Febre Amarela na Gravidez

Recife 19 de janeiro de 2018

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?O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Dr. Sergio Cimerman, em 19 de janeiro de 2017 elaborou um informativo à população sobre a epidemia de Febre Amarela disponível em

https://www.infectologia.org.br/admin/zcloud/125/2017/01/Informativo_Febre_Amarela_Populacao.pdf
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Achei interessante destacar:
? Situações que necessitam avaliação especial sobre vacinação contra a febre amarela:
?Há situações especiais na qual a indicação da vacinação deverá ser avaliada pelo seu médico que irá expor qual o risco e o benefício de receber ou não a vacina
?Alguns exemplos que seu médico deve avaliar:
Crianças entre seis e oito meses;
Pessoas com idade acima de 60 anos;
Gestantes;
Mulheres amamentando crianças menores de seis meses
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? Também acho interessante destacar e divulgar que a Sociedade Brasileira de Infectologia orientou em caso de dúvidas, entrar em contato conosco pelo e-mail faleconosco@infectologia.org.br, pela nossa página no Facebook (facebook.com/SociedadeBrasileiradeInfectologia) ou (preferencialmente ao meu ver) procurar o seu médico infectologista
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Fico feliz quando com serenidade e muita boa vontade, usamos as redes sociais para ajudar à população principalmente em momentos difíceis como nesta epidemia de Febre Amarela no Brasil. Parabéns Dr. Sérgio Cimerman e demais colaboradores pelo belíssimo trabalho prestado à população!!!
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Clique a seguir para baixar o informativo na íntegra: Informativo_Febre_Amarela_Populacao

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?O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Dr. Sergio Cimerman, em 19 de janeiro de 2017 elaborou um informativo aos profissionais de saúde sobre a epidemia de Febre Amarela disponível em

https://www.infectologia.org.br/admin/zcloud/125/2017/01/Informativo_Febre_Amarela_Profissionais_de_saude.pdf.

?Segue o resumo das recomendações:
?Não é recomendada a vacinação contra FA de pessoas vivendo fora de áreas endêmicas, uma vez que o risco da vacina suplanta seus benefícios.
? Só é recomendada a vacinação para febre amarela em pessoas vivendo ou que vão viajar para áreas endêmicas para febre amarela, conforme mapa do Ministério da Saúde
?Neste grupo, a vacina é recomendada para pessoas entre 9 meses e 60 anos de idade, desde que não estejam imunossuprimidas, gestantes, mulheres em lactação e pessoas com doença no timo (ver texto para melhor discriminação dos grupos e exceções).
?Pessoas com mais de 60 anos deverão ser avaliadas em relação ao risco/benefício para recomendação de vacinação.
?Quando não há possibilidade de vacinação de pessoas visitando áreas endêmicas, deve-se reforçar medidas de proteção como uso de repelentes e roupas impregnadas com permetrina.
?Repelentes podem ser utilizados em crianças a partir de 2 meses de idade, segundo recomendações internacionais.
?No Brasil, a ANVISA só recomenda a utilização de repelentes a partir de 6 meses de idade (ver texto para melhor discriminação das recomendações).
?Os casos suspeitos devem ser imediatamente notificados aos CIEVS de cada Estado.
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Obrigado Dr. Sérgio Cimerman e demais colaboradores pelo belíssimo trabalho prestado aos profissionais de saúde e consequentemente à população!!!
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 Clique a seguir para baixar o informativo na íntegra: Informativo_Febre_Amarela_Profissionais_de_saude


 

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Elaborei um resumo voltado principalmente para as nossas gestantes a respeito da epidemia de Febre Amarela no Brasil. Segue os principais pontos que julguei interessante, ipsis litteris, do Guia de Febre Amarela elaborado pelo Ministério da Saúde do Brasil.

1. Conceito e Epidemiologia

A Febre Amarela é uma doença infecciosa febril aguda transmitida por vetores artrópodes e causada por um vírus do gênero Flavivirus, família Flaviviridae. A identificação do Aedes aegypti como transmissor do vírus, em 1900, foi seguida por ações de controle do vetor que resultaram em significativo declínio da doença fora das áreas tropicais endêmicas.

A introdução da vacina contra a febre amarela no País em 1937, o intenso combate ao vetor e a imunização em massa na década seguinte levaram à eliminação da doença nas áreas urbanas no Brasil. O registro dos últimos casos da febre amarela urbana no País ocorreu na cidade de Sena Madureira (AC), em 1942. A partir dessa data, a febre amarela urbana (transmitida por Aedes aegypti) não foi mais registrada e o ciclo de transmissão silvestre passou a predominar com registros de epidemias.

Atualmente, a febre amarela silvestre (FA) é uma doença endêmica no Brasil (i.e., região amazônica). Na região extra-amazônica, períodos epidêmicos são registrados ocasionalmente, caracterizando a reemergência do vírus no País. O padrão temporal de ocorrência é sazonal, com a maior parte dos casos incidindo entre dezembro e maio, e com surtos que ocorrem com periodicidade irregular, quando o vírus encontra condições favoráveis para a transmissão.

2 Manejo clínico de pacientes adultos com suspeita de febre amarela

O período de incubação (tempo entre a infecção pela picada do mosquito e o aparecimento de quadro clínico) médio varia entre 3 e 6 dias, podendo ser de até 10 a 15 dias.

O período de transmissibilidade (tempo em que um indivíduo com febre amarela possui vírus no sangue e pode infectar um mosquito vetor se for picado) vai de 24 a 48 horas antes até 3 a 5 dias após o início dos sintomas. O mosquito infectado transmite o vírus por seis a oito semanas.

O espectro clínico da febre amarela pode variar desde infecções assintomáticas até a quadros graves e fatais

O quadro clínico clássico caracteriza-se pelo surgimento súbito de febre alta, geralmente contínua, cefaleia intensa e duradoura, inapetência, náuseas e mialgia. O sinal de Faget (bradicardia acompanhando febre alta) pode ou não estar presente. Nas formas leves e moderadas os sintomas duram cerca de dois a quatro dias e são aliviados com o uso de sintomáticos, antitérmicos e analgé- sicos, e ocorrem em cerca de 20% a 30% dos casos. As formas graves e malignas acometem entre 15% a 60% das pessoas com sintomas que são notificadas durante epidemias, com evolução para óbito entre 20% e 50% dos casos. Na forma grave, cefaleia e mialgia ocorrem em maior intensidade, acompanhadas de náuseas e vômitos frequentes, icterícia e pelo menos oligúria ou manifestações hemorrágicas, como epistaxe, hematêmese e metrorragia. Classicamente os casos de evolução maligna podem apresentar um período de remissão dos sintomas de 6 a 48 horas entre o 3º e 5º dias de doença, seguido de agravamento da icterícia, insuficiência renal e fenômenos hemorrágicos de grande monta.

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3 Imunização

A vacinação contra febre amarela (VFA – atenuada) é a medida mais importante e eficaz para prevenção e controle da doença. A vacina usada no Brasil é produzida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e consiste de vírus vivos atenuados da subcepa 17DD, cultivados em embrião de galinha.

É um imunobiológico seguro e altamente eficaz na proteção contra a doença, com imunogenicidade de 90% a 98% de proteção. Os anticorpos protetores aparecem entre o sétimo e o décimo dia após a aplicação da vacina, razão pela qual a imunização deve ocorrer dez dias antes de se ingressar em área de risco da doença.

Esquema vacinal: O esquema vacinal consiste em uma dose única a partir dos 9 meses de idade.

Via de administração: Subcutânea. O volume da dose é 0,5 mL.

Indicação da vacina:

• Residentes ou viajantes para as áreas com recomendação de vacinação (todos os estados das regiões Norte e Centro-Oeste; Minas Gerais e Maranhão; alguns municípios dos estados do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Os viajantes para essas áreas devem ser vacinados pelo menos 10 dias antes da viagem.

• Pessoas que se deslocam para países endêmicos, conforme recomendações do Regulamento Sanitário Internacional (RSI).

Imunização em Gestantes:

Gestantes e mulheres amamentando: a vacinação de gestantes e lactantes não é recomendada em áreas sem circulação viral. Nas áreas com confirmação de circulação viral (epizootias, casos humanos e ou vetores infectados com o vírus da febre amarela), as gestantes e lactantes devem ser vacinadas. Recomenda-se a suspensão do aleitamento materno por dez dias após a vacinação. É importante procurar um serviço de saúde para orientação e acompanhamento a fim de manter a produção do leite materno e garantir o retorno à lactação. Esta recomendação é baseada nas evidências atuais e pode ser modificada futuramente. 

Contraindicações à imunização

? Gestantes. A administração deve ser analisada caso a caso na vigência de surtos.

4. Medidas de prevenção e controle da infecção

A vacinação é a principal medida de controle da febre amarela, e durante a ocorrência de um surto da doença recomenda-se vacinação das pessoas não vacinadas que residem ou vão se deslocar para a área de risco. As áreas com recomendação da vacina (ACRV) são determinadas pelo Ministério da Saúde e mudam periodicamente, de acordo com o resultado de estudos de vigilância em primatas não humanos e com a ocorrência de surtos.

A imunidade ocorre cerca de dez dias após a primeira dose da vacina, portanto deve-se recomendar outras medidas para a proteção de indivíduos recém-vacinados que residem ou vão se deslocar para a área de risco:

– Usar repelente de insetos enquanto estiverem acordados. Devem ser aplicados em toda a área de pele exposta respeitando os intervalos orientados pelos fabricantes, as condições climáticas com elevada umidade e temperatura, e após contato com a água. Não há contraindicação do uso dos repelentes registrados pela Anvisa para uso de gestantes e nutrizes. Os repelentes mais recomendados são os que contém DEET(N,N-Dietil-Meta-Toluamida), na concentração entre 25 e 50% e os que contém Icaridina (Hydroxyethylisobutylpiperidinecarboxylate), na concentração de 20% a 25%, por terem maior duração de ação, necessitando reaplicação menos frequente e consequentemente favorecendo uma melhor adesão. Os repelentes a base de IR3535 (Ethylbutylacetylaminopropionate) também podem ser usados. Repelentes naturais não tem eficácia comprovada e não são recomendados.

– O Quadro 13 descreve algumas opções de repelentes disponíveis comercialmente e suas principais características, segundo informações dos fabricantes.

– Proteger a maior extensão possível de pele por meio do uso de calça comprida, blusas de mangas compridas e sem decotes, de preferência largas, não coladas ao corpo, meias e sapatos fechados. O uso de roupas claras facilita a identificação de mosquitos e permite que eles sejam mortos antes de picarem o indivíduo.

– Não usar repelentes por debaixo das roupas. Podem ser usados por cima das roupas; seguindo orientações dos fabricantes.

– Passar o maior tempo possível em ambientes refrigerados, com portas e janelas fechadas e/ou protegidas por telas com trama adequada para impedir a entrada de mosquitos.

– Dormir sob mosquiteiros corretamente arrumados para não permitir a entrada de mosquitos (abas de abertura sobrepostas e barras inferiores embaixo do colchão); preferencialmente dormir debaixo de mosqueteiros impregnados com permetrina.

– Usar repelentes ambientais (sprays, pastilhas e líquidos em equipamentos elétricos) durante todo o tempo em que estiverem em ambientes domiciliares ou de trabalho, inclusive à noite.

Crianças menores de 6 meses de idade, que não podem receber a vacina e nem usar repelentes de aplicação direta na pele, devem ser mantidas o tempo todo sob mosquiteiros e/ou em ambiente protegido (refrigerado com portas e janelas fechadas ou protegidas por tela, com repelentes ambientais).

Crianças maiores de 6 meses e adultos que, por contraindicação clínica, não possam ser vacinados ou que por qualquer motivo ainda não tenham recebido a vacina devem seguir as mesmas orientações descritas para os dez dias após a vacinação enquanto durar o surto de febre amarela.

Pacientes com suspeita de febre amarela devem ser protegidos de picadas do mosquito transmissor, tanto em ambiente domiciliar quanto hospitalar. O paciente deverá permanecer em ambiente protegido por tela em portas e janelas, de preferência refrigerado. Na impossibilidade desses recursos, utilizar o mosquiteiro impregnado com permetrina durante todo o tempo de transmissibilidade, acrescido de mais um dia (ou seja, até o sexto dia de doença). Aplicar o repelente nas áreas expostas conforme orientação do fabricante igualmente pelo mesmo período. Tanto as telas quanto os mosquiteiros podem ser impregnados com permetrina para aumentar sua eficácia; no ambiente hospitalar, no entanto, deve ser evitado o uso de mosquiteiros impregnados para minimizar o risco de alergias/intoxicações.

Apesar de o vírus ser encontrado em sangue e secreções contaminadas com sangue, de haver o relato de isolamento do vírus vacinal em pessoas com sintomas respiratórios oito dias após a vacinação, não existe evidência de transmissão direta, pessoa a pessoa, da febre amarela, tampouco via hemotransfusão. A recomendação, portanto, é manter precauções padrão para os pacientes internados com o diagnóstico de febre amarela, independente da forma clínica, inclusive para despejo e tratamento de resíduos sólidos e líquidos.

Não há recomendação de cuidados especiais para os pacientes com febre amarela em uso de diálise ou outros equipamentos invasivos, devendo portanto serem tomadas as mesmas medidas de precaução padrão adotadas com os demais pacientes em diálise: os capilares devem ser de uso exclusivo, podendo ser reutilizados no mesmo paciente desde que cumpridas as exigências previstas na RDC11/2014; não há necessidade de uso de máquina ou ambiente exclusivo para o paciente com febre amarela. Os procedimentos de limpeza e desinfecção ambiental e de material médico-hospitalar devem seguir igualmente as normas preconizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sem alguma recomendação em especial.

Pacientes com febre amarela são potencial fonte de infecção para mosquitos durante o transporte para hospitais em áreas urbanas a fim de receber cuidados de saúde. Recomenda-se o uso de roupas que cubram a maior parte do corpo, uso de repelente nas áreas expostas de pele e nas rou – pas e, se possível, mosquiteiro sobre a maca desde a saída da Unidade Básica de Saúde até a chegada ao leito do hospital de destino.

8 Onde obter mais informações sobre a febre amarela Para informações atualizadas sobre casos de febre amarela no Brasil e no mundo:

Ministério da Saúde: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/febre-amarela

Organização Mundial da Saúde:  http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs100/en/

Sociedade Brasileira de Infectologia: https://www.infectologia.org.br/pg/1233/

Clique a seguir para baixar o Guia na íntegra: febre_amarela_guia_profissionais_saude

 

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Manuais de Obstetrícia e Ginecologia Gratuitos

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 MANUAL DE CONSULTA RÁPIDA PARA OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE SÃO PAULO – versão 16/03/2017

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PAUTA DE CONDUTAS OBSTÉTRICAS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS MATERNAS

 

AUTORES
Simone Angélica Leite de Carvalho Silva
Stevam de Barros Melo Rios
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Maria Luiza Bezerra Menezes
Luiz André Marinho Lippo
Pedro Pires Ferreira Neto
Maria Carolina Pessoa Valença Rygaard

Agosto – 2016

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Manual Prático de Obstetrícia. / Waldemar Naves do Amaral, Washington Luiz Ferreira Rios – Goiânia: Contato Comunicação Ltda 422 p. 2014 Clique AQUI


 

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Manual da Clínica Obstétrica da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC) da Universidade Federal do Ceará (UFC) -Francisco Manuelito Lima de Almeida,Francisco Edson de Lucena Feitosa e colaboradores. Clique AQUI


 

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NORMAS DE ACTUAÇÃO NA URGÊNCIA DE OBSTETRÍCIAE GINECOLOGIA DE 2012 DO HOSPITAL SANTA MARIA  – Clique AQUI

Fator V de Leiden

Factor V Leiden 

Jody L Kujovich , MD

Professor Assistente de Medicina, Divisão de Hematologia e Oncologia Médica
Oregon Health and Science University
Portland, Oregon ude.usho@hcivojuk

Última atualização: 4 de janeiro de 2018 .

Resumo

Características clínicas.

A trombofilia Fator V Leiden é caracterizada por uma fraca resposta anticoagulante à proteína C ativada (PCa) e um risco aumentado de tromboembolismo venoso (TEV). A trombose venosa profunda (TVP) é a TEV mais comum, sendo as pernas o sítio mais comum. A trombose em locais incomuns é menos comum. A evidência sugere que a heterozigosidade para a variante de Leiden tem, no máximo, um efeito modesto sobre o risco de trombose recorrente após o tratamento inicial de uma primeira TEV. É improvável que a trombofilia do fator V Leiden (ie, heterocigosidade ou homozigoticidade para a variante de Leiden) é um fator importante que contribui para a perda da gravidez e outros desfechos adversos da gravidez (pré-eclâmpsia, restrição do crescimento fetal e desprendimento da placenta). A expressão clínica da trombofilia de Leiden do fator V é influenciada pelo seguinte:

  • O número de variantes de Leiden (heterozigotos têm um risco ligeiramente aumentado de trombose venosa, os homozigotos apresentam um risco trombótico muito maior)
  • Distúrbios trombofílicos genéticos conviventes, que têm um efeito supra-aditivo no risco trombótico geral
  • Distúrbios trombofílicos adquiridos: síndroma de anticorpos antifosfolipídicos (APLA), hemoglobinúria paroxística noturna, distúrbios mieloproliferativos e níveis aumentados de fatores de coagulação
  • Fatores de risco circunssivos, incluindo mas não limitado a gravidez, cateteres venosos centrais, viagens, contraceptivo oral combinado (COC) e outros anticoncepcionais combinados, terapia de reposição hormonal oral (TRH), moduladores seletivos do receptor de estrogênio (SERMs), obesidade, lesão nas pernas e idade avançada

Diagnóstico / teste.

A trombofilia do Factor V Leiden é suspeita em indivíduos com história de tromboembolismo venoso (TEV) manifestados como trombose venosa profunda (TVP) ou embolia pulmonar, especialmente em mulheres com história de TEV durante a gravidez ou em associação com o uso de anticonceptivos contendo estrogênio, e em indivíduos com história pessoal ou familiar de trombose recorrente. O diagnóstico de trombofilia de Leiden do fator V é estabelecido em uma probanda por identificação de uma variante heterozigótica ou homozigóticac.1691G> A (referida como variante V de Leiden F5 em F5 , o fator V codificador de genes em conjunto com testes de coagulação tais como o teste de resistência à APC.

Gestão.

Tratamento das manifestações: a primeira trombose aguda é tratada de acordo com as diretrizes padrão. A duração da terapia de anticoagulação oral deve basear-se em uma avaliação dos riscos para a recorrência de TEV e hemorragia relacionada com anticoagulantes.

Prevenção de manifestações primárias: na ausência de história de trombose, a anticoagulação profilática de longo prazo não é rotineiramente recomendada para heterozigotos assintomáticos de Leiden. Um curto curso de anticoagulação profilática quando fatores de risco circunstantes estão presentes pode prevenir a trombose inicial em heterozigotos variáveis ??de Leiden.

Vigilância: reavaliação periódica de indivíduos em anticoagulação de longo prazo para avaliar riscos (sangramento) versus benefícios.

Agentes / circunstâncias a serem evitadas:

  • As mulheres heterozigotas para a variante Leiden e uma história de TEV devem evitar a contracepção contendo estrógeno e TRH.
  • As mulheres homozigéticas para a variante Leiden com ou sem TEV prévia devem evitar a contracepção contendo estrógeno e TRH.
  • Enquanto as mulheres assintomáticas heterozigotas para a variante de Leiden devem ser aconselhadas a considerar formas alternativas de contracepção e controle de sintomas da menopausa, aqueles que escolhem o uso de:
    • Os contraceptivos orais devem evitar a terceira geração e outras progestágenos com maior risco trombótico.
    • HRT de curto prazo para sintomas de menopausa severa deve evitar formulações orais.

Avaliação de parentes em risco: Embora o estado genético de membros aparentemente assintomáticos em risco de família possa ser estabelecido usando testes genéticos moleculares , as indicações para o teste de membros da família em risco não estão resolvidas. Na ausência de evidências de que a identificação precoce da variante de Leiden leva a intervenções que podem reduzir a morbidade ou a mortalidade, as decisões relativas ao teste devem ser feitas individualmente. No entanto, se os resultados forem susceptíveis de afectar a gestão, o esclarecimento do estado da variante de Leiden pode ser indicado em parentes do sexo feminino em risco considerando a contracepção hormonal ou a gravidez ou em famílias com uma forte história de trombose venosa recorrente em uma idade jovem.

Aconselhamento genético.

A trombofilia Factor V Leiden (ie, predisposição ao desenvolvimento de trombose venosa) é herdada de forma autossômica dominante . Homozygosity para a variante de Leiden (e um risco muito maior de trombose venosa) são herdados de forma autossômica recessiva . Devido à alta prevalência do alelo do factor V Leiden na população em geral, o estado genético de ambos os pais e / ou o parceiro reprodutor de um indivíduo afetado precisa ser avaliado antes que informações sobre riscos potenciais para irmãos ou descendentes possam ser fornecidas. Uma vez que a variante de Leiden tenha sido identificada em um membro da família, testes pré-natal para gravidez com risco aumentado e diagnóstico genético pré – implantaçãoe possivel. Podem existir diferenças de perspectiva entre os profissionais da medicina e as famílias quanto ao uso do teste pré-natal, particularmente se o teste estiver sendo considerado para fins de término da gravidez e não o diagnóstico precoce dessa mudança genética, o que é comum na população geral e está predispondo para, mas não preditivo, trombose.

Dúvidas na Gravidez

Aqui reuniremos as principais dúvidas comuns às gestantes ou lactantes neste período tão importante na vida de uma mulher.


Essas observações reflete isoladamente a minha opinião, de forma alguma corresponde à verdade absoluta e jamais irá substituir a opinião do seu obstetra assistente. Dúvidas: consulte seu médico!!!

 

q imagem na gravidez

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Os estudos de imagem são adjuntos importantes na avaliação diagnóstica de condições agudas e crônicas. No entanto, a confusão sobre a segurança dessas modalidades para as mulheres grávidas e lactantes e seus bebês geralmente resultam em evitar testes diagnósticos desnecessários, reservando para os testes que realmente são úteis para a tomada de decisão
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Recomendações – O Comitê de Prática Obstetra do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas faz as seguintes recomendações sobre os procedimentos de diagnóstico por imagem durante a gravidez e a lactação:
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A ultrassonografia e a ressonância magnética (MRI) não estão associadas ao risco e são as técnicas de imagem escolhidas para a gestante, mas devem ser usadas com prudência e somente quando o uso é esperado para responder a uma questão clínica relevante ou, de outra forma, fornecer benefícios médicos ao paciente
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Com poucas exceções, a exposição à radiação por meio de radiografia, tomografia computadorizada (TC) ou técnicas de imagem de medicina nuclear está associada ao dano fetal. Se essas técnicas forem necessárias além da ultrassonografia ou da ressonância magnética ou estão mais prontamente disponíveis para o diagnóstico em questão, elas não devem ser mantidas de uma paciente grávida
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O uso de contraste de gadolínio com a RM deve ser limitado; pode ser usado apenas como agente de contraste em uma mulher grávida se melhorar significativamente o desempenho diagnóstico e deverá melhorar o desfecho fetal ou materno
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A amamentação não deve ser interrompida após a administração de gadolínio.
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Fonte: Recomendações da ACOG (número 723) – Outubro de 2017


q minha cirurgia sera? colada ou costurada

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Uma dúvida ainda muito frequente na gravidez sobre a cicatriz da cesariana que sempre me perguntam…
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??A cesariana é suturada (“costurada”) em vários planos anatômicos mediante a técnica que cada obstetra desenvolve ao longo de sua carreira. Sou a favor da cesariana minimamente invasiva por acreditar que o pós operatório é bem melhor. E realizo (como um percentual enorme de obstetras) a sutura da pele intradérmica com fio absorvível que dá um visual bonito parecendo que a cirurgia foi “colada” porque os fios não ficam visíveis


Q gravida pode comer sushi

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??Poder até pode, a depender da qualidade e da quantidade, mas É DESACONSELHADO!!! Esteja consciente do risco da ingestão de alimento cru preparado por terceiros, neste caso, o risco de contaminação e infecção é maior! Eu particularmente não recomendo, mas algumas clientes insistem em comer sushi, neste caso leia o texto abaixo e decida com calma.
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?? Salmão, Atum e Peixe Branco são considerados alimentos saudáveis, desde que se conheça a origem dos mesmos, sua forma de armazenamento, bem como certificar-se de que não haja contaminação com mercúrio ou outro agente infeccioso e/ou tóxico. Evitar comer fora de casa pode ajudar a não adquirir algumas infecções como a listeriose, toxoplasmose ou mesmo algumas gastroenterites. O maior problema da comida japonesa é o alto consumo de sódio no molho de soja ou o excesso de carboidrato (no arroz, nos molhos doces) ou de gordura (nos sushis fritos com óleos que se transformam em gorduras trans, prejudiciais à nossa saúde) ou mesmo de calorias (em geral se procura um rodízio e se come por quantidade do que uma simples e saudável porção de sashimis, em que se come em qualidade).

Mais informações detalhadas sobre o assunto e com artigos científicos em https://drglaucius.com.br/sushinagravidez/ 

 

Sushi na Gravidez

GESTANTE PODE COMER SUSHI ?


Poder até pode, a depender da qualidade e da quantidade, mas É DESACONSELHADO!!! Esteja consciente do risco da ingestão de alimento cru preparado por terceiros, neste caso, o risco de contaminação e infecção é maior! Eu particularmente não recomendo, mas algumas clientes insistem em comer sushi, neste caso leia o texto abaixo e decida com calma.
–  Salmão, Atum e Peixe Branco são considerados alimentos saudáveis, desde que se conheça a origem dos mesmos, sua forma de armazenamento, bem como certificar-se de que não haja contaminação com mercúrio ou outro agente infeccioso e/ou tóxico. Evitar comer fora de casa pode ajudar a não adquirir algumas infecções como a listeriose, toxoplasmose ou mesmo algumas gastroenterites. O maior problema da comida japonesa é o alto consumo de sódio no molho de soja ou o excesso de carboidrato (no arroz, nos molhos doces) ou de gordura (nos sushis fritos com óleos que se transformam em gorduras trans, prejudiciais à nossa saúde) ou mesmo de calorias (em geral se procura um rodízio e se come por quantidade do que uma simples e saudável porção de sashimis, em que se come em qualidade). Essas observações reflete isoladamente a minha opinião, de forma alguma corresponde à verdade absoluta e jamais irá substituir a opinião do seu obstetra assistente ou de seu nutricionista materno-infantil. Dúvidas: consulte seu médico ou nutricionista!!!


Não se trata de terrorismo nutricional, Sushi não faz parte da nossa culinária tradicional, o risco de contaminação/infecção e intoxicação de metais pesados deve ser considerado. É uma preocupação inclusive no Japão. A LITERATURA CIENTÍFICA INTERNACIONAL (E A NACIONAL) NÃO RECOMENDA O CONSUMO DE SUSHI DURANTE A GRAVIDEZ. As gestantes que, apesar de conhecerem os riscos, optarem por fazer uso deste tipo de alimento, devem prestar atenção na técnica de congelamento utilizada, de cozimento e de higienização que podem reduzir também o risco de infecção. Vale a pena ler os artigos abaixo antes de tomar a decisão sobre a ingestão de Sushi, durante o período de gravidez. E não estamos no Japão, não temos a mesma condição econômica, educacional, sanitária ou social. Desconheço artigos que recomendem o consumo de sushi na gravidez. Ciência não se refuta com agressão, nem com “achismo”, mas com artigos científicos. Também nunca vi plano alimentar para gestante prescrito por nutricionista contendo sushi. O consumo ocasional do sushi durante a gestação provavelmente não trará problemas, mas é importante ter esta consciência sobre riscos e benefícios deste tipo de alimento.   


imagem sushi polaco

Contaminação de metais pesados, deterioração microbiológica e conteúdo de amina biogênica em sushi disponível no mercado polaco.

Estudo da Polônia, elaborado por Kulawik PDordevic DGambu? FSzczurowska KZaj?c M. publicado no J Sci Food Agric. 2017 Nov 13. doi: 10.1002/jsfa.8778.

CONTEXTO: O presente estudo determinou a contaminação por metais pesados ??(mercúrio, cádmio, chumbo, arsênico e níquel) de nori (alga), sushi servido por restaurante e pratos de sushi prontos para comer, disponíveis através de cadeias de varejo. Além disso, foram analisados tanto a carga microbiológica quanto o teor de amina biogênica em refeições de sushi prontas para comer.

RESULTADOS:

  • Todas as amostras nori continham níveis elevados de Cd (2,122 mg kg-1), Ni (0,715 mg kg-1), As (34,56 mg kg-1) e Pb (0,659 mg kg-1).
  • As amostras de sushi estudadas continham altos níveis de Ni e Pb, atingindo 0.194 e 0.142 mg kg-1 de peso úmido, respectivamente, sendo potencialmente perigoso para mulheres durante a gravidez e lactação e crianças pequenas.
  • Nenhuma das amostras estudadas continha altos níveis de Hg.
  • No geral, 37% das refeições de sushi prontas para comer excederam uma carga microbiológica de 106 cfu g-1. No entanto, o teor de amina biogênica em todas as amostras foi baixo, com um maior índice de histamina de 2,05 mg kg-1.

CONCLUSÃO:  Sushi não é a fonte de altos níveis de aminas biogênicas, mesmo com altas cargas microbiológicas. No entanto, as altas cargas microbiológicas no final da vida útil indicam que alguns processadores podem ter problemas com a cadeia de distribuição ou implementar um mau regime higiênico. Além disso, como resultado de possíveis riscos associados à contaminação por metais pesados, o presente estudo ressalta a necessidade de estabelecer novas regulamentações sobre a contaminação de nori e sushi.

O presente estudo ressalta a necessidade de estabelecer novas regulamentações sobre a contaminação de nori e sushi.


pesquisa sushi obstetras

Sushi na gravidez, doenças parasitárias – pesquisa obstétrica

Jones JL, et al. Zoonoses Public Health. 2011. Sushi in pregnancy, parasitic diseases – obstetrician survey. doi: 10.1111/j.1863-2378.2009.01310.x.

Parasitas de peixe cru podem levar a uma ampla gama de manifestações clínicas e podem ser difíceis de tratar na gravidez como resultado da exposição à medicação do feto. Nós examinamos ginecologistas e obstetras (GOs) nos EUA para determinar o seu conhecimento sobre o consumo de peixe cru durante a gravidez. Em março de 2007, um questionário foi enviado aos membros do Colégio Americano de Ginecologistas e Obstetras (ACOG) selecionados aleatoriamente para representar todos os membros. Os médicos não respondentes receberam dois endereços adicionais.

  • Dos 606 membros do ACOG entrevistados, 305 (50%) responderam.
  • A maioria (82%) entrevistados indicaram que comer peixe cru não é seguro durante a gravidez.
  • No entanto, poucos (19%) sabiam que o congelamento completo mata parasitas nos peixes.
  • Quase todos (94%) responderam que as infecções parasitárias podem ser mais desafiadoras para tratar na gravidez. 
  • Ginecologistas e Obstetras americanos acreditam que comer peixe cru durante a gravidez não é seguro; a maioria se beneficiaria de informações sobre como prevenir a infecção e sobre o tratamento.

Ginecologistas e Obstetras americanos acreditam que comer peixe cru durante a gravidez não é seguro; a maioria se beneficiaria de informações sobre como prevenir a infecção e sobre o tratamento.


metais pesados em japoneses

Evidência de exposição a produtos químicos e metais pesados ??durante a gravidez em mulheres japonesas

Estudo japonês publicado por MAEKAWA et al., naReprod Med Biol. 2017;16:337–348, com DOI: 10.1002/rmb2.12049, também avaliou os riscos de exposição de produtos químicos e metais pesados na gravidez.

Objetivo: a exposição pré-natal a produtos químicos ambientais é uma preocupação crescente, porque tais exposições demonstraram estar associadas a várias doenças. Os níveis de produtos químicos e metais pesados ??no sangue materno, sangue do cordão umbilical, urina materna e líquido amniótico em mulheres grávidas japonesas foram investigados.

Métodos: um total de 145 mulheres, incluindo 14 casos de restrição do crescimento fetal, foram incluídos no presente estudo. Os níveis de ftalatos (ftalato de di [2-etil-hexilo] e ftalato de mono [2-etilhexilo], compostos perfluorados (perfluorooctano sulfonato, ácido perfluorohexanoico, ácido perfluorooctanoico e ácido perfluorononanoico), pesticidas (dimetilfosfato, dimetiltiofosfato, dietilfosfato, dietiltiofosfato, 3 ácido fenoxibenzóico e éter octaclorodipropílico), bisfenol A, nicotina (nicotina, nornicotina, cotinina, norcotinina e trans-3′-hidroxcotinina), éteres difenílicos polibromados e metais pesados. A relação entre o crescimento fetal e os níveis de produtos químicos e metais pesados ??foi investigada.

Resultados: os ftalatos, os compostos perfluorados, os pesticidas, os éteres difenílicos polibromados e os metais pesados ??foram detectados em alta freqüência, enquanto a nicotina e o bisfenol A foramquase negativos. Os ftalatos, compostos perfluorados e vários metais pesados ??foram transferidos para o feto. Os níveis elevados de ácido perfluorononanóico no sangue materno e no sangue do cordão umbilical e o baixo nível de ácido perfluorooctanoico no sangue do cordão umbilical foram significativamente e negativamente associados ao crescimento fetal.

Conclusões: O presente estudo mostrou que mulheres grávidas no Japão e seus fetos estão expostos a uma variedade de produtos químicos e metais pesados.


ACOG FIsh parasita

Os parasitas intestinais intestinais afectam mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo de acordo com a Organização Mundial da Saúde. As infecções parasitárias transmitidas por peixes estão se tornando mais comuns com a crescente popularidade de sushi, sashimi, carpaccio, tartare, gefilte e ceviche. A ingestão destes parasitas pode causar a anemia, anormalidade, dor abdominal intensa, náuseas, vômitos, fortes reações alérgicas e úlceras gástricas. Conhecimento sobre parasitas de peixes e gravidez é limitado. Uma pesquisa bibliográfica sobre PubMed e Web of Science usou os termos de busca “parasitas de peixe” ou “dififilotobotrio” OU “anisakíase” OU “pseudoterranova” OU (“parasitas alimentares” e “peixe”) E “gravidez” OU “maternal” OU “feto” OU “fetal” OU “recém nascido” ou “neonatal” ou “parto”. Nenhum limite foi colocado no número de anos pesquisados. Foram identificadas 281 publicações. Os resumos de todas essas publicações foram lidos. Após a exclusão dos artigos que não eram relevantes para a gravidez, desfecho da gravidez e parasitas de peixes, havia 24 artigos que se tornaram a base dessa revisão. A fisiopatologia, a imunidade materna alterada relacionada à infecção, informações limitadas sobre infecções parasitárias transmitidas por peixes e gravidez, e tratamentos são discutidos. O principal impacto de uma infecção parasitária transmitida por peixes em mulheres grávidas é anemia e imunidade alterada, o que pode aumentar o risco de infecção materna. Os efeitos do feto primário incluem restrição de crescimento intra-uterino e parto prematuro.

              A forma mais eficaz de tratamento é a prevenção da infecção parasitária inicial. A prevenção da infecção parasitária em mulheres grávidas é de vital importância na saúde geral e no estado nutricional em que o feto e a mãe se beneficiarão. As mulheres grávidas devem evitar peixes crus e mal cozidos, como sushi, frutos do mar defumados ou levemente fritos e ceviche. Todos os subprodutos de peixe e peixe devem ser cuidadosamente cozidos a 56 ° C a 60 ° C durante um mínimo de 5 minutos antes do consumo. Alternativamente, os parasitas também podem ser eliminados por explosão congelando o peixe a -35 °C durante 15 horas ou por congelamento regular a -20 ° C durante pelo menos 24 horas e melhor se até 7 dias antes da preparação. O o peixe também pode ser colocado numa solução de NaCl a 12%; No entanto, esse método pode levar de alguns dias até semanas para ser efetivo. Também observou-se que o estágio larval do Diphyllobothrium pode sobreviver por 4 a 8 horas a -8 ° C. O peixe defumado não parece ser efetivo na eliminação de nenhum estágio do parasita antes do consumo.

As mulheres grávidas devem evitar peixes crus e mal cozidos, como sushi, frutos do mar defumados ou levemente fritos e ceviche.

Todos os subprodutos de peixe e peixe devem ser cuidadosamente cozidos a 56 ° C a 60 ° C durante um mínimo de 5 minutos antes do consumo. Alternativamente, os parasitas também podem ser eliminados por explosão congelando o peixe a -35 °C durante 15 horas ou por congelamento regular a -20 ° C durante pelo menos 24 horas e melhor se até 7 dias antes da preparação. O o peixe também pode ser colocado numa solução de NaCl a 12%; No entanto, esse método pode levar de alguns dias até semanas para ser efetivo. Também observou-se que o estágio larval do Diphyllobothrium pode sobreviver por 4 a 8 horas a -8 ° C.

 

Homocisteína na Gravidez e na Fertilidade

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Sun F. et al. no trabalho: Homocysteine with gestational hypertension and preeclampsia, publicado em Med Sci Monit, 2017; 23: 5396-5401, investigaram a relação da homocisteína sérica no início da gravidez com risco de hipertensão gestacional (HG) e pré-eclâmpsia (PE) e com a gravidade da pré-eclâmpsia

MATERIAIS E MÉTODOS:
– Trata-se de uma coorte retrospectiva, que indentificou 147 casos confirmados de pré-eclâmpsia (103 com PE leve e 44 com PE grave) e 147 casos confirmados de HG;
– 4418 mulheres que permaneceram normotensas (com pressão arterial normal) e não “proteinúricas” (com proteinúria normal) durante a gravidez serviram como controles
– As amostras de sangue materno foram coletadas entre 11 e 13 semanas de gestação para testar concentrações séricas de homocisteína (Hcy), ácido fólico e Vitamina B12 (B12)
– Um modelo de regressão logística foi utilizado para calcular odds ratios ajustados (aORs) e 95% intervalos de confiança (ICs)

RESULTADOS
– As mulheres que posteriormente desenvolveram HG e PE eram mais velhas e apresentavam índices de massa corporal maiores (IMC) do que aqueles no grupo controle.
– Em comparação com o grupo controle, as mulheres que desenvolveram PE tinha escolaridade menor (P = 0,031), e maior parte daquelas que desenvolveram HG eram primiparas (P = 0,012)
– Os níveis séricos de Hcy em PE grave foram significativamente maiores que os do grupo controle (mediana: 8,50 ?mol / L versus 7,33 ?mol / L, P <0,001)
– Após análises de regressão logística para potenciais fatores de confusão, os odds ratios ajustados (aORs) de Hcy foram 1,12 para PE grave (95% IC 1,06-1,20)
– As concentrações séricas de ácido fólico e B12 naquelas com HG e PE não foram significativamente diferentes dos controles

CONCLUSÕES Um alto nível de Hcy no primeiro trimestre é um fator de risco independente para PE grave, embora não seja um marcador útil para o desenvolvimento subsequente de HG e PE leve

Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5699171/pdf/medscimonit-23-5396.pdf

Eu já escrevi diversas vezes sobre a importância de se avaliar Hcy, ácido fólico e B12 no pré-natal. Não existe um Guideline na saúde pública, mas percebam inclusive que existe correlação entre pré-eclâmpsia grave e alto níveis de Homocisteína.

E sabe o que é mais interessante? A literatura em geral sugere que níveis menores que 8 umol/L são protetores (no caso deste estudo 8,50 umol/L foi a mediana do grupo pré-eclâmpsia grave, enquanto a do grupo controle foi 7,3umol/L). E EU CONTINUO SEM ENTENDER PORQUE ALGUNS LABORATÓRIOS CONSIDERAM NORMAIS OS NÍVEIS DE HOMOCISTEÍNA ATÉ 15umol/L. OS VALORES DA CURVA DE NORMALIDADE DOS LABORATÓRIOS EM GERAL NÃO ESTÃO DE ACORDO COM AS EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS MAIS RECENTES.

Pré-Natal e Acompanhamento Ultrassonográfico

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Tipos de Ultrassonografia

Em geral, durante a gravidez, são realizados os seguintes exames ultrassonográficos:

a)     Ultrassonografia Transvaginal inicial: até 10 semanas e 6 dias. Melhor exame para datar a gestação e para definir a idade gestacional e a idade gestacional de 40 semanas (conhecida popularmente como DPP ou Data Provável do Parto). O ideal é ser realizado a partir da 6ª. Semana quando já é possível numa gestação normal identificar o saco gestacional, a vesícula vitelina e o embrião com batimentos cardíacos. A partir de 8-9 semanas, é possível a realização do exame pela via abdominal a depender do biotipo da cliente.

b)    Ultrassonografia Morfológica do Primeiro Trimestre: Realizada entre 11 e 14 semanas, tem por objetivo identificar os principais marcadores ultrassonográficos de defeitos congênitos: Translucência Nucal, Osso Nasal e Ducto Venoso. Mais recentemente, surgiram outros dois parâmetros: translucência intracraniana e regurgitação tricúspide. Pode ser medido o colo do útero para avaliação (inicial) de insuficiência istmo-cervical e também o Doppler das Artérias Uterinas para predição de pré-eclâmpsia grave e/ou crescimento intrauterino restrito (CIUR). Pode ser realizada pela via transvaginal ou abdominal, a depender do profissional executante. Muitas clientes me perguntam sobre o sexo do bebê neste período. O broto embrionário pode ser visibilizado neste exame, porém apresenta uma taxa elevada de discordância com o sexo fetal. Como o índice de falha é relativamente alto, ao meu ver considero que o melhor período para identificação do sexo fetal é com 16-17 semanas de gestação. Além disso, o foco deste exame é a morfologia fetal, a determinação de riscos de defeitos congênitos, rastreamento inicial de pré-eclâmpsia e insuficiência cervical.

c)     Ultrassonografia Obstétrica Habitual: Para avaliar o crescimento e desenvolvimento do feto. Com 16/17 semanas consegue-se em geral (a depender do biotipo da cliente, da posição do feto, do equipamento utilizado e do profissional executante) identificar o sexo fetal. Não existe um período específico para realização deste exame, pode ser solicitado a qualquer momento. Conhecida como ultrassonografia obstétrica simples ou de rotina.

d)    Ultrassonografia Morfológica do Segundo Trimestre com Doppler das Artérias Uterinas e transvaginal para avaliação do colo uterino (2 exames): Deve ser realizada entre 20 e 24 semanas, trata-se do exame ultrassonográfico mais importante do pré-natal, pois representa o melhor período para avaliação da morfologia do feto, com o objetivo de identificar ou afastar algum defeito congênito. Existe uma sequência neste exame que deve ser realizado preferencialmente por profissional especializado em Medicina Fetal ou outro profissional na área de Radiologia ou Ultrassonografia que seja devidamente preparado. Alguns defeitos congênitos podem não ser identificados neste período, principalmente defeitos congênitos menores (sem repercussão para a vida do bebê) ou os que aparecem mais tardiamente. Além disso, o Doppler das artérias uterinas é importante para predição de pré-eclâmpsia grave e/ou crescimento intrauterino restrito. A ultrassonografia transvaginal para avaliação do colo uterino compreende um segundo exame realizado no período da ultrassonografia morfológica para rastreamento de risco de parto prematuro.

e)     Ultrassonografia Morfológica do Terceiro Trimestre: Deve ser realizada entre 28 e 32 semanas (26 e 28 semanas o melhor período), representa o melhor período para confirmação da morfologia do feto realizada nas ultrassonografias morfológicas anteriores, na avaliação da anatomia do coração e da face fetal. Como o nosso aparelho possui a ferramenta 3D/4D/5D, utilizamos tal recurso, o que torna um dos exames mais agradáveis, a depender também da posição fetal e do biótipo materno. Deve ser realizado preferencialmente por profissional especializado em Medicina Fetal ou outro profissional na área de Radiologia ou Ultrassonografia que seja devidamente preparado. Não é um exame obrigatório, não é coberto pelo plano de saúde (até onde eu saiba) mas considero muito importante.

f)     Ecocardiografia Fetal com Doppler colorido: Realizado em geral a partir de 22 semanas, após realizar a ultrassonografia morfológica do segundo trimestre, não é considerado um exame obrigatório, mas é um recurso propedêutico adicional no diagnóstico ou exclusão de defeitos congênitos cardíacos. Deve ser realizado preferencialmente por um cardiologista / pediatra especializado em cardiologia fetal.

g)     Ultrassonografia Obstétrica com Doppler colorido: Avalia além da ultrassonografia habitual, o fluxo sanguíneo em algumas artérias relacionadas à mãe (Artérias uterinas), à placenta (Artéria Umbilical) e ao feto (Artéria Cerebral Média). É fundamental nas gravidezes de alto risco como as síndromes hipertensivas na gravidez, diabetes com vasculopatia (alteração nos vasos sanguíneos), trombofilias, crescimento intrauterino restrito (CIUR), dentre outras. Em geral é realizada após a ultrassonografia morfológica do terceiro trimestre ou a partir de 28 semanas.

h) Ultrassonografia Intraparto: Aquela realizada durante o trabalho que apresenta diversos recursos (para informações mais detalhadas clique em https://drglaucius.com.br/usgintraparto/ ) para melhor vigilância fetal e segurança no acompanhamento do trabalho de parto. Infelizmente, apesar do respaldo na literatura científica, poucos profissionais utilizam esta ferramenta nas salas de Parto. Pode ser realizada pela via transvaginal, translabial ou abdominal. O Doppler colorido é utilizado para avaliação do bem-estar fetal. Todos os parâmetros avaliados na ultrassonografia intraparto devem ser registrados no sonopartograma que corresponde ao clássico partograma com os detalhes da avaliação ultrassonográfica


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Doutor, mas qual a diferença entre Ultrassonografia 2D, 3D, 4D e 5D?

A Ultrassonografia 2D é aquela que utiliza apenas duas dimensões, em geral são aquelas imagens em preto e branco.

A Ultrassonografia 3D é aquela que utiliza 3 dimensões espaciais, correspondendo àquelas imagens de coloração amarelada em que se visualiza de maneira mais nítida o rostinho do bebê.

A Ultrassonografia 4D é a ultrassonografia 3D em tempo real, permitindo a visualização da imagem 3D em movimento.

A Ultrassonografia 5D é a ultrassonografia 3D ou 4D utilizando um software de processamento de imagens (no aparelho que utilizo esta ferramenta denomina-se HDLive) permitindo a visão de forma mais realística do rostinho do bebê com efeitos de sombra e profundidade, com um tom de pele mais próximo da realidade.

Mas nem sempre se consegue obter aquelas imagens tão bonitas que são divulgadas na internet, pois a ultrassonografia vai depender além de um bom equipamento e um excelente profissional, da posição do bebê, localização da placenta, movimentação do bebê, quantidade de líquido amniótico e gordura abdominal materna.


Vídeo gravado em 01/01/2018 sobre Ulrassonografia na Consulta de Pré-natal

 


 

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A medicina fetal é uma área de atuação da Obstetrícia, inclusive com certificado de atuação obtido através de concurso pela Associação Médica Brasileira (AMB). Desde 2005 possuo o título de especialista em ginecologia e obstetrícia e o certificado de atuação em medicina fetal . Fui da primeira turma de Medicina Fetal do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) aqui em Pernambuco, além de ter realizado diversos outros cursos de ultrassonografia e medicina fetal. Orgulhosamente, fui também preceptor dos Serviços de ultrassonografia em Obstetrícia do IMIP, do Hospital das Clínicas e do Hospital Barão de Lucena. Tudo isso não é pra me vangloriar, apenas pra dizer que tenho formação na especialidade .

Quando resolvi montar o meu consultório, não poderia jamais deixar de oferecer a ultrassonografia nas consultas de pré-natal, afinal se eu avalio a saúde materna, preciso também avaliar a saúde do bebê (embrião / feto) e sou capacitado e certificado para isso.

A ultrassonografia no consultório de pré-natal já me ajudou muito, quer seja pelo diagnóstico de defeitos congênitos, na tomada decisões sobre parâmetros importantes como curva de crescimento fetal, quantidade de líquido, grau placentário, Dopplerfluxometria e vitalidade fetal.

Eu já cansei de ouvir e amigos: “Glaucius, não faz sentido você realizar medicina fetal e obstetrícia, Recife não comporta, ou faz uma coisa ou faz outra”. E eu fico todos os dias me perguntando qual o pecado que cometi em me especializar em medicina fetal e atuar em obstetrícia? Eu só obrigado a ter que escolher isoladamente uma especialidade ou uma subespecilidade? Logo eu que percebo claramente o quanto que a correlação da clínica ginecológica e obstétrica com a ultrassonografia da mesma especialidade foi importante para a tomada de decisões em diversos casos que acompanhei. E por conta de “estratégia de mercado” eu não vou avaliar minha cliente e seu bebê de forma integral?

?Não, vou continuar insistindo no que é o certo, apesar das inúmeras dificuldades impostas pelos sistemas de saúde. Principalmente porque eu acompanho inúmeras gestações de alto risco, esta correlação entre medicina fetal e obstetrícia clássica é extremamente importante. Quando por acaso eu tiver alguma dúvida num caso mais complicado em que seja interessante uma segunda opinião ou em alguns casos em que meu acompanhamento pode se beneficiar com a ultrassonografia realizada por outro colega ou principalmente quando a cliente prefira realizar com outro colega, sem problemas, ela realizará o acompanhamento com outro colega.

Sonho em um dia que o acompanhamento ultrassonográfico seja rotina nos consultórios de pré-natal. Ultrassonografia pra mim é complementação do exame físico, deveria estar presente em toda sala de parto e em todo consultório ginecológico e obstétrico. Pra mim nada mais natural de que o mastologista realizar ultrassonografia mamária, o cirurgião vascular realizar Doppler arterial e venoso de membros inferiores, cardiologista realizar ecocardiografia e o obstetra e ginecologista realizar os exames de suas especialidades. É simples e lógico!!!

?Não faz sentido pra mim ser especializado em ginecologia, obstetrícia e medicina fetal e deixar de prestar esta assistência #integral. Os casos mais marcantes de minha carreira de consultório foram aqueles em que as pacientes cofiaram no meu trabalho, seguiram as orientações e muitas delas realizaram ultrassonografias comigo.

?E apesar da alta responsabilidade do trabalho, o prazer deste acompanhamento é indiscritível. Vou continuar insistindo no que é o certo, mesmo que tenha um sistema de saúde contra, até mesmo profissionais contra.

Deixo claro que respeito a opção dos colegas que se especializaram em medicina fetal e só atuam em ultrassonografia, apenas nesta subespecialidade da obstetrícia, bem como a imensa maioria dos obstetras que não realizam ultrassonografia nos seus consultórios. É apenas uma particularidade minha pessoal como vários colegas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e outros estados que há muito tempo realizam o acompanhamento pré-natal e as ultrassonografias de suas clientes.

#obstetríciaintegrativaefuncional #obstetríciaintegral #medicinafetal #obstetríciaemedicinafetal


 

Orientações sobre as Ultrassonografias no acompanhamento pré-natal do Dr. Glaucius Nascimento:

O consultório conta com equipamento de ultrassonografia com Doppler colorido e balança de bioimpedância tetrapolar. Não sou conveniado com nenhum plano de saúde para realização de ultrassonografias, mas por ser especialista em medicina fetal, é interessante para todos que as ultrassonografias ou pelo menos a avaliação ultrassonográfica do crescimento e desenvolvimento fetal, da idade gestacional, da Dopplerfluxometria no momento oportuno, da posição fetal e localização placentária, da vitalidade fetal e do volume do líquido amniótico. A avaliação ultrassonográfica ou mesmo a ultrassonografia convencional não faz parte da consulta pré-natal dos planos de saúde. Por isso, a grande totalidade dos consultórios de pré-natal não dispõe de equipamento de ultrassonografia. Consulte com nossa coloboradora a partir da segunda consulta de pré-natal qual o tipo de acompanhamento que deseja: com a realização de ultrassonografia ou pela realização de avaliação ultrassonográfica por especialista em medicina fetal.

Marcar com antecedência, resgatar todos os exames e guardá-los com cuidado numa pasta. Agendar no próprio consultório (particular) ou na sua clínica de preferência. Disponho de equipamento de ultrassonografia com Doppler colorido e Ferramenta 3D/4D. A realização do acompanhamento obstétrico ou ultrassonográfico torna o pré-natal mais seguro.

Os exames realizados no consultório permanecem no equipamento do consultório podendo ser consultados a qualquer momento, bem como avaliar o percentual de crescimento geral e por cada parâmetro isolado, por exemplo circunferência cefálica, comprimento do fêmur, peso e circunferência abdominal. Além disso, quaisquer dúvidas sobre o exame são esclarecidas no momento do exame, pois é o seu obstetra que está realizando o exame. Desde a residência médica realizo os exames ultrassonográficos em obstetrícia (há mais de 15 anos). Tenho certificado de atuação em medicina fetal pela FEBRASGO / AMB, diversos cursos de ultrassonografia em São Paulo e Recife (EURP, CPU, CETRUS). Fui da primeira turma de residência em medicina fetal do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) e preceptor das residências médicas em medicina fetal no Hospital das Clínicas UFPE e no próprio IMIP.

Existem diversos profissionais que trabalham com excelência tanto em medicina fetal como em ultrassonografia geral e em ginecologia e obstetrícia. Se você deseja a realização de um exame ultrassonográfico com qualidade, escolha um bom profissional.

Em geral, durante a gravidez, são realizados os seguintes exames ultrassonográficos:

a)     Ultrassonografia Transvaginal inicial: até 10 semanas e 6 dias. Melhor exame para datar a gestação e para definir a idade gestacional e a idade gestacional de 40 semanas (conhecida popularmente como DPP ou Data Provável do Parto). O ideal é ser realizado a partir da 6ª. Semana quando já é possível numa gestação normal identificar o saco gestacional, a vesícula vitelina e o embrião com batimentos cardíacos. A partir de 8-9 semanas, é possível a realização do exame pela via abdominal a depender do biotipo da cliente.

b)    Ultrassonografia Morfológica do Primeiro Trimestre: Realizada entre 11 e 14 semanas, tem por objetivo identificar os principais marcadores ultrassonográficos de defeitos congênitos: Translucência Nucal, Osso Nasal e Ducto Venoso. Mais recentemente, surgiram outros dois parâmetros: translucência intracraniana e regurgitação tricúspide. Pode ser medido o colo do útero para avaliação (inicial) de insuficiência istmo-cervical e também o Doppler das Artérias Uterinas para predição de pré-eclâmpsia grave e/ou crescimento intrauterino restrito (CIUR). Pode ser realizada pela via transvaginal ou abdominal, a depender do profissional executante. Muitas clientes me perguntam sobre o sexo do bebê neste período. O broto embrionário pode ser visibilizado neste exame, porém apresenta uma taxa elevada de discordância com o sexo fetal. Como o índice de falha é relativamente alto, ao meu ver considero que o melhor período para identificação do sexo fetal é com 16-17 semanas de gestação. Além disso, o foco deste exame é a morfologia fetal, a determinação de riscos de defeitos congênitos, rastreamento inicial de pré-eclâmpsia e insuficiência cervical.

c)     Ultrassonografia Obstétrica Habitual: Para avaliar o crescimento e desenvolvimento do feto. Com 16/17 semanas consegue-se em geral (a depender do biotipo da cliente, da posição do feto, do equipamento utilizado e do profissional executante) identificar o sexo fetal. Não existe um período específico para realização deste exame, pode ser solicitado a qualquer momento. Conhecida como ultrassonografia obstétrica simples ou de rotina.

d)    Ultrassonografia Morfológica do Segundo Trimestre com Doppler das Artérias Uterinas: Deve ser realizada entre 20 e 24 semanas, trata-se do exame ultrassonográfico mais importante do pré-natal, pois representa o melhor período para avaliação da morfologia do feto, com o objetivo de identificar ou afastar algum defeito congênito. Existe uma sequência neste exame que deve ser realizado preferencialmente por profissional especializado em Medicina Fetal ou outro profissional na área de Radiologia ou Ultrassonografia que seja devidamente preparado. Alguns defeitos congênitos podem não ser identificados neste período, principalmente defeitos congênitos menores (sem repercussão para a vida do bebê) ou os que aparecem mais tardiamente. Além disso, o Doppler das artérias uterinas é importante para predição de pré-eclâmpsia grave e/ou crescimento intrauterino restrito.

e)     Ultrassonografia Morfológica do Terceiro Trimestre: Deve ser realizada entre 28 e 32 semanas, representa o melhor período para confirmação da morfologia do feto realizada nas ultrassonografias morfológicas anteriores, na avaliação da anatomia do coração e da face fetal. Como o nosso aparelho possui a ferramenta 3D/4D, utilizamos tal recurso, o que torna um dos exames mais agradáveis, a depender também da posição fetal e do biótipo materno. Deve ser realizado preferencialmente por profissional especializado em Medicina Fetal ou outro profissional na área de Radiologia ou Ultrassonografia que seja devidamente preparado. Não é um exame obrigatório, mas considero muito importante.

f)     Ecocardiografia Fetal com Doppler colorido: Realizado em geral a partir de 22 semanas, após realizar a ultrassonografia morfológica do segundo trimestre, não é considerado um exame obrigatório, mas é um recurso propedêutico adicional no diagnóstico ou exclusão de defeitos congênitos cardíacos.Deve ser realizado preferencialmente por um cardiologista / pediatra especializado em cardiologia fetal. No Recife, recomendo a realização deste exame com a Dra. Karina Lopes (Consultório Cardiológico no Empresarial Albert Einstein / Biofeto / Unifetus / Cuidar) ou com a equipe da Dra. Sandra Mattos (na Unidade de Cardiologia e Medicina Fetal / Círculo do Coração do Real Hospital Português).

g)     Ultrassonografia Obstétrica com Doppler colorido: Avalia além da ultrassonografia habitual, o fluxo sanguíneo em algumas artérias relacionadas à mãe (Artérias uterinas), à placenta (Artéria Umbilical) e ao feto (Artéria Cerebral Média). É fundamental nas gravidezes de alto risco como as síndromes hipertensivas na gravidez, diabetes com vasculopatia (alteração nos vasos sanguíneos), trombofilias, crescimento intrauterino restrito (CIUR), dentre outras. Em geral é realizada após a ultrassonografia morfológica do terceiro trimestre ou a partir de 28 semanas.

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Seguem abaixo links dos Manuais da FEBRASGO em Ultrassonografia por Trimestre de Gravidez

Primeiro Trimestre usg-1t

Segundo Trimestre usg-2t

Terceiro Trimestre usg-3t

Paracetamol na Gravidez – Pode usar ou Não?

PODE!!! Uso com indicação precisa!!!

O Comitê de Publicações da Sociedade de Medicina Materno-Fetal (SMFM – Formado por experts em gravidez de alto risco) revisou novos estudos, juntamente com a literatura anterior, incluindo a comunicação de segurança de drogas da Food and Drug Administration (FDA). Semelhante a estudos prévios que relatam associação entre paracetamol pré-natal e aumento de chances para problemas neuro-comportamentais infantis, esses estudos mais recentes possuem limitações metodológicas e de desenho significativas.

Com base na avaliação da SMFM, acreditamos que o peso da evidência não é conclusivo em relação a uma possível relação causal entre o uso de acetaminofeno (paracetamol) e os transtornos neurocomportamentais na prole.

Tal como acontece com todo o uso de medicação durante a gravidez, a comunicação sobre os riscos em relação aos benefícios da prescrição e uso de medicamentos em excesso deve ocorrer entre o paciente e o provedor.

O Comitê de Publicações SMFM continua a recomendar que o acetaminofeno (paracetamol) seja considerada uma escolha de medicação razoável e adequada para o tratamento de dor e / ou febre durante a gravidez.

Fonte: http://www.ajog.org/article/S0002-9378(17)30128-X/pdf

O que eu penso em relação à qualquer medicação na gravidez é que se tiver que realmente utilizar, deve-se fazer uso. Por exemplo, uma febre ou uma dor repentina, usa-se sim o antitérmico e analgésico em questão. Mas imagine uma pessoa se expondo a fatores de risco que ocasionam o aparecimento de dores. O tratamento neste caso ideal não é o paliativo com o uso abusivo do analgésico; é sim o tratamento preventivo com a retirada dos fatores de riscos.

Lombalgia não se trata apenas com analgésicos e antiespasmódicos – fisioterapia, acupuntura, atividade física (bem supervisionada), pilates correspondem a excelentes formas de tratamento.

Certos tipos de dores de cabeça (cefaléia) são causados por distúrbios de ansiedade e mau gerenciamento do estresse. Corrigir este fator de risco é fundamental ao invés do uso isolado da medicação analgésica.

 

Gravatá, 30 de dezembro de 2017

 

Ácido AcetilSalicílico (AAS / Aspirina) na Gravidez – Principais estudos e indicações

A aspirina em baixas doses tem sido usada durante a gravidez, mais comumente para prevenir ou retardar o início da pré-eclâmpsia. O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas publicou o Relatório da Força-Tarefa sobre Hipertensão na Gravidez recomendando aspirina em doses baixas diárias começando no final do primeiro trimestre para mulheres com história de pré-eclâmpsia precoce e parto prematuro com menos de 34 semanas de gestação, ou para mulheres com mais de uma gravidez prévia complicada por pré-eclâmpsia. A Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA publicou uma diretriz semelhante, embora a lista de indicações para uso de baixas doses de aspirina fosse mais expansiva. O uso diário de baixas doses de aspirina na gravidez é considerado seguro e está associado a uma baixa probabilidade de complicações maternas ou fetais graves, ou ambas, relacionadas ao uso. O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas e a Sociedade de Medicina Materno-Fetal apóiam os critérios da diretriz da Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA para prevenção de pré-eclâmpsia. A profilaxia com dose baixa de aspirina (81 mg / dia) é recomendada em mulheres com alto risco de pré-eclâmpsia e deve ser iniciada entre 12 semanas e 28 semanas de gestação (preferencialmente antes de 16 semanas) e continuada diariamente até o parto. A profilaxia com aspirina em baixas doses deve ser considerada para mulheres com mais de um dos vários fatores de risco moderados para pré-eclâmpsia. As mulheres com risco de pré-eclâmpsia são definidas com base na presença de um ou mais fatores de alto risco (história de pré-eclâmpsia, gestação múltipla, doença renal, doença autoimune, diabetes tipo 1 ou tipo 2 e hipertensão crônica) ou mais de um dentre vários fatores de risco moderado (primeira gravidez, idade materna de 35 anos ou mais, índice de massa corporal maior que 30, história familiar de pré-eclâmpsia, características sociodemográficas e fatores de história pessoal).

Recomendações

O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) e a Sociedade de Medicina Materna-Fetal fazem as seguintes recomendações:

  • A profilaxia com dose baixa de aspirina (81 mg / dia) é recomendada em mulheres com alto risco de pré-eclâmpsia e deve ser iniciada entre 12 semanas e 28 semanas de gestação (idealmente antes de 16 semanas) e continuada diariamente até o parto.
  • A profilaxia com aspirina em baixas doses deve ser considerada para mulheres com mais de um dos vários fatores de risco moderados para pré-eclâmpsia.
  • A profilaxia com aspirina em baixas doses não é recomendada apenas para a indicação de natimorto não explicado prévio, na ausência de fatores de risco para pré-eclâmpsia.
  • A profilaxia com aspirina em baixas doses não é recomendada para a prevenção da restrição do crescimento fetal, na ausência de fatores de risco para pré-eclâmpsia.
  • A profilaxia com aspirina em baixas doses não é recomendada para a prevenção de parto prematuro espontâneo, na ausência de fatores de risco para pré-eclâmpsia.
  • A profilaxia com aspirina em baixas doses não é recomendada para a prevenção da perda precoce da gravidez.

Fonte:  2018 Jul;132(1):e44-e52. doi: 10.1097/AOG.0000000000002708.


Recife, 17 de janeiro de 2018

aas

Revisando o uso do Ácido Acetil Salicílico (AAS) na gravidez, encontrei diversos artigos interessantes, mas, recentemente, três artigos em língua portuguesa me chamaram a atenção.

Um artigo de revisão sistematizada escrito pela querida Melania Amorim e meu preceptor da Medicina Fetal e colega mais velho do Doutorado do IMIP, Alex Sandro enfatiza desde 2009 a importância do uso do AAS na prevenção da pré-eclâmpsia. Já naquela época, eles estudaram a correlação entre Suplementação de cálcio, agentes antioxidantes, agente antiplaquetários, óxido nítrico, diuréticos, progestágenos, alho, restrição de sal, atividade física, repouso e ácido fólico.

O trabalho finaliza com as seguintes recomendações:

A efetividade das medidas profila?ticas da pre?-ecla?mpsia permanece controversa. Entretanto, diante das evide?ncias atuais (2009), a administrac?a?o de aspirina em baixas doses pode ser bene?fica, particularmente nas gestac?o?es de alto risco, ale?m da suplementac?a?o de ca?lcio em gestac?o?es de risco ou que tenham deficie?ncia em sua dieta desse elemento, ale?m do repouso regular das gestantes em sua reside?ncia. Essas medidas sa?o preconizadas pelo National Institute for Health Research (NIHR), com base em reviso?es sistema?ticas de acura?cia e efetividade associadas a? modelagem econo?mica

AAS3

 

Clique AQUI para ler o artigo na íntegra


 

Outro artigo bem interessante escrito por Ana Campos na Acta Médica Portuguesa, em 2015 também revisa o papel do AAS na prevenção da pré-eclâmpsia.

 

AAS1

 

O trabalho mostra uma figura que descreve a síntese das prostaglandinas, o desequilíbrio existente nas Síndromes Hipertensivas a favor do Tromboxano ao contrário da Prostaciclina, esta última com ação vasodilatadora e antiplaquetária. O AAS em baixas doses agiria inibindo a produção de Tromboxano A2, sem interferir com a síntese das prostaciclinas.

prostg

 

 

Como diversos trabalhos já enfatizam, pacientes com risco para pré-eclâmpsia devem fazer uso de ASS para prevenção da mesma. Segue a tabela com os principais fatores de risco para pré-eclâmpsia. riscope

 

O artigo também classifica alguns critérios diagnósticos das Síndromes Hipertensivas da Gravidez, Parto e Puerpério, bem como a definição de Restrição do crescimento fetal, parto pré-termo e parto pré-termo precoce.shg

Segue a conclusão do trabalho ipsis litteris:

          Mantendo-se os mesmos critérios para iniciar a terapêutica com aspirina, como profilaxia da pré-eclâmpsia precoce, justifica-se a administração do fármaco em situações de risco para a sua ocorrência, tais como o passado de pré-eclâmpsia, doença vascular prévia, restrição de crescimento fetal em gravidez anterior, gestação múltipla, síndrome de anticorpo anti-fosfolípido ou aborto recorrente, assim como valores do algoritmo de risco preditivo acima de 10%. As doses não estão claramente definidas ainda, mas a maior parte dos estudos e normas de orientação indicam que deve ser administrada uma dose entre 80 a 150 mg de aspirina, administrada ao deitar e iniciada até às 16 semanas.42-45 Embora as doses e o momento de início sejam ainda temas controversos, a sua administração precoce tem justificação perante a sua ação no processo fisiopatológico. Nas situações de síndrome de anticorpo anti-fosfolípidos (SAAF) ou aborto recorrente, o início da terapêutica deve coincidir com o diagnóstico da gravidez evolutiva in-útero.

Para acessar o trabalho na íntegra clique AQUI


Mais um artigo na língua portuguesa revisou o papel do AAS na prevenção da pré-eclâmpsia

 

AAS2No artigo, é inquestionável a importância da utilização do AAS nas pacientes com alto risco de desenvolverem pré-eclâmpsia. Mas o trabalho segue respondendo às seguintes perguntas:

 

Qual a dose ideal do AAS?

A USPSTF e a ISSHP são consensuais em recomendar o uso de AAS em baixa dose para a prevenção da pré-eclâmpsia em mulheresde alto risco. A USPSTF conclui com moderada certeza haver evidência substancial para recomendar o uso de AAS na dose de 60 a 150mg/dia, enquanto a ISSHP conclui haver razoável evidência para recomendar o uso de AAS na dose de 75 a 162mg/dia (Força de Recomendação B).

Gillon e colaboradores na sua Revisão Sistemática (RS) das recomendações de Normas de Orientações Clínicas (NOC) internacionais recomendam o uso de AAS na dose de 60 a 162mg/dia (Força de recomendação A).

Por sua vez, a NICE considera que a dose mínima recomendada de AAS deverá ser 75mg/dia, tendo em conta o perfil de segurança demonstrado do AAS nesta dose e a magnitude de redução do risco de pré-eclâmpsia (Força de Recomendação A). Por apurar fica o eventual benefício de doses mais elevadas de AAS em mulheres de alto risco.

Qual a idade gestacional ideal para o início do AAS na gravidez?

AUSPSTF conclui com moderada certeza haver evidência substancial para recomendar o início de AAS após as 12 semanas de gestação em mulheres grávidas de alto risco para pré-eclâmpsia (Força de recomendação B), não se manifestando sobre a idade gestacional até à qual deve ser mantida a terapêutica com AAS.

Da mesma forma, a NICE considera importante o início do AAS às 12 semanas de gestação em mulheres de alto risco para pré- -eclâmpsia, referindo ter sido esta a idade gestacional mais precoce para a qual foi identificado benefício do uso de AAS (Força de recomendação A).

Relativamente à descontinuação do tratamento, a NICE refere não existir evidência de qual será a idade gestacional ótima. A ISSHP refere haver razoável evidência para recomendar que o AAS seja iniciado logo após o diagnóstico de gravidez e antes das 16 semanas de gestação (Força de recomendação B) e evidência inconsistente para recomendar a manutenção da terapêutica com AAS até o parto (Força de recomendação C).

Gillon e colaboradores, na sua RS recomendações de NOC internacionais, recomendam o início do AAS logo no início da gravidez que deve ser mantido até ao parto (Força de recomendação A).

Qual a melhor hora para administração do AAS?

A ISSHP é a única NOCa emitir recomendações sobre a hora de administração do AAS, referindo haver evidência razoável para recomendar que a administração de AAS seja feita ao deitar (Força de recomendação B).

Qual a segurança do uso do AAS na gravidez?

As NOC incluídas nesta revisão são consensuais em afirmar a segurança do AAS em baixa dose. A USPSTF refere que esta terapêutica não está associada à ocorrência de descolamento prematuro da placenta, hemorragia pós-parto ou danos fetais, como hemorragia intracraniana e anomalias congénitas, enquanto a ISSHP refere que a terapêutica com AAS não aumenta nem diminui o risco de abortamento espontâneo, não havendo evidência de teratogenicidade ou outros efeitos adversos pediátricos a curto ou a longo prazo.

 

PRINCIPAIS CONCLUSÕES DO TRABALHO

De acordo com a evidência atual disponível, pode concluir-se que o AAS em baixa dose tem benefício quando usado como medicação preventiva nas mulheres em risco de pré-eclâmpsia, com evidência clara do seu benefício nas mulheres de alto risco (Força de recomendação A).

A pré-eclâmpsia é uma das mais graves patologias obstétricas, estando associada a complicações graves e a morbimortalidade materna e fetal, devendo o médico destar sensibilizado para o seu rastreio e abordagem. As conclusões deste trabalho podem, assim, melhorar os cuidados às grávidas em risco de pré-eclâmpsia, reduzindo o risco de complicações e melhorando os resultados maternos e fetais.

No entanto, subsistem ainda algumas dúvidas relativas ao uso de AAS na prevenção da pré-eclâmpsia. Assim sendo, são necessários mais estudos para esclarecer quais os fatores que conferem maior risco para esta patologia, para perceber qual a melhor altura para iniciar a profilaxia com AAS e qual a dose mais adequada. São ainda necessários estudos de boa qualidade para reafirmar a segurança do AAS na população obstétrica.


O que eu penso sobre o uso de AAS e outras formas de prevenção da pré-eclâmpsia e de abortamentos

Em suma, é indiscutível a relevância do uso do AAS nas pacientes com fatores de risco para pré-eclâmpsia e também pode ser utilizado para mulheres com histórico de abortamento de repetição, principalmente quando associados à Síndrome Antifosfolípide (SAF).

Considero importante a avaliação com equipe transdisciplinar composta por Obstetra, Especialista em Medicina Fetal e Hematologista para melhor decisão sobre quando iniciar o AAS na gravidez.

Existe um software online para cálculo de risco (clique AQUI) para pré-eclâmpsia entre 11 e 14 semanas e entre 20 e 24 semanas, elaborado pela Fetal Medicine Foundation, Londres. Mas, a história clínica também deve ser avaliada.

A dose mais preconizada do uso do AAS é de 100mg, o horário de administração deve ser o noturno, o início é algo controverso, mas COM CERTEZA ANTES DE 16 SEMANAS. Naquelas pacientes com mau passado obstétrico (abortamentos de repetição) ou Síndrome Antifosfolípide ou mesmo antecedente de pré-eclâmpsia grave, é razoável a administração do AAS no início da gravidez. Vários estudos recomendam o início com 12 semanas de gestação. Decidir em conjunto com equipe transdisciplinar.

O AAS deve ser reavaliado conforme surjam alguns sinais clínicos de risco, quer sejam sangramentos genitais ou mesmo a ocorrência de hematomas.

O acompanhamento ultrassonográfico com Doppler colorido e um cuidado especial com relação à curva de crescimento fetal (percentil de peso) é fundamental, já que existem alguns casos de pré-eclâmpsia associados à restrição do crescimento fetal ou mesmo à macrossomia fetal e/ou diabetes gestacional.

Geralmente o AAS é interrompido com 36 semanas de gestação, apesar de alguns estudos orientarem o uso até a o parto.

Lembrar ainda que a Ortomolecular descreve a inflamação subclínica como fator de risco para pré-eclâmpsia e outras patologias obstétricas, bem como o papel dos antioxidantes no tratamento do estresse oxidativo, comum na pré-eclâmpsia. O Ômega 3 pode ter um papel importante como anti-inflamatório natural. Até alguns estudos tradicionais ressaltam a importância da vitamina D na prevenção da pré-eclâmpsia. Existe algum papel ainda a ser esclarecido na literatura sobre a produção de óxido nítrico oriundo da arginina, mas falam pesquisa com forte evidência científica para recomendar a suplementação de rotina para pacientes com risco de pré-eclâmpsia. Probióticos também podem ser eficazes na inflamação subclínica, na manutenção da boa função intestinal e diminuição da disbiose intestinal. Algumas bactérias probióticas são responsáveis pela produção de neurotransmissores.

A Nutrologia / Nutrição funcional materna deve orientar uma dieta rica em vitaminas e oligoelementos, rica em cálcio ou a suplementação do mesmo em alguns casos de comprovada deficiência.  Mais ainda, a ingestão e/ou suplementação de vitaminas do complexo B, particularmente B9 (acido fólico  seus derivados), B12 e B6 são importantes na redução da homocisteína que corresponde um fator de risco relacionado com as síndromes hipertensivas na gravidez, além de permitir uma multiplicação celular adequada, através da reação de metilação do DNA. A avaliação da composição corporal na gravidez por Bioimpedância  Tetrapolar pode predizer as síndromes hipertensivas pela melhor evidenciação da quantidade de líquido (Água Corpórea Total), antes de aparecer o edema clínico, havendo inclusive diferença na relação entre a água intra e extracelular. Não há trabalhos na literatura científica que evidenciem riscos da bioimpedância tetrapolar na gravidez e já existem diversos trabalhos na literatura científica sobre a importância de tal avaliação. Não dá pra considerar em 2018 o peso como principal ferramenta para avaliar a composição corporal da gestante. Para mais informações sobre o assunto clique em:  https://drglaucius.com.br/bianagravidez/.

A medicina do estilo de vida, através da melhoria dos hábitos de vida, quer sejam alimentares, melhoria do sono (a melatonina pode ser um excelente antioxidante principalmente para aquelas com distúrbios do sono), gerenciamento do estresse e a prática de atividade física (preferencialmente bem supervisionada por profissional capacitado), sempre são elos importantes para a prevenção e até mesmo tratamento de quaisquer patologias, como a pré-eclâmpsia. Através de um Obstetrícia integrativa e funcional com a redução de hábitos ou substâncias tóxicas ao nosso corpo, é possível minimizar os fatores de risco e aliado às práticas integrativas como acompanhamento psicológico, psicanalítico, yoga, pilates, terapias de mente e corpo, técnicas de respiração e de relaxamento, bem como a meditação podem ajudar consideravelmente.

Enfim, a obstetrícia personalizada, integrativa e funcional pode representar um importante passo para a mais correta forma de prevenção da pré-eclâmpsia principalmente quando aliada à obstetrícia clássica e à medicina fetal. Não existe receita de bolo, cada cliente tem a sua peculiaridade. Usar as melhores ferramentas preventivas, diagnósticas e terapêuticas, cuidando da cliente como um todo considerando o seu ambiente biopsicossocial e seus hábitos de vida, faz toda a diferença e traz os melhores resultados.


ajog

Gravatá, 30 de dezembro de 2017

Aspirina para prevenção de pré-termo e pré-eclâmpsia de termo: revisão sistemática e metanálise.

Roberge S, Bujold E, Nicolaides KH.

As metanálises de ensaios controlados randomizados relataram resultados contraditórios sobre o efeito da aspirina na prevenção da pré-eclâmpsia, tanto em termos de idade gestacional no início do tratamento quanto na dose do medicamento.

A controvérsia pode ser resolvida através de uma metanálise que inclui vários ensaios recentemente publicados examinando se há uma diferença no efeito da aspirina no pré-termo versus pré-eclâmpsia de termo.

ESTUDO:

  • Foi realizada uma revisão sistemática e metanálise que avaliou o efeito profilático da aspirina durante a gravidez.
  • Foi realizada uma pesquisa de literatura através da PubMed, Cinhal, Embase, Web of Science e Cochrane Library de 1985 a junho de 2017. Os riscos relativos com efeito aleatório foram calculados com seus intervalos de confiança de 95%.

RESULTADOS:

  • Dezesseis ensaios que incluíram 18.907 participantes forneceram dados para pré-termo e pré-eclâmpsia de termo.
  • Oito dos estudos incluídos foram avaliados como de boa qualidade, e os outros 8 estudos foram considerados de qualidade fraca ou incerta.
  • Houve alta heterogeneidade nos estudos para pré-eclâmpsia pré-termo e  a termo, mas não houve heterogeneidade no subgrupo de pré-eclâmpsia pré-termo quando o início do tratamento foi ?16 semanas de gestação e a dose diária de aspirina foi ?100 mg.
  • A administração de aspirina foi associada à redução do risco de pré-eclâmpsia pré-termo (risco relativo, 0,62; intervalo de confiança de 95%, 0,45-0,87), mas não houve efeito significativo na pré-eclâmpsia do termo (risco relativo, 0,92; intervalo de confiança de 95%, 0,70 -1,21).
  • A redução da pré-eclâmpsia pré-termo foi confinada ao subgrupo em que a aspirina foi iniciada em ?16 semanas de gestação e em uma dose diária de ?100 mg (risco relativo, 0,33; intervalo de confiança de 95%, 0,19-0,57).
  • Este efeito também foi observado nos estudos de alta qualidade.
  • A redução da pré-eclâmpsia pré-termo que foi observada no maior teste ( n = 1620, risco relativo, 0,38, intervalo de confiança de 95%, 0,20-0,72) foi semelhante aos 5 ensaios menores em que a aspirina foi iniciada em ?16 semanas de gestação e em uma dose diária de ?100 mg (n = 639, risco relativo, 0,22; intervalo de confiança de 95%, 0,07-0,66).

CONCLUSÃO:

  • A aspirina reduz o risco de pré-eclâmpsia pré-termo, mas não a pré-eclâmpsia de termo, e somente quando iniciada antes de 16 semanas de gestação e a uma dose diária de ? 100 mg.

Fonte: Am J Obstet Gynecol. 2017 Nov 11. pii: S0002-9378(17)32326-8. doi: 10.1016/j.ajog.2017.11.561.


jmf

Gravatá 30 de dezembro de 2017

Aspirina ou heparina ou ambos no tratamento do aborto espontâneo recorrente em mulheres com síndrome de anticorpos antifosfolipídicos: uma meta-análise de ensaios controlados randomizados.

OBJETIVO:
Este estudo foi concebido para avaliar a eficácia da aspirina ou heparina ou ambos no tratamento de aborto espontâneo recorrente (RSA) em mulheres com síndrome de anticorpos antifosfolipídicos (APS).

MÉTODOS:
Foram realizadas buscas sistemáticas para ensaios clínicos randomizados (ECAs) que avaliam o parto vivo e parto prematuro, pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intra-uterino, diabetes gestacional, sangramento de RSA com pacientes com APS que receberam aspirina e terapia com heparina, de PubMed, EMBASE, ScienceDirect e CNKI. Os dados relacionados foram extraídos de estudos elegíveis e, em seguida, submetidos à revisão gerenciar 5.3 para análise. O risco relativo (RR) e seu intervalo de confiança de 95% foram calculados.

RESULTADOS:
Dezenove publicações com ensaios clínicos randomizados foram selecionados para este estudo, que incluiu um total de 1251 gestantes com diagnóstico de RSA com APS. No que diz respeito ao nascimento vivo, foi notavelmente melhorado em grupo aspirina mais heparina ou heparina sozinho [RR = 1,23, IC 95% (1,12-1,36), p <0,0001; RR = 1,18, IC 95% (1,03-1,35), p = 0,02]; grupo único de aspirina, no entanto, não houve diferença estatisticamente significativa comparada ao placebo [RR = 0,97, IC 95% (0,80-1,16), p = 0,71]. Entretanto, a terapia com aspirina e heparina não reduziu significativamente o risco de complicações recorrentes da gravidez mediada por placenta, incluindo parto prematuro, retardo do crescimento intra-uterino (IUGR), diabetes gestacional e sangramento menor. Um efeito terapêutico benéfico da terapia com heparina isolada foi encontrado na prevenção de partos prematuros e doses baixas de aspirina mais a terapia com heparina foi significativa, reduzindo o risco de pré-eclâmpsia.

CONCLUSÃO:
Uma melhora dos resultados da gravidez em mulheres com RSA e APS pode ser alcançada por estratégias de tratamento combinando aspirina de baixa dose mais heparina ou heparina isoladamente. A aspirina sozinha, em contraste, parecia inferior a outros tratamentos para alcançar mais nascimentos vivos.

Fonte: J Matern Fetal Neonatal Med. 2017 Nov 27:1-261. doi: 10.1080/14767058.2017.1404979.


nejm

Gravatá 30 de dezembro de 2017

Aspirina versus placebo em gravidez em alto risco para pré-eclampsia pré-termo

A pré-eclampsia pré-termo é uma causa importante de morbimortalidade materna e perinatal. Não é certo se a ingestão de doses baixas de aspirina durante a gravidez reduz o risco de pré-eclampsia pré-termo.

MÉTODOS
Neste estudo multicêntrico, duplo-cego e controlado por placebo, nós atribuímos aleatoriamente 1776 mulheres com gestações únicas que apresentavam alto risco de pré-eclampsia pré-termo para receber aspirina, em uma dose de 150 mg por dia ou placebo de 11 a 14 semanas de gestação até 36 semanas de gestação. O desfecho primário foi o parto com pré-eclâmpsia antes das 37 semanas de gestação. A análise foi realizada de acordo com o princípio da intenção de tratar.

RESULTADOS
Um total de 152 mulheres retiraram o consentimento durante o estudo e 4 perderam o seguimento, o que deixou 798 participantes no grupo aspirina e 822 no grupo placebo. A pré-eclampsia pré-termo ocorreu em 13 participantes (1,6%) no grupo aspirina, em comparação com 35 (4,3%) no grupo placebo (odds ratio no grupo aspirina, 0,38; intervalo de confiança de 95%, 0,20 a 0,74; P = 0,004) . Os resultados foram substancialmente inalterados em uma análise de sensibilidade que levou em consideração os participantes que se retiraram ou foram perdidos no seguimento. A adesão foi boa, com uma ingestão relatada de 85% ou mais do número necessário de comprimidos em 79,9% dos participantes. Não houve diferenças significativas entre os grupos na incidência de resultados adversos neonatais ou outros eventos adversos.

CONCLUSÕES
O tratamento com doses baixas de aspirina em mulheres com alto risco de pré-eclâmpsia pré-termo resultou em uma menor incidência desse diagnóstico do que o placebo.

Fonte:

Aspirin versus Placebo in Pregnancies at High Risk for Preterm Preeclampsia
 
Daniel L. Rolnik, M.D., David Wright, Ph.D., Liona C. Poon, M.D., Neil O’Gorman, M.D., Argyro Syngelaki, Ph.D., Catalina de Paco Matallana, M.D., Ranjit Akolekar, M.D., Simona Cicero, M.D., Deepa Janga, M.D., Mandeep Singh, M.D., Francisca S. Molina, M.D., Nicola Persico, M.D., Jacques C. Jani, M.D., Walter Plasencia, M.D., George Papaioannou, M.D., Kinneret Tenenbaum-Gavish, M.D., Hamutal Meiri, Ph.D., Sveinbjorn Gizurarson, Ph.D., Kate Maclagan, Ph.D., and Kypros H. Nicolaides, M.D.
 
N Engl J Med 2017; 377:613-622August 17, 2017DOI: 10.1056/NEJMoa1704559

Tabagismo na Gestação

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Queridas gestantes: é proibido fumar mesmo na gestação!!!

.

O cigarro:

pode causar defeitos congênitos (malformação fetal)

.

piora a função respiratória

.

causa processos alérgicos

.

prejudica os vasos sanguíneos maternos e fetais

.

pode causar parto prematuro e abortamentos

.

pode atrapalhar a absorção de inúmeros nutrientes prejudicando o bom funcionamento do organismo

.

está relacionado com a etiologia de vários tipos de câncer

.

?? Enfim, não existe nenhuma vantagem …

.

??Não é uma questão de preconceito e sim uma questão de saúde!!!

.

??Se você é mulher, Deseja engravidar e fuma, largue o cigarro antes mesmo de engravidar.

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??Se você é fumante passiva, ajude o seu companheiro a parar de fumar. Existe medicação para isso, além de intervenções não medicamentosas. Procurem um bom profissional.

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??Com certeza, qualquer um consegue parar de fumar, basta QUERER DE VERDADE!!!

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?? Quem fuma perde tempo, saúde e dinheiro!

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