Dr. Glaucius na Mídia
Colocarei aqui algumas reportagens, entrevistas, vídeos relacionados ao meu trabalho
Reportagem Diário do Nordeste 15/11/2019
https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/projetos/cuidar-e-crescer/online/superacao-1.2175159
Depois de passar por três gravidezes de alto risco e pelo drama de perder seu primeiro filho com apenas três dias de vida, a enfermeira cratense Ana Raquel Maia Esmeraldo Sobreira Pinheiro, de 33 anos, deu a volta por cima, tornando-se exemplo para outras mães e outras famílias que viveram situações parecidas. Hoje, Raquel segue feliz e grata ao lado do marido, Pedro Luciano Pinheiro, e dos dois filhos, João Pedro e João Vitor, de 5 anos e de 6 meses, respectivamente. É ela quem conta a própria história, marcada por perdas, angústias, 123 dias de UTI mas também por muita esperança e superação, provando que milagres realmente acontecem.
Uma história de fé, superação, luta e gratidão
“No ano de 2013, a melhor notícia da nossa vida: uma gravidez. Primeiro neto na minha família e na família do meu esposo. Tudo ocorria bem, até que, de repente, tive a notícia de que o bebê não estava ganhando peso e estava entrando em sofrimento fetal, tendo que interromper a gravidez. Assim, com 26 semanas, ele nasceu com 675g, nosso menino Paulo André, que logo foi pra UTI, tão pequeno, tão frágil, que só durou três dias, vindo a falecer na madrugada!
O telefonema às 3h da manhã daria a notícia mais triste da minha vida. Meu filho tinha ido morar com o Senhor! Meu chão desabou, morri em pensar que tudo para o que tinha me preparado tinha ido por água abaixo… Uma cicatriz que até hoje carrego dentro de mim, pois só sabe a dor de perder um filho quem já perdeu um. O que me fez superar foi sentir e acreditar que ele virou um Anjo na nossa família, que sempre nos ilumina e nos protege!
Após um ano, veio a segunda gravidez. Acreditei que tudo seria diferente, pois tinha feito diversos exames, procurado médicos especializados. Descobri que tinha trombofilia [uma predisposição para desenvolver trombose devido a defeitos na coagulação do sangue que favorecem a formação de coágulos (trombos)], fiz o tratamento adequado, todos os dias tomava injeção na barriga. Até que, chegando ao sexto mês, começaram as complicações, e resolvemos ir para Fortaleza. Chegamos lá no dia 15/10/2014, o dia em que ele nasceu, João Pedro Sobreira Pinheiro, às 21h15, com idade gestacional de 26 semanas e peso de 690g.
Passou 115 dias na UTI. Dias de muita luta, sofrimento, angústia, longe de casa, noites acordadas e muita oração. João Pedro fez várias transfusões sanguíneas, teve infecções, passou 87 dias entubado, fez três cirurgias: retinopatia, PCA (persistência do canal arterial) e hérnia inguinal bilateral, todas realizadas com sucesso, sem nenhuma sequela!
Hoje ele é uma criança saudável, inteligente, pula, tem uma energia enorme e feliz! Usa óculos e ficou até mais charmoso!! Sempre pediu um irmão, mas eu tinha muito medo de passar por tudo que tinha passado com ele. Mesmo assim, sempre entreguei nas mãos de Deus e pedi que fosse feita a vontade dele. Se fosse para vir saudável e no tempo certo, que Ele mandasse. E no mês de outubro de 2018 descobri que estava grávida.
Conheci um médico na família, o Dr. Glaucius Nascimento, que já tinha pego vários casos com o mesmo problema que eu, e tinham dado certo. Fui acompanhada por ele, em Recife. Ele é um médico que, sem dúvida, fez toda a diferença. Um pré-natal bem feito e com medicações que eu não tinha tomado nas gestações anteriores fizeram a diferença, além da minha fé, porque sempre soube que Deus nunca me abandonou e que, se eu tinha passado pelo que passei, era porque tinha que passar.
Fiquei em repouso total durante a gestação, sem sair, sem trabalhar. Mas tudo valeu a pena. No final de abril de 2019, nasceu João Vitor Sobreira Pinheiro, com 34 semanas e o peso 1,915kg. Passou oito dias na UTI, por precaução, mas a cada dia evoluía bem, tendo alta hospitalar com 13 dias. Hoje, ele se encontra com 5 meses, saudável, ativo e perfeito aos olhos do Pai.
Eu me sinto completa e realizada com meus filhos. Só muita gratidão ao Senhor e à proteção do nosso Anjo. Não desistam de lutar e buscar o que vocês desejam. Nós, mães, somos guerreiras, pois com muita fé e força a gente consegue o que deseja!”
Depoimento de Ana Raquel Maia Esmeraldo Sobreira Pinheiro
Entrevista ao Blog Casa Saudável na TV JC
Programa Papo de Saúde sob endometriose e SOp (Síndrome dos Ovários Policísticos) com a jornalita Danielly Cavalcanti
https://www.youtube.com/watch?v=4pq7TMuulOs
Vídeo NETV sobre o caso da Cesariana Perimortem de 2017 que tive a honra de participar
Homenagem do Vereador Benjamin da Saúde à minha pessoa e equipe de saúde do Caso da Cesariana Perimortem de Michelle e Maysa
Dia 28/06/2017 fui homenageado na Câmara de Vereadores de Recife. Evento insquecível e marcante de minha carreira médica. Juntamente com uma equipe de profissionais integrados realizamos uma cesariana perimortem que ajudou a salvar a vida de Michelle e Maysa. Meu reconhecimento a todos que nos ajudaram naqueles dia, todos tiveram sua importância. Muito obrigado!!!
Glaucius Nascimento: Anjo da guarda de mães e bebês lança livro sobre milagres na obstetrícia
Publicado por Cinthya Leite em Blog – 13/05/2018 às 16:38
Blog Casa saudável e Jornal do Commercio

Glaucius está à espera de Miguel. A esposa, Amanda, está na 27ª semana de gestação. As ultrassonografias são feitas por ele, em casa, onde o obstetra se sente rodeado (também) pelo amor dos outros dois filhos: Alana, 12, e João Pedro, 5 (Foto: Guga Matos/JC Imagem)
Bebê renasce quase por um milagre: é Páscoa
Esta é a história de João Gabriel, que foi ressuscitado e que dará vida nova à família Gil Rodrigues
Por: Silvia Bessa
Publicado em: 15/03/2018 07:28| Atualizado em:15/03/2018 09:31
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| Ontem, pela primeira vez, João Gabriel tomou o leite materno como alimentação exclusiva. Foto: Teresa Maia/DP (Foto: Teresa Maia/DP) |
O relógio da maternidade marcava 4h30. Roberta Kelly chegou acompanhada pelo marido em um desespero familiar daqueles que ninguém espera vivenciar. O casal já havia perdido uma filha, também no final de uma gestação – e essa dor não se esquece. Enquanto vomitava e sentia dores, ela enfrentava o temor de passar pelo mesmo drama. Pressão alta, urina escura, a suspeita era de que haveria descolamento da placenta. “Não escuto o batimento do bebê”, disse o obstetra Glaucius Nascimento, que tem por hábito andar com um equipamento de ultrassom portátil. “De novo não! Não estou acreditando”, gritou Roberta no corredor do Hospital Memorial São José, no Recife.
Roupa rasgada no corredor, parto iniciado sem que o efeito da anestesia fosse constatado. Não havia tempo. Médicos e enfermeiras a cercaram de manobras e esperanças. Inicia-se o procedimento. “Meu Deus, tenha misericórdia, tenha misericórdia”, apelava consigo, no seu silêncio mental, Nadja Pereira, pediatra das mais experientes e uma católica devota. “Nessas horas, uso minhas mãos, mas nunca esqueço da ajuda da mão Dele”. Falando assim, parece que se passaram horas. Foi um punhado de segundos. “Mas sempre dá tempo de eu pedir”, diz ela.
Para os médicos, o bebê tinha morte aparente. “Havia muita gente lá. Ainda bem porque, contando, poderiam não acreditar”, pensa Nadja. João Gabriel renasceu. Foi ressuscitado. Respirou bem, como não se esperava. Estava com 34 semanas e dois dias de vida, passou quase oito meses crescendo e sendo gestado, pesava pouco menos de dois quilos e ganhou 7 (em seguida 9) de Apgar – uma nota importante que soma os sinais vitais do recém-nascido assim que deixa o útero da mãe. Ontem, pela primeira vez, João Gabriel tomou o leite materno como alimentação exclusiva. Está a poucos dias de receber alta médica da UTI, segundo José Henrique, o médico neonatologista que o acompanha agora. “O bebê respira bem sem aparelhos e vai ficar uns cinco dias na UTI só para ganhar peso”.
Para a família Gil Rodrigues, a Páscoa chegou antes do tempo. O que salvou João Gabriel? O diagnóstico “superprecoce” (palavra dos colegas especialistas) de parada dos batimentos cardíacos por parte do obstetra e a agilidade da equipe médica que operou em zona de guerra. “Acho que aconteceu algo milagroso que salvou meu filho”, definiu João Gabriel Gil Rodrigues, o pai. “Vou lhe dizer uma coisa: eu acho que doutor Glaucius tem uma missão na vida. Nunca vi um médico tão decidido e rápido para tomar uma decisão. Sou muito agradecido e eu posso falar sobre esse assunto porque tivemos uma experiência anterior ocorrida”, completou, referindo-se à sua primeira filha, Gabriela, que faleceu antes de nascer. João é o terceiro filho. Sofia tem quase três anos e está em casa à espera do irmão.
Glaucius também acredita no sobrenatural em torno de si conduzindo-o para situações que guardam semelhanças. Em janeiro de 2017, ele passara por um parto histórico, raríssimo, quando estava de plantão e atendeu Michele Santiago, grávida de Maísa. Michele teve uma parada e passou 10 minutos sem sinal de vida, foi resgatada e sobreviveu junto com a filha. Foi um caso em 30 mil outros casos normais. Notícia internacional. “Dizem que o raio não cai duas vezes na mesma pessoa. Não são iguais, mas o que vivi com João Gabriel me faz pensar que o raio cai, sim, duas vezes sobre alguém”.
Mãe tem parada cardíaca na sala de pré-parto, dá à luz e é reanimada depois
Bebê chegou a nascer em situação de morte aparente. Caso raro ocorre em torno de um para cada 30 mil nascimentos.
Por G1 PE
O ritmo cardíaco da mãe, mesmo que muito fraco, foi notado quando o obstetra já fechava seu útero. “Foi aí que foi possível realizar um procedimento chamado cardioversão, comumente chamado de choque. Quando os médicos fizeram o choque, ela retornou para o ritmo cardíaco regular”, afirmou o obstetra.
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Após um mês, Michele segue internada e sendo acompanhada por médicos — Foto: Reprodução/TV Globo
Bem-sucedido, o procedimento foi comemorado tanto pela equipe médica quanto pela avó de Maisa. Ao ver sua filha abrindo os olhos de novo, Sandra Santiago diz que a experiência foi a maior alegria que já teve.
“Na UTI, eu conversei com ela [Michele]. Dizia: ‘Mainha, volte para sua filha’. Só dela abrir os olhos para mim, meu Deus, foi a maior alegria da minha vida. A maior alegria acho que nem foi quando eu a tive, mas ao reencontrá-la”, desabafou.
How Brazil’s favorite app is helping doctors and parents cope with microcephaly
Mothers of babies with microcephaly gather for a support group at a rehabilitation clinic in Recife.
Credit:Anne Bailey
Gynecologist Glaucius Nascimento was invited by a patient to be a member of the Pernambuco mothers’ WhatsApp group. Nascimento said that so far he has not seen any inaccurate medical information being spread via the chat. He said the group has opened his eyes about the delays the mothers face in booking appointments and getting exam results — and also their difficulty in affording diapers and proper nutrition. This access to his patients’ dialogue has made him question whether his colleagues in the medical field are focused on the right things.
“I’m disappointed in how focused researchers are at identifying whether Zika caused all of this at the expense of focusing on other risk factors that affect these mothers, like whether they were getting enough vitamins and their broader socioeconomic background,” he said.
Not all of the mothers who’ve recently given birth to children with microcephaly are part of the group chat. Smartphones are expensive, and many families in Brazil are too poor to own one. Doctors at the Altino Ventura rehab center recently made a change in the children’s therapy schedules so that parents would come in on the same day each week and have face-to-face contact.
At last week’s party, a few tired babies snoozed on a bed, while others were rocked by their mothers to birthday songs. Some of their mothers are in the WhatsApp groups, others are not. “We’re all in the same boat,” said Germana Soares. “And the boat is full.”
This story was co-reported with our partners at Frontline. Find more on the Zika outbreak from Frontline here.
Miracle mother, 27, and baby daughter saved by quick-thinking surgeon after both DYING from heart attack in labour
- Michelle Santiago, 27, suffered a sudden heart attack and died during childbirth
- She suffered a rare – and often fatal – amniotic fluid pulmonary embolism
- Her daughter, Maysa, also didn’t survive the trauma in Recife, north east Brazil
- Surgeon performed a last-chance Caesarean without anaesthetic on the body
- Amazingly, both mother and daughter were revived and made full recoveries
Michelle Santiago, 27, suffered a sudden heart attack from severe pre-eclampsia and died on a waiting room bed in Guararapes Memorial hospital in Recife, north east Brazil, earlier this year.
Surgeons made the split-second decision to perform an emergency Caesarean with a scalpel and without anaesthetic on her lifeless body, right where she lay.
They delivered the baby, but the child had apparently died in the womb at the same time as her mother.

Seconds after ‘death’: Surgeons made the split-second decision to perform an emergency Caesarean on Michelle Santiago – after she died following a sudden cardiac episode
Nurses battled to revive the new born with oxygen and miraculously, just five minutes later, she was breathing on her own.
Minutes after the drastic surgery, physicians resuscitated the stricken mother using a defibrillator to send electric shocks to her heart, which had stopped beating for ten minutes.
Now, both mother and daughter have made a full recovery.
A week after surviving her ‘death-defying’ episode, Mrs Santiago wept for joy as she held her healthy baby girl, Maysa, for the first time.
Obstetrician Dr Gláucius Nascimento, who led the emergency life-saving team said: ‘This was a remarkable incident. It was as if we were operating in a war situation. We had to think really fast and work with what we had and right where we were.
‘Our decisions meant either saving or losing both the mother and the baby.’
He added: ‘Everyone was in tears, the moment we heard the baby cry and saw our patient come back to life.’
Mrs Santiago is believed to have suffered an amniotic fluid pulmonary embolism. A condition where fluid from the womb enters the mother’s blood stream.
It is a rare and severe complication during pregnancy which occurs only once in every 30,000 births, according to medical records.
Mrs Santiago was discharged last week after a month spent recovering in hospital.
She said: ‘I’d been having a lot of headaches for the past month and the back of my neck was very painful. I decided to go to the hospital because I couldn’t take the pain anymore.’
At the maternity unit, she was diagnosed with severe pre-eclampsia (hypertension in pregnancy) and given medication. But this failed to stabilise her blood pressure.
The married mother-of-two who lives in Recife, said: ‘I lay down on the bed, my head was hammering and I was feeling really sick. I suddenly felt like my whole body was on fire and I screamed ‘I can’t breathe’.
‘The last thing I remember before blacking out, was vomiting violently. Everything happened so quickly.’
Dr Nascimento was on his afternoon shift on January 6 when he was notified Mrs Santiago had arrived suffering from headaches, shortness of breath and severe nausea.
She was six days past her delivery date, but had no contractions.
Dr Nascimento said: ‘One minute I was preparing to take Michelle into surgery because I had already anticipated her situation could get worse. In the next, a nurse was shouting ‘her heart has stopped’.
‘I just a few paces away from her bed, I threw my cell phone on the floor and started cardiac massage immediately.’
Around 15 medical staff were on the scene within seconds. Some were involved in trying to revive the mother by opening her airways while others helped Dr Nascimento as he prepared to operate.
The obstetrician said: ‘I grabbed a scalpel to do the C-section. We had no time to get the normal electric one. The baby was withdrawn in less than one minute so we could start defibrillating Michelle.’
But Maysa urgently needed oxygen as she appeared dead at birth.
Nurses worked to revive the child and after five intense minutes the infant, who was born weighing a healthy seven and a half pounds, cried and started breathing on her own.
Dr Nascimento, who worked quickly to suture the C-section, said: ‘It was a moment of sheer happiness when we all heard the baby cry.’
Only then could doctors begin to save Mrs Santiago’s life. She had been dead for ten minutes. Physicians used shock waves to resuscitate and restore a heartbeat.
Vascular surgeon, doctor Fernanda Carvalho said: ‘The situation was so urgent, I climbed on top of the bed on my knees and applied cardiac massage to stabilise her heart rate. All I could think of was this mum was not going to leave her baby without us fighting for her to live.’
Mrs Santiago spent a week in intensive care recovering from her operation and from a bout of pneumonia.
Sandra Santiago, Mrs Santiago’s mother, was with her daughter when she first came around after the emergency procedure. Sandra said: ‘I kept begging Michelle in ICU to live and come back to us.
‘The first time she opened her eyes, was the greatest moment ever and I couldn’t stop crying, as I told her I loved her so much.’
Mrs Santiago held her newborn daughter for the first time, seven days later. The child stayed with her in hospital.
She said: ‘When I woke up in ICU I panicked and put my hand on my belly because I thought I’d lost my baby. But my mum said she was well and beautiful and waiting for me in the nursery.
‘I am overwhelmed with gratitude for what the medical staff have done for us. They were incredible because they performed a miracle by saving two lives.’
Dr Nascimento, who has been practicing medicine for 16 years, said: ‘I’ve been involved in several high-risk maternity situations but I have never performed a caesarean while the patient was peri-mortem (near to death).
‘This incident was worth all my years of sacrifice to become a doctor.’
Medical researchers diagnosed Mrs Santiago’s cardiac arrest was caused by a pulmonary embolism due to amniotic fluid entering her blood stream.
Dr Nascimento said: ‘We are still studying why this happened but from our initial findings it appears as if the amniotic fluid formed a clot that broke away and reached the lungs. It’s a very rare event.’
Doctors added she had suffered no further complications because the incident was handled so quickly it didn’t have time to cause neurological damage.
One month after her life-saving surgery, Mrs Santiago, who is taking medication to her control her blood pressure, has returned home to her five-year-old daughter, Melania and husband Jose Fernando, 26.
Jose said: ‘I thought I had lost the love of my life and my baby daughter.
‘This has been a real shock to us and shown just how easily Michelle could have died in childbirth if she hadn’t been in the right place at the right time and with the right medical staff to save her and our daughter.’
https://www.dailymail.co.uk/health/article-4219860/Mother-baby-resuscitated-DYING-labour.html
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A incrível história de mãe e filha morrendo no parto, mas trazida de volta à vida
O homem de 27 anos sofreu uma complicação grave e quase fatal – Veja fotos
Publicação em Imprensa Grega

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MIRACLE MUM & NEW BORN BABY RESUSCITATED AFTER BOTH DYING LABOUR

A mother and her unborn baby were miraculously saved after they BOTH died during labour.
Michelle Santiago, 27, suffered a sudden heart attack from severe pre-eclampsia and died on a waiting room bed in Guararapes Memorial hospital in Recife, north east Brazil.
Surgeons made the split-second decision to perform an emergency caesarean with a scalpel and without anaesthetic on her lifeless body, right where she lay.
They delivered the baby, but the child had apparently died in the womb at the same time as her mother.
Nurses battled to revive the new born with oxygen and miraculously, just five minutes later, the tot was breathing on her own.
Minutes after the drastic surgery, physicians resuscitated the stricken mum using a defibrillator to send electric shocks to her heart, which had stopped beating for ten minutes.
Both mum and daughter have made a full recovery.
A week after surviving her ‘death-defying’ episode, Michelle wept for joy as she held her healthy baby girl, Maysa, for the first time.
Obstetrician Dr Gláucius Nascimento, who led the emergency life-saving team said: “This was a remarkable incident.
“It was as if we were operating in a war situation.

PIC FROM Caters News
“We had to think really fast and work with what we had and right where we were.
“Our decisions meant either saving or losing both the mother and the baby.
He added: “Everyone was in tears, the moment we heard the baby cry and saw our patient come back to life.”
Michelle is believed to have suffered an amniotic fluid pulmonary embolism. A condition where fluid from the womb enters the mother’s blood stream.
It is a rare and severe complication during pregnancy which occurs only once in every 30,000 births, according to medical records.

PIC FROM Caters News
Michelle was discharged last week Monday [6 February] after a month spent recovering in hospital.
Michelle said: “I’d been having a lot of headaches for the past month and the back of my neck was very painful. I decided to go to the hospital because I couldn’t take the pain anymore.”
At the maternity unit, she was diagnosed with severe pre-eclampsia (hypertension in pregnancy) and given medication. But this failed to stabilise her blood pressure.
The married mum-of-two who lives in Recife, said: “I lay down on the bed, my head was hammering and I was feeling really sick.
“I suddenly felt like my whole body was on fire and I screamed ‘I can’t breathe’.
“The last thing I remember before blacking out, was vomiting violently. Everything happened so quickly.”
Nascimento was on his afternoon shift on 6 January (this year), when he was notified Michelle had arrived suffering from headaches, shortness of breath and severe nausea.
She was six days past her delivery date, but had no contractions.
Nascimento said: “One minute I was preparing to take Michelle into surgery because I had already anticipated her situation could get worse. In the next, a nurse was shouting ‘her heart has stopped’.
“I just a few paces away from her bed, I threw my cell phone on the floor and started cardiac massage immediately.”

PIC FROM Caters News
Around 15 medical staff were on the scene within seconds. Some were involved in trying to revive the mum by opening her airways while others helped Nascimento as he prepared to operate.
The obstetrician said: “I grabbed a scalpel to do the C-section. We had no time to get the normal electric one. The baby was withdrawn in less than one minute so we could start defibrillating Michelle.”
But Maysa urgently needed oxygen as she appeared dead at birth.
Nurses worked to revive the child and after five intense minutes the infant, who was born weighing a healthy seven and a half pounds, cried and started breathing on her own.
Nascimento, who worked quickly to suture the C-section, said: “It was a moment of sheer happiness when we all heard the baby cry.”
Only then could doctors begin to save Michelle’s life. She had been dead for ten minutes. Physicians used shock waves to resuscitate and restore a heartbeat.
Vascular surgeon, doctor Fernanda Carvalho said: “The situation was so urgent, I climbed on top of the bed on my knees and applied cardiac massage to stabilise her heart rate. All I could think of was this mum was not going to leave her baby without us fighting for her to live.”
Michelle spent a week in intensive care recovering from her operation and from a bout of pneumonia.
Sandra Santiago, Michelle’s mother, was with her daughter when she first came around after the emergency procedure.
Sandra said: “I kept begging Michelle in ICU to live and come back to us.
“The first time she opened her eyes, was the greatest moment ever and I couldn’t stop crying, as I told her I loved her so much.”
Michelle held her newborn daughter for the first time, seven days later. The child stayed with her in hospital.
She said: “When I woke up in ICU I panicked and put my hand on my belly because I thought I’d lost my baby.
“But my mum said she was well and beautiful and waiting for me in the nursery.

PIC FROM Caters News –
“I am overwhelmed with gratitude for what the medical staff have done for us. They were incredible because they performed a miracle by saving two lives.”
Nascimento, who has been practicing medicine for 16 years, said: “I’ve been involved in several high-risk maternity situations but I have never performed a caesarean while the patient was perimortem (near to death).
“This incident was worth all my years of sacrifice to become a doctor.”
Medical researchers diagnosed Michelle’s cardiac arrest was caused by a pulmonary embolism due to amniotic fluid entering her blood stream.
Nascimento said: “We are still studying why this happened but from our initial findings it appears as if the amniotic fluid formed a clot that broke away and reached the lungs. It’s a very rare event.”
Doctors added the miracle mum had suffered no further complications because the incident was handled so quickly it didn’t have time to cause neurological damage.
One month after her life-saving surgery, Michelle, who is taking medication to her control her blood pressure, has returned home to her five-year-old daughter, Melania and husband Jose Fernando, 26.
Jose said: “I thought I had lost the love of my life and my baby daughter.
“This has been a real shock to us and shown just how easily Michelle could have died in childbirth if she hadn’t been in the right place at the right time and with the right medical staff to save her and our daughter.”
http://www.storytrender.com/1487/miracle-mum-new-born-baby-resuscitated-dying-labour/
Histórias marcantes na carreira inspiram livro de médico pernambucano

Dr. Glaucius Nascimento ficou conhecido nacionalmente por fazer uma cesariana perimortem e dedicou uma parte de seu livro ao acontecimento. Crédito: Dupla Comunicação/Divulgação
Retratando os casos mais marcantes de sua vida como obstetra Glaucius Nascimento lança, no próximo dia 12, na Livraria Cultura, do Shopping RioMar, o livro Milagres que a obstetrícia me proporcionou. A obra é dividia em duas partes, uma delas é reservada ao caso de Michelle e Maysa, que teve uma cesariana perimortem no Recife, e a outra aos seus quinze anos de carreira. A publicação é voltada para a população em geral, casais que desejam engravidar, casais com inúmeras perdas gestacionais e profissionais e saúde. O livro tem prefácio assinado pelo cardiologista Roque Savioli, autor do best-seller Milagres que a medicina não contou, e pelo padre Airton Freire, da Fundação Terra.
“Foi a persistência destes casais e profissionais que fizeram a diferença na minha vivência médica. A experiência prática me proporcionou participar de momentos singulares em minha vida pessoal e em casos clínicos surpreendentes relacionados à gravidez e ao nascimento”, revela Glaucius.

A obra chega à livraria pelo valor de R$ 34,90. Foto: divulgação
MILAGRES NA OBSTETRÍCIA INSPIRAM LIVRO DE MÉDICO PERNAMBUCANO
O ginecologista obstetra Glaucius Nascimento lança, às 16h30 do próximo dia 12, na Livraria Cultura do RioMar, o livro “Milagres que a obstetrícia me proporcionou”. A obra é dividida em duas partes. Uma delas é reservada ao caso de Michelle e Maysa, cesariana perimortem noticiada no Brasil e no mundo. Quando estava grávida, Michelle foi vítima de embolia pulmonar e o médico fez o parto com ela quase sem vida. Já a segunda parte, traz outros casos clínicos marcantes relacionados à gravidez e ao nascimento vividos nos quinze anos de carreira do obstetra.
No livro, o autor não trata apenas sobre medicina e obstetrícia. Fala também sobre nascimento, renascimento e espiritualidade, respeitando a diversidade das religiões sem deixar de demonstrar o quanto a fé é importante na vida de tantas pessoas. Segundo o médico, a obra é voltada para a população em geral, casais que desejam engravidar, casais com inúmeras perdas gestacionais e profissionais de saúde.
O livro é prefaciado pelo cardiologista Roque Savioli, autor do best-seller Milagres que a medicina não contou, e também pelo padre Airton Freire, da Fundação Terra. A obra chega à livraria pelo valor de R$ 34,90.
Benjamim da Saúde homenageia médico Glaucius Nascimento
Um vídeo foi exibido no telão do plenário da Câmara Municipal do Recife, mostrando como o caso aconteceu. Foi uma prova da capacidade técnica da equipe médica, da tomada de decisão no tempo certo, e do compromisso profissional. A história de Michelle e da filha Maísa, de acordo com vereador, “comprova que uma equipe unida alcança resultados muito mais efetivos do que um grupo de indivíduos trabalhando sozinhos. Trabalhar em equipe significa compartilhar conhecimento”. Benjamim da Saúde ressaltou que doutor Glaucius, obstetra de formação, soube compartilhar suas experiências com os colegas. “E, desta forma, teve sabedoria para conduzir com excelência o parto de Michelle e trouxe mãe e filha à vida em família”, destacou.
A solenidade, que emocionou os presentes no plenário da Câmara Municipal do Recife, foi presidida pelo vereador Eduardo Marques (PSB) e a mesa, composta pelo vereador Benjamim da Saúde, pelo médico homenageado e pelo advogado Wilson Miranda Filho. No discurso de agradecimento, o médico Glaucius Nascimento lembrou a homenagem feita a ele não partia de uma entidade médica ou mesmo acadêmica, mas “trata-se de uma homenagem de grande porte, prestada por representantes do Poder Legislativo de nossa cidade. E para mim é muito, mas muito mais honroso receber esta homenagem deste órgão público, do que de qualquer órgão fiscalizador de classe ou mesmo alguma sociedade médica”.
Ele lembrou que o caso da paciente Michelle, protagonizado por ele e equipe, teve repercussão nacional e internacional, “mas nada vai me tirar o sentimento de plenitude, junto com todos os profissionais envolvidos de poder olhar para Maísa, Michelle e ficar feliz por estarem vivas e saudáveis. Não busco reconhecimento, graças a Deus eu já o tive. E sei que tudo isto é menor do que o fato em si”. Segundo ele, trata-se de uma história de amor, de saúde e de fé. “Era um plantão de obstetrícia considerado normal, no dia seis de janeiro de 2017. O atendimento ético inicial realizado a Michelle pela equipe de enfermagem já havia norteado a conduta. Era uma gestante fora de trabalho de parto, com 9 meses, níveis pressóricos elevados e proteinúria positiva 4 cruzes”. Ou seja Gestação de alto risco.
Era necessário fazer a transferência para uma maternidade de alto risco. “Enquanto ligava para a Central de Regulação de Transferências Michelle, que inicialmente estava conversando normalmente comigo, vomitou e ficou tonta, com uma voz emboloada. Eu desliguei o telefone e indiquei a cesariana de emergência”. Subitamente, Michelle apresentou quadro de parada cardiorrespiratória. Comecei as massagens cardíacas iniciais. “Rapidamente, a equipe de enfermagem providenciou a ajuda de vários colegas médicos e de enfermagem, que assumiram a reanimação cardiorrespiratória”, disse.
Com a habilidade de um exímio anestesista e plantonista da maior emergência do estado de Pernambuco, doutor Edson, de acordo com Glaucius Nascimento, conseguiu a intubação enquanto a doutora Fernanda Carvalho, o doutor Antônio Guerra comandavam em conjunto com a equipe de enfermagem a reanimação cardíaca materna. “Restava a mim, a realização do procedimento que havia me preparado durante toda a minha carreira: a cesariana perimortem”. Poucos profissionais de saúde no Brasil e no mundo têm a experiência de participar de um caso como este e principalmente com um desfecho tão positivo.
“Eu operei Michelle com outro exímio obstetra, o Dr. José Farias e ainda com o instrumentador, o técnico de enfermagem e meu amigo, Gílson Carnaúba na própria sala de preparto”, disse. Ele retirou Maísa numa cesariana ultrarrápida, e o doutor Adriano Mendonça, neonatologista, realizava ventilação por pressão positiva em Maísa, que respondeu imediatamente com um choro forte. Logo após o choro de Maísa e o fechamento da cavidade uterina, foi realizada cardioversão, o conhecido choque, e, milagrosamente, Michelle voltou ao ritmo cardíaco normal”.
Glaucius Nascimento é filho de um bancário com uma professora, típico casal de classe média do Recife. Estudei no Colégio Imaculado Coração de Maria, depois no São Bento de Olinda. Cursou Medicina na Universidade Federal de Pernambuco e decidiu enveredar pela obstetrícia por ter sido acadêmico concursado da Maternidade Bandeira Filho. Foi acadêmico voluntário do Doutor José Carlos de Lima e do Dr. Erick Moreno. Também foi acadêmico concursado de Neonatologia e Monitor de Obstetrícia e Neonatologia no HC-UFPE e no Hospital Barão de Lucena.
Fez residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no HC-UFPE, entrou no Exército Brasileiro. Entre outras títulos, fez outra residência, em 2004, de Medicina Fetal no Instituto Materno-Infantil de Pernambuco (IMIP). Em 2005 tirou o título de especialista em Ginecologia Obstetrícia e Certificado de Atuação em Medicina Fetal.
Em 28.06.2017, às 12h20.
Lançamento do livro “Milagres que a obstetrícia me proporcionou”
Sessão de Autógrafos
- Sábado, 12 de Maio
Término: Sábado, 12 de Maio
- 16:30
- Teatro Eva Herz – Recife
LIVRARIA CULTURA – SHOPPING RIOMAR
Cidade: Recife – Pernambuco
DESCRIÇÃO
Sessão de Autógrafos
As histórias mais emocionantes da carreira de um obstetra. Você vai se emocionar com as historias verídicas e inesquecíveis de um obstetra que vivenciou casos surpreendentes ao longo de sua carreira. Essas narrativas inesquecíveis vão ficar gravadas na memória do leitor. Um livro não só sobre medicina e obstetrícia, mas também sobre nascimento, renascimento e espiritualidade, narrado por um médico cristão católico, que respeita a diversidade de religiões sem deixar de demonstrar o quanto a fé é importante na vida de tantas pessoas. O livro foi dividido em duas partes, uma reservada especificamente ao caso de Michelle e Maysa, a cesariana perimortem que foi noticiada no Brasil e no mundo e a segunda parte, de uma forma mais resumida, com os outros casos clínicos marcantes dos seus quinze anos de carreira na obstetrícia.
Milagre: em parto complicado, bebê nasce sem sinais vitais. Depois, a emocionante surpresa

O dia 6 de janeiro vai ficar marcado na vida de Michele Santiago. Ela estava no novo mês de gestação e começou a se sentir muito mal. Foi levada em trabalho de parto por sua mãe até um hospital na região metropolitana do Recife, PE.
De acordo com a equipe médica, enquanto ela estava sendo atendida na sala de emergência, junto a outras grávidas, o coração de Michele parou de bater em decorrência de uma pré-eclâmpsia, doença da gravidez em que a mulher desenvolve a hipertensão. Diante da situação considerada gravíssima, os médicos resolveram fazer a cesariana ali mesmo, na sala de emergência, pois não haveria tempo para levá-la ao centro cirúrgico.
A equipe precisava agir rapidamente para tentar salvar a mãe e a bebê. A cesariana foi feita sem anestesia, num procedimento chamado de perimortem, em que a paciente está em um estado muito parecido com a morte. Segundo os médicos, eles tinham apenas 5 minutos depois do início da parada cardíaca da mãe para retirar o bebê do útero com vida.
Quinze profissionais foram envolvidos nesta verdadeira guerra pelas duas vidas. Maísa nasceu com morte aparente, ou seja, sem sinais vitais. Mas depois, os médicos ouviram o chorinho emocionante da bebê, como se ela quisesse comemorar por estar viva.
A menininha reagiu aos procedimentos de ventilação por oxigênio e foi logo levada à UTI. “Eu escutei o choro do bebê. Naquele momento, a equipe se contagiou de alegria”, disse ao G1 o médico Glaucius Nascimento, que fez o parto.
De acordo com os médicos, o parto em paciente com parada cardíaca é considerado raro e acontece na proporção de um a cada 30 mil casos.
Agora, mãe e filha passam bem e comemoram a bênção da vida em casa, junto aos familiares.
O mundo da obstetrícia
O ginecologista Glaucius Nascimento lança, às 16h30, na Livraria Cultura do Shopping RioMar, o livro “Milagres que a obstetrícia me proporcionou”. A obra é dividida entre o caso de Michelle e Maysa, a cesariana perimortem mais noticiada no Brasil, e outros casos marcantes dos seus 15 anos de carreira. No livro, o autor fala também sobre renascimento e espiritualidade. O evento tem entrada gratuita.
DR. GLAUCIUS NASCIMENTO PARTICIPA DE CONGRESSO SOBRE PRÁTICA ORTOMOLECULAR
O ginecologista e obstetra Glaucius Nascimento, cliente TGI, participa, em junho, do 31º Congresso Internacional de Prática Ortomolecular. Realizado em São Paulo, o evento é pioneiro e referência nacional e internacional da Prática Ortomolecular. O médico estará entre os palestrantes e falará sobre Suplementação Nutracêutica em Obstetrícia Integrativa e Funcional.
Para Dr. Glaucius, o evento é importante principalmente para trazer visibilidade para Recife na área. “Fiquei muito lisonjeado com o convite, pois saindo daqui de Recife, serei talvez o único a proferir uma palestra sobre Obstetrícia num Congresso Internacional de Prática Ortomolecular. É a chance de apresentar para o Brasil de forma oficial, num evento científico internacional, a Obstetrícia Integrativa e Funcional”, comemora. A Obstetrícia Integrativa Funcional trata a gestante e seu bebê como um todo, através da integração entre obstetrícia, medicina fetal, nutrição, psicologia e outras especialidades, além da orientação para a melhoria dos hábitos de vida maternos.
Glaucius Nascimento possui graduação em medicina e residência médica em ginecologia e obstetrícia. Em 2014, mudou sua prática e realizou pós-graduações em fisiologia hormonal, prática ortomolecular e nutrologia. “Ao incorporar os conceitos da fisiologia, nutrologia e estratégia ortomolecular, percebi como os resultados maternos e perinatais no consultório melhoraram, apesar de acompanhar diversas gravidezes de alto risco. Percebi que o cuidado, muito estudo, discussão personalizada de cada caso e, principalmente, a melhoria dos hábitos de vida de minhas gestantes culminavam com o sucesso nesses resultados, com melhoria da qualidade de vida da mulher”, explica o obstetra.
Livro – O médico também está em preparação para o lançamento do seu livro “Milagres que a obstetrícia me proporcionou”, publicação sobre medicina e espiritualidade baseado em suas experiências práticas como médico obstetra, lançando mão de memórias de casos inesquecíveis relacionados à gravidez e ao nascimento.
http://www.gestaohoje.com.br/blog_gh/index.php/tag/glaucius-nascimento/
Simpósio de Ginecologia e Obstetrícia da UNINASSAU
Segue o pdf da Aula do dia 5/11/2019 Clique ao lado => aula-sigo-6
Mola Hidatiforme
INFORMAÇÕES PARA PACIENTES
O que é Mola?
Doença Trofoblástica Gestacional constitui um grupo de doenças da placenta conhecidas como mola hidatiforme completa e parcial capazes de evoluir para formas invasoras e/ou malignas nomeadas neoplasia trofoblástica gestacional, com as seguintes formas clínicas: mola invasora, coriocarcinoma, tumor trofoblástico do sítio placentário e tumor trofoblástico epitelióide.
No Brasil não ha estatística confiável, mas, acredita-se que haja um caso dessa doença para 200-400 gestações normais, o que faz com que essa doença seja pouco frequente e por isso desconhecida da população e mesmo de muitos médicos.
O objetivo destas informações é descrever a apresentação e o diagnóstico da doença, seu acompanhamento clínico e tratamento. Elas também oferecem informações sobre resultados de gravidez futura e o uso de contracepção.
A gravidez molar, mais conhecida como mola, é uma gravidez diferente, anormal. Baseado em características genéticas e histopatológicas é subdvidida em mola hidatiforme completa e parcial. Na mola hidatiforme completa não há embrião, e é a mais comum entre nossas pacientes. Já na mola hidatiforme parcial há desenvolvimento inicial do embrião.
Toda mulher grávida produz um hormônio chamado de gonadotrofina coriônica humana (hCG), e nos casos de gravidez molar a persistência desse hormônio ou sua elevação após o esvaziamento uterino significa que houve invasão da parede uterina (mola invasora) ou sua transformação maligna.
Daí a importância do seguimento contínuo e sistemático das pacientes mediante dosagens periódicas de hCG para monitorar a evolução da doença, que pode cursar com remissão espontânea ou com evolução para neoplasia trofoblástica e a necessidade de tratamento para atingir a remissão e garantir a cura.
Referências bibliográficas
- Braga, A, et al. MOLA, versão facebook ABDTG, 2016.
- Moraes, VP, Marcolino,LA, et al. Complicações clínicas da gravidez molar. FEMINA, vol.42, nº 5, 2014.
- Neil S. Horowitz and Lari B. Wenzel. Psychosocial Consequences of Gestational Trophoblastic Disease. ISSTD, 4th Edition, chapter 23, 2015.
Mola Hidatiforme é câncer?
A mola hidatiforme é uma doença infrequente e ocorre em duas ou três de cada 1000 gestações. O diagnóstico pode ser feito por ultrassonografia durante a gravidez ou no exame de material eliminado durante um aborto.
Há duas modalidades de mola hidatiforme: mola completa e mola parcial. Uma característica de ambas as formas é o crescimento muito rápido da placenta. Esta classificação (distinção entre mola completa e mola parcial) é importante porque a evolução da doença é diferente para cada um dos tipos como veremos adiante.
Além do desconforto causado pela perda da gravidez outro problema que preocupa a mulher que teve mola hidatiforme é o risco de evolução para uma forma persistente e que necessite de quimioterapia para a cura. No entanto esta evolução é pouco frequente: cerca de 20% das molas completas e menos de 1% das molas parciais.
Referencias e leitura suplementarFroeling FE, Seckl MJ; Gestational trophoblastic tumours: an update for 2014. Curr Oncol Rep. 2014;16(11):408. doi: 10.1007/s11912-014-0408-y.
International Society for the Study of Trophoblastic Disease. Patient Information Pamphlet for Trophoblastic Disease http://isstd.org/patients/ Acesso em 24 de março de 2017
Andrade, J M. (2009). Mola hidatiforme e doença trofoblástica gestacional. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 31(2), 94-101. https://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032009000200008
Doença Trofoblástica Gestacional: Uma história para ser contada
O interesse pelas doenças do trofoblasto no Brasil foi aguçado após os bons resultados obtidos pelos pesquisadores Li e Hertz com o uso da quimioterapia em coriocarcinoma como no caso da paciente Ethel Langoria ocorrido em agosto de 1956 e com excelente resultado terapêutico. Vislumbrava-se a possibilidade da cura de uma patologia muito grave e com desfecho sempre fatal.
No Brasil, até então, eram relatados casos clínicos tentando despertar a atenção da patologia existente e ainda sem solução. Vejamos: Martiniano Fernandes e colaboradores publicaram em 1957 um trabalho sobre “Mola Hidatiforme: alguns dos seus problemas histopatológicos e clínicos”. Outro trabalho publicado foi o de Pellanda EB intitulado “Diagnóstico e Tratamento da Mola Hidatiforme”.
Com a criação em novembro de 1959 da 33ª. Enfermaria da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, sob a chefia do Professor Jorge de Rezende, o Professor Paulo Belfort idealizou a instituição do primeiro Centro de Referência para o tratamento normatizado das doenças do Trofoblasto.
Coincidentemente, neste mesmo ano, foi realizada a primeira reunião sobre Tumores Trofoblásticos Gestacionais sob os auspícios da Academia de Ciências de Nova York que resultou na criação, anos mais tarde, da ISSTD (International Society for the Study of Trophoblastic Disease). Nomes que se destacaram no incipiente CR da Santa Casa: José Maria Barcellos (Patologia), Simão Coslovsky (Endocrinologia), Ericsson Linhares (Laboratório de hormônios), Euderson Kang Tourinho (Ultrassonografia) e Paulo Belfort (Obstetrícia). Todos eles deram suas contribuições para a normatização do diagnóstico e tratamento dos tumores do trofoblasto.
Foi em 1968 a primeira participação internacional deste CR pela inclusão do capítulo intitulado “Coriomas. Sobre uma experiência de 40 casos” no livro em homenagem ao Professor e Doutor Pedro da Cunha em Lisboa, Portugal.
Seguindo a tendência mundial, especialmente nos EE. UU. e Reino Unido, o Professor Carlos Aristides Maltez, em 1968, criou o Registro de Tumores Coriais com o objetivo de registrar todos os casos ocorridos na Bahia.
O segundo Centro de Referência foi criado em Curitiba, Paraná em 1965 pelo Dr. Bruno Maurizio Grillo e Dr. Lívio Antônio Gulin, sendo denominado Núcleo de Atendimento às Pacientes portadoras de Tumores Trofoblásticos Gestacional. Está sediado na Maternidade do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (Serviço Universitário de Graduação e Pós-graduação).
Surgiu a seguir, em 1970, o CR de Goiânia implantado pelo Dr. Mauricio Viggiano no Hospital Geral de Goiânia até 1991 e, depois no Hospital Materno Infantil de Goiânia até 2004. Atualmente funciona na Maternidade Escola da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás. Interessante é que Viggiano conhecera Belfort em 1967 em Brasília e soube do desenvolvimento do CR da Santa Casa do Rio de Janeiro. Fundou então o CR de Goiânia.
Em 1985 foi criado o Centro de referência de Fortaleza pelo Professor Dr. Francisco Chagas Oliveira: incentivado por Mauricio Viggiano no final da década de 60, durante o Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia realizado em Fortaleza, Ceará. Quando foi nomeado Diretor da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, instituiu de forma oficial o Centro de Referência. Cabe salientar que se tornou vanguardeiro na pesquisa e tratamento desta patologia.
O Professor Dr. José Mauro Madi, discípulo de Paulo Belfort e chefe de equipe da 33ª. Enfermaria da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro transferiu-se em 1978 para Caxias do Sul, Rio Grande do Sul. Tornou-se Professor Titular de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade onde fundou em 1979 o Centro de Referência de NTG. Entre inúmeras pesquisas, destaca-se “Prognóstico da Mola Hidatiforme pela Citometria Digital”.
Em 1972, Chagas de Oliveira conheceu Fauzer Simão Abrão, já renomado cancerologista e cirurgião do Hospital A.C.Camargo de São Paulo. Passou então a integrar o grupo de estudiosos da NTG. Estabeleceu o CR de São Paulo atendendo especialmente pacientes de alto risco. Sua tese de mestrado versou sobre “NTG Metastática, tratamento poli quimioterápico com alternância de drogas”.
O Centro de Referência de Santos em São Paulo foi criado em 1987 pelo Obstetra Dr. Carlos Nicola Abamonte e pelo Oncologista Dr. Eduardo Silveira. Funciona no Hospital Guilherme Alvaro ligado à Faculdade de Medicina Unilus (Centro Universitário Lusíada). A quimioterapia é realizada no Hospital da Beneficência Portuguesa.
Em 1985 por iniciativa do Professor Dr. Pedro Luiz Costa da Maternidade Mario Totta, foi criado o Centro de Referência de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Este Centro vem funcionando com invejável organização e alto índice de eficiência após as Dras. Elza Hartmann Uberti e Maria do Carmo Fajardo assumirem sua direção. Trata-se de equipe que trabalha no ambulatório especializado do Hospital Santa Clara. É um centro que irradia eficiência e interesse imensurável pelas pacientes lá tratadas.
Em 1985 foi criado o Centro de Referencia de Brasília pela Dra. Rosali Rulli Costa. Ha muitos anos vem sendo dirigido pelo Prof. Dr. Paulo Kalume e funciona na Unidade de GO do Hospital Regional da Asa Norte (HRAM).
Em 1990 a Professora Marilza Vieira Cunha Rudge criou o Centro de Referência da Faculdade de Medicina de Botucatu, São Paulo. Funciona no Hospital de Clínicas sob a orientação da Professora Dra. Izildinha Maestá. Além da atividade assistencial, vincula extensão, ensino e pesquisa em DTG/NTG com alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado.
Cabe mencionar os Centros de Referência tais como: Hospital de Clínicas da USP sob a orientação do Prof. Dr. Koji Fushida; na Escola Paulista de Medicina sob a coordenação da Dra. Sue Yasaki Sun e em Ribeirão preto sob a coordenação do Dr. Jurandyr Moreira de Andrade.
Constam na História da DTG no Brasil os Encontros Nacionais e Congressos brasileiros e sul-americanos e um Congresso mundial realizado no Rio de Janeiro em 1986.
Finalmente, em 2016, foi criada a Comissão Nacional Especializada em Doença Trofoblástica Gestacional da FEBRASGO, sob a presidência do Dr. Antonio Braga, que sucedeu ao Dr. Paulo Belfort no Centro de Referência do Rio de Janeiro, mantendo sua chama e levando seu trabalho adiante.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
- BELFORT P. BARCELLOS JM. CASTELLAR D. A INCOMUM LOCALIZAÇÃO CERVICAL DO CORIOCARCINOMA. GINECOL OBSTET.1965, 116.57-61.
- BELFORT P. ET COL. A HISTORIA DA NEOPLASIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL NO BRASIL. 2010. VOL. 38 N8. 381-387.
- FERNANDES M. MARQUES C. MOLA HIDATIFORME. ALGUNS PROBLEMAS HISTOPATOLÓGICOS E CLÍNICOS. REVISTA GIN E OBST. 1957; 741-56.
- PELLANDA EB. DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO PRECOCES DA MOLA HIDATIFORME. GINECOL OBSTET.1959.104.31-40.
- MUKHERJEE. O IMPERADOR DE TODOS OS MALES: UMA BIOGRAFIA DO CÂNCER,. COMPANHIA DAS LETRAS. 2012.167-169.
O Facebook da mola
A internet tornou a troca de informações instantânea e sem barreiras. O Whatsapp, Instagram, Snapchat, Facebook e outras mídias sociais permitem que pessoas se conheçam e partilhem experiências ou informações, sem saírem de seus espaços físicos, ao simples toque no smartphone.
O Brasil é considerado o primeiro país em tempo de conexão diária na internet. Dados de 2014 mostram que mais da metade população brasileira possue acesso à internet (Pnad, 2014)(1). No ranking mundial, o Facebook está entre os três sites mais acessados(2) representando a maior plataforma de relacionamento social on-line em que ocorrem debates e interações públicas(3) constituindo ferramenta importante de divulgação do conhecimento.
A utilização do Facebook tem se estendido, inclusive, para a área de saúde, sobretudo nos casos de doenças raras (4, 5), permitindo encontro virtual de pessoas com mesmo interesse que se unem, interagem, trocam experiências e encontram caminhos para seu tratamento.
Quando a paciente recebe o diagnóstico de mola, doença rara, sente-se com medo, estranha e perdida, porque na maioria das vezes, nunca soubera de uma gestação que pudesse se transformar em tumor e procura informações no Dr. Google, encontrando os grupos de Facebook.
A experiência adquirida ao longo de anos atendendo pacientes portadoras de mola, em Centros de Referência (CR), motivou os Drs. Maurício Viggiano e Antônio Braga, a criarem o grupo social da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DOENÇA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL (ABDTG) no Facebook em novembro de 2013, no intuito de proporcionarem suporte e informações, de forma simples e adequada, dentro do ambiente on-line.
Além do “bate-papo” virtual entre pacientes e médicos especialistas da ABDTG, na seção de arquivos, o grupo armazena tanto material informativo para leigos como artigos médicos, difundindo o conhecimento sobre a mola.
Em março de 2017, o grupo conta com mais de 5000 membros cadastrados, entre os quais, pacientes com mola, amigos e parentes interessados em conhecer a doença e seu tratamento, estudantes e profissionais da saúde que acompanham o fluxo dinâmico das postagens.
No grupo, pacientes com mola do Brasil e do mundo – recebemos postagens de moradoras no Chile, Peru, Estados Unidos, México, Espanha, Alemanha, Portugal – compartilham suas experiências dando apoio emocional umas às outras, incentivando a autoestima e encorajamento para a continuidade do tratamento.
Enfatiza-se também, que se o beta sobe ou fica igual entre as medidas, isto pode significar que a mola se transformou em tumor, que é curável com mínimas complicações mantendo a possibilidade de gravidez futura desde que o tratamento seja feito rapidamente.
Apropriando-se do conhecimento sobre o seguimento da mola e seu tratamento, as pacientes tornam-se ativas na procura de atendimento especializado, oferecido nos CR. Os CR, atualmente em número de 40, agregados à ABDTG e vinculados ao sistema único de saúde (SUS) encontram-se distribuídos por todas as regiões do Brasil.
A comunicação no Facebook auxilia e agiliza a chegada da paciente aos CR, o que diminui as complicações da mola e consequentemente, a morbimortalidade materna dela decorrentes.
Referências Bibliográficas
- Amorin D, Internet chega a mais da metade dos brasileiros, mostra IBGE, São Paulo, Rev Exame, Abr 6; 2016. URL: http://exame.abril.com.br/tecnologia/mais-da-metade-dos-brasileiros-tem-internet-pobres-permanecem-menos-conectados/ [acesso 2017, mar. 26].
- Alexa, Facebook. URL: http://www.alexa.com/siteinfo/facebook.com#?sites=facebook.com/ [acesso 2017, mar. 26].
- Silveira SA. Interações públicas, censura privada: o caso do Facebook. História, Ciência e Saúde. Manguinhos, Rio de Janeiro, v.22, supl., dez. 2015; p.1637-51. URL: htttp://dx.doi.org/10.1590/S0104-59702015000500006
- Nobrega C. Inovação em saúde, como reduzir custos e melhorar resultados usando uma nova ciência. Rio de Janeiro, Bookstart, 2015, cap.19.
- Nicholl H, Tracey C, Begley T, King C, Lynch AM. Internet use by parents of children with rare conditions: findings from a study on parents’ web information needs. J Med Internet Res 2017;19(2):e51. URL: http://www.jmir.org/2017/2/e51 DOI: 10.2196/jmir.5834 PMID: 28246072
INFORMAÇÕES PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE
Neolplasia Trofoblástica Gestacional
A doença trofoblástica gestacional (DTG) pode ser definida como uma anomalia proliferativa que acomete as células que compõem o tecido trofoblástico placentário, cito e sinciciotrofoblasto, ainda que seus diferentes estágios histológicos difiram na propensão para regressão, invasão, metástase e recorrência.(1)
A análise histológica minuciosa permite distinguir os diferentes estágios da doença, a saber:
- mola hidatiforme completa (MHC – Figura 1),
- mola hidatiforme parcial (MHP – Figura 2),
- mola hidatiforme invasora (MHI – Figura 3),
- coriocarcinoma (CCA – Figura 4),
- tumor trofoblástico do sítio placentário (TTSP – Figura 5) e
- tumor trofoblástico epitelioide (TTE – Figura 6).
A prevalência da DTG apresenta variação ampla em diferentes regiões do mundo.(3) A prevalência da mola hidatiforme (MH) varia de 23 a 1.300/100.000 gravidezes, enquanto as formas malignas são mais raras (2,5 a 7/100.000 gestações). Estudos originados em países desenvolvidos costumam citar taxas baixas da doença (1/1.000 a 1.500 gravidezes), ao passo que as publicações asiáticas e latino-americanas, frequentemente, referem taxas mais altas (1/12 a 1/500 gravidezes).(3,4)
No Brasil, estima-se que ocorra um caso de gravidez molar em cada 200-400 gestações.(4) FATORES DE RISCO Os dois principais fatores de risco para DTG são, principalmente, a idade materna superior a 35 anos e a história prévia de DTG. O risco de desenvolvimento da DTG em uma população de mulheres em idade procriativa está significativamente aumentado naquela cuja idade é superior a 35 anos e discretamente aumentado nas mulheres com menos de 20 anos, mostrando ter essa doença predileção para os extremos reprodutivos. Quanto ao segundo fator de risco, estudos americanos e ingleses têm citado que mulheres com história de gravidez molar (MHC, MHP ou NTG neoplasia trofoblástica gestacional) têm cerca de 1%-2% de chance de recorrência da doença em gestações subsequentes, comparado à incidência de 0,1% na população geral. A taxa de recorrência é muito maior após duas gravidezes molares (16% a 28%).(5)
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Nos dias atuais, a ampla disponibilidade da ultrassonografia (US) e da dosagem do beta-hCG sérico tem originado, cada vez mais, diagnósticos precoces da DTG, muitas vezes, antes do aparecimento das primeiras manifestações clínicas. A despeito das modificações observadas ao longo dos anos, a suspeição da gravidez molar se inicia quando do sangramento transvaginal em gestação incipiente, a caracterizar ameaça ou aborto consumado, associado à presença do beta-hCG no sangue materno. A confirmação da doença virá com a realização de exame ultrassonográfico, mas principalmente com o estudo anatomopatológico de material abortado. As manifestações clínicas incluem:(6)
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Sangramento transvaginal de repetição e intensidade variável: É comum e resulta da separação do tecido molar da decídua subjacente. Inicialmente, em pacientes que referem atraso menstrual, mimetiza quadro de aborto incompleto.
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Útero aumentado de volume para a idade gestacional: Presente em cerca de 20% a 50% dos casos, quer devido à presença do tecido molar, quer pela retenção de coágulos, como mostra a figura 8.
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Cistos tecaluteínicos: Presentes em cerca de 20% dos casos, representam uma forma de hiperestimulação ovariana resultante de níveis circulantes elevados do beta-hCG sobre a teca dos ovários. Esses cistos são frequentemente bilaterais, multiloculados, como mostra a figura 9, e, na imensa maioria das vezes, apresentam remissão em algumas semanas ou meses após a negativação do hormônio gonadotrófico. Entretanto, podem representar sequelas trofoblásticas. O desenvolvimento desses cistos tecaluteínicos é secundário ao efeito LH-like – hormônio luteinizante, promovido pelos elevados valores de hCG.
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Náuseas e vômitos: São sintomas comumente referidos. Em gestações molares evoluídas, associadas a úteros volumosos e grande quantidade de material intracavitário, a hiperêmese poderá apresentar-se de maneira incoercível e de difícil inibição.
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Hipertireoidismo: Ocorre em torno de 5% das portadoras de gravidez molar. Porém, costuma apresentar normalização espontânea com a regressão do hCG e cura da doença molar. Algumas pacientes exigirão terapia antitireoidiana e bloqueio de sintomas periféricos até a remissão definitiva do beta-hCG.
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Sinais de pré-eclâmpsia antes da 20ª semana de gestação: A pré-eclâmpsia leve poderá ser observada em aproximadamente 25% das pacientes, embora a literatura costume citar taxas inferiores. De modo geral, não necessita tratamento específico, ainda que alguns autores citem a associação da gestação molar a quadros de pré-eclâmpsia grave e síndrome HELLP.
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Eliminação de vesículas hidrópicas pela vagina, de entremeio com o sangue: Em torno de 25% das vezes, a paciente informa a eliminação de vesículas, vilosidades hidrópicas entremeadas aos coágulos eliminados pela vagina. O diagnóstico precoce da gestação molar, baseado em imagens ultrassonográficas, associado ao tratamento imediato, poderá, eventualmente, impedir a identificação desses sintomas.

ASPECTOS CLÍNICOS E CITOGENÉTICOS DA DTG
Seguem-se aspectos clínicos importantes e que merecem citação especial:(1,2)
• A MHC é o resultado da fecundação de um óvulo vazio por um espermatozoide que se duplica ou por dois espermatozoides, resultando em um ovo com cariótipo 46,XX ou 46,XY (partenogenoma). Assim, devido às características inteiramente de origem paterna, uma MHC deve ser considerada um aloenxerto paterno. A aneuploidia pode também ocorrer e raramente MHs tetraploides têm sido descritas;
• A MHP é o resultado da fecundação de um óvulo haploide por dois espermatozoides ou duplicação de um espermatozoide, resultando em um cariótipo triploide (69,XXX, 69,XXY ou 69,XYY). A MHP é o único tipo de DTG que está associado à presença de um feto, com atividade cardíaca fetal, em algum momento da gestação, identificada por detector dos batimentos cardíacos ou por US. Além disso, a MHP pode estar associada a alta taxa de óbitos intrauterinos, quase sempre relacionados a triploidia, característica desse tipo de MH. Por isso, a MHP, frequentemente, apresenta-se erroneamente diagnosticada como gestação interrompida/anembrionada. O diagnóstico correto só será confirmado com o estudo anatomopatológico do material obtido com o esvaziamento uterino. As MHPs são muito menos propensas à progressão para NTG;
• A NTG pode ocorrer após uma gravidez molar ou não molar. As taxas de NTG são de aproximadamente 15% a 20% após uma MHC e de 3% a 5% após uma MHP.(7) O sintoma mais comum das mulheres com NTG é o sangramento transvaginal. A perfuração uterina originando quadro de hemoperitônio é rara, ainda que possa ocorrer em pacientes cuja evolução histológica não tenha sido detectada.(8) Aproximadamente 15% das pacientes têm doença localizada após o esvaziamento de uma gravidez molar, e outras 4% têm doença metastática. A maioria dos casos de NTG localizada tem origem em uma MHI, ainda que alguns espécimes possam originar-se de um CCA. A do ença metastática, por sua vez, tem origem frequente de casos de CCA. A NTG após uma gravidez não molar é diagnosticada pela anatomopatologia ou pela curva de eliminação ascendente ou em platô do beta-hCG. O diagnóstico relaciona-se, quase sempre, ao CCA e, raramente, ao TTSP;(9)
• O CCA ocorre em aproximadamente 1/150.000 gestações normais, 1/15.000 abortos e 1/40 gravidezes molares completas. Cerca de 50% dos casos de CCA surgem após uma MHC, 25% após uma gravidez normal e 25% após aborto espontâneo ou gravidez ectópica.(10) O CCA é a forma de NTG mais agressiva e caracteriza-se pela invasão vascular precoce e metástases generalizadas. Frequentemente, cursa com sangramento transvaginal irregular. A apresentação clínica típica é a hemorragia pós-parto tardia, que persiste além das habituais seis a oito semanas. No entanto, o sangramento vaginal anormal pode desenvolver-se um ano ou mais após uma gravidez de evolução normal. O sangramento genital pode apresentar características de gravidade nos casos de os tumores invadirem o miométrio ou os vasos uterinos. Sintomas respiratórios (tosse, dor torácica e hemoptise), de hemorragia intracerebral, gastrintestinais e urológicos são indicativos de doença metastática. O envolvimento hepático em casos de doença avançada pode causar dor epigástrica ou no quadrante superior direito do abdômen. O exame físico, em geral, revela útero aumentado de volume e cistos ovarianos bilaterais. Metástases vaginais estão presentes em cerca de 30% dos casos; essas lesões apresentam vascularização aumentada e são propensas a sangramento;
• Tumores trofobásticos do sítio placentário são tumores raros, de crescimento lento, derivados das células intermediárias do citotrofoblástico. Eles representam menos de 0,2% de todos os casos de DTG. Costumam apresentar-se de meses a anos após uma gestação de termo. O sangramento vaginal irregular, a amenorreia e o útero pouco aumentado são achados comuns. Em comparação com os outros estágios histológicos da DTG, a concentração do beta-hCG no plasma de pacientes portadoras de TTSP é relativamente baixa em relação ao volume tumoral. Mais de 30% das pacientes já apresentam metástases quando do diagnóstico. Metástases em linfonodos ocorrem em 6% das pacientes acometidas pelo tumor;(1,2)
• O TTE é também de rara ocorrência e cursa com sangramento genital irregular, geralmente após algum tipo de processo gestacional, e níveis baixos de beta-hCG. Metástases pulmonares ocorrem em torno de 25% e óbito, em cerca de 10%. O diagnóstico diferencial deve ser feito com o TTSP e o CCA.(1,2)
DIAGNÓSTICO
Anamnese
Por ser doença da gravidez, o atraso menstrual, geralmente, está presente. A paciente com MH queixa-se principalmente de sangramento vaginal, tornando essa doença uma das causas de hemorragia de primeira metade da gravidez, a ser considerada com o abortamento e a gravidez ectópica. Esse sangramento, habitualmente indolor, inicia-se, em geral, entre a 4ª e a 16ª semana de amenorreia, estando presente entre 75% e 95% das pacientes. Entre um e outro episódio hemorrágico, pode-se observar a eliminação de secreção serosa clara, de odor desagradável decorrente da liquefação dos coágulos intrauterinos. A eliminação de vesículas é excepcional, mas, quando ocorre, pode-se firmar o diagnóstico. Devido às intensas alterações endócrinas, é comum a presença de náuseas e vômitos incoercíveis – hiperêmese gravídica, suscetível de levar 36% das pacientes a emagrecimento e desidratação. De modo geral, todas as manifestações comuns à gravidez encontram-se exacerbadas na gravidez molar. Com o emprego sistemático da US na avaliação precoce da gravidez, tem-se observado cada vez mais pacientes com MH cujo diagnóstico antecipa o aparecimento de qualquer manifestação clínica.
Exames físico e ginecológico
Ao exame físico, é comum encontrar útero aumentado para a idade gestacional, assim entendido quando sua altura excede em 4 cm
ao tamanho esperado. Salienta-se que essa situação, presente em aproximadamente 41% das pacientes, é fator de risco para NTG
pós-molar. Além disso, essas pacientes apresentam maior risco de cursar com embolização trofoblástica maciça para os pulmões, o
que demanda cuidado durante o esvaziamento uterino. O exame pélvico, também, revela a presença de cistos teca-luteínicos dos ovários, uni ou bilaterais, resultantes da estimulação da teca dos ovários pelo beta-hCG. Sua incidência é mais baixa no casos de MHP, muito embora haja tendência a encontrá-los com maior frequência quando a propedêutica incorpora a US, sendo diagnosticados em aproximadamente 16% das pacientes. A benignidade e a regressão espontânea desses cistos determinam conduta expectante, exceto nos casos de torção anexial ou eventual rotura hemorrágica, ambos cursando com abdômen agudo e determinando intervenção cirúrgica. A avaliação da pressão arterial pode diagnosticar pré-eclâmpsia precoce, antes da 20ª semana de gravidez, que acomete cerca de 10% das pacientes com MH. Vale salientar os préstimos da hidralazina no controle da pressão arterial e do sulfato de magnésio nos casos raros que evoluem para eclâmpsia/eclâmpsia iminente. Manifestação clínica de hipertireoidismo ocorre em aproximadamente 2% dos casos de MH e consiste de taquicardia, hipertensão arterial, tremores finos, intolerância ao calor, fraqueza muscular, sudorese, reflexos hiperativos, perda de peso e ansiedade. Muitos desses sinais e sintomas confundem-se com o quadro clínico da MH. Assim, a função tireoidiana é avaliada com a dosagem de hormônio tireoestimulante (TSH) e T4 livre em pacientes com MH.
Exames complementares
Dosagem da gonadotrofina coriônica humana: A característica mais marcante da MH é a de exibir marcador biológico, representado pela gonadotrofina coriônica humana.(11) Trata-se de glicopeptídeo, com duas subunidades, alfa e beta, combinadas por ligações não covalentes. Salienta-se que a subunidade alfa é homóloga à subunidade alfa do hormônio luteinizante (LH), hormônio folículo estimulante (FSH) e TSH. Isso pode determinar tanto reação cruzada com testes menos precisos como manifestações clínicas decorrentes de reação cruzada. O LH e o FSH poderão estimular a policistose ovariana, e o TSH, o hipertireoidismo. Uma dosagem quantitativa do beta-hCG é importante na hipótese diagnóstica de MH, uma vez que seus níveis estarão mais elevados do que o esperado para a idade gestacional de uma gestação normal. Vale salientar que a US de primeiro trimestre nesses casos, por vezes, feita por operador inexperiente ou por US de baixa resolução, vai sugerir mais frequentemente a interrupção prematura da gravidez. É de real valor ter um resultado de beta-hCG quantitativo no tempo da US para o diagnóstico diferencial entre aborto hidrópico e MH. Também de valia será a dosagem de beta-hCG nos casos em que o exame histopatológico é inconclusivo ou quando não se dispõe de avaliação histopatológica de produto de esvaziamento uterino. Embora não seja de senso comum, a experiência tem mostrado como são frequentes os produtos de aborto que são desprezados nas maternidades, sem análise histopatológica. Para esses casos, a dosagem de beta-hCG será capaz de detectar se existe tecido trofoblástico persistente, em especial, quatro semanas depois do esvaziamento uterino. Vale lembrar que miomas uterinos submucosos degenerados apresentam à US imagem semelhante à da MH. A dosagem de beta-hCG é importante, uma vez que miomas não produzem gonadotrofina coriônica.
Ultrassonografia: A partir de 1970, a US mudou a história natural da DTG, de modo que, hoje, cerca de 90% dos diagnósticos dessa afecção são feitos por esse recurso propedêutico.(12) O uso da US na rotina pré-natal de primeiro trimestre permitiu a diminuição das complicações clínicas da MH, tais como anemia, hiperêmese, pré-eclâmpsia e hipertiroidismo. O diagnóstico de MH pela US, de igual modo, tornou possível o planejamento cirúrgico com vistas ao esvaziamento uterino, preferencialmente por vácuo-aspiração (V-A) uterina.(13) Os modernos aparelhos ultrassonográficos permitem a descrição pormenorizada da DTG. A MHC é facilmente visualizada à US quando se observa eco endometrial hiperecoico, preenchido por imagens hipoanecogênicas, irregulares, centrais ou margeando o miométrio, na ausência de embrião-feto, como mostra a figura 10. É frequente a identificação de útero aumentado para a idade gestacional e policistose de ovários (múltiplos cistos simples, de 4 a 8 cm, anecogênicos, geralmente, bilaterais). As vesículas, até a oitava semana de gestação, apresentam tamanho inferior a 2 mm, podendo alcançar de 10 mm a vários centímetros, próximo a 18a semana. Nesses casos, 80% das MHCs são diagnosticadas à US. O impacto da idade gestacional nesse diagnóstico é inquestionável. Em torno de 25% a 50% das gravidezes molares não são diagnosticadas à US devido à idade gestacional precoce.(8) Não oferece dificuldade o diagnóstico da MHP, após a 12ª semana de gravidez, estando íntegro o feto, como mostra a figura 11. À US, a visualização de imagens císticas na placenta e de feto com malformações sinaliza a triploidia, compatível com MHP. Malformações grosseiras do feto são melhor vistas no segundo trimestre. Infelizmente, esse não é o cenário mais comum, pois o concepto triploide evolui a óbito em idade gestacional precoce. A degeneração da placenta e a reabsorção embrionária, nesses casos de MHP, confundem-se com aborto hidrópico, à US. O saco gestacional apresenta-se aumentado e com limite interno pouco definido. O útero apresenta dimensões compatíveis com a idade gestacional. Em verdade, cenário tão inespecífico faz com que somente 30% dos casos de MHP de primeiro trimestre ou de início do segundo trimestre sejam diagnosticados pela US. Conquanto incomum, a gravidez gemelar com MHC e feto coexistente sem aparente malformação, como mostra a figura 12, confunde-se com a MHP. Nesses casos, a análise do cariótipo do feto é importante para que se estabeleça a conduta obstétrica. As técnicas da biopsia do vilo corial e da amniocentese são utilizadas para amostras de células fetais e, então, exame do cariótipo.(14,15)
Exame histopatológico: Constitui a forma mais comum de confirmação do diagnóstico de MH. A MHC apresenta-se à macroscopia com vesículas na totalidade placentária e ausência de tecido fetal e membranas ovulares. As vesículas, entremeadas em coágulos sanguíneos, são descritas como “cachos de uva”. De aparência translúcida, as vesículas cheias de líquido claro apresentam diâmetro de 1 a 1,5 mm no primeiro trimestre e de 1,5 a 3 cm no segundo trimestre, podendo pesar até 2.000g, ocupando até 3 litros. Sabe-se que cada vesícula é uma vilosidade corial que se tornou macroscópica pela intensa degeneração hidrópica do estroma vilositário. A MHP caracteriza-se pela presença focal de vesículas na placenta, associada à presença de concepto e/ou membranas ovulares. As vesículas são menores (5 mm no primeiro trimestre até 2 cm no se gundo trimestre) e entremeiam área de vilosidades normais. O feto é pequeno e apresenta múltiplas más-formações características da triploidia, raramente ultrapassando o segundo trimestre vivo.(1,2) A microscopia da MHC segue os critérios morfológicos estabelecidos por Szulman e Surti. Os aspectos histológicos são bem definidos no segundo trimestre pela presença de vilosidades aumentadas, avasculares, com edema do estroma e formação de cisterna central. Há marcada proliferação trofoblástica circunferencial, ou seja, em toda a volta da superfície vilositária.(1,2) A MHP apresenta vilosidades hidrópicas com cisternas centrais, entremeada por vilosidades normais. Por vezes, as membranas ovulares e concepto estão presentes. A proliferação trofoblástica é focal na superfície vilositária, com discreta anaplasia. Invaginações do tecido trofoblástico podem não mostrar continuidade com a superfície da vilosidade, assim as células trofoblásticas são vistas como inclusões dentro do estroma vilositário. Há vasos contendo hemácias nucleadas, fetais, a indicar existência de concepto, ainda que seus remanescentes não possam ser evidenciados pela consequente degeneração do embrião. A interrupção da gravidez molar no primeiro trimestre torna difícil o diferencial entre MHC, MHP e aborto hidrópico pelo uso dos aspectos histológicos clássicos. Assim sendo, técnicas de apoio, como imunoistoquímica (marcador p57KIP2) e estudo genético (citogenética, citometria de fluxo, análise de microssatélites), são úteis para distinguir MHC de MHP ou aborto hidrópico.
Genética: Aproximadamente 75% a 80% dos casos de triploidia são decorrentes de MHP e os restantes 20% a 25% dos conceptos triploides têm origem materna e constituem estado de diginia. Nesses casos, os oócitos deixam de sofrer divisão redutora, mantendo DNA diploide materno 46,XX, sendo fertilizados por es permatozoide normal, haploide, gerando ovos 69,XXX ou 69,XXY. A citometria de fluxo permite distinguir entre diploidia (no caso de MHC) e triploidia (MHP ou aborto) no material placentário, o que nem sempre resolve o diagnóstico, uma vez que 20% a 25% das triploidias decorrem de aborto hidrópico por diginia. A técnica de análise de microssatélites determina a origem parental dos cromossomos, sendo útil no diferencial entre MHC, MHP e aborto hidrópico. A hibridização fluorescente in situ (FISH) evidencia o cariótipo e detecta alterações cromossômicas. A vantagem da técnica de FISH é que pode ser realizada em tecido molar estocado em blocos de parafina.
Imunoistoquímica: O gene que codifica a proteína p57KIP2 se expressa por seu alelo materno, por isso sua presença na imunoistoquímica só é detectada nos casos em que genes maternos estão presentes. Na MHC, ambos os complementos cromossômicos são de origem paterna (androgenética). Assim, o marcador p57KIP2 não se expressa ou mostra baixa frequência nesse tipo de MH. Pelo contrário, na MHP e no aborto hidrópico, genes maternos estão presentes, então, a positividade para expressão do p57KIP2 encontra-se acima de 50% das células. Vale considerar que a expressão do p57KIP2 é importante no diferencial da MHC de MHP ou aborto hidrópico, enquanto a ploidia do tecido molar é essencial para distinguir entre MHP e aborto hidrópico.(1,2)
TRATAMENTO DA MOLA HIDATIFORME
O tratamento da MH consiste de duas fases: esvaziamento uterino e seguimento pós-molar.
Avaliação pré-esvaziamento uterino – Após a internação da paciente, procede-se à avaliação clínica e laboratorial prévia à intervenção cirúrgica. A avaliação clínica consiste de anamnese, exame físico completo e exame ginecológico. A investigação laboratorial inclui: hemograma; tipagem sanguínea e fator Rh; detecção quantitativa do beta-hCG plasmático; avaliação da função tireoidiana (TSH e T4 livre), especialmente quando o tamanho uterino for superior a 16 semanas de idade gestacional e/ou valor do beta-hCG sérico acima de 100.000 mUI/mL; sorologia para sífilis e anti-HIV, conforme norma técnica do Ministério da Saúde do Brasil. A maioria dos especialistas recomenda uma radiografia de tórax pré-esvaziamento uterino, principalmente quando de MH com altura uterina superior a 16 cm; nesses casos, a insuficiência respiratória poderá estar presente em 27% das ocorrências. Exames adicionais deverão ser realizados conforme as complicações clínicas observadas, v.g. avaliação laboratorial para pré-eclâmpsia quando se associa quadro de hipertensão arterial; eletrólitos, função renal e hepática em caso de hemorragia ou hipertireoidismo.(15,16) É necessária reserva de duas unidades de hemácias para o procedimento cirúrgico, devido à possibilidade de sangramento aumentado durante o esvaziamento uterino, sobretudo nos casos de MH que cursam com úteros aumentados de volume superiores a 16 semanas.
Aspiração intrauterina (V-A) – É a técnica de escolha para o esvaziamento molar, pelo menor risco de perfuração uterina, infecção e permanência de restos molares na cavidade uterina, como mostra a figura 13. Seguindo a dilatação do colo uterino em 8 mm, torna-se adequado o uso de ocitocina durante a V-A, posto que esse fármaco promoverá contratilidade uterina durante o procedimento. Deve ser enfatizado que pacientes Rh negativo necessitam receber a imunoglobulina anti-Rh após a curetagem uterina, independentemente do tipo de gestação molar, porque o trofoblas to expressa o antígeno RhD. Em mulheres com 40 anos ou mais e número de filhos definido, a histerectomia (HTA) pode ser uma alternativa viável, posto que reduz a ocorrência de NTG pós-molar. Estudo do New England Trophoblastic Disease Center observou desenvolvimento de NTG pós-molar em 53% das pacientes com idade entre 40 e 49 anos, especialmente entre aquelas que apresentavam beta-hCG pré-esvaziamento uterino superior a 175.000 mUI/mL. A HTA elimina o risco de invasão local, mas não previne a disseminação de tecido trofoblástico (metástases); logo, é necessário seguimento pós-molar cuidadoso após o procedimento.
Preparo do colo uterino – Prostaglandina (misoprostol) ou laminária podem ser utilizadas para auxiliar o amadurecimento do colo uterino em pacientes selecionadas, especialmente quando do diagnóstico precoce da MH, antes do aparecimento de sangramento transvaginal e de cólicas no baixo ventre. O intervalo de tempo entre o preparo cervical e o efetivo esvaziamento uterino não deverá ser superior a 6 horas. Pacientes com idade avançada, com antecedente de dilatação do colo uterino e/ou partos vaginais prévios podem beneficiar-se com o preparo do colo uterino pré-esvaziamento. A oposição dos especialistas quanto ao esvaziamento uterino com ocitócicos deve-se ao risco de embolização trofoblástica para os pulmões em decorrência das contrações uterinas com colo uterino ainda impérvio. Entretanto, o risco de complicações com o uso de ocitócicos antes da dilatação do colo uterino, como hemorragia e insuficiência respiratória, pode estar presente em pacientes com MH avançada e tamanho uterino superior a 16 semanas.
Seguimento pós-molar com remissão espontânea da MH – Na maioria das pacientes ocorre diminuição progressiva dos valores do beta-hCG e nenhum tratamento adicional é necessário. No entanto, o seguimento pós-molar pontual e rigoroso é importante para que se possa garantir que evolução clínica da MH foi para a remissão espontânea. O principal item do seguimento é a dosagem do beta-hCG plasmático quantitativo mensurado semanal ou quinzenalmente, até a normalização por três dosagens consecutivas, seguida de avaliação mensal durante seis meses.(17) O início da contracepção deve ser proposto imediatamente após o esvaziamento uterino e permanece durante o tempo de seguimento. O uso de anticoncepcional hormonal oral é a escolha mais comum das pacientes. É seguro e não aumenta o risco de NTG.(18,19) Na alta do seguimento, deve ser proposta orientação adequada às pacientes com desejo de nova gravidez. Assim, é importante: (1) uso de ácido fólico (400 mcg ao dia) na preconcepção, 60 a 90 dias antes da concepção, mantendo-o até a 12ª semana de gravidez; (2) realização de US obstétrica entre a 8a e a 10a semana de gravidez para que possa ser descartada a repetição da MH, que ocorre em 1% a 2% dos casos; (3) exame do beta-hCG quantitativo seis semanas depois do término de qualquer tipo de gravidez, ectópica ou intrauterina, para identificar a ocorrência de NTG.(20,21)
Seguimento pós-molar com evolução para NTG – Aproximadamente 15% a 40% das pacientes desenvolvem NTG pós-molar, que é diagnosticada pela curva de regressão anormal do beta-hCG, seja pelos valores estacionários (curva em platô) ou em elevação (curva em ascensão). O platô é definido por quatro valores ou mais do beta-hCG, por pelo menos três semanas consecutivas (1º, 7º, 14º e 21º dia), enquanto o aumento do valor do beta-hCG em 10% ou mais, por pelo menos duas semanas consecutivas (1º, 7º e 14º dia), indica curva em ascensão. Nos casos de platô ou ascensão do beta-hCG, é necessário exame clínico e ginecológico, US transvaginal (USTV) com Dopplerfluxometria e radiografia de tórax. O exame ginecológico inclui a inspeção dos órgãos genitais externos e o exame especular, que pode, às vezes, surpreender nódulo violáceo ou escurecido, sangrante à manipulação, como mostra a figura 14. A USTV com Dopplerfluxometria é importante para que se descarte gravidez e avalie-se doença na pelve, visto que permite a localização de lesões lacunares na parede uterina com padrão de hipervascularização. Tem importância, além da Dopplerfluxometria das artérias uterinas, o mapeamento em cores do miométrio e da região pélvica com vistas à identificação de massa heterogênea hipervascular, com baixa resistência vascular ao Doppler. À USTV, também são avaliados os ovários, já que existe a possibilidade de cistos tecaluteínicos.(9) A radiografia de tórax é essencial, uma vez que os pulmões são os órgãos mais frequentemente acometidos por metástases (disseminação hemática); quando positiva, é utilizada para a contagem do número de metástases pulmonares, como mostra a figura 15. A realização de tomografia (TC) de tórax com radiografifia normal é controversa, porque, mesmo com micrometástases, o prognóstico do tratamento da neoplasia é excelente e semelhante aos casos de neoplasia não metastática. Nos casos de NTG, não é rotina a investigação de metástases cerebrais e hepáticas por métodos de imagem. As ressonâncias nucleares magnéticas (RNM) do cérebro e do abdome (superior ao estudo dessas áreas por TC) são necessárias somente nos casos de metástases pulmonares, ou se houver diagnóstico histológico de CCA. A justificativa é que as metástases pulmonares são primárias e decorrem da disseminação via venosa, enquanto as cerebrais e hepáticas são secundárias e arteriais. Em geral, as metástases cerebrais e hepáticas ocorrem depois da presença de metástases pulmonares.(12) O uso do PET-CT, que reúne tomografia computadorizada (CT) com tomografia por emissão de pósitrons (PET), é importante para identificar locais de doença metabolicamente ativa. A indicação do PET-CT, conquanto não habitual para o diagnóstico, tem valor na neoplasia resistente à quimioterapia (QT) e também na recidiva, uma vez que pode localizar tecido tumoral ativo e a possibilidade de ressecção cirúrgica (regaste cirúrgico).(12) Merece especial atenção o fato de o diagnóstico da NTG ser químico-hormonal (dosagem seriada de beta-hCG) e de não necessitar de exame histopatológico, tampouco da identificação de lesões nos exames de imagem. A NTG precoce, comumente, não apresenta manifestação clínica, é assintomática e não aparece nos exames de imagem. Por conseguinte, é fato que, na falta de seguimento pós-molar rigoroso, a NTG não é suspeitada até a fase de doença avançada com metástases.
TRATAMENTO DA NEOPLASIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL
Sistema de estadiamento FIGO 2000
Antes de se iniciar o tratamento da NTG, é necessário estadiar a paciente conforme o sistema FIGO 2000, como se elenca no quadro 1. E isso determinará os grupos prognósticos de NTG, baixo e alto risco, para resistência ao tratamento com QT por agente único. O estadiamento da NTG associa a distribuição anatômica da NTG (estádios I, II, III e IV) com o escore de risco da Organização Mundial da Saúde modificado, o qual utiliza fatores prognósticos para a resistência à QT por agente único. Um valor de 0, 1, 2 ou 4 é dado para cada fator de risco e o somatório desses valores classifica a paciente dentro dos grupos de baixo ou alto risco: escore de 6 ou menos é doença de baixo risco, tratada com agente único de QT; escore de 7 ou mais é doença de alto risco e necessita de QT por múltiplos agentes.(22) O estádio IV é considerado NTG de alto risco e independe do valor do escore.(22)
TRATAMENTO DA NTG DE BAIXO RISCO (ESTÁDIOS I, II OU III: ESCORE INFERIOR A 7)
As pacientes são tratadas inicialmente com agente único, metotrexato (MTX) ou actinomicina D (ACTD). Vários protocolos têm sido utilizados para o tratamento ambulatorial com MTX ou ACTD, a maioria fundamentada em estudos retrospectivos dos grandes centros de referência. Variação de 50% a 93% nas taxas de remissão completa ao tratamento quimioterápico de primeira linha reflete diferenças de dosagens, esquemas e vias de administração, bem como critérios de seleção das pacientes. Em geral, os protocolos MTX e ácido folínico (MTX/FA – 8 dias, MTX 1 mg/kg nos dias 1, 3, 5 e 7 seguido por FA 0,1 mg/kg nos dias 2, 4, 6 e 8), MTX sem ácido folínico em regime de cinco dias (0,4 mg/kg – máximo de 25 mg/dia durante cinco dias) e ACTD (0,5 mg/dia em regime de cinco dias ou 1,25 mg/dia a cada 15 dias) são mais efetivos que outros protocolos de agente único. Como a citotoxicidade desses medicamentos depende da fase do ciclo celular, quanto maior o tempo de exposição das células trofoblásticas ao quimioterápico, maior número dessas células estará em ciclo e será destruído.(23,24) Protocolos com uso do MTX são preferidos para tratamento de primeira linha da NTG de baixo risco pela eficácia, menor toxicidade e baixo custo. Em geral, a ACTD é o tratamento de primeira linha na contraindicação para o uso do MTX (aumento das enzimas hepáticas, edema, derrames, cistos grandes de ovários, ou quando as pacientes não tiverem condições socioeconômicas para aderir ao tratamento com MTX pela distância de seus domicílios). Além do tipo de protocolo de QT por agente único, outros fatores associados à falha do tratamento inicial incluem idade avançada, valor elevado de beta-hCG, pré-tratamento quimioterápico, antecedente de gravidez não molar, presença de doença metastática e escore de risco FIGO 5-6. Em geral, pacientes que desenvolvem resistência ao MTX são tratadas com ACTD (regime de cinco dias ou dose única a cada 15 dias). A observação de resistência da NTG de baixo risco para ambos, MTX e ACTD, indica tratamento com múltiplos agentes. A maioria dos especialistas recomenda consolidação do tratamento da NTG de baixo risco com três ciclos adicionais, depois de alcançado o primeiro valor normal do beta-hCG (<5 mUI/mL), quer tenha sido utilizado MTX ou ACTD – chamado de QT de consolidação. Isso é especialmente aconselhado para pacientes com estádio I que necessitaram de agente único alternativo ou de múltiplos agentes e para todas pacientes com metástase (estádios II ou III).(23-25) A HTA é uma alternativa para tratamento inicial da NTG de baixo risco em pacientes de idade avançada (superior a 40 anos) e prole definida. Entretanto, é aconselhável uma dose de QT transoperatória e tratamento de consolidação pós-operatória, com três ciclos de QT, quando o resultado do exame anatomopatológico identifica CCA, uma vez que esse tumor apresenta característica invasora vascular precoce. Outras indicações de HTA seriam para tratamento das complicações do tumor, isto é, hemorragia genital, perfuração uterina e infecção pélvica. Além disso, é preconizado o tratamento cirúrgico para úteros com acometimento extenso por grande massa tumoral, posto que reduz a quantidade e a duração da QT.
TRATAMENTO DA NTG DE ALTO RISCO (ESTÁDIOS I, II OU III: ESCORE ?7; ESTÁDIO IV)
O protocolo EMA/CO (etoposídeo, MTX, ACTD na fase 1 e ciclofosfamida e vincristina na fase 2), formulado pelo grupo do Charing Cross Hospital (Londres, UK), apresenta-se como QT primária de escolha para NTG de alto risco, com taxas de resposta completa entre 70% e 80%. Alguns especialistas preferem o protocolo EP/EMA modificado (etoposídeo e cisplatina na fase 1 e etoposídeo, MTX e ACTD na fase 2) como primeira linha de tratamento para NTG de alto risco, considerando o efeito sinérgico da associação cisplatina e etoposídeo e o desenvolvimento de resistência na fase 2 (CO – ciclofosfamida e vincristina) do esquema EMA/CO.(1,26) Independentemente do protocolo usado, a QT deve ser mantida por pelo menos três ciclos após a negativação do beta-hCG, caracterizando o tratamento de consolidação, minimizando-se, assim, a NTG recidivante. Aproximadamente 30% das pacientes com NTG de alto risco desenvolvem resistência ou apresentam recidiva seguindo o uso do protocolo EMA/CO. Em geral, para essas pacientes, o tratamento de segunda linha é o protocolo EP/EMA, embora o grupo do Charing Cross Hospital tenha elaborado estudo prospectivo visando testar o protocolo TP/TE (paclitaxel/cisplatina-paclitaxel/etoposídeo ), de menor toxicidade (em andamento). A cirurgia é útil para remoção de doença residual localizada e resistente ao tratamento quimioterápico em pacientes com NTG de alto risco, especialmente HTA e ressecção pulmonar. Também, na NTG recidivada, o resgate cirúrgico é apropriado para pacientes com foco isolado (solitário) de doença ativa. Importante salientar que, anteriormente ao procedimento cirúrgico, deve-se propor o rastreamento da NTG por exames de imagem (TC de tórax, RM do abdome-pelve e cérebro ? excluir RM do cérebro se não há metástase pulmonar – e, quando disponível, o PET-CT). A finalidade é a de exclusão de múltiplas metástases, situação na qual somente a QT combinada é aplicada. Consolidação com tratamento quimioterápico é indicada dentro de uma a duas semanas após a cirurgia. Em alguns serviços, a radioterapia (RT), em combinação com a QT por múltiplos agentes, é indicada para o tratamento de metástases cerebrais e hepáticas, dependendo da extensão das lesões, pelo seu efeito hemostático e antitumoral. O uso do MTX intratecal é uma alternativa de tratamento para metástases cerebrais, em substituição à irradiação do crânio. Pacientes portadoras de NTG resistente são frequentemente expostas a grande quantidade de agentes e protocolos quimioterápicos. São exaustivamente tratadas, requerem QT intensiva, cirurgia e/ou RT. Nesses casos, pode ser necessário o uso de fator estimulante de colônias granulocíticas (GSF) para que se evite a descontinuidade do tratamento devido à neutropenia e à possibilidade de resistência à QT. A administração de múltiplos agentes quimioterápicos exige apoio de um oncologista clínico, posto que são necessários habilidade e conhecimento para o controle da toxicidade. A coordenação multidisciplinar por especialista com conhecimento geral de todas as modalidades terapêuticas da NTG, num centro de referência, melhora o prognóstico e a sobrevida das pacientes.(27,28)
FUTURO REPRODUTIVO APÓS A DTG
Até o momento atual, a prevenção primária de qualquer DTG é não engravidar. As pacientes que tiveram remissão espontânea da MH apresentam 98% a 99% de chances de desenvolver gravidez normal subsequente. Há risco de 1% a 2% de nova MH, que, embora pequeno, é em torno de 4 a 50 vezes maior se comparado com a população em geral. Assim, diante de uma nova gravidez, as pacientes devem ser orientadas a ter especial atenção à realização de US no primeiro trimestre a fim de detectar precocemente a evolução normal da gestação. Da mesma forma, ao término de qualquer gravidez, a paciente deve ser submetida a uma dosagem de hCG, após 42 dias, com o intuito de afastar a rara possibilidade de NTG pós-parto.(20,21,29)
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