Síndromes Hipertensivas no Ciclo Gravídico-Puerperal

🌸 ORIENTAÇÕES SOBRE SÍNDROMES HIPERTENSIVAS NA GRAVIDEZ – BÁSICO DO BÁSICO

O que são as síndromes hipertensivas?

São doenças que causam pressão alta durante a gestação e podem trazer riscos para a mãe e o bebê.

Principais tipos:
Hipertensão gestacional: pressão alta que surge depois da 20ª semana de gravidez, sem proteína na urina.
Pré-eclâmpsia: pressão alta associada à perda de proteínas pela urina e outros sinais de gravidade.
Eclampsia: quando ocorrem convulsões em mulheres com pré-eclampsia.
Hipertensão crônica: pressão alta que já existia antes da gravidez.


🚨 Sinais de alerta

Procure atendimento imediato se tiver:
🔹 Dor de cabeça forte que não melhora
🔹 Visão borrada ou pontos brilhantes
🔹 Inchaço repentino do rosto, mãos ou pernas
🔹 Dor forte na parte alta da barriga
🔹 Falta de ar
🔹 Convulsões


🩺 Cuidados essenciais

✔ Acompanhar o pré-natal regularmente
✔ Controlar o ganho de peso
✔ Medir a pressão em todas as consultas
✔ Fazer exames de urina para verificar proteína
✔ Tomar corretamente os remédios prescritos
✔ Reduzir o sal e evitar alimentos ultraprocessados


🍎 Orientações sobre alimentação

✅ Prefira frutas, verduras, legumes, carnes magras e cereais integrais
✅ Beba bastante água
✅ Evite refrigerantes e bebidas energéticas
✅ Não fume nem consuma álcool


🧘 Atividades e bem-estar

✔ Se autorizado pelo médico, faça caminhadas leves
✔ Evite esforços físicos intensos
✔ Descanse com as pernas elevadas


⚠ Riscos se não houver controle adequado

Se a pressão não for controlada, pode haver:
⚠ Descolamento de placenta
⚠ Restrição do crescimento do bebê
⚠ Trabalho de parto prematuro
⚠ Convulsões e complicações graves


💬 Pergunte sempre

❓ Qual é minha meta de pressão arterial?
❓ Preciso usar medicação?
❓ Quando devo retornar ao consultório?


💖 Conte com sua equipe de saúde em todas as fases!


Educação do paciente: Pressão alta e gravidez (noções básicas)

Pessoas com pressão alta podem ter uma gravidez normal?

Sim. A maioria das pessoas com pressão alta antes da gravidez terá uma gravidez normal. Mas pessoas com pressão alta antes da gravidez têm maior probabilidade de apresentar certos problemas durante a gravidez. Estes podem incluir:

● Pré-eclâmpsia – Pessoas com pré-eclâmpsia têm pressão alta e excesso de proteína na urina, ou problemas em certos órgãos. A pré-eclâmpsia geralmente ocorre durante a segunda metade da gravidez e pode ser uma condição perigosa. Pode causar problemas no crescimento do bebê no útero da mãe. Também pode afetar o fígado, os rins, o sangue, o coração, os olhos e o sistema nervoso da mãe.

● Descolamento prematuro da placenta – Durante a gravidez, a placenta é o órgão que leva nutrientes e oxigênio ao bebê e transporta os resíduos. Ela está presa à parede interna do útero. O descolamento prematuro da placenta ocorre quando parte ou toda a placenta se separa do útero antes do nascimento do bebê. Se isso acontecer, o bebê pode não receber nutrientes e oxigênio suficientes.

● Crescimento lento do bebê – O bebê pode ser pequeno e não crescer normalmente.

O que devo fazer antes de tentar engravidar?

Converse com seu médico. Se você estiver tomando medicamentos para pressão arterial e sua pressão arterial estiver bem controlada, seu médico pode querer trocá-la por um medicamento diferente, mais seguro durante a gravidez.

Se sua pressão arterial não estiver bem controlada, seu médico trabalhará com você para tratá-la.

Farei exames durante a gravidez?

Sim. Em cada consulta, o médico ou enfermeiro verificará sua pressão arterial e o crescimento do seu bebê. Você também fará exames para verificar a saúde do seu bebê em diferentes momentos da gravidez.

Preciso tomar remédios durante a gravidez?

Depende de quão alta está sua pressão arterial.

Quando seu médico ou enfermeiro lhe informar sua pressão arterial, ele dirá dois números. Por exemplo, ele pode dizer que sua pressão arterial é “130 por 80”. Seu médico recomendará medicamentos se:

● Sua pressão arterial “sistólica” (o número superior) é 140 ou superior, ou

● Sua pressão arterial “diastólica” (o número de baixo) é 90 ou superior.

Se você começar a tomar remédio para pressão arterial ou mudar para um novo medicamento, seu médico garantirá que seja seguro tomá-lo durante a gravidez.

Seu médico também pode recomendar que você tome aspirina em baixas doses durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez (após 12 semanas). Isso pode reduzir o risco de pré-eclâmpsia. Não tome aspirina ou qualquer outro medicamento, a menos que seu médico ou enfermeiro diga que é seguro.

Quais sintomas devo observar durante a gravidez?

Seu médico ou enfermeiro conversará com você sobre como reconhecer sinais de pré-eclâmpsia ou descolamento prematuro da placenta, ou outros problemas, durante a gravidez.

Ligue para seu médico ou enfermeiro imediatamente se:

● Você não sente seu bebê se mexer tanto quanto de costume.

● Você começa a ter contrações. Uma contração ocorre quando o músculo do útero se contrai. Isso pode causar dor e endurecer a barriga.

● Você tem dor de barriga.

● Você tem sangramento na vagina.

● Você apresenta algum sintoma de pré-eclâmpsia. Estes podem incluir:

•Dor de cabeça forte

•Alterações na visão, como visão turva ou flashes de luz

•Dor na parte superior da barriga

Posso ter um parto vaginal normal?

Sim. A maioria das pessoas pode ter um parto vaginal normal.

Meu bebê será saudável?

Provavelmente. Se você tem pressão alta durante a gravidez, é mais provável que dê à luz antes do normal. Isso porque, se você tiver pré-eclâmpsia, descolamento prematuro da placenta ou um bebê pequeno para a idade, o médico pode precisar fazer o parto prematuro. Mas se sua pressão arterial for controlada durante a gravidez, há boas chances de que seu bebê seja saudável.

O que acontecerá depois que eu der à luz?

Seu médico ou enfermeiro continuará verificando sua pressão arterial. Eles também solicitarão que você compareça para uma verificação de pressão arterial, ou que você mesma verifique sua pressão arterial em casa, vários dias depois. Isso ocorre porque a pressão arterial às vezes cai logo após o parto, mas depois volta a subir. Se isso acontecer, seu médico poderá recomendar que você retome o uso de medicamentos para pressão arterial (se você parou durante a gravidez) ou troque de medicamento.


Educação do paciente: Pré-eclâmpsia (além do básico)

INTRODUÇÃO

Existem quatro causas principais de hipertensão (pressão alta) durante a gravidez:

Pré-eclâmpsia – A pré-eclâmpsia é definida como o início de hipertensão arterial, acompanhado de sinais e/ou sintomas de lesão orgânica em uma gestante durante a última metade da gestação (após 20 semanas de gestação). Também pode ocorrer pela primeira vez logo após o parto. Muitos órgãos podem ser afetados, incluindo os rins (levando ao excesso de proteína na urina, chamado proteinúria), o fígado e o cérebro (levando a dores de cabeça, alterações na visão e, ocasionalmente, convulsões). A lesão orgânica geralmente se resolve em alguns dias ou semanas após o parto.

Hipertensão gestacional (também chamada de hipertensão transitória) – A hipertensão gestacional é definida como o início da hipertensão em uma gestante durante a última metade da gestação (após 20 semanas de gestação). Ao contrário da pré-eclâmpsia, não há outros sinais e/ou sintomas de lesão orgânica, como proteína na urina (proteinúria). Com o tempo, algumas pessoas com hipertensão gestacional desenvolverão proteinúria ou outros sinais de pré-eclâmpsia e serão consideradas como portadoras de pré-eclâmpsia, enquanto outras serão diagnosticadas com hipertensão crônica devido à pressão arterial persistentemente alta três meses após o parto.

Hipertensão crônica – Hipertensão crônica é definida como hipertensão antes da gravidez, independentemente de a pessoa estar ou não tomando medicação. A hipertensão crônica também deve ser suspeitada em gestantes que apresentam hipertensão antes da 20ª semana de gestação, embora o diagnóstico só possa ser confirmado após o término da gestação.

Pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão crônica – Este termo é usado para descrever gestantes com hipertensão crônica que desenvolvem pré-eclâmpsia após a 20ª semana de gestação.

Este tópico revisará a pressão alta relacionada à pré-eclâmpsia, a prevenção e o tratamento da pré-eclâmpsia, as possíveis complicações da pré-eclâmpsia e o prognóstico a longo prazo.

O QUE É PRÉ-ECLÂMPSIA?

A pré-eclâmpsia é um distúrbio que ocorre apenas em gestantes e puérperas. Caracteriza-se pelo aparecimento de hipertensão e sinais e/ou sintomas de disfunção orgânica terminal (como lesões renais, hepáticas, plaquetárias, pulmonares e cerebrais), diagnosticados após 20 semanas de gestação. A hipertensão é diagnosticada quando há pressões arteriais sistólicas frequentes ou persistentes ≥ 140 mmHg e/ou diastólicas ≥ 90 mmHg. Uma única elevação da pressão arterial não constitui diagnóstico de hipertensão.

A pré-eclâmpsia às vezes é chamada por outros nomes, incluindo hipertensão ou toxemia induzida ou associada à gravidez.

Nos Estados Unidos, a pré-eclâmpsia ocorre em 3 a 4% das gestações. Noventa por cento desses casos ocorrem após 34 semanas de gestação, principalmente no termo (após 37 semanas de gestação).

QUEM CORRE RISCO DE TER PRÉ-ECLÂMPSIA?

Qualquer gestante pode desenvolver pré-eclâmpsia. No entanto, algumas pessoas apresentam maior risco do que outras. Gestantes com uma ou mais das seguintes características apresentam maior risco de desenvolver pré-eclâmpsia:

●Primeira gravidez (excluindo abortos espontâneos e abortos espontâneos)

●Hipertensão crônica, doença renal, lúpus ou diabetes antes da gravidez

●Um histórico prévio de pré-eclâmpsia

●Diabetes gestacional

●Gestação múltipla (por exemplo, gêmeos ou trigêmeos)

●História familiar de pré-eclâmpsia em uma irmã ou mãe

●Idade inferior a 20 anos e possivelmente superior a 35 a 40 anos

●Obesidade

O QUE CAUSA A PRÉ-ECLÂMPSIA?

A pré-eclâmpsia é provavelmente causada por anormalidades no desenvolvimento da placenta logo no início da gravidez. Posteriormente, pode ocorrer uma série de eventos que podem danificar os vasos sanguíneos por todo o corpo da gestante (nos rins, fígado e cérebro) e causar a síndrome clínica que chamamos de pré-eclâmpsia. A razão pela qual isso acontece com algumas pessoas e não com outras ainda não é completamente compreendida.

QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DA PRÉ-ECLÂMPSIA?

Materna  —  A maioria das pessoas com pré-eclâmpsia apresenta pressão arterial levemente alta, um pequeno excesso de proteína na urina e não apresenta nenhum sintoma da doença. Por esse motivo, consultas pré-natais para verificar a pressão alta são agendadas com frequência na última metade da gravidez.

A pré-eclâmpsia não melhora por si só durante a gravidez e pode piorar. Isso geralmente ocorre ao longo de vários dias ou semanas, mas pode ocorrer mais rapidamente. Existem vários sinais e sintomas que, se presentes, classificam a pré-eclâmpsia na categoria grave (em oposição à categoria de “pré-eclâmpsia sem características graves”; não há categorias de pré-eclâmpsia leve ou moderada). Apenas um dos sinais/sintomas precisa estar presente para que a pré-eclâmpsia seja considerada grave. Os sintomas podem ser sutis, portanto, as pacientes não devem hesitar em mencionar quaisquer preocupações sobre possíveis sintomas de pré-eclâmpsia ao seu médico.

Os sintomas de que a pré-eclâmpsia progrediu para o estágio grave da doença incluem:

●Dor de cabeça intensa e persistente.

●Problemas visuais (como visão turva ou dupla, pontos cegos, flashes de luz ou linhas onduladas, perda de visão).

●Falta de ar de início recente (devido a líquido nos pulmões).

●Dor no quadrante médio ou superior direito do abdômen (semelhante à azia).

Os sinais de que a pré-eclâmpsia progrediu para o estágio grave da doença incluem:

●Pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg e/ou pressão arterial diastólica ≥ 110 mmHg em mais de uma ocasião, com intervalo de várias horas. Pessoas com pressão arterial nessa faixa apresentam risco aumentado de acidente vascular cerebral.

●Testes renais anormais (por exemplo, creatinina sérica >1,1 mg/dL).

●Baixa contagem de plaquetas (<100.000/mL).

●Anormalidades hepáticas (detectadas por exames de sangue).

●Edema pulmonar (líquido nos pulmões).

●Convulsão (uma ou mais convulsões no contexto de pré-eclâmpsia, sem outras condições que poderiam ter causado a convulsão, é conhecida como eclâmpsia).

Fetal  —  A pré-eclâmpsia pode prejudicar a capacidade da placenta de fornecer nutrição e oxigênio adequados ao feto, o que pode ter os seguintes efeitos:

●Crescimento lento do feto, geralmente observado por um exame de ultrassom.

●Diminuição da quantidade de líquido amniótico ao redor do feto, geralmente observada por um exame de ultrassom.

●Diminuição do fluxo sanguíneo através do cordão umbilical, observada em testes Doppler (realizados durante exame de ultrassom).

●Testes anormais de bem-estar fetal (como um teste não reativo sem estresse ou pontuação baixa no perfil biofísico).

A PRÉ-ECLÂMPSIA PODE SER PREVENIDA?

Não existem testes que prevejam com segurança quem terá pré-eclâmpsia, e não há como preveni-la completamente. Os médicos podem recomendar que pessoas com fatores de risco que as coloquem em risco moderado ou alto de desenvolver pré-eclâmpsia tomem aspirina em baixa dosagem para reduzir esse risco. A melhor estimativa é que a aspirina em baixa dosagem, se tomada na dose e no momento certos, pode prevenir o desenvolvimento de pré-eclâmpsia em cerca de 1 em cada 7 (15%) das pessoas com risco moderado ou alto [ 1 ].

O uso de aspirina em baixas doses geralmente é iniciado no final do primeiro trimestre (por volta de 12 a 14 semanas) e continua no terceiro trimestre da gravidez (geralmente parando na 36ª semana ou no parto).

Tanto o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) quanto a Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos publicaram diretrizes para a seleção de pessoas com alto risco de desenvolver pré-eclâmpsia que podem se beneficiar do uso de aspirina em baixas doses durante a gravidez . Pessoas com alto risco incluem aquelas com:

●Gravidez anterior com pré-eclâmpsia, especialmente de início precoce e com desfecho adverso

●Gestação multifetal (por exemplo, gêmeos ou trigêmeos)

●Hipertensão crônica

●Diabetes mellitus tipo 1 ou 2

●Doença renal

●Doença autoimune (síndrome do anticorpo antifosfolipídeo, lúpus eritematoso sistêmico)

É possível que pessoas com múltiplos fatores de risco menos proeminentes para pré-eclâmpsia também possam se beneficiar da prevenção com aspirina em baixas doses , embora isso não seja recomendado em todos os casos. Não há efeitos colaterais significativos conhecidos com o uso de aspirina em baixas doses durante a gravidez.

COMO A PRÉ-ECLÂMPSIA É TRATADA?

A única cura para a pré-eclâmpsia é o parto do feto e da placenta. A medicação pode reduzir a pressão arterial e, assim, o risco de AVC na mãe, mas não melhora as anormalidades subjacentes na placenta e, portanto, não previne a progressão da doença.

O manejo de gestações complicadas por pré-eclâmpsia depende da idade gestacional e da presença de características graves da doença. O método de parto (vaginal ou cesárea) depende de uma série de fatores, como a posição do feto, a dilatação e o apagamento (afinamento) do colo do útero e a condição da mãe e do feto. Na maioria dos casos, o parto vaginal é possível.

Para induzir o parto (estimular a contração uterina), a ocitocina (Pitocin) é administrada por via intravenosa. Às vezes, um processo chamado “amadurecimento cervical” é realizado antes do início da ocitocina.

Se o trabalho de parto não progredir ou se surgirem complicações que exijam o parto rápido, uma cesárea pode ser realizada.

A termo  —  Gestações complicadas por pré-eclâmpsia com ≥ 37 semanas (ou seja, a termo) são realizadas para que a doença comece a se resolver e para minimizar o risco de danos à mãe ou ao feto decorrentes do agravamento da pré-eclâmpsia. Fetos a termo ou próximos a ele não apresentam alto risco de complicações decorrentes do parto prematuro e geralmente não precisam passar tempo em uma creche especializada.

Antes do termo  —  Se a pré-eclâmpsia se desenvolver antes do termo e não houver características graves da doença, pode ser possível adiar o parto para 37 semanas para dar ao feto mais tempo para crescer e amadurecer. No entanto, se surgirem características graves de pré-eclâmpsia, o parto geralmente é necessário para prevenir complicações na mãe ou no feto. Os motivos mais comuns para o parto em pessoas com pré-eclâmpsia estão listados na tabela ( tabela 1 ).

Tabela 1 : Indicações de parto na pré-eclampsia

≥37 semanas de gravidez
Plaquetas <100.000/microL (com base no exame de sangue)
Função hepática ou renal anormal
Descolamento prematuro da placenta (quando a placenta se separa do útero)
Dor de cabeça persistente ou alterações na visão
Dor abdominal superior intensa e persistente
Problemas com o feto, como restrição de crescimento, redução do fluxo sanguíneo através do cordão umbilical ou diminuição do líquido amniótico

É importante ressaltar que não há benefício para a mãe em adiar o parto após o diagnóstico de pré-eclâmpsia. A decisão de adiar o parto visa dar ao feto mais tempo para crescer e se desenvolver.

Embora o parto esteja sendo adiado em pessoas com pré-eclâmpsia sem características graves antes de 37 semanas, a mãe e o feto são monitorados de perto, e esteroides para reduzir os riscos de parto prematuro no recém-nascido podem ser administrados:

Monitoramento materno – Em caso de atraso no parto, a mãe e o feto serão monitorados, o que geralmente envolve internação hospitalar. O monitoramento materno inclui aferições frequentes da pressão arterial e exames de sangue para verificar a função hepática e renal, além da contagem de plaquetas. Ocasionalmente, essas pacientes podem ser autorizadas a ficar em casa, autoavaliar a pressão arterial e fazer consultas frequentes. Pessoas monitoradas em casa devem contatar seu médico imediatamente se desenvolverem quaisquer sintomas de doença grave.

Monitoramento fetal – O monitoramento fetal inclui uma combinação de testes sem estresse e exames de ultrassom, além do monitoramento materno do movimento fetal (por exemplo, contagem de chutes).

O teste sem estresse é realizado para monitorar a condição do feto. É feito medindo a frequência cardíaca do feto com um pequeno dispositivo colocado no abdômen da mãe. O dispositivo usa ondas sonoras (ultrassom) para medir a frequência cardíaca do feto ao longo do tempo, geralmente por 20 a 40 minutos. Normalmente, a frequência cardíaca basal do feto deve estar entre 110 e 160 batimentos por minuto. Após 34 semanas, um aumento na frequência cardíaca deve ocorrer periodicamente; o aumento deve ser de pelo menos 15 batimentos por minuto acima da frequência cardíaca basal por 15 segundos. O teste é considerado tranquilizador (“reativo”) se dois ou mais aumentos (acelerações) da frequência cardíaca fetal forem observados em um período de 20 minutos. Testes adicionais podem ser necessários se esses aumentos não forem observados após o monitoramento por 40 minutos. Em geral, pacientes ambulatoriais são submetidos a testes fetais duas vezes por semana, enquanto pacientes internados geralmente são testados com mais frequência.

A ultrassonografia é usada para monitorar o crescimento do feto, avaliar seu bem-estar e avaliar o fluxo sanguíneo através do cordão umbilical (chamado teste Doppler). Um perfil biofísico avalia o bem-estar usando a ultrassonografia para avaliar os movimentos do feto, a atividade respiratória, a movimentação dos braços e pernas e o volume do líquido amniótico, atribuindo uma pontuação a cada uma dessas variáveis. Uma pontuação alta é tranquilizadora, enquanto uma pontuação baixa pode indicar que o feto se beneficiaria do parto. Exames de ultrassonografia para estimar o peso fetal são normalmente realizados a cada três ou quatro semanas.

Corticoesteroides – Fetos prematuros correm o risco de problemas respiratórios, pois seus pulmões podem não estar totalmente desenvolvidos. Gestantes com probabilidade de parto prematuro (antes de 34 semanas de gestação) geralmente recebem duas injeções de esteroides (por exemplo, betametasona ) para acelerar o desenvolvimento pulmonar fetal. Os esteroides também diminuem outras complicações potenciais do parto prematuro, como hemorragia intraventricular (sangramento cerebral). Um único ciclo de tratamento inclui duas injeções administradas com 24 horas de intervalo, e o benefício total do tratamento ocorre de 24 a 48 horas após a primeira injeção.

O QUE ACONTECE DURANTE O TRABALHO DE PARTO?

Como pessoas com pré-eclâmpsia grave podem desenvolver eclâmpsia (convulsões), elas são tratadas com magnésio intravenoso (IV) durante o trabalho de parto e geralmente por 24 horas após o parto para prevenir convulsões. O magnésio intravenoso é seguro para o feto.

A hipertensão grave é tratada com um ou mais medicamentos intravenosos para pressão alta para reduzir o risco de um derrame materno.

O QUE ACONTECE APÓS O PARTO?

A pressão alta e a proteína na urina desaparecem após o parto, geralmente em poucos dias, mas às vezes levam semanas. A pressão arterial levemente elevada ao longo de algumas semanas ou meses geralmente não é prejudicial. A hipertensão grave deve ser tratada, e algumas pessoas precisarão de medicação para pressão alta após a alta hospitalar. A medicação pode ser descontinuada quando a pressão arterial retornar aos níveis normais, geralmente em até seis semanas. Seu médico pode recomendar o monitoramento da pressão arterial após a alta hospitalar, no consultório ou em casa, e novamente em aproximadamente 10 a 14 dias para confirmar a resolução da hipertensão.

A pressão arterial que continua elevada além de 12 semanas após o parto provavelmente não está relacionada à pré-eclâmpsia e pode exigir tratamento a longo prazo.

Pessoas com pré-eclâmpsia parecem apresentar maior risco de doenças cardiovasculares mais tarde na vida, inclusive durante a pré-menopausa. Elas devem discutir esse risco com seus profissionais de saúde. Modificações no estilo de vida (alimentação saudável, evitar obesidade e tabagismo) e o controle de distúrbios lipídicos, diabetes e hipertensão (caso esses distúrbios se desenvolvam) podem ajudar a reduzir o risco de problemas cardiovasculares.

A PRÉ-ECLÂMPSIA ACONTECERÁ NOVAMENTE EM GRAVIDEZES FUTURAS?

Pessoas que desenvolvem pré-eclâmpsia apresentam risco aumentado de desenvolvê-la em uma gravidez subsequente. Aquelas com pré-eclâmpsia sem características graves perto do termo têm apenas 5% mais chances de desenvolvê-la novamente. No entanto, aquelas que desenvolveram características graves de pré-eclâmpsia e deram à luz antes de 30 semanas de gestação apresentam alto risco (até 70%) de pré-eclâmpsia em gestações futuras.

RESUMO

O que é pré-eclâmpsia? – A pré-eclâmpsia é um distúrbio que ocorre apenas em gestantes e puérperas. É definida pelo aparecimento de hipertensão (pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou pressão arterial diastólica ≥ 90 mmHg), além de sintomas e/ou sinais de lesão renal, hepática, plaquetária, pulmonar e/ou cerebral após 20 semanas de gestação ou nos primeiros dias após o parto. A maioria das pessoas com pré-eclâmpsia apresenta apenas pressão arterial alta e proteína na urina, mas algumas desenvolvem sintomas e/ou outros sinais da doença, com ou sem proteinúria. Pessoas com sintomas, certas anormalidades nos exames de sangue e/ou pressão arterial gravemente alta (pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg e/ou pressão arterial diastólica ≥ 110 mmHg) são consideradas portadoras da forma grave da doença.

Com que frequência a pré-eclâmpsia ocorre e como ela pode ser prevenida? – A pré-eclâmpsia ocorre em 3 a 4% das gestações nos Estados Unidos. Não se sabe por que algumas pessoas desenvolvem pré-eclâmpsia e outras não. Atualmente, não há testes que possam prever com segurança quem desenvolverá a doença, e não há como preveni-la completamente. Tomar aspirina em baixas doses do final do primeiro trimestre até o terceiro trimestre parece reduzir o risco de desenvolver pré-eclâmpsia em algumas pessoas com alto risco de desenvolver a doença.

Quais são os sintomas e sinais da pré-eclâmpsia? – A maioria das pessoas com pré-eclâmpsia não apresenta sintomas. A doença pode progredir rapidamente; os sintomas podem incluir dor de cabeça, problemas de visão, falta de ar e dor na parte superior do abdômen. Os sinais podem incluir níveis elevados de creatinina ou enzimas hepáticas no sangue, baixa contagem de plaquetas e/ou líquido nos pulmões.

Quando o profissional de saúde deve ser chamado? – Uma gestante deve ligar imediatamente para seu médico se apresentar qualquer sinal ou sintoma de doença grave, ou se apresentar diminuição da atividade fetal, sangramento vaginal, dor abdominal ou contrações uterinas frequentes.

Como a pré-eclâmpsia é tratada?

• A única cura para a pré-eclâmpsia é a expulsão do feto e da placenta. A redução da atividade física, mas não o repouso absoluto, e o uso de medicamentos para pressão alta podem reduzir a pressão arterial, mas não impedem o agravamento da pré-eclâmpsia nem reduzem o risco de suas complicações.

• Se os exames que monitoram a condição da mãe ou do feto apresentarem resultados preocupantes, o profissional de saúde poderá recomendar o parto. O parto vaginal geralmente é possível.

• Como pessoas com pré-eclâmpsia grave podem desenvolver convulsões (chamadas eclâmpsia), a maioria é tratada com medicamentos anticonvulsivantes durante o trabalho de parto e geralmente por 24 horas após o parto. O sulfato de magnésio intravenoso é o medicamento mais comumente usado para prevenir convulsões. É seguro tanto para a mãe quanto para o feto.

O que acontece após o parto? – A pressão alta e a proteína na urina desaparecem após o parto, geralmente em poucos dias ou semanas. No entanto, algumas mulheres precisam de medicamentos para reduzir a pressão alta após a alta hospitalar.

Acontecerá novamente? – A maioria das pessoas que apresentam pré-eclâmpsia sem sintomas graves não a apresentará novamente em uma gravidez futura. O risco de recorrência é maior em mulheres com sintomas graves de pré-eclâmpsia, especialmente quando ocorrem no segundo trimestre.

Existem riscos a longo prazo? – Pessoas que desenvolvem pré-eclâmpsia parecem ter maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares mais tarde na vida, portanto, cuidados de saúde regulares podem ser particularmente importantes para esse grupo. Pessoas que tiveram pressão alta durante a gravidez devem verificar a pressão arterial pelo menos uma vez por ano. Elas também podem reduzir o risco de ter pressão alta mais tarde na vida mantendo um peso saudável, limitando a ingestão de sal, evitando o consumo excessivo de álcool e praticando exercícios regularmente.

Iteratividade – Antecedente de múltiplas cesariana (2 ou mais)

 

RESUMO DO ARTIGO

INTRODUÇÃO: A taxa de cesariana está continuamente aumentando com a principal indicação sendo uma cesariana anterior. Para mulheres com 1 parto cesáreo anterior, geralmente concorda-se que o momento ideal de parto por cesariana eletiva é durante a 39ª semana de gestação, enquanto para mulheres com 2 partos cesáreos anteriores, o tempo ideal de parto permanece discutível.

OBJETIVO: Avaliar os riscos maternos e neonatais associados ao parto eletivo em diferentes idades gestacionais de 37 0/7 a 39 6/7 semanas de gestação e compará-lo com a conduta expectante em mulheres com pelo menos 2 partos cesáreos anteriores.

DESENHO DO ESTUDO: Este foi um estudo de coorte retrospectivo de base populacional de todas as mulheres com pelo menos 2 partos cesáreos anteriores que deram à luz após 36 6/7 semanas de gestação em Ontário, Canadá, entre abril de 2012 e março de 2019. Mulheres com gravidezes múltiplas (gemelares, trogemelares…)  ou com anomalias fetais maiores foram excluídas . Para cada semana gestacional completada, os resultados de mulheres que tiveram uma cesariana eletiva de repetição naquela semana apenas por causa de 2 partos cesáreos anteriores foram comparados com os resultados daquelas que foram tratadas com expectativa e deram à luz em uma idade gestacional posterior. O desfecho primário foi um composto de desfechos maternos, incluindo mortalidade e morbidade materna grave. Os desfechos secundários foram desfechos neonatais adversos

RESULTADOS: Um total de 26.522 mulheres preencheram os critérios de inclusão. O risco materno foi semelhante para parto eletivo em 37 0/7 a 38 6/7 semanas de gestação em comparação com a conduta expectante. No entanto, o parto eletivo em 39 0/7 a 39 6/7 semanas de gestação foi associado a uma diminuição do risco de resultados adversos quando comparado ao manejo expectante (razão de risco ajustada, 0,51; intervalo de confiança de 95%, 0,29e0,91). Para o recém-nascido, o parto eletivo durante a 37ª semana de gestação aumentou significativamente a incidência do resultado adverso composto do que em uma gravidez em andamento (razão de risco ajustada, 1,68; intervalo de confiança de 95%, 1,39e2,01), mas foi comparável para parto eletivo com 38 0/7 a 39 6/7 semanas de gestação e conduta expectante. O risco de cesariana não planejada aumentou de 6,5% antes de 38 semanas de gestação para 21,7% antes de 39 semanas de gestação e para 32,6% antes de 40 semanas de gestação.

CONCLUSÃO: Para mulheres com 2 partos cesáreos, o parto eletivo de 38 0/7 a 38 6/7 semanas de gestação provavelmente representa o equilíbrio ideal entre risco neonatal e materno, enquanto diminui a probabilidade de uma cesariana não planejada

 

 

Pontos importantes do artigo

Por que esse estudo foi realizado?
O momento ideal do parto em mulheres com >1 parto cesáreo anterior (CD) é desconhecido. Estudos anteriores não levaram em conta os riscos e benefícios do parto eletivo em comparação com a conduta expectante.

Principais conclusões
Comparado com o manejo expectante, o risco de um resultado materno adverso composto associado ao parto eletivo em 38 e 39 semanas de gestação foi semelhante, mas o risco aumentou além de 39 semanas. O risco composto de resultado neonatal adverso foi maior para parto eletivo com 37 semanas de gestação, mas semelhante ao manejo expectante a partir de 38 semanas de gestação. O risco de CD não planejada aumentou de um quinto para parto eletivo antes de 39 a 0 semanas de gestação para quase um terço para parto após 39 a 0 semanas de gestação.

O que isso acrescenta ao que é conhecido?
A CD eletiva entre 38 0/7 e 38 6/7 semanas de gestação equilibra de maneira ideal o risco materno e neonatal com o risco de parto não planejado.

 

Shinar S, Walsh L, Roberts N, et al.
Timing of cesarean delivery in women with 2 previous cesarean deliveries. Am J Obstet Gynecol
2021; 0002-9378/ Elsevier Inc. All rights reserved. https://doi.org/10.1016/j.ajog.2021.07.018

Níveis de Progesterona na Gravidez

Adapatado de Ku, C., Allen Jr, J.C., Lek, S. et al. Serum progesterone distribution in normal pregnancies compared to pregnancies complicated by threatened miscarriage from 5 to 13 weeks gestation: a prospective cohort study. BMC Pregnancy Childbirth 18, 360 (2018). https://doi.org/10.1186/s12884-018-2002-z

 

Distribuição de progesterona sérica em gestações normais em comparação com gestações complicadas por ameaça de aborto de 5 a 13 semanas de gestação: um estudo de coorte prospectivo

Resumo

Objetivo

A progesterona é um hormônio crítico no início da gravidez. Baixos níveis de progesterona séricos estão associado à ameaça de aborto. Nosso objetivo é estabelecer a distribuição da progesterona sérica materna em gestações normais em comparação com gestações complicadas por ameaça de aborto de 5 a 13 semanas de gestação.

Métodos

Este é um estudo de coorte prospectivo de 929 pacientes. As mulheres da coorte de gravidez normal [NP Normal Pregnancy] foram recrutadas em clínicas pré-natais, e as da coorte de aborto ameaçado [TM: Threatened Miscarriage] foram recrutadas em clínicas de emergência. Foram excluídas do estudo mulheres com gestações múltiplas, aborto retido, aborto incompleto ou inevitável. Foram caracterizados os níveis séricos de progesterona nas coortes NP e TM, estimando os percentis 10, 50 e 90 de 5 a 13 semanas de gestação. O resultado da gravidez foi determinado às 16 semanas de gestação. A análise de subgrupo dentro do grupo TM comparou os níveis de progesterona de mulheres que abortaram posteriormente com aquelas que tiveram gestações em andamento na 16ª semana de gestação.

Resultados

A concentração mediana de progesterona sérica demonstrou uma tendência linearmente crescente de 57,5 ​​nmol/L para 80,8 nmol/L de 5 a 13 semanas de gestação na coorte NP. Na coorte TM, a concentração mediana de progesterona sérica aumentou de 41,7 nmol/L para 78,1 nmol/L. No entanto, os níveis médios de progesterona foram uniformemente mais baixos na coorte TM em aproximadamente 10 nmol/L a cada semana de gestação. Na análise de subgrupo, a concentração mediana de progesterona sérica em mulheres com gravidez em andamento na 16ª semana de gestação demonstrou uma tendência linearmente crescente de 5 a 13 semanas de gestação. Houve um aumento marginal e não significativo na progesterona sérica de 19,0 para 30,3 nmol/L de 5 a 13 semanas de gestação em mulheres que eventualmente tiveram um aborto espontâneo.

Conclusões

A concentração sérica de progesterona aumentou linearmente com a idade gestacional de 5 a 13 semanas em mulheres com gestações normais. Mulheres com aborto espontâneo mostraram um aumento marginal e não significativo na progesterona sérica. Este estudo destaca o papel fundamental da progesterona no apoio a uma gravidez precoce, com progesterona sérica mais baixa associada à ameaça de aborto e a um aborto completo subsequente às 16 semanas de gestação.

 

Introdução

A ameaça de aborto é definida como sangramento vaginal com ou sem dor abdominal e um orifício cervical fechado no início da gravidez. Afeta 15 a 20% de todas as gestações1 , 2 ] e é um fator de risco para desfechos adversos da gravidez, incluindo pré-eclâmpsia, parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino, ruptura prematura de membranas e descolamento prematuro de placenta3 ]. Entre as mulheres com ameaça de aborto, 15 a 25% evoluem para aborto espontâneo4 ] e são 2,6 vezes mais propensos a abortar em comparação com mulheres grávidas sem sangramento5 , 6]. As mulheres com ameaça de aborto são muitas vezes extremamente ansiosas com o resultado da gravidez, e isso não é auxiliado pela falta de modelos preditivos que prognosticam e classificam essas mulheres para o alto ou baixo risco de aborto4 ].

A progesterona é um hormônio crítico durante a implantação. Sustenta a decidualização [ 7 ], controla a contratilidade uterina e promove a tolerância imunológica materna ao semi-aloenxerto fetal [ 8 ]. Os linfócitos, na presença de progesterona, também liberam o fator de bloqueio induzido pela progesterona (PIBF). O PIBF é um mediador fundamental na imunomodulação dependente de progesterona [ 9 , 10 ] e tem um papel regulador nas respostas imunes antifetais durante a gravidez11 ]. Um dos primeiros estudos sobre progesterona na gravidez mostrou uma tendência crescente de progesterona plasmática desde a concepção até o parto [ 12 ]. Um estudo mais recente de Schock et al.destacou ainda mais esta tendência crescente ao longo da gravidez [ 13 ]. No entanto, pouco se sabe sobre a distribuição da progesterona sérica no início da gravidez.

Muitos estudos mostraram que a baixa progesterona sérica está associada à ameaça de aborto. Nosso grupo validou um único ponto de corte de progesterona sérica de 35 nmol/L tomado na apresentação com ameaça de aborto pode diferenciar mulheres com alto ou baixo risco de aborto subsequente14 , 15 ]. Assim, mulheres com gestações normais (baixo risco) sem sangramento podem ter uma distribuição sérica de progesterona diferente em comparação com mulheres com ameaça de aborto. Neste estudo, pretendemos estabelecer a distribuição da progesterona sérica materna em gestações normais e gestações complicadas por ameaça de aborto de 5 a 13 semanas de gestação.

Métodos

Um total de 929 mulheres grávidas, com idade igual ou superior a 21 anos, atendidas nas clínicas pré-natais do Hospital da Mulher e da Criança KK (KKH) e na Clínica da Mulher 24 horas de janeiro de 2013 a dezembro de 2016 foram recrutadas. Os critérios de inclusão foram uma gravidez intrauterina única entre 5 a 13 semanas de gestação (confirmada e datada por ultrassonografia), com sangramento vaginal relacionado à gravidez foram recrutadas na coorte Ameaça de Aborto [TM] ( n = 479), enquanto aquelas sem gravidez relacionada sangramento por vagina foram recrutados na coorte de baixo risco de aborto (gravidez normal [NP]) ( n= 450). Foram excluídas mulheres com gestações múltiplas, episódios prévios de sangramento vaginal ou aquelas tratadas com progesterona para sangramento vaginal anterior na gravidez atual, ou mulheres diagnosticadas com aborto inevitável, aborto retido, óvulo atrofiado ou interrupção planejada da gravidez.

Amostras de sangue materno foram coletadas para medir o nível sérico de progesterona na apresentação, conforme descrito anteriormente [ 15 ]. O sangue foi coletado em tubos simples e centrifugado por 10 min a 3000 g dentro de 2 horas após a coleta. O nível sérico de progesterona foi medido no laboratório clínico KKH usando um kit comercial de progesterona ARCHITECT (Abbott, Irlanda).

As covariáveis ​​para a análise foram fatores demográficos maternos, saúde, obstetrícia e estilo de vida coletados por um investigador que aplicou o questionário em inglês ou chinês (Tabela 1 ).

Medidas de resultado e acompanhamento

O desfecho primário medido foi um aborto espontâneo, definido pelo auto-relato de esvaziamento uterino após um aborto inevitável ou incompleto, ou aborto completo com útero vazio, até a 16ª semana de gestação. Todas as participantes foram contatadas na 16ª semana de gestação para verificar o estado gestacional.

Métodos estatísticos

A demografia materna basal e as características da gravidez foram comparadas estatisticamente entre duas coortes de estudo: (i) pacientes sem sangramento vaginal relacionado à gravidez [NP] e (ii) pacientes com sangramento vaginal relacionado à gravidez [MT]. O teste t de 2 amostras foi usado para comparar as variáveis ​​basais contínuas e o teste exato de Fisher para comparar as variáveis ​​categóricas.

A regressão quantílica foi usada para caracterizar os níveis séricos de progesterona nas coortes NP e TM, estimando os percentis 10, 50 e 90 de 5 a 13 semanas de gestação. O resultado da gravidez foi determinado às 16 semanas de gestação. A análise de subgrupo foi realizada dentro da coorte TM para comparar os níveis de progesterona de mulheres que sofreram aborto espontâneo [TMM] com aquelas que tiveram gestações em andamento às 16 semanas de gestação [TMO]. Os números de pacientes que se apresentaram em cada semana de gestação nos diferentes grupos (NP, MT, TMM e TMO) foram resumidos no Arquivo Adicional 1 : Tabela S1 e Arquivo Adicional 2 : Figura S1).

Este estudo é financiado pelo fundo de pesquisa Categoria 1 do Fundo de Alinhamento da Indústria do Ministério da Saúde.

Resultados

As taxas de aborto foram significativamente menores na coorte de gravidez normal (baixo risco) [NP] (5,4%) em comparação com aquelas que apresentaram ameaça de aborto (21,5%) ( P <0,0001). A média de progesterona sérica foi significativamente maior na coorte NP (71,8 ± 27,2 nmol/L) em comparação com a coorte ameaçada de aborto [TM] (53,6 ± 25,2 nmol/L) ( P < 0,0001). As mulheres da coorte NP tendem a apresentar-se mais tarde para a consulta de marcação (8,4 ± 2,1 semanas vs 7,3 ± 1,4 semanas) ( P < 0,0001). Não houve diferenças na idade materna, índice de massa corporal (IMC), história de abortos anteriores e tabagismo, ou ter comorbidades como diabetes mellitus (Tabela 1).

A concentração sérica de progesterona demonstrou uma tendência linearmente crescente de 57,5 ​​nmol/L para 80,8 nmol/L de 5 a 13 semanas de gestação na coorte NP, com um gradiente de tendência mediana de b NP = 2,91 ( p = 0,0020) (Fig. 1, Adicional arquivo 1: Tabela S1A e arquivo adicional 2 : Figura S1A). Na coorte TM, a concentração sérica de progesterona aumentou de 41,7 nmol/L para 78,1 nmol/L de 5 a 13 semanas de gestação, com um gradiente de tendência de b TM = 4,55 ( p <0,0001) (Fig. 1 , Arquivo adicional 1 : Tabela S1B e arquivo adicional 2: Figura S1B). Os níveis médios de progesterona foram uniformemente mais baixos na coorte TM em aproximadamente 10 nmol/L, convergindo para o final do primeiro trimestre com valores semelhantes às 13 semanas de gestação (Fig. 1).

Figura 1

figura 1

Distribuição da progesterona sérica ao longo das semanas de gestação 5-13 entre mulheres com gravidez normal [NP] vs ameaça de aborto [TM]

 

Na análise de subgrupo, as mulheres da coorte MT foram divididas entre aquelas com gestações em andamento na 16ª semana de gestação [TMO] em comparação com aquelas que sofreram aborto espontâneo antes ou na 16ª semana de gestação [TMM]. Os níveis séricos de progesterona em mulheres com gravidez em andamento na 16ª semana de gestação demonstraram uma tendência linearmente crescente de 47,4 nmol/L para 75,0 nmol/L de 5 a 13 semanas de gestação, com um gradiente de tendência de b TMO = 3,45 ( p <0,0001) (Fig. 2 , Arquivo Adicional 1: Tabela S1C e Arquivo Adicional 2: Figura S1C). Comparativamente, houve um aumento não significativo e marginal na progesterona sérica de 19,0 nmol/L para 30,3 nmol/L de 5 a 13 semanas de gestação em mulheres que eventualmente sofreram aborto espontâneo antes ou com 16 semanas de gestação, com um gradiente de tendência de b TMM = 1,41 ( p = 0,710) (Fig. 2, Arquivo adicional 1: Tabela S1D e Arquivo adicional 2: Figura S1D).

Figura 2
Figura 2

Análise de subgrupo de ameaça de aborto [TM] de mulheres com gravidez em andamento versus aborto espontâneo

Discussão

Principais descobertas

As taxas de aborto foram significativamente menores na coorte de gravidez normal (baixo risco) [NP] (5,4%) em comparação com aquelas na coorte de aborto espontâneo [TM]. A média de progesterona sérica foi significativamente maior na coorte NP em comparação com a coorte TM. A progesterona sérica aumentou linearmente com a idade gestacional de 5 a 13 semanas em mulheres com gestações normais. Mulheres com aborto espontâneo mostraram um aumento marginal e não significativo na progesterona sérica.

Pontos fortes e limitações

Este é um dos primeiros estudos de coorte prospectivos que descrevem a distribuição da progesterona sérica em gestações normais (baixo risco) em comparação com gestações complicadas por ameaça de aborto. Existem várias limitações deste estudo. Especificamente, a média de gestação na apresentação para mulheres na coorte de gravidez normal é de 8,4, enquanto que para mulheres na coorte de aborto espontâneo é de 7,3. Mulheres com gestações de baixo risco tendem a apresentar-se mais tarde, enquanto aquelas com sangramento no início da gravidez procurarão atendimento médico imediatamente. Isso pode ser um fator de confusão potencial responsável pela progesterona sérica média mais alta na coorte de gravidez normal. Além disso, a distribuição da progesterona sérica ao longo das gestações não é obtida do mesmo paciente, portanto, pode ser afetada pela variação biológica inerente entre os pacientes.

Interpretação

Muitos estudos mostraram que a baixa progesterona sérica está associada a resultados ruins da gravidez [ 16 , 17 ], e nossos resultados dão mais peso ao papel central da progesterona no início da gravidez. Na coorte NP, a progesterona sérica aumentou linearmente com a idade gestacional de 5 a 13 semanas, com uma tendência semelhante observada na coorte TM que teve uma gravidez em andamento com 16 semanas de gestação.

A progesterona é secretada pelo corpo lúteo, que dura apenas 14 dias se a gravidez não ocorrer. No início da gravidez, a gonadotrofina coriônica humana beta (βhCG) secretada pelos sinciciotrofoblastos mantém o corpo lúteo, o que permite que ele continue secretando progesterona até que a placenta assuma sua função em 7 a 9 semanas de gestação. A progesterona causa alterações secretoras no endométrio do útero e é essencial para o sucesso da implantação do embrião [ 18 ]. Após a implantação, níveis elevados de progesterona circulante secretados pela placenta agindo através de receptores de progesterona mantêm a quiescência uterina [ 19 ] e estimulam mudanças morfológicas no colo do útero e outros tecidos que ajudam a manter a gravidez [ 20 ].

A deficiência da fase lútea (LPD) é uma condição de progesterona insuficiente para manter um endométrio secretor normal e permitir a implantação e o crescimento normal do embrião [ 21 ]. Esta é uma das muitas etiologias associadas à perda precoce da gravidez [ 22 ]. Dois mecanismos foram propostos que resulta em LPD. A primeira e provavelmente mais comum causa está relacionada à função prejudicada do corpo lúteo, resultando em secreção insuficiente de progesterona e estradiol.]A função prejudicada pode ser resultado do desenvolvimento inadequado do folículo dominante destinado a se tornar o corpo lúteo ou estimulação aberrante de um folículo normalmente desenvolvido, levando a deficiências na produção de progesterona. O segundo mecanismo sugere uma incapacidade do endométrio para montar uma resposta adequada à exposição apropriada de estradiol e progesterona [ 24 ].

Além da LPD, existem outras causas propostas de aborto espontâneo. Mais da metade das perdas de gravidez clinicamente reconhecidas foram atribuídas a anormalidades cromossômicas [ 25 , 26 ]. Anormalidades cromossômicas podem estar associadas a alterações nos níveis de progesterona [ 27 ]. A progesterona mostrou ser menor em gestações com trissomia 13 e trissomia 18 [ 28 ]. Outras causas de aborto espontâneo incluem fatores maternos, como infecções e estados de doença materna [ 29 ].

Em mulheres com ameaça de aborto, a concentração sérica de progesterona também aumentou linearmente com a gestação, mas exibiu um deslocamento para baixo do gráfico com níveis medianos de progesterona mais baixos a cada semana de gestação em comparação com o grupo de baixo risco, convergindo para o final do primeiro trimestre com valores semelhantes com 13 semanas de gestação. Em mulheres com gestações em andamento, o sangramento vaginal pode ser devido à ruptura dos vasos deciduais na interface materno-fetal [ 30 ].

Na análise de subgrupo de mulheres com ameaça de aborto, aquelas que sofreram aborto espontâneo em ou antes de 16 semanas de gestação têm um nível sérico mais baixo de progesterona. Muitos estudos anteriores mostraram que o nível médio de progesterona sérica em gestações não viáveis ​​é baixo, variando entre 6,8 – 12 ng/ml (21,6 – 38,2 nmol/L)31 , 32 , 33], mas muito poucos descreveram a distribuição de progesterona no início da gravidez. Curiosamente, descobrimos que em mulheres com aborto espontâneo em ou antes de 16 semanas de gestação, houve apenas um aumento marginal na progesterona sérica ao longo das gestações, com níveis séricos de progesterona muito mais baixos entre 20 nmol/L a 30 nmol/L. Ao contrário das gestações normais, a progesterona sérica não aumentou significativamente independentemente da gestação em mulheres com aborto espontâneo.

Conclusão

Este estudo destaca o papel fundamental da progesterona no apoio a uma gravidez precoce, onde a progesterona sérica mais baixa está associada à ameaça de aborto e a um aborto completo subsequente às 16 semanas de gestação. Isso pode servir como uma plataforma para o desenvolvimento de intervalos de referência para mulheres que apresentam gestações de baixo risco ou ameaça de aborto para prever o risco de abortos espontâneos subsequentes com base em seus níveis de progesterona.

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Reconhecimentos

Os autores gostariam de agradecer à Sra. Trish Koon e Sra. Doris Ong por sua assistência no recrutamento de pacientes. Gostaríamos de agradecer a todas as famílias que participaram de nossa pesquisa e a toda a equipe dedicada de todos os departamentos participantes.

Financiamento

Este estudo é financiado pelo fundo de pesquisa Categoria 1 do Fundo de Alinhamento da Indústria do Ministério da Saúde. Isso facilitou o recrutamento dos coordenadores de pesquisa clínica que recrutaram os pacientes, e também facilitou a análise e interpretação dos dados, levando à redação do manuscrito.

Disponibilidade de dados e materiais

Os conjuntos de dados gerados e/ou analisados ​​durante o estudo atual não estão disponíveis publicamente, pois pesquisas e análises adicionais estão sendo realizadas nos conjuntos de dados para futuras publicações, mas estão disponíveis pelo autor correspondente mediante solicitação razoável.

Informação sobre o autor

Afiliações


Outro artigo mais recente (2021) também estabeleceu a curva de normalidade da porgesterona sérica na gravidez. https://www.nature.com/articles/s41598-021-83805-w.pdf?origin=ppub . Seguem as principais imagens (figura e tabela) do artigo Ku, C.W., Zhang, X., Zhang, V.RY. et al. Gestational age-specific normative values and determinants of serum progesterone through the first trimester of pregnancy. Sci Rep 11, 4161 (2021). https://doi.org/10.1038/s41598-021-83805-w .

Óbito Fetal Intrauterino

Em primeiro lugar se você é uma mãe ou um pai de um feto ou bebê, como você queira chamar que já partiu, meus sentimentos. Aqui você encontrará um artigo que pode ajudar a descobrir o motivo da perda bem como identificar alguns fatores de risco e corrigi-los numa próxima gravidez se for o seu desejo. Eu lhe garanto como obstetra e como pai de Mateus, que se foi com 35 semanas de gestação que é possível ressignificar o luto. Estarei ao seu lado se você quiser que eu acompanhe sua próxima gravidez ou estarei torcendo para que dê tudo certo se você for uma seguidora das minhas redes socias ou leitora do meu site. Melhore seus hábitos, procure bnons profissionais, a tempestate vai passar e o (bebê) arco-íris vai chegar. Confiem em Deus, confie em você, busque ajuda e siga em frente, enfrente!!!

Se você é profissional de saúde, especialmente obstetra ou enfermeira(o) obstetra o artigo abaixo e bem interessante e completo.

Se você é tentante ou gestante sem histórico de óbito fetal, não recomendo a leitura, texto bem pesado para o seu momento.

Glaucius Nascimento 20/01/2021

ARTIGO – ÓBITO FETAL INTRAUTERINO

Mark M. Maslovich ; Lori M. Burke .Informação sobre o autor

Última atualização: 8 de novembro de 2020 .

Introdução

O Centro de Estatísticas de Saúde dos Estados Unidos define morte fetal como o parto de um feto sem sinais de vida, conforme indicado pela ausência de respiração, batimentos cardíacos, pulsação do cordão umbilical ou movimentos definidos dos músculos voluntários, independentemente da duração da gravidez . Natimorto é uma morte fetal após uma idade gestacional definida e / ou peso fetal, ambos historicamente sem uniformidade. Atualmente, a definição mais reconhecida de natimorto é a morte fetal que ocorre com 20 semanas de gestação ou maior ou com peso ao nascer maior ou igual a 350 gramas. A padronização da definição de natimorto é uma prioridade atual. [1]Nos Estados Unidos, a interrupção da gravidez por anomalias fetais e a indução do parto para ruptura prematura pré-viável de membranas são relatadas como interrupções da gravidez e não como natimortos. “Natimorto” substituiu “morte fetal intrauterina” como a terminologia de escolha com base nas opiniões de grupos de pais. Uma tentativa está em andamento para usar natimorto em todas as publicações científicas. Para esta publicação, morte fetal intrauterina e natimorto são considerados sinônimos.  

A comparação das taxas de natimortos entre e dentro dos países é limitada devido à não uniformidade da definição de natimortos e à coleta incompleta de dados de natimortos. Globalmente, menos de 5 por cento dos natimortos são registrados. [2] A morte fetal intrauterina é a quinta causa de morte em todo o mundo. Atualmente, há uma compreensão limitada da fisiopatologia responsável pela morte fetal. Globalmente, natimorto inexplicável é relatado em 76% dos casos. [2] [3]The Lancet publicou “The Ending Preventable Stillbirths Series Study Group”, que ajudou a promover os esforços globais de saúde pública. O objetivo inicial era reduzir a taxa de natimortos para menos de 15/1000. Isso já foi alcançado em muitos países industrializados; no entanto, os países da Ásia e da África ainda têm taxas de natimortos muito mais altas atribuídas principalmente à falta de acesso a serviços de saúde. Estima-se que 98% dos natimortos globais ocorrem em países de baixa e média renda. [4]

A natimortalidade tem muitas causas: complicações intraparto, hipertensão, diabetes, infecção, anomalias congênitas e genéticas, disfunção placentária e gravidez continuada além de quarenta semanas. Este é um evento catastrófico com consequências duradouras para toda a sociedade. Precisamos aprender mais sobre por que ocorrem natimortos. Esse conhecimento pode ajudar as pessoas afetadas a lidar com o luto e, mais importante, a se preparar para reduzir o risco de natimortos em gestações subsequentes. Esta atividade analisa o papel da equipe de saúde na avaliação, gerenciamento e melhoria do atendimento a pacientes com diagnóstico de natimorto.

Etiologia

Os dados globais sobre as causas de natimortos são limitados devido à dificuldade em atribuir a causa. [5] A natimortalidade inexplicada é a causa mais comumente relatada, relatada em 76% dos casos em todo o mundo. [6] Metade dos natimortos do mundo estão ligados a complicações intraparto; a maioria dessas mortes provavelmente poderia ser evitada com maior acesso a cuidados de saúde qualificados[2]

O estudo Stillbirth Collaborative Research Network descobriu que os fatores de risco de natimortos conhecidos no início da gravidez eram responsáveis ​​por apenas uma pequena fração do risco de natimortos. Apenas natimorto anterior ou perda de gravidez por nascimento prematuro ou restrição de crescimento fetal demonstraram valor preditivo. [7] O risco de natimorto é maior em mulheres com um natimorto inexplicável anterior. Um estudo descobriu que o risco é cinco vezes maior e outro duas vezes maior. [8] [9] O nascimento prematuro anterior, com menos de 34 semanas, aumenta o risco de um natimorto subsequente três vezes. A história adicional de parto de um feto com crescimento restrito aumenta o risco de natimortos subsequentes seis vezes. [10] Em comparação com uma mulher com um natimorto anterior, o risco de natimorto é ainda maior para mulheres que deram à luz um feto viável e com crescimento restrito antes de 32 semanas de idade gestacional. [9] [11]

O Instituto Nacional de Desenvolvimento da Saúde Infantil (NICHD) Eunice Kennedy Shriver criou a Rede de Pesquisa Colaborativa de Natimortos. Ele avaliou a causa de natimortos em 20 semanas ou mais entre 2006 e 2008 em 59 hospitais em cinco estados dos EUA. As principais causas de natimortalidade nos EUA foram : descolamento prematuro da placenta e complicações obstétricas das gestações gemelares e ruptura prematura pré-termo das membranas amnióticas. Este estudo mostrou que a causa da natimortalidade pode ser atribuída em 75% dos casos quando uma avaliação sistemática é realizada, conforme será descrito a seguir.  

Anormalidades da placenta:

Restrição de crescimento fetal e anormalidades placentárias são os achados mais prevalentes em natimortos. A maioria das gestações com esses achados, entretanto, não resulta em natimorto. [12]Anormalidades placentárias também podem ser encontradas em natimortos sem evidência de crescimento prejudicado. A altura da sínfise-fundo, usada para estimar o crescimento fetal em série nas consultas de pré-natal, tem baixa sensibilidade e especificidade para detectar bebês pequenos para a idade gestacional. Nesse momento, apenas o volume placentário, a inserção velamentosa e a presença de uma única artéria umbilical podem ser detectados no pré-natal. Diagnosticar a restrição do crescimento fetal no útero é difícil. Novos métodos são necessários para avaliar a estrutura e a função da placenta de forma não invasiva. Se o peso ao nascer for menor que o percentil 10, o risco de restrição de crescimento é de 30%, e se o peso ao nascer for menor que o percentil 3, o risco é de 70%. [13] O risco de natimorto é relativo ao grau de restrição de crescimento, com o maior risco de natimorto para aqueles que dão à luz fetos com crescimento mais restrito[10] O risco de natimortalidade é de 15/1000 para pesos ao nascer menores que o percentil 2,5 e 25/1000 para pesos ao nascer menores que o percentil 5. [14] [15] 

Fatores placentários, como descolamento prematuro da placenta, são encontrados em 6% dos natimortos. [13] Uma história de descolamento prematuro da placenta aumenta o risco de natimorto. Esse risco é maior para fetos prematuros. O uso de cocaína, fumo, hipertensão e pré-eclâmpsia aumentam o risco de descolamento prematuro da placenta e natimorto. Além disso, condições incomuns da placenta, incluindo coriocarcinoma ou corioangioma, aumentam o risco de natimorto. [16] [17]

Diabetes

O diabetes aumenta o risco de natimortos em até cinco vezes. [12] [18] [19] Uma meta-análise mostrou que apenas melhorar o controle da glicose antes da concepção reduz a taxa de natimortos. [20] Com o controle glicêmico ideal, o risco de natimorto pode ser reduzido. [21]Em diabéticos tipo 1, a taxa de natimortos é de 16,1 por 1000 nascimentos. O controle deficiente do diabetes determinado por níveis elevados de hemoglobinas glicosiladas antes da gravidez (OR 1,03) e posteriormente na gravidez (OR 1,06) foram associados a natimortos. Em diabéticos tipo 2, a taxa de natimortos é de 22,9 / 1000 nascimentos. Um IMC mais alto (OR 1,07) e hemoglobina glicosilada elevada antes da gravidez (OR 1,02) foram associados a natimortos. O peso ao nascer pode ser afetado pelo diabetes e também está relacionado ao risco de natimorto. Se o peso ao nascer for inferior ao 10º percentil, o risco de natimortos é elevado seis vezes em mães com diabetes tipo 1 e três vezes naquelas com diabetes tipo 2 em comparação com fetos pesando entre 10 e 90 percentis. Com diabetes tipo 2, o risco de natimorto era duas vezes maior se o peso ao nascer estivesse acima do percentil 95. Um número significativamente maior de natimortos em mulheres com diabetes tipo 2 é do sexo masculino. Um terço dos natimortos associados ao diabetes ocorrem a termo. A taxa mais alta de natimortos ocorre na 38ª semana para o diabetes tipo 1 e na 39ª semana para o diabetes tipo 2.[22]

Raça

Mulheres negras não hispânicas nos Estados Unidos têm uma taxa maior de natimortos (11 por 1000 nascimentos) em comparação com outros grupos raciais. Este grupo também tem uma incidência maior de diabetes, hipertensão, ruptura prematura da membrana e descolamento podem ser responsáveis ​​pela maior taxa de natimortos. [18]

Obesidade

A obesidade é um fator de risco independente para natimortos, mesmo após o controle de diabetes, tabagismo, diabetes gestacional e pré-eclâmpsia. A obesidade é um grande problema de saúde nos países desenvolvidos e é definida como um índice de massa corporal superior a 30 kg / m2. Mulheres não obesas têm um risco de natimortos de 5,5 por 1000. O risco é de 8 por 1000 para IMC de 30 a 39,9 kg / m ^ 2 e 11/1000 para IMC maior que 40 kg / m ^ 2. [23] [24] [25] [26] Mulheres com sobrepeso com IMC de 25 a 29,9 kg / m ^ 2 têm um OR 1,37 (IC de 95%: 1,02-1,85) e mulheres obesas classe IV com IMC maior que 50 kg / m ^ 2 tem um OR 5,04 (IC 95%: 1,79-14,07). [27]   

Idade

O risco de natimorto aumenta com a idade materna avançada devido ao aumento do risco de aneuploidia e complicações médicas da gravidez. Mesmo após o controle desses fatores de risco, a idade materna acima de 35 anos tem um risco aumentado de natimorto, que é acentuado pela nuliparidade. Aos 40 anos, o risco é de 1/116 para nulíparas e 1/304 para multíparas. [28] [29] A natimortalidade pode ser causada por anormalidades cromossômicas letais, que são mais prevalentes quando a idade materna é maior que 35. [30] Treze por cento dos natimortos têm um cariótipo anormal. [17] Esses cariótipos anormais incluem síndrome de Turner (XO em 23%), síndrome de Down (trissomia 21 em 23%), síndrome de Edwards (trissomia 18 em 21%) e síndrome de Patau (trissomia 13 em 8%). [31]Uma idade paterna acima de 40 também aumenta o risco de natimorto. [32]

Uso indevido de substância

Fumar tabaco aumenta o risco de natimortos, tanto antes como durante o parto (15/1000). Parar de fumar no início do segundo trimestre reduz o risco de um não fumante. [33] Comparado a nunca fumar, o fumo ativo está associado a uma razão de chances de 1,44 (IC 95%: 1,20-1,73) para ter um ou mais natimortos. Em comparação com nunca fumantes, as mulheres expostas ao fumo passivo por mais de dez anos na infância ou 20 anos na idade adulta em casa ou dez anos no trabalho adulto têm uma razão de chance de 1,55 (IC 95%: 1,21-1,97) para ter um ou mais natimortos. [34]  

A causa direta de natimortos associada ao consumo de álcool não foi identificada, mas o risco está bem documentado. Na gravidez, 11,5% das gestantes consomem pelo menos uma bebida em 30 dias e 3,9% consomem quatro ou mais bebidas em pelo menos uma ocasião durante um período de 30 dias. A razão de chances para natimortalidade associada ao uso de álcool é de 1,36 (IC 95%: 1,05-1,76). [35]

Na gravidez, 4,4% das mulheres usam drogas ilícitas. Há uma OR de 1,5 para natimortos associada ao uso de opioides na gravidez (IC 95%: 1,3-1,8) e uma OR de 5,1 para natimortos associada ao uso de metanfetaminas na gravidez (IC 95%: 3,7-7,2). [36]  

O achado mais comum na gravidez complicado pelo uso de substâncias é a restrição de crescimento. Disfunção placentária, vasoconstrição, hipóxia e alteração nos produtos químicos endógenos responsáveis ​​por regular o bem-estar ideal são atribuídos ao aumento do risco de natimorto associado ao uso indevido de substâncias. [36]

Idade Gestacional> 38 semanas

O risco de natimortos aumenta com a idade gestacional precoce e tardia. A indução do parto após 40 semanas pode diminuir o risco de natimorto e parto cesáreo [145]. O risco de natimorto com 37 semanas é de 0,21 / 1000. Na 38ª semana, o risco de natimortalidade em gestações com partos espontâneos é equivalente àquelas com parto induzido. Às 42 semanas, o risco de natimorto é de 1,08 / 1000. Ao considerar o benefício de induzir o parto para reduzir a natimortalidade, outros fatores, incluindo resultados adversos neonatais e maternos, devem ser considerados. Com 41 semanas, mais de 1400 partos teriam que ser induzidos para prevenir um natimorto.  A indução do parto é recomendada após 42 semanas e pode ser considerada após 41 semanas de gestação.

Hipertensão

A hipertensão crônica aumenta três vezes o risco de natimortos. [12] A hipertensão é uma condição comum que complica a gravidez; a incidência é de 9,6% (IC 95%: 6,9-12,1). [37] Os objetivos e resultados para o tratamento da hipertensão crônica na gravidez são mal compreendidos no momento. [38]  A hipertensão gestacional mostra um risco aumentado de natimorto em alguns estudos, mas não em outros. [13]

Defeitos Congênitos

Defeitos congênitos, definidos como anormalidades físicas ou bioquímicas, ocorrem em 1/33 da gravidez e estão associados a um risco maior de natimorto. A detecção de defeitos congênitos no pré-natal pode impactar a política de vigilância pré-natal na esperança de reduzir o risco de natimortalidade. O risco de natimortos é 11/1000 para extrofia da bexiga e 490/1000 para o complexo membro-parede-abdominal (Limb body wall complex); mesmo para defeitos congênitos isolados que não afetam órgãos importantes, o risco de natimortos aumenta. O risco de natimorto associado à fenda labial com fenda palatina é 10/1000, deficiências transversais dos membros 26/1000, deficiências longitudinais dos membros 11/1000 e defeitos associados à banda amniótica nos membros 110/1000. O risco aumentado de natimortos para agenesia sacral é 13/1000, espinha bífida isolada 24/1000,[39] Características dismórficas ou problemas esqueléticos são encontrados em 20% dos natimortos e até 20% têm malformações graves. [17] [40]

Polidrâmnio 

A polidrâmnio complica 1% a 2% das gestações. É definido como um índice de líquido amniótico maior que 24 cm ou uma bolsa vertical mais profunda de líquido maior ou igual a 8 cm, conforme avaliado por ultrassom abdominal. Cinquenta por cento das vezes, a causa da poliidrâmnio é idiopática. Nesses casos, há associação com risco aumentado de macrossomia fetal, bem como risco relativo de natimorto duas a cinco vezes maior. [41]A polidrâmnio está associada a um maior risco de parto prematuro, má apresentação e prolapso do cordão, o que pode explicar por que está associada a um risco aumentado de natimorto. Há também um risco de 3,2% de aneuploidia em gestações complicadas por polidrâmnios idiopáticos, que é significativamente maior do que na população em geral e pode contribuir para um aumento no risco de natimortos. [42] A polidrâmnio também está associada a anomalias congênitas do sistema nervoso central, sistema gastrointestinal, sistema cardíaco, hidropisia e aneuploidia, bem como condições maternas, como diabetes, infecção e diabetes insípido associadas ao uso de lítio. Um estudo realizado na Etiópia mostrou um risco 13,4 vezes maior de natimortos em gestações complicadas por polidrâmnio. [43]É incerto se a condição fetal ou materna que causa poliidrâmnio leva a um risco maior de natimorto. O risco de resultados adversos na gravidez aumenta com o grau de polidrâmnio em mulheres com fatores de risco identificados para polidrâmnio, mas não em casos idiopáticos. [44]  Esse risco é atribuído às comorbidades associadas a casos não idiopáticos, exceto diabetes. [45] 

O risco relativo de natimortalidade é de 7,7 para polidrâmnio persistente em comparação com gestações com polidrâmnio resolvido. Em comparação com gravidezes não afetadas por polidrâmnio, o risco de natimortalidade para mulheres com polidrâmnio aumenta com a idade gestacional, com o risco mais baixo em 26 semanas de gestação, sete vezes maior risco relativo em 37 semanas e 11 vezes maior risco relativo em 40 semanas. O risco persiste mesmo após a exclusão de variáveis ​​de confusão e aumenta acentuadamente no prazo. [46] [44] 

Oligoidrâmnio

Oligoidrâmnio é definido como um índice de líquido amniótico (ILA) menor ou igual a 5 cm, ou uma bolsa vertical máxima de menos de 2 cm. A bolsa vertical mais profunda é a medida preferida, uma vez que o AFI detecta mais casos de suspeita de oligoidrâmnio e polidrâmnio, o que resulta em mais induções de parto sem melhora no resultado perinatal. [37] 

O oligoidrâmnio está associado a um risco aumentado de fetos pequenos para a idade gestacional e natimortos. Para natimortos, o risco é de 11,54 (IC 95%: 4,05-32,9). [47] O parto para oligoidrâmnio pode ser indicado na 36-37 semanas de gestação, quando nenhuma outra comorbidade for identificada ou antes, para monitoramento fetal não estimulante. A termo, quando não associada a nenhum outro fator de risco, as gestações com oligoidrâmnio idiopático apresentam resultados semelhantes às gestações com volume normal de líquido amniótico. [45] [46] Sugere-se que o oligoidrâmnio isolado pode ser seguido com teste pré-natal e parto planejado após 39 semanas, a menos que indicado por outros motivos. [48] [49] [37]

Cordão umbilical

O cordão umbilical pode estar implicado em natimortos; no entanto, uma corda nucal pode estar presente em até 30% dos partos normais. A avaliação da evidência de obstrução do cordão ou comprometimento circulatório é necessária ao avaliar a causa do natimorto.

Cuidado pré-natal de início tardio

O atendimento pré-natal tardio e o parto domiciliar anterior são fatores de risco independentes para resultados perinatais adversos subsequentes. [50] 

Múltiplas Gestações

Gestações gemelares aumentam a taxa de natimortos em quatro vezes (19,6 / 1000), e para trigêmeos ou quadrigêmeos, a taxa é ainda maior em 30/1000. [51] Restrição de crescimento, nascimento prematuro, anomalias fetais, idade materna avançada e síndrome de transfusão de gêmeos podem ser fatores contribuintes. Gêmeos monocoriônicos têm um risco maior de natimortos devido ao risco de emaranhamento do cordão umbilical. [52]

A imunização Rh, hipertensão gestacional e diabetes gestacional apresentaram maior chance de natimorto, mas não alcançaram significância estatística [13]

Infecção

A infecção como causa de natimorto pode ser sub-representada porque os sinais e sintomas de infecção muitas vezes não são detectados e a avaliação de infecção geralmente não é realizada. [53] A natimortalidade relacionada à infecção varia de 5% a 22%[6]   Em países desenvolvidos, a infecção é responsável por 19% dos natimortos antes de 28 semanas, mas apenas 2% dos natimortos a termo. [54] Quando uma infecção é a causa da natimortalidade, o parto prematuro espontâneo é comum. Um estudo de coorte nos Estados Unidos demonstrou a infecção como causa provável ou possível de natimorto em 12,9% dos casos. [53] As bactérias predominantes cultivadas incluíram Escherichia coli 29%, estreptococos do grupo B (GBS) 12%, enterococos 12% e raramente Listeria monocytogenes. A avaliação placentária encontrou evidências de infecção em 99% dos casos de cultura positiva. Organismos não bacterianos que causam natimortos incluem citomegalovírus 8%, parvovírus 3%, sífilis 2% e vírus herpes simplex 2%. É improvável que a infecção seja a causa de natimortos, a menos que resulte em autópsia significativa ou achados placentários. A triagem sorológica para toxoplasmose, clamídia, rubéola ou herpes geralmente não é indicada quando essas infecções não são detectadas no exame placentário ou de autópsia. [53] A malária deve ser rastreada em áreas endêmicas. O vírus da imunodeficiência humana aumenta o risco de natimorto. 

A infecção por estreptococos do grupo B está ligada à causa de natimortos em 1% dos natimortos nos países desenvolvidos e 4% nos países africanos. Essas estimativas são ruins devido à baixa qualidade dos dados coletados. Em Moçambique, a taxa de natimortos associados a estreptococos do grupo B foi de 17%, o que pode ser devido à elevada taxa de rastreio aí realizado. [55] O GBS deve ser isolado de um local estéril do corpo, como o líquido cefalorraquidiano e a detecção isolada de uma superfície, ou o esfregaço da placenta não se qualificaria como um caso relacionado ao GBS  

Ter uma infecção por clamídia tratada antes ou durante a gravidez não aumenta o risco de parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino ou natimorto. [56]

Síndrome Antifosfolipídica

A síndrome antifosfolipídica (SAF), além de eventos trombóticos, foi associada à natimortalidade desde 1984. [57] [58] Para diagnosticar a síndrome antifosfolipídica, um critério clínico mais um critério laboratorial devem ser atendidos. Os anticorpos anticardiolipina, anticorpo anti-beta2 glicoproteína 1, ou o anticoagulante lúpico, devem estar acima do percentil 99 e estar presentes em duas ocasiões com pelo menos 12 semanas de intervalo. Em alguns casos, esses anticorpos podem não ser detectados devido à limitação dos ensaios atuais. [59] Esses anticorpos podem ser encontrados em 5% das pessoas sem sintomas clínicos. [60] O risco de natimortalidade é maior quando todos os três critérios laboratoriais são positivos e menor quando o anticoagulante lúpico é negativo. [61] [62]Recentemente, o anticorpo anti-beta2 glicoproteína 1 domínio-1 foi associado à morbidade no final da gravidez. [63] A positividade do anticoagulante lúpico no início do estudo foi associada a uma razão de chances de 8,3 (IC 95%: 3,6-19,3) para desfechos adversos na gravidez. [64]  

Um risco aumentado de morbidade na gravidez em mulheres com SAF é observado em mulheres com história de lúpus eritematoso sistêmico, tromboses, resultados adversos anteriores da gravidez e baixos níveis de complemento no primeiro trimestre. [65] [62] [66] [62] [65] [67] Pacientes com lúpus eritematoso sistêmico têm um risco de 15% a 25% de natimorto e precisam ser rastreados para anticorpos antifosfolipídios no pré-natal e tratamento oferecido para reduzir os resultados adversos da gravidez .  

Os critérios clínicos para o diagnóstico de APS incluem uma história confirmada de um evento trombótico sem evidência de inflamação na parede do vaso, uma ou mais mortes fetais inexplicáveis ​​após 10 semanas de idade gestacional, três ou mais mortes antes da 10ª semana de gestação, ou um prematuro parto devido a eclâmpsia, pré-eclâmpsia com características graves ou outras insuficiências placentárias.  

Atualmente, o tratamento disponível para SAF permanece associado a uma gravidez malsucedida de 20% a 30% das vezes. [68] Essa síndrome está associada à restrição de crescimento, pré-eclâmpsia e nascimento prematuro. [69] O mecanismo de ação exato que leva à natimortalidade não é conhecido. O mecanismo de SAF obstétrico parece ser diferente do APS trombótico não obstétrico. [70]O tratamento neste momento é com heparina e aspirina. Os agentes mais novos em estudo incluem a pravastatina, que pode melhorar os resultados em mulheres com pré-eclâmpsia precoce atribuída à síndrome. A hidroxicloroquina pode modular o sistema imunológico e ajudar a reduzir os sintomas da gravidez em mulheres com SAF. SAF Catastrófica é a perda de função de órgãos vitais graves atribuídos a essa síndrome, e a mortalidade chega a 30%, apesar do tratamento. [71] Essa variante de SAF afeta menos de 1% dos pacientes com SAF. Embora raro, seu resultado potencialmente letal exige a importância de seu reconhecimento.  

A anticoagulação vitalícia é recomendada para qualquer pessoa com síndrome antifosfolipídica e um evento trombótico prévio. Com o diagnóstico de gravidez, a varfarina deve ser interrompida e iniciada heparina de baixo peso molecular. Ao contrário da varfarina, que atravessa a placenta e aumenta o risco de teratogenicidade fetal e hemorragia, a HBPM não atravessa a placenta e é segura para o feto. [72]

 Uma história pessoal ou familiar de tromboembolismo parece ter um risco aumentado de natimorto. [73]

Colestase intra-hepática

A colestase intra-hepática pode afetar 0,1% a 2% das mulheres grávidas. [74] [75] Casos de arritmias fetais foram documentados em gestações complicadas por colestase. [76] A maioria desses natimortos tem sinais de anóxia aguda, mas nenhum sinal de restrição de crescimento ou comprometimento uteroplacentário de longo prazo. [77] Uma meta-análise recente de estudos observacionais sugeriu que não houve diferença geral nos natimortos atribuíveis à colestase obstétrica (CO). Neste estudo, um risco maior de natimortos foi observado apenas no subgrupo com CO grave definido por ácidos biliares igual ou superior a 100 micromoles / litro. A indução médica após 37 semanas, neste grupo, ainda é aconselhada[78]A maioria das mulheres com CO terá ácidos biliares abaixo de 100 micromoles / L e podem ter certeza de que o risco de natimortos não é elevado. [79] A concentração de ácidos biliares pode mudar rapidamente no final da gravidez e, portanto, deve ser medida semanalmente. [80] Embora os ácidos biliares possam estar elevados após a alimentação em comparação com o jejum, os níveis médios são semelhantes e, portanto, os testes podem ser realizados em jejum ou pós-prandial. [79] Se o tratamento de CO com ácido ursodeoxicólico reduz o risco de natimortos, justifica um estudo futuro. 

Epidemiologia

A cada ano, mais de 2,6 milhões de gestações resultam em natimortos no terceiro trimestre em todo o mundo, ou seja, 18,4 / 1000 nascimentos totais. [2] Apesar da melhora na mortalidade neonatal e infantil nas últimas décadas, a taxa de natimortos diminuiu mais lentamente. Nos EUA, para mortes ocorridas entre 22 semanas de gestação e um ano de vida, 25,2% são mortes fetais de 22 a 27 semanas de gestação, 24,5% são mortes fetais de 28 semanas de gestação até o nascimento, 33,8% são mortes neonatais com menos de 28 dias , e 16,1% ocorrem de 28 dias a 1 ano de idade. [81] 

A taxa de natimortos ultrapassou a taxa de mortalidade infantil nos EUA em 2013. [82]  Nos EUA, cerca de 1/168 gestações resultaram em natimortos ou 23.595 por ano, de acordo com dados de 2015. [83]  A taxa de natimortos nos EUA manteve-se inalterada desde 2006, 5,96 / 1000 nascimentos totais. [81]  Isso excede o de outros países industrializados como a Suécia (3/1000 nascimentos totais) e França (3,87 / 1000 nascimentos totais). [83] Em países de alta renda, as taxas de natimortos variam de 1,3 a 8,8 / 1000 nascimentos totais. A taxa de natimortos no Paquistão e na Nigéria é de 40/1000. 

Fisiopatologia

A sobrevivência de um feto no útero depende de vários fatores. Esses fatores podem ser divididos em bem-estar do hospedeiro em seu ambiente, a função da unidade útero-placentária, a condição do ambiente em que vive o feto e a ausência de fatores fetais letais. Um único insulto ou uma combinação de fatores pode afetar a função desses fatores de sustentação da vida e levar a um natimorto. A capacidade de manter e apoiar uma gravidez depende de várias adaptações fisiológicas, hormonais e anatômicas. [84]

A integridade da unidade uteroplacentária pode ser comprometida por estrutura, função ou anomalias genéticas ou insultos como hemorragia ou infecção. Os achados placentários podem incluir 1) inserção do cordão umbilical único, 2) inserção do cordão umbilical velamentoso, 3) inserção do cordão umbilical furcado, 4) inserção circunmarginata das membranas placentárias, 5) inserção circunvalada das membranas placentárias, 6) imaturidade vilosa terminal, 7 ) hipoplasia vilosa terminal, 8) hiperplasia vilosa terminal, 9) corioamnionite aguda das membranas placentárias, 10) corioamnionite aguda da placa coriônica, 11) funisite aguda, 12) arterite aguda do cordão umbilical, 13) flebite aguda do cordão umbilical, 14) coriônica vasculite aguda da placa dos vasos sanguíneos fetais, 15) alterações degenerativas vasculares da placa coriônica, 16) vilite aguda, 17) vilite crônica,[84]

Em um estudo de patologia placentária e natimorto, dos 25 achados examinados, 15 foram significativamente associados com natimorto e 11 com restrição de crescimento. As anomalias da placenta foram associadas a natimortos em fetos com e sem evidência de anomalia de crescimento. Os achados placentários de 10/11 associados à restrição de crescimento também foram associados a um risco aumentado de natimorto. Cinco achados placentários, no entanto, foram associados a natimortos, mas não com restrição de crescimento. Neste estudo, observando a patologia placentária, cinco padrões foram destacados. [84]

No grupo 1, natimorto ocorreu na ausência de restrição de crescimento. O efeito foi agudo e severo. Os achados incluíram corioamnionite, alterações degenerativas vasculares da placa coriônica fetal, depósitos fibrinóides perivilosos e intervilosos, trombos vasculares fetais na placa coriônica. 

O Grupo 2 demonstrou restrição de crescimento associada apenas a natimortos. Isso incluiu a inserção do cordão velamentoso, hiperplasia vilosa terminal e infartos do parênquima. Com essas condições, pode prejudicar a função placentária e levar à restrição do crescimento e à natimortalidade. Em suas formas mais brandas, pode não afetar o crescimento e resultar em nascimento. 

O Grupo 3 apresentou restrição de crescimento apenas em nascidos vivos. Os resultados incluíram uma única artéria umbilical, que pode prejudicar a circulação cronicamente e levar à restrição do crescimento sem causar natimorto. Hipoplasia vilosa terminal e infarto do parênquima tiveram efeitos diferentes dependendo se o feto era prematuro ou a termo. Pré-termo, eles foram associados com restrição de crescimento e natimorto, e a termo, eles foram associados com restrição de crescimento e nascidos vivos. Isso sugere que a maior gravidade pode resultar em natimorto antes do termo, e uma condição menos grave pode resultar em restrição de crescimento e nascimento vivo. 

O grupo 4 teve restrição de crescimento semelhante em nascidos vivos e natimortos. O peso da placenta em nascimentos prematuros e a formação de trombos intraparenquimatosos em nascidos a termo foram ambos associados à restrição de crescimento em natimortos e vivos. Nesses casos, um segundo insulto pode ter explicado o natimorto.   

O Grupo 5 teve diferentes padrões de restrição de crescimento para nascidos vivos e natimortos. Houve um efeito mais severo na função placentária; o grupo com restrição de crescimento e natimorto e efeito mais brando na função placentária resultou no grupo com restrição de crescimento e nascido vivo. A natimortalidade pré-termo demonstrou imaturidade vilosa terminal, vilosidades avasculares, edema placentário ou hematoma retroplacentário. Natimorto a termo demonstrou hematoma retroplacental. Todas as anormalidades placentárias associadas à restrição de crescimento também foram associadas a natimortos, exceto para hipoplasia vilosa terminal. [84]

História e Exame Físico

A história e os dados obtidos durante o cuidado pré-natal de rotina e o cuidado perinatal ajudarão a estabelecer uma causa de natimortalidade na maioria dos casos, independentemente da disponibilidade de autópsia. [85]  A história deve incluir detalhes sobre dor abdominal, sangramento ou secreção vaginal, pressão pélvica e a última vez que um movimento fetal foi observado.

História

A história materna inclui idade, gravidade, paridade, qualquer história de hipertensão, diabetes, hipercoagulabilidade, doença autoimune ou câncer: exposição à infecção (Zika, parvovírus, CMV, toxoplasmose, sífilis, malária): história familiar de doenças genéticas, abortos recorrentes ou natimorto: idade paterna e história de doenças genéticas.

A história atual da gravidez inclui sangramento uterino anormal, trauma, tratamento reprodutivo, exposição a drogas ou radiação, ganho de peso, infecções, doenças sexualmente transmissíveis, hipertensão, pré-eclâmpsia, diabetes, anemia, anomalia fetal ou restrição de crescimento.

A história obstétrica anterior inclui parto prematuro, natimorto ou feto afetado por restrição de crescimento, bem como qualquer gravidez complicada por pré-eclâmpsia, diabetes, trombose venosa profunda, embolia pulmonar ou uma transfusão de sangue. 

O registro de imunização inclui o registro de todas as imunizações concluídas. O teste do estado imunológico pode ser indicado para doenças endêmicas como o sarampo.

A história social inclui emprego, nutrição, uso de substâncias, violência doméstica, histórico de viagens e exposição a qualquer exposição a animais.

Os resultados dos exames laboratoriais pré-natais incluem hemograma completo, tipo e triagem, HbsAg, sífilis, HIV, rubéola, exames pré-natais para aneuploidia, toxicologia urinária, triagem diabética.

Achados do Exame Físico

Examine a paciente para a qual o bem-estar fetal é uma preocupação o mais rapidamente possível para dissipar as preocupações e iniciar o tratamento em tempo hábil. Tente auscultar os batimentos cardíacos fetais com o sonar Doppler fetal e, se indicado, iniciar o monitoramento fetal eletrônico. Se não for possível sonar Doppler para avaliar os batimentos cardíacos fetais, realize uma ultrassonografia abdominal para confirmar a presença ou ausência de batimentos cardíacos fetais o mais rápido possível.

  • Vitais- peso, pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura
  • Estado mental – alerta, orientado, confuso, agitado
  • Pele: turgor e qualidade do pulso
  • Abdômen – sinais de trauma contuso ou agudo, incluindo hematomas ou sangramento, contorno, dor incluindo dor uterina, proteção, sensibilidade de rebote, contrações, sínfise, altura do fundo do útero, manobra de Leopold
  • Dor nas costas, Sensibilidade do ângulo costovertebral
  • Extremidades – reflexos, edema, erupção cutânea, coceira, petéquias
  • Erupção cutânea ou sinais de abuso de drogas
  • Pulmonar – falta de ar, taquipnéia, estertores ou estertores
  • Frequência cardíaca e ritmo
  • Sangramento pélvico, corrimento, avaliação cervical, culturas, testes vaginais (samambaia e exame a fresco)

Depois do Parto

Faça um exame macroscópico do cordão umbilical e da placenta e registre os achados, incluindo medições. Fotografe a placenta e o cordão.

Cultive a placenta conforme indicado esfregando entre a membrana coriônica e amniótica com cotonetes de cultura aeróbia e anaeróbia. 

Exame do bebê

Deve-se realizar um exame completo do bebê logo após o nascimento e por um patologista. Um gráfico deve estar disponível para orientar o examinador a registrar cada um dos seguintes marcadores.

  1. Medidas: peso, comprimento, circunferência da cabeça, comprimento do pé (se menos de 23 semanas, o comprimento do pé pode ser usado para estimar a idade gestacional)
  2. Características faciais: orelhas, olhos, nariz, boca, crânio.
  3. Pescoço e costas: higroma cístico, espinha bífida, pigmentação anormal 
  4. Pele: maceração, descamação, cor 
  5. Inserção do cordão: central, marginal, membranosa
  6. Parede abdominal 
  7. Gênero: ambíguo, feminino, masculino
  8. Extremidades, dígitos, vincos palmares
  9. Fotografe a cabeça, rosto, corpo inteiro, mãos e pés. Tire fotos detalhadas do bebê nas direções anterior, posterior e lateral. Fotografe e registre qualquer anormalidade. 

Obtenha consentimento para fotografar o bebê e esteja ciente de que algumas culturas, como os Amish, podem não consentir com a fotografia.

Exame da placenta

O exame da placenta é o estudo mais importante, exceto uma autópsia. Pode contribuir para o diagnóstico de natimorto em 53% dos casos. [86]

A avaliação macroscópica da placenta pode ser realizada pelo assistente de parto, um patologista ou ambos. Uma régua, para referenciar as dimensões, deve ser incluída com todas as imagens. [87] 

  1. Reconstitua as membranas para ficarem completas. Tire fotos dos lados fetal e materno da placenta. 
  2. Meça a distância mais curta entre a ruptura da membrana e a borda do disco placentário. Observe o tipo de inserção da membrana (normal, circunmarginada ou circunvalada), cor e brilho.
  3. Se a gravidez for multifetal, descreva a espessura e a fixação das membranas divisórias ao disco. Observe a localização e o tipo de inserção do cordão umbilical medindo a distância da borda do disco à inserção do cordão.
  4. Observe o comprimento dos vasos umbilicais desprotegidos, trombos umbilicais intravasculares e o comprimento total do cordão. 
  5. Descreva como o cordão se enrola. Se o enrolamento for uniforme, conte o número de bobinas de 360 ​​graus em um cabo de 5 centímetros. Se o enrolamento não for uniforme, conte todas as bobinas de 360 ​​graus do cabo e divida por todo o comprimento do cordão. 
  6. Documente quaisquer nós ou torções do cabo, falsos ou verdadeiros. Comente sobre edema, hemorragia, laceração ou avulsão do cordão umbilical.
  7. Corte o cordão a cada 5 centímetros e registre o diâmetro mais espesso e mais fino e o número de artérias / veias em cada segmento.
  8. Corte o cordão deixando apenas um coto de 1 centímetro do cordão preso à placenta. Pesar a placenta após sua drenagem de sangue.
  9. Meça a dimensão mais longa e a mais curta da placenta e observe quaisquer lóbulos extras ou forma incomum
  10. Corte a placenta em tiras de 1 centímetro de largura, deixando 1 centímetro de cada lado do coto umbilical. Meça a espessura total de cada corte e registre a medição mais espessa e mais fina. Examine todas as superfícies.
  11. Observe as lesões encontradas e tire fotos delas.

Avaliação

Avaliação microscópica da placenta   

Pegue blocos de 1 x 1 cm de 4 locais da placenta. Recupere as amostras com o lado materno da placenta voltado para cima e envie as amostras não corrigidas.

Autópsia

Os restos mortais devem ser tratados com respeito e uma autópsia deve ser realizada em tempo hábil para ajudar a família a estabelecer o funeral / enterro. A abordagem para a autópsia de um natimorto não foi padronizada. No entanto, tenha em mente que a documentação de resultados negativos é tão importante quanto a de resultados positivos. 

Alguns pacientes e alguns cuidadores podem achar difícil abordar o tópico de uma autópsia de natimorto. A realização de uma autópsia requer consentimento por escrito. O tecido fetal não é considerado parte do produto da concepção após 20 semanas de idade gestacional e, portanto, o seguro pode não cobrir seu exame.

Uma autópsia pode identificar a causa do natimorto em 46% dos casos e pode fornecer novos achados em 51% dos casos[88]  Esse conhecimento pode ser usado para aconselhar pacientes sobre o risco de recorrência e orientar recomendações para cuidados pré-natais futuros. 

O patologista com experiência na avaliação de natimortos faz parte integrante da equipe. Se alguém com essa experiência não estiver disponível localmente, o feto e / ou a placenta podem precisar ser transferidos, de acordo com os regulamentos, para outro centro para avaliação. 

As malformações cardíacas não são detectadas prontamente nas imagens post-mortem e, portanto, uma autópsia é inestimável para avaliá-las. Essas anomalias podem passar despercebidas na ultrassonografia obstétrica de rotina e muitas vezes requerem um ecocardiograma fetal para ser diagnosticado no pré-natal.

Uma autópsia completa inclui um exame do cérebro e dos órgãos internos. Pode incluir a recuperação e preservação de órgãos para estudo posterior; no entanto, mediante solicitação, todos os órgãos podem ser devolvidos ao corpo após a autópsia. 

Uma autópsia parcial também pode ser feita. Nesse caso, a família especifica quais cavidades corporais podem ser inseridas. O exame da cabeça pode ser recusado e a família só pode dar consentimento para um exame externo. Algumas famílias aceitam muito mais uma autópsia sabendo dessas informações. [88]

Uma autópsia pode ser realizada em conjunto com estudos radiológicos. A ressonância magnética, a TC ou a ultrassonografia de alta qualidade podem revelar lesões intracavitárias. Se detectadas, essas lesões podem ser avaliadas por meio de uma biópsia por agulha guiada para a triagem de infecção, tumor ou malignidade. Em alguns casos, esses estudos radiológicos podem ajudar a evitar a necessidade de uma autópsia completa.

Uma autópsia pode ajudar a fornecer informações valiosas quando forem encontradas anomalias múltiplas que não correspondem a uma síndrome. Também pode ser usado para avaliar anomalias renais e causas de hidropisia não imune na ausência de higroma cístico. 

Devem ser tiradas fotografias de quaisquer anomalias detectadas, uma vez que podem ser revistas em momentos diferentes e por vários membros da equipe de cuidados e ajudam a identificar a causa da natimortalidade e a controlar a gravidez futura.  

 Imagem

Várias modalidades de imagem podem ser empregadas para ajudar na avaliação da causa da natimortalidade. Um Babygram é uma radiografia lateral e ântero-posterior de todo o feto. Pode revelar displasia esquelética, malformações costovertebrais, calcificações ectópicas e coleções de gases sugestivas de infecção. Este estudo pode confirmar ou sugerir uma causa de natimorto em 16% dos casos e serve como o único método de diagnóstico em 1,5% dos casos. [89]  Se a ultrassonografia ou o exame sugerirem um problema esquelético, um levantamento esquelético completo deverá ser realizado. A tomografia computadorizada (TC) é preferida para a avaliação de anormalidades esqueléticas e calcificações ectópicas. A ressonância magnética (MRI) pode permitir o exame de órgãos internos com a detecção de uma anormalidade semelhante à autópsia. [90] Se forem observados defeitos no sistema nervoso central, considere ultrassonografia craniana, ressonância magnética e autópsia. [91]

Estudo Cromossômico

Em 5% dos natimortos de aparência normal, uma anormalidade cromossômica será detectada. [92]  Com uma autópsia e um estudo cromossômico, até 35% dos natimortos apresentam uma patologia estrutural importante e 8% têm cromossomos anormais. [93] [40]  Após uma avaliação completa, a natimortalidade a termo permanece inexplicada cerca de 30% das vezes. [94]   A chance de encontrar uma causa é influenciada pela idade do feto, pela experiência do cuidador e pela profundidade do exame.  

O teste cromossômico para aneuploidia deve ser oferecido a todos os natimortos para confirmar ou buscar uma causa para o natimorto. Após 20 semanas de gestação, o “tecido fetal” não é considerado um produto da concepção e, portanto, a avaliação desse tecido pode não ser coberta pelo plano de saúde da mãe. A amniocentese genética ou amostragem de vilo corial antes do parto oferece o maior rendimento (80% a 100%) para análise citogenética bem-sucedida. [31] [95] Secundário à autólise, o sucesso é muito menor (10% a 30%) quando o tecido é obtido após o parto, com o melhor rendimento vindo da placenta ou do cordão umbilical. A amniocentese e a biópsia de vilo corial requerem o consentimento do paciente. O consentimento não é necessário para salvar tecido placentário ou líquido amniótico contendo amniócitos; no entanto, é respeitoso com os pais solicitar seu consentimento. 

Como os resultados da amniocentese ainda estão pendentes no momento do parto, amostras de tecido adicionais ainda devem ser obtidas imediatamente após o parto como um back-up para aumentar as chances de obtenção de um resultado.    

Se a amniocentese resultar em falha na cultura do tecido, a hibridização fluorescente in situ (FiSH) ainda pode ser realizada para descartar aneuploidia, o benefício da hibridização in situ amniocentese / fluorescência é que ela é mais barata do que o microarray. 

O sangue do cordão umbilical coletado para o banco de sangue não é anticoagulado e não é útil para testes citogenéticos. O sangue do cordão umbilical deve ser coletado em um tubo verde ou roxo para o teste citogenético, que contém um anticoagulante (EDTA, heparina).

Evite usar uma biópsia de pele para testes citogenéticos se houver maceração, pois este tecido não dará resultado. O tecido placentário é viável por muito mais tempo do que a pele fetal e deve ser coletado como o produto da concepção de escolha se houver maceração fetal. Tecido viável e não fixo é o preferido. O tecido deve ser colocado em solução de Ringer com lactato e não em formaldeído. Se fixado em formaldeído ou álcool, alguns laboratórios ainda podem oferecer testes genéticos, mas isso não é preferido.

O teste de microarranjo cromossômico (CMT) é agora o teste preferido realizado em tecido coletado do feto ou da placenta após o parto. A pele intacta, a patela ou o tecido costocondral podem ser coletados e submetidos não fixados com solução de lactato em temperatura ambiente. [96]  Ele não requer a divisão de células, tornando-o ideal quando as culturas de células falham devido à morte fetal. Ele dá um resultado de 87,4% das vezes. Amostras de sangue obtidas de ambos os pais podem ser usadas para reduzir a incerteza que “variantes genéticas” de significado desconhecido podem criar ao interpretar os resultados para a família. A CMT pode detectar microdeleções e síndromes de microduplicação, além do cariótipo. 

O sequenciamento de genes com painéis de sequência total do exoma pode ser realizado em casos com suspeita de displasia esquelética ou morte súbita. Testes para condições de Mendel estão surgindo. Mutações em genes que controlam a morte cardíaca súbita foram descobertas e podem ser encontradas em 10% dos natimortos, que permanecem inexplicáveis ​​apesar de serem submetidos a uma investigação completa. [97]   Considere a análise mutacional de KCNQ1 (KV7.1, LQTS tipo 1), KCNH2 (HERG / KV11.1, LQTS tipo 2 e SCN5A (NaV1.5, LQTS tipo 3) usando cromatografia líquida desnaturante de alto desempenho seguida por sequenciamento direto de DNA usando expressão heteróloga e registro patch-clamp. [97]  Esses testes não estão prontamente disponíveis em todas as instituições. 

Teste de Laboratório

Todos os pacientes devem receber amniocentese se o parto não for iminente, mesmo que uma triagem de DNA livre de células anterior não tenha sido digna de nota.

Todos os pacientes requerem hemograma completo, glicose, bem como tipo e triagem para HIV e sífilis. Eles ajudam a rastrear hemoglobinopatia materna, infecção, controle glicêmico deficiente ou diabetes não diagnosticado e aloimunização de glóbulos vermelhos. 

O rastreamento de drogas na urina deve ser considerado, especialmente para cocaína, que tem ligações com hipertensão materna e descolamento prematuro da placenta. 

A maioria das trombofilias maternas e fetais não está associada a natimortos e o teste de rotina para trombofilias não é recomendado (Eu, Glaucius discordo). [40]  O rastreamento pode ser considerado se houver uma história de restrição de crescimento ou uma história pessoal ou familiar de coágulos sanguíneos. O teste de trombofilias inclui: Fator V Leiden, mutação da protrombina, antitrombina III, MTHFR, proteína C e S. Desses fatores, apenas os níveis de proteína S são afetados pela gravidez e, portanto, a proteína S só deve ser testada três meses após o parto . 

Imediatamente após um natimorto, avalie todas as mulheres para hemorragia feto-materna usando o teste de Kleihauer Betke. Este é um teste de diluição que procura eritrócitos fetais na circulação materna e pode ajudar a identificar a causa da natimortalidade. Não é um teste exato, pois usa uma estimativa do volume de sangue materno para calcular a quantidade estimada de sangue fetal transferido para a circulação materna. Se a mãe for Rh-negativa e o feto Rh-positivo, este teste é usado para calcular a dose de Rhogam necessária para prevenir a isoimunização Rh. [98] A citometria de fluxo é um novo teste usado para quantificar a perda de sangue fetal na circulação materna. É um teste muito mais sensível e preciso e deve ser usado em mulheres com RH positivo e RH negativo em qualquer caso de possível hemorragia feto-materna. [99]

Considere o rastreamento de TSH, química hepática e sais biliares se houver suspeita clínica de um problema subjacente. Rastreie anticoagulante lúpico, anticardiolipina IgM e IgG se houver história familiar de coágulos sanguíneos ou se houver evidência de infarto placentário ou arteriopatia. 

Triagem para infecção 

O rastreamento de infecções é complicado porque muitas mulheres têm sorologia positiva de infecções anteriores. Os patógenos bacterianos mais comuns associados a natimortos são E. coli, Streptococcus do grupo B e espécies de Enterococcus . A maioria dos natimortos relacionados à infecção ocorreu antes de 24 semanas de gestação. [53]  Citomegalovírus (CMV) IgM e IgG, Toxoplasmose IgM e IgG, Parvovírus IgM podem ser testados conforme indicação clínica. Os tecidos fetoplacentais apresentarão sinais diagnósticos de infecção viral na histopatologia. Culturas virais raramente são necessárias. 

A CMV é a infecção mais comum transmitida no útero. Geralmente, não há achados ultrassonográficos anormais, embora hemorragia cerebral, cardiomegalia, hepatomegalia, ascite leve e intestino ecogênico possam ser relatados. Vasculopatia trombótica é observada na autópsia. O rim é o órgão mais freqüentemente envolvido, e inclusões de CMV podem ser encontradas em células epiteliais na histologia. O DNA do citomegalovírus pode ser encontrado no rim, fígado, cérebro, tireóide, pulmão, coração, pâncreas e placenta.   

A infecção intrauterina por herpes é muito rara. 95% das infecções neonatais são adquiridas no periparto. Embora o herpes intrauterino possa ser adquirido durante um surto primário ou secundário, o risco é maior durante uma infecção disseminada por herpes. A transmissão intrauterina é mais comum durante as primeiras 20 semanas de gestação e pode levar a natimortos ou anomalias congênitas. Os achados clínicos podem incluir vesículas ou cicatrizes na pele, lesões oculares (coriorretinite, microftalmia, catarata), danos neurológicos (microcefalia, calcificações intracranianas, convulsões, encefalomalacia). Uma autópsia pode revelar pele ulcerada e necrose do fígado, glândulas adrenais, cérebro e membranas placentárias. A hibridização fluorescente in situ pode confirmar a infecção por herpes.  

A infecção por Coxsackievirus pode ser assintomática ou resultar em miocardite fetal, meningoencefalite ou sepse generalizada. Os achados da autópsia podem incluir artrogripose leve, meningoencefalite necrótica com calcificações vasculares, hipertrofia miocárdica leve e vilite placentária monocítica crônica. As técnicas moleculares podem confirmar a infecção.

Culturas placentárias aeróbias, anaeróbicas e de listeria podem ser obtidas se houver indicação clínica. Para prevenir a contaminação, o swab deve ser retirado do espaço potencial que é exposto, separando a membrana coriônica da amniótica. Culturas de bebês natimortos são mais bem obtidas de órgãos internos. 

Sífilis: o RPR pode ser positivo por meses após o paciente ser tratado. Os espiroquetas da sífilis infectam a placenta causando aumento das vilosidades, vilosite aguda, funisite necrosante e infecção amniótica. A placentomegalia resulta em natimorto em 50% dos fetos infectados devido à disfunção placentária. O feto infectado pode demonstrar involução do timo, hepatoesplenomegalia e hidropisia. Lesões mucocutâneas são raras. Onde a incidência de sífilis é alta, esta é a principal causa infecciosa de natimortos e tem o maior potencial para melhores resultados se rastreada e tratada. [100]

A malária, em regiões endêmicas, é responsável por um grande número de natimortos devido ao seu efeito danoso na placenta. A profilaxia e o uso de mosquiteiros podem reduzir os natimortos atribuídos a essa infecção.  

Triagem para Coagulação Intravascular Disseminada (DIC)

A coagulação intravascular disseminada é muito rara no contexto de natimortos de hoje devido ao diagnóstico e tratamento precoces. Em casos de morte fetal não diagnosticada por mais de três semanas ou em casos de natimortos complicados por descolamento prematuro da placenta ou sepse, pode ser necessário descartar a CIVD. Não existe um único teste laboratorial ou clínico para diagnosticar DIC. Se encontrado no contexto de um natimorto, o tratamento da CIVD inclui o parto do natimorto e o tratamento da hemorragia e / ou sepse; cuidados de suporte com a administração de hemoderivados conforme indicado; fechar vigilância clínica e repetir laboratórios; e resposta rápida / consulta especializada. [101]

Para auxiliar no diagnóstico de CIVD em casos não emergentes em que apenas um diagnóstico clínico pode ser obtido, o EREZ (pontuação ISTH modificado) é recomendado. [101]  A pontuação é tabulada somando os pontos atribuídos a (A) a contagem de plaquetas, (B) o PT e (C) o nível de fibrinogênio. Os pontos seguem os valores e estão em negrito. Os produtos de degradação da fibrina são excluídos deste sistema de pontuação, pois aumentam na gravidez e reduzem a especificidade da pontuação.       

A) Contagem de plaquetas, (10 ^ 9 / L) <50 = 1 : 50-185 = 2 :> 185 = 0

B) Tempo de protrombina, (segundos) <0,5 = 0   : 0,5-1 = 5 : 1,0-1,5 = 25

C) Fibrinogênio, (gramas / litro) 3,0 = 25  : 3,0-4,0 =  : 4,0 – 4,5 = 1  :> 4,5 = 0

Um escore EREZ calculado, obtido pela soma do escore de (A) + (B) + (C), que é maior do que 26, prevê uma alta probabilidade de DIC mesmo na ausência de sintomas clínicos óbvios. 

A contagem de plaquetas é o teste mais útil para DIC. A trombocitopenia, ou contagem de plaquetas com tendência decrescente, é o valor laboratorial mais importante a ser observado, mesmo se permanecer acima de 100 x 10 ^ 9 / L. 

O TP e o TTP podem se tornar prolongados, mas também podem permanecer normais mesmo no caso de hemorragia aguda e ainda mais no caso de descolamento agudo. Isso é atribuído à alteração dos fatores de coagulação durante a gravidez, o que favorece a trombose. O tratamento para DIC pode, portanto, ser iniciado mesmo quando o TP e o TTP são minimamente prolongados.

Um baixo nível de fibrinogênio é diagnóstico de CIVD e, na gravidez, níveis baixos são incomuns, exceto no caso de uma hemorragia pós-parto maciça. Um nível de fibrinogênio <2 g / L tem um valor preditivo positivo de 100% para progressão para DIC grave. Considere a substituição do fibrinogênio por crioprecipitado quando o nível de fibrinogênio for <1,5 g / L e a substituição das plaquetas quando forem inferiores a 50 x 10 ^ 9 / L e a substituição do plasma fresco congelado (30 mL / kg) quando o PT e o PTT forem prolongados. [101]

Tratamento / Conduta

Comunicar o diagnóstico com os pacientes

A natimortalidade pode ser confirmada por um segundo ultrassonografista conforme necessário. O diagnóstico é transmitido à mãe por um profissional de saúde o mais rápido possível, fazendo todas as tentativas de fornecer privacidade, empatia e apoio. Como isso ocorrerá dependerá da situação. Os ultrassonografistas geralmente entram em contato com o obstetra e marcam uma consulta imediata se o diagnóstico for feito sem aviso prévio. Se o obstetra faz o diagnóstico à beira do leito, o diagnóstico deve ser confirmado imediatamente e comunicado ao paciente. O paciente pode ter a opção de visualizar as imagens de ultrassom com o obstetra. O paciente exigirá apoio compassivo. Alguns pacientes podem precisar sair imediatamente, como mecanismo de enfrentamento e devem ser encorajados a fazê-lo se estiverem clinicamente estáveis. Alguns pacientes podem apreciar uma mão para segurar até que um membro da família chegue para ajudá-lo. A empatia e o apoio são demonstrados ao pedir desculpas e ao oferecer o apoio que o paciente deseja. Isso pode incluir fornecer informações por escrito instruindo o paciente como entrar em contato com você quando estiver pronto e como agendar uma consulta de acompanhamento assim que desejar.  

Uma tentativa de obter medidas fetais e rastrear quaisquer anormalidades óbvias pode ser tentada conforme permitido.    

É importante dizer ao paciente que ele não fez nada de errado e demonstrar respeito ao bebê chamando-o pelo nome.  

Se o paciente não estiver clinicamente estável devido a complicações associadas à morte fetal, deve-se fornecer informações de maneira calma, clara e concisa para obter consentimento informado para qualquer procedimento urgente.

Atendendo às necessidades emocionais

Ao cuidar de um paciente / casal / família que está passando por uma gravidez com natimorto é importante transmitir compaixão, empatia e sensibilidade, ao mesmo tempo em que está atento às suas necessidades emocionais. O diagnóstico de natimorto é frequentemente feito ou confirmado por ultrassom quando há uma incapacidade de detectar batimentos cardíacos fetais ou aleatoriamente no momento de uma ultrassonografia realizada para algo diferente da avaliação de natimorto. A paciente pode ter uma preocupação subjacente com relação ao bem-estar de seu feto ou pode receber esse diagnóstico sem saber. As emoções devem ser validadas. [102] Se necessário, uma consulta de acompanhamento deve ser marcada o mais rápido possível para o pacienteA paciente deve ser encorajada a trazer uma pessoa de apoio com ela. Depois de responder a perguntas imediatas e enfatizar que o paciente não fez nada para causar esse resultado, privacidade e tempo devem ser fornecidos, pois o paciente deseja lidar com as emoções e pedir apoio. Fique com o paciente e forneça suporte emocional pelo tempo que for necessário. Os cinco estágios do luto são negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Qualquer um deles pode ou não ser experimentado no momento do diagnóstico. Se o diagnóstico for feito antes da consulta do paciente, uma consulta deve ser marcada o mais rápido possível. A paciente deve ser encorajada a trazer uma pessoa de apoio com ela. 

Comunicar más notícias não é uma habilidade natural, e a capacidade de transmitir más notícias não melhora necessariamente com a experiência[103]  O paciente pode ter uma reação de fuga e precisar sair logo após receber o diagnóstico. Isso deve ser respeitado. A paciente deve ter certeza de que está segura e pode ligar de volta para falar com o obstetra quando estiver pronta. O obstetra deve estar preparado para responder a todas as perguntas feitas, incluindo por que, como, quando, onde e o quê, e ter informações impressas para o paciente levar consigo. O paciente pode solicitar informações sobre o motivo disso. Eles devem ser informados de que exames e testes serão oferecidos para tentar responder a essa pergunta, mas que pode levar várias semanas para coletar as informações necessárias. 

Uma cópia do ultrassom pode ser colocada em um envelope lacrado e oferecida ao paciente como lembrança. Pode ser oferecido no momento do exame ou em visitas subsequentes. 

A paciente pode perguntar sobre o plano de manejo após o diagnóstico de natimorto, e o obstetra deve estar preparado para transmitir essas informações em um ambiente privativo e confortável. O cuidador deve perguntar se alguma prática religiosa ou cultural precisa ser respeitada. 

Conduta

A discussão sobre o tipo de parto dependerá da idade gestacional do natimorto, dos desejos da paciente, do estado físico da paciente e da história obstétrica / cirúrgica anterior. As informações são fornecidas de forma clara e concisa, e a confirmação do entendimento deve ser obtida.  

Anormalidades de coagulação causadas por uma liberação de fator de tecido da placenta podem ocorrer se o feto morto for retido por várias semanas. [104]  O risco é de cerca de 2% e esse diagnóstico requer intervenção imediata. [105]  Na ausência de coagulação intravascular disseminada, infecção ou pré-eclâmpsia com características graves, a mãe / casal pode ir para casa e fazer o acompanhamento para planejar o manejo. Se a conduta expectante for desejada, o trabalho de parto espontâneo geralmente começa dentro de duas semanas após a morte fetal. 

Normalmente, o parto vaginal é a via mais segura de parto, mesmo após uma cesariana anterior de segmento inferior. Algumas mulheres podem solicitar uma cesariana primária ou repetida para evitar o parto. Esta é uma opção desde que o paciente esteja totalmente ciente dos riscos versus benefícios.

A natimortalidade antes de 24 semanas é melhor tratada por uma dilatação e evacuação (D&E) por um obstetra competente. Isso envolve a dilatação do colo do útero e a remoção manual do produto da concepção. O colo do útero é frequentemente pré-dilatado com laminaria colocada no colo do útero na noite anterior ao procedimento. O risco do procedimento é maior quando o feto mede mais de 24 semanas de tamanho. Um tamanho fetal estimado por ultrassom inferior a 24 semanas é, portanto, mais importante do que a idade gestacional estimada para determinar a adequação de um D&E. Um feto na ultrassonografia pode ser menor do que a idade gestacional estabelecida devido à restrição de crescimento causada pela patologia subjacente ou ao natimorto anterior ao diagnóstico.[106]  Se a D&E não for desejada, uma indução médica do parto é oferecida com misoprostol. Até 26 semanas, dê misoprostol vaginal 100 mcg a cada 6 horas por um máximo de 4 doses. Se a primeira dose não resultar em contrações adequadas, a dose pode ser dobrada até 400 mcg. A dose diária máxima não deve exceder 1600 mcg. [107] 

A natimortalidade após 24 semanas com colo uterino favorável (pontuação de Bishop> 6) é realizada com doses padrão de ocitocina sintética.

A natimortalidade após 24 semanas com colo do útero desfavorável (pontuação de Bishop <6) na ausência de cicatriz de histerotomia anterior é obtida com misoprostol 50 mcg por via vaginal repetido a cada 4 horas por um máximo de 6 doses. [108]  Se a primeira dose não resultar em uma alteração cervical ou em mais de duas contrações em 10 minutos, a segunda dose pode ser dobrada para 100 mcg por via vaginal e novamente para 200 mcg por via vaginal quatro horas após a dose de 100 mcg. O tempo médio do parto é de 10 a 11 horas. Se o parto não ocorrer em 24 horas, o esquema pode ser repetido uma vez. A ocitocina pode ser substituída assim que o colo do útero atingir 4 cm, se necessário. O monitoramento eletrônico não é usado para indução de morte fetal. O misoprostol não é repetido se houver mais de duas contrações em 10 minutos, devido ao risco de taquissistolia. [109][110]

Protocolos diferentes podem ser seguidos para o parto. Em alguns casos, um balão de foley é usado para amadurecer o colo do útero. Em alguns casos, uma alta dose de [regime de ocitocina é usada. [111]

O parto vaginal não é contra-indicado em gestações com menos de 24 semanas complicadas por placenta prévia. [112] A  cesariana é mais segura em gestações complicadas por placenta prévia e natimorto depois de 24 semanas. 

Mulheres com parto anterior único, transversal baixo, cesáreo e natimorto no segundo trimestre podem receber agentes de amadurecimento mecânico ou misoprostol menor ou igual a 200 mcg por via vaginal a cada 4 horas. O risco de ruptura é de 0,28 por cento contra 0,04 por cento nessas mulheres sem cesariana anterior. [113]

Mulheres com morte fetal no terceiro trimestre e colo do útero desfavorável e história prévia de cesariana devem usar um método mecânico de amadurecimento cervical seguido de ocitocina para indução. O misoprostol pode ser considerado uma opção somente após consentimento informado rigoroso. A menor dose de 25 a 50 mcg por via vaginal deve ser usada, e a dose não deve ser dobrada para reduzir o risco de ruptura uterina. [114]

A desproporção fetal-pélvica raramente é uma preocupação para o parto de um natimorto, seja pélvico ou cefálico, na ausência de macrossomia. A sobreposição dos ossos do crânio e a deterioração fetal geralmente permitem o nascimento de fetos até grandes. Uma apresentação córmica ou transversa persistente pode exigir uma tentativa de versão interna ou externa. [115]  Se malsucedidas, essas apresentações fetais podem exigir um parto cesáreo.  

Inteligencia emocional

Para a paciente (e seu apoio), um natimorto é um evento catastrófico. Embora a equipe possa demonstrar empatia, sua experiência não se compara à dos paisComo resultado, a comunicação pode ser percebida como fria. Enquanto o foco dos cuidadores está na mãe e no futuro, os pais continuam focados no bebê. Os pais podem não entender por que o parto vaginal está sendo recomendado e precisarão de uma comunicação clara para entender por que uma cesariana não é a norma. Parte do cuidado inclui discutir estratégias de enfrentamento e apoiar a variedade de comportamentos normais e apoiará a cura. Os pais podem ser influenciados pela equipe. O aconselhamento em relação à autópsia deve ser feito de forma respeitosa, o que permite que a família entenda seu propósito e cronograma. [116]

No momento do parto, se um nome for escolhido, o bebê deve ser tratado por seu nome. O contato entre a mãe e o natimorto deve ser oferecido; o paciente / família deve ser aconselhado bem antes do parto sobre as coisas para as quais eles precisam se preparar. O desenvolvimento de uma conexão com o bebê torna a morte real, ajuda a evitar o afastamento emocional da perda e ajuda na transição para a paternidade. [117]  Os pais podem preferir ver apenas as partes do bebê que são menos incômodas, e roupas e embrulhos adequados para o bebê antes de vê-lo e segurá-lo podem ser oferecidos. Os pais escolhem muitas opções diferentes quanto a ver e segurar seu bebê, e suas escolhas devem ser respeitadas. Em alguns estudos, encorajar o contato com os natimortos tem sido associado ao estresse pós-traumático, ansiedade e depressão.[118]  Presentes de memória, como fotografias, uma mecha de cabelo ou uma impressão de mão ou pé, podem ser apreciados quer a mãe / família opte por ficar com o bebê natimorto ou não. [119] 

As opções de autópsia, seus benefícios e custos devem ser apresentados de forma sensível, informativa e não tendenciosa. A maioria dos líderes religiosos apóia a autópsia, desde que o sepultamento ocorra dentro de um prazo razoável e os pais sejam devidamente aconselhados. [120]  A mãe / família precisa ser auxiliada na decisão sobre a disposição do recém-nascido. A família pode ter a opção de um enterro total às suas custas ou usar o mecanismo do hospital para o tratamento de restos mortais fetais. Nos EUA, isso depende da legislação estadual individual. Os pais são informados de que uma certidão de óbito fetal é emitida no lugar da certidão de nascimento. Isso pode afetar o tempo livre permitido pelos empregadores para a convalescença pós-parto. 

Algumas mulheres / famílias não vão querer estar perto de outras novas famílias neste momento. Fotos de recém-nascidos e famílias expostas em sua área de atendimento imediato também podem provocar sentimentos negativos. Todos os esforços devem ser feitos para identificar a perda do paciente, de modo que comentários ou gestos inadvertidos sejam evitados pela equipe responsável. O paciente também deve receber alojamento em uma área longe de recém-nascidos, se solicitado.   

O aconselhamento sobre o ingurgitamento mamário, que pode causar dores físicas e emocionais, é essencial. Algumas mães solicitarão informações sobre como interromper a produção de leite o mais rápido possível, enquanto outras podem considerar a doação de leite algo emocionalmente útil. 

Se houver outras crianças em casa, elas precisam ser incluídas no processo de luto e cura. A importância de falar sobre o bebê, abordando sentimentos / tristeza e afastando a culpa foi validada. [121]  Os cuidadores devem entrar em contato com a mãe / família regularmente para avaliar a depressão pós-parto e a necessidade de encaminhamento. O luto normalmente pode durar mais de três meses. O luto disfuncional deve ser identificado e tratado adequadamente. O casal precisa ser aconselhado de que cada um pode ter mecanismos muito diferentes de enfrentamento e resolução do luto, o que exigirá o respeito e a compreensão um do outro. Os grupos de apoio podem ajudar os casais a se curar após a morte de um bebê, e recursos devem ser fornecidos. [122]  

No momento apropriado, as preocupações relacionadas ao planejamento familiar e à gravidez futura podem ser discutidas. Um intervalo entre gestações de menos de seis meses não está associado a um resultado adverso da gravidez na próxima gravidez[123] [124] Mulheres / casais são aconselhados a tentar engravidar quando estiverem prontos. 

Diagnóstico diferencial

Gravidez Viável 

Um natimorto deve ser confirmado por ultrassom para descartar um feto vivo. Os batimentos cardíacos fetais podem não ser detectados por um fetoscópio no caso de uma gravidez viável.

Aborto espontâneo

Um natimorto deve ser diferenciado de um aborto espontâneo. A idade gestacional mais precisa é calculada comparando a idade gestacional estimada (IGE) calculada a partir da última menstruação (DUM) com a IGE calculada a partir da ultrassonografia do primeiro trimestre e seguindo as regras de datação estabelecidas. Se a DUM for desconhecido e não houver ultrassom anterior, a IGE pode ser estimado pelo peso ao nascer ou pelo comprimento do pé do feto.

Gravidez Multifetal

Uma gravidez múltipla deve ser excluída no caso de haver um natimorto acompanhado por um feto gêmeo ou trigêmeo vivo.

Doença Materna Subjacente  

Aproximadamente 1/17 natimortos estão associados a morbidade materna grave atribuída a doenças maternas. [126]  As doenças maternas devem ser diagnosticadas e tratadas para evitar a morbidade ou mortalidade materna. Isso pode incluir doenças como apendicite aguda ou lúpus sistêmico. Outras condições podem incluir placenta prévia ou acreta, hemorragia grave e distúrbios hipertensivos. Essas condições representam o maior risco de morbidade materna e podem progredir para DIC, síndrome da angústia respiratória aguda e insuficiência renal. [7] [127] [128]  A necessidade de transfusão de sangue é sete vezes maior após um natimorto do que após um nascido vivo. [129] No prazo de 42 dias após o parto, mais de 15% das mortes maternas nos EUA (1470/10000) são atribuídas a mulheres que tiveram natimortos. [130]

Infecção

As infecções devem ser tratadas de acordo com as diretrizes do CDC.

Agressão física

Trauma contuso no abdome pode resultar em morte fetal. [131]  Todos os pacientes devem ser questionados em particular sobre violência por parceiro íntimo e / ou abuso físico. Se houver qualquer sinal de trauma físico, o paciente deve ser questionado sobre esses achados. 

Os itens a seguir raramente estão associados a natimortos, mas devem ser considerados.

Envenenamento

A ingestão de drogas, intoxicação alimentar ou exposição a toxinas ambientais, como monóxido de carbono, pode resultar na morte fetal e, se não diagnosticada e tratada, pode contribuir para a morbidade e mortalidade materna. 

Gravidez Abdominal

Isso é muito raro e passa despercebido na ultrassonografia em até 45% das vezes. [132] Dada a alta mortalidade materna associada a esse diagnóstico, o plano de manejo é crucial. Se o paciente estiver estável, um natimorto abdominal ectópico pode ser tratado com observação cuidadosa para permitir a involução dos vasos placentários e para reduzir o risco de hemorragia. No caso de instabilidade materna, pode ser necessária uma cirurgia de emergência. A remoção da placenta pode resultar em hemorragia. A placenta deve ser deixada no local apenas se o risco de hemorragia for muito grande para tentar a remoção, pois aumenta o risco de sepse pós-operatória. Se a placenta for deixada in situ, o cordão umbilical é amarrado com uma sutura com fio absorvível e cortado ao nível da placenta. O metotrexato usado para acelerar a reabsorção da placenta não é recomendado, uma vez que a rápida deterioração do tecido pode aumentar o risco de infecção materna.[133] [134] [135] [136]

Ruptura uterina  

Isso foi documentado durante a indução médica para natimorto em uma paciente sem história anterior de cirurgia uterina e deve ser considerado se indicado pelos sintomas da paciente. [137]

Gravidez Molar Parcial  

Este feto tem 69 cromossomos e pode se apresentar como natimorto. A triploidia é um distúrbio fatal. Ocasionalmente, um feto triploide pode sobreviver por vários meses após o nascimento. Muito raramente, devido ao mosaicismo, o feto pode ser diplóide e a placenta triploide. Uma gravidez molar está associada a um risco maior de pré-eclâmpsia e hemorragia pós-parto. A prevenção da gravidez e a vigilância do Bhcg quantitativo por até um ano são necessárias para a triagem de doença trofoblástica gestacional persistente. [138] [139]

Estudos pertinentes e testes em andamento

Um estudo que avaliou gravidezes entre 35 e 37 semanas demonstrou que os marcadores bioquímicos fornecem uma estimativa pobre de natimortos em fetos pequenos para a idade gestacional e não pequenos para a idade gestacional. [140]  Embora os marcadores bioquímicos sejam bons em prever fetos pequenos para a idade gestacional e pré-eclâmpsia, eles não são bons em prever natimortos entre 30 a 34 semanas. [141] 

No entanto, o nível de fator de crescimento placentário (PIGF) quando baixo no final da gravidez está fortemente associado a fetos pequenos para a idade gestacional, pré-eclâmpsia, comprometimento fetal, admissões em UTIN e natimorto. Esta proteína angiogênica é produzida na placenta e contribui para o desenvolvimento de uma circulação de baixa resistência na placenta. Normalmente, o nível atinge o pico em 30 semanas e, em seguida, cai no final. Um nível baixo no primeiro e segundo trimestres impacta negativamente o desenvolvimento da placenta. A capacidade de prever resultados adversos da gravidez com base em um nível baixo no terceiro trimestre está sendo avaliada. Muitos estudos usam a proporção de tirosina quinase-1 solúvel em fms (sFlt-1) / proporção de PlGF em vez de apenas o nível de PlGF. O desempenho da triagem dessas medidas está sendo avaliado para prever resultados adversos da gravidez. Nesse momento,[142] Os  dados mostram que um baixo PIGF ou um aumento da proporção sFlt-1: PIGF estão associados a resultados adversos da gravidez, natimortos e restrição de crescimento fetal. [143]  Apesar desta associação, não há evidência de que os marcadores bioquímicos sozinhos são insuficientes para identificar fetos em risco para a restrição do crescimento ou morte fetal. [144]

A indução do parto com 39 semanas ou mais para reduzir a taxa de natimortos está sendo avaliada. A indução do parto após 39 semanas está associada a menos mortes perinatais, menos cesarianas, menos admissões em UTIN e baixos índices de Apgar. Um valor de 426 induções em ou além de 39 semanas é estimado para prevenir uma morte perinatal. O momento ideal para a indução requer mais pesquisas. [145]

Planejamento de Tratamento

Estratégias de prevenção

Estratégias de rastreamento e monitoramento para prevenir natimortalidade são controversas. É apropriado monitorar pacientes com condições que aumentam o risco de natimortalidade com alguma forma de teste pré-natal durante o atendimento pré-parto. No entanto, os obstetras devem estar cientes de que as taxas de falso-positivo são altas para a maioria dos testes. O uso global intraparto de cardiotocografia e a capacidade de realizar cesariana para batimentos cardíacos fetais não tranquilizadores levaram a uma diminuição nas taxas de natimortos em países desenvolvidos. Este recurso deve ser disponibilizado em países de baixa e média renda, onde ocorre a maioria dos natimortos.  

Os sistemas de pontuação de risco têm boa sensibilidade, mas um valor preditivo pobre quando se trata de prever resultados negativos do nascimento[146]  Mais pesquisas são necessárias nessa área.  

Não há evidências de que o monitoramento da contagem de chutes fetais (mobilograma) seja útil em todas as gestações ou ajude a prevenir natimortos. [147] Apesar disso, a contagem do movimento fetal é recomendada para gestações de alto risco, especialmente se houver suspeita de restrição de crescimento ou insuficiência placentária. [148] [149]

Embora o ultrassom na gravidez tenha vários benefícios, o uso rotineiro do ultrassom na gravidez não demonstrou benefícios na redução da natimortalidade. [150]

Foi demonstrado que o Doppler da artéria uterina identifica fetos com restrição de crescimento intrauterino sob risco de natimorto, mas essa identificação requer medidas oportunas e apropriadas para prevenir natimortos, o que requer pesquisas contínuas. [151]

A incidência de natimortos não é afetada pelo uso de pelvimetria, mas a taxa de cesarianas aumenta. [152]

Diabetes na gravidez justifica triagem e tratamento visando manter o controle da glicose para reduzir natimortos, especialmente em populações onde a prevalência de diabetes é alta. O controle pré-gestacional do diabetes tem o maior benefício na redução do risco de natimortalidade. O risco de natimortos não aumenta em mulheres com bom controle do diabetes e sem evidência de vasculopatia diabética. [153]

Nos EUA, uma redução na taxa de natimortos foi observada quando a cardiotocografia / teste sem estresse (NST) foi introduzido para o manejo de gestações de alto risco. [154]  No entanto, há uma alta prevalência de testes não reativos falso-positivos. Para prever resultados adversos da gravidez, o perfil biofísico (PBF) tem uma taxa baixa de falso-negativo, mas uma alta taxa de falso-positivo e é comparável à cardiotocografia / NST. O perfil biofísico modificado (PBFM), que inclui um teste sem estresse e uma medição do índice de líquido amniótico, é tão confiável e muito mais fácil de realizar do que o perfil biofísico completo. [155] O perfil biofísico modificado é considerado anormal se o teste sem estresse for não reativo ou se a maior bolsão vertical do líquido amniótico for menor que 2 cm. Embora faltem evidências para apoiar a capacidade do PBF e PBFM de reduzir a natimortalidade, o Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia apóia o início do teste não antes de 32 semanas e 0 dias de gestação para gestações de alto risco e antes apenas se o parto for considerado impacto benefício perinatal. [156] [157]

Embora a estimulação vibroacústica possa ajudar a reduzir o tempo de teste para cardiotocografia e a incidência de testes não reativos, ela não demonstrou reduzir as taxas de natimortos. [158] [159]

Embora o poliidrâmnio esteja associado a um risco aumentado de natimorto, o benefício de diagnosticar o poliidrâmnio para reduzir a taxa de natimortos é incerto e requer estudos adicionais. [160]  Oligoidrâmnio está associado a um risco elevado de natimortalidade. É uma medida subjetiva e dinâmica que pode melhorar com a administração de infusão intravenosa de solução salina hipotônica. O uso do maior bolsão vertical é comparável à medição dos quatro quadrantes, mas reduz o diagnóstico falso-positivo de oligoidrâmnio e se tornou o método preferido para rastrear a quantidade de líquido amniótico. [161] [162]

Os cuidados domiciliares para gestações complicadas por doença hipertensiva da gravidez sem proteinúria (Hipertensão Gestacional) e gestações múltiplas não parecem ser inferiores aos cuidados hospitalares. [163] A admissão em unidades de vigilância fetal intra-hospitalar não é recomendada, pois não foi comprovado que isso reduza a mortalidade perinatal. [164]

Em comparação com nenhuma ausculta ou ausculta intermitente em mulheres de baixo risco, a cardiotocografia de admissão foi associada a taxas mais altas de cesárea e menos convulsões neonatais, mas nenhuma melhora nas taxas de natimortos. [165]

Um eletrocardiograma fetal ou oximetria de pulso, além da cardiotocografia, não demonstrou prevenir a natimortalidade. [166] [167]

Prognóstico

O acompanhamento de uma mulher após o tratamento de um natimorto inclui aconselhamento sobre o risco de recorrência. Depois de um natimorto, o risco de recorrência é quase duas vezes maior do que o de mulheres nascidas vivas. Este risco é impactado por vários fatores, incluindo riscos maternos, idade gestacional e causa (s) identificada (s) para o natimorto. [168] Em mulheres com natimortos inexplicáveis, o risco de recorrência é de 7,8 a 10,5 por 1.000 nascimentos totais. A maioria ocorre antes de 37 semanas. O risco de morte fetal recorrente a termo é de 1,8 / 1000 nascimentos totais. A próxima gravidez também está em risco de baixo peso ao nascer, descolamento e parto prematuro. Uma história de um natimorto pequeno para a idade gestacional a termo teria um risco recorrente de natimorto de 4,7 por 1000 nascimentos em sua próxima gravidez contra 2,1 por 1000 nascimentos se o bebê pequeno para a idade gestacional fosse nascido vivo. Se uma causa específica para natimorto for encontrada, uma revisão da literatura pode estimar o risco de outro natimorto. Se o bebê natimorto tiver um defeito congênito identificado, o risco de a próxima gravidez apresentar o mesmo defeito aumenta 7,6 vezes e o risco de um defeito diferente no próximo bebê aumenta 1. 5 vezes em comparação com mulheres cujo filho anterior era estruturalmente normal. Os distúrbios isquêmicos da placenta que resultam em descolamento, restrição do crescimento fetal, pré-eclâmpsia e natimorto predispõem ao nascimento prematuro. As mulheres que tiveram um parto anterior pequeno para a idade gestacional, prematuro, nascido vivo têm maior risco de natimorto na gravidez seguinte.[9] [169]  Uma mulher pode atrasar a gravidez futura até sentir que atingiu o fechamento e a estabilidade psicológica após o parto morto. O intervalo típico é de 6 a 12 meses. [170]  Não há um período ideal definido para atrasar a gestação. O intervalo pode depender da via de parto e de vários outros fatores vitais.

Complicações

Após um natimorto, as complicações físicas podem incluir passagem incompleta do produto da concepção que requer tratamento médico ou cirúrgico, infecção, hemorragia, coagulação intravascular disseminada, lesão uterina que requer reparo cirúrgico ou histerectomia. Existe um risco aumentado de natimortos recorrentes no futuro.  

Com base nos fatores de risco identificados no momento de natimortos, como pré-eclâmpsia ou diabetes, o paciente pode ter um risco aumentado de desenvolver doenças cardiovasculares no futuro. Se a síndrome anticardiolipina for identificada durante a avaliação de um natimorto, a mulher pode correr risco futuro de ter um acidente vascular cerebral ou trombose venosa profunda (TVP). 

Os estressores psicossociais podem incluir perda de emprego ou renda e os encargos financeiros dos custos de saúde incorridos no tratamento desta complicação da gravidez. Depressão, ansiedade e transtorno pós-traumático podem surgir associados a luto e / ou culpa não resolvidos. A disfunção de relacionamento pode ser experimentada e complicada pelo estigma associado de ser incapaz de dar à luz uma criança saudável. Mecanismos de enfrentamento incongruentes entre a paciente e seu parceiro podem levar à discórdia. A paciente pode desenvolver medo de ter uma gravidez futura, o que pode levar à decisão de evitar uma gravidez futura. A resolução disfuncional do luto pode surgir em outros membros da família, incluindo crianças mais novas em casa. 

Dissuasão e educação do paciente

A detecção precoce e o manejo eficaz das doenças maternas são necessários para melhorar os resultados da gravidez. A melhoria dos cuidados pré-natais e durante o parto pode ajudar a reduzir os natimortos.  

Apenas alguns fatores de risco identificados para natimortos são considerados modificáveis. O IMC materno e o controle da glicose podem ser modificados em mulheres com diabetes para reduzir o risco de aborto espontâneo recorrente. Dado que muitos natimortos nesta população ocorrem a termo, a mudança no cuidado pré-natal e um parto prematuro planejado podem impactar o risco. [169] [171] [172]  Manter os níveis ideais de glicose no sangue é o objetivo. [22] É difícil prever qual gravidez pode ser adversamente afetada, uma vez que a sobreposição nos valores de IMC materno e de glicose no sangue materno em gestações que resultam em nascimento vivo e natimorto é grande. 

O uso de tabaco e drogas recreativas são fatores de risco modificáveis ​​adicionais. A triagem universal para abuso de substâncias é apoiada e as mulheres com necessidades identificadas devem ser encaminhadas para receber tratamento, se desejado. Os objetivos do tratamento são revisar sua autoeficácia e o que eles tentaram no passado, reconhecer que existem diferentes opções de vida e identificar que eles merecem uma vida melhor. Isso é alcançado com a ajuda de unidades de saúde mental, especialistas em transtornos por uso de substâncias e o uso de treinadores de recuperação de dependência. [173]

Para gravidez complicada por colestase obstétrica (CO), o parto planejado com 37 a 38 semanas de gestação deve ser substituído por decisões individualizadas, dados os riscos perinatais conhecidos de parto prematuro e a falta de evidências que associam CO com risco de natimorto. [174]

As auditorias perinatais podem ajudar a reduzir a taxa de natimortos. [175] [176]  Isso dependerá da precisão e confiabilidade do registro e recuperação de informações de natimortos de registros de parto ou nascimento.

Melhorar os resultados da equipe de saúde

É necessário investir na prevenção da natimortalidade. A natimortalidade deve ser integrada às iniciativas de saúde de mulheres e crianças em todo o mundo. É preciso haver liderança intencional; os campeões devem ser identificados para agir, educar e fazer mudanças. A voz das mulheres deve ser ouvida e ter defensores. Devemos estar preparados para investir em intervenções e devem ser implantados indicadores que nos permitam medir o sucesso de nossas ações.

A natimortalidade precisa ser claramente definida. Cada morte deve ser contada e as ações para prevenir essas mortes devem ser rastreadas e monitoradas. Cuidados obstétricos e obstétricos de alta qualidade devem estar universalmente disponíveis. O parto deve ser realizado com atendentes qualificados, que realizem partos vaginais assistidos e cesáreas por indicação fetal e materna. De todos os natimortos, metade ocorre durante o nascimento. Setenta e cinco por cento deles são evitáveis ​​com acesso a cuidados de qualidade. A capacidade de fornecer indução do parto para ruptura prematura de membranas e gravidez pós-termo precisa ser abordada. [177]

Mulheres que vivenciaram natimortos precisam de reconhecimento social, e devemos trabalhar para abolir o estigma de longo prazo de natimortos que serve apenas para degradar as mulheres e esconder seu fardo. Os cuidados respeitosos e de suporte são essenciais, incluindo os cuidados ao luto após um parto morto. 

A natimortalidade pode ser evitada abordando e tratando infecções, desnutrição, doenças não transmissíveis, fatores de estilo de vida, trabalho de parto prematuro e parto pós-termo. Abordar o controle da natalidade em adolescentes, o espaçamento da gravidez e a pobreza também será benéfico. Devemos nos esforçar para fornecer a todas as mulheres acesso ao planejamento familiar e a recursos, que podem ajudar a preparar mulheres de todas as idades para a gravidez. Isso inclui o fornecimento de assistência e suporte pré-natal eficazes: suplementação de ácido fólico, tratamento intermitente de DSTs (sífilis), aconselhamento para parar de fumar, triagem e gestão de doenças maternas e a detecção e gestão da restrição de crescimento fetal identificada o mais cedo possível na gravidez.  

Devemos promover a investigação de natimortos como parte da revisão por pares. [177]  Isso requer a colaboração de mentes voltadas para a saúde e o bem-estar de mulheres e crianças em um dos momentos mais vulneráveis ​​de suas vidas. 

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HIdronefrose Fetal

 O que toda gestante, obstetra ou fetólogo precisam saber sobre dilatação piélica e hidronefrose fetal

Uma das principais preocupações quando do diagnóstico de uma simples dilatação da pelve renal fetal é saber se há alguma associação com algum outro defeito maior ou menor. Isoladamente a dilatação piélica é considerada um achado menor em Medicina Fetal, portando não traz consequências importantes, prejudiciais em sua grande maioria. Portanto, o diagnóstico é fundamental inclusive para tranquilizar a paciente, pois no período pós-natal há uma possibilidade maior de risco de infecção urinária fetal e este diagnóstico prévio pode ser muito útil para a conduta no período pós-natal. Outra preocupação é sobre a progressão da dilatação piélica à hidronefrose, neste caso a classificação e o acompanhamento ultrassonográfico devem ser bastante cuidadosos.

A hidronefrose é uma das anormalidade mais comuns do rim neonatal, e como sabemos, a ultrassonografia é uma ferramenta diagnóstica fundamental na avaliação dessa patologia, como também na busca do fator etiológico.

A maior utilização da ultrassonografia obstétrica no nosso dia a dia, trouxe um grande impacto na detecção da hidronefrose pós natal, pois dessa forma aumentou-se o numero de diagnósticos dessa patologia, sendo o maior desafio, agora, classificá-las e descobrir quais são suas possíveis causas.

Classificar essas hidronefroses realmente se tornou um desafio nos dias de hoje, uma vez que existe mais de um tipo de classificação. Sabemos que a classificação das hidronefroses está relacionada com o grau de dilatação (pelve e cálices) e compressão (parênquima) do sistema-coletor. Dentre elas temos a classificação radiológica/urológica, que é universalmente aceita e se divide da seguinte forma:

  • Grau 0: normal
  • Grau 1: dilatação apenas da pelve renal
  • Grau 2: dilatação da pelve renal e alguns cálices
  • Grau 3: dilatação da pelve renal e todos os cálices
  • Grau 4: dilatação da pelve renal e todos os cálices, associada a afilamento cortical (1)

É claro que os achados com dilatação dos grupamentos caliciais e do ureter ou ainda com acomentimento de bexiga dilatada são preocupantes e merecem atendimento em centro de referência para medicina fetal. O maior benefício do diagnóstico pré-natal de pieloectasia é permitir ao pediatra exercer um controle e avaliação completa pós-natal precoce e dar um diagnóstico definitivo (Langer, 2000). Concluímos que o achado de pieloectasia é bastante freqüente e muito esporadicamente significativo, ao menos quando isolado, tanto para predizer síndrome de Down fetal quanto para ser usado como preditivo de função renal alterada na infância. Ainda assim, o relato do achado permite um controle pré-natal no sentido de afirmar seu caráter isolado ou não, e permite um acompanhamento adequado dos casos pertinentes de obstrução das vias urinárias, quando um controle no terceiro trimestre é muito importante. (2)

Uma dissertação de mestrado (3) concluiu através de uma série de casos de Pieloectasia Leve Bilateral (PELB) fetal, sem cálices ou ureteres visíveis, pode ser controlada ultrassonograficamente no terceiro trimestre tardio e, como não há casos progredindo o suficiente para indicar intervenção fetal, os procedimentos devem ser deixados para o período neonatal. A realização de ultrassonografias seriadas pode ser estressante e inútil nesses casos particulares.

Portanto, após o diagnóstico o que a paciente e se acompanhante necessitam é de informação de qualidade, de que a maior probabilidade nos casos de dilatação piélica é que não acontecerá nada, mas precisa realizar exames de ultrassonografias com profissionais especializados no período pré e pós-natal.

Abaixo farei algumas considerações relevantes e mais especializadas sobre o assunto. Iniciando com as três principais condições mais frequentemente associadas à dilatação alta do trato urinário fetal: Hidronefrose, Obstrução da Junção Utereto-Piélica (JUP) e Rim em Ferradura. E colocarei as referências aos profissionais da área da saúde ou demais entusiastas do assunto, além de algumas imagens que considero importantes obtidas prlo Google Imagens.


Referências:

1. Classificação e principais causas das hidronefroses no período pós natal – Educa Cetrus 

2. Pieloectasia – Panorama Internacional – Bundunki e Zugaib 2004 https://www.scielo.br/j/ramb/a/WQ36fCYRFnTBKVhHtQ9FnHc/?lang=pt https://doi.org/10.1590/S0104-42302004000200007

3. Acompanhamento ulttrassonográfico, análise da evolução das pieloectasias renais fetais leves bilaterais e proposta de seguimento pré-natal. Dissertação de Mestrado de  Gustavo de Paula Pereira 2013 FMUSP. Orientador: Marcelo Zugaib https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-18022014-154712/publico/GustavodePaulaPereira.pdf

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Hidronefrose

Prevalência:
  • 1 em 500 nascimentos.
Diagnóstico Ultrassonográfico:
  • Dilatação do sistema coletor renal observada no corte transverso padrão do abdome. Ureteres e bexigas normais.
  • Dependendo do diâmetro anteroposterior da pelve, a condição é dividida em:

Leve ( apenas pelve renal): 4-7 mm no 2o trimestre; 7-9 mm no 3o.

Moderada ( pelve e cálices): 8-10 mm no 2o trimestre; 10-15 mm no 3o.

Severa (afinamento cortical): >10 mm no 2o trimestre; >15 mm no 3o.

Anormalidades associadas:
  • Defeitos cromossômicos: risco baixo em formas isoladas.
  • Anormalidades do rim contralateral: rim multicísticos, ectopia, agenesia renal.
  • Síndromes associadas são vistas em 5% dos casos.
Investigação:
  • Ultrassonografia detalhada (especialmente do rim contralateral).
  • Cariótipo deve ser oferecido apenas caso outros marcadores estejam presentes.
Seguimento:
  • Ultrassom a cada 4 semanas para monitorar evolução da hidronefrose e avaliar volume de líquido amniótico.
Parto:
  • Assistência obstétrica e parto de rotina.
Prognóstico:
  • Na maioria dos casos, a condição permanece estável ou se revolve no período neonatal. Em cerca de 20%, pode haver uma obstrução uretero-pélvica ou refluxo vesico-ureteral subjacente o que requer acompanhamento pós-natal e possivelmente cirurgia. Hidronefrose moderada é usualmente progressiva e em mais de 50% dos casos, cirurgia é necessária durante os primeiros 2 anos de vida.
Recorrência:
  • Isolada: não há risco aumentado.

Referência: https://fetalmedicine.org/education/fetal-abnormalities/trato-urinario/hidronefrose

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Obstrução da junção uretero-pélvica – Fetal Medicine Foundation

Prevalência:
  • 1 em 2.000 nascimentos.
  • Mais comum em homens.
Diagnóstico Ultrassonográfico:
  • Dilatação pelvi-calicinal sem dilatação ureteral. O grau de dilatação pelvi-calicinal é variável e, ocasionalmente, urinomas perinéfricos (coleção encapsulada de urina devido à rotura da pelve renal ou cálices ou do ureter) e ascite urinária podem ocorrer.
  • Unilateral em 80% dos casos.
Anormalidades associadas:
  • A incidência de anomalias cromossômicas e síndromes genéticas não é aumentada.
  • Anormalidades do rim contralateral: rim multicísticos, ectopia, agenesia renal.
Investigação:
  • Ultrassonografia detalhada.
Seguimento:
  • Ultrassom a cada 4 semanas para monitorar evolução da hidronefrose e avaliar volume de líquido amniótico.
Parto:
  • Assistência obstétrica e parto de rotina.
Prognóstico:
  • A maioria das crianças tem função moderada ou normal podendo ser feita conduta expectante. Pieloplastia é realizada se houver deterioração da função renal.
Recorrência:
  • Não há risco aumentado.
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Rim em ferradura

Prevalência:
  • 1 em 400 nascimentos.
  • Mais comum em fetos masculinos.
Diagnóstico Ultrassonográfico:
  • Fusão dos polos inferiores de ambos os rins anteriormente à aorta descendente.
  • Rim em ferradura é melhor demonstrado nos cortes coronal e transverso em que tecido renal é visto cruzando a linha média.
  • • Bexiga e volume de líquido amniótico normais.
Anormalidades associadas:
  • Anomalias cromossômicas: rim em ferradura é visto em 30% dos casos de Sd. Turner e 20% de trissomia 18.
  • Síndromes associadas são vistas em 15% dos casos. A mais comum é a Síndrome de Regressão Caudal (esporádica; agenesia ou hipoplasia sacral, corpos vertebrais hipoplásicos e atresia anal).
  • Outros defeitos incluem Hidronefrose e anomalias genitais.
  • Defeitos extra-renais, principalmente SNC, cardíacos ou esqueléticos, são vistos em 30% dos casos.
Investigação:
  • Ultrassonografia detalhada.
Seguimento:
  • Ultrassom a cada 4 semanas para detectar possível desenvolvimento tardio de hidronefrose.
Parto:
  • Assistência obstétrica e parto de rotina.
Prognóstico:
  • Em formas isoladas, o prognóstico é bom. Acompanhamento pós-natal é recomendado pelo risco significativo de infecção, hidronefrose e nefrolitíase (70%).
Recorrência:
  • Isolada ou parte da Sd. Turner: não há aumento no risco.
  • Parte da trissomia 18: 1%.
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RESUMOS DE ARTIGOS DE REVISÃO

Hidronefrose na criança

Hydronephrosis in children

Clécio Piçarro1; José Maria Penido Silva2; Eduardo Araújo Oliveira3

1. Médico Cirurgiao Pediátrico. Doutor em Cirurgia. Professor Adjunto do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG, Membro do Serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital das Clínicas da UFMG. Belo Horizonte, MG – Brasil
2. Médico Pediatra. Doutor em Pediatria. Professor Adjunto do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG. Membro do Serviço de Nefrologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da UFMG. Belo Horizonte, MG – Brasil
3. Médico Pediatra. Doutor em Pediatria. Professor Titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG. Coordenador do Serviço de Nefrologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da UFMG. Belo Horizonte, MG – Brasil

Endereço para correspondênciaClécio Piçarro
E-mail: cleciop@hotmail.com

Instituiçao: Faculdade de Medicina e Hospital das Clínicas da UFMG Belo Horizonte, MG – Brasil

RESUMO

A hidronefrose é uma afecção comum na criança e consiste na dilatação do sistema coletor renal, podendo ser congênita, e por isso denominada hidronefrose fetal, ou pode ser adquirida, o que é menos frequente. A hidronefrose fetal pode ser diagnosticada ainda na vida intrauterina, por meio da ultrassonografia obstétrica. Dilatações leves a moderadas podem resolver-se espontaneamente antes ou após o nascimento. Porém, dilatações maiores podem ser causa de infecção urinária, causar dano ao parênquima renal e provavelmente irao requerer tratamento cirúrgico. As principais causas de hidronefrose fetal que persistem após o nascimento são: estenose de junção ureteropélvica, refluxo vesicoureteral, estenose da junção ureterovesical, duplicações pieloureterais, associado ou não a ureterocele, e válvula de uretra posterior. Em relação à hidronefrose adquirida, a etiologia mais comum é a angulação do ureter proximal por vaso polar anômalo, porém também pode ser devida à ureterolitíase, que é incomum. Nesses casos normalmente diagnostica-se a hidronefrose devido à propedêutica de dor abdominal crônica recorrente em crianças maiores.Na conduta inicial na hidronefrose fetal, logo após o nascimento, deve-se realizar ultrassonografia das vias urinárias, para confirmar e classificar o grau de hidronefrose. De acordo com os achados ultrassonográficos é que se decidirá se será necessário estender a propedêutica ou manter conduta expectante. Na condução subsequente dessas crianças é importante o acompanhamento do nefrologista-pediatra e do cirurgiao-pediatra, convindo que sejam tratadas em centros especializados, com todos os recursos necessários para o diagnóstico e tratamento adequado.

Palavras-chave: Hidronefrose; Recém-Nascido; Criança; Nefropatias; Doenças Fetais.

Referência: DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/2238-3182.20140039


Tratamento da hidronefrose antenatal

    Resumo

    A hidronefrose antenatal (HAN) é a anormalidade mais frequentemente detectada pela ultrassonografia pré-natal. O diagnóstico diferencial da HAN inclui uma ampla variedade de anormalidades congênitas do rim e do trato urinário, desde anormalidades leves, como HAN transitória ou isolada, até as mais importantes, como refluxo vesicoureteral congênito de alto grau ou obstrução da junção ureteropélvica. Sabe-se que o resultado depende da etiologia subjacente. Vários sistemas de classificação têm sido propostos para a classificação de HAN na ultrassonografia pré-natal e pós-natal. A HN isolada leve representa até 80% dos casos, é considerada benigna e a maioria resolve, estabiliza ou melhora durante o seguimento. Existem controvérsias em relação ao diagnóstico e manejo de algumas causas importantes e graves de HN, como refluxo vesicoureteral de alto grau e obstrução da junção ureteropélvica. A abordagem atual está se tornando cada vez mais conservadora durante o diagnóstico e acompanhamento desses pacientes com menos exames de imagem e acompanhamento próximo. No entanto, ainda não há consenso sobre o significado clínico, avaliação pós-natal e manejo de lactentes com HNA. O objetivo desta revisão é discutir as controvérsias e fornecer uma visão geral sobre o manejo da HAN. avaliação pós-natal e manejo de bebês com HAN. O objetivo desta revisão é discutir as controvérsias e fornecer uma visão geral sobre o manejo da AHN. avaliação pós-natal e manejo de bebês com AHN. O objetivo desta revisão é discutir as controvérsias e fornecer uma visão geral sobre o manejo da HAN.

    Principais pontos de resumo

    •  A hidronefrose antenatal é a mais frequentemente anormalidade detectada  por US pré-natal e seu resultado depende da etiologia subjacente.
    •  Ainda não há consenso para a avaliação e manejo de pacientes com HAN.
    • HAN leve isolado representa até 80% dos casos e geralmente considerada como uma condição autolimitada.
    • Abordagem conservadora com acompanhamento cuidadoso para pacientes com RVU (Refluxo Vésico Ureteral) e UPJO (obstrução da Junção Uretero-Piélica) assintomáticos geralmente são
      recomendado nos últimos anos.

    Palavras-chave: Hidronefrose antenatal; Ultrassonografia; Obstrução da junção ureteropélvica; Infecção do trato urinário; Refluxo vesico-ureteral.

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    Resultado clínico de crianças com hidronefrose diagnosticada no pré-natal

      Artigo gratuito do PMC

      Resumo

      A dilatação da pelve renal fetal é uma condição comum, observada em 1-4. 5% das gestações. Em muitos casos, esse achado se resolve espontaneamente. No entanto, às vezes pode ser um sinal de patologias significativas do trato urinário. As principais anormalidades encontradas após o nascimento são estenose da junção ureteropélvica, refluxo vesicoureteral primário, megaureter, rins duplex e valvas uretrais posteriores, sendo a estenose da junção ureteropélvica e refluxo vesicoureteral primário a maioria dos casos. O diagnóstico, o manejo e o prognóstico a curto e longo prazo dessas condições serão revisados ​​neste artigo.

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      US de uma dilatação grave na estenose da junção uretero-pélvica.

       

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      Imagem VCUG de refluxo vesicoureteral primário grau V.

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      US de ureterocele obstrutiva em um sistema duplex.

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      RVU de alto grau e megabexiga com divertículos em uma criança com válvulas uretrais posteriores.

       

       

      Referência: DOI: 10.3389/fped.2019.00103

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      Fronteiras da Pediatria, 27 de agosto de 2020 | https://doi.org/10.3389/fped.2020.00458

      Classificação da hidronefrose: um desafio contínuo – Artigo traduzido na íntegra

      • Seção de Urologia Pediátrica, Departamento de Cirurgia Pediátrica, Faculdade de Medicina, Universidade Dicle, Diyarbakir, Turquia

      O ponto crucial para o diagnóstico imediato, abordagem terapêutica ideal e acompanhamento da hidronefrose associada a anomalias de JUP em crianças é a gravidade da hidronefrose. Muitos sistemas de classificação de hidronefrose, como diâmetro AP, SFU, radiologia, UTD e Onen, foram desenvolvidos para avaliar a gravidade da hidronefrose em bebês. Infelizmente, ainda é um desafio contínuo e não há consenso entre as diferentes disciplinas. O diâmetro AP é um parâmetro muito dinâmico e é afetado por muitos fatores (hidratação, enchimento da bexiga, posição, respiração). Mais importante, sua medição é muito variável e enganosa devido às diferentes configurações pélvicas renais. O sistema de graduação de radiologia tem os mesmos graus 1, 2 e 3 que o sistema de graduação SFU com adição do diâmetro AP para os primeiros 3 graus. Este sistema de classificação divide a perda de parênquima em dois graus diferentes. O grau 4 representa perda parenquimatosa leve, enquanto o grau 5 sugere perda parenquimatosa grave. No entanto, é dependente do operador, não é decisivo e não diferencia os graus 4 e 5 claramente. Todos os graus de SFU variam muito entre operadores e médicos. A classificação UTD tem como objetivo reunir todos os achados urinários anormais significativos, incluindo rins, ureter e bexiga e, assim, determinar o nível de risco para bebês com qualquer doença urinária. Diferentes riscos de deterioração renal ocorrem dependendo do mecanismo de hidronefrose. Portanto, a classificação SFU e UTD pode resultar em confusão significativa e enganosa na determinação da gravidade da hidronefrose. SFU-4 e UTD-P3 representam uma gama considerável de gravidade da hidronefrose. Ambos representam afinamento mínimo do parênquima medular e afinamento severo do parênquima cortical (rins hidronefróticos semelhantes a cistos) no mesmo grau. A ampla definição de SFU-4 e UTD-P3 falha em indicar com precisão a gravidade da hidronefrose e, portanto, engana significativamente o tratamento imediato. Eles não sugerem quem precisa de tratamento cirúrgico e quem pode ser acompanhado com segurança no não operatório. A anatomia e a fisiologia dos 4 subórgãos do rim (pelve renal, cálices, medula e córtex) são completamente diferentes umas das outras. Portanto, cada parte do rim afeta e se comporta de maneira diferente em resposta à hidronefrose do tipo UPJ (UPJHN), dependendo da gravidade da hidronefrose. O sistema atualizado de graduação de hidronefrose Onen foi desenvolvido com base nesta evidência básica para os períodos pré-natal e pós-natal. O sistema de graduação Onen determina achados detalhados específicos de dano renal significativo, que mostram claramente e sugerem quem pode ser seguido com segurança de forma conservadora de quem precisará de intervenção cirúrgica para UPJHN. Nem o diâmetro AP nem a classificação da radiologia, SFU ou UTD são o padrão ouro para determinar a gravidade da hidronefrose. Todos esses sistemas de classificação são baseados em parâmetros subjetivos e são afetados por muitos fatores. Eles não determinam a gravidade exata de UPJHN e, portanto, causam dano renal permanente devido a um atraso na decisão cirúrgica em alguns bebês, enquanto podem causar uma cirurgia desnecessária em outros. O sistema de classificação Onen resolveu todas as desvantagens de outros sistemas de classificação e promete um acompanhamento mais seguro e um tratamento imediato para UPJHN.

      Introdução

      A ultrassonografia (US) urinária é a melhor que temos para o diagnóstico e o acompanhamento da hidronefrose pré e pós-natal como modalidade semelhante ( 1 – 11 ). É não invasivo, facilmente disponível, rápido e de baixo custo; pode ser realizado diretamente à beira do leito; e não envolve radiação. Mostra o tamanho dos rins, espessura e aparência do parênquima (ecogenicidade, diferenciação corticomedular, cistos corticais), gravidade da hidronefrose, dilatação ureteral e anatomia da bexiga ( 1 , 2 , 4 – 6 , 9 – 11 ).

      O ultrassom não só fornece detalhes anatômicos, mas também algumas dicas funcionais sobre o sistema urinário. Portanto, fornece excelente precisão diagnóstica. Existem dois benefícios importantes do ultrassom: Ele determina a gravidade da hidronefrose prontamente e o tempo e a necessidade de outros diagnósticos ( 1 , 3 – 6 , 8 , 10 – 12 ).

      Precisamos determinar critérios específicos e achados de risco sugestivos de dano renal, que ajudam os médicos a decidir uma abordagem terapêutica imediata. Nesta revisão, iremos delinear os critérios mais recentes para determinar com precisão a gravidade da hidronefrose e, assim, prever quem pode desenvolver dano renal e precisar de intervenção em comparação com quem pode ser seguido de forma conservadora com segurança.

      Anatomo-fisiopatologia da hidronefrose do tipo junção ureteropélvica (UPJHN)

      O rim tem 2 partes principais: A parte mais importante é o parênquima renal, que funciona e produz urina. O outro é o sistema pélvical, que coleta e envia a urina para o ureter. O parênquima renal possui dois subórgãos: medula e córtex. O sistema coletor possui dois subórgãos: pelve renal e cálices.

      Dois fatores afetam o rim em bebês com UPJHN: a complacência da pelve renal e o grau de estenose em UPJ. Primeiro, a hidronefrose se desenvolve como uma resposta anatômica protetora. Se a estenose for grave e persistir por um longo período, ocorre dano renal como resposta funcional ( 1 , 4 , 11 ).

      A anatomia e fisiologia dos subórgãos renais (pelve renal, cálices, medula e córtex) são completamente diferentes entre si. Portanto, cada parte afeta e se comporta de maneira diferente em resposta ao UPJHN, dependendo da gravidade da hidronefrose.

      • Pelve renal : a complacência da pelve renal é muito alta em bebês. Isso é particularmente verdadeiro para aqueles que têm configuração pélvica extra-renal devido à sua alta expansibilidade. A pelve renal aumenta significativamente para proteger o parênquima renal, mesmo em leve aumento da pressão pélvica renal. Portanto, o risco de danos ao parênquima renal é baixo e, comparativamente, leva tempo nesses bebês. No entanto, o risco de lesão renal é alto em quem tem configuração pélvica intra-renal devido à baixa adesão.

      • Cálices : a expansibilidade dos cálices é menor do que a da pelve renal. Seu cumprimento é baixo comparativamente. Portanto, a dilatação dos cálices significa um maior grau (risco) de hidronefrose em comparação com a dilatação pélvica renal isolada. Por outro lado, os cálices aumentam para proteger o parênquima renal.

      • Medula: sua estrutura é um tanto semelhante à do pulmão. Esta parte do parênquima renal é mais expansível e comprimida rapidamente em comparação com o córtex renal. Dependendo do grau de estenose da JUP e do intervalo de tempo, a medula torna-se mais curta e perde a forma piramidal. O limite inferior da espessura normal do parênquima renal é de 7,5 mm no período neonatal, 8 mm com 1 ano de idade e 10 mm com 2 anos de idade ( 10 ).

      • Córtex: é a parte funcional mais importante do rim. A espessura normal do córtex é> 3 mm em bebês. Sua estrutura é um tanto semelhante à do fígado, que é um órgão sólido relativamente duro. Portanto, sua compressão ou afinamento significa que há um risco significativo de dano renal. Nesses casos, a diferenciação corticomedular é perdida e a espessura do córtex diminui. É um parâmetro objetivo porque, ao contrário do sistema pélvical, não é afetado pela hidratação, enchimento da bexiga, posição e respiração. Os pontos de medição não são controversos e não dependem do operador. O parênquima renal é medido no ponto mais fino do parênquima na seção longitudinal do rim ( 1 , 4 ,5 , 7 , 10 ). Não possui variação intraobservador ou interobservador ( 1 , 10 , 11 , 13 ). O afinamento cortical de longa duração está associado a baixa função renal e diminuição do número de néfrons ( 1 , 4 , 5 , 11 , 14 ). Portanto, o córtex comprimido e afinado é sugestivo de dano renal. A perda de mais da metade do córtex (espessura do córtex <1,5 mm) está principalmente associada à atrofia renal e dano renal irreversível.

      A qualidade do parênquima renal, que inclui a espessura e a aparência do parênquima, é o parâmetro mais importante e objetivo para determinar a exposição renal e, portanto, a gravidade da hidronefrose.

      • Espessura do parênquima renal : dano cortical grave (dilatação, apoptose epitelial e atrofia dos túbulos renais e inflamação e fibrose do glomérulo) e diminuição da filtração glomerular e da função renal ocorrem em bebês, desenvolvendo perda de parênquima devido a UPJHN grave ( 14 ). A incidência de perda funcional permanente é alta (8–16%), enquanto as alterações histopatológicas não melhoram mesmo após uma pieloplastia bem-sucedida em bebês com perda parenquimatosa grave que retardou a cirurgia ( 1 , 4 , 5 , 11 , 15 , 16) A perda do córtex renal e a redução do tamanho renal são decorrentes da atrofia tubular e se correlacionam com a doença renal crônica irreversível ( 15 ). O número de néfrons diminui, a maturação renal é afetada e a insuficiência renal ocorre nesses casos ( 17 ).

      • Aspecto do parênquima renal : parênquima hiperecogênico, degeneração cística no córtex e perda da diferenciação corticomedular na ultrassonografia são achados que sugerem dano renal significativo, que são compatíveis com diminuição da função renal na cintilografia ( 1 , 11 ). A ecogenicidade cortical é um parâmetro que se correlaciona bem com atrofia tubular e inflamação intersticial ( 15 ).

      Outro parâmetro importante é o comprimento longitudinal dos rins normais e hidronefróticos. A hipertrofia compensatória do rim contralateral (comprimento> 20% do normal) significa piora do rim afetado, mesmo se a hidronefrose do Onen-3 estiver estável. O comprimento longitudinal do rim afetado deve ser superior ao valor normal, dependendo da gravidade da hidronefrose. Se o comprimento do rim afetado permanecer na faixa normal, apesar da hidronefrose grave, isso significa que o rim afetado sofre atrofia.

      Sistemas de classificação de hidronefrose

      Diâmetro anterior-posterior (AP) da pelve renal (APDRP)

      A medida do diâmetro AP da pelve renal não é padronizada entre as diferentes disciplinas, havendo consenso em apenas 64% dos médicos ( 10 , 18 ). Infelizmente, é significativamente dependente do operador. Alguns ultrassonografistas medem o diâmetro AP no ponto maior da pelve renal, enquanto outros o medem no plano vertical. No entanto, o APDRP é medido principalmente na borda do parênquima (hilo) durante a seção transversal do rim.

      A pelve renal e o diâmetro AP são muito dinâmicos; sua medida muda significativamente dependendo da hidratação, enchimento da bexiga, posição (supina ou prona) e respiração ( 1 , 10 , 12 , 18 , 19 ).

      Mais importante, sua medição é muito variável e enganosa devido às diferentes configurações pélvicas renais. A hidronefrose pode ser moderada mesmo se o diâmetro AP for alto em bebês com configuração pélvica extra-renal. Por outro lado, a hidronefrose pode ser muito grave com adelgaçamento significativo do parênquima, mesmo se o diâmetro AP for baixo em bebês com configuração pélvica intra-renal. Portanto, se a qualidade do parênquima, que é o fator mais importante na determinação do grau de hidronefrose, for omitida e o próprio diâmetro AP for aceito como o único achado para a gravidade da hidronefrose, então alguns bebês podem ser submetidos a uma cirurgia desnecessária, enquanto outros podem resultar em dano renal permanente devido a um atraso na cirurgia imediata.

      Desvantagens / limitações do APDRP:

      • A taxa de diferenças de operadoras é muito alta

      • O diâmetro AP é baixo em bebês desidratados

      • O diâmetro AP é baixo na bexiga vazia

      • O diâmetro AP é baixo na fase expirium

      • O diâmetro AP é menos idealmente medido na posição supina

      • O diâmetro AP (mesmo baixo) é muito arriscado na presença de configuração pélvica intrarrenal.

      SFU Grading System

      Este sistema de classificação foi desenvolvido em 1993 ( 9 ) ( Figura 1 ). É quantitativo e subjetivo. Todos os graus de SFU são muito variáveis ??entre operadores e médicos ( 1 , 4 – 6 , 10 , 11 , 20 – 22 ). Portanto, não é popular entre outras disciplinas que não os urologistas pediátricos ( 1 , 4 , 5 , 7 , 10 , 11 , 19 – 21 , 23 – 25 ).

      FIGURA 1

      Figura 1 . Sistema de classificação de hidronefrose SFU.

      Desvantagens / limitações do SFU

      • SFU-1 e SFU-2a: Ambos indicam diferentes graus de dilatação pélvica renal. Portanto, é confuso e muito difícil se diferenciar ( 1 , 2 , 4 ). Além disso, o acompanhamento, o tratamento e o prognóstico desses dois graus são semelhantes; todos eles se resolvem espontaneamente sem dano renal ( 1 , 2 , 4 , 5 , 20 ).

      • SFU-2b e SFU-3 : Ambos representam diferentes graus de dilatação do calcário. É muito dependente do operador para diferenciar a dilatação dos cálices periféricos (menores) daqueles dos cálices centrais (maiores) devido a uma grande discrepância dentro e entre avaliadores para a interpretação dos dois tipos de dilatação dos cálculos ( 26 , 27 ). Portanto, é subjetivo e confuso e é muito difícil diferenciar entre si ( 1 , 4 ).

      • SFU-3: Embora represente apenas a dilatação calicinal, as imagens usadas para SFU-3 no artigo original mostram claramente um afinamento medular severo. Isso causa confusão significativa entre médicos e radiologistas.

      • SFU-4: representa afinamento mínimo do parênquima medular (por exemplo, 6 mm) e afinamento severo do parênquima cortical (por exemplo, 2 mm) e rins hidronefróticos semelhantes a cistos no mesmo grau ( 2 ). A ampla definição de SFU-4 falha em demonstrar com precisão a gravidade da hidronefrose e, portanto, leva a um tratamento imediato. Não sugere quem precisa de cirurgia e quem pode ser seguido com segurança no não operatório. O primeiro exemplo (medula fina) pode ser seguido com segurança não operativamente, enquanto o segundo (córtex delgado) claramente precisa de cirurgia. Esta definição ampla torna o prognóstico difícil de prever em casos de UPJHN ( 1 , 4 – 6 , 8 , 11 , 28)

      Sistema de classificação de radiologia

      O sistema de graduação de radiologia foi parcialmente modificado do SFU para uso pós-natal ( 7 , 9 ) ( Figura 2 ). Ele tem as mesmas notas 1, 2 e 3 que o sistema de classificação SFU ( 8 , 14 ). Além disso, inclui o diâmetro AP para os graus 1, 2 e 3. Este sistema de graduação divide a perda do parênquima em dois graus diferentes, sugerindo a importância do parênquima renal para determinar a gravidade da hidronefrose, que tem uma ideia um tanto semelhante à do Sistema de classificação Onen ( 1 , 4 , 7 ). A hidronefrose de grau 4 representa perda leve do parênquima; grau 5, perda parenquimatosa severa.

      FIGURA 2

      Figura 2 . Sistema de graduação de hidronefrose radiológica.

      Desvantagens / limitações do sistema de graduação de radiologia

      • Graus de radiologia 1 e 2 (SFU-1 e SFU-2a): Ambos indicam diferentes graus de dilatação pélvica renal. Portanto, é confuso e muito difícil se diferenciar ( 1 , 2 , 4 ). Além disso, o acompanhamento, o tratamento e o prognóstico desses dois graus são semelhantes; todos eles se resolvem espontaneamente sem dano renal ( 1 , 2 , 4 , 5 , 20 ).

      • O uso do diâmetro AP: torna este sistema de graduação ainda mais confuso, porque os graus de SFU e o diâmetro AP não são paralelos para muitos pacientes, dependendo das diferentes configurações pélvicas renais. Além disso, o diâmetro AP é afetado significativamente por muitos fatores, conforme descrito anteriormente nesta revisão ( 1 , 10 , 12 , 18 , 19 ).

      • Graus 4 e 5 de radiologia: o grau 4 representa perda parenquimatosa leve, enquanto o grau 5 representa perda parenquimatosa grave. É totalmente dependente do operador, não é decisivo e não diferencia os graus 4 e 5 claramente. Portanto, a confiabilidade entre e intraexaminadores é baixa.

      Classificação UTD

      O UTD foi criado retrospectivamente com base na revisão, combinação e resumo da literatura atual ( 2 ) ( Figura 3 ). Portanto, não é um sistema de classificação baseado em evidências. Na verdade, é mais provável que tenha sido modificado a partir dos sistemas de classificação SFU e Onen ( 4 , 9 ). Seu objetivo é reunir todos os achados urinários anormais significativos, incluindo rins, ureter e bexiga e, assim, determinar o nível de risco para um bebê hidronefrótico com qualquer tipo de doença urinária. Inclui parâmetros como diâmetro AP da pelve renal, dilatação calicinal central e periférica, parênquima renal, anomalias ureteral e anormalidades da bexiga ( 2) Todas essas descobertas são muito importantes por si mesmas. No entanto, a história natural, o diagnóstico, o acompanhamento, o tratamento e o prognóstico das doenças urinárias são significativamente diferentes entre si, dependendo da etiopatologia da hidronefrose.

      FIGURA 3

      Figura 3 . Classificação UTD para hidronefrose pós-natal.

      Essa classificação sugere o termo geral “dilatação do trato urinário” para indicar achados ultrassonográficos que incluem todas as dilatações ureteral e renal ( 2 ). É claro que a hidronefrose do tipo UPJ, hidroureteronefrose do tipo UVJ, refluxo vesicoureteral, patologias da bexiga (ureterocele, divertículo, etc.) e válvula uretral posterior causam hidronefrose de maneiras muito diferentes. Eles podem causar diferentes níveis e tipos de dano renal e prognóstico ( 1 , 4 , 5 ). Por exemplo, a hidronefrose Onen-3 (medula fina) devido a UPJHN pode ser seguida de forma não cirúrgica, enquanto um bebê com o mesmo grau de hidronefrose devido ao refluxo de grau 5 tem um risco muito maior de ITU, cicatriz renal e necessidade cirúrgica ( 1) Diferentes riscos de deterioração renal ocorrem dependendo do mecanismo de hidronefrose. Portanto, a classificação UTD pode resultar em confusão significativa e enganar na determinação da gravidade da hidronefrose ( 1 ).

      Desvantagens / limitações da classificação UTD

      • Cálices centrais e periféricos: é muito dependente do operador diferenciar a dilatação dos cálices periféricos (menores) daqueles dos cálices centrais (maiores) devido a uma alta discrepância dentro e entre avaliadores para a interpretação dos dois tipos de dilatação dos cálculos ( 26 , 27 ). Portanto, é subjetivo e confuso e é muito difícil diferenciá-lo ( 1 , 4 ).

      • UTD-P3: Como o SFU, representa um afinamento mínimo do parênquima medular (por exemplo, 6 mm) e um afinamento grave do parênquima cortical (por exemplo, 2 mm) e rins hidronefróticos semelhantes a cistos no mesmo grau ( 2 ). A ampla definição de UTD-P3 falha em demonstrar com precisão a gravidade da hidronefrose e, portanto, engana significativamente o tratamento imediato. Não sugere quem precisa de tratamento cirúrgico e quem pode ser acompanhado com segurança no não operatório. O primeiro exemplo (medula fina) pode ser seguido com segurança não operativamente, enquanto o segundo (córtex delgado) claramente precisa de cirurgia. Esta definição ampla torna o prognóstico difícil de prever em casos de UPJHN ( 1 , 4 – 6 , 8 , 1128 ).

      Sistema de classificação Onen

      Este sistema de classificação foi desenvolvido para UPJHN pré-natal e pós-natal ( Figura 4 ). É apropriado e aplicável tanto para fetos quanto para crianças, o que padroniza a linguagem dos ultrassonografistas, médicos, método de avaliação e medição dos rins. O sistema de classificação Onen é terminologicamente simples e claro. Portanto, todas as disciplinas, incluindo radiologia, perinatologia, nefrologia pediátrica e urologia pediátrica, podem ser facilmente utilizadas não apenas para a prática clínica, mas também para pesquisas futuras.

      FIGURA 4

      Figura 4 . Sistema de graduação de hidronefrose Onen para UPJHN pré-natal e pós-natal.

      O sistema de graduação Onen tem objetivos padronizados baseados em evidências e parâmetros reproduzíveis ( 4 ). Inclui duas categorias de alterações renais. A primeira é a dilatação do sistema pélvico-cicatricial; a segunda categoria mais importante é a qualidade do parênquima renal (espessura e aparência) ( 1 ). Este sistema de graduação divide o afinamento do parênquima renal em dois graus: afinamento medular e afinamento cortical. Além disso, o aparecimento do parênquima (ecogenicidade, cistos corticais, diferenciação corticomedular), que é sugestivo de lesão renal, também é levado em consideração neste sistema de graduação.

      Foi proposto com base em uma estreita associação bem conhecida entre a gravidade da hidronefrose e o prognóstico; a deterioração renal pode ocorrer em hidronefrose grave não tratada em tempo hábil e prontamente ( 1 , 4 – 6 , 8 , 11 , 23 , 29 , 30 ). Este sistema de classificação é benéfico para determinar o possível risco de dano renal, necessidade cirúrgica e prognóstico em bebês com UPJHN. Portanto, tais casos podem ser seguidos com segurança com base neste sistema de classificação. Porque determina claramente os bebês que podem ser acompanhados apenas com ultrassom, que precisam de cintilografia renal e que precisam de cirurgia.

      Nosso tratamento e protocolo de acompanhamento para UPJHN com base no sistema de graduação Onen

      • Os casos de UPJHN Onen-1 não precisam de avaliação invasiva nem de tratamento cirúrgico ou antibiótico devido à sua natureza benigna; tudo o que eles precisam é de acompanhamento apenas com ultrassom ( Figura 5 ). Uma ultrassonografia urinária detalhada nos 1-3 meses pós-natal, 1 ano e 2 anos de idade é suficiente. Se o Onen-1 não aumentar ou resolver, o acompanhamento pode ser interrompido.

      • Os casos de UPJHN Onen-2 não precisam de avaliação invasiva nem de antibióticos devido à sua natureza benigna; tudo o que eles precisam é de acompanhamento apenas com ultrassom. No entanto, cerca de 10% dessas crianças pioram e precisam de pieloplastia durante o acompanhamento. Portanto, eles podem ser seguidos com ultrassom comparando mais de perto aqueles da hidronefrose do Onen-1. Uma ultrassonografia urinária detalhada no 1–3–6º mês pós-natal e a cada 6 meses até os 3 anos de idade é suficiente. Se Onen-2 diminuir para Onen-1 ou resolver, o acompanhamento pode ser interrompido. Se o Onen-2 persistir, um ultrassom pode ser visto anualmente até os 5 anos de idade e, então, o acompanhamento pode ser interrompido com a informação dos pacientes sobre sintomas como dor ou ITU.

      • Pacientes com Onen-3 UPJHN (medula fina, PK = 3–7 mm) precisam de acompanhamento rigoroso, incluindo cintilografia renal, porque cerca de um terço dessas crianças precisam de pieloplastia durante o acompanhamento. Uma ultrassonografia urinária detalhada no primeiro mês pós-natal, a cada 3 meses até os 2 anos de idade e a cada 6 meses até os 3 anos de idade é razoável. Se o Onen-3 assintomático persistir até os 3 anos de idade com função renal normal, uma de duas maneiras pode ser discutida com a família; um está continuando o acompanhamento invasivo até a idade adulta, o outro está realizando uma pieloplastia com alto sucesso e, assim, evitando o acompanhamento invasivo de longa vida e antibióticos profiláticos ( 1 , 5) Se Onen-3 for diagnosticado, fazemos uma varredura renal. Se a função e a aparência (na ultrassonografia) do rim ipsilateral, bem como do rim contralateral, forem normais, nós os acompanhamos e vemos outra ultrassonografia em 3 meses. Se o Onen-3 diminuir ou estabilizar, veremos o paciente nos próximos 3 meses; no entanto, se Onen-3 piorar, realizamos uma segunda cintilografia renal para verificar a função renal. Se a função for inferior a 35 ou diminuir em> 10 unidades, realizamos a pieloplastia. Se o Onen-3 for diagnosticado com função renal abaixo dos 35 anos, examinaremos as imagens da varredura em detalhes. Se acreditarmos que a diminuição da função renal está correta e o motivo da diminuição da função é UPJHN, decidimos fazer a cirurgia porque não utilizamos a curva de washout como critério de tratamento. Por outro lado, se houver liberação normal da pelve e bom washout,

      • Pacientes Onen-4 UPJHN (córtex fino, PK < 3 mm, sem diferenciação corticomedular) precisam de correção cirúrgica após um curto período de acompanhamento (1-3 meses). A função renal não pode ser avaliada de forma objetiva e precisa com a gravidade da hidronefrose. É particularmente verdadeiro para uma vez bilateral ( 1 , 4 – 6 , 11 , 30 ). O dano renal permanente progressivo é inevitável quando a cirurgia é retardada nesses casos ( 1 , 4 – 6 , 31 ). Por outro lado, a correção cirúrgica imediata e oportuna promete melhorar a função renal diminuída nesses casos graves ( 14 – 6 , 11 , 30 – 32 ). Quando vemos um recém-nascido com Onen-4, realizamos um ultrassom em 1 semana de vida e, em seguida, um segundo ultrassom com MAG3 1 mês depois. De acordo com os resultados desses dois exames, decidimos fazer a cirurgia ou segui-los conservadoramente por mais um mês.

      FIGURA 5

      Figura 5 . Protocolo de tratamento e acompanhamento para UPJHN baseado no sistema de graduação Onen.

      Indicações cirúrgicas para hidronefrose grave associada a anomalias UPJ com base em sistemas de classificação

      Na literatura, uma decisão cirúrgica para UPJHN foi tomada com base no aumento da hidronefrose na ultrassonografia em 70% dos casos, aumento da hidronefrose na ultrassonografia, diminuição da função renal na cintilografia em 15%, diminuição da função renal na cintilografia em 10 %, e presença de sintomas em 5% dos casos de UPJHN ( 1 ). No geral, uma decisão cirúrgica foi tomada com base nos achados da ultrassonografia em 85% dos casos. Essa taxa aumentará até mesmo se os achados falso-positivos e enganosos (hidratação, imobilização, cateterização, posição, etc.) da cintilografia renal forem levados em consideração e se ninguém usar problemas de drenagem como indicação cirúrgica. Portanto, a determinação correta da gravidade da hidronefrose é crucial para bebês associados com UPJHN.

      Indicações cirúrgicas para UPJHN com base na diretriz de 2019 da EAU e ESPU

      Com base nas Diretrizes da EAU e ESPU 2019 sobre urologia pediátrica, as indicações cirúrgicas para UPJHN são função renal prejudicada (<40%), diminuição significativa da função renal (> 10%) em exames de controle, drenagem deficiente após injeção de furosemida, aumento do diâmetro AP e SFU -III / IV ( 33 ). Todas essas indicações são problemáticas:

      • Função renal prejudicada (<40%) ou diminuição da função renal de> 10% pode ser uma indicação cirúrgica com pelo menos a presença de Onen-3 ou 4 (parênquima fino) UPJHN. No entanto, em crianças com dilatação calicinal (Onen-2) sozinho, a razão da função prejudicada pode ser que uma etiologia diferente de UPJHN ou a função prejudicada pode na verdade ser falso positivo.

      • A função de drenagem deficiente após a administração de furosemida por si só nunca deve ser usada como indicação cirúrgica. Isso ocorre porque a drenagem é pobre, mesmo em casos de UPJHN com apenas dilatação calicinal (Onen-2).

      • Um diâmetro AP aumentado no ultrassom por si só nunca deve ser usado como indicação cirúrgica. É muito discutível. Qual é o grau de aumento do diâmetro AP? Quantos mm ou porcentagem é o aumento no diâmetro AP? Em que local da pelve renal é medido o diâmetro AP?

      • SFU-3 representa apenas dilatação calicinal com o parênquima renal normal que nunca deve ser usado como indicação cirúrgica por si só.

      • SFU-4 representa qualquer grau de afinamento do parênquima renal. A ampla definição de SFU-4 falha em demonstrar com precisão a gravidade da hidronefrose e, portanto, engana significativamente o tratamento imediato. Aqueles com afinamento cortical definitivamente precisarão de cirurgia, enquanto o afinamento medular por si só (com função renal normal) não precisa de cirurgia.

      Indicações cirúrgicas para UPJHN com base no índice de gravidade da hidronefrose (HSS)

      Foi desenvolvido para determinar a previsibilidade da pieloplastia com base nos achados de ultrassom e renograma diurético ( 34 ). O problema crucial e a desvantagem do HSS é que ele depende do renograma diurético e de sua curva. Como todos sabemos, a cintilografia renal é muito afetada pela hidratação, cateterismo vesical, posição, imobilização, função do rim afetado, lateralidade (bilateral), tempo de diurético e experiência do operador ( 35 – 38 ).

      Indicações cirúrgicas para UPJHN com base no Pyeloplasty Prediction Score (PPS)

      Um estudo recente sugeriu um escore de predição de pieloplastia (PPS) usando três parâmetros de ultrassom para determinar quem precisa de cirurgia e quem não precisa em bebês com hidronefrose tipo UPJ ( 39 ). Eles recomendam uma combinação de grau de SFU (A), diâmetro AP transversal (B) e a diferença percentual absoluta dos comprimentos renais ipsilaterais e contralaterais na linha de base (C) para prever um critério de necessidade cirúrgica. Este estudo sugere que qualquer criança com hidronefrose semelhante a UPJO com um PPS de 8 ou superior tem 8 vezes mais probabilidade de se submeter a pieloplastia ( 39) Infelizmente, nenhum desses parâmetros é ideal para uso devido a muitas desvantagens e / ou limitações, conforme descrito nesta revisão em detalhes. Achamos que, quando colocamos parâmetros problemáticos juntos, é difícil obter um resultado benéfico correto deles. Além disso, a lateralidade (comprimento normal direito e esquerdo é diferente), hidronefrose contralateral ou bilateral, atrofia ipsilateral ou hipertrofia contralateral altera significativamente os resultados do escore de predição de pieloplastia (A + B + C). A porcentagem absoluta (C) seria baixa quando há um crescimento compensatório contralateral ou uma atrofia no rim ipsilateral que perderá a gravidade da hidronefrose. Além disso, como seria um critério objetivo nos casos bilaterais? Qualquer um desses parâmetros pode alterar a porcentagem (C) de 5 a 20%,

      Nossas indicações cirúrgicas para UPJHN com base no sistema de classificação Onen

      • Onen-4 (córtex fino) (<3 mm)

      • Onen-3 (medula fina) (3-7 mm) mais

      • Presença de sintomas (ITU, dor, pedra) ou

      •> 20% de crescimento compensatório no rim contralateral ou

      •> diminuição de 10 unidades na função renal ou

      • Função renal <35%.

      Discussão

      Embora existam muitos estudos na literatura, as indicações para diagnósticos invasivos e cirurgia em bebês com UPJHN primária assintomática são um desafio contínuo, e não há consenso entre as diferentes disciplinas ( 1 , 40 ). A decisão cirúrgica de tais pacientes é feita principalmente com base nos achados ultrassonográficos da literatura devido à invasividade e alta previsibilidade negativa dos exames renais em lactentes.

      O ponto crucial para um diagnóstico imediato, abordagem terapêutica ideal e acompanhamento de tais pacientes é a gravidade da hidronefrose. Muitos sistemas de classificação de hidronefrose como diâmetro AP, SFU, radiologia, UTD e Onen foram desenvolvidos para avaliar a gravidade da hidronefrose em bebês ( 1 , 2 , 4 , 7 , 9 , 18 , 23 , 40 – 42 ) ( Figura 6 ).

      FIGURA 6

      Figura 6 . Comparação de sistemas de graduação de hidronefrose.

      Embora alguns autores tenham proposto valores de corte para o diâmetro ântero-posterior da pelve renal, não existe um valor de limiar simples do diâmetro AP que separa a dilatação não obstrutiva da dilatação obstrutiva do rim ( 43 ). O diâmetro AP é um parâmetro muito dinâmico e é afetado por muitos fatores ( 1 , 10 – 12 , 18 , 19 ). Sua medição é muito variável e enganosa devido às diferentes configurações pélvicas renais ( 1 , 4 , 10 ). Portanto, o uso de diâmetros AP tem certas desvantagens e limitações. Não demonstra prontamente o grau de hidronefrose ( 1 ,2 , 4 – 6 , 11 , 43 ). Na literatura, não há estudo que determine a reprodutibilidade intraobservador e interobservador da medida do diâmetro do PA. Além disso, o diâmetro AP não leva em consideração a dilatação calcária ou a qualidade do parênquima, o que pode sugerir casos graves de obstrução ( 1 , 4 , 12 , 43 ).

      O sistema de graduação de radiologia tem os mesmos graus 1, 2 e 3 que o sistema de graduação SFU com adição do diâmetro AP para esses 3 grupos ( 7 , 9 ). Como discutimos acima em detalhes, o diâmetro AP não deve ser um parâmetro na determinação da gravidade da hidronefrose por muitas razões significativas. Este sistema de classificação divide a perda de parênquima em dois graus diferentes, sugerindo a importância do parênquima renal para determinar a gravidade da hidronefrose, que tem uma ideia um pouco semelhante à do sistema de classificação de hidronefrose de Onen ( 1 , 4 , 7 ). A hidronefrose de grau 4 de radiologia representa perda parenquimatosa leve, enquanto o grau 5 representa perda de parênquima grave ( 7) No entanto, é dependente do operador, não é decisivo e não diferencia os graus 4 e 5 claramente. Portanto, a confiabilidade entre e intraexaminadores é baixa.

      O sistema de classificação SFU tem muitas desvantagens e limitações. Todas as notas são problemáticas e subjetivas. Ambos SFU-1 e SFU-2a representam diferentes graus de dilatação pélvica renal. Portanto, é confuso e é muito difícil diferenciar entre si ( 1 , 2 , 4 ). Além disso, o acompanhamento, o tratamento e o prognóstico desses dois graus são semelhantes; todos eles se resolvem espontaneamente sem dano renal ( 1 , 2 , 4 , 11 , 20) Eles devem estar no mesmo grau de hidronefrose. Ambos SFU-2b e SFU-3 representam diferentes graus de dilatação calicinal (maior vs. menor). Portanto, é subjetivo, confuso e muito difícil de se diferenciar ( 1 , 4 ). Pode ser influenciado pelo examinador ( 22 ). Tem uma confiabilidade interobservador modesta. Embora SFU-3 represente apenas a dilatação calicinal, as imagens para SFU-3 mostram claramente um afinamento medular severo. Isso causa confusão significativa entre os médicos e radiologistas ( 1 , 4 ). Altos graus de SFU representam várias características, tornando o prognóstico difícil de prever ( 1 , 4 , 8 , 1128 ). É subjetivo e pode ser influenciado pelo examinador ( 22 ). Tem uma confiabilidade interobservador modesta ( 43 ).

      A classificação UTD-P parece ser parcialmente modificada do sistema de graduação SFU e Onen ( 4 , 9 ). UTD-P1 e 2 foram modificados do sistema de classificação Onen (Onen-1 e 2) ( 4 ) enquanto UTD-P3 foi modificado do sistema de classificação SFU (SFU-4) ( 9 ). Esta classificação inclui 3 grupos de risco diferentes: grupos de baixo risco (UTD-P1), risco intermediário (UTD-P2) e alto risco (UTD-P3) ( 2 , 29) Nenhum desses grupos de risco é o padrão ouro para todos os pacientes. Diâmetro AP> 15 mm, dilatação calicinal periférica e ureter dilatado representam risco intermediário (UTD-P2). Por exemplo, o refluxo intra-renal bilateral de grau 4 apresenta exatamente esses achados. No entanto, todos sabemos que isso não representa risco intermediário. Deve estar no grupo de alto risco devido ao fato de que a maioria desses pacientes desenvolve dano renal significativo e surto de ITU com febre. Existem muitos exemplos semelhantes sugerindo que essa pontuação de risco não é o padrão para todos esses pacientes. A confiabilidade entre e dentro dos avaliadores é moderada para esta classificação ( 26 , 27 ).

      Existe uma variabilidade significativa dentro e entre avaliadores em SFU, graduação de radiologia e classificação UTD. Isso ocorre porque é significativamente dependente do operador para diferenciar a dilatação dos cálices periféricos (menores) daqueles dos cálices centrais (maiores), devido a uma grande discrepância entre avaliadores para a interpretação dos dois tipos de dilatação dos cálculos ( 26 , 27 ). Portanto, a confiabilidade do escore UTD foi considerada baixa ( 26 , 27 ). É exatamente o mesmo para SFU-2b e SFU-3, bem como graus de radiologia 2 e 3 ( 1 , 4 , 7 , 9 , 26 , 27) Os cálices centrais (maiores) são mais ou menos como um pescoço entre a pelve renal e os cálices periféricos (menores). Na verdade, os verdadeiros cálices são periféricos. Portanto, em nossa opinião, a dilatação calcária exata deve ser aceita como dilatação calcária periférica (menor). É porque é uma dilatação significativa que é claramente diferente da dilatação pélvica renal e é bem visualizada e não há grande discrepância entre avaliadores para interpretação ( 1 , 4 ). Ao contrário da classificação SFU, radiologia e UTD, o sistema de graduação de Onen não difere a dilatação calicinal central e periférica.

      SFU-4 e UTD-P3 representam o mesmo grau de hidronefrose. Ambos representam qualquer tipo de afinamento do parênquima renal (medula ou córtex), o que representa uma faixa considerável de gravidade da hidronefrose ( 2 , 9 ). Esta ampla definição de SFU-4 e UTD-P3 falha em demonstrar com precisão a gravidade da hidronefrose e, portanto, engana significativamente o tratamento imediato. Eles não sugerem quem precisa de tratamento cirúrgico e quem pode ser seguido com segurança no não operatório em bebês com UPJHN grave ( 1 , 2 , 4 – 6 , 11 ). Além disso, esses dois graus tornam o prognóstico difícil de prever em casos de UPJHN ( 1 , 4 , 828 ).

      O sistema de graduação de hidronefrose Onen que foi atualizado em 2016 determinou achados detalhados específicos de dano renal significativo, que claramente mostrou e sugeriu quem pode ser tratado com segurança de forma conservadora de quem precisará de intervenção cirúrgica para UPJHN ( 1 ). A confiabilidade intraexaminador da graduação de Onen é maior do que a de SFU ( 2 , 20 ). Este sistema de graduação mostrou ter boas concordâncias inter e intraobservador no diagnóstico e acompanhamento da hidronefrose em crianças ( 20 ). A concordância intra-observador para o diagnóstico de hidronefrose na ultrassonografia pré-natal mostrou recentemente uma concordância quase perfeita no sistema de graduação de Onen ( 22 ).

      O sistema de graduação Onen tem sensibilidade de 100%, especificidade de 76% e acurácia de 86,4% ( 21 ). Em um estudo recente, todas as unidades que tinham Onen-1 e 2 não estavam obstruídas e tinham função renal> 40%, enquanto Onen grau 4 tinha 100% de especificidade, o que significa que prevê de forma consistente dano renal devido à obstrução, quando presente ( 1 , 21 ) Portanto, a varredura renal é necessária apenas para pacientes Onen-3; assim, a cintilografia renal pode ser evitada em mais de dois terços dos casos ( 1 , 21 ).

      O sistema de graduação de Onen atualizado não apenas usa a qualidade do parênquima renal, mas também leva em consideração o tamanho do rim afetado e contralateral, incluindo comprimento longitudinal e atrofia ( 1 ). Considerando a perda parenquimatosa, o SFU e o UTD são iguais, diferindo do sistema de graduação de Onen que o estratifica em perda cortical e medular, que se mostrou claramente mais preciso ( 1 , 21 ). Estudos recentes mostraram que os pacientes com Onen-3 tinham melhor função renal do que Onen-4, provando que essa diferença é relevante para a escolha deste sistema de graduação para crianças ( 1 , 4 , 5 , 11 , 21) Bienias e Sikora mostraram que 21/25 (84%) crianças com Onen graus 3 e 4 desenvolveram nefropatia obstrutiva com função relativa prejudicada de 15 a 35% ( 44 ). Se o estudo separasse o Onen-3 do 4, quase 100% do Onen-4 teria mostrado dano renal significativo quando não fosse submetido à cirurgia. Pacientes com Onen grau 4 apresentaram especificidade de 100%, enquanto aqueles com perda de parênquima não especificada (SFU-4, UTD-3) tiveram especificidade de apenas 76% em relação à obstrução ( 21 ). Portanto, dividir SFU-4 ou UTD-P3 em Onen grau 3 (medula fina) e Onen-4 (córtex delgado) fornece informações importantes e valiosas no acompanhamento e prognóstico de hidronefrose de alto grau ( 1 , 4 , 8 , 11 ,21 , 28 ).

      O grau de hidronefrose DRF e SFU não reflete corretamente a lesão renal em UPJO bilateral; entretanto, o grau de hidronefrose de Onen mostra uma relação significativa com o grau histopatológico renal e pode ser um indicador de lesão renal em UPJO ( 45 ). O sistema de graduação Onen é mais relevante para o prognóstico pós-natal de hidronefrose fetal em comparação com a classificação SFU e UTD ( 1 , 4 , 5 , 11 ). Foi demonstrado anteriormente que o sistema de graduação Onen determina a gravidade de UPJHN melhor e torna o acompanhamento mais prático em comparação com SFU e UTD ( 1 , 11) É confiável e facilmente reproduzível e desempenha um papel importante no diagnóstico de obstrução em crianças ( 1 , 21 ). Portanto, o uso e a popularidade desse sistema de classificação estão aumentando em todo o mundo ( 20 – 22 , 45 ).

      Em resumo, nem o diâmetro AP nem a radiologia ou SFU ou UTD é o padrão ouro na determinação da gravidade da hidronefrose. Eles se mostraram inadequados para padronização devido aos critérios de avaliação ( 1 , 4 , 21 ). Todos esses sistemas de classificação são baseados em parâmetros subjetivos e são afetados por muitos fatores ( 1 , 2 , 4 – 7 , 11 , 25 ). Eles não determinam a gravidade exata do UPJHN e, portanto, causam dano renal permanente devido ao atraso na decisão cirúrgica em alguns bebês, enquanto causam cirurgia desnecessária em outros. Além disso, eles tornam o prognóstico difícil em casos de UPJHN ( 1 ,4 , 8 , 11 , 28 ).

      As 4 estruturas especiais do rim (pelve, cálices, medula, córtex), cada uma com diferentes propriedades anatomofisiológicas, devem ser levadas em consideração na determinação da gravidade da hidronefrose. Isso ocorre porque cada um produz riscos diferentes de dano renal. O sistema de graduação de hidronefrose Onen atualizado foi desenvolvido com base nesta evidência básica. Portanto, ele resolveu todas as desvantagens de outros sistemas de classificação. É uma graduação precisa e facilmente reproduzível que tem alta sensibilidade e especificidade para diagnóstico de obstrução, acompanhamento, tratamento imediato (necessidade cirúrgica) e prognóstico de bebês com UPJHN ( 1 , 4 – 6 , 11 , 21 ).

      Independentemente do tipo de sistemas de graduação de hidronefrose, o diâmetro AP e a dilatação calicinal por si só são parâmetros insuficientes para determinar a gravidade da hidronefrose. A qualidade do parênquima renal (espessura e aparência), que é o parâmetro crucial paralelo à função e dano renal, deve ser levada em consideração na determinação da gravidade da hidronefrose. Isso ocorre porque é um parâmetro importante que sugere de forma significativa e objetiva quem precisa de diagnóstico invasivo e cirurgia, ao mesmo tempo que fornece informações sobre o prognóstico clínico de lactentes associados com UPJHN.

      Contribuições do autor

      O autor confirma ser o único contribuidor deste trabalho e aprovou sua publicação.

      Conflito de interesses

      O autor declara que a pesquisa foi realizada na ausência de quaisquer relações comerciais ou financeiras que pudessem ser interpretadas como potencial conflito de interesses.

      Agradecimentos

      O autor gostaria de agradecer sinceramente ao Prof Steve Koff por melhorar minha visão sobre hidronefrose.

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      ARTIGO DE REVISÃO

      Frente. Pediatr., 04 de setembro de 2020 | https://doi.org/10.3389/fped.2020.00492

      Diagnóstico pré-natal e achados na hidronefrose do tipo junção ureteropélvica

      • Divisão de Perinatologia, Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, Faculdade de Medicina de Istambul, Universidade de Istambul, Istambul, Turquia

      O uso disseminado da ultrassonografia obstétrica aumentou a taxa de detecção de hidronefrose pré-natal. Embora a maioria dos casos de hidronefrose pré-natal seja transitória, um terço persiste e se torna clinicamente importante. O ultrassom tornou o diagnóstico diferencial possível até certo ponto. A hidronefrose do tipo junção ureteropélvica (UPJHN) é uma das causas mais comuns de hidronefrose fetal persistente e ocorre três vezes mais em fetos do sexo masculino. Geralmente é esporádico e unilateral. No entanto, quando os rins bilaterais estão envolvidos e se apresentam com hidronefrose grave, o prognóstico pode ser ruim. Os achados ultrassonográficos típicos da UPJHN são hidronefrose sem hidroureter. O tamanho e a aparência da bexiga fetal geralmente são normais, sem espessamento da parede da bexiga. Vários sistemas de classificação são desenvolvidos e cada vez mais usados ??para definir a gravidade da hidronefrose pré-natal e fornece muito mais informações sobre a previsão do prognóstico renal pós-natal. Se for detectada dilatação do trato urinário fetal; lateralidade, gravidade da hidronefrose, ecogenicidade dos rins, presença de dilatação do ureter devem ser avaliados. Devem ser avaliados o volume e esvaziamento da bexiga, o sexo do feto, o volume do líquido amniótico e a presença de malformações associadas. Particularmente, os sinais ultrassonográficos de displasia renal, como aumento da ecogenicidade do parênquima renal, adelgaçamento do córtex renal, presença de cistos corticais e oligoidrâmnio coexistente, devem ser observados. Infelizmente, não há um preditor confiável da função renal em casos de UPJHN. Os casos de hidronefrose unilateral sugerindo UPJHN são geralmente acompanhados de forma conservadora. No entanto, os casos com envolvimento bilateral ainda são de difícil manejo. O momento do parto também é controverso.

      Conceitos chave

      • UPJHN é a causa mais comum de hidronefrose pré-natal persistente. Geralmente é unilateral e três vezes mais em fetos do sexo masculino.

      • UPJHN pode ser bilateral de 10–30% e deve ser tratada com cautela para a deterioração das funções renais.

      • Em todos os casos com UPJHN pré-natal, diâmetro da pelve renal AP, a presença e localização de dilatação do cálice, características do parênquima renal, presença de urinoma e oligoidrâmnio devem ser avaliadas.

      • Os pacientes do grupo de alto risco devem ser monitorados durante o período pré-natal com um intervalo de 2–4 semanas; no entanto, o monitoramento do paciente deve ser personalizado de acordo com os outros achados negativos.

      • Quando UPJHN é detectado durante o período pré-natal, consultar urologistas pediátricos antes do parto pode contribuir com os planos de gerenciamento pós-natal.

      Introdução

      A hidronefrose congênita é uma das anomalias mais comuns encontradas na avaliação ultrassonográfica pré-natal. É observada em 1–4% de todas as gestações ( 1 , 2 ).

      A avaliação do sistema urinário pré-natal deve seguir, preferencialmente, uma seqüência anatômica para identificar a causa da dilatação. Portanto, o exame do sistema urinário no período pré-natal deve demonstrar a posição dos rins bilaterais, dilatação da pelve renal e presença de dilatação do cálice (central e periférica), ecogenicidade do parênquima renal, ambos os ureteres, tamanho da bexiga e espessura da parede e anatomia do externo genitália.

      A detecção de malformações do sistema urinário está relacionada à semana de gestação em que o rastreamento foi realizado. O sistema urinário é geralmente avaliado com 19–21 semanas de gestação, e a hidronefrose de início tardio geralmente é perdida durante esse período. Portanto, anomalias do sistema urinário são frequentemente identificadas no terceiro trimestre até uma taxa de 5% ( 3 ).

      Avaliação do sistema urinário com ultrassom pré-natal

      O exame do sistema urinário na ultrassonografia fetal começa com a identificação da presença de rins e bexiga. De 11 a 12 semanas de gestação, os rins fetais podem ser visualizados por ultrassonografia transvaginal como estruturas hiperecogênicas ( 4 ) ( Figura 1a ). Os rins fetais são fotografados no abdômen em ambos os lados da coluna vertebral nos planos axial, longitudinal e coronal ( Figuras 1b-d ). Os rins aparecem como duas estruturas paravertebrais redondas em vistas axiais e a pelve renal orientada em direção à linha média ( Figura 1b ). A aparência do rim normal é semelhante à de um feijão nos planos longitudinal e coronal. No plano coronal, ambos os rins podem ser visualizados na mesma seção e podem ser comparados entre si ( Figura 1d) O tamanho dos rins pode ser avaliado medindo o comprimento renal e comparando-o com gráficos normais. Os rins normais têm a mesma ecogenicidade com fígado e baço ( Figura 1c ). Quando a ecogenicidade do rim é maior do que do baço ou do fígado, é considerada hiperecogênica. O córtex e a medula dos rins também se tornam diferenciáveis ??em fetos com mais de 18 semanas e a diferença torna-se mais significativa no terceiro trimestre ( Figuras 1c, d , 2c ). O córtex renal é ligeiramente ecogênico na periferia da medula. As glândulas adrenais estão localizadas cranialmente aos rins como estruturas mais hipoecogênicas ( Figuras 1c , 2d ).

      FIGURA 1

      Figura 1 . Em (a) , rins de um feto de 12 semanas. A melhor visualização dos rins (setas brancas em negrito) pode ser obtida no plano coronal com ultrassom transvaginal nesta idade gestacional. (b) A ultrassonografia transabdominal mostra a aparência normal de ambos os rins no plano axial em 20 + 6 semanas de gestação. Os rins estão localizados em ambos os lados da vértebra e da pelve renal (pontas de setas brancas) orientados em direção à linha média. (c) Plano longitudinal, a ecogenicidade do rim é comparável à do fígado (*). A glândula adrenal hipoecóica (?) está localizada cranial ao rim. A diferenciação cortico-medular (divisa branca) pode ser notada. (d)O plano coronal mostra dois rins semelhantes a feijões na mesma seção. Este plano é útil para comparar os rins. A diferenciação corticomedular pode ser notada facilmente no plano coronal.

      FIGURA 2

      Figura 2. (a) , aspecto normal da bexiga fetal (asterisco branco) na pelve entre os dois vasos umbilicais. (b) O aparecimento de rins nas 22 semanas com diâmetro moderado da pelve renal. O diâmetro ântero-posterior (DAP) da pelve renal deve ser medido no plano axial, melhor se o feto estiver na posição dorso-anterior. (c) Observe a diferenciação corticomedular em um rim fetal de aparência normal. Em (d) , a seta branca representa a glândula surrenal deitada sobre o kideny, mostrada como medula ecogênica e córtex hipoecogênico.

      Após avaliação da localização de ambos os rins, características do parênquima, deve ser feita a avaliação da dilatação (pelviectasia) da pelve renal. A partir do início do segundo trimestre, a pelve renal torna-se detectável e os rins geralmente perdem sua aparência hiperecogênica anterior. A pelve renal sempre aparece como uma área sonolucente na medial dos rins ( Figura 1b ). A pelviectasia ou hidronefrose é avaliada nos cortes dos planos transversos abdominais fetais, por meio da medida do diâmetro ântero-posterior (DAP) da pelve renal, onde possível o dorso fetal fica perpendicular à sonda ( Figura 2a ). A dilatação da pelve renal pode diferir por semana gestacional, hidratação materna ou distensão da bexiga ( 5 – 7)

      A bexiga pode ser visualizada na pelve fetal a partir da 10ª semana de gravidez, porém a partir da 12ª semana na pelve deve ser visível como uma estrutura cística sonolucente entre os dois vasos umbilicais ( Figura 2b ). A posição ideal para medir a espessura da parede da bexiga é próximo às artérias umbilicais no plano axial da região pélvica fetal. A espessura da parede da bexiga não excede 2 mm no período pré-natal, independentemente da semana gestacional ( 8 , 9) A bexiga fetal é esvaziada e reabastecida a cada 25-30 minutos durante o segundo e terceiro trimestres. Embora gráficos de nomograma para verificar o tamanho da bexiga possam ser usados, a avaliação subjetiva geralmente fornece informações satisfatórias. Ureteres e uretra não são estruturas tipicamente visíveis no período pré-natal. Essas estruturas podem ser visualizadas quando dilatadas em caso de obstrução da saída da bexiga ou refluxo vesicoureteral.

      A urina fetal é a principal fonte de líquido amniótico após 14–16 semanas de gestação. O volume normal de líquido amniótico não é apenas o preditor da função renal normal, mas também necessário para o desenvolvimento adequado dos pulmões fetais. Portanto, a avaliação do sistema urinário também deve incluir a avaliação do volume do líquido amniótico.

      Para resumir, quando a hidronefrose pré-natal (ANH) é diagnosticada, os seguintes parâmetros devem ser examinados em uma determinada ordem por ultrassom:

      – Gravidade e evolução da hidronefrose: à medida que o DPA aumenta, aumenta a possibilidade de anomalias congênitas do sistema urinário concomitantes. A presença de dilatação do cálice e envolvimento de cálices centrais ou periféricos devem ser avaliados. A repetição dos exames de ultrassom no segundo e terceiro trimestres orientará para determinar o prognóstico neonatal. Na presença de pelviectasia grave, a necessidade de intervenção cirúrgica pode aumentar significativamente no período neonatal ( 10 ).

      – Lateralidade: como, por exemplo, se UPJHN for bilateral, o risco de anomalias renais congênitas adicionais e comprometimento da função renal é aumentado.

      – Aparência parenquimatosa: um córtex renal ecogênico sugere alteração anormal do parênquima renal. A presença de afinamento do parênquima ou cisto cortical está associada ao comprometimento da função renal. Essas alterações são frequentemente observadas como consequência de UPJHN e outras obstruções do trato urinário inferior, como válvula uretral posterior (PUV) ou RVU.

      – Urinoma / ascite urinária: Urinoma é um pseudocisto paranéfrico encapsulado confinado à fáscia de Gerota. Freqüentemente, se desenvolve de forma secundária a patologias obstrutivas. Embora raro, ele coexiste com rim displásico não funcional do mesmo lado em 80% dos casos ( 11 ). A ascite urinária se desenvolve em casos de obstrução do trato urinário inferior após ruptura espontânea ou iatrogênica do rim ou da bexiga.

      – Ureter: dilatação do ureter não é observada com UPJHN. Está tipicamente associada a obstruções distais à junção ureteropélvica, como PUV e outras obstruções infravesicais ou refluxo vesico-ureteral (RVU) ( Figuras 4a, b ).

      – Bexiga / ureterocele: tamanho, aparência e espessura da parede da bexiga são normais na UPJHN. Se for detectado aumento da espessura da parede da bexiga e trabeculação, obstrução distal ao colo da bexiga (PUV) deve ser considerada ( Figuras 4a, b ). Ureterocele é uma dilatação cística do ureter detectada dentro da bexiga. Geralmente é visto com duplicação das anomalias do sistema coletor, secundárias a ureteres distendidos.

      – Volume de líquido amniótico: a oligoidramniose se desenvolve após diminuição da produção de urina devido à obstrução do trato urinário ou diminuição da produção de urina como resultado de função renal prejudicada. Geralmente é um preditor de mau prognóstico e implica em doença renal grave, em que ambos os rins são afetados.

      Avaliação do diâmetro anteroposterior da pelve (DPA) e classificação

      A hidronefrose fetal é geralmente detectada por ultrassom no segundo trimestre e definida como uma medida do diâmetro da pelve renal acima de ?4 mm. Com o decorrer da semana gestacional, a definição dos valores de limiar para dilatação da pelve renal aumenta no período pré-natal ( 7 ) ( Tabela 1 ). Uma medida ? 3 mm é considerada normal em todas as semanas de gestação ( 12 ). A hidronefrose leve (APD 4–10 mm) pode ser um achado transitório ou raramente associada a anormalidades renais ou cromossômicas. A dilatação mais grave aumenta o risco de anomalias congênitas do rim e do trato urinário (CAKUT). Nguyen et al. relataram que 50-70% das dilatações do sistema urinário detectadas no período pré-natal são temporárias ( 7) A determinação de valores limites específicos para cada trimestre da gravidez é importante para a frequência, acompanhamento e tratamento da pelviectasia tanto no período pré-natal quanto pós-natal. Entre os casos de pelviectasia leve pré-natal, apenas uma pequena proporção apresenta um problema sério no período pós-natal. A patologia renal é confirmada no período pós-natal em 12–14% dos casos leves, 45% dos moderados e 90% dos casos de pelviectasia grave detectados no segundo e terceiro trimestres da gravidez ( 13 ). A presença de dilatação do cálice e a identificação da ecogenicidade do parênquima é importante para a previsão de casos de HNA clinicamente significativos ( 14) Quando a dilatação do cálice (pelvicaliectasia) acompanha a dilatação da pelve renal, a localização também deve ser definida como central ou periférica. Isso é importante para a classificação e previsão do prognóstico.

      TABELA 1

      Tabela 1 . Estágio da hidronefrose pré-natal (ANH) com base na DPA da pelve renal em relação à idade gestacional.

      A fim de planejar o acompanhamento pós-natal, vários sistemas de classificação da dilatação do trato urinário (DU) foram propostos com base nos achados ultrassonográficos. Os sistemas de classificação mais comumente usados ??são o Sistema de Classificação de Hidronefrose da Sociedade de Urologia Fetal (SFU) e o Sistema de Classificação de Dilatação do Trato Urinário (UTD) ( 1 , 7 ). O sistema SFU tem cinco graus (0–4) ( 7 ). Nesse sistema de classificação, a dilatação intra e extra-renal da pelve renal é definida subjetivamente. A dilatação dos cálices centrais e periféricos é avaliada e a espessura do parênquima é descrita subjetivamente ( Tabela 2 ).

      Tabela 2

      Tabela 2 . O sistema de classificação ultrassonográfica SFU para urologia fetal ( https://www.uab.edu/images/peduro/SFU ).

      No sistema de classificação UTD, a medida do diâmetro ântero-posterior da pelve renal, a presença de dilatação do cálice, a definição subjetiva da espessura do parênquima e a aparência do parênquima são especificadas. Dilatação dos ureteres, avaliação da bexiga (espessura da parede, ureterocele e uretra posterior dilatada) e presença de oligoidrâmnio também são considerados ( Tabela 3) (1). A diferença mais importante dessa classificação é a avaliação quantitativa do sistema urinário (1). Os pacientes são monitorados no período pré-natal, separando-os em grupos de baixo e alto risco de acordo com a gravidade das características determinadas na classificação UTD. À medida que o grau avança, a significância prognóstica aumenta no sistema UTD. Por exemplo, um feto com 9 mm de diâmetro AP da pelve renal com aumento da ecogenicidade dos rins é classificado no grupo de alto risco. O sistema UTD também pode ser usado para casos pós-natal. Esse sistema pode avaliar a hidronefrose pré e pós-natal simultaneamente, portanto, alguns estudos afirmam ser o sistema de classificação com maior correlação com os resultados neonatais ( 15 ).

      TABELA 3

      Tabela 3 . Sistema de classificação de dilatação do trato urinário.

      Um sistema de classificação alternativo para UPJHN primária foi proposto por Onen em 2007 ( 14) De acordo com o sistema de graduação de Onen (AGS), a dilatação pélvica isolada foi classificada como grau 1. Grau 2 é a presença de dilatação do cálice em adição à dilatação da pelve renal. O grau 3 inclui perda <50% do parênquima renal e o grau 4 tem perda parenquimatosa grave. AGS cobre essencialmente o período neonatal e é usado apenas para UPJHN primário. O uso do sistema de classificação AGS pode simplificar o acompanhamento e o plano de tratamento em pacientes pós-natal com UPJHN. No entanto, pode ser difícil avaliar o afinamento da medula e do córtex separadamente no feto, particularmente antes do terceiro trimestre, e esse sistema precisa ser estudado no período pré-natal para fazer uma declaração sobre isso. O sistema UTD é, na verdade, uma combinação da classificação APD e SFU e fornece mais informações para o diagnóstico. Mais estudos são necessários para serem realizados no período pré-natal para comparar os sistemas de classificação SFU, UTD e AGS para UPJHN. Uma comparação de todos os três sistemas de classificação e avaliação radiológica é demonstrada emTabela 4 ( 16 ).

      TABELA 4

      Tabela 4 . Sistemas de avaliação pré-natal e pós-natal usados ??na classificação UPJHN (Cortesia de Onen A, 2020, no prelo).

      Achados ultrassonográficos de Upjhn no período pré-natal

      A principal causa da hidronefrose é a obstrução em qualquer nível do sistema urinário. Algumas alterações obstrutivas podem se desenvolver muito cedo na vida fetal e podem causar patologia cístico-displásica no rim fetal. Portanto, o tempo inicial de obstrução e suas consequências são tão importantes quanto a gravidade da dilatação. UPJHN é a razão mais comum de ANH. Outras causas incluem refluxo vesico-ureteral, obstrução da junção uretero-vesical, válvula uretral posterior e outros incidentes raros ( 1 ). Cada um é causado por diferentes níveis de obstrução e carrega diferentes características ultrassonográficas. O diagnóstico pré-natal preciso não apenas fornecerá acompanhamento e intervenções pré-natais adequadas, mas também ajudará na preparação para o manejo pós-natal.

      A causa patológica mais comum de hidronefrose pré-natal UPJHN constitui 10-30% da hidronefrose pré-natal ( 7 ). É relatado em 1 / 750–1 / 1.500 nascidos vivos ( 17 ). UPJHN é três vezes mais comum em homens do que em mulheres, particularmente no período neonatal ( 18 ). Geralmente é esporádico, unilateral e principalmente o lado esquerdo (68%) é afetado ( 19 , 20 ). A etiologia da obstrução da junção ureteropélvica é obscura com um segmento estreito adinâmico causando a obstrução ( 21 ).

      O achado típico na UPJHN na ultrassonografia pré-natal é a dilatação da pelve renal unilateral com ou sem caliectasia, enquanto o ureter não está dilatado ( Figuras 3a, b , Vídeo S1 ). As dimensões da bexiga e a espessura da parede da bexiga são normais na UPJHN. A presença e localização da caliectasia como central ou periférica é importante para os sistemas de graduação de SFU e UTD, principalmente no período pré-natal. A avaliação da aparência do parênquima também é essencial. Com o avanço da pelviectasia / caliectasia, a espessura do parênquima diminui e a ecogenicidade aumenta no rim afetado.

      FIGURA 3

      Figura 3 . Em (a) , UPJHN bilateral é observada em um feto com 22 semanas de gravidez. Pelve renal dilatada em ambos os rins. Também há cálices dilatados na parte inferior do rim (pontas de setas brancas). O tamanho e a aparência da bexiga (asterisco *) são normais e os ureteres não são visíveis. (b) Os cálices central (seta tracejada) e periférico (seta curta) na pelve renal estão dilatados. O parênquima renal também é diluído. (c) Aumento da ecogenicidade no parênquima renal (rim superior). Um grande urinoma (estrela branca) foi visto na parte inferior do rim.

      A avaliação da gravidade da dilatação é essencial para os sistemas de graduação em todos os casos de hidronefrose detectados na ultrassonografia pré-natal. Por exemplo, na dilatação grau 3 do SFU, a pelve e os cálices periféricos estão dilatados, mas a espessura do parênquima é normal ( Tabela 2 ) ( 7 ). No entanto, no SFU grau 4, o parênquima fica mais fino. A diferença entre o SFU grau 1 e 2 é a presença de dilatação do cálice central no grau 2, independente da medida da dilatação pélvica. Semelhante ao sistema UTD, o sistema de classificação SFU pode ser usado tanto no período pediátrico quanto no pré-natal.

      A maioria das anomalias do sistema urinário pode ser diagnosticada por ultrassom pré-natal. No entanto, com obesidade materna, semana gestacional avançada ou presença de oligoidramniose, a visualização das estruturas pode ser um desafio. A ressonância magnética fetal (MRI) é um complemento importante da ultrassonografia na avaliação do sistema urogenital fetal. Embora o ultrassom continue sendo a modalidade diagnóstica primária, a ressonância magnética ajuda em casos mais complicados ou quando o ultrassom é limitado devido a fatores técnicos, como janela acústica ruim ( 22 ). A ressonância magnética pré-natal também pode ser útil no diagnóstico diferencial de RVU de UPJHN, particularmente em posições onde a pelve fetal é difícil de visualizar a dilatação do ureter ( 23) Imagens em sequências de ressonância magnética ponderadas em T1-T2 são bastante úteis para avaliar o estado funcional dos rins fetais ( 24 ). Kajbafzadeh et al. relataram que a sensibilidade da RM pré-natal no diagnóstico diferencial de anomalias do sistema urinário foi de 92% em seu estudo ( 24 ). Particularmente, a RM é informativa quando o tipo de dilatação do cálice é difícil de distinguir em casos com UPJHN pré-natal ( 24 ).

      Outros achados de ultrassom do sistema urinário no Upjhn pré-natal

      O sistema de coleta excessivamente dilatado raramente se rompe espontaneamente na UPJHN. Como resultado, um pseudocisto paranéfrico encapsulado (urinoma) confinado à fáscia de Gerota é formado ( 25 , 26 ). O urinoma está localizado no lado renal afetado como uma massa cística elíptica ou crescente, adjacente ao rim e à coluna vertebral ( Figura 3c ). Semelhante ao UPJHN, o urinoma pode ocorrer nos casos com PUV, onde a pressão intrarrenal pode ser alta o suficiente para causar ruptura. O PUV pode ser diferenciado mais facilmente com a presença de uma grande bexiga que normalmente se parece com um orifício de fechadura e coexiste com hidroureteronefrose bilateral ( Figuras 4a, b ).

      FIGURA 4

      Figura 4. (a) Bexiga grande com aparência de “buraco de fechadura” (seta tracejada branca) é achado típico de obstrução infravesical, principalmente devido a PUV em fetos do sexo masculino. (b) Os rins afetados no mesmo feto (a) apresentando aumento do diâmetro da pelve renal e ecogenicidade do parênquima.

      Urinoma é freqüentemente detectado em 19-30 semanas de gestação em UPJHN. Outras estruturas císticas, como linfangioma, neuroblastoma e duplicação ureteral, que se localizam nesta região, também devem ser consideradas no diagnóstico diferencial ( 27 ). Modificar o momento do parto ou intervenções, como a colocação de shunt no urinoma, não é necessário no período pré-natal. Os urinomas podem regredir espontaneamente antes do nascimento, mas isso não implica em melhor prognóstico. A presença de urinoma com as alterações displásicas do parênquima renal está associada a um mau prognóstico ( 25 , 27 ). A função renal normal pós-natal em casos de UPJHN afetados por urinoma ipsilateral é de apenas 7% ( 28 , 29) Outro estudo relatou que o prognóstico é mais mórbido na presença de urinoma com UPJHN pré-natal do que outras obstruções do trato urinário ( 11 ).

      A oligoidramniose é um dos parâmetros prognósticos mais importantes na avaliação das funções renais na vida fetal. Bolsa vertical única (SVP) ou índice de líquido amniótico (AFI) são os métodos mais frequentemente usados ??na avaliação da oligoidramniose. O limiar usado para definir a oligohidramniose é SVP ? 2 cm ou AFI ? 5 cm. UPJHN bilateral com alterações displásicas nos rins e subsequente oligoidramniose indica mau prognóstico ( 18 , 30 ). Como a oligoidramniose crônica está associada à hipoplasia pulmonar fetal, ela afeta diretamente o prognóstico neonatal.

      UPJHN bilateral é detectado em 10–30% no ultrassom pré-natal ( 20 ) ( Figura 3a , Vídeo S1 ) e é freqüentemente detectado em bebês com <6 meses de idade no período neonatal ( 8 , 20 ). O desafio mais diagnóstico é a diferenciação de casos UPJHN bilaterais com RVU. RVU é mais comum em meninas, e a hidronefrose geralmente se apresenta com dilatação do ureter (Vídeo S2). Uma vez que o manejo pós-natal dos casos de RVU é diferente do UPJHN, sua diferenciação no período pré-natal também é importante para o acompanhamento e manejo.

      Outro fator determinante do prognóstico no período pré e pós-natal é o aparecimento do rim contralateral. Anomalias adicionais do sistema urinário estão presentes em 50% dos UPJHN. A condição mais comum observada no rim contralateral é UPJHN. Entre as outras anomalias do sistema urinário, rim multicístico dyplásico (MCDK) ( Figura 5a ), RVU, duplicação do sistema coletor, rotação e anomalias de fusão no outro rim são relatados em conjunto com UPJHN ( 18 ). A incidência real de MCDK com UPJHN é desconhecida, e sua frequência foi relatada como variando entre 2 e 27% ( 31) Uma vez que o monitoramento e o tratamento mudam na presença de outras anomalias renais, a anatomia e a localização do rim contralateral devem ser cuidadosamente avaliadas.

      FIGURA 5

      Figura 5. (a) Mostra um rim displásico multicístico, que pode ser visto no rim contralateral em um feto com UPJHN pré-natal em outro rim. Observe a diferença entre (a, c) e a Figura 3 . (b) Esta figura mostra o aumento da ecogenicidade do rim inferior e a perda da diferenciação córtico-medular do parênquima renal (seta preta). (c) Cistos pericorticais (setas brancas) e parênquima ecogênico foram mostrados em (b) .

       

      Outras anomalias do sistema coexistindo com Upjhn na ultrassonografia pré-natal

      A incidência de anomalias cromossômicas que acompanham a obstrução pré-natal de UPJHN é relativamente baixa e relatada em torno de 1–3%. A análise do cariótipo não é crucial em casos isolados, quando outros parâmetros são favoráveis. Porém, na presença de anomalias associadas, procedimentos invasivos de diagnóstico pré-natal devem ser oferecidos ( 32 ). Doença cardíaca congênita, associação VA (C) TER (L), síndrome de Schinzel-Giedon e displasia camptomélica estão entre as outras anomalias do sistema mais comuns associadas com UPJHN no período pré-natal ( 33 , 34 ). Uma varredura abrangente da anatomia fetal deve ser realizada para outros sistemas, particularmente incluindo coração fetal, trato gastrointestinal e coluna vertebral ( 8 , 18 ).

      Parâmetros que determinam mau prognóstico em Upjhn pré-natal

      O manejo pré-natal da UPJHN depende principalmente do DPA, considerado pela semana gestacional. Progressão da obstrução, presença de dilatação no sistema cálice e condição parenquimatosa do rim afetado orientam o acompanhamento. A idade gestacional na apresentação, a presença de envolvimento unilateral ou bilateral e outras anomalias coexistentes são importantes para determinar o prognóstico. Se houver obstrução bilateral da JUP, anomalia associada no rim contra-lateral e / ou oligoidramniose, o prognóstico será negativamente afetado.

      Jiang et al. relataram uma taxa de regressão espontânea de 61% e taxa de persistência de 23% em casos diagnosticados com UPJHN bilateral pré-natal ( 35 ). A probabilidade de cirurgia pós-natal foi de 15% nos casos em que o diâmetro AP da pelve renal era ?15 mm ( 35 ). Quando a dilatação do cálice é ?10 mm, a resolução espontânea é de 37%, a possibilidade de persistência é de 29% e a necessidade cirúrgica fica em torno de 33% ( 35 ). No entanto, nos casos em que a dilatação do cálice era <5 mm e o diâmetro AP era <10 mm, foi relatada regressão de 90-100% e não há praticamente necessidade de cirurgia (0-3,7%) ( 35) Este estudo mostrou que o diâmetro do AP pélvico desempenha um papel primordial junto com a dilatação do cálice na determinação do processo de acompanhamento e a necessidade de intervenção. Perlman et.al. analisaram o desfecho de 35 fetos com diagnóstico de hidronefrose isolada grave (diâmetro AP> 15 mm) e 48 fetos com anomalias congênitas do rim e trato urinário (CAKUT) ( 10 ). O grupo CAKUT foi associado a um aumento significativo da incidência de necessidade pós-natal de cirurgia (17,6 vs. 44,2%, P = 0,014), rim displásico (0 vs. 14%, P = 0,023) e resultado anormal total (52,9 vs. 86 %, P= 0,001). Uma recente meta-análise avaliou o valor diagnóstico de DPA da pelve renal fetal na previsão da cirurgia pós-natal. A OR diagnóstica do diâmetro ântero-posterior para prever a cirurgia pós-natal foi de 13,3 mm. Os autores sugeriram que o APD de 15 mm de diâmetro pode ser usado como ponto de corte para a previsão da cirurgia ( 36 ). Elmaci et al. enfatizaram que a taxa de resolução espontânea foi de 71%, principalmente nos casos de hidronefrose pré-natal do tipo UPJHN, onde o DPA foi ? 20 mm ( 37 ).

      Independentemente da etiologia da hidronefrose, a aparência anormal do parênquima (fino e / ou ecogênico) é um parâmetro comum usado nas classificações SFU (grau 4) e UTD (alto risco). A espessura e ecogenicidade do parênquima afetado por UPJHN é particularmente importante para prever a função renal ( Figuras 3c , 5b ). No entanto, não há consenso quanto à localização da avaliação da espessura do parênquima no pré-natal. Além disso, a determinação subjetiva da espessura do parênquima pode causar resultados mais conflitantes. A correlação entre a espessura do parênquima e o prognóstico não é clara mesmo em estudos pós-natais ( 38 ). No entanto, perda de estrutura uniforme do parênquima renal, presença de cistos renais peri-corticais ( Figura 5c) e o aumento da ecogenicidade do parênquima renal na ultrassonografia pré-natal estão associados ao comprometimento da função renal ( Figuras 3b , 5b ) ( 39 ).

      Apesar de todos os esforços, a contribuição dos sistemas SFU e UTD para a predição do prognóstico na hidronefrose pré-natal ainda é incerta ( 40 ). Propõe-se que ambos sejam usados ??independentemente da etiologia da hidronefrose. Vários estudos têm mostrado que a confiabilidade interobservador da classificação UTD é superior à classificação SFU ( 41 , 42 ). O uso de outros parâmetros ultrassonográficos do sistema urinário (ecogenicidade renal, dilatação do ureter, ureterocele, oligoidrâmnio) na classificação UTD aumenta sua confiabilidade. O diâmetro AP da pelve renal é o único critério quantitativo na classificação UTD. No entanto, outros estudos demonstraram que o diâmetro AP não causa nenhum impacto preditivo significativo em termos de prognóstico em comparação com outros parâmetros ( 4041 ). Uma comparação do sistema de graduação UTD e SFU para sua capacidade de prever o tempo para resolução da hidronefrose mostrou que a taxa de resolução cumulativa em 3 anos foi maior nos graus SFU ( 43 ). Entre 401 pacientes, 328 (82%) tiveram resolução em 24 ± 18 meses na população do estudo ( 43 ). Quanto mais baixo for o grau, melhor será a resolução em ambos os sistemas de graduação.

      Acompanhamento pré-natal e gestão do parto

      Os fetos com UPJHN devem ser acompanhados com ultrassom em intervalos regulares no período pré-natal. Observação de regressão, continuação estável ou progressão deve ser anotada. A resolução espontânea costuma estar associada ao diâmetro AP da pelve renal leve dilatado. Dos 80% dos casos de dilatação entre 4 e 8 mm são resolvidos, enquanto apenas <15% dos casos> 9 mm são regredidos no segundo trimestre ( 44) O grupo de baixo risco inclui pacientes com DPA leve com ecogenicidade renal normal, diferenciação cortico-medular normal, ausência de dilatação periférica do cálice. Portanto, pode ser apropriado reavaliar os casos de baixo risco apenas uma segunda vez no terceiro trimestre. Os achados prognósticos desfavoráveis ??são; dilatação AP grave (?7 mm antes de 28 semanas ou ?10 mm depois), aumento da ecogenicidade renal, adelgaçamento do parênquima, dilatação periférica do cálice, presença de oligoidrâmnio, anormalidade no rim contralateral e presença de UPJHN bilateral. O exame de ultrassom pré-natal de acompanhamento em intervalos de 2 semanas é recomendado pela maioria dos autores em casos com UPJHN unilateral grave, UPJHN bilateral ou anomalia renal contralateral ( 7 , 30) Outros casos leves devem ser acompanhados com intervalos de 4 a 6 semanas até o nascimento ( 1 , 7 , 45 ).

      Recomenda-se avaliar esses casos em conjunto com o urologista pediátrico durante o pré-natal, quando possível. O manejo multidisciplinar dos casos contribuirá positivamente para o resultado pós-natal ( 46 ).

      Vários estudos mostraram que o momento ou tipo de parto não afeta o curso pós-natal em casos com UPJHN. Benjamin et al. investigaram o impacto da idade gestacional sobre os resultados urológicos para os fetos com hidronefrose e concluíram que o parto prematuro tardio / prematuro resultou em piores resultados renais pós-natal em curto prazo. Eles recomendaram o parto em 39 semanas ( 47 ). No entanto, os casos com oligoidramniose (UPJHN bilateral ou anomalia renal contralateral) estão associados à perda da função renal no terceiro trimestre, e o parto mais cedo pode ser considerado para este grupo, embora o benefício seja questionável.

      Conclusão

      A ultrassonografia tem lugar essencial no diagnóstico pré-natal, e tem papel fundamental no diagnóstico pré-natal das anomalias renais. A hidronefrose é a anomalia do sistema urinário mais frequentemente diagnosticada no período pré-natal. UPJHN é o achado patológico mais comum do sistema geniturinário fetal. Embora geralmente seja unilateral e tenha um prognóstico pós-natal favorável, o resultado pode ser ruim quando bilateral ou quando associado a indicadores de gravidade. Os fatores prognósticos desfavoráveis ??que indicam perda da função renal são; aumento da ecogenicidade renal, perda da diferenciação cortico-medular, presença de cistos pericorticais e oligoidramniose. O acompanhamento ultrassonográfico dos achados no sistema urinário em determinados intervalos é importante para o manejo do período pré e pós-natal. A adaptação de um dos sistemas de classificação, como UTD ou SFU ou AGS, pode contribuir para a avaliação objetiva do manejo pré e pós-natal. Na ausência de fatores de risco obstétricos, como a presença de oligoidrâmnio, a contribuição positiva do momento do parto para o prognóstico ainda não foi demonstrada.

      Contribuições do autor

      RH: redigir o trabalho e revisá-lo. TS: fornecer imagens, esboçar o trabalho e revisá-lo. Todos os autores listados no manuscrito participaram do presente trabalho.

      Conflito de interesses

      Os autores declaram que a pesquisa foi realizada na ausência de quaisquer relações comerciais ou financeiras que pudessem ser interpretadas como um potencial conflito de interesses.

      Material suplementar

      O material suplementar para este artigo pode ser encontrado online em: https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fped.2020.00492/full#supplementary-material

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      Nutrição vegana para mães e filhos: ferramentas práticas para profissionais de saúde

      Nutrição vegana para mães e filhos: ferramentas práticas para profissionais de saúde

      Sociedade Científica para a Nutrição Vegetariana, Comitê Científico, Via Verdi 10/9, 30171 Mestre (VE), Itália
      Departamento de Medicina Geral, Humanitas San Pio X, Via Francesco Nava 31, 20159 Milão, Itália
      Neonatologia e Unidade Pediátrica do Hospital San Raffaele, Via Olgettina 60, 20132 Milano, Itália
      Divisão de Doenças Metabólicas Herdadas, Departamento de Saúde da Mulher e da Criança, Hospital Universitário de Pádua, via Orus 2 / B, 35129 Padova, Itália
      Grupo de Nutrição e Ciência Alimentar, Departamento de Química Analítica e Alimentar, CITACA, CACTI, Universidade de Vigo, Campus de Vigo, 36310 Vigo, Espanha
      Departamento de Ciências Clínicas, Università Politecnica delle Marche, Via Ranieri 65, 60100 Ancona, Itália
      *Autor para quem a correspondência deve ser endereçada.
      Recebido: 27 de novembro de 2018 / Aceito: 17 de dezembro de 2018 / Publicado em: 20 de dezembro de 2018
      Open Access

      Nutrients 201911(1), 5; doi:10.3390/nu11010005  – Disponível gratuitamente no site https://www.mdpi.com/2072-6643/11/1/5/pdf

      Resumo: 

      À medida que o número de indivíduos que escolhem dietas veganas aumenta, os profissionais de saúde devem estar preparados para dar os melhores conselhos aos pacientes veganas durante todas as fases da vida. Uma dieta completamente baseada em vegetais é adequada durante a gravidez, lactação, infância e infância, desde que seja bem planejada. Dietas veganas equilibradas atendem aos requisitos de energia em uma ampla variedade de alimentos vegetais e prestam atenção a alguns nutrientes que podem ser críticos, como proteínas, fibras, ácidos graxos ômega-3, ferro, zinco, iodo, cálcio, vitamina D e vitamina B12. . Este artigo contém recomendações feitas por um painel de especialistas da Sociedade Científica para Nutrição Vegetariana (SCNV) depois de examinar a literatura disponível sobre dietas veganas durante a gravidez, amamentação, infância e infância.
      Palavras-chave:  dietas veganas; gravidez vegana; amamentação vegana; bebês veganos; crianças veganas; dietas à base de plantas

      1. Introdução

      Dietas vegetarianas bem planejadas, quando baseadas em uma ampla variedade de alimentos vegetais e excluindo todos os derivados de animais, podem fornecer nutrição adequada em todas as fases da vida, incluindo gravidez, lactação, infância e infância [ 1 ]. Como o veganismo ganha popularidade em todo o mundo [ 2 ], também o faz na Itália. Os veganos respondem por 1% da população total, e a porcentagem de pessoas que fazem essa escolha alimentar vem crescendo nos últimos anos [ 3 ]. O número exato de mães e crianças vegetarianas que seguem uma dieta vegana na Itália não é conhecido, mas é provável que o percentual seja semelhante ao da população em geral. Nos Estados Unidos, estima-se que 1% das crianças de 8 a 18 anos sejam veganas, assim como 3,4% do total da população americana [ 4 , 5 ].
      A Sociedade Italiana de Nutrição Humana (SINU) aprova dietas veganas durante a gravidez, lactação, infância e infância [ 6 ], e sugere fortemente que as instituições governamentais e organizações de saúde e nutrição fornecem mais recursos educacionais para ajudar comedores de plantas italianas.
      Nesse cenário, um painel de especialistas da Sociedade Científica para Nutrição Vegetariana (SCNV) examinou a literatura disponível sobre nutrição vegana em mulheres grávidas e lactantes, bebês e crianças, a fim de resumir as recomendações mais relevantes para os profissionais de saúde a fim de melhor atender suas necessidades. pacientes veganas nestes vários estágios delicados da vida.
      Em 2016, a SSNV também criou a Veg Family Network [ 7 ], que agrupa todos os especialistas no campo da nutrição vegana para mães e crianças na Itália, para que as famílias veganas possam facilmente encontrar profissionais de saúde qualificados para aconselhamento.

      2. Dietas veganas bem planejadas: definição

      Embora muitas vezes enquadradas em termos de falta , as dietas veganas são realmente ricas em uma grande variedade de alimentos: grãos, legumes (incluindo soja e seus derivados), vegetais, frutas, nozes e sementes, gorduras vegetais e ervas e especiarias1 , 6 ].
      Preocupações sobre dietas veganas durante a gravidez, amamentação, infância e infância surgiram no passado [ 8 , 9 , 10 ], mas isso se deveu ao fato de que apesar de serem categorizadas como “veganas”, os sujeitos investigados estavam seguindo dietas restritivas todos os critérios necessários para definir a dieta como sendo bem planejada.

      Esses critérios [ 6 , 11 ] são os seguintes:

      • Consumir grandes quantidades e uma ampla variedade de alimentos vegetais, enfatizando a ingestão de alimentos integrais ou minimamente processados: uma dieta vegana pode ser nutricionalmente adequada ao atender as necessidades calóricas de uma variedade de alimentos ricos em nutrientes, principalmente não processados, pertencentes a todos os grupos de comida vegetais. A única exceção é durante o final da gravidez, infância e primeira infância, quando a fibra deve ser limitada.
      • Limite a quantidade de gorduras vegetais, como sugerido pela Dietary Reference Intakes (DRIs), a fim de não deslocar mais alimentos ricos em nutrientes, nem limitar o excesso de calorias. Escolha gorduras vegetais cuidadosamente, consumindo boas fontes de ácidos graxos ômega-3 e óleos monoinsaturados, evitando gorduras trans e óleos tropicais (óleos de coco, palma e de semente de palma) para enfatizar a eficiência da via metabólica ômega-3. A única exceção é durante a infância e a primeira infância, quando as gorduras não devem ser limitadas, mas devem ser cuidadosamente escolhidas.
      • Consumir quantidades adequadas de cálcio e prestar atenção ao status de vitamina D: boas fontes de cálcio devem ser obtidas através do aumento da ingestão de alimentos ricos em cálcio a partir de fontes vegetais. Por outro lado, como nenhum tipo de dieta pode fornecer quantidades adequadas de vitamina D, as recomendações para a vitamina D são as mesmas que para a população em geral.
      • Consumir quantidades adequadas de vitamina B12: a ingestão de fontes confiáveis ??de vitamina B12 é fundamental para uma dieta vegetariana bem planejada, já que o status da vitamina B12 pode ser comprometido, ao longo do tempo, em todos os indivíduos vegetarianos que não a suplementam.

      3. Dietas veganas durante a gravidez, lactação e infância

      Várias sociedades científicas divulgaram sua declaração de posição sobre dietas vegetarianas e são favoráveis ??para completar dietas baseadas em plantas durante a gravidez, lactação, infância e infância, desde que sejam bem planejadas (ver definição acima) [ 1 , 4 , 12 , 13 , 14 ].
      As mulheres grávidas grávidas e que amamentam podem satisfazer todas as suas necessidades nutricionais em uma dieta vegana que inclui uma variedade de alimentos vegetais e fontes confiáveis ??de vitamina B12 e vitamina D [ 15 , 16 , 17 ].
      O peso médio ao nascer de bebês nascidos de mães veganas não difere significativamente de bebês de mães onívoras. Mulheres vegetarianas macrobióticas, cujas dietas podem ser altamente restritas em calorias e nutrientes, em contraste com dietas veganas bem planejadas, dão à luz bebês cujo peso é significativamente menor que o esperado [ 18 ].
      Seguir uma dieta rica em vegetais durante a gravidez pode ser protetora contra o desenvolvimento de pré-eclâmpsia, obesidade pré-gravídica e minimizar a exposição a agentes genotóxicos. Pode também proteger desde o início de doenças pediátricas, como sibilância pediátrica, diabetes, defeitos do tubo neural, fissuras orofaciais e alguns tumores pediátricos19 ].
      O leite materno de mulheres veganas seguindo dietas vegetarianas bem planejadas, incluindo uma fonte confiável de vitamina B12 [ 15 , 20 , 21 ], fornece nutrição adequada para seus bebês amamentados.
      O crescimento de pré-escolares veganos, crianças e adolescentes está dentro da faixa normal [ 22 , 23 ], exceto naqueles que seguem dietas macrobióticas restritivas, cujas taxas de crescimento são reduzidas [ 24 ].
      Crianças que seguem dietas baseadas em vegetais podem ter um risco menor de desenvolver obesidade [ 25 ], são menos expostas a antibióticos veterinários encontrados em alimentos derivados de animais [ 26 ] e apresentam um perfil mais favorável de adipocinas anti-inflamatórias27 ].
      Nossa revisão examina as recomendações disponíveis sobre os nutrientes que podem ser críticos em uma dieta vegana durante a gravidez, amamentação, infância e infância, devido às maiores exigências e condições fisiológicas particulares [ 1 , 4 , 12 , 13 ].
      Para o propósito deste artigo, usaremos o termo infantes como se referindo a crianças do nascimento aos 12 meses de idade e o termo crianças de 1 a 17 anos de idade.

      3.1. Proteína

      Os requisitos de proteína podem ser facilmente atendidos em uma dieta vegana que inclui uma variedade de alimentos vegetais e atende aos requisitos de calorias [ 1 , 6 , 15 ]. Feijão, grãos, nozes e sementes e vegetais de folhas verdes são uma boa fonte de proteína nas dietas veganas28 ].
      A soja e seus derivados, pseudocereais (trigo-mourisco, quinoa e amaranto), tremoços, espinafre e sementes de cânhamo têm todos os aminoácidos essenciais em proporção semelhante aos alimentos de origem animal [ 28 ], e seu consumo deve ser incentivado.
      Todos os aminoácidos essenciais podem ser encontrados em proteínas vegetais28 ]. Se uma variedade de alimentos vegetais é consumida ao longo do dia, então não há necessidade de combinar diferentes fontes de proteína em cada refeição [ 1 ].
      No entanto, a presença de fatores antinutricionais e de fibra é responsável por uma menor digestibilidade das proteínas vegetais (em média 85%) [ 29 ], e quando as necessidades protéicas são particularmente altas, como durante a gestação, lactação, infância e infância algumas precauções são necessárias.

      3.1.1. Gravidez e Lactação

      A ingestão de proteínas deve ser aumentada em 10% em mulheres grávidas e lactantes veganas, como em todos os vegetarianos adultos6 , 30 ].
      Porções adicionais de grãos, alimentos vegetais ricos em proteínas (leguminosas, leite de soja, iogurte de soja, tofu, tempeh e análogos de carne à base de trigo ou proteína de soja) e nozes e sementes devem ser consumidos por mulheres veganas durante o segundo e terceiro trimestres gravidez e durante a amamentação para atender às necessidades aumentadas de proteína15 ].

      3.1.2. Infância e Infância

      De 6 a 12 meses de idade, leite materno ou fórmula são boas fontes de proteína, além de alimentos sólidos que são gradualmente introduzidos [ 31 ], e de 1 a 17 anos de idade, uma dieta vegana pode fornecer proteína adequada mesmo que a Recommended Dietary Allowance / Dieta Recomendada  (RDA) aumenta em 15%, como alguns autores sugerem [ 12 , 31 ]. Uma vez que tais requisitos de proteína são facilmente alcançados e, às vezes, excedidos em uma dieta vegana [ 32 ], sugerimos seguir essa recomendação.
      Bebês e crianças pequenas, cujos pequenos estômagos não podem conter grandes quantidades de alimento e cuja massa muscular total é limitada juntamente com a eficiência do pool de aminoácidos, podem se beneficiar do consumo de diferentes fontes vegetais de proteína em cada refeição, ou pelo menos de consumir diferentes fontes de proteína vegetal em intervalos menores que 6 h [ 33 ]. Isso é muito fácil para eles, já que eles geralmente consomem refeições pequenas e freqüentes.
      Além dos alimentos vegetais ricos em proteínas mencionados acima, durante a infância e a primeira infância, o leite materno e o leite em pó à base de plantas fornecem uma boa quantidade de proteína33 ]. Apenas fórmulas infantis comerciais são recomendadas para bebês veganos, e o uso de fórmulas caseiras (baseadas em leites e grãos de plantas) é fortemente desencorajado, já que tem sido associado a problemas nutricionais em bebês 31 ]. Embora o conteúdo de isoflavonas e alumínio em fórmulas veganas baseadas em proteína de soja tenha causado algumas perplexidades no passado em relação a possíveis efeitos negativos à saúde, os dados disponíveis sugerem que as fórmulas modernas de soja para bebês são uma opção segura [ 34 ].

      3.2. Fibra

      A fibra é abundante em alimentos vegetais e não pode ser digerida por enzimas humanas no trato digestivo. A fibra solúvel é fermentada pelas bactérias do intestino, produzindo compostos que podem ser benéficos para a saúde humana [ 35 ]. Fibra insolúvel aumenta o volume de alimentos ingeridos [ 36 ].
      Ao interferir com a absorção de proteína e gordura e aumentar o volume total de alimentos, a fibra diminui a densidade calórica das refeições [ 37 ]. Promove também a saciedade, que ocorre mais cedo após as refeições contendo fibras [ 38 , 39 ].
      Um excesso de fibra, limitando a ingestão de alimentos e calorias, pode ser prejudicial durante o final da gravidez, infância e primeira infância.

      3.2.1. Gravidez

      A ingestão regular de alimentos ricos em fibras, como acontece nas dietas veganas, afeta positivamente a riqueza microbiana das mulheres grávidas [ 40 ] e, portanto, ajuda a combater a constipação [ 41 ].
      O consumo de fibras deve atender ao consumo recomendado para gestantes veganas [ 16 , 17 ], a menos que cause redução na ingestão de alimentos e dificuldade em atender às maiores exigências de energia e nutrientes [ 15 ], especialmente durante o segundo e terceiro trimestres, quando a capacidade gástrica diminui devido ao aumento do espaço abdominal exigido pelo feto.
      Neste caso, sucos de frutas e vegetais, grãos refinados, feijões descascados e alimentos ricos em proteínas, fibras e de alta energia, como leite de soja, tofu e iogurte de soja, devem ser preferidos.

      3.2.2. Infância e Infância

      Como a taxa de crescimento é muito alta no primeiro ano de vida [ 42 ], um excesso de fibras pode interferir no crescimento adequado, reduzindo a densidade calórica das refeições, interferindo na absorção de gorduras e minerais e levando à saciedade precoce. As refeições de bebês veganos até os 12 meses de idade devem ser as mais carentes de fibras (por exemplo, grãos refinados, feijões descascados e triturados ou grãos bem cozidos passados ??por uma peneira). Alimentos isentos de fibra, como iogurte de soja e tofu, e frutas e vegetais coados devem ser preferidos [ 43 ] (p.339-340). A atenção ao conteúdo de fibras também deve ser paga durante o segundo ano de vida, pois a velocidade de crescimento ainda é alta [ 42 ], mas após 12 meses os alimentos vegetais integrais também participam da adequação da dieta.

      3.3. Ácidos gordurosos de omega-3

      Dietas vegetarianas bem planejadas devem satisfazer os requisitos de ácidos graxos ômega-3 durante a gravidez, lactação, infância e infância15 , 16 , 17 , 32 ].
      Boas fontes vegetais de ácidos graxos ômega-3 incluem sementes de linhaça trituradas e óleo de linhaça, sementes de chia e nozes. Uma porção de alimentos ricos em ômega-3 fornece aproximadamente 2,5 g de ácido alfa-linolênico (ALA)1532 ], a partir dos quais os ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa (PUFAs) eicosapentaenóico / docosahexaenóico (EPA / DHA) são sintetizados44 ] . , 45 ].
      Para manter uma ótima relação ômega-6 / ômega-3 e favorecer a conversão de ALA em PUFAs, óleos de sementes ricos em ômega-6, gorduras trans (margarina) e óleos tropicais (coco, palma e de palmiste) ricos em gorduras saturadas devem ser evitadas ou fortemente limitadas46 , 47 ].
      Ingestões inadequadas de energia, proteínas e micronutrientes também podem prejudicar a síntese de EPA e DHA [ 6 ].
      O azeite de oliva tem uma baixa influência na relação ômega-6 / ômega-3 e, além do óleo de linhaça, se usado como fonte de ômega-3, deve ser o único óleo adicional a ser usado [ 45 , 47 ].
      Durante as fases delicadas da gravidez, amamentação, infância e primeira infância, quando o processo de conversão de ALA pode não acompanhar os requisitos aumentados de DHA, sugerimos insistir nas DRIs italianas, que recomendam uma fonte suplementar de DHA pré-formado16 ] .

      3.3.1. Gravidez e Lactação

      Dietas de mulheres grávidas e lactantes devem incluir 2 porções diárias de alimentos ricos em ômega-3, a fim de atender aos requisitos15 , 16 , 17 ].
      A taxa de conversão de ALA para PUFA pode ser insuficiente para atender às exigências ligeiramente aumentadas de DHA durante a gravidez e lactação [ 16 ], para as quais todas as mulheres grávidas ou lactantes, incluindo vegans, devem suplementar 100-200 mg de DHA diariamente15 , 16 , 48 ].
      O DHA derivado de algas é uma alternativa viável para as mulheres veganas49 ].

      3.3.2. Infância e Infância

      As gorduras não devem ser limitadas na primeira infância e na primeira infância (podem fornecer até 40% da energia total), mas cuidadosamente selecionadas para obter uma ótima relação ômega-6 / ômega-3 [ 16 , 44 , 45 , 50 ]. .
      O leite materno de mulheres que seguem uma dieta vegana bem equilibrada e leite em pó é uma boa fonte de ácidos graxos ômega-3 [ 15 , 32 ]. Crianças veganas de 6 a 12 meses devem continuar a receber leite materno ou fórmula infantil sob demanda e consumir 1 a 2 porções diárias de alimentos ricos em ômega-3, preferencialmente na forma de óleo de linhaça, que não contém fibras [ 32 ].
      Crianças veganas a partir de 1 ano de idade devem atender aos seus requerimentos de ômega-3 consumindo diariamente 2 porções de alimentos ricos em ômega-3 [ 16 , 17 , 32 ].
      A escolha de pelo menos uma porção de óleo de linhaça por dia, em vez de outras fontes ômega-3 que contenham fibras, ajuda a reduzir o teor de fibra da dieta quando necessário [ 29 , 31 ].
      Os requisitos de DHA são maiores durante a infância e a primeira infância, uma vez que o DHA participa da retina e do desenvolvimento neural [ 51 ]. Um suplemento diário de 100 mg de DHA é sugerido para todas as crianças, incluindo veganas, de 6 meses a 3 anos de idade16 ].
      O DHA derivado de algas é uma opção viável [ 49 ] e pode ser mais aceitável para os pais veganos.

      3.4. Ferro

      O conteúdo de ferro das dietas veganas é maior do que nas dietas ovo-lacto-vegetarianas ou onívoras [ 52 ].
      O ferro em alimentos vegetais, no entanto, é encontrado na forma não-heme, que pode ser absorvida de forma mais variável do que o ferro na forma heme encontrada na carne, peixe e seus derivados (biodisponibilidade de 1–34% e de 15–35% , respectivamente)52 , 53 , 54 ]. Por outro lado, apenas a absorção de ferro não heme está sujeita à regulação homeostática, que pode proteger os comedores de plantas da sobrecarga de ferro, um fator de risco para doenças cardiometabólicas54 , 55 ].
      Fatores dietéticos e práticas culinárias podem influenciar a absorção de ferro não heme [ 52 ].
      A vitamina C e outros ácidos orgânicos (por exemplo, ácido cítrico, ácido málico), caroteno e retinol aumentam a biodisponibilidade do ferro não-heme53 , 56 ].
      A imersão de feijões e grãos, fermento azedo, fermentação e germinação aumentam a biodisponibilidade do ferro não-heme, reduzindo os fitatos, que são sequestrantes de ferro6 , 52 ].

      3.4.1. Gravidez e Lactação

      Todas as mulheres grávidas estão potencialmente em risco de deficiência de ferro (de 7% a 30% de todas as gestações) [ 57 ], uma vez que as necessidades de ferro quase duplicam durante este período de vida [ 16 , 17 ].
      Embora tenha sido sugerido por alguns autores que todos os veganos devam aumentar sua ingestão de ferro recomendada em até 80% [ 1 ], uma dieta vegana bem balanceada pode facilmente superar as necessidades médias de ferro [ 15 ].
      Alimentos ricos em ferro, como cereais integrais, feijões, soja e seus derivados, nozes e sementes, e vegetais de folhas verdes devem ser consumidos diariamente, em combinação com uma fonte de vitamina C (ou outros ácidos orgânicos da fruta) ou beta-caroteno [ 1 , 52 , 56 ]. Práticas de cozimento e técnicas de preparo de alimentos que aumentam a absorção de ferro devem ser usadas sempre que possível [ 1 , 6 , 52 ].
      A suplementação de ferro é necessária em todas as mulheres grávidas quando os níveis de hemoglobina caem abaixo de 110 g / L durante o primeiro trimestre ou abaixo de 105 g / L durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez [ 58 , 59 ].
      O germe de trigo e algumas ervas, como o tomilho seco, têm um bom teor de ferro em pequenos volumes [ 28 ] e seu consumo regular deve ser incentivado em mulheres grávidas veganas.
      Durante a lactação, as necessidades de ferro caem drasticamente, então a atenção para a ingestão de ferro deve retornar à forma como foi durante o período pré-gestacional [ 15 , 16 , 17 ].

      3.4.2. Infância e Infância

      Todos os lactentes são uma população de risco para deficiência de ferro, portanto devem receber alimentos sólidos complementares ricos em ferro [ 14 ].
      Bebês veganos podem contar com cereais infantis enriquecidos com ferro, feijões triturados e descascados, soja e seus derivados e manteiga de nozes e sementes para alcançar uma ingestão ideal de ferro [ 14 , 31 ].
      O germe de trigo pode ser adicionado ao iogurte de soja ou a outros alimentos sólidos purificados para aumentar o teor de ferro das refeições dos bebês, e uma fonte de vitamina C, como algumas gotas de suco de limão, pode melhorar a absorção de ferro [ 28 , 52 , 56 ]. . A fibra deve ser limitada, pois pode prejudicar a absorção de ferro, e todas as práticas de cozimento e técnicas de preparo de alimentos que melhorem a absorção de ferro devem ser usadas na preparação de alimentos para bebês [ 31 ].
      Crianças veganas com mais de 1 ano de idade devem incluir boas fontes de ferro (grãos integrais, legumes, soja e seus derivados, vegetais de folhas verdes, nozes e sementes) em cada refeição, juntamente com uma fonte de vitamina C ou outros ácidos orgânicos, como suco de limão ou frutas.
      Nesta faixa etária, também é aconselhável prestar atenção aos procedimentos de cocção e técnicas de preparo de alimentos que diminuem o conteúdo de fitatos da dieta [ 32 ].

      3.5. Zinco

      Grãos, legumes, soja e nozes e sementes são boas fontes vegetais de zinco [ 6 ]. No entanto, a absorção de zinco pode ser prejudicada pelo conteúdo de fitatos e fibras desses alimentos60 , 61 ].
      A levedura nutricional é uma boa fonte de zinco [ 28 ] e seu consumo é popular entre os vegans.
      A presença de alimentos ricos em zinco e de vitamina C ou outros ácidos orgânicos (ou seja, a partir de frutas) na mesma refeição aumenta a absorção de zinco62 ].

      3.5.1. Gravidez e Lactação

      O consumo de uma variedade de alimentos vegetais ricos em zinco deve ser incentivado durante todo o dia, juntamente com vitamina C ou outras fontes de ácidos orgânicos (isto é, frutas, algumas gotas de limão), bem como a adoção de técnicas de preparação de alimentos que diminuem o teor de fitatos dos alimentos (imersão e germinação de grãos e leguminosas, fermentação e fermento azedo de pão) [ 6 , 15 ].
      Embora tenha sido sugerida uma interferência entre a absorção de zinco e ferro [ 63 ], outros dados não suportam essa hipótese [ 64 ], portanto suplementos de ferro podem ser prescritos a mulheres grávidas veganas quando os níveis de hemoglobina caem sem o risco de comprometer o status de zinco.

      3.5.2. Infância e Infância

      Dos 6 aos 12 meses de idade, o leite materno e o leite em pó são boas fontes de zinco [ 6 ]. Alimentos ricos em zinco devem ser oferecidos em cada refeição (leguminosas, manteigas de nozes e sementes, soja e seus derivados) [ 32 ].
      Limitar o teor de fibras da dieta para crianças até aos 24 meses de idade, escolhendo produtos refinados ou removendo-os manualmente (descascando feijões e coando frutas e vegetais) aumenta a absorção de zinco [ 31 , 32 ].
      O consumo diário de uma grande variedade de alimentos vegetais pode atender às recomendações de zinco em crianças mais velhas [ 32 ], e sua absorção pode ser aumentada pela presença simultânea de fontes de vitamina C e ácidos orgânicos (por exemplo, algumas frutas como sobremesa, algumas gotas de limão na água) em uma refeição.
      A levedura nutricional pode ser distribuída nas refeições das crianças (por exemplo, massas, sopas) para uma fonte adicional de ingestão de zinco.

      3.6. Iodo

      Boas fontes de iodo, um mineral essencial para a função normal da tiróide, são os frutos do mar e, nas zonas costeiras, a água contendo o iodo e a névoa do mar [ 29 ] (p. 161).
      Muitas populações do interior estão em risco de deficiência de iodo, independentemente do seu tipo de dieta, pelo que a iodização universal do sal é recomendada mundialmente para prevenir a deficiência de iodo [ 65 ].

      3.6.1. Gravidez e Lactação

      O sal iodado é a maneira mais segura de atender às necessidades de iodo em mulheres grávidas e lactantes veganas15 ]. O teor de iodo das algas marinhas, uma popular fonte de iodo entre os vegetarianos, é altamente variável e a ingestão excessiva de iodo pode prejudicar a função da tiróide no feto e após o nascimento66 , 67 ].
      O iodo por grama de sal iodado varia entre os países.
      Na Itália, 1 g de sal iodado contém 30 ?g de iodo [ 68 ], portanto, 1,3 colheres de chá (6,5 g) satisfazem a Exigência Média Estimada Italiana (EAR) para iodo em gestantes e lactantes veganas, que é de 200 ?g por dia [ 15 , 16 ].
      Nos Estados Unidos, 1 g de sal iodado fornece 45 ?g de iodo [ 69 ], então 1 colher de chá (5 g) durante a gravidez e 1,3 colheres de chá (6,5 g) durante a lactação atende a RDA dos EUA para iodo em mulheres veganas, que são respectivamente, 220 ?g e 290 ?g por dia. Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) sugira limitar a ingestão de sal a 5 g por dia para controlar os níveis de pressão arterial [ 70], os veganos têm menor risco de hipertensão [ 71 ], portanto um consumo ligeiramente maior para esse curto período de vida pode ser considerado inofensivo nesta população. Se for necessário limitar a ingestão de sal, um suplemento derivado de algas pode ser uma opção viável.

      3.6.2. Infância e Infância

      Bebês e crianças pequenas são um grupo com risco de deficiência de iodo [ 14 ], mas alimentos complementares são apenas fortificados com iodo em alguns países [ 72 , 73 ]. Em bebês e crianças pequenas que não consomem sal, 400 a 900 mL de leite materno ou fórmula, respectivamente, podem atender aos requisitos de iodo [ 1617 , 74 ]. Se utilizar sal (não antes dos 12 meses de idade), o consumo diário de 3,3 a 5 g de sal iodado por dia em crianças veganas italianas (fornecendo 100 a 150 ?g de iodo) e de 2 a 3,33 g por dia em crianças veganas americanas (fornecendo 90 a 155 ?g de iodo) é sugerido para atender aos requisitos [ 32 ]. Alternativamente, um suplemento de iodo derivado de algas pode ser usado.

      3.7. Cálcio

      Os requisitos de cálcio podem ser atendidos em uma dieta vegana, escolhendo alimentos ricos em cálcio [ 6 , 15 ].
      Estes incluem a maioria dos vegetais de folhas verdes pobres em oxalatos, vegetais crucíferos, sementes de gergelim, amêndoas, leites à base de plantas fortificados e iogurtes à base de plantas, soja, tempeh, tofu de cálcio e figos secos15 ].
      O cálcio da água tem alta biodisponibilidade (23,6% a 47,5%) [ 75 ], portanto água da torneira (média de cálcio 100 mg / L) e água mineral rica em cálcio (300–350 mg / L) também podem ajudar  a necessidades diárias dos veganos [ 15 ].
      A ingestão de cálcio não é o único determinante de uma densidade de massa óssea ideal: baixa ingestão dietética de sódio e fósforo, exercício e um ótimo nível de vitamina D e B12 também afetam positivamente a mineralização óssea6 , 76 , 77 , 78 ].

      3.7.1. Gravidez e Lactação

      Os requerimentos de cálcio são maiores durante a gravidez e menores durante a lactação [ 16 , 17 ].
      Seis porções diárias de alimentos ricos em cálcio podem satisfazer as necessidades de cálcio em mulheres grávidas, embora para necessidades calóricas acima de 2400 kcal por dia as necessidades de cálcio sejam quase automaticamente satisfeitas pela variedade de alimentos vegetais consumidos [ 15 ].

      3.7.2. Infância e Infância

      Os bebês veganos atendem a maioria de suas necessidades de cálcio através do leite materno ou fórmula [ 31 ].
      Em crianças veganas, incluir 3 a 5 porções de alimentos ricos em cálcio por dia é suficiente para atender às necessidades [ 32 ].

      3.8. Vitamina D

      O status da vitamina D depende mais da exposição ao sol e da suplementação do que da ingestão dietética [ 79 ].
      Se os fatores de risco para baixa síntese endógena de vitamina D estiverem presentes, como pele pigmentada, baixa exposição ao sol ou vida nas latitudes nórdicas, a suplementação deve ser considerada em todos os indivíduos, possivelmente após avaliar os níveis séricos de 25-OH de vitamina D [ 80 ].
      Tanto a vitamina D2 como a vitamina D3 são eficazes na manutenção de níveis ótimos de vitamina D em doses baixas e médias (600-4000 UI), que são as recomendadas para a manutenção de um nível ótimo de vitamina D nessa população81 ]. As recomendações para suplementar a vitamina D em mulheres grávidas e lactantes, bebês e crianças estão resumidas na Tabela 1 [ 82 , 83 , 84 ].
      Tabela 1. Suplementos de vitamina D recomendados para manter os níveis normais de vitamina D ou para corrigir deficiências em mulheres grávidas e lactantes, bebês e crianças.

      3.8.1. Gravidez e Lactação

      O estado da vitamina D deve ser verificado antes da concepção, uma vez que a insuficiência de vitamina D nas mães pode ter um impacto negativo na saúde de seus filhos85 ].
      Os níveis ótimos de soro 25-OH na vitamina D para gestantes estão acima de 75 nmol / L (30 ng / mL)86 ].
      A maioria das vitaminas pré-natais contém vitamina D insuficiente para prevenir a deficiência de vitamina D no recém-nascido [ 87 ], portanto doses diárias de 1000 a 2000 UI por dia são sugeridas e consideradas seguras em mulheres grávidas16 , 17 , 88 ]. Os níveis de 25-OH vitamina D devem ser verificados juntamente com cálcio, fósforo e paratormônio (PTH) após pelo menos 6 meses do início da suplementação (de acordo com a Tabela 1 ) [ 85 , 86 ].
      A suplementação de mais de 4000 UI por dia durante a gravidez não é considerada segura, portanto doses mais altas (geralmente> / = 25.000 UI) de vitamina D devem ser evitadas89 ].

      3.8.2. Infância e Infância

      O leite humano e o leite em pó não são suficientes para prevenir a deficiência de vitamina D em bebês [ 87 , 90 ]. Todos os bebês, incluindo bebês vegetarianos, devem suplementar 400 UI de vitamina D diariamente ao longo do primeiro ano de vida para prevenir o raquitismo e a deficiência de vitamina D mais tarde87 ].
      Uma checagem regular da homeostase do cálcio (25-OH, vitamina D, PTH, cálcio e fósforo) é necessária até que a normalização dos níveis séricos de 25-OH da vitamina D ocorra após a suplementação (de acordo com a Tabela 1 ).

      3.9. Vitamina b12

      Uma quantidade suficiente de vitamina B12 não pode ser encontrada em alimentos de origem vegetal1 , 6 ].
      Alimentos fermentados e algas marinhas não podem ser considerados fontes confiáveis ??de vitamina B12 [ 91 ].
      O consumo de alimentos enriquecidos com B12 em dietas veganas é por vezes sugerido como um meio para assegurar uma boa ingestão diária de vitamina B12 [ 1]. Esses produtos, no entanto, nem sempre estão disponíveis e, mesmo quando são, devem ser consumidos três vezes por dia para fornecer quantidades adequadas de vitamina B12 [ 6 ]. Portanto, sugerimos que todos os vegans atendam aos seus requisitos de B12 por meio de suplementação.
      A monitorização óptima do estado B12 inclui a dosagem de homocisteína sérica (HCY), ácido metilmalónico (sMMA) e holo-transcobalamina II, juntamente com a vitamina B12 sérica total92 ].
      O estado B12 normal é definido como holo-transcobalamina II> 45 pmol / L, sMMA <271 nmol / L e HCY <10 µmol / L [ 92 ].
      O total de soro B12 é o método mais comum e difundido para definir o status B12 e deve ser considerado ótimo acima de 360 ??pmol / L, se a holo-transcobalamina II não estiver disponível, pois até este nível não há aumento nos marcadores de deficiência funcional de B12 [ 92 ]. Doses diárias e semanais para manutenção dos níveis já normais de B12, como sugerido pela Sociedade Italiana de Nutrição Humana, são relatadas na Tabela 2 [ 6 , 93 ].
      Tabela 2. Suplementos de vitamina B12 recomendados para manter os níveis de B12 já normais em mulheres grávidas e lactantes, bebês e crianças.

      3.9.1. Gravidez e Lactação

      Como a deficiência de vitamina B12 pode ocorrer durante a gravidez, independentemente do tipo de dieta, devido à maior depleção devido a maiores demandas [ 94 ], um estado B12 adequado deve ser mantido durante a gravidez vegana, e o uso de um suplemento de vitamina B12 representa a maneira mais confiável20 ] O leite de mães veganas que amamentam fornece vitamina B12 adequada em bebês somente se as mães veganas estiverem suplementando B12 corretamente [ 20 ]. Embora contenham 100% da RDA para a vitamina B12, as multivitaminas pré e pós-natais comuns estão negativamente associadas à concentração de B12 no leite materno de mulheres veganas, porque apenas uma fração da B12 que fornecem é absorvida [ 6 , 20]. As mães grávidas e lactantes vegan devem ser encorajadas a tomar um suplemento B12, não multivitamínico, e dissolvê-lo sob a língua ou mastigar lentamente, a fim de aumentar a absorção [ 6 , 20 ].
      Em caso de deficiência de B12, não há consenso sobre dose, via de administração ou forma do suplemento vitamínico.
      A maioria dos estudos clínicos sugere começar com altas doses parenterais de vitamina B12, após as quais o tratamento oral é administrado [ 95 ].
      Nos Estados Unidos, o tratamento usual depende da injeção de 1 mg de cianocobalamina por dia durante a primeira semana, seguida de injeções semanais no mês seguinte e injeções mensais [ 96 ].
      Sugerimos o seguinte algoritmo de suplementação oral, descrito na Tabela 3 , que depende dos níveis séricos reais de B12, para garantir uma quantidade diária de B12 absorvida correspondente a 5 vezes a RDA para B12 [ 16 , 17 ].
      Tabela 3. Proposta de um esquema de suplementação oral para deficiência de vitamina B12 em mulheres grávidas e lactantes, bebês e crianças.
      A suplementação de B12 deve então prosseguir, de acordo com a Tabela 2 , de modo a manter os níveis ótimos de B12. O soro B12, ácido fólico, HCY e contagem de células sanguíneas (CBC) devem ser verificados não antes de 6 a 8 meses do início da suplementação.
      Sugerimos que o estado de B12 (B12 sérica, juntamente com HCY, CBC e ácido fólico) seja verificado regularmente durante a gravidez também em mulheres com níveis ótimos de B12 no primeiro trimestre da gravidez, e ajustar os esquemas de suplementação de acordo com os resultados laboratoriais.

      3.9.2. Infancy and Childhood

      Os bebês veganos devem começar a suplementar a B12 com o início da alimentação complementar, por volta dos 6 meses de idade, uma vez que, com a introdução de alimentos sólidos, a quantidade de vitamina B12 fornecida pela fórmula mamária diminui. A quantidade de B12 para suplementar diariamente varia com a idade e é mostrada na Tabela 2 [6].
      No caso de deficiência de B12 em lactentes e crianças, não existe protocolo sobre suplementação até o momento.
      Portanto, calculamos um esquema de suplementação oral, mostrado na Tabela 3 , que depende da idade da criança e dos níveis séricos reais de B12, para garantir a quantidade diária de vitamina B12 absorvida correspondente a 5 vezes a RDA.
      A suplementação de B12 deve então prosseguir para manter os níveis ótimos de B12. O soro B12, ácido fólico, HCY e CBC devem ser verificados antes de 6 a 8 meses do início da suplementação.

      4. Planejamento de Menu

      O VegPlate é um guia alimentar vegetariano em forma de placa projetado para respeitar as DRIs italianas e americanas durante a gravidez, a lactação, a infância e a infância, usando apenas alimentos à base de plantas [ 15 , 32 ].
      Para cada exigência calórica, sugere-se que o número de porções para cada grupo de alimentos (grãos, alimentos ricos em proteínas, nozes e sementes, vegetais, frutas e gorduras) seja incluído diariamente para atingir automaticamente uma dieta vegana nutricionalmente adequada.
      Com este método, uma dieta vegana bem equilibrada pode ser planejada por qualquer profissional de saúde em poucos minutos, sem necessidade de mais cálculos.
      Fornecemos três menus de amostra, obtidos com o método VegPlate, no Material Complementar on-line .

      5. Conclusões

      As dietas veganas podem atender às necessidades de nutrientes e podem ser uma escolha apropriada para todas as etapas da vida, incluindo gravidez, lactação, infância e infância, desde que sejam bem planejadas. De fato, os problemas que ocorreram em indivíduos excluindo todos os componentes animais de sua dieta estavam relacionados à incompletude da dieta e, portanto, às deficiências nutricionais. No passado, isso se devia à categorização de dietas restritivas (ou seja, a dieta macrobiótica) como veganas [ 24 , 97 , 98 ]. Hoje, casos isolados de desnutrição em crianças veganas têm sido relacionados quase exclusivamente à inadequação da dieta oferecida ao bebê ou à falta de suplementação de B12 [ 99 , 100 , 101].
      Uma dieta vegana bem planejada é completa quando segue todos os critérios que a definem como adequada: (i) o consumo de uma variedade de alimentos vegetais ao longo do dia é incentivado, e nenhum grupo de alimentos à base de plantas é excluído; (ii) a atenção está centrada nos nutrientes potencialmente críticos, nomeadamente aqueles que não podem ser automaticamente fornecidos pela variedade dos alimentos consumidos. Particularmente durante a gravidez, a amamentação, a infância e a infância, os nutrientes essenciais incluem proteínas, ácidos graxos ômega-3, ferro, zinco, iodo e cálcio. As mulheres grávidas e lactantes veganas e os pais veganos devem estar cientes das fontes alimentares desses nutrientes e das técnicas de preparo de alimentos e práticas culinárias que melhoram sua biodisponibilidade. Se a exposição ao sol for insuficiente ou ineficiente, Suplementos de vitamina D são necessários para manter um ótimo nível de vitamina D. Não existem fontes confiáveis ??de vitamina B12 em alimentos vegetais, assim, uma suplementação de vitamina B12 é obrigatória para todos as veganas.
      Devido ao rápido aumento na popularidade das dietas veganas, os profissionais de saúde devem estar cientes das características de uma dieta vegana completa para aconselhar seus pacientes corretamente. As dietas veganas que restringem o consumo de energia, excluindo um ou mais grupos de alimentos, não prestando atenção aos nutrientes essenciais ou ao status de vitamina D, e não suplementando a vitamina B12, não podem ser consideradas equilibradas e podem ter consequências perigosas para a saúde.
      Este artigo resume as recomendações feitas pela Sociedade Científica para a Nutrição Vegetariana (SCNV) sobre dietas veganas durante essas fases delicadas da vida. Como não há estudos suficientes para fornecer recomendações baseadas em evidências, o nível de evidência de tais declarações deve ser considerado como opinião de especialistas.
      O não cumprimento dessas recomendações pode colocar esses sujeitos vulneráveis ??em risco evidente de deficiências nutricionais.

      Materiais Suplementares

      A seguir estão disponíveis online em https://www.mdpi.com/2072-6643/11/1/5/s1 : Figura S1. (a) O VegPlate (b) representação gráfica das porções adicionais durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez e durante a lactação [ 15 , 32 ]; Figura S2 O VegPlate para lactentes (6 a 12 meses); Tabela S1 Menus de amostra.

      Contribuições do autor

      Conceituação, LB, SG, RB, MB, FI, DF, PG, GR, CT, MAT e MAB; metodologia, LB; escrita – preparação original do rascunho, LB e SG; redação – revisão e edição, LB, SG, RB, MB, FI, DF, PG, GR, CT, MAT e MAB; visualização, LB e SG; supervisão, MB e MAB; administração de projetos, LB, SG e MAB; captação de recursos, LB Todos os autores leram e aprovaram o manuscrito final.

      Financiamento

      A Sociedade Científica para Nutrição Vegetariana financiou a taxa de publicação.

      Agradecimentos

      Gostaríamos de agradecer a todos os membros da Rede VegFamily pelas sugestões criteriosas e pelos revisores anônimos cujas sugestões levaram a uma melhoria do conteúdo.

      Conflitos de interesse

      LB é o autor de livros descrevendo o método do VegPlate, que é citado neste artigo; MAB é o diretor do Mestrado Internacional em Nutrição Vegetariana e Dietética, organizado pela Funiber; todos os outros autores declaram não haver conflitos de interesse.

      Referências

      1. Melina, V .; Craig, W .; Levin, S. Posição da Academia de Nutrição e Dietética: Dietas Vegetarianas. J. Acad. Nutr. Dieta. 2016 , 116 , 1970-1980. [ Google Scholar ] [ CrossRef ] [ PubMed ]
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      Guia do Papai

      Gravidez
      FAQ032, maio de 2016

      Formato PDF

      Guia do parceiro (papai) para a gravidez

      Por que é importante apoiar a gravidez do seu parceiro?

      As mulheres que têm um parceiro envolvido e de apoio durante a gravidez são mais propensas a desistir de comportamentos prejudiciais, como fumar e levar uma vida mais saudável. Bebês podem nascer mais saudáveis ??também, com menores taxas de nascimento prematuro e problemas de crescimento. As mulheres que são bem apoiadas durante a gravidez podem ser menos ansiosas e ter menos estresse nas semanas após o parto. Você pode ser solidário, educando-se sobre a gravidez, indo com o seu parceiro para consultas de pré – natal , e juntando-se a ela para fazer escolhas de estilo de vida saudável.

      Quanto tempo dura a gravidez?

      Uma gravidez normal dura cerca de 40 semanas a partir do primeiro dia do último período menstrual da mulher (DUM) . Semanas de gravidez são divididas em três trimestres . Cada trimestre dura cerca de 3 meses.

      Como a data provável do parto é estimada?

      A data estimada em que o bebê nascerá é chamada de data provável do parto (DPP) . Esta data é baseada na DUM ou em um exame de ultrassonografia . Os métodos de datação de DUM e ultra-som são frequentemente usados ??em conjunto para estimar o DPP Tenha em mente que apenas 1 em 20 mulheres realmente dão à luz na data estimada de vencimento.

      O que acontece durante o primeiro trimestre da gravidez?

      Durante o primeiro trimestre (as primeiras 13 semanas), a maioria das mulheres precisa de mais descanso do que o habitual. Eles podem ter sintomas de náusea e vômito. Embora comumente conhecido como “enjôo matinal”, esses sintomas podem ocorrer a qualquer hora do dia ou da noite. A gravidez precoce pode ser um momento emocional para uma mulher. Mudanças de humor são comuns. Não é incomum que você tenha altos e baixos também. Gravidez e paternidade são grandes mudanças na vida, e pode levar algum tempo para você se ajustar. Ouça seu parceiro e ofereça suporte.

      O que acontece durante o segundo trimestre da gravidez?

      Para a maioria das mulheres, o segundo trimestre da gravidez (semanas 14 a 27) é o momento em que elas se sentem melhor. À medida que o abdome da parceira cresce, a gravidez se torna mais óbvia. Muitas mulheres começam a se sentir melhor fisicamente. Os níveis de energia melhoram e os problemas matinais geralmente desaparecem. Sua parceira começará a sentir o bebê se mexer. Isso geralmente acontece em cerca de 20 semanas de gravidez, mas isso pode acontecer mais cedo ou mais tarde.

      Muitos casais fazem aulas de parto (cursos de preparação para o parto, encontro de casais grávidos) no hospital onde planejam ter o bebê. As aulas são uma ótima maneira de aprender o que esperar durante o trabalho de parto e o parto e como apoiar seu parceiro durante o parto. Você também pode conhecer e conversar com outros pais que estão esperando.

      O que acontece durante o terceiro trimestre da gravidez?

      O último trimestre (semanas 28–40) costuma ser o mais desconfortável para a sua parceira. Também pode ser um momento muito ocupado enquanto você se prepara para o bebê. Sua parceira pode sentir desconforto quando o bebê cresce e seu corpo se prepara para o parto. Ela pode ter problemas para dormir, andar rapidamente e fazer tarefas rotineiras. É normal que ambos se sintam excitados e nervosos.

      Que mudanças de estilo de vida meu parceiro e eu precisamos fazer durante a gravidez?

      Sua parceira precisa fazer da sua saúde uma prioridade durante a gravidez e você pode apoiá-la fazendo isso também. Faça refeições saudáveis ??e garanta que ela descanse bastante. Exercício durante a gravidez também é importante. É especialmente importante para o seu parceiro evitar substâncias nocivas, como fumar, álcool e drogas ilegais.

      Nenhuma quantidade de álcool é considerada segura durante a gravidez. Drogas ilegais, como heroína, cocaína, metanfetaminas e medicamentos usados ??por uma razão não-médica, podem prejudicar um bebê em desenvolvimento. O uso da maconha não é recomendado durante a gravidez. As mulheres que usam essas substâncias podem ter outros comportamentos prejudiciais, como má-nutrição, que são prejudiciais durante a gravidez.

      Eu preciso parar de fumar se minha parceira estiver grávida?

      Você e sua parceira devem parar de fumar. Fumar durante a gravidez aumenta o risco de problemas de crescimento fetal e parto prematuro. O fumo passivo também é prejudicial. As mulheres grávidas que respiram o fumo passivo têm um risco aumentado de ter um bebê com baixo peso ao nascer. Bebês e crianças que são fumantes passivas têm taxas mais altas de ataques de asma, infecções respiratórias, infecções de ouvido e síndrome da morte súbita infantil (SIDS) do que aqueles que não são. Por todas estas razões, o tabagismo não deve ser permitido em sua casa ou carro.

      É seguro fazer sexo durante a gravidez?

      A menos que o médico obstetra ou outro profissional de saúde lhe tenha dito o contrário, você pode fazer sexo durante a gravidez. Você pode precisar tentar novas posições à medida que a barriga de sua parceira cresce. Além disso, tenha em mente que a relação sexual pode ser desconfortável às vezes para a sua parceira.

      Como posso ajudar a me preparar para o trabalho de parto?

      Há muito que você pode fazer para ajudar a tornar o trabalho de parto e o parto o mais suave possível:

      • Visite o hospital. O passeio é um bom momento para perguntar sobre as políticas do hospital sobre quem pode estar no quarto durante o trabalho de parto e parto, se você pode pernoitar no quarto e se pode tirar fotos ou filmar o parto. Também pergunte sobre áreas de estacionamento no hospital e onde fazer o check-in.
      • Instale um assento de carro voltado para trás. Você não pode levar seu bebê para casa, a menos que tenha uma cadeirinha infantil. Plano para obter um assento de carro voltado para trás bem antes da data de vencimento e verifique se ele está instalado corretamente. O site  http://www.safercar.gov oferece dicas sobre como escolher e instalar o assento do carro que é melhor para seu bebê.
      • Seja vacinado. Se é temporada de gripe, tomar uma vacina contra a gripe. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças e o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas recomendam que todos com 6 meses de idade ou mais recebam a vacina contra a gripe a cada ano. Eles também recomendam que todos os que estiverem em contato com o bebê recebam uma dose de toxóide tetânico, toxóide diftérico reduzido e vacina pertussis acelular (dTPA) pelo menos duas semanas antes.

      Como posso ajudar minha parceira durante o trabalho de parto e parto?

      Durante esse tempo, você pode

      • Ajudar a distrair seu parceiro jogando jogos com ela ou assistindo a um filme durante o início do trabalho de parto
      • faça caminhadas curtas com ela, a menos que ela tenha dito para ficar na cama
      • verificar suas contrações
      • massagear suas costas e ombros entre contrações
      • oferecer conforto e palavras de apoio
      • incentivá-la durante o estágio de diatação e expulsão

      Alguns parceiros decidem não comparecer ao parto e nascimento. Mesmo se você não estiver na sala, seu parceiro receberá muita ajuda durante o trabalho de parto e a entrega da equipe do hospital. Amigos ou membros da família podem oferecer suporte. Você também pode contratar um assistente de parto chamado doula .

      Quando podemos levar nosso bebê para casa do hospital?

      Depois que o bebê nascer, você provavelmente poderá levar sua nova família para casa após um ou dois dias. Se o seu parceiro teve uma cesariana , ela e o bebê podem precisar ficar no hospital por mais tempo.

      O que é depressão pós-parto?

      É muito comum que as novas mães se sintam tristes, perturbadas ou ansiosas após o parto. Muitos têm sentimentos leves de tristeza, chamados “baby blues”. Quando esses sentimentos são mais extremos ou duram mais que uma semana ou duas, pode ser um sinal de uma condição mais grave conhecida como depressão pós-parto . Muitas vezes, as mulheres com depressão pós-parto não estão cientes de que estão deprimidas. São seus parceiros que primeiro notam os sinais e sintomas.

      Quais são os sinais e sintomas da depressão pós-parto?

      A seguir, são sinais de depressão pós-parto:

      • O baby blues não começa a desaparecer após cerca de uma semana, ou os sentimentos pioram.
      • Ela tem sentimentos de tristeza, dúvida, culpa ou desamparo que parecem aumentar a cada semana e atrapalhar sua rotina normal.
      • Ela não é capaz de cuidar de si mesma ou de seu bebê.
      • Ela tem dificuldade em fazer tarefas em casa ou no trabalho.
      • Seu apetite muda.
      • Coisas que costumavam trazer prazer a ela não fazem mais.
      • A preocupação e a preocupação com o bebê são muito intensas, ou o interesse pelo bebê é insuficiente.
      • Ela se sente muito em pânico ou ansiosa. Ela pode ter medo de ficar sozinha com o bebê.
      • Ela teme prejudicar o bebê. Esses sentimentos podem levar à culpa, o que agrava a depressão.
      • Ela tem pensamentos de auto-agressão ou suicídio.

      Se seu parceiro mostrar algum desses sinais, informe-lhe sobre suas preocupações. Ouça-a e apoie-a. Ajude a conseguir a ajuda profissional que ela pode precisar.

      Você também deve estar ciente de que todos os pais novos podem ter depressão pós-parto. Fale com um profissional de saúde se tiver algum dos sinais.

      Como posso me sentir envolvido quando minha parceira está amamentando?

      Os especialistas médicos concordam que o aleitamento materno proporciona os maiores benefícios à saúde para a maioria das mulheres e seus bebês. Alguns parceiros sentem-se excluídos quando observam a proximidade da amamentação. Mas se sua parceira escolheu amamentar, existem maneiras de compartilhar esses momentos:

      • Traga o bebê para ela amamentar.
      • Arrume e troque a fralda do bebê.
      • Abrace e dê colo para o seu bebê dormir.
      • Ajude a alimentar seu bebê se seu parceiro bombear seu leite materno em uma garrafa.

      Quando é permitido fazer sexo novamente depois que o bebê nasce?

      Não há “período de espera” definido antes que uma mulher possa fazer sexo novamente após o parto. Alguns profissionais de saúde recomendam esperar de 4 a 6 semanas. As chances de um problema ocorrer, como sangramento ou infecção, são pequenas após cerca de duas semanas após o nascimento. Se a sua parceiro teve uma episiotomia ou laceração no parto, ela pode ser instruída a não ter relações sexuais até que o local esteja completamente cicatrizado.

      Glossário

      Cesariana: parto através de incisões cirúrgicas feitas no abdome da mãe e do útero.

      Doula: Uma treinadora ou ajudante de parto que dá apoio emocional e físico contínuo a uma mulher durante o trabalho de parto e o parto.

      Episiotomia: Uma incisão cirúrgica feita no períneo (a região entre a vagina e o ânus) para alargar a abertura vaginal para o parto.

      Data Provável do Parto (DPP): A data estimada em que um bebê nascerá, cm 40 semanas.

      Data da última menstruação (DUM): A data do primeiro dia do último período menstrual antes da gravidez que é usado para estimar a data de entrega.

      Obstetra: Um médico especializado em cuidar de mulheres durante a gravidez, o trabalho de parto e o período pós-parto.

      Pós-parto: Um termo que geralmente se refere às primeiras semanas ou meses após o parto, especificamente 42 dias, sendo chamado de puerpério.

      Depressão pós-parto: Sentimentos intensos de tristeza, ansiedade ou desespero após o parto que interferem na capacidade de funcionamento da nova mãe e que não desaparecem após 2 semanas.

      Pré-natal: Um programa de cuidados para uma mulher grávida antes do nascimento de seu bebê.

      Pré-termo: Aquele bebê que nasceu antes de completar 37 semanas de gravidez.

      Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SIDS): A morte inesperada de uma criança e na qual a causa é desconhecida.

      Toxóide Tetânico, Toxóide Reduzida de Difteria e Vacina Pertussis Acelular (Tdap): Uma vacina que inclui uma combinação de toxóide tetânico, toxóide diftérico e coqueluche acelular.

      Trimestres: Os três períodos de 3 meses em que a gravidez é dividida.

      Exame de ultrassonografia: Um teste em que as ondas sonoras são usadas para examinar estruturas internas. Durante a gravidez, pode ser usado para examinar o feto.

      Se você tiver outras dúvidas, entre em contato com seu obstetra-ginecologista.

      FAQ032: Concebido como uma ajuda aos pacientes, este documento apresenta informações e opiniões atuais relacionadas à saúde da mulher. A informação não dita um curso exclusivo de tratamento ou procedimento a ser seguido e não deve ser interpretado como excluindo outros métodos aceitáveis ??de prática. Variações, levando em conta as necessidades individuais do paciente, recursos e limitações exclusivas da instituição ou tipo de prática, podem ser apropriadas.

      Copyright maio de 2016 pelo Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas

      Aleitamento Materno

       

      Como fazer uma boa pega no peito

      A pega correta do bebê no peito da mãe é um dos principais fatores para o sucesso da amamentação. O bebê tem que abrir um bocão bem grande, parecendo uma boca de peixinho, para abocanhar o máximo possível do seio. Veja no vídeo do BabyCenter como estabelecer uma boa pega e não sentir dor ao dar de mamar.

      5 posições simples para amamentar

      Confira neste vídeo do BabyCenter cinco posições fáceis e confortáveis para amamentar seu bebê: tradicional, invertida, debaixo do braço, deitada ou reclinada. Veja como se acomoda melhor para dar de mamar.

      8 sinais de que o bebê está com fome

      Veja neste vídeo do BabyCenter como identificar os sinais de que o bebê está com fome para mamar. Se reconhecer logo a fome, a mamada será mais tranquila para vocês dois.

      As mudanças nos seios durante a gravidez

      O peito da mulher muda bastante já durante a gravidez, nos preparativos para a amamentação. Confira no vídeo do BabyCenter como ocorrem essas mudanças nos seios e nos mamilos.

       


      ??Cada mulher é única, tem suas características e quando o assunto são os seios, a verdade é que existem vários tipos, que variam no formato, nas aréolas e também nos tamanhos (mesmo as publicidades de sutiãs e desodorantes mostrando sempre aqueles perfeitos e de circunferência impecável)
      ?.
      ??Mas vale lembrar que não existe uma regra para seio mais bonito ou feio. Você é livre para fazer o que quiser com o seu corpo, mas o ideal é aprender a amá-lo do jeito que ele é! E sim, alguns tipos de plásticas mamárias podem dificultar o aleitamento materno ??
      .
      *?? Atenção para a mama tuberosa que possuiu menor quantidade de parênquima mamário e é relacionado com dificuldade na amamentação
      .
      ??Mama ideal na lactação é aquela que consegue amamentar. E melhor do que uma mama que literalmente amamenta é uma mãe que ama e que cuida do seu bebê, independente de amamentação. Portanto, se por acaso você não conseguiu amamentar, poderá continuar a amar e a cuidar do seu bebê, você em foi escolhida por Deus pra ser a mãe ideal desse bebê. É como sempre escrevo, a melhor vitamina, o melhor alimento, o melhor remédio, é o AMOR! Ame intensamente, viva a vida como deve ser vivida, minimize as dificuldades e enxergue todas as coisas boas na sua frente! Honre seu passado, tudo foi aprendizado e como diz @andreiafriques : “Olhe pra cima??, olhe pra baixo (suas raízes), olhe pra dentro?? e olhe pra frente??!!!
      .
      ??”Amamente”, e se não der, Ame e mentalize que tudo vai dar certo!!!
      .
      #smam2020 #euapoioaleitamentomaterno #aleitamentomaterno #ginecologiaeobstetríciaintegrativaefuncional


      Aproveitando a #SMAM2019, resolvi falar sobre a importância da Doação de Leite Humano! Toda mulher que amamenta é uma possível doadora e a única exigência é estar saudável, não tomando nenhum medicamento que interfira na amamentação.
      ?
      É superimportante a gente abordar esse tema pois o leite materno ajuda a salvar a vida de muitas crianças prematuras, de baixo peso, internadas e que não podem ser alimentadas diretamente no seio da mãe pois aumenta as chances deles se recuperarem mais rápido, além de protegê-los de infecções, diarreias e alergias. Um litro de leite doado pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia. Dependendo do peso do prematuro, 1 ml já é o suficiente para nutri-lo cada vez em que ele for alimentado. Ou seja, qualquer quantidade de doação já irá ajudar MUITO!
      ?
      Engana-se quem acredita que a doação pode provocar falta de leite! Quanto mais a mulher amamenta ou esvazia as mamas, mais leite ela irá produzir.
      ?
      Espalhe estas informações! Incentive outras mamães que podem a doarem o seu leite! E quem não amamenta também pode ajudar os bancos de leite doando potes de vidro com tampas plásticas. Procure o Banco de Leite Humano mais próximo e contribua!
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      EXISTE LEITE FRACO?
      ? Mito! Sabia que até uma mãe com desnutrição leve ou moderada é capaz de produzir um bom leite? O leite materno tem todas as substâncias na quantidade certa para o bebê crescer e se desenvolver. O leite do início da mamada é mais “ralo”, (contém +água, +vitaminas, +sais minerais e -gordura). O leite do fim da mamada é mais grosso. O bebê precisa DOS DOIS!
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      O TEMPO DE AMAMENTAÇÃO DEPENDE DE CADA CRIANÇA
      ? Verdade! Alguns bebês são rápidos, levam de 5 a 10min. Outros, levam até 40 minutos! A mãe deve continuar até que o bebê perca o interesse, pois é ele quem vai determinar o tempo.
      ?
      DAR DE MAMAR FAZ OS PEITOS CAÍREM!
      ? Mito! A queda vai depende de vários fatores: hereditários, idade, aumento de peso, musculatura de sustentação. A própria gravidez causa mudança na forma e posição.
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      SEIOS PEQUENOS PRODUZEM MENOS LEITE
      ? Mito! Tamanho não é documento!
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      MÃES QUE TÊM ANEMIA PODEM AMAMENTAR
      ? Verdade! Mas é necessário que procurem um tratamento. O médico pode receitar a medicação adequada, orientar a dieta e a mãe continuar amamentando.
      ?
      EXISTE UMA POSIÇÃO IDEAL PARA AMAMENTAR
      ? Mito! A melhor posição é sempre aquela que é mais confortável para a mãe e para o bebê.


      Você sabia que existem “tipos” diferentes de leite materno? Ele passa por mudanças ao longo dos primeiros dias e meses de vida do bebê! Ou seja, o que muda mesmo é a COMPOSIÇÃO que varia de acordo com a idade da criança (além de outros fatores como a alimentação da mãe etc).
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      ? O colostro é produzido logo após o nascimento do bebê. Geralmente, é secretado entre os três e cinco primeiros dias. Contém os mesmos nutrientes do leite maduro, porém com ainda mais proteínas, mais anticorpos e menos gordura. É considerado a “primeira vacina do recém-nascido”, pois o protege contra uma série de doenças e o alimenta muito bem!
      ?
      ? A maturação do leite ocorre aos poucos, portanto, ele se modifica de forma gradual e progressiva. O leite de transição é rico em gordura e lactose, enquanto o volume de proteínas e prebióticos diminui (fibras que estimulam o crescimento de bactérias saudáveis no intestino e auxiliam no seu funcionamento).
      ?
      ? O leite maduro é o estágio final e definitivo, onde ele atinge todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento físico e cognitivo do bebê. A composição é um equilíbrio perfeito entre macronutrientes (proteínas, lipídios e carboidratos) e micronutrientes (vitaminas e minerais).
      ?
      Vale lembrar que a composição do leite humano não é constante, pode mudar a cada mamada, principalmente no que diz respeito à proporção de gordura! Às vezes é mais fino e aguado, outras vezes é mais grosso, cremoso (mais gorduroso). CONFIE NO SEU ORGANISMO!

       


      Continuando as postagens em comemoração a #SMAM2019, o tema hoje é a IMPORTÂNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO!
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      ? O Ministério da Saúde recomenda apenas leite materno nos seis primeiros meses de vida do bebê. Ele não precisa comer ou beber mais nada – nem mesmo água! O leite possui tudo o que é necessário para a criança estar nutrida, crescer e se desenvolver com saúde.
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      ? Os benefícios são MUITOS! A criança estará protegida contra alergias e infecções e será fortalecida com os anticorpos da mãe (o que evita problemas como diarreias, pneumonias, otites e meningites). Além de fazer bem para os ossos e e fortalecer os músculos da face, facilitando o desenvolvimento da fala no futuro.
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      Mas sabia que não são só os bebês que ganham com a amamentação?
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      ? A mãe que amamenta volta mais rapidamente ao seu peso normal e diminui os riscos de desenvolver anemia, osteoporose, doenças cardíacas, câncer de mama e de ovário, depressão e hemorragia pós-parto.
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      ? O contato carinhoso entre a mamãe e o bebê é muito prazeroso, cria um vínculo e proporciona maior união entre eles. No processo acontece a liberação de endorfinas, o que aumenta a sensação de prazer e felicidade para a mulher, melhorando a sua autoestima!
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      Não restam dúvidas que o #aleitamentomaterno traz inúmeros benefícios ao bebê, a mãe e a sociedade, como um todo.
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      #amamentação #amamentar #amarmentar #amorliquido #leitematerno #maternidadereal


      Hoje, 01 de agosto, é comemorado o Dia Mundial da Amamentação e começamos a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM). Para celebrar, trarei vários debates importantes sobre o tema durante os próximos dias!

      ? Vamos começar falando sobre o tema deste ano: “Capacite os pais e permita a amamentação, agora e no futuro!”. Ele foi escolhido com o objetivo de incluir todos os tipos de pais da sociedade, ultrapassando as barreiras de gênero e incentivando a integração de todos.

      ? É uma campanha celebrada por mais de 120 países! Todos unidos para relembrar a importância da lactação.

      ? Além do tema central de 2019, a SMAM busca estabelecer metas pelo direito da mulher em amamentar de forma segura, encorajando também a participação da sociedade, profissionais da saúde e profissionais da educação a se envolverem (antes, durante e ao longo de toda a maternidade!). O aleitamento, ao contrário do que muitos pensam, demanda um aprendizado pela mãe, pelo bebê e até pela própria família. Não é facil. A mãe precisa de apoio e acolhimento! Como foi a SUA experiência durante este período? Comente aqui e ajude outras mamães que podem estar passando pelo mesmo! ?
      #SMAM2019 #amamentação #amamentar #aleitamentomaterno #amarmentar #amorliquido #leitematerno #maternidadereal


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      Parabéns a todas as mamães e demais colaboradores que apóiam o aleitamento materno
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      “O LEITE MATERNO É O MELHOR ALIMENTO PARA O SEU BEBÊ DEVENDO SER OFERTADO DE FORMA EXCLUSIVA NOS PRIMEIROS SEIS MESES DE VIDA. NÃO OFERECER NESTE PERÍODO CHÁS, ÁGUA, SUCO, BICO, CHUPETAS OU LEITE ARTIFICIAL. APÓS O SEIS MESES O ALEITAMENTO PREFERENCIALMENTE DEVE SER MANTIDO E OUTROS ALIMENTOS SÃO INSERIDOS DE FORMA GRADATIVA”
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      Colabore: a luta para uma alimentação saudável começa intra-útero e logo após o parto!!!
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      AMAMENTAÇÃO: um ato de amor!!!??


       

      Todo obstetra deve ser incentivador do aleitamento materno. É uma das mais importantes medidas de saúde pública para a saúde infantil, combatendo a morbimortalidade neonatal e infantil. O leite materno deve ser oferecido de forma exclusiva até o sexto mês de vida.

       

      Dez passos para o sucesso do aleitamento materno

      Passo 1 – Ter uma política de aleitamento materno escrita que seja rotineiramente transmitida a toda equipe de cuidados de saúde;

      Passo 2 – Capacitar toda a equipe de cuidados de saúde nas práticas necessárias para implementar esta política;

      Passo 3 – Informar todas as gestantes sobre os benefícios e o manejo do aleitamento materno;

      Passo 4 – Ajudar as mães a iniciar o aleitamento materno na primeira meia hora após o nascimento; conforme nova interpretação: colocar os bebês em contato pele a pele com suas mães, imediatamente após o parto, por pelo menos uma hora e orientar a mãe a identificar se o bebê mostra sinais de que está querendo ser amamentado, oferecendo ajuda se necessário;

      Passo 5 – Mostrar às mães como amamentar e como manter a lactação mesmo se vierem a ser separadas dos filhos;

      Passo 6 – Não oferecer a recém-nascidos bebida ou alimento que não seja o leite materno, a não ser que haja indicação médica e/ou de nutricionista;

      Passo 7 – Praticar o alojamento conjunto – permitir que mães e recém-nascidos permaneçam juntos – 24 horas por dia;

      Passo 8 – Incentivar o aleitamento materno sob livre demanda;

      Passo 9 – Não oferecer bicos artificiais ou chupetas a recém-nascidos e lactentes;

      Passo 10 – Promover a formação de grupos de apoio à amamentação e encaminhar as mães a esses grupos na alta da maternidade; conforme nova interpretação: encaminhar as mães a grupos ou outros serviços de apoio à amamentação, após a alta, e estimular a formação e a colaboração com esses grupos ou serviços.

      Fonte: http://portalms.saude.gov.br/saude-para-voce/saude-da-crianca/aleitamento-materno/dez-passos-para-o-aleitamento-materno#

       


      Ciência & Saúde Coletiva

      SILVA, Cristianny Miranda e et al. Práticas educativas segundo os “Dez passos para o sucesso do aleitamento materno” em um Banco de Leite Humano. Ciênc. saúde coletiva [online]. 2017, vol.22, n.5, pp.1661-1671. ISSN 1413-8123.  http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232017225.14442015.

      Resumo

      Este artigo objetivou avaliar práticas educativas segundo os “Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno” em Banco de Leite Humano. Estudo retrospectivo com informações sociodemográficas e gestacionais maternas e referentes ao bebê, obtidas de protocolo de atendimento de nutrizes (2009-2012). Tais dados foram associados aos passos relacionados a práticas educativas dentre os “Dez Passos”. Realizou-se análise descritiva, teste qui-quadrado e regressão de Poisson. Foram avaliadas 12.283 mães, com mediana de 29 (12-54) anos de idade. As orientações recebidas sobre amamentação no pré-natal (passo 3) prevaleceram entre mães de 30-39 anos e o contato pele/pele (passo 4) entre as orientadas. O treinamento sobre amamentação (passo 5) predominou entre aquelas que amamentaram exclusivamente. Notou-se maior prevalência de amamentação exclusiva (passo 6) e sob livre demanda (passo 8) e uso de bicos artificiais (passo 9) entre os lactentes de mães orientadas. Os achados apontam importante papel do profissional da saúde no treinamento mãe/filho sobre aleitamento materno e incentivo ao contato pele/pele, amamentação exclusiva e sob livre demanda. As orientações ofertadas necessitam aprimoramento a fim de reduzir o uso de bicos artificiais e potencializar a amamentação exclusiva.