Vitalidade Fetal

 

 

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Qual método é melhor para avaliar a ausculta cardíaca fetal no trabalho de parto?
1??Estetoscópio de Pinard: instrumento de madeira em que apenas o observador identifica os batimentos cardíacos fetais. Bastante comum na minha época de residência médica (mas já tinha o sonnar Doppler, não sou “dinossauro”)
2??Sonnar Dopper Digital / Detector fetal: tanto o obstetra como a parturiente escutam os batimentos cardíacos fetais
3??Ultrassonografia Intraparto: além de identificar mais precisamente a frequência cardíaca fetal, visibiliza as câmaras cardíacas, identifica o peso fetal estimado, o ângulo de progressão, a variedade de posição, o Doppler das artérias cerebral média, umbilical e da veia umbilical
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?Quer melhorar o mundo? Humanize a forma de nascer. Traga mais segurança e bons resultados perinatais. A Ultrassonografia Intraparto pode favorecer estes resultados.
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Muito tem se discutido entre cardiotocografia, ausculta fetal intermitente, eu mesmo cada vez mais entusiasmado com a Ultrassonografia Intraparto com Doppler colorido, mas a avaliação do bem estar fetal começa em primeiro lugar pelo bem estar da mãe…
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?Assim, considero importante passar as seguintes informações
1??O ideal é que a gravidez seja planejada e que sejam tomadas medidas preventivas 3 meses antes de engravidar através do preparo físico, psíquico e nutricional
2??O pré-natal deve ser bem realizado com uma excelente relação entre a cliente e seu profissional responsável pelo pré-natal e parto. O preparo físico, psíquico e nutricional deve ser mantido
3??O planejamento para o parto deve ser fundamental. Considerar o local do parto, a equipe de assistência e seu preparo ao longo da gestação. Os profissionais que assistem os partos devem informar como trabalham e que métodos utilizam para avaliação do bem-estar fetal no trabalho de parto
4??O profissional utiliza a ausculta fetal intermitente?
Confie nele!!!
5??O profissional utiliza cardiotocografia?
Confie nele!!!
6??O profissional utiliza a ultrassonografia intraparto com Doppler?
Confie nele!!!
7??O profissional não utiliza nada para avaliação do bem estar fetal?
Não confie nele!!!
8??O parto é seu, escolha bons profissionais para o momento mais importante de nossas vidas, o nosso nascimento.
9??Mais importante do que avaliar a vitalidade fetal, é avaliar o feto como um todo, não apenas seus batimentos cardíacos e incluir uma adequada avaliação de sua materna, pois a mãe é o personagem principal do momento do parto.
1??0??Nenhuma máquina irá substituir a excelência do trabalho humano, principalmente em obstetrícia. Mas as tecnologias podem ajudar bastante sobretudo para aqueles profissionais que juntam a ciência, o bom senso e principalmente a humanização na assistência ao parto!!!
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Recente metanálise publicada na Cochrane, em abril de 2017, não encontrou evidência de benefício para o uso da Cardiotocografia (CTG) de admissão para mulheres de baixo risco na admissão no trabalho de parto
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?A probabilidade é que o CTG de admissão aumente a taxa de cesariana em cerca de 20%. Os dados carecem de poder para detectar possíveis diferenças importantes na mortalidade perinatal. No entanto, é improvável que qualquer ensaio, ou metanálise, será adequadamente capaz de detectar essas diferenças.
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?Os resultados desta revisão suportam recomendações de que o CTG de admissão não deve ser utilizada em mulheres com baixo risco de admissão no parto
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?As mulheres devem ser informadas de que a CTG de admissão está provavelmente associada a um aumento na incidência de cesariana sem evidência de benefício
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?A qualidade da evidência variou de moderada a muito baixa. Os quatro ensaios incluídos foram conduzidos em países desenvolvidos da Europa Ocidental. Um estudo adicional está em andamento.
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?A utilidade dos resultados desta revisão para os países em desenvolvimento dependerá das práticas de monitorização da frequência cardíaca fetal. No entanto, a ausência de benefício e provável dano associado à CTG de admissão terá relevância para os países onde as perguntas estão sendo feitas sobre o papel da CTG de admissão.
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?Futuros estudos avaliando os efeitos da admissão CTG deve considerar a inclusão de mulheres admitidas com sinais de trabalho e antes de um diagnóstico formal de trabalho. Isto incluiria uma coorte de mulheres que atualmente têm CTGs de admissão e não incluídas nos ensaios actuais.
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Farei um post sobre o que penso sobre avaliação do bem estar fetal, com um visão da medicina fetal, da obstetrícia clássica e da obstetrícia integrativa e funcional.
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#riomartradecenter3sala1010#consultóriodrglauciusnascimento #cardiotocografia#cardiotocography

Fotografias de Partos

    Seguem algumas fotos do trabalho do Dr. Glaucius Nascimento e sua equipe reveladas nas lentes de Petiz Fotografia. Observação: TODAS AS FOTOS FORAM AUTORIZADAS PELAS CLIENTES E TODA EQUIPE DE ASSISTÊNCIA.
eu e iza
Dr. Glaucius Nascimento e Dra. Izabelita Fonseca, uma amiga muito querida, que trabalha com o Dr. Glaucius há mais de 10 anos.
eu e polly
Dr. Glaucius Nascimento operando com a Dra. Pollyanna Soledade, outra colega de trabalho e amiga especial, ambos também atuam em ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia / medicina fetal
eu e ruy
Dr. Glaucius e Dr. Ruy de Deus, obstetra bastante experiente de Pernambuco, em mais um nascimento. Uma parceria muito próspera e promissora. Dr. Ruy de Deus é um exemplo de dedicação.
 
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Dois grandes amigos ao lado do Dr. Glaucius Nascimento. Dr. Hildebrando Spinelli, com quem já realizou inúmeros partos numa parceria de trabalho de mais de 5 anos, juntamente com o instrumentador cirúrgico e enfermeiro obstetra Luís Felipe.
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Dr. Glaucius trazendo mais uma vida ao mundo e no fundo o anestesista da sua equipe, Dr. Alexandre Dubeux
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Dr. Glaucius operando com outro experiente colega, o Dr. Carlos André Godoy
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Momento de mostrar o grande encontro entre mãe e filha
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Tradicional foto da família imediatamente após o parto
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Dra. Maria Maia, prestando assistência ao recém-nascido. Faz parte da equipe de neonatologia do Dr. Glaucius Nascimento e atende no Ciranda consultório pediátrico
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Dr. Glaucius Nascimento em mais um parto sendo observado atentamente pela Dra. Maria, neonatologista.
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Dr. Glaucius Nascimento e Dra. Simone Carvalho durante cesariana
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Quase Toda a equipe após Parto normal com trabalho de parto acompanhado por dois obstetras (Dr. Glaucius Nascimento e Dra. Cleone Novais) e avaliado por ultrassonografia intraparto
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Amamentação logo após o parto, uma emoção fantástica!!!
equipehmg
Foto Superior: Equipe do Dr Glaucius Nascimento do Hospital Memorial Guararapes. Gílson Júnior (instrumentador cirúrgico), Izadora e Ana Paula (Enfermeiras), Edson Netto (Anestesiologista), Adriano (Pediatra / Neonatologista). Dr. Edson, Dr. Adriano e Gílson, além de amigos do Dr. Glaucius, trabalham com ele há vários anos e participaram daquela cesariana perimortem que teve repercussão internacional. Trabalhar com amigos e com muito Amor é fundamental para que milagres aconteçam com a graça de Deus. Foto Inferior: Equipe do Dr. Glaucius Nascimento, Dr. Hildebrando Spinelli (Obstetra) e Luís Felipe (Instrumentador e Enfermeiro Obstetra) em mais um nascimento humanizado .
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Dr. Glaucius, Dra. Sandriérika (grande amiga, obstetra) e Dra. Emanuela Sena. Dr. Glaucius é amigo de Dra. Emanuela Sena desde a época da residência médica em 2002, no Hospital das Clínicas de Pernambuco. Dra. Manu (como gosta de ser chamada) é muito querida, uma referência de neonatologista aqui em Recife.
     

Bioimpedância Tetrapolar na Gravidez

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J Matern Fetal Neonatal Med. 2017 Dec; 30 (23): 2824-2830. doi: 10.1080 / 14767058.2016.1265929. Epub 2016 14 de dezembro.

Alterações longitudinais e correlações da bioimpedância e medidas antropométricas na gravidez: ferramentas simples para para avaliar a evolução da gravidez

RESUMO

OBJETIVO:

O objetivo deste estudo foi avaliar as mudanças longitudinais da análise de bioimpedância em comparação com medidas antropométricas em mulheres grávidas de baixo risco recrutadas no primeiro trimestre e observar possíveis diferenças nesses índices em mulheres que desenvolveram gravidezes de alto risco.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Os índices de bioimpedância para os três trimestres de gravidezes foram calculados separadamente para as gravidezes sem intercorrências entre recém-nascidos> o 10º percentil. Essas descobertas foram comparadas com medidas antropométricas. Os dados das mulheres que desenvolveram distúrbios hipertensivos da gravidez (HAS) ou recém-nascidos pequenos para a idade gestacional (PIG)foram calculados e comparados.

RESULTADOS:

Observaram-se aumentos significativamente longitudinais nessas gestações para água corporal total (ACT), massa gorda livre, massa gorda e água extracelular.

Estes aumentos foram o índice de massa corporal (IMC), as dobras cutâneas e as medidas da cintura em paralelo.

As correlações entre esses dois conjuntos de achados foram ruins.

As mulheres que desenvolveram HAS com fetos PIG mostraram bioimpedância significativamente diferente de casos normais.

Os índices ACT foram significativamente diferentes desde o primeiro trimestre.

Nas gestações entregues aos recém-nascidos PIG, esses índices foram opostos aos valores observados em pacientes com HAS-PIG, a ACT nesses pacientes foi significativamente reduzido em comparação com gestações normais.

CONCLUSÕES:

A impedância bioelétrica é uma maneira rápida, simples e não invasiva de avaliar o conteúdo ACT na gravidez . Nossos achados estão de acordo com a hipótese de que a bioimpedância pode ajudar a identificar pacientes com gestação precoce com risco de desenvolver diferentes fenótipos clínicos de doença hipertensiva da gravidez e fetos PIG.

PALAVRAS-CHAVE:

Gravidez ; PIG; bioimpedância; distúrbios hipertensivos; água corporal total

DOI: 10.1080 / 14767058.2016.1265929


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E mais um estudo agora em 2017 sobre bioimpedância na gravidez realizado nos três trimestres de gravidez
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?A relação entre composições maternas e peso ao nascer não foi definida. Massa gorda (MG) e massa livre de gordura (MLG) podem refletir com precisão as composições de gordura corporal materna e foram consideradas como melhores preditores de peso ao nascer
?Apesar do seu papel potencial, nenhum estudo descreveu as composições maternas durante a gravidez em mulheres do Leste Asiático
?Foi investigada a correlação entre o peso ao nascer e a composição corporal materna, incluindo MG e MLG
?O trabalhou teve como principais objetivos determinar se o peso ao nascer está associado à MG e MLG durante a gravidez e, em caso afirmativo, qual trimestre e parâmetro é mais crítico na determinação do peso ao nascer
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?Metodologia
?Estudo prospectivo observacional longitudinal realizado, 348, 481 e 321 mulheres não-diabéticas chinesas, durante as consultas de pré-natal em seu primeiro, segundo e terceiro trimestres
?A composição corporal materna foi medida utilizando-se a análise de bioimpedância bioelétrica
?Foram coletados dados do índice de massa corporal pré-gravidez (IMC), IMC materno, ganho de peso gestacional (GPG) e placentário e peso ao nascer
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?Resultados
?Existe uma correlação significativa entre MLG materna na gravidez, peso placentário, GPG no parto e peso ao nascer (P <0,05)
?Na análise de regressão linear múltipla, a MLG foi o fator mais importante associado ao peso ao nascer
?Após o ajuste, houve associação significativa com 2,47 vezes o aumento do risco de peso ao nascer superior a 4 kg quando MLG ? 40,76 kg (Quartil superior dos participantes)
?O aumento da idade materna tornou-se um fator protetor (OR = 0,69), enquanto o aumento do IMC pré-gravidez (OR = 1,50) permaneceu preditor de peso ao nascer superior a 4 kg
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?Conclusões:
?A mudança da MLG materna durante a gravidez afeta independentemente o peso ao nascer
?Os achados confirmam a relação complexa entre peso ao nascer e fatores maternos
?A MLG materna em todo o processo de gestação foi associada independentemente ao aumento do peso ao nascer após o controle de outras variáveis explicativas
?Esses achados fornecem mais evidências de que a MLG materna, mas não a MG, pode ser importante na programação do crescimento do peso fetal intra-uterino
?As intervenções destinadas a reduzir a MG durante a gravidez para as mulheres não-diabéticas não podem impedir os bebês grandes para a idade gestacional (GIG)


?A conclusão destaca a viabilidade de intervenções para melhorar o peso ao nascer e diminuir as complicações obstétricas
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Estudo publicado em 2012, na Malásia, analisou 159 gestantes saudáveis no segundo e terceiro trimestres sendo submetidas à realização de bioimpedância para avaliação da gordura total corporal, além de exames séricos e do dano ao DNA

? Quando comparadas ao segundo semestre, as gestantes do estudo apresentaram elevação estatisticamente significante da gordura corpórea total, do colesterol total, triglicerídeos, LDL, dano ao DNA e da capacidade antioxidante total, mas com baixos níveis de HDL.

? Adiposidade materna e perfil lipídico foram positivamente correlacionados com dano ao DNA no segundo e terceiro trimestre

? Houve correlação positiva e significativa entre triglicerídeos e capacidade antioxidante em ambos períodos indicando ação compensatória contra o aumento do estresse oxidativo

? A gravidez normal está associada com modificações no metabolismo lipídico e no status antioxidante e pro-oxidante. Dislipidemia esteve associada ao estresse oxidativo com o decorrer da idade gestacional.

? Dislipidemia materna associada ao estresse oxidativo deve ter consequências negativas para a saúde

? A alta ingestão de nutrientes com compacidade antioxidante é recomendada na para manter um bom balanço antioxidante na gravidez.

? OBS: Não houve nenhum problema relacionado à realização de bioimpedância na gravidez no presente estudo.

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Há 20 anos, um estudo no Brasil já identificou a importância da bioimpedância na avaliação da composição corporal de gestantes
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?A bioimpedância quando executiva em um bom aparelho, que emita um laudo específico contendo percentual de gordura, massa magra, água corpórea total e gordura visceral pode ser uma importante ferramenta no acompanhamento de gravidezes de baixo e alto risco
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?Enfim, em primeiro lugar parabéns pela cliente determinada e em acompanhamento multidisciplinar que hoje clinicamente está muito bem e que me surpreendeu com estes resultados. Não está fazendo uso de remédios controlados para depressão, melhorou sua saúde e está indo muito bem graças a Deus
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?Acompanhada aqui em Recife por mim e por Geraldo Amorim e Georges Almeida
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Não tenho dúvidas de que esta avaliação da composição corporal por bioimpedância foi muito positiva para ela. Muito feliz em praticar uma medicina com excelentes recursos tecnológicos que ainda reforça o cuidado INTEGRAL da saúde. Não faz sentido deixar de avaliar da melhor maneira a composição da composição corporal no período que ela mais se modifica
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Mais um trabalho sobre bioimpedância na gravidez publicado em 2014 na Revista Obstetric Medicine
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??A obesidade materna é um fator de risco bem estabelecido para o diabetes gestacional, mas não se sabe se o padrão de distribuição de gordura materna prevê resultados adversos da gravidez.
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??A composição corporal foi avaliada por bioimpedância utilizando Inbody 720 em 302 gestantes obesas consecutivas atendidas em uma clínica de controle de peso. Avaliou-se a relação massa gorda visceral e percentagem total de gordura corporal com o desenvolvimento de diabetes gestacional e desfechos perinatais
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??Resultados:
??As mulheres que desenvolveram diabetes gestacional (Grupo 1; n= 72) foram mais velhas, apresentaram maiores índices de massa corporal e maior obesidade central (razão cintura / quadril, massa gorda visceral) em comparação com aquelas que permaneceram normoglicêmicas
?? A massa gorda visceral, mas não o percentual de gordura corporal, correlacionou-se com a glicemia de jejum em todos os pacientes (p<,001) e particularmente no Grupo 1 (p = 0,002)
??A massa gorda visceral, mas não o percentual de gordura corporal, também correlacionou fortemente com a glicemia, particularmente no Grupo 1 ( p< 0,0001)
??A massa gorda visceral mostrou também uma correlação fraca mas significativa com o peso do bebê (p = 0,01)
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??A obesidade central, avaliada pela relação cintura / quadril na gravidez precoce e particularmente pela massa de gordura visceral, é um preditor de diabetes gestacional além de fatores de risco clássicos e pode ajudar a identificar aqueles pacientes obesos com maior risco de complicações.
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MAIS UM TRABALHO QUE EVIDENCIA A IMPORTÂNCIA DA BIOIMPEDÂNCIA NA AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL NA GRAVIDEZ. Não dá pra ficar avaliando a composição corporal materna na gravidez apenas pelo peso!
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As duas mulheres na foto acima apresentam o mesmo IMC e Peso, porém com composição corporal completamente diferente. Uma possui 3Kg e massa magra a mais e 3Kg de massa gorda a menos, estando visivelmente mais saudável que a outra
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?Dependendo do cuidado uma pode melhorar a composição que a outra na gravidez. Isto irá depender da própria gestante, de seus hábitos alimentares e de atividade física e pode ser avaliado e modificado de forma mais adequada por médico obstetra, nutrólogo, nutricionista ou profissional de educação física
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Tenho observado rotineiramente a importância deste exame no pré-natal. Tenho a balança há algum tempo, mas apenas depois de ler diversos artigos na literatura (hoje já existem 65 artigos com os untermos bioimpedância e gravidez) percebi que não posso deixar de oferecer este exame para as minhas clientes ou mesmo beneficiar outras gestantes e demais colegas com uma nova visão, ao meu ver mais atualizada sobre avaliação da composição corporal na gravidez
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Fica difícil orientar o ganho ou redução do peso na gestação sem saber especificamente se houve alteração na massa magra, na massa gorda ou mesmo na quantidade de água corporal
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Não há trabalhos na literatura que evidenciem risco fetal com o uso da bioimpedância na gravidez. O risco de não avaliar a composição de forma adequada é muito maior
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Se não há curvas de normalidades ainda, não inviabiliza a realização do método, posto que pode-se comparar os parâmetros da bioimpedância com a própria cliente. E com a avaliação rotineira é possível criar sua curva de aprendizado com a sua própria população de gestantes
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Não faz sentido deixar de avaliar a composição corporal de forma adequada no período em que ele mais se modifica, na gravidez
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Não faz sentido em 2017 ficar avaliando a composição corporal das gestantes de forma isolada com peso e/ou IMC! E também se faz necessário um método que não seja operador dependente e que avalie a quantidade de água corporal total
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#consultoriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010 #fetalmedicine#ultrasound #bioimpedancianagravidez

 


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Muito bom encontrar mais um artigo sobre bioimpedância na gravidez, desta vez no primeiro trimestre, como ferramenta no rastreamento de pré-eclâmpsia e restrição de crescimento!
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Objetivo: Testar se a hemodinâmica materna e a bioimpedância, juntamente com a Triagem Combinada (história materna, marcadores biofísicos e bioquímicos), são capazes de identificar gestantes normotensas não obesas com risco de pré-eclâmpsia (PE) e / ou de crescimento intra-uterino restrito (CIUR) no primeiro trimestre de gestação (1T)
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Método: 150 mulheres nulíparas não obesas saudáveis ??(IMC < 30) foram incluídas no estudo no 1T e submetidas a monitorização hemodinâmica não invasiva (MHNI) para detecção de parâmetros hemodinâmicos, bioimpedência para caracterizar a composição corporal e triagem combinada para PE (história materna, biofísica e marcadores bioquímicos maternos). Os pacientes foram seguidos até o termo notando a aparência de PE e / ou CIUR
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Resultados:
?138 pacientes tiveram uma gravidez sem intercorrências (Controles), 12 pacientes (8%) desenvolveram complicações (Casos)
?MHNI mostrou em casos versus controles um menor Índice de Inotropia (1,56 ± 0,38 vs 1,91 ± 0,32, p <0,001) e maior Resistência Vascular Total (1279,8 ± 166,4 vs 1061,4 ± 179,5, p <0,001)
?A Bioimpedância mostrou em Casos versus Controles menor Água Total do Corpo (53,7 ± 3,3 vs 57,2 ± 5,6, p <0,037)
?O rastreio combinado foi positivo em 8% dos doentes em Controles e 50% nos Casos (p <0,01)
?Após a identificação do valor de corte para MHNI e parâmetros de Bioimpedência,
?A análise de regressão logística multivariada mostrou índice inotrópico (derivado pela MHNI)
?Massa Gorda (derivada da bioimpedência) e a triagem combinada como preditores independentes de complicações na gravidez
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Conclusões. A triagem combinada, bioimpedância e MHNI podem identificar marcador precoce de uma adaptação cardiovascular prejudicada e composição corporal, levando a possíveis complicações no terceiro trimestre
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#consultoriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010 #medicinaintegrativa#ginecologiaintegrativa #obstetriciaintegrativa#ultrassonografia #medicinafetal #fetalmedicine#ultrasound #bioimpedancia


 

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2??0??1??7??começando e eu finalmente concluí minha aula sobre bioimpedância na gestação
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??Quase 100 slides com 8 artigos de revistas científicas e duas dissertações de mestrado foram mais que suficientes para resumir a importância da avaliação da composição corporal materna através da bioimpedância
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??Os trabalhos são unânimes em afirmar que se trata de um método seguro, confiável, rápido, não operador dependente e que pode fornecer informações importantes como a água corpórea total, percentual de gordura e de massa magra
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??Avaliar a composição corporal da gestante apenas com o peso ou índice de massa corpórea (IMC) não parece ser a ferramenta ideal, a medicina avançou o suficiente para oferecer às gestantes opções mais adequadas e personalizadas
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??Considero o exame de bioimpedância tão ou mais importante quanto algumas avaliações laboratoriais realizadas de rotina
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??Precisamos ter atenção às modificações da composição corporal das mulheres, principalmente no período onde estas modificações são mais acentuadas, ou seja, na gravidez e no puerpério (após o parto). Obviamente não dá pra avaliar o laudo de uma bioimpedância sem correlacionar com dados clínicos, laboratoriais e até mesmo ultrassonográficos, afinal, o exame não pode ser banalizado, trata-se de uma ferramenta suplementar na propedêutica pré-natal
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#consultoriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010 #medicinaintegrativa#ginecologiaintegrativa #obstetriciaintegrativa#bioimpedancia #obstetriciafuncional

 


 

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A primeira pergunta é fácil de encontrar na literatura e responder e na dependência do peso
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??Mulheres com baixo peso no início da gravidez (IMC <18,5 kg / m2) devem ter como objetivo ganhar 12,5-18 kg,
??Mulheres com peso normal no início da gestação IMC 18,5-24,9 kg / m2) deve visar o ganho de 11,5-16 kg,
??Mulheres com excesso de peso (ou seja, BMI 25-29,9 kg / m2) deve ganhar 7-11,5 kg,
??Mulheres obesas (ou seja, IMC> 30 kg / deve ganhar 5-9 kg
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Já a segunda pergunta , só iremos responder quando nos dedicarmos ao estudo da composição corporal da gestante ao longo do tempo da gravidez e puerpério
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 É completamente diferente um homem obeso com 1,8m e 100Kg e outro musculoso com os mesmos 1,8m e 100Kg. Há muito tempo, o peso não é um parâmetro isolado adequado para avaliar a composição corporal. De maneira semelhante duas grávidas na 28a. semana de gestação, de 1,60m e com 70kg podem ser completamente diferentes, uma saudável e outra não-saudável
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Precisamos estudar mais a composição corporal e suas modificações ao longo da gravidez. Até o presente momento não conhecemos estudos com evidências de efeitos deletérios da bioimpedância tetrapolar, algumas inclusive funcionam com pilhas pequenas alcalinas e são capazes de fornecer as seguintes variáveis como:
??Percentual de gordura total e segmentar (por cada membro, tórax e abdome)
??Percentual de massa magra total e segmentar
??Água corpórea total
??Taxa metabólica basal
??Índice de Gordura visceral
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Será que acompanhar estas modificações na gravidez não seria interessante ao invés de apenas avaliar o peso isoladamente? Alguns estudos evidenciam a importância da bioimpedância em gravidezes de risco, sobretudo em mulheres obesas, hipertensas, diabéticas, situações nas quais uma maior vigilância com a composição corporal é fundamental
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?? Não podemos privar as mulheres de reconhecerem detalhadamente a sua composição corporal no momento que tal composição é extremamente modificado como no ciclo gravídico-puerperal
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#medicinaintegrativa #bioimpedancia#alimentacaosaudavel #obstetriciaintegrativa#composicaocorporal #atividadefisicanagestacao#consultoriodrglauciusnascimento

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??O objetivo deste estudo foi avaliar as alterações longitudinais (o longo do tempo) da análise de bioimpedância comparadas com as medidas antropométricas em gestantes de baixo risco recrutadas no primeiro trimestre e observar possíveis diferenças nesses índices em mulheres que desenvolveram gestações de alto risco
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??Os índices de bioimpedância, para os três trimestres de gestações, foram calculados separadamente para gestações sem intercorrências entre recém-nascidos > 10º percentil do peso
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??Estes achados foram comparados com medidas antropométricas. Foram calculados e comparados dados de mulheres que desenvolveram distúrbios hipertensivos da gravidez (DHG) ou recém-nascidos com restrição do crescimento intrauterino (RCIU)
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??Observaram-se aumentos longitudinais significativos nestas gravidezes para Água Total de Corpo (TBW), Massa Gorda Livre, Massa Gorda e Água Extracelular. Estes aumentos foram comparados com o Índice de Massa Corporal, dobras cutâneas e medidas da cintura
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??As mulheres que desenvolveram DHG com fetos adequados para a idade gestacional (AIG) apresentaram bioimpedância significativamente diferente de casos normais. Os índices Água Corpórea Total (ACT) foram significativamente diferentes desde o primeiro trimestre. Nas gestações de recém-nascidos com RCIU, estes índices foram opostos aos valores observados em pacientes com DHG-AIG, sendo que ACT nestes pacientes foi significativamente reduzido em comparação com gestações normais
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??Conclusões: a bioimpedância elétrica é uma maneira rápida, simples e não-invasiva de avaliar o conteúdo de ACT na gravidez. Os achados estão de acordo com a hipótese de que a bioimpedância pode ajudar a identificar precocemente os pacientes de gestação em risco de desenvolver diferentes fenótipos clínicos de doença hipertensiva da gravidez e fetos com RCIU


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Como faço para me tornar uma cliente do Consultório Dr. Glaucius Nascimento, quais os tipos de atendimentos, tipos de consultas, atende quais planos de saúde, quais os horários de atendimento ?

Você pode preferencialmente enviar uma mensagem de Whatsapp para o telefone (81) 99951-3929 (apenas WhatsApp) ou ligar para o telefone (81) 4141-7374 no horário do expediente administrativo (9-12h e 13-18h, exceto quarta-feira)

Salienta-se, caso haja alguma desistência ou impossibilidade de comparecimento, comunique assim que possível através dos nossos contatos. Tal conduta permite o atendimento de outra(o) cliente e otimiza a sua remarcação de consulta.

Dispomos das seguintes especialidades médicas e tipos de Atendimento

* Glaucius Cassiano do Nascimento

– Ginecologista e Obstetra (Particular, Planos de Saúde Amil, Bradesco e UNIMED)

– Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia / Medicina Fetal (Particular) – Subespecialidade da Ginecologia e Obstetrícia.

Horários de funcionamento do consultório:

Expediente Administrativo:
Segunda a quinta-feira: 08h00min-18h.
Sexta-feira: 08h00min-18h.

Agenda da Equipe Médica

* Dr. Glaucius Nascimento (Ginecologia, Obstetrícia, Nutrologia Feminina, Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia / Medicina Fetal).
– Segunda, Quarta tarde/noite a partir de 13-20h (Atendimento Particular e Convênios para Ginecologia, Obstetrícia e Ultrassonografia) e sexta-feira a partir das 8h.

– Terça tarde, Quinta-feira e Sexta-feira à  tarde/noite a partir de 13h (Atendimento Particular – todas as consultas em Ginecologia, Obstetrícia e Ultrassonografia).

Horários agendados com possibilidade de atraso devido às particularidades de cada caso.

– Exames realizados no consultório:

  •  Ultrassonografias:
    • Obstétricas (inicial, do colo uterino, morfológica do primeiro e do segundo trimestre, com Doppler colorido, 3D/4D, obstétrica habitual);
    •  Pélvica / Transvaginal com Doppler colorido, para avaliação da reserva ovariana e da ovulação,  para inserção e avaliação de DIU;
    • Mamária;
    • Tireoide, Abdome Superior, Abdome Total;
  • Colposcopia e coleta da colpocitologia oncótica (preventivo do colo do útero).

Ofereço um atendimento integrativo e funcional, em que a paciente é um todo e não o conjunto de órgãos isolados.

Por isso, prezo pela qualidade do atendimento ao invés da quantidade.

Atenciosamente,

Dr. Glaucius Nascimento.

SEGUE ABAIXO UM ESCLARECIMENTO QUE FAÇO A TODAS MINHAS CLIENTES, SEJAM USUÁRIAS DE PLANO DE SAÚDE (OU NÃO) E QUE FOI ENVIADO AOS PLANOS DE SAÚDE QUE ATENDO:

Sou credenciado a três planos de saúde: AMIL, BRADESCO e UNIMED e atendo três dias na semana: segundas e quartas à tarde / início da noite (13-19h30min) e sextas manhã (8-13h). Nos outros turnos, meu atendimento é exclusivamente particular. 

Ressalto que não me proponho a atender a maior quantidade de pacientes, eu não escolhi medicina para ter o consultório lotado em número de pacientes, mas em histórias positivas entre médico e pacientes. Eu verdadeiramente quero que as pessoas conheçam e acreditem numa nova forma de pensar, de atender, de usar os meus conhecimentos de ultrassonografia e medicina fetal nas consultas de pré-natal (e nos partos) ou mesmo nas consultas de ginecologia. Por isso, meu consultório possui equipamento de ultrassonografia com Doppler colorido e 3D/4D/5D, além de equipamento de colposcopia e bioimpedância, porém, não sou credenciado a nenhum plano de saúde para a realização destes procedimentos. Acredito na Ginecologia Integrativa e Funcional, onde o ginecologista e obstetra enxerga a cliente como um todo e não o conjunto de órgãos ginecológicos isolados.

De acordo com as orientações das principais autoridades de saúde pública nacionais e internacionais a paciente só pode ser consultada com as seguintes condições:

  • Não apresentar sintomas e síndrome gripal como tosse, falta de ar, febre, dor de garganta, calafrio, congestão nasal, falta de apetite, perda do paladar e do olfato nos últimos 14 dias.
  • Não ter viajado para fora do país nos últimos 14 dias ou fora do estado nos últimos 7 dias
  • Não ter contatado pessoas sabidamente com os sintomas supracitados, suspeitos ou portadores da infecção do novo coronavírus nos últimos 14 dias.
  • Possuir apenas 1 acompanhante sem as condições acima listadas.

                Também estou oferecendo atendimento de ginecologia e obstetrícia online, apesar de algumas limitações da consulta não-presencial, tenho um feedback bastante positivo de minhas pacientes. É excelente para pessoas de outros países, de outros estados do Brasil ou do interior de Pernambuco. Não faço este tipo de acompanhamento via plano de saúde.


Por que tem vaga de  atendimento particular e não tem vaga de atendimento por convênio ?

Porque a demanda de atendimento particular ainda é menor do que a demanda de atendimento de clientes usuárias de planos de saúde. Porque além de atender clientes com os planos de saúde Amil, Bradesco ou Unimed, atendo usuárias dos outros planos de saúde em caráter particular. Porque gestantes já em atendimento comigo, muitas inclusive portadoras de gestações de alto risco têm prioridade na marcação durante os nove meses (40 semanas), assim preciso deixar as vagas abertas para as gestantes que acompanho.


Cliente antiga tem prioridade na marcação?

Sim, principalmente as que já se encontram em acompanhamento. Não é justo com quem já é acompanhada por mim, principalmente alguns casos delicados (ou mesmo de rotina), perder o acompanhamento com clientes que ainda irão me conhecer e avaliar se vale a pena este acompanhamento comigo.

Quero ser paciente do Dr. Glaucius pelo plano de saúde e não consigo marcar. Como faço?

Infelizmente, se quiser o atendimento pelo plano de saúde deve aguardar surgir vaga ou procurar outro médico credenciado com o seu plano de saúde e que disponha de vagas. Eu trabalho com o Dr. Ruy de Deus, este profissional tem agenda ampla e mais facilidade na marcação de consultas, atende todos os convênios que possuo e é de minha total confiança. O telefone do consultório dele é o (81) 3222-6241, 3221-2992 ou 99649-9320. O endereço do seu consultório é :  Rua Dom Sebastião Leme, 120 no bairro Graças em Recife, PE. Ressalto que o PARECER CREMERN º 005/2010 também estabelece que paciente portador de plano de saúde pode optar por quitar a consulta na agenda de particulares ao enxergar a possibilidade de ser atendido de forma mais rápida. Outros parceiros você encontra no www.drglaucius.com.br/parceiros .

Isso é um, absurdo! Dr. Glaucius deveria ter vagas para atender a todos que o procuram.

Desculpa, mas eu não vou conseguir atender a todos que desejam o meu atendimento, isso no momento é humanamente impossível. Por isso me dedico nas redes sociais para levar várias informações que julgo de qualidade e ajudar o maior número de pessoas, sem cobrar nada por isso. Eu tenho certeza de que o plano de Saúde referenciará um excelente profissional para lhe acompanhar.

Se a demanda de convênio é maior que particular, por que Dr. Glaucius não abre mais vagas para clientes de convênio?

Meu interesse como já escrevi não é quantidade, é qualidade. Minhas consultas são mais demoradas do que as consultas usuais de plano de saúde. Sou referência em gestações de alto risco, talvez um dos poucos especialistas em medicina fetal em Pernambuco que realizam acompanhamento obstétrico pré-natal. Se eu aumentar a quantidade, vou diminuir a qualidade e expor minhas clientes a riscos desnecessários. E como disponho de equipamento de ultrassonografia, utilizo os outros turnos de atendimento para realização de consultas e exames de ultrassonografia, além de atender outras pessoas em geral que não são credenciadas com os planos que atendo e que precisam e valorizam o meu atendimento.

Eu possuo um plano de saúde que Dr. Glaucius atende, se tem vaga para atendimento particular na terça e na quinta-feira por que não posso ser encaixada neste dia?

Não é ético, nem recomendado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), misturar no mesmo turno de atendimento da mesma especialidade consultas particulares e de plano de saúde. Sigo as recomendações do CFM informando aos planos de saúde que dias de terça e quinta meu atendimento é exclusivamente particular. Aliás, os dias de atendimento já são informados no site através do endereço https://drglaucius.com.br/convenios/ bem como o funcionamento do meu consultório no site https://drglaucius.com.br/sejanossacliente/. Sigo as recomendações do PARECER CREMERN º 005/2010 que estabelece que o médico tem o direito, dentro de seu próprio consultório, de estabelecer horários distintos para atendimento de pacientes particulares e de convênio.

Se Dr. Glaucius não tem vagas para novas pacientes, por que não se descredencia dos planos de saúde?

Considero que atendo um número considerável de clientes quer seja através de planos de saúde ou mesmo particular. Meu prontuário eletrônico já conta com mais de 5000 pacientes que já foram atendidas por mim, nos últimos 9 anos.

Vou denunciar ao plano de saúde esta atitude, continuo achando que ele deve ser obrigado a atender todos os usuários de planos de saúde que o procuram!

Fique à vontade, este texto já foi enviado aos convênios que sou credenciado. Eu presto serviço aos planos de saúde mediante um contrato, mas sou um profissional liberal como outros profissionais de saúde como por exemplo: psicólogos, odontólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas e profissionais de educação física. Quando você não consegue atendimento com determinados profissionais de saúde (ou de outras áreas) você denuncia ao plano de saúde? Tenho a consciência tranquila de oferecer um bom serviço (com alta tecnologia, boa capacidade técnica e atendimento humanizado) por um preço justo e para uma população que já conhece o meu trabalho. Sinto-me um médico realizado, o máximo que pode acontecer com essas denúncias é o convênio me descredenciar. Tenho plena convicção que faço o meu melhor e para uma boa parcela de clientes. Mas as normas do funcionamento do meu consultório quem define sou eu, não os planos de saúde. 

Pago muito caro plano de saúde, não acho justo pagar por atendimento particular de médico

Eu lhe entendo, até porque eu também pago caro plano de saúde, já que possuo quatro dependentes (esposa e três filhos) e muitas vezes procuro colegas médicos que atendem plano de saúde, como eventualmente faço questão de pagar por um bom atendimento médico, odontológico, psicológico, fisioterápico ou de nutricionista, por exemplo. E quando não consigo atendimento de determinado profissional, busco outro de qualidade ou pago particular se achar que é necessário este atendimento. Existem excelentes e maus profissionais de saúde atendendo por planos de saúde (e com agendas livres) ou particular. Da mesma forma que escolho tais profissionais, acho que você também pode escolher. 

Continuo achando errado essa forma de marcação, a forma de funcionamento do consultório do Dr. Glaucius Nascimento. 

Acredite, eu também lhe entendo e respeito. Não é nada pessoal, apenas sigo uma metodologia que procura atender as pessoas com qualidade. E se você já desconfia da minha idoneidade já na marcação das consultas, talvez não faremos uma boa relação médico-paciente. Não vale a pena atender alguém quando não existe confiança mútua. Torço para que você encontre algum profissional que lhe atenda conforme a sua necessidade. 

Se Dr. Glaucius já tem uma boa demanda de atendimentos particulares, por que não deixa de atender convênios?

Porque eu não atendo diretamente convênios, eu atendo PESSOAS, independente de serem usuárias de planos de saúde ou não, inclusive faço questão de me manter credenciado aos planos de saúde para atender diversas pessoas que já me procuram há vários anos e valorizam o meu trabalho. É por elas, por diversas histórias inesquecíveis de pessoas que marcaram minha carreira médica, que insisto em continuar melhorando progressivamente. 

Eu sinceramente espero que respeitem o trabalho que procuro realizar diuturnamente. Não vou diminuir o entusiasmo do meu trabalho por conta de  críticas de pessoas que sequer me conhecem, ao contrário, quanto mais me criticarem, mais buscarei melhorar e aprimorar para as pessoas que me conhecem, valorizam e precisam do meu atendimento. 

Termino este texto informando trechos do Código de Ética Médica:

O médico tem o direito a:

-Exercer sua profissão com autonomia, sem sofrer qualquer tipo de discriminação, e ter liberdade e independência para indicar e praticar os atos médicos necessários e os mais adequados e benéficos para os seus pacientes, para a comunidade ou para atender à Justiça;

-Ser tratado dignamente e com apreço e consideração pela sociedade;

-Receber remuneração digna e justa pelo seu trabalho, seja na forma de salário ou de honorários.

O médico tem o dever de:

-Lutar pelo perfeito desempenho ético da medicina, pelo prestígio e bom conceito da profissão, aprimorando continuamente seus conhecimentos científicos em benefício dos pacientes, da prática e do ensino médicos;

-Exercer a medicina com ampla autonomia, evitando que quaisquer restrições ou imposições possam prejudicar a eficácia e correção do seu trabalho;

-Evitar que a medicina seja exercida como comércio e que o seu trabalho seja explorado por terceiros, com objetivo de lucro ou finalidade política ou religiosa, prestando especial atenção ao seu trabalho em instituições intermediadoras do trabalho médico, sobretudo naquelas, condenáveis, que estão a serviço do lucro nas medicinas de grupo.

Amenorreia

Amenorreia

Cristina Laguna Benetti-Pinto Jose? Maria Soares Ju?nior e Daniela Angerame Yela

Extraído com algumas alterações de:  Benetti-Pinto CL, Soares Ju?nior JM, Yela DA. Sa?o Paulo: Federac?a?o Brasileira das Associac?o?es de Ginecologia e Obstetri?cia (FEBRASGO); 2018. (Protocolo FEBRASGO – Ginecologia, no. 38/Comissa?o Nacional Especializada em Ginecologia Endo?crina).

Conceito

Amenorreia e? um sintoma caracterizado pela ause?ncia de menstruac?a?o. Pode-se referir que a amenorreia, em mulheres sem uso de medicamento hormonal e na ause?ncia de gestac?a?o e lactac?a?o, e? indicativa de uma disfunc?a?o; e o tratamento so? sera? adequado com o diagno?stico etiolo?gico correto. Pode ser classificada em prima?ria ou secunda?ria para descrever, respectivamente, a ause?ncia de menstruac?a?o sem a ocorre?ncia de menarca ou apo?s a menarca.

Quando investigar a amenorreia?

  • quando a menarca na?o ocorreu aos 15 anos de idade em meninas com caracteres sexuais secunda?rios presentes;
  • se a menarca na?o ocorreu 5 anos apo?s o ini?cio do desenvolvimento das mamas, se isto se deu antes dos 10 anos de idade;
  • nas meninas em que, aos 13 anos de idade, seja observada completa ause?ncia de caracteres sexuais secunda?rios.

 

Algumas situac?o?es que devem ser particularizadas:

  • presenc?a de caracteri?sticas sexuais secunda?rias antes dos 15 anos e ause?ncia de menstruac?a?o, pore?m com dor pe?lvica ci?clica: iniciar investigac?a?o devido ao risco de obstruc?a?o do trato genital;
  • presenc?a de alterac?a?o dos o?rga?os genitais ou de estigmas gene?ticos sugestivos (ex.: si?ndrome de Turner): iniciar a investigac?a?o independentemente da idade;
  • quando a menarca ja? ocorreu, a ause?ncia de menstruac?a?o e? denominada amenorreia secunda?ria e deve ser investigada quando a menstruac?a?o na?o ocorre por 3 meses ou quando ocorrerem menos de nove menstruac?o?es em um ano.

Ao constatar que gestac?a?o, amamentac?a?o, amenorreia induzida por medicac?a?o e casos de ambiguidade sexual esta?o exclui?dos, algumas particularidades auxiliam nessa investigac?a?o.

  • Presenc?a ou ause?ncia de caracteres sexuais secunda?rios? Desenvolvimento inadequado sugere deficie?ncia de estradiol; ause?ncia ou escassez de pêlos, principalmente com mamas normodesenvolvidas, sugere deficie?ncia de receptores androge?nicos.
  • Crescimento estatural adequado? Retardo no crescimento pode associar-se a? si?ndrome de Turner ou, menos frequentemente, a? deficie?ncia de growth hormone – GH.
  • Estresse, alterac?a?o de peso, alterac?a?o de ha?bitos alimentares e atividade fi?sica, presenc?a de doenc?as cro?nicas? Essas manifestac?o?es podem associar-se a? amenorreia hipotala?mica ou hipofisa?ria.
  • Presenc?a de dor pe?lvica ci?clica (co?lica) de cara?ter progressivo, associada a? amenorreia prima?ria? Nesta situac?a?o, com hormo?nios normais e u?tero funcionante, pode haver obstruc?a?o do fluxo menstrual.
  • Fogachos, secura vaginal? Sugere hipoestrogenismo, pore?m sa?o mais presentes na amenorreia secunda?ria.
  • Sinais e sintomas de hiperandrogenismo (acne, hirsutismo, virilizac?a?o)? Essas manifestac?o?es podem relacionar-se a? anovulac?a?o hiperandroge?nica, como na si?ndrome dos ova?rios polici?sticos, na hiperplasia adrenal conge?nita.
  • Secrec?a?o nas mamas? Galactorreia sugere hiperprolactinemia.
  • Ause?ncia da menstruac?a?o po?s-parto? Especialmente com a caracterizac?a?o de agalactia, pode sugerir si?ndrome de Sheehan.

 

Exame fi?sico

•    Altura, peso, i?ndice de massa corporal: na si?ndrome de Turner ou na si?ndrome de insensibilidade androge?nica completa, a estatura baixa ou alta, respectivamente, pode fazer parte das caracteri?sticas sugestivas da doenc?a. Obesidade e desnutric?a?o ou perda ra?pida de peso podem estar associadas a alterac?o?es do padra?o menstrual.

  • Esta?gio de desenvolvimento dos caracteres sexuais secunda?rios (esta?gios de Tanner).
  • Presenc?a de estigmas gene?ticos.
  • Envergadura: considerada normal quando igual ou ate? 2 cm maior do que a estatura do indivi?duo. Alterada pode indicar alguns estados de hipogonadismo.

  • Na presenc?a de hirsutismo, classificar de acordo com o i?ndice de Ferriman-Gallwey.
  • Exame genital: o diagno?stico de hi?men imperfurado pode ser feito pela inspec?a?o; ja? o diagno?stico de vagina curta, pela introduc?a?o de cotonete ou de histero?metro pela abertura himenal. No exame, avaliar sinais de atrofia genital. Em pacientes que ja? iniciaram vida sexual, o especular pode auxiliar na avaliac?a?o de outras maalformac?o?es vaginais e de colo, e o toque bimanual, na avaliac?a?o dos o?rga?os pe?lvicos.

Avaliac?a?o laboratorial

  • Dosagens se?ricas de hormo?nio foliculotro?fico ou foli?culo-estimulante – FSH e prolactina.
  • Quando houver suspeita de disfunc?a?o tireoidiana, incluir TSH e T4 livre. Atualmente, e? menos frequente que as disfunc?o?es tiroidianas se apresentem associadas a? amenorreia, uma vez que, com o diagno?stico mais precoce de tais disfunc?o?es, as ocorre?ncias no ciclo menstrual tendem a ser mais leves, manifestando-se como ciclos longos.

Exame de imagem

• Ultrassonografia pe?lvica transvaginal ou por via abdominal em mulheres que na?o iniciaram atividade sexual. Particularmente importante nas amenorreias prima?rias, quando pode mostrar ause?ncia do u?tero, ale?m de permitir a identificac?a?o de malformac?o?es uterinas ou obstruc?o?es ao fluxo menstrual. Nas amenorreias secunda?rias, o resultado e? utilizado como condic?a?o para o diagno?stico de si?ndrome dos ova?rios polici?sticos.

• Ressona?ncia magne?tica em casos particulares. Para avaliac?a?o pe?lvica, em especial em alguns casos de malformac?a?o dos o?rga?os genitais. Ressona?ncia magne?tica ou tomografia de sela tu?rcica ou de cra?nio, quando necessa?rio investigar tumores.

Cario?tipo

• Particularmente indicado nas amenorreias hipergonadotro?ficas, isto e?, com ni?veis de FSH elevados que se manifestem como amenorreia prima?ria ou nas que se manifestam como amenorreia secunda?ria em mulheres com menos de 30 anos. Tambe?m deve ser solicitado nas amenorreias prima?rias com ause?ncia de u?tero e FSH normal, quando e? preciso incluir dosagem de testosterona para investigar a si?ndrome de insensibilidade androge?nica.

 

Pode-se dizer que os tre?s principais “marcadores” da conduta investigativa sa?o:

  1. Presenc?a ou ause?ncia de desenvolvimento mama?rio: marcador da ac?a?o estroge?nica, e, portanto, de func?a?o ovariana em algum momento.
  2. Presenc?a ou ause?ncia de u?tero, determinada por meio de exame cli?nico, de ultrassom ou de ressona?ncia magne?tica em casos mais complexos.
  3. Ni?vel se?rico de FSH, interpretado como segue:
  • Elevado, indica insuficie?ncia ovariana.
  • Normal e com u?tero ausente, indica malformac?a?o mu?lleriana ou si?ndrome de insensibilidade androge?nica (neste caso, o ni?vel de testosterona e? normal para o sexo masculino).

  • Baixo ou normal e com u?tero presente, considerar todas as causas de amenorreia com eugonadismo e as causas de hipogonadismo hipogonadotro?fico.

    A racionalizac?a?o da investigac?a?o diagno?stica da amenorreia prima?ria esta? resumida na figura 1, ja? a da amenorreia secunda?ria, na figura 2, com as causas mais frequentes.

Para as amenorreias secunda?rias, as dosagens se?ricas de FSH e prolactina definem os principais quadros de amenorreia de causa hormonal. A prolactina elevada indica o diagno?stico de hiperprolactinemia, pore?m o FSH define se ha? ou na?o hipoestro- genismo. Casos com prolactina normal, o FSH elevado sugere insuficie?ncia ovariana; FSH supresso, doenc?a central (disfunc?a?o hipotala?mica ou hipofisa?ria); e FSH normal pode estar presente nas anovulac?o?es, como da si?ndrome de ova?rios polici?sticos. Pore?m, atenc?a?o, porque, em algumas situac?o?es de disfunc?o?es do hipota?lamo, quando na?o ha? supressa?o completa dos pulsos de GnRH, o FSH pode ser normal, com diagno?stico difi?cil e direcionado pela anamnese. A dosagem de TSH deve ser inclusa nos casos de elevac?a?o da prolactina ou de suspeita de doenc?a central. Na presenc?a de TSH elevado, complementar a propede?utica para disfunc?o?es tiroidianas.

Com sinais ou sintomas de hiperandrogenismo, solicitar dosagem de androge?nios para diagno?stico diferencial, incluindo 17-OH-progesterona, testosterona e deidroepiandrosterona sulfatada (DHEA-S), marcadores de hiperplasia adrenal, tumores ovarianos e tumores adrenais, respectivamente (veja protocolos especi?ficos). Na hiperprolactinemia na?o relacionada a medicamento e na disfunc?a?o hipota?lamo-hipofisa?ria, indica-se exame de imagem da sela tu?rcica para investigar causa tumoral.

Na disfunc?a?o hipota?lamo-hipofisa?ria (hipogonadismo hipogonadotro?fico), para investigar a origem hipotala?mica ou hipofisa?ria, pode ser realizado o teste de esti?mulo com Luteinizing hormone-releasing hormone – LHRH (Figura 3). A elevac?a?o dos ni?veis de gonadotrofinas apo?s a administrac?a?o de LHRH indica que a disfunc?a?o e? no hipota?lamo, e teste negativo, quando na?o ha? elevac?a?o das gonadotrofinas, disfunc?a?o na hipo?fise. Entretanto, desde que se descarte a presenc?a de leso?es no Sistema Nervoso Central (SNC), na?o e? imprescindi?vel identificar a origem hipotala?mica ou hipofisa?ria e na?o se muda o tratamento.

Excepcionalmente, quando as dosagens hormonais estiverem normais, a causa da amenorreia pode ser estrutural. Esse diagno?stico deve ser particularmente lembrado apo?s histo?rico de aborto, curetagem, infecc?a?o ou cirurgia uterina. Nesses casos, histerossonografia, histerossalpingografia ou histeroscopia podem mostrar sinequias e obliterac?a?o da cavidade. Embora, historicamente, o teste de progesterona (administrac?a?o de progesterona por via oral por 5 a 10 dias) tenha sido empregado para caracterizar a produc?a?o estroge?nica presente quando o sangramento ocorresse, atualmente, tem sido utilizado com parcimo?nia. A taxa de falso-positivo e falso-negativo pode ser alta e atrasar o diagno?stico final: mais de 20% das mulheres com amenorreia em que o estroge?nio esta? presente podem na?o sangrar, enquanto que em 40% das mulheres com amenorreia por perda de peso, estresse, hiperprolactinemia e em 50% das com insuficie?ncia ovariana, o sangramento pode ocorrer, indicando falsamente que os ni?veis estroge?nicos poderiam ser normais.(5) O quadro 1 resume as principais causas de amenorreia, prima?ria ou secunda?ria.

 

Tratamento

Amenorreia e? um diagno?stico sindro?mico, ou seja, reflete um sintoma de diversas doenc?as ou afecc?o?es. O tratamento esta? vinculado a? sua etiologia, bem como a?s expectativas da paciente, em especial, reprodutivas e sexuais.

Tratamento cli?nico

Na hiperprolactinemia: tratamento com agonistas dopamine?rgicos. A bromocriptina e? empregada na dose inicial de 1,25 mg por dia, durante os primeiros sete dias. A seguir, a dose e? aumentada gradualmente, dividida em duas a tre?s tomadas dia?rias, ate? que se obtenha o controle dos sintomas. A cabergolina e? outro agente dopamine?rgico com maior especificidade, com menos efeitos colaterais e, por ter meia vida longa, com maior comodidade posolo?gica. Tambe?m mostra melhor resposta terape?utica. A dose inicial e? de 0,5 mg, uma vez por semana, com aumento gradativo de acordo com o controle cli?nico dos sintomas e dos ni?veis de prolactina. As reavaliac?o?es sa?o feitas a cada quatro a oito semanas (na?o ha? consenso para o intervalo), e as doses do medicamento reajustadas. Mesmo nos casos de prolactinomas, isto e?, adenomas hipofisa?rios produtores de prolactina, o tratamento ciru?rgico atualmente e? pouco utilizado por se obter controle com o uso do agonista dopamine?rgico. A hiperprolactinemia secunda?ria a medicamentos deve ser discutida isoladamente e na?o segue a mesma orientac?a?o, sendo geralmente tratada com reposic?a?o estroprogestativa para reduzir os efeitos advindos do bloqueio do eixo hipota?lamo-hipofisa?rio e o consequente hipoestrogenismo, quando a troca do medicamento causador da hiperprolactinemia na?o e? possi?vel. Nos casos de hipotiroidismo, a reposic?a?o de hormo?nio tiroidiano pode ser sufi- ciente para o retorno da menstruac?a?o, com normalizac?a?o dos ni?veis de prolactina.

Nos casos de hipoestrogenismo, a conduta e? varia?vel: na amenorreia prima?ria sem desenvolvimento dos caracteres sexuais secunda?rios, comec?ar o tratamento com pequenas doses de estroge?nio e, posteriormente, aumentar a dose ate? o desenvolvimento mama?rio, com posterior inclusa?o de progestage?nio. Elevar a dose estroge?nica ate? atingir dose da fase adulta (ver protocolo especi?fico de insuficie?ncia ovariana prematura). Na deficie?ncia estroge?nica na mulher adulta, reposic?a?o com estroge?nios conjugados ou estradiol por diferentes vias, sendo que, nas mulheres com u?tero, a adic?a?o de progestage?nio e? necessa?ria para evitar o ca?ncer de endome?trio. Quando o hipoestrogenismo for decorrente de situac?o?es reversi?veis, pode-se proceder a? reposic?a?o estroprogestativa concomitante ao tratamento especi?fico para a causa (exemplo: desordens alimentares ou algumas doenc?as cro?nicas), ate? o restabelecimento da func?a?o ovariana.

Nos casos de anovulac?a?o hiperandroge?nica: no hiperandrogenismo iatroge?nico, por uso exo?geno de androge?nio, orientar a interrupc?a?o do fa?rmaco ou substa?ncia desencadeante. Na deficie?ncia enzima?tica da suprarrenal (hiperplasia adrenal conge?nita de manifestac?a?o tardia), tratamento com prednisona na dose de 2,5 mg a 7,5 mg ao dia ou dexametasona, na dose de 0,25 mg a 1 mg ao dia. Na si?ndrome dos ova?rios polici?sticos, o tratamento da amenorreia e? feito com a ministrac?a?o de progestage?nios ci?clicos ou anticoncepcional hormonal combinado oral (ACHO), que promovem regularizac?a?o do ciclo menstrual e protec?a?o contra carcinoma endometrial, pore?m o uso ci?clico de progestage?nios na?o trata o hiperandrogenismo. Os ACHO podem auxiliar no tratamento do hiperandrogenismo. A resiste?ncia a? insulina deve ser amenizada com alterac?a?o do estilo de vida, perda de peso e substa?ncias sensibilizadoras, como metformina (500 mg a 2500 mg ao dia), pioglitazona (15 a 45 mg ao dia) e/ ou mioinositol (4 g ao dia); pore?m, sobre o benefi?cio desses dois u?ltimos, ha? menos evide?ncias na literatura. Quando houver desejo de gestac?a?o, a induc?a?o da ovulac?a?o deve ser realizada. Quando houver associac?a?o com obesidade, orientac?a?o para ha?bitos sauda?veis e perda de peso (ver protocolo especi?fico). Em muitos casos de amenorreia de origem hipotala?mica, recomenda-se apoio psicolo?gico e / ou psiquia?trico, bem como acompanhamento multidisciplinar. Nas causas disfuncionais, mudanc?as no estilo de vida, adequac?a?o do peso e orientac?a?o de atividade fi?sica adequada.

Tratamento ciru?rgico

O tratamento ciru?rgico esta? indicado nas neoplasias ovarianas e de suprarrenal, bem como na si?ndrome de Cushing com presenc?a de tumor, nas sinequias intrauterinas (lise por histeroscopia, podendo ser seguido da colocac?a?o de dispositivo intrauterino, associado ou na?o a? terapia estroge?nica).(18) Malformac?o?es mu?llerianas te?m tratamento dependente da malformac?a?o encontrada. Na si?ndrome de Rokitansky com agenesia uterina e de vagina, o tratamento pode ser ciru?rgico com realizac?a?o de neovagina, embora atualmente seja preferi?vel o uso cli?nico de dilatadores vaginais. Na ause?ncia de u?tero, o transplante uterino e? tratamento experimental. Nos casos de insuficie?ncia ovariana prematura ou de disgenesia gonadal com cario?tipo contendo cromossomo Y, a gonadectomia esta? indicada, bem como nos casos de insensibilidade androge?nica, devido ao risco de tumor da go?nada.

Restaurac?a?o da fertilidade

Nas mulheres com insuficie?ncia ovariana prematura e? possi?vel a gravidez com o?vulo de doadora. Nas amenorreias centrais (hipotala?micas e hipofisa?rias) ou nas causadas por doenc?as que levam a? anovulac?a?o cro?nica, considerar a induc?a?o da ovulac?a?o, caso exista desejo reprodutivo, com escolhas varia?veis a depender, especial- mente, da causa da amenorreia e do estado estroge?nico: citrato de clomifeno (na dose de 50-150 mg/dia, iniciando a partir do segundo ao quinto dia do ciclo menstrual e por 5 dias); letrozol ou gonadotrofinas – utilizadas em dose varia?vel dependendo de va?rios fatores, sendo importantes a idade da mulher e o crescimento folicular.

Recomendac?o?es finais

Amenorreia e? um sintoma com mu?ltiplos fatores etiolo?gicos, sendo relativamente frequente na populac?a?o. Requer histo?ria cli?nica minuciosa e exame fi?sico detalhado. Esta afecc?a?o pode trazer preocupac?o?es sobre a feminilidade e fertilidade, com conseque?ncias negativas para autoestima e autoimagem da mulher, por vezes, necessitando de apoio psicolo?gico concomitante ao tratamento. O tratamento da amenorreia deve obedecer aos anseios da mulher e compreende combater o fator etiolo?gico, o tratamento do hipoestrogenismo, o tratamento das manifestac?o?es associadas e, quando possi?vel, a restaurac?a?o da fertilidade.

Refere?ncias

  1. Warren MP, Hagey AR. The genetics, diagnosis and treatment of amenorrhea. Minerva Ginecol. 2004;56(5):437–55.
  2. Bachmann GA, Kemmann E. Prevalence of oligomenorrhea and amenorrhea in a college population. Am J Obstet Gynecol. 1982;144(1):98–102.
  3. Pettersson F, Fries H, Nillius SJ. Epidemiology of secondary amenorrhea. I. Incidence and prevalence rates. Am J Obstet Gynecol. 1973;117(1):80–6.
  4. Herman-Giddens ME, Slora EJ, Wasserman RC, Bourdony CJ, Bhapkar MV, Koch GG, et al. Secondary sexual characteristics and menses in young girls seen in office practice: a study from the Pediatric Research in Office Settings network. Pediatrics. 1997;99(4):505– 12.
  5. The Practice Committee of the American Society for Reproductive Medicine Birmingham A. Current evaluation of amenorrhea. Fertil Steril. 2008;90(Suppl. 3):S219–25.
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Amenorreia hipotalâmica funcional: apresentação de casos e visão geral da literatura

  • Shahla Nader

Resumo

A amenorréia hipotalâmica funcional é uma forma de anovulação crônica que não é causada por causas orgânicas identificáveis ??com conseqüências adversas à saúde. Uma história completa é fundamental na identificação de mulheres com esse transtorno, uma vez que é geralmente associada a fatores relacionados ao estilo de vida, como estresse, perda de peso e exercícios excessivos. Neste artigo, as diretrizes clínicas publicadas recentemente são revisadas e uma série de casos é apresentada e destaca os desafios diagnósticos e terapêuticos encontrados.

Palavras-chave

Amenorréia Anorexia nervosa Exercício excessivo Estresse Déficit energético Hipercortisolemia 

Introdução

A função normal do sistema reprodutor feminino é dependente de uma cascata de eventos e ações hormonais envolvendo o hipotálamo, a hipófise e o ovário, com resposta da via de saída a essas alterações hormonais. O sistema é finamente regulado e fatores externos, como estresse e fome, e internos, como doenças sistêmicas, podem afetar adversamente o sistema, comprometendo a procriação.

O eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal é quiescente durante a infância e desperta na puberdade. O aumento do peso corporal, nomeadamente sinais metabólicos, bem como a diminuição da extraordinária sensibilidade do hipotálamo ao feedback sexual esteróide-negativo, leva à libertação pulsátil de hormona libertadora de gonadotropina (GnRH) adequada para promover a produção hipofisária de hormona luteinizante (LH) ; isso também ocorre de forma pulsátil e inicialmente noturna. Isso estimula a secreção androgênica pelas células da teca do aparelho folicular ovariano, enquanto pequenas quantidades de progesterona também são produzidas. A progesterona retarda a frequência do gerador de pulsos de GnRH, permitindo assim a produção do hormônio folículo-estimulante (FSH), que também é dependente do GnRH, em quantidades suficientes para estimular o crescimento folicular e a produção de estradiol. Finalmente, um folículo vantajoso é selecionado e continua a crescer com a estimulação da FSH, sinergizado por fatores de crescimento produzidos localmente, levando à formação do folículo maduro de Graaf. As altas concentrações de estradiol que são alcançadas e mantidas na fase folicular tardia promovem a liberação de uma onda de LH (com quantidades menores de FSH), atuando diretamente na hipófise anterior. Isto é essencial para a maturação e liberação de oócitos e formação de corpo lúteo, que produz progesterona em grandes quantidades, assim como estradiol. Esses eventos foram previamente resumidos [ As altas concentrações de estradiol que são alcançadas e mantidas na fase folicular tardia promovem a liberação de uma onda de LH (com quantidades menores de FSH), atuando diretamente na hipófise anterior. Isto é essencial para a maturação e liberação de oócitos e formação de corpo lúteo, que produz progesterona em grandes quantidades, assim como estradiol. Esses eventos foram previamente resumidos [ As altas concentrações de estradiol que são alcançadas e mantidas na fase folicular tardia promovem a liberação de uma onda de LH (com quantidades menores de FSH), atuando diretamente na hipófise anterior. Isto é essencial para a maturação e liberação de oócitos e formação de corpo lúteo, que produz progesterona em grandes quantidades, assim como estradiol. Esses eventos foram previamente resumidos [1 ].

Entretanto, no que diz respeito ao endométrio, é primeiro estimulado pelo estradiol e após a ovulação pela progesterona, preparando-o para implantação. Na ausência de gravidez, o corpo lúteo, que depende do LH, torna-se menos responsivo ao LH ao longo do tempo. Após 2 semanas, a produção de hormônio cessa e o endométrio não é mais suportado e é eliminado. Assim, a menstruação segue. Este ciclo ovariano é repetido vez após vez, a menos que seja interrompido por gravidez ou doença. É nesse contexto que a função normal do eixo hipotalâmico-hipofisário é crítica, sendo o hipotálamo muito sensível a fatores externos e internos, mesmo quando a hipófise e o ovário são capazes de funcionar normalmente com estimulação apropriada [ 2 ].

As Diretrizes de Prática Clínica da Sociedade Endocrinológica de 2017 sobre Amenorréia Hipotalâmica Funcional (FHA), co-patrocinada pela Sociedade Europeia de Endocrinologia, a Sociedade Endocrinológica Pediátrica e a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva enfatizam que a FHA é uma forma de anovulação crônica, não causas orgânicas identificáveis, mas frequentemente associadas a estresse, perda de peso, exercício excessivo ou uma combinação delas [ 3]. Também é enfatizado que a FHA é um diagnóstico de exclusão no qual etiologias sistêmicas e endocrinológicas, incluindo doenças da tireóide, hipófise, hipo função e hiperfunção adrenal, falência ovariana e hiperandrogenismo, como na síndrome dos ovários policísticos e anomalias vaginais e Müllerianas, podem ser descartado. Assim, o trabalho deve incluir a dosagem de tirotropina (TSH), tiroxina livre, prolactina, LH, FSH, estradiol e hormônio anti-Mülleriano. Se houver hiperandrogenismo clínico, o teste deve incluir testosterona, sulfato de dehidroepiandrosterona e também a 17-hidroxiprogesterona matutina, caso haja suspeita de hiperplasia adrenal congênita de início tardio. Se houver história de dores de cabeça, náusea, vômito ou alteração da visão, pode ser realizada ressonância magnética (RM) com cortes contrastados e hipofisários. As diretrizes recomendam um teste de densidade mineral óssea basal se o paciente tiver amenorréia por mais de 6 meses. Nos casos de amenorreia primária, a avaliação das anomalias do trato de Müller é recomendada por exame físico, ultrassonografia e, se necessário, ressonância magnética. Um desafio de progestogênio, se positivo, também descartará isso.

Como afirmado, a causa da anovulação é uma redução funcional no drive de GnRH resultando em redução da freqüência de pulso de LH e concentrações de LH e FSH insuficientes para a foliculogênese completa [ 3 ] .]. Sinais neuromoduladores que reduzem a função do GnRH são muitos e incluem os seguintes: ativação do eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal resultando em hipercortisolemia, privação nutricional com leptina reduzida pela perda de gordura corporal, exercício excessivo especialmente quando mais calorias são gastas do que consumidas e estressores e atitudes estressantes. Um estado hipoestrogênico incorre no risco de puberdade tardia e consequências de longo prazo à saúde, com efeitos adversos nos ossos e possivelmente também no sistema cardiovascular, bem como a possibilidade de infertilidade, perda fetal, recém-nascidos pequenos para a idade gestacional e nascimento prematuro. [ 3 ]

Os seguintes casos ilustram variações na apresentação da FHA e alguns dos desafios diagnósticos e terapêuticos encontrados.

Caso 1

Um paciente de 17 anos apresentou história de 21 meses de amenorreia secundária. Sua menarca tinha 14 anos e ela tinha ciclos regulares aos 15 anos. No entanto, aos 16 anos, ela estava amenorréica. Seu peso aos 15 anos foi de 55 kg, com índice de massa corporal (IMC) de 21 kg / m 2 . Ela estava descontente com seu peso e havia também uma história de conflitos familiares. Ela perdeu 23 kg de peso corporal.

Exame: Peso 32 kg, tinha cabelo lanugo e seios atróficos.

Exames laboratoriais: LH <0,5 UI / L, FSH 4,1 UI / L, estradiol 144 pmol / L (39 pg / mL); suas respostas de prolactina e cortisol ao TSH para ACTH foram todas normais. No entanto, seu T3 foi baixo.

Este caso é representativo da anorexia nervosa clássica com imagem corporal distorcida, no contexto de conflitos familiares e estresse. Seu cabelo lanugo é uma característica da anorexia e seus seios atróficos relacionam-se à perda severa de gordura e ao seu estado hipoestrogênico. Seu T3 baixo, junto com o TSH normal, é reflexo da resposta do eixo tireoidiano à inanição. Vale ressaltar que a secreção de FSH é relativamente preservada, em parte, como uma pulsatilidade de GnRH de frequência mais baixa é mais favorável à secreção de FSH e também porque o FSH também é governado por fatores intra-uvários, como a inibina.

Caso 2

Um paciente de 24 anos apresentou história de dois anos de oligomenorreia grave; ela teve três ciclos nesses dois anos. Sua menarca foi aos 13 anos e ela teve ciclos regulares até os 22 anos. Ela não tinha histórico de perda de peso.

Exame: Peso 61,4 kg e seu IMC foi quase 21 kg / m 2 ; exame normal.

Testes laboratoriais disponíveis na consulta: LH 3,5 UI / L, FSH 4,0 UI / L, TSH e prolactina normais.

Este caso é de um paciente com amenorréia e resultados de testes normais. A reação reflexa usual é informar o paciente sobre os resultados normais e incentivá-la a tomar uma pílula anticoncepcional hormonal (COC) combinada para estabelecer a menstruação. No entanto, essa abordagem ignora o problema do paciente, que precisa ser mais explorado. A história é primordial. O paciente esteve envolvido em um programa de exercícios intensivos nos últimos 2 anos, envolvendo 3 h de corrida e aeróbica diariamente. Assim, apesar de sua história de peso estável e de suas gonadotrofinas mensuráveis, seu exercício intensivo havia desativado suficientemente seu eixo hipotalâmico-pituitário-ovariano para amenorréia. Irregularidades menstruais são comuns entre corredores do sexo feminino. Em uma pesquisa com 184 corredores em uma maratona, 32% relataram irregularidade menstrual;4 ].

Caso 3

Um paciente de 15 anos apresentou menstruação irregular. Sua menarca foi aos 9 anos de idade com ciclos irregulares a cada 2½ a 5 semanas. Ela estava em boa saúde e não tinha histórico de perda de peso ou ganho excessivo. Laboratórios anteriores tinham mostrado FSH 2,7 UI / L e TSH e prolactina normais.

Exame: Peso 57,3 kg, IMC 22,5 kg / m 2 , exame normal.

Repetir os testes laboratoriais: LH 3,0 UI / L, DHEAS 4,5 µmol / L (167 µg / dL), testosterona 0,21 nmol / L (6 ng / mL).

Este é um caso em que há certamente um diagnóstico diferencial. Podemos considerar sua menstruação irregular de 9 a 12 anos como ciclos anovulatórios púberes, mas não está claro por que ela permaneceu irregular entre 12 e 15 anos. Sua menarca precoce e falta de estabelecimento de ciclos regulares certamente seriam consistentes com a síndrome dos ovários policísticos (SOP ). Apesar de nenhum ultra-som foi realizado, provavelmente teria mostrado ovários multicísticos, como é comum nesta idade na ausência de desenvolvimento folicular de Graaf. Ela teria então se encaixado na definição de Rotterdam do fenótipo normoandrogênico da SOP. Acontece que ela estava intensamente envolvida em ginástica, dança e torcida dos 12 aos 15 anos. Durante um ano de acompanhamento e com atividade física diminuída, ela estabeleceu menstruação regular. Em recente revisão de Copp et al.5 ]. Na ausência de uma história detalhada, é muito provável que isso se aplique a muitos dos pacientes normoandrogênicos com menstruação irregular e ovários multicísticos rotulados como SOP.

Caso 4

Um paciente de 33 anos apresentou amenorreia secundária. Sua menarca tinha 13 anos de idade, com ciclos regulares até os 31 anos. Ela teve três menstruações de 31 a 33 anos.

Exame: Peso 63,4 kg e IMC de 21 kg / m 2 , exame normal.

Exames laboratoriais: LH 5,0 UI / L, FSH 7,0 UI / L, estradiol 74 pmol / L (20 pg / mL), TSH e prolactina normais.

Imagens prévias mostraram que a hipófise estava 60% vazia.

Uma sela vazia pode ser secundária a cirurgia, radiação, infarto como na síndrome de Sheehan e autoimune como na hipofisite linfocítica, ou pode ser um processo primário devido a um defeito no sella diafragmático [ 6]. Uma minoria de pacientes com sela vazia pode ter seqüelas endócrinas, como baixas concentrações de gonadotrofinas e / ou alta prolactina. O diagnóstico diferencial de sua amenorréia incluiu a síndrome de sella vazia. No entanto, uma história adicional revelou que ela havia perdido 7 a 9 kg nos três anos anteriores e também estava fisicamente muito ativa durante esse período, com um histórico de corrida de 10 a 13 km por dia e cinco horas de outras atividades, incluindo aeróbica. Durante o acompanhamento, ela teve uma fratura por estresse e parou de se exercitar por alguns meses. Sua menstruação prontamente recomeçou. Assim, seu diagnóstico final foi a FHA. Às vezes é mais fácil identificar a causa de um problema em uma anormalidade estrutural, como no caso dela, mas a etiologia real pode ser bem diferente.

Caso 5

Paciente de 21 anos apresentou história de amenorréia primária. Sua pubarca foi aos 11 anos de idade, mas ela não teve desenvolvimento ou menstruação das mamas. Foi avaliada aos 15 anos e 11 meses de idade para crescimento e atraso puberal. Os registros referentes a esta avaliação mostraram um peso de 40,5 kg, seu LH e FSH foram de 4,8 e 8,8 UI / L, o estradiol foi de 137 pmol / L (37 pg / mL), e o TSH e a prolactina foram ambos normais. Sua idade óssea nessa época estava entre 13 e 13 anos. Aos 17 anos, os sintomas abdominais levam ao diagnóstico de doença de Crohn e ela foi tratada com cursos de prednisona (brevemente) e posteriormente adalimumabe, um bloqueador do fator de necrose tumoral, e mercaptopurina, com melhora. Os registros aos 17 anos revelaram LH 11,4 UI / L, FSH 5,9 UI / L e estradiol 30 pmol / L (8,2 pg / mL). A imagem cerebral estava normal. Ao longo do tempo,

Ela saiu da pílula COC aos 20 anos e não teve menstruação, mesmo com o desafio da progesterona. Seu peso era estável de acordo com sua história. Ela correu 10 km por semana.

Exame: peso 54 kg, IMC 20 kg / m 2 e peitoral pequeno 2 a 3 mamas.

Os exames laboratoriais mostraram LH 5,9 UI / L, FSH 6,3 UI / L, estradiol 211 pmol / L (57 pg / mL) e testosterona normal e DHEAS. Os laboratórios de repetição mostraram LH de 5,67 UI / L e estradiol de 100 pmol / L (27 pg / mL).

Antes de receber seus prontuários, o diagnóstico diferencial foi amenorréia hipotalâmica primária versus atraso puberal relacionado a doença sistêmica, baixo peso e algumas corridas. No entanto, seus exames laboratoriais, especialmente aos 17 anos, quando o LH foi de 11,4 UI / L e o FSH foi de 5,9 UI / L, eliminou o diagnóstico de amenorreia hipotalâmica primária. De fato, o LH era consistente com a puberdade precoce, que é um estado dominante no LH. Ela foi tratada com uma dose de 0,1 mg de estradiol semanalmente, na tentativa de induzir algum desenvolvimento mamário.

Para testar a integridade do eixo hipotalâmico-pituitário-ovariano (HPO), ela foi posteriormente retirada do adesivo de estradiol e administrada 100 mg de clomifeno por dia durante 5 dias. Seu LH aumentou de 4,26 para 7,65 UI / L, seu FSH de 6,0 para 7,6 UI / L e seu estradiol de 127 para 2002 pmol / L (34,2 para 541 pg / mL). Esta tremenda resposta ao estradiol confirmou a integridade do eixo HPO e, como esperado, ela teve sangramento após o desafio de retirada da progestina. O clomifeno tem atividade anti-estrogênica e também estrogênica, e seu efeito antiestrogênico estimula o gerador de pulsos de GnRH a melhorar a produção, daí a resposta da hipófise e, por sua vez, do ovário. Em casos de desligamento mais profundo do GnRH, o teste de desafio pode não resultar em um resultado positivo, como neste caso, mas tal resposta confirma a integridade do eixo HPO.

Infelizmente, ela não teve mais menstruação, apesar do fato de que sua doença de Crohn estava sob controle. Pode ser que seu peso relativamente baixo, histórico de exercícios e desligamento prolongado de GnRH estejam atrapalhando sua recuperação. Ela foi colocada de volta em um adesivo de estradiol e recebeu progesterona cíclica. Ela também foi informada de que tinha que ganhar cerca de 4 a 5 kg e / ou parar de correr antes que fosse razoável retirá-la do tratamento hormonal.

Caso 6

Um paciente de 27 anos de idade assistiu com amenorréia essencialmente primária. O desenvolvimento da mama ocorreu aos 11 anos e seu único episódio de sangramento espontâneo foi de 1 dia de manchas vaginais aos 14 anos. Ela recebeu COC aos 16 anos, com menstruação seguinte, e os ligou e desligou, sem menstruação quando estava ausente. Além disso, ela não teve menstruação de abstinência ao desafio prévio de progesterona. Seu peso era de 66 kg aos 18 anos. Embora ela fosse vegetariana e “não comesse gordura”, ela não tinha histórico de distúrbio alimentar, como anorexia. História adicional revelou que ela andou de bicicleta de 128 a 192 km por semana, dos 13 aos 25 anos, reduziu o ciclismo para 48 km e “andou muito” dos 25 aos 27 anos.

Exame: Peso 62 kg, IMC 21 kg / m 2 e exame normal.

Exames laboratoriais: LH 1,06 UI / L, FSH 2,6 UI / L, estradiol 94 pmol / L (25,5 pg / mL), TSH e prolactina normais e imagem hipofisária normal.

Ela recebeu um diagnóstico de FHA, relacionado ao seu histórico de exercícios, e parou de andar de bicicleta após sua visita. Dois meses depois, ela teve algumas manchas após o desafio de progesterona, mas sem menstruação. Ao longo dos 2 anos subsequentes, ela realizou dois testes de desafio de clomifeno com 100 mg de clomifeno administrados por 5 dias. Enquanto seu LH aumentou para 8 e 9,5 UI / L no primeiro e segundo testes, seu estradiol permaneceu baixo após o clomifeno a 103 e 122 pmol / L, respectivamente (27,9 e 33 pg / mL). Ao longo desses dois anos, ela teve mais dois episódios de manchas, uma com duração de três dias.

A FHA foi o diagnóstico errado? Isso é improvável. Uma pesquisa na Internet revelou que pedalar cerca de 8 km por hora por 6 horas (= 48 km, que era seu hábito antes do exercício antes de parar) queima 1250 calorias. Assim, nesse ritmo, ela teria queimado cerca de 3750 calorias a cada três semanas com esse exercício. A consulta com um especialista em nutrição revelou que, em média, 3800 calorias extras levariam a um ganho de peso de meio quilo. Assim, se ela estava comendo a mesma quantidade, como ela professou, ela deveria ter ganho cerca de 8 kg por ano. No entanto, ela só ganhou cerca de 2 kg em 2 anos, portanto, talvez, sua falta de recuperação. Ela foi tratada com um adesivo de estradiol e progesterona cíclica.

Caso 7

Um paciente de 39 anos foi atendido por amenorreia secundária. Sua menarca foi aos 12 anos, com ciclos regulares, interrompidos por duas gestações. Ela permaneceu regular até os 38 anos quando sua menstruação parou. Ela não tinha histórico de distúrbio alimentar ou exercício excessivo e não apresentava sintomas sugestivos de perimenopausa. No entanto, aos 38 anos, ela desenvolveu uma polineuropatia auto-imune dolorosa e perdeu 22,5 kg em um ano, reduzindo seu peso para 60 kg e um IMC de 20,7. Sua neuropatia foi tratada com esteróides, brevemente, e analgésicos e, posteriormente, imunoglobulina intravenosa foram adicionados com a resposta ao longo do tempo.

Exame: Peso 60 kg, IMC 20,7 kg / m 2 , exame geral normal.

Exames laboratoriais: LH 5,44 UI / L, FSH 6,0 UI / L, estradiol 574 pmol / L (155 pg / mL), que é consistente com um nível de fase mid-follicular. Seu TSH e prolactina eram normais.

A etiologia de seu FHA foi explicada a ela, e depois de seus exames laboratoriais, ela foi informada de que poderia estar se recuperando, já que seu estradiol era normal. Ela recebeu um progestogênio, com sangramento de retirada conforme o esperado. Dentro de dois meses de sua visita, ela restabeleceu a menstruação regular. Que informação recebeu em relação à etiologia de seu FHA? Foi apenas a sua perda de peso e ela ganhou peso suficiente para permitir a recuperação? Não exatamente, já que seu peso tinha flutuado entre 59,5 e 60,9 kg de 5 meses antes de sua visita a 5 meses depois. Então, por que ela se recuperou de seu FHA dentro de dois meses de sua visita? Foi porque outro fator estava envolvido no caso dela, a saber, opiáceos exógenos.

Ela havia sido tratada com hidrocodona com paracetamol 10/325 mg a cada 4-6 horas por muitos meses. Além disso, ela estava em um remendo de fentanil para dor de ruptura durante este tempo. A retirada gradual dos opiáceos, coincidindo com a sua visita, permitiu a retomada da menstruação, apesar da falta de ganho de peso significativo. Assim, a etiologia de sua amenorréia foi perda de peso no contexto de doença sistêmica, composta por narcóticos. Os analgésicos narcóticos desligam o gerador de pulsos de GnRH e o eixo pituitário-ovariano também é desligado [ 7 ], achado que foi ilustrado há muitos anos [ 8 ] .]. Usando eletrodos implantados no hipotálamo medioebral do macaco rhesus ovariectomizado para registrar a atividade de multiunidades, com a medida simultânea do LH sérico, foi demonstrado que uma infusão intravenosa única de morfina por 2 minutos (2 mg por kg de peso corporal) encerra atividade elétrica multiunitária do gerador de pulsos e os pulsos de LH correspondentes, com duração de pelo menos 4 h. O resultado é o mesmo dos opioides endógenos, como a ?-endorfina, produzidos em resposta ao estresse e ao exercício. Embora as diretrizes da Endocrine Society mencionem os opiáceos, juntamente com outras drogas que possam afetar o eixo HPO, a influência dos opiáceos precisa ser mais enfatizada [ 3]. Isso é especialmente verdade no atual clima de uso liberal (e também abuso) para o alívio da dor em mulheres em idade reprodutiva e também em homens.

Caso 8

Um paciente de 16 anos foi visto por oligomenorreia. Sua menarca tinha 13 anos e ela teve ciclos irregulares por um ano. Ela então estabeleceu ciclos regulares e estes permaneceram regulares por 6 meses antes de se tornarem irregulares novamente. Seu último ciclo menstrual foi de 4 meses antes de sua visita. Ela havia perdido 13,5 kg no ano anterior, mudando seus hábitos alimentares e também estava correndo 8 km por semana durante esse período.

Exame: Peso 48,6 kg, IMC 19 kg / m 2 , hirsutismo abdominal leve.

Testes laboratoriais: o seu LH foi de 0,3 UI / L, o FSH de 3,6 UI / L, a prolactina normal, o TSH e o T4. Seu T3 foi baixo em 1,1 nmol / L (74 ng / dL), sua testosterona foi <1,4 nmol / L (<20 ng / dL), e DHEAS foi 2,8 ?mol / L (105 ?g / dL).

Depois de alguma discussão, ela concordou em recuperar um pouco de peso e retornou 3 meses depois. Ela ganhou 12,5 kg (IMC agora 24 kg / m 2 ) e seu exercício permaneceu inalterado. Nenhuma menstruação se seguiu.

Repita os testes laboratoriais na segunda visita: LH 16,8 UI / L. Com a possibilidade de este alto LH ser seu aumento de LH, nenhuma ação foi tomada. No entanto, ela não teve menstruação e uma repetição de LH várias semanas depois foi de 21,3 UI / L com FSH de 5,1 UI / L. Sua testosterona agora estava alta em 3,0 nmol / L (92 ng / dL) e seu DHEAS era de 3,3 ?mol / L (124 ?g / dL). Hiperplasia adrenal congênita de início tardio foi descartada e PCOS foi diagnosticada.

Acompanhamento durante os 9 anos subseqüentes: Ela permaneceu anovulatória com mais ganho de peso e tomou COC durante esse período para acne e também metformina.

Este paciente tinha claramente FHA na apresentação inicial, com baixo LH, FSH relativamente normal e T3 baixo proporcionalmente com perda de peso significativa. No entanto, desde o seu ganho de peso inicial e também subsequente, ela permaneceu anovulatória. Sua anovulação e hiperandrogenismo, manifestando-se clinicamente como acne, são consistentes com a SOP. As diretrizes da Endocrine Society discutem os sinais metabólicos que, em uma mulher normal, permitem o funcionamento normal do eixo HPO [ 3 ]. Efeitos do excesso de peso neste sistema, com resistência à insulina e hiperandrogenismo, também são bem conhecidos. O que é interessante no caso apresentado acima é que parece que a janela de sinalização metabólica para o funcionamento normal do eixo HPO pode ser bastante estreita em algumas mulheres e possivelmente de difícil manutenção.

Comentários adicionais e visão geral

Sugestões metabólicas apropriadas são necessárias para o funcionamento normal do eixo HPO e, dado o requerimento energético da reprodução, atletas do sexo feminino com déficit energético (gastando mais energia do que comem) frequentemente têm FHA, assim como aquelas com anorexia que também diminuem a leptina 3. Neurônios dentro do núcleo arqueado secretam kisspeptina e isso estimula a GnRH e pode ser a via final comum que integra outros sistemas de sinalização neuromoduladores. Assim, a falta de kisspeptina pode levar à diminuição do GnRH. Uma duração mais longa de insulto é tipicamente associada a um tempo maior de reversão à menstruação normal. A incapacidade de atingir um pico adequado de massa óssea é um risco significativo a longo prazo da HFF, especialmente naqueles com hábitos alimentares restritivos e baixo peso. As fraturas por estresse são comuns em pessoas com baixa massa óssea, mas o estado de baixa energia também pode levar à diminuição da formação óssea e do turnover ósseo, favorecendo um estado de reabsorção. Este desacoplamento da remodelação óssea é mais típico da deficiência nutricional, em oposição à perda de estrogênio [ 3]. A ativação do eixo HP-adrenal também está fortemente ligada à redução do GnRH, daí o aumento do cortisol que é visto em pacientes com FHA, como relacionado ao estresse e transtornos alimentares e exercício [ 3 ].

A intervenção primária deve ser a mudança de comportamento com o aumento da ingestão de calorias, melhor nutrição e / ou diminuição do exercício, bem como apoio psicológico. Muitas vezes, o ganho de peso é necessário. Embora a substituição do estrogênio seja freqüentemente realizada pelo uso de COC, as diretrizes da Endocrine Society desaconselham seu uso, em parte porque elas podem mascarar o retorno da menstruação e também porque a perda óssea pode continuar apesar de seu uso. Além disso, o COC (e o estrogênio oral) regula negativamente o IGF-1, um hormônio trófico ósseo [ 3 ] .]. Assim, se a terapia hormonal é dada por causa da falta de retorno da menstruação após um teste razoável de mudanças comportamentais, incluindo melhor nutrição e diminuição do exercício, o uso a curto prazo de estrogênio transdérmico com progestina oral cíclica é apropriado. O estrogênio transdérmico não afeta a secreção de IGF-1 [ 3 ]. Em um estudo de adolescentes anoréxicos randomizados para estrogênio transdérmico e progestogênio oral cíclico versus adesivos placebo e pílulas cíclicas placebo por 18 meses, houve melhorias significativas na densidade óssea lombar e também na melhora da densidade óssea do quadril nesse período versus placebo [ 9]. No entanto, a saúde óssea pode não ser protegida com reposição de estrogênio se o déficit de energia continuar. Se a FHA tem consequências cardiovasculares adversas a longo prazo também é uma preocupação potencial.

Naqueles que desejam engravidar, as diretrizes recomendam a indução da ovulação apenas naqueles com índice de massa corporal (IMC) de pelo menos 18,5 kg / m 2 após tentativas de normalizar o déficit de energia. Existe um risco maior de resultados adversos na gravidez se o IMC for <18,5 kg / m 2 [ 3 ]. O GnRH pulsátil, se disponível, é recomendado como tratamento de primeira linha, seguido de terapia com gonadotrofinas com algum cuidado para evitar a gestação múltipla e a síndrome de hiperestimulação ovariana grave. Em pacientes com estrogênio endógeno suficiente, o citrato de clomifeno (ou letrozol) pode induzir o desenvolvimento folicular, como no caso 5. As diretrizes recomendam contra o uso da terapia com kisspeptina e leptina para o tratamento da infertilidade [ 3 ].

 


Amenorréia

Gul Nawaz ; Alan D. Rogol .

Última atualização: 21 de janeiro de 2018 .

Introdução

O ciclo menstrual feminino compreende normalmente um ciclo de 28 a 30 dias, que contém 2 fases, a fase proliferativa e a fase secretora. No final do ciclo, o revestimento uterino começa a se desprender, o que é um fenômeno normal da menstruação feminina.

A ausência de menstruação durante a fase reprodutiva durante a idade reprodutiva de aproximadamente 12 a 49 anos é conhecida como amenorréia.

Etiologia

Amenorréia é classificada em dois tipos determinados pela patogênese. A amenorréia primária é a ausência de iniciação da menstruação, e amenorréia secundária é uma ausência de menstruação em uma mulher menstruada previamente normal. Existem muitos outros tipos de classificação de amenorréia com base na anatomia dos órgãos reprodutivos femininos, mas essa é a forma mais aceita de classificar as causas da amenorréia.

Epidemiologia

A amenorréia não é uma ameaça à vida, mas a perda do ciclo menstrual tem sido associada a um alto risco de fraturas de quadril e punho.

Fisiopatologia

A ausência de menstruação em uma mulher em idade reprodutiva está relacionada à perturbação do mecanismo fisiológico, hormonal normal ou anormalidades anatômicas da mulher. O mecanismo fisiológico normal funciona equilibrando os hormônios e fornecendo feedback entre o hipotálamo, a hipófise, os ovários e o útero.

Durante o ciclo menstrual normal feminino, o hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) é liberado do hipotálamo, e funciona na hipófise para liberar o hormônio folículo estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH) e esses 2 hormônios da hipófise atuam nos ovários com a produção de estrogênio e progesterona para trabalhar no útero para realizar a fase folicular e secretora do ciclo menstrual. Qualquer defeito em qualquer nível dessa fisiologia normal da mulher pode causar amenorréia.

Por outro lado, o desvio da anatomia normal dos órgãos reprodutivos de uma mulher também pode causar amenorréia.

História e Exame Físico

Durante a história e o exame físico, os médicos primeiro precisam perguntar sobre a idade de um paciente e em que idade o paciente iniciou a menstruação na puberdade (menarca). Esta informação é importante para determinar e diferenciar entre amenorréia primária e secundária. Se o paciente não estava menstruando, então deve ser amenorréia primária. Todos os outros casos serão amenorreia secundária.

Após a idade cronológica, a coisa mais importante a determinar é a idade psicossocial do paciente, bem como seu quociente de inteligência (QI) para descartar qualquer causa cromossômica de amenorréia primária. Depois disso, os médicos devem indagar sobre os outros aspectos do crescimento, como o desenvolvimento dos brotos mamários, porque a ausência de broto mamário até os 13 a 14 anos indica deficiência de estradiol, e há necessidade de mais investigações.

Para descartar amenorréia secundária, os médicos precisam determinar o período de tempo da ausência de menstruação na mulher menstruada anteriormente normal. A causa mais importante da amenorréia secundária é a gravidez, por isso deve ser descartada primeiro. Eles devem então perguntar sobre cirurgias anteriores para a síndrome de Asherman.

Uma história de sudorese noturna, distúrbios do sono e ondas de calor para insuficiência ovariana prematura, história de quimioterapia e radioterapia para neoplasia deve ser obtida, pois também podem causar insuficiência ovariana em mulheres jovens. A síndrome dos ovários policísticos (SOP) deve ser descartada de acordo com os critérios de Rotterdam.

O teste de visão e o sentido do olfato devem ser realizados para o adenoma hipofisário e a síndrome de Kallman. Uma história de medicação é muito importante porque os antipsicóticos são uma das causas mais comuns de altos níveis de prolactina que levam à amenorréia. O uso de anticoncepcionais, cocaína, opióides e antiepilépticos pode causar a ocorrência de falha na menstruação, dieta, exercícios extenuantes, perda de peso e anorexia nervosa, que podem ser determinados pela anamnese apropriada para determinar a causa da amenorréia.

História de neurossarcoidose, hemocromatose e presença de qualquer doença crônica deve ser detectada para determinar a razão exata como essas doenças afetam grandemente o eixo hipotalâmico-hipofisário, que desempenha um papel vital no controle do ciclo menstrual feminino.

O exame físico inclui o exame físico geral que pode ser usado para determinar causas como desnutrição ou hepatomegalia. O exame também deve incluir:

  • Medindo altura, peso e índice de gordura do paciente para procurar a presença de qualquer doença crônica
  • Verificar o índice de massa corporal (IMC) para descartar anorexia nervosa e desnutrição,
  • Verificação de erosão dentária,
  • À procura de calos metacarpofalângicos ou hematomas
  • Verificar a pele por hirsutismo, perda de cabelo ou acne para investigar possível hiperandrogenemia

A Acanthosis nigricans (condição da pele) também pode fornecer pistas para a SOP. Examinar os seios, pêlos pubianos e o índice clitoriano também é uma parte importante do exame físico na mulher com amenorréia. A síndrome de Turner pode ser descartada através de um exame normal do tórax. Os médicos também devem realizar um exame de fundo para descartar a gravidez e um exame vaginal para verificar se há hematocolpos em um hímen imperfurado.

Avaliação

A avaliação deve incluir:

  • Beta hCG para descartar a gravidez, porque a gravidez é a causa mais comum de amenorreia
  • Nível de prolactina para descartar prolactinoma
  • Testosterona e DHEAS para descartar a hiperandrogenemia
  • FSH e LH para amenorreia hipotalâmica, IMC (para procurar desnutrição, anorexia nervosa e exercício extenuante excessivo)
  • Ultrassonografia pélvica e tomografia computadorizada de adrenal para tumores secretores de andrógenos e outros defeitos anatômicos como a síndrome de Mayer-Rokitansky-Kauser-Hauser
  • Teste de provocação com progesterona: Este teste é realizado para diferenciar entre anovulação, deficiência anatômica e estradiol como causas de amenorréia. A progesterona é administrada ao paciente na forma de injeção intramuscular e após a retirada da progesterona. Se o sangramento ocorrer dentro de 2 a 7 dias, a causa deve ser a anovulação, mas se não ocorrer sangramento após a retirada da progesterona, as causas são outras que não anovulação ou falha ovariana prematura. Essas outras causas podem incluir deficiência de estradiol ou defeitos anatômicos como estenose cervical e síndrome de Asherman.
  • A cariotipagem às vezes é um teste importante para as síndromes de Turner e insensibilidade androgênica.

Tratamento

O tratamento depende principalmente da causa da amenorréia. Se a causa da amenorréia for deficiência de estrogênio, o estrogênio pode ser administrado. Se amenorréia é devido à desnutrição, plano de dieta adequada pode curar o paciente com sucesso. Para anorexia nervosa e amenorréia induzida por estresse, a terapia cognitivo-comportamental e os ISRSs podem ajudar. Drogas agonistas da dopamina, como a cabergolina, podem tratar o prolactinoma e, se forem grandes, a cirurgia pode proporcionar uma cura completa. O procedimento cirúrgico adequado pode tratar causas anatômicas da amenorréia. SOP pode ser tratada por contraceptivos orais combinados e metformina. ISRS pode tratar amenorréia hipotalâmica induzida pelo estresse.

Pérolas e outras questões

As causas da amenorréia são diversas e uma abordagem multidisciplinar é necessária. Os pacientes devem ser acompanhados por vários anos para garantir que o ciclo menstrual tenha retornado.

Referências

1 Stárka L, Dušková M. [Amenorreia hipotalâmica funcional]. Vnitr Lek. 2015 de outubro; 61 (10): 882-5. [ PubMed ]
2 Van der Wijden C, Manion C. Método de amenorreia lactacional para planejamento familiar. Cochrane Database Syst Rev. 2015, 12 de outubro; (10): CD001329. [ PubMed ]
3 Jamieson MA. Distúrbios da Menstruação em Adolescentes. Pediatr. Clin. North Am. 2015 ago; 62 (4): 943-61. [ PubMed ]

A amenorreia é definida como a ausência de menstruação durante mais de três ciclos consecutivos ou seis meses consecutivos em uma mulher que costumava menstruar antes desse período; é a chamada amenorreia secundária. Amenorreia primária é a ausência de menstruação na idade de 13 anos em uma menina que não apresenta outros sinais de desenvolvimento da puberdade ou em uma adolescente de 15 anos que apresenta esses mesmos sinais. De acordo com sua origem, a amenorreia pode ser classificada em anatômica ou funcional. A forma anatômica inclui as formas congênitas – como a agenesia mülleriana, atresia cervical ou hímen imperfurado – e as formas adquiridas. Um exemplo é a síndrome de Asherman, caracterizada por sinéquia intrauterina, geralmente como consequência de procedimentos de curetagem. A manutenção da função reprodutiva requer a função secretora dos ovários, relacionada com a produção de hormônios esteroides. A deficiência da função ovárica (hipogonadismo) pode ser resultado do estímulo inadequado dos hormônios hipofisários (hipogonadismo hipogonadotrófico) ou disfunção gonadal primária (hioponadismo hipergonadotrópico). Entre as causas funcionais, as mais comuns são as relacionadas com as mudanças no funcionamento normal do eixo hipotálamo-hipófiseovário, como exercício excessivo, anorexia nervosa e, em menor grau, hiperprolactinemia, síndrome do ovário policístico e distúrbios de tireoide. A amenorreia fisiológica ocorre na gravidez e na amamentação, antes da puberdade e depois da menopausa.

Fonte: ¨RGR Publicações S.A. Todos os direitos reservados. © 2012,

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CICLO MENSTRUAL – FISIOLOGIA HORMONAL FEMININA

[vc_row][vc_column width=”1/1″ border_color=”#000000″][vc_column_text disable_pattern=”true” align=”left” margin_bottom=”0″ p_margin_bottom=”20″ width=”1/1″ el_position=”first last”]http://www.dreamstime.com/royalty-free-stock-photography-female-menstrual-cycle-ovulation-process-hormone-levels-detailed-medical-illustration-image38558577

ciclo

 

O ciclo hormonal NORMAL apresenta a flutuação de vários hormônios, principalmente FSH, LH, estradiol e progesterona.

Classicamente dividimos o ciclo menstrual em duas fases:
1. uma chamada FOLICULAR ou PROLIFERATIVA ou ESTROGÊNICA, onde há predomínio do estradiol em relação à progesterona, sendo fundamental na produção dos folículos, principalmente o folículo ovulatório que em geral se rompe por volta do 14o. dia do ciclo. É neste momento da OVULAÇÃO que ocorre o pico do hormônio luteinizante (LH), folículo estimulante (FSH) e do próprio estradiol.


2. A outra fase do ciclo menstrual é chamada LÚTEA OU SECRETORA OU PROGESTOGÊNICA, onde há predomínio da progesterona em relação ao estradiol, porque o corpo feminino se prepara para a gravidez que não ocorrendo, após a queda fisiológica dos níveis de progesterona, ocorre a menstruação e se inicia um novo ciclo.

Patologias como Síndrome dos Ovários Policísticos, Endometriose, Infertilidade (sobretudo por insuficiência lútea), Tensão Pré-menstrual e Dismenorreia estão relacionadas ao que chamamos de HIPERESTROGENISMO: uma predominância dos hormônios estrogênios, não exatamente o estradiol, mas principalmente outros estrogênios com estruturas moleculares diferentes do que você produz, quer sejam etinilestradiol (presente em muitos anticoncepcionais), xenoestrogênios e bisfenol A (presentes em inúmeros produtos alimentícios artificiais, copos de plástico, embalagens de bebidas como os refrigerantes, sucos de caixinha e até mesmo no garrafão de água mineral que é aquecido no seu transporte até a casa do consumidor). Progestágenos, ou seja, medicamentos com ação similar à progesterona, por impedir a ação da própria progesterona natural, também estão envolvidas na predominância estrogênica.

Portanto, qualquer contraceptivo que possui hormônio que o corpo não produz, além de não ser FISIOLÓGICO pode ser MALÉFICO. Já estão bem estabelecidos os riscos de trombose, acidente vascular cerebral (AVC), obesidade, distúrbios metabólicos e até mesmo certos tipos de cânceres com o uso dos contraceptivos. Quer saber mais? Acesse a comunidade do facebook Vítimas de Anticoncepcionais.

 

Glaucius Nascimento[/vc_column_text][mk_blockquote style=”line-style” text_size=”33″ align=”center” width=”1/1″ el_position=”first last” font_family=”Garamond, serif” font_type=”safefont”]Qualquer contraceptivo que possui hormônio que o corpo não produz, além de não ser FISIOLÓGICO pode ser MALÉFICO.[/mk_blockquote][vc_column_text disable_pattern=”true” align=”left” margin_bottom=”0″ p_margin_bottom=”20″ width=”1/1″ el_position=”first last”]Escolha um método contraceptivo seguro, preferencialmente sem hormônios, preferencialmente a longo prazo. O Dispositivo Uterino de Cobre representa um excelente método contraceptivo.

Glaucius Nascimento[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][mk_page_section][/mk_page_section][vc_column width=”1/1″][/vc_column][/vc_column][/vc_row]