Oligoâmnio


 ol
Este estudo de 2013, escrito por Kenneth J. Moise Jr., traz importantes reflexões a respeito da avaliação ultrassonográfica do líquido amniótico
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??Em 1980, Manning et al., propuseram 5 categorias para avaliação do perfil biofísico fetal pela ultrassonografia. Nesta publicação, a presença de uma porção (bolsão) de líquido > 1cm no diâmetro ântero-posterior era considerada normal
??Em outro estudo, o mesmo grupo classificou como uma porção (bolsão) de líquido < 1cm como oligoâmnio, entre 1 e 2 limítrofe e entre 2 e 8 cm como normal
??Posteriormente, o mesmo grupo de Manning considerou como líquido amniótico normal a presença de um bolsão medindo 2 x 2cm
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??O índice de líquido amniótico (ILA) foi desenvolvido por Phelan et al., em 1987, após a avaliação por quatro bolsões no abdome gravídico e considerou que um índice menor que 5 (equivalente a 5cm) era considerado oligoâmnio
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??Moore e Cayle (1990), estudando 791 grávidas, estabeleceram que ao invés de utilizar isoladamente o ILA < 5 como definição de oligoâmnio, seria melhor considerar como como oligoâmnio quando o ILA estivesse menor do que o percentil 5 de acordo com a idade gestacional .
*??A CONFUSÃO ENTRE A DEFINIÇÃO DE OLIGOÂMNIO PELO ILA OU PELO PERCENTIL < 5 FEZ COM QUE VÁRIOS OBSTETRAS CONSIDERASSEM O ILA < 8 COMO O TERMO PARA OLIGOÂMNIO INDEPENDENTE DA IDADE GESTACIONAL
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??Magann et al. (2000), estudando 50 pacientes para cada semana de gestação entre 14 e 41 semanas e considerou que o ILA < 5 está abaixo do percentil 5 com 37 semanas
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?OU SEJA,
??OLIGOÂMNIO CORRESPONDE AO ILA < 5
??PARA OS CASOS BORDELINES (ENTRE 5-8) UTILIZAR A TABELA DE MEGANN ET AL
??MAIS IMPORTANTE AINDA, CORRELACIONAR COM O DOPPLER DAS ARTÉRIAS UTERINAS, CEREBRAL MÉDIA E UMBILICAL, COM O PERFIL BIOFÍSICO FETAL, COM DETERMINADOS FATORES DE RISCO RELACIONADOS COM CLÍNICA DE SUA GESTANTE
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Procedimentos Cirúrgicos Guiados por Ultrassonografia

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Mais uma Cerclagem Uterina guiada por Ultrassonografia…
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Torcendo e pedindo a Deus que a gente chegue aos 9 meses
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?Coincidentemente ou não, também realizamos um parto de outra cliente que foi submetida a Cerclagem pela mesma equipe
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?Praticando o bem e colhendo os bons frutos do nosso trabalho. Trabalhando com um colega que tem mais de 30 anos de experiência em Obstetrícia, outro entusiasta deste procedimento como eu. Juntando experiência, bom senso e inovação, a cada procedimento aprimoramos o método…
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usgecirurgia

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Um ensaio controlado muito interessante mais uma vez realizado por pesquisadores do Egito, em Benha, no Hospital Elbadr, envolvendo 200 Mulheres submetidas a STOP (interrupção cirúrgica da gravidez) no primeiro trimestre
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?O tratamento clínico do aborto espontâneo mudou pouco ao longo dos anos e muitas mulheres ainda passam por uma evacuação uterina cirúrgica, quer sejam por curetagem uterina (CTG) ou por aspiração manual intrauterina (AMIU)
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?A evacuação cirúrgica do conteúdo uterino no aborto é um desafio para o obstetra, uma vez que é feito às cegas. O estudo atual recomenda o uso da evacuação cirúrgica guiada por ultrassonografia que apresenta duas vantagens importantes:
1? Completar a evacuação sem a necessidade de passo adicional
2? Proteger contra a perfuração uterina.
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?As medidas de desfecho primário foram complicações intra-operatórias e de curto prazo (complicações anestésicas, hemorragia, gravidez em andamento, trauma cervical, perfuração uterina, necessidade de laparoscopia e / ou laparotomia, evacuação repetida e infecção). Os desfechos secundários foram perda de sangue, tempo de procedimento e tempo de convalescença
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?Métodos: Duzentos casos de abortamentos foram subdivididos em dois grupos. Grupo 1 (100 pacientes) em que a evacuação cirúrgica foi realizada sob orientação ultrassonográfica. Grupo 2 (100 pacientes) em que a evacuação cirúrgica foi realizada sem orientação ultrassonográfica.
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?Resultados:
?Os casos do grupo 1 (USG) não mostraram falha cirúrgica em contraste com 10 casos do grupo dois (SEM USG) que falharam com o conteúdo apresentado após a evacuação (taxa de falha 10%).
*??Resultados secundários
?Trauma cervical em 5 casos, falha do procedimento em 6 casos e infecção em 7 casos do grupo 2 (SEM USG) contra nenhum caso de trauma cervical , ou de falha e apenas 1 caso de infecção no grupo 1 (USG)
?Sangramento intra-operatório maior que 140ml ocorreu em 10 casos, tempo do procedimento maior que 25 minutos em 15 casos e necessidade de mais de 3 dias de analgésicos em 10 casos do grupo 2 (SEM USG) contra 2 casos de sangramento aumentado, 5 casos de tempo do procedimento maior que 25 minutos 1 caso de necessidade maior que 3 dias de analgésicos do grupo 1 (USG)
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?Conclusões: A evacuação cirúrgica sob orientação ultrassonográfica é recomendada porque existem casos significativos de aborto que podem ser evacuados de forma incompleta sem o uso da ultrassonografia, além do procedimento ser menos traumático, com menor intensidade de sangramento, mais rápido, com menor necessidade de analgésicos
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usgecirurgia2

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*??Da apresentação cefálica na variedade de posição occipito-posterior (OP)
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? O objetivo deste estudo foi avaliar a habilidade da ultrassonografia intraparto para diferenciar a rotação occipito-posterior (OP) com a flexão normal da cabeça e nos casos de deflexão, além de comparar a exatidão da ultrassonografia com o exame digital e avaliar a concordância de acordo com o tipo de variedade de posição no parto
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? Metodologia: Estudo retrospectivo de pacientes com trabalho de parto anormal por prolongamento e / ou cardiotocografia anormal e rotação OP, submetidos à ultrassonografia intraparto.

?Resultados:
?A flexão normal foi inferida em 36/42 casos por uma visão ultrassonográfica da face fetal demonstrando que o queixo se aproximava do tórax
?Nos 6 restantes, a deflexão foi diagnosticada visualizando o queixo separado e distante do tórax
?Em 3 desses casos, as órbitas estavam no mesmo nível do púbis, sugerindo a apresentação de testa/fronte (defletida de segundo grau)
?Nos 3 casos restantes, as órbitas estavam acima do púbis, e a apresentação bregmática (defletida de primeiro grau) foi inferida
?A deflexão da cabeça foi diagnosticada com mais precisão com ultrassonografia do que clinicamente (p = 0,0052).
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?Conclusões:
?Fetus com trabalho de parto anormal (prolongado) e rotação OP apresentaram deflexões nas apresentações em 14% dos casos
?A ultrassonografia foi muito mais precisa do que o exame digital
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Mais um estudo sobre Ultrassonografia Intraparto. Acredito que num futuro próximo a Ultrassonografia seja uma ferramenta propedêutica na assistência ao trabalho de parto e parto. Compreender melhor a estática fetal e o mecanismo do parto pode melhorar a assistência obstétrica é propiciar melhores resultados maternos e perinatais. Humanizar infarto é tornar a assistência obstétrica mais segura!!!
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??Hoje foi dia de inserir Dispositivo IntraUterino (DIU) com avaliação imediata por Ultrassonografia e sob analgesia conforme desejo da cliente
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Alguns colegas (que respeito muito) consideram desnecessária a avaliação Ultrassonográfica como faço rotineiramente, até mesmo sob analgesia, pois acham que dá pra inserir no consultório com segurança, mesmo sem ultrassonografia. Respeito os colegas, mas não concordo!
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??Com cerca de 15 anos de trabalho em ginecologia e obstetrícia, considero infinitamente mais seguro e oportuno o implante de DIU em ambiente hospitalar, sob analgesia (conforme desejo da cliente) e com Ultrassonografia na hora do procedimento, podendo esta ainda ser realizada em tempo real pela via abdominal ou pela via transvaginal, imediatamente após o procedimento
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Alguns colegas realizam histeroscopia antes e/ou depois e consideram a melhor forma de inserção de DIU. Respeito, mas eu também não concordo porque considero mais invasivo, o tempo de anestesia e do procedimento é maior, sem contar com a distensão da cavidade uterina sem necessidade e um pós-operatório mais doloroso do que a simples realização de Ultrassonografia que é considerado o método de escolha para avaliação da posição do DIU
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Existe o suporte a literatura sobre o implante de DIU guiado por Ultrassonografia. Não é modismo ou “invenção”!
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????Medicina é uma arte e precisa ser praticada com muito amor, dedicação e segurança! Eu gosto de oferecer o que há de melhor para a cliente e não tenho dúvidas de que o implante de DIU guiado por Ultrassonografia e sob analgesia representa hoje a melhor, mais segura e fisiológica opção contraceptiva a longo prazo!!!
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?Mais uma cerclagem cervical uterina guiada por ultrassonografia (USG). Cliente com história de 3 abortamentos, insuficiência cervical e trombofilia. USG realizada por outro colega já evidenciava dilatação da endocérvice (parte interna do colo uterino) em sua porção superior, com colo medindo aproximadamente 3,0cm
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Fui chamado nesta semana por um amigo ginecologista e obstetra com APENAS mais de 30 anos de experiência, pela segunda vez, para realizar o procedimento junto com o mesmo. A gestante acompanha que seu bebê está bem durante todo o procedimento, sem contar que podemos realizar o procedimento em tempo real (USG pela via abdominal) e avaliar o colo uterino pré e pós-procedimento (USG transvaginal-TV)
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Desta vez ele teve a brilhante ideia de pedir o as válvulas utilizadas em cirurgia vaginal que ajudou bastante
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1?Na figura 1, percebemos que havia uma vascularização intensa próximo do Orifício Cervical Interno (OCI) do colo uterino. Informação importante hein? Já ficamos alertas em relação a este risco
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2?Na figura 2, posso aferir o comprimento do colo uterino na hora do procedimento, bem como evidenciar alguma dilatação endocervical e medir a distância desta dilatação para o OCI e OCE. No nosso caso a distância do bordo inferior da dilatação cervical para o OCE foi de 2,8cm
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3?Na figura 3, foi aferida a frequência cardíaca antes e depois do procedimento, deixando obstetras, anestesista e clientes tranquilos
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4?Na figura 4, percebi a distância dos nós da cerclagem para o OCE foi de 2,3cm, bem razoável para o caso, posto que havia dilatação endocervical na porção superior, o que colocaria em rico para amniorrexe prematura, além da mesma região estar no momento bastante vascularizado
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O procedimento de hoje foi tranquilo, graças a Deus!!! Espero que daqui a 25-26 semanas (+/-6meses) estar presente no parto desta cliente bem especial
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Cada vez me convenço após cada procedimento de que a USG representa uma ferramenta importante para realização de cerclagem uterina, implante de DIU, curetagem uterina e assistência ao parto
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#consultoriodrglauciusnascimento#cerclagemuterina #usg

 


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Aprimorando a técnica de implante de DIU guiado por Ultrassonografia (USG) em tempo real percebo que conectar o equipamento de USG na mesma torre utilizada para videolaparoscopia ou videohisteroscopia torna o procedimento muito melhor visibilizado
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Ah, mas dá muito trabalho…
??Conectar um cabo VGA no monitor e ligar o monitor dá muito trabalho? Não!
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Ah, mas demora muito…
??Não, o procedimento é mais rápido, não há necessidade de histerometria porque já se visualiza o DIU entrando na cavidade endometrial. O implante torna-se mais rápido, fácil, efetivo, utiliza menos anestésico, menos materiais cirúrgicos, assim, teremos menos efeitos colaterais ou riscos inerentes à quaisquer procedimentos médicos
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Ah, mas é muito caqueado para um simples implante de DIU
??Eu realizo USG com grande frequência e percebo vários DIUs implantados fora do local correto. “Caqueado” sem sentido é colocar um corpo estranho e pedir pra cliente realizar a USG depois do procedimento, não na hora da inserção. Além disso, medicina deve ser uma arte, o implante de DIU desta maneira além de ser mais seguro é muito bonito de se ver e de se executar. Faço isso com muito prazer!
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Ah, mas isso é invenção…
??Claro que não!!! Existe respaldo na literatura científica internacional. Isso não é invenção de jeito nenhum. Faz sentido você colocar um corpo estranho e confirmar que ele está no lugar correto. Procedimento dentários utilizam o recurso do raio x na hora do procedimentos, algumas cirurgias ortopédicas e urológicas também. Qual a vantagem de colocar um corpo estranho num órgão cavitário e não certificar de que se encontra no lugar correto? NENHUMA!
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Ah, mas o plano paga pouco
??Mas a certeza de que você está fazendo o certo, mais seguro acaba lhe rendendo um ganho secundário muito importante. Você ofereceu o que você julga melhor para sua cliente
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Aqui em Recife já me coloquei à disposição para demonstrar para qualquer colega médico, universidade, qualquer instituição de saúde
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??Conflito de Intere$$e? Nenhum! Meu interesse é que mais DIUs sejam implantados de forma segura porque acredito que é um excelente método contraceptivo

curetagemguiada
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Gostaria de relatar o meu entusiasmo hoje pela manhã com um simples procedimento, cirúrgico obstétrico/ginecológico, curetagem uterina, que aprendi na época da residência médica, no Hospital das Clínicas da UFPE, nos idos de 2002… Quase 15 anos depois, levo meu aparelho de ultrassonografia portátil mais uma vez para o plantão e acompanho o mesmo procedimento simples, realizado por um jovem ginecologista recém saído da residência médica em ginecologia e obstetrícia e eu com uma experiência um pouco maior observando pela USG. O procedimento torna-se mais bonito, seguro e SIMPLES. Duração da curetagem: algo em torno de 2,5 minutos. A impressão que tivemos neste caso em particular era de que nem seria necessária a realização da curetagem com a cureta romba e fenestrada. Apenas a pinça de Winter resolveria. O endométrio saiu de 2,9 para 0,5cm. Ou seja, menos anestésico, menos instrumental, com efetividade maior, pois visualizamos a resolução do procedimento. Foi a melhor curetagem que vi na minha vida!
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??Alguns colegas mais conservadores (os quais respeito e considero bastante) sugerem que eu contenha o meu entusiasmo e arquive todos os casos. Tenho arquivado todos os casos, mas este em particular não poderia deixar de divulgar. Não tenho “vaidade científica”, apenas quero que este procedimento seja realizado com mais segurança como acredito que realmente isto é possível com a realização da ultrassonografia no bloco cirúrgico, preferencialmente em tempo real
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??2016, beirando 2017, a ao meu ver não faz sentido realizar curetagens uterinas às cegas, por mais que esta tenha sido a forma que aprendemos na época da residência médica em ginecologia e obstetrícia!!!
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A ultrassonografia é útil ainda para outros procedimentos com implante de DIU, cerclagem uterina e assistência ao parto
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Ah, mas isto é desnecessário, aumenta o custo de um procedimento simples… Ops, peraê… Qual o preço de você realizar um procedimento médico tranquilo com a certeza de que você fez o melhor para o seu cliente? Isso não tem preço e tem um valor enorme. Pense nisso!!!

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 Sobre a cerclagem cervical uterina guiada por ultrassonografia, alguns colegas conversando comigo propuseram: “Glaucius, isso é um negócio novo, você tem que publicar a técnica, blá, blá, blá, blá, blá, blá…”
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 Ah, então é pra publicar? Ok, vai no instagram, facebook e site mesmo!!!
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??Eu não tenho “vaidade científica”; quero que o procedimento seja difundido mesmo e que mais pessoas pratiquem. O amigo @dr.andrevinicius me mandou uma mensagem informando a técnica que aprendera e o fio que utilizava; depois de eu comprovar na teoria (literatura) e na prática (realizando as cerclagens) que era muito interessante, não houve nenhum conflito de interesses, vaidade pessoal, enfim, o que buscamos é AJUDAR, OFERECER UMA NOVA FORMA NA NOSSA VISÃO MAIS SEGURA num momento extremamente delicado que é a cerclagem uterina
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??Segue o passo-a-passo nas fotos do post:
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1??Realizamos ultrassonografia transvaginal antes do procedimento, percebemos que o comprimento do colo uterino foi de aproximadamente 4,0cm
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2??Antes de realizar a cerclagem propriamente dita, @alexandre_dubeux posicionou o transdutor abdominal para que realizássemos o procedimento em tempo real, vendo que não ocorreu durante o procedimento nenhum acidente, com a cliente também observando na tela da ultrassonografia todo o procedimento
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2??Após a cerclagem propriamente dita (dois nós utilizados), realizamos outra ultrassonografia transvaginal e verificamos os nós aproximadamente na transição do terço superior do colo uterino
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3??Realizamos ainda a aferição do colo após as suturas, cujo valor foi aproximadamente 2,5cm
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4??A cliente visualizou a movimentação do bebê e escutou seus batimentos cardíacos, com a certeza de que tudo ocorreu bem, graças a Deus!!!
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O colega que indicou o procedimento ainda imaginou como alguns instrumentos que são utilizados em cirurgias vaginais podem facilitar o nosso procedimento. Eu já havia imaginado a utilização de válvulas maleáveis. Assim, a técnica pode ainda aprimorar ainda mais…


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??Um dia desses, meu amigo @dr.andrevinicius me apresentou uma nova técnica de cerclagem cervical uterina (“dar o nó no colo do útero para ele não abrir, dilatar”) para os casos de Insuficiência Istmo-Cervical (IIC) utilizando um fio de sutura de polietilenotereftalato (PET)
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??Após conversas com obstetras mais experientes que eu aqui em Pernambuco e revisar a literatura, percebi a tendência da realização de duas suturas (dois nós) no colo do útero para os casos de IIC
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??@dr.andrevinícius me mandou um desenho do nó, representado pela figura 4 e realizei tal procedimento com meus amigos @hildebrandospinelli e @alexandre_dubeux .
A diferença foi que utilizei a ultrassonografia como ferramenta intraoperatória para avaliar o comprimento do colo antes e depois do procedimento, bem como para avaliação da sutura (nó) realizada, tornando o procedimento mais seguro e quiçá efetivo
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Hoje, realizei outra cerclagem guiada por ultrassonografia, desta vez com a oportunidade de realizar o procedimento em tempo real, com a utilização da ultrassonografia transabdominal. “Caqueado”? De forma alguma! Fazemos o melhor para quem mais precisa. Cerclagens cervicais uterinas são “momentos de ouro” em gravidezes tão desejadas. Utilizar dos melhores recursos disponíveis é no mínimo ser ético. Mas é obrigatório? De forma alguma. Ajuda? Com certeza!!!
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Não tem para onde correr: não faz sentido realizar procedimentos “às cegas” quando se tem a oportunidade da visibilização ultrassonográfica
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??Realizar este procedimento indicado por um experiente obstetra de Recife que me chamou para ajudá-lo utilizando a ultrassonografia é no mínimo gratificante, não tem preço!
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E que Deus continue nos ajudando, dando sabedoria e humildade de realizar estes procedimentos de forma mais simplificada
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A foto ilustra:
1) As imagens de um colo com insuficiência istmo-cervical e o mesmo colo cerclado
2 e 3) Imagens de ultrassonografia evidenciando a visibilização do ponto de cerclagem cervical uterina
4) O valoroso desenho do @dr.andrevinicius que me ajudou há um tempo atrás com a utilização de uma nova técnica e utilizando um novo fio


usgcir

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??Estava no meu plantão da rede pública ontem preceptorando alunos do internato de medicina da Uninassau, especificamente Inácio e @iarasaraiva_ quando mostrei a importância de realizar curetagem uterina e imediatamente após o procedimento, com a paciente ainda anestesiada, confirmar através da ultrassonografia transvaginal que o procedimento cirúrgico foi bem sucedido e não ficaram restos ovulares
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??Tínhamos dois procedimentos, duas curetagens uterinas pós-abortamento. Realizei o primeiro procedimento e como de praxe, confirmei após a curetagem que não havia restos ovulares através da realização de ultrassonografia transvaginal na sala de cirurgia
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??Esperando uma sala cirúrgica desocupar, discuti o assunto com os internos e falei sobre a importância de praticar uma medicina segura, mas também inovadora. Como sou entusiasta do método ultrassonográfico, utilizo amplamente na minha prática ginecológica e obstétrica como nos implantes de DIU, na cerclagem uterina, até mesmo intraparto. Procurando algum artigo sobre o tema, encontrei um artigo do Egito no qual os pesquisadores descrevem que realizam a curetagem uterina guiada por ultrassonografia transabdominal em tempo real. Conversei com os alunos e me questionei: “Se no Egito eles fazem, por que nós não fazemos???”. Treinei o doutorando Inácio para aquisição das imagens na ultrassonografia abdominal e então realizei minha primeira curetagem uterina guiada por ultrassonografia em tempo real??????. Gravamos, o filme não ficou muito legal, mas dá pra entender perfeitamente como o procedimento se torna mais seguro. E foi mais um aprendizado na Medicina


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??Em casos especiais considero que a ultrassonografia pode contribuir inclusive na sala de cirurgia. Pra mim, ultrassonografia é extensão do meu exame físico. São quase 15 anos unindo os conhecimentos clínicos, cirúrgicos e de imagem
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??Um exemplo disso, no caso da gestação gemelar, para identificação da correta posição dos bebês, facilitando o planejamento imediato para o parto de ambos. É obrigatório? De forma alguma!!! Vale a pena? Pra mim vale, facilita demais, como também para outros procedimentos em Ginecologia e Obstetrícia como:
??Implante de DIU (pra confirmar o posicionamento do DIU)
??Cerclagem uterina (certificar de que o procedimento foi correto)
??Após curetagem uterina ou aspiração manual intrauterina (para confirmar a saída dos restos ovulares)
??E até mesmo intraparto (artigos recentes internacionais apontam a ultrassonografia como uma forma segura de assistência ao parto, de acompanhamento da descida fetal e da monitorização hemodinâmica fetal através do Doppler Colorido e pulsado)
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Saber usar a tecnologia de forma equilibrada e personalizada é sim humanizar o parto!!!
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OBS: Enfatizo mais uma vez que não há necessidade formal da ultrassonografia nos procedimentos citados, mas como ginecologista e obstetra tenho a plena convicção de que ajuda. E meu objetivo neste post é mostrar o que considero benéfico, ainda que seja algo relativamente inovador e promissor


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??Parece-me muito óbvio e seguro inserir um Dispositivo Intrauterino (DIU) e checar que o mesmo encontra-se tópico, no lugar correto, pois, se não estiver no seu devido local (porção fúndica endometrial, acima do orifício cervical interno) você terá a oportunidade de reinseri-lo, além de comprovar para a cliente que o procedimento foi bem realizado, que valeu a pena
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??Em geral realizo a ultrassonografia transvaginal após a inserção do DIU, na sala de cirurgia com aparelho de ultrassonografia portátil
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??Há algum tempo atrás, conversando com meus amigos anestesistas @alexandre_dubeux e @edson_netto, fiquei me questionando se não poderia inserir o DIU e avaliar a inserção pela via abdominal, bastando apenas que a cliente ficasse com a bexiga cheia, situação ideal para avaliação pélvica pela via abdominal. Meu professor do Mestrado já havia comentando esta experiência positiva
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??Tivemos a oportunidade junto com o amigo @dr.arlonsilveira, de implantar um DIU e realizar a ultrassonografia abdominal em tempo real, na ocasião da inserção do DIU. Sou suspeito pra falar, mas o procedimento ficou ainda mais interessante, porque se percebe exatamente os momentos da inserção do DIU
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A utilização da ultrassonografia seja pela via abdominal ou transvaginal é um método seguro, inócuo, simples e barato


diu.

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??Um pôster que será apresentado entre 25-28/09/2016, no Congresso Mundial da Sociedade Internacional de Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia (já disponível na revista eletrônica Ultrasound in Obstetrics and Gynecology) me chamou a atenção: “Avaliação ultrassonográfica abdominal da inserção de dispositivos intrauterinos (DIUs) de cobre por estudantes de medicina do quarto ano”
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??Usando a ultrassonografia pela via abdominal foram avaliadas 72 inserções de DIU de cobre por estudantes de medicina quarto ano sob supervisão. Imediatamente após cada inserção, a ultrassonografia abdominal foi realizada
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??12 DIUs foram considerados malposicionados e foram reinseridos imediatamente e não foram relatadas translocações destes DIUs
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??Foram realizadas nova reinserção / reajuste / substituição de 3 DIUs uma semana após inserções iniciais devido a expulsões parciais
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??O trabalho conclui que a ultrassonografia abdominal foi útil para localizar DIU, detectar mal posicionamento e como orientação para reajustar o DIU para a posição normal e recomendamos a sua utilização para a inserção do DIU “pelo menos” para profissionais com pouca experiência na inserção de DIU
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Minhas observações
??O trabalho se referiu às inserções realizadas por estudantes de medicina do quarto ano completamente diferente da inserção de um médico ginecologista com experiência
?? DIU de cobre representa um excelente método contraceptivo, de longa duração, seguro, eficaz, fisiológico e isento de hormônios e seus riscos adicionais
??A ultrassonografia abdominal pode e deve ser utilizada para avaliação da posição do DIU DURANTE E APÓS A SUA INSERÇÃO
??Temos indicado num hospital de referência, a inserção do DIU com avaliação ultrassonográfica em tempo real: enquanto um profissional realiza a inserção, o outro avalia a inserção e o posicionamento do DIU através da ultrassonografia
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Fonte: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/uog.17160/epdf


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Uma vez realizei uma cerclagem em uma cliente portadora de insuficiência cervical (termo muito mais apropriado do que incompetência cervical, afinal incompetência é um termo muito pejorativo…) e também portadora de trombofilia. Encontrei um professor experiente de obstetrícia (já aposentado) que foi chefe de uma das grandes maternidades do Recife e ele espontaneamente me falou que há muito tempo realizara a sutura dupla do colo uterino. Lembrei ainda de outra amiga que me chamou pra ajudar numa cerclagem uterina de sua cliente, utilizando a ultrassonografia, por se tratar de um caso difícil com herniação da bolsa amniótica. E vi que a conceituada colega utilizava outro fio de sutura, diferente da que utilizamos habitualmente
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Novamente estou diante de outro caso de cerclagem uterina, numa cliente com histórico de abortamentos e sempre procuro revisar as técnicas cirúrgicas antes do procedimento
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Encontrei um trabalho interessante de 2014 que considerou que a técnica utilizando a sutura dupla pareceu mais eficaz que a sutura única. É, parece que o renomado professor estava correto
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Tive a oportunidade de conhecer um site bem legal o cerclagem.com.br que foi criado por Erivane de Alencar Moreno que sofreu quatro abortos espontâneos e foi submetida a três circlagens uterinas. Vale a pensa conhecer a história desta guerreira que inclusive escreveu um livro
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Dei uma revisada breve, discuti com outros colegas do grupo de whatsapp que participo (obrigado @dra.natalymello) e me encontro mais sereno para o procedimento de logo mais
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Independente de técnica cirúrgica, de tecnologia utilizada (como a ultrassonografia que sou muito entusiasta) peço a energia boa de vocês, porque acredito que somos instrumentos de Deus para praticar o bem. E muita gente querendo o bem faz com que tudo dê certo. A cliente merece e sonha em ser mãe. Com a graça de Deus peço que dê tudo certo !!!
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Aprender com quem tem experiência é salutar. Ser humilde, procurar se atualizar e principalmente colocar Deus na sua prática médica é simplesmente fantástico .


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??Parece-me muito óbvio e muito seguro inserir um Dispositivo Intrauterino (DIU) e checar que o mesmo encontra-se tópico, no lugar correto, pois, se não estiver no seu devido local (porção fúndica endometrial, acima do orifício cervical interno) você terá a oportunidade de reinserir, além de comprovar para a cliente que o procedimento foi bem realizado, que valeu a pena
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??Em geral realizo a ultrassonografia transvaginal após a inserção do DIU, na sala de cirurgia com aparelho de ultrassonografia portátil
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??Há algum tempo atrás, conversando com meus amigos anestesistas @alexandre_dubeux e Netto @edson_netto, fiquei me questionando se não poderia inserir o DIU e avaliar a inserção pela via abdominal, bastando apenas que a cliente ficasse com a bexiga cheia, situação ideal para avaliação pélvica pela via abdominal
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??Tivemos a oportunidade junto com o amigo @dr.arlonsilveira, de implantar um DIU e realizar a ultrassonografia transabdominal em tempo real, na ocasião da inserção do DIU. Sou suspeito pra falar, mas o procedimento ficou ainda mais interessante, porque se percebe exatamente os momentos da inserção do DIU
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A utilização da ultrassonografia seja pela via abdominal ou transvaginal é um método seguro, inócuo, simples e barato.


 

 

 

 

 

Vitalidade Fetal

 

 

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Qual método é melhor para avaliar a ausculta cardíaca fetal no trabalho de parto?
1??Estetoscópio de Pinard: instrumento de madeira em que apenas o observador identifica os batimentos cardíacos fetais. Bastante comum na minha época de residência médica (mas já tinha o sonnar Doppler, não sou “dinossauro”)
2??Sonnar Dopper Digital / Detector fetal: tanto o obstetra como a parturiente escutam os batimentos cardíacos fetais
3??Ultrassonografia Intraparto: além de identificar mais precisamente a frequência cardíaca fetal, visibiliza as câmaras cardíacas, identifica o peso fetal estimado, o ângulo de progressão, a variedade de posição, o Doppler das artérias cerebral média, umbilical e da veia umbilical
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?Quer melhorar o mundo? Humanize a forma de nascer. Traga mais segurança e bons resultados perinatais. A Ultrassonografia Intraparto pode favorecer estes resultados.
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#consultóriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010#intrapartumultrasound #ultrassonografiaintraparto


 

 

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Muito tem se discutido entre cardiotocografia, ausculta fetal intermitente, eu mesmo cada vez mais entusiasmado com a Ultrassonografia Intraparto com Doppler colorido, mas a avaliação do bem estar fetal começa em primeiro lugar pelo bem estar da mãe…
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?Assim, considero importante passar as seguintes informações
1??O ideal é que a gravidez seja planejada e que sejam tomadas medidas preventivas 3 meses antes de engravidar através do preparo físico, psíquico e nutricional
2??O pré-natal deve ser bem realizado com uma excelente relação entre a cliente e seu profissional responsável pelo pré-natal e parto. O preparo físico, psíquico e nutricional deve ser mantido
3??O planejamento para o parto deve ser fundamental. Considerar o local do parto, a equipe de assistência e seu preparo ao longo da gestação. Os profissionais que assistem os partos devem informar como trabalham e que métodos utilizam para avaliação do bem-estar fetal no trabalho de parto
4??O profissional utiliza a ausculta fetal intermitente?
Confie nele!!!
5??O profissional utiliza cardiotocografia?
Confie nele!!!
6??O profissional utiliza a ultrassonografia intraparto com Doppler?
Confie nele!!!
7??O profissional não utiliza nada para avaliação do bem estar fetal?
Não confie nele!!!
8??O parto é seu, escolha bons profissionais para o momento mais importante de nossas vidas, o nosso nascimento.
9??Mais importante do que avaliar a vitalidade fetal, é avaliar o feto como um todo, não apenas seus batimentos cardíacos e incluir uma adequada avaliação de sua materna, pois a mãe é o personagem principal do momento do parto.
1??0??Nenhuma máquina irá substituir a excelência do trabalho humano, principalmente em obstetrícia. Mas as tecnologias podem ajudar bastante sobretudo para aqueles profissionais que juntam a ciência, o bom senso e principalmente a humanização na assistência ao parto!!!
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#consultóriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010 #cardiotocografia#intrapartumultrasound


 

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Recente metanálise publicada na Cochrane, em abril de 2017, não encontrou evidência de benefício para o uso da Cardiotocografia (CTG) de admissão para mulheres de baixo risco na admissão no trabalho de parto
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?A probabilidade é que o CTG de admissão aumente a taxa de cesariana em cerca de 20%. Os dados carecem de poder para detectar possíveis diferenças importantes na mortalidade perinatal. No entanto, é improvável que qualquer ensaio, ou metanálise, será adequadamente capaz de detectar essas diferenças.
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?Os resultados desta revisão suportam recomendações de que o CTG de admissão não deve ser utilizada em mulheres com baixo risco de admissão no parto
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?As mulheres devem ser informadas de que a CTG de admissão está provavelmente associada a um aumento na incidência de cesariana sem evidência de benefício
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?A qualidade da evidência variou de moderada a muito baixa. Os quatro ensaios incluídos foram conduzidos em países desenvolvidos da Europa Ocidental. Um estudo adicional está em andamento.
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?A utilidade dos resultados desta revisão para os países em desenvolvimento dependerá das práticas de monitorização da frequência cardíaca fetal. No entanto, a ausência de benefício e provável dano associado à CTG de admissão terá relevância para os países onde as perguntas estão sendo feitas sobre o papel da CTG de admissão.
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?Futuros estudos avaliando os efeitos da admissão CTG deve considerar a inclusão de mulheres admitidas com sinais de trabalho e antes de um diagnóstico formal de trabalho. Isto incluiria uma coorte de mulheres que atualmente têm CTGs de admissão e não incluídas nos ensaios actuais.
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Farei um post sobre o que penso sobre avaliação do bem estar fetal, com um visão da medicina fetal, da obstetrícia clássica e da obstetrícia integrativa e funcional.
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#riomartradecenter3sala1010#consultóriodrglauciusnascimento #cardiotocografia#cardiotocography

Bioimpedância Tetrapolar na Gravidez

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J Matern Fetal Neonatal Med. 2017 Dec; 30 (23): 2824-2830. doi: 10.1080 / 14767058.2016.1265929. Epub 2016 14 de dezembro.

Alterações longitudinais e correlações da bioimpedância e medidas antropométricas na gravidez: ferramentas simples para para avaliar a evolução da gravidez

RESUMO

OBJETIVO:

O objetivo deste estudo foi avaliar as mudanças longitudinais da análise de bioimpedância em comparação com medidas antropométricas em mulheres grávidas de baixo risco recrutadas no primeiro trimestre e observar possíveis diferenças nesses índices em mulheres que desenvolveram gravidezes de alto risco.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Os índices de bioimpedância para os três trimestres de gravidezes foram calculados separadamente para as gravidezes sem intercorrências entre recém-nascidos> o 10º percentil. Essas descobertas foram comparadas com medidas antropométricas. Os dados das mulheres que desenvolveram distúrbios hipertensivos da gravidez (HAS) ou recém-nascidos pequenos para a idade gestacional (PIG)foram calculados e comparados.

RESULTADOS:

Observaram-se aumentos significativamente longitudinais nessas gestações para água corporal total (ACT), massa gorda livre, massa gorda e água extracelular.

Estes aumentos foram o índice de massa corporal (IMC), as dobras cutâneas e as medidas da cintura em paralelo.

As correlações entre esses dois conjuntos de achados foram ruins.

As mulheres que desenvolveram HAS com fetos PIG mostraram bioimpedância significativamente diferente de casos normais.

Os índices ACT foram significativamente diferentes desde o primeiro trimestre.

Nas gestações entregues aos recém-nascidos PIG, esses índices foram opostos aos valores observados em pacientes com HAS-PIG, a ACT nesses pacientes foi significativamente reduzido em comparação com gestações normais.

CONCLUSÕES:

impedância bioelétrica é uma maneira rápida, simples e não invasiva de avaliar o conteúdo ACT na gravidez . Nossos achados estão de acordo com a hipótese de que a bioimpedância pode ajudar a identificar pacientes com gestação precoce com risco de desenvolver diferentes fenótipos clínicos de doença hipertensiva da gravidez e fetos PIG.

PALAVRAS-CHAVE:

Gravidez ; PIG; bioimpedância; distúrbios hipertensivos; água corporal total

DOI: 10.1080 / 14767058.2016.1265929


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E mais um estudo agora em 2017 sobre bioimpedância na gravidez realizado nos três trimestres de gravidez
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?A relação entre composições maternas e peso ao nascer não foi definida. Massa gorda (MG) e massa livre de gordura (MLG) podem refletir com precisão as composições de gordura corporal materna e foram consideradas como melhores preditores de peso ao nascer
?Apesar do seu papel potencial, nenhum estudo descreveu as composições maternas durante a gravidez em mulheres do Leste Asiático
?Foi investigada a correlação entre o peso ao nascer e a composição corporal materna, incluindo MG e MLG
?O trabalhou teve como principais objetivos determinar se o peso ao nascer está associado à MG e MLG durante a gravidez e, em caso afirmativo, qual trimestre e parâmetro é mais crítico na determinação do peso ao nascer
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?Metodologia
?Estudo prospectivo observacional longitudinal realizado, 348, 481 e 321 mulheres não-diabéticas chinesas, durante as consultas de pré-natal em seu primeiro, segundo e terceiro trimestres
?A composição corporal materna foi medida utilizando-se a análise de bioimpedância bioelétrica
?Foram coletados dados do índice de massa corporal pré-gravidez (IMC), IMC materno, ganho de peso gestacional (GPG) e placentário e peso ao nascer
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?Resultados
?Existe uma correlação significativa entre MLG materna na gravidez, peso placentário, GPG no parto e peso ao nascer (P <0,05)
?Na análise de regressão linear múltipla, a MLG foi o fator mais importante associado ao peso ao nascer
?Após o ajuste, houve associação significativa com 2,47 vezes o aumento do risco de peso ao nascer superior a 4 kg quando MLG ? 40,76 kg (Quartil superior dos participantes)
?O aumento da idade materna tornou-se um fator protetor (OR = 0,69), enquanto o aumento do IMC pré-gravidez (OR = 1,50) permaneceu preditor de peso ao nascer superior a 4 kg
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?Conclusões:
?A mudança da MLG materna durante a gravidez afeta independentemente o peso ao nascer
?Os achados confirmam a relação complexa entre peso ao nascer e fatores maternos
?A MLG materna em todo o processo de gestação foi associada independentemente ao aumento do peso ao nascer após o controle de outras variáveis explicativas
?Esses achados fornecem mais evidências de que a MLG materna, mas não a MG, pode ser importante na programação do crescimento do peso fetal intra-uterino
?As intervenções destinadas a reduzir a MG durante a gravidez para as mulheres não-diabéticas não podem impedir os bebês grandes para a idade gestacional (GIG)


?A conclusão destaca a viabilidade de intervenções para melhorar o peso ao nascer e diminuir as complicações obstétricas
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Estudo publicado em 2012, na Malásia, analisou 159 gestantes saudáveis no segundo e terceiro trimestres sendo submetidas à realização de bioimpedância para avaliação da gordura total corporal, além de exames séricos e do dano ao DNA

? Quando comparadas ao segundo semestre, as gestantes do estudo apresentaram elevação estatisticamente significante da gordura corpórea total, do colesterol total, triglicerídeos, LDL, dano ao DNA e da capacidade antioxidante total, mas com baixos níveis de HDL.

? Adiposidade materna e perfil lipídico foram positivamente correlacionados com dano ao DNA no segundo e terceiro trimestre

? Houve correlação positiva e significativa entre triglicerídeos e capacidade antioxidante em ambos períodos indicando ação compensatória contra o aumento do estresse oxidativo

? A gravidez normal está associada com modificações no metabolismo lipídico e no status antioxidante e pro-oxidante. Dislipidemia esteve associada ao estresse oxidativo com o decorrer da idade gestacional.

? Dislipidemia materna associada ao estresse oxidativo deve ter consequências negativas para a saúde

? A alta ingestão de nutrientes com compacidade antioxidante é recomendada na para manter um bom balanço antioxidante na gravidez.

? OBS: Não houve nenhum problema relacionado à realização de bioimpedância na gravidez no presente estudo.

#medicinaintegrativa #obstetriciaintegrativa#bioimpedance #bioimpedancia#bioimpedanciainbody


 

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Há 20 anos, um estudo no Brasil já identificou a importância da bioimpedância na avaliação da composição corporal de gestantes
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?A bioimpedância quando executiva em um bom aparelho, que emita um laudo específico contendo percentual de gordura, massa magra, água corpórea total e gordura visceral pode ser uma importante ferramenta no acompanhamento de gravidezes de baixo e alto risco
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?Enfim, em primeiro lugar parabéns pela cliente determinada e em acompanhamento multidisciplinar que hoje clinicamente está muito bem e que me surpreendeu com estes resultados. Não está fazendo uso de remédios controlados para depressão, melhorou sua saúde e está indo muito bem graças a Deus
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?Acompanhada aqui em Recife por mim e por Geraldo Amorim e Georges Almeida
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Não tenho dúvidas de que esta avaliação da composição corporal por bioimpedância foi muito positiva para ela. Muito feliz em praticar uma medicina com excelentes recursos tecnológicos que ainda reforça o cuidado INTEGRAL da saúde. Não faz sentido deixar de avaliar da melhor maneira a composição da composição corporal no período que ela mais se modifica
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#nutrologia #obstetriciaintergativa#obstetriciafuncional #medicinaintegrativa#riomartradecenter3sala1010#consultoriodrglauciusnascimento#bioimpedancianagravidez #bioelectricalimpedance


 

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Mais um trabalho sobre bioimpedância na gravidez publicado em 2014 na Revista Obstetric Medicine
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??A obesidade materna é um fator de risco bem estabelecido para o diabetes gestacional, mas não se sabe se o padrão de distribuição de gordura materna prevê resultados adversos da gravidez.
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??A composição corporal foi avaliada por bioimpedância utilizando Inbody 720 em 302 gestantes obesas consecutivas atendidas em uma clínica de controle de peso. Avaliou-se a relação massa gorda visceral e percentagem total de gordura corporal com o desenvolvimento de diabetes gestacional e desfechos perinatais
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??Resultados:
??As mulheres que desenvolveram diabetes gestacional (Grupo 1; n= 72) foram mais velhas, apresentaram maiores índices de massa corporal e maior obesidade central (razão cintura / quadril, massa gorda visceral) em comparação com aquelas que permaneceram normoglicêmicas
?? A massa gorda visceral, mas não o percentual de gordura corporal, correlacionou-se com a glicemia de jejum em todos os pacientes (p<,001) e particularmente no Grupo 1 (p = 0,002)
??A massa gorda visceral, mas não o percentual de gordura corporal, também correlacionou fortemente com a glicemia, particularmente no Grupo 1 ( p< 0,0001)
??A massa gorda visceral mostrou também uma correlação fraca mas significativa com o peso do bebê (p = 0,01)
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??A obesidade central, avaliada pela relação cintura / quadril na gravidez precoce e particularmente pela massa de gordura visceral, é um preditor de diabetes gestacional além de fatores de risco clássicos e pode ajudar a identificar aqueles pacientes obesos com maior risco de complicações.
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MAIS UM TRABALHO QUE EVIDENCIA A IMPORTÂNCIA DA BIOIMPEDÂNCIA NA AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL NA GRAVIDEZ. Não dá pra ficar avaliando a composição corporal materna na gravidez apenas pelo peso!
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As duas mulheres na foto acima apresentam o mesmo IMC e Peso, porém com composição corporal completamente diferente. Uma possui 3Kg e massa magra a mais e 3Kg de massa gorda a menos, estando visivelmente mais saudável que a outra
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?Dependendo do cuidado uma pode melhorar a composição que a outra na gravidez. Isto irá depender da própria gestante, de seus hábitos alimentares e de atividade física e pode ser avaliado e modificado de forma mais adequada por médico obstetra, nutrólogo, nutricionista ou profissional de educação física
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Tenho observado rotineiramente a importância deste exame no pré-natal. Tenho a balança há algum tempo, mas apenas depois de ler diversos artigos na literatura (hoje já existem 65 artigos com os untermos bioimpedância e gravidez) percebi que não posso deixar de oferecer este exame para as minhas clientes ou mesmo beneficiar outras gestantes e demais colegas com uma nova visão, ao meu ver mais atualizada sobre avaliação da composição corporal na gravidez
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Fica difícil orientar o ganho ou redução do peso na gestação sem saber especificamente se houve alteração na massa magra, na massa gorda ou mesmo na quantidade de água corporal
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Não há trabalhos na literatura que evidenciem risco fetal com o uso da bioimpedância na gravidez. O risco de não avaliar a composição de forma adequada é muito maior
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Se não há curvas de normalidades ainda, não inviabiliza a realização do método, posto que pode-se comparar os parâmetros da bioimpedância com a própria cliente. E com a avaliação rotineira é possível criar sua curva de aprendizado com a sua própria população de gestantes
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Não faz sentido deixar de avaliar a composição corporal de forma adequada no período em que ele mais se modifica, na gravidez
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Não faz sentido em 2017 ficar avaliando a composição corporal das gestantes de forma isolada com peso e/ou IMC! E também se faz necessário um método que não seja operador dependente e que avalie a quantidade de água corporal total
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Muito bom encontrar mais um artigo sobre bioimpedância na gravidez, desta vez no primeiro trimestre, como ferramenta no rastreamento de pré-eclâmpsia e restrição de crescimento!
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Objetivo: Testar se a hemodinâmica materna e a bioimpedância, juntamente com a Triagem Combinada (história materna, marcadores biofísicos e bioquímicos), são capazes de identificar gestantes normotensas não obesas com risco de pré-eclâmpsia (PE) e / ou de crescimento intra-uterino restrito (CIUR) no primeiro trimestre de gestação (1T)
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Método: 150 mulheres nulíparas não obesas saudáveis ??(IMC < 30) foram incluídas no estudo no 1T e submetidas a monitorização hemodinâmica não invasiva (MHNI) para detecção de parâmetros hemodinâmicos, bioimpedência para caracterizar a composição corporal e triagem combinada para PE (história materna, biofísica e marcadores bioquímicos maternos). Os pacientes foram seguidos até o termo notando a aparência de PE e / ou CIUR
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Resultados:
?138 pacientes tiveram uma gravidez sem intercorrências (Controles), 12 pacientes (8%) desenvolveram complicações (Casos)
?MHNI mostrou em casos versus controles um menor Índice de Inotropia (1,56 ± 0,38 vs 1,91 ± 0,32, p <0,001) e maior Resistência Vascular Total (1279,8 ± 166,4 vs 1061,4 ± 179,5, p <0,001)
?A Bioimpedância mostrou em Casos versus Controles menor Água Total do Corpo (53,7 ± 3,3 vs 57,2 ± 5,6, p <0,037)
?O rastreio combinado foi positivo em 8% dos doentes em Controles e 50% nos Casos (p <0,01)
?Após a identificação do valor de corte para MHNI e parâmetros de Bioimpedência,
?A análise de regressão logística multivariada mostrou índice inotrópico (derivado pela MHNI)
?Massa Gorda (derivada da bioimpedência) e a triagem combinada como preditores independentes de complicações na gravidez
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Conclusões. A triagem combinada, bioimpedância e MHNI podem identificar marcador precoce de uma adaptação cardiovascular prejudicada e composição corporal, levando a possíveis complicações no terceiro trimestre
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2??0??1??7??começando e eu finalmente concluí minha aula sobre bioimpedância na gestação
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??Quase 100 slides com 8 artigos de revistas científicas e duas dissertações de mestrado foram mais que suficientes para resumir a importância da avaliação da composição corporal materna através da bioimpedância
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??Os trabalhos são unânimes em afirmar que se trata de um método seguro, confiável, rápido, não operador dependente e que pode fornecer informações importantes como a água corpórea total, percentual de gordura e de massa magra
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??Avaliar a composição corporal da gestante apenas com o peso ou índice de massa corpórea (IMC) não parece ser a ferramenta ideal, a medicina avançou o suficiente para oferecer às gestantes opções mais adequadas e personalizadas
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??Considero o exame de bioimpedância tão ou mais importante quanto algumas avaliações laboratoriais realizadas de rotina
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??Precisamos ter atenção às modificações da composição corporal das mulheres, principalmente no período onde estas modificações são mais acentuadas, ou seja, na gravidez e no puerpério (após o parto). Obviamente não dá pra avaliar o laudo de uma bioimpedância sem correlacionar com dados clínicos, laboratoriais e até mesmo ultrassonográficos, afinal, o exame não pode ser banalizado, trata-se de uma ferramenta suplementar na propedêutica pré-natal
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#consultoriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010 #medicinaintegrativa#ginecologiaintegrativa #obstetriciaintegrativa#bioimpedancia #obstetriciafuncional

 


 

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A primeira pergunta é fácil de encontrar na literatura e responder e na dependência do peso
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??Mulheres com baixo peso no início da gravidez (IMC <18,5 kg / m2) devem ter como objetivo ganhar 12,5-18 kg,
??Mulheres com peso normal no início da gestação IMC 18,5-24,9 kg / m2) deve visar o ganho de 11,5-16 kg,
??Mulheres com excesso de peso (ou seja, BMI 25-29,9 kg / m2) deve ganhar 7-11,5 kg,
??Mulheres obesas (ou seja, IMC> 30 kg / deve ganhar 5-9 kg
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Já a segunda pergunta , só iremos responder quando nos dedicarmos ao estudo da composição corporal da gestante ao longo do tempo da gravidez e puerpério
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 É completamente diferente um homem obeso com 1,8m e 100Kg e outro musculoso com os mesmos 1,8m e 100Kg. Há muito tempo, o peso não é um parâmetro isolado adequado para avaliar a composição corporal. De maneira semelhante duas grávidas na 28a. semana de gestação, de 1,60m e com 70kg podem ser completamente diferentes, uma saudável e outra não-saudável
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Precisamos estudar mais a composição corporal e suas modificações ao longo da gravidez. Até o presente momento não conhecemos estudos com evidências de efeitos deletérios da bioimpedância tetrapolar, algumas inclusive funcionam com pilhas pequenas alcalinas e são capazes de fornecer as seguintes variáveis como:
??Percentual de gordura total e segmentar (por cada membro, tórax e abdome)
??Percentual de massa magra total e segmentar
??Água corpórea total
??Taxa metabólica basal
??Índice de Gordura visceral
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Será que acompanhar estas modificações na gravidez não seria interessante ao invés de apenas avaliar o peso isoladamente? Alguns estudos evidenciam a importância da bioimpedância em gravidezes de risco, sobretudo em mulheres obesas, hipertensas, diabéticas, situações nas quais uma maior vigilância com a composição corporal é fundamental
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?? Não podemos privar as mulheres de reconhecerem detalhadamente a sua composição corporal no momento que tal composição é extremamente modificado como no ciclo gravídico-puerperal
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#medicinaintegrativa #bioimpedancia#alimentacaosaudavel #obstetriciaintegrativa#composicaocorporal #atividadefisicanagestacao#consultoriodrglauciusnascimento

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??O objetivo deste estudo foi avaliar as alterações longitudinais (o longo do tempo) da análise de bioimpedância comparadas com as medidas antropométricas em gestantes de baixo risco recrutadas no primeiro trimestre e observar possíveis diferenças nesses índices em mulheres que desenvolveram gestações de alto risco
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??Os índices de bioimpedância, para os três trimestres de gestações, foram calculados separadamente para gestações sem intercorrências entre recém-nascidos > 10º percentil do peso
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??Estes achados foram comparados com medidas antropométricas. Foram calculados e comparados dados de mulheres que desenvolveram distúrbios hipertensivos da gravidez (DHG) ou recém-nascidos com restrição do crescimento intrauterino (RCIU)
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??Observaram-se aumentos longitudinais significativos nestas gravidezes para Água Total de Corpo (TBW), Massa Gorda Livre, Massa Gorda e Água Extracelular. Estes aumentos foram comparados com o Índice de Massa Corporal, dobras cutâneas e medidas da cintura
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??As mulheres que desenvolveram DHG com fetos adequados para a idade gestacional (AIG) apresentaram bioimpedância significativamente diferente de casos normais. Os índices Água Corpórea Total (ACT) foram significativamente diferentes desde o primeiro trimestre. Nas gestações de recém-nascidos com RCIU, estes índices foram opostos aos valores observados em pacientes com DHG-AIG, sendo que ACT nestes pacientes foi significativamente reduzido em comparação com gestações normais
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??Conclusões: a bioimpedância elétrica é uma maneira rápida, simples e não-invasiva de avaliar o conteúdo de ACT na gravidez. Os achados estão de acordo com a hipótese de que a bioimpedância pode ajudar a identificar precocemente os pacientes de gestação em risco de desenvolver diferentes fenótipos clínicos de doença hipertensiva da gravidez e fetos com RCIU