O Comitê de Publicações da Sociedade de Medicina Materno-Fetal (SMFM – Formado por experts em gravidez de alto risco) revisou novos estudos, juntamente com a literatura anterior, incluindo a comunicação de segurança de drogas da Food and Drug Administration (FDA). Semelhante a estudos prévios que relatam associação entre paracetamol pré-natal e aumento de chances para problemas neuro-comportamentais infantis, esses estudos mais recentes possuem limitações metodológicas e de desenho significativas.
Com base na avaliação da SMFM, acreditamos que o peso da evidência não é conclusivo em relação a uma possível relação causal entre o uso de acetaminofeno (paracetamol) e os transtornos neurocomportamentais na prole.
Tal como acontece com todo o uso de medicação durante a gravidez, a comunicação sobre os riscos em relação aos benefícios da prescrição e uso de medicamentos em excesso deve ocorrer entre o paciente e o provedor.
O Comitê de Publicações SMFM continua a recomendar que o acetaminofeno (paracetamol) seja considerada uma escolha de medicação razoável e adequada para o tratamento de dor e / ou febre durante a gravidez.
O que eu penso em relação à qualquer medicação na gravidez é que se tiver que realmente utilizar, deve-se fazer uso. Por exemplo, uma febre ou uma dor repentina, usa-se sim o antitérmico e analgésico em questão. Mas imagine uma pessoa se expondo a fatores de risco que ocasionam o aparecimento de dores. O tratamento neste caso ideal não é o paliativo com o uso abusivo do analgésico; é sim o tratamento preventivo com a retirada dos fatores de riscos.
Lombalgia não se trata apenas com analgésicos e antiespasmódicos – fisioterapia, acupuntura, atividade física (bem supervisionada), pilates correspondem a excelentes formas de tratamento.
Certos tipos de dores de cabeça (cefaléia) são causados por distúrbios de ansiedade e mau gerenciamento do estresse. Corrigir este fator de risco é fundamental ao invés do uso isolado da medicação analgésica.
A aspirina em baixas doses tem sido usada durante a gravidez, mais comumente para prevenir ou retardar o início da pré-eclâmpsia. O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas publicou o Relatório da Força-Tarefa sobre Hipertensão na Gravidez recomendando aspirina em doses baixas diárias começando no final do primeiro trimestrepara mulheres com história de pré-eclâmpsia precoce e parto prematuro com menos de 34 semanas de gestação, ou para mulheres com mais de uma gravidez prévia complicada por pré-eclâmpsia. A Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA publicou uma diretriz semelhante, embora a lista de indicações para uso de baixas doses de aspirina fosse mais expansiva. O uso diário de baixas doses de aspirina na gravidez é considerado seguro e está associado a uma baixa probabilidade de complicações maternas ou fetais graves, ou ambas, relacionadas ao uso. O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas e a Sociedade de Medicina Materno-Fetal apóiam os critérios da diretriz da Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA para prevenção de pré-eclâmpsia. A profilaxia com dose baixa de aspirina (81 mg / dia) é recomendada em mulheres com alto risco de pré-eclâmpsia e deve ser iniciada entre 12 semanas e 28 semanas de gestação (preferencialmente antes de 16 semanas) e continuada diariamente até o parto.A profilaxia com aspirina em baixas doses deve ser considerada para mulheres com mais de um dos vários fatores de risco moderados para pré-eclâmpsia. As mulheres com risco de pré-eclâmpsia são definidas com base na presença de um ou maisfatores de alto risco (história de pré-eclâmpsia, gestação múltipla, doença renal, doença autoimune, diabetes tipo 1 ou tipo 2 e hipertensão crônica)ou mais de um dentre vários fatores de risco moderado(primeira gravidez, idade materna de 35 anos ou mais, índice de massa corporal maior que 30, história familiar de pré-eclâmpsia, características sociodemográficas e fatores de história pessoal).
Recomendações
O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) e a Sociedade de Medicina Materna-Fetal fazem as seguintes recomendações:
A profilaxia com dose baixa de aspirina (81 mg / dia) é recomendada em mulheres com alto risco de pré-eclâmpsia e deve ser iniciada entre 12 semanas e 28 semanas de gestação (idealmente antes de 16 semanas) e continuada diariamente até o parto.
A profilaxia com aspirina em baixas doses deve ser considerada para mulheres com mais de um dos vários fatores de risco moderados para pré-eclâmpsia.
A profilaxia com aspirina em baixas doses não é recomendada apenas para a indicação de natimorto não explicado prévio, na ausência de fatores de risco para pré-eclâmpsia.
A profilaxia com aspirina em baixas doses não é recomendada para a prevenção da restrição do crescimento fetal, na ausência de fatores de risco para pré-eclâmpsia.
A profilaxia com aspirina em baixas doses não é recomendada para a prevenção de parto prematuro espontâneo, na ausência de fatores de risco para pré-eclâmpsia.
A profilaxia com aspirina em baixas doses não é recomendada para a prevenção da perda precoce da gravidez.
Revisando o uso do Ácido Acetil Salicílico (AAS) na gravidez, encontrei diversos artigos interessantes, mas, recentemente, três artigos em língua portuguesa me chamaram a atenção.
Um artigo de revisão sistematizada escrito pela querida Melania Amorim e meu preceptor da Medicina Fetal e colega mais velho do Doutorado do IMIP, Alex Sandro enfatiza desde 2009 a importância do uso do AAS na prevenção da pré-eclâmpsia. Já naquela época, eles estudaram a correlação entre Suplementação de cálcio, agentes antioxidantes, agente antiplaquetários, óxido nítrico, diuréticos, progestágenos, alho, restrição de sal, atividade física, repouso e ácido fólico.
O trabalho finaliza com as seguintes recomendações:
A efetividade das medidas profila?ticas da pre?-ecla?mpsia permanece controversa. Entretanto, diante das evide?ncias atuais (2009), a administrac?a?o de aspirina em baixas doses pode ser bene?fica, particularmente nas gestac?o?es de alto risco, ale?m da suplementac?a?o de ca?lcio em gestac?o?es de risco ou que tenham deficie?ncia em sua dieta desse elemento, ale?m do repouso regular das gestantes em sua reside?ncia. Essas medidas sa?o preconizadas pelo National Institute for Health Research (NIHR), com base em reviso?es sistema?ticas de acura?cia e efetividade associadas a? modelagem econo?mica
Outro artigo bem interessante escrito por Ana Campos na Acta Médica Portuguesa, em 2015 também revisa o papel do AAS na prevenção da pré-eclâmpsia.
O trabalho mostra uma figura que descreve a síntese das prostaglandinas, o desequilíbrio existente nas Síndromes Hipertensivas a favor do Tromboxano ao contrário da Prostaciclina, esta última com ação vasodilatadora e antiplaquetária. O AAS em baixas doses agiria inibindo a produção de Tromboxano A2, sem interferir com a síntese das prostaciclinas.
Como diversos trabalhos já enfatizam, pacientes com risco para pré-eclâmpsia devem fazer uso de ASS para prevenção da mesma. Segue a tabela com os principais fatores de risco para pré-eclâmpsia.
O artigo também classifica alguns critérios diagnósticos das Síndromes Hipertensivas da Gravidez, Parto e Puerpério, bem como a definição de Restrição do crescimento fetal, parto pré-termo e parto pré-termo precoce.
Segue a conclusão do trabalho ipsis litteris:
Mantendo-se os mesmos critérios para iniciar a terapêutica com aspirina, como profilaxia da pré-eclâmpsia precoce, justifica-se a administração do fármaco em situações de risco para a sua ocorrência, tais como o passado de pré-eclâmpsia, doença vascular prévia, restrição de crescimento fetal em gravidez anterior, gestação múltipla, síndrome de anticorpo anti-fosfolípido ou aborto recorrente, assim como valores do algoritmo de risco preditivo acima de 10%. As doses não estão claramente definidas ainda, mas a maior parte dos estudos e normas de orientação indicam que deve ser administrada uma dose entre 80 a 150 mg de aspirina, administrada ao deitar e iniciada até às 16 semanas.42-45 Embora as doses e o momento de início sejam ainda temas controversos, a sua administração precoce tem justificação perante a sua ação no processo fisiopatológico. Nas situações de síndrome de anticorpo anti-fosfolípidos (SAAF) ou aborto recorrente, o início da terapêutica deve coincidir com o diagnóstico da gravidez evolutiva in-útero.
Mais um artigo na língua portuguesa revisou o papel do AAS na prevenção da pré-eclâmpsia
No artigo, é inquestionável a importância da utilização do AAS nas pacientes com alto risco de desenvolverem pré-eclâmpsia. Mas o trabalho segue respondendo às seguintes perguntas:
Qual a dose ideal do AAS?
A USPSTF e a ISSHP são consensuais em recomendar o uso de AAS em baixa dose para a prevenção da pré-eclâmpsia em mulheresde alto risco. A USPSTF conclui com moderada certeza haver evidência substancial para recomendar o uso de AAS na dose de 60 a 150mg/dia, enquanto a ISSHP conclui haver razoável evidência para recomendar o uso de AAS na dose de 75 a 162mg/dia (Força de Recomendação B).
Gillon e colaboradores na sua Revisão Sistemática (RS) das recomendações de Normas de Orientações Clínicas (NOC) internacionais recomendam o uso de AAS na dose de 60 a 162mg/dia (Força de recomendação A).
Por sua vez, a NICE considera que a dose mínima recomendada de AAS deverá ser 75mg/dia, tendo em conta o perfil de segurança demonstrado do AAS nesta dose e a magnitude de redução do risco de pré-eclâmpsia (Força de Recomendação A). Por apurar fica o eventual benefício de doses mais elevadas de AAS em mulheres de alto risco.
Qual a idade gestacional ideal para o início do AAS na gravidez?
AUSPSTF conclui com moderada certeza haver evidência substancial para recomendar o início de AAS após as 12 semanas de gestação em mulheres grávidas de alto risco para pré-eclâmpsia (Força de recomendação B), não se manifestando sobre a idade gestacional até à qual deve ser mantida a terapêutica com AAS.
Da mesma forma, a NICE considera importante o início do AAS às 12 semanas de gestação em mulheres de alto risco para pré- -eclâmpsia, referindo ter sido esta a idade gestacional mais precoce para a qual foi identificado benefício do uso de AAS (Força de recomendação A).
Relativamente à descontinuação do tratamento, a NICE refere não existir evidência de qual será a idade gestacional ótima. A ISSHP refere haver razoável evidência para recomendar que o AAS seja iniciado logo após o diagnóstico de gravidez e antes das 16 semanas de gestação (Força de recomendação B) e evidência inconsistente para recomendar a manutenção da terapêutica com AAS até o parto (Força de recomendação C).
Gillon e colaboradores, na sua RS recomendações de NOC internacionais, recomendam o início do AAS logo no início da gravidez que deve ser mantido até ao parto (Força de recomendação A).
Qual a melhor hora para administração do AAS?
A ISSHP é a única NOCa emitir recomendações sobre a hora de administração do AAS, referindo haver evidência razoável para recomendar que a administração de AAS seja feita ao deitar (Força de recomendação B).
Qual a segurança do uso do AAS na gravidez?
As NOC incluídas nesta revisão são consensuais em afirmar a segurança do AAS em baixa dose. A USPSTF refere que esta terapêutica não está associada à ocorrência de descolamento prematuro da placenta, hemorragia pós-parto ou danos fetais, como hemorragia intracraniana e anomalias congénitas, enquanto a ISSHP refere que a terapêutica com AAS não aumenta nem diminui o risco de abortamento espontâneo, não havendo evidência de teratogenicidade ou outros efeitos adversos pediátricos a curto ou a longo prazo.
PRINCIPAIS CONCLUSÕES DO TRABALHO
De acordo com a evidência atual disponível, pode concluir-se que o AAS em baixa dose tem benefício quando usado como medicação preventiva nas mulheres em risco de pré-eclâmpsia, com evidência clara do seu benefício nas mulheres de alto risco (Força de recomendação A).
A pré-eclâmpsia é uma das mais graves patologias obstétricas, estando associada a complicações graves e a morbimortalidade materna e fetal, devendo o médico destar sensibilizado para o seu rastreio e abordagem. As conclusões deste trabalho podem, assim, melhorar os cuidados às grávidas em risco de pré-eclâmpsia, reduzindo o risco de complicações e melhorando os resultados maternos e fetais.
No entanto, subsistem ainda algumas dúvidas relativas ao uso de AAS na prevenção da pré-eclâmpsia. Assim sendo, são necessários mais estudos para esclarecer quais os fatores que conferem maior risco para esta patologia, para perceber qual a melhor altura para iniciar a profilaxia com AAS e qual a dose mais adequada. São ainda necessários estudos de boa qualidade para reafirmar a segurança do AAS na população obstétrica.
O que eu penso sobre o uso de AAS e outras formas de prevenção da pré-eclâmpsia e de abortamentos
Em suma, é indiscutível a relevância do uso do AAS nas pacientes com fatores de risco para pré-eclâmpsia e também pode ser utilizado para mulheres com histórico de abortamento de repetição, principalmente quando associados à Síndrome Antifosfolípide (SAF).
Considero importante a avaliação com equipe transdisciplinar composta por Obstetra, Especialista em Medicina Fetal e Hematologista para melhor decisão sobre quando iniciar o AAS na gravidez.
Existe um software online para cálculo de risco (clique AQUI) para pré-eclâmpsia entre 11 e 14 semanas e entre 20 e 24 semanas, elaborado pela Fetal Medicine Foundation, Londres. Mas, a história clínica também deve ser avaliada.
A dose mais preconizada do uso do AAS é de 100mg, o horário de administração deve ser o noturno, o início é algo controverso, mas COM CERTEZA ANTES DE 16 SEMANAS. Naquelas pacientes com mau passado obstétrico (abortamentos de repetição) ou Síndrome Antifosfolípide ou mesmo antecedente de pré-eclâmpsia grave, é razoável a administração do AAS no início da gravidez. Vários estudos recomendam o início com 12 semanas de gestação. Decidir em conjunto com equipe transdisciplinar.
O AAS deve ser reavaliado conforme surjam alguns sinais clínicos de risco, quer sejam sangramentos genitais ou mesmo a ocorrência de hematomas.
O acompanhamento ultrassonográfico com Doppler colorido e um cuidado especial com relação à curva de crescimento fetal (percentil de peso) é fundamental, já que existem alguns casos de pré-eclâmpsia associados à restrição do crescimento fetal ou mesmo à macrossomia fetal e/ou diabetes gestacional.
Geralmente o AAS é interrompido com 36 semanas de gestação, apesar de alguns estudos orientarem o uso até a o parto.
Lembrar ainda que a Ortomolecular descreve a inflamação subclínica como fator de risco para pré-eclâmpsia e outras patologias obstétricas, bem como o papel dos antioxidantes no tratamento do estresse oxidativo, comum na pré-eclâmpsia. O Ômega 3 pode ter um papel importante como anti-inflamatório natural. Até alguns estudos tradicionais ressaltam a importância da vitamina D na prevenção da pré-eclâmpsia. Existe algum papel ainda a ser esclarecido na literatura sobre a produção de óxido nítrico oriundo da arginina, mas falam pesquisa com forte evidência científica para recomendar a suplementação de rotina para pacientes com risco de pré-eclâmpsia. Probióticos também podem ser eficazes na inflamação subclínica, na manutenção da boa função intestinal e diminuição da disbiose intestinal. Algumas bactérias probióticas são responsáveis pela produção de neurotransmissores.
A Nutrologia / Nutrição funcional materna deve orientar uma dieta rica em vitaminas e oligoelementos, rica em cálcio ou a suplementação do mesmo em alguns casos de comprovada deficiência. Mais ainda, a ingestão e/ou suplementação de vitaminas do complexo B, particularmente B9 (acido fólico seus derivados), B12 e B6 são importantes na redução da homocisteína que corresponde um fator de risco relacionado com as síndromes hipertensivas na gravidez, além de permitir uma multiplicação celular adequada, através da reação de metilação do DNA. A avaliação da composição corporal na gravidez por Bioimpedância Tetrapolar pode predizer as síndromes hipertensivas pela melhor evidenciação da quantidade de líquido (Água Corpórea Total), antes de aparecer o edema clínico, havendo inclusive diferença na relação entre a água intra e extracelular. Não há trabalhos na literatura científica que evidenciem riscos da bioimpedância tetrapolar na gravidez e já existem diversos trabalhos na literatura científica sobre a importância de tal avaliação. Não dá pra considerar em 2018 o peso como principal ferramenta para avaliar a composição corporal da gestante. Para mais informações sobre o assunto clique em: https://drglaucius.com.br/bianagravidez/.
A medicina do estilo de vida, através da melhoria dos hábitos de vida, quer sejam alimentares, melhoria do sono (a melatonina pode ser um excelente antioxidante principalmente para aquelas com distúrbios do sono), gerenciamento do estresse e a prática de atividade física (preferencialmente bem supervisionada por profissional capacitado), sempre são elos importantes para a prevenção e até mesmo tratamento de quaisquer patologias, como a pré-eclâmpsia. Através de um Obstetrícia integrativa e funcional com a redução de hábitos ou substâncias tóxicas ao nosso corpo, é possível minimizar os fatores de risco e aliado às práticas integrativas como acompanhamento psicológico, psicanalítico, yoga, pilates, terapias de mente e corpo, técnicas de respiração e de relaxamento, bem como a meditação podem ajudar consideravelmente.
Enfim, a obstetrícia personalizada, integrativa e funcional pode representar um importante passo para a mais correta forma de prevenção da pré-eclâmpsia principalmente quando aliada à obstetrícia clássica e à medicina fetal. Não existe receita de bolo, cada cliente tem a sua peculiaridade. Usar as melhores ferramentas preventivas, diagnósticas e terapêuticas, cuidando da cliente como um todo considerando o seu ambiente biopsicossocial e seus hábitos de vida, faz toda a diferença e traz os melhores resultados.
Gravatá, 30 de dezembro de 2017
Aspirina para prevenção de pré-termo e pré-eclâmpsia de termo: revisão sistemática e metanálise.
Roberge S, Bujold E, Nicolaides KH.
As metanálises de ensaios controlados randomizados relataram resultados contraditórios sobre o efeito da aspirina na prevenção da pré-eclâmpsia, tanto em termos de idade gestacional no início do tratamento quanto na dose do medicamento.
A controvérsia pode ser resolvida através de uma metanálise que inclui vários ensaios recentemente publicados examinando se há uma diferença no efeito da aspirina no pré-termo versus pré-eclâmpsia de termo.
ESTUDO:
Foi realizada uma revisão sistemática e metanálise que avaliou o efeito profilático da aspirina durante a gravidez.
Foi realizada uma pesquisa de literatura através da PubMed, Cinhal, Embase, Web of Science e Cochrane Library de 1985 a junho de 2017. Os riscos relativos com efeito aleatório foram calculados com seus intervalos de confiança de 95%.
RESULTADOS:
Dezesseis ensaios que incluíram 18.907 participantes forneceram dados para pré-termo e pré-eclâmpsia de termo.
Oito dos estudos incluídos foram avaliados como de boa qualidade, e os outros 8 estudos foram considerados de qualidade fraca ou incerta.
Houve alta heterogeneidade nos estudos para pré-eclâmpsia pré-termo e a termo, mas não houve heterogeneidade no subgrupo de pré-eclâmpsia pré-termo quando o início do tratamento foi ?16 semanas de gestação e a dose diária de aspirina foi ?100 mg.
A administração de aspirina foi associada à redução do risco de pré-eclâmpsia pré-termo (risco relativo, 0,62; intervalo de confiança de 95%, 0,45-0,87), mas não houve efeito significativo na pré-eclâmpsia do termo (risco relativo, 0,92; intervalo de confiança de 95%, 0,70 -1,21).
A redução da pré-eclâmpsia pré-termo foi confinada ao subgrupo em que a aspirina foi iniciada em ?16 semanas de gestação e em uma dose diária de ?100 mg (risco relativo, 0,33; intervalo de confiança de 95%, 0,19-0,57).
Este efeito também foi observado nos estudos de alta qualidade.
A redução da pré-eclâmpsia pré-termo que foi observada no maior teste ( n = 1620, risco relativo, 0,38, intervalo de confiança de 95%, 0,20-0,72) foi semelhante aos 5 ensaios menores em que a aspirina foi iniciada em ?16 semanas de gestação e em uma dose diária de ?100 mg (n = 639, risco relativo, 0,22; intervalo de confiança de 95%, 0,07-0,66).
CONCLUSÃO:
A aspirina reduz o risco de pré-eclâmpsia pré-termo, mas não a pré-eclâmpsia de termo, e somente quando iniciada antes de 16 semanas de gestação e a uma dose diária de ? 100 mg.
Aspirina ou heparina ou ambos no tratamento do aborto espontâneo recorrente em mulheres com síndrome de anticorpos antifosfolipídicos: uma meta-análise de ensaios controlados randomizados.
OBJETIVO:
Este estudo foi concebido para avaliar a eficácia da aspirina ou heparina ou ambos no tratamento de aborto espontâneo recorrente (RSA) em mulheres com síndrome de anticorpos antifosfolipídicos (APS).
MÉTODOS:
Foram realizadas buscas sistemáticas para ensaios clínicos randomizados (ECAs) que avaliam o parto vivo e parto prematuro, pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intra-uterino, diabetes gestacional, sangramento de RSA com pacientes com APS que receberam aspirina e terapia com heparina, de PubMed, EMBASE, ScienceDirect e CNKI. Os dados relacionados foram extraídos de estudos elegíveis e, em seguida, submetidos à revisão gerenciar 5.3 para análise. O risco relativo (RR) e seu intervalo de confiança de 95% foram calculados.
RESULTADOS:
Dezenove publicações com ensaios clínicos randomizados foram selecionados para este estudo, que incluiu um total de 1251 gestantes com diagnóstico de RSA com APS. No que diz respeito ao nascimento vivo, foi notavelmente melhorado em grupo aspirina mais heparina ou heparina sozinho [RR = 1,23, IC 95% (1,12-1,36), p <0,0001; RR = 1,18, IC 95% (1,03-1,35), p = 0,02]; grupo único de aspirina, no entanto, não houve diferença estatisticamente significativa comparada ao placebo [RR = 0,97, IC 95% (0,80-1,16), p = 0,71]. Entretanto, a terapia com aspirina e heparina não reduziu significativamente o risco de complicações recorrentes da gravidez mediada por placenta, incluindo parto prematuro, retardo do crescimento intra-uterino (IUGR), diabetes gestacional e sangramento menor. Um efeito terapêutico benéfico da terapia com heparina isolada foi encontrado na prevenção de partos prematuros e doses baixas de aspirina mais a terapia com heparina foi significativa, reduzindo o risco de pré-eclâmpsia.
CONCLUSÃO:
Uma melhora dos resultados da gravidez em mulheres com RSA e APS pode ser alcançada por estratégias de tratamento combinando aspirina de baixa dose mais heparina ou heparina isoladamente. A aspirina sozinha, em contraste, parecia inferior a outros tratamentos para alcançar mais nascimentos vivos.
Aspirina versus placebo em gravidez em alto risco para pré-eclampsia pré-termo
A pré-eclampsia pré-termo é uma causa importante de morbimortalidade materna e perinatal. Não é certo se a ingestão de doses baixas de aspirina durante a gravidez reduz o risco de pré-eclampsia pré-termo.
MÉTODOS
Neste estudo multicêntrico, duplo-cego e controlado por placebo, nós atribuímos aleatoriamente 1776 mulheres com gestações únicas que apresentavam alto risco de pré-eclampsia pré-termo para receber aspirina, em uma dose de 150 mg por dia ou placebo de 11 a 14 semanas de gestação até 36 semanas de gestação. O desfecho primário foi o parto com pré-eclâmpsia antes das 37 semanas de gestação. A análise foi realizada de acordo com o princípio da intenção de tratar.
RESULTADOS
Um total de 152 mulheres retiraram o consentimento durante o estudo e 4 perderam o seguimento, o que deixou 798 participantes no grupo aspirina e 822 no grupo placebo. A pré-eclampsia pré-termo ocorreu em 13 participantes (1,6%) no grupo aspirina, em comparação com 35 (4,3%) no grupo placebo (odds ratio no grupo aspirina, 0,38; intervalo de confiança de 95%, 0,20 a 0,74; P = 0,004) . Os resultados foram substancialmente inalterados em uma análise de sensibilidade que levou em consideração os participantes que se retiraram ou foram perdidos no seguimento. A adesão foi boa, com uma ingestão relatada de 85% ou mais do número necessário de comprimidos em 79,9% dos participantes. Não houve diferenças significativas entre os grupos na incidência de resultados adversos neonatais ou outros eventos adversos.
CONCLUSÕES
O tratamento com doses baixas de aspirina em mulheres com alto risco de pré-eclâmpsia pré-termo resultou em uma menor incidência desse diagnóstico do que o placebo.
Fonte:
Aspirin versus Placebo in Pregnancies at High Risk for Preterm Preeclampsia
Daniel L. Rolnik, M.D., David Wright, Ph.D., Liona C. Poon, M.D., Neil O’Gorman, M.D., Argyro Syngelaki, Ph.D., Catalina de Paco Matallana, M.D., Ranjit Akolekar, M.D., Simona Cicero, M.D., Deepa Janga, M.D., Mandeep Singh, M.D., Francisca S. Molina, M.D., Nicola Persico, M.D., Jacques C. Jani, M.D., Walter Plasencia, M.D., George Papaioannou, M.D., Kinneret Tenenbaum-Gavish, M.D., Hamutal Meiri, Ph.D., Sveinbjorn Gizurarson, Ph.D., Kate Maclagan, Ph.D., and Kypros H. Nicolaides, M.D.
N Engl J Med 2017; 377:613-622August 17, 2017DOI: 10.1056/NEJMoa1704559
Queridas gestantes: é proibido fumar mesmo na gestação!!!
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O cigarro:
pode causar defeitos congênitos (malformação fetal)
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piora a função respiratória
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causa processos alérgicos
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prejudica os vasos sanguíneos maternos e fetais
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pode causar parto prematuro e abortamentos
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pode atrapalhar a absorção de inúmeros nutrientes prejudicando o bom funcionamento do organismo
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está relacionado com a etiologia de vários tipos de câncer
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?? Enfim, não existe nenhuma vantagem …
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??Não é uma questão de preconceito e sim uma questão de saúde!!!
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??Se você é mulher, Deseja engravidar e fuma, largue o cigarro antes mesmo de engravidar.
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??Se você é fumante passiva, ajude o seu companheiro a parar de fumar. Existe medicação para isso, além de intervenções não medicamentosas. Procurem um bom profissional.
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??Com certeza, qualquer um consegue parar de fumar, basta QUERER DE VERDADE!!!
?Experts das Sociedades Espanholas de Menopausa, de Cardiologia e Federação Espanhola de Medicina do Esporte elaboraram um documento de consenso sobre atividade física na mulher pós-menopausada, tendo em vista os inúmeros benefícios da atividade física para esta faixa etária e consoante os graus de evidência científica.
?Exercícios Físicos (EF) têm uma influência positiva sobre a saúde óssea sendo mais evidente quando os métodos de EF combinados são utilizados, embora EF sem impacto também melhoram o equilíbrio e diminuem o risco de quedas (2B)
?EF correspondem a principal estratégia para prevenir e tratar a sarcopenia e os seus efeitos de aumento de massa muscular e função, melhorando a flexibilidade, equilíbrio e função física; e corrigindo incapacidade (2C).
?EF reduzem o risco de doença cardiovascular na mulher menopausada (2B)
?Ambos os EF aeróbicos e de força podem parcial ou totalmente combater às mudanças associadas à síndrome metabólica em mulheres na pós-menopausa sedentárias (inflamação sistêmica crônica, estresse oxidativo, o tecido adiposo visceral abdominal e dislipidemia) – 2B
?EF estão relacionados inversamente com os níveis de demência e aumentam a função cognitiva na mulher da meia-idade
?EF reduzem a dor osteoarticular nas mulheres pós-menopausadas portadoras de fibromialgia ou câncer de mama
?A menopausa tornou-se um período durante o qual muitas mulheres aproveitam a oportunidade para modificar seu estilo de vida através da adoção de ações de prevenção, incluindo um “estilo de vida saudável”, que incluem uma alimentação saudável, PE regular, e manutenção de uma família ativa e da vida social. Todas estas ações melhoram a qualidade de vida relacionada à saúde (2C)
?A recomendação dos EF deve ser extendido a todas as mulheres na pós-menopausa, independentemente do estado de saúde, sem a necessidade de exames complementares, exceto quando moderada ou alta intensidade de PE é prescrito
?HIIT, Pilates e treinamento de resistência / repetição parecem ser os EF mais adequados porque se assemelham de perto o ritmo da vida moderna e fornecem benefícios adicionais (ou seja, melhorar a magra, força e equilíbrio) – 2C
Se não estiver sentindo dores, se não for uma gestação de alto risco em que qualquer atividade física pode prejudicar (ameaça de abortamento, placenta prévia, ameaça de trabalho de parto prematuro) PODE!!! Quem conhece o CrossFit sabe que existem diversos treinos funcionais, alongamentos que são importantes para o nosso condicionamento físico
Eu tenho muito mais medo das gestantes que não realizam atividade física do que das que realizam
O CrossFit como diversas atividades físicas pode e deve ser realizada na gravidez DESDE QUE ACOMPANHADA POR UM PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESPECIALIZADO EM ATIVIDADE FÍSICA NA GRAVIDEZ. Não dá pra você participar dos mesmos exercícios / WOD das mulheres não grávidas. O Coach / profissional de educação física deve substituir alguns exercícios que valorizem as modificações corporais que ocorrem na gravidez como nas fotos
Portanto, converse com um profissional de educação física especializado em atividade física na gravidez e converse com ele sobre qual atividade física você irá realizar e como será a sua rotina dos treinos. Comunique ao seu obstetra para saber se não há alguma contraindicação obstétrica para atividade física na sua gestação!!!
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Artigo publicado na Complementary Therapies in Clinical Practice, em novembro de 2017, com o DOI 10.1016/j.ctcp.2017.11.007 avaliou a prática de atividade física padrão supervisionado por treinador certificado uma vez por semana e comparou com o Pilates, também supervisionado por um treinador certificado e o alívio da dor lombar em 40 gestantes no terceiro trimestre
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A diferença também entre os tipos de exercícios, é que o Pilates também incluiu exercícios respiratórios e de alongamento em 10 minutos que antecediam o treino, além de um período de “resfriamento” / relaxamento ao final do treino
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Os resultados do estudo evidenciaram que o Pilates foi mais efetivo do que os exercícios tradicionais
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E o mais interessante do trabalho foi usar a atividade física como forma de tratamento direcionado às gestantes com dores lombares
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Um(a) fisioterapeuta especializado ou um(a) profissional de educação física ou mesmo um(a) especialista em acupuntura pode ajudar significativamente as gestantes com dores lombares. São alterações muito comuns na gravidez e que devem ser bem avaliadas e tratadas de forma adequada, em geral pela correção postural e fortalecimento de determinados grupamentos musculares. O controle do peso / da composição corporal na gravidez também é importante. E eu que sou fã da natação e das atividades aquáticas também considero que pode ajudar bastante. Gestantes que desejam parto normal, devem se preparar para utilizar estes exercícios para fortalecimento da musculatura lombar e do assoalho pélvico. Existem profissionais de educação física e também fisioterapeutas especializados nisso.
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O importante é não ficar parada, seja uma #gestanteativa, pratique atividade física na gestação e fora dela também
1. Benefícios da atividade física na gestação:
Tornando-se ativa e exercitar pelo menos 30 minutos na maioria, se não todos, os dias da semana pode beneficiar sua saúde durante a gravidez, das seguintes formas:
• Ajuda a reduzir dores nas costas, prisão de ventre e inchaço • Pode ajudar a prevenir ou tratar a diabetes gestacional • Aumenta a energia • Melhora seu humor • Melhora a sua postura • Promove o tônus muscular, força e resistência • Ajuda a dormir melhor A atividade regular também ajuda a mantê-la apta durante a gravidez e pode melhorar a sua capacidade de lidar com o trabalho. Isso fará com que mais fácil para você voltar em forma após o nascimento do bebê.
2. Modificações que ocorrem na gravidez que podem alterar a rotina da atividade física:
– Os hormônios produzidos durante a gravidez fazem com que os ligamentos que sustentam as articulações para tornem-se relaxados. Isso faz com que as articulações fiquem mais móveis e com maior em risco de lesão. O peso extra na frente do seu corpo durante a gravidez muda seu centro de gravidade e coloca pressão sobre articulações e músculos, especialmente aqueles na pelve e região lombar. Isso pode torná-lo menos estável, causar dor nas costas, e torná-lo mais propensos a perder o equilíbrio e cair, especialmente no final da gravidez. O peso extra que você está carregando vai fazer seu corpo trabalhar mais do que antes você estava grávida.
3. Exercícios físicos seguros na gravidez:
– Alguns esportes são seguros durante a gravidez, mesmo para iniciantes:
• Caminhar é um bom exercício para qualquer pessoa (desde que haja o aumento da frequência cardíaca). • A natação é muito interessante para seu corpo, porque ela utiliza muitos músculos. • Andar de bicicleta proporciona um bom treino aeróbico. • Exercício Aeróbico é boa maneira de manter seu coração e pulmões fortes. • Se você era corredora antes de engravidar, muitas vezes você pode continuar a correr durante a gravidez, embora em menor intensidade.
4. Exercícios que devem ser evitados na gravidez:
Em geral, as atividades onde há um elevado risco de queda, tal como ginástica, esqui aquático e equitação, deve ser evitada. Alguns esportes de raquete também aumentar o risco de cair por causa de seu equilíbrio mudando. Outros esportes para evitar incluem os seguintes: • Esqui na neve, sua mudança no equilíbrio pode colocá-la em maior risco de lesões e quedas. Além disso, você pode estar em risco de doença de altitude, uma doença causada pelo ar que contém menos oxigênio para respirar. • Esportes de contato, como hóquei, basquetebol, e futebol- Esses esportes podem resultar em danos para você e seu bebê. • Mergulho: pode colocar seu bebê em risco de doença descompressiva, uma doença grave que resulta de mudanças na pressão em torno do corpo.
5. Atenção durante a atividade física na gravidez:
As mudanças em seu corpo pode fazer certas posições e atividades de risco para você e seu bebê. Durante o exercício, tente evitar atividades que exigem saltos, movimentos bruscos, ou mudanças rápidas de direção que pode prejudicar suas articulações e causar ferimentos. Existem alguns riscos de superaquecimento durante a gravidez. Isso pode causar perda de fluidos e levar à desidratação e problemas durante a gravidez. Quando você se exercita, siga estas diretrizes gerais para um programa de exercício seguro e saudável: • No primeiro trimestre da gravidez, evitar os exercícios, exceto se você já os realizava antes da gravidez. • Comece com tão pouco quanto 5 minutos de exercício por dia e adicione 5 minutos a cada semana até que você pode permanecer ativo por 30 minutos por dia. • Evite exercício vigoroso em clima quente, úmido ou quando você tem uma febre. • Use roupas confortáveis que irão ajudá-lo a manter a calma. • Usar um sutiã que se encaixa bem e dá muito apoio para ajudar a proteger seus seios. • Beba muita água para evitar superaquecimento e desidratação. • Certifique-se de consumir as calorias extras diárias que você precisa durante a gravidez.
6. Sinais de alerta para interromper a atividade física na gravidez:
Deixar de realizar exercícios físicos e comunicar ao seu médico obstetra se você tiver algum destes sintomas: • Sangramento vaginal • Tonturas ou sensação de desmaio • O aumento da falta de ar • Dor no peito • Dor de cabeça • Fraqueza muscular • Dor abdominal ou inchaço • Fluido vazando da vagina
7. Retorno da atividade física após o parto
Andar a pé é uma boa maneira de voltar para o exercício. Caminhar várias vezes por semana irá prepará-la para o exercício mais intenso quando você sente-se a ele. Andar tem a vantagem adicional de ficar com o bebê, estar fora de casa em contato com a natureza e com o ar fresco. Quando você se sentir mais forte, considere exercícios mais vigorosos.
– Depois de um final de semana maravilhoso estudando nutrição e atividade física, ler um artigo recente de setembro de 2015 realmente é bem coerente, principalmente quando relacionada com a obstetrícia, minha especialidade.
– Pois bem: um estudo no Canadá, comparou grávidas obesas e seguiram um programa de 12 semanas de atividade física supervisionada durante a gestação, a partir do segundo trimestre (quarto mês de gestação). As gestantes obesas do grupo que se submeteram à intervenção da atividade física supervisionada comparadas com as do outro grupo que não se submeteram à intervenção da atividade física supervisionada (controle) obtiveram um menor ganho de peso (apesar da alimentação semelhante) e melhor adaptação cardiorrespiratória. Não houve diferença em outros parâmetros avaliados como idade gestacional do parto, peso fetal, alterações na ultrassonografia, dentre outros parâmetros.
– É mais um estudo que utilizou a BIOIMPEDÂNCIA TETRAPOLAR.
– Há de se considerar que o número de participantes é pequeno, entretanto, realizar estudo prospectivo em grávida com randomização, utilizando intervenção é muito difícil.
– Salutar ainda é citar que este trabalho foi realizado em país de primeiro mundo, onde o sistema de saúde funciona muito melhor do que nossa realidade brasileira. – Então, grávida sem patologia já necessita de atividade física, porque em geral qualquer ser humano necessita de atividade física. Grávidas com maiores fatores de risco como obesidade, diabetes, hipertensão, necessitam ainda mais, preferencialmente supervisionadas por profissionais especializados. – Para qualquer tratamento em saúde, nunca devemos nos esquecer da boa alimentação, do controle da ansiedade/estresse, da atividade física e da qualidade do sono. E quando necessária, a intervenção medicamentosa pode ser exitosa, principalmente se forem seguidas as medidas já descritas.
Estudo publicado na Climateric em fevereiro de 2016, avaliou o papel do Pilates na prevenção de quedas em mulheres pós-menopausadas
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??Quedas e lesões relacionadas às quedas representam uma grande preocupação de saúde pública para as mulheres pós-menopáusicas
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??Medo de cair, deficiências na marcha, controle postural e alterações na composição corporal foram identificados como fatores de risco importantes para a queda
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??O exercício físico é uma ferramenta importante na prevenção e gestão de queda
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??O método Pilates é uma atividade que pode ser adaptada a diferentes condições físicas e estado de saúde e é recomendado para várias populações
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??Em mulheres pós-menopáusicas, o método Pilates é uma forma eficaz de melhorar alguns aspectos físicos e psicológicos relacionados com a queda, como o equilíbrio postural e dinâmico. Além disso, algumas capacidades físicas, tais como a flexibilidade, autonomia pessoal, mobilidade e capacidade funcional também têm demonstrado a beneficiar de intervenções de Pilates que envolvem mulheres em sua segunda metade da vida, bem como certos aspectos psicológicos, incluindo medo de cair status, depressivo, e qualidade de vida
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??Pilates mostrou eficaz para evitar quedas em mulheres na pós-menopausa, melhorando o seu equilíbrio, o funcionamento físico e psicológico, e independência
Um ensaio clínico randomizado compostos por mulheres de Natal, Rio Grande do Norte, publicado em Março de 2016, procurou investigar os efeitos psicofisiológicos da ioga em mulheres pós-menopausadas
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??48 mulheres foram alocadas em 3 grupos: sem intervenção (controle), atividade física e ioga. Foram aplicados questionários para avaliação da síndrome climatérica, da qualidade de vida, do estresse, da depressão e da ansiedade. Níveis hormonais também foram avaliados após 12 semanas
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??O grupo que praticou ioga apresentou valores estatisticamente significantes mais baixos para os sintomas da menopausa, o nível do estresse e sintomas de depressão e mais altos na qualidade de vida quando comparados com o grupo controle e o grupo atividade física
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??Apenas o grupo controle apresentou aumento dos níveis de cortisol
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??Os grupos Ioga e atividade física mostraram redução dos níveis de FSH e LH quando comparados com o grupo controle
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?? Estes resultados sugerem que a ioga promove mudanças positivas psicofisiológicas em mulheres pós-menopausadas e pode ser aplicado como uma terapia complementar para esta população
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Lembrei do hábito Respirar Corretamente bem enfatizado pelos 11 hábitos do @dricaroalves! Faz sentido nos preocuparmos com o relaxamento, com a respiração. A ioga é uma excelente ferramenta para isto .
Experts das Sociedades Espanholas de Menopausa, de Cardiologia e Federação Espanhola de Medicina do Esporte elaboraram um documento de consenso sobre atividade física na mulher pós-menopausada, tendo em vista os inúmeros benefícios da atividade física para esta faixa etária e consoante os graus de evidência científica.
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Exercícios Físicos (EF) têm uma influência positiva sobre a saúde óssea sendo mais evidente quando os métodos de EF combinados são utilizados, embora EF sem impacto também melhoram o equilíbrio e diminuem o risco de quedas (2B)
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EF correspondem a principal estratégia para prevenir e tratar a sarcopenia e os seus efeitos de aumento de massa muscular e função, melhorando a flexibilidade, equilíbrio e função física; e corrigindo incapacidade (2C)
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EF reduzem o risco de doença cardiovascular na mulher menopausada (2B)
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Ambos os EF aeróbicos e de força podem parcial ou totalmente combater às mudanças associadas à síndrome metabólica em mulheres na pós-menopausa sedentárias (inflamação sistêmica crônica, estresse oxidativo, o tecido adiposo visceral abdominal e dislipidemia) – 2B
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EF estão relacionados inversamente com os níveis de demência e aumentam a função cognitiva na mulher da meia-idade
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EF reduzem a dor osteoarticular nas mulheres pós-menopausadas portadoras de fibromialgia ou câncer de mama
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A menopausa tornou-se um período durante o qual muitas mulheres aproveitam a oportunidade para modificar seu estilo de vida através da adoção de ações de prevenção, incluindo um “estilo de vida saudável”, que incluem uma alimentação saudável, PE regular, e manutenção de uma família ativa e da vida social. Todas estas ações melhoram a qualidade de vida relacionada à saúde (2C)
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A recomendação dos EF deve ser extendido a todas as mulheres na pós-menopausa, independentemente do estado de saúde, sem a necessidade de exames complementares, exceto quando moderada ou alta intensidade de PE é prescrito
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HIIT, Pilates e treinamento de resistência / repetição parecem ser os EF mais adequados porque se assemelham de perto o ritmo da vida moderna e fornecem benefícios adicionais (ou seja, melhorar a magra, força e equilíbrio) – 2C
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Harrison et. al (2016) estabeleceram o seguinte sumário dos benefícios da atividade física em períodos importantes da vida da mulher:
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Pré- concepção (antes de engravidar)
Melhora os resultados da Reprodução Assistida
Previne o ganho de peso
Aumenta a Qualidade de vida
Diminui a prevalência de depressão
Diminui a resistência insulínica na Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)
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Gravidez
Diminui o risco de ganho excessivo de peso
Diminui o risco de desenvolvimento do diabetes gestacional
Diminui o risco de intevrenções médicas no parto
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Pós-parto
Prevenção e tratamento de depressão pós-parto
Perda de peso
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Desta forma, também reproduziu as seguintes recomendações:
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??Alguma atividade física é melhor do que nenhuma
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?? Seja ativa sempre, todos os dias da semana
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?? Acumule 150-300 minutos de atividade física moderada ou 75-150 minutos de atividade física intensa ou a combinação de ambas .
?? Faça atividade de fortalecimento muscular 2 dias na semana
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?? Diminua o tempo prolongado sentado
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?? Muitas clientes chegam ao meu consultório desejando engravidar: 100% das vezes recomendo que faça atividade física que melhora a sua fertilidade. Quando estão grávidas são orientadas e recebem por escrito a recomendação de realizar atividade física*. E 30 dias após o parto (normal ou cesariano) retornam a TODAS as atividades que realizavam habitualmente. O acompanhamento por profissional de educação física capacitado (a) ajuda bastante na prevenção de lesões e principalmente no melhor desempenho. ATIVIDADE FÍSICA É A BASE DE QUALQUER TRATAMENTO EM SAÚDE!!!
Postado em 25/10/2015
ornando-se ativa e exercitar pelo menos 30 minutos na maioria, se não todos, os dias da semana pode beneficiar sua saúde durante a gravidez, das seguintes formas:
• Ajuda a reduzir dores nas costas, prisão de ventre e inchaço
• Pode ajudar a prevenir ou tratar a diabetes gestacional
• Aumenta a energia
• Melhora seu humor
• Melhora a sua postura
• Promove o tônus ??muscular, força e resistência
• Ajuda a dormir melhor
A atividade regular também ajuda a mantê-la apta durante a gravidez e pode melhorar a sua capacidade de lidar com o trabalho. Isso fará com que
mais fácil para você voltar em forma após o nascimento do bebê.
Os hormônios produzidos durante a gravidez fazem com que os ligamentos que sustentam as articulações para tornem-se relaxados. Isso faz com que as articulações fiquem mais móveis e com maior em risco de lesão. O peso extra na frente do seu corpo durante a gravidez muda seu centro de gravidade e coloca pressão sobre articulações e músculos, especialmente aqueles na pelve e região lombar. Isso pode torná-lo menos estável, causar dor nas costas, e torná-lo mais propensos a perder o equilíbrio e cair, especialmente no final da gravidez. O peso extra que você está carregando vai fazer seu corpo trabalhar mais do que antes você estava grávida.
Alguns esportes são seguros durante a gravidez, mesmo para iniciantes:
• Caminhar é um bom exercício para qualquer pessoa (desde que haja o aumento da frequência cardíaca).
• A natação é muito interessante para seu corpo, porque ela utiliza muitos músculos.
• Andar de bicicleta proporciona um bom treino aeróbico.
• Exercício Aeróbico é boa maneira de manter seu coração e pulmões fortes.
• Se você era corredora antes de engravidar, muitas vezes você pode continuar a correr durante a gravidez, embora em menor intensidade.
Em geral, as atividades onde há um elevado risco de queda, tal como ginástica, esqui aquático e equitação, deve ser evitada. Alguns esportes de raquete também aumentar o risco de cair por causa de seu equilíbrio mudando. Outros esportes para evitar incluem os seguintes:
• Esqui na neve, sua mudança no equilíbrio pode colocá-la em maior risco de lesões e quedas. Além disso, você pode estar em risco de doença de altitude, uma doença causada pelo ar que contém menos oxigênio para respirar.
• Esportes de contato, como hóquei, basquetebol, e futebol- Esses esportes podem resultar em danos para você e seu bebê.
• Mergulho: pode colocar seu bebê em risco de doença descompressiva, uma doença grave que resulta de mudanças na pressão em torno do corpo.
As mudanças em seu corpo pode fazer certas posições e atividades de risco para você e seu bebê. Durante o exercício, tente evitar atividades que exigem saltos, movimentos bruscos, ou mudanças rápidas de direção que pode prejudicar suas articulações e causar ferimentos.
Existem alguns riscos de superaquecimento durante a gravidez. Isso pode causar perda de fluidos e levar à desidratação e problemas durante a gravidez.
Quando você se exercita, siga estas diretrizes gerais para um programa de exercício seguro e saudável:
• No primeiro trimestre da gravidez, evitar os exercícios, exceto se você já os realizava antes da gravidez.
• Comece com tão pouco quanto 5 minutos de exercício por dia e adicione 5 minutos a cada semana até que você pode permanecer ativo por 30 minutos por dia.
• Evite exercício vigoroso em clima quente, úmido ou quando você tem uma febre.
• Use roupas confortáveis ??que irão ajudá-lo a manter a calma.
• Usar um sutiã que se encaixa bem e dá muito apoio para ajudar a proteger seus seios.
• Beba muita água para evitar superaquecimento e desidratação.
• Certifique-se de consumir as calorias extras diárias que você precisa durante a gravidez.Fonte: ACOG http://www.acog.org/-/media/For-Patients/faq119.pdf?dmc=1&ts=20151025T0658489458
Deixar de realizar exercícios físicos e comunicar ao seu médico obstetra se você tiver algum destes sintomas:
• Sangramento vaginal
• Tonturas ou sensação de desmaio
• O aumento da falta de ar
• Dor no peito
• Dor de cabeça
• Fraqueza muscular
• Dor abdominal ou inchaço • Fluido vazando da vagina
Andar a pé é uma boa maneira de voltar para o exercício. Caminhar várias vezes por semana irá prepará-la para o exercício mais intenso quando você sente-se a ele. Andar tem a vantagem adicional de ficar com o bebê, estar fora de casa em contato com a natureza e com o ar fresco. Quando você se sentir mais forte, considere exercícios mais vigorosos.
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O HTLV é um vírus que infecta determinadas células do sangue, denominadas linfócitos T
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Não existe a obrigatoriedade da solicitação deste exame no pré-natal, principalmente porque se o exame for positivo, há indicação de não realizar o aleitamento materno, pois este vírus é transmitido através do leite materno
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Além do aleitamento materno, o vírus é transmitido pelo contato sexual e também por via hematogênica, pelo contato do sangue contaminado através de transfusões sanguíneas, ou por agulhas e seringas contaminadas
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As pessoas que possuem o vírus do HTLV podem apresentar as alterações como dificuldade de andar, de subir escadas, urgência urinária, ínguas, lesões de pele, inflamação nos olhos e leucemia
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Um estudo (Barmpas DBS, et. al, 2014) que avaliou a infecção pelo vírus do HTLV 1/2 em gestantes brasileiras evidenciou que entre os doadores de sangue a prevalência de infectados pelo vírus é maior para os estados de Pernambuco, Pará, Maranhão e Bahia
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O mesmo artigo enfatiza que apesar de a recomendação brasileira de não realizar o aleitamento materno para portadoras do vírus HTLV 1 / 2, torna-se fundamental compreender que a mulher, ao ser impedida de amamentar, poderá passar por problemas emocionais, sociais e até mesmo financeiros, devido ao alto custo da alimentação artificial.
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Outro artigo (Oliveira AS, et al, 2014) intitulado: EPIDEMIOLOGIA E FATORES DE RISCO DA INFECÇÃO DO VÍRUS HTLV EM GESTANTES concluiu ipsis litteris:
O conhecimento sobre o HTLV necessita ser mais difundido entre os profissionais de saúde, pois estes são os agentes que realizam a prevenção e a promoção à saúde. Sendo assim, necessita-se desenvolver a sensibilização destes profissionais para o manejo correto que deve ser efetivado para a prevenção deste vírus, ampliando o conhecimento dos mesmos e
conscientizando a população e autoridades de saúde para minimizar a prevalência do microorganismo em todo território, além de disponibilizar a fórmula infantil para as crianças filhas de mães soropositivas gratuitamente e tornar a notificação para o HTLV compulsória.
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#ginecologiaintegrativaefuncional #HTLV #medicinafetal
Estudo publicado na Maternal & Child Nutrition de abril de 2017, por Murphy MM et. al. com o título “A homocisteína materna moderadamente elevada na pré-concepção está inversamente associada ao desempenho cognitivo em crianças de 4 meses e 6 anos após o nascimento” traz importantes reflexões principalmente sobre a importância da avaliação da homocisteína materna na pré-concepção e também na gravidez e sua correlação com o metabolismo do ácido fólico. Nas redes sociais frequentemente nos deparamos com informações imprecisas sobre o assunto que precisam das referências científicas. Segue o resumo dos principais pontos do trabalho:
A deficiência pré-natal de doador de metil leva ao acúmulo de homocisteína no cérebro e ao comprometimento do neurodesenvolvimento em ratos. Nós investigamos o efeito de níveis moderadamente elevados pré-concepção da homocisteína plasmática total (tHcy) em jejum no neurodesenvolvimento infantil em um estudo prospectivo de 67 e 76 pares de mãe e filho aos 4 meses e 6 anos de idade, respectivamente.
Amostras de sangue em jejum com 2-10 semanas de pré-concepção, do cordão umbilical (sem jejum) e a mãe e filho 6 anos após o nascimento, foram coletadas.
O desenvolvimento psicomotor e mental foi avaliado aos 4 meses usando a Escala Bayley de Desenvolvimento Infantil (BSID) e desenvolvimento cognitivo aos 6 anos usando o Wechsler Preschool e Primary Scale of Intelligence (WPPSI).
O mais alto tercil pré-concepção de tHcy (?9,04 µmol / L), foi classificado como moderadamente elevado e tercil médio-baixo como normal.
As crianças, nascidas de mães com níveis moderadamente elevados de Homocisteína em comparação com os níveis pré-concepcionais normais apresentaram menor desenvolvimento psicomotor e mental.
A análise de regressão logística múltipla mostrou que níveis moderadamente elevados de tHcy em comparação com o nível pré-concepcional normal, foi associado com maior probabilidade, OR (95% CI), de pontuação no tercil mais baixo para o desenvolvimento psicomotor de BSID e tercis inferiores para WPPSI completo, verbal e desempenho, quociente intelectual.
Concluímos que níveis pré-concepcionais moderadamente elevados de tHcy estão inversamente associados aos escores de desenvolvimento psicomotor e cognitivo em lactentes e crianças.
Fonte: DOI: 10.1111 / mcn.12289
Recife 18 de janeiro de 2018
Mais um artigo que corrobora o que já venho escrevendo desde o estudo de Baltimore: USO DE ÁCIDO FÓLICO E POLIVITAMÍNICOS NA GRAVIDEZ REDUZEM O RISCO DE TRANSTORNOS DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NOS SEUS DESCENDENTES!!!
O Objetivo do estudo foi examinar as associações entre o uso de suplementos de ácido fólico e polivitamínicos maternos antes e durante a gravidez e o risco de TEA na prole .
Trata-se de um estudo de coorte caso-controle de 45 300 crianças israelitas nascidas entre 1º de janeiro de 2003 e 31 de dezembro de 2007 que foram acompanhadas desde o nascimento até 26 de janeiro de 2015, para o risco de TEA .
Os casos foram todas crianças diagnosticadas com TEA e os controles foram uma amostra aleatória de 33% de todas as crianças nascidas vivas .
Metodologia
Os suplementos vitamínicos maternos foram classificados como ácido fólico, suplementos polivitamínicos e qualquer combinação deles expostos nos intervalos antes e durante a gravidez.
A associação entre suplementação vitamínica materna e o risco de TEA na prole foram quantificados com riscos relativos (RR) e seus IC 95% ajustando os modelos de regressão de riscos proporcionais ajustados para fatores de confusão.
Foram realizadas análises de sensibilidade para testar a robustez dos resultados.
RESULTADOS:
Das 45 300 crianças do estudo (22 090 meninas e 23 210 meninos, idade média, 10,0 anos no final do seguimento), 572 (1,3%) receberam um diagnóstico de TEA.
A exposição materna ao suplemento de ácido fólico e / ou polivitamínico antes da gravidez foi associada de forma estatística significativamente com menor probabilidade de TEA na prole em comparação com nenhuma exposição antes da gravidez (RR, 0,39; IC 95%, 0,30-0,50; P <0,001).
A exposição materna a suplementos de ácido fólico e / ou multivitamínicos durante a gravidez foi significativamente associada com uma menor probabilidade de TEA na prole em comparação com nenhuma exposição durante a gravidez(RR, 0,27; IC 95%, 0,22-0,33; P <0,001) .
Os RR correspondentes foram estimados para a exposição materna ao ácido fólico antes da gravidez (RR, 0,56, IC 95%, 0,42-0,74; P = 0,001), exposição materna ao ácido fólico durante a gravidez (RR, 0,32; IC 95%, 0,26-0,41 , P <0,001), exposição materna a suplementos multivitamínicos antes da gravidez (RR, 0,36; IC 95%; 0,24-0,52; P <0,001) e exposição materna a suplementos multivitamínicos durante a gravidez (RR, 0,35; IC 95% 0,28-0,44; P <0,001)
Os resultados geralmente permaneceram estatisticamente significativos em todas as análises de sensibilidade.
CONCLUSÕES E RELEVÂNCIA:A exposição materna aos suplementos de ácido fólico e polivitamínicos antes e durante a gravidez está associada a um risco reduzido de TEA na prole em comparação com a prole das mães sem essa exposição. Portanto, querido profissional de saúde que por acaso, inocência, desconhecimento, falta de leitura, enfim, por algum motivo postou que o ácido fólico está associado ao autismo, por favor, exclua seu post, porque agora temos mais um trabalho, de uma importante revista científica da Psiquiatria, com um grande grupo populacional, com mais de 10 anos de duração, que corrobora com inúmeros outros trabalhos que enfatizam: ÁCIDO FÓLICO E POLIVITAMÍNICOS NA GESTAÇÃO PROTEGEM CONTRA O AUTISMO NOS DESCENDENTES!!!
Vídeo explicando a bioquímica do ácido fólico e um caso que acompanhei de uma cliente com histórico de 3 abortamentos, um defeito do tubo neural (anencefalia) e estava com um beta-HCG sem ascender de forma adequada. Graças a Deus a ultrassonografia foi normal, com a visibilização de um embrião com batimentos cardíacos. Neste caso, um colega prescreveu o ácido folínico na dose 3x maior do que o usual para o ácido fólico. Deu certo!!! Explico a diferença entre ácido fólico, folato, ácido folínico e metilfolato. Segue o vídeo:
Vídeo Sobre o Ácido Fólico e Metilação do DNA
Neste vídeo converso um pouco sobre o que entendo da metilação do DNA.
?? Os oxidantes incluem moléculas ativas importantes que são criadas no corpo e atacam moléculas biológicas, especialmente lipídios, carboidratos, ácidos nucleicos e proteínas e causam oxidação e várias doenças no corpo ??Os antioxidantes existentes no corpo ajudam a evitar a incidência dessas lesões ??As mulheres grávidas estão entre aquelas em que a oxidação de moléculas biológicas pode causar danos irreparáveis a eles e seus embriões
. ??Materiais e métodos: ??quarenta e cinco mulheres grávidas participaram deste estudo. ??Elas foram divididas em dois grupos: o grupo 1 incluiu 23 mulheres que receberam 5 mg / dia de ácido fólico e o grupo 2 incluiu 23 mulheres que tomaram 0,5 mg / dia de ácido fólico antes da gravidez até a 36ª semana de gravidez ??Foram medidas as variáveis bioquímicas no soro de gestantes no início e no final do estudo
??Resultados: o ácido fólico reduziu a homocisteína plasmática em grupos de dose baixa e alta (p = 0,035, p = 0,012, respectivamente). Além disso, os resultados mostraram que a prescrição de ácido fólico levou a reduzir o nível plasmático de grupos carbonilo em grupos de dose baixa e alta (p = 0,01, p = 0,03, respectivamente). Além disso, os resultados mostraram que não há diferença significativa entre dois grupos e o ácido fólico afeta ambos os grupos igualmente
. ??Conclusão: é possível que a administração de ácido fólico reduza os níveis plasmáticos de homocisteína e carbonilo durante a gravidez de maneira independente da dose
. *??Em geral, este estudo mostrou que a suplementação de ácido fólico antes e durante a gravidez pode reduzir os níveis plasmáticos de homocisteína e a oxidação de proteínas e, através disso, pode reduzir o estresse oxidativo e prevenir o aparecimento de distúrbios como hipertensão e malformação congênita e outras doenças durante a gravidez que são resultado do estresse oxidativo
. O ser humano é produto do meio, já diziam pensadores antigos da Grécia… preocupar-se com o ambiente físico, mental, nutricional e espiritual é fundamental para o neurodesenvolvimento fetal e do próprio ser humano. É mais ou menos o que descreve um artigo publicado na Revista Genes agora em março de 2017
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?Ambientes adversos pré-natal, como estresse materno, exposições toxicológicas e infecções virais, podem perturbar o desenvolvimento normal do cérebro e contribuir para distúrbios do desenvolvimento neurológico, incluindo esquizofrenia, depressão e autismo
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?Evidências crescentes mostram que estes efeitos a curto e longo prazo das exposições pré-natais na estrutura e função do cérebro são mediados por mecanismos epigenéticos
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?Estudos em animais demonstram que a exposição pré-natal ao estresse, toxinas, miméticos virais e drogas induz alterações epigenéticas duradouras no cérebro, incluindo genes que codificam receptores de glicocorticóides (Nr3c1) e fator neurotrófico derivado do cérebro (Bdnf). Essas mudanças epigenéticas têm sido associadas a alterações na expressão gênica cerebral, reatividade ao estresse e comportamento e, muitas vezes, esses efeitos são mostrados como dependentes da janela gestacional de exposição, sexo e nível de exposição
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?Embora a evidência de estudos humanos seja mais limitada, a exposição gestacional aos riscos ambientais em seres humanos está associada a alterações epigenéticas nos tecidos periféricos e estudos futuros são necessários para entender se podemos usar biomarcadores periféricos para prever resultados neurocomportamentais
. ?Será necessário um extenso esforço de investigação que combine estudos humanos e animais bem concebidos, com análises epigenômicas abrangentes dos tecidos periféricos e cerebrais ao longo do tempo, para melhorar a nossa compreensão da base epigenética dos distúrbios do desenvolvimento neurológico
. #riomartradecenter3sala1010#tea#consultóriodrglauciusnascimento#epigenética
Posts para estudiosos, profissionais de saúde, pesquisadores
. Figura/gráfico interessante de um artigo sobre epigenética e neurodesenvolvimento fetal publicado na revista Genes agora em março de 2017
. ?O epigenoma como substrato para os efeitos duradouros dos estressores pré-natais sobre a função e o comportamento do cérebro
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?O epigenoma é particularmente vulnerável à interrupção por agentes ambientais durante o desenvolvimento pré-natal, quando ocorre uma extensa reprogramação e programação de modificações epigenéticas
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?A “reprogramação epigenética” pós-fertilização (zigoto ao estágio blastocito) inclui a eliminação quase completa da metilação do DNA tanto no genoma paterno (linha azul) como no genoma materno (linha vermelha), que é então restabelecido (linha cinzenta sólida) , levando a metilação diferencial do DNA e padrões de expressão gênica nas primeiras linhagens celulares
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?Nos estágios posteriores do desenvolvimento, as marcas epigenéticas são menos dinâmicas (linha cinzenta tracejada), mas ainda participam ativamente da programação de expressão gênica, relevante para estágios posteriores de diferenciação celular (“programação epigenética”)
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?Como exemplo, durante a diferenciação de células cerebrais (ver imagem inserida), a metilação do DNA e modificações de histonas estão envolvidas na programação de expressão genética que diferencia células tronco neuronais em progenitores neuronais e gliais e ainda em células neuronais e gliais mais especializadas (astrócitos e oligodendrócitos)
. ?Assim, a exposição pré-natal a fatores ambientais que afetam o epigenoma (estresse, infecção, toxinas) pode interromper a programação de expressão gênica no embrião / feto, resultando em déficits de desenvolvimento, incluindo o desenvolvimento anormal do cérebro que pode levar a distúrbios comportamentais tardios
. ?O epigenoma é também dinâmico em neurônios maduros pós-mitóticos (representados como uma linha tracejada cinza pós-natal), portanto anormalidades comportamentais de longo prazo também podem resultar da programação inadequada do desenvolvimento da máquina epigenética do cérebro que continua sendo usada por neurônios maduros
. #epigenética
. ?No Congresso The Truth About Cancer que minha amiga @dra.denise_decarvalho participou, ela fez referência a um metabólito importante do estradiol, o 2-metoxi-estradiol
. ?Pois bem, o 2-metoxi-estradiol é formado pela metilação do 2-hidroxi-estradiol
. ?Opa, METILAÇÃO??? Isto mesmo, metilação!!! Esta simples reação transforma um metabóltio com potencial carcinogênico em outro com efeito protetor basicamente através da doação do radical metil (CH3)
. ?A metilação está presente em diversas reações vitais do nosso corpo. Saber “metilar” é uma dávida, dependente de nutrientes importantes e também de determinados polimorfismos
. ?E no final das contas, a alimentação e a supementação nutracêutica personalizada baseada na individualidade bioquímica e genética é a mais pura verdade sobre a adequada metilação
. ??Hoje num grupo de discussão de médicos de todo o Brasil, nossa colega @dra.denise_decarvalho nos presenteou com alguns slides de um Congresso que ela está participando no Texas – EUA e eu particularmente fiquei filosofando sobre este da foto aqui que postei
. ??Apesar de nem estar presente no Congresso, tenho plena convicção de que o Professor Jonathan Wright estava falando sobre a importância da metilação do DNA e de alguns nutrientes melhoram tal reação bioquímica vital como o 5-metilfolato, a metilcobalamina, a S-Adenosil-Metionina, a Betaína e o Metilsufonulmetano. Lembro-me como hoje, quando comecei a prescrever o metilfolato, ficava desconfiado com a repercussão do que isso poderia trazer para minha prática médica e principalmente obstétrica… Depois comecei a associar em outros casos a metilcobalamina e pude evidenciar a melhora da metilação do DNA com a redução da homocisteína e melhora dos níveis de vitamina B12. Só quem estuda os polimorfismos genéticos envolvidos nas enzimas da diversas reações bioquímicas da metilação do DNA (MTHFR, MTR, MTRR, CBS, VDR…) sabe dar importância ao conhecimento destes nutrientes
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Obrigado @dra.denise_decarvalho , você é
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#mthfr #metilfolato #polimorfismo #dnamethylation #thetruthaboutcancer #thetruthaboutcancerlivesymposium
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O metabolismo de um carbono ou de transferência de radical metil ou mais popularmente conhecido como metabolismo do ácido fólico, é um componente crucial do metabolismo em todas as células e tecidos, suporta a função crítica de síntese de purinas, timidilato e metilação por meio de múltiplas metiltransferases movidas pelo metil doador S-adenosilmetionina (SaMe)
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Serina é o doador de metil primário para o pool do metabolismo de um carbono (Ops, lembre da Síndrome Anticorpo Antifosfolípide, quando a gente dosa os anticorpos anti-fosfatidilSERINA e os riscos de resultados adversos na gravidez)
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Folatos intracelulares e metabolismo da metionina são os componentes críticos para o metabolismo de um carbono
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O Metabolismo da metionina requer vitamina B12, B6, tal como cofatores e é modulado por sinais endócrinos e é responsivo a ingestão de nutrientes
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Perturbações no metabolismo de um carbono podem ter efeitos profundos sobre a proliferação celular, crescimento e função
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Estudos epidemiológicos em humanos e em modelo experimental estabeleceram uma forte relação entre o crescimento fetal prejudicada e as consequências imediatas e a longo prazo para a saúde da prole
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Especula-se que durante o desenvolvimento, as influências ambientais e de nutrientes maternos pelos seus efeitos sobre uma transferência de carbono pode ter impacto na saúde da mãe, prejudicar o crescimento e reprogramar o metabolismo do feto, e causar morbidade a longo prazo na prole
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O potencial de tais efeitos é reforçada pelas respostas únicas no metabolismo da metionina na mãe durante a gravidez humana, a ausência de atividade transulfuração no feto, o desenvolvimento do metabolismo da metionina na placenta e o metabolismo único de serina e glicina no feto
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Restrição de proteínas animais na dieta nos seres humanos provoca alterações características em um metabolismo de carbono
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O impacto de perturbações no metabolismo de um carbono na saúde da mãe durante a gravidez, no crescimento fetal e do recém-nascido precisam ser discutidos (??Aliás precisam ser discutidas ampla e serenamente, afinal a ACIDOFOLICOFOBIA
é uma moda infundada cientificamente!)
. ??Fatores dietéticos que influenciam o metabolismo homocisteína e a metilação do DNA. Ácido fólico, vitamina B6, vitamina B12, colina, e metionina obtida a partir da proteína da dieta interagem para manter níveis adequados de homocisteína e regular a metilação de DNA
. ??A metilação do DNA são processos epigenéticos, que podem modificar os resultados fenotípicos, com efeitos a longo prazo sobre a saúde e doença
. ??Ambos folato e vitamina B12 são necessários no início da gravidez para proteção contra Defeitos do tubo neural
. ??Durante a gravidez, folato e vitamina B12 ajudam a prevenir a anemia megaloblástica. Estas vitaminas, juntamente com colina, servem como fontes de doadores do radical metil na metilação do DNA e, portanto, podem ter efeitos de longa duração sobre a saúde da prole se o fornecimento na dieta materna inadequado
. ??Ácido fólico, vitamina B12, vitamina B6 e colina trabalham em conjunto para regular os níveis de homocisteína circulante, que está associada a doenças cardiovasculares e outros efeitos adversos, se presente em níveis elevados
. ??A vitamina B6 está envolvida nesta via como um cofator para enzimas metabolizadoras de homocisteína
. ??Na gravidez, a homocisteína pode aumentar o risco de transtornos placentárias vasculares, parto prematuro, baixo peso ao nascer, e pequeno para a idade gestacional (PIG)
. ??Todos esses micronutrientes são obrigados a manter os níveis de homocisteína baixo, permitindo uma metilação adequada e influenciando positivamente a expressão epigenética
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Extraído de: M.A. Hanson et al. / International Journal of Gynecology and Obstetrics 131 S4 (2015) S213–S253
. ??Simplificando: Avaliar homocisteína, ácido fólico, vitamina B12 e B6 e suplementar quando bem indicado e da forma mais adequada pode ser importante para qualificar a metilação do DNA, ou seja, diversos processos como por exemplo a multiplicação celular. Uma metilação do DNA adequada cursa com uma multiplicação celular otimizada o que leva nas gestantes a um bom crescimento e desenvolvimento do bebê, além de contribuir com a redução da homocisteína, aminoácido relacionado com processos inflamatórios, tromboembólicos e doenças cardiovasculares
?Conhecerás a bioquímica do ácido fólico e entenderás a importância deste nutriente
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Se você é profissional de saúde e deseja informações sobre o ácido fólico, uma das maneiras interessantes é buscar através do pubmed no link http://www.ncbi.nlm.nih.gov/m/pubmed/?term=folic%20acid&page=2
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Se ainda assim vc (profissional de saúde) justificar que alguns artigos são pagos e você não quer pagar, segue outra opção http://www.ncbi.nlm.nih.gov/m/pubmed/?term=folic%20acid&page=2&filters=ffrft
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Se ainda assim você (profissional de saúde) justificar que não quer ler artigos em inglês, dou-lhe outro link com diversos artigos sobre ácido fólico em português: https://scholar.google.com.br/scholar?hl=pt-BR&q=ácido+fólico&btnG=&lr=lang_pt
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Só não seja trapaceiro, divulgando artigos que nem foram publicados na íntegra, que vc sequer leu, de reportagens tendenciosas, pois você deixará de ser um profissional de saúde e se tornará um profissional da doença, da mídia, da mentira
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?? Este post não é pessoal a ninguém, mas serve para reflexão sobre o que está acontecendo nas redes sociais
?? Se tem dificuldade de acessar os links no seu smartphone, copie pelo computador
?? Não sou dono da verdade, tenho apenas estudado bastante o ciclo do ácido fólico e odeio quando a “mentira científica” é divulgada
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?? Aí a pessoa se “entope” de Carboidratos refinados, glúten, alimentos pro-inflamatórios, depois lê no rótulo dos produtos a presença de farinha de trigo enriquecida com ácido fólico e aí conclui: “Ah, agora eu sei por que estou engordando, sentindo-me mal, a culpa é do ácido fólico”…
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Sou frontalmente contra esta onda de “acidofolicofobia” ou “folatofobia”. Considero uma irresponsabilidade absurda a forma como estão tratando o assunto.
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Ácido fólico é uma vitamina (B9) importante para diversas reações do nosso corpo, um supernutriente
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O excesso de qualquer coisa pode fazer mal, principalmente de ignorância
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Conhecer o metabolismo do ácido fólico, da Homocisteína, estudar os polimorfismos, os nutrientes envolvidos (B12, B6, Colina, dimetilglicina, Betaína), entender a diferença entre ácido fólico e Metilfolato, correlacionar com o ciclo da tetrahidrobiopterina na produção de neurotransmissores (serotonina e dopamina) é muito mais importante que interpretá-lo erradamente e disseminar está “pseudo-cultura” nas redes sociais
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??Pratique o bem, divulgue aquilo que você considera importante. Várias gestantes estão interrompendo ácido fólico por conta de uma irresponsabilidade na mídia. Pense nisso!
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??Este texto foi copiado “ipsis litteris” do site, não fui eu quem escreveu… Ainda bem que algumas pessoas concordaram com o prejuízo desta “folatofobia”
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??Os resultados foram apresentados em uma conferência em Baltimore, no estado americano de Maryland, por pesquisadores da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, e ainda não foram publicados, nem revistos por pares
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??Alguns especialistas classificaram as alegações como “irresponsáveis” e os resultados como improváveis de serem reproduzidos, e afirmaram que a pesquisa mostra uma correlação, mas não uma relação de causa e efeito
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??”Com base nos seus dados, que não foram revisados por colegas, os autores estão provocando riscos”, disse Max Davie, do Royal College of Paediatrics and Child Health, que não participou do estudo
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??Davie acrescentou que os pesquisadores “estão sendo bastante irresponsáveis em solapar o trabalho de saúde pública que tem sido feito há décadas para aumentar o número de mulheres que tomam folato antes e durante a gravidez, a fim de prevenir doenças neurológicas potencialmente devastadoras”
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??”Essa pesquisa não sugere nenhum efeito prejudicial dos suplementos de folato tomados no início da gravidez”, disse Andrew Shennan, professor de obstetrícia na King’s College London
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??”As mulheres deveriam continuar a ingeri-los”, acrescentou Shennan, que não participou do estudo
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??James Cusack, diretor de pesquisas da Autistica, fundação de apoio aos estudos sobre autismo, concordou
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??O transtorno do espectro autista é uma condição do neurodesenvolvimento infantil que afeta uma em cada 68 crianças nos Estados Unidos, e provoca dificuldades na interação social e na comunicação, assim como interesses restritos, entre outros sintomas
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??Suas causas continuam pouco conhecidas, mas pesquisadores afirmam que a doença é provavelmente resultado de uma combinação de fatores genéticos e ambientais
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fonte: http://www.bolsademulher.com/bebe/medico-rebate-estudo-que-liga-acido-folico-a-autismo-gravida-nao-deve-parar-de-tomar http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2016/05/11/ceticos-questionam-estudo-que-sugere-ligacao-entre-acido-folico-e-autismo.htm
O polêmico artigo que a mídia divulgou irresponsavelmente relacionando ácido fólico com transtorno do espectro autista (TEA)
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?Níveis plasmáticos de Vitamina B12, Folato e suplementação de polivitamínicos durante a gravidez e risco de transtorno do espectro autista – Coorte de Boston
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? O objetivo do trabalho foi entender a relação entre a suplementação de polivitamínicos durante a gravidez e os níveis plasmáticos de ácido fólico e vitamina B12 dosados 24-72 horas após o parto e o risco tardio de TEA nas crianças
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? Num total de 1391 crianças de Boston, 107 apresentaram TEA e 1284 foram considerados como grupo controle (sem TEA)
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? A suplementação de polivitamínicos na gravidez (3-5x por semana) esteve associada com risco significativamente baixo no primeiro, segundo e terceiro trimestres de gravidez de TEA
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? Contudo, quando o nível de ácido fólico foi > 59nmol/L e vitamina B12 > 600pmol/L, o risco de TEA foi maior
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? Apesar de apresentar nos resultados a redução de TEA com a suplementação de polivitamínicos na gravidez, o estudo conclui apenas informando o risco de TEA quando há excesso materno de ácido fólico e vitamina B12 (dosado 24-72h após o parto e nos valores respectivos de 59nmol/L e 600pmol/L). Aí os irresponsáveis da mídia colocaram apenas o risco do excesso de ácido fólico e B12 como os responsáveis do TEA
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Este estudo não justifica a presente “folatofobia” ou “acidofolicofobia”!!! Na literatura científica existem diversos estudos que associam o ácido fólico como fator protetor para TEA, além de ser considerada uma das opções terapêuticas. Mais ainda, já é sabidamente conhecido que ácido fólico reduz alguns defeitos congênitos como anencefalia e meningomielocele
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Ácido fólico e Vitamina B12 são importantes nutrientes para o desenvolvimento do sistema nervoso do feto
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E o mais importante de tudo: O que vocês acham que ocorre no Brasil – Deficiência de nutrientes como o ácido fólico, ou excesso?
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Não avaliaram os polimorfismos genéticos associados no metabolismo do ácido fólico e B12, não dosaram homocisteína, não dosaram o ácido metilmalônico, não foram explicitadas as características sócio-demográfica da população e outra coisa, dosar B12 e ácido fólico após o parto, pra mim não faz sentido, pois há uma importante modificação hemodinâmica após o parto
.
?? OBS: Eu avalio ácido fólico, homocisteína e vitamina B12 no pré-natal das gestantes que acompanho e encontro FREQUENTEMENTE níveis baixos. Nunca vi um resultado de ácido fólico > 59nmol/L. .
?? Post bem específico, apenas pra estimular a leitura do trabalho !! .
?Tanto a formação dos gametas masculinos ou femininos são dependentes da metilação do DNA, das modificações no metabolismo das histonas (as principais proteínas que compõem o nucleossomo, unidade estrutural da cromatina), do imprinting genômico e dos micro-RNA
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?A própria remodelação da cromatina depende da regulação dinâmica das modificações nas histonas e na metilação do DNA
.
?A regulação dinâmica da epigenética também está relacionada com .
Diferenciação celular que por sua vez está ligada a
o Reprogramação
o Proliferação
o Gametogênese
o Embriogênese
Moduladores epigenéticos que por sua vez estão ligados a
o Dieta
o Toxinas
o Estilo de Vida
o Doenças
o Drogas terapêuticas
Bases da Epigenética conforme a
o Metilação do DNA
o Modificação das histonas
o Expressão do micro-RNA
o Posicionamento do nucleossomo
Destino anormal, seja na forma de
o Infertilidade
o Câncer do Trato reprodutivo (ou de outros órgãos)
o Técnicas de Reprodução Assistida e Distúrbios do imprinting genético
o Herança transgeracional
.
?? Mais uma vez tentando simplificar a complexidade deste trabalho: Se você quer modificar sua genética, faça através das mudanças do seu estilo de vida, da sua alimentação, da atividade física, elimine toxinas, trate/controle/cure suas patologias, gerencie bem o sono e o estresse. Isso altera os mecanismos de metilação do DNA, das modificações das histórias, dos micro RNA e do posicionamento dos nucleossomos. Assim, você terá uma verdadeira reprogramação genética benéfica que aumenta a sua fertilidade, bem como propicia a formação de excelentes gametas, futuros bons embriões (a depender do seu/sua parceiro/a) e filhos saudáveis. Tratar infertilidade ou qualquer doença começa com as modificações já propostas, não é o ideal APENAS procurar a reprodução assistida, ou o medicamento mágico
. http://ecerm.org/Synapse/Data/PDFData/3087CERM/cerm-43-59.pdf
.
Moduladores da Epigenética provocam .
………………………….??
Modificações epigenéticas através da
…………………………??
metilação do DNA, modificações no metabolismo das histonas, expressão dos micro-RNA e no posicionamento do nucleossomo que promove
…………………………??
A remodelação da cromatina que irá
…………………………??
Ativar ou Silenciar determinado gene o que posteriormente
…………………………??
Altera a transcrição, tradução, metabolism, sinalização e o fenótipo
.
Muito legal esta figura!!!
?Diferentes conjuntos de modificações epigenéticas consecutivas formam a base da capacidade reprodutiva .
?A epigenômica pode ser influenciada por fatores nutricionais e/ou metabólicos, ambos podendo também influenciar o microambiente celular durante o desenvolvimento inicial e nas fases tardias na vida. .
?O desempenho generalizado das técnicas de reprodução assistida para tratar infertilidade, sugere ainda uma investigação mais aprofundada a partir da perspectiva epigenética, incluindo uma estratégia abrangente e pretende abordar a nutrição, os fatores ambientais e na produção in vitro de embriões
.
?Assim, um organismo pode ser propenso a erros reprogramação epigenética durante a reposição do genoma de gametas e zigotos, que se diferenciam para criar diversos tipos de tecidos específicos. .
?Por outro lado, a reversibilidade da epigenética marcas sugere a possibilidade de que a atividade de genes-chave podem ser regulados como uma abordagem terapêutica
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O artigo aos leigos (mas ao meu ver muito importante para médicos) parece um pouco complicado, mas irei descomplicar através de algumas imagens do trabalho na íntegra (em posts posteriores). De forma simplificada, o que é mais importante compreender de tudo isto é que nossa saúde reprodutiva é diretamente relacionada aos nossos hábitos alimentares, nossa saúde INTEGRAL que o influenciam diretamente a qualidade da capacidade reprodutiva. Melhorar a saúde como um todo influencia diretamente na modificação genética e na saúde reprodutiva. Até para os resultados nas técnicas de reprodução assistida, se a cliente melhorar os hábitos alimentares, a prática de atividade física e o gerenciamento do estresse e sono, certamente suas chances reprodutivas serão maiores e melhores.
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??A base da epigenética se dá através da metilação do DNA, das modificações no metabolism das histonas, nas expressões dos micro-RNA (que silenciam diversos RNA mensageiros) e do posicionamento dos nucleossomos
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?Ah, só lembrando que epigenética e epigenômica são pilares da prática ortomolecular
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?Segue mais um trabalho que acompanhou crianças portadoras de autismo e verificou a melhora clínica (socialização, capacidade cognitiva, afetiva e comunicação) e laboratorial após a administração de 400ug de ácido fólico duas vezes ao dia em 44 crianças portadoras de autismo, comparada com 22 crianças do grupo controle, durante 3 meses. Laboratorialmente, observou-se um aumento na concentração sérica do ácido fólico após a suplementação e a redução da homocisteína. O trabalho traz outros detalhes bem relevantes, difíceis de sintetizar e postar aqui, para os quais sugiro a leitura do artigo na íntegra pelos interessados no assunto
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?Certa vez a mídia polemizou (de forma irresponsável) inferindo uma possível relação entre o autismo e a suplementação de ácido fólico. Na verdade, um trabalho apresentado num congresso propôs esta associação, sem sequer avaliar corretamente os polimorfismos genéticos que podem estar envolvidos com a não metabolização adequada do ácido fólico, onde se destaca o polimorfismo MTHFR, mas também MTR e MTRR, dentre outros. No mesmo congresso, outros trabalhos relacionavam a deficiência de ácido fólico com o autismo
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?O risco é a não metabolização do ácido fólico pela ocorrência de algum polimorfismo genético que atrapalhe esta metabolização ou a carência de outros nutrientes envolvidos na mesma metabolização
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?No mundo todo, a deficiência de ácido fólico é preocupação de várias sociedades médicas e de saúde, incluindo a Organização Mundial de Saúde. Ácido fólico é o nutriente mais ajudou a reduzir o número de malformações, principalmente relacionadas aos defeitos do tubo neural, principalmente meningomielole e anencefalia
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?Num cenário onde a ocorrência de malformações do sistema nervoso (principalmente a Mirocefalia), faz muito sentido preocupar-se com a alimentação e suplementação cuidadosa de nutrientes envolvidos no ciclo da metilação do DNA, favorecendo o desenvolvimento do sistema nervoso como ácido fólico, vitaminas B6 e B12, além do entendimento dos polimorfismos genéticos .
OBS: não discuto trabalho científico nas redes sociais com ninguém. Não irei entrar numa postagem de alguém que por acaso discorde. O meu objetivo é apenas difundir a informação que julgo oportuna para colegas na area de saúde e clientes que procuram informação. Não sou nem quero ser especialista em autismo, mas venho estudando o ciclo do ácido fólico há um certo tempo, de forma constante e intensa e fico muitas vezes chateado com algumas publicações que queiram detonar este mecanismo tão vital. Ao contrário, compreendo que o ciclo do ácido fólico pode ser melhor estudado para diversas patologias não apenas relacionadas à minha especialidade principal: ginecologia e obstetrícia. Profissionais de outras especialidades como Nutrologia, Cardiologia, Cirurgia Vascular, Pediatria, Clínica médica podem se beneficiar do conhecimento a respeito deste assunto e principalmente promover melhoria no tratamento de seus clientes. Discordou do post ou quer saber mais sobre o trabalho? Leia o trabalho neste link http://www.mdpi.com/2072-6643/8/6/337 . Discorda do que foi ditto? Crie um post criticando o artigo ou a suplementação de ácido fólico
??DEFICIÊNCIAS DE COBALAMINA (VITAMINA B12) E ÁCIDO FÓLICO (VITAMINA B9) ENTRE AS MULHERES EM IDADE REPRODUTIVA TÊM RECEBIDO MAIOR INTERESSE NÃO SÓ DEVIDO À ASSOCIAÇÃO COM DEFEITOS DO TUBO NEURAL E POBRE DESENVOLVIMENTO COGNITIVO PARA OS DESCENDENTES, MAS TAMBÉM POR CAUSA DO AUMENTO DO RISCO DE HIPERHOMOCISTEINEMIA, QUE PODE SER UM FATOR DE RISCO INDEPENDENTE PARA A RESISTÊNCIA À INSULINA E RESULTADOS ADVERSOS DA GRAVIDEZ
.
Outro estudo publicado em junho de 2016, avaliou a ingestão de B9 e B12 em 500 mulheres não gestantes, em idade reprodutiva no Nepal. Além da avaliação laboratorial, foram investigadas a ingestão presumida pela respostas de questionários que avaliaram o recordatório alimentar
.
?Como principais resultados:
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??20% não consumiam nenhum alimento que continha B12
??72% possuíam consumo diário de B12 era inferior a 1ug
??84% possuíam consumo diário de B12 era abaixo da média recomendada (2ug/dia)
??12% possuíam ingestão de B9 menor que 100ug/dia
??62% possuíam a ingestão de B9 entre 100 e 320ug/dia
??42% apresentaram níveis séricos inadequados de B12 (<150pmol/L)
??88% apresentaram níveis séricos elevados de ácido metilmalônico (>0,26umol/L)
??72% apresentaram Homocisteína > 7,5umol/L
??5% tinha deficiência sérica de ácido fólico
??Dentre as mulheres com homocisteína > 7,5umol/L, 87% aprensentavam níveis elevados de ácido metilmalônico ou níveis baixos de B12
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PORTANTO: NA POPULAÇÃO ESTUDADA FOI MAIS FREQUENTE A DEFICIÊNCIA DE VITAMINA B12 QUE DE ÁCIDO FÓLICO. NOVOS ESTUDOS DEVEM AVALIAR DE FORMA DETALHADA A INGESTÃO, DEFICÊNCIA LABORATORIAL E SUPLEMENTAÇÃO OPORTUNA DE NUTRIENTES FUNDAMENTAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA NERVOSO DO FETO E PARA O ADEQUADO FUNCIONAMENTO DO CICLO DO ÁCIDO FÓLICO E HOMOCISTEÍNA PROMOVENDO MELHORES RESULTADOS MATERNOS E PERINATAIS
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?? No Nepal, várias mulheres são vegetarianas
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Por FEBRASGO: Federação das Associações de Ginecologia e Obstetrícia do Brasil .
Mulheres grávidas devem tomar ácido fólico durante a gravidez para prevenir defeitos do tubo neural em seus bebês. Agora, um novo estudo americano publicado na revista científica JAMA Pediatrics, atesta mais benefícios do suplemento. É que foi descoberto que o uso de ácido fólico durante a gravidez pode reduzir o risco de obesidade em crianças.
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores estudaram 1.517 mães e seus filhos, medindo os níveis sanguíneos de ácido fólico delas no momento do parto e acompanharam as crianças numa média de 6 anos de idade.
??Postei este estudo apenas para referenciar a associação entre metilfolato, metilcobalamina e piridoxal-fosfato (vitaminas B9, B12 e B6) no tratamento de algumas patologias, como neste caso a neuropatia periférica diabética. .
??Trata-se de um tratamento eficaz, com elevado grau de satisfação para os pacientes e melhora do quadro álgico e da qualidade de vida. E são NUTRIENTES!!! Pensar em outros medicamentos ou hábitos de vida que podem depletar nossas vitaminas também é salutar para a reposição vitamínica adequada. .
??Fora do Brasil existem várias marcas, aqui no país, ainda não conseguimos esta associação apenas importando ou por farmácia magistral.
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Link do trabalho (free) http://www.tandfonline.com/doi/pdf/10.1185/03007995.2015.1103215