Gerenciamento do Estresse

Segue um vídeo que gravei sobre Gerenciamento do Estresse na Gravidez https://youtu.be/Gi-yU7g5yqM

 2016 Fev 1; 3: 189-95. doi: 10.1016 / j.pmedr.2016.01.009. eColeção 2016 jun.

Uma exploração do papel da religião e espiritualidade na promoção do bem-estar dos médicos em Medicina de Emergência.

Resumo

INTRODUÇÃO

A Síndrome de Burnout é altamente prevalente entre os médicos de medicina de emergência (ME) e tem um impacto significativo na qualidade dos cuidados e na capacidade de trabalho. O objetivo deste estudo foi determinar se maior religião / espiritualidade (R / S) está associada a uma menor prevalência de Burnout entre os médicos ME (desfecho primário). Uma história de ações judiciais por negligência e comportamentos desadaptativos foram os resultados secundários.

MÉTODOS:

Este foi um estudo transversal, baseado em pesquisas, conduzido entre uma amostra aleatória de médicos da lista de discussão da Faculdade de Medicina de Emergência de Massachusetts. A Síndrome de Burnout foi medida usando uma versão validada de 2 itens do “Maslach Burnout Inventory”. Comportamentos desadaptativos (fumo, bebida e uso de substâncias) e negligência médica foram auto-referidos. As medidas de R / S incluíam religiosidade organizada, afiliação religiosa, prática privada de R / S, autopercepção da espiritualidade, descanso religioso e compromisso religioso. A regressão logística foi usada para modelar os desfechos do estudo como uma função dos preditores de R / S.

RESULTADOS:

Dos 422 médicos da EM que receberam o convite para participar, 138 completaram a pesquisa (32,7%). A prevalência de Burnout foi de 27%. Nenhuma associação significativa foi observada entre os indicadores de Burnout e R / S. Comportamentos desadaptativos (OR ajustado = 0,42, IC: 0,19 a 0,96; p = 0,039) e histórico de negligência médica (OR ajustado = 0,32; IC: 0,11 a 0,93; p = 0,037) foram menos prováveis ??entre os médicos que relataram estar mais envolvidos organizada atividade religiosa e observar um dia de descanso por motivos religiosos, respectivamente.

CONCLUSÃO:

Este estudo fornece evidências preliminares para uma possível associação protetora de certas dimensões do R / S em comportamentos mal-adaptativos e negligência médica entre médicos ME.

PALAVRAS-CHAVE: Esgotamento; Medicina de emergência; Prevenção; Religião; Espiritualidade

 


estresse

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Acordar no sábado pesquisar sobre avaliação da composição corporal na gravidez e encontrar uma trabalho que relacionou a avaliação do cortisol materno (pela saliva, que muitos críticos dizem que não tem significado) com a adiposidade infantil apenas me estimula a continuar estudando e avaliando a gestante de forma personalizada
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?Foram avaliadas 67 gestantes através do cortisol salivar, diversas amostras (60 para cada gestante no total) ao longo da gravidez e correlacionado com a composição corporal de seus descendentes com seis meses de idade através da Densitometria por dupla emissão de raio-x (DEXA)
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?Entringer e colaboradores, 2016 concluíram neste trabalho que existe um efeito específico no estágio de gestação do cortisol materno sobre o ganho de adiposidade infantil na vida pós-natal precoce e fornecem evidências em humanos para apoiar o papel dos glicocorticóides na programação fetal do risco de obesidade infantil
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Da mesma maneira que devemos avaliar a composição corporal de forma adequada principalmente no período em que ela mais se modifica, a avaliação do estresse materno também deve ser melhor avaliada, posto que a gravidez sabidamente representa um momento importante na vida da mulher, porém com diversas modificações que alteram o gerenciamento do estresse materno
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Assim, agir preventivamente buscando o melhor gerenciamento do estresse, orientar hábitos saudáveis de vida, avaliar o hormônio relacionado com o estresse materno (cortisol), orientar acompanhamento específico seja por um psicólogo ou psicanalista, tratar alguns casos com fitoterápicos ou nutracêuticos parece-me muito salutar
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CICLO DO ESTRESSE E DA DOR
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??Várias síndromes / patologias cursam com dor e estão relacionadas ao estresse. É óbvio: se a patologia já cursa com dor e a pessoa encontra-se estressada, lógico que irá doer mais. Existem mecanismos bioquímicos, alguns neurotransmissores são produzidos (ou deixam de ser) e desencadeiam diversas reações bioquímicas. Algumas pesquisas apontam que há uma maior produção de substâncias pró-inflamatórias, que irão aumentar nas síndromes dolorosas. Existe correlação entre mente e corpo, isto é indiscutível
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??Agora imagine esta pessoa que tem uma síndrome dolorosa e não dorme direito… O que vai acontecer no outro dia? A dor é mais intensa!
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??Esta mesma pessoa é cercada por outras que também são desencadeadoras do seu estresse e pior, não passa por uma vida financeira boa. Tem influência? Claro!!! O ser humano é um ser psico-social!
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??E o que é possível fazer para minimizar esta dor, para melhorar este ciclo do medo e do estresse?
Combater o MEDO E ANSIEDADE, através de terapias são capazes de aumentar sua coragem e calma, paciência, resiliência para mudar.
Tirar o ENFOQUE DA DOR e passar para o enfoque do bem-estar. Com o que você se sente bem (desde que seja saudável) que podemos fazer para minimizar o seu sofrimento?
Tratar o DESCONDICIONAMENTO, alguns exercícios físicos ou tratamentos fisioterápicos e psicoterapia / psicanálise podem ajudar bastante
Considerar a terapêutica apropriada para a DEPRESSÃO, não necessariamente ou apenas com medicamentos, mas com nutracêuticos e principalmente modificações do estilo de vida
Atenção especial às CRENÇAS, EXPECTATIVAS e ATRIBUIÇÕES: é preciso considerar o ser humano como um todo incluindo o seu aspecto espiritual, suas expectativas e sonhos, até mesmo a respeito de suas atribuições no trabalho. Precisamos melhorar a capacidade de trabalho de um indivíduo. Quem trabalha feliz, está bem espiritualmente e dá conta de suas atribuições certamente está cuidando de sua saúde de forma integral
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??QUER COMBATER O SEU ESTRESSE OU SUA DOR? LANCE MÃO DE OPÇÕES TERAPÊUTICAS QUE MELHOREM A SUA QUALIDADE DE VIDA!!!
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Fonte da Figura: Medicina Comportamental 5a. Edição

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 Outra Ilustração interessante do trabalho de J. St-Pierre et al., 2015
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?Após um evento estressante, o hipotálamo produz o hormônio corticotropina (CRH) que induz a produção do Hormônio Adrenocorticotrófico (ACTH) pela glândula pituitária. ACTH, por sua vez induz a produção de cortisol pelas glândulas suprarrenais (adrenais).
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?O Cortisol pelo feedback negativo inibe a produção de CRH e ACTH pelo hipotálamo e da hipófise, respectivamente.
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?Cortisol materno induz a produção de CRH pela placenta aumentando o nível de cortisol materno durante a gravidez.
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?Embora o cortisol seja degradado em cortisona na placenta pela enzima 11-beta-hidroxiesteróide desidrogenase tipo 2 (11b-HSD2), cerca de 20% passa para além da placenta para o feto.
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?Um nível normal de cortisol é importante para o desenvolvimento do cérebro fetal normal (por exemplo, no hipocampo e no eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal).
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Meus comentários: São bem evidentes as relações entre o estresse materno e as modificações hormonais que irão influenciar não apenas a mãe, mas também o feto. Portanto, na hora que o estresse estiver enorme, reconsidere porque este controle também é importante para você e para o seu bebê. Procure profissionais especializados, converse com o seu bebê, acalme como você também gostaria que alguém lhe acalmasse. Ame sua gestação, ponha sempre bons sentimentos e terás uma gestação saudável, feliz e bem equilibrada tanto para a mãe como para o seu bebê. É isto que desejo. E caso esteja desejando engravidar, sugiro que não engravide se você não estiver num bom momento psíquico. Procure engravidar quando estiver bem do ponto de vista físico, mental, emocional e espiritual

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 Ilustração interessante do trabalho de J. St-Pierre et al., 2015
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??Cortisol e serotonina placentários são essenciais para o desenvolvimento do cérebro fetal
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??Estresse Materno pré-natal altera sistemas de glicocorticóides (11b-HSD2, GR e CRH) e de serotonina (5-HT2a SERT, 5-HT1A e), bem como interação entre a serotonina e o glicocorticóide na placenta. Estas alterações placentárias podem levar a neurodesenvolvimento adverso e a transtornos psiquiátricos na vida adulta tardia
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??Adaptação placentária em resposta ao estresse materno pré-natal é dependente do sexo, levando a um risco aumentado de desenvolvimento neurológico efeito adverso no macho em relação à fêmea (assim propõe o estudo)
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??Ok @dr.glauciusnascimento, mas o que é que isso vai mudar na minha gravidez? O que muda é que se torna necessário um manejo adequado do estresse materno, afinal mecanismos genéticos e também relacionados ao estresse, além de desequilíbrios hormonais, podem influenciar no desenvolvimento de uma criança ou adulto com maior risco de doenças psiquiátricas. A assistência pré-natal precisa ser personalizada. Gestantes com problemas relacionados ao estresse precisam ser avaliadas através de uma anamnese bem direcionada, além da realização de exames laboratoriais específicos. Mais ainda, elas devem ser orientadas de forma diferenciada, com suplementação nutracêutica adequada, acompanhamento multiprofissional (psicólogo, psiquiatra, psicanalista), além de outras terapias Integrativas como a meditação, Yoga, Tai Chi, Pilates, biofeedback ou terapias cognitivo-comportamentais, por exemplo
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Excelente artigo publicado por J. St-Pierre et al., no jornal Placenta em novembro de 2015. Segue o resumo..
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??Fetos são expostos a muitas perturbações ambientais que podem influenciar o seu desenvolvimento. Esses fatores podem ser facilmente identificáveis como drogas, doenças crônicas ou estresse materno pré-natal
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??Recentemente, tem sido demonstrado que a serotonina sintetizada pela placenta é crucial para o desenvolvimento do cérebro do feto. Além disso, muitos estudos mostram o envolvimento de alteração sistema da serotonina na doença psiquiátrica durante a infância e a idade adulta
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??Esta revisão resume estudos existentes que mostram que o estresse materno pré-natal, induz uma alteração do sistema de serotonina (placenta e no cérebro fetal) durante uma janela crítica do desenvolvimento inicial, poderia levar à alteração do desenvolvimento fetal e aumentar os riscos de doenças psiquiátricas mais tarde na vida
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??Este fenômeno, determinado por programação fetal, pode estar relacionado ao sexo do feto
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??Destaca-se a necessidade de compreender melhor a modificação do sistema de serotonina fetal induzida pelo estresse materno pré-natal e a nível placentário, com a finalidade de encontrar biomarcadores precoces de transtornos psiquiátricos
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??Difícil? Não! Resumiria apenas refletindo o quão é importante a saúde mental durante o planejamento da gravidez e durante a própria gravidez. Combater todas as formas de estresse é uma tarefa difícil mas que deve ser encarada com seriedade pelos clientes e seus profissionais de saúde. É possível sim se estressar menos, utilizar diversas formas não medicamentosas de combate à ansiedade e permitir o desenvolvimento de um bebê mais saudável do ponto de vista neuropsicoemocional
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Artigo publicado em junho de 2016, na verdade uma revisão sistemática dos artigos publicados com os termos: gravidez, estresse, feto, sangue, Doppler e ultrassonografia procurou encontrar alguma evidência se o estresse materno pode alterar a hemodinâmica fetal
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?A revisão partiu de 2532 estudos, mas que apenas 12 apresentaram os critérios de inclusão estabelecidos na metodologia proposta
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??6 estudos demonstraram associação entre o estresse pré-natal afetou significativamente a hemodinâmica maternal ou fetal
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??6 estudos não encontraram a associação acima descrita
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??O artigo conclui citando que há uma limitada associação entre o estresse pré-natal está associado com mudanças na circulação materno-fetal. Estudos com melhor metodologia são necessários .
Poderia dizer que empatou? 6 x 6? NÃO (AO MEU VER). Na dúvida entre os ensaios clínicos, voltemos ao ciclo básico do curso médico. Bioquimicamente e fisiologicamente (ou fisiopatologicamente) marcadores de inflamação, de coagulação e de oxidação são observados mais frequentemente em indivíduos submetidos ao estresse. Há alteração na produção do cortisol, da melatonina, do matabolismo da glucose e da tireóide; a disfunção pode inclusive envolver a barreira de proteção intestinal, prejudicando a absorção dos nutrientes, mais ainda permitindo a entrada de substâncias pró-inflamatórias, pró-oxidantes e protrombóticas. Tudo isto pode contribuir para ocorrerem modificações hemodinâmicas na circulação materna e fetal, CLARO QUE PODE!!! .
?Um tratamento transdisciplinar pela abordagem holística pode ajudar e muito as gestantes portadoras de distúrbios de ansiedade / estresse no pré-natal. Nunca menospreze isto. Ansiedade / Estresse não é normal na gravidez, deve ser diagnosticado e tratado de forma adequada. Se há tanta tecnologia pra avaliar o bem estar fetal, também existem estratégias já bem estabelecidas para avaliar e melhorar o bem-estar materno
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Cuidar bem da mãe significa cuidar bem do bebê!!!


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??Há pouco mais de 10 anos ouvi falar sobre o cortisol salivar quando estava no mestrado em tocoginecologia (UPE) com a Dra. Ana Carla Peres Montenegro. Na época, minha linha de pesquisa era outra. Só depois de tanto tempo, este exame começou a fazer a parte de minha investigação laboratorial em ginecologia e obstetrícia (EM CASOS ESPECÍFICOS). Na verdade, apenas se conseguia realizar este exame (cortisol salivar) de forma particular, mas alguns laboratórios em Recife já o fazem por planos de saúde.
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??Dra. Ana Carla estudou dois grupos de gestantes de baixo e alto risco (cardiopatas, hipertensas e diabéticas) e verificou uma diferença significativamente estatística entre os dois grupos nos valores do cortisol salivar à meia noite. O grupo de gestantes de baixo risco apresentou cortisol quase que a metade do valor das de alto risco (11,45 x 20,23 nmol/L) .
??A autora discorre em sua dissertação de mestrado sobre a relação entre alterações no cortisol e estresse materno, parto prematuro, alterações no comportamento do recém-nascido, baixo peso fetal e complicações metabólicas na vida adulta. .
??E no final termina com um belíssimo texto que reproduzo ipsis litteris sobre a importância de se trabalhar em equipe, numa abordagem integrada (ou integrativa). .
“Atualmente, as disciplinas que estudam o período gestacional não o fazem de forma integrada. A obstetrícia enfoca as complicações inerentes ao parto, os profissionais de saúde mental se preocupam com a depressão pós-parto, os clínicos na identificação de patologias que não são próprias da gravidez, a pediatria nas patologias do recém-nascido imediatas ao parto. A importância da integração interdisciplinar nas pesquisas em gestantes representa um avanço no campo do conhecimento sobre a gestação e permite reconhecer esta fase como determinante na formação do indivíduo”. .
??* A Dra Ana Carla Peres é endocrinologista de formação, com mestrado em ginecologia e doutorado em neurociências.Fonte: ??Dissertação de mestrado http://livros01.livrosgratis.com.br/cp075798.pdf
??Artigo publicado http://www.scielo.br/pdf/rbsmi/v10n1/v10n1a07.pdfData de Publicação: 29/04/2016

Probióticos e Microbioma

A radioterapia pélvica é uma das formas de tratamento para as mulheres acometidas de câncer do colo uterino em todos os estágios. Suas radiações ionizantes agem diretamente no DNA celular, tendo a possibilidade de cura, no caso do câncer cérvico-uterino. Devido aos efeitos colaterais das radiações, acarreta danos às pacientes, que podem ser crônicos e um deles é a retocolite ulcerativa, uma moléstia que acomete o intestino e o reto. Uma das formas de auxiliar a paciente é o tratamento terapêutico adjuvante com probióticos, que restaura a microbiota intestinal e age como inibidor inflamatório. O objetivo da pesquisa é relatar a importância dos probióticos para que possam ser logo administrados às pacientes

O consumo de probióticos é benéfico ao organismo no reestabelecimento da microbiota intestinal. Os estudos científicos comprovam seu papel adjuvante nas escoriações, inibição inflamatória e remissão da colite ulcerativa

A importância nutricional dos probióticos, bem como seus benefícios, prevenindo diversas afecções, desempenhando de forma isolada funções específicas, além de defesas cancerígenas e ao decorrer de nossa vida, mostra que é necessário consumi-los

Ressaltamos que o mais importante é a prevenção do câncer, com uma vida equilibrada com hábitos nutricionais saudáveis livre de aditivos, formulações químicas e agrotóxicos; exercícios diários e exames feitos periodicamente

Os pacientes submetidos à radioterapia pélvica e acometidos por retocolite ulcerativa podem fazer uso da terapia nutricional com probióticos, desde que prescritos e com acompanhamento médico e nutricional.
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Amaral DP & Jesus ARBS, BRASPEN J 2018; 33 (1): 101-6
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#probióticos#ginecologiaintegrativaefuncional#ginecologiaortomolecular #probiotics


Artigo escrito por Kim JM e Park YJ, publicado na J Menopausa Med. 2017 dez; 23 (3): 139-145. doi: 10.6118 / jmm.2017.23.3.139 intitulado: Probióticos na prevenção e tratamento de infecção vaginal na pós-menopausa – Artigo de revisão descreve alguns pontos interessantes no tratamento auxiliar de vulvaginites através da utilização de probiótico – Segue uma síntese do artigo:

A vaginose bacteriana (VB) e a candidíase vulvovaginal complicada (CVV) ocorrem com frequência em infecções vaginais em mulheres na pós-menopausa, causadas por um desequilíbrio na microflora vaginal. As mulheres na pós-menopausa sofrem de diminuição dos hormônios ovarianos estrogênio e progesterona. Uma microflora vaginal normal e saudável compreende principalmente espécies de Lactobacillus(spp.), que atuam beneficamente como uma barreira bacteriana na vagina, interferindo nos uropatógenos. Durante o período pré-menopausa, o estrogênio promove a colonização vaginal por lactobacilos que metabolizam o glicogênio e produzem ácido láctico, e mantém a saúde intravaginal diminuindo o nível de pH intravaginal. Um pH vaginal mais baixo inibe o crescimento do uropatógeno, prevenindo infecções vaginais. A diminuição da secreção de estrogênio em mulheres na pós-menopausa esgota os lactobacilos e aumenta o pH intravaginal, resultando no aumento da colonização vaginal por microrganismos nocivos (por exemplo, Enterobacter , Escherichia coli , Candida e Gardnerella). Probióticos apresentam efeitos positivos sobre a composição da microflora vaginal, promovendo a proliferação de microorganismos benéficos, altera a composição da microbiota intravaginal, previne infecções vaginais na pós-menopausa

Os probióticos também reduzem os sintomas de infecções vaginais (por exemplo, corrimento vaginal, odor, etc.) e são, portanto, úteis para o tratamento e a prevenção de VB e CVV. Neste artigo de revisão , foi descrita a eficácia de probióticos no tratamento e prevenção de VB e CVV.

Conclusão do artigo:
O uso de probióticos isoladamente ou em combinação com antimicrobianos altera positivamente a microflora vaginal e previne infecções vaginais em mulheres na pós-menopausa com estrogênio ausente ou diminuído. Mais estudos sobre a ação dos probióticos em mudanças na microbiota vaginal são necessários.


probtop
Esta revisão sistemática e metanálise sugeriu que o consumo de probióticos e simbióticos pode diminuir os níveis de Glicemia de jejum em adultos e que múltiplas espécies de probióticos, em comparação com a suplementação uma única espécie pode ser mais eficaz
Estudos clínicos controlados populacionais futuros com uma variedade de fontes e doses diárias e diferentes durações de tratamento são necessários para confirmar o benefício de saúde e o papel dos probióticos e simbióticos no controle da glicemia.

Fonte: European Journal Nutrition, publicado em 3 de setembro de 2016


Mais um estudo sobre a importância dão microbioma na saúde feminina publicado online agora em abril de 2017 na British Journal of Obstetrics and Gynaecology

Estudos mais recentes indicam que o microbioma desempenha um papel importante na carcinogênese. Embora várias espécies do trato gastrointestinal tenham sido associadas à carcinogênese por meio de desregulação imune, os modelos de camundongos também mostraram que a microflora intestinal normal é crítica para a inibição da carcinogênese. Tal microbioma bem equilibrado pode reduzir a inflamação através de células Treg e proporcionar um nível óptimo de ativação imunitária para a vigilância imunológica contra o câncer. O microbioma vaginal, além de seu papel em condições comuns como vaginite e infecção por HPV, também pode ter um impacto no desenvolvimento ou prevenção de cânceres ginecológicos
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?Pesquisas adicionais são necessárias para determinar se e quando a modulação do microbioma vaginal por meio de probióticos pode ser usada como uma estratégia preventiva ou contribuir para o tratamento de cânceres ginecológicos. Futuros estudos epidemiológicos também devem avaliar ainda mais o microbioma como um fator de risco para a doença, incluindo os cânceres
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?Embora estudos anteriores tenham focado no microbioma vaginal e cervical, pode ser útil investigar os microbiomas perinatal, uterino e ovariano também. A consideração de espécies fúngicas em tais estudos também pode produzir resultados interessantes. A pesquisa futura do microbioma na inflamação e no carcinogênese promete certamente fornecer informações originais e interessantes na saúde e na doença
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#consultóriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010 #microbioma#probióticos


micriobioma2

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?A microbiota vaginal tem grande significado na manutenção da saúde vaginal além de proteger o hospedeiro contra a doença. Os recentes avanços nas técnicas moleculares permitem aos pesquisadores explorar a composição microbiana de forma pormenorizada e comparar a estrutura das comunidades microbianas vaginais com os resultados de comportamento e saúde, particularmente a aquisição e a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e os pobres desfechos de parto. Na flora vaginal existe um número limitado de comunidades, embora a estrutura da comunidade seja dinâmica. Certos tipos de comunidades estão mais associados a resultados reprodutivos deficientes e DSTs; Comunidades dominadas por espécies de Lactobacillus, particularmente Lactobacillus crispatus, são as mais associadas à saúde vaginal.
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?Fatores modificáveis e não modificáveis estão fortemente associados à composição do microbioma vaginal, incluindo comportamento sexual, genética, tabagismo, dieta, estresse, uso de contraceptivos hormonais, raça ou etnia e higiene
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? De forma simplificada a presença de Lactobacillus (sejam eles crispatus, gasseri, jensenii e iners são protetores) melhoram a saúde vaginal e protegem contra doenças sexualmente transmissíveis, enquanto Gardnerella, Atopobium, Leptotrichia e Sneathia são fatores de risco
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?Um dos hábitos importantes a serem modificados e melhorados é a alimentação
?As deficiências subclínicas de ferro e vitamina D na gravidez têm sido associadas ao aumento do risco de vaginose bacteriana (embora um grande estudo longitudinal não tenha encontrado), outros estudos demonstram tal associação fora da gravidez
?Outras análises realizadas em subconjuntos de mulheres deste estudo demonstraram associação entre aumento de gordura dietética, maior carga glicêmica e menor densidade nutricional com vaginose bacteriana
?Evidenciou-se ainda a associação inversa entre vaginose bacteriana e aumento da ingestão de folato, vitamina E e cálcio
?Além disso, a carga glicêmica foi significativamente associada à progressão e persistência da vaginose bacteriana
?A vaginose bacteriana também tem sido epidemiologicamente associada à obesidade
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Portanto, cuidar do seu microbioma intestinal, vaginal, melhorar seus hábitos de vida é um passo importante para melhoria de sua saúde e qualidade de vida
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#consultóriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010

probiotics
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Este artigo estabeleceu uma correlação positiva entre o uso de doses maiores de probióticos na diarréia secundária ao uso de probióticos
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??A prescrição de antibióticos e antiinflamatórios é extremamente comum e infelizmente tais drogas podem causar alguns efeitos em outros órgãos
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??Notadamente existe a preocupação de injúria renal com o uso de medicamentos antiinflamatórios. Talvez o uso por menor tempo de medicamentos antiinflamatórios , a ingestão maior de água e de nutrientes antiinflamatórios naturais que ajudem na metabolização hepática e excreção renal podem ajudar bastante
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??Com relação ao uso do antibiótico, por mais que seja inquestionável sua eficácia contra microorganismos infecciosos, deve-se prestar atenção na nossa microbiota intestinal, pois representa nossa barreira imunológica para outras infecções, principalmente gastrointestinais, bem como representa importante papel na função intestinal normal e produção de neurotransmissores. E rotineiramente nós médicos esquecemos de prescrever probióticos ou de orientar o cuidado com a microbiota intestinal caso o paciente apresente o quadro diarréico secundário ao uso de antibióticos
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??Desta forma, o estudo sugere que a administração de probióticos pode ser bastante útil e dose dependente para os casos de diária secundária ao uso de antibióticos. Em relação à outras patologias, estudos futuros estabelecerão se existe alguma correlação dose dependente com a administração de probióticos
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#medicinaintegrativa #probioticos #prebioticos#microbiotaintestinal #ginecologiaintegrativa

probacne
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Hoje na pós-graduação de medicina integrativa (Ortomolecular), minha amiga Rosana Chaves, dermatologista, solicitou-me um artigo sobre acne, intestino e insulina. Encontramos um artigo de Bowe e Logan, publicado na Gut Pathogens em 2011 e uma figura resumiu bem a relação entre acne, probióticos e o eixo intestino-cérebro-pele
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A figura evidencia que o
1??Estresse sozinho ou em associação com uma
2??Alimentação processada, com alto teor de gordura ruim, sem fibras e com carboidratos refinados (POR EXEMPLO, JUNK FOOD: BATATA FRITA, HAMBURGUER, DONUTS) causa alteração na
3??motilidade e microbioma intestinal, levando à
4?? perda do biofilme normal (Bifidobactérias em particular) que causa
5??permeabilidade intestinal e consequente acesso sistêmico de endotoxinas. O aumento da inflamação e do estresse oxidativo, causa elevação da substância P (neurotransmissor, mediador primário do estresse relacionado à inflamação e produção de gordura na glândula sebácea) e diminuição da sensibilidade à INSULINA devido a endotoxemia. Na
6?? pele de indivíduos geneticamente susceptíveis à ACNE, esta cascata aumenta a produção de sebo e o sofrimento psíquico adicional. E o ciclo se reinicia…
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?Probióticos, antibióticos, melhora na alimentação e gerenciamento do estresse podem cessar este ciclo

 

metpesmec
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??A exposição a poluentes ambientais pode desempenhar certas funções na patogênese e progressão do diabetes mellitus, incluindo diabetes mellitus gestacional (DMG)
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Estudo de caso-controle retrospectivo em uma coorte de 1359 mulheres grávidas recrutadas em duas maternidades da China, durante junho e julho de 2012
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??137 mulheres portadoras de diabetes e 190 mulheres saudáveis gestacional colheram amostras de mecônio (fezes do recém-nascido) de seus filhos para avaliação por espectrofotometria
dos seguintes metais pesados:
??Arsênio (As)
??Mercúrio (Hg)
??Chumbo (Pb)
??Cádmio (Cd)
??Cromo (Cr)
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??RESULTADOS:
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??A prevalência de DMG 12,21% foi observada nos 1359 participantes
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??As concentrações de As, Hg, Cr e Cd em casos estudados foram significativamente maiores (p <0,05) do que os dos controles
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??Após ajustes para idade materna, índice de massa corporal pré-gravídico, gravidade, paridade, infecção vírus da hepatite B, e sexo recém-nascido, As, Cd e Cr foram associados positivamente com a prevalência de DMG dependentes da dose
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?O TRABALHO CONCLUI QUE EXISTE SIM A RELAÇÃO ENTRE INTOXICAÇÃO DE METAIS PESADOS COM O RISCO DE DMG
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Portanto: devemos tomar mais cuidado com a intoxicação dos metais pesados na população como um todo e principalmente nas populações de maior risco como gestantes e crianças por exemplo
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Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4357163/pdf/12940_2015_Article_4.pdf

probi
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??Os níveis de bifidobactérias ao nascimento são os mais elevados. Nos casos de parto natural a concentração de bifidobactérias é mais elevada no momento do nascimento em bebês nascidos de parto normal do que em bebês nascidos de cesarianas. Várias doenças, tais como obesidade, diabetes e alergias têm sido associados com o menor número de bifidobactérias em vários estágios da vida.
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??Nesta figura, nota-se a abundância relativa de bifidobactérias presente em cada fase da vida. Notem no gráfico redondo do “tipo pizza” que a concentração de Bifidobactérias (em azul) diminui ao longo da vida
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??Bifidobactérias representam um dos gêneros mais abundantes presentes em
o intestino do infante e uma porção significativa da microbiota ao longo de uma vida adulta saudável, desempenhando um importante papel na homeostase intestinal e na saúde como um todo
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??Durante a idade adulta tardia e dentro de várias doenças, os níveis de Bifidobacterium e sua diversidade de espécies diminuem
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??Considerando a prevalência de bifidobactérias em vários estágios de uma vida saudável e os diversos atributos de promoção da saúde associados com a sua utilização, é inquestionável que estas bactérias desempenham um papel importante na manutenção da saúde humana e também pode, no futuro proporcionar um biomarcador de proteção muito importante para certas doenças.
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Fonte: https://http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4990546/pdf/fmicb-07-01204.pdf

microbaby

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??Claro que existe uma diferença importante no microbioma do bebê nascido de cesariana daquele nascido por parto normal. É evidente que os bebês nascidos de parto normal se beneficiam com o contato com a microbiota vaginal
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??Considero tão ou mais importante do que o tipo de parto, a amamentação. Porque neste caso o bebê terá muito mais contato com o microbioma materno do que no trabalhando parto ou parto num momento isolado. E obviamente, os bebês que não foram amamentados apresentam um melhor microbioma do que aqueles que não foram amamentados. Além do próprio benefício nutricional do leite materno há o benefício em melhorar a relação emocional entre mãe-bebê
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??Alguns estudos mostram uma correlação entre piora do microbioma na infância com doenças crônicas, processos alérgicos e doenças auto-imunes na própria infância ou na idade adulta
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Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4943946/pdf/fmicb-07-01031.pdf


probimater

??Alterações endócrinas, metabólicas imunológicas estão relacionadas com mudanças perceptíveis na microbiota em diferentes locais do corpo durante a gravidez.
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??É importante compreender as alterações do microbiana no contexto completo de todas as alterações fisiológicas que ocorrem simultaneamente
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??Notem na figura as diversas alterações que ocorrem seja na microbiota oral, intestinal, vaginal ou até mesmo na microbiota placentária
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??Então, Disbiose Oral, Intestinal, Placentária e Vaginal são termos que devem ser considerados. Toda gestante deve planejar sua gravidez com um bom acompanhamento nutricional (nutrólogo / nutricionista) preocupando-se com a microbiota intestinal e com a saúde oral (consulta com o Odontólogo pré-concepcional deve ser considerada ou mesmo durante o pré-natal caso não tenha realizado acompanhamento adequado). E o ginecologista/obstetra claro que também tem sua importância em preocupar-se com todas as disbioses e principalmente com a disbiose vaginal e placentária
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Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4943946/pdf/fmicb-07-01031.pdf


probvag

O objetivo deste estudo de junho de 2016 foi investigar se a administração vaginal de Lactobacillus resulta na sua colonização e persistência na vagina e se promove a normalização e a manutenção do pH.

Estudo aberto controlado (pré e pós tratamento), incluindo 35 mulheres aparentemente saudáveis que foram examinadas três vezes durante o estudo. As mulheres eram instruídas a receber diariamente durante 7 dias, os supositórios probióticos (contendo Lactobacillus rhamnosuse Lactobacillus paracasei) pela via vaginal.

Foram colhidas culturas de secreção vaginal durante a visita 1, 2 e 3 para determinar o total de contagem de lactobacilos, a presença de bactérias, a medida do pH.

O supositório vaginal probiótico foi bem tolerado e não foram relatados efeitos colaterais importantes.

 A administração de probiótico vaginal contribuiu para uma aumento significativo no nível de lactobacilos. Não foram registradas mudanças significativas para pH entre as visitas. O produto é seguro e pode ser útil para restabelecer e manter uma microbiota vaginal normal


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Mais um artigo, mais um aprendizado, diretamente a Taiwan…

O objetivo deste artigo foi avaliar o efeito do Lactobacillus rhamnosus e Lactobacillus reuteri tomado por via oral antes de deitar no tratamento contra infecção do Estreptococo do Grupo B (GBS) em mulheres grávidas

De 110 mulheres grávidas em 35 e 37 semanas de gestação, que foram diagnosticadas pela cultura de secreção vaginal e swab retal foram aleatoriamente randomizadas e tratadas oralmente com duas cápsulas de placebo ou duas cápsulas contendo probióticos L. rhamnosus e L. reuteri antes de dormir até o parto

Todas as mulheres se submeteram à nova cultura de secreção vaginal e swab retal para pesquisa do GBS na admissão para o parto

Das 110 participantes, 99 completaram o estudo (49 no grupo probiótico e 50 no grupo placebo)

Os resultados de colonização GBS mudou de positivo para negativo em 21 mulheres no grupo probiótico (42,9%) e em nove mulheres no grupo de placebo (18,0%) durante este período (p 0,007)

Conclusão: Probiótico oral contendo L. rhamnosus e L. reuteri, pode reduzir a taxa de colonização vaginal e rectal GBS em mulheres grávidas

Um dia desses não entendia esta história de rastrear o GBS sem tratar. Por outro momento, chegava a tratar através da prescrição isolada de cremes vaginais contendo antifúngicos e antibióticos (que alteram a flora vaginal). Mais recentemente associo com frequência a prescrição de probióticos. A literatura apoia inclusive o tratamento isolado com probióticos para alguns casos de vaginose bacteriana ou como no artigo em questão o tratamento do GBS


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Figura interessante do intestino mostrando “os nossos malvados favoritos” minions representados como se fossem nossas “bactérias do bem” (microbiota protetora) enfatiza que os adoçantes artificiais podem sim provocar disbiose intestinal, desequilíbrio entre da nossa microbiota com destruição da flora protetora, dos nossos “minions”

Disbiose intestinal pode provocar doenças inflamatórias, auto-imunes, distúrbios psiquiátricos e etc…

Cuide bem do intestino e cuidado com os adoçantes


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Artigo publicado em julho de 2016, na Trends Endocrinology & Metabolism, enfatiza a importância da microbiota cérvico-vaginal não apenas para a saúde reprodutiva, mas também para a saúde dos seus descendentes (filhos) e dos parceiros sexuais.

A resposta imunológica está relacionada com microbioma do indivíduo, com as bactérias que ele possui.

É preciso considerar que o elevado número de cesarianas e pouco tempo de amamentação colocam os bebês (recém-nascidos e lactentes) em risco de doenças infecciosas, alérgicas e auto-imunes.

Sabe aquela alergia difícil de tratar, o bebezinho que vive gripado, a diarreia ou assadura de sua criança quando faz uso de antibiótico ? Pode haver um desequilíbrio na barreira imunológica da microbiota oral, gastrointestinal, oriunda inclusive da microbiota materna.

Toxinas presentes nos alimentos industrializados e vários medicamentos prejudicam o desenvolvimento de boas bactérias .

Péssima qualidade da microbiota cérvico-vaginal predispõe a algumas patologias como vaginose bacteriana, cervico-colpites e infecções do trato urinário. Isto prejudica a saúde da mulher e pode influenciar na vida sexual e consequente qualidade de vida do casal.

Cuide bem de sua saúde e de seus “bichinhos de estimação” representados pelas suas bactérias com funções probióticas


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Excelente artigo sobre o uso racional de probióticos na Gravidez / Saúde Reeprodutiva

PROBLEMAS DURANTE A GRAVIDEZ E MECANISMOS DE AÇÃO DE PROBIÓTICOS

  • Causas Infecciosas e inflamatórias do parto prematuro: habilidade dos lactobacilos em retirar ou inibir patógenos e modular a imunidade incluindo Fator de Necrose Tumoral alfa (TNFa), Ciclo-Oxigenase 2 (COX2) e prostaglandina desidrogenase
  • Habilidade de curar vaginose bacteriana e reduzir as recorrências
  • Pobre ingesta nutricional e dano ao epitélio intestinal: probióticos aumentam a função de barreira intestinal
  • Pré-eclâmpsia: reduzido o risco de pré-eclâmpsia com a ingestão (ou boa flora) de probióticos potencialmente pela modificação da inflamação sistêmica e do trofoblasto placentário
  • Exposição a toxinas ambientais: sequestro de metais tóxicos e degradação de carcinógenos e pesticidas
  • Doença cardíaca materna: Potencial redução da pressão arterial e do colesterol. Lactobacillus diminuem a circulação de leptinas que causam pequenos infartos miocárdicos e aumentam a recuperação da função mecânica pós-isquêmica

SE PROBIÓTICOS REDUZEM O RISCO DE PARTO PREMATURO, PRÉ-ECLÂMPSIA, HIPERTENSÃO GESTACIONAL, SÍNDROME METABÓLICA E MELHORAM A FUNÇÃO COGNITIVA MATERNA E INFANTIL TEM IMPLICAÇÃO ENORME NA REDUÇÃO DA MORBIMORTALIDADE MATERNA E PERINATAL!!!


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Este artigo de revisão avaliou diversos ensaios clínicos comparando o uso de probióticos no período de gravidez e amamentação. .

  • Nenhum dos estudos apontou risco do uso dos probióticos
  • Já existe metanálise envolvendo mais de 1500 gestantes que não encontrou aumento de abortamentos ou malformações com o uso de probióticos
  • Probióticos são seguros e a literatura atual não aponta aumento de efeitos adversos na gestação .

Fonte: http://www.cfp.ca/content/57/3/299.full.pdf

Querida Gestante:

Não tenha medo de probióticos, tenha medo de refrigerantes, consumo excessivo de carboidratos / açúcares, de alimentos processados, hambúrgueres, coxinhas, junk foods, de carência de nutrientes como ácido fólico, demais vitaminas do complexo B e vitamina D.
Tenha um hábito intestinal regular, isto é importante na absorção de nutrientes e na manutenção de uma flora saudável. Alimentação funcional é fundamental para o bom funcionamento do intestino


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Recente Guideline (2015) da Organização Mundial de Alergia (WAO) através de um grupo de especialistas estabeleceram algumas recomendações no uso de probióticos para prevenção de algumas doenças alérgicas

Seguem as recomendações:

1. Recomenda-se o uso de probióticos em gestantes com risco para alergia em suas crianças (portadoras de doenças alérgicas, ou histórico de doenças alérgicas na infância, por exemplo)

2. Recomenda-se o uso de probióticos em lactantes (mulheres amamentando) crianças com alto risco de desenvolver doenças alérgicas

3. Recomenda-se o uso de probióticos em crianças com alto risco de desenvolver doenças alérgicas

Apesar de ainda ter uma baixa evidência (consoante o estudo), deve-se levar em consideração que é impossível patentear Lactobacillus ou Bifidobactérias, assim sendo, infelizmente, dificilmente teremos estudos que podem ser financiados pelo enorme poder econômico da indústria farmacêutica, afinal não se trata de uma droga nova ou método diagnóstico novo, não é rentável tal investimento . Probióticos são “bactérias do bem”, que através de suas funções benéficas ao nosso organismo podem inclusive evitar o aparecimento de doenças e o consequente uso indevido de diversos medicamentos com seus efeitos colaterais

Não devemos ter medo de probióticos e sim de uma flora em qualquer local do corpo completamente desequilibrada

Fonte: Fiocchi et al. World Allergy Organization Journal (2015) 8:4 Page 2 of 13