Amniorrexe Prematura – Ruptura Prematura das Membranas Amnióticas (RPM)
O parto Prematuro ocorre em aproximadamente 10% de todos os nascimentos nos Estados Unidos e é um fator importante que contribui para a morbidade e mortalidade perinatal.
A ruptura prematura das membranas amnióticas pré-termo (RPM-PT também conhecida como amniorrexe prematura pré-termo) complica aproximadamente 2-3% de todas as gravidezes nos Estados Unidos representando um grande percentual dos nascimentos prematuros, enquanto que a amniorrexe prematura de termo ocorre em 8% das gestações.
A abordagem ideal para avaliação clínica e tratamento de mulheres com RPM termo e pré-termo permanece um desafio.
A conduta depende da idade gestacional e da avaliação dos riscos relativos do parto versus os riscos de manejo expectante (p. Ex., Infecção, descolamento prematuro da placenta e acidente do cordão umbilical (prolapso do cordão umbilical, compressão do cordão umbilical).
O objetivo deste documento é rever a compreensão atual desta condição e fornecer diretrizes de gerenciamento que tenham sido validadas por pesquisa baseada em resultados apropriadamente conduzidos quando disponível. São apresentadas orientações adicionais com base em consenso e opinião de especialistas.
Quadro 1. Gerenciamento da Ruptura Prematura de Membranas de acordo com a Idade Gestacional em Pacientes com Pré-natal normal
Termo (37 0/7 semanas de gestação ou mais) – Profilaxia EGB conforme indicado – Tratar infecção intraamniótica, se presente – Prossiga para o parto (indução ou cesariana conforme apropriado /indicado)
Pré-termo tardio (34 0/7 – 36 6/7 semanas de gestação) – Manejo expectante ou ativo / parto (indução ou cesariana conforme apropriado / indicado) – Ciclo único de corticosteroides, se não administrados anteriormente, se prosseguir com indução ou parto em menos de 24 horas e não mais que 7 dias, e nenhuma evidência de corioamnionite – Triagem e profilaxia de EGB conforme indicado – Tratar infecção intra-amniótica, se presente (e prosseguir para o parto)
Pré-termo (24 0/7 – 33 6/7 semanas de gestação) – Conduta expectante – Antibióticos recomendados para prolongar a latência se não houver contraindicações – Um curso único de corticosteroides; evidência insuficiente a favor ou contra curso de resgate – Trate a infecção intra-amniótica, se houver (e prossiga para o parto) – Uma cultura de secreção vaginal ‐ retal para cultura de EGB deve ser obtido no momento da admissão e profilaxia de EGB administrado conforme indicado. – Sulfato de magnésio para neuroproteção antes do parto previsto para gestações, 32 0/7 semanas de gestação, se não houver contraindicações
Periviável (menos de 23 – 24 semanas de gestação) – Aconselhamento ao paciente; considere neonatologia e consulta de medicina materno-fetal (Medicina Fetal) – Gestão expectante ou indução do parto – Os antibióticos podem ser considerados logo em 20 0/7 semanas de gestação – A profilaxia de EGB não é recomendada antes da viabilidade – Corticosteroides não são recomendados antes da viabilidade – A tocólise não é recomendada antes da viabilidade – Sulfato de magnésio para neuroproteção não é recomendado antes da viabilidade
RECOMENDAÇÕES E CONCLUSÕES
As recomendações a seguir são baseadas em boas e evidência científica consistente (Nível A):
– Pacientes com RPMPT antes de 34 0/7 semanas de gestação devem ser tratadas com conduta expectante, se não existem contraindicações maternas ou fetais.
– Um único curso de corticosteroides é recomendado para gestantes entre 24 0/7 semanas de gestação e 33 6/7 semanas de gestação e pode ser considerado para gestantes em risco de parto prematuro dentro de 7 dias, incluindo para aqueles com RPM, logo em 23 0/7 semanas de gestação.
– Um único curso de corticosteroides é recomendado para gestantes entre 34 0/7 semanas de gestação e 36 6/7 semanas de gestação com risco de parto prematuro dentro de 7 dias e que não tenham recebido um curso anterior de corticosteroides pré-natais se prosseguir com indução ou parto em não menos de 24 horas e não mais de 7 dias.
– Gestantes com RPMPT antes de 32 0/7 semanas de gestação em risco de iminência parto deve ser considerada candidata para tratamento neuroprotetor fetal com sulfato de magnésio.
– Para reduzir infecções e morbidade maternas e neonatais dependente da idade gestacional, um curso de 7 dias de terapia de antibióticos de latência com uma combinação de ampicilina intravenosa e eritromicina seguido por amoxicilina oral e eritromicina é recomendado reparado durante a conduta expectante de mulheres com RPMPT que estão com menos de 34 0/7 semanas de gestação. Alguns centros substituíram o uso de eritromicina com azitromicina em situações em que a eritromicina não está disponível ou não é tolerada e esta é uma alternativa adequada.
– Gestantes com RPMPT e um feto viável que são candidatos à profilaxia intraparto de EGB deve receber profilaxia de EGB intraparto para prevennir a transmissão vertical, independentemente do tratamento antibióticos.
As seguintes recomendações e conclusões são com base em evidências científicas limitadas e inconsistentes (Nível B):
– Para mulheres com RPM em 37 0/7 semanas de gestação ou mais, se o parto espontâneo não ocorrer perto do tempo do diagnóstico para aqueles que não entraram em trabalho de parto, a indução do parto deve ser recomendada, embora a escolha da conduta expectante por um curto período de tempo pode ser adequadamente oferecido.
– Qualquer conduta expectante ou parto imediato em pacientes com RPM entre 34 0/7 semanas de gestação e 36 6/7 semanas de gestação pode ser razoável, embora o equilíbrio entre benefício e risco, tanto da perspectiva materna quanto neonatal, deve ser cuidadosamente considerado e os pacientes devem ser aconselhados claramente. O cuidado deve ser individualizado através da tomada de decisão compartilhada e a conduta expectante não deve se estender além de 37 0/7 semanas de gestação. Antibióticos de latência não são apropriados neste caso.
– Na ruptura das membranas em trabalho de parto ativo, embora a terapia tocolítica não tenha sido demonstrada para prolongar a latência ou melhorar os resultados neonatais, os dados são limitados. Agentes tocolíticos podem ser considerados em RPMPT para benefício de corticoesteroides para o recém-nascido, especialmente em idades gestacionais anteriores, ou transporte de gestantes para outra unidade, mas deve ser usado com cautela e evitado se há evidência de infecção ou descolamento prematuro da placenta. Terapia Tocolítica não é recomendada no contexto de prematuros com RPM entre 34 0/7 semanas de gestação e 36 6/7 semanas de gestação.
– Dado o potencial benefício da terapia com progesterona, mulheres com uma única gestação e uma anterior espontânea nascimento prematuro (devido a qualquer trabalho de parto com membranas intactas RPM pré-termo) deve ser oferecida suplementação de progesterona conforme clinicamente indicado para reduzir o risco de parto prematuro espontâneo recorrente.
As seguintes conclusões são baseadas principalmente em consensos e opiniões de especialistas (Nível C):
– O diagnóstico de RPM normalmente é confirmado por avaliação clínica convencional, que inclui a visualização da passagem do líquido amniótico do canal cervical e acúmulo na vagina; um teste simples de pH do fluido vaginal; ou teste de cristalização de fluido vaginal seco (ferning), que é identificado sob avaliação microscópica.
– O manejo ambulatorial de Gestantes com RPMPT com um feto viável não foi estudado o suficiente para estabelecer segurança e, portanto, não é recomendado. RPMPT periviável pode ser considerado para atendimento domiciliar após um período de avaliação no hospital.
Com base no mais alto nível de evidência encontrado nos dados, as recomendações são classificadas de acordo com as seguintes categorias:
Nível A – As recomendações são baseadas em boas e evidências científicas consistentes. Nível B – As recomendações são baseadas em evidências científicas inconsistentes. Nível C – as recomendações são baseadas principalmente em consenso e opinião de especialistas.
🤢Náuseas e vômitos são características quase inevitáveis da gravidez e têm um sério impacto na qualidade de vida das mulheres grávidas
🎯Este estudo teve como objetivo determinar os efeitos da aromaterapia inalatória combinada com limão e hortelã-pimenta nas náuseas e vômitos da gravidez (NVG).➡️Materiais e métodos:
✔️O ensaio clínico randomizado paralelo foi realizado em 90 mulheres grávidas que sofriam de náuseas e vômitos durante a gravidez encaminhadas para centros de saúde em Birjand-Irã, de fevereiro de 2015 a agosto de 2016
✔️Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos
✔️Os óleos essenciais combinados de limão e hortelã-pimenta foram usados como inalador para a intervenção e o placebo para o grupo controle
✔️Ambos os grupos foram treinados para colocar três gotas da solução em uma bola de algodão e mantê-la a 3 cm de distância do nariz
✔️A intensidade de náuseas, vômitos e fadiga foi avaliada por meio do questionário Quantização Única de Êmese para Gravidez de 24 horas (PUQE-24) e Escala de Gravidade de Fadiga (FSS), respectivamente
➡️Resultados:
✔️Os escores médios de intensidade de náusea e vômito antes da intervenção e no primeiro dia de intervenção não foram significativamente diferentes entre os dois grupos, mas tornaram-se significativos no segundo, terceiro e quarto dias de intervenção
✔️Os resultados mostraram que o efeito do tempo na intensidade média de náuseas e vômitos foi significativo no grupo de aromaterapia (F2,84 = 22,92, p <0,001), mas não foi significativo no grupo de placebo (F2,78 = 0,26, p = 0,836)
➡️Conclusões:
✨A aromaterapia combinada de limão e hortelã-pimenta pode reduzir a intensidade leve a moderada de NVG.✨
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*️⃣No artigo completo, o que achei bem interessante foi que a satisfação e preferência pelo tratamento por Aromaterapia para NVG bem como a aderência às recomendações nutricionais e do estilo de vida também foram estatisticamente significantes.
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💡Fonte: https://doi.org/10.4103/ijnmr.ijnmr_11_19
Nota Febrasgo sobra o uso da Ondansetrona na Gravidez
Sexta, 04 Outubro 2019 16:19
Ondansetrona no tratamento das náuseas e vômitos na gravidez
Uma intercorrência frequente na gravidez, a êmese/ hiperêmese gravídica, é preocupação permanente e atual de todos os obstetras e pesquisadores que atuam na saúde da gestante, muito se avançou no seu tratamento, mas ainda não é suficiente.
Nos últimos anos observou-se uma superioridade do efeito antiemético entre as usuárias de Ondansetrona e com baixos efeitos colaterais quando comparados aos outros antieméticos, o que fez rapidamente tornar a ondansetrona o medicamento mais frequente prescrito para náuseas e vômitos durante a gravidez no mundo.
No entanto, no dia 12 de setembro de 2019, a Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários (AEMPS) publicou uma nota informativa proibindo o uso de ondansetrona durante a gravidez, pelo risco aumentado de defeitos de fechamento orofacial e malformações cardíacas, especialmente no primeiro trimestre. Recomendando ainda que as mulheres em idade fértil em uso desse medicamento sejam informadas dos riscos e que utilizem medidas contraceptivas seguras.
Essa nota da AEMPS foi baseada em dois estudos retrospectivos recentes conflitantes e controversos. O primeiro encontrou que o uso da ondansetrona no primeiro trimestre está associado com um pequeno risco de fendas orais, principalmente fenda palatina, mas não com defeitos cardíacos. O segundo estudo mostrou um aumento de defeitos cardíacos, mas não de defeitos de fendas orais. No estudo que apresentou aumento absoluto do risco de fissura orofacial e/ou palatina, esse aumento foi muito pequeno, afetando aproximadamente 14 por 10.000 nascimentos, em comparação com uma taxa de 11 por 10.000 dos recém-nascidos não expostos. Isso equivale a três casos adicionais de fenda orofacial por 10.000 gestantes que usam ondansetrona durante o primeiro trimestre. Esse mesmo estudo concluiu que quando os resultados são ajustados para um grande número de variáveis relevantes, não se encontra aumento de malformações no grupo daquelas que usaram a Ondansetrona.
A FEBRASGO, enquanto não houver outras evidências, orienta prudência com divulgação desses resultados e não ve motivo para o não uso da Ondansetrona na gravidez, prestando esclarecimento para gestantes sobre o baixo risco de malformações, deixando seu uso, preferencialmente, quando medidas de apoio e dietéticas associadas a outros fármacos não mostrarem sucesso.
São Paulo, 04 de outubro de 2019.
Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-Natal da Febrasgo
Diretoria da Febrasgo
REFERE?NCIAS
Agencia Espan?ola de Medicamentos y Productos Sanitarios (AEMPS).:2. 3 Ondansetro?n: riesgo de defectos de cierre orofacialies (la?bio leporino, paladar hendido) tras uso durante el primer trimestre del embarazo. Ministerio de Sanida, Consumo y Bienestar Social. Nota informativa, 2019.
Huybrechts KF et al. Association of Maternal First-Trimester Ondansetron Use With Cardiac Malformations and Oral Clefts in Offspring. JAMA. 2018 Dec 18; 320 (23): 2429-2437.
Zambelli-Weiner A et al. First Trimester Ondansetron Exposure and Risk of Structural Birth Defects. Reprod Toxicol. 2019 Jan; 83: 14–20
??Agora, simplesmente você vai permanecer calma porque a maior probabilidade é de não acontecer absolutamente nada!!!
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??A ondansetrona ainda é recomendado por importantes Artigos Científicos, Guidelines internacionais, pela FEBRASGO (Associação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia) e pelo Colégio Americano de Ginecologistas e Obstetras
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??Agora, que realmente a Piridoxina / Piridoxal 6 Fosfato (Vitamina B6) é droga A (sem risco na Gravidez) e que os aspectos emocionais e nutricionais contam bastante isso também não é novidade é há muito tempo enfatizo isso e escrevi no meu site no link https://drglaucius.com.br/nvg/
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??Então queridas e queridos, menos sensacionalismo, mais ciência e mais prática e bom senso. E existem alguns artigos que refutam esta hipótese do risco da Ondansentrona
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??Quer diminuir o risco de defeitos congênitos ?
?Marque três meses antes de engravidar:
??um ginecologista e obstetra que vai prescrever suplementos importantes que diminuem riscos de defeitos congênitos,
??um nutricionista Materno-infantil vai ajudar na programação metabólica fetal através de uma nutrição funcional e também na suplementação nutracêutica
??um psicólogo para avaliar (e otimizar) o seu estado emocional
??e melhore seus hábitos de vida
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??O esposo também deve procurar
??seu clínico, nutrólogo ou urologista,
??psicólogo,
??nutricionista, além de
??melhorar os hábitos de vida
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*??Aí meus queridos(as) apenas uma fatalidade levará à ocorrência de defeitos congênitos, vocês fizeram o que precisava ser feito!!!
Náuseas e Vômitos na Gravidez
Náuseas e vômitos da gravidez são sintomas comuns que afetam a saúde de uma mulher grávida e seu feto. Podem diminuir a qualidade de vida de uma mulher e também contribui significativamente para os custos de cuidados de saúde e o tempo perdido do trabalho.
É mais comum no início da gravidez e pela manhã, a presença de náuseas e vômitos da gravidez pode ser minimizada por obstetras ou outros prestadores de cuidados obstétricos
Algumas mulheres não procuram tratamento devido a preocupações com a segurança dos medicamentos.
Uma vez que a náusea e o vômito da gravidez progridem, pode se tornar mais difícil controlar os sintomas.
O tratamento nos estágios iniciais pode prevenir complicações mais graves, incluindo hospitalização.
Tratamentos seguros e eficazes estão disponíveis para casos mais graves, e casos leves de náuseas e vômitos de gravidez podem ser resolvidos com mudanças de estilo de vida e dieta.
A percepção da mulher sobre a gravidade de seus sintomas desempenha um papel crítico na decisão de saber se, quando e como tratar náuseas e vômitos da gravidez.
A náusea e o vômito da gravidez devem ser distinguidos de náuseas e vômitos relacionados a outras causas.
O objetivo deste documento é rever as melhores evidências disponíveis sobre o diagnóstico e manejo de náuseas e vômitos da gravidez.
Avaliação e Classificação
Existe um questionário para classificação de náuseas e vômitos na gestação baseado em 3 perguntas e com as pontuações de acordo com as respost
1. Em média em um dia, por quanto tempo você sente náuseas ou dor no estômago?
Não é nada (1 ponto)
1 hora ou menos (2 pontos)
2-3 horas (3 pontos)
4-6 horas (4 pontos)
Mais de 6 horas (5 pontos)
2. Em média, em um dia, quantas vezes você vomita?
7 ou mais vezes (5 pontos)
5-6 vezes (4 pontos)
3-4 vezes (3 pontos)
1-2 vezes (2 pontos)
Eu não vomitei (1 ponto)
???3. Em média, em um dia, quantas vezes você tem vômito ou vômito seco (sensação de vômito sem conseguir vomitar)? Nenhum (1 ponto)
1-2 vezes (2 pontos)
3-4 vezes (3 pontos)
5-6 vezes (4 pontos)
7 ou mais vezes (5 pontos)
NVG Pontuação total (soma das respostas para 1, 2 e 3):
NVG Leve, 6 ou menos;
NVG Moderada, 7-12;
NVG Acentuada, 13 ou mais.
??
Abreviação: NVG, náuseas ou vômitos na gravidez.
Reimpresso de Lacasse A, Rey E, Ferreira E, Morin C, Berard A. Validade de um índice de pontuação de Quantificação de náuseas e vômitos (PUQE) modificado para avaliar a gravidade da náusea e vômito da gravidez. Am J Obstet Gynecol 2008; 198: 71.e1-7.
Diagnóstico Diferencial
Condições gastrointestinais
Gastroenterite
Gastroparesia
Achalasia
Doença do trato biliar
Hepatite
Obstrução Intestinal
Úlcera péptica
Pancreatite
Apendicite
Condições do trato genitourinário
Pielonefrite
Uremia
Torção ovariana
Litíase renal
Leiomioma uterino degenerado
Condições metabólicas
Cetoacidose diabética
Porfiria
Doença de Addison
Hipertireoidismo
Hiperparatiroidismo
Distúrbios neurológicos
Pseudotumor cerebral
Lesões vestibulares
Enxaqueca
Tumores do sistema nervoso central
Hipofísite linfocítica
Condições diversas
Toxicidade ou intolerância a medicamentos
Condições psicológicas
Condições relacionadas à gravidez
Fígado gorduroso agudo da gravidez
Pré-eclâmpsia
Efeitos maternos das náuseas e vômitos da gravidez
Embora a morte por náuseas e vômitos da gravidez seja relatada raramente hoje, foram reportadas morbidades significativas, como encefalopatia de Wernicke, avulsão esplênica, ruptura esofágica, pneumotórax e necrose tubular aguda. Encefalopatia de Wernicke (causada pela deficiência de vitamina B1) relacionada à hiperêmese gravídica tem sido associado com morte materna ou incapacidade neurológica permanente.
Além do aumento das internações hospitalares, algumas mulheres experimentam uma morbidade psicossocial significativa causada por náuseas e vômitos da gravidez, resultando em uma decisão para o término da gravidez. Uma revisão sistemática da morbidade psicológica em relação à hiperêmese gravídica demonstrou valores significativamente maiores de depressão e escala de ansiedade em mulheres com a condição. No entanto, essas descobertas são limitadas pelo alto nível de heterogeneidade entre os estudos.
Efeitos Fetais das Náuseas e Vômitos da Gravidez
A gravidade da náusea e do vômito determina seu efeito no embrião e no feto. Com o vômito leve ou moderado, há pouco efeito aparente no resultado da gravidez.
Estudos documentaram uma menor taxa de aborto em mulheres com náuseas e vômitos de gravidez e hiperemese gravídica em comparação com controles. Este resultado é pensado para estar relacionado à síntese placentária robusta em uma gravidez saudável, em vez de um efeito protetor do vômito.
Não foi demonstrada associação significativa de hiperêmese gravídica com anomalias congênitas.
O resultado mais freqüentemente examinado é a incidência de baixo peso ao nascer (BPN). No entanto, alguns estudos não identificaram aumento na BPN com náuseas e vômitos de gravidez. Por outro lado, uma revisão sistemática e metanálise de mulheres com hiperêmese gravídica apresentou maior incidência de BPN e crianças pequenas para a idade gestacional (PIG) e prematuros (PT).
No entanto, nenhuma associação de hiperêmese gravídica e mortalidade perinatal ou neonatal foi demonstrada em grandes coortes retrospectivas.
Embora pouco se saiba sobre a saúde a longo prazo de crianças ou mulheres após a gravidez complicada pela hiperêmese gravídica, é apropriado para tranquilizar os pacientes que a presença de náuseas e vômitos da gravidez e até mesmo a hiperêmese gravídica geralmente se presta bem ao resultado da gravidez .
Algoritmo do tratamento terapêutico de náuseas e vômitos da gravidez (se não há melhora, avance para o próximo passo no algoritmo). Este algoritmo assume que outras causas de náuseas e vômitos foram descartadas. A qualquer passo, considere a nutrição enteral se a desidratação ou perda de peso persistente for observada. * Alguns medicamentos antieméticos só foram aprovados pela US Food and Drug Administration para uso em pacientes não grávidas; no entanto, o uso fora do rótulo é comum. Obstetras e outros prestadores de cuidados obstétricos devem aconselhar pacientes e documentar essas discussões em conformidade. O cuidado deve ser exercido se vários medicamentos antieméticos forem usados ??simultaneamente. O uso paralelo de alguns medicamentos (ver texto) pode resultar em um risco aumentado de efeitos adversos. † Nos Estados Unidos, a doxilamina está disponível como ingrediente ativo em alguns auxiliares de sono de balcão; metade de um comprimido de 25 mg marcado pode ser usado para fornecer uma dose de 12,5 mg de doxilamina. ‡ A tiamina, por via intravenosa, 100 mg com o líquido de reidratação inicial e 100 mg por dia para os próximos 2-3 dias (seguido de multivitaminas intravenosas), é recomendada para mulheres que necessitam de hidratação intravenosa e tenham vomitado durante mais de 3 semanas para prevenir uma ocorrência rara mas grave complicação materna, encefalopatia de Wernicke. (Modificado de Levichek Z, Atanackovic G, Oepkes D, Maltepe C, Einarson A, Magee L, et al., Náuseas e vômitos da gravidez. Algoritmo de tratamento baseado em evidências. Can Fam Physician 2002; 48: 267-8, 277.)
Resumo das Recomendações do Colégio Americano de Ginecologistas e Obstetras sobre Náuseas e Vômitos na Gravidez
As seguintes recomendações baseiam-se em evidências científicas boas e consistentes (Nível A):
Tratamento de náuseas e vômitos de gravidez com vitamina B6: Vitamina B6 (piridoxina) sozinha ou associada a doxilamina em combinação é segura e eficaz e deve ser considerada como farmacoterapia de primeira linha.
A recomendação padrão para tomar vitaminas pré-natais por 1 mês antes da fertilização pode reduzir a incidência e gravidade de náuseas e vômitos na gravidez.
O manejo adequado de testes anormais de tireoides maternos atribuíveis à tireotoxicose transitória gestacional, ou hiperêmese gravídica, ou ambos, inclui terapia de suporte e medicamentos antitireoidianos não são recomendados.
As seguintes recomendações baseiam-se em evidências científicas limiares ou inconsistentes (Nível B):
O tratamento de náuseas e vômitos da gravidez com gengibre mostrou alguns efeitos benéficos na redução dos sintomas de náuseas e pode ser considerado como uma opção não-farmacológica.
O tratamento de náuseas e vômitos graves da gravidez ou hiperêmese gravídica com metilprednisolona pode ser eficaz em casos refratários; No entanto, o perfil de risco da metilprednisolona sugere que deveria ser um tratamento de último recurso.
As seguintes recomendações baseiam-se principalmente em consenso e opinião de especialistas (Nível C):
O tratamento precoce de náuseas e vômitos da gravidez pode ser benéfico para prevenir a progressão da hiperêmese gravídica
A hidratação intravenosa deve ser usada para o paciente que não pode tolerar os líquidos orais por um período prolongado ou se estiverem presentes sinais clínicos de desidratação. A correção da cetose e da deficiência de vitaminas deve ser fortemente considerada. A dextrose e as vitaminas devem ser incluídas na terapia prolongada quando o vômito está presente e a tiamina deve ser administrada antes da infusão de dextrose para prevenir a encefalopatia de Wernicke.
A alimentação por tubo enteral (nasogástrica ou nasoduodenal) deve ser iniciada como o tratamento de primeira linha para fornecer suporte nutricional à mulher com hiperêmese gravídica que não responde à terapia médica e não consegue manter seu peso.
Os cateteres centrais inseridos periféricos não devem ser utilizados rotineiramente em mulheres com hiperêmese gravídica, dado as complicações significativas associadas a esta intervenção.
Os cateteres centrais inseridos perifericamente devem ser utilizados apenas como último recurso na gestão de uma mulher com hiperêmese gravídica por causa do potencial de morbidade materna severa.
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?O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Dr. Sergio Cimerman, em 19 de janeiro de 2017 elaborou um informativo à população sobre a epidemia de Febre Amarela disponível em
https://www.infectologia.org.br/admin/zcloud/125/2017/01/Informativo_Febre_Amarela_Populacao.pdf
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Achei interessante destacar:
? Situações que necessitam avaliação especial sobre vacinação contra a febre amarela:
?Há situações especiais na qual a indicação da vacinação deverá ser avaliada pelo seu médico que irá expor qual o risco e o benefício de receber ou não a vacina
?Alguns exemplos que seu médico deve avaliar:
Crianças entre seis e oito meses;
Pessoas com idade acima de 60 anos; Gestantes;
Mulheres amamentando crianças menores de seis meses
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? Também acho interessante destacar e divulgar que a Sociedade Brasileira de Infectologia orientou em caso de dúvidas, entrar em contato conosco pelo e-mail faleconosco@infectologia.org.br, pela nossa página no Facebook (facebook.com/SociedadeBrasileiradeInfectologia) ou (preferencialmente ao meu ver) procurar o seu médico infectologista
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Fico feliz quando com serenidade e muita boa vontade, usamos as redes sociais para ajudar à população principalmente em momentos difíceis como nesta epidemia de Febre Amarela no Brasil. Parabéns Dr. Sérgio Cimerman e demais colaboradores pelo belíssimo trabalho prestado à população!!!
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?O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Dr. Sergio Cimerman, em 19 de janeiro de 2017 elaborou um informativo aos profissionais de saúde sobre a epidemia de Febre Amarela disponível em
?Segue o resumo das recomendações:
?Não é recomendada a vacinação contra FA de pessoas vivendo fora de áreas endêmicas, uma vez que o risco da vacina suplanta seus benefícios.
? Só é recomendada a vacinação para febre amarela em pessoas vivendo ou que vão viajar para áreas endêmicas para febre amarela, conforme mapa do Ministério da Saúde
?Neste grupo, a vacina é recomendada para pessoas entre 9 meses e 60 anos de idade, desde que não estejam imunossuprimidas, gestantes, mulheres em lactação e pessoas com doença no timo (ver texto para melhor discriminação dos grupos e exceções).
?Pessoas com mais de 60 anos deverão ser avaliadas em relação ao risco/benefício para recomendação de vacinação.
?Quando não há possibilidade de vacinação de pessoas visitando áreas endêmicas, deve-se reforçar medidas de proteção como uso de repelentes e roupas impregnadas com permetrina.
?Repelentes podem ser utilizados em crianças a partir de 2 meses de idade, segundo recomendações internacionais.
?No Brasil, a ANVISA só recomenda a utilização de repelentes a partir de 6 meses de idade (ver texto para melhor discriminação das recomendações).
?Os casos suspeitos devem ser imediatamente notificados aos CIEVS de cada Estado.
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Obrigado Dr. Sérgio Cimerman e demais colaboradores pelo belíssimo trabalho prestado aos profissionais de saúde e consequentemente à população!!!
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#ginecologiaeostetríciaintegrativaefuncional #febreamarelanagravidez #epidemiadefebreamarela #flavivírus #flavivírusdenovo #nutrologiamaterna #nutrologiafeminina #nutrologiaemginecologiaeobstetrícia
Elaborei um resumo voltado principalmente para as nossas gestantes a respeito da epidemia de Febre Amarela no Brasil. Segue os principais pontos que julguei interessante, ipsis litteris, do Guia de Febre Amarela elaborado pelo Ministério da Saúde do Brasil.
1. Conceito e Epidemiologia
A Febre Amarela é uma doença infecciosa febril aguda transmitida por vetores artrópodes e causada por um vírus do gênero Flavivirus, família Flaviviridae. A identificação do Aedes aegypti como transmissor do vírus, em 1900, foi seguida por ações de controle do vetor que resultaram em significativo declínio da doença fora das áreas tropicais endêmicas.
A introdução da vacina contra a febre amarela no País em 1937, o intenso combate ao vetor e a imunização em massa na década seguinte levaram à eliminação da doença nas áreas urbanas no Brasil. O registro dos últimos casos da febre amarela urbana no País ocorreu na cidade de Sena Madureira (AC), em 1942. A partir dessa data, a febre amarela urbana (transmitida por Aedes aegypti) não foi mais registrada e o ciclo de transmissão silvestre passou a predominar com registros de epidemias.
Atualmente, a febre amarela silvestre (FA) é uma doença endêmica no Brasil (i.e., região amazônica). Na região extra-amazônica, períodos epidêmicos são registrados ocasionalmente, caracterizando a reemergência do vírus no País. O padrão temporal de ocorrência é sazonal, com a maior parte dos casos incidindo entre dezembro e maio, e com surtos que ocorrem com periodicidade irregular, quando o vírus encontra condições favoráveis para a transmissão.
2 Manejo clínico de pacientes adultos com suspeita de febre amarela
O período de incubação (tempo entre a infecção pela picada do mosquito e o aparecimento de quadro clínico) médio varia entre 3 e 6 dias, podendo ser de até 10 a 15 dias.
O período de transmissibilidade (tempo em que um indivíduo com febre amarela possui vírus no sangue e pode infectar um mosquito vetor se for picado) vai de 24 a 48 horas antes até 3 a 5 dias após o início dos sintomas. O mosquito infectado transmite o vírus por seis a oito semanas.
O espectro clínico da febre amarela pode variar desde infecções assintomáticas até a quadros graves e fatais
O quadro clínico clássico caracteriza-se pelo surgimento súbito de febre alta, geralmente contínua, cefaleia intensa e duradoura, inapetência, náuseas e mialgia. O sinal de Faget (bradicardia acompanhando febre alta) pode ou não estar presente. Nas formas leves e moderadas os sintomas duram cerca de dois a quatro dias e são aliviados com o uso de sintomáticos, antitérmicos e analgé- sicos, e ocorrem em cerca de 20% a 30% dos casos. As formas graves e malignas acometem entre 15% a 60% das pessoas com sintomas que são notificadas durante epidemias, com evolução para óbito entre 20% e 50% dos casos. Na forma grave, cefaleia e mialgia ocorrem em maior intensidade, acompanhadas de náuseas e vômitos frequentes, icterícia e pelo menos oligúria ou manifestações hemorrágicas, como epistaxe, hematêmese e metrorragia. Classicamente os casos de evolução maligna podem apresentar um período de remissão dos sintomas de 6 a 48 horas entre o 3º e 5º dias de doença, seguido de agravamento da icterícia, insuficiência renal e fenômenos hemorrágicos de grande monta.
3 Imunização
A vacinação contra febre amarela (VFA – atenuada) é a medida mais importante e eficaz para prevenção e controle da doença. A vacina usada no Brasil é produzida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e consiste de vírus vivos atenuados da subcepa 17DD, cultivados em embrião de galinha.
É um imunobiológico seguro e altamente eficaz na proteção contra a doença, com imunogenicidade de 90% a 98% de proteção. Os anticorpos protetores aparecem entre o sétimo e o décimo dia após a aplicação da vacina, razão pela qual a imunização deve ocorrer dez dias antes de se ingressar em área de risco da doença.
Esquema vacinal: O esquema vacinal consiste em uma dose única a partir dos 9 meses de idade.
Via de administração: Subcutânea. O volume da dose é 0,5 mL.
Indicação da vacina:
• Residentes ou viajantes para as áreas com recomendação de vacinação (todos os estados das regiões Norte e Centro-Oeste; Minas Gerais e Maranhão; alguns municípios dos estados do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Os viajantes para essas áreas devem ser vacinados pelo menos 10 dias antes da viagem.
• Pessoas que se deslocam para países endêmicos, conforme recomendações do Regulamento Sanitário Internacional (RSI).
Imunização em Gestantes:
Gestantes e mulheres amamentando: a vacinação de gestantes e lactantes não é recomendada em áreas sem circulação viral. Nas áreas com confirmação de circulação viral (epizootias, casos humanos e ou vetores infectados com o vírus da febre amarela), as gestantes e lactantes devem ser vacinadas. Recomenda-se a suspensão do aleitamento materno por dez dias após a vacinação. É importante procurar um serviço de saúde para orientação e acompanhamento a fim de manter a produção do leite materno e garantir o retorno à lactação. Esta recomendação é baseada nas evidências atuais e pode ser modificada futuramente.
Contraindicações à imunização
? Gestantes. A administração deve ser analisada caso a caso na vigência de surtos.
4. Medidas de prevenção e controle da infecção
A vacinação é a principal medida de controle da febre amarela, e durante a ocorrência de um surto da doença recomenda-se vacinação das pessoas não vacinadas que residem ou vão se deslocar para a área de risco. As áreas com recomendação da vacina (ACRV) são determinadas pelo Ministério da Saúde e mudam periodicamente, de acordo com o resultado de estudos de vigilância em primatas não humanos e com a ocorrência de surtos.
A imunidade ocorre cerca de dez dias após a primeira dose da vacina, portanto deve-se recomendar outras medidas para a proteção de indivíduos recém-vacinados que residem ou vão se deslocar para a área de risco:
– Usar repelente de insetos enquanto estiverem acordados. Devem ser aplicados em toda a área de pele exposta respeitando os intervalos orientados pelos fabricantes, as condições climáticas com elevada umidade e temperatura, e após contato com a água. Não há contraindicação do uso dos repelentes registrados pela Anvisa para uso de gestantes e nutrizes. Os repelentes mais recomendados são os que contém DEET(N,N-Dietil-Meta-Toluamida), na concentração entre 25 e 50% e os que contém Icaridina (Hydroxyethylisobutylpiperidinecarboxylate), na concentração de 20% a 25%, por terem maior duração de ação, necessitando reaplicação menos frequente e consequentemente favorecendo uma melhor adesão. Os repelentes a base de IR3535 (Ethylbutylacetylaminopropionate) também podem ser usados. Repelentes naturais não tem eficácia comprovada e não são recomendados.
– O Quadro 13 descreve algumas opções de repelentes disponíveis comercialmente e suas principais características, segundo informações dos fabricantes.
– Proteger a maior extensão possível de pele por meio do uso de calça comprida, blusas de mangas compridas e sem decotes, de preferência largas, não coladas ao corpo, meias e sapatos fechados. O uso de roupas claras facilita a identificação de mosquitos e permite que eles sejam mortos antes de picarem o indivíduo.
– Não usar repelentes por debaixo das roupas. Podem ser usados por cima das roupas; seguindo orientações dos fabricantes.
– Passar o maior tempo possível em ambientes refrigerados, com portas e janelas fechadas e/ou protegidas por telas com trama adequada para impedir a entrada de mosquitos.
– Dormir sob mosquiteiros corretamente arrumados para não permitir a entrada de mosquitos (abas de abertura sobrepostas e barras inferiores embaixo do colchão); preferencialmente dormir debaixo de mosqueteiros impregnados com permetrina.
– Usar repelentes ambientais (sprays, pastilhas e líquidos em equipamentos elétricos) durante todo o tempo em que estiverem em ambientes domiciliares ou de trabalho, inclusive à noite.
Crianças menores de 6 meses de idade, que não podem receber a vacina e nem usar repelentes de aplicação direta na pele, devem ser mantidas o tempo todo sob mosquiteiros e/ou em ambiente protegido (refrigerado com portas e janelas fechadas ou protegidas por tela, com repelentes ambientais).
Crianças maiores de 6 meses e adultos que, por contraindicação clínica, não possam ser vacinados ou que por qualquer motivo ainda não tenham recebido a vacina devem seguir as mesmas orientações descritas para os dez dias após a vacinação enquanto durar o surto de febre amarela.
Pacientes com suspeita de febre amarela devem ser protegidos de picadas do mosquito transmissor, tanto em ambiente domiciliar quanto hospitalar. O paciente deverá permanecer em ambiente protegido por tela em portas e janelas, de preferência refrigerado. Na impossibilidade desses recursos, utilizar o mosquiteiro impregnado com permetrina durante todo o tempo de transmissibilidade, acrescido de mais um dia (ou seja, até o sexto dia de doença). Aplicar o repelente nas áreas expostas conforme orientação do fabricante igualmente pelo mesmo período. Tanto as telas quanto os mosquiteiros podem ser impregnados com permetrina para aumentar sua eficácia; no ambiente hospitalar, no entanto, deve ser evitado o uso de mosquiteiros impregnados para minimizar o risco de alergias/intoxicações.
Apesar de o vírus ser encontrado em sangue e secreções contaminadas com sangue, de haver o relato de isolamento do vírus vacinal em pessoas com sintomas respiratórios oito dias após a vacinação, não existe evidência de transmissão direta, pessoa a pessoa, da febre amarela, tampouco via hemotransfusão. A recomendação, portanto, é manter precauções padrão para os pacientes internados com o diagnóstico de febre amarela, independente da forma clínica, inclusive para despejo e tratamento de resíduos sólidos e líquidos.
Não há recomendação de cuidados especiais para os pacientes com febre amarela em uso de diálise ou outros equipamentos invasivos, devendo portanto serem tomadas as mesmas medidas de precaução padrão adotadas com os demais pacientes em diálise: os capilares devem ser de uso exclusivo, podendo ser reutilizados no mesmo paciente desde que cumpridas as exigências previstas na RDC11/2014; não há necessidade de uso de máquina ou ambiente exclusivo para o paciente com febre amarela. Os procedimentos de limpeza e desinfecção ambiental e de material médico-hospitalar devem seguir igualmente as normas preconizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sem alguma recomendação em especial.
Pacientes com febre amarela são potencial fonte de infecção para mosquitos durante o transporte para hospitais em áreas urbanas a fim de receber cuidados de saúde. Recomenda-se o uso de roupas que cubram a maior parte do corpo, uso de repelente nas áreas expostas de pele e nas rou – pas e, se possível, mosquiteiro sobre a maca desde a saída da Unidade Básica de Saúde até a chegada ao leito do hospital de destino.
8 Onde obter mais informações sobre a febre amarela Para informações atualizadas sobre casos de febre amarela no Brasil e no mundo:
PAUTA DE CONDUTAS OBSTÉTRICAS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS MATERNAS
AUTORES
Simone Angélica Leite de Carvalho Silva
Stevam de Barros Melo Rios
Olímpio Barbosa de Moraes Filho
Hélio de Lima Ferreira Fernandes Costa
Maria Luiza Bezerra Menezes
Luiz André Marinho Lippo
Pedro Pires Ferreira Neto
Maria Carolina Pessoa Valença Rygaard
Manual Prático de Obstetrícia. / Waldemar Naves do Amaral, Washington Luiz Ferreira Rios – Goiânia: Contato Comunicação Ltda 422 p. 2014 Clique AQUI
Manual da Clínica Obstétrica da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC) da Universidade Federal do Ceará (UFC) -Francisco Manuelito Lima de Almeida,Francisco Edson de Lucena Feitosa e colaboradores. Clique AQUI
NORMAS DE ACTUAÇÃO NA URGÊNCIA DE OBSTETRÍCIAE GINECOLOGIA DE 2012 DO HOSPITAL SANTA MARIA – Clique AQUI
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Em tempos de violência contra a mulher, assédio moral e sexual, vale a pena se posicionar FRONTALMENTE contra tudo isto que tanto atrapalha a saúde PLENA da mulher
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Não dá pra deixar de se preocupar com a principal causa básica de óbitos de mulheres em idade reprodutiva: o homicídio!!! A mesma mulher que gesta, que “dá a luz”, que cuida dos filhos e do companheiro, que cada vez mais está inserida no mercado de trabalho, continua sendo violentada e assediada.
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Basta de violência contra a mulher
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Caro profissional de saúde: pergunte se sua cliente sofreu algum tipo de violência física, sexual ou psicológica. Assim que você encontrar um caso, mesmo que 99 ou mais digam que não sofreram nenhum tipo de violência, você fez a diferença na vida dessa única pessoa, permitindo uma orientação e acompanhamento adequados sobre o caso. E as outras que por acaso negaram ter sofrido algum tipo de violência, por medo, vergonha ou “esquecimento” lembrarão de sua preocupação e no mínimo se sensibilizarão sobre o tema
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*Costumo dizer que se pesquisarmos bem direitinho, em cada família há pelo menos um caso de violência contra a mulher e muitas vezes o agressor está bem próximo da convivência desta família. Nem sempre temas complicados como esse são fáceis de abordar, mas costumo dizer que não devemos fazer o que é fácil ou descomplicado, DEVEMOS FAZER O QUE É O CERTO.
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* Existem varias organizações, grupos, departamentos que apoiam esta causa e que contribuem positivamente a favor das mulheres
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* Gravei um vídeo no YouTube explicando a importância de se investigar a violência contra as mulheres. Colocarei abaixo deste post
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E VOCÊ, QUAL SUA OPINIÃO SOBRE O TEMA: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER?
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#violênciacontraamulher #feminicídio #sóseachaoqueseprocura #ginecologiaintegrativaefuncional
MORTALIDADE FEMININA EM IDADE REPRODUTIVA NO MUNICÍPIO DO RECIFE NO PERÍODO DE 1997 A 2004
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO DE GLAUCIUS CASSIANO DO NASCIMENTO
ORIENTADOR: Prof. Dr. RIVALDO MENDES DE ALBUQUERQUE
CO-ORIENTADOR: Prof. Dr. OLÍMPIO BARBOSA DE MORAES FILHO
UPE 2007
RESUMO
Estudos sobre a mortalidade feminina em idade reprodutiva podem indicar a qualidade de vida e de saúde da população; visto que as mulheres em idade fértil falecem muito freqüentemente por causas consideradas evitáveis. Foi realizado um estudo descritivo; de base populacional; do tipo corte transversal visando identificar as principais causas de óbito em mulheres entre 10 e 49 anos; residentes no Recife; falecidas no período de 1997 a 2004. A base dos dados foi obtida a partir do banco de dados oficiais da Gerência Operacional de Informação sobre Mortalidade e Natalidade da Secretaria de Saúde do Recife. A mortalidade feminina em idade reprodutiva foi analisada de acordo com algumas variáveis do perfil sociodemográfico; ano de ocorrência e causas de óbito. Calcularam-se diversos coeficientes de mortalidade que foram comparados de acordo com os quadriênios estudados (1997-2000 e 2001-2004). Procurou-se evidenciar alguma variação estatisticamente significante através do teste do qui-quadrado; adotando-se como limite de significância um p < 0;05. Predominaram os óbitos de mulheres na faixa etária de 40-49 anos; negras e solteiras. Os principais grupos de causas foram representados pelas neoplasias (23;74%); doenças do aparelho circulatório (23;08%); causas externas (17;19%); algumas doenças infecciosas e parasitárias (10;24%); além das doenças do aparelho respiratório (5;98%). O coeficiente de mortalidade feminina em idade reprodutiva foi de 130;15 óbitos por 100.000 mulheres. Houve uma redução estatisticamente significante para os coeficientes de mortalidade feminina em idade reprodutiva de acordo com os quadriênios estudados para os óbitos em geral e por causas externas. Entretanto; esta diminuição ocorreu às custas do decréscimo dos acidentes de transporte; visto que o coeficiente de mortalidade por homicídios foi bastante elevado; bem superior aos demais estudos; apresentando tendência crescente ao longo dos anos. A razão de mortalidade materna foi de 69;61 óbitos por 100.000 nascidos vivos. As mortes obstétricas diretas foram as principais causas dos óbitos maternos; cujas causas básicas mais freqüentes foram: distúrbios hipertensivos (42;7%); distúrbios hemorrágicos (15;73%); distúrbios infecciosos (11;24%); distúrbios tromboembólicos (11;24%) e complicações do abortamento (7;87%). Chama atenção ainda; o elevado percentual de mortalidade materna por cardiopatias; tanto para as causas obstétricas indiretas (43;4%); como para a mortalidade materna em sua totalidade (16;2%). Elevados coeficientes de mortalidade; por 100.000 mulheres; foram encontrados de forma geral e para as mais freqüentes causas básicas de óbito representadas pelos homicídios (11;11); doenças cerebrovasculares (9;83); doenças isquêmicas do coração (8;37); neoplasias malignas da mama (6;60) e doenças virais (6;50). Houve tendência ao decréscimo dos coeficientes de mortalidade por neoplasia maligna do útero e por tuberculose ao longo dos anos estudados; porém com valores bastante superiores quando comparados a outros trabalhos. É necessário que haja a criação de políticas de saúde voltadas para a população feminina em idade reprodutiva; além do monitoramento permanente da sua mortalidade; visando a melhoria da assistência à saúde feminina na cidade de Recife.
Abaixo, os links para quem quiser mais detalhes e/ou ler a dissertação de mestrado na íntegra:
Professor Assistente de Medicina, Divisão de Hematologia e Oncologia Médica
Oregon Health and Science University
Portland, Oregon ude.usho@hcivojuk
Última atualização: 4 de janeiro de 2018 .
Resumo
Características clínicas.
A trombofilia Fator V Leiden é caracterizada por uma fraca resposta anticoagulante à proteína C ativada (PCa) e um risco aumentado de tromboembolismo venoso (TEV). A trombose venosa profunda (TVP) é a TEV mais comum, sendo as pernas o sítio mais comum. A trombose em locais incomuns é menos comum. A evidência sugere que a heterozigosidade para a variante de Leiden tem, no máximo, um efeito modesto sobre o risco de trombose recorrente após o tratamento inicial de uma primeira TEV. É improvável que a trombofilia do fator V Leiden (ie, heterocigosidade ou homozigoticidade para a variante de Leiden) é um fator importante que contribui para a perda da gravidez e outros desfechos adversos da gravidez (pré-eclâmpsia, restrição do crescimento fetal e desprendimento da placenta). A expressão clínica da trombofilia de Leiden do fator V é influenciada pelo seguinte:
O número de variantes de Leiden (heterozigotos têm um risco ligeiramente aumentado de trombose venosa, os homozigotos apresentam um risco trombótico muito maior)
Distúrbios trombofílicos genéticos conviventes, que têm um efeito supra-aditivo no risco trombótico geral
Distúrbios trombofílicos adquiridos: síndroma de anticorpos antifosfolipídicos (APLA), hemoglobinúria paroxística noturna, distúrbios mieloproliferativos e níveis aumentados de fatores de coagulação
Fatores de risco circunssivos, incluindo mas não limitado a gravidez, cateteres venosos centrais, viagens, contraceptivo oral combinado (COC) e outros anticoncepcionais combinados, terapia de reposição hormonal oral (TRH), moduladores seletivos do receptor de estrogênio (SERMs), obesidade, lesão nas pernas e idade avançada
Diagnóstico / teste.
A trombofilia do Factor V Leiden é suspeita em indivíduos com história de tromboembolismo venoso (TEV) manifestados como trombose venosa profunda (TVP) ou embolia pulmonar, especialmente em mulheres com história de TEV durante a gravidez ou em associação com o uso de anticonceptivos contendo estrogênio, e em indivíduos com história pessoal ou familiar de trombose recorrente. O diagnóstico de trombofilia de Leiden do fator V é estabelecido em uma probanda por identificação de uma variante heterozigótica ou homozigóticac.1691G> A (referida como variante V de Leiden F5 em F5 , o fator V codificador de genes em conjunto com testes de coagulação tais como o teste de resistência à APC.
Gestão.
Tratamento das manifestações: a primeira trombose aguda é tratada de acordo com as diretrizes padrão. A duração da terapia de anticoagulação oral deve basear-se em uma avaliação dos riscos para a recorrência de TEV e hemorragia relacionada com anticoagulantes.
Prevenção de manifestações primárias: na ausência de história de trombose, a anticoagulação profilática de longo prazo não é rotineiramente recomendada para heterozigotos assintomáticos de Leiden. Um curto curso de anticoagulação profilática quando fatores de risco circunstantes estão presentes pode prevenir a trombose inicial em heterozigotos variáveis ??de Leiden.
Vigilância: reavaliação periódica de indivíduos em anticoagulação de longo prazo para avaliar riscos (sangramento) versus benefícios.
Agentes / circunstâncias a serem evitadas:
As mulheres heterozigotas para a variante Leiden e uma história de TEV devem evitar a contracepção contendo estrógeno e TRH.
As mulheres homozigéticas para a variante Leiden com ou sem TEV prévia devem evitar a contracepção contendo estrógeno e TRH.
Enquanto as mulheres assintomáticas heterozigotas para a variante de Leiden devem ser aconselhadas a considerar formas alternativas de contracepção e controle de sintomas da menopausa, aqueles que escolhem o uso de:
Os contraceptivos orais devem evitar a terceira geração e outras progestágenos com maior risco trombótico.
HRT de curto prazo para sintomas de menopausa severa deve evitar formulações orais.
Avaliação de parentes em risco: Embora o estado genético de membros aparentemente assintomáticos em risco de família possa ser estabelecido usando testes genéticos moleculares , as indicações para o teste de membros da família em risco não estão resolvidas. Na ausência de evidências de que a identificação precoce da variante de Leiden leva a intervenções que podem reduzir a morbidade ou a mortalidade, as decisões relativas ao teste devem ser feitas individualmente. No entanto, se os resultados forem susceptíveis de afectar a gestão, o esclarecimento do estado da variante de Leiden pode ser indicado em parentes do sexo feminino em risco considerando a contracepção hormonal ou a gravidez ou em famílias com uma forte história de trombose venosa recorrente em uma idade jovem.
Aconselhamento genético.
A trombofilia Factor V Leiden (ie, predisposição ao desenvolvimento de trombose venosa) é herdada de forma autossômica dominante . Homozygosity para a variante de Leiden (e um risco muito maior de trombose venosa) são herdados de forma autossômica recessiva . Devido à alta prevalência do alelo do factor V Leiden na população em geral, o estado genético de ambos os pais e / ou o parceiro reprodutor de um indivíduo afetado precisa ser avaliado antes que informações sobre riscos potenciais para irmãos ou descendentes possam ser fornecidas. Uma vez que a variante de Leiden tenha sido identificada em um membro da família, testes pré-natal para gravidez com risco aumentado e diagnóstico genético pré – implantaçãoe possivel. Podem existir diferenças de perspectiva entre os profissionais da medicina e as famílias quanto ao uso do teste pré-natal, particularmente se o teste estiver sendo considerado para fins de término da gravidez e não o diagnóstico precoce dessa mudança genética, o que é comum na população geral e está predispondo para, mas não preditivo, trombose.
Aqui reuniremos as principais dúvidas comuns às gestantes ou lactantes neste período tão importante na vida de uma mulher.
Essas observações reflete isoladamente a minha opinião, de forma alguma corresponde à verdade absoluta e jamais irá substituir a opinião do seu obstetra assistente. Dúvidas: consulte seu médico!!!
. Os estudos de imagem são adjuntos importantes na avaliação diagnóstica de condições agudas e crônicas. No entanto, a confusão sobre a segurança dessas modalidades para as mulheres grávidas e lactantes e seus bebês geralmente resultam em evitar testes diagnósticos desnecessários, reservando para os testes que realmente são úteis para a tomada de decisão
. Recomendações – O Comitê de Prática Obstetra do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas faz as seguintes recomendações sobre os procedimentos de diagnóstico por imagem durante a gravidez e a lactação:
. A ultrassonografia e a ressonância magnética (MRI) não estão associadas ao risco e são as técnicas de imagem escolhidas para a gestante, mas devem ser usadas com prudência e somente quando o uso é esperado para responder a uma questão clínica relevante ou, de outra forma, fornecer benefícios médicos ao paciente
. Com poucas exceções, a exposição à radiação por meio de radiografia, tomografia computadorizada (TC) ou técnicas de imagem de medicina nuclear está associada ao dano fetal. Se essas técnicas forem necessárias além da ultrassonografia ou da ressonância magnética ou estão mais prontamente disponíveis para o diagnóstico em questão, elas não devem ser mantidas de uma paciente grávida
. O uso de contraste de gadolínio com a RM deve ser limitado; pode ser usado apenas como agente de contraste em uma mulher grávida se melhorar significativamente o desempenho diagnóstico e deverá melhorar o desfecho fetal ou materno
. A amamentação não deve ser interrompida após a administração de gadolínio.
. Fonte: Recomendações da ACOG (número 723) – Outubro de 2017
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Uma dúvida ainda muito frequente na gravidez sobre a cicatriz da cesariana que sempre me perguntam…
. ??A cesariana é suturada (“costurada”) em vários planos anatômicos mediante a técnica que cada obstetra desenvolve ao longo de sua carreira. Sou a favor da cesariana minimamente invasiva por acreditar que o pós operatório é bem melhor. E realizo (como um percentual enorme de obstetras) a sutura da pele intradérmica com fio absorvível que dá um visual bonito parecendo que a cirurgia foi “colada” porque os fios não ficam visíveis
. ??Poder até pode, a depender da qualidade e da quantidade, mas É DESACONSELHADO!!! Esteja consciente do risco da ingestão de alimento cru preparado por terceiros, neste caso, o risco de contaminação e infecção é maior! Eu particularmente não recomendo, mas algumas clientes insistem em comer sushi, neste caso leia o texto abaixo e decida com calma.
. ?? Salmão, Atum e Peixe Branco são considerados alimentos saudáveis, desde que se conheça a origem dos mesmos, sua forma de armazenamento, bem como certificar-se de que não haja contaminação com mercúrio ou outro agente infeccioso e/ou tóxico. Evitar comer fora de casa pode ajudar a não adquirir algumas infecções como a listeriose, toxoplasmose ou mesmo algumas gastroenterites. O maior problema da comida japonesa é o alto consumo de sódio no molho de soja ou o excesso de carboidrato (no arroz, nos molhos doces) ou de gordura (nos sushis fritos com óleos que se transformam em gorduras trans, prejudiciais à nossa saúde) ou mesmo de calorias (em geral se procura um rodízio e se come por quantidade do que uma simples e saudável porção de sashimis, em que se come em qualidade).
– Poder até pode, a depender da qualidade e da quantidade, mas É DESACONSELHADO!!! Esteja consciente do risco da ingestão de alimento cru preparado por terceiros, neste caso, o risco de contaminação e infecção é maior! Eu particularmente não recomendo, mas algumas clientes insistem em comer sushi, neste caso leia o texto abaixo e decida com calma.
– Salmão, Atum e Peixe Branco são considerados alimentos saudáveis, desde que se conheça a origem dos mesmos, sua forma de armazenamento, bem como certificar-se de que não haja contaminação com mercúrio ou outro agente infeccioso e/ou tóxico. Evitar comer fora de casa pode ajudar a não adquirir algumas infecções como a listeriose, toxoplasmose ou mesmo algumas gastroenterites. O maior problema da comida japonesa é o alto consumo de sódio no molho de soja ou o excesso de carboidrato (no arroz, nos molhos doces) ou de gordura (nos sushis fritos com óleos que se transformam em gorduras trans, prejudiciais à nossa saúde) ou mesmo de calorias (em geral se procura um rodízio e se come por quantidade do que uma simples e saudável porção de sashimis, em que se come em qualidade).Essas observações reflete isoladamente a minha opinião, de forma alguma corresponde à verdade absoluta e jamais irá substituir a opinião do seu obstetra assistente ou de seu nutricionista materno-infantil. Dúvidas: consulte seu médico ou nutricionista!!!
Não se trata de terrorismo nutricional, Sushi não faz parte da nossa culinária tradicional, o risco de contaminação/infecção e intoxicação de metais pesados deve ser considerado. É uma preocupação inclusive no Japão. A LITERATURA CIENTÍFICA INTERNACIONAL (E A NACIONAL) NÃO RECOMENDA O CONSUMO DE SUSHI DURANTE A GRAVIDEZ. As gestantes que, apesar de conhecerem os riscos, optarem por fazer uso deste tipo de alimento, devem prestar atenção na técnica de congelamento utilizada, de cozimento e de higienização que podem reduzir também o risco de infecção. Vale a pena ler os artigos abaixo antes de tomar a decisão sobre a ingestão de Sushi, durante o período de gravidez. E não estamos no Japão, não temos a mesma condição econômica, educacional, sanitária ou social. Desconheço artigos que recomendem o consumo de sushi na gravidez. Ciência não se refuta com agressão, nem com “achismo”, mas com artigos científicos. Também nunca vi plano alimentar para gestante prescrito por nutricionista contendo sushi. O consumo ocasional do sushi durante a gestação provavelmente não trará problemas, mas é importante ter esta consciência sobre riscos e benefícios deste tipo de alimento.
Contaminação de metais pesados, deterioração microbiológica e conteúdo de amina biogênica em sushi disponível no mercado polaco.
CONTEXTO: O presente estudo determinou a contaminação por metais pesados ??(mercúrio, cádmio, chumbo, arsênico e níquel) de nori (alga), sushi servido por restaurante e pratos de sushi prontos para comer, disponíveis através de cadeias de varejo. Além disso, foram analisados tanto a carga microbiológica quanto o teor de amina biogênica em refeições de sushi prontas para comer.
RESULTADOS:
Todas as amostras nori continham níveis elevados de Cd (2,122 mg kg-1), Ni (0,715 mg kg-1), As (34,56 mg kg-1) e Pb (0,659 mg kg-1).
As amostras de sushi estudadas continham altos níveis de Ni e Pb, atingindo 0.194 e 0.142 mg kg-1 de peso úmido, respectivamente, sendo potencialmente perigoso para mulheres durante a gravidez e lactação e crianças pequenas.
Nenhuma das amostras estudadas continha altos níveis de Hg.
No geral, 37% das refeições de sushi prontas para comer excederam uma carga microbiológica de 106 cfu g-1. No entanto, o teor de amina biogênica em todas as amostras foi baixo, com um maior índice de histamina de 2,05 mg kg-1.
CONCLUSÃO: Sushi não é a fonte de altos níveis de aminas biogênicas, mesmo com altas cargas microbiológicas.No entanto, as altas cargas microbiológicas no final da vida útil indicam que alguns processadores podem ter problemas com a cadeia de distribuição ou implementar um mau regime higiênico. Além disso, como resultado de possíveis riscos associados à contaminação por metais pesados, o presente estudo ressalta a necessidade de estabelecer novas regulamentações sobre a contaminação de nori e sushi.
O presente estudo ressalta a necessidade de estabelecer novas regulamentações sobre a contaminação de nori e sushi.
Sushi na gravidez, doenças parasitárias – pesquisa obstétrica
Jones JL, et al. Zoonoses Public Health. 2011. Sushi in pregnancy, parasitic diseases – obstetrician survey. doi: 10.1111/j.1863-2378.2009.01310.x.
Parasitas de peixe cru podem levar a uma ampla gama de manifestações clínicas e podem ser difíceis de tratar na gravidez como resultado da exposição à medicação do feto. Nós examinamos ginecologistas e obstetras (GOs) nos EUA para determinar o seu conhecimento sobre o consumo de peixe cru durante a gravidez. Em março de 2007, um questionário foi enviado aos membros do Colégio Americano de Ginecologistas e Obstetras (ACOG) selecionados aleatoriamente para representar todos os membros. Os médicos não respondentes receberam dois endereços adicionais.
Dos 606 membros do ACOG entrevistados, 305 (50%) responderam.
A maioria (82%) entrevistados indicaram que comer peixe cru não é seguro durante a gravidez.
No entanto, poucos (19%) sabiam que o congelamento completo mata parasitas nos peixes.
Quase todos (94%) responderam que as infecções parasitárias podem ser mais desafiadoras para tratar na gravidez.
Ginecologistas e Obstetras americanos acreditam que comer peixe cru durante a gravidez não é seguro; a maioria se beneficiaria de informações sobre como prevenir a infecção e sobre o tratamento.
Ginecologistas e Obstetras americanos acreditam que comer peixe cru durante a gravidez não é seguro; a maioria se beneficiaria de informações sobre como prevenir a infecção e sobre o tratamento.
Evidência de exposição a produtos químicos e metais pesados ??durante a gravidez em mulheres japonesas
Estudo japonês publicado por MAEKAWA et al., naReprod Med Biol. 2017;16:337–348, com DOI: 10.1002/rmb2.12049, também avaliou os riscos de exposição de produtos químicos e metais pesados na gravidez.
Objetivo: a exposição pré-natal a produtos químicos ambientais é uma preocupação crescente, porque tais exposições demonstraram estar associadas a várias doenças. Os níveis de produtos químicos e metais pesados ??no sangue materno, sangue do cordão umbilical, urina materna e líquido amniótico em mulheres grávidas japonesas foram investigados.
Métodos: um total de 145 mulheres, incluindo 14 casos de restrição do crescimento fetal, foram incluídos no presente estudo. Os níveis de ftalatos (ftalato de di [2-etil-hexilo] e ftalato de mono [2-etilhexilo], compostos perfluorados (perfluorooctano sulfonato, ácido perfluorohexanoico, ácido perfluorooctanoico e ácido perfluorononanoico), pesticidas (dimetilfosfato, dimetiltiofosfato, dietilfosfato, dietiltiofosfato, 3 ácido fenoxibenzóico e éter octaclorodipropílico), bisfenol A, nicotina (nicotina, nornicotina, cotinina, norcotinina e trans-3′-hidroxcotinina), éteres difenílicos polibromados e metais pesados. A relação entre o crescimento fetal e os níveis de produtos químicos e metais pesados ??foi investigada.
Resultados: os ftalatos, os compostos perfluorados, os pesticidas, os éteres difenílicos polibromados e os metais pesados ??foram detectados em alta freqüência, enquanto a nicotina e o bisfenol A foramquase negativos. Os ftalatos, compostos perfluorados e vários metais pesados ??foram transferidos para o feto. Os níveis elevados de ácido perfluorononanóico no sangue materno e no sangue do cordão umbilical e o baixo nível de ácido perfluorooctanoico no sangue do cordão umbilical foram significativamente e negativamente associados ao crescimento fetal.
Conclusões: O presente estudo mostrou que mulheres grávidas no Japão e seus fetos estão expostos a uma variedade de produtos químicos e metais pesados.
Os parasitas intestinais intestinais afectam mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo de acordo com a Organização Mundial da Saúde. As infecções parasitárias transmitidas por peixes estão se tornando mais comuns com a crescente popularidade de sushi, sashimi, carpaccio, tartare, gefilte e ceviche. A ingestão destes parasitas pode causar a anemia, anormalidade, dor abdominal intensa, náuseas, vômitos, fortes reações alérgicas e úlceras gástricas. Conhecimento sobre parasitas de peixes e gravidez é limitado. Uma pesquisa bibliográfica sobre PubMed e Web of Science usou os termos de busca “parasitas de peixe” ou “dififilotobotrio” OU “anisakíase” OU “pseudoterranova” OU (“parasitas alimentares” e “peixe”) E “gravidez” OU “maternal” OU “feto” OU “fetal” OU “recém nascido” ou “neonatal” ou “parto”. Nenhum limite foi colocado no número de anos pesquisados. Foram identificadas 281 publicações. Os resumos de todas essas publicações foram lidos. Após a exclusão dos artigos que não eram relevantes para a gravidez, desfecho da gravidez e parasitas de peixes, havia 24 artigos que se tornaram a base dessa revisão. A fisiopatologia, a imunidade materna alterada relacionada à infecção, informações limitadas sobre infecções parasitárias transmitidas por peixes e gravidez, e tratamentos são discutidos. O principal impacto de uma infecção parasitária transmitida por peixes em mulheres grávidas é anemia e imunidade alterada, o que pode aumentar o risco de infecção materna. Os efeitos do feto primário incluem restrição de crescimento intra-uterino e parto prematuro.
A forma mais eficaz de tratamento é a prevenção da infecção parasitária inicial. A prevenção da infecção parasitária em mulheres grávidas é de vital importância na saúde geral e no estado nutricional em que o feto e a mãe se beneficiarão. As mulheres grávidas devem evitar peixes crus e mal cozidos, como sushi, frutos do mar defumados ou levemente fritos e ceviche. Todos os subprodutos de peixe e peixe devem ser cuidadosamente cozidos a 56 ° C a 60 ° C durante um mínimo de 5 minutos antes do consumo. Alternativamente, os parasitas também podem ser eliminados por explosão congelando o peixe a -35 °C durante 15 horas ou por congelamento regular a -20 ° C durante pelo menos 24 horas e melhor se até 7 dias antes da preparação. O o peixe também pode ser colocado numa solução de NaCl a 12%; No entanto, esse método pode levar de alguns dias até semanas para ser efetivo. Também observou-se que o estágio larval do Diphyllobothrium pode sobreviver por 4 a 8 horas a -8 ° C. O peixe defumado não parece ser efetivo na eliminação de nenhum estágio do parasita antes do consumo.
As mulheres grávidas devem evitar peixes crus e mal cozidos, como sushi, frutos do mar defumados ou levemente fritos e ceviche.
Todos os subprodutos de peixe e peixe devem ser cuidadosamente cozidos a 56 ° C a 60 ° C durante um mínimo de 5 minutos antes do consumo. Alternativamente, os parasitas também podem ser eliminados por explosão congelando o peixe a -35 °C durante 15 horas ou por congelamento regular a -20 ° C durante pelo menos 24 horas e melhor se até 7 dias antes da preparação. O o peixe também pode ser colocado numa solução de NaCl a 12%; No entanto, esse método pode levar de alguns dias até semanas para ser efetivo. Também observou-se que o estágio larval do Diphyllobothrium pode sobreviver por 4 a 8 horas a -8 ° C.
Sun F. et al. no trabalho: Homocysteine with gestational hypertension and preeclampsia, publicado em Med Sci Monit, 2017; 23: 5396-5401, investigaram a relação da homocisteína sérica no início da gravidez com risco de hipertensão gestacional (HG) e pré-eclâmpsia (PE) e com a gravidade da pré-eclâmpsia
MATERIAIS E MÉTODOS:
– Trata-se de uma coorte retrospectiva, que indentificou 147 casos confirmados de pré-eclâmpsia (103 com PE leve e 44 com PE grave) e 147 casos confirmados de HG;
– 4418 mulheres que permaneceram normotensas (com pressão arterial normal) e não “proteinúricas” (com proteinúria normal) durante a gravidez serviram como controles
– As amostras de sangue materno foram coletadas entre 11 e 13 semanas de gestação para testar concentrações séricas de homocisteína (Hcy), ácido fólico e Vitamina B12 (B12)
– Um modelo de regressão logística foi utilizado para calcular odds ratios ajustados (aORs) e 95% intervalos de confiança (ICs)
RESULTADOS
– As mulheres que posteriormente desenvolveram HG e PE eram mais velhas e apresentavam índices de massa corporal maiores (IMC) do que aqueles no grupo controle.
– Em comparação com o grupo controle, as mulheres que desenvolveram PE tinha escolaridade menor (P = 0,031), e maior parte daquelas que desenvolveram HG eram primiparas (P = 0,012)
– Os níveis séricos de Hcy em PE grave foram significativamente maiores que os do grupo controle (mediana: 8,50 ?mol / L versus 7,33 ?mol / L, P <0,001)
– Após análises de regressão logística para potenciais fatores de confusão, os odds ratios ajustados (aORs) de Hcy foram 1,12 para PE grave (95% IC 1,06-1,20)
– As concentrações séricas de ácido fólico e B12 naquelas com HG e PE não foram significativamente diferentes dos controles
CONCLUSÕES Um alto nível de Hcy no primeiro trimestre é um fator de risco independente para PE grave, embora não seja um marcador útil para o desenvolvimento subsequente de HG e PE leve
Eu já escrevi diversas vezes sobre a importância de se avaliar Hcy, ácido fólico e B12 no pré-natal. Não existe um Guideline na saúde pública, mas percebam inclusive que existe correlação entre pré-eclâmpsia grave e alto níveis de Homocisteína.
E sabe o que é mais interessante? A literatura em geral sugere que níveis menores que 8 umol/L são protetores (no caso deste estudo 8,50 umol/L foi a mediana do grupo pré-eclâmpsia grave, enquanto a do grupo controle foi 7,3umol/L). E EU CONTINUO SEM ENTENDER PORQUE ALGUNS LABORATÓRIOS CONSIDERAM NORMAIS OS NÍVEIS DE HOMOCISTEÍNA ATÉ 15umol/L. OS VALORES DA CURVA DE NORMALIDADE DOS LABORATÓRIOS EM GERAL NÃO ESTÃO DE ACORDO COM AS EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS MAIS RECENTES.
Em geral, durante a gravidez, são realizados os seguintes exames ultrassonográficos:
a) Ultrassonografia Transvaginal inicial: até 10 semanas e 6 dias. Melhor exame para datar a gestação e para definir a idade gestacional e a idade gestacional de 40 semanas (conhecida popularmente como DPP ou Data Provável do Parto). O ideal é ser realizado a partir da 6ª. Semana quando já é possível numa gestação normal identificar o saco gestacional, a vesícula vitelina e o embrião com batimentos cardíacos. A partir de 8-9 semanas, é possível a realização do exame pela via abdominal a depender do biotipo da cliente.
b) Ultrassonografia Morfológica do Primeiro Trimestre: Realizada entre 11 e 14 semanas, tem por objetivo identificar os principais marcadores ultrassonográficos de defeitos congênitos: Translucência Nucal, Osso Nasal e Ducto Venoso. Mais recentemente, surgiram outros dois parâmetros: translucência intracraniana e regurgitação tricúspide. Pode ser medido o colo do útero para avaliação (inicial) de insuficiência istmo-cervical e também o Doppler das Artérias Uterinas para predição de pré-eclâmpsia grave e/ou crescimento intrauterino restrito (CIUR). Pode ser realizada pela via transvaginal ou abdominal, a depender do profissional executante. Muitas clientes me perguntam sobre o sexo do bebê neste período. O broto embrionário pode ser visibilizado neste exame, porém apresenta uma taxa elevada de discordância com o sexo fetal. Como o índice de falha é relativamente alto, ao meu ver considero que o melhor período para identificação do sexo fetal é com 16-17 semanas de gestação. Além disso, o foco deste exame é a morfologia fetal, a determinação de riscos de defeitos congênitos, rastreamento inicial de pré-eclâmpsia e insuficiência cervical.
c) Ultrassonografia Obstétrica Habitual: Para avaliar o crescimento e desenvolvimento do feto. Com 16/17 semanas consegue-se em geral (a depender do biotipo da cliente, da posição do feto, do equipamento utilizado e do profissional executante) identificar o sexo fetal. Não existe um período específico para realização deste exame, pode ser solicitado a qualquer momento. Conhecida como ultrassonografia obstétrica simples ou de rotina.
d) Ultrassonografia Morfológica do Segundo Trimestre com Doppler das Artérias Uterinas e transvaginal para avaliação do colo uterino (2 exames): Deve ser realizada entre 20 e 24 semanas, trata-se do exame ultrassonográfico mais importante do pré-natal, pois representa o melhor período para avaliação da morfologia do feto, com o objetivo de identificar ou afastar algum defeito congênito. Existe uma sequência neste exame que deve ser realizado preferencialmente por profissional especializado em Medicina Fetal ou outro profissional na área de Radiologia ou Ultrassonografia que seja devidamente preparado. Alguns defeitos congênitos podem não ser identificados neste período, principalmente defeitos congênitos menores (sem repercussão para a vida do bebê) ou os que aparecem mais tardiamente. Além disso, o Doppler das artérias uterinas é importante para predição de pré-eclâmpsia grave e/ou crescimento intrauterino restrito. A ultrassonografia transvaginal para avaliação do colo uterino compreende um segundo exame realizado no período da ultrassonografia morfológica para rastreamento de risco de parto prematuro.
e) Ultrassonografia Morfológica do Terceiro Trimestre: Deve ser realizada entre 28 e 32 semanas (26 e 28 semanas o melhor período), representa o melhor período para confirmação da morfologia do feto realizada nas ultrassonografias morfológicas anteriores, na avaliação da anatomia do coração e da face fetal. Como o nosso aparelho possui a ferramenta 3D/4D/5D, utilizamos tal recurso, o que torna um dos exames mais agradáveis, a depender também da posição fetal e do biótipo materno. Deve ser realizado preferencialmente por profissional especializado em Medicina Fetal ou outro profissional na área de Radiologia ou Ultrassonografia que seja devidamente preparado. Não é um exame obrigatório, não é coberto pelo plano de saúde (até onde eu saiba) mas considero muito importante.
f) Ecocardiografia Fetal com Doppler colorido: Realizado em geral a partir de 22 semanas, após realizar a ultrassonografia morfológica do segundo trimestre, não é considerado um exame obrigatório, mas é um recurso propedêutico adicional no diagnóstico ou exclusão de defeitos congênitos cardíacos. Deve ser realizado preferencialmente por um cardiologista / pediatra especializado em cardiologia fetal.
g) Ultrassonografia Obstétrica com Doppler colorido: Avalia além da ultrassonografia habitual, o fluxo sanguíneo em algumas artérias relacionadas à mãe (Artérias uterinas), à placenta (Artéria Umbilical) e ao feto (Artéria Cerebral Média). É fundamental nas gravidezes de alto risco como as síndromes hipertensivas na gravidez, diabetes com vasculopatia (alteração nos vasos sanguíneos), trombofilias, crescimento intrauterino restrito (CIUR), dentre outras. Em geral é realizada após a ultrassonografia morfológica do terceiro trimestre ou a partir de 28 semanas.
h) Ultrassonografia Intraparto: Aquela realizada durante o trabalho que apresenta diversos recursos (para informações mais detalhadas clique em https://drglaucius.com.br/usgintraparto/ ) para melhor vigilância fetal e segurança no acompanhamento do trabalho de parto. Infelizmente, apesar do respaldo na literatura científica, poucos profissionais utilizam esta ferramenta nas salas de Parto. Pode ser realizada pela via transvaginal, translabial ou abdominal. O Doppler colorido é utilizado para avaliação do bem-estar fetal. Todos os parâmetros avaliados na ultrassonografia intraparto devem ser registrados no sonopartograma que corresponde ao clássico partograma com os detalhes da avaliação ultrassonográfica
Doutor, mas qual a diferença entre Ultrassonografia 2D, 3D, 4D e 5D?
A Ultrassonografia 2D é aquela que utiliza apenas duas dimensões, em geral são aquelas imagens em preto e branco.
A Ultrassonografia 3D é aquela que utiliza 3 dimensões espaciais, correspondendo àquelas imagens de coloração amarelada em que se visualiza de maneira mais nítida o rostinho do bebê.
A Ultrassonografia 4D é a ultrassonografia 3D em tempo real, permitindo a visualização da imagem 3D em movimento.
A Ultrassonografia 5Dé a ultrassonografia 3D ou 4D utilizando um software de processamento de imagens (no aparelho que utilizo esta ferramenta denomina-se HDLive) permitindo a visão de forma mais realística do rostinho do bebê com efeitos de sombra e profundidade, com um tom de pele mais próximo da realidade.
Mas nem sempre se consegue obter aquelas imagens tão bonitas que são divulgadas na internet, pois a ultrassonografia vai depender além de um bom equipamento e um excelente profissional, da posição do bebê, localização da placenta, movimentação do bebê, quantidade de líquido amniótico e gordura abdominal materna.
Vídeo gravado em 01/01/2018 sobre Ulrassonografia na Consulta de Pré-natal
A medicina fetal é uma área de atuação da Obstetrícia, inclusive com certificado de atuação obtido através de concurso pela Associação Médica Brasileira (AMB). Desde 2005 possuo o título de especialista em ginecologia e obstetrícia e o certificado de atuação em medicina fetal . Fui da primeira turma de Medicina Fetal do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) aqui em Pernambuco, além de ter realizado diversos outros cursos de ultrassonografia e medicina fetal. Orgulhosamente, fui também preceptor dos Serviços de ultrassonografia em Obstetrícia do IMIP, do Hospital das Clínicas e do Hospital Barão de Lucena. Tudo isso não é pra me vangloriar, apenas pra dizer que tenho formação na especialidade .
Quando resolvi montar o meu consultório, não poderia jamais deixar de oferecer a ultrassonografia nas consultas de pré-natal, afinal se eu avalio a saúde materna, preciso também avaliar a saúde do bebê (embrião / feto) e sou capacitado e certificado para isso.
A ultrassonografia no consultório de pré-natal já me ajudou muito, quer seja pelo diagnóstico de defeitos congênitos, na tomada decisões sobre parâmetros importantes como curva de crescimento fetal, quantidade de líquido, grau placentário, Dopplerfluxometria e vitalidade fetal.
Eu já cansei de ouvir e amigos: “Glaucius, não faz sentido você realizar medicina fetal e obstetrícia, Recife não comporta, ou faz uma coisa ou faz outra”. E eu fico todos os dias me perguntando qual o pecado que cometi em me especializar em medicina fetal e atuar em obstetrícia? Eu só obrigado a ter que escolher isoladamente uma especialidade ou uma subespecilidade? Logo eu que percebo claramente o quanto que a correlação da clínica ginecológica e obstétrica com a ultrassonografia da mesma especialidade foi importante para a tomada de decisões em diversos casos que acompanhei. E por conta de “estratégia de mercado” eu não vou avaliar minha cliente e seu bebê de forma integral?
Não, vou continuar insistindo no que é o certo, apesar das inúmeras dificuldades impostas pelos sistemas de saúde. Principalmente porque eu acompanho inúmeras gestações de alto risco, esta correlação entre medicina fetal e obstetrícia clássica é extremamente importante. Quando por acaso eu tiver alguma dúvida num caso mais complicado em que seja interessante uma segunda opinião ou em alguns casos em que meu acompanhamento pode se beneficiar com a ultrassonografia realizada por outro colega ou principalmente quando a cliente prefira realizar com outro colega, sem problemas, ela realizará o acompanhamento com outro colega.
Sonho em um dia que o acompanhamento ultrassonográfico seja rotina nos consultórios de pré-natal. Ultrassonografia pra mim é complementação do exame físico, deveria estar presente em toda sala de parto e em todo consultório ginecológico e obstétrico. Pra mim nada mais natural de que o mastologista realizar ultrassonografia mamária, o cirurgião vascular realizar Doppler arterial e venoso de membros inferiores, cardiologista realizar ecocardiografia e o obstetra e ginecologista realizar os exames de suas especialidades. É simples e lógico!!!
Não faz sentido pra mim ser especializado em ginecologia, obstetrícia e medicina fetal e deixar de prestar esta assistência #integral. Os casos mais marcantes de minha carreira de consultório foram aqueles em que as pacientes cofiaram no meu trabalho, seguiram as orientações e muitas delas realizaram ultrassonografias comigo.
E apesar da alta responsabilidade do trabalho, o prazer deste acompanhamento é indiscritível. Vou continuar insistindo no que é o certo, mesmo que tenha um sistema de saúde contra, até mesmo profissionais contra.
Deixo claro que respeito a opção dos colegas que se especializaram em medicina fetal e só atuam em ultrassonografia, apenas nesta subespecialidade da obstetrícia, bem como a imensa maioria dos obstetras que não realizam ultrassonografia nos seus consultórios. É apenas uma particularidade minha pessoal como vários colegas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e outros estados que há muito tempo realizam o acompanhamento pré-natal e as ultrassonografias de suas clientes.
Orientações sobre as Ultrassonografias no acompanhamento pré-natal do Dr. Glaucius Nascimento:
O consultório conta com equipamento de ultrassonografia com Doppler colorido e balança de bioimpedância tetrapolar. Não sou conveniado com nenhum plano de saúde para realização de ultrassonografias, mas por ser especialista em medicina fetal, é interessante para todos que as ultrassonografias ou pelo menos a avaliação ultrassonográfica do crescimento e desenvolvimento fetal, da idade gestacional, da Dopplerfluxometria no momento oportuno, da posição fetal e localização placentária, da vitalidade fetal e do volume do líquido amniótico. A avaliação ultrassonográfica ou mesmo a ultrassonografia convencional não faz parte da consulta pré-natal dos planos de saúde. Por isso, a grande totalidade dos consultórios de pré-natal não dispõe de equipamento de ultrassonografia. Consulte com nossa coloboradora a partir da segunda consulta de pré-natal qual o tipo de acompanhamento que deseja: com a realização de ultrassonografia ou pela realização de avaliação ultrassonográfica por especialista em medicina fetal.
Marcar com antecedência, resgatar todos os exames e guardá-los com cuidado numa pasta. Agendar no próprio consultório (particular) ou na sua clínica de preferência. Disponho de equipamento de ultrassonografia com Doppler colorido e Ferramenta 3D/4D. A realização do acompanhamento obstétrico ou ultrassonográfico torna o pré-natal mais seguro.
Os exames realizados no consultório permanecem no equipamento do consultório podendo ser consultados a qualquer momento, bem como avaliar o percentual de crescimento geral e por cada parâmetro isolado, por exemplo circunferência cefálica, comprimento do fêmur, peso e circunferência abdominal. Além disso, quaisquer dúvidas sobre o exame são esclarecidas no momento do exame, pois é o seu obstetra que está realizando o exame. Desde a residência médica realizo os exames ultrassonográficos em obstetrícia (há mais de 15 anos). Tenho certificado de atuação em medicina fetal pela FEBRASGO / AMB, diversos cursos de ultrassonografia em São Paulo e Recife (EURP, CPU, CETRUS). Fui da primeira turma de residência em medicina fetal do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) e preceptor das residências médicas em medicina fetal no Hospital das Clínicas UFPE e no próprio IMIP.
Existem diversos profissionais que trabalham com excelência tanto em medicina fetal como em ultrassonografia geral e em ginecologia e obstetrícia. Se você deseja a realização de um exame ultrassonográfico com qualidade, escolha um bom profissional.
Em geral, durante a gravidez, são realizados os seguintes exames ultrassonográficos:
a) Ultrassonografia Transvaginal inicial: até 10 semanas e 6 dias. Melhor exame para datar a gestação e para definir a idade gestacional e a idade gestacional de 40 semanas (conhecida popularmente como DPP ou Data Provável do Parto). O ideal é ser realizado a partir da 6ª. Semana quando já é possível numa gestação normal identificar o saco gestacional, a vesícula vitelina e o embrião com batimentos cardíacos. A partir de 8-9 semanas, é possível a realização do exame pela via abdominal a depender do biotipo da cliente.
b) Ultrassonografia Morfológica do Primeiro Trimestre: Realizada entre 11 e 14 semanas, tem por objetivo identificar os principais marcadores ultrassonográficos de defeitos congênitos: Translucência Nucal, Osso Nasal e Ducto Venoso. Mais recentemente, surgiram outros dois parâmetros: translucência intracraniana e regurgitação tricúspide. Pode ser medido o colo do útero para avaliação (inicial) de insuficiência istmo-cervical e também o Doppler das Artérias Uterinas para predição de pré-eclâmpsia grave e/ou crescimento intrauterino restrito (CIUR). Pode ser realizada pela via transvaginal ou abdominal, a depender do profissional executante. Muitas clientes me perguntam sobre o sexo do bebê neste período. O broto embrionário pode ser visibilizado neste exame, porém apresenta uma taxa elevada de discordância com o sexo fetal. Como o índice de falha é relativamente alto, ao meu ver considero que o melhor período para identificação do sexo fetal é com 16-17 semanas de gestação. Além disso, o foco deste exame é a morfologia fetal, a determinação de riscos de defeitos congênitos, rastreamento inicial de pré-eclâmpsia e insuficiência cervical.
c) Ultrassonografia Obstétrica Habitual: Para avaliar o crescimento e desenvolvimento do feto. Com 16/17 semanas consegue-se em geral (a depender do biotipo da cliente, da posição do feto, do equipamento utilizado e do profissional executante) identificar o sexo fetal. Não existe um período específico para realização deste exame, pode ser solicitado a qualquer momento. Conhecida como ultrassonografia obstétrica simples ou de rotina.
d) Ultrassonografia Morfológica do Segundo Trimestre com Doppler das Artérias Uterinas: Deve ser realizada entre 20 e 24 semanas, trata-se do exame ultrassonográfico mais importante do pré-natal, pois representa o melhor período para avaliação da morfologia do feto, com o objetivo de identificar ou afastar algum defeito congênito. Existe uma sequência neste exame que deve ser realizado preferencialmente por profissional especializado em Medicina Fetal ou outro profissional na área de Radiologia ou Ultrassonografia que seja devidamente preparado. Alguns defeitos congênitos podem não ser identificados neste período, principalmente defeitos congênitos menores (sem repercussão para a vida do bebê) ou os que aparecem mais tardiamente. Além disso, o Doppler das artérias uterinas é importante para predição de pré-eclâmpsia grave e/ou crescimento intrauterino restrito.
e) Ultrassonografia Morfológica do Terceiro Trimestre: Deve ser realizada entre 28 e 32 semanas, representa o melhor período para confirmação da morfologia do feto realizada nas ultrassonografias morfológicas anteriores, na avaliação da anatomia do coração e da face fetal. Como o nosso aparelho possui a ferramenta 3D/4D, utilizamos tal recurso, o que torna um dos exames mais agradáveis, a depender também da posição fetal e do biótipo materno. Deve ser realizado preferencialmente por profissional especializado em Medicina Fetal ou outro profissional na área de Radiologia ou Ultrassonografia que seja devidamente preparado. Não é um exame obrigatório, mas considero muito importante.
f) Ecocardiografia Fetal com Doppler colorido: Realizado em geral a partir de 22 semanas, após realizar a ultrassonografia morfológica do segundo trimestre, não é considerado um exame obrigatório, mas é um recurso propedêutico adicional no diagnóstico ou exclusão de defeitos congênitos cardíacos.Deve ser realizado preferencialmente por um cardiologista / pediatra especializado em cardiologia fetal. No Recife, recomendo a realização deste exame com a Dra. Karina Lopes (Consultório Cardiológico no Empresarial Albert Einstein / Biofeto / Unifetus / Cuidar) ou com a equipe da Dra. Sandra Mattos (na Unidade de Cardiologia e Medicina Fetal / Círculo do Coração do Real Hospital Português).
g) Ultrassonografia Obstétrica com Doppler colorido: Avalia além da ultrassonografia habitual, o fluxo sanguíneo em algumas artérias relacionadas à mãe (Artérias uterinas), à placenta (Artéria Umbilical) e ao feto (Artéria Cerebral Média). É fundamental nas gravidezes de alto risco como as síndromes hipertensivas na gravidez, diabetes com vasculopatia (alteração nos vasos sanguíneos), trombofilias, crescimento intrauterino restrito (CIUR), dentre outras. Em geral é realizada após a ultrassonografia morfológica do terceiro trimestre ou a partir de 28 semanas.
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Seguem abaixo links dos Manuais da FEBRASGO em Ultrassonografia por Trimestre de Gravidez