Zika Vírus e Microcefalia (Síndrome da Zika Congênita)

 

 

Zika e microcefalia

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?A partir de agosto de 2015, houve aumento no número de casos de microcefalia neonatal no Nordeste do Brasil. Esses achados foram identificados como sendo uma epidemia de microcefalia relacionada à infecção pelo vírus Zika (ZIKV). Este trabalho analisou a distribuição espacial dos casos de microcefalia em Recife (2015-2016), Nordeste Brasileiro, bem como sua associação com as condições de vida nesta cidade.
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?Metodologia
?Este foi um estudo ecológico que utilizou dados de casos notificados de microcefalia do Departamento de Saúde do Estado de Pernambuco (agosto de 2015 a julho de 2016)
?A unidade espacial básica de análise foi os 94 distritos do Recife
?A definição do caso da microcefalia foi: recém-nascidos com uma circunferência de cabeça inferior ao ponto de corte de 2 desvios padrão abaixo do valor médio da curva de crescimento de Fenton estabelecida
?Como indicador das condições de vida dos 94 distritos, calculou-se a percentagem de chefes de famílias com um rendimento inferior ao dobro do salário mínimo
?Os distritos foram classificados em quatro estratos homogêneos
?Foram planejadas as localizações de cada caso de microcefalia em uma camada de condições de vida.
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?Resultados
?Durante o período de estudo, foram notificados 347 casos de microcefalia, dos quais 142 (40,9%) preencheram a definição de caso de microcefalia
?A estratificação dos 94 distritos resultou na identificação de quatro estratos
?O maior estrato em relação às condições de vida apresentou a menor taxa de prevalência de microcefalia, e a diferença geral entre essa taxa e as taxas dos outros estratos foi estatisticamente significante
?HOUVE UMA FORTE ASSOCIAÇÃO ENTRE UMA MAIOR PREVALÊNCIA DE MICROCEFALIA E CONDIÇÕES DE VIDA PRECÁRIAS
?Após os primeiros 6 meses do período de estudo, não houve casos de microcefalia registrados na população que vive nos estratos socioeconômicos mais ricos.
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zikamicro

 

*Note na figura a imensa maioria dos casos de Mirocefalia na localizados na faixa preta, correspondendo às regiões com piores condições de vida, seguida pela faixa cinza escuro e condições de vida baixa, pouquíssimos casos na faixa cinza claro de condições de vida média e nenhum caso na área de boas condições de vida. 

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?Conclusão
?Este estudo mostrou que aqueles que residem em áreas com condições precárias de vida apresentaram maior prevalência de microcefalia em comparação com populações com melhores condições de vida
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Fonte: Souza et al. BMC Public Health (2018) 18:130 , https://bmcpublichealth.biomedcentral.com/track/pdf/10.1186/s12889-018-5039-z?site=bmcpublichealth.biomedcentral.com
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Parece óbvio e realmente é, mas pouco foi divulgado (minha opinião) sobre essas condições de vida e a associação da Síndrome da Zika congênita. Um dia chegaremos também às questões alimentares, o quanto influenciaram na aquisição do vírus e seus efeitos nefastos. Deficiência de macro e micronutrientes, alimentação disfuncional piorando o estado imunológico materno e suas consequências ruins para o desenvolvimento fetal. Um dia, a nutrologia medicina e fetal será uma área de atuação em Ginecologia e Obstetrícia ou mesmo na medicina fetal. #eusonho #euacredito #eufaço
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#microcefalia #microcephaly #zika #Síndromeda Zikacongênita #condiçõesdivida #nutrologiamaterna #nutrologiafetal #medicinafetal#ginecologiaintegrativaefuncional


 

apoptose

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??Depois de aprender sobre a teoria da apoptose (e seu possível envolvimento na patogênese da Síndrome congênita do Zika vírus) resolvi estudar alguns artigos sobre o tema. Encontrei este artigo entitulado Papel protetor da Sirtruína no estresse oxidativo mediado pelo vírus da hepatite B x expressão protéica, publicado na Plos On line de 2016 (doi: 10.1371/journal.pone.0150961)
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??Dentre as várias nuances do artigo, há a descrição bem evidente da importância do papel do estresse oxidativo gerado pelo vírus da hepatite B levando a uma apoptose (morte celular programada) . Contudo, a Sirtuína parece abolir este mecanismo, com seu importante papel antioxidante e protetor desta apoptose induzida pelo vírus da Hepatite B
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??Sirtuínas são enzimas que parecem estar relacionadas com o envelhecimento e na regulação da transcrição, apoptose e resistência ao estresse, como também com regulação de processos metabólicos em situações de baixa quantidade de calorias
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??É importante correlacionar os fatores antioxidantes como fatores de proteção para a qualquer tipo de infecção. Daí a importância de um bom fenótipo, de uma boa saúde, através de uma boa alimentação, rica em nutrientes, do papel antioxidantes de diversas vitaminas e demais nutrientes. Assim, preocupar-se com estes nutrientes que ajudam no desenvolvimento do sistema nervoso central (ácido fólico, vitamina B12, vitamina B6, Metionina, dentre outros) parece-me fundamental para qualquer gestante ou mulher em idade reprodutiva que planeja engravidar. Polimorfismos genéticos podem corresponder a fatores protetores ou de risco também; isto também pode explicar porque algumas pessoas possuem características semelhantes (como nos casos de gravidezes gemelares em que apenas um feto é acometido pela microcefalia) e apresentam desenvolvimento diferente, afinal, geneticamente elas são sim diferentes


 

zikaapo

Estava eu ontem (16/09/2016) na Jornada Pernambucana de Ultrassonografia quando assisti a uma brilhante palestra da Doutora Patrícia Jungmann que tratava sobre uma hipótese no mecanismo da patogênese do Zika vírus na microcefalia fetal.
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Graças a Deus, existem pessoas mais preocupadas com a identificação do mecanismo da patogênese e assim entender quais são os fatores de risco e os protetores para realizar uma política de prevenção adequada para a Síndrome congênita da Zika
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??Uma conversa entre médicos levou à construção de uma nova teoria sobre os caminhos que o zika vírus pode percorrer para culminar com o aparecimento da microcefalia no último trimestre da gravidez – um detalhe que tem intrigado os especialistas em medicina fetal, que geralmente só conseguem dar um diagnóstico dessa malformação em torno da 28ª semana de gestação. “Ele começou a descrever as imagens das ultrassonografias e questionou o que poderia fazer cair o potencial de crescimento do cérebro de uma forma súbita. Logo achei que a justificativa seria um mecanismo de suicídio celular no sistema nervoso central”, diz a patologista e imunologista Patricia Jungmann, ao contar sobre os primeiros diálogos com o médico Pedro Pires, coordenador de Medicina Fetal do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros.
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??Juntos eles defendem que a microcefalia pode ser consequência de uma reação exacerbada de um fenômeno chamado de apoptose, que acontece a partir da 20ª semana de gestação no sistema nervoso central. Trata-se de um mecanismo de triagem de neurônios para que só células perfeitas e funcionais sejam selecionadas. A formação do cérebro normal passa por essa etapa. “Mas a presença de uma infecção viral nessa fase aceleraria esse mecanismo em condições acentuadas. A nossa hipótese é que a presença do zika vírus nos neurônios seja um indutor de apoptose, que promove uma redução de massa cinzenta no sistema nervoso, um sinal observado nas tomografias”, explica Patricia, professora da Universidade de Pernambuco e doutora em patologia pelo Instituto Pasteur, em Paris.


 

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?? Esta imagem do trabalho do New England de julho de 2016 (Modeling Zika Virus Infection in Pregnancy) demonstra que o Zika vírus (ZIKV) infecta o cérebro fetal do rato com tropismo para as células do córtex cerebral e zona ventricular, incluindo células progenitoras neuronais corticais e células gliais radiais
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?? A infecção pelo ZIKV leva à redução das camadas corticais e da cavidade ventricular devido a um aumento da morte celular em em células progenitores neuronais corticais, especialmente nas zonas intermárias e ventriculares
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Precisamos avançar no entedimento desta patologia que ocasionou um enorme e irrecuperável problema de saúde pública. Está mais do que na hora de estabelecer alguma proposta terapêutica para as gestantes que apresentarem alguma suspeita de infecção pelo Zika vírus, além de mais medidas preventivas
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Fonte: http://www.nejm.org/doi/pdf/10.1056/NEJMcibr1605445


 

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Estudo do New England de Julho de 2016 estudou a infecção pelo Zika vírus e sua patogênese em ratos
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??Esta figura representa a placenta de rato que possui dois componentes (materno e fetal) incluindo as zonas de junção e do labirinto
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O Zika Vírus (ZIKV) pode infectar trofoblastos da placenta, incluindo as células trofoblásticas gigantes, os glicogênio-trofoblastos, espongiotrofoblastos na zona de junção e os trofoblastos maternos mononucleares, sinusóides, e as células endoteliais que revestem os capilares fetais na zona de labirinto
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Vamos traduzir e refletir o que se pode avaliar (minha opinião)…
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Existem diversas células na placenta de ratos (e também de humanos) que são responsáveis por levar os vírus até o feto. Só que nestas células também existem diversos processos de defesa que por algum motivo nos casos mais graves são afetados, daí se entende porque alguns casos em humanos ocorre a presença de outras malformações além da restrição do crescimento intrauterino. É óbvio que fetos / mães com imunidade comprometida estarão mais predispostos. Por isso, não faz sentido nenhum tratar de um problema de saúde pública sem avaliar os principais hospedeiros: mãe e feto.
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Se ocorre uma má placentação, maior risco de estresse oxidativo, maior risco de infecção, acredito que a predisposição da infecção viral grave é maior. E se tiver hábitos alimentares, intestinais, psíquicos e de sono ruins, claro que isto representa outro fator de risco
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Portanto, além de seguir as recomendações habituais, outro aspecto importante é planejar a gravidez, avaliar sua imunidade, modificar hábitos de vida ruins, melhorar a alimentação, gerenciar o sono e o estresse. Este sim é um tratamento integral
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Fonte: http://www.nejm.org/doi/pdf/10.1056/NEJMcibr1605445


 

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  • Pesquisa inédita realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) detectou a presença do vírus Zika em mosquitos Culex quinquefasciatus (a popular muriçoca ou pernilongo doméstico) coletados na cidade do Recife. Esse achado confirma a espécie como potencial vetor do vírus causador da zika, hipótese que, de acordo com a literatura científica, não havia sido comprovada até o momento
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    ?? Mais detalhes sobre a pesquisa disponível no link http://portal.fiocruz.br/pt-br/content/fiocruz-identifica-mosquito-culex-com-potencial-de-transmissao-do-virus-zika-no-recife. Ainda não encontrei o estudo na íntegra.
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    O objetivo deste post, além de obviamente alertar sobre a importância da proteção contra OS MOSQUITOS através de meios físicos (roupas compridas, fechar as janelas) combate aos focos e uso criterioso de repelentes é trazer as seguintes interrogações :
    1??O QUE APRENDEMOS COM QUASE 1 ANO DA EPIDEMIA DE ZIKA E MICROCEFALIA FETAL?
    ?? Muito pouco, falta responder a pergunta por que algumas mulheres têm infecção pelo Zika e desenvolvem microcefalia e outras não?
    2?? DESCOBRIMOS OS FATORES PROTETORES PARA A INFECÇÃO PELO VÍRUS E O DESENVOLVIMENTO DE MICROCEFALIA?
    ?? Com tantos estudos, nenhum estudo novo se preocupou com outros fatores protetores exceto as medidas de combate ao mosquito, meios físicos e uso de repelentes
    3?? EXISTE ASSOCIAÇÃO ENTRE UMA MAIOR PREDISPOSIÇÃO DE INFECÇÃO VIRAL E MICROCEFALIA COM A CONDIÇÃO SOCIAL?
    ?? O governo esconde, mas 98% dos casos de microcefalia nasceram na rede pública
    4?? PORQUE O MINISTÉRIO DA SAÚDE EM JANEIRO RECOMENDOU POR ESCRITO A ADMINISTRAÇÃO DE ÁCIDO FÓLICO (que na rede pública é de 5mg) PARA TODA A GESTANTE NA PÁGINA 13 DA NOVA CADERNETA DA GESTANTE DE 2016?
    ?? Ácido fólico reduz Homocisteína que é um dos fatores de inflamação e HIPERHOMOCISTEINEMIA é causa de microcefalia. Além disso ajuda no desenvolvimento do sistema nervoso fetal (além de outros nutrientes, como a vitamina B12)
    5?? NÃO VALERIA A PENA AUMENTAR A IMUNIDADE DA GESTANTES COM NUTRACÊUTICOS E MELHORIA DOS HÁBITOS PARA PERMITIR UMA MELHOR DEFESA IMUNOLÓGICA DO HOSPEDEIRO?
    ?? Sim
    6?? É por que ninguém escreve ou fala ou arrisca nada novo?
    ?? Não sei

 


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Parece um tema novo, não é? Mas este artigo tem quase 20 anos. Publicado no The Journal of Nutrition, Levander em 1997, procurou dar uma visão geral da nutrição e a interrelação entre as doenças virais existentes naquela época. Devido ao aumento de 58% no número de mortes nos Estados Unidos por doenças infecciosas entre 1980 e 1992, o então diretor geral da Organização Mundial de Saúde, anunciou: “Nós estamos à beira de uma crise global em doenças infecciosas”
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O papel do estado nutricional do hospedeiro para determinar a resistência à infecção foi há muito reconhecida. A causalidade da doença deve ser vista como uma tríade complexa de interagir determinantes: agente etiológico, as características do hospedeiro e fatores ambientais/nutricionais. .
Fatores extrínsecos sobre a doença, por exemplo, toxinas da dieta, o clima, a densidade populacional, a estabilidade socioeconômica ou falta dela, além da própria carência nutricional são fatores de risco para as infecções
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Relacionaram àquela época que deficiência de selênio ou vitamina E foram encontrados em ratos determinam infecção mais virulenta do Coxsackievírus B3. .
Considerava-se que os fatores nutricionais ganhariam destaque no futuro como nas doenças emergentes por RNA vírus como Dengue, Ebola, Gripe etc
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Ressaltava-se ainda a capacidade antioxidante de alguns nutrientes bem como que a deficiência de nutrientes pode contribuir para a mutação do vírus
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A associação entre estresse oxidativo e infecção também foi revelada pelo Professor Peterhans posto que as concentrações de vários potentes antioxidantes fisiológicos (tocoferol, ascorbato e glutationa) diminuem durante o curso da infecção com a gripe. .
Conclusão do artigo: Se esta nova linha de pesquisa faz jus à sua promessa inicial, esta abordagem interdisciplinar de aproveitando a experiência combinada de nutrição e virologia deve fazer contribuições importantes para a nossa compreensão dos mecanismos de patogênese viral e fornecer informações práticas sobre como maximizar a resistência do hospedeiro à infecção .


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?? Este trabalho avaliou a importância de alguns nutrientes para o tratamento (adjuvante) da Dengue. Foram eles:
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?? Vitamina D: Inúmeros estudos enaltecem a importância de tal vitamina (hormônio) em melhorar a resposta imunológica para diversas patologias.
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Zinco: também importante para a resposta imune, sua deficiência está relacionada com a diminuição da resistência à infecção viral
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Vitamina A: regulador central da resposta imune, além da função antioxidante do retinol e betacaroteno
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Ferro: sua deficiência está relacionada com diminuição da resposta mitogênica, da atividade das células NK, dos linfócitos bactericidas e dos neutrófilos com atividade fagocitária
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Cromo: importante na regulação da glicemia, afeta a resposta imune pela influência aos Linfócitos T e B, células apresentadoras de antígenos e produção de citocinas, além de um efeito na redução do cortisol.
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??O artigo conclui: “CONSIDERANDO O POTENCIAL DA SUPLEMENTAÇÃO DE MICRONUTRIENTES REPRESENTAR MEDIDA DE BAIXO CUSTO E ADJUNTOS SIMPLES PARA MELHORAR O SUCESSO DO TRATAMENTO EM PACIENTES COM DENGUE, É SURPREENDENTE QUE O ÂMBITO DA INVESTIGAÇÃO NESTA ÁREA TEM SIDO BASTANTE LIMITADA. OS PESQUISADORES TAMBÉM DEVEM AVALIAR A POSSIBILIDADE DO ESTADO NUTRICIONAL É UM PREDITOR DE AQUISIÇÃO DE INFECÇÃO POR VÍRUS DA DENGUE EM ÁREAS ENDÊMICAS.”
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??RELEMBRANDO QUE O VÍRUS DA DENGUE É UM FLAVIVÍRUS COMO ZIKA E CHIKUNGUNYA.
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Enfim, especificamente para o adequado desenvolvimento do sistema nervoso central do feto, além destes nutrientes considero de fundamental importância a suplementação na gravidez de Ácido Fólico (combinado com ou na sua forma ativa, o Metilfolato) além de vitaminas do complexo B (sobretudo B12 e B12).
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Fonte: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4228873/pdf/tropmed-91-1049.pdf


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Vale a pena ler este artigo do grupo de pesquisadores daqui de Recife, publicado neste mês de abril no British Medical Journal (BMJ). Trata do estudo com a maior e mais detalhada série de casos até o momento com os achados dos exames de neuroimagem de crianças portadoras de microcefalia e sua provável associação com a infecção pelo Zika vírus. Foram 23 crianças estudadas através dos exames de neuroimagem. Apenas 6 tiveram sorologia positiva para Zika enquanto que 17 não tiveram o resultado do líquido cefalorraquidiano (colhido em meados de novembro de 2015).

Infelizmente, o dano cerebral é severo e os achados mais frequentes foram calcificações e alterações no desenvolvimento cortical. Outros achados: cisterna magna aumentada, anormalidades no corpo caloso (hipoplasia ou hipogenesia), ventriculomegalia, atraso na mielinização, hipoplasia de cerebelo e tronco cerebral. Saliento que vários achados desses exames podem ser evidenciados ainda intraútero por especialistas em medicina fetal.

??Minhas Observações (nada a ver diretamente com o trabalho)
Eu acredito no controle da epidemia de microcefalia e infecção pelo Zika vírus, através da diminuição de fatores de risco relacionados às infecções. Desnutrição, carência de nutrientes (ácido fólico, vitamina B12, D, C, etc.), estresse, toxinas, péssimas condições de vida. A necessidade de uma pesquisa social que realmente caracterize esta população acometida pela microcefalia é urgente, além de fácil de ser executada. Continuamos a aguardar a vacina que irá nos libertar deste mal. E enquanto isso, não faremos nada? Precisamos aumentar a imunidade das gestantes, a qualidade do pré-natal, estimular a alimentação saudável e o adequado gerenciamento do estresse.

Fonte: http://www.bmj.com/content/bmj/353/bmj.i1901.full.pdf


 

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O medo do zika e da microcefalia multiplicou ainda mais as restrições das grávidas. Mulheres acostumadas a mudar a rotina para esperar os filhos agora também estão aprendendo a usar o repelente com frequência e vestir, segundo recomendações do próprio Ministério da Saúde, roupas de mangas compridas. Esse último cuidado, entretanto, pode gerar outros problemas de saúde: agravar o déficit de vitamina D, problema comum em nove entre cada 10 pessoas que moram em centros urbanos do país. Alguns especialistas brasileiros defendem que a atenção seja reforçada nesse momento.

O médico neurologista e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Cícero Coimbra é um dos defensores de redrobrar os cuidados com o déficit de vitamina D em grávidas. Utilizando-se de pesquisas recentes brasileiras e mundiais, o médico saiu em defesa do uso da substância por dois principais motivos: o primeiro deles é o de não agravar o déficit que já existe na população e o outro iria além, o de reforçar o sistema imunológico e assim conseguir evitar casos de microcefalia.

Segundo ele, o sistema imunológico do ser humano é dependente da vitamina D e, quando os níveis dela estão baixos, maior a susceptibilidade de adquirir infecções. “A imunidade inata, que depende dos níveis de vitamina D, estimula a placenta a produzir peptídeos antimicrobianos. Dessa forma, a plancenta funciona como uma barreira para os vírus, inclusive o zika”, afirmou o pesquisador.

Um dos estudos apontados por Coimbra, e realizado em Minas Gerais, mostrou que 85% das mães e bebês recém-nascidos tinham déficit de vitamina D. Diante dessa falta já conhecida, o pesquisador diz que é preciso avaliar o uso de suplementação nas mulheres, para reforçar a defesa contra a ação do vírus e evitar os casos de malformação.

?? Eu doso a vitamina D nas gestantes que acompanho no primeiro, segundo e terceiro trimestres e reponho de forma personalizada.

?? Vitamina D é um exame que faz parte da minha rotina também de atendimento ginecológico

?? Eu e todos da minha família suplementarmos a vitamina D

?? Observo a epidemia de deficiência de vitamina D no meu consultório

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2016/04/04/interna_vidaurbana,636526/gravidas-se-vestem-contra-o-zika-e-ficam-sem-vitamina-d.shtml


 

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??Algoritmo da ISUOG para diagnóstico de microcefalia:
1. Ultrassonografia precoce: Determinação correta da idade gestacional pela aferição do Comprimento Cabeça Nádega (CCN) em ultrassonografia do primeiro trimestre.
2. Ultrassonografia de base: – Se abaixo de 14 semanas
* Aferir CCN, Circunferência Cefálica (CC) e Diâmetro Biparietal (DBP)
* Avaliar anatomia fetal
– Se acima de 14 semanas
* Aferir DBP, CC, Circunferência Abdominal (CA) e comprimento do fêmur (CF)
* Avaliar anatomia fetal
* Aferir o ventrículo lateral (VL) e o diâmetro transcerebelar (DTC)
* Avaliar presença de achados associados às infecções congênitas: microcalcificações periventriculares, ecogenicidades intraventriculares e irregularidade no formato do ventrículo lateral
3. Ultrassonografias subsequentes:
– Tomar cuidado para diferenciar e priorizar os exames em pacientes com maior exposição ao Zika vírus
– Ultrassonografias seriadas a cada 4-6 semanas
4. Desvio do normal
– Se houver alteração na circunferência cefálica abaixo de dois desvios padrões ou alterações cerebrais, encaminhar para especialista (medicina fetal) para realização de neurossonografia.
– Pode-se optar pela realização da ambiocentese (retirada de uma pequena quantidade de líquido amniótico) para avaliação de PCR para Zika
– Outra possibilidade é prosseguir investigação através de ressonância magnética cerebral fetal


 

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Os flavivírus (Dengue, Zika e Febre do Nilo) também se replicam a partir de reações de metilação, no caso dos RNA-vírus, metilação do próprio RNA. Os trabalhos informam que a transformação da S-Adenosil-Metionina (SAM) em S-Adenosil-Homocisteína (SAH), estimula produção de enzimas denominadas metiltransferases que podem servir tanto para produção de células de defesa, mas também servem para a replicação viral. Tem um artigo inclusive que informa que uma bactéria, a Escherichia coli, produz também estas metiltransferases. Drogas anti-folato, anti metiltransferases tecnicamente podem ajudar a erradicar o vírus, o grande problema é que vai também diminuir a imunidade do indivíduo e não pode ser utilizado na gravidez. ??????E o que isto tem a ver?

?? Uma infecção urinária ou uma disbiose intestinal com predomínio de bactérias que produzam metiltransferases relacionadas à replicação dos flavivírus PODEM sim constituírem fatores de risco importantes.

Além da inflamação crônica, clínica ou subclínica:
?? Imagine um ambiente destes, de inflamação crônica, associado à baixa de ácido fólico, de vitamina B12 e de vitamina D. Terá ou não um risco maior? SIM!!!

??Imagine ainda se por acaso esta pessoa for exposta a contaminantes, poluentes, água de péssima qualidade, alimentação de baixa qualidade nutricional. Terá ou não um risco maior? SIM!!!

?? Imagine ainda se a pessoa se encontrar estressada, com as defesas imunológicas ainda mais baixas por enfrentar problemas pessoais, sem dormir direito ou por fatores de riscos inerentes à sua condição social e econômica.
Terá ou não um risco maior? SIM!!!
OK, você acha que esta pessoa não existe?
Esta pessoa existe sim e na verdade, pode existir uma população enorme com estas características!!!

Vulnerabilidade social é fator de risco para infecções, incluindo obviamente o Zika vírus. Não se alimentar bem, não suplementar ácido fólico antes e durante a gravidez, não avaliar vitamina D, B12, Homocisteína, expor-se a vários fatores de riscos é muito comum aqui no Nordeste.

Conheça (e combata) o mosquito, o vírus, mas por favor não esqueça de investigar (e tratar) a pessoa, o ser humano


 

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??????Se o vírus da Dengue é da família Flaviviridae e do gênero flavivirus, o mesmo do Zika vírus, compreender através de estudos bem estabelecidos estratégias de tratamento para a mesma família PODE ser muito importante no combate a esta epidemia de Zika e Microcefalia. Assim, se vários trabalhos apontam que a Vitamina D reduz a infecção do vírus da Dengue (e vários outros tipos de infecções, doenças auto-imunes) FAZ SENTIDO aplicar o mesmo raciocínio para a infecção pelo Zika. Ou você vai ficar esperando um trabalho prospectivo, duplo-cego e randomizado em gestantes que tiveram infecção pelo Zika vírus, um grupo suplementando vitamina D e outro apenas placebo??? ? Acredito que a Vitamina D em dose adequada pode ajudar a aumentar a imunidade das gestantes. Os trabalhos suportam esta linha de raciocínio. Não existe uma dose ideal, fixa, ela pode variar dependendo de cada indivíduo, isto deve ser avaliado mediante consulta presencial. ? Recomendação: mantenha os níveis de vitamina D nos melhores parâmetros da normalidade, principalmente se for gestante ou se estiver diante de um quadro viral.


 

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?? Um caso interessante de febre de origem obscura cursando com anemia hemolítica (que destrói as hemácias) e trombocitopenia (diminuição das plaquetas – elementos responsáveis por nossa coagulação) numa garota de 17 anos.

? Algumas infecções como Dengue, malária, citomegalovírus, Vírus Ebstein-barr, Parvovírus, Endocardite infecciosa, doenças auto-imunes (Lúpus Eritematoso Sistêmico), vasculites, síndrome hemolítico-urêmica, Púrpura trombocitopênica idiopática (PTI), anemia hemolítica auto-imune, ou drogas/medicamentos podem ser causas do quadro clínico acima descrito.

?? Depois de um mês de investigação com todos os exames possíveis e imagináveis, ficaram apenas com quarto principais alterações laboratoriais envolvidas com a etiologia (causa) da doença: deficiência de vitaminas B12, D, Ácido fólico e aumento da homocisteína. Tratou com Vitamina B12 e D, apresentando melhora significativa todo o quadro clínico (CURA) com 4 dias. Por que não avaliar os nutrientes principais envolvidos no nosso sistema de defesa imunológica, com a metilação do DNA tão importante para a replicação cellular? Um tratamento simples, melhorando um quadro tão obscuro e grave.

?? OBS: Dengue hemorrágica pode ter comportamento semelhante com o quadro clínico apresentado. O Vírus da Dengue é da mesma família do Zika vírus. Logo, vale a pena avaliar vitaminas D, B12, ácido fólico e Homocisteína mediante uma suposta infecção pelo Zika vírus, principalmente em gestantes e idosos. Pelo menos até que algum cristão descubra o mecanismo fisiopatológico e bioquímico do Zika vírus e o desenvolvimento de microcefalia fetal. Enquanto isso: #vamosaumentaraimunidadedasnossasgestantes com alimentação saudável e suplementação de vitaminas de forma adequada e criteriosa.


 

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“— Quando a gente descobriu que ela havia ficado grávida, a saúde pública em Teresópolis estava precária. Havia uma greve. Depois, viram que a gravidez era de alto risco e veio o problema: os médicos do posto pediam vários exames, mas, quando a gente ia marcá-los, não tinha vaga no SUS. Ela não podia esperar, então comecei a vender meus instrumentos musicais e a pegar vales no serviço para pagar os exames em clínicas particulares — conta Robson, de 33 anos, que calcula ter gastado cerca de R$ 1.500 em ultrassonografias e ecocardiogramas.” “Casados há três anos, Robson e Raquel vivem numa casa simples em Teresópolis, no bairro São Pedro. A rotina da família — formada ainda por Leonardo, de 6 anos, filho do primeiro casamento de Raquel, e Carol, de 11, e Estefany, de 5, filhos do relacionamento anterior de Robson — mudou bastante depois da chegada de Pedro Emanuel.” “Robson sustenta a família com os pouco mais de mil reais que ganha como cozinheiro. ” A verdade mesmo é que a microcefalia no Brasil é uma epidemia que traduz as péssimas condições de vida e de saúde de nossa população. ? Quer saber mais sobre Zika e microcefalia ? Conheça a família dos bebês com microcefalia: onde moram, o que comem e como foi a assistência pré-natal, ao nascimento e depois do parto!!! Fonte: http://m.oglobo.globo.com/rio/casal-conta-como-ter-um-bebe-com-microcefalia-18863900



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?Pânico, medo, desespero… Infelizmente esta epidemia de microcefalia no Brasil tem assustado muitas famílias. Vários casais chegam com os seus bebês ainda no útero (fetos) com quadro ultrassonográfico de restrição crescimento intrauterino, achando que é microcefalia.

??Na restrição de crescimento, o bebê (feto) apresenta diminuição da circunferência cefálica (medida da cabeça), do diâmetro biparietal (medida da cabeça), da circunferência abdominal (circunferência da barriga) e do comprimento do fêmur (medida do osso da coxa do bebê).Nestes casos, pode-se evidenciar até mesmo modificações dos parâmetros do Doppler obstétrico (ferramenta para avaliar o fluxo materno, placentário e fetal).

??Os casos de microcefalia podem até apresentar estas alterações, mas em geral apresentam:
microcalcificações periventriculares
dilatação ventricular
alterações no corpo caloso e
em geral apenas a cabeça está desproporcional e pequena para o restante do corpo ?? O casal chegou ao meu consultório desesperado, por um pedido do grupo UMA => União de Mães de Anjos (bebês portadores de microcefalia). Após realizar avaliação ultrassonográfica e considerar apenas que se tratava de uma restrição do crescimento fetal, procurei tranquilizar o casal, orientei a alimentação da mãe, a suplementação vitamínica e que esperasse o nascimento de sua bebê pois, ao meu ver, não se tratava de microcefalia. A gestante teve quadro clínico de provável infecção pelo Zika vírus 3 meses antes de engravidar. No final, graças a Deus, deu tudo certo! ??Até eles que são leigos, perceberam a importância da alimentação e da suplementação nutracêutica na gravidez Enfim, MENOS PÂNICO e MAIS ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL e SUPLEMENTAÇÃO ADEQUADA. A verdade mesmo é que a microcefalia no Brasil é uma epidemia que traduz as péssimas condições de vida e de saúde de nossa população. ? Quer saber mais sobre Zika e microcefalia ? Conheça a família dos bebês com microcefalia: onde moram, o que comem e como foi a assistência pré-natal, ao nascimento e depois do parto!!!


 

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A verdade mesmo é que a microcefalia no Brasil é uma epidemia que traduz as péssimas condições de vida e de saúde de nossa população. ? Quer saber mais sobre Zika e microcefalia ? Conheça a família dos bebês com microcefalia: onde moram, o que comem e como foi a assistência pré-natal, ao nascimento e depois do parto!!!


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Um artigo publicado em 4 de março de 2016, tenta explicar explicar o potencial teratogênico do Zika vírus e o papel da placenta. Existem duas hipóteses possíveis sobre o papel da placenta: uma que ela é responsável pela transmissão direta do Zika vírus para o embrião/feto. Outra hipótese é que a placenta responda à infecção viral que pode estar contribuindo ou causando o defeito cerebral. A placenta pode produzir uma resposta inflamatória que provoca alteração no desenvolvimento do sistema nervoso do feto ou mesmo produzir moléculas que funcionem como disruptor do sistema nervoso central do feto como o genes envolvidos na microcefalia (MCPH1-12, CEP63 e CASC5). Na prática, como ultrassonografista / medicina fetal, há uma notória restrição do crescimento nas pacientes que tiveram quadro clínico de infecção pelo Zika vírus. Na série de casos do Rio de Janeiro, ocorreram vários óbitos intrauterinos tardios e ultrassonografias com alterações no Doppler das artérias cerebral média e umbilical. Microcalcificações cerebrais, redução da circunferência craniana, dilatação ventricular, alterações na morfologia do corpo caloso, também são outros achados ultrassonográficos comuns na suposta Síndrome da Zika Congênita.

Na prática, como obstetra, é muito comum associar óbitos intrauterinos e restrição do crescimento a trombofilias, síndromes antifosfolípides (SAF) e distúrbios hipertensivos. Encontramos diversos outros fatores de risco comuns na gravidez como anemia, obesidade, diabetes, deficiências nutricionais de vitamina B12, D e ácido fólico, enfim, patologias que podem estar relacionadas com a diminuição da imunidade materno-fetal. Corrigir estes fatores de risco me parece algo fundamental nesta epidemia. Na verdade, acredito mesmo que é possível a prevenção, afinal, por que algumas gestantes tem o quadro de infecção viral pelo Zika vírus e seus fetos não apresentam alterações?

Na prática, continuarei enfatizando a importância de melhorar a imunidade das gestantes através da alimentação saudável e a suplementação de nutrientes importantes o ácido fólico, vitamina B12 e D, conforme a necessidade de cada pessoa.

Necessitamos de um estudo que analise a real situação do status pré-concepcional e gravídico de importantes nutrientes como vitamina D, B12 e ácido fólico, além da homocisteína, um marcador importante inflamatório e de distúrbios hipertensivos e tromboembólicos.
Fonte: http://www.thelancet.com/pdfs/journals/lancet/PIIS0140-6736(16)00650-4.pdf


 

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A suspeita de ligação entre a infecção ZIKA e microcefalia é uma preocupação de saúde global urgente. Tang et al. (4 de março de 2016) relataram que o Zika vírus infecta diretamente células progenitoras neuronais corticais humanas com elevada eficiência, resultando em crescimento atrofiado desta população de células e a desregulação da transcrição.

A figura acima explica o que provavelmente ocorre durante a infecção pelo Zika vírus no sistema nervoso:

??Zika vírus (ZIKV) infecta as células corticais embrionárias humanas progenitoras neurais (hNPCs)

??hNPCs ZIKV infectados produzir partículas infecciosas Zika

??Infecção pelo ZIKV leva a um aumento da morte celular de hNPCs

??Infecção pelo ZIKV desregula o ciclo celular e a transcrição de hNPCs

 

?Mais uma vez me parece muito óbvio que se melhorarmos a imunidade da gestante e consequentemente do feto, será possível o reparo e a proliferação cellular adequada. Fatores de riscos associados à infecção pelo Zika (provavelmente anemia, trombofilia, infecção associada, polimorfismo genético, carência de nutrientes, etc) podem contribuir a favor da infecção.

 

?Talvez isto explique porque algumas gestantes têm infecção pelo Zika virus e os bebês não desenvolvem microcefalia. Enfim, como já venho escrevendo há um tempinho: Gestantes devem se alimentar de forma saudável, suplementar alguns nutrientes importantes como o ácido fólico, avaliar a vitamina B12, B6 e a vitamina D, além do uso de repelentes de forma criteriosa e o combate ao mosquito.


 

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??Enquanto isso, no New England Journal of Medicine (NEJM), um artigo free no link (http://www.nejm.org/doi/pdf/10.1056/NEJMoa1602412), relata uma Coorte (casos que foram acompanhados) do Rio de Janeiro. Finalmente um estudo apontou o perfil sócio demográfico, especificamente em relação à renda familiar, em 23,1% dos casos avaliados, as famílias recebiam mais de 5 salários mínimos. Porém, esta avaliação foi para os casos com sorologia positiva para Zika, seria interessante estratificar o grupo dos casos com microcefalia. Eu acredito que os casos com microcefalia estão relacionados às baixas condições econômicas. Pelo menos é o que a realidade de Recife aponta.

O que mais me chamou atenção foram as diversas alterações nos exames ultrassonográficos de 12 (29%) dos 42 fetos que foram acompanhados. Os achados mais comuns além da microcefalia foram: calcificações cerebrais periventriculares, restrição do crescimento intrauterino, insuficiência placentária, oligoâmnio, alteração no Doppler da artéria cerebral média e umbilical, cisto de plexo coróide, agenesia do vérmix cerebelar, mega cisterna magna e ventriculomegalia.

Em relação aos achados no nascimento: ocorreram 6 óbitos intra-útero, 2 óbitos ao nascimento, 2 foram apenas pequenos para a idade gestacional e o outro sobrevivente apresentou microcefalia, calcificações cerebrais na tomografia, atrofia cerebral e lesões oculares.

? Enfim, esta coorte mostra o quão importante é a avaliação ultrassonográfica, incluindo o diagnóstico diferencial de restrição de crescimento e a avaliação Doppler para insuficiência placentária. Não se trata apenas da microcefalia per si, mas uma série de alterações cerebrais, algumas destrutivas, vasculares, do líquido amniótico e da placenta. Fundamental ainda é avaliar o porquê da elevada mortalidade intrauterina: trombofilias e distúrbios hipertensivos estão relacionados com morte intrauterina (ambas podem cursar com o aumento da homocisteína) e justificam ainda as alterações relacionadas ao Doppler.


 

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Jornal da Associação Americana de Saúde Pública traz como capa a epidemia de microcefalia e provável associação com a infecção pelo Zika vírus no Brasil. Um trabalho de um importante grupo de pesquisa no Brasil, envolvendo profissionais de diversas instituições de Pernambuco: UPE, UFPE, e o Ageu-Magalhães/FIOCRUZ foi publicado; uma série de casos descrevendo os achados clínicos e laboratoriais. Infelizmente, um artigo fechado (tem que pagar pra conseguir o texto completo), apenas tive acesso ao abstract.

Artigos científicos importantes, sobretudo nesta epidemia, deveriam ser compartilhados, livres para download. Ainda existe muita vaidade científica mesmo.


 

 

 

 

 

Trombofilia e Síndrome Antifosfolípide

Recife 20 de janeiro de 2018

Curr Opin Obstet Gynecol. 2017 Dez; 29 (6): 397-403. doi: 10.1097

Perspectivas atuais na síndrome de antifosfolipídios em Obstetrícia

OBJETIVO DE REVISÃO:

A síndrome antifosfolipídios (SAF) é definida como a associação de eventos trombóticos e / ou a morbidade obstétrica em pacientes persistentemente positivos para anticorpos antifosfolipídicos (aPL). Nesta revisão, foram destacadas as mais importantes apresentações clínicas da SAF com foco na morbidade obstétrica, nas atuais estratégias de gestão e nas perspectivas para o futuro.

CONCLUSÕES RECENTES:

O uso de aspirina e heparina melhorou o resultado da gravidez em SAF obstétricas e aproximadamente 70% das mulheres grávidas com SAF apresentam resultados de gravidez bem- sucedidos. Infelizmente, o padrão atual de cuidados não previne todas as complicações da gravidez, pois o tratamento atual falha em 20 a 30% das gravidezes de SAF. Isso, portanto, destaca a necessidade de tratamentos alternativos para melhorar o resultado obstétrico. Outras opções de tratamento são exploradas atualmente e estudos retrospectivos mostram que a pravastatina, por exemplo, é benéfica em mulheres com pré-eclâmpsia precoce relacionada à SAF. Além disso, a hidroxicloroquina imunododorativa pode desempenhar um papel benéfico na prevenção de complicações de gravidez relacionadas à SAF .

RESUMO:

SAF é um dos fatores de risco adquiridos mais freqüentes para uma causa tratável de perda de gravidez recorrente e aumenta o risco de doenças associadas a disfunção placentária isquêmica, como restrição de crescimento fetal, pré-eclâmpsia, parto prematuro e morte intra-uterina. O tratamento atual é principalmente baseado em aspirina e heparina. Estudos para informar sobre opções alternativas de tratamento são urgentemente necessários.


trombsaaf

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?? Paciente com história de 2 abortamentos querendo a investigação da causa dos abortamentos. Plano de saúde não cobria alguns exames específicos. Descobrimos a trombofilia Polimorfismo PAI-1 e também apresenta anticorpos antifosfatidilserina IgG +
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Ok, @dr.glauciusnascimento, só usar a enoxaparina na próxima gestação não ?
??Não !!! Vai agendar consulta com uma boa hematologista que até pode ser que prescreva a enoxaparina ou não, AAS ou não e decidiremos em conjunto
??Mais importante do que tratar ou prevenir a trombofilia ou a síndrome antifosfolípide é tratar o ser humano. Melhorar os seus hábitos de vida, alimentação, sono, estresse e atividade física. A gestação saudável e o parto serão consequências desse planejamento
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Vale a pena investigar trombofilia ou Síndrome antifosfolípide. Eu não acho tão caro essa investigação. Muito mais caro(a) é a perda, é não saber o que aconteceu e não poder se planejar de forma adequada.
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estcoag

??Achei também bem interessante esta ilustração de um trabalho entitulado “The Extrinsic Coagulation Pathway: a Biomarker for Suicidal Behavior in Major Depressive Disorder”, publicado em 8 de setembro de 2016, na Scientific Reports que relaciona os transtornos depressivos maiores e também casos associados a tentativas de suicídio com alterações nos marcadores inflamatórios e da cascata de coagulação
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??Um indivíduo portador de quadros depressivos maiores ou associados à tentativa de suicídio pode apresentar alterações em alguns marcadores da inflamação (Interleucina 1, 6, fator de necrose tumoral alfa, Proteína C Reativa) e também da coagulação (Fator tecidual, Fator VIIa, Fator Xa, Fator Va e Proteína C)
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??Este indivíduo depressivo deve ser tratado de forma integral, com a eliminação de substâncias tóxicas (pró-inflamatórias) quer sejam abuso de álcool, cigarro, alimentação disfuncional (junk foods), prática de atividade física, gerenciamento do sono, terapias cognitivas e comportamentais, técnincas de relaxamento, terapias integrativas que integram a mente-corpo (Yoga, Tai Chi) além do acompanhamento especializado com psicólogo e/ou psiquiatra
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??Ao invés de tratar a depressão, trate o indivíduo portador da depressão, melhore sua saúde nutricional, hepática, cardiovascular, neurológica, “desinflame” e “desintoxique”. Considere um tratamento holístico e personalizado
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A atenção integral à saúde da mulher passa sim por uma análise (problemas uma avaliação inicial e encaminhamento adequado) dessas mulheres com quadros depressivos. Ginecologistas são os primeiros clínicos da mulher, podendo interferir positivamente na gênese de diversos agravos à saúde da mulher, principalmente relacionados à depressão, tão frequente nas consultas ginecológicas


 

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Muito legal o artigo da Dinamarca de 2016 que avaliou a prevalência de trombofilia entre mulheres com complicações da gravidez mediadas pela placenta
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??Foram consideradas complicações da gravidez mediadas pela placenta:
??Descolamento Prematuro da Placenta (DPP)
??Pré-eclâmpsia (PE)
??Crescimento IntraUterino Restrito (CIUR)
??Aborto de repetição (AR)
??Natimorto (NM)
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??De um total de 103 mulheres 24,3% das pacientes com uma das complicações acima descritas apresentaram um dos seguintes diagnósticos de tromboflilia
??Mutação no Fator V de Leiden (FVL) em 10,7% do total ??Síndrome Antifosfolípide (SAAF) em 7,8% do total ??Hiperhomocisteinemia (HHCY) em 2,9% do total
??Deficiência de Proteína S (DS) em 2,9% do total ??Mutação na Protrombina (PT) em 1,9% do total
??Deficiência de Antitrombina (AT) em 1,0% do total
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??Os casos de FVL apresentaram DPP, PE, CIUR e NM
??Os casos de SAAF apresentaram DPP, PE, AR e NM
??Os casos de PT apresentaram DPP, PE e CIUR
??Os casos de HHCY apresentaram DPP e PE
??Os casos de DS apresentaram DPP e NM
??O caso de AT apresentou PE
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??Comparando com a população geral, o DPP foi a única complicação estatisticamente significativa (p<0,009)
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??Os autores concluíram que:
?Um resultado de teste de trombofilia positivo de uma paciente que teve uma destas complicações já citadas pode ter consequências clínicas para gravidezes futuras e outras situações que impliquem um aumento do risco de trombose
?Também foi possível demonstrar a necessidade de testar os membros da família
?Devido a estas vantagens e o fato de que um aumento da prevalência de trombofilia foi demonstrada entre os indivíduos com tais complicações, testes de trombofilia neste grupo são pertinentes
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*??Só pra lembrar: HHCY foi considerada quando a Homocisteína estava maior que 15 umol/L. HHCY tem relação com os polimorfismos do metabolismo do ácido fólico como MTHFR, MTR, MTRR, dentre outros
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Fonte: Gils C, Nybo M, Thrombophilia prevalence among women with placenta-mediated pregnancy complications, Int J Gynecol Obstet (2016), http://dx.doi.org/10.1016/j.ijgo.2015.12.007 .


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Artigo de setembro de 2016, já disponível em julho de 2016 neste link http://www.eymj.org/Synapse/Data/PDFData/0069YMJ/ymj-57-1230.pdf, avaliou a distribuição entre abortamentos espontâneos, abortamentos do primeiro trimestre, abortamentos do segundo trimestre em 128 mulheres não tratadas e 50 mulheres tratadas com heparina de baixo peso molecular (HBPM), portadoras de trombofilias hereditárias e resultados adversos em gestações prévias
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??Foi investigado particularmente o impacto da HBPM na redução das complicações nas gravidezes (n=50) de dois tipos de trombofilias: o grupo convencional e o grupo novo.
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??O grupo convencional incluiu as seguintes trombofilias:
??Fator V de Leiden (FVL),
??Mutação do Gene da Protrombina (PT),
??Deficiência de Anti-trombina (AT), Proteína S (PS) e Proteína C (PC),
enquanto
??o grupo Novo foi representado pelos polimorfismos
??MetilenoTetraHidroFolatoRedutase (MTHFR),
??Inibidor do Ativador do Plasminogênio 1 (PAI-1) e da
??Enzima Conversora de Angiotensina (ECA).
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??Resultados adversos na Gravidez (RAG) foram considerados:
??Parto Prematuro (PPT),
??Crescimento Intrauterino Restrito (CIUR),
??Pré-eclâmpsia (PE),
??Óbito fetal intrauterino (OFIU),
??Descolamento prematuro de pacenta (DPP) e
??Trombose venosa profunda (TVP)
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O Tratamento com HPBM reduziu a incidência de OFIU no grupo convencional, enquanto que o mesmo tratamento reduziu OFIU, PPT e CIUR no grupo Novo
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Os efeitos da HBPM foram mais favoráveis para o grupo Novo
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??O estudo recomenda que a triagem para trombofilias também deve incluir as novas trombofilias além de trombofilia convencionais.
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??O estudo também sugere HBPM que o tratamento é mais eficaz na redução dos RAG no grupo de novas trombofilias. Esta é uma razão pela qual futuros estudos sobre estas trombofilias devem ser incentivados.
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??Independentemente das limitações do presente estudo, os autores acreditam que os resultados enfatizam a relevância do tema das novas trombofilias na gravidez e apontar a necessidade de mais pesquisas.


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Neste artigo publicado na Bloods Cells, Molecules and Diseases em junho de 2015, os autores investigaram 587 mulheres indianas com perda fetal recorrente sem causa aparente e comparou com 115 mulheres saudáveis, o grupo controle
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Trombofilias representam importantes causas de perda fetal recorrente (aborto de repetição)
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Dentre as trombofilias genéticas, o polimorfismo do Inibidor do Ativador do Plasminogênio tipo 1 (PAI-1) e a deficiência de proteína S foram responsáveis por 23% e 16% dos casos, respectivamente
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O Polimorfismo MTHFR heterozigoto não foi avaliado, apenas o homozigoto e não apresentou significância estatística
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Dentre os marcadores de trombofilia adquirida, o risco de perda fetal foi mais alto nas mulheres com Anticorpos Anticardiolipina (24%), Anticorpos anti-anexina V (23%) e anticoagulante lúpico (8%)
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12,1% das mulheres avaliadas possuíam dois anticorpos anifosfolípide contra 3% dos controles
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26% das mulheres avaliadas possuíam mais de um marcador para trombofilia enquanto 9,5% possuíam 3 ou mais marcadores
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Estudos adicionais em grupos maiores e mais homogeneous são necessários para realmente associar ou não trombofilia de resultados adversas na gravidez.
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Sabe como é que vamos descobrir? Investigando!
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??Aí fica a reflexão: Para você quanto vale a investigação de trombofilias e síndrome anticorpo antifosfolípides (SAAF)? Quanto vale passar por uma perda fetal? Quanto vale uma vida? Quanto vale uma Gravidez? Não tem preço! Por mais que o organizações de saúde (por motivos financeiros) indiquem que não se deve investigar a etiologia de uma perda fetal, ficar esperando acontecer outra perda fetal sabendo que trombofilias e SAAF representam importantes causas de perdas fetais (abortamentos), além de complicações maternas / perinatais e, mais ainda, sabendo que há tratamento para tais patologias, isto é, no mínimo, antiético
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Citomegalovirose na Gestação

cmv

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Revisando Citomegalovirose na Gestação– Sempre quando tenho um caso que foge um pouco da rotina habitual, procuro revisar na literatura e algumas clientes que me seguem, já compartilham do meu aprendizado nas redes sociais. E o material pode ajudar outras pessoas que julguem a informação relevante
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Segue um resumo, “ipsis litteris” de um bom artigo de revisão sobre o tema
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??“A infecção pelo citomegalovírus representa a mais prevalente infecção correlacionada com deficiência neurológica congênita. Apesar da ocorrência da transmissão vertical em taxas consideravelmente elevadas, nem sempre o feto é atingido. O risco de danos ao concepto é maior quando a infecção materna se desenvolve no primeiro trimestre ou no início do segundo trimestre. O recente desenvolvimento de testes sorológicos que visam a detecção de IgM e IgG específico, além do teste de avidez pelo IgG, representam os métodos mais confiáveis de diagnóstico da infecção materna, enquanto a amniocentese (PCR no líquido amniótico), em conjunto com exames de imagem possuem um papel significativo na detecção da infecção fetal. Apesar dos promissores estudos envolvendo novas técnicas de tratamento, a prevenção da doença continua sendo fundamental, por meio dos bons hábitos de higiene pessoal.”
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??Do ponto de vista da “Obstetrícia Integrativa” possuir bons hábitos de vida através de uma alimentação funcional, praticar atividade física, gerenciar o estresse e o sono, melhorar o hábito e a flora intestinais, suplementar nutracêuticos e/ou fitoterápicos que aumentem a imunidade da gestante e seu feto
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No caso em questão que estou acompanhando, estou relativamente tranquilo porque apesar da sorologia positiva para IgM, a gestante possui excelentes hábitos de vida e seus exames laboratoriais estão excelentes, além de nenhuma ultrassonografia detectar alguma alteração fetal. Agora é ter fé, melhorar ainda mais os cuidados pré-natais e se Deus quiser teremos um nascimento tranquilo, sem nenhuma intercorrência. Conto com a energia positiva de todos vocês!!!


 

 

Dicas para uma Gravidez Saudável

Tarefas para o primeiro trimestre da gravidez

A gravidez está no comecinho, mas você já precisa tomar providências práticas. Veja no vídeo do BabyCenter como cuidar da sua gestação e do bebezinho crescendo dentro de você.

Tarefas para o segundo trimestre da gravidez

Veja no vídeo do BabyCenter como aproveitar a maior energia do segundo trimestre da gravidez para tomar providências práticas com bastante antecedência.

 

Dor nas costas na gravidez

Confira neste vídeo do BabyCenter por que grávida tem tanta dor nas costas, e o que é possível fazer para sofrer menos.

Dicas para uma gravidez saudável

Confira no vídeo do BabyCenter 5 dicas para ter uma gravidez saudável para você e para o bebê se desenvolvendo lá dentro da sua barriga.

9 remédios para enjoo matinal

Confira no video do BabyCenter truques para amenizar o enjoo de gravidez não só da manhã, mas que pode surgir ou incomodar o dia todo.

Salada de salpicão de frango para grávida

Confira no vídeo do BabyCenter como fazer uma nutritiva e deliciosa maionese de frango, perfeita para a gravidez, para ser saboreada num sanduíche ou como salada.

Gases na gravidez

Confira neste vídeo do BabyCenter por que grávidas têm gases e barriga estufada o tempo todo e o que você pode fazer para amenizar o desconforto.

Posições sexuais para a gravidez

O BabyCenter traz para você um vídeo ilustrado com as posições sexuais mais confortáveis durante a gravidez, desde que não haja contraindicação médica para o sexo.

Como usar suas roupas por mais tempo na gravidez

O BabyCenter apresenta três truques simples para conseguir usar suas próprias roupas por mais tempo durante a gestação.


Náuseas e Vômitos na Gravidez

Resumo das Recomendações do Colégio Americano de Ginecologistas e Obstetras sobre Náuseas e Vômitos na Gravidez publicado no Obstet Gynecol. 2015 Sep;126(3):e12-24. com doi: 10.1097/AOG.0000000000001048. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26287788

 

As seguintes recomendações baseiam-se em evidências científicas boas e consistentes (Nível A): 

Tratamento de náuseas e vômitos de gravidez com vitamina B6: Vitamina B6 (piridoxina) sozinha ou associada a doxilamina em combinação é segura e eficaz e deve ser considerada como farmacoterapia de primeira linha.

A recomendação padrão para tomar vitaminas pré-natais por 1 mês antes da fertilização pode reduzir a incidência e gravidade de náuseas e vômitos na gravidez.

O manejo adequado de testes anormais de tireoides maternos atribuíveis à tireotoxicose transitória gestacional, ou hiperêmese gravídica, ou ambos, inclui terapia de suporte e medicamentos antitireoidianos não são recomendados.

 

 

As seguintes recomendações baseiam-se em evidências científicas limiares ou inconsistentes (Nível B):

O tratamento de náuseas e vômitos da gravidez com gengibre mostrou alguns efeitos benéficos na redução dos sintomas de náuseas e pode ser considerado como uma opção não-farmacológica.

O tratamento de náuseas e vômitos graves da gravidez ou hiperêmese gravídica com metilprednisolona pode ser eficaz em casos refratários; No entanto, o perfil de risco da metilprednisolona sugere que deveria ser um tratamento de último recurso.

 

 

As seguintes recomendações baseiam-se principalmente em consenso e opinião de especialistas (Nível C):

O tratamento precoce de náuseas e vômitos da gravidez pode ser benéfico para prevenir a progressão da hiperêmese gravídica

A hidratação intravenosa deve ser usada para o paciente que não pode tolerar os líquidos orais por um período prolongado ou se estiverem presentes sinais clínicos de desidratação. A correção da cetose e da deficiência de vitaminas deve ser fortemente considerada. A dextrose e as vitaminas devem ser incluídas na terapia prolongada quando o vômito está presente e a tiamina deve ser administrada antes da infusão de dextrose para prevenir a encefalopatia de Wernicke.

A alimentação por tubo enteral (nasogástrica ou nasoduodenal) deve ser iniciada como o tratamento de primeira linha para fornecer suporte nutricional à mulher com hiperêmese gravídica que não responde à terapia médica e não consegue manter seu peso.

 

Os cateteres centrais inseridos periféricos não devem ser utilizados rotineiramente em mulheres com hiperêmese gravídica, dado as complicações significativas associadas a esta intervenção.

 

Os cateteres centrais inseridos perifericamente devem ser utilizados apenas como último recurso na gestão de uma mulher com hiperêmese gravídica por causa do potencial de morbidade materna severa.

 

 


 

 

 

recoms

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??Uma dieta saudável contém energia, proteínas, vitaminas e minerais adequados, obtidos através do consumo de uma variedade de alimentos, incluindo vegetais verdes e laranja, carne, peixe, feijão, nozes, cereais integrais e frutas.
??Considerar as intervenções de alimentação e exercício saudáveis culturalmente apropriadas para evitar o ganho de peso excessivo na gravidez, particularmente para populações com alta prevalência de sobrepeso e obesidade, dependendo dos recursos e das preferências das mulheres. As intervenções devem ser centradas na mulher e e desenvolvidas para assegurar o ganho de peso adequado
??Um estilo de vida saudável inclui atividade física aeróbia e exercícios de condicionamento físico que visam manter um bom nível de aptidão durante a gravidez, sem tentar alcançar o nível máximo de aptidão ou treinar para a competição atlética. AS MULHERES DEVEM ESCOLHER ATIVIDADES COM RISCO MÍNIMO DE PERDA DE EQUILÍBRIO E TRAUMA FETAL.
??A maior parte do ganho de peso gestacional ocorre após 20 semanas de gestação e a definição de “normal” está sujeita a variações regionais, mas deve levar em consideração o índice de massa corporal (IMC) antes da gravidez.
??A maior parte das evidências sobre intervenções de alimentação e exercício saudáveis vem de países com boas condições econômicas existem pelo menos 40 ensaios em curso nesta situação. É necessária investigação sobre os efeitos, viabilidade e aceitabilidade de uma alimentação saudável e intervenções de exercício em países de piores condições econômicas.
??A gravidez pode ser um momento ideal para intervenções de mudança de comportamento entre populações com alta prevalência de sobrepeso e obesidade e o impacto a longo prazo dessas intervenções sobre as mulheres, crianças e parceiros precisa ser investigado.
??É necessário um adequado treinamento para os profissionais, incluindo orientações padronizadas sobre nutrição. Esta orientação deve ser baseada em evidências, sustentável, reproduzível, acessível e adaptável a diferentes contextos culturais.
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#medicinaintegrativa #alimentacaosaudavel#obstetriciaintegrativa #atividadefisicanagestacao#consultoriodrglauciusnascimento


alimentac?a?o sauda?vel

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??A Organização mundial de Saúde recomenda o aconselhamento sobre alimentação saudável e a atividade física durante a gravidez para manutenção da saúde e para evitar ganho excessivo de peso durante a gravidez
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??Em geral para muitas gestantes que acompanho já na primeira consulta de pré-natal oriento o acompanhamento com nutricionista. Está escrito no item 5 de minhas orientações no pré-natal. Na verdade, o ideal mesmo é que o pré-natal seja de “12 meses”, com consultas antenatais , na pré-concepcão (antes da gravidez) e aconselhamento genético-reprodutivo oportuno.
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??Não se trata de terrorismo nutricional, trata-se de alimentação funcional. O marketing dos alimentos industrializados é pesado, da mesma forma que muito mais pesado é o fardo de quem carrega as consequências de uma alimentação inadequada ao longo dos anos com consequências maternas e perinatais
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??Num país que foi acometido recentemente por uma epidemia de Zika e microcefalia fetal, é importante salientar que a alimentação pode representar uma forma simples de melhorar nossa defesa imunológica contra diversos microorganismos maléficos, ou mesmo pode servir de suporte para o combate direto durante uma infecção ativa. Certamente uma grávida que se alimenta bem, pratica atividade física, tem uma boa qualidade do sono e um bom gerenciamento do estresse, tem um risco menor de adquirir quaisquer patologias do que outra com péssimos hábitos de vida.
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??Ao invés de APENAS se preocupar com repelentes, preocupe-se mais com sua alimentação. Procure um bom profissional que se preocupe com sua alimentação. Assim você estará se protegendo das infecções congênitas, das síndromes hipertensivas na gravidez, do diabetes gestacional, da anemia, da obesidade e da desnutrição e favorecerá um adequado crescimento e desenvolvimento do seu bebê!!!


varizes

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??A Organização Mundial de Saúde recomenda que podem ser utilizadas opções não-farmacológicas, como meias de compressão, elevação de pernas e imersão em água, para o tratamento de varizes e edema na gravidez, com base nas preferências e opções disponíveis das mulheres
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??A gravidez é contemplada pela tríade de Virchow: lesão no endotélio vascular, estase venosa (diminuição do fluxo sanguíneo) ehipercoagulabilidade. Esta condição coloca a grávida num risco aumentado para trombose venosa e arterial. Assim, tentar minimizar tais modificações é fundamental
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??Edema é sinal clínico de acúmulo de água. A avaliação continua ainda hoje subjetiva. Porém, através bioimpedância tetrapolar é possível avaliar além da água corporal total, outro parâmetros como taxa metabólica basal, percentual de gordura e de massa magra geral e por segmento, índice de gordura visceral.
O ganho de peso materno pode contribuir com o aumento do edema ou de veias varicosas e deve ser bem monitorado
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??A atividade física em geral é benéfica porque facilita o fluxo sanguíneo e o retorno venoso, ou seja pode melhorar a estase venosa. Já a prática excessiva de musculação sem a supervisão adequada de um profissional de educação física, além de poder causar problemas importantes na gravidez como lombalgia, riscos de lesões nas articulações, também podem levar ao desencadeamento de varizes. Considero interessante a prática de atividade física na água, afinal o ambiente líquido já é aconchegante para o bebê, além de melhorar muito a capacidade respiratória materna que será benéfica no parto normal, promover relaxamento, fora os benefícios da própria atividade física per si
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??A alimentação rica em sódio e outras substâncias / alimentos que promovem a retenção hídrica deve ser evitada
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??Nós, obstetras em geral, recomendamos a utilização de meias de média compressão, mas outro profissional de saúde, o cirurgião vascular / angiologista, pode orientar uma meia específica e quantificar estas varizes ao longo da gravidez. A ultrassonografia com Doppler colorido venoso dos membros inferiores auxilia na diferenciação de varizes superficiais, profundas e pode identificar áreas de trombose
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constipac?a?o

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A Organização Mundial de Saúde recomenda farelo de trigo ou outros suplementos de fibra para aliviar a constipação na gravidez se a condição não responde à modificação dietética, com base nas preferências de uma mulher e opções disponíveis
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A Medicina Integrativa e funcional na verdade recomenda a identificação de fatores que se relacionem com a DISBIOSE INTESTINAL
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Assim sendo a administração de probióticos, ou seja, de bactérias relacionadas com a boa digestibilidade, com mecanismo de barreira para a disseminação de outro microorganismo e suas capacidades infecciosas, com a produção de neurotransmissores, enfim, a EUBIOSE INTESTINAL é fundamental na homeostase da gravidez
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É quase que inadmissível a ocorrência de constipação intestinal (prisão de ventre) no ciclo gravídico-puerperal. Alimentação, atividade física, evitar fatores estressores, bem como administração de fibras, óleos, laxantes são opções terapêuticas disponíveis


dor lombar

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??A Organização Mundial de Saúde recomenda a prática de exercícios regulares durante a gravidez para evitar dor lombar e pélvica. Há uma série de diferentes opções de tratamento que podem ser usados, como fisioterapia, cintos de apoio e acupuntura, com base nas preferências da mulher e opções disponíveis
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 Neste assunto eu me sinto um pouco à vontade, porque apesar de não estar grávido (nunca estarei), sinto dores lombares relacionadas ao meu trabalho. Eu trabalho boa parte do tempo sentado, operando (em pé), realizando exames ultrassonográficos e também me deslocando o tempo todo. Um bom fisioterapeuta pode ajudar a corrigir as mudanças posturais erradas do dia-a-dia, bem como avaliar assentos mais ergonômicos
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O tratamento da dor lombar vai desde a simples utilização de analgésicos como a identificação e correção da causa básica
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??Lembrando que quanto maior o aumento do peso, maior a sobrecarga da coluna
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??Quanto mais inflamatória for sua alimentação, maior será a liberação de fatores relacionados à cascata inflamatória
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??Quanto mais estressada você estivar, mais a casacata inflamatória será ativada
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??Com certeza, exercícios relacionados ao fortalecimento da musculatura envolvida com on processo álgico podem promover uma melhora considerável da dor
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?Trate a dor lombar de forma integral, preferencialmente não deixando de realizar atividade física
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caimbra

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??A Organização Mundial de Saúde considera que magnésio, cálcio ou tratamento não-farmacológico podem ser utilizados para o alívio de cãibras nas pernas durante a gravidez, com base nas preferências e opções disponíveis da mulher
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 Muitas vezes correlaciono a ocorrência de cãibras com deficiência de alguns nutrientes como vitaminas de complexo B e D. Uma associação com Magnésio e vitamina B6 apresenta bons resultados e deve ser prescrita por um profissional de saúde capacitado para tal
Acredito que atividade física e alimentação saudável, ajudam bastante também, como já venho repetindo isto, pois se trata de uma base do tratamento intgrativo
??A consulta com um nutricionista e/ou nutrólogo pode também ajudar o pré-natalista que muitas vezes precisa estar focado em diversas avaliações maternas e fetais


azia
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??A Organização Mundial de Saúde recomenda o ACONSELHAMENTO SOBRE DIETA E ESTILO DE VIDA PARA PREVENIR E ALIVIAR A AZIA NA GRAVIDEZ. Os preparados ANTIÁCIDOS PODEM SER OFERECIDOS A MULHERES COM SINTOMAS PROBLEMÁTICOS QUE NÃO SÃO ALIVIADOS PELA MODIFICAÇÃO DO ESTILO DE VIDA
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?Uma dica interessante para evitar a azia é tentar identificar os alimentos que estão mais relacionados com os sintomas e isto será bem pessoal. Óbvio que produtos industrializados em geral são mais irritantes que os alimentos “in natura”
?Fracionar a alimentação, diminuindo a quantidade por porção e aumentando a frequência ajuda na prevenção da azia e também da náuseas e vômitos na gestação
?Trabalhar a respiração permitindo uma melhor oxigenação para os tecidos, além de tranquilizar a gestante pode também contribuir de forma efetiva, daí a importância também de medidas comportomantais como ioga e meditação
?Outros profissionais como psicólogo, fisioterapeuta, nutricionistas funcionais e professores de educação física podem contribuir de forma holística para a prevenção e o tratamento da azia.
?Em geral eu EVITO A UTILIZAÇÃO DE ANTIÁCIDOS OU OU INIBIDORES DE BOMBA DE PRÓTONS (grupo de medicamentos comumente utilizados para gastrite) NA GESTAÇÃO, PRESCREVO APENAS EM CASOS COMPLETAMENTE EXCEPCIONAIS SEM RESPOSTA ÀS MODIFICAÇÕES ACIMA PROPOSTAS. O ph do estômago é ácido e permite uma melhor digestão de proteína, macronutriente fundamental para a produção de hormônios, anticorpos e para o desenvolvimento fetal. Além disso o pH do estômago ácido pode servir como barreira na proteção contra microorganismos maléficos bem como permite a manutenção da microbiota benéfica gastrointestinal
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ANTES DE TRATAR A PATOLOGIA, MELHORE A FISIOLOGIA; ANTES DE QUERER TRATAR A DOENÇA, COMPREENDA O QUE ACONTECEU (FISIOPATOLOGIA) E TRATE O SER HUMANO DE FORMA INTEGRAL!!!


na?useas e vo?mitos

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??A partir de hoje serão dadas algumas dicas com o objetivo de ajudar as gestantes (e consequentemente seus bebês) baseados em publicações de importância científica mundial, como agora a Organização Mundial de Saúde, que recentemente publicou um manual com recomendações de cuidados pré-natais para uma experiência positiva na gravidez. Colocarei pequenos tópicos sobre diversos assuntos e depois comentarei a respeito do que penso sobre o tema. O fato de expor minha opinião não significa se tratar da verdade absoluta, pois em medicina as verdades são transitórias, mas acho que vale a pena juntar os conhecimentos teóricos de guidelines com a experiência prática de alguém que realmente tenta se atualizar constantemente. Não tenho conflitos de interesse, meu interesse apenas é ajudar, orientar da forma que considero interessante. A participação de vocês nos comentários é fundamental
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??Náuseas e Vômitos na gravidez
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??A Organização Mundial de saúde recomenda a utilização de gengibre, camomila, vitamina B6 e / ou acupuntura para o alívio da náusea no início da gravidez, com base nas preferências de uma mulher e opções disponíveis

 


??Minhas considerações objetivas e rápidas:
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?Por mais que os sintomas de náuseas e vômitos sejam desagradáveis, sinto-me confortável porque em geral estas gestantes apresentam níveis altos de progesterona o que ajuda na manutenção da gravidez. Na prática, o risco de abortamentos diminui. Assim, tranquilizar a gestante é fundamental, bem como orientar alterações nos hábitos alimentares. Sou a favor das modificações alimentares e nos hábitos, sobretudo no gerenciamento do estresse, posto que gestantes mais ansiosas também podem sofrer mais com estes sintomas. Existem medicações específicas para o tratamento de náuseas e vômitos na gravidez, mas costumo recomendar como primeira escolha a vitamina B6 e o gengibre por serem mais seguros na gestação. A falha das modificações dos hábitos alimentares e relacionados ao estresse, bem como a não resposta à vitamina B6 e gengibre condiciona a utilização dos medicamentos mais comuns para náuseas e vômitos na gestação que devem ser prescritos pelo seu (sua) obstetra / pré-natalista


diarreianagravidez

Continuando a leitura do artigo da Revista de Gastroenterologia Clínica da América do Norte (Gastroenterol Clin N Am 45 – 2016 – 267–283), a última patologia abordada é a diarreia. Os autores do artigo citam uma menor literatura a respeito do tema
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??Refere ainda como principal etiologia da diarreia, a infecciosa, sobretudo por infecções virais nos países desenvolvidos, seguida por infecções bacterianas como Escherichia coli, Salmonella, Shiguella e Campylobacter ??Se houver história de uso de antibióticos, suspeitar de Clostridium difficile
??Nos países em desenvolvimento (Brasil), entamoeba hystolitica, Cryptosporidium e Giardia são causas comuns
??Diarréia associada a sintomas gripais em um recente surto de doenças transmitidas por alimentos, deve levantar a suspeita de infecção por Listeria
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??Afora as causas infecciosas, intolerância a determinados alimentos, síndrome do instetino irritável, doença inflamatória intestinal, síndromes absortivas, aumento de prostaglandinas inflamatórias e medicações representam as outras causas mais frequentes de diarreia
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??O artigo descreve uma série de medicamentos, mas em nenhum momento cita a importância do reequilíbrio da flora intestinal através do uso de probióticos, até pra fortalecer a barreira intestinal e permitir uma melhor absorção de nutrientes importantes para a mãe e para o feto. Em alguns casos, nos quais há indicação de antibióticos, pode-se associar o uso de probióticos, para que a diminuição da flora intestinal benéfica (provocada pelo antibiótico) seja atenuada. Sem contar com uma alimentação funcional, anti-inflamatória, rica em nutrientes necessários para a nossa defesa imunológica
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constipg

O mesmo artigo de 2016, da Revista de Gastroenterologia Clínica da América do Norte (Gastroenterol Clin N Am 45 – 2016 – 267–283) avaliou as causas da constipação (prisão de ventre) na gravidez. Compreendendo a etiologia, o tratamento INTEGRATIVO será muito mais eficaz
??Seguem as principais causas de constipação na gravidez:
?Fatores Mecânicos
??Compressão fetal e aumento do útero
??Disfunção no assoalho pélvico
??Doenças colônicas: neoplasias ou constricções intestinais
??Hemorróidas induzidas pela gravidez
?Atividade física
??Diminuição da atividade física
??Exercício físico extenuante
?Efeitos da progesterona no trato gastrointestinal
??Inibição da musculatura gástrica
??Diminuição da contratilidade muscular colônica
??Esvaziamento gástrico prolongado
??Atraso no trânsito intestinal
?Outros hormônios
??Diminuição dos níveis de motilina que normalmente estimula a atividade gástrica
??Aumento dos níveis de relaxina que normalmente inibe a musculatura gastrointestinal
?Fatores dietéticos
??Diminuição da ingesta de água
??Falta do consumo de fibras
??Suplementação de ferro
??Náuseas e Vômitos
?Aumento da absorção de água no cólon
??Progesterona induz o aumento dos níveis de aldosterona
??Tempo do trânsito intestinal prolongado
?Doenças Metabólicas
??Hipotiroidismo
??Hipocalemia
??Hipercalcemia
??Diabetes Mellitus
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rgeg

??A melhor forma de prevenir o Refluxo GastroEsofágico (RGE) é modificar o estilo de vida incluindo modificação na alimentação.
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Estudo recente publicado na Revista de Gastroenterologia Clínica da América do Norte (2016) publicou a figura já elucidada no post sobre o manejo inicial do RGE
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??Modificações no estilo de vida
??Comer pequenas porções
??Limitar a ingestão de líquidos na refeição
??Evitar comer 3 horas ante de dormer
??Elevar a cabeceira da cama
??Dormir do lado esquerdo (facilita o retorno venoso)
??Mascar chiclete (neutraliza o PH) – porém é artificial
??Aumentar a atividade física
??Parar de fumar
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??Sugestões dietéticas
??Evitar alimentos gordurosos e picantes
??Evitar chocolates e balas
??Evitar bebidas cafeinadas
??Evitar bebidas gaseificadas
??Evitar o álcool
??Evitar sucos cítricos e tomates
??Manter um diário alimentar para evitar os gatilhos
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Sobre o tratamento convencional:
EU ACREDITO QUE SE PODE RESOLVER QUASE TODOS OS CASOS COM AS MODIFICAÇÕES SUPRACITADAS. Existe uma gama de medicamentos que podem aliviar os sintomas do RGE, mas que não irão ajudar na causa do problema. Meu grande questionamento é: o que causou o RGE e como podemos resolver de forma menos invasiva e mais fisiológica
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hiperemese

Artigo de 2016 publicado no gastro.theclinics.com – Gastroenterol Clin N Am 45 (2016) 267–283, avaliou: Náuseas, Vômitos e Hiperêmese na Gestação .
??50-80% das mulheres apresentam náuseas (ânsia de vômitos) na gestação
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??50% apresentam vômitos na gestação
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??Estes sintomas começam entre 4 e 6 semanas de gestação, atingem um pico entre 8 e 12 semans e cessam após 20 semanas
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??A Hiperêmese Gravídica, um quadro severo de náuseas e vômitos na gestação, ocorre em 1,2% das gestantes, conceituada como a combinação dos sintomas de náuseas e vômitos associados com: perda de peso, cetonúria, distúrbio hidroeletrolítico, desidratação e/ou hospitalização
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??Existem 3 prováveis etiopatogenias:
??Crescimento da placenta e aumento do HCG
??Função endócrina maternal
??Doenças Gastrointestinais pré-existentes
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??Manejo
??Para previnir desidratação, o consumo de 1-1,5L de líquidos contendo sal, glucose e potássio
??Recomendações dietéticas incluem refeições pequenas e frequentes e evitar alimentos gordurosos que podem atrasar o esvaziamento gástrico ou que têm dificuldade de esvaziamento do estômago. Bebidas líquidas com alta concentração de proteína reduzem alterações no esvaziamento gástrico e a náusea no primeiro trimestre
??Tiamina (Vitamina B1) e Piridoxina (Vitamina B6) são eficazes no tratamento de náuseas, vômitos e hiperêmese gravídica
??Zengiber officinale (Gengibre) tem propriedades antieméticas por aumentar a motilidade gástrica, estimula o a contração antral gástrica e bloqueia o receptor colinérgico M bem como o receptor de serotonina
Múltiplos estudos relatam o sucesso do tratamento com o consume diário de 1g de gengibre
*??Estas chamadas terapias alternativas, correspondem a drogas tipo A, sem nenhum risco para o feto, devendo ser preconizadas
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??Outras formas de tratamento convencional:
Bloqueadores dos receptors de histamina (Doxilamina)
??Antagonista da Dopamina (Metoclopramida)
??Fenotiazidas (Prometazina) – anti-histamínico
??Antagonista do 5HT3: Ondansentrona
??Corticoesteróides: Prednisona (Olha a hiperêmese associada ao estresse e à insuficiência adrenal)


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??Eu poderia dar diversos exemplos de clientes que acompanhei
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??Mudar os hábitos é mais importante que isoladamente medicar
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Tenha uma alimentação saudável, gerencie o estresse e o sono, pratique atividade física (supervisionada ou bem orientada), seja feliz, dê exemplo para as outras gestantes, medite, trabalhe sua respiração, sua concentração, converse com o seu bebê, tenha sua espiritualidade, reúna-se com seus amigos verdadeiros, sorria, enfim, viva intensamente sua gestação !!!
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??A verdade é que o pré-natal depende muito mais da gestante e sua família do que do obstetra isoladamente
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?? Os pilares da saúde, da medicina Integrativa, da medicina funcional, enfim, do que você quiser denominar devem ser avaliados constantemente durante o pré-natal
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?? Não adianta prescrever (isoladamente) anti-hipertensivo numa gestante ansiosa quando não se trata de forma holística esta ansiedade
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?? Não vale a pena prescrever de forma isolada insulina numa gestante com diabetes, que não sabe como se alimentar
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?? Não adianta encher a gestante de medicamento quando na verdade se precisa “medicar a mente”. Ter pensamentos positivos, acreditar que vai dar certo, curtir a gravidez, lançar mão de estratégias fitoterápicas, nutracêuticas e principalmente nas modificações nos hábitos de vida é fundamental
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?? Sou fã de várias clientes que me ensinam diariamente como se dedicar ao seu filho(a), à sua família. Elas superam diversas patologias, muitas vezes realizam a prevenção e mesmo quando surge alguma outra patologia, esta gestante encontra-se muito mais preparada e resistente
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?? Vários profissionais me ajudam a praticar o que chamo de obstetrícia Integrativa: nutricionistas, profissionais de educação física, psicólogos, cirurgiões dentistas, hematologistas, endocrinologistas, clínicos, reumatologistas, nutrólogos, psiquiatras, anestesistas, neonatologistas enfim, uma verdadeira “equipe Integrativa”, aliás “íntegra e ativa”!!!
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?? Mas não se esqueça: o principal personagem desta história é a própria gestante e sua família. Seja integrativa também, íntegra, ativa, procure bons profissionais, estude e aprenda sobre este período tão importante de sua vida: a maternidade
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Uma excelente gestação e parto para todas vocês. Feliz maternidade!!!


 

 

Diabetes Gestacional

PARA CLIENTES

O que é diabetes gestacional?

Diabetes mellitus (também chamado de “diabetes”) é uma Condição na qual muita glicose (açúcar) permanece no sangue ao invés de ser usada para energia. Problemas de saúde podem ocorrer quando o nível de açúcar no sangue é muito alto. Algumas mulheres desenvolvem diabetes pela primeira vez durante a gravidez. Esta condição é chamada diabetes gestacional (DG) . As mulheres com DG precisam de cuidados especiais durante e após a gravidez.

O que causa o DG?

O corpo produz um hormônio chamado insulina, que mantém os níveis de açúcar no sangue dentro da faixa normal. Durante a gravidez, níveis mais altos de hormônios da gravidez podem interferir na insulina. Normalmente, o corpo pode produzir mais insulina durante a gravidez para manter o açúcar no sangue normal. Mas em algumas mulheres, o corpo não consegue produzir insulina suficiente durante a gravidez e os níveis de açúcar no sangue aumentam. Isso leva ao DG.

Se eu desenvolver DG, sempre terei diabetes?

DG desaparece após o parto, mas as mulheres que tiveram DG correm maior risco de desenvolver diabetes mais tarde na vida. Algumas mulheres que desenvolvem DG podem ter tido diabetes leve antes da gravidez e não sabem disso. Para essas mulheres, o diabetes não desaparece após a gravidez e pode ser uma condição vitalícia.

Quem está em risco de DG?

Vários fatores de risco estão ligados ao DG. Também pode ocorrer em mulheres que não têm fatores de risco, mas é mais provável em mulheres que

  • estão com sobrepeso ou obesos
  • são fisicamente inativos
  • tiveram DG em uma gravidez anterior
  • tiveram um bebê muito grande (4Kg ou mais) em uma gravidez anterior
  • tem pressão alta
  • tem uma história de doença cardíaca
  • tem síndrome dos ovários policísticos (SOP)
  • são de origem afro-americana, asiática-americana, hispânica, indígena ou ilha do Pacífico

Como o DG pode afetar uma mulher grávida?

Quando uma mulher tem DG, seu corpo passa mais açúcar para o feto do que precisa. Com muito açúcar, o feto pode ganhar muito peso. Um feto grande pode levar a complicações para a mulher, incluindo

  • dificuldades laborais
  • cesariana
  • sangramento intenso após o parto

Que outras condições podem desenvolver uma mulher com DG?

Quando uma mulher tem DG, ela também pode ter outras condições que podem causar problemas durante a gravidez. Por exemplo, a pressão alta é mais comum em mulheres com DG. A hipertensão arterial durante a gravidez pode causar um estresse extra no coração e nos rins.

A pré-eclâmpsia também é mais comum em mulheres com DG. Se ocorrer pré-eclâmpsia durante a gravidez, o feto pode precisar ser entregue imediatamente, mesmo que não esteja completamente crescido.

Como o DG pode afetar um bebê?

Bebês nascidos de mulheres com DG podem ter problemas respiratórios e icterícia . Esses bebês podem ter baixo nível de açúcar no sangue ao nascer (hipoglicemia).

Bebês grandes são mais propensos a sofrer trauma do nascimento, incluindo danos aos ombros, durante o parto vaginal. Bebês grandes podem precisar de cuidados especiais em uma unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) . Há também um risco aumentado de natimorto com DG.

Eu vou ser testada para DG?

Todas as mulheres grávidas devem ser rastreadas para DG. Seu obstetra-ginecologista (ginecologista) ou outro profissional de saúde perguntará sobre seu histórico médico para determinar se você tem fatores de risco para DG. Se você tiver fatores de risco, seu nível de açúcar no sangue será testado no início da gravidez. Se você não tem fatores de risco ou seu teste não mostra que você tem DG no início da gravidez, seu açúcar no sangue será medido entre 24 semanas e 28 semanas de gravidez.

Se eu tiver DG durante a gravidez, como gerenciarei isso?

Você precisará de consultas de pré-natal mais frequentes para monitorar sua saúde e a saúde do feto. Você precisará rastrear seu nível de açúcar no sangue e fazer coisas para mantê-lo sob controle. Isso reduzirá os riscos para você e seu feto. Para muitas mulheres, uma dieta saudável e exercícios regulares controlam o açúcar no sangue. Algumas mulheres podem precisar de medicamentos para ajudar a atingir níveis normais de açúcar no sangue, mesmo com mudanças na dieta e exercícios.

Como faço para acompanhar os níveis de açúcar no sangue?

Você usará um medidor de glicose para testar seus níveis de açúcar no sangue. Este dispositivo mede o açúcar no sangue de uma pequena gota de sangue. Mantenha um registro de seus níveis de açúcar no sangue e leve-o consigo para cada visita pré-natal. Os registros de açúcar no sangue também podem ser mantidos on-line, armazenados em aplicativos de telefone e enviados por e-mail para seu obstetra ou outro profissional de saúde. Seu registro de açúcar no sangue ajudará seu obstetra ou outro profissional de saúde a fornecer o melhor atendimento durante a gravidez.

Devo mudar minha dieta se tiver DG?

Quando as mulheres têm DG, fazer escolhas alimentares saudáveis ??é ainda mais importante para evitar que os níveis de açúcar no sangue subam demais. Se você tiver DG, você deve comer refeições regulares ao longo do dia. Você pode precisar comer pequenos lanches também, especialmente à noite. Comer regularmente ajuda a evitar quedas e picos no nível de açúcar no sangue. Muitas vezes, três refeições e dois a três lanches por dia são recomendadas.

Além disso, é importante ganhar uma quantidade saudável de peso durante a gravidez. Converse com seu obstetra ou outro profissional de saúde sobre o quanto de ganho de peso é melhor para a sua gravidez. Para uma mulher com DG, ganho de peso demais ou ganho de peso rápido demais podem dificultar o controle dos níveis de açúcar no sangue.

O exercício regular me ajudará a controlar o DG?

O exercício ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue dentro dos limites normais. Você e seu obstetra ou outro profissional de saúde podem decidir quanto e que tipo de exercício é melhor para você. Em geral, recomenda-se 30 minutos de exercício aeróbico de intensidade moderada, pelo menos 5 dias por semana (ou um mínimo de 150 minutos por semana). Andar a pé é um ótimo exercício para todas as mulheres grávidas. Além do exercício aeróbico semanal, é aconselhável adicionar uma caminhada de 10 a 15 minutos após cada refeição. Isso pode levar a um melhor controle do açúcar no sangue.

Vou precisar tomar medicação para controlar meu DG?

Para algumas mulheres, podem ser necessários medicamentos para gerenciar o DG. A insulina é o medicamento recomendado durante a gravidez para ajudar as mulheres a controlar o açúcar no sangue. A insulina não atravessa a placenta , por isso não afeta o feto. Seu obstetra ou outro profissional de saúde irá ensiná-la a aplicar injeções de insulina com uma pequena agulha. Em alguns casos, seu ginecologista ou outro profissional de saúde pode prescrever um medicamento diferente para administrar por via oral.

Se você está fazendo uso medicação, você continuará monitorando seus níveis de açúcar no sangue como recomendado. Seu obstetra ou outro profissional de saúde irá rever o seu registro de glicose para se certificar de que o medicamento está funcionando. Alterações na sua medicação podem ser necessárias durante toda a gravidez para ajudar a manter seu nível de açúcar no sangue dentro da faixa normal.

Vou precisar de testes para verificar a saúde do meu feto?

Testes especiais podem ser necessários para verificar o bem-estar do feto. Esses testes podem ajudar seu obstetra ou outro profissional de saúde a detectar possíveis problemas e tomar medidas para gerenciá-los. Esses testes podem incluir o seguinte:

  • Contagem do movimento fetal (“contagem de chutes”, mobilograma) – Este é um registro de quantas vezes você sente o movimento do feto. Um feto saudável tende a mover a mesma quantidade todos os dias. Você deve entrar em contato com seu obstetra ou outro profissional de saúde se sentir alguma diferença na atividade do seu feto.
  • Teste sem estresse – Este teste mede mudanças na frequência cardíaca do feto quando o feto se move. O termo “nonstress” significa que nada é feito para enfatizar o feto. Um cinto com um sensor é colocado ao redor do seu abdômen e uma máquina registra a frequência cardíaca fetal captada pelo sensor.
  • Perfil biofísico (PBF) – Este teste inclui o monitoramento da freqüência cardíaca fetal (da mesma forma que é feito em um teste sem estresse) e um exame de ultrasonografia . O PBF verifica a freqüência cardíaca do feto e estima a quantidade de líquido amniótico . A respiração, o movimento e o tônus ??muscular do feto também são verificados. Um BPP modificado verifica apenas a frequência cardíaca fetal e o nível de líquido amniótico.

A DG afetará o parto do meu bebê?

A maioria das mulheres com DG controlada pode completar uma gravidez a termo. Mas se houver complicações com a saúde ou com a saúde do feto, o parto pode ser induzido (iniciado por drogas ou outros meios) antes do prazo final.

Embora a maioria das mulheres com DG possa ter um parto vaginal, é mais provável que elas tenham uma cesariana do que as mulheres sem DG. Se seu ginecologista ou outro profissional de saúde achar que seu feto é muito grande para um parto vaginal seguro, você pode discutir os benefícios e os riscos de uma cesariana programada.

Quais são os futuros problemas de saúde para as mulheres que tiveram DG?

DG aumenta muito o risco de desenvolver diabetes na sua próxima gravidez e, no futuro, quando você não está mais grávida. Um terço das mulheres que tiveram DG terá diabetes ou uma forma mais branda de açúcar elevado no sangue logo após o parto. Entre 15% e 70% das mulheres com DG desenvolverão diabetes mais tarde na vida.

As mulheres que têm pressão alta ou pré-eclâmpsia durante a gravidez também estão em maior risco de doença cardíaca e acidente vascular cerebral mais tarde na vida. Se você teve pressão alta ou pré-eclâmpsia durante uma gravidez passada, informe seu obstetra ou outro profissional de saúde para que a saúde do seu coração e dos vasos sanguíneos possa ser monitorada durante toda a sua vida.

Quais são os futuros problemas de saúde para as crianças?

Filhos de mulheres que tiveram DG podem estar em risco de se tornarem com sobrepeso ou obesos durante a infância. Essas crianças também têm um risco maior de desenvolver diabetes. Certifique-se de dizer ao médico do seu bebê que você tem DG para que seu bebê possa ser monitorado. À medida que seu bebê cresce, seus níveis de açúcar no sangue devem ser verificados durante toda a infância.

Se eu tiver DG, há algo que eu deva fazer depois da minha gravidez?

Se você tiver DG, você deve fazer um exame de sangue 4 a 12 semanas após o parto. Se o seu nível de açúcar no sangue é normal, você precisará fazer um teste de diabetes a cada 1 a 3 anos.

Glossário

Líquido Amniótico: Água no saco que envolve o feto no útero da mãe.

Cesariana: parto de um bebê através de incisões cirúrgicas feitas no abdome e no útero da mulher.

Diabetes Mellitus: uma condição em que os níveis de açúcar no sangue são muito altos.

Feto: O estágio de desenvolvimento pré-natal que começa 8 semanas após a fertilização e dura até o final da gravidez.

Diabetes Gestacional (DG): Diabetes que surge durante a gravidez.

Glicose: Um açúcar que está presente no sangue e é a principal fonte de combustível do corpo.

Hormônio: Substância produzida no corpo por células ou órgãos que controlam a função de células ou órgãos. Um exemplo é o estrogênio, que controla a função dos órgãos reprodutivos femininos.

Insulina: Um hormônio que reduz os níveis de glicose (açúcar) no sangue.

Icterícia: Um acúmulo de bilirrubina que causa uma aparência amarelada.

Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN): Uma área especializada de um hospital em que recém-nascidos doentes recebem cuidados médicos complexos.

Ginecologista-Obstetra (Ob-Gyn): Um médico com habilidades especiais, treinamento e educação em saúde da mulher.

Placenta: Tecido que nutre e elimina o desperdício do feto.

Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP): Afecção caracterizada por duas das três características seguintes: 1) presença de muitos pequenos sacos cheios de líquido nos ovários, 2) períodos menstruais irregulares e 3) aumento dos níveis de certos hormônios .

Pré-eclâmpsia: Transtorno que pode ocorrer durante a gravidez ou após o parto, em que há pressão alta e outros sinais de lesão de órgãos, como uma quantidade anormal de proteína na urina, um número baixo de plaquetas, função renal ou hepática anormal, dor na parte superior do abdómen, líquido nos pulmões, ou uma forte dor de cabeça ou alterações na visão.

Natimorto: parto de um bebê morto.

Exame de ultrassonografia: Um teste em que as ondas sonoras são usadas para examinar estruturas internas. Durante a gravidez, pode ser usado para examinar o feto.

Se você tiver outras dúvidas, entre em contato com seu obstetra-ginecologista.

FONTE: https://www.acog.org/Patients/FAQs/Gestational-Diabetes


PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE – NÍVEL MAIS AVANÇADO

Avaliação e tratamento do diabetes mellitus gestacional

Introdução

Diabetes mellitus gestacional (DMG) é definido, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma intolerância a carboidratos de gravidade variável, que se inicia durante a gestação atual e não preenche os critérios diagnósticos de diabetes mellitus franco. É o problema metabólico mais comum na gestação e tem prevalência em 3 a 25% das gestações, dependendo do grupo étnico, da população e do critério diagnóstico utilizado. Muitas vezes, representa o aparecimento de diabetes mellitus tipo 2 (DM2) durante a gravidez. A incidência de DMG tem aumentado em paralelo com o aumento do DM2 e da obesidade na população feminina. Os fatores de risco para DMG encontram-se no Quadro 1.

Quadro 1. Fatores de risco para DMG.

  • Idade materna avançada
  • Sobrepeso, obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual
  • Deposição central excessiva de gordura corporal
  • História familiar de diabetes em parentes de primeiro grau
  • Crescimento fetal excessivo, polidrâmnio, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual
  • Antecedentes obstétricos de abortamentos de repetição, malformações, morte fetal ou neonatal, macrossomia ou DMG
  • Síndrome de ovários policísticos
  • Baixa estatura (menos de 1,5 m)

Rastreamento e diagnóstico

Não existe, até o momento, consenso sobre a indicação de rastreamento e sobre o método diagnóstico do DMG. A maioria das recomendações advém de consensos de especialistas (D). A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) recomenda que sejam seguidos os critérios aceitos em 2013 pela OMS.1

  • Na primeira consulta pré-natal, deve ser solicitada glicemia de jejum. Se o valor encontrado for >= 126 mg/dL, será feito o diagnóstico de diabetes mellitus franco na gravidez. Se, porém, a glicemia plasmática em jejum for >= 92 mg/dL e < 126 mg/dL, será feito o diagnóstico de DMG.
  • Em ambos os casos, deve-se confirmar o resultado com uma segunda dosagem da glicemia de jejum. Caso a glicemia seja < 92 mg/dL, a gestante deve ser reavaliada no segundo trimestre.
  • A investigação de DMG deve ser feita em todas as gestantes sem diagnóstico prévio de diabetes. Entre a 24a e 28a semanas de gestação, deve-se realizar o teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com dieta sem restrição de carboidratos ou com, no mínimo, ingestão de 150 g de carboidratos nos 3 dias anteriores ao teste, com jejum de 8 horas. Diferentes métodos são atualmente utilizados para o diagnóstico de DMG (Tabela 1).

       Em 2010, a International Association of the Diabetes and Pregnancy Study Groups (IADPSG) decidiu que os critérios diagnósticos do DMG deveriam basear-se nos resultados do estudo Hyperglycemia and Adverse Pregnancy Outcomes (HAPO), uma pesquisa observacional que tinha como meta encontrar um ponto de corte que ligasse a hiperglicemia materna a eventos perinatais adversos.1,11 Foram propostos, então, novos pontos de corte para o jejum, em 1 e 2 horas, que são >= 92 mg/dL, >= 180 mg/dL e >= 153 mg/dL, respectivamente. Segundo esses novos critérios, um valor anormal já leva ao diagnóstico de DMG1 (Tabela 1). Em 2013, a OMS endossou o uso desses pontos de corte para o diagnóstico de DMG, destacando que glicemia de jejum >= 126 mg/dL ou após sobrecarga > 200 mg/dL seriam critérios diagnósticos para diabetes mellitus franco, e não DMG.  O critério proposto pela IADPSG e aceito pela OMS não é consenso mundial (Quadro 2). Em 2017, a SBD, em associação com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o Ministério da Saúde (MS) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), passou a adotar os novos critérios para rastreamento e diagnóstico do DMG em todo o território nacional. Isso se deve ao fato de que esses critérios são os únicos determinados por estudo que demonstrou associação entre os valores da glicemia materna e os desfechos perinatais (Quadro 2). Pacientes com DMG são as que apresentam glicemia de jejum de 92 a 125 mg/dL, com jejum em 1 hora >= 180 mg/dL ou em 2 horas de 153 a 199 mg/dL, e um ponto alterado na curva já estabelece o diagnóstico de DMG.

Tratamento

     Evidências sugerem que a intervenção em gestantes com DMG pode diminuir a ocorrência de eventos adversos na gravidez (B). O tratamento inicial do DMG consiste em orientação alimentar que permita ganho de peso adequado e controle metabólico (A). O cálculo do valor calórico total da dieta pode ser feito de acordo com o índice de massa corporal (IMC) e visa a permitir ganho de peso em torno de 300 a 400 g por semana, a partir do segundo trimestre de gravidez. O valor calórico total prescrito deve ser individualizado e conter 40% a 55% de carboidratos, 15 a 20% de proteínas e 30 a 40% de gorduras (A).19 Deve-se dar preferência ao consumo de alimentos que contenham carboidratos com baixo índice glicêmico. A dieta com baixo índice glicêmico no DMG se associou à diminuição da necessidade de indicar o uso de insulina e menor ganho de peso ao nascer. Podem-se utilizar adoçantes artificiais (aspartame, sacarina, acessulfame-K e sucralose) com moderação, conforme os limites diários recomendados pela OMS e aceitos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) (B): Sacarina: 2,5 mg/kg de peso corporal;  Ciclamato: 11 mg/kg de peso; Aspartame: 40 mg/kg de peso; Acessulfame-K: 15 mg/kg de peso; Esteviosídeo: 5,5 mg/kg de peso; Sucralose: 15 mg/kg de peso (C).

     A prática de atividade física deve fazer parte do tratamento do DMG, respeitando-se as contraindicações obstétricas (B).

Recomenda-se o monitoramento das glicemias capilares pré e pós-prandiais quatro a sete vezes por dia, especialmente nas gestantes que usam insulina.

     Após 2 semanas de dieta, se os níveis glicêmicos permanecerem elevados (jejum >= 95 mg/dL e 1 hora pós-prandial >= 140 mg/dL ou >= horas pós-prandiais >= 120 mg/dL), deve-se iniciar tratamento farmacológico (B).

O critério de crescimento fetal para início da insulinoterapia é uma alternativa quando a medida da circunferência abdominal fetal for igual ou superior ao percentil 75 em uma ecografia realizada entre a 29a e a 33a semanas de gestação (B). A dose inicial de insulina deve ser em torno de 0,5 U/kg, com ajustes individualizados para cada caso (B). Em geral, associam-se insulinas humanas de ações intermediária e rápida. Os análogos de insulina asparte e lispro têm vantagens sobre a insulina regular, promovendo melhor controle dos níveis de glicemia pós-prandiais com menor ocorrência de hipoglicemias (B). O análogo de ação prolongada detemir, após a conclusão de um estudo randomizado controlado realizado em mulheres com DM1, foi recentemente classificado pela agência reguladora norte-americana Food and Drug Administration (FDA) como A para uso durante a gestação. A ANVISA ratificou essa classificação. Embora o uso de insulina glargina não esteja oficialmente recomendado pela FDA, grande quantidade de dados em mulheres grávidas não indica efeitos adversos específicos da insulina glargina na gravidez, aumento do risco de malformações fetais ou toxicidade específica neonatal.

Dados de animais não indicam toxicidade reprodutiva. O uso de glargina, segundo a ANVISA, pode ser considerado durante a gravidez, se necessário clinicamente (C). No caso da metformina, número crescente de estudos não mostra efeitos deletérios materno-fetais de seu uso na gestação. Apesar de constar em bula, por determinação da ANVISA, que a metformina é categoria B, isto é, os estudos realizados em animais não demonstraram risco fetal, não havendo trabalhos controlados em mulheres ou animais grávidos, um estudo randomizado controlado observou que o uso de metformina a partir do segundo trimestre foi seguro para as mães e para os fetos de mulheres com diabetes gestacional. Com relação à glibenclamida, dados recentes mostram que está associada a aumento do risco de hipoglicemia neonatal, maior ganho de peso materno, maior ganho de peso neonatal e macrossomia, sugerindo que deva ser utilizada com precauções. Ambos os medicamentos, metformina e glibenclamida, ultrapassam a barreira placentária. Estudo que avaliou crianças expostas à metformina na fase intrauterina, por sua vez, não demonstrou risco de complicações (B). Outros agentes orais são contraindicados.

Parto

     A conduta obstétrica de uso de corticosteroides para maturação pulmonar fetal não é contraindicada, mas eles devem ser administrados de forma concomitante ao monitoramento intensivo da glicemia e aos ajustes na dose de insulina. Caso o obstetra indique tocolítico de efeito adrenérgico, a dose de insulina deve ser aumentada durante o período de administração do medicamento (D). As gestantes com ótimo controle metabólico e que não apresentam antecedentes obstétricos de morte perinatal, macrossomia ou complicações associadas, como hipertensão, podem aguardar a evolução espontânea para o parto até o termo. Não se indica cesariana em razão do DMG, sendo a via de parto uma decisão obstétrica. No parto programado, a gestante precisa permanecer em jejum, devendo-se suspender a insulina protamina neutra Hagedorn (neutral protamine Hagedorn, NPH) e infundir uma solução de glicose a 5 ou 10% intravenosamente, com controle do horário da glicemia capilar; se necessário, deve-se administrar infusão contínua de insulina regular intravenosa com baixas doses (uma a duas unidades/hora) ou insulina regular, lispro ou asparte subcutânea, conforme as glicemias capilares. Quando o parto for de início espontâneo e já se tiver administrado a insulina diária, recomenda-se manutenção de um acesso venoso com infusão contínua de solução de glicose, além do monitoramento da glicemia capilar a cada hora. Durante o trabalho de parto, deve-se manter a glicemia em níveis entre 70 e 120 mg/dL. É recomendada a presença de um neonatologista na sala de parto (D).

Pós-parto

No primeiro dia após o parto, os níveis de glicemia devem ser observados, suspendendo-se a insulina basal. Orienta-se também a manutenção de uma dieta saudável. A maioria das mulheres apresenta normalização das glicemias nos primeiros dias após o parto. Ainda, deve-se estimular o aleitamento materno. Caso ocorra hiperglicemia durante esse período, a insulina é o tratamento indicado. Por fim, é preciso evitar a prescrição de dietas hipocalóricas durante o período de amamentação. É recomendado reavaliar a tolerância à glicose a partir de 6 semanas após o parto por meio de glicemia de jejum ou teste oral com 75 g de glicose, dependendo da gravidade do quadro metabólico apresentado na gravidez (B). Nas revisões ginecológicas anuais, é fundamental indicar a manutenção do peso adequado, revisando as orientações sobre dieta e atividade física, e incluir a medida da glicemia de jejum. Em torno de 15 a 50% das mulheres com DMG desenvolvem diabetes ou intolerância à glicose após a gestação. O aleitamento materno por períodos maiores que 3 meses está relacionado com a redução do risco de desenvolvimento de DM2 após a gestação. Apesar disso, o uso de contraceptivos compostos apenas de progestágenos está associado a risco aumentado de desenvolvimento de DM2 após o parto. Mulheres com intolerância à glicose e histórico de DMG que reduzem 7% do peso corporal, com prática de atividade física regular ou quando utilizam metformina, têm decréscimo de 53% da incidência de DM2.

Fonte: http://www.diabetes.org.br/profissionais/images/2017/diretrizes/diretrizes-sbd-2017-2018.pdf

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Avaliação e tratamento da paciente gestante com diabetes mellitus

Introdução

     A disglicemia é, atualmente, a alteração metabólica mais comum na gestação, e o diabetes gestacional constitui a forma mais prevalente, sendo definida como uma intolerância a carboidratos de gravidade variável, que se inicia durante a gestação atual e não preenche os critérios diagnósticos de diabetes mellitus franco.1 Paralelamente, a ocorrência de gestações em mulheres com diabetes pré-gestacional tem aumentado nas últimas décadas. Estudo na população dos Estados Unidos da América revelou que, no início dos anos 2000, o diabetes mellitus tipo 1 (DM1) estava presente em 7% das gestações complicadas pelo diabetes, enquanto o diabetes mellitus tipo 2 (DM2) aparecia em 4,7% delas. É muito importante a diferenciação entre os tipos de diabetes, uma vez que causam impactos diversos sobre o curso da gravidez e o desenvolvimento fetal. O diabetes pré-gestacional pode resultar em complicações fetais graves, pois seu efeito começa na fertilização e na implantação, afetando de modo particular a organogênese. Esse fato faz aumentar o risco de aborto precoce, defeitos congênitos graves (malformações) e retardo no crescimento fetal, sobretudo nos casos tratados de maneira inadequada. Além das complicações no concepto, as manifestações maternas também são relevantes, em especial na presença prévia de complicações, como retino, neuro, nefro e vasculopatia. Mais recentemente, as recomendações da Association Internacional do Grupo de Estudos de Diabetes e Gravidez (IADPSG) – adotadas também pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e pelo Ministério da Saúde (MS) – passaram a incluir a solicitação de medida da glicemia de jejum na primeira consulta pré-natal, com o objetivo de detectar a presença de diabetes mellitus (DM) em uma fase precoce da gravidez. Caso a glicemia seja >= 126 mg/dL ou a hemoglobina glicada (HbA1c) seja >= 6,5%, é provável que se trate de um diabetes de qualquer tipo, já existente na fase pré-gestacional, mas não diagnosticado previamente. Esse rastreamento busca prevenir as complicações mais graves nessas mulheres.6

Recomendações para pacientes com diabetes pré-gestacional

Orientações pré-concepcionais

O médico deve aconselhar suas pacientes, da adolescência em diante, a evitar a gravidez não planejada (B). É preciso explicar a elas e a suas famílias de que modo o diabetes pode complicar a gravidez e de que maneira a gravidez pode agravar o diabetes (Quadro 1). É necessário, assim, oferecer cuidado pré-concepcional e aconselhamento às pacientes que planejam engravidar, antes que elas descontinuem o método contraceptivo, informando, também, que um bom controle glicêmico antes da concepção e durante toda a gravidez reduz, mas não elimina, os riscos de aborto, malformação congênita, natimortalidade e morte neonatal (B). Ainda, é importante disponibilizar, o mais precocemente possível, para mulheres que planejem engravidar, um programa de educação continuada que esclareça melhor o binômio diabetes-gravidez no que diz respeito a dieta, contagem de carboidratos, autoaplicação de insulina e automonitoramento de glicemia capilar. A avaliação dessas pacientes deve levar em conta presença de doença renal diabética, neuropatia, retinopatia, doença cardiovascular, hipertensão, dislipidemia, depressão e disfunções tireoidianas; quando diagnosticadas quaisquer dessas doenças, é necessário tratá-las.

Controle glicêmico pré- -gestacional e gestacional

Deve-se aconselhar as pacientes com diabetes preexistente, que estejam planejando engravidar, a manter os níveis de HbA1c o mais próximos possível dos valores normais, sem a ocorrência de hipoglicemias. Como a organogênese ocorre antes da 7ª semana de gestação, é muito importante o planejamento da gravidez. O nível ideal de HbA1c é < 6%, se utilizado o método de cromatografia líquida de alta eficiência (high performance liquid chromatography, HPLC), ou até 1% acima do valor máximo informado pelo laboratório de análises clínicas no qual os testes são feitos. A dosagem de HbA1c deveria, preferencialmente, ser feita usando-se um método certificado pelo Programa Nacional de Padronização da Hemoglobina Glicada (NGSP) (B). É necessário enfatizar para as pacientes que qualquer redução nos níveis de HbA1c, visando ao alvo de 6%, tende a diminuir o risco de malformações fetais e abortamentos. A gravidez deve ocorrer quando o diabetes estiver bem controlado e, preferencialmente, com valores de HbA1c dentro da normalidade. Mulheres com HbA1c > 10% devem ser desencorajadas a engravidar até que alcancem melhor controle glicêmico. A HbA1c deve ser medida na primeira consulta pré- natal; depois, mensalmente, até que valores < 6% sejam alcançados, quando então poderá ser avaliada a cada 2 ou 3 meses. Deve-se motivar as pacientes a realizar glicemias capilares antes das refeições e 1 hora depois delas, ao deitar-se e, esporadicamente, entre 2 e 4 horas da manhã (C). Esses testes devem ser feitos, de preferência, nos dedos das mãos, não utilizando locais alternativos, uma vez que podem não identificar mudanças rápidas dos níveis de glicemia, o que é característico da gravidez com diabetes (C). O controle glicêmico durante a gravidez é considerado ótimo quando os valores de glicemia pré-prandial encontram-se entre 65 e 95 mg/dL, com pico 1 hora pós-prandial até 140 mg/dL. Em mulheres com risco aumentado de hipoglicemia, esses alvos devem ser aumentados para um valor de glicemia de jejum de até 99 mg/dL e, ao deitar-se ou entre 2 e 4 horas da madrugada, de 80 até 120 mg/dL (D). Os índices de glicemia pós-prandial de 1 hora após o início das refeições são os que melhor refletem os valores dos picos pós-prandiais avaliados pelo monitoramento contínuo de glicose (C). O uso de monitoramento contínuo da glicose em tempo real pode estar indicado nos casos de gestantes com grande variabilidade glicêmica ou naquelas com risco de hipoglicemia sem aviso (D).

*Terapia nutricional

Gestantes com diagnóstico de diabetes devem receber orientação dietética individualizada, necessária para atingir as metas do tratamento. A dieta deve conter os nutrientes essenciais para o adequado desenvolvimento do concepto. A quantidade de calorias deve ser baseada no índice de massa corporal (IMC), na frequência e na intensidade de exercícios físicos, bem como no padrão de crescimento fetal, visando ao ganho de peso adequado (E).13 O ganho de peso esperado ao longo da gestação em mulheres com IMC pré-gestacional entre 18,5 e 24,9 kg/m2 é de 11,5 a 16 kg. Já nas gestantes com IMC pré-gestacional ? 30 kg/m2 , é considerado seguro o aumento, até o final da gravidez, entre 5 e 9 kg (C).14 A distribuição recomendada do conteúdo calórico deve ser individualizada mantendo as seguintes proporções: ? 40 a 45% de carboidratos; ? 15 a 20% de proteínas (no mínimo 1,1 g/kg/dia); ? 30 a 40% de gorduras. A dieta também deve ser planejada e distribuída ao longo do dia, objetivando-se evitar episódios de hiperglicemia, hipoglicemia ou cetose. Deve-se ter atenção especial quanto à adequação de doses de insulina, aos horários de sua administração e ao conteúdo dos nutrientes fornecidos em cada refeição. Em geral, é necessário fracionar a ingestão alimentar em três refeições grandes e três pequenas (C).15 A ceia tem grande importância, em especial para mulheres que fazem uso de insulina protamina neutra Hagedorn (neutral protamine Hagedorn, NPH) à noite, e deve conter 25 g de carboidratos complexos, além de proteínas ou lipídios, para evitar hipoglicemia durante a madrugada. Mulheres que utilizam insulina podem ser orientadas a fazer o ajuste da dose prandial de insulina de ação rápida pelo cálculo do conteúdo de carboidrato de cada refeição. A relação insulina/carboidrato deve ser individualizada (D). Os dados relativos à utilização de substitutos do açúcar durante a gravidez são limitados, mas não sugerem aumento do risco de toxicidade ou resultados adversos na gravidez ou no período neonatal. Recomenda-se, de qualquer modo, que os adoçantes artificiais sejam consumidos apenas quando necessário e com moderação, sempre respeitando os limites diários determinados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A seguir, apresentam-se os limites diários de consumo dos adoçantes artificiais segundo a OMS, também aceitos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA):

? Sacarina: 2,5 mg/kg de peso corporal;

? Ciclamato: 11 mg/kg de peso;

? Aspartame: 40 mg/kg de peso;

? Acessulfame-K: 15 mg/kg de peso; ? Esteviosídeo: 5,5 mg/kg de peso;

? Sucralose: 15 mg/kg de peso (C).16

O consumo de álcool está contraindicado durante a gestação (A).

Suplementação de vitaminas e minerais

O uso de ácido fólico (600 ?g a 5 mg/dia) desde o período pré-concepcional até a 12ª semana de gravidez é recomendado para reduzir o risco de defeito no fechamento do tubo neural do recém-nascido (A).17 A suplementação de outras vitaminas e sais minerais deve ser realizada quando detectadas deficiências nutricionais (C).15

Exercícios físicos

A prática regular de exercícios físicos causa sensação de bem-estar e auxilia no controle do peso, com redução da adiposidade fetal, melhora do controle glicêmico e diminuição de problemas durante o trabalho de parto.18 A atividade física também reduz a resistência à insulina, facilitando a utilização periférica de glicose, com consequente melhora do controle glicêmico. Atividade física de baixa intensidade deve ser encorajada em mulheres previamente sedentárias. Aquelas que praticavam previamente alguma atividade podem fazer exercícios de moderada intensidade durante a gravidez (E). Está contraindicada a prática de exercício físico durante a gravidez em caso de:19

? Doença hipertensiva induzida pela gravidez sem controle adequado;

? Ruptura prematura de membranas;

? Trabalho de parto prematuro;

? Sangramento uterino persistente após o segundo trimestre;

? Incompetência istmocervical;

? Restrição de crescimento intrauterino;

? Síndrome nefrótica;

? Retinopatia pré-proliferativa severa e proliferativa;

? Hipoglicemia sem aviso;

? Neuropatia periférica avançada e disautonomia.

Pacientes que não tenham contraindicações para realizar exercícios devem fazê-los diariamente por pelo menos 30 minutos (B),19 de preferência após as refeições. Deve-se monitorar a glicemia capilar antes dos exercícios e depois deles, mantendo-se boa hidratação. É preciso, ainda, orientar a prática de exercícios que não tenham alto risco de quedas ou traumas abdominais e que não levem a aumento da pressão arterial, contrações uterinas ou sofrimento fetal (B).19

Tratamento medicamentoso: insulinoterapia, segurança dos medicamentos usados no controle do diabetes mellitus e suas complicações pré-gestacionais e gestacionais

Atualmente, tendo sido comprovadas a segurança e a eficácia da insulina no controle da glicemia, prevalece a orientação de descontinuação do uso de antidiabéticos orais, garantindose sua imediata substituição por insulina, de preferência antes da gravidez ou logo após o seu diagnóstico (E). Não existem, até o momento, estudos controlados que comprovem se é seguro o uso de antidiabéticos orais em gestantes com DM2. A glibenclamida atravessa minimamente a placenta,20 enquanto a metformina o faz em quantidades significativas.21 É necessário, portanto, cautela na indicação rotineira dessas medicações a mulheres com diabetes pré-gestacional. Para obter um controle glicêmico adequado em mulheres com DM1 e DM2, devem-se utilizar esquemas intensivos de insulinização, com múltiplas doses subcutâneas de insulina de ação intermediária, rápida ou ultrarrápida ou mediante infusão subcutânea contínua. Em mulheres que usavam insulina antes da gravidez, geralmente é necessário reduzir a sua dose em 10 a 20%, durante o primeiro trimestre. Entre a 18ª e a 24ª semana de gestação, essa dose pode ser aumentada. No terceiro trimestre, o aumento da produção de hormônios placentários com ação antagônica à da insulina resulta em necessidade ainda maior de elevação da dose de insulina, chegando a atingir o dobro ou o triplo da dose usada em pré- -gravidez. Pacientes com DM2 geralmente necessitam de uma dose inicial diária entre 0,5 e 0,7 unidade/kg de peso. As doses devem ser frequentemente ajustadas conforme os resultados do automonitoramento da glicemia capilar. Após o parto, as necessidades de insulina caem abruptamente e, muitas vezes, nos dias subsequentes, a dose deve ser ajustada para 30% da dose final na gestação ou para a dose pré-gravídica. Os análogos de insulina de ação ultrarrápida, como as insulinas asparte e lispro, são seguros durante a gestação e levam à melhora dos níveis de glicemia pós-prandial e à diminuição da ocorrência de hipoglicemias (B).22 A insulina humana NPH ou o análogo de ação prolongada detemir são opções seguras de insulina basal na gestação (A). Estudo randomizado controlado comparativo não mostrou inferioridade do análogo de ação prolongada detemir em relação à insulina NPH em gestantes com DM1.23 Desde 2015, a agência reguladora norte-americana Food and Drug Administration (FDA) e a ANVISA classificaram como categoria A o análogo de insulina detemir. Os estudos até o momento publicados com o uso do análogo de insulina glargina na gravidez não são randomizados e controlados.24,25 Embora eles tenham mostrado resultados promissores e sem complicações a curto prazo, a insulina glargina tem, pela FDA, classificação C para uso na gestação. Em bula brasileira, a ANVISA autorizou o uso de insulina glargina, se clinicamente necessária. Não existem, até o momento, estudos conclusivos com uso dos análogos de insulina glulisina e degludeca durante a gestação. A bomba de infusão contínua de insulina pode ser utilizada, quando disponível. A maioria dos estudos não mostrou superioridade do uso da bomba em relação ao tratamento intensivo em termos de doses usadas de insulina, controle glicêmico e ocorrência de eventos maternos e fetais adversos.26 Isso leva à conclusão de que o fator mais importante para a obtenção de bons resultados em uma gravidez acompanhada de diabetes é o bom controle glicêmico. A indicação do uso de bomba de infusão contínua pode ser especificamente vantajosa nos casos de gestantes que experimentam episódios frequentes de hipoglicemia ao longo do dia e da noite.27 Deve-se suspender o uso de inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs) e bloqueadores do receptor da angiotensina (BRAs), devido à sua associação a embriopatias e fetopatias, antes da gravidez ou tão logo ela seja confirmada, substituindo-os por agentes anti-hipertensivos seguros durante a gestação (A).28,29 Os anti-hipertensivos a serem utilizados são a metildopa, os bloqueadores de canais de cálcio não di-hidropiridínicos de duração prolongada e os ?-bloqueadores com atividade ?-agonista parcial, como carvedilol, labetalol e pindolol. O uso de atenolol foi associado à restrição de crescimento fetal e, portanto, deve ser evitado (C).30,31 Embora ainda não bem estabelecidos os riscos do uso de estatinas, recomenda-se suspender seu uso antes da gravidez ou tão logo ela seja confirmada, em razão de seus potenciais efeitos teratogênicos (B).32,33 Como não está claro se o uso de fibratos na gravidez é seguro, sua indicação deve ocorrer apenas nos casos mais graves de hipertrigliceridemia, quando há risco de evolução para pancreatite aguda, e que não respondam à dietoterapia (C).34

Emergências e complicações do diabetes mellitus durante a gravidez

Deve-se alertar as pacientes em insulinoterapia sobre os riscos de hipoglicemia, em especial durante a noite e na madrugada, e estabelecer medidas de prevenção. É preciso, também, orientar seus parceiros e familiares sobre esses riscos e explicar como prestar os primeiros socorros (B). A gestação promove um estado fisiológico de catabolismo acelerado, com aumento do risco de cetonúria e cetonemia, mesmo com níveis glicêmicos normais ou pouco elevados.35 Deve-se descartar a presença de cetoacidose diabética caso a paciente com DM1 apresente intercorrências infecciosas, desidratação e aumento da glicemia (D).7 O controle das funções renal e a terapêutica das complicações retinianas deve ser feito antes da gravidez, durante ela e após seu término, nas pacientes com diabetes preexistente, porque algumas complicações, como retinopatia, aumento da excreção urinária de albumina e insuficiência renal, podem agravar-se com a gestação. O risco de piora da retinopatia proliferativa é extremamente elevado naquelas mulheres que não fizeram tratamento específico prévio. A cardiopatia isquêmica, quando não tratada, está associada a altos índices de mortalidade e pode ser indicativa de interrupção da gestação. A presença de doença renal diabética aumenta de maneira significativa os riscos de complicações perinatais, como pré-eclâmpsia, restrição do crescimento intrauterino e prematuridade (B).7,36

Cuidados na assistência pré-natal

Deve-se oferecer às gestantes com diabetes um programa de educação conduzido por equipe multiprofissional. As consultas precisam ser direcionadas para o cuidado do diabetes, além de incluir toda a rotina pré-natal básica (A).37 O controle glicêmico deve ser avaliado a cada 1 ou 2 semanas pelo médico assistente ou por um membro da equipe multiprofissional. Ecocardiografia fetal para avaliação das quatro câmaras cardíacas, a fim de visualizar disfunção anatômica ou funcional do coração fetal, nas pacientes com diabetes pré-gestacional entre a 24ª e a 28ª semana de gravidez, é ação prioritária (A).38 Os objetivos da avaliação fetal são: verificar a vitalidade no primeiro trimestre, observar a integridade estrutural no segundo trimestre e monitorar o crescimento e o bem-estar fetal no terceiro trimestre (Quadro 2). Nas pacientes com controle glicêmico inadequado e nas hipertensas, os testes para avaliação do bem-estar fetal devem ser antecipados e realizados em intervalos menores de tempo, uma vez que o risco de morte fetal é proporcional ao grau de hiperglicemia materna e mais frequente em gestantes com complicações vasculares (B).

Parto

Trabalho de parto pré-termo

O uso de corticosteroides para maturação pulmonar fetal, assim como de tocolíticos, não é contraindicado, mas é preciso administrá-los de forma concomitante, com monitoramento intensivo da glicemia e ajustes da dose de insulina (D).7

Momento e tipo de parto

O diabetes não é uma indicação absoluta de cesariana. Nas gestantes bem controladas, a indicação da via de parto é obstétrica. Permite-se o uso de anestesia de bloqueio para alívio das dores do trabalho de parto. Devem-se controlar os níveis de glicemia capilar a cada hora durante todo o trabalho de parto e em todo o período pós-anestésico. O parto eletivo pode ser realizado, por indução do trabalho de parto ou cesariana, se houver indicação materna ou fetal (D).7

Controle glicêmico durante o parto

Deve-se controlar a glicemia capilar de hora em hora durante o parto para manter os níveis entre 70 e 140 mg/dL. Caso a glicemia não seja mantida nesses níveis, é preciso fazer uso de glicose e/ou insulina em forma de infusão contínua intravenosa (D).7 Usuárias de bomba de infusão contínua de insulina devem ter ajustada a programação da infusão do medicamento, dependendo do tipo de parto realizado. Cuidados iniciais a serem tomados com o recém-nascido As pacientes devem ser aconselhadas a dar à luz em hospitais em que existam unidades de cuidados intensivos com atendimento 24 horas. É preciso manter o recém-nascido com a mãe, a não ser que surja uma complicação clínica que necessite de internação em unidade de terapia intensiva (A).7 O recém-nascido deve ser amamentado o mais rápido possível após o parto (dentro de 30 minutos) e, depois, a cada 2 ou 3 horas, até que a amamentação mantenha as concentrações de glicose sanguínea entre as mamadas em pelo menos 40 mg/dL. Deve-se medir a concentração de glicose sanguínea a cada 2 a 4 horas após o nascimento. Somente em caso de concentrações de glicose sanguínea < 40 mg/dL em duas medidas consecutivas ou na presença de sinais clínicos sugestivos de hipoglicemia ou, ainda, se o recém-nascido não conseguir alimentar-se de modo eficaz por via oral, medidas adicionais, como alimentação por sonda ou injeção de glicose intravenosa, devem ser adotadas. É preciso, também, testar os níveis de glicose sanguínea em recém-nascido que apresente sinais clínicos de hipoglicemia (como hipotonia muscular, nível de consciência rebaixado e apneia) e iniciar tratamento com glicose intravenosa o mais precocemente possível (A).7 Deve-se fazer ecocardiograma no recém-nascido com sinais sugestivos de doença cardíaca congênita ou cardiomiopatia. Exames confirmatórios devem ser realizados quando da presença de sinais clínicos sugestivos de policitemia, hiperbilirrubinemia, hipocalcemia ou hipomagnesemia. É importante ter critérios bem definidos para admissão em uma unidade de terapia intensiva neonatal, como hipoglicemia, sinais clí- nicos anormais que sugiram imaturidade pulmonar, descompensação cardíaca ou encefalopatia neonatal. Cuidado pós-natal da paciente com diabetes mellitus Deve-se reduzir a dose de insulina imediatamente após o parto em mulheres que a utilizavam no período pré-gestacional. Também é preciso monitorar os níveis de glicemia de maneira rigorosa, para estabelecer a dose apropriada, e informar as pacientes do risco aumentado de hipoglicemia no período pós-natal, especialmente se estiverem amamentando (D). Ademais, é necessário encaminhar as pacientes com diabetes pré-gestacional para seus locais originais de tratamento e lembrar-lhes a importância da contracepção e dos cuidados pré-concepcionais que devem ter, caso planejem engravidar no futuro.

Aleitamento

Deve-se incentivar o aleitamento ao seio, pois a amamentação exclusiva é a nutrição ideal para o bebê e promove proteção contra infecções (A).40 O aleitamento materno exclusivo por mais de 6 meses está relacionado com redução do risco de desenvolvimento de doença celíaca e autoimunidade pancreática, em filhos de mulheres com DM1, e menor incidência de obesidade desses conceptos (B).40-42 A retomada ou a continuidade de uso dos agentes antidiabéticos orais, como metformina e glibenclamida, imediatamente após o parto, em pacientes com DM2 preexistente que estiverem amamentando, podem ser consideradas. Apenas 0,4% da dose de metformina ingerida pela mãe é detectada no leite materno, e a presença da medicação no leite independe do horário da tomada. Estudos com pequena casuística não detectaram a droga em lactentes.43,44 A glibenclamida e a glipizida não foram detectadas no leite materno, não tendo sido verificada hipoglicemia nos bebês, embora o número de casos estudados também seja muito reduzido (Tabela 1).45 A quantidade média total de carboidrato secretado no leite materno é de 160 mg/dia.46 Mulheres que utilizam insulina devem ingerir, portanto, 15 g de carboidrato, preferencialmente com proteína, antes do aleitamento ou durante ele, para evitar hipoglicemia (D). Durante o aleitamento noturno, deve-se fazer o automonitoramento da glicemia, com o objetivo de prevenir hipoglicemia (D). O consumo de álcool pela lactante deve ser evitado (D).

Tratamento de comorbidades após o parto

? Terapia anti-hiperlipemiante: as estatinas e os fibratos não devem ser usados durante a amamentação, pois são excretados pelo leite materno e podem apresentar potenciais efeitos adversos para o bebê (recomendação dos fabricantes). Quando os níveis de triglicérides estiverem acima de 1.000 mg/dL, mesmo com uma dieta adequada, e na presença de alto risco de pancreatite, a niacina, o óleo de peixe (sem adi- ção de mercúrio) ou mesmo a interrupção da amamentação deverão ser considerados (D).

? Terapia anti-hipertensiva: IECA, bloqueadores dos canais de cálcio, baixas doses de diuréticos tiazídicos e metildopa durante a amamentação, mesmo sendo transferidos para o leite em quantidades pequenas, são considerados seguros.30 O uso de atenolol está associado à bradicardia e à hipotensão em bebês (C).31 O propranolol e o metoprolol podem estar indicados, mas os bebês devem ser observados quanto a manifestações clínicas que sugiram um ?-bloqueio (C).30

Contracepção

O aconselhamento contraceptivo é um método efetivo para evitar as consequências indesejáveis de uma gravidez não planejada. Não há um método contraceptivo que seja apropriado para todas as mulheres com diabetes; esse aconselhamento, portanto, deve ser individualizado.48

Se o contraceptivo oral for a escolha adequada, a pílula combinada com baixa dose de estrógeno e progestágeno pode ser a melhor opção, assim como a pílula sequencial com ? 35 ?g de estrógeno e um progestágeno novo (levonorgestrel, desogestrel, gestodeno ou norgestimato) em baixas doses, mas o risco de alterações pró-aterogênicas no perfil lipídico deve ser considerado. Pílulas que contenham somente progestágenos são uma alternativa, mas existe a possibilidade de aumento dos níveis séricos de lipídios, além de outros efeitos adversos. O uso de progestágeno injetável, de longa duração, não é recomendado para pacientes diabéticas. Por sua vez, dispositivos intrauterinos (DIU) são seguros (B). Métodos de barreira, como diafragma com espermicida ou preservativo, apresentam alto grau de falha. Do mesmo modo, o controle de gravidez por tabela aumenta o risco de falhas, uma vez que mulheres diabéticas podem apresentar ciclos menstruais irregulares. Quando a prole estiver completa, a esterilização permanente, se permitida, das pacientes com diabetes ou de seus parceiros pode representar um meio conveniente de prevenir uma gravidez não planejada, em comparação com outros métodos contraceptivos.49 Considerações finais Os medicamentos que podem ser usados por gestantes com diabetes encontram-se na Tabela 2, já os itens mais importantes apresentados neste texto estão no Quadro 3. Ambos trazem os devidos níveis de evidência das principais recomendações e conclusões.

 Fonte: http://www.diabetes.org.br/profissionais/images/2017/diretrizes/diretrizes-sbd-2017-2018.pdf

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Diabetes gestacional

Glaucius, como você acompanha as Gestantes com Diabetes Gestacional?

1. Antes de mais nada, a profilaxia deve ser realizada através da alimentação saudável, prática de atividade física, gerenciamento do estresse e do sono, além do controle rigoroso dos índices glicêmicos ANTES DE ENGRAVIDAR!

2. Realizo o rastreio na primeira consulta, após a vigésima quarta semana e com 33 semanas de gestação

3. A primeira linha de tratamento e prevenção continua sendo a melhoria dos hábitos alimentares e atividade física

4. Só tenho experiência em tratamento medicamentoso com Insulina. A Metformina pode até ser utilizada (como apontam novas pesquisas e relata o Guideline de 2017) mas particularmente por prejudicar a metilação do DNA não acho uma medicação interessante na gravidez, a não ser nos casos de pacientes nas quais não seja confiável a administração de insulina

5. Eu divido a responsabilidade com nutricionistas para as gestantes em geral (com diabetes gestacional ou não) e com um(a) colega endocrinologista quando o tratamento medicamentoso é indicado. Não dá pra querer abraçar o mundo, o obstetra já tem inúmeras responsabilidades e uma equipe integrada é fundamental. Um acompanhamento com nutrólogo com experiência em gestantes com diabetes gestacional é também muito interessante

6. A avaliação da composição corporal deve ser mais rigorosa, motivo o qual a bioimpedância oferece inúmeras variáveis em relação à avaliação simplificada e insuficiente do peso de forma isolada

7. A suplementação nutracêutica (vitaminas, ômega 3 e oligoelementos) deve ser personalizada pois inúmeras gestantes com diabetes gestacional apresentam deficiências nutricionais

8. Deve-se tomar cuidado com o risco das síndromes hipertensivas na gravidez e outras complicações maternas e perinatais associadas ao diabetes gestacional

9. Eu recomendo a ultrassonografia intraparto para a assistência ao parto normal, mas pela indisponibilidade ainda no Brasil não pode ser algo de rotina

10. A literatura é unânime em afirmar que a antecipação do parto deve ser realizada de acordo com cada caso, exceto para os casos de diabetes gestacional bem controlados, sem a utilização de terapia medicamentoso

dg cet


dg cochrane

.
??As modificações no estilo de vida representam a principal estratégia terapêutica para mulheres com Diabetes Gestacional
??As mulheres que receberam intervenções de estilo de vida tiveram menos probabilidades de ter depressão pós-natal e foram mais propensas a alcançar metas de peso pós-parto

??A exposição a intervenções de estilo de vida foi associada a uma diminuição do risco de o bebê grande para a idade gestacional (GIG) e diminuição da adiposidade neonatal

??As intervenções de estilo de vida são úteis como a principal estratégia terapêutica e, mais comumente, incluem alimentação saudável, atividade física e auto-monitoramento das concentrações de glicose no sangue

??Pesquisas futuras podem focar em quais intervenções específicas são mais úteis (como a única intervenção sem tratamento farmacológico) e quais profissionais de saúde devem dar-lhes o formato ideal para fornecer a informação

??A avaliação dos resultados a longo prazo para a mãe e seu filho deve ser uma prioridade ao planejar futuros ensaios
.

Postei nas redes sociais um Guideline americano sobre o manejo do diabetes Gestacional. Percebo diariamente que as modificações no estilo de vida principalmente através da alimentação saudável e funcional representa a melhor intervenção profilática e terapêutica para o diabetes Gestacional


 

dg1

.
Seguem as principais recomendações do Guideline do Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG) para o diagnóstico e tratamento do Diabetes Gestacional (DMG) – Parte 1 – publicado em julho de 2017
.
?As seguintes recomendações e conclusões baseiam-se em evidências científicas boas e consistentes (Nível A):
?As mulheres em quem o DMG é diagnosticado devem receber aconselhamento sobre nutrição e exercícios e quando isso não consegue controlar adequadamente os níveis de glicose, a medicação deve ser usada para benefício materno e fetal.
?Quando o tratamento farmacológico do DMG é indicado, a insulina é considerada o tratamento de primeira linha para diabetes na gravidez.
.
?As seguintes recomendações e conclusões baseiam-se em evidências científicas limitadas ou inconsistentes (Nível B):
?Todas as mulheres grávidas devem ser rastreadas para DMG com um teste de triagem baseado em laboratório usando níveis de glicose no sangue
?Em mulheres que recusam a terapia com insulina ou para as mulheres nas quais que o obstetra ou o prestador de cuidados obstétricos ou endocrinologista acredita que o paciente não poderá administrar insulina com segurança, a metformina é uma escolha razoável de segunda linha.
?O tratamento com Glibenclamida não deve ser recomendado como um tratamento farmacológico de primeira linha porque, na maioria dos estudos, não produz resultados equivalentes na insulina
?Os prestadores de cuidados de saúde devem aconselhar as mulheres sobre as limitações em dados de segurança quando prescrevem agentes hipoglicemiantes orais para mulheres com DMG.
?As mulheres com DMG devem ser avaliadas quanto aos riscos e benefícios de uma parto programada por cesariana quando o peso fetal estimado é de 4.500 g ou mais.


dg2

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Seguem as principais recomendações do Guideline do Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG) para o diagnóstico e tratamento do Diabetes Gestacional (DMG) – Parte 2 – publicado em Julho de 2017
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?As seguintes recomendações e conclusões baseiam-se principalmente em consenso e opinião de especialistas (Nível C):
?Na ausência de provas claras que suportem um valor de corte sobre outro (ou seja, 130 mg / dL, 135 mg / dL ou 140 mg / dL) para o teste de triagem de glicose de 1 hora, os obstetras e os prestadores de cuidados obstétricos podem selecionar um destes como um único ponto de corte consistente para a sua prática, utilizando fatores como a prevalência da comunidade
taxas de DMG ao tomar sua decisão
?Na ausência de testes comparativos claros, um conjunto de critérios de diagnóstico para o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) de 3 horas não pode ser claramente recomendado sobre o outro. Dado os benefícios da padronização, os profissionais e as instituições devem selecionar um conjunto único de critérios diagnósticos, quer os níveis plasmáticos ou de glicose sérica, designados pelos critérios do Carpenter e do Coustan ou dos níveis plasmáticos estabelecidos pelo National Diabetes Data Group, para uso consistente dentro das populações de pacientes .
?Uma vez que uma mulher com DMG começa a terapia de nutrição (aconselhamento dietético), é necessária a vigilância dos níveis de glicose no sangue para confirmar se o controle glicêmico
foi estabelecido.
?Na prática, são recomendadas três refeições e dois a três lanches para distribuir o consumo de carboidratos e reduzir as flutuações de glicose pós-prandial.
?Mulheres com DMG devem realizar 30 minutos de exercícios aeróbicos de intensidade moderada pelo menos 5 dias por semana ou um mínimo de 150 minutos por semana.


dg3 

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Seguem as principais recomendações do Guideline do Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG) para o diagnóstico e tratamento do Diabetes Gestacional (DMG) – Parte 3 – publicado em Julho de 2017
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?A idade Gestacional para o parto em mulheres com DMG que é controlado apenas com dieta e exercício (DMGA1) não deve ser antes de 39 semanas de gestação, exceto quando há outra indicação. Em tais mulheres, a conduta expectante até 40 semanas e 6 dias de gestação, aguardando-se o desencadeamento do trabalho de parto é geralmente apropriado.
?Para mulheres com DMG que são bem controladas por medicamentos (DMGA2), o parto é recomendado entre 39 e 39 semanas e 6 dias de gestação.
?O rastreio de 4-12 semanas pós-parto é recomendado para todas as mulheres que tiveram DMG para identificar mulheres com diabetes, hiperglicemia de jejum, ou intolerância à glicose. Mulheres com diabetes, hiperglicemia de jejum, ou intolerância à glicose devem ser encaminhadas para terapia preventiva ou médica. A Associação Americana de Diabetes (ADA) e a ACOG recomendam testes de repetição a cada 1-3 anos para as mulheres que tiveram uma gravidez afetada pelo DMG e teste de triagem pós-parto


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*Crite?rios diagno?sticos de Diabetes Mellitus Gestacional no Brasil
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?? Glicemia de Jejum no início do Pré-natal < 20 semanas
??Glicemia de Jejum < 92mg/dl: NORMAL, no momento não é diabetes gestacional, repetir Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) entre 24-28 semanas
??Glicemia de jejum entre 92 e 125mg/dl: DIABETES GESTACIONAL
??Glicemia de jejum >=126mg/dl: DIABETES MELLITUS
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?? Entre 24 e 28 semanas é realizado o TOTG com determinação da glicemia de jejum, 1h e 2h após a ingestão de 75g de dextrose
#??Em relação à glicemia de jejum, levando-se em consideração a classificação de acordo os valores da glicemia de jejum, tais valores permanecem os mesmos, ou seja (repetindo…)
??Glicemia de Jejum < 92mg/dl: NORMAL
??Glicemia de jejum entre 92 e 125mg/dl: DIABETES GESTACIONAL
??Glicemia de jejum >=126mg/dl: DIABETES MELLITUS
#??Glicemia 1h após 75g de dextrose:
??Glicemia < 180mg/dl: NORMAL
??Glicemia > 180mg/dl: DIABETES GESTACIONAL
#??Glicemia 2h após 75g de dextrose:
??Glicemia <=152mg/dl: NORMAL
??Glicemia entre 153 e 199mg/dl: DIABETES GESTACIONAL
??Glicemia >=200mg/dl: DIABETES MELLITUS .

??  Avaliar com TOTG (jejum e 2h após 75g de dextrose) 6 semanas após o parto todas as mulheres com diagnóstico de DIABETES GESTACIONAL
??Glicemia de jejum <100mg/dl e 2h< 140mg/dl: NORMAL
??Glicemia de jejum entre 100-125mg/dl e 2h< 140mg/dl: GLICEMIA DE JEJUM ALTERADA
??Glicemia de jejum < 126mg/dl e 2h entre 140-199mg/dl: INTOLERÂNCIA À GLICOSE
??Glicemia de jejum >=126mg/dl e/ou 2h >=140mg/dl: DIABETES MELLITUS
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?? Outros exames que não foram recomendados no exame e que ajudam na propedêutica do diabetes na gravidez: hemoglobina glicada, insulina de jejum, insulina de jejum, curva de insulina, perfil glicêmico, bioimpedância tetrapolar, perfil lipídico, cortisol, TSH, T4 livre, proteínas totais e frações (MEDICINA PERSONALIZADA)
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?? Se quiser simplificar o manejo, oriente a mudança no estilo de vida com alimentação funcional, prática de atividade, gerenciamento do estresse e do sono, monitore a composição corporal da gestante, solicite os melhores valores nos exames laboratoriais e tenha os melhores resultados

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#consultóriodrglauciusnascimento #riomartradecenter3sala1010 #diabetesgestacional


b12 e diabetes

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O objetivo deste estudo do tipo caso-controle foi avaliar o estado de vitamina B12 e folato na gravidez e sua relação com obesidade materna, diabetes mellitus gestacional (DMG) e peso ao nascimento
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??344 mulheres (143 DMG, 201 não-DMG) atendidas em um hospital geral distrital submeteram-se à avaliação laboratorial de B12 e folato no início do 3º trimestre
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??26% da coorte apresentaram baixos níveis de B12 <150 pmol / L (32% vs. 22% nos dois grupos respectivamente, p <0,05), enquanto 1,5% apresentaram deficiência de folato
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??Após ajuste para os fatores de confusão, o IMC do primeiro trimestre foi negativamente associado aos níveis de B12 no 3º trimestre
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??As mulheres com insuficiência de B12 apresentaram maiores probabilidades de obesidade e DMG (aOR (IC95%) 2,40 (1,31, 4,40), p = 0,004 e 2,59 (1,35, 4,98), p = 0,004, respectivamente),
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??Em mulheres sem DMG, o quartil mais baixo de B12 e o maior quartil de folato apresentaram risco de macrossomia fetal significativamente maior (RR 5,3 (1,26, 21,91), p = 0,02 e 4,99 (1,15, 21,62), p = 0,03, respectivamente)
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??Conclusão: Este é o primeiro estudo do Reino Unido para mostrar que os níveis maternos insuficientes de Vitamina B12 estão associados com o aumento do IMC, com o risco de DMG e, além disso, podem ter um efeito independente sobre a macrossomia
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??Devido ao interrelação entre obesidade materna e DMG, estudos longitudinais com medidas B12 no início da gravidez são necessários para explorar este link.
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 É por isso que há cerca de 2 anos resolvi estudar melhor a mutilação do DNA e doso ácido fólico, vitamina B12 e homocisteína nos três trimestres de gravidez. E rotineiramente encontro deficiência de vitamina B12, mesmo com a suplementação polivitamínica tradicional cujos compostos tradicionais apresentam cerca de 2,5ug de B12. As gestantes mais obesas apresentam esta deficiência com maior frequência. Fico feliz por realmente aplicar os conhecimentos teóricos na minha prática médica
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#medicinaintegrativa #ginecologiaintegrativa#obstetriciaintegrativa #consultoriodrglauciusnascimento #riomartradecentersala1010


colostro

O proteoma do soro colostro humano é alterado no diabetes gestacional

?? Pouco se sabe sobre os efeitos do diabetes mellitus gestacional (DG) sobre a lactação e os componentes do leite materno
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??  O objetivo do presente estudo foi examinar o efeito do DG sobre a expressão de proteínas na fração de soro do colostro humano
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??  Colostro (leite materno inicial) foi coletado de mulheres que foram diagnosticadas com (n = 6) ou sem (n = 12) DG com 24-28 semanas de gravidez
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?? A análise identificou 27 proteínas que melhor predizem DG
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?? 10 das 27 proteínas também foram estatisticamente significativamente diferentes entre mulheres com ou sem DG
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?? As alterações identificadas na expressão da proteína sugerem que o Diabetes Gestacional tem consequências sobre as proteínas colostrais humanas envolvidas na imunidade e nutrição
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Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4286167/pdf/pr500818d.pdf.

Minhas considerações: A ALIMENTAÇÃO ADEQUADA E FUNCIONAL PODE SER CAPAZ DE MELHORAR A CONSTITUIÇÃO DO LEITE MATERNO, ALÉM DE MELHORAR A SAÚDE MATERNA É PERINATAL. PENSE NISTO, LEVE A SÉRIO SUA ALIMENTAÇÃO DURANTE A GRAVIDEZ COMO UMA IMPORTANTE FORMA DE TRATAMENTO PARA VOCÊ E SEU/SUA BEBÊ!!!


Cerclagem Cervical Uterina

Aula sobre Insuficiência Cervical e Cerclagem (para médicos, profissionais de saúde ou clientes que queiram mais detalhes sobre o assunto)

Vídeo postado nas minhas redes sociais em Abril de 2020

Eu não tenho dúvida alguma da eficácia de uma cerclagem bem realizada; já contamos com muitas famílias beneficiadas com este simples procedimento, mas que não é muito bem ensinado ou até mesmo valorizado

A minha primeira postagem nas redes sociais sobre o assunto foi em 19/06/2016 e de lá pra cá acumulamos muitas histórias bonitas! É um dos procedimentos em Obstetrícia que gosto tanto pro diagnóstico pela ultrassonografia, até o tratamento, o pós-operatório em que realizamos nova ultrassonografia de imediato e com alguns dias confirmando a eficácia do procedimento é mais adiante os partos e a retirada dos pontos da cerclagens, os famosos “pontinhos do Amor”

Um dia faremos a nossa série de casos é nos lembraremos de histórias incríveis! Eu me orgulho dessa trajetória que construímos juntos: Eu, Ruy de Deus, Alexandre Dubeux e Luís Felipe. Nós criamos uma técnica simples e que vem dando muito certo! Já realizamos cerclagem em tempo real, de emergência com bolsa protusa, associada a pessário, recerclagem, enfim quantas histórias hein?

#cerclagemcervicaluterina #cerclagemcervicaluterinaguiadaporultrassonografia #cerclagemcervicaluterinaguiadaporusg #insuficienciacervical


Vídeo (Live sobre Cerclagem e Insuficiência Cervical) –  postado nas minhas redes sociais em Abril de 2018


Esta diretriz de prática clínica foi atualizada pelo Comitê de Medicina Fetal da Sociedade de Obstetras e Ginecologistas do Canadá (SOGC) e aprovado pelo Conselho da SOGC.

O QUE HÁ DE NOVO?

Gestações múltiplas:

  • Os dados não demonstraram benefícios na prevenção do parto prematuro precoce em gêmeos ao usar um pessário cervical, mesmo nas gestações gemelares complicadas por um colo do útero curto
  • Novos dados mantêm as conclusões anteriores de que a cerclagem no colo do útero curto (<25 mm) em gêmeos não é vantajosa e pode aumentar o risco de nascimento prematuro. No entanto, existem dados limitados indicando que em um subconjunto desses pacientes com comprimento cervical <15 mm, pode haver uma vantagem na cerclagem; isso precisa ser estabelecido com mais estudos.
  • O papel da cerclagem de resgate é de potencial valor nas gestações única e múltipla, quando o colo do útero é dilatado para> 1 cm.

Gestações Únicas:

  • Existem dados para indicar que a cerclagem após um histórico de apenas uma perda no segundo trimestre pode aumentar os riscos de nascimento prematuro e de morbimortalidade perinatal.
Recomendações:
1. As mulheres grávidas ou que planejam engravidar devem ser avaliadas quanto a fatores de risco para insuficiência cervical. Um histórico médico completo na avaliação inicial pode alertar os médicos sobre fatores de risco em uma primeira gravidez ou índice (III-B).
2. A avaliação detalhada dos fatores de risco deve ser realizada em mulheres após uma perda de gravidez no segundo trimestre ou parto prematuro precoce, ou nos casos em que essas complicações ocorreram em uma gravidez anterior (III-B).
3. Em mulheres com histórico de insuficiência cervical, devem ser realizados exames de urina para cultura e sensibilidade e culturas vaginais para vaginose bacteriana na primeira consulta obstétrica e todas as infecções encontradas devem ser tratadas (I-A).
4. Mulheres com histórico de três ou mais perdas gestacionais no segundos trimestres ou partos prematuros extremos, nas quais não seja identificada outra causa específica que não seja a insuficiência cervical em potencial, devem receber cerclagem eletiva com 12 a 14 semanas de gestação (I-A).
5. Em mulheres com histórico clássico de insuficiência cervical nas quais a cerclagem vaginal anterior não teve sucesso, a cerclagem abdominal pode ser considerada na ausência de fatores atenuantes adicionais (II3C).
6. As mulheres submetidas à traquelectomia devem ter colocação de cerclagem abdominal (II-3C).
7. Cerclagem de emergência pode ser considerada em mulheres nas quais o colo do útero se dilatou para <4 cm sem contrações antes das 24 semanas de gestação (II-3C).
8. As mulheres nas quais as cerclagens não são consideradas ou justificadas, mas cuja história sugere risco de insuficiência cervical (1 ou 2 perdas prévias no segundo trimestre ou partos prematuros extremos), devem receber avaliação seriada do comprimento cervical por ultrassom (II-2B).
9. Cerclagem deve ser considerada em gestações únicas em mulheres com histórico de parto prematuro espontâneo ou possível insuficiência cervical se o comprimento cervical for ? 25 mm antes das 24 semanas de gestação (I-A).
10. Não há benefício para cerclagem em uma mulher com achado incidental de colo do útero curto por exame de ultrassonografia, mas sem fatores de risco prévios para nascimento prematuro (II-1D).
11. Os dados atuais não suportam o uso de cerclagem eletiva em gestações múltiplas, mesmo quando há histórico de parto prematuro; portanto, isso deve ser evitado (I-D).
12. A literatura não suporta a inserção de cerclagem em  gestações múltiplas com base no comprimento cervical (II-1D).
13. A cerclagem em gêmeos para o colo do útero detectado por ultrassom (<25 mm) pode aumentar o risco de nascimento prematuro (II-1D).
14. Cerclagem de emergência ou resgate deve ser considerada em gêmeos onde o colo do útero é dilatado (> 1 cm) antes da viabilidade (II-2 B).

Avaliação da qualidade da evidência
I: Evidência obtida de pelo menos 1 Ensaio Clínico Randomizado adequado
II-1: Evidências de ensaios controlados bem projetados, sem Randomização
II-2: Evidência de coorte bem projetada (prospectivo ou retrospectivo) ou estudos de caso-controle, de preferência de mais de um centro ou grupo de pesquisa
II-3: Evidências obtidas a partir de comparações entre tempos ou locais com ou sem a intervenção. Resultados dramáticos em experimentos não controlados (como os resultados do tratamento com penicilina na década de 1940) também podem ser incluídos na categoria.
III: Opiniões de autoridades respeitadas, com base na experiência clínica, estudos descritivos ou relatórios de comitês de especialistas

Classificação das Recomendações
A. Há boas evidências para recomendar a ação preventiva clínica.
B. Há evidências justas para recomendar a ação preventiva clínica.
C. A evidência existente é conflitante e não permite fazer uma recomendação a favor ou contra o uso da ação preventiva clínica; no entanto, outros fatores podem influenciar a tomada de decisão.
D. Existe evidência justa para recomendar contra a ação preventiva clínica.
E. Há boas evidências para recomendar contra a ação preventiva clínica.
I. Não há evidências suficientes (em quantidade ou qualidade) para fazer uma recomendação;

Eu penso que ainda temos muito do que descobrir sobre insuficiência cervical. Graças a Deus, temos excelentes resultados com nossa técnica, uma espécie de técnica de Shirodkar modificada por não realizarmos nenhuma incisão, dois pontos são realizados em dois passos cada às 12h e 6h, guiados por ultrassonografia. Não tem como esquecer os casos que nós acompanhamos com a certeza e a serenidade de que verdadeiramente fizemos a diferença na vida desses casais e de seus bebês. A medicina baseada em evidência muitas vezes não serve para casos particulares de maiores riscos em Obstetrícia, em que a tomada de decisão personalizada é fundamental. Além disso, a cerclagem cervical uterina ainda é um procedimento realizado por poucos médicos tocoginecologistas. 

Para Profissionais de Saúde

Abaixo o link de 4 artigos que considero interessantes

CERCLAGEM CERVICAL UTERINA E INSUFICIÊNCIA ISTMO-CERVICAL

Conceito

A cerclagem cervical uterina representa a principal forma de tratamento para gestantes portadoras de insuficiência istmo-cervical (IIC) uterina. Comumente chamada de incompetência cervical uterina (particularmente não gosto desse termo, considero agressivo) mas corresponde ao esvaecimento e dilatação do colo uterino, que frequentemente ocorre no segundo trimestre de gravidez e que muitas vezes se relaciona como causa importante de abortamentos tardios ou partos prematuros. A história clínica de partos prematuros e abortamentos tardios indolores deve ser considerada para a propedêutica adequada dos casos de IIC.

Prevalência: afeta 1% das gestantes.

Etiologia :

  • Idiopática (a maioria)
  • Doenças congênitas (anormalidades congênitas do ducto mulleriano,
  • Exposição Dietilestilbestrol (DES) em útero,
  • Transtorno do tecido conjuntivo (síndrome de Ehlers-Danlos), deficiência de colágeno
  • Trauma cirúrgico (conização, resultando em perda substancial de tecido conjuntivo) ou danos traumáticos à integridade estrutural do colo do útero (dilatação cervical repetida associada à interrupção da gravidez, histeroscopia, curetagens e cerclagens).

Patogênese:

A função do colo do útero durante a gravidez depende dos regulamentos do metabolismo do tecido conjuntivo. O colágeno é o componente principal na matriz cervical, outros são proteoaminoglicanos, elastina e glicoproteínas como a fibronectina. Os eventos bioquímicos envolvidos no amadurecimento cervical são: diminuição do teor total de colágeno, aumento da solubilidade no colágeno e aumento da atividade colagenolítica. A resposta inflamatória também está envolvida (interleucinas: IL1, IL8, fator de necrose tumoral a , prostaglandinas, óxido nítrico), enzimas degradantes da matriz (metaloproteinases da matriz) e hormônios dos esteróides sexuais ( 17b – o estradiol induz o amadurecimento, o estrogênio estimula a degradação do colágeno in vitro, a progesterona bloqueia a colagereólise induzida por estrogênio in vitro, o antagonista dos receptores de progesterona induz o amadurecimento cervical no primeiro trimestre).

Gravidade da Insuficiência Istmo-Cervical (Classificação)

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A figura acima obtida do site https://sonoworld.com/fetus/page.aspx?id=274 corresponde aos graus de estágios de progressão da insuficiência istmo-cervical, conhecidos de acordo com a gradação de leve a mais grave, consoante o formato da endocérvice:

Tipo T: estágio inicial onde se observa uma discreta dilatação endocervical homogênea

Tipo Y: trata-se de um estágio intermediário com dilatação evidente do orifício cervical interno (OCI), correspondendo ao “sinal do funil” observado nas ultrassonografias

Tipo V: estágio mais avançado na gravidade da IIC na qual a dilatação do OCI progride até o final do orifício cervical externo (OCE)

Tipo U: estágio de gravidade acentuada, sendo observada importante herniação da bolsa amniótica, correspondendo a risco grave de parto prematuro ou abortamento inevitável

Diagnóstico Ultrassonográfico

A ultrassonografia corresponde (aliada à história clínica) a principal ferramenta diagnóstica de IIC durante a gravidez. Os estágios de gravidade da ICC, também são observados  na figura abaixo.

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Um estágio de maior gravidade ainda é o da figura a seguir, sendo evidenciada uma volumosa herniação da bolsa amniótica e a dilatação do orifício cervical externo (OCE). 80453199-45fe-46a1-ab73-f63638930831

O exame ultrassonográfico prolongado de 15-20 minutos visualizando o colo do útero mostra alterações espontâneas do colo do útero. O teste de estresse cervical às 15-24 semanas (aumento da pressão no fundo uterino  enquanto se monitoriza o comprimento cervical e o aparecimento de funil ) é recomendado para os pacientes com:

  • história de dilatação indolor seguida de expulsão fetal no segundo trimestre
  • conização
  • malformações uterinas (útero unicorno, bicorno ou didelfo)
  • trauma cervical (conização)
  • história de abortos espontâneos e terapêuticos
  • nascimento pré-termo antes de 32 semanas.

Abaixo duas imagens do mesmo colo do útero, com 20 segundos de diferença entre elas, sem e com a pressão no fundo do útero

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Um trabalho de revisão brasileiro de 2012 ( clicar no botão direito deste link e em seguida salvar como www.rmmg.org/exportar-pdf/697/v22s5a18.pdf), realiza uma atualização sobre o diagnóstico e a terapêutica da IIC e conclui que:

Tratamento

O tratamento da IIC de escolha é a cerclagem por via vaginal, a ser realizada preferencialmente ao redor da 14ª semana da gravidez, ocasião em que ainda não aconteceram modificações cervicais e já se ultrapassou o período em que ocorrem os abortos precoces, de outras causas. A cerclagem de emergência constitui-se no procedimento de escolha, diante de dilatação do colo uterino e melhor prognóstico.

Fonte Principal consultada: https://sonoworld.com/fetus/page.aspx?id=274 e Rev Med Minas Gerais 2012; 22 (Supl 5): S67-S70 6  www.rmmg.org/exportar-pdf/697/v22s5a18.pdf


 

Seguem alguns casos interessantes de cerclagens uterinas guiadas por ultrassonografia, realizadas a partir de uma técnica inicialmente enviada pelo Dr. André Vinícius e aprimorada comigo e com o Dr. Ruy de Deus. Realizamos a cerclagem dupla do colo uterino, guiada por ultrassonografia e utilizando o material de cirurgia vaginal.

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Segue um passo a passo da cerclagem cervical uterina guiada por ultrassonografia.

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Figura acima evidencia sinal do funil com endocérvice em “Y”

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Na figura acima evidenciam-se os pontos da cerclagem

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Após a realização da cerclagem cervical uterina a endocérvice deixa de apresentar o o formato em “Y”, tornando agora de aspecto habitual.

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Outro ponto importante de nossa técnica é a possibilidade de a gestante acompanhar todo o procedimento, ficando tranquila durante o ato operatório.

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Certa vez realizamos o procedimento com o auxiliar visualizando a execução dos pontos da cerclagem em tempo real, pela conexão do equipamento de ultrassonografia a um monitor frontal.


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Se você é profissional de saúde e deseja informações mais detalhadas sobre o assunto sugiro a leitura do último boletim do Colégio Americano de Ginecologistas e Obstetras em 2014 sobre o assunto, é só clicar neste link ao lado Cerclagem ACOG

 


 

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Simplesmente top das galáxias esta revisão sistemática atualizada em junho de 2017, que inclui um total de 15 ensaios clínicos, envolvendo 3490 mulheres sobre a realização da cerclagem cervical uterina para prevenção de parto prematuro em gravidezes únicas
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?Os autores concluíram que:
?A cerclagem cervical uterina reduz o risco de parto prematuro em mulheres com alto risco de parto prematuro e provavelmente reduz o risco de óbitos perinatais
?Não houve evidência de nenhum efeito diferencial da cerclagem com base na história obstétrica anterior ou nas indicações curtas do colo do útero, mas os dados foram limitados para todos os grupos clínicos
?A questão de saber se cerclagem é mais ou menos eficaz do que outros tratamentos preventivos, particularmente a progesterona vaginal, permanece sem resposta.
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*Mas a propósito, o público leigo pode estar se perguntando: O que é cerclagem?
?É um procedimento cirúrgico realizado durante a gravidez onde são realizados pontos cirúrgicos no colo do útero destinados a apoiar e sustentar o colo do útero e reduzir o risco de parto precoce.

*Por que isso é importante?
?O colo do útero permanece firmemente fechado até o final das gravidezes normais, antes de começar a encurtar e gradualmente suavizar para se preparar para o parto e parto. No entanto, às vezes o colo do útero começa a encurtar e alargar muito cedo, causando aborto tardio ou um nascimento precoce. A cerclagem cervical uterina pode reduzir a possibilidade de aborto tardio ou nascimento precoce.
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?Alguns pontos de destaque do trabalho na íntegra
?Cerclagem cervical previne partos prematuros, mas também a progesterona natural administrada via vaginal nas mulheres com colo curto, pode ser benéfica sem um risco aumentado de cesariana (Romero 2012).
?Contudo, ultrassonografia transvaginal e tratamento prolongado com progesterona pode não ser acessível para todos (válido para a medicina social, pública, onde se procura gastar o mínimo possível)
?Além disso, a opção de progesterona isolada pode ser inaceitável para as mulheres que já tiveram sucesso em gravidez com antecedente de cerclagem cervical
Portanto, a decisão sobre como melhor para minimizar o risco de parto prematuro recorrente em mulheres com risco aumentado de parto prematuro e abortamento tardio, seja devido à história ruim ou a um colo do útero curto ou dilatado, deve ser personalizada e com base nas circunstâncias clínicas, a habilidades da equipe clínica e, o mais importante, A ESCOLHA DA MULHER!!!
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Eu realizo a cerclagem cervical uterina guiada por ultrassonografia, permitindo uma segurança maior ao procedimento. Mais informações em drglaucius.com.br/usgecirurgia
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#cerclagemcervicaluterina #adecisãoédacliente #consultóriodrglauciusnascimento #riomartradecenter3sala1010 #artigosbyDrGlaucius


 

 

 


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Uma vez realizei uma cerclagem em uma cliente portadora de insuficiência cervical (termo muito mais apropriado do que incompetência cervical, afinal incompetência é um termo muito pejorativo…) e também portadora de trombofilia. Encontrei um professor experiente de obstetrícia (já aposentado) que foi chefe de uma das grandes maternidades do Recife e ele espontaneamente me falou que há muito tempo realizara a sutura dupla do colo uterino. Lembrei ainda de outra amiga que me chamou pra ajudar numa cerclagem uterina de sua cliente, utilizando a ultrassonografia, por se tratar de um caso difícil com herniação da bolsa amniótica. E vi que a conceituada colega utilizava outro fio de sutura, diferente da que utilizamos habitualmente
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Novamente estou diante de outro caso de cerclagem uterina, numa cliente com histórico de abortamentos e sempre procuro revisar as técnicas cirúrgicas antes do procedimento
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Encontrei um trabalho interessante de 2014 que considerou que a técnica utilizando a sutura dupla pareceu mais eficaz que a sutura única. É, parece que o renomado professor estava correto
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Tive a oportunidade de conhecer um site bem legal o cerclagem.com.br que foi criado por Erivane de Alencar Moreno que sofreu quatro abortos espontâneos e foi submetida a três circlagens uterinas. Vale a pensa conhecer a história desta guerreira que inclusive escreveu um livro
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Dei uma revisada breve, discuti com outros colegas do grupo de whatsapp que participo (obrigado @dra.natalymello) e me encontro mais sereno para o procedimento de logo mais
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Independente de técnica cirúrgica, de tecnologia utilizada (como a ultrassonografia que sou muito entusiasta) peço a energia boa de vocês, porque acredito que somos instrumentos de Deus para praticar o bem. E muita gente querendo o bem faz com que tudo dê certo. A cliente merece e sonha em ser mãe. Com a graça de Deus peço que dê tudo certo !!!
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Aprender com quem tem experiência é salutar. Ser humilde, procurar se atualizar e principalmente colocar Deus na sua prática médica é simplesmente fantástico .
#medicinaintegrativa #obstetriciaintegrativa#cerclagemuterina #insuficienciacervical#euacredito


MTHFR – Polimorfismo da Enzima Metileno-Tetra-Hidro-Folato-Redutase

2018 Sep; 78 (9): 871-878. doi: 10.1055 / a-0664-8237. Epub 2018 14 de setembro.

Polimorfismos da Metileno-tetrahidrofolato Redutase e Resultados na Gravidez .

Resumo

Introdução

  • O objetivo do estudo foi avaliar o efeito dos polimorfismos da metilenotetrahidrofolato redutase ( MTHFR ) no prognóstico da gestação .

Materiais e Métodos

  • Um total de 617 gravidezes de mulheres que foram investigadas para os polimorfismos MTHFR C677T e A1298C antes da gravidezforam incluídos no estudo.
  • Os casos foram classificados em “polimorfismos homozigotos” (Grupo I), “polimorfismos heterozigotos” (Grupo II) e pacientes sem polimorfismos que funcionavam como controles (Grupo III).
  • Pacientes com polimorfismos foram designados para um protocolo específico pelo menos 3 meses antes de engravidar.
  • A administração de heparina de baixo peso molecular (HBPM) foi iniciada muito cedo durante a gravidez .
  • O Índice Obstétrico de Beksac (BOI) foi utilizado para estimar os níveis de risco obstétrico para os diferentes grupos.

Resultados

  • Descobrimos que a taxa de perda precoce da gravidez (PPG) aumentou à medida que a complexidade do polimorfismo MTHFR aumentou e que a taxa precoce de PPG foi significativamente maior em pacientes com Polimorfismo MTHFR C677T em comparação com pacientes com polimorfismo MTHFR A1298C (p = 0,039).
  • Houve diferenças significativas entre as gestações anteriores dos pacientes nos três grupos de estudo em termos de complicações perinatais e PPGs (p = 0,003 ep = 0,019).
  • O BOI diminuiu à medida que a gravidade dos polimorfismos aumentou. Foi observada associação entre polimorfismos da MTHFR e malformações congênitas e anormalidades cromossômicas.
  • Não foi possível demonstrar qualquer diferença estatisticamente significativa entre os grupos de estudo quando os 3 grupos foram comparados em relação aos resultados da gravidez sob protocolos de manejo específicos.

Conclusão: Os polimorfismos da MTHFR são potenciais fatores de risco para  resultados adversos na gravidez.


Efeito da homocisteína na gravidez: uma revisão sistemática

Resumo

O objetivo da pesquisa foi reunir dados científicos atuais e preencher a lacuna no conhecimento dos níveis de homocisteína (Hcy) na gravidez e sua associação com algumas complicações da gravidez. Os dados científicos foram retirados de trabalhos de pesquisa publicados entre janeiro de 1990 e dezembro de 2017 e encontrados na Internet (PubMed, ClinicalKey e Embase) em inglês, russo, francês e alemão com as seguintes palavras-chave: gravidez , homocisteína , complicações na gravidez , perda de gravidez , pré-eclâmpsia , restrição de crescimento intra-uterino e descolamento de placenta.A revisão mostrou que os níveis de Hcy variam na gravidez sem complicações. O nível de Hcy tende a diminuir durante o segundo e terceiro trimestres. Alguns estudos revelaram uma ligação entre o polimorfismos genéticos e o aborto. Dados suficientes foram obtidos indicando a relação entre hiperhomocisteinemia (HHcy) e pré-eclâmpsia. O descolamento de placenta também foi associado a altos níveis de Hcy, aumentando o risco em 5,3 vezes, mas ainda há dados que não apoiam a hipótese de que os níveis de Hcy se correlacionam com o descolamento de placenta.

A conclusão do artigo na íntegra é que a análise da literatura de pesquisa (1990-2017) revelou que o nível de homocisteína durante a gravidez não permanece o mesmo e está provavelmente ligado às características geográficas, culturais e sociais da população. A análise revelou uma correlação entre o nível elevado de Hcy e complicações na gravidez, tais como abortos espontâneos precoces e morte do feto. Alguns estudos indicam o metabolismo do folato induzido pelo polimorfismo da MTHFR que indiretamente afeta o metabolismo da homocisteína. Pré-eclâmpsia e descolamento prematuro da placenta podem ocorrer mais frequentemente em populações com níveis séricos de homocisteína de 9,0 a 15,0 ?mol durante a gravidez. No entanto, mais pesquisas e metanálises são necessárias para determinar os valores de corte e prognóstico. Estudos de coorte e revisões sistemáticas com metanálises fornecem dados contraditórios sobre RCIU, portanto, essa questão deve ser mais estudada em relação às características regionais e à etnia. Neste ponto, deve-se também identificar aspectos genéticos das perturbações no metabolismo da homocisteína.

Destaques

• O nível de Hcy correlaciona-se com abortos espontâneos precoces e morte do feto.
• PE e PA ocorrem mais frequentemente com níveis séricos de Hcy de 9,0 a 15,0
• O metabolismo do folato induzido pelo polimorfismo MTHFR afeta indiretamente o metabolismo da Hcy.

Polimorfismo do gene da metiltetrahidrofolato redutase alterado em mães de crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.

Resumo

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um dos transtornos psiquiátricos mais comuns na infância e causa prejuízos funcionais significativos em crianças. Estudos comportamentais genéticos e genéticos moleculares forneceram evidências significativas em termos de destaque para a etiologia do TDAH. A deficiência de folato durante a gravidez é um fator de risco estabelecido para o TDAHOs polimorfismos no gene codificador da Metiltetrahidrofolato Redutase ( MTHFR ), como A1298C e C667T, estão associados à diminuição da biodisponibilidade do folato, e essa condição pode agir como deficiência de folato. Na literatura, nenhum estudo investigou o Polimorfismo MTHFR em mães de crianças com TDAH. Sessenta e quatro crianças diagnosticadas com TDAH e suas mães, bem como 40 crianças saudáveis ??e suas mães participaram deste estudo. O polimorfismo MTHFR foi investigado em todos os participantes. A comparação dos polimorfismos MTHFR C677C e A1298C em crianças com e sem TDAH não revelou diferenças significativas. Descobrimos que a contagem de genótipos maternos C677C_CT, tanto os valores observados como os esperados, foram significativamente diferentes daqueles baseados na Análise do Princípio de Hardy-Weinberg no grupo de TDAH. O resultado mais importante deste estudo foi que os polimorfismos genéticos maternos do MTHFR C677T  são fatores de risco significativos para o TDAH e nós argumentamos que as crianças com TDAH são expostas à deficiência de folato, mesmo que suas mães tenham recebido uma quantidade suficiente de folato durante a gravidez. Este resultado também destaca um dos fatores genéticos do TDAH. Novos estudos devem ser realizados para confirmar este achado.


2018 12 de julho: 1-11. doi: 10.1080 / 14767058.2018.1500546.

A associação dos polimorfismos parentais da metilenotetrahidrofolato redutase ( MTHFR 677C> T e 1298A> C) e a perda fetal – um estudo de caso-controle no sul da Austrália.

OBJETIVO:

Determinar a associação entre MTHFR 677C> T e 1298A> C e perda fetal (PF).

TIPO DE ESTUDO

Estudo de caso-controle.

LOCAL DO ESTUDO

Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, Hospital Lyell McEwin (LMH) e Hospital Feminino e Infantil (WCH) em Adelaide, Austrália.

MATERIAIS E MÉTODOS

  • Um total de 222 casais com PF e 988 casais com gravidezes não complicadas.
  • Os principais desfechos foram PF e hiper-homocisteinemia (HHcy). Todos os casais foram testados para MTHFR 677C> T e 1298A> C. A homocisteína em jejum foi medida nas mulheres com PF.

RESULTADOS:

  • O principal achado foi uma diferença significativa entre o grupo PF e controles em casais com ? 4 alelos anormais em comparação com <4 [p = 0,0232, OR 1,9 (IC 95% 1,1-3,3)].
  • Nenhum dos casais com PF deixou de ter alelos anormais (ambos os pais 677CC / 1298 AA).
  • No entanto, isso também foi raro entre os controles.
  • A frequência materna dos polimorfismos 677C> T e 1298A> C foi semelhante entre o grupo PF e os controles.
  • A prevalência de 677TT / 1298AA (Homozigoto alterado C677T e Homozigoto normal para o A1298) e 677CC / 1298AC (Homozigoto normal para C677T e Heterozigoto para o A1298) paterno foi significativamente maior no grupo PF em comparação com os controles.
  • HHcy foi significativamente mais comum no grupo PF em comparação com os controles.

CONCLUSÃO:

  • A presença de MTHFR 677C> T e 1298A> C está associada a PF.
  • A associação entre genótipos MTHFR maternos com PF é menos pronunciada do que em artigos publicados anteriormente que investigam abortos no primeiro trimestre.
  • HHcy materna é um fator de risco significativo para PF.

Pois é… E eu me lembro quantas críticas eu sofri por pedir a dosagem de homocisteína na gravidez. Nada como o tempo e novos trabalhos pra justificar uma obstetrícia personalizada, baseada em evidências científicas, integrativa e funcional. 

Fonte: Britt J.P. Kos, Shalem Leemaqz, Catherine D. McCormack, Prabha H. Andraweera, Denise L. Furness, Claire T. Roberts & Gustaaf A. Dekker (2018): The association of parental methylenetetrahydrofolate reductase polymorphisms (MTHFR 677C>T and 1298A>C) and fetal loss – A case-control study in South Australia, The Journal of Maternal-Fetal & Neonatal Medicine, DOI: 10.1080/14767058.2018.1500546


Associação entre mutações genéticas da doença cardiovascular e perda gestacional recorrente na população libanesa.

El Achi H   et. al 2018

Resumo

Perda gestacional recorrente (PGR) é um problema que afeta até 5% das mulheres em idade fértil devido a muitos fatores. Estudos mostraram que a PGR e a doença cardiovascular (DCV) podem ter fatores de risco compartilhados. Este estudo comparou a prevalência de 12 mutações genéticas relacionadas à doença cardiovascular em pacientes com histórico de PGR para controles normais em um grande centro de atendimento terciário no Líbano. O CVD StripAssay (ViennaLab, Áustria) foi usado para analisar os genes de DCV em 70 mulheres com histórico de PGR, como parte da rotina inicial para abortos recorrentes no Centro Médico da Universidade Americana de Beirute. Os resultados obtidos foram comparados com dados de controles da população libanesa utilizando o teste exato de Fisher e a análise qui-quadrado. Dois genes do painel de DCV demonstraram uma forte relação com o PGR, incluindo, MTHFR (homozigosidade C677T, homozigosidade A1298C e heterozigosidade composta para C677T e A1298C) e Fator II (heterozigosidade para G20210A). Além disso, foi observado um papel protetor da isoforma positiva de APO-E3. Este estudo é o primeiro da população libanesa a associar o PGR a um grande painel de genes relacionados com DCV.

Fonte: Molecular Biology Reports https://doi.org/10.1007/s11033-018-4237-1

Ou seja, mais um estudo associando polimorfismos genéticos do ciclo da metilação do DNA (também envolvidos com DCV) com os riscos de perdas gestacionais. É preciso considerar que a epigenética como um todo, não apenas a suplementação ou a anticoagulação como únicas formas de tratamento pode fazer a diferença nestes casos. Desta forma, compreender tais alterações metabólicas, suplementação nutracêutica personalizada, decisão em conjunto com hematologista sobre anticoagulação ou não, avaliação clínica e laboratorial, melhoria na qualidade de vida através de alimentação funcional, gerenciamento do estresse e do sono, além da prática de atividade física com a busca de uma composição corporal satisfatória na gravidez, nem como tratamento oportuno da disbiose intestinal parece ao meu ver uma alternativa mais integrativa, funcional e porque não dizer mais adequada para as clientes portadoras destes polimorfismos genéticos.


“M” de Medicina, de Mais, de Mulher, de Maternidade, de Metilação do DNA, de Metilfolato… Hoje estudo e pratico uma Medicina Materna e Fetal que tanto sonhei. Foram Muitos anos de estudo, de dedicação. Entender a metilação do DNA foi fundamental para desenvolver uma forma diferenciada e personalizada de tratar as clientes portadoras do polimorfismo genético do MTHFR. Avaliar de forma criteriosa e sem conflitos de interesse o Metilfolato, há mais de 4 anos, ajustando a dosagem mais adequada de acordo com a literatura e também com os casos que você acompanha, avaliando criteriosamente a parte clínica e laboratorial. Lembro-me que eu prescrevia o Metilfolato e explicava para a paciente: “Eu que prescrevi, eu assumo, muitas pessoas podem falar mal do metilfolato por desconhecimento, mas tenha certeza de que eu sei o que estou fazendo.” Lembro-me inclusive de ter enviado diversos e-mails a diversos laboratórios farmacêuticos, para entender o porquê da não comercialização do metilfolato. Eu sempre conversava com alguns representantes, empolgado com o assunto, mas há 4 anos, poucas pessoas se sensibilizaram com o assunto. Hoje, a indústria farmacêutica investe pesado na produção de diversas marcas de metilfolato. O que era Mito, virou Realidade
“T” de Trabalho, de Tratamento: foram inúmeros casos de Polimorfismos do MTHFR atendidos (e com a graça de Deus, muitas famílias beneficiadas) tanto na pré-concepção como na gravidez e parto. Sinceramente, eu desejo muito que as pessoas realmente trabalhem, atendam as clientes portadoras do Polimorfismo do MTHFR e se sensibilizem com a história destas pessoas. Não trate o Polimorfismo MTHFR, trate a pessoa portadora do polimorfismo, suplemente de forma personalizada, encaminhe para o hematologista, discuta o caso, encaminhe para outros profissionais quando oportuno, oriente a melhora dos hábitos, indique ou contraindique enoxaparina ou ácido acetilsalicílico.
“H” de Humildade: apesar de trabalhar bastante, de ser referência no assunto, continue estudando. Eu já cadastrei o meu e-mail para que todos os artigos com os unitermos “MTHFR” and “pregnancy” sejam notificados quando de sua publicação no Pubmed. Continuo aprendendo todos os dias, na teoria e na prática.
“F” de Fé: acredite no seu trabalho, na sua humildade, siga em frente, afinal você só está buscando uma forma diferenciada de tratar as suas clientes e ajudar a realizar o sonho da maternidade. Acredite: ISTO NÃO TEM PREÇO E TEM UM VALOR INCOMENSURÁVEL 
“R” de Respeito: principalmente para com as mulheres que sofreram diversos abortamentos, ou perda fetal tardia. Ouça, compreenda esta mulher tão fragilizada e que deseja o seu “bebê arco-íris”. Respeite seus colegas que tratam diferente, ou que nem consideram importante a pesquisa do MTHFR. Porém, lembre-se de que eles também precisam lhe respeitar como profissional. Lembro-me das inúmeras vezes (até hoje) que as pessoas me criticam sobre minha abordagem sobre MTHFR. Criticar é fácil, escrever sobre o assunto no site, gravar um vídeo no youtube, facebook e instagram sobre o assunto, divulgar informações interessantes e baseada em diversos artigos científicos essas pessoas que criticam na verdade sequer se respeitam
OBS: E não é só polimorfismo do MTHFR que é importante na avaliação epigenética em Obstetrícia. Temos também os polimorfismos do MTR, MTRR, CBS, AHCY, VDR, COMT, MAO, DHPR, NOS, OTC, MAT. Mas, raciocine, se já é a maior polêmica se discutir o MTHFR, quanto mais estes outros polimorfismos genéticos.

Live no instagram realizada sobre MTHFR e Ciclo da Metilação do DNA. OBS: Esta live não substitui a consulta com seu médico ou nutricionista. Cada caso deve ser avaliado de forma integral.

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Recife 16 de julho de 2017
???.
Mais um estudo sobre MTHFR e gravidez publicado agora em julho de 2017 no Journal of International Medical Research
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? O objetivo deste estudo foi investigar o efeito do tratamento anticoagulante nos resultados da gravidez em pacientes com abortos espontâneos recorrentes (AER) que possuem mutação do gene de metilenetetra-hidrofolato redutase (MTHFR C6TTT).
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?Métodos: 363 gestantes foram subdivididas nos seguintes grupos
?Grupo 1: Gestantes portadoras de Polimorfismo MTHFR e histórico de AER tratadas durante a gravidez com 100 mg/dia de aspirina e 5mg/dia de ácido fólico
?Grupo 2: Gestantes portadoras de Polimorfismo MTHFR e histórico de AER Gestantes portadoras de Polimorfismo MTHFR e histórico de AER tratadas durante a gravidez com 100 mg/dia de aspirina, 5mg/dia de ácido fólico e Enoxaparina 40mg/SC/dia
?Grupo 3 (117): Grupo controle sem tratamento específico, sem polimorfismo MTHFR e sem histórico de AER
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?Resultados:
?A taxa de parto foi significativamente menor no grupo 1 (46,3%) do que no grupo 2 contra (79,7%)
?A taxa de abortamento foi significativamente menor no grupo 2 (20,3%), em comparação com o grupo 1 (51,2%)
?No grupo 3 (controle), a taxa de parto foi de 86,3% e a taxa de abortamento foi de 12,8%.
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?Conclusão:
?O tratamento com baixa dose de aspirina, enoxaparina e ácido fólico 5mg foi a terapia mais eficaz em mulheres com AER que apresentaram uma mutação C677T MTHFR
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Consulte um(a) ginecologista e obstetra especializado no assunto além de um(a) hematologista para saber mais sobre indicações, doses, formas de tratamento e investigação!

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Recife 16 de julho de 2017
Como eu fico feliz quando um trabalho científico corrobora o que a gente faz de forma diferenciada e pioneira há um certo tempo. O nome disso se chama: muito estudo, dedicação e uma dose de ousadia com serenidade, bom senso. Segue um artigo científico publicado na Reproductive Toxicology “in press” agora em julho de 2017 com o título: “A importância do folato, das vitaminas B6 e B12 para a redução das concentrações de homocisteína em pacientes com perda gestacional recorrente e mutações MTHFR”
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?Principais Pontos do Trabalho:
?Destacamos a necessidade de redução da homocisteína em pacientes com perda recorrente de gravidez.
?Suplementação com folato, as vitaminas B6 e B12 são eficazes para a redução da hiper-homocisteinemia.
? É relevante informar às pacientes com mutações MTHFR sobre a importância da redução do nível de homocisteína
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?Em pacientes com mutações MTHFR (metilenetetrahidrofolato redutase) e hiper-homocisteinemia, a perda de gravidez recorrente é uma característica frequente.
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?O objetivo do estudo foi avaliar o impacto do suplemento de ácido fólico, vitaminas B6 e B12 para a redução das concentrações totais de homocisteína e gravidez.
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?Foram utilizados 16 pacientes que tiveram 3 ou mais abortos espontâneos e mutações MTHFR no estudo. Eles receberam metilfolato (5 mg / dia), vitamina B6 (50mg / dia) e vitamina B12 (1mg / semana).
?A suplementação induziu uma diminuição da homocisteína de 19,4 ± 5,3 ?mol / L para 6,9 ± 2,2 ?mol / L após suplementação de folato (p <0,05).
?Durante um ano, 7 mulheres ficaram grávidas e tiveram seus bebês
?Duas de 7 mulheres do grupo de mutações C677T homozigóticas conseguiram engravidar e ter seus bebês
?Duas de 5 mulheres do grupo de mutações C677T / A1298C heterozigóticas combinadas conseguiram engravidar e ter seus bebês
? Três de 4 mulheres do grupo de mutações homozigóticas A1298C conseguiram engravidar e ter seus bebês
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?Em conclusão, o metilfolato suprafisiológico, as vitaminas B6 e as suplementações de B12 em mulheres com mutações MTHFR têm um efeito benéfico no resultado da gravidez.
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Ah, mas o n (número de pacientes) é pequeno…
E eu lhe pergunto: QUAL O SEU N?
Ah, mas ainda não tem metanálise com uma população com este mesmo desenho…
E mais uma vez eu questiono: Você vai esperar sem fazer nada de uma paciente que sabidamente tem um polimorfismo genético relacionado ao metabolismo do ácido fólico e homocisteína, sabidamente influencido por vitamina B12 e B6, totalmente justificado pelos livros de bioquímicas e com diversos livros e artigos científicos que comprovam que tal suplementação reduz a homocisteína?

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Os polimorfismos de um único nucleotídeo (SNPs) C677T e A1298C da enzima MetilenoTetraHidroFolatoRedutase (MTHFR) foram descritos como fortes fatores de risco para o aborto recorrente idiopático (ARI). No entanto, muito poucos estudos têm investigado a associação de paternal SNPs MTHFR com ARI. O objetivo do presente estudo foi avaliar a prevalência de SNPs C677T e A1298C paternos entre casais iranianos que tiveram ARI
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Foram estudados 225 casais com mais de três perdas consecutivas de gravidez e 100 casais controle sem histórico de complicações na gravidez
Todas as mulheres do grupo de casos tinham polimorfismos MTHFR; E o genótipo SNPs foram analisados ??por PCR-RFLP
Os grupos foram comparados estatisticamente com teste U de Mann Whitney e testes estatísticos Qui-quadrado. Os p <0,05 foram considerados significativos.
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Houve diferença estatisticamente significativa foi detectada na freqüência de SNPs de MTHFR em parceiros masculinos dos dois grupos (p = 0,019)
A heterozigosidade combinada dos polimorfismos MTHFR foi um fenômeno comum nos machos; 52 (23,1%) e 14 (14%) dos homens do grupo ARI e grupos controle, respectivamente
Conclusão principal: A composição genética de MTHFR de parceiros masculinos de contribuir para o aumento do risco de aborto espontâneo. Além disso:
?Relatos anteriores, bem como os dados apresentados neste estudo são a favor de um número aumentado de MTHFR variantes polimórficas doadas por parceiros masculinos e femininos de casais com ARI para o embrião
?A composição do gene MTHFR do embrião pode assim ser adversamente afetada pela hipometilação do DNA que pode aumentar o risco de morte embrionária / fetal e ser refletida como perda recorrente da gravidez nos casais
?Neste sentido, a genotipagem MTHFR de casais com múltiplas perdas de gestação ou falhas de implantação repetidas que permanecem sem resposta aos tratamentos, seguida pela selecção de embriões de FIV com as menores frequências de variantes polimórficas de MTHFR pelo diagnóstico genético pré-implantação pode desempenhar um papel significativo no aumento da chance de sobrevivência do embrião / feto
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#mthfr #dnamethylation #consultoriodrglauciusnascimento

mthfr2
??A hipertensão arterial (HAS) é o principal fator de risco que contribui para a mortalidade em todo o mundo, principalmente por doenças cardiovasculares (DCV), enquanto que o tratamento eficaz da HAS é comprovada para reduzir eventos cardiovasculares
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??Juntamente com a nutrição e estilo de vida, fatores genéticos estão implicados no desenvolvimento e progressão da HAS. Nos últimos anos, estudos de associação do genoma identificaram uma região próxima ao gene que codifica a enzima MetilenoTetraHidroFolato Redutase (MTHFR), entre oito locus associados com a pressão arterial (PA). Estudos epidemiológicos, que fornecem uma linha separada de evidências para ligar este gene com a PA, mostram que o polimorfismo 677C ? T na MTHFR aumenta o risco de HAS em 24-87% e DCV em até 40%,
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??Evidências emergentes indicam que um fator relevante pode ser riboflavina (Vitamina B2), cofator de enzima MTHFR, através de um efeito novo e específico do genótipo na pressão sanguínea
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??Ensaios clínicos randomizados realizados em pacientes hipertensos (com e sem DCV) pré-selecionados para este polimorfismo que tiveram como alvos a suplementação de riboflavina em indivíduos homozigotos (MTHFR 677TT genótipo) reduz a PA sistólica em 6 a 13 mmHg, independentemente do efeito de anti-hipertensivos
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??A evidência mais recente, que o fenótipo da PA associada a esse polimorfismo é modificável por riboflavina, tem importantes implicações clínicas e de saúde pública
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??Para os pacientes hipertensos, a suplementação de riboflavina pode oferecer um tratamento não medicamentoso para efetivamente reduzir a PA em pessoas identificadas com o genótipo MTHFR 677TT
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??Riboflavina, voltado para aqueles homozigotos para um polimorfismo comum na MTHFR, pode ser um tratamento personalizado ou estratégia preventiva para a HAS
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??Investigações posteriores sobre a interação gene-nutriente em relação à PA, HAS e hipertensão na gravidez são obrigatórios.

mthfr3

 .
??Uma metanálise de 29 estudos (iniciou com 102) concluiu que mulheres que possuem o polimorfismo MTHFR C677T têm um risco aumentado de RPL
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??Esta descoberta apoia a hipótese de que o ácido fólico pode desempenhar um papel na etiologia de perda gestacional (abortamento) recorrente
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??Estudos do tipo caso-controle amplos e rigorosos que investigam interações gene-gene e gene-ambiente precisam ser realizados para que se possa investigar as causas das perdas gestacionais (abortamentos) recorrentes
???.
Fonte: Indian J Clin Biochem. 2016 Oct;31(4):402-13
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Minhas considerações:
??Aquela “historinha” de que o polimorfismo MTHFR é “besteira”, não tem importância, não é bem correto. Claro que se os diversos exames para avaliar a metilação do DNA como Vitamina B12, B6, Ácido Fólico, Ácido Metil Malônico e Homocisteína estiverem normais, realmente o polimorfismo MTHFR pode não ter nenhum significado. Porém, além do polimorfismo MTHFR necessitar de uma avaliação criteriosa, existem outros polimorfismos envolvidos neste ciclo da metilação do DNA como MTR, MTRR, CBS dentre tantos outros.
??Este estudo é um marco por considerar importante a avaliação do metabolismo do ácido fólico (ciclo da metilação) na investigação de mulheres com abortos recorrentes. E aí fica a pergunta: quantos abortos são necessários para se investigar a metilação do DNA, o ciclo do ácido fólico? Ao meu ver, nenhum. Trata-se de rotina laboratorial básica, posto que é envolvido com diversas patologias e de diversos sistemas.
??E se você acha que o tratamento mais importante para gravidas portadoras do polimorfismo MTHFR é a anticoagulação sistemática isolada, já lhe respondo que não é. A suplementação nutracêutica personalizada, a avaliação de diversos outros fatores de risco incluindo os psico-emocionais são fundamentais para um desfecho positivo materno e perinatal
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Mais um estudo sobre o polimorfismo MTHFR, sim, aquele mesmo que alguns profissionais de saúde costumam dizer: “ah, este polimorfismo não tem importância, alguns guidelines orientam até nem investigar…”
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Pois uma metanálise que partiu inicialmente de mais de 1100 artigos e no final selecionou 57 estudos envolvendo mais de 20.000 pessoas testadas para o polimorfismo MTHFR A1298C e C677T, entre homem, mulheres e fetos sejam eles casos ou controles
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??O estudo concluiu que ambos os genes A1298C e C677T maternos e paternos estão relacionados com a perda fetal recorrente
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??Já para os fetos houve uma associação positiva entre a perda fetal recorrente e polimorfismo MTHFR A1298C, mas isto não foi observado para o gene C677T
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??Muito interessante raciocinar os aspectos paternos e fetais para o polimorfismo MTHFR. Tradicionalmente investiga-se apenas as mulheres
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??Mais um estudo sobre MTHFR pra entender um pouco mais sobre este polimorfismo
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Um artigo bem interessante demonstrou a relação entre o Polimorfismo MTHFR e os resultados ruins para a gravidezes em mulheres que se submeteram às técnicas de reprodução assistida, bem como a ocorrência de aneuploidias
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??A literatura ainda é bastante controversa em relação ao tema, muitas vezes obscurecendo a investigação do assunto e o estabelecimento de novas estratégias para tal polimorfismo
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??Bioquimicamente justifica-se a a investigação e suplementação nutracêutica personalizada
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??Mais ainda, existindo associação com infertilidade, é óbvio que o tratamento inicial deve ser melhorar a saúde como um todo, porque desta forma, melhora a imunidade e consequentemente aumenta-se a fertilidade. Não adianta avaliar os ovários e o útero, se não conseguir avaliar a hipófise, adrenal, tireóide, o intestino
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??Hábitos de vida saudáveis aumentam a fertilidade, Pense nisso!
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??Não se deve centralizar apenas o cuidado na mulher na abordagem do casal infértil (ou com resultados perinatais adversos) . O homem tem papel fundamental na fertilidade do casal. Produções de espermatozóide de excelente qualidade melhoram os resultados para gravidezes naturais ou através de técnicas de reprodução assistida
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? Compreender a metilação do DNA é um passo importante para a saúde como um todo, principalmente para a saúde reprodutiva

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? A sigla significa Metileno Tetra Hidro Folato Redutase. Este nome grande nada mais representa do que uma das enzimas responsáveis pela transformação do ácido fólico para sua forma ativa o metilfolato
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? A literatura é muito controversa em dizer que quem tem o polimorfismo MTHFR não representa risco adicional, ao mesmo tempo que inúmeros artigos apontam a relação entre o polimorfismo MTHFR e diversas patologias, sejam elas defeitos congênitos, doenças cardiovasculares, patologias neurológicas e psiquiátricas.
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Graças a Deus existem alguns “mantras” em medicina:
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??A CLÍNICA É SOBERANA! Há desfechos clínicos que justifiquem? Então vale a pena investigar o polimorfismo MTHFR
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??DIVIDA RESPONSABILIDADES! Explique ao seu cliente (principal decisor) e divida com outro colega médico a opção entre investigar ou não, tratar ou não. Minha rotina é que TODAS as gestantes com Polimorfismo MTHFR são avaliadas pelo hematologista
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??NA DÚVIDA, RETORNE ÀS CIÊNCIAS BÁSICAS! Estude novamente as reações bioquímicas, a fisiologia, os aspectos nutricionais e genéticos envolvidos nesta patologia. Não existem apenas dois alelos envolvidos no polimorfismo MTHFR (A1298C e C677T), estes são os principais. Os principais nutrientes responsáveis são B12, B6 e B9 (ácido fólico). Homocisteína é um marcador inflamatório e idealmente seus níveis devem estar reduzidos
.
??AVALIE A RELAÇÃO RISCO ou CUSTO/BENEFÍCIO! A verdade é que muitos guidelines são lançados para economizar os custos em saúde, sem a avaliação do benefício propriamente dito. Repor nutrientes representa um risco irrelevante ao passo que pode beneficiar muitos pacientes. A enoxaparina pode ser considerada cara para alguns casos, mas caro mesmo é a da uma perda de um bebê
.
??TRATE DE FORMA INTEGRAL! Todas as terapias devem englobar aspectos nutricionais, psíquicos e físicos. Não existe tratamento milagroso. O maior milagre é acreditar na vida, no caminho certo, na busca das soluções.
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??OBSERVE SEUS RESULTADOS! Se o seu tratamento está produzindo resultados positivos, ótimo, muito provavelmente você está no caminho certo!

 WhatsApp Image 2017-05-21 at 09.10.44??Mais um artigo sobre MTHFR lido. Há 3 anos tenho me dedicado a entender este polimorfismo. A literatura é muito dúbia. Sempre enfatiza a importância da hiperhomocisteinemia como fator de risco para uma enorme gama de patologias e que o ácido fólico (ousia forma ativa, o Metilfolato) junto com as vitaminas B6 e B12 ajudam a reduzir este aminoácido que é um marcador de inflamação.
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??Este artigo abordou a relação entre Polimorfismo MTHFR com doenças cardiovasculares, perda fetal recorrente, risco de câncer, defeitos abertos do tubo neural e alterações no desenvolvimento do sistema nervoso central e doenças neuropsiquiátricas.
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??Como inúmeros autores e sociedades, o estudo relata que não se deve pedir o teste sobre MTHFR, ao mesmo tempo que relaciona o polimorfismo com diversas alterações. Os Guidelines que recomendam isso, assim o fazem (NA MINHA OPINIÃO) por uma questão de custo, econômica. Testar todo mundo não vai diminuir mortalidade, é verdade. Mas pode mudar a história natural de vários abortamentos, complicações tromboembólicas, pré-eclâmpsia, além de proporcionar uma melhor atenção aos componentes do ciclo da metilação do DNA, representado pela homocisteína, ácido fólico, vitaminas B6 e B12.
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??O que não entendo: O artigo nada comenta sobre a forma ativa do ácido fólico, o metilfolato (methylfolate). Não diferencia os diversos tipos de suplementação nutracêutica. É como se estivesse realmente interessado em inibir o diagnóstico e tratamento deste polimorfismo. Está escrito no artigo que a suplementação de ácido fólico é a mesma entre pessoas com ou sem o polimorfismo. Ou seja: pessoas com alterações no metabolismo do ácido fólico devem receber a mesma quantidade e o mesmo tipo de ácido fólico do que as pessoas que não tem este problema?!?! Eu discordo, bioquimicamente não faz sentido. Se querem justificar pela economia ou política, tudo bem, respeitarei, mas bioquimicamente não faz o menor sentido. Quanto mais se investigar, pesquisar, tratar de forma personalizada, pedagogicamente melhor será o aprendizado.

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O que é MTHFR?
?? MTHFR é uma sigla de uma importante enzima chamada Metileno-Tetra-Hidro-Folato-Redutase, envolvida no metabolismo do ácido fólico, homocisteína e na metilação do DNA.
?? De forma simplicada, esta enzima é reponsável pela transformação do ácido fólico em sua forma ativa, chamada 5metilenotetrahidrofolato, comumente chamado de metilfolato. Esta forma ativa do ácido fólico, o metilfolato, doa o radical metil, juntamente com a vitamina B12 (metilcobalamina) para a transformação da homocisteína em metionina, que a seguir se tranforma em S-Adenosil-Metionina (Same) e segue para a metilação do DNA.
O que é metilação do DNA?
?? A metilação do DNA é o recebimento do radical metil pelo DNA, normalmente por enzimas denominadas DNA metiltransferases oriundas da transferência do radical metil da S-Adenosil-Metionina (Same).
Para quê serve a metilação do DNA?
?? Controla várias funções no genoma sendo essencial durante a morfogênese para que ocorra o desenvolvimento normal. Morfogênese na formação do embrião e do feto, além de vários processos de replicação celular como, por exemplo, nas reações de defesas, na formação de anticorpos, hormônios, espermatozóides, óvulos, enfim a metilação do DNA é uma reação vital.
?? Além disso, a adequada metilação do DNA promove redução da homocisteína. A hiperhomocisteinemia (aumento da Homocisteína no sangue) é fator de risco para vários problemas na saúde como infertilidade, abortamentos, perdas gestacionais, pré-eclâmpsia, doenças cardíacas, estresse oxidativo, doenças inflamatórias, dentre outras patologias.
?? O polimorfismo / mutação nesta enzima é relativamente frequente, o que significa que talvez toda esta reação pode não estar ocorrendo de forma adequada. Como saber?
?? Avaliando além do MTHFR, ácido fólico, vitamina B12, B6 e homocisteína. Em alguns casos, a suplementação nutracêutica é uma importante forma de tratamento, incluindo a administração do metilfolato, B12 e B6.

Cesariana Perimortem – o Caso mais importante de minha carreira médica

 

 

 

Em junho de 2017 recebi em conjunto com minha equipe integrada, uma bonita homenagem na Câmara de Vereadores do Recife, proposta pelo advogado Wilson e o vereador Benjamim da Saúde. Seguem alguns vídeos sobre este dia.

https://www.youtube.com/watch?v=kIP2pXVgR9k&t=7s

 

https://www.facebook.com/benjamimgoncalvess/videos/1801597206817315/


 

cesarianaperimortemobg

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Eu queria poder agradecer cada pessoa que elogiou nosso trabalho (EM EQUIPE), compartilhou os links dos diversos vídeos e fotos sobre o assunto, das queridas clientes que relembraram o meu acompanhamento. Foi muita gente, eu teria de realmente deixar até de trabalhar por alguns turnos para tentar responder. Mas a vida segue, o trabalho normal diário continua
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??Orgulho demais, porém com a mesma humildade e simplicidade. Continuo com a mesma rotina diária. Tenho plena consciência do meu ato quando da realização daquela cesariana perimortem, mas não estaria colhendo os louros da vitória se eu não contasse com profissionais de saúde brilhantes como já venho citado desde minha primeira postagem sobre o assunto
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??O maior legado de tudo isso é ter seguido em frente. Ousar quando muitos se ausentam, trabalhar em equipe quando muitos se dividem, insistir no que é correto por mais que seja difícil e desgastante. Meu muito obrigado a todos e mais uma vez a TODOS QUE PARTICIPARAM DAQUELE MOMENTO INESQUECÍVEL, MEU SINCERO RECONHECIMENTO DA IMPORTÂNCIA DE TODOS QUE ESTAVAM LÁ!!!
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??Se por acaso alguém que fez parte ou que tenha interesse em acompanhar a repercussão seguem os links dos assuntos
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A reportagem do ne10 e do bem-estar exibidas no dia 06/02/2017 revelaram para a mídia local e nacional o nosso trabalho

Reportagem do NETV 

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A entrevista no dia 11/02/2017 para o Diário de Pernambuco com a querida Sílvia Bessa, uma mulher com uma sensibilidade enorme, conseguiu relacionar minha história de vida com tudo o que aconteceu. Eu acredito que realmente os diversos percalços no caminho foram capazes de me preparar para que neste dia para que eu tivesse coragem de tomar a atitude certa, no lugar certo e no minuto certo. Foi o parto mais humanizado da minha vida. clique aqui http://www.impresso.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/cadernos/emfoco/2017/02/11/interna_emfoco,163168/o-incrivel-encontro-do-doutor-glaucius.shtml

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A matéria do fantástico de 12/02/2017  me emocionou bastante

https://globoplay.globo.com/v/5647540/

 

Recentemente, soube que a história também repercutiu internacionalmente clique aqui  http://www.dailymail.co.uk/health/article-4219860/Mother-baby-resuscitated-DYING-labour.html
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#cesarianaperimortem #paradacardiacanagetacao#reanimacaomaternaeperinatal #fe #jesuscristo#humildadesempre #obstetrciadealtorisco #prenatal#partohumanizado #cesarianahumanizada#equipeintegrada #obrigado #gratidao

 


 

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Um parto bem diferente, a maior emergência de minha carreira médica, pouquíssimos minutos para tomada de decisão de uma cesariana para salvar a vida da mãe e do bebê. Cesariana perimortem (quando ocorre após uma parada cardíaca materna e durante a reanimação cardíaca) é privilégio de poucos obstetras, principalmente com resultados positivos para a mãe e para a bebê
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Graças a Deus e a uma equipe de assistência INTEGRADA (#equipetopdasgalaxias), médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, maqueiros, todos os funcionários do Hospital Memorial Guararapes trabalharam neste caso inesquecível. Este sim foi verdadeiramente um exemplo do atendimento SUS que acredito!!!
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Não tem preço que pague a gratidão de ver mãe e filha saudáveis, inclusive em aleitamento materno, sem nenhuma sequela depois que tudo o que aconteceu
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Cada nascimento, uma história. E a história delas será lembrada pra todo o sempre
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??Está prevista uma reportagem sobre o caso no programa bem-estar da Globo na próxima segunda-feira 6 de fevereiro de 2017, exatamente um mês depois!!!
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Foto autorizada pela cliente e sua mãe. Acabei me tornando muito próximo a esta família, tornei um amigo. Só tenho um instagram que é mais voltado (mas não necessariamente 100%) para a parte profissional. Considerar este post como pessoal, uma simples foto com uma família MUITO querida por mim, uma foto de amigos, ISSO PODE!!!
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Tireoide e Gravidez


2018 21 de março: 1-4. doi: 10.1080 / 09513590.2018.1451836.

Efeito do tempo de iniciação do tratamento com levotiroxina no hipotireoidismo subclínico na gravidez .

Zhao L et. al

Resumo

O objetivo deste estudo é estimar o impacto de tempo na reposição de levotiroxina entre mulheres grávidas com hipotireoidismo subclínico (HSC). Noventa e oito gestantes diagnosticadas como HSC no primeiro trimestre foram divididas aleatoriamente em três grupos:

  • Grupo A, levotiroxina iniciada imediatamente após o diagnóstico;
  • Grupo B, tratamento administrado no segundo trimestre e
  • Grupo C, sem receita médica.

A incidência de complicações na gravidez e os resultados adversos na gravidez foram comparados entre os três grupos e a análise de subgrupos foi realizada estratificada com o status de TPO no Grupo B.

  • O grupo A apresentou menor taxa de gravidez complicações (9,7%) e desfecho adverso (3,2%) que Grupo B (41,9% e 32,3%) e Grupo C (64,5% e 38,7%).
  • O grupo de tratamento de início tardio compartilhou uma complicação comparável e resultado materno com mulheres não tratadas (p = 0,075 e 0,596, respectivamente).
  • Depois de estratificados com o status de TPOAb no Grupo B, as mulheres com TPOAb + tiveram uma complicação notavelmente menor (14,2%) e taxa de desfecho adversa (7,1%) em comparação com os indivíduos negativos (64,7% e 45%, respectivamente).

Nossos dados sugerem que a levotiroxina administrada no primeiro trimestre foi associada à diminuição do risco de evento obstétrico adverso. Além disso, mulheres grávidas com TPOAb positivo também podem se beneficiar da terapia com hormônios tireoidianos, mesmo iniciada no segundo trimestre.

PALAVRAS-CHAVE:

Hipotireoidismo subclínico ; TPOAb; desfechos adversos; levotiroxina; gravidez


2018 17 de fevereiro. Doi: 10.1111 / cen.13575. [Epub ahead of print]

Impacto do TSH durante o primeiro trimestre da gravidez em complicações obstétricas e fetais: Utilidade do valor de corte de 2,5 mUI / L.

Resumo

OBJETIVO:

Uma associação de resultados da gravidez com hipotireoidismo subclínico foi relatada; no entanto, ainda existe uma forte controvérsia sobre se o hipotireoidismo subclínico deve ser tratado ou não. O objetivo do estudo foi avaliar a associação de complicações maternas e fetais com os valores de tireotropina materna no primeiro trimestre (TSH).

DESENHO:

Um estudo retrospectivo em um único hospital terciário foi realizado.

PACIENTES:

Um total de 1981 mulheres grávidas foram estudadas durante 2012.

AFERIÇÕES:

A triagem universal de tirotrofina (TSH) foi realizada entre 9 e 12 semanas de gestação. Os resultados incluíram complicações fetais-maternas e parâmetros de saúde do recém-nascido.

RESULTADOS:

  • A mediana do TSH foi de 1,72 (0,99 a 2,61) mUI / L.
  • A incidência de perda perinatal, aborto espontâneo e natimorto foi de 7,2%, 5,9% e 1,1%, respectivamente.
  • A mediana de TSH de mulheres com e sem aborto espontâneo foi de 1,97 (1,29-3,28) vs 1,71 (0,96-2,58) mUI / L (P = 0,009).
  • A incidência de pré-eclâmpsia foi de 3,2%;
  • O TSH nessas mulheres foi de 2,10 (1,40-2,74) vs 1,71 (0,98-2,59) mUI / L naqueles sem (P = 0,027).
  • O TSH em mulheres com distocia em trabalho de parto foi de 1,76 (1,00-2,53) vs 1,68 (0,94-2,59) mUI / L em quem deu à luz com progressão normal (P = 0,044).
  • Mulheres com TSH 2,5-5,1 mUI / L tiveram um risco maior de perda perinatal [OR 1,589 (1,085-2,329)], abortamento [OR 1,702 (1,126-2,572)] e parto prematuro [OR 1,39 (1,013-1,876)], ajustado pela idade da mãe.
  • Não houve associação com os demais desfechos analisados.

CONCLUSÕES:

Existe uma associação positiva entre o TSH materno no primeiro trimestre da gravidez e a incidência de perda perinatal e aborto espontâneo. O valor de corte do TSH de 2,5 mUI / L identificou mulheres com desfechos adversos mais elevados na gravidez .

PALAVRAS-CHAVE:

TSH; desfechos fetais; hipotireoidismo ; desfechos maternos; gravidez ; triagem universal

 

 

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O objetivo deste estudo publicado em maio de 2011 pela Gynecological Endocrinology foi investigar o resultado da gravidez em pacientes após tireoidectomia. Salienta-se que existem poucos estudos que avaliaram resultados perinatais (e até de gestacionais) em mulheres submetidas à tireoidectomia.

Foi realizado um estudo retrospectivo comparando o desfecho da gravidez das mulheres pós tireoidectomia total (n: 50), pacientes com hipotireoidismo por outros motivos (n: 1015) e gravidez sem hipotiroidismo (n: 200,000)

Resultados:

  • Uma associação linear significativa foi documentada entre os três grupos e os desfechos adversos, como
    • Descolamento da placenta (6,1% no grupo total de tireoidectomia, 1,0% no hipotireoidismo e 0,8% no grupo não hipotireoidismo, p = ,002)
    • Parto cesariano (33,3% Na tireoidectomia total, 30,4 no hipotireoidismo e 14,4% no grupo do não-hipotiroidismo; p< 0,001)
  • A tireoidectomia total foi associada de forma independente ao descolamento placentário e ao tratamento da fertilidade na análise multivariável com controle da idade materna.
  • Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos em termos de resultados perinatais, como o baixo índice de Apgar no Primeiro minuto (6,1% versus 4,5% e 4,3%; p = 0,846) e no Quinto minuto (3,0% vs. 0,6% e 3,0%; p = 0,198); Mortalidade perinatal (0,0% vs. 0,9% e 0,01%; p = 0,293).

Conclusões. A mulheres submetidas a tireoidectomia total e as mulheres com hipotireoidismo devido a outras razões estão em maior risco de resultados obstétricos adversos, enquanto o risco é maior para as gravidezes com tireoidectomia total em comparação com o hipotireoidismo devido a outros motivos.

Minhas  Considerações:

Não dá pra considerar que o hipotireoidismo não exerce influência na gravidez. Se eu baseado na literatura científica atual e experiência clínica obstétrica tenho muito cuidado no acompanhamento de gestantes ou tentantes portadoras de hipotireoidismo subclínico, imagine de hipotireoidismo clínico e mais ainda do hipotireoidismo secundário à tireoidectomia. É claro que deve ser diferente. Inclusive a transformação de T4 em T3 deve ser sempre questionada e depende de diversas selenoproteínas. Estas selenoproteínas dependendem do Zinco, que também está relacionada com o Cobre. E para a produção de hormônio tireoideano, o iodo é fundamental (em doses fisiológicas). E toda a miltiplicação cellular para a fertilidade e gravidez depende das reações de metilação, que por sua vez são dependentes de vitaminas do Complexo B, vitamina D e Ômega 3. Assim, faz sentido que a suplementação nutracêutica da mulher pós-tireodectomia deve ser completamente diferenciada.

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Tabela 1: Notar a dose elevada de Levotiroxina em portadoras de Hipotireoidismo pós tireoidectomia.

*Não há correlação com a Triiodotironina (T3) nem como com a admninstração de outros nutracêuticos importantes no metabolismo dos hormônios tireoideanos

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Tabela 3 demonstra os fatores de risco obstétricos dos grupos Pós Tireoidectomia, Hipotireoidismo e o Grupo Controle. Os riscos maiores do grupo tireoidectomia foram tratamentos para infertilidade, parto prematuro, descolamento de placenta, gravidez gemelar e ruptura prematura das membranas amnióticas.

WhatsApp Image 2017-07-09 at 10.01.05Tabela IV que evidencia os riscos de pacientes pós tireoidectomia com risco maior de tratamentos para fertilidade, descolamento de placenta e gravidez em idade avançada

 

 

 


 


tireoideegravidez

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Novo Guideline da Associação Americana de Tireoide estabeleceu 97 recomendações e respondeu 111 perguntas comuns para quem acompanha as doenças da tireoide na gravidez e na lactação
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Todo profissional de saúde deve estar atualizado com este consenso, ainda que discorde de diversas recomendações. Um trabalho científico, ainda que de excelente qualidade, pode não mudar completamente a conduta do profissional de saúde, mas traz diversas reflexões
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?O Guideline me ajudou muito a refletir sobre a importância do iodo nas doses recomendadas, do tratamento do hipotireoidismo subclínico, sobre como diagnosticar e tratar, enfim, são tantos questionamentos que tenho que não daria pra compilar por aqui
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Por outro lado, o rastreamento da doença tireoidiana na gravidez não é recomendado de rotina no Guideline, não há evidência científica a favor ou contra, a evidência é insuficiente, desta forma não recomenda o rastreio. Porém, a Recomendação 97 relaciona as situações nas quais tal rastreamento deve ser realizado
?História de hipo ou hipertireoidismo, ou sinais e sintomas de disfunção tireoidiana
?Anticorpos Anti Tireoperoxidase positivos ou presença de bócio
?História de radiação na cabeça ou no pescoço e cirurgia na tireoide
?Idade maior que 30 anos
?Diabetes mellitus tipo 1 ou outras doenças autoimunes
?História de perdas estacionais, parto prematuro ou infertilidade
?Multiparidade (múltiplas gravidezes)
?História familiar de doença autoimune ou disfunção tireoidiana.
?Obesidade Mórbida
?Uso de amiodarona ou lítio ou administração recente de contraste radiológico iodado
?Residir em área de moderada ou severa insuficiência iódica
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?Realmente não sei quais locais no Brasil temos insuficiência iódica. Não temos um trabalho tão amplo para avaliar a concentração urinária do iodo de acordo com a particularidade de cada estado e grupo populacional. Avaliar a concentração urinária de iodo é menos prática do que a avaliação do TSH. Além disso, minha população em geral é de alto risco, com histórico de abortamentos e partos prematuros, por exemplo. Assim, continuarei avaliando a função tireoideana no primeiro, segundo e terceiro trimestres da gestação

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Artigo de 2016 sobre reposição dos hormônios tireoideanos inicia elencando as principais causas de hipotireoidismo:
??Deficiência de Iodo
?? Tireoidite Autoimune (Hashimoto ou tireoidite pós-parto)
?? Tireoidite Subaguda
?? Tireoidite iatrogênica secundária a tireoidectomia a radioterapia ou pós iodo radioativo
?? Hipotireoidismo congênito
?? Hipotireoidismo secundário ou central
?? Hipotireoidismo secundário a drogas como: amiodarona, propiltiouracil, lítio, interferon e inibidores da tirosina quinase
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?? Negligenciamos bastante esta glândula tão importante para o funcionamento do nosso corpo e relacionada com o metabolismo geral. Os valores da normalidade de vários exames laboratoriais são baseados apenas na curva de Gauss, que representa os valores de 95% da população. Admite-se assim que existem 95% de pessoas normais, sem se basear em aspectos clínicos, laboratoriais e de imagem. Mas quais os valores ideais destes hormônios ?
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?? Um bom funcionamento da tireóide e de outros órgãos é fundamental para a saúde do ser humano
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?? Deficiência de iodo ainda é bastante frequente e pouco diagnosticado porque a avaliação laboratorial por iodúria ou iodo salivar não é realizada de rotina. Na gestação e lactação a suplementação iódica é recomendada.
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?? Necessitamos de curvas de normalidade para a população brasileira de diversos exames laboratoriais
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?? Outros nutrientes como selênio e zinco necessitam ainda de investigação. Algumas selenioproteínas são responsáveis pelo metabolismo dos hormônios da tireoide.
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?? A tirosina é um amnoácido importante na formação dos hormônios tireoideanos
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Por que um ginecologista deve saber sobre a glândula tireoide?
?? Porque ele deve prestar atenção integral à saúde da mulher. Várias patologias ginecológicas e obstétricas estão relacionadas com alterações na glândula tireoide. Porque ele também estudou fisiologia bioquímica, semiologia e patologia como todo médico, deve pelo menos entender o funcionamento normal desta glândula relacionar com a clínica apresentada pela paciente
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Este trabalho de Israel (Gynecological Endocrinology, Maio de 2011, número 27 (5) páginas 314-318) avaliou os resultados perinatais em grávidas após tireoidectomia
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??Trata-se de um estudo retrospectivo que comparou os resultados das gravidezes de 50 mulheres após tireoidectomia total (T0), 1015 portadoras de hipotiroidismo (hT) e 200.000 mulheres sem hipotiroidismo, o grupo controle (C)
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??Descolamento prematuro da placenta foi mais observado no grupo T0 (6,1%), que nos grupos hT (1,0%) e C (0,8%)
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??Não houveram diferenças estatitiscamente significativas entre os três grupos para alguns resultados perinatais como baixo índice de APGAR no primeiro e quinto minutos e na mortalidade perinatal
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??O grupo hT apresentou mais distúrbios hipertensivos (9,8%) que os grupos T0 (6,1%) e C (6,2%)
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??O grupo hT apresentou mais diabetes gestacional (12,6%) que os grupos T0 (0%) e C (0,8%)
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??O grupo T0 apresentou mais gravidez gemelar (15,2%) que os grupos hT (6,2%) e C (3,3%)
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??O estudo conclui informando que mulheres após tireoidectomia e com hipotiroidismo estão com um risco mais aumentado de resultados obstétricos adversos do que as gestantes sem hipotiroidismo
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Post com o intuito não de assustar, mas de conscientizar as gestantes portadoras de hipotiroidismo ou após tireoidectomia e seus profissionais a buscarem a melhor forma de tratamento e principalmente pela mudanças do estilo de vida, pois acredito que tal medida é fundamental para os ÓTIMOS RESULTADOS OBSTÉTRICOS E PERINATAIS. Mude, melhore sua alimentação, seu gerenciamento do estresse e do sono, pratique atividade física bem supervisionada e tenha uma gravidez saudável. É o que desejo do fundo do coração??!!!

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? De forma integrativa, em primeiro lugar é necessário não apenas otimizar a função tireoideana, mas a saúde da cliente como um todo. Afinal, quais foram os fatores de risco que levaram ao câncer de tireóide e sua consequente tireoidectomia? Como melhorar o estilo de vida da sua paciente? Assim, além da otimização hormonal tireoideana, faz-se necessário avaliar os seguintes pilares da medicina Integrativa/funcional:
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Ansiedade: o gerenciamento do estresse é fundamental nestes casos, pois a glândula adrenal pode “jogar contra” o tratamento e prejudicar os resultados. Fitoterápicos, medidas comportamentais (meditação, ioga) e outros nutracêuticos podem ser utilizados
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Gerenciamento do sono: mudança de hábitos para uma boa higiene do sono, fitoterápicos e nutracêuticos podem ser utilizados
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Alimentação: uma alimentação saudável, functional é o tratamento universal. Evitar produtos industrializados, pró-inflamatórios, corantes, conservantes e acidulantes. “Que o nosso alimento seja o nosso medicamento”
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Suplementos Nutracêuticos: selênio, zinco, iodo, magnésio, vitamina D, B12, metilfolato, dentre outros podem ajudar bastante
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?Atividade física: também é um importante pilar do tratamento integrativo, com o detalhe que deve ser muito bem supervisionada durante a gravidez e com atenção especial no primeiro trimestre, periodo em que pelo risco de abortamento, a atividade física deve ser suspensas ou modificada por atividades físicas de menor intensidade
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Bom funcionamento instestinal e uma boa microbiota intestinal: pode constituir um importante alicerce como mecanismo de barreira, para produção de neurotransmissores e consequente redução de doenças inflamatórias / autoimunes
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Bons profissionais: um verdadeiro time jogando a favor, com condutas discutidas em conjunto pode ajudar bastante. Vale ressaltar o papel da principal personagem desta história: a própria gestante!!!
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Acompanhar casos de gestação de alto risco requer um esforço maior, mas é muito gratificante. Muitas vezes temos de nos atualizar e buscar novas estratégias para uma conduta mais adequada. Em muitos casos não se tem uma conduta pré-estabelecida, precisa raciocinar muito e em certos casos até inovar
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??Qual a melhor conduta nos casos de gestantes após tireoidectomia?
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??Muitas delas utilizam doses altas de levotiroxina (T4) e como na gravidez há uma maior necessidade dos hormônios tireoideanos para o adequado desenvolvimento do embrião/feto, pode ocorrer um desequilíbrio em geral com aumento do Hormônio Estimulante da Tireóide (TSH)
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??O ajuste muitas vezes é complicado porque tradicionalmente o tratamento é realizado com T4 isolada. Só que em alguns casos, é observado um maior aumento da forma inativa do hormônio tireoideano, a triiodotironina reversa (T3r) e uma diminuição da triiodotironina (T3) que é o hormônio biologicamente ativo. Provavelmente a conversão de T4 a T3 está alterada, o que pode ser inferido por tratamento inadequado com necessidade de se acrescentar o T3, necessidade de selênio ou de iodo (em doses fisiológicas)
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??São pacientes que podem se beneficiar com uma avaliação mais detalhada da função tireoideana, pela avaliação dos exames específicos da tireoide, bem como da avaliação do iodo ou mesmo do selênio, outros antioxidantes e principalmente com a mudança do estilo de vida.
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??O acompanhamento deve ser personalizado e bem avaliado com equipe transdisciplinar: obstetra, endocrinologista, nutricionista e/ou nutrólogo e psicólogo, dentre outros quando necessários .

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Mais um estudo demonstra a importância da vitamina D para as doenças auto-imunes. Este trabalho de maio/junho de 2016 observou que 93% dos pacientes (n 100) com anticorpos anti tireoperoxidase (TPO) positivos, apresentaram insuficiência de Vitamina D (parâmetro utilizado no trabalho para insuficiência foi < 75nmol/L que equivale a < 30ng/dl) enquanto que 74% dos mesmos eram deficientes de vitamina D (parâmetro utilizado no trabalho para insuficiência foi < 50nmol/L que equivale a < 20ng/dl).
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Porém, o que mais chamou atenção foi a redução dos títulos dos anticorpos anti TPO para os pacientes que foram randomizados e tratados com 60.000U de Vitamina D por mês na análise posterior dos níveis séricos de vitamina D que aumentaram após o tratamento.
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O trabalho reconhece na discussão a importância da vitamina D em doenças auto-imunes como artrite reumatoide, lúpus, doença de Chron, Colite ulcerativa, diabetes tipo 1 e esclerose múltipla. Conclui que a deficiência de vitamina D é muito comum em pacientes com doenças auto-imunes da tireóide e que a suplementação de vitamina D está associada com um efeito benéfico na autoimunidade pela redução significativamente estatística dos níveis de Anticorpos Anti-TPO.
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Fonte: http://www.ijem.in/temp/IndianJEndocrMetab203391-8011902_221519.pdf


 

Parto Normal, Natural, Humanizado

Separei algumas informações importantes sobre preparo e assistência ao trabalho de parto. Lembro-me claramente que assisti o meu primeiro parto normal na Maternidade Bandeira Filho no ano de 1998, eu estava no quinto período da faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco. Em 2000 participei da Primeira Conferência Mundial sobre Humanização do Parto e Nascimento em Fortaleza, apresentando dois trabalhos sobre parto de cócoras. De lá pra cá foram inúmeros partos. Nos últimos anos, tenho me dedicado à assistência ao trabalho de parto guiado por ultrassonografia, o que se denomina de ultrassonografia intraparto por acreditar que esta metodologia pode trazer uma segurança maior para a mãe e para o bebê. Abaixo, seguem alguns documentos técnicos históricos e atuais sobre a assistência ao parto. Em seguida aos documentos, separei algumas orientações adaptadas do Colégio Americano de Ginecologistas e Obstetras (ACOG) sobre os principais temas:

  • Como saber e o que fazer quando o trabalho de parto começa

  • Monitoramento cardíaco no trabalho de parto

  • Indução do Parto

  • Quando a gravidez passa da data provável do parto

  • Preparo para o parto em situações especiais

  • O que você precisa saber sobre laceração perineal

  • Técnicas de relaxamento para o manejo da dor no trabalho de parto

  • Lista resumida de recomendações sobre cuidados intraparto para uma experiência positiva de parto

Guia prático da Organização Mundial de Saúde para a Maternidade Segura, 1996 (em inglês):  GUIAOMS1996

Parto, Aborto e Puerpério: assistência humanizada, 2000 ManualFEBRASGOeABENFO 2000

Manual da FEBRASGO de Assistência ao Parto, Puerpério e Abortamento, 2010 ManualFEBRASGO2010

Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal, 2017  MS Diretrizes Parto Normal 2017

Recomendações sobre cuidados intraparto para uma experiência positiva de parto (em inglês) RecOMSExp+ 2018 

Vídeos e links que considero interessante e que já gravei (inscreva-se no nosso canal, curta e compartilhe) ou postei nos site.

Doppler Intraparto

Link específico mais voltado para profissionais que assistem partos normais e valorizam a ultrassonografia intraparto.

Recomendações da Organização Mundial de Saúde para Assistência ao Trabalho de Parto, Parto e Puerpério para uma Experiência positiva do nascimento

Ultrassonografia Intraparto

Fotografias de Partos

Anestesia em Obstetrícia

Parceiros com quem trabalho

Gestantes do Terceiro Trimestre de Gravidez

 



Monitoramento da frequência cardíaca fetal durante o parto

O que é o monitoramento da frequência cardíaca fetal?

O monitoramento da frequência cardíaca fetal é o processo de verificar a condição do seu feto durante o trabalho de parto e parto, monitorando a frequência cardíaca do feto com equipamento especial.

Por que o monitoramento da frequência cardíaca fetal é feito durante o trabalho de parto e o parto?

O monitoramento da frequência cardíaca fetal pode ajudar a detectar alterações no padrão normal da frequência cardíaca durante o trabalho de parto. Se certas alterações forem detectadas, etapas podem ser executadas para ajudar a tratar o problema subjacente. O monitoramento da frequência cardíaca fetal também pode ajudar a prevenir tratamentos desnecessários. Uma frequência cardíaca fetal normal pode tranquilizar você e seu obstetra-ginecologista (obstetra) ou outro profissional de saúde de que é seguro continuar o trabalho de parto se não houver outros problemas.

Quais são os tipos de monitoramento? Como a ausculta é realizada?

A ausculta é feita com um estetoscópio especial ou um dispositivo chamado transdutor Doppler . Quando o transdutor é pressionado contra o abdômen, você pode ouvir os batimentos cardíacos do feto. Quando a ausculta é usada, seu ginecologista ou outro profissional de saúde verificará a frequência cardíaca do feto em horários definidos durante o trabalho de parto. Se você tiver fatores de risco para problemas durante o trabalho de parto ou se surgirem problemas durante o trabalho de parto, a frequência cardíaca fetal será verificada e registrada com mais frequência.

Como é feito o monitoramento eletrônico do feto (cardiotocografia)?

O monitoramento fetal eletrônico usa equipamento especial para medir a resposta da frequência cardíaca do feto às contrações do útero. Ele fornece um registro contínuo que pode ser lido. Seu ginecologista ou outro profissional de saúde revisará o registro eletrônico dos batimentos cardíacos do feto (chamado de rastreamento da frequência cardíaca fetal) em horários definidos. O rastreamento pode ser revisado com mais frequência se surgirem problemas. O monitoramento fetal eletrônico pode ser externo, interno ou ambos. Você pode precisar ficar na cama durante os dois tipos de monitoramento eletrônico, mas pode mover-se e encontrar uma posição confortável.

Como é feito o monitoramento externo (Cardiotocografia)?

Com esse método, um par de cintos é enrolado em seu abdômen. Um cinto usa Doppler para detectar a frequência cardíaca fetal. O outro cinto mede a duração das contrações e o tempo entre elas.

Como é feito o monitoramento interno?

Com este método, um fio denominado eletrodo é usado. É colocado na parte do feto mais próxima do colo do útero , geralmente o couro cabeludo. Este dispositivo registra a freqüência cardíaca. As contrações uterinas também podem ser monitoradas com um tubo especial chamado cateter de pressão intrauterina, que é inserido através da vagina até o útero. O monitoramento interno pode ser usado somente depois que as membranas do saco amniótico se rompem (depois que “sua bolsa d’água rompe” ou rompe).

Não realizamos o monitoramento interno em Pernambuco, talvez em nenhuma maternidade do Brasil.

O que acontece se o padrão de frequência cardíaca fetal for anormal?

Padrões anormais de frequência cardíaca fetal nem sempre significam que há um problema. Outros testes podem ser feitos para se ter uma ideia melhor do que está acontecendo com seu feto. Se houver um padrão anormal de frequência cardíaca fetal, seu obstetra ou outro profissional de saúde tentará primeiro encontrar a causa. Podem ser tomadas medidas para ajudar o feto a obter mais oxigênio, como fazer você mudar de posição. Se esses procedimentos não funcionarem ou se outros resultados de testes sugerirem que seu feto tem um problema, seu obstetra ou outro profissional de saúde pode decidir fazer o parto imediatamente. Nesse caso, o parto é mais provável por cesárea ou com fórceps ou parto assistido a vácuo .

Eu defendo sim o uso da tecnologia em obstetrícia. Será a única forma de avançarmos numa assistência mais segura e consequentemente mais humanizada, afinal nada mais humanizado do que um um parto bem assistido, independente da via de parto, é um parto com resultados excelentes maternos e perinatais. A ultrassonografia intraparto inclusive mostrou-se como um método que aumenta as chances de um parto normal. Não faz sentido em 2024 (já não fazia sentido há muito tempo), acompanharmos uma paciente em trabalho de parto e não identificarmos a variedade de posição, a estimativa de peso fetal, o perfil biofísico e hemodinâmico fetal, com a utilização de Dopplerfluxometria, sequer entendermos de forma objetiva como ocorre o mecanismo do parto que assistimos. Realizamos diversas ultrassonografias no pré-natal e, de repente, no momento mais importante da vida de um indivíduo, o seu nascimento, esta monitorização não ocorre. Ao meu ver os equipamentos de ultrassonografia devem estar presentes em todas as maternidades. O preço que se paga por um equipamento e uma equipe bem treinada é muito menor do que o preço que se paga por um resultado materno e perinatal adverso. Saliento que não há evidência científica que sustente esta minha opinião, até porque poucos obstetras possuem equipamentos de ultrassonografia ou são habilitados para execução do exame e a única maneira de realmente entendermos este novo método de acompanhamento do trabalho de parto é praticando, afinal, até que se prove o contrário e mediante os trabalhos científicos atuais, a ultrassonografia intraparto tem trazido inúmeros benefícios. Também apoio a utilização da cardiotocografia anteparto, por motivos semelhantes ao que já escrevi. Mais informações em https://drglaucius.com.br/usgintraparto/


Indução do parto  – perguntas frequentes

O que é indução do parto?

  • A indução do parto é o uso de medicamentos ou outros métodos para provocar (induzir) o parto.

Por que o trabalho de parto é induzido?

  • O parto é induzido para estimular as contrações do  em um esforço para ter um parto vaginal. A indução do parto pode ser recomendada se a saúde da mãe ou do  estiver em risco. Em situações especiais, o parto é induzido por motivos não médicos, como morar longe do hospital. Isso é chamado de indução eletiva. A indução eletiva não deve ocorrer antes de 39 semanas de gravidez.

Quais os riscos da indução do parto?

A indução do Parto é sempre eficaz?

Se você tiver mais perguntas, entre em contato com seu obstetra.

FAQ154

Publicado: setembro de 2017

Última revisão: junho de 2018

Fonte: ACOG


Quando a gravidez passa da data provável do parto

O que é a data provável do parto (DPP) ?

A data prevista para o nascimento do seu bebê – data provável do parto – é calculada a partir do primeiro dia de sua última menstruação (DUM) , desde que esteja compatível com a ultrassonografia do primeiro trimestre. A DPP é usada como um guia para verificar o progresso da gravidez e acompanhar o crescimento do  .

Como a DPP é calculada?

Um exame de ultrassom geralmente é usado para confirmar a data provável do parto. Seu  avaliará a data de seu exame de ultrassom e a comparará com a DPP com base em sua DUM. Depois de selecionada a DPP, ela não muda, não importa quantos exames de ultrassom adicionais você possa fazer durante a gravidez.

O que é gravidez pós-termo?

A duração média da gravidez é de 280 dias, ou 40 semanas, contados a partir do primeiro dia de sua DUM. Uma gravidez que dura de 41 semanas a 42 semanas é chamada de “prolongada”. Uma gravidez que dura mais de 42 semanas é chamada de “pós-termo”. Comumente chamamos de pós-datismo, a gestação que passa das 40 semanas de gestação.

O que causa uma gestação pós-termo

As causas da gravidez pós-termo são desconhecidas, mas existem vários fatores que podem aumentar suas chances de ter uma gravidez pós-termo. Esses fatores incluem o seguinte:

  • Primeira gestação
  • Feto masculino.
  • Antecedente de gravidez pós-termo
  • Obesidade

Quais os riscos associados a uma gravidez pós-termo?

Os riscos à saúde para você e seu feto podem aumentar se a gravidez for tardia ou pós-termo, mas os problemas ocorrem apenas em um pequeno número de gestações pós-termo. A maioria das mulheres que dão à luz após as datas previstas têm um trabalho de parto sem complicações e dão à luz bebês saudáveis. Os riscos associados à gravidez pós-termo incluem os seguintes:

Outros riscos incluem maior chance de  ou  . Também há uma chance maior de infecção e  – .

Quando devo realizar exames numa gravidez pós-termo?

Uma gravidez entre 40 e 41 semanas de gestação não requer necessariamente testes, mas às 41 semanas seu obstetra ou outro profissional de saúde pode recomendar testes. Esses testes podem ser feitos semanalmente ou duas vezes por semana. O mesmo teste pode precisar ser repetido ou um teste diferente pode precisar ser feito. Em alguns casos, a entrega pode ser recomendada.

O que é monitoramento fetal eletrônico?

A cardiotocografia anteparto (CTG) mede a frequência cardíaca do feto por um período específico de tempo, geralmente 20 minutos. Os resultados do NST são anotados como reativos (tranquilizadores) ou não reativos (não-tranquilizadores). Um resultado não reativo não significa necessariamente que o feto não seja saudável. Os resultados do CTG não reativo geralmente são seguidos por outros testes para fornecer mais informações.

O que é Perfil Biofísico Fetal ?

Um perfil biofísico fetal (PBF) envolve o monitoramento da frequência cardíaca fetal, pela ultrassonografia. Avalia a frequência cardíaca fetal, respiração, movimento e tônus ​​muscular. A quantidade de líquido amniótico também é avaliada.

O que é uma Cardiotocografia sobre estresse de contração? 

A Cardiotocografia sobre estresse de contração (CTGe) avalia como a frequência cardíaca do feto muda quando o  contrai. Para fazer seu útero se contrair levemente, você pode receber ocitocina por meio de um catéter intravenoso (IV) em seu braço. Os resultados são considerados tranquilizadores ou não tranquilizadores. Os resultados também podem ser ambíguos (os resultados não são claros) ou insatisfatórios (não houve contrações suficientes para produzir um resultado significativo).

O que é indução do parto?

A indução do parto pode ser recomendada se a sua gravidez chegar a 41 semanas. A indução é iniciada com medicamentos ou outros métodos. Para induzir o parto, seu colo do útero precisa começar a amolecer na preparação para o parto. Isso é chamado de  . Medicamentos ou outros métodos podem ser usados ​​para iniciar este processo.

Como é realizada a indução do parto?

Métodos para induzir o parto podem incluir o seguinte:

  • Descolamento das membranas amnióticas – seu obstetra ou outro profissional de saúde passa um dedo enluvado sobre as membranas finas que conectam o  à parede do útero.
  • Ruptura da bolsa amniótica – seu obstetra ou outro profissional de saúde faz um pequeno orifício na bolsa amniótica para liberar o líquido (“rompendo a bolsa”).
  • Ocitocina – uma forma medicamentosa de oxitocina pode ser administrada por meio de um tubo intravenoso em seu braço. Isso fará com que o útero se contraia. A dosagem pode ser aumentada lentamente ao longo do tempo e é monitorada cuidadosamente.
  • Análogos da prostaglandina – são medicamentos colocados na vagina para iniciar o amadurecimento cervical.
  • Balão de amadurecimento cervical – seu obstetra ou outro profissional de saúde pode colocar um pequeno dispositivo semelhante a um balão no colo do útero para dilatá-lo mecanicamente e ajudar a iniciar o trabalho de parto.

Quais os riscos da indução do parto?

Os riscos da indução do parto podem incluir alterações na frequência cardíaca fetal, infecção e contrações do útero que são muito fortes. Você e seu feto serão monitorados durante todo o processo. Outra possibilidade é que a indução do parto pode não funcionar. O método usado para induzir o parto pode precisar ser repetido. Em alguns casos, pode ser necessário um parto vaginal assistido ou uma cesariana.


Preparo para o parto em situações especiais

Nós obstetras sempre desejamos às nossas pacientes um parto normal sem laceração, sem nenhum intercorrência e sem o mínimo de intervenção. Mas considero que vale a pena o preparo para situações especiais que relato a seguir. É comumente você se preparar para que tudo dê certo, mas se você cair no percentual de maior dificuldade na assistência ao parto, você se preparou para que tudo desse certo, principalmente em situações desafiadoras.

Falha na Progressão do Trabalho de parto

Em algumas situações, mesmo com adequada assistência obstétrica e empenho da gestante, o colo não dilata, o bebê não “desce”, as contrações não aumentam, enfim, existe uma série de condições que atrapalham aquele parto normal tão desejado, que chamamos de parto eutócico.

O mais importante é saber que o caminho foi percorrido de maneira correta e caso seja indicada a cesariana por este motivo, a gestante deve estar de cabeça tranquila para esta situação, ao invés de se cobrar por não conseguir o parto. O nascimento será humanizado independente da via de parto.

Insucesso na indução do parto

Na minha prática, em comum a diversos profissionais e Guidelines, uma vez que a paciente não apresente resposta à indução do parto, a cesariana será indicada quando a paciente desistir da indução ou quando tiver colocado 8 comprimidos de misoprostol 25mcg, sem resposta satisfatória.

Líquido Amniótico Meconizado

Pode indicar o sofrimento fetal, se estiver no final do trabalho de parto pode-se esperar pelo parto normal, caso contrário, em geral é optado pela cesariana, a indicação é por sofrimento fetal, é uma cesariana necessária.

Distócia de Ombro

É uma emergência obstétrica e que precisa da colaboração da gestante. As medidas são de responsabilidade do profissional que assiste o parto, mas é importantíssimo a colaboração da paciente principalmente para duas posições representadas abaixo que facilitam a saída do bebê.

Management of shoulder dystocia

Figuras representando a Manobra de Mc Roberts, que consiste em aumentar o canal de parto pela maior flexão das coxas

Shoulder Dystocia: An Update - ScienceDirectFlipFLOP: Four Steps to Remember • Midwifery Today

Em outras situações a manobra de Gaskin que consiste em ficar na posição de quatro apoios facilita o desprendimento da cabeça fetal. Outra possibilidade é ficar na posição de corredor (de largada) colocando uma perna à frente apoiada pelo pé com a perna posterior apoiada pelo joelho

Parto Vaginal Assistido (Instrumental): Vácuo-extrator ou Fórceps: 

E algumas situações para evitar o sofrimento fetal e ultimar o parto normal, realizamos o que chamamos de parto vaginal assistido, ou parto instrumental ou parto operatório. Para isso utilizamos o vácuo-extrator ou o fórceps. Sou provedor e instrutor do Curso Advanced Life Support in Obstetrics (ALSO)  e as aulas práticas e teóricas que ministrava era sobre este assunto. Parto vaginal assistido não é violência obstétrica. Violência obstétrica é a paciente não permitir a realização do parto vaginal assistido e o obstetra fazê-lo. Mas se houver indicação do parto instrumental de emergência, em primeiro lugar leva-se em consideração a vida do bebê. Toda paciente que deseja parto normal deveria estar preparada para a possibilidade de realização do parto operatório ou de uma cesariana de emergência.

Hospital em Recife (PE) utiliza novo equipamento para auxiliar em partos normais - Notícias - EBSERHParto vaginal assistido - Fórceps e Vácuo

Exemplo de vácuo-extrator e sua demonstração em manequim

O que é fórceps? Entenda essa ferramenta usada no parto normalESTUDA, MELANIA, ESTUDA!: Parto instrumental: fórceps e vácuo-extração na Obstetrícia moderna: Parte 1

Exemplo de fórceps e sua demonstração em manequim

Entendendo as possíveis intervenções: Fórceps e Vácuo-Extrator - Pra valer a pena

Ilustração de Parto vaginal instrumental com fórceps e vácuo-extrator

Suspeita de Sofrimento Fetal

Qual a mãe arriscaria a vida do filho. Não vale a pena insistir num parto normal quando se coloca em risco a vida do bebê. É mais uma indicação de cesariana.

Exaustão Materna

Caso você não suporte a espera pelo trabalho de parto e parto, as dores mesmo que esteja sob analgesia, o obstetra deve estar ao seu lado e compreender esta possibilidade. O parto continua sendo seu, você vai até onde acha que deve ir. Não será uma mãe melhor ou pior por causa desta exaustão. Mas saiba que é muito comum o cansaço do trabalho de parto, como diversos esforços físicos que realizamos, mas que no final ficamos satisfeitos com o resultado.

Mudança na equipe de Assistência

O parto é seu, o ideal é que o profissional de sua escolha esteja lhe assistindo durante todo o trabalho de parto. Mas é imprescindível que você entenda que este profissional tem família, precisa se cuidar, divertir-se, atender outras pacientes, ter outras urgências, ter problemas de saúde na família e pode não estar o tempo todo durante o trabalho de parto. O parto continua sendo seu, confie no seu preparo e na equipe que está lhe assistindo.

Lacerações Perineais

Saiba que podem ocorrer, independente de todo o cuidado ou posição do parto. Abaixo tem um tópico específico sobre o assunto.

Hemorragia pós-parto

Mesmo com todo o cuidado e profilaxia, o parto pode sangrar muito e exigir algumas medicações endovenosas e até pela via retal. Em um pequeno percentual dos casos pode ser preciso a realização de transfusão sanguínea.

Óbito Fetal

Todo o obstetra experiente já teve um desfecho perinatal negativo. Muitas vezes não compreendemos o porquê de numa cesariana o bebê nasce deprimido e isso também pode ocorrer no trabalho de parto e parto normal. A ciência ainda não avançou para garantirmos o desfecho perinatal positivo durante o trabalho de parto. Mas o que realmente importa é o trabalho em conjunto, tomar as decisões certas na hora certa. A confiança, o preparo psicofísico para o parto ajuda bastante. Em algumas situações você ainda continua tendo o direito de escolher a via de parto, até mesmo se houver ocorrido o óbito fetal. Em geral priorizamos o parto normal (desde que a paciente consinta) para não expor a paciente a um risco cirúrgico desnecessário.

O que você precisa saber sobre laceração perineal?

O que são lacerações perineais?

O períneo é a área entre a abertura vaginal e a passagem das costas (ânus).

É comum que o períneo se amplie até certo ponto durante o parto e apresente lacerações.

As laceraçõess também podem ocorrer dentro da vagina ou em outras partes da vulva, incluindo os lábios vaginais. Bem mais raramente pode envolver o ânus e a uretra (canal por onde passa o xixi)

Até 9 em cada 10 primíparas (mulheres que terão o primeiro parto) que têm parto vaginal apresentam algum tipo de laceração ou episiotomia. É ligeiramente menos comum para mães que tiveram um parto vaginal antes.

Para a maioria das mulheres, essas lacerações são mínimas e curam rapidamente.

Anatomia do períneo

Figura evidenciando a anatomia simplificada do períneo

Quais são os tipos de rotura perineal?

Primeiro grau

Pequenas lágrimas que afetam apenas a pele, que geralmente cicatrizam rapidamente e sem tratamento.

Eu sempre realizo a sutura para correção de defeito anatômico, mesmo nas suturas superficiais, muitas das quais apresentam sangramentos. Não é uma questão estética, é prevenção até de hemorragia pós-parto pois a sutura é hemostática (diminui risco de sangramento). Já atendi mulheres que apresentaram hemorragia pós-parto com necessidade de hemotransfusão por conta de lacerações vaginais que não foram suturadas. 

Segundo grau

Lágrimas afetando o músculo do períneo e a pele. Geralmente requerem pontos de sutura.

Lacerações de terceiro e quarto graus

Para algumas mulheres (3,5 em 100), o rasgo pode ser mais profundo. As rupturas de terceiro ou quarto grau, também conhecidas como lesões obstétricas do esfíncter anal (OASI), estendem-se para o músculo que controla o ânus (esfíncter anal). Essas lacerações mais profundas precisam ser reparadas em uma sala de cirurgia.

Tipos de laceração perinatal e episiotomia no parto

Figura demonstrando os tipos de lacerações

Por que as lacerações ocorrem?

As lacerações acontecem espontaneamente quando o bebê estica a vagina e o períneo durante o parto.

Qual é a diferença entre uma laceração e uma episiotomia?

A episiotomia é um corte feito pelo seu profissional de saúde no períneo e na parede vaginal para liberar mais espaço para o nascimento do bebê.

As episiotomias são feitas com o seu consentimento. Elas são realizadas se o seu bebê precisar nascer rapidamente, geralmente se você tiver um parto instrumental (fórceps ou vácuo-extrator), ou se houver risco de uma lesão perineal grave (o que é algo bastante subjetivo).

Eu não realizo episiotomia de rotina nos partos em que assisto. Desde 2000 já existe metanálise (tipo de estudo científico que reúne outras publicações, de alto impacto) condenando a episiotomia de rotina.

Como posso saber que tipo de laceração eu tive?

Após o nascimento de seu bebê, seu profissional de saúde examinará cuidadosamente sua vagina, períneo e ânus para ver se você tem uma laceração e, em caso afirmativo, de que tipo. Eles então o aconselharão se você precisar de pontos.

Se você tiver sofrido uma ruptura de terceiro ou quarto grau, será transferido para a sala de cirurgia, onde seus músculos serão reparados. Você receberá uma anestesia peridural ou raquidiana, para que tenha um bom alívio da dor.

Reduzindo o risco de rupturas perineais

As rupturas perineais de primeiro e segundo graus são os tipos mais comuns e provavelmente não causam problemas de longo prazo.

Para lacerações de terceiro e quarto graus, geralmente não há uma razão clara para isso acontecer, e não é possível prever. No entanto, é mais provável se:

  • Este é o seu primeiro parto vaginal
  • Seu bebê tem mais de 4 kg
  • Você tem um longo segundo estágio de trabalho de parto (o estágio durante o qual você empurra seu bebê para fora)
  • O ombro do seu bebê fica preso atrás do osso púbico (distocia de ombro)
  • Você tem um parto vaginal instrumental (fórceps ou assistido a vácuo)

Massagem perineal durante a gravidez

A partir das 35 semanas, você ou seu parceiro podem fazer massagem perineal diária até o nascimento do bebê, o que pode reduzir o risco de laceração.

Isso é particularmente benéfico para as mães que terão o parto normal pela primeira vez. Você pode optar por pedir a seu parceiro para ajudá-lo com isso.

Dicas de massagem perineal

  • Banho quente
    Sente-se em um banho quente antes de começar. Isso pode ajudá-lo a relaxar antes da massagem e a soltar os músculos ao redor do períneo.
  • Unhas curtas
    Os tecidos da vagina e do períneo são muito delicados. Certifique-se de que suas unhas são curtas para evitar arranhões na pele ou qualquer desconforto na área.
  • Posição confortável
    Você precisa estar relaxada durante a massagem, por isso é importante encontrar uma posição confortável. O melhor lugar para fazer essa massagem é na cama. Apoie-se com almofadas para apoiar as costas e dobre os joelhos.
  • Lubrificante
    Use um lubrificante como óleo de vitamina E, óleo de amêndoa ou azeite. Outra opção que sugiro é o óleo de coco.
  • Polegares
    Mantenha os polegares na posição indicada por cerca de 1 minuto (imagem abaixo). Pressione para baixo em direção ao ânus e às laterais das paredes da vagina. Mantenha os polegares nesta posição por cerca de 1 minuto. Você começará a sentir uma sensação de alongamento. Respire fundo.
  • Massagem suave
    Massageie suavemente a metade inferior da vagina usando um movimento em forma de U por 2-3 minutos. Repita 2-3 vezes.
  • Repita diariamente ou quando possível
    . Pode levar algumas semanas de massagem diária antes de você notar mais elasticidade na área perineal.


Massagem perineal

Proteção perineal no momento do nascimento

Posição de nascimento

  • O seu profissional de saúde trabalhará com você para que possa dar à luz na posição escolhida. Ajoelhada, ou posição de quatro, ou deitada de lado, pode ser benéfico e reduzir a gravidade da laceração.

Compressa quente (morna)

  • O profissional de saúde pode colocar delicadamente uma compressa quente (compressa, cotonete ou gaze) no períneo enquanto a cabeça do bebê estica os tecidos perineais. Isso pode ajudar a reduzir a gravidade do lacrimejamento.

Um nascimento ‘prático’

  • O seu profissional de saúde pode apoiar o seu períneo durante o nascimento do seu bebê. Isso é chamado de proteção perineal manual ou parto “Hands On”. Sou a favor desta técnica. 
  • A proteção perineal manual pode ser fornecida em qualquer posição de parto, exceto na água.
  • É usado apenas por um curto período, durante o nascimento do seu bebê, e pode ajudar a reduzir a gravidade das lacerações.

O seu profissional de saúde também deve trabalhar com você para garantir que você tenha um parto traqnuilo e controlado.

Se você estiver preocupada com as lacerações perineais ou tiver alguma dúvida, fale com seu profissional de saúde. Ele poderá discutir quaisquer fatores de risco acrescidos relacionados ao seu nascimento e o que eles e você podem fazer para tentar evitá-los.

O que acho que é fundamental você saber sobre este assunto?

  1. Inicialmente conhecer sua anatomia, entender o que é e quais os tipos de laceração.
  2. Compreender que se for o primeiro parto normal é mais frequente (9 em cada 10 de acordo com a fonte utilizada) a ocorrência da laceração, mas que apenas 3,5% das mulheres que tiveram parto normal apresentam lacerações perineais de terceiro e quarto grau.
  3. Você terá um maior risco de laceração perineal se:
    1. Este é o seu primeiro parto vaginal
    2. Seu bebê tem mais de 4 kg
    3. Você tem um longo segundo estágio de trabalho de parto (o estágio durante o qual você empurra seu bebê para fora)
    4. O ombro do seu bebê fica preso atrás do osso púbico (distocia de ombro)
    5. Você tem um parto vaginal instrumental (fórceps ou vácuo extrator)
  4. A episiotomia não realizada de rotina (pelo menos não deve ser).
  5. A massagem perineal diária, a partir de 35 semanas de gestação, pode ajudar a diminuir o risco de laceração perineal.
  6. As lacerações serão suturadas com pontos absorvíveis (não necessitam de retirada, “caem” por eles mesmos) sob anestesia local ou pela própria analgesia de parto se for realizada. Ah, nós obstetras, em geral não contamos os pontos de suturas, estamos preocupados em realizar a sutura mais estética e hemostática para a paciente.
  7.  O preparo psicofísico para o parto normal seguida pela assistência humanizada ao trabalho de parto, parto e puerpério, por mais que talvez não tenhamos evidências científicas robustas, ajuda bastante na diminuição da ocorrência das lacerações bem como de suas correções.
  8. Risco de laceração perineal não é indicação de cesariana.
  9. Hemorróida ou varizes vulvares não é indicação formal de cesariana, mas pode ocorrer um maior incômodo no trabalho de parto e risco de laceração. Nós obstetras ficamos preocupados quando da ocorrência destas situações. Mas a escolha do parto é da mulher.
  10. Após o parto, a crioterapia (gelo local) ajuda na recuperação vaginal e representa um método analgésico simples, bem como a utilização de analgésicos, antiinflamatórios e até mesmo soluções (líquida ou spray) a base de solução fisiológica, anestésicos e antiinflamatórios locais ajuda bastante.

Fonte: Adaptado de https://www.rcog.org.uk/en/patients/tears/tears-childbirth/ e https://www.rcog.org.uk/en/patients/tears/reducing-risk/


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Lista resumida de recomendações sobre cuidados intraparto para uma experiência positiva de parto

1. Recomenda-se o atendimento de maternidade respeitoso – que se refere aos cuidados organizados e prestados a todas as mulheres de forma a manter sua dignidade, privacidade e confidencialidade, garantem a ausência de danos e maus tratos, e permite a escolha informada e o apoio contínuo durante o parto e parto. (Recomendado)

2. É recomendável a comunicação efetiva entre profissionais de maternidade e mulheres no trabalho de parto, utilizando métodos simples e culturalmente aceitáveis. (Recomendado)

3. Um companheiro de escolha é recomendado para todas as mulheres ao longo do trabalho e do parto. (Recomendado)

4. Os modelos de cuidados dirigidos pela parteira, em que uma parteira conhecida ou pequeno grupo de parteiras conhecidas apoiam uma mulher ao longo do pré-natal, intraparto e pós-natal, são recomendados para mulheres grávidas em ambientes com programas de obstetrícia que funcionam bem. (Recomendação de contexto específico)

5. Recomenda-se o uso das seguintes definições dos primeiros estágios ativos e latentes do trabalho para a prática.
O primeiro estágio latente é um período de tempo caracterizado por contrações uterinas dolorosas e alterações variáveis do colo do útero, incluindo algum grau de apagamento e progressão mais lenta de dilatação de até 5 cm para trabalhos iniciais e subsequentes.
O primeiro estágio ativo é um período de tempo caracterizado por contrações uterinas dolorosas regulares, um grau substancial de apagamento cervical e dilatação cervical mais rápida de 5 cm até dilatação completa para trabalhos iniciais e subsequentes. (Recomendado)

6. As mulheres devem ser informadas de que uma duração padrão do primeiro estágio latente não foi estabelecida e pode variar amplamente de uma mulher para outra. No entanto, a duração do primeiro estágio ativo (de 5 cm até a dilatação cervical completa) geralmente não se prolonga além de 12 horas nos primeiros trabalhos, e geralmente não se prolonga para além de 10 horas em trabalhos subsequentes. (Recomendado)

7. Para as mulheres grávidas com início de trabalho espontâneo, o limiar da taxa de dilatação cervical de 1 cm / hora durante o primeiro estágio ativo (conforme representado pela linha de alerta do partograma) é impreciso para identificar as mulheres com risco de desfecho adverso e, portanto, não é recomendado para este propósito. (Não Recomendado)

8. Uma taxa mínima de dilatação cervical de 1 cm / hora ao longo do primeiro estágio ativo é pouco realista para algumas mulheres e, portanto, não é recomendada para identificação da progressão normal do trabalho. Uma taxa de dilatação cervical mais lenta que 1 cm / hora por si só não deve ser uma indicação de rotina para a intervenção obstétrica.  (Não Recomendado)

9. O trabalho não pode naturalmente acelerar até atingir um limiar de dilatação cervical de 5 cm. Portanto, o uso de intervenções médicas para acelerar o parto e o nascimento (como o aumento da oxitocina ou a cesariana) antes deste limiar não é recomendado, desde que as condições fetais e maternas sejam tranquilizadoras.  (Não Recomendado)

10. Para as mulheres grávidas saudáveis que se apresentam em trabalho espontâneo, uma política de atrasar a admissão da sala de trabalho até o primeiro estágio inicial é recomendada apenas no contexto de pesquisas rigorosas. (Recomendação em contexto de pesquisa)

11. A pelvimetria clínica de rotina na admissão no trabalho de parto não é recomendada para mulheres grávidas saudáveis.

12. A cardiotocografia de rotina não é recomendada para a avaliação do bem-estar fetal na admissão do trabalho em mulheres grávidas saudáveis apresentando trabalho espontâneo.

13. Ausculta dos batimentos cardíacos fetaisusando um dispositivo de ultra-som Doppler ou estetoscópio fetal Pinard é recomendada para a avaliação do bem-estar fetal na admissão de trabalho.

14. Não é recomendado a tricotomia perineal / pubiana de rotina antes de dar parto vaginal.

15. A administração de enema para reduzir o aumento do trabalho de parto não é recomendada.

16. O exame vaginal digital em intervalos de quatro horas é recomendado para a avaliação rotineira do primeiro estágio de trabalho ativo em mulheres de baixo risco.

17. A cardiotografia contínua não é recomendada para avaliação do bem-estar fetal em mulheres grávidas saudáveis submetidas a trabalho espontâneo.

18. A ausculta intermitente da freqüência cardíaca fetal com um aparelho de ultra-som Doppler ou estetoscópio fetal Pinard é recomendada para mulheres grávidas saudáveis no trabalho de parto.

19. A analgesia epidural é recomendada para mulheres grávidas saudáveis que solicitam alívio da dor durante o parto, dependendo das preferências de uma mulher.

20. Os opióides parenterais, como fentanil, diamorfina e petidina, são opções recomendadas para mulheres grávidas saudáveis que pedem alívio da dor durante o trabalho de parto, dependendo das preferências de uma mulher.

21. As técnicas de relaxamento, incluindo relaxamento muscular progressivo, respiração, música, atenção plena e outras técnicas, são recomendadas para mulheres grávidas saudáveis que solicitam alívio da dor durante o trabalho de parto, dependendo das preferências de uma mulher.

22. Técnicas manuais, como massagem ou aplicação de embalagens quentes, são recomendáveis para mulheres grávidas saudáveis que solicitam alívio da dor durante o parto, dependendo das preferências de uma mulher. (Recomendado)

23. Não é recomendado o alívio da dor para prevenir o atraso e reduzir o  aumento no trabalho de parto. (Não recomendado)

24. Para mulheres de baixo risco, recomenda-se a ingestão de líquidos e alimentos durante o trabalho de parto. (Recomendado)

25. É recomendável encorajar a adoção da mobilidade e uma posição vertical durante o trabalho em mulheres de baixo risco. (Recomendado)

26. Não é recomendada a limpeza vaginal de rotina com clorexidina durante o trabalho de parto com a finalidade de prevenir morbidades infecciosas. (Não recomendado)

27. Não é recomendado um pacote de cuidados para o manejo ativo do trabalho de parto para a prevenção do atraso no trabalho de parto. (Não recomendado)

28. O uso da amniotomia sozinho para prevenir o atraso no parto não é recomendado. (Não recomendado)

29. Não é recomendado o uso de amniotomia precoce com aumento precoce de oxitocina para prevenção de atraso no trabalho de parto. (Não recomendado)

30. Não é recomendado o uso de oxitocina para prevenção do atraso no trabalho em mulheres que recebem analgesia peridural. (Não recomendado)

31. Não é recomendado o uso de agentes antiespasmódicos para prevenção de atraso no trabalho de parto. (Não recomendado)

32. Não é recomendado o uso de fluidos intravenosos com o objetivo de encurtar a duração do trabalho de parto. (Não recomendado)

33. O uso da seguinte definição e duração da segunda etapa do trabalho de parto é recomendado para a prática.
– O segundo estágio é o período de tempo entre dilatação cervical completa e nascimento do bebê, durante o qual a mulher tem um desejo involuntário de suportar, como resultado de contracções uterinas expulsivas.
– As mulheres devem ser informadas de que a duração do segundo estágio varia de uma mulher para outra. Em gestantes no primeiro trabalho de parto, o nascimento geralmente é completado dentro de 3 horas, enquanto em trabalhos de parto subsequentes, o nascimento geralmente é concluído dentro de 2 horas. (Recomendado)

34. Para as mulheres sem analgesia peridural, recomenda-se incentivar a adoção de uma posição de nascimento da escolha da mulher individual, incluindo posições verticais. (Recomendado)

35. Para as mulheres com analgesia peridural, recomenda-se incentivar a adoção de uma posição de nascimento da escolha individual da mulher, incluindo posições verticais. (Recomendado)

36. As mulheres na fase expulsiva da segunda etapa do trabalho devem ser encorajadas e apoiadas para seguir seu próprio impulso de empurrar. (Recomendado)

37. Para as mulheres com analgesia peridural no segundo estágio do trabalho de parto, o atraso de empurrar durante uma a duas horas após a dilatação total ou até que a mulher recupere o desejo sensorial de suportar é recomendado no contexto em que os recursos estão disponíveis para maior permanência no segundo estágio e a hipoxia perinatal pode ser adequadamente avaliada e gerenciada. (Recomendação específica do contexto)

38. Para as mulheres na segunda fase do trabalho, são recomendadas técnicas para reduzir o trauma perineal e facilitar o nascimento espontâneo (incluindo a massagem perineal, compressas quentes e a proteção do períneo), com base em uma mulher preferências e opções disponíveis. (Recomendado)

39. O uso rotineiro ou liberal da episiotomia não é recomendado para mulheres submetidas a parto vaginal espontâneo. (Não recomendado)

40. Não é recomendável a aplicação da pressão manual do fundo uterino para facilitar o parto durante a segunda etapa do trabalho. (Não recomendado)

 41. O uso de uterotônicos para a prevenção da hemorragia pós-parto (PPH) durante a terceira etapa do trabalho de parto é recomendado para todos os partos. (Recomendado)

42. A oxitocina (10 UI, IM / IV) é a droga uterotônica recomendada para a prevenção da hemorragia pós-parto (PPH). (Recomendado)

43. Nas situações em que a oxitocina não está disponível, recomenda-se o uso de outros uterotônicos injetáveis (se apropriado, ergometrina / metilergometrina, ou a combinação fixa de oxitocina e ergometrina) ou misoprostol oral (600 mcg). (Recomendado)

44. O clampeamento tardio do cordão umbilical (não superior a 1 minuto após o nascimento) é recomendado para melhorar os resultados de saúde e nutrição materna e infantil. (Recomendado)

45. Nas situações onde os assistentes de partos qualificados estão disponíveis, a tração de cordão controlada (CCT) é recomendada para partos vaginais se o médico e a mulher parturiente considerem uma pequena redução na perda de sangue e uma pequena redução na duração da terceira etapa do parto como importante. (Recomendado)

46. A massagem uterina sustentada não é recomendada como uma intervenção para prevenir a hemorragia pós-parto (HPP) nas mulheres que receberam oxitocina profilática (não recomendado).

47. Em neonatos nascidos com líquido amniótico claro que começam a respirar sozinhos após o nascimento, a sucção da boca e do nariz não deve ser realizada. (Não recomendado)

48. Os recém-nascidos sem complicações devem ser mantidos em contato pele a pele com suas mães durante a primeira hora após o nascimento para prevenir a hipotermia e promover a amamentação. (Recomendado)

49. Todos os recém-nascidos, incluindo bebês de baixo peso ao nascimento (BPN) que possam amamentar, devem ser colocados no peito o mais rápido possível após o nascimento quando são clinicamente estáveis a mãe e o bebê. (Recomendado)

50. Todos os recém-nascidos devem receber 1 mg de vitamina K por via intramuscular após o nascimento (ou seja, após a primeira hora em que a criança deve estar em contato pele a pele com a mãe e a amamentação deve ser iniciada). (Recomendado)

51. O banho deve ser adiado até 24 horas após o nascimento. Se isso não for possível devido a razões culturais, o banho deve ser adiado por pelo menos seis horas. Recomenda-se roupas apropriadas do bebê para a temperatura ambiente. Isso significa uma ou duas camadas de roupas mais do que adultos, e uso de chapéus / bonés. A mãe e o bebê não devem ser separados e devem permanecer no mesmo quarto 24 horas por dia.  (Recomendado)

52. Recomenda-se a avaliação do tônus uterino abdominal pós-parto para identificação precoce da atonia uterina para todas as mulheres. (Recomendado)

53. A profilaxia antibiótica de rotina não é recomendada para mulheres com parto vaginal sem complicações (não recomendado).

54. A profilaxia antibiótica de rotina não é recomendada para mulheres com episiotomia. (Não recomendado)

55. Todas as mulheres pós-parto devem ter uma avaliação regular do sangramento vaginal, contração uterina, altura fundamental, temperatura e freqüência cardíaca (pulso) rotineiramente durante as primeiras 24 horas a partir da primeira hora após o nascimento. A pressão arterial deve ser medida logo após o nascimento. Se normal, a segunda medida da pressão arterial deve ser tomada dentro de seis horas. O esvaziamento de urina deve ser documentado dentro de seis horas. (Recomendado)

56. Após um parto vaginal sem complicações em um centro de saúde, mães saudáveis e recém nascidos devem receber cuidados nas instalações pelo menos 24 horas após o nascimento. (Recomendado)

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Técnicas de relaxamento para o manejo da dor no trabalho de parto

Publicado pela primeira vez: Grupo Editorial: Cochrane Pregnancy and Childbirth Group
DOI: 
10.1002 / 14651858.CD009514.pub2

Resumo

Muitas mulheres gostariam de evitar métodos farmacológicos ou invasivos de controle da dor no trabalho de parto, o que pode contribuir para a popularidade de métodos complementares de tratamento da dor. Esta revisão examinou evidências atualmente disponíveis sobre o uso de terapias de relaxamento para o manejo da dor em trabalho de parto. Esta é uma atualização de uma revisão publicada pela primeira vez em 2011.

Objetivos

Examinar os efeitos das técnicas de relaxamento mente-corpo para o manejo da dor no trabalho de parto no bem-estar materno e neonatal durante e após o parto.

Métodos de pesquisa

Pesquisamos Cochrane Pregnancy and Childbirth’s Trials Register (9 de maio de 2017), Cochrane Central Register de Ensaios Controlados (CENTRAL) ( The Cochrane Library , Issue 5 2017), MEDLINE (1966 a 24 de maio de 2017), CINAHL (1980 a 24 de maio de 2017 ), o Registo Australiano de Ensaios Clínicos da Nova Zelândia (18 de maio de 2017), ClinicalTrials.gov (18 de maio de 2017), o Registo ISRCTN (18 de maio de 2017), a Plataforma Internacional de Registos de Ensaios Clínicos da OMS ( ICTRP ) (18 de maio de 2017) e listas de referência de estudos recuperados.

Critério de seleção

Ensaios clínicos randomizados (incluindo ensaios quase randomizados e de cluster), comparando os métodos de relaxamento com o tratamento padrão, sem tratamento, outras formas não farmacológicas de controle da dor em trabalho de parto ou placebo.

Coleta e análise de dados

Dois revisores avaliaram independentemente os ensaios para inclusão e risco de viés, extraíram os dados e verificaram sua precisão. Tentamos entrar em contato com os autores do estudo para obter informações adicionais. Avaliamos a qualidade das evidências com a metodologia GRADE.

Resultados principais

Esta atualização de revisão inclui 19 estudos (2519 mulheres), 15 dos quais (1731 mulheres) contribuem com dados. Intervenções examinadas incluíram relaxamento, yoga, música e atenção plena. Aproximadamente metade dos estudos teve um baixo risco de viés para geração de sequência aleatória e viés de atrito. A maioria dos estudos apresentava um alto risco de viés para viés de desempenho e detecção, e risco de viés pouco claro, ocultação de alocação, viés de notificação e outros vieses. Nós avaliamos a evidência desses estudos como variando de baixa a muito baixa qualidade e, portanto, os efeitos abaixo devem ser interpretados com cautela.

Relaxamento

Descobrimos que o relaxamento comparado ao tratamento usual reduz a intensidade da dor (medida em uma escala de 0 a 10, com baixos escores indicando menos dor) durante a fase latente do parto (diferença média (MD) -1,25, intervalo de confiança de 95% IC) -1,97 a -0,53, um ensaio, 40 mulheres). Quatro estudos relataram intensidade da dor na fase ativa; houve alta heterogeneidade entre os estudos e evidências de qualidade muito baixa sugeriram que não havia fortes evidências de que os efeitos fossem diferentes entre os grupos para esse desfecho (MD -1,08, IC 95% -2,57 a 0,41, quatro ensaios, 271 mulheres, aleatórios -efeitos de análise). Evidências de baixa qualidade mostraram que as mulheres que receberam relaxamento relataram maior satisfação com o alívio da dor durante o trabalho de parto (razão de risco (RR) 8,00, 95% CI 1,10-58,19, um estudo, 40 mulheres), e não mostraram nenhum benefício claro para a satisfação com a experiência de parto (avaliada usando diferentes escalas) (diferença média padrão (SMD) -0,03, IC 95% -0,37 a 0,31, três ensaios, 1176 mulheres). Para os desfechos de segurança, houve evidências de baixa qualidade de ausência de redução do parto vaginal assistido (RR médio 0,61, IC95% 0,20 a 1,84, quatro estudos, 1122 mulheres) ou em taxas de cesarianas (média RR 0,73, IC95% 0,26). para 2,01, quatro ensaios, 1122 mulheres). Sentido de controle no trabalho de parto e amamentação não foram relatados sob esta comparação. 1122 mulheres) ou em taxas de cesariana (média RR 0,73, IC 95% 0,26 a 2,01, quatro ensaios, 1122 mulheres). Sentido de controle no trabalho de parto e amamentação não foram relatados sob esta comparação. 1122 mulheres) ou em taxas de cesariana (média RR 0,73, IC 95% 0,26 a 2,01, quatro ensaios, 1122 mulheres). Sentido de controle no trabalho de parto e amamentação não foram relatados sob esta comparação.

Ioga

Ao comparar o yoga para controlar as intervenções, houve evidências de baixa qualidade de que a ioga reduziu a intensidade da dor (medida em uma escala de 0 a 10) com baixos escores indicando menos dor) (MD -6,12, 95% IC -11,77 a -0,47). , 66 mulheres), maior satisfação com o alívio da dor (MD 7,88; IC 95% 1,51 a 14,25, um ensaio, 66 mulheres) e maior satisfação com a experiência de parto (MD 6,34; IC 95% 0,26 a 12,42 um ensaio, 66 mulheres utilizando a Escala de Conforto Materno, com maior pontuação indicando maior conforto), não tendo sido relatada sensação de controle no trabalho de parto, amamentação, parto vaginal assistido e cesariana.

Música

Ao comparar a música para controlar as intervenções, houve evidência de menor intensidade de dor na fase latente para mulheres que receberam música (medida em uma escala de 0 a 10, com baixa pontuação indicando menos dor) (MD -0,73, 95% CI -1,01 a -0,45) , análise de efeitos aleatórios, dois ensaios, 192 mulheres) e evidência de muito baixa qualidade de nenhum benefício claro na fase ativa (MD -0,51, IC 95% -1,10 a 0,07, três ensaios, 217 mulheres). Evidência de muito baixa qualidade sugeriu nenhum benefício claro em termos de redução do parto vaginal assistido (RR 0,41, IC 95% 0,08 a 2,05, um ensaio, 156 mulheres) ou taxa de cesariana (RR 0,78, IC 95% 0,36-1,70, dois ensaios , 216 mulheres). Satisfação com o alívio da dor, sensação de controle no trabalho de parto, satisfação com a experiência do parto e amamentação não foram relatados nesta comparação.

Analgesia de áudio

Um estudo avaliando analgesia auditiva versus controle relatou apenas um desfecho e não demonstrou evidência de benefício na satisfação com o alívio da dor.

Mindfulness

Um ensaio avaliando mindfulness versus usual care encontrou um aumento no senso de controle para o grupo mindfulness (usando o Childbirth Self-Efficacy Inventory) (MD 31,30, IC 95% 1,61 a 60,99, 26 mulheres). Não há fortes evidências de que os efeitos foram diferentes entre os grupos para satisfação no parto, taxa de cesárea, necessidade de parto vaginal assistido ou necessidade de alívio farmacológico da dor. Nenhum outro resultado foi relatado neste estudo.

Conclusão dos autores

Relaxamento, ioga e música podem ter um papel na redução da dor e no aumento da satisfação com o alívio da dor, embora a qualidade das evidências varie de muito baixa a baixa. Não há evidências suficientes para o papel da atenção plena (mindfullness) e da audioanalgesia. A maioria dos estudos não relatou a segurança das intervenções. Mais estudos randomizados controlados de modalidades de relaxamento para o manejo da dor em trabalho de parto são necessários. Os ensaios devem ser adequadamente fortalecidos e incluir resultados clinicamente relevantes, como os descritos nesta revisão.

Resumo de linguagem simples

Técnicas de relaxamento para o manejo da dor no trabalho de parto

Qual é o problema?

Esta revisão da Cochrane analisou se as técnicas mente-corpo para relaxamento, como técnicas de respiração, visualização, ioga ou música, ajudariam a reduzir a dor e melhorar as experiências de trabalho das mulheres. Coletamos e analisamos todos os estudos relevantes para responder a essa pergunta (data da pesquisa: maio de 2017).

Por que isso é importante?

A dor do parto pode ser intensa, com a tensão corporal, a ansiedade e o medo piorando. Muitas mulheres gostariam de passar pelo trabalho de parto sem usar drogas, ou métodos invasivos, como a epidural. Essas mulheres recorrem frequentemente a terapias complementares para ajudar a reduzir a intensidade da dor no trabalho de parto e melhorar suas experiências de trabalho de parto.

Muitas terapias complementares são usadas por mulheres em trabalho de parto, incluindo acupuntura, técnicas mente-corpo, massagem, reflexologia, fitoterapia ou homeopatia, hipnose, música e aromaterapia. As técnicas mente-corpo para relaxamento podem ser amplamente acessíveis às mulheres através do ensino dessas técnicas durante as aulas pré-natais. As técnicas de relaxamento incluem imagens guiadas, relaxamento progressivo e técnicas de respiração. Nós também incluímos yoga e música nesta revisão. Outros artigos da Cochrane Reviews analisaram a hipnose no parto, métodos manuais (como massagem e reflexologia), aromaterapia e acupuntura / acupressão. Muitas dessas técnicas de relaxamento são estratégias de enfrentamento usadas para reduzir a experiência da dor. Essas técnicas utilizam práticas que visam reduzir o estresse e reduzir a percepção da dor.

Que evidência encontramos?

Encontramos 15 estudos envolvendo 1731 mulheres que contribuíram com dados para as análises. Estudos foram realizados em todo o mundo, incluindo países da Europa e Escandinávia, e Irã, Taiwan, Tailândia, Turquia e EUA.

Descobrimos que técnicas de relaxamento, yoga e música podem ajudar as mulheres a controlar a dor do parto, embora a qualidade da evidência varie entre baixa e muito baixa, e mais dados são necessários. Além disso, nesses ensaios houve variações em como essas técnicas foram utilizadas. Não houve evidência clara de que essas terapias tiveram impacto no parto vaginal ou por cesariana assistida. Não havia dados suficientes para dizer se essas técnicas influenciavam a condição do bebê ao nascer.

O que isto significa?

O uso de algumas terapias de relaxamento, ioga ou música pode ser útil para reduzir a intensidade da dor e ajudar as mulheres a se sentirem mais no controle e satisfeitas com seus trabalhos. No entanto, as grandes variações nos tipos de técnicas usadas nesses estudos tornam difícil dizer especificamente o que poderia ajudar as mulheres. Portanto, estudos adicionais são necessários.


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Bateu a lembrança de @petizfotografia@pollyanasoledadede @raquelbfr@fernanda_souza_toledo @emanuelasena@mariamaiavfreitas @desafio_da_fefa
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Trabalhar com amor é fundamental, sem perder a técnica, seja teoria ou prática
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Estou esperançoso demais por novos desafios e confiante pelas novidades que surgiram
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Os milagres acontecem diariamente, poder viver já é um milagre, poder gestar algo divino e acompanhar o nascimento de uma nova vida é uma honra!!!
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Poder identificar os primeiros batimentos cardíacos, identificar e tratar algumas patologias, orientar mudanças de hábitos e diminui os riscos maternos e perinatais, suplementar nutracêuticos de forma personalizada e baseada na individualidade da gestante e do bebê, encaminhar para profissionais de outras especialidades rainha participarão parto… Ah, isso é pré-natal e parto humanizado SIM!



partohumanizado

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Para os defensores do parto domiciliar, não estou me colocando frontalmente contra um parto domiciliar de algumas gestantes que tem condições financeiras e montam uma estrutura muitas vezes superior a de uma maternidade de baixo risco, incluindo UTI neonatal móvel, equipe médica completa e que se preparam durante toda a gestação para este tipo de parto. Esta não é a realidade dos partos nem na rede pública, nem na privada. Mas segue um artigo científico publicado em abril de 2017 no Jornal Americano de Ginecologia e Obstetrícia
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Os partos domiciliares planejados nos Estados Unidos estão associados a menos intervenções, mas com aumento dos resultados neonatais adversos, como mortes perinatais e neonatais, convulsões neonatais ou disfunção neurológica grave e escores baixos de Apgar de 5 minutos. O Comitê de Prática Obstétrica do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas afirma que para reduzir a morte perinatal e melhorar os resultados no partos domiciliares planejados, critérios estritos são necessários para orientar a seleção de candidatos adequados para o nascimento domiciliar
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O comitê lista três contra-indicações absolutas para um nascimento domiciliar planejado
– Má-apresentação, Apresentação fetal anômala (pélvica, córmica)
– Gestações múltiplas
– História de parto cesáreo.
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Neste estudo, foram apresentados 2 fatores de risco com taxas de mortalidade neonatal significativamente aumentadas em partos domiciliares planejados, além dos 3 fatores listados pelo Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas. Esses fatores de risco adicionais têm taxas de mortalidade neonatal que estão se aproximando ou excedendo aqueles para o parto domiciliar planejado após parto cesáreo: nascimentos de primeira vez e uma idade gestacional de 41 semanas
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Portanto, devem ser adicionados 2 fatores de risco adicionais
– Nascimentos de primeira vez (Primeiro Parto) e
– idade gestacional de 41 semanas)
– As 3 contraindicações absolutas de partos domiciliares planejados listados pelo Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (parto cesáreo anterior, má apresentação, gestações múltiplas )totalizando 5 contraindicações para partos domiciliares planejados
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Escrevi este post porque frequentemente me perguntam se faço parto domiciliar. Eu respondo: não faço, não fui treinado para isso e já tive inúmeras situações no Hospital que tive que agir MUITO rápido e depender de infraestrutura hospitalar boa e de profissionais bem capacitados (neonatologistas sobretudo). Uma paciente mesmo recentemente após ter um parto cesariano pensou em realizar o parto domiciliar e eu mesmo orientei: olha, o parto é seu, você escolhe como quer, mas eu não faço parto no domicílio. Agora, formalmente, depois de uma cesariana existe um estudo de uma importante literatura científica que contraindica o parto domiciliar depois de uma cesariana, bem como para apresentação fetal não cefálica, idade gestacional superior a 41 semanas, primeiro parto e gestação gemelar.
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#partohumanizadoépartoseguro#consultóriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010

ans
– Nota de Orientação à Gestante
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– O sistema de Saúde Suplementar apresenta altos índices de cirurgias cesarianas desnecessárias. Esta nota atende decisão judicial proferida pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região. O objetivo desta nota é esclarecer à gestante acerca dos riscos e benefícios da cesariana e do parto normal.
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O parto normal é o método natural de nascer durante o qual a mãe produz substâncias capazes de proteger o recém-nascido e favorecer a amamentação, por isso é importante que a mulher entre em trabalho de parto. A sua recuperação é imediata, pois, após o nascimento a mãe poderá levantar-se e cuidar de seu filho. Contudo, algumas mulheres apresentam contraindicação para este tipo de parto devido a condições de saúde preexistentes ou por complicações durante o trabalho de parto havendo indicação para a realização da cirurgia. O parto normal pode também apresentar risco de lesão no períneo.
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A cesariana, quando indicada por razões clínicas, é uma cirurgia segura e com baixa frequência de complicações graves. No entanto, quando realizada sem uma razão médica que a justifique, apresenta riscos de complicações cirúrgicas, como infecções e hemorragia6,7,8 que podem resultar em morte materna. Quanto ao recém-nascido, podem ocorrer lesões no momento da retirada do bebê ou outras complicações após o nascimento como infecções e pneumonias,
riscos de prematuridade e internação em UTI, nos casos em que a cirurgia é feita antes de 39 semanas de gestação, além de aumentar em 120 vezes a chance do bebe apresentar dificuldade respiratória quando a cirurgia é feita entre 37 e 38 semanas.
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Persistindo dúvidas não hesite em voltar a discutir com seu médico sobre riscos e benefícios que afetam a sua segurança e a do bebê.


tecni
Mais um artigo legal, desta vez publicado na revista FEMINA
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RESUMO
-Atualmente, o número de cesarianas vem aumentando cada vez mais; em contrapartida a isso, foi criado o programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento que busca tornar o processo de parturição mais fisiológico através do uso de tecnologias não invasivas que proporcionam diversos benefícios para a parturiente, entre eles, alívio da dor
-O objetivo desta revisão foi avaliar a importância destas tecnologias e as vantagens oferecidas por elas, com base em evidência científica
-Pode-se concluir que as tecnologias não invasivas interferem positivamente sobre a dor e o desconforto materno, reduzindo a ansiedade e o estresse, proporcionando autoconfiança e conforto à parturiente, além de possuírem baixo custo e estarem associadas a poucas contraindicações e efeitos colaterais.
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Seguem os principais métodos de alívio não-farmacológico para dor:
-Deambulação e posturas verticais
-Respiração
-Massagem
– Bola suíça
– Banho quente
– Neuroeletroestimulação Transcutânea (TENS)
– Acupressão
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Fonte: http://www.febrasgo.org.br/site//srv/htdocs/wp-content/uploads/2016/07/FEM_v44n2.pdf página 65-69
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Uma equipe multiprofissional pode permitir um nascimento seguro, natural e humanizado. Valorize todos os bons profissionais envolvidos na assistência ao parto!!!