Estratégia Ortomolecular

 

trecardiotop

Artigo simplesmente fantástico sobre a correlação entre a função tireoideana e as doenças cardiovasculares
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A figura demonstra os efeitos cardioprotetores dos hormônios tireoideanos
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??Estudos experimentais demonstraram que os hormônios tireoideanos apresentaram os seguintes benefícios
??Antiapoptose
??Proteção Mitocondrial
??Crescimento e diferenciação celular
??Hipertrofia miocárdica fisiológica
??Neoangiogênese
Antifibrose
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??À beira do leito no cenário clínico os hormônios tireoideanos podem ajudar na
??Redução do infarto do miocárdio
??Indução da hipertrofia fisiológica
??Remodelação cardíaca positiva
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??Comunidade: No cenário epidemiológico os hormônios tireoideanos podem se relacionar com
??Melhoria do estado clínico (efeitos cardíacos e não cardíacos)
??Melhoria no prognóstico de pacientes com doença cardiovascular
??Melhoria da qualidade de vida
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Quer ter uma boa função cardíaca? Tenha uma ótima função tireoideana, intestinal, pulmonar, hepática, enfim, cuide do seu corpo como um todo, de forma INTEGRAL.
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Fonte: Jabbar et. al. 2017 http://dx.doi.org/10.1038/nrcardio.2016.174
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tirecardio

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Ainda sobre o artigo de Jabbar et. al. 2017, é interessante compreender o que ocorre em nível celular com os hormônios tireoideanos e sua relação com as doenças cardiovasculares.
Esta figura representa o cardiomiócito, tanto a Tiroxina (T4) como a Triiodotironina (T3) os dois hormônios tireoideanos são capazes de atravessar a membrana plasmática
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??O T4 pode sofrer a ação da enzima Deiodinase 3 (DIO3) na membrana plasmática e se transformar em T3 reverso, a forma inativa do hormônio tireoideano
??Dentro da célula, o T4 sofre a ação de outra enzima a Deiodinase 2 (DIO2) e se transforma na forma ativa, o T3
??O mesmo T3 pode ser transformado na membrana plasmática em T2 (diiodotirosina) que em conjunto com ou T2 pode formar outro T4 ou se o T2 se ligar ao T1 (monoiodotirosina) se transformará no T3
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Entende também como é importante avaliar o aminoácido tirosina, iodo e o próprio selênio, micronutriente fundamental na formação das selenoproteínas, das deiodinases?!?
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??E o T3 como já citado é o hormônio biologicamente ativo e possuirá as seguintes funções no cardiomiócito:
??Funções Genômicas
Diminui a fibrose
Melhora o transporte do cálcio
Melhora a contratilidade
Biogênese da mitocôndra
??Funções não-Genômicas
Modificações na membrana plasmática dos canais iônicos
Diminui o estresse oxidativo
Ativação de outras vias (proteínas quinases)
Supressão da p38MAPK (um tipo específico de proteína quinase que se ativada frequentemente prejudica a regeneração muscular)
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??Muito legal poder aplicar os conhecimentos de fisiologia e bioquímica na nossa prática médica. Valeu a pena a persistência e as pós-graduações que fiz em fisiologia hormonal e medicina integrativa (ortomolecular) esta última com o ilustre professor Artur Lemos. Hoje consigo estudar artigos em biologia molecular, nutrigenética e nossos estudos clínicos tradicionais. Conversamos bastante em diversos grupos de médicos distribuídos por todo o Brasil e trocamos experiências além diversos livros e artigos científicos interessantes como este
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aal e mg

??As contrações uterinas prematuras representam um dos principais sintomas relacionados ao trabalho de parto prematuro
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??Até agora, a prevenção primária do trabalho de parto prematuro é baseada na identificação precoce dos sintomas e nos tratamentos farmacológicos que são propensos a vários efeitos secundários
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??Neste estudo duplo-cego, randomizado, controlado por placebo, foi avaliada a eficácia de uma suplementação de magnésio e ácido alfa-lipóico
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??Trezentas mulheres grávidas de 14 a 34 semanas de gestação foram alocadas e divididas aleatoriamente para receber um comprimido único diário contendo um suplemento de magnésio e ácido alfa-lipóico (DAV®LoLiPharmasrl, Roma-Itália) ou placebo até o parto
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??Foi avaliada a incidência de episódios de contração uterina pré-termo, associada ou não à dor, bem como a necessidade materna de hospitalização
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??Resultados:
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??A suplementação com Magnésio e ácido lipóico foi eficaz para reduzir significativamente a incidência de contrações uterinas prematuras em comparação com o placebo
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??Em particular, 52% das mulheres que receberam a suplementação não apresentaram sintomas de contrações uterinas prematuras durante a gravidez e os episódios persistentes de contração uterina foram significativamente reduzidos em comparação com placebo (20% versus 60%, respectivamente)
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??Além disso, apenas 20% dos indivíduos que receberam a suplementação necessitaram de hospitalização, enquanto que foi necessário para 40% das mulheres que receberam placebo
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??Conclusões:
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??Os achados do estudo sugerem que a suplementação com magnésio e ácido lipóico é eficaz na redução da incidência de contração uterina prematura e episódios de hospitalização relacionados, em comparação com o placebo
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??Estudos adicionais baseados em coortes maiores de pacientes são necessários para confirmar a eficácia destes resultados preliminares
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ala

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??O Ácido Alfa-Lipóico (ALA) é um cofator mitocondrial essencial e como uma molécula livre, ele pode exercer funções imunomoduladoras variadas. Ambos ALA e a sua forma reduzida, o Ácido DiHidroLipóico (DHLA), são capazes de quelar metais pesados, de regenerar os antioxidantes essenciais e importantes para reparar moléculas danificadas por oxidação
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??A maior parte dos efeitos de ALA / DHLA parpode ser explicada por:
1??Atividade estimuladora em NRF2 (Nuclear Factor erythroid 2-Related Factor 2: parece ser um dos principais envolvidos na transcrição de genes que codificam enzimas antioxidantes, além de atuar na modulação de respostas inflamatórias e imunes) específico de transcrição de genes dependentes
2??Inibição da atividade de NF-kB (complexo protéico envolvido na resposta celular a estímulos como o estresse, citocinas, radicais livres, radiação ultravioleta, oxidação de LDL e antígenos virais e bacterianos)
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??Estas características levaram a acreditar que o ALA /DHLA pode ser um fármaco importante no tratamento de diversas doenças.
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??O artigo examina as principais características do ALA / DHLA e seus efeitos terapêuticos. Sua função complexa e diferenciada não pode ser simplesmente reduzida a anti-inflamatória, antioxidante e ação desintoxicante
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??Destaca-se a sua capacidade de modular finamente várias vias fisiológicas quando desequilibradas
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??Em particular, foi concentrada especial atenção na gravidez, em relação à administração ALA por via oral e por uma nova formulação pela via vaginal, em pacientes com ameaça de aborto.
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??Futuros esforços devem ser dedicados a explicar cuidadosamente mecanismo ALA / DHLA de ação para reativar o equilíbrio fisiológico quando modificado durante a gravidez
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??Por outro lado, a segurança de ALA em mulheres grávidas e a sua farmacocinética por via vaginal, necessita ser estudada em profundidade. Além disso, a eficácia ALA também precisa de ser confirmada numa amostra maior de pacientes
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disrupmetais pesados

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Mais um artigo sobre a exposição a metais pesados e os riscos à saúde materna e perinatal
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??Efeitos adversos à saúde relacionados com a exposição a metais pesados como chumbo, arsênio, cádmio e mercúrio necessitam de descrição adequada. O objetivo desta revisão foi estudar sobre a exposição materna a metais pesados e para identificar possíveis efeitos adversos à saúde relacionados com o sistema endócrino na mãe e na criança.
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??46 artigos foram escolhidos e apresentaram os seguintes resultados:
• exposição de baixa e alta dose de CHUMBO foi associada com BAIXO PESO AO NASCER, NASCIMENTO PREMATURO, NATIMORTOS, ABORTOS ESPONTÂNEOS E HIPERTENSÃO.
• A exposição ao ARSÊNIO foi associada com PERDA FETAL, NATIMORTOS E ABORTOS ESPONTÂNEOS.
• A exposição ao CÁDMIO foi associada com BAIXO PESO AO NASCER.
• A exposição ao MERCÚRIO foi associada a ABORTOS ESPONTÂNEOS E EFEITOS NEUROTÓXICOS.
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?CONCLUSÃO: AS ALTERAÇÕES DO CRESCIMENTO FETAL, PERDAS FETAIS E NEONATAIS FORAM SIGNIFICATIVAMENTE ASSOCIADOS COM A EXPOSIÇÃO METAIS PESADOS DURANTE A GRAVIDEZ
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Fonte: Rahman, A., et al., Infant and mother related outcomes from exposure to metals with endocrine disrupting properties
during pregnancy, Sci Total Environ (2016)


antioxgravidez

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??Gestações complicadas por insuficiência placentária, cursam com reduções agudas graves no suprimento de oxigênio para o feto, ou por infecção intrauterina estão associados com estresse oxidativo para a mãe e o bebê em desenvolvimento. Tal estresse oxidativo é caracterizado como uma supra-regulação da produção de radicais livres de oxigênio ou de nitrogênio e uma concomitante diminuição na disponibilidade de espécies antioxidantes, criando desse modo um estado de desequilíbrio oxidativo fetoplacentário
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??Recentemente, tem havido um grande interesse no potencial para a utilização de terapias antioxidantes no período perinatal para proteger o feto, particularmente para o cérebro em desenvolvimento, contra o estresse oxidativo em complicações da gravidez e parto
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??O trabalho aborda por que o cérebro imaturo é particularmente susceptível a um desequilíbrio oxidativo e fornece uma discussão sobre tratamentos antioxidantes atualmente a receber atenção no adulto e na literatura perinatal: alopurinol, melatonina, ácido alfalipóico, e as vitaminas C e E
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??O correto entendimento sobre a interrelação entre estresse oxidativo e a resposta inflamatória fetal, pode ser vital ao propor estratégias neuroprotetoras, antioxidantes ou outros
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Enfim, patologias que cursam com estresse oxidativo, podem sim ser beneficiadas com terapias antioxidantes. Mas não existe receita de bolo, cada caso deve ser particularizado e há um verdadeiro arsenal nutracêutico seguro e respaldado na literatura, como no caso supracitado. Vale mais a pena tentar tratar o estresse oxidativo embasado nos estudos atuais, do que não se fazer nada, principalmente nos casos onde tal conduta pode propiciar um desfecho positivo na gestação


asha

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??Os principais efeitos da W. somnifera (ASHWAGANDHA) foram descritos nesta figura de um artigo publicado na Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine, em 2011:
??Melhora os processos de destoxificação
??Reduz o estresse oxidativo
??Aumenta produção de testosterona
??Ajuda na produção de neurotransmissores
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??Estresse físico, psíquico, químico e oxidativo alteram a produção de hormônios sexuais incluindo prolactina, folículo estimulante, luteinizante, além da testosterona e estão relacionados com infertilidade (também para as mulheres)
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??Outros fatores relacionados aos hábitos de vida ruins como tabagismo, etilismo e ingestão de alimentos industrializados ricos em xenoestrogênios, dioxina e bisfenol A, corantes, conservantes ou acidulantes podem sim estar envolvidos nesta etiologia
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??Não existe uma pílula mágica, uma erva milagrosa. O bom senso na busca do EQUILÍBRIO NA SAÚDE INTEGRAL DO CASAL é fundamental para obtenção de sucesso na abordagem dos casais inférteis. Não faz sentido qualquer tratamento sem a melhoria dos hábitos de vida; não vale a pena na minha humilde opinião!!!
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Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3136684/pdf/ECAM2011-576962.pdf


nac

Estudo do Egito, comunicação breve, aceito em 29 de julho de 2016, no Jornal Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, publicação da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) discorre sobre os efeitos da N-Acetil-Cisteína (NAC) no estresse oxidativo de pacientes com pré-eclâmpsia
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??50 pacientes com pré-eclâmpsia receberam NAC em adição ao tratamento hipertensivo habitual foram comparados com outros 50 pacientes que se submeteram apenas ao tratamento convencional (CONV), além de um grupo controle que chegou ao termo sem pré-eclâmpsia (C)
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??Níveis séricos de marcadores do estresse oxidativo foram avaliados para todos os pacientes e repetido 4-6 semanas após o início de cada acompanhamento (NAC, CONV ou C)
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??Houve diferença significativa entre os dois grupos NAC e CONV com relação aos biomarcadores do estresse oxidativo, exceto os níveis da Superoxidodismutase (SOD). Tais diferenças não ocorreram no início do estudo, antes do início do tratamento .
??Os resultados perinatais foram melhores no grupo NAC que o grupo CONV
??Peso ao nascer 2560g (NAC) x 1980 (CONV) ??APGAR do primeiro minuto: 6,32 (NAC) x 4,85 (CONV)
??APGAR do quinto miniuto: 7,80 (NAC) x 1,98 (CONV)
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??A NAC tem importante função antioxidante e a pré-eclâmpsia está associada ao estresse oxidativo. Na verdade, a grande questão é que não se sabe se o estresse oxidativo é causa ou consequência na pré-eclâmpsia
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??A suplementação com NAC resulta na melhora da função hepática e renal, diminui a pressão arterial, reduz a proteinúria e melhora os resultados perinatais
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??Peso ao nascer e APGAR apresentaram melhores resultados dentre os recém-nascidos de pacientes tratadas com NAC; No entanto, não foi demonstrada qualquer diferença entre os dois grupos de pacientes com pré-eclâmpsia na incidência de complicações obstétricas
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??Estes resultados estão de acordo com aqueles de Roes et al (2000)
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??N-acetil-cisteína melhorada a severidade do estresse oxidativo na pré-eclâmpsia, mas não alterou o próprio processo de doença.
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Ao meu ver, estamos chegando cada vez mais perto de uma proposta terapêutica integrativa na pré-eclâmpsia: além da alimentação adequada, do gerenciamento do estresse e do sono, da atividade física bem supervisionada, o cuidado pré-natal, controle do peso e a suplementação personalizada são importantes armas na prevenção e tratamento adequado vislumbrando-se excelentes resultados maternos e perinatais
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*??Comunicações breves – São relatos curtos de achados que apresentam interesse para a saúde pública, mas que não comportam uma análise mais abrangente e uma discussão de maior fôlego.


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Um interessante trabalho português de 2012 avaliou as funções do selênio para o ser humano, a relação com doença auto-imune, com tireoidite auto-imune, com a gravidez e a tireoidite pós parto
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*?? Achei interessante a figura que mostra a importância das selenoproteínas, principalmente a desioidinase 2 que transforma a tiroxina (T4) em triiodotironina (T3), o hormônio biologicamente ativo, além de transformar o T3 reverso em Diiodotironina (T2)
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??Seguem ainda as principais conclusões do artigo:
??O selênio é um oligoelemento com um papel significativo em múltiplas reacções, particularmente nas que dizem respeito à manutenção do equilíbrio de oxirredução
??A deficiência em selênio, por via da indução de um estado de estresse oxidativo, pode estar relacionada com a patogéênese de múltiplas doenças, por mecanismos ainda pouco esclarecidos
??A interferência do selênio na regulação da imunidade poderá também contribuir para a relação entre este elemento e a gênese da patologia auto-imune
??Vale ressaltar a relação especial que o selênio tem com a fisiologia tiroideiana, tanto ao nível do seu normal funcionamento como com as sequências de eventos que conduzem à formação do bócio, neoplasia da tiróide ou patologia tiroideia auto-imune
??Os ensaios clínicos que envolvem a suplementação de selênio em indivíduos com tiroidite auto-imune e doença de Graves revelaram benefício significativo a nível analítico, imaginológico e, em menor grau, clínico, após 6 meses
??Estes estudos poderão estar enviesados pela área de residência da amostra, onde é prevalente um estado de deficiência ligeira de selénio proveniente da dieta (ex. Alemanha, Grécia)
??A suplementação com selênio será particularmente vantajosa em mulheres com tiroidite auto-imune que pretendam engravidar, independentemente de pertencerem a uma população com ingestão adequada de selênio, com provável diminuição do risco de disfunção tiroideana durante esse período
??São, porém, necessários ensaios clínicos controlados para confirmar esta hipótese
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Fonte:
http://www.scielo.mec.pt/pdf/am/v26n4/v26n4a03.pdf


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Ainda sobre o selênio, uma importante Coorte Polonesa Materno-Infantil, foi avaliada através de um artigo publicado em julho de 2016. Segue o resumo:
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??Introdução:
?? Os estudos sobre o impacto dos níveis de selênio (Se) em diferentes períodos da gravidez nas funções psicomotoras da criança são limitados
??O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto do pré-natal do Se no neurodesenvolvimento infantil.
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??Metodologia
??A população do estudo consistiu de 410 pares mães-filhos da Coorte Polonesa
??Os níveis de SE foram medidos em cada trimestre da gravidez, no parto e no sangue do cordão
??O desenvolvimento psicomotor foi avaliado em crianças na idade de 1 e 2 anos usando as Escalas Bayley de desenvolvimento infantil.
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??Resultados:
??Os níveis plasmáticos de Se diminuíram durante a gravidez (de 48,3 ± 10,6 ug / L no primeiro trimestre para 38,4 ± 11,8 ug / L no momento do parto; P <0,05)
??Houve associação estatisticamente significativa positiva entre os níveis de Se no primeiro trimestre da gravidez e desenvolvimento motor (? = 0,2, P = 0,002) com 1 ano de idade, e desenvolvimento da linguagem (? = 0,2, P = 0,03) aos 2 anos de idade
??O efeito positivo dos níveis de SE em pontuação cognitiva (Escala de Bayley) aos 2 anos de idade foi de significância limítrofe (? = 0,2, P = 0,05)
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??Conclusão:
??O nível de selênio no pré-natal foi associada com habilidades psicomotoras da criança nos primeiros anos de vida
??Outros estudos epidemiológicos e pré-clínicos são necessários para confirmar a associação e elucidar os mecanismos subjacentes a esses efeitos
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Fonte: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4899820/pdf/pr201632a.pdf


 

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Metanálise de Cochrane (2013) avaliou a suplementação de selênio na tireoidite de Hashimoto. Eis um breve resumo dos principais resultados e conclusões:
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??Resultados:
??Seleniometionina reduziu os níveis séricos de anticorpos Anti-TPO comparados com placebo em dois estudos
??Um estudo demonstrou uma melhoria no bem-estar com a suplementaçnao de selênio
??Em um estudo usando selenito de sódio (selênio na forma de sal, não quelado) os níveis de anticorpos anti-TPO não foram afetados quando comparado com o grupo controle
??A frequência de efeitos adversos não teve relevância estatística nos dois estudos que avaliaram os efeitos adversos
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??Resultados
??Os resultados de apenas quatro estudos sobre o tema mostram que a evidência para apoiar ou refutar a eficácia de suplementação de selênio em pessoas com tireoidite de Hashimoto é incompleta (não é contra, nem claramente a favor, é algo ainda desconhecido)
??O atual nível de evidência para a eficácia da suplementação de selênio no manejo de pessoas com tireoidite de Hashimoto é baseado em quatro ensaios randomizados controlados considerados pelo grupo revisor como não tão claros e com alto risco de viés
??Esta avaliação destaca a necessidade de ensaios controlados por placebo para avaliar os efeitos de selênio em pessoas com tireoidite de Hashimoto e pode, finalmente, fornecer evidências confiáveis para ajudar a informar a tomada de decisão clínica
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?Traduzindo: temos poucos estudos sobre um nutriente muito importante para o funcionamento da glândula tireóide e que pode ajudar bastante na saúde como um todo, em especial na saúde reprodutiva e na gestação. Necessitamos de mais estudos sobre a suplementação de selênio nas patologias da tireóide, especialmente na tireoidite de Hashimoto. Os poucos estudos existentes sinalizam de forma preliminar como benéfica e sem efeitos adversos significativos
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E nada mudou em três anos…


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?A suplementação de selênio é uma preocupação universal, começando inclusive intra-útero e também no período neonatal
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Pesquisadores da UNICAMP realizaram uma revisão sistemática publicada em 2014 sobre a suplementação de selênio e os seus efeitos em prematuros
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??Como principais resultados:
??Baixos níveis de selênio estão associados com risco aumentado de doenças respiratórias
??Prematuros, principalmente com baixo peso ao nascer apresentam menores níveis de selênio
??A dosagem e o tempo ideal de suplementação do selênio ainda não estão estabelecidos
??Doenças que aumentam o estresse oxidative consequentemente aumentam a necessidade de selênio .
?Conclusão:
??A prematuridade e o baixo peso ao nascer podem contribuir para reduzir as concentrações sanguíneas de selênio em prematuros
??A suplementação de selênio parece minimizer ou prevenir as complicações causadas pela prematuridade
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Fonte: http://www.scielo.br/pdf/rpp/v32n1/pt_0103-0582-rpp-32-01-00126.pdf
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“Quanto mais falam ou escrevem mal sobre o ácido fólico, mais encontramos artigos na literatura que reforçam a importância deste nutriente”. Sugiro de coração que qualquer profissional que critique o ácido fólico, somente o faça depois de realmente estudar o assunto. É um tema apaixonante, principalmente quando estudamos a metilação do DNA, envolvido na gênese de uma gama de patologias, geralmente estudo mais na minha área, em saúde reprodutiva
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Mais um artigo (abril de 2016) da China, demonstra a importância do ácido fólico, desta vez para a Doença de Alzheimer (DA), Uma coorte de 162 pacientes com diagnóstico da DA, tratados igualmente com um medicamento chamado Donepezil (fármaco com ação colinérgica indireta, inibindo a enzima acerilcolinesterase aumentando a concentração de acetilcolina no córtex cerebral e hipocampo) foram randomizados em dois grupos: um de intervenção com 1,25mg de ácido fólico durante 6 meses (Grupo AF) e outro grupo controle (grupo C) que não utilizaou tal suplementação no mesmo período
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??O estudo quantificou os seguintes marcadores de inflamação, da Doença Alzheimer e da metilação do DNA
??Folato sérico (F)
??Beta amilóide (bA)
??Interleucina 6 (IL6)
??Fator de Necrose Tumoral alfa (TNFa)
??Homocisteína (HCY)
??S-Adenosil-Metionina (SaME)
??S-Adenosil-Homocisteína (SaHCY)
??Presenilina (PS)
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??Além disso, o Mini-Exame-Mental (MEM) foi realizado no início e no final do estudo .
??Após 6 meses da intervenção, foram encontrados os seguintes resultados coom significância estatística:
??O grupo AF apresentou melhores resultados que o grupo C em relação ao MEM, relação mais alta entre SAMe/SaHCY, e níveis mais baixos de bA, TNFa e PS
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?Conclusão: Ácido fólico é benéfico em pacientes com a Doença de Alzheimer. A inflamação representa um importante papel na interação entre o ácido fólico e a doença de Alzheimer
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Fico imaginando o quão importante representa o papel da alimentação funcional em portadores de doenças crônicas como a Doença de Alzheimer
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Estudo randomizado, duplo cego, placebo controlado do Equador avaliou a suplementação de coenzima Q10 para saber se haveria a redução de pré-eclâmpsia (PE) com tal suplementação
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??O estudo partiu de 235 gestantes que foram distribuídas em dois grupos: placebo (P) e as que receberam a suplementação de 200mg de Coenzima Q10 (CoQ10) a partir de 20 semanas de gestação e até o parto
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??A taxa de PE foi de 20%. O grupo P apresentou 25,6% de PE, enquanto o grupo CoQ10 apresentou 14,4%. Esta diferença foi estatisticamente significativa
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??Como se sabe, a CoQ10 é um componente essencial da fosforilação oxidativa a nível mitocondrial e também funciona para estabilizar membranas celulares, bem como atua como um antioxidante potente. CoQ10 é envolvido em estados patológicos tais como o câncer, doenças cardiovasculares, doenças musculares e mitocondriais
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??Há estudos que demonstram a associação de PE com baixos níveis de CoQ10
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??Uma recente meta-análise Cochrane não suporta a suplementação com antioxidantes rotina durante a gravidez para reduzir o risco de pré-eclâmpsia. No entanto, os resultados do presente estudo e de outros anteriores irá estimular um novo debate e apoiar a concepção de ensaios maiores, particularmente por causa da função bioenergética e antioxidante da CoQ10. Por exemplo, um estudo recente da Tiano et al. revelaram um efeito positivo de CoQ10 sobre a função endotelial, e isto pode ter uma importância particular na pré-eclâmpsia, em que a disfunção endotelial é reconhecida a desempenhar um importante papel patogênico.
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??Em conclusão, a suplementação de CoQ10 começando às 20 semanas de gestação parece ser uma intervenção segura e bem tolerada, e resultou numa redução significativa da taxa de pré-eclâmpsia. Mais estudos clínicos são necessários para investigar a questão
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  • Suplementação de múltiplos micronutrientes e resultados do parto: a importância do selênio
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    Há alguns estudos que relacionaram um baixo nível de selênio em grávidas e pobres resultados perinatais
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    Em uma recente metanálise, Mariath et. Al estudou 33 artigos que demonstraram a associação entre baixos níveis de selênio com aumento do risco de abortamentos, parto prematuro, pré-eclâmpsia e diabetes gestacional
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    Acima de 95ug/L é considerado o valor ideal para o correto funcionamento das selenoproteínas, enquanto que um nível abaixo de 45ug/L está relacionado com resultados perinatais adversos
    .
    Os autores se interessaram particularmente por 25-30 selenoproteínas que contém selenocisteína que tem importante função para a placenta. Muitos estudos de placentas de mulheres que tiverem pré-eclâmpsia evidenciaram níveis baixos de enzimas antioxidantes como a glutationa peroxidase e tiroxina redutase, ambas selenoproteínas, que podem ser benéficas ao estresse oxidativo presente em diversas patologias obstétricas, como por exemplo os distúrbios hipertensivos
    .
    A figura demonstra as diversas selenoproteínas e suas importantes funções como antioxidantes, na produção de hormônios tireoideanos (atenção para o distireoidismo na gravidez), na biossíntese de lipídios, na espermatogênese, na sinalização do cálcio, dentre outras
    .
    Os autores concluem o artigo informando que aprenderam muito recentemente sobre como são importantes o polivitamínicos e oligoelementos durante a gravidez e o desenvolvimento fetal. A suplementação de ácido fólico e a subsequente redução dos defeitos do tubo neural representa um dos mais importantes achados na Biologia Reprodutiva nos últimos 50 anos. O que mais podemos aprender sobre a suplementação de vitaminas e oligoelementos? Há uma provável e muito boa evidência experimental que algumas selenoproteínas como glutationa peroxidase, tiroxina redutase e selenoproteína H tem papel na proteção da mitocôndria do dano oxidativo. O comprometimento da mitocôndria leva à apoptose que é um componente crítico para o desenvolvimento da pré-eclâmpsia. A suplementação de oligoelementos podem reduzir a incidência desta doença em populações vulneráveis
  • Fonte: A.V. Perkins, J.J. Vanderlelie, Multiple micronutrient supplementation and birth outcomes: The potential importance of selenium, Placenta (2016), http://dx.doi.org/10.1016/j.placenta.2016.02.007

 


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Este gráfico representa a redução na incidência de parto prematuro de acordo com o índice de massa corporal (IMC) em mulheres que suplementaram previamente à gestação ou não polivitamínicos dos mesmos autores do estudo “Multiple micronutrient supplementation and birth outcomes: The potential importance of selenium” fazendo referência “Pre-pregnancy multiple micronutrient supplementation and risk of preterm birth in the environments for healthy living cohort”
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??Em vermelho, o grupo que não suplementou (NS) e em azul o grupo que suplementou polivitamínicos (PV)
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?? Notem a menor incidência de parto prematuro em mulheres com peso normal do grupo PV (3,86%) em relação ao grupo NS (6,86%)
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??De forma mais acentuada nas mulheres com sobrepeso, houve uma menor incidência de prematuridade no grupo PV (3,13%) em relação ao grupo NS (8,63%)
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??E para as mulheres com obesidade, a diferença entre os dois grupos foi ainda maior, com uma incidência de prematuridade no grupo PV (9,49%) em relação ao grupo NS (2,25%)
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??Transcrevo ipsis litteris um parágrafo do artigo que eu concordo exatamente: “Na sociedade moderna, os alimentos são altamente processados e há uma predominância de alimentos rápidos inadequados e prontamente disponíveis, mas nutricionalmente que não satisfazem o requisito para uma dieta saudável equilibrada. Já não podemos fazer suposições de que as grávidas estão consumindo uma dieta saudável, equilibrada e recebendo as vitaminas e minerais essenciais que um feto em crescimento necessita. Tal suposição coloca em risco o desenvolvimento fetal normal e saúde ao longo da vida do bebê” sem contar com os riscos maternos e desenvolvimento de doenças ao longo da gravidez como os distúrbios hipertensivos, diabetes gestacional, além das doenças infecciosas (meus acréscimos).


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O artigo de revisão “Multiple micronutrient supplementation and birth outcomes: The potential importance of selenium” fez referência a uma outra referência a outro artigo “Reduced incidence of preeclamsia associated with first trimester multivitamin use in women with BMI greater than 25” na foto acima
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??De acordo com o gráfico, foram comparadas as grávidas com IMC normal (abaixo de 25), com sobrepeso (IMC entre 25 e 29,9) e obesas (IMC > 30,0) que não suplementaram nada , que suplementaram apenas folato (AF) e que suplementaram micronutrientes (MN) no primeiro trimestre e a incidência de pré-eclâmpsia (PE)
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??Nota-se uma discreta diminuição na incidência de PE de 1,87% para 1,14% e 1,08% nos grupos N, AF e MN, respectivamente
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??A discrepância foi maior quando as grávidas estavam em sobrepeso, com uma menor na incidência de PE de 3,2% para 2,08% e 1,23% nos grupos N, AF e MN, respectivamente
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??E para as mulheres obesas, a incidência de PE foi de 6,29% para 4,05% e 0,96% nos grupos N, AF e MN, respectivamente
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??Detalhe importante: estudo foi realizado na Austrália, país bem mais desenvolvido do que o Brasil. Certamente nossa população é mais carente em nutrientes fundamentais para o adequado desenvolvimento do feto e para saúde materna. Assim, considero que a suplementação nutracêutica deve ser personalizada.
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VOCÊ AINDA TEM MEDO DO ÁCIDO FÓLICO? MEU DEUS, EU TENHO MEDO DA AUSÊNCIA DO ÁCIDO FÓLICO E DE OUTROS MICRONUTRIENTES!!!
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obviamente, a alimentação saudável, gerenciamento do estresse e do sono além da prática de atividade física bem orientada na gestação são importantes medidas para redução do risco de PE
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Simplesmente muito este artigo de revisão publicado na revista placenta em fevereiro de 2016
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Na tabela sobre os polivitamínicos eles observaram as discrepâncias existentes em diversos produtos. Tais observações já foram realizadas de forma semelhante numa postagem mina aqui no instagram. Não existe uma composição ideal para cada gestante, mas as cmoposições entre si variam muito. No caso da Austrália, de cinco produtos analisados:
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Todos os produtos apresentam os seguintes micronutrientes / oligoelementos em dosagens variáveis: Ácido Fólico, Vitaminas D3, B1, B2, B3, B5, B6, B12, C, Ômega 3, Ferro, Magnésio, Iodo e Zinco
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Em um produto (2) não há vitamina A, em outro (4) não há cálcio e em outro (3) não há selênio
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Dois produtos não possuem na sua composição cobre e biotina (3 e 5), outros dois não possuíam manganês (3 e 4), outros dois não possuíam Cromo (1 e 2)
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Um produto (4) apresenta a vitamina K e outro (1) apresenta a coenzima Q10 na sua composição. Achei interessante porque não conhecia nenhuma suplementação de Coenzima Q10 na gestação (mais um assunto pra estudar)
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Os nutrientes que mais variaram proporcionalmente em suas composições foram: vitamina B12 de 2,6ug (2 e 4) a 50ug (1 e 5); Vitamina E de 10mg (3) a 147mg (1); Vitamina C de 62mg (5) a 200mg (1)
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Como o trabalho analisa posteriormente o selênio, este variou de 40,6ug (5) a 65ug (1 e 4)
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??É necessário estabelecer uma composição adequada de polivitamínicos para os países em desenvolvimento como o Brasil, além de suplementação diferenciada em gestantes portadoras de hipotireoidismo, distúrbios hipertensivos, diabetes e obesidade, dentre outras patologias do ciclo gravídico-puerperal. .
Fonte: A.V. Perkins, J.J. Vanderlelie, Multiple micronutrient supplementation and birth outcomes: The potential importance of selenium, Placenta (2016), http://dx.doi.org/10.1016/j.placenta.2016.02.007


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?Iniciando hoje mais uma etapa no meu aprendizado médico: XXI Curso de Prática Ortomolecular e Medicina Funcional – 2016, coordenado pelo professor Artur Lemos, autor de vários livros na área
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?Um dia desses eu criticava o desconhecido, achava que muitas vitaminas eram placebo, que detoxificação era falácia, que Ortomolecular não tinha evidência científica, enfim, estava completamente enganado
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?O prática Ortomolecular surgiu com Linus Pauling, único a ganhar prêmio Nobel em duas áreas diferentes: Prêmio Nobel de Química e da Paz. Muito feliz em poder aplicar os conhecimentos agora de bioquímica na minha prática médica
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?Mais Paz e mais estudo, menos desamor e ignorância


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??Estudo comparou o tratamento isolado com progesterona vaginal 400mg / dia e outro grupo com a mesma progesterona e o ácido Alfalipóico oral 600mg/dia em 16 mulheres com ameaça de abortamento e hematoma subcoriônico. Os resultados foram melhores no grupo do ácido Alfalipóico + progesterona.
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?? Devido ao poder antioxidante do ácido Alfalipóico, esta substância pode ser um importante aliado no tratamento da ameaça de abortamento. Mais estudos são necessários para confirmar esta hipótese diagnóstica.
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Fonte: http://www.europeanreview.org/wp//srv/htdocs/wp-content/uploads/3426-3432.pdf


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Artigo de revisão publicado em 2012, por pesquisadores da Austrália avaliou a importância de alguns antioxidantes utilizados na Gravidez
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?Gravidez complicadas por insuficiência placentária, redução do aporte de oxigênio para o embrião/feto ou infecção intrauterina estão associados com o estresse oxidativo materno e o desenvolvimento do bebê.
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?Por isto, estratégias que visem combater o estresse oxidativo, através da utilização de antioxidantes PODE ser muito interessante.
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?O artigo avaliou os seguintes antioxidantes:
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??Alopurinol: Inibe a atividade da xantina oxidase que converte hipoxantina a ácido úrico. O excesso de ácido úrico, além de ser um marcador para pré-eclâmpsia, é encontrado em diversas patologias e está relacionada com a formação de espécies reativas de oxigênio (ROS)
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?? Melatonina: tem atividade próinflamatória na fase primária da resposta inflamatória e mediação do recrutamento dos leucócitos (células de defesa), induz vasodilatação da artéria umbilical pela estimulação na produção de óxido nítrico, reduz marcadores inflamatórios e relacionados à morte celular
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??Ácido Alfalipóico (ALA): aumenta a sensibilidade à insulina e adequada utilização da glicose, reduz a incidência de defeitos do tubo neural, malformações cardíacas e cardiovasculares, função neuroprotetiva, previne o dano ao DNA, elimina radicais livres, quela metais de transição e promove a regeneração de antioxidantes endógenos com vitaminas C e E.
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??Vitaminas C e E: os mais importantes antioxidantes obtidos na dieta, protegem contra a peroxidação lipídica e aumento da sobrevida neuronal, reduzem marcadores do estresse oxidativo e de disfunção placentária
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Minha Observação: Precisamos avançar mais com a utilização de antioxidantes em obstetrícia.


 

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?? Recentemente, num grupo de médicos do Brasil, que participo num aplicativo de mensagens, um grande amigo relatou que utilizava ácido alfa-lipóico (ALA) para as várias gestantes que já atendeu. Detalhe: ele não é ginecologista e obstetra… .
Eu fiquei me perguntando: Como é que ele não sendo obstetra prescreve e eu sequer prescrevi para nenhuma paciente minha?
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Simples: eu não havia estudado quase nada sobre o assunto, ninguém me passou alguma experiência com isto durante minha formação médica
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1?? Em primeiro lugar, o que é o ALA?
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?? O ácido tióctico (ALA) é um composto dissulfídico que participa de diversas formações enzimáticas como no metabolismo dos carboidratos e apresenta como principais funções: eliminação as espécies reativas de oxigêncio (ROS), regeneração dos antioxidantes endógenos (vitaminas C e E, glutationa e coenzima Q10), quelação de metais e reparo de proteínas oxidadas
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Resolvi pesquisar um pouco e mais sobre o uso na gravidez e encontrei um ensaio clínico randomizado agora de 2016 que comparou a utilização de 400mg progesterona via vaginal, 10mg de ALA e um grupo controle com hematoma subcoriônico identificado na ultrassonografia em 62 gestantes com quadro clínico de ameaça de abortamento e hematoma subcoriônico
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??O grupo tratado com ácido alfa-lipóico apresentou mais rápida absorção do hematoma subcoriônico que os grupos progesterona e controle.
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? Trata-se da primeira evidência científica da eficácia do ALA administrado pela via vaginal, no processo de cura de gestantes com ameaça de abortamento
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Obrigado meu nobre amigo pelo estímulo da nossa conversa e este recente aprendizado
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?? OBSERVAÇÃO: Com este recente artigo, não estou defendendo a utilização de ALA para todas as gestantes. Gosto de trazer novidades positivas do meio científico que podem contribuir para o engrandecimento de todos. Descrevo o que está escrito nos artigos. Não me considero dono da verdade, odeio discussões científicas sem finalidades nas redes sociais.
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Fonte: http://www.europeanreview.org/wp//srv/htdocs/wp-content/uploads/1656-1663.pdf


 

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?? Mais um artigo ressaltando a importância dos Nutracêuticos como adjuntos no tratamento da depressão.
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?? Esta revisão sistemática e metanálise de junho de 2016, publicada por Sarris, et. al., avaliou os seguintes nutracêuticos:
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??S-Adenosil-Metionina (SAMe): envolvido no metabolismo do ácido fólico e homocisteína (aminoácido pró-inflamatório) e aumento na metilação do DNA pela produção de metiltransferases. O ciclo da metilação do DNA também está envolvido indiretamente com o ciclo da tetrahidrobiopterina (BH4) que por sua vez está relacionado com a produção de serotonina e dopamina (neurotransmissores).
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??Ácido fólico (e suas formas ácido folínico, metilfolato): idem ao SAMe
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??Vitamina B6: idem ao SAMe
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??Vitamina B12: idem ao SAMe
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??Ômega 3 (EPA e DHA): antiinflamatório natural, gordura boa.
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??Triptófano (5HTP): precursor da serotonina, neurotransmissor importante para o tratamento da depressão.
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??Vitamina D: envolvido na resposta imunológica, metabolismo do cálcio e diversoas outras funções.
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??Outros nutracêuticos (Zinco, vitamina C e inositol) com importantes funções antioxidantes.
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?Os resultados foram bem positivos para SAMe, metilfolato, ômega 3 e vitamina D. Há alguma evidência para os outros nutracêuticos, mas estudos posteriores devem avaliar o potencial de cada nutracêutico.
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?Tal estudo reforça ainda mais a importância de uma boa alimentação, rica em nutrientes, como os nutracêuticos citados, além de alertar sobre a possibilidade de depleção por diversos medicamentos, flora intestinal ruim e péssimos hábitos de vida, incluindo tabagismo, alcoolismo e sedentarismo, por exemplo.


 

 

 

 

 

Tireoide e Gravidez


2018 21 de março: 1-4. doi: 10.1080 / 09513590.2018.1451836.

Efeito do tempo de iniciação do tratamento com levotiroxina no hipotireoidismo subclínico na gravidez .

Zhao L et. al

Resumo

O objetivo deste estudo é estimar o impacto de tempo na reposição de levotiroxina entre mulheres grávidas com hipotireoidismo subclínico (HSC). Noventa e oito gestantes diagnosticadas como HSC no primeiro trimestre foram divididas aleatoriamente em três grupos:

  • Grupo A, levotiroxina iniciada imediatamente após o diagnóstico;
  • Grupo B, tratamento administrado no segundo trimestre e
  • Grupo C, sem receita médica.

A incidência de complicações na gravidez e os resultados adversos na gravidez foram comparados entre os três grupos e a análise de subgrupos foi realizada estratificada com o status de TPO no Grupo B.

  • O grupo A apresentou menor taxa de gravidez complicações (9,7%) e desfecho adverso (3,2%) que Grupo B (41,9% e 32,3%) e Grupo C (64,5% e 38,7%).
  • O grupo de tratamento de início tardio compartilhou uma complicação comparável e resultado materno com mulheres não tratadas (p = 0,075 e 0,596, respectivamente).
  • Depois de estratificados com o status de TPOAb no Grupo B, as mulheres com TPOAb + tiveram uma complicação notavelmente menor (14,2%) e taxa de desfecho adversa (7,1%) em comparação com os indivíduos negativos (64,7% e 45%, respectivamente).

Nossos dados sugerem que a levotiroxina administrada no primeiro trimestre foi associada à diminuição do risco de evento obstétrico adverso. Além disso, mulheres grávidas com TPOAb positivo também podem se beneficiar da terapia com hormônios tireoidianos, mesmo iniciada no segundo trimestre.

PALAVRAS-CHAVE:

Hipotireoidismo subclínico ; TPOAb; desfechos adversos; levotiroxina; gravidez


2018 17 de fevereiro. Doi: 10.1111 / cen.13575. [Epub ahead of print]

Impacto do TSH durante o primeiro trimestre da gravidez em complicações obstétricas e fetais: Utilidade do valor de corte de 2,5 mUI / L.

Resumo

OBJETIVO:

Uma associação de resultados da gravidez com hipotireoidismo subclínico foi relatada; no entanto, ainda existe uma forte controvérsia sobre se o hipotireoidismo subclínico deve ser tratado ou não. O objetivo do estudo foi avaliar a associação de complicações maternas e fetais com os valores de tireotropina materna no primeiro trimestre (TSH).

DESENHO:

Um estudo retrospectivo em um único hospital terciário foi realizado.

PACIENTES:

Um total de 1981 mulheres grávidas foram estudadas durante 2012.

AFERIÇÕES:

A triagem universal de tirotrofina (TSH) foi realizada entre 9 e 12 semanas de gestação. Os resultados incluíram complicações fetais-maternas e parâmetros de saúde do recém-nascido.

RESULTADOS:

  • A mediana do TSH foi de 1,72 (0,99 a 2,61) mUI / L.
  • A incidência de perda perinatal, aborto espontâneo e natimorto foi de 7,2%, 5,9% e 1,1%, respectivamente.
  • A mediana de TSH de mulheres com e sem aborto espontâneo foi de 1,97 (1,29-3,28) vs 1,71 (0,96-2,58) mUI / L (P = 0,009).
  • A incidência de pré-eclâmpsia foi de 3,2%;
  • O TSH nessas mulheres foi de 2,10 (1,40-2,74) vs 1,71 (0,98-2,59) mUI / L naqueles sem (P = 0,027).
  • O TSH em mulheres com distocia em trabalho de parto foi de 1,76 (1,00-2,53) vs 1,68 (0,94-2,59) mUI / L em quem deu à luz com progressão normal (P = 0,044).
  • Mulheres com TSH 2,5-5,1 mUI / L tiveram um risco maior de perda perinatal [OR 1,589 (1,085-2,329)], abortamento [OR 1,702 (1,126-2,572)] e parto prematuro [OR 1,39 (1,013-1,876)], ajustado pela idade da mãe.
  • Não houve associação com os demais desfechos analisados.

CONCLUSÕES:

Existe uma associação positiva entre o TSH materno no primeiro trimestre da gravidez e a incidência de perda perinatal e aborto espontâneo. O valor de corte do TSH de 2,5 mUI / L identificou mulheres com desfechos adversos mais elevados na gravidez .

PALAVRAS-CHAVE:

TSH; desfechos fetais; hipotireoidismo ; desfechos maternos; gravidez ; triagem universal

 

 

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O objetivo deste estudo publicado em maio de 2011 pela Gynecological Endocrinology foi investigar o resultado da gravidez em pacientes após tireoidectomia. Salienta-se que existem poucos estudos que avaliaram resultados perinatais (e até de gestacionais) em mulheres submetidas à tireoidectomia.

Foi realizado um estudo retrospectivo comparando o desfecho da gravidez das mulheres pós tireoidectomia total (n: 50), pacientes com hipotireoidismo por outros motivos (n: 1015) e gravidez sem hipotiroidismo (n: 200,000)

Resultados:

  • Uma associação linear significativa foi documentada entre os três grupos e os desfechos adversos, como
    • Descolamento da placenta (6,1% no grupo total de tireoidectomia, 1,0% no hipotireoidismo e 0,8% no grupo não hipotireoidismo, p = ,002)
    • Parto cesariano (33,3% Na tireoidectomia total, 30,4 no hipotireoidismo e 14,4% no grupo do não-hipotiroidismo; p< 0,001)
  • A tireoidectomia total foi associada de forma independente ao descolamento placentário e ao tratamento da fertilidade na análise multivariável com controle da idade materna.
  • Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos em termos de resultados perinatais, como o baixo índice de Apgar no Primeiro minuto (6,1% versus 4,5% e 4,3%; p = 0,846) e no Quinto minuto (3,0% vs. 0,6% e 3,0%; p = 0,198); Mortalidade perinatal (0,0% vs. 0,9% e 0,01%; p = 0,293).

Conclusões. A mulheres submetidas a tireoidectomia total e as mulheres com hipotireoidismo devido a outras razões estão em maior risco de resultados obstétricos adversos, enquanto o risco é maior para as gravidezes com tireoidectomia total em comparação com o hipotireoidismo devido a outros motivos.

Minhas  Considerações:

Não dá pra considerar que o hipotireoidismo não exerce influência na gravidez. Se eu baseado na literatura científica atual e experiência clínica obstétrica tenho muito cuidado no acompanhamento de gestantes ou tentantes portadoras de hipotireoidismo subclínico, imagine de hipotireoidismo clínico e mais ainda do hipotireoidismo secundário à tireoidectomia. É claro que deve ser diferente. Inclusive a transformação de T4 em T3 deve ser sempre questionada e depende de diversas selenoproteínas. Estas selenoproteínas dependendem do Zinco, que também está relacionada com o Cobre. E para a produção de hormônio tireoideano, o iodo é fundamental (em doses fisiológicas). E toda a miltiplicação cellular para a fertilidade e gravidez depende das reações de metilação, que por sua vez são dependentes de vitaminas do Complexo B, vitamina D e Ômega 3. Assim, faz sentido que a suplementação nutracêutica da mulher pós-tireodectomia deve ser completamente diferenciada.

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Tabela 1: Notar a dose elevada de Levotiroxina em portadoras de Hipotireoidismo pós tireoidectomia.

*Não há correlação com a Triiodotironina (T3) nem como com a admninstração de outros nutracêuticos importantes no metabolismo dos hormônios tireoideanos

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Tabela 3 demonstra os fatores de risco obstétricos dos grupos Pós Tireoidectomia, Hipotireoidismo e o Grupo Controle. Os riscos maiores do grupo tireoidectomia foram tratamentos para infertilidade, parto prematuro, descolamento de placenta, gravidez gemelar e ruptura prematura das membranas amnióticas.

WhatsApp Image 2017-07-09 at 10.01.05Tabela IV que evidencia os riscos de pacientes pós tireoidectomia com risco maior de tratamentos para fertilidade, descolamento de placenta e gravidez em idade avançada

 

 

 


 


tireoideegravidez

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Novo Guideline da Associação Americana de Tireoide estabeleceu 97 recomendações e respondeu 111 perguntas comuns para quem acompanha as doenças da tireoide na gravidez e na lactação
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Todo profissional de saúde deve estar atualizado com este consenso, ainda que discorde de diversas recomendações. Um trabalho científico, ainda que de excelente qualidade, pode não mudar completamente a conduta do profissional de saúde, mas traz diversas reflexões
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?O Guideline me ajudou muito a refletir sobre a importância do iodo nas doses recomendadas, do tratamento do hipotireoidismo subclínico, sobre como diagnosticar e tratar, enfim, são tantos questionamentos que tenho que não daria pra compilar por aqui
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Por outro lado, o rastreamento da doença tireoidiana na gravidez não é recomendado de rotina no Guideline, não há evidência científica a favor ou contra, a evidência é insuficiente, desta forma não recomenda o rastreio. Porém, a Recomendação 97 relaciona as situações nas quais tal rastreamento deve ser realizado
?História de hipo ou hipertireoidismo, ou sinais e sintomas de disfunção tireoidiana
?Anticorpos Anti Tireoperoxidase positivos ou presença de bócio
?História de radiação na cabeça ou no pescoço e cirurgia na tireoide
?Idade maior que 30 anos
?Diabetes mellitus tipo 1 ou outras doenças autoimunes
?História de perdas estacionais, parto prematuro ou infertilidade
?Multiparidade (múltiplas gravidezes)
?História familiar de doença autoimune ou disfunção tireoidiana.
?Obesidade Mórbida
?Uso de amiodarona ou lítio ou administração recente de contraste radiológico iodado
?Residir em área de moderada ou severa insuficiência iódica
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?Realmente não sei quais locais no Brasil temos insuficiência iódica. Não temos um trabalho tão amplo para avaliar a concentração urinária do iodo de acordo com a particularidade de cada estado e grupo populacional. Avaliar a concentração urinária de iodo é menos prática do que a avaliação do TSH. Além disso, minha população em geral é de alto risco, com histórico de abortamentos e partos prematuros, por exemplo. Assim, continuarei avaliando a função tireoideana no primeiro, segundo e terceiro trimestres da gestação

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Artigo de 2016 sobre reposição dos hormônios tireoideanos inicia elencando as principais causas de hipotireoidismo:
??Deficiência de Iodo
?? Tireoidite Autoimune (Hashimoto ou tireoidite pós-parto)
?? Tireoidite Subaguda
?? Tireoidite iatrogênica secundária a tireoidectomia a radioterapia ou pós iodo radioativo
?? Hipotireoidismo congênito
?? Hipotireoidismo secundário ou central
?? Hipotireoidismo secundário a drogas como: amiodarona, propiltiouracil, lítio, interferon e inibidores da tirosina quinase
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?? Negligenciamos bastante esta glândula tão importante para o funcionamento do nosso corpo e relacionada com o metabolismo geral. Os valores da normalidade de vários exames laboratoriais são baseados apenas na curva de Gauss, que representa os valores de 95% da população. Admite-se assim que existem 95% de pessoas normais, sem se basear em aspectos clínicos, laboratoriais e de imagem. Mas quais os valores ideais destes hormônios ?
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?? Um bom funcionamento da tireóide e de outros órgãos é fundamental para a saúde do ser humano
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?? Deficiência de iodo ainda é bastante frequente e pouco diagnosticado porque a avaliação laboratorial por iodúria ou iodo salivar não é realizada de rotina. Na gestação e lactação a suplementação iódica é recomendada.
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?? Necessitamos de curvas de normalidade para a população brasileira de diversos exames laboratoriais
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?? Outros nutrientes como selênio e zinco necessitam ainda de investigação. Algumas selenioproteínas são responsáveis pelo metabolismo dos hormônios da tireoide.
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?? A tirosina é um amnoácido importante na formação dos hormônios tireoideanos
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Por que um ginecologista deve saber sobre a glândula tireoide?
?? Porque ele deve prestar atenção integral à saúde da mulher. Várias patologias ginecológicas e obstétricas estão relacionadas com alterações na glândula tireoide. Porque ele também estudou fisiologia bioquímica, semiologia e patologia como todo médico, deve pelo menos entender o funcionamento normal desta glândula relacionar com a clínica apresentada pela paciente
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Este trabalho de Israel (Gynecological Endocrinology, Maio de 2011, número 27 (5) páginas 314-318) avaliou os resultados perinatais em grávidas após tireoidectomia
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??Trata-se de um estudo retrospectivo que comparou os resultados das gravidezes de 50 mulheres após tireoidectomia total (T0), 1015 portadoras de hipotiroidismo (hT) e 200.000 mulheres sem hipotiroidismo, o grupo controle (C)
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??Descolamento prematuro da placenta foi mais observado no grupo T0 (6,1%), que nos grupos hT (1,0%) e C (0,8%)
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??Não houveram diferenças estatitiscamente significativas entre os três grupos para alguns resultados perinatais como baixo índice de APGAR no primeiro e quinto minutos e na mortalidade perinatal
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??O grupo hT apresentou mais distúrbios hipertensivos (9,8%) que os grupos T0 (6,1%) e C (6,2%)
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??O grupo hT apresentou mais diabetes gestacional (12,6%) que os grupos T0 (0%) e C (0,8%)
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??O grupo T0 apresentou mais gravidez gemelar (15,2%) que os grupos hT (6,2%) e C (3,3%)
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??O estudo conclui informando que mulheres após tireoidectomia e com hipotiroidismo estão com um risco mais aumentado de resultados obstétricos adversos do que as gestantes sem hipotiroidismo
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Post com o intuito não de assustar, mas de conscientizar as gestantes portadoras de hipotiroidismo ou após tireoidectomia e seus profissionais a buscarem a melhor forma de tratamento e principalmente pela mudanças do estilo de vida, pois acredito que tal medida é fundamental para os ÓTIMOS RESULTADOS OBSTÉTRICOS E PERINATAIS. Mude, melhore sua alimentação, seu gerenciamento do estresse e do sono, pratique atividade física bem supervisionada e tenha uma gravidez saudável. É o que desejo do fundo do coração??!!!

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? De forma integrativa, em primeiro lugar é necessário não apenas otimizar a função tireoideana, mas a saúde da cliente como um todo. Afinal, quais foram os fatores de risco que levaram ao câncer de tireóide e sua consequente tireoidectomia? Como melhorar o estilo de vida da sua paciente? Assim, além da otimização hormonal tireoideana, faz-se necessário avaliar os seguintes pilares da medicina Integrativa/funcional:
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Ansiedade: o gerenciamento do estresse é fundamental nestes casos, pois a glândula adrenal pode “jogar contra” o tratamento e prejudicar os resultados. Fitoterápicos, medidas comportamentais (meditação, ioga) e outros nutracêuticos podem ser utilizados
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Gerenciamento do sono: mudança de hábitos para uma boa higiene do sono, fitoterápicos e nutracêuticos podem ser utilizados
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Alimentação: uma alimentação saudável, functional é o tratamento universal. Evitar produtos industrializados, pró-inflamatórios, corantes, conservantes e acidulantes. “Que o nosso alimento seja o nosso medicamento”
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Suplementos Nutracêuticos: selênio, zinco, iodo, magnésio, vitamina D, B12, metilfolato, dentre outros podem ajudar bastante
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?Atividade física: também é um importante pilar do tratamento integrativo, com o detalhe que deve ser muito bem supervisionada durante a gravidez e com atenção especial no primeiro trimestre, periodo em que pelo risco de abortamento, a atividade física deve ser suspensas ou modificada por atividades físicas de menor intensidade
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Bom funcionamento instestinal e uma boa microbiota intestinal: pode constituir um importante alicerce como mecanismo de barreira, para produção de neurotransmissores e consequente redução de doenças inflamatórias / autoimunes
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Bons profissionais: um verdadeiro time jogando a favor, com condutas discutidas em conjunto pode ajudar bastante. Vale ressaltar o papel da principal personagem desta história: a própria gestante!!!
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Acompanhar casos de gestação de alto risco requer um esforço maior, mas é muito gratificante. Muitas vezes temos de nos atualizar e buscar novas estratégias para uma conduta mais adequada. Em muitos casos não se tem uma conduta pré-estabelecida, precisa raciocinar muito e em certos casos até inovar
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??Qual a melhor conduta nos casos de gestantes após tireoidectomia?
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??Muitas delas utilizam doses altas de levotiroxina (T4) e como na gravidez há uma maior necessidade dos hormônios tireoideanos para o adequado desenvolvimento do embrião/feto, pode ocorrer um desequilíbrio em geral com aumento do Hormônio Estimulante da Tireóide (TSH)
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??O ajuste muitas vezes é complicado porque tradicionalmente o tratamento é realizado com T4 isolada. Só que em alguns casos, é observado um maior aumento da forma inativa do hormônio tireoideano, a triiodotironina reversa (T3r) e uma diminuição da triiodotironina (T3) que é o hormônio biologicamente ativo. Provavelmente a conversão de T4 a T3 está alterada, o que pode ser inferido por tratamento inadequado com necessidade de se acrescentar o T3, necessidade de selênio ou de iodo (em doses fisiológicas)
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??São pacientes que podem se beneficiar com uma avaliação mais detalhada da função tireoideana, pela avaliação dos exames específicos da tireoide, bem como da avaliação do iodo ou mesmo do selênio, outros antioxidantes e principalmente com a mudança do estilo de vida.
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??O acompanhamento deve ser personalizado e bem avaliado com equipe transdisciplinar: obstetra, endocrinologista, nutricionista e/ou nutrólogo e psicólogo, dentre outros quando necessários .

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Mais um estudo demonstra a importância da vitamina D para as doenças auto-imunes. Este trabalho de maio/junho de 2016 observou que 93% dos pacientes (n 100) com anticorpos anti tireoperoxidase (TPO) positivos, apresentaram insuficiência de Vitamina D (parâmetro utilizado no trabalho para insuficiência foi < 75nmol/L que equivale a < 30ng/dl) enquanto que 74% dos mesmos eram deficientes de vitamina D (parâmetro utilizado no trabalho para insuficiência foi < 50nmol/L que equivale a < 20ng/dl).
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Porém, o que mais chamou atenção foi a redução dos títulos dos anticorpos anti TPO para os pacientes que foram randomizados e tratados com 60.000U de Vitamina D por mês na análise posterior dos níveis séricos de vitamina D que aumentaram após o tratamento.
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O trabalho reconhece na discussão a importância da vitamina D em doenças auto-imunes como artrite reumatoide, lúpus, doença de Chron, Colite ulcerativa, diabetes tipo 1 e esclerose múltipla. Conclui que a deficiência de vitamina D é muito comum em pacientes com doenças auto-imunes da tireóide e que a suplementação de vitamina D está associada com um efeito benéfico na autoimunidade pela redução significativamente estatística dos níveis de Anticorpos Anti-TPO.
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Fonte: http://www.ijem.in/temp/IndianJEndocrMetab203391-8011902_221519.pdf