longo da linha infrapúbica (Figura 10). Como o espaço palpável entre o crânio fetal e a sínfise púbica materna é usado amplamente na prática clínica como uma proxy para a cabeça do feto, o HSD foi proposto por Youssef et al.51 como um marcador indireto de descida da cabeça do feto. Em uma coorte de fetos occipitais anteriores, este parâmetro se mostrou reprodutível51, mostrando uma correlação negativa linear com a estação palpável e tornando-se progressivamente mais curto à medida que a cabeça desce em direção ao assoalho pélvico (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 2+). Além disso, HSD foi mostrado para correlacionar com as outras medidas sonográficas da estação de cabeça fetal; correlaciona-se positivamente com o HPD e negativamente com o AoP32 (Figura 11). Pode ser medido apenas em estações abaixo da linha infrapúbica (ou seja, ≥ –3 cm).
Figura 9 Medição da distância de progressão
Figura 10 Medição da distância cabeça-sínfise (HSD), mostrando a colocação do transdutor e como a distância é medida. (Reproduzido de Youssef et al.51.)
INDICAÇÕES PARA AVALIAÇÃO ULTRASSONOGRÁFICA DO TRABALHO DE PARTO
• Progresso lento ou parada no primeiro estágio do trabalho de parto
• Progresso lento ou parada no segundo estágio do trabalho de parto
• Determinação da posição da cabeça do feto e da posição antes
considerando ou realizando parto vaginal instrumental
• Avaliação objetiva da má apresentação da cabeça fetal
RESUMO
A ultrassonografia em trabalho de parto ativo ainda não é amplamente utilizada, embora estudos tenham mostrado que ela é mais precisa e reprodutível do que o exame clínico. O ultra-som permite a medição objetiva e a documentação precisa das descobertas obtidas durante o exame. Vários parâmetros sonográficos podem ser utilizados durante o trabalho de parto para avaliar principalmente a posição e a posição da cabeça.
1. A estática fetal pode ser medida objetivamente, por exemplo, pelo Ângulo de Progressão (AoP) oupela Distância Cabeça-Períneo (HPD), para avaliar o status atual e como uma linha de base para medições longitudinais. Também pode ajudar a prever se o parto vaginal operatório (OVD) provavelmente será bem-sucedido.
  • A estática fetal deve ser avaliada transperinealmente, não transabdominalmente.
  • O HPD é simples de medir e é reproduzível.
  • O AO (em graus) equivale ao situação da cabeça expressa em centímetros, de –3 cm a +5 cm (a conversão direta é possível), e tem o potencial de ligar dados de ultrassom à avaliação tradicional por palpação.
  • HPD e AoP  correlacionam linearmente (para estação alta, isto é, maior que 0 a +1).

2. A posição da cabeça (e coluna) é avaliada com maior precisão pela ultrassonografia transabdominal do que pela palpação digital. O conhecimento da posição da cabeça em suspeita de atraso ou parada do trabalho de parto é importante. Antes do OVD, o conhecimento da posição da cabeça é essencial.

3. O Ângulo da linha média (MLA) é avaliada por ultrassonografia transperineal transversal e pode ajudar a decidir se o OVD pode ser tentada com segurança.

4. A direção da cabeça é avaliada por ultrassonografia transperineal e pode ajudar a decidir se o OVD pode ser tentada com segurança.

 

Existem duas situações principais nas quais a avaliação por ultrassonografia é provavelmente de uso particular em trabalho de parto.

1. Suspeita de atraso ou parada do primeiro ou segundo estágio. Recomendamos a medição de AoP ou HPD transperinealmente e avaliação da posição da cabeça transabdominalmente.

2. Necessidade potencial de desempenho de OVD. Recomendamos a avaliação da posição da cabeça pela ultrassonografia transabdominal e sugerimos a mensuração da cabeceira fetal por ultrassonografia transperineal. Os parâmetros ultrassonográficos mais confiáveis para prever o resultado do procedimento são HPD e AoP. O MLA e / ou a direção da cabeça também podem ser úteis para prever melhor a probabilidade de sucesso da extração.

 

O que sabemos e o que não sabemos
• Sabemos que o ultra-som permite um exame mais preciso da posição e da estática fetal do que o exame clínico.
• Sabemos que as mulheres preferem o ultra-som ao exame digital em trabalho de parto.
• Sabemos que a ultrassonografia transabdominal é mais comumente usada para avaliar a posição do fetal e a ultrassonografia transperineal pode ser usada para avaliar a situação da cabeça fetal
• Não sabemos como esse conhecimento impacta no manejo do trabalho e nos resultados maternos e neonatais.

RELATANDO
Se um exame ultrassonográfico for realizado em trabalho de parto, seus resultados devem ser adicionados às anotações clínicas do paciente. Para cada avaliação sonográfica, os seguintes dados devem ser anotados:
• Viabilidade fetal e frequência cardíaca
• Apresentação do feto (cefálica, transversal, pélvica, oblíqua)
• Se alguma parte da placenta é vista entre a parte que apresenta e o colo do útero
• Occipício e posição da coluna

Com base no julgamento do clínico, as seguintes os parâmetros ultrassonográficos transperineais podem ser acrescentados no segundo estágio do trabalho de parto, especialmente antes do OVD (em repouso ou durante a contração com o empurrão materno; isso deve ser observado):
• Ângulo de progressão (AoP)
• Distância cabeça-períneo (HPD)
• Direção da cabeça em relação à sínfise púbica
• Ângulo da linha média (MLA)


Estudo controlado aleatorizado de mulheres nulíparas (primeiro parto) de baixo risco no segundo estágio do trabalho de parto. Os pacientes foram alocados em um grupo auxiliado pela demonstração visual do progresso da cabeça fetal por ultrassonografia transperineal (Grupo A) ou no treinamento clássico sem a visualização por ultrassonografia (Grupo B). Os pacientes foram treinados nos primeiros 20 minutos do segundo estágio ativo em cada grupo por um obstetra

Os resultados primários do estudo incluíram a duração do segundo estágio ativo e as modificações do ângulo de progressão da cabeça fetal

Os resultados secundários incluíram a freqüência de parto operatório e as complicações do trabalho de parto

RESULTADOS:
Um total de 40 mulheres foram recrutadas para o estudo.

O grupo A em comparação com o grupo B resultou em uma fase ativa mais curta do segundo estágio (30 minutos [IQR: 24 – 42] vs 45 minutos [IQR: 39 – 55], p = 0,01) e em um aumento maior do ângulo de progressão nos primeiros 20 minutos de observação (13,5 ° [IQR: 9-20] vs 5 ° [IQR: 3-9,5], p = 0,01)

Nenhuma diferença foi encontrada nos resultados secundários.

*CONCLUSÃO
– Nossos dados preliminares sugerem que a ultrassonografia transperineal pode ser uma ferramenta útil durante o segundo estágio de trabalho ativo. São necessários mais estudos para confirmar a descoberta e definir melhor os benefícios dessa abordagem
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💡Morales-Roselló J et. al em Ultrasound Obstet Gynecol. 2018 Mar 13. doi: 10.1002/uog.19044


A General Eletrics (GE) desenvolveu um vídeo educativo demonstrando como funciona a Ultrassonografia Intraparto:

 


 

      Este Vídeo mostra um pouco minha experiência com Ultrassonografia Intraparto e outros Procedimentos Cirúrgicos Guiados por Ultrassonografia, como cerclagem uterina, curetagem uterina e implante de DIU guiado por ultrassonografia. 

 

 


 

Recife, 2 de julho de 2017

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Mais um trabalho sobre ultrassonografia (USG) intraparto: Estudo longitudinal que investiga modificações cervicais durante o trabalho de parto usando um dispositivo de USG sem fio

O Objetivo deste estudo foi avaliar as modificações cervicais (dilatação e apagamento) utilizando um transdutor / equipamento portátil de USG sem fio

➡Vinte e cinco mulheres em trabalho de parto participaram de uma comparação em série da dilatação, comprimento e espessura do colo uterino medidos durante a ultrassonografia transperineal intraparto usando um dispositivo de USG móvel com medidas de dilatação cervical e apagamento obtidas durante os exames digitais vaginais, o conhecido toque vaginal (TV)

➡RESULTADOS:
✔A USG intraparto mostrou forte correlação com TV na avaliação das alterações cervicais durante o trabalho de parto, incluindo a medição da dilatação cervical e da espessura (p <0,001)

➡CONCLUSÃO
✔O uso de um dispositivo de USG sem fio nos EUA é conveniente e pode ser vantajoso na sala de parto

MINHAS CONSIDERAÇÕES:
A assistência ao trabalho de parto necessita ser mais valorizada, pois se trata do momento mais importante de nossas vidas e como diria o obstetra Michel Odent, “se quisermos mudar o mundo precisamos melhorar a forma de nascer”. Uma boa assistência obstétrica reflete numa humanização do parto e nascimento. Aumentar a tecnologia na assistência ao parto pode melhorar os resultados maternos e perinatais. Negar novas formas de assistência ao parto é desvalorizar o procedimento, é uma impostura intelectual. Sem dúvida alguma, de acordo com as evidências atuais, a USG intraparto ao meu ver representa o melhor método de avaliação materna e fetal durante o trabalho de parto e parto, permitindo uma maior segurança neste acompanhamento. Quem já pratica obstetrícia há mais de 15 anos e pôde comparar o acompanhamento ao trabalho de parto das duas formas pode e deve emitir sua opinião.


 

 

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➡Nos últimos anos, o papel da ultrassonografia intraparto expandiu-se na assistência ao parto, em situações clínicas subjetivas tais como trabalhos de parto arrastados ou antes de partos instrumentais
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➡OBJETIVO DO ESTUDO: Avaliar o uso atual da ultrassonografia intraparto por obstetras em Israel
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➡MÉTODOS: Um questionário anônimo foi completado por 79 obstetras em hospitais de segundo e terceiro níveis em Israel. Os resultados foram analisados segundo as principais subespecialidades (ultrassonografia, obstetrícia)
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➡RESULTADOS:
✔Um questionário foi completado por 56 obstetras experientes e 23 residentes com uma experiência média de 14,3 e 2,4 anos, respectivamente
✔Todos os obstetras realizaram exames de ultrassonografia na sala de parto para indicações básicas como a apresentação fetal durante o parto e para descartar a placenta prévia
✔Os ultrassonografistas relataram consistentemente as indicações avançadas em comparação com os obstetras experientes e os residentes na avaliação da primeira fase prolongada (52% vs. 14% vs. 14%) e segunda etapa de trabalho (88% vs. 52% vs. 62%) (60% vs. 30% vs. 22%), progressão da cabeça durante a descida (48% vs. 23% vs. 11%), diagnóstico de posição da cabeça (88% vs 68% vs. 60%), posição da coluna vertebral (92% vs 59% vs. 53%) e assinclitismo (41% vs. 20% vs. 29%).
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➡CONCLUSÕES:
✔A ultrassonografia intraparto é usado atualmente por todos os médicos na sala de parto para indicações básicas. No entanto, as equipes obstétricas relatam um baixo uso de ultrassonografia intraparto avançada e preferem confiar na sua experiência clínica. A imagem ultrassonográfica intraparto avançada deve ser parte integrante das qualificações obstétricas. Uma curva de aprendizagem íngreme, juntamente com alta reprodutibilidade, sugere que equipamentos de ultrassonografias torna-se-ão uma ferramenta comum na assistência ao trabalho de parto e parto
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Neste artigo, os autores enfatizam a importância de realizar uma ultrassonografia intraparto para prevenir complicações maternas e neonatais, mas também a responsabilidade legal do médico
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As principais vantagens do uso desta técnica são:
✔Melhora do diagnóstico de malposicionamento da cabeça fetal;
✔Prevenção de complicações maternas e fetais do parto devido ao uso de fórceps ou vácuo extractor (VE);
✔Um planejamento mais preciso da cesariana (com indicação obstétrica);
✔Uma forma de aprendizado profissional.
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Os autores do trabalho concluem que não fornecer razões adequadas para uma cesariana pode resultar em penalidade obstétrica disciplinar e responsabilidade legal por procedimento desnecessário
A ultrassonografia intraparto poderia melhorar o diagnóstico de distocia, reduzindo o risco de processo (e melhoria da assistência), especialmente nos casos de distocia do ombro
✔As fotos ultrassonográficas representam uma documentação importante em casos de processo
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Até agora, os dados emergentes de vários estudos-piloto são promissores, indicando uma redução da cesariana desnecessária, especialmente em distocia mal diagnosticada, mas apenas uma utilização rotineira desta técnica permitirá verificar se o risco de processo vai diminuir. Estudos adicionais são necessários para investigar este campo
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Eu concluo perguntando:
Se tem robô, equipamento de videolaparoscopia para tirar um apêndice ou uma vesícula biliar, por que não podemos dispor de ultrassonografia intraparto?
E afirmo:
⚫️ É barato!!! Caro é prestar uma assistência ao parto inadequada que pode levar a um nascimento de um bebê com sequelas para o resto da vida
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Quer melhorar, modernizar e humanizar a medicina? Comece melhorando, modernizando e humanizando os nascimentos!!!
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Mais um estudo desta vez publicado em janeiro de 2017 “APENAS” na Jornal Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, publicação oficial da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) cujo objetivo foi avaliar as medidas ecográficas intraparto da circunferência cefálica (CC) e do peso fetal estimado (PFE) para predizer o parto operatório
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✔200 primíparas (gestantes que terão o primeiro parto) espontaneamente na idade de 20-30 anos foram matriculadas em um hospital de ensino no Cairo, Egito, entre 02 de outubro de 2015, e 28 de janeiro de 2016
✔CC e PFE foram medidos por ultrassonografia transabdominal
✔Após o parto, foi avaliada a associação entre o tipo de parto e os achados ultra-sonográficos.
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A CC e o PFE intraparto foram significativamente maiores entre as mulheres com parto operatório (n = 76 – 64 cesarianas, 8 partos com fórcipe e 4 partos com vácuo-aspirador) do que entre as que tiveram partos normais (n = 124; P <0,001 para ambos)
A CC intra-parto de 36,8 cm ou mais associou-se a um risco aumentado de parto operatório (risco relativo [RR] 2,87, IC 95% 1,87-4,41), como foi o PFE de 3920 g ou mais (RR 3,69, IC95% 2,13-6,40 )
CC com um ponto de corte de 36,8 cm teve 44,7% de sensibilidade, 91,9% de especificidade, 77,3% de valor preditivo positivo (VPP) e 73,1% de valor preditivo negativo (VPN)
PFE com ponto de corte de 3920 g, PFE tinha 68,4% de sensibilidade, 82,3% de especificidade, 70,3% de VPP e 81,0% de VPN
CC e PFE intraparto foram diretamente correlacionados com a duração do segundo estágio (P = 0,005 e 0,002, respectivamente).
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☑Conclusão: O HC e PFE intraparto parecem ser bons preditores de parto operatório
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As complicações intraparto da macrossomia fetal resultam em processos contra médicos e experiência traumática do trabalho de parto. ESTUDOS ADICIONAIS SÃO NECESSÁRIOS PARA CONFIRMAR OS RESULTADOS PRESENTES, QUE NÃO JUSTIFICAM A REALIZAÇÃO DE PARTO CESARIANO COM BASE NOS ACHADOS ULTRASSONOGRÁFICOS, MAS SUGEREM QUE A ULTRASSONOGRAFIA INTRAPARTO PODE SER INCORPORADA NOS CUIDADOS INTRAPARTO ROTINEIROS, DE MODO QUE AS GESTANTES CUJOS FETOS APRESENTEM HC OU PFE ACIMA DO PONTO DE CORTE CALCULADO PODEM SER ADEQUADAMENTE ACONSELHADOS QUANTO AO RISCO DE TRABALHO TRAUMÁTICO E INTERVENÇÃO CIRÚRGICA. Consequentemente, os problemas podem ser antecipados, detectados precocemente e gerenciados eficientemente com um baixo limiar de intervenção quando a progressão do trabalho de parto não é promissora.
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Parabéns aos pesquisadores do Egito, um dia desses também li um artigo que me estimulou a realizar curetagem uterina guiada por ultrassonografia. Que bom seria que nós obstetras e ultrassonografistas brasileiros usássemos esta valiosa tecnologia à serviço de uma assistência ao parto mais segura e diferenciada. O PARTO É O MOMENTO MAIS IMPORTANTE DE NOSSAS VIDAS E NECESSITA DE UMA MAIOR VALORIZAÇÃO!!!
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#consultóriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010#ultrassonografiaintraparto#intrapartumultrasound#obstetriciaintegrativaefuncional#medicinafetal #fetalmedicina #sbus


 

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➡️Mais uma aplicação da ultrassonografia na avaliação da espessura do segmento uterino nas pacientes com cicatrizes de cesariana (uma ou mais) e que desejam parto normal
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➡️Existem duas metanálises que evidenciam risco maior risco de ruptura uterina quando o segmento é < 2mm
✔️Kok N, Wiersma IC, Opmeer BC, de Graaf IM, Mol BW, Pajkrt E. Sonographic measurement of the lower uterine segment thickness to predict uterine rupture during a trial of labor in women with a previous cesarean section: a meta-analysis. Ultrasound Obstet Gynecol 2013;42:132-9.
✔️Jastrow N, Chaillet N, Roberge S, Morency AM, Lacasse Y, Bujold E. Sonographic lower uterine segment thickness and risk of uterine scar defect: a systematic review. J Obstet Gynaecol Can 2010;32:321-7
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➡️O trabalho avaliou cerca de 1850 mulheres que foram submetidas ao exame ultrassonográfico para avaliação do segmento uterino inferior, entre 34 e 38 semanas de gestação sendo classificadas em três grupos: segmento uterino menor que 2mm, entre 2-2,5mm e maior que 2,5mm. A taxa de decisão para o trabalho de parto foi de 9%, 42% e 61% nas três categorias respectivamente com p<0,0001 (SIGNIFICANTE)
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➡️O trabalho conclui afirmando que a avaliação ultrassonográfica do segmento uterino inferior pode representar uma importante ferramenta para melhor decisão sobre a via de parto
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Foto A: avaliação Ultrassonografia do segmento uterino inferior pela via abdominal / Foto B: Avaliação pela via transvaginal


 

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No 12o. Congresso Mundial de Ultrassonografia em Emergências e Cuidados Intensivos (WINFOCUS) foram apresentados três trabalhos voltados para Ultrassonografia de emergência em obstetrícia
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➡️Considero que Ultrassonografia é extensão do exame físico, quem valoriza os dados clínicos, o exame físico, deve valorizar o exame ultrassonográfico
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➡️Já existe o FAST ultrasound, uma modalidade de Ultrassonografia de Emergência realizada principalmente em situações de traumas (acidentes / violência) mas também voltado para situações de emergências clínicas
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➡️Em obstetrícia dispomos do FASO: Focus Assissment with Sonography for Obstetrics, (avaliação ultrassonográfica focada para obstetrícia). Acredito na utilização da ultrassonografia em situações de emergências obstétricas pré-parto, intraparto e até após o parto. No pós-parto é interessante a utilização no diagnóstico diferencial de complicações puerperais, principalmente para o diagnóstico de hemoperitônio (sangue na cavidade abdominal) cujo diagnóstico precoce pode permitir um tratamento adequado e oportuno
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➡️EM UM MINUTO DEVE-SE OBSERVAR (FASO – Ultrassonografia pós-parto):
✔️Útero / Cavidade Uterina (Diâmetro da cavidade uterina de 9,8 +/- 7,3mm)
✔️Espaço de Morison (Presença de líquido)
✔️Espaço Esplenorrenal (Presença de líquido)
✔️Fundo de saco de Douglas (Presença de líquido)
✔️Diâmetro da Veia Cava Inferior (11,4 +/- 4,1mm na inspiração e 13,1 +/- 4,2 na expiração)
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➡️Os abstracts e o ebook do congresso estão disponíveis em http://www.winfocus2016.org/abstract_e-book_v3.pdf e https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5014769/pdf/13089_2016_Article_46.pdf
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➡️A hemorragia pós-parto (HPP) é uma causa potencial de mortalidade materna e os obstetras devem estar preparados para diagnosticar e tratar rapidamente esta condição
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➡️O tratamento ótimo depende da causa subjacente da hemorragia
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➡️A ultrassonografia é a ferramenta mais útil para o diagnóstico imediato da etiologia da HPP, e os obstetras devem ter uma forte compreensão da ultrassonografia pós-parto
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➡️Já foi demonstrada a utilidade da ultrassonografia utilizando a avaliação focalizada com a técnica de ecografia para obstetrícia (FASO) como a principal pesquisa obstétrica pós-parto, uma espécie de de “FAST Ultrasound”para obstetrícia
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➡️EM UM MINUTO DEVE-SE OBSERVAR (FASO):
✔️Útero / Cavidade Uterina (Diâmetro da cavidade uterina de 9,8 +/- 7,3mm)
✔️Espaço de Morison (Presença de líquido)
✔️Espaço Esplenorrenal (Presença de líquido)
✔️Fundo de saco de Douglas (Presença de líquido)
✔️Diâmetro da Veia Cava Inferior (11,4 +/- 4,1mm na inspiração e 13,1 +/- 4,2 na expiração)
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➡️O artigo revisa os achados ultrassonográficos da HPP, diferenciados pela causa subjacente da hemorragia, incluindo placenta retida, placenta morbidamente aderente, ruptura uterina, inversão uterina e anormalidades da artéria uterina.
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Recentemente, um exímio obstetra e meu grande professor me chamou pra ajudá-lo num caso de hemorragia pós parto e pediu para que eu levasse meu equipamento de ultrassonografia portátil para o plantão. Detalhe: eu sempre já levo o aparelho para o plantão. Em pouco tempo identificamos as alterações relacionadas com hemorragia grave (líquido no espaço hepatorrenal), além da identificação de volumoso hematoma de histerorrafia à esquerda. Diagnóstico realizado, tratamento efetivado com apoio de toda a equipe de assistência
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Isto meus amigos é o que chamo de OBSTETRÍCIA INTEGRATIVA: ÍNTEGRA E ATIVA
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O artigo acima reflete o que já fazemos no nosso dia-dia e indica que estamos no caminho certo. A ULTRASSONOGRAFIA DEVE ESTAR PRESENTE NO CENTRO CIRÚRGICO DE TODO HOSPITAL E PRINCIPALMENTE EM MATERNIDADES AJUDANDO A REDUZIR A MORBIMORTALIDADE MATERNA E PERINATAL!


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Artigo de destaque da edição de julho de 2016 do Jornal Americano de Ginecologia e Obstetrícia, abordou a avaliação ultrassonográfica do ângulo occipito-espinhal (AOE) durante a assistência ao trabalho de parto. Salienta-se que o artigo está disponibilizado de forma gratuita, geralmente isto acontece quando o tema é bastante relevante .
➡️O AOE é um ângulo formado entre uma linha imaginária que tangencia paralelamente a primeira vertebra cervical e outra linha imaginária que tangencia o osso occipital do polo cefálico
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➡️Cerca de 108 parturientes foram recurtadas e observadas por dois operadores em relação ao AOE utilizando a ultrassonografia intraparto. As aferições do ângulo occipito-espinhal (AOE) foram concordantes. Além de ser fácil, a determinação do ângulo occipito-espinhal (AOE) é precisa
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➡️Mais ainda, o estudo concluiu que fetos com ângulo occipito-espinhal (AOE) < 125 graus, apresentam um risco aumentado de parto operatório (forceps ou vácuo-extrator) ou cesariano
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Fonte: http://www.ajog.org/article/S0002-9378(16)00308-2/pdf
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Foi publicado no blog casa saudável no link http://m.blogs.ne10.uol.com.br/casasaudavel/2015/06/25/ultrassom-na-sala-de-parto-e-importante-para-avaliar-risco-materno-e-fetal/?mobile_device=true&r=27 sobre ultrassonografia intraparto há pouco mais de 1 ano. Tenho uma profunda admiração pelo Dr. Eugênio Pitta porque ele tem experiência e pioneirismo no estudo da medicina fetal em Pernambuco
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“O ultrassom nos serviços de urgência e nas salas de parto dá ao obstetra uma ideia geral da gestante no momento em que ela chega ao serviço”, diz Eugenio Pita
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A clínica Biofeto, pioneira na área de medicina fetal em Pernambuco, promoveu o 2º seminário do projeto Parto normal, avaliação fetal pré-parto. Na ocasião, o ginecologista e obstetra Francisco Mauad, de Ribeirão Preto (SP), referência nacional na área de diagnóstico ultrassonográfico, ministrou palestra para médicos pernambucanos. Entre os temas de destaque, está o uso do aparelho de ultrassom na sala de parto
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É um recurso que facilita a avaliação da progressão da cabeça do feto no trajeto do parto. Essa é uma prática que vem sendo adotada no Brasil, principalmente nas maternidades de São Paulo, e já é comum em diversos países. “Seria interessante o uso do ultrassom nas salas de internamentos dos serviços de urgência e nas salas de parto. Com isso, o obstetra teria uma ideia geral da gestante no momento de sua admissão”, explica o obstetra Eugenio Pita, especialista em medicina fetal e um dos organizadores do evento. “Esse recurso dá uma noção exata do líquido amniótico e da posição do feto, além de mostrar se há circular de cordão, entre outras informações importantes para o parto”, complementa Eugenio
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Outro assunto que promete mobilizar a atenção dos médicos e será apresentado por Francisco Mauad é o uso do Doppler durante o pré-natal, suas restrições e indicações. Esse exame faz uma avaliação da vitalidade do feto e é importante na identificação precoce das gestantes de risco
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✅Inovação… Acredito que a ultrassonografia intraparto representa um avanço da prática obstétrica que traz mais segurança na assistência ao parto
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✅Não existe prejuízo algum, não é invasivo, não aumenta os riscos maternos ou perinatais, ao contrário, alguns estudos associam uma maior acurácia no diagnóstico de sofrimento fetal quando há alteração no Doppler da veia umbilical
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✅Acima a capa de um livro destinado ao assunto com 13 capítulos sobre a utilização da ultrassonografia durante a assistência ao trabalho de parto que venho estudando nos últimos 6 meses
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✅ Vislumbro com uma assistência ao nascimento digna, respeitosa, segura e humanizada, realizada por equipe transdisciplinar, que procure saber o mais próximo do exato do momento adequado quando vale a pena esperar ou intervir caso seja necessário. A obstetrícia requer muita paciência, dedicação e BOM SENSO. Antecipar complicações também é uma arte, fundamental em qualquer especialidade em saúde
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Tudo respaldado em inúmeros artigos na literatura científica atual
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Construindo este modelo para nossa realidade com equipe : @alexandre_dubeux @edson_netto@emanuelasena @mariamaiavfreitas e @brunarecife . Porque sonhar, acreditar e colocar em prática é preciso


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✳️Você sabe o que é sonopartograma?
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✔️Sonopartograma é o registro do partograma (documento para avaliação e acompanhamento do trabalho de parto, recomendado pela Organização Mundial de Saúde e Cinselho Federal de Medicina) associada com a ultrassonografia intraparto. Este assunto será debatido no próximo congresso de ginecologia e obstetrícia de São Paulo de2016
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✳️Para que serve a ultrassonografia intraparto?
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1️⃣ Monitorizar os batimentos cardíacos fetais (mais fácil e preciso do que o sonnar)
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2️⃣ Avaliar a estimativa do peso fetal no momento do nascimento, pode ajudar no diagnóstico de macrossomia fetal, no preparo para o parto vaginal assistido
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3️⃣ Determinar a variedade de posição
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4️⃣ Permitir o diagnóstico acurado de sofrimento fetal a partir do Doppler da veia umbilical
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5️⃣ Acompanhar a estática fetal e o mecanismo do parto
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6️⃣ Avaliar o ângulo espino-occipital, permitindo saber (de acordo com alguns estudos) se o parto será rápido (é fácil) ou um pouco mais demorado (e dificil)
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➡️ OBS: Nem sempre aumentar a tecnologia significa aumentar a intervenção ou diminuir a humanização. Nada mais humano do que um parto bem assistido!


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✅A preocupação de todo obstetra ou professional que assiste o parto é o nascimento digno e humano de um bebê saudável. A simples escovação de mãos e a presença de pediatra na sala de parto reduziram (E MUITO) a morbimortalidade maternal e perinatal. Este artigo de revisão avalia os principais métodos para avaliação do bem-estar fetal intra-parto.
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✅Quais as técnicas utilizadas para monitorização fetal intraparto?
✔️Cardiotocografia
✔️pH fetal e níveis de lactato
✔️Eletrocardiograma fetal
✔️Oximetria fetal
✔️Ultrassonografia com Doppler
✔️Marcadores Bioquímicos de disfunção placentária
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✅O Artigo conclui sugerindo que um novo modelo através de marcadores bioquímicos de disfunção placentária associados com a ultrassonografia com Doppler pode resultar num algoritmo adequado para avaliação adequada do bem-estar fetal
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➡️Infelizmente, na maioria das maternidades, o único método de avalação do bem-estar fetal se dá apenas pela ausculta fetal intermitente
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