Citomegalovirose na Gestação

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Revisando Citomegalovirose na Gestação– Sempre quando tenho um caso que foge um pouco da rotina habitual, procuro revisar na literatura e algumas clientes que me seguem, já compartilham do meu aprendizado nas redes sociais. E o material pode ajudar outras pessoas que julguem a informação relevante
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Segue um resumo, “ipsis litteris” de um bom artigo de revisão sobre o tema
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??“A infecção pelo citomegalovírus representa a mais prevalente infecção correlacionada com deficiência neurológica congênita. Apesar da ocorrência da transmissão vertical em taxas consideravelmente elevadas, nem sempre o feto é atingido. O risco de danos ao concepto é maior quando a infecção materna se desenvolve no primeiro trimestre ou no início do segundo trimestre. O recente desenvolvimento de testes sorológicos que visam a detecção de IgM e IgG específico, além do teste de avidez pelo IgG, representam os métodos mais confiáveis de diagnóstico da infecção materna, enquanto a amniocentese (PCR no líquido amniótico), em conjunto com exames de imagem possuem um papel significativo na detecção da infecção fetal. Apesar dos promissores estudos envolvendo novas técnicas de tratamento, a prevenção da doença continua sendo fundamental, por meio dos bons hábitos de higiene pessoal.”
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??Do ponto de vista da “Obstetrícia Integrativa” possuir bons hábitos de vida através de uma alimentação funcional, praticar atividade física, gerenciar o estresse e o sono, melhorar o hábito e a flora intestinais, suplementar nutracêuticos e/ou fitoterápicos que aumentem a imunidade da gestante e seu feto
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No caso em questão que estou acompanhando, estou relativamente tranquilo porque apesar da sorologia positiva para IgM, a gestante possui excelentes hábitos de vida e seus exames laboratoriais estão excelentes, além de nenhuma ultrassonografia detectar alguma alteração fetal. Agora é ter fé, melhorar ainda mais os cuidados pré-natais e se Deus quiser teremos um nascimento tranquilo, sem nenhuma intercorrência. Conto com a energia positiva de todos vocês!!!


 

 

Gerenciamento do Sono

Recife, 26 de janeiro de 2018

sono

Normal e correto mesmo é viver bem, é não ter #sintomas, é manter a #homeostase, o funcionamento normal do seu #corpo. É ser #feliz, trabalhar bem, é ter #saúde#equilíbrio físico, #mental e #espiritual.
Um ponto a considerar agora é a associação entre o #sono e o #cansaço na gestação.
Classicamente nós obstetras dizemos que é normal sentir sono porque há uma série de modificações na fisiologia da mulher durante a gestação.

Num artigo de 2015, ressalta-se a produção de melatonina pela placenta. Este hormônio possui as seguintes funções:
1. Responsável pelo ritmo circadiano (sono)
2. Manter a homeostase hormonal, inclusive das #glândulas fetais
3. Função #antioxidante
4. Expressão #gênica de fatores de crescimento vascular que ajudam no desenvolvimento do #feto, bem como a inibição de fatores relacionados com a #hipóxia (falta de oxigênio). Então nem sempre o cansaço pode ser normal na #gestação. É fundamental se ter um bom sono, tanto na infância, na adolescência e na vida adulta, como no período de gravidez e na vida intra-uterina (fetal)

É preciso entender que é melhor dormir bem do que #dormir mais tempo. #Qualidade do sono é fundamental. E se uma #grávida se expõe a um ritmo de trabalho que prejudica o seu sono, isso pode prejudicar o funcionamento de várias glândulas #maternas e fetais e contribuir para um desfecho #perinatal inadequado. Por isso, antes de #engravidar, procure ter o máximo de saúde e qualidade de vida, incluindo a alimentação adequada, o controle da ansiedade, a prática de atividade física e um excelente sono. E se já está grávida, procure sempre melhorar esses #pilares da saúde.

Artigo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4363680/pdf/OGI2015-825802.pdf ou

clique aqui  Circadian System and Melatonin Hormone during Pregnancy 2015

 


 

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??Os distúrbios do sono estão associados a complicações cardiovasculares e parto prematuro (PP)
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??Sono insuficiente leva a alterações metabólicas e aumento da inflamação, ambos conhecidos por contribuir para descolamento prematuro da placenta (DPP), um determinante do PP
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?? Foram examinadas as associações de descolamento de placenta com a duração do sono e queixas de fadiga / exaustão
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??O trabalho incluiu 164 casos descolamento e 160 controles em um estudo multicêntrico no Peru
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??Os dados sobre a duração do sono habitual e exaustão / fadiga durante os primeiros 6 meses de gravidez foram avaliados durante entrevistas realizadas após o parto
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??As mulheres foram classificados de acordo com a duração do sono curto, normal e longa (?6, 7-8 e ?9 h); e frequência de sentir exaustão / fadiga
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??Odds ratio (OR) e intervalos de confiança de 95% (IC) foram calculados.
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??RESULTADOS:
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??Durações de sono curto e longo estavam associados à maior chance de descolamento (DPP)
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??O OR de descolamento em relação ao sono curto (?6 h) e de longa duração (?9 h) foram de 2,0 (IC 95% 1,1-3,7) e 2,1 (IC 95% 1,1-4,1), em comparação com a duração normal do sono (7 -8 h)
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??As queixas de exaustão / fadiga também foram associadas com descolamento (OR = 2,37; IC 95% 1,46-3,85), e foram independentes da duração do sono.
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??CONCLUSÃO:
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??Os hábitos de sono e a exaustão / fadiga maternos devem ser avaliados (e corrigidos) em mulheres grávidas
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Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4241173/pdf/nihms-596574.pdf


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Se você se julga inteligente por conseguir tratar sua insônia com medicamentos controlados, sinto muito lhe informar, mas este não é o tratamento mais adequado
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Tentar entender o porquê você tem dificuldade de exercer esta função fisiológica é muito mais importante do que “remediar” com medicamentos controlados que podem influenciar a absorção de diversos nutrientes ou outros mediamentos, viciá-lo e não resolver o seu problema
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??O hormônio do sono é a Melatonina. Fisiologicamente falando quem dorme bem tem uma excelente concentração de melatonina. Eu tenho muito mais medo dos medicamentos controlados do que a administração de melatonina
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Artigo de 2014, avaliou o tratamento da insônia com o Neurotransmissor Ácido Gama Amino Butírico (GABA), Niacina e Melatonina
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??Os maiores fatores de risco para a insônia são: o sexo feminino, o aumento da idade, presence de distúrbio psiquiátrico ou outra co-morbidade, problemas sociais de relacionamento, separação de parceiro(a) e desemprego
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??Para a correta avaliação do sono, colher a história clínica, exame físico com um exame neurológico e mental, diário de sono ou polissonografia podem ajudar bastante
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??Para a higiene do sono seguem algumas recomendações:
Fixar um horário para dormir e para acordar
Evitar cochilar duante o dia
Evitar álcool e cafeína 4-6h antes de dormir
Evitar comida “pesada” ou açúcar 4-6h antes de dormir
Exercitar-se regularmente, mas não imediatamente antes de dormir
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??Uma outra opção tarapêutica é a associação chamada SRR (Sedação, Relaxamento e Regulação do sono) com GABA, Niacina e Melatonina
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??Outras considerações
Os pacientes devem ser encorajados a praticar ioga, meditação e outras técnicas cognitivas e comportamentais
Tratar depressão
Suplementação de alguns nutrientes (ferro, magnésio e ÁCIDO FÓLICO)
Para apnéia do sono considerar o uso de CPAP, em casos de obesos, a perda de peso é mandatória
Praticar atividade física
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Fonte: https://www.csom.ca//srv/htdocs/wp-content/uploads/Sedation-Relaxation-and-Regulation-The-Clinical-Application-of-Gamma-aminobutyric-acid-Niacin-and-Melatonin-for-the-Treatment-of-Insomnia-29.3.pdf


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“Ganhei” este estudo, publicado em 02/06/2016 no Journal of Human Hypertension, de uma grande amiga que muito admiro: Cecília Nahy uma excelente pediatra daqui de Recife-Pernambuco. .
??Ao ler o estudo na íntegra, percebi a intenção de Cecília em me enviar o estudo. Ela está preocupada com a saúde das crianças ainda intra-útero, afinal há muito tempo já é linha de pesquisa de pós-graduação (mestrado, doutorado) as doenças do adulto originadas intra-útero. Se a saúde da gestante é tratada de forma integral, certamente teremos um filho(a) saudável integralmente
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??Estudo avaliou os nascimentos ocorridos numa maternidade de um hospital universitário na China no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2013 (Série histórica: 10 anos). .
??De 79.236 partos apenas 1491 corresponderam a gestantes com pré-eclâmpsia (PE), correspondendo a 1,88% de incidência, por sinal a patologia que mais mata mulheres no mundo (distúrbios hipertensivos na gravidez). .
??Além de avaliar a incidência no período, procurou-se identificar se existia uma variação sazonal da PE. A PE foi muito mais frequente no inverno (2,55%)
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??Foram coletados ainda 113 amostras sanguíneas de mulheres com gestação única e com PE e 60 gestantes saudáveis para avaliação da melatonina. Os níveis séricos de melatonina foram significativamente mais baixos no grupo PE. Entretanto, não houve diferença estatisticamente significante entre os diversos tipos de PE (moderada, grave, precoce ou tardia). Também não houve variação significante da melatonina consoante a estação do ano.
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??Mais ainda: 27 placentas de gestantes portadoras de PE e 15 placentas de gestantes com níveis pressóricos normais foram avaliadas por estudo imunohistoquímico. A expressão dos receptores MT1 das placentas de gestantes com PE foram significativamente reduzidas comparadas com as das normotensas. Não houve diferença para os receptores MT2.
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??Enfim, enquanto não se sabe se os baixos níveis de melatonina são causa ou consequência da PE, vale muito a pena gerenciar melhor o sono da gestante, com o objetivo de obter bons níveis de melatonina. Durma bem sempre, principalmente se estiver grávida!


 

Riscos do Celular

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Enquanto os telefones celulares fornecem acesso quase constante a atividades (por exemplo, assistir a vídeos, divertir-se com jogos) tradicionalmente estão associados com o comportamento sedentário. Poucos trabalhos avaliaram a relação entre uso de telefone celular, comportamento sedentário e atividade física
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O objetivo deste estudo foi avaliar essas relações. Uma amostra de estudantes universitários (N = 236) completou pesquisas avaliando o uso diário de celulares, o comportamento sedentário (tempo sentado) e a atividade física. Foi demonstado que o uso celular estava positivamente associado (? = 0,23, P = 0,05) ao comportamento sedentário e não relacionado (? = -0,02, P = 0,90) à atividade física. Realizaram-se divisões para uso diário de telefone celular e os participantes foram agrupados como indivíduos de elevado uso diário de celular (n = 81), moderado uso diário de telefone celular (n = 77) ou baixo uso diário de telefone celular (n = 78)

Os indivíduos de elevado uso diário de celular (495,1 ± 227,6 min / d) corresponderam significativamente de um comportamento mais sedentário (P ? 0,03) do que os de moderado (417,1 ± 208,3 min / dia) e baixo uso diário de celular (395,2 ± 180,0 min / d). O comportamento sedentário não foi diferente (P = 0,5) entre os indivíduos de moderado e baixo uso diário de celular.

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??Em conclusão, o uso celular foi associado ao comportamento sedentário dos estudantes universitários, mas não à atividade física. Indivíduos de elevado uso diário do celular alocaram 18,7% e 25,3% mais tempo para uso diário do que usuários moderados e baixos, respectivamente
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Use aplicativos de celular para gerenciar sua saúde e principalmente sua atividade física. Existem aplicativos para corrida, cronômetros, músicas, vídeos que estimulam a prática de atividade física. Use o celular de forma saudável !!!
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Dicas para uma Gravidez Saudável

Tarefas para o primeiro trimestre da gravidez

A gravidez está no comecinho, mas você já precisa tomar providências práticas. Veja no vídeo do BabyCenter como cuidar da sua gestação e do bebezinho crescendo dentro de você.

Tarefas para o segundo trimestre da gravidez

Veja no vídeo do BabyCenter como aproveitar a maior energia do segundo trimestre da gravidez para tomar providências práticas com bastante antecedência.

 

Dor nas costas na gravidez

Confira neste vídeo do BabyCenter por que grávida tem tanta dor nas costas, e o que é possível fazer para sofrer menos.

Dicas para uma gravidez saudável

Confira no vídeo do BabyCenter 5 dicas para ter uma gravidez saudável para você e para o bebê se desenvolvendo lá dentro da sua barriga.

9 remédios para enjoo matinal

Confira no video do BabyCenter truques para amenizar o enjoo de gravidez não só da manhã, mas que pode surgir ou incomodar o dia todo.

Salada de salpicão de frango para grávida

Confira no vídeo do BabyCenter como fazer uma nutritiva e deliciosa maionese de frango, perfeita para a gravidez, para ser saboreada num sanduíche ou como salada.

Gases na gravidez

Confira neste vídeo do BabyCenter por que grávidas têm gases e barriga estufada o tempo todo e o que você pode fazer para amenizar o desconforto.

Posições sexuais para a gravidez

O BabyCenter traz para você um vídeo ilustrado com as posições sexuais mais confortáveis durante a gravidez, desde que não haja contraindicação médica para o sexo.

Como usar suas roupas por mais tempo na gravidez

O BabyCenter apresenta três truques simples para conseguir usar suas próprias roupas por mais tempo durante a gestação.


Náuseas e Vômitos na Gravidez

Resumo das Recomendações do Colégio Americano de Ginecologistas e Obstetras sobre Náuseas e Vômitos na Gravidez publicado no Obstet Gynecol. 2015 Sep;126(3):e12-24. com doi: 10.1097/AOG.0000000000001048. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26287788

 

As seguintes recomendações baseiam-se em evidências científicas boas e consistentes (Nível A): 

Tratamento de náuseas e vômitos de gravidez com vitamina B6: Vitamina B6 (piridoxina) sozinha ou associada a doxilamina em combinação é segura e eficaz e deve ser considerada como farmacoterapia de primeira linha.

A recomendação padrão para tomar vitaminas pré-natais por 1 mês antes da fertilização pode reduzir a incidência e gravidade de náuseas e vômitos na gravidez.

O manejo adequado de testes anormais de tireoides maternos atribuíveis à tireotoxicose transitória gestacional, ou hiperêmese gravídica, ou ambos, inclui terapia de suporte e medicamentos antitireoidianos não são recomendados.

 

 

As seguintes recomendações baseiam-se em evidências científicas limiares ou inconsistentes (Nível B):

O tratamento de náuseas e vômitos da gravidez com gengibre mostrou alguns efeitos benéficos na redução dos sintomas de náuseas e pode ser considerado como uma opção não-farmacológica.

O tratamento de náuseas e vômitos graves da gravidez ou hiperêmese gravídica com metilprednisolona pode ser eficaz em casos refratários; No entanto, o perfil de risco da metilprednisolona sugere que deveria ser um tratamento de último recurso.

 

 

As seguintes recomendações baseiam-se principalmente em consenso e opinião de especialistas (Nível C):

O tratamento precoce de náuseas e vômitos da gravidez pode ser benéfico para prevenir a progressão da hiperêmese gravídica

A hidratação intravenosa deve ser usada para o paciente que não pode tolerar os líquidos orais por um período prolongado ou se estiverem presentes sinais clínicos de desidratação. A correção da cetose e da deficiência de vitaminas deve ser fortemente considerada. A dextrose e as vitaminas devem ser incluídas na terapia prolongada quando o vômito está presente e a tiamina deve ser administrada antes da infusão de dextrose para prevenir a encefalopatia de Wernicke.

A alimentação por tubo enteral (nasogástrica ou nasoduodenal) deve ser iniciada como o tratamento de primeira linha para fornecer suporte nutricional à mulher com hiperêmese gravídica que não responde à terapia médica e não consegue manter seu peso.

 

Os cateteres centrais inseridos periféricos não devem ser utilizados rotineiramente em mulheres com hiperêmese gravídica, dado as complicações significativas associadas a esta intervenção.

 

Os cateteres centrais inseridos perifericamente devem ser utilizados apenas como último recurso na gestão de uma mulher com hiperêmese gravídica por causa do potencial de morbidade materna severa.

 

 


 

 

 

recoms

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??Uma dieta saudável contém energia, proteínas, vitaminas e minerais adequados, obtidos através do consumo de uma variedade de alimentos, incluindo vegetais verdes e laranja, carne, peixe, feijão, nozes, cereais integrais e frutas.
??Considerar as intervenções de alimentação e exercício saudáveis culturalmente apropriadas para evitar o ganho de peso excessivo na gravidez, particularmente para populações com alta prevalência de sobrepeso e obesidade, dependendo dos recursos e das preferências das mulheres. As intervenções devem ser centradas na mulher e e desenvolvidas para assegurar o ganho de peso adequado
??Um estilo de vida saudável inclui atividade física aeróbia e exercícios de condicionamento físico que visam manter um bom nível de aptidão durante a gravidez, sem tentar alcançar o nível máximo de aptidão ou treinar para a competição atlética. AS MULHERES DEVEM ESCOLHER ATIVIDADES COM RISCO MÍNIMO DE PERDA DE EQUILÍBRIO E TRAUMA FETAL.
??A maior parte do ganho de peso gestacional ocorre após 20 semanas de gestação e a definição de “normal” está sujeita a variações regionais, mas deve levar em consideração o índice de massa corporal (IMC) antes da gravidez.
??A maior parte das evidências sobre intervenções de alimentação e exercício saudáveis vem de países com boas condições econômicas existem pelo menos 40 ensaios em curso nesta situação. É necessária investigação sobre os efeitos, viabilidade e aceitabilidade de uma alimentação saudável e intervenções de exercício em países de piores condições econômicas.
??A gravidez pode ser um momento ideal para intervenções de mudança de comportamento entre populações com alta prevalência de sobrepeso e obesidade e o impacto a longo prazo dessas intervenções sobre as mulheres, crianças e parceiros precisa ser investigado.
??É necessário um adequado treinamento para os profissionais, incluindo orientações padronizadas sobre nutrição. Esta orientação deve ser baseada em evidências, sustentável, reproduzível, acessível e adaptável a diferentes contextos culturais.
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#medicinaintegrativa #alimentacaosaudavel#obstetriciaintegrativa #atividadefisicanagestacao#consultoriodrglauciusnascimento


alimentac?a?o sauda?vel

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??A Organização mundial de Saúde recomenda o aconselhamento sobre alimentação saudável e a atividade física durante a gravidez para manutenção da saúde e para evitar ganho excessivo de peso durante a gravidez
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??Em geral para muitas gestantes que acompanho já na primeira consulta de pré-natal oriento o acompanhamento com nutricionista. Está escrito no item 5 de minhas orientações no pré-natal. Na verdade, o ideal mesmo é que o pré-natal seja de “12 meses”, com consultas antenatais , na pré-concepcão (antes da gravidez) e aconselhamento genético-reprodutivo oportuno.
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??Não se trata de terrorismo nutricional, trata-se de alimentação funcional. O marketing dos alimentos industrializados é pesado, da mesma forma que muito mais pesado é o fardo de quem carrega as consequências de uma alimentação inadequada ao longo dos anos com consequências maternas e perinatais
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??Num país que foi acometido recentemente por uma epidemia de Zika e microcefalia fetal, é importante salientar que a alimentação pode representar uma forma simples de melhorar nossa defesa imunológica contra diversos microorganismos maléficos, ou mesmo pode servir de suporte para o combate direto durante uma infecção ativa. Certamente uma grávida que se alimenta bem, pratica atividade física, tem uma boa qualidade do sono e um bom gerenciamento do estresse, tem um risco menor de adquirir quaisquer patologias do que outra com péssimos hábitos de vida.
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??Ao invés de APENAS se preocupar com repelentes, preocupe-se mais com sua alimentação. Procure um bom profissional que se preocupe com sua alimentação. Assim você estará se protegendo das infecções congênitas, das síndromes hipertensivas na gravidez, do diabetes gestacional, da anemia, da obesidade e da desnutrição e favorecerá um adequado crescimento e desenvolvimento do seu bebê!!!


varizes

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??A Organização Mundial de Saúde recomenda que podem ser utilizadas opções não-farmacológicas, como meias de compressão, elevação de pernas e imersão em água, para o tratamento de varizes e edema na gravidez, com base nas preferências e opções disponíveis das mulheres
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??A gravidez é contemplada pela tríade de Virchow: lesão no endotélio vascular, estase venosa (diminuição do fluxo sanguíneo) ehipercoagulabilidade. Esta condição coloca a grávida num risco aumentado para trombose venosa e arterial. Assim, tentar minimizar tais modificações é fundamental
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??Edema é sinal clínico de acúmulo de água. A avaliação continua ainda hoje subjetiva. Porém, através bioimpedância tetrapolar é possível avaliar além da água corporal total, outro parâmetros como taxa metabólica basal, percentual de gordura e de massa magra geral e por segmento, índice de gordura visceral.
O ganho de peso materno pode contribuir com o aumento do edema ou de veias varicosas e deve ser bem monitorado
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??A atividade física em geral é benéfica porque facilita o fluxo sanguíneo e o retorno venoso, ou seja pode melhorar a estase venosa. Já a prática excessiva de musculação sem a supervisão adequada de um profissional de educação física, além de poder causar problemas importantes na gravidez como lombalgia, riscos de lesões nas articulações, também podem levar ao desencadeamento de varizes. Considero interessante a prática de atividade física na água, afinal o ambiente líquido já é aconchegante para o bebê, além de melhorar muito a capacidade respiratória materna que será benéfica no parto normal, promover relaxamento, fora os benefícios da própria atividade física per si
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??A alimentação rica em sódio e outras substâncias / alimentos que promovem a retenção hídrica deve ser evitada
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??Nós, obstetras em geral, recomendamos a utilização de meias de média compressão, mas outro profissional de saúde, o cirurgião vascular / angiologista, pode orientar uma meia específica e quantificar estas varizes ao longo da gravidez. A ultrassonografia com Doppler colorido venoso dos membros inferiores auxilia na diferenciação de varizes superficiais, profundas e pode identificar áreas de trombose
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constipac?a?o

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A Organização Mundial de Saúde recomenda farelo de trigo ou outros suplementos de fibra para aliviar a constipação na gravidez se a condição não responde à modificação dietética, com base nas preferências de uma mulher e opções disponíveis
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A Medicina Integrativa e funcional na verdade recomenda a identificação de fatores que se relacionem com a DISBIOSE INTESTINAL
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Assim sendo a administração de probióticos, ou seja, de bactérias relacionadas com a boa digestibilidade, com mecanismo de barreira para a disseminação de outro microorganismo e suas capacidades infecciosas, com a produção de neurotransmissores, enfim, a EUBIOSE INTESTINAL é fundamental na homeostase da gravidez
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É quase que inadmissível a ocorrência de constipação intestinal (prisão de ventre) no ciclo gravídico-puerperal. Alimentação, atividade física, evitar fatores estressores, bem como administração de fibras, óleos, laxantes são opções terapêuticas disponíveis


dor lombar

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??A Organização Mundial de Saúde recomenda a prática de exercícios regulares durante a gravidez para evitar dor lombar e pélvica. Há uma série de diferentes opções de tratamento que podem ser usados, como fisioterapia, cintos de apoio e acupuntura, com base nas preferências da mulher e opções disponíveis
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 Neste assunto eu me sinto um pouco à vontade, porque apesar de não estar grávido (nunca estarei), sinto dores lombares relacionadas ao meu trabalho. Eu trabalho boa parte do tempo sentado, operando (em pé), realizando exames ultrassonográficos e também me deslocando o tempo todo. Um bom fisioterapeuta pode ajudar a corrigir as mudanças posturais erradas do dia-a-dia, bem como avaliar assentos mais ergonômicos
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O tratamento da dor lombar vai desde a simples utilização de analgésicos como a identificação e correção da causa básica
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??Lembrando que quanto maior o aumento do peso, maior a sobrecarga da coluna
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??Quanto mais inflamatória for sua alimentação, maior será a liberação de fatores relacionados à cascata inflamatória
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??Quanto mais estressada você estivar, mais a casacata inflamatória será ativada
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??Com certeza, exercícios relacionados ao fortalecimento da musculatura envolvida com on processo álgico podem promover uma melhora considerável da dor
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?Trate a dor lombar de forma integral, preferencialmente não deixando de realizar atividade física
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caimbra

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??A Organização Mundial de Saúde considera que magnésio, cálcio ou tratamento não-farmacológico podem ser utilizados para o alívio de cãibras nas pernas durante a gravidez, com base nas preferências e opções disponíveis da mulher
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 Muitas vezes correlaciono a ocorrência de cãibras com deficiência de alguns nutrientes como vitaminas de complexo B e D. Uma associação com Magnésio e vitamina B6 apresenta bons resultados e deve ser prescrita por um profissional de saúde capacitado para tal
Acredito que atividade física e alimentação saudável, ajudam bastante também, como já venho repetindo isto, pois se trata de uma base do tratamento intgrativo
??A consulta com um nutricionista e/ou nutrólogo pode também ajudar o pré-natalista que muitas vezes precisa estar focado em diversas avaliações maternas e fetais


azia
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??A Organização Mundial de Saúde recomenda o ACONSELHAMENTO SOBRE DIETA E ESTILO DE VIDA PARA PREVENIR E ALIVIAR A AZIA NA GRAVIDEZ. Os preparados ANTIÁCIDOS PODEM SER OFERECIDOS A MULHERES COM SINTOMAS PROBLEMÁTICOS QUE NÃO SÃO ALIVIADOS PELA MODIFICAÇÃO DO ESTILO DE VIDA
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?Uma dica interessante para evitar a azia é tentar identificar os alimentos que estão mais relacionados com os sintomas e isto será bem pessoal. Óbvio que produtos industrializados em geral são mais irritantes que os alimentos “in natura”
?Fracionar a alimentação, diminuindo a quantidade por porção e aumentando a frequência ajuda na prevenção da azia e também da náuseas e vômitos na gestação
?Trabalhar a respiração permitindo uma melhor oxigenação para os tecidos, além de tranquilizar a gestante pode também contribuir de forma efetiva, daí a importância também de medidas comportomantais como ioga e meditação
?Outros profissionais como psicólogo, fisioterapeuta, nutricionistas funcionais e professores de educação física podem contribuir de forma holística para a prevenção e o tratamento da azia.
?Em geral eu EVITO A UTILIZAÇÃO DE ANTIÁCIDOS OU OU INIBIDORES DE BOMBA DE PRÓTONS (grupo de medicamentos comumente utilizados para gastrite) NA GESTAÇÃO, PRESCREVO APENAS EM CASOS COMPLETAMENTE EXCEPCIONAIS SEM RESPOSTA ÀS MODIFICAÇÕES ACIMA PROPOSTAS. O ph do estômago é ácido e permite uma melhor digestão de proteína, macronutriente fundamental para a produção de hormônios, anticorpos e para o desenvolvimento fetal. Além disso o pH do estômago ácido pode servir como barreira na proteção contra microorganismos maléficos bem como permite a manutenção da microbiota benéfica gastrointestinal
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ANTES DE TRATAR A PATOLOGIA, MELHORE A FISIOLOGIA; ANTES DE QUERER TRATAR A DOENÇA, COMPREENDA O QUE ACONTECEU (FISIOPATOLOGIA) E TRATE O SER HUMANO DE FORMA INTEGRAL!!!


na?useas e vo?mitos

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??A partir de hoje serão dadas algumas dicas com o objetivo de ajudar as gestantes (e consequentemente seus bebês) baseados em publicações de importância científica mundial, como agora a Organização Mundial de Saúde, que recentemente publicou um manual com recomendações de cuidados pré-natais para uma experiência positiva na gravidez. Colocarei pequenos tópicos sobre diversos assuntos e depois comentarei a respeito do que penso sobre o tema. O fato de expor minha opinião não significa se tratar da verdade absoluta, pois em medicina as verdades são transitórias, mas acho que vale a pena juntar os conhecimentos teóricos de guidelines com a experiência prática de alguém que realmente tenta se atualizar constantemente. Não tenho conflitos de interesse, meu interesse apenas é ajudar, orientar da forma que considero interessante. A participação de vocês nos comentários é fundamental
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??Náuseas e Vômitos na gravidez
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??A Organização Mundial de saúde recomenda a utilização de gengibre, camomila, vitamina B6 e / ou acupuntura para o alívio da náusea no início da gravidez, com base nas preferências de uma mulher e opções disponíveis

 


??Minhas considerações objetivas e rápidas:
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?Por mais que os sintomas de náuseas e vômitos sejam desagradáveis, sinto-me confortável porque em geral estas gestantes apresentam níveis altos de progesterona o que ajuda na manutenção da gravidez. Na prática, o risco de abortamentos diminui. Assim, tranquilizar a gestante é fundamental, bem como orientar alterações nos hábitos alimentares. Sou a favor das modificações alimentares e nos hábitos, sobretudo no gerenciamento do estresse, posto que gestantes mais ansiosas também podem sofrer mais com estes sintomas. Existem medicações específicas para o tratamento de náuseas e vômitos na gravidez, mas costumo recomendar como primeira escolha a vitamina B6 e o gengibre por serem mais seguros na gestação. A falha das modificações dos hábitos alimentares e relacionados ao estresse, bem como a não resposta à vitamina B6 e gengibre condiciona a utilização dos medicamentos mais comuns para náuseas e vômitos na gestação que devem ser prescritos pelo seu (sua) obstetra / pré-natalista


diarreianagravidez

Continuando a leitura do artigo da Revista de Gastroenterologia Clínica da América do Norte (Gastroenterol Clin N Am 45 – 2016 – 267–283), a última patologia abordada é a diarreia. Os autores do artigo citam uma menor literatura a respeito do tema
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??Refere ainda como principal etiologia da diarreia, a infecciosa, sobretudo por infecções virais nos países desenvolvidos, seguida por infecções bacterianas como Escherichia coli, Salmonella, Shiguella e Campylobacter ??Se houver história de uso de antibióticos, suspeitar de Clostridium difficile
??Nos países em desenvolvimento (Brasil), entamoeba hystolitica, Cryptosporidium e Giardia são causas comuns
??Diarréia associada a sintomas gripais em um recente surto de doenças transmitidas por alimentos, deve levantar a suspeita de infecção por Listeria
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??Afora as causas infecciosas, intolerância a determinados alimentos, síndrome do instetino irritável, doença inflamatória intestinal, síndromes absortivas, aumento de prostaglandinas inflamatórias e medicações representam as outras causas mais frequentes de diarreia
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??O artigo descreve uma série de medicamentos, mas em nenhum momento cita a importância do reequilíbrio da flora intestinal através do uso de probióticos, até pra fortalecer a barreira intestinal e permitir uma melhor absorção de nutrientes importantes para a mãe e para o feto. Em alguns casos, nos quais há indicação de antibióticos, pode-se associar o uso de probióticos, para que a diminuição da flora intestinal benéfica (provocada pelo antibiótico) seja atenuada. Sem contar com uma alimentação funcional, anti-inflamatória, rica em nutrientes necessários para a nossa defesa imunológica
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constipg

O mesmo artigo de 2016, da Revista de Gastroenterologia Clínica da América do Norte (Gastroenterol Clin N Am 45 – 2016 – 267–283) avaliou as causas da constipação (prisão de ventre) na gravidez. Compreendendo a etiologia, o tratamento INTEGRATIVO será muito mais eficaz
??Seguem as principais causas de constipação na gravidez:
?Fatores Mecânicos
??Compressão fetal e aumento do útero
??Disfunção no assoalho pélvico
??Doenças colônicas: neoplasias ou constricções intestinais
??Hemorróidas induzidas pela gravidez
?Atividade física
??Diminuição da atividade física
??Exercício físico extenuante
?Efeitos da progesterona no trato gastrointestinal
??Inibição da musculatura gástrica
??Diminuição da contratilidade muscular colônica
??Esvaziamento gástrico prolongado
??Atraso no trânsito intestinal
?Outros hormônios
??Diminuição dos níveis de motilina que normalmente estimula a atividade gástrica
??Aumento dos níveis de relaxina que normalmente inibe a musculatura gastrointestinal
?Fatores dietéticos
??Diminuição da ingesta de água
??Falta do consumo de fibras
??Suplementação de ferro
??Náuseas e Vômitos
?Aumento da absorção de água no cólon
??Progesterona induz o aumento dos níveis de aldosterona
??Tempo do trânsito intestinal prolongado
?Doenças Metabólicas
??Hipotiroidismo
??Hipocalemia
??Hipercalcemia
??Diabetes Mellitus
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rgeg

??A melhor forma de prevenir o Refluxo GastroEsofágico (RGE) é modificar o estilo de vida incluindo modificação na alimentação.
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Estudo recente publicado na Revista de Gastroenterologia Clínica da América do Norte (2016) publicou a figura já elucidada no post sobre o manejo inicial do RGE
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??Modificações no estilo de vida
??Comer pequenas porções
??Limitar a ingestão de líquidos na refeição
??Evitar comer 3 horas ante de dormer
??Elevar a cabeceira da cama
??Dormir do lado esquerdo (facilita o retorno venoso)
??Mascar chiclete (neutraliza o PH) – porém é artificial
??Aumentar a atividade física
??Parar de fumar
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??Sugestões dietéticas
??Evitar alimentos gordurosos e picantes
??Evitar chocolates e balas
??Evitar bebidas cafeinadas
??Evitar bebidas gaseificadas
??Evitar o álcool
??Evitar sucos cítricos e tomates
??Manter um diário alimentar para evitar os gatilhos
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Sobre o tratamento convencional:
EU ACREDITO QUE SE PODE RESOLVER QUASE TODOS OS CASOS COM AS MODIFICAÇÕES SUPRACITADAS. Existe uma gama de medicamentos que podem aliviar os sintomas do RGE, mas que não irão ajudar na causa do problema. Meu grande questionamento é: o que causou o RGE e como podemos resolver de forma menos invasiva e mais fisiológica
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hiperemese

Artigo de 2016 publicado no gastro.theclinics.com – Gastroenterol Clin N Am 45 (2016) 267–283, avaliou: Náuseas, Vômitos e Hiperêmese na Gestação .
??50-80% das mulheres apresentam náuseas (ânsia de vômitos) na gestação
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??50% apresentam vômitos na gestação
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??Estes sintomas começam entre 4 e 6 semanas de gestação, atingem um pico entre 8 e 12 semans e cessam após 20 semanas
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??A Hiperêmese Gravídica, um quadro severo de náuseas e vômitos na gestação, ocorre em 1,2% das gestantes, conceituada como a combinação dos sintomas de náuseas e vômitos associados com: perda de peso, cetonúria, distúrbio hidroeletrolítico, desidratação e/ou hospitalização
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??Existem 3 prováveis etiopatogenias:
??Crescimento da placenta e aumento do HCG
??Função endócrina maternal
??Doenças Gastrointestinais pré-existentes
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??Manejo
??Para previnir desidratação, o consumo de 1-1,5L de líquidos contendo sal, glucose e potássio
??Recomendações dietéticas incluem refeições pequenas e frequentes e evitar alimentos gordurosos que podem atrasar o esvaziamento gástrico ou que têm dificuldade de esvaziamento do estômago. Bebidas líquidas com alta concentração de proteína reduzem alterações no esvaziamento gástrico e a náusea no primeiro trimestre
??Tiamina (Vitamina B1) e Piridoxina (Vitamina B6) são eficazes no tratamento de náuseas, vômitos e hiperêmese gravídica
??Zengiber officinale (Gengibre) tem propriedades antieméticas por aumentar a motilidade gástrica, estimula o a contração antral gástrica e bloqueia o receptor colinérgico M bem como o receptor de serotonina
Múltiplos estudos relatam o sucesso do tratamento com o consume diário de 1g de gengibre
*??Estas chamadas terapias alternativas, correspondem a drogas tipo A, sem nenhum risco para o feto, devendo ser preconizadas
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??Outras formas de tratamento convencional:
Bloqueadores dos receptors de histamina (Doxilamina)
??Antagonista da Dopamina (Metoclopramida)
??Fenotiazidas (Prometazina) – anti-histamínico
??Antagonista do 5HT3: Ondansentrona
??Corticoesteróides: Prednisona (Olha a hiperêmese associada ao estresse e à insuficiência adrenal)


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??Eu poderia dar diversos exemplos de clientes que acompanhei
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??Mudar os hábitos é mais importante que isoladamente medicar
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Tenha uma alimentação saudável, gerencie o estresse e o sono, pratique atividade física (supervisionada ou bem orientada), seja feliz, dê exemplo para as outras gestantes, medite, trabalhe sua respiração, sua concentração, converse com o seu bebê, tenha sua espiritualidade, reúna-se com seus amigos verdadeiros, sorria, enfim, viva intensamente sua gestação !!!
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??A verdade é que o pré-natal depende muito mais da gestante e sua família do que do obstetra isoladamente
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?? Os pilares da saúde, da medicina Integrativa, da medicina funcional, enfim, do que você quiser denominar devem ser avaliados constantemente durante o pré-natal
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?? Não adianta prescrever (isoladamente) anti-hipertensivo numa gestante ansiosa quando não se trata de forma holística esta ansiedade
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?? Não vale a pena prescrever de forma isolada insulina numa gestante com diabetes, que não sabe como se alimentar
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?? Não adianta encher a gestante de medicamento quando na verdade se precisa “medicar a mente”. Ter pensamentos positivos, acreditar que vai dar certo, curtir a gravidez, lançar mão de estratégias fitoterápicas, nutracêuticas e principalmente nas modificações nos hábitos de vida é fundamental
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?? Sou fã de várias clientes que me ensinam diariamente como se dedicar ao seu filho(a), à sua família. Elas superam diversas patologias, muitas vezes realizam a prevenção e mesmo quando surge alguma outra patologia, esta gestante encontra-se muito mais preparada e resistente
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?? Vários profissionais me ajudam a praticar o que chamo de obstetrícia Integrativa: nutricionistas, profissionais de educação física, psicólogos, cirurgiões dentistas, hematologistas, endocrinologistas, clínicos, reumatologistas, nutrólogos, psiquiatras, anestesistas, neonatologistas enfim, uma verdadeira “equipe Integrativa”, aliás “íntegra e ativa”!!!
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?? Mas não se esqueça: o principal personagem desta história é a própria gestante e sua família. Seja integrativa também, íntegra, ativa, procure bons profissionais, estude e aprenda sobre este período tão importante de sua vida: a maternidade
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Uma excelente gestação e parto para todas vocês. Feliz maternidade!!!


 

 

Estratégia Ortomolecular

 

trecardiotop

Artigo simplesmente fantástico sobre a correlação entre a função tireoideana e as doenças cardiovasculares
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A figura demonstra os efeitos cardioprotetores dos hormônios tireoideanos
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??Estudos experimentais demonstraram que os hormônios tireoideanos apresentaram os seguintes benefícios
??Antiapoptose
??Proteção Mitocondrial
??Crescimento e diferenciação celular
??Hipertrofia miocárdica fisiológica
??Neoangiogênese
Antifibrose
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??À beira do leito no cenário clínico os hormônios tireoideanos podem ajudar na
??Redução do infarto do miocárdio
??Indução da hipertrofia fisiológica
??Remodelação cardíaca positiva
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??Comunidade: No cenário epidemiológico os hormônios tireoideanos podem se relacionar com
??Melhoria do estado clínico (efeitos cardíacos e não cardíacos)
??Melhoria no prognóstico de pacientes com doença cardiovascular
??Melhoria da qualidade de vida
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Quer ter uma boa função cardíaca? Tenha uma ótima função tireoideana, intestinal, pulmonar, hepática, enfim, cuide do seu corpo como um todo, de forma INTEGRAL.
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Fonte: Jabbar et. al. 2017 http://dx.doi.org/10.1038/nrcardio.2016.174
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#medicinaintegrativa #ginecologiaintegrativa#obstetriciafuncional #ginecologiafuncional#obstetriciaintegrativa #consultoriodrglauciusnascimento #riomartradecenter3sala1010

 

 


 

tirecardio

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Ainda sobre o artigo de Jabbar et. al. 2017, é interessante compreender o que ocorre em nível celular com os hormônios tireoideanos e sua relação com as doenças cardiovasculares.
Esta figura representa o cardiomiócito, tanto a Tiroxina (T4) como a Triiodotironina (T3) os dois hormônios tireoideanos são capazes de atravessar a membrana plasmática
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??O T4 pode sofrer a ação da enzima Deiodinase 3 (DIO3) na membrana plasmática e se transformar em T3 reverso, a forma inativa do hormônio tireoideano
??Dentro da célula, o T4 sofre a ação de outra enzima a Deiodinase 2 (DIO2) e se transforma na forma ativa, o T3
??O mesmo T3 pode ser transformado na membrana plasmática em T2 (diiodotirosina) que em conjunto com ou T2 pode formar outro T4 ou se o T2 se ligar ao T1 (monoiodotirosina) se transformará no T3
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Entende também como é importante avaliar o aminoácido tirosina, iodo e o próprio selênio, micronutriente fundamental na formação das selenoproteínas, das deiodinases?!?
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??E o T3 como já citado é o hormônio biologicamente ativo e possuirá as seguintes funções no cardiomiócito:
??Funções Genômicas
Diminui a fibrose
Melhora o transporte do cálcio
Melhora a contratilidade
Biogênese da mitocôndra
??Funções não-Genômicas
Modificações na membrana plasmática dos canais iônicos
Diminui o estresse oxidativo
Ativação de outras vias (proteínas quinases)
Supressão da p38MAPK (um tipo específico de proteína quinase que se ativada frequentemente prejudica a regeneração muscular)
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??Muito legal poder aplicar os conhecimentos de fisiologia e bioquímica na nossa prática médica. Valeu a pena a persistência e as pós-graduações que fiz em fisiologia hormonal e medicina integrativa (ortomolecular) esta última com o ilustre professor Artur Lemos. Hoje consigo estudar artigos em biologia molecular, nutrigenética e nossos estudos clínicos tradicionais. Conversamos bastante em diversos grupos de médicos distribuídos por todo o Brasil e trocamos experiências além diversos livros e artigos científicos interessantes como este
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#medicinaintegrativa #ginecologiaintegrativa#consultoriodrglauciusnascimento#atencaointegralasaudedamulher

 


aal e mg

??As contrações uterinas prematuras representam um dos principais sintomas relacionados ao trabalho de parto prematuro
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??Até agora, a prevenção primária do trabalho de parto prematuro é baseada na identificação precoce dos sintomas e nos tratamentos farmacológicos que são propensos a vários efeitos secundários
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??Neste estudo duplo-cego, randomizado, controlado por placebo, foi avaliada a eficácia de uma suplementação de magnésio e ácido alfa-lipóico
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??Trezentas mulheres grávidas de 14 a 34 semanas de gestação foram alocadas e divididas aleatoriamente para receber um comprimido único diário contendo um suplemento de magnésio e ácido alfa-lipóico (DAV®LoLiPharmasrl, Roma-Itália) ou placebo até o parto
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??Foi avaliada a incidência de episódios de contração uterina pré-termo, associada ou não à dor, bem como a necessidade materna de hospitalização
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??Resultados:
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??A suplementação com Magnésio e ácido lipóico foi eficaz para reduzir significativamente a incidência de contrações uterinas prematuras em comparação com o placebo
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??Em particular, 52% das mulheres que receberam a suplementação não apresentaram sintomas de contrações uterinas prematuras durante a gravidez e os episódios persistentes de contração uterina foram significativamente reduzidos em comparação com placebo (20% versus 60%, respectivamente)
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??Além disso, apenas 20% dos indivíduos que receberam a suplementação necessitaram de hospitalização, enquanto que foi necessário para 40% das mulheres que receberam placebo
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??Conclusões:
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??Os achados do estudo sugerem que a suplementação com magnésio e ácido lipóico é eficaz na redução da incidência de contração uterina prematura e episódios de hospitalização relacionados, em comparação com o placebo
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??Estudos adicionais baseados em coortes maiores de pacientes são necessários para confirmar a eficácia destes resultados preliminares
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ala

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??O Ácido Alfa-Lipóico (ALA) é um cofator mitocondrial essencial e como uma molécula livre, ele pode exercer funções imunomoduladoras variadas. Ambos ALA e a sua forma reduzida, o Ácido DiHidroLipóico (DHLA), são capazes de quelar metais pesados, de regenerar os antioxidantes essenciais e importantes para reparar moléculas danificadas por oxidação
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??A maior parte dos efeitos de ALA / DHLA parpode ser explicada por:
1??Atividade estimuladora em NRF2 (Nuclear Factor erythroid 2-Related Factor 2: parece ser um dos principais envolvidos na transcrição de genes que codificam enzimas antioxidantes, além de atuar na modulação de respostas inflamatórias e imunes) específico de transcrição de genes dependentes
2??Inibição da atividade de NF-kB (complexo protéico envolvido na resposta celular a estímulos como o estresse, citocinas, radicais livres, radiação ultravioleta, oxidação de LDL e antígenos virais e bacterianos)
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??Estas características levaram a acreditar que o ALA /DHLA pode ser um fármaco importante no tratamento de diversas doenças.
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??O artigo examina as principais características do ALA / DHLA e seus efeitos terapêuticos. Sua função complexa e diferenciada não pode ser simplesmente reduzida a anti-inflamatória, antioxidante e ação desintoxicante
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??Destaca-se a sua capacidade de modular finamente várias vias fisiológicas quando desequilibradas
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??Em particular, foi concentrada especial atenção na gravidez, em relação à administração ALA por via oral e por uma nova formulação pela via vaginal, em pacientes com ameaça de aborto.
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??Futuros esforços devem ser dedicados a explicar cuidadosamente mecanismo ALA / DHLA de ação para reativar o equilíbrio fisiológico quando modificado durante a gravidez
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??Por outro lado, a segurança de ALA em mulheres grávidas e a sua farmacocinética por via vaginal, necessita ser estudada em profundidade. Além disso, a eficácia ALA também precisa de ser confirmada numa amostra maior de pacientes
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disrupmetais pesados

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Mais um artigo sobre a exposição a metais pesados e os riscos à saúde materna e perinatal
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??Efeitos adversos à saúde relacionados com a exposição a metais pesados como chumbo, arsênio, cádmio e mercúrio necessitam de descrição adequada. O objetivo desta revisão foi estudar sobre a exposição materna a metais pesados e para identificar possíveis efeitos adversos à saúde relacionados com o sistema endócrino na mãe e na criança.
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??46 artigos foram escolhidos e apresentaram os seguintes resultados:
• exposição de baixa e alta dose de CHUMBO foi associada com BAIXO PESO AO NASCER, NASCIMENTO PREMATURO, NATIMORTOS, ABORTOS ESPONTÂNEOS E HIPERTENSÃO.
• A exposição ao ARSÊNIO foi associada com PERDA FETAL, NATIMORTOS E ABORTOS ESPONTÂNEOS.
• A exposição ao CÁDMIO foi associada com BAIXO PESO AO NASCER.
• A exposição ao MERCÚRIO foi associada a ABORTOS ESPONTÂNEOS E EFEITOS NEUROTÓXICOS.
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?CONCLUSÃO: AS ALTERAÇÕES DO CRESCIMENTO FETAL, PERDAS FETAIS E NEONATAIS FORAM SIGNIFICATIVAMENTE ASSOCIADOS COM A EXPOSIÇÃO METAIS PESADOS DURANTE A GRAVIDEZ
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Fonte: Rahman, A., et al., Infant and mother related outcomes from exposure to metals with endocrine disrupting properties
during pregnancy, Sci Total Environ (2016)


antioxgravidez

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??Gestações complicadas por insuficiência placentária, cursam com reduções agudas graves no suprimento de oxigênio para o feto, ou por infecção intrauterina estão associados com estresse oxidativo para a mãe e o bebê em desenvolvimento. Tal estresse oxidativo é caracterizado como uma supra-regulação da produção de radicais livres de oxigênio ou de nitrogênio e uma concomitante diminuição na disponibilidade de espécies antioxidantes, criando desse modo um estado de desequilíbrio oxidativo fetoplacentário
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??Recentemente, tem havido um grande interesse no potencial para a utilização de terapias antioxidantes no período perinatal para proteger o feto, particularmente para o cérebro em desenvolvimento, contra o estresse oxidativo em complicações da gravidez e parto
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??O trabalho aborda por que o cérebro imaturo é particularmente susceptível a um desequilíbrio oxidativo e fornece uma discussão sobre tratamentos antioxidantes atualmente a receber atenção no adulto e na literatura perinatal: alopurinol, melatonina, ácido alfalipóico, e as vitaminas C e E
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??O correto entendimento sobre a interrelação entre estresse oxidativo e a resposta inflamatória fetal, pode ser vital ao propor estratégias neuroprotetoras, antioxidantes ou outros
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Enfim, patologias que cursam com estresse oxidativo, podem sim ser beneficiadas com terapias antioxidantes. Mas não existe receita de bolo, cada caso deve ser particularizado e há um verdadeiro arsenal nutracêutico seguro e respaldado na literatura, como no caso supracitado. Vale mais a pena tentar tratar o estresse oxidativo embasado nos estudos atuais, do que não se fazer nada, principalmente nos casos onde tal conduta pode propiciar um desfecho positivo na gestação


asha

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??Os principais efeitos da W. somnifera (ASHWAGANDHA) foram descritos nesta figura de um artigo publicado na Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine, em 2011:
??Melhora os processos de destoxificação
??Reduz o estresse oxidativo
??Aumenta produção de testosterona
??Ajuda na produção de neurotransmissores
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??Estresse físico, psíquico, químico e oxidativo alteram a produção de hormônios sexuais incluindo prolactina, folículo estimulante, luteinizante, além da testosterona e estão relacionados com infertilidade (também para as mulheres)
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??Outros fatores relacionados aos hábitos de vida ruins como tabagismo, etilismo e ingestão de alimentos industrializados ricos em xenoestrogênios, dioxina e bisfenol A, corantes, conservantes ou acidulantes podem sim estar envolvidos nesta etiologia
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??Não existe uma pílula mágica, uma erva milagrosa. O bom senso na busca do EQUILÍBRIO NA SAÚDE INTEGRAL DO CASAL é fundamental para obtenção de sucesso na abordagem dos casais inférteis. Não faz sentido qualquer tratamento sem a melhoria dos hábitos de vida; não vale a pena na minha humilde opinião!!!
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Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3136684/pdf/ECAM2011-576962.pdf


nac

Estudo do Egito, comunicação breve, aceito em 29 de julho de 2016, no Jornal Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, publicação da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) discorre sobre os efeitos da N-Acetil-Cisteína (NAC) no estresse oxidativo de pacientes com pré-eclâmpsia
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??50 pacientes com pré-eclâmpsia receberam NAC em adição ao tratamento hipertensivo habitual foram comparados com outros 50 pacientes que se submeteram apenas ao tratamento convencional (CONV), além de um grupo controle que chegou ao termo sem pré-eclâmpsia (C)
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??Níveis séricos de marcadores do estresse oxidativo foram avaliados para todos os pacientes e repetido 4-6 semanas após o início de cada acompanhamento (NAC, CONV ou C)
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??Houve diferença significativa entre os dois grupos NAC e CONV com relação aos biomarcadores do estresse oxidativo, exceto os níveis da Superoxidodismutase (SOD). Tais diferenças não ocorreram no início do estudo, antes do início do tratamento .
??Os resultados perinatais foram melhores no grupo NAC que o grupo CONV
??Peso ao nascer 2560g (NAC) x 1980 (CONV) ??APGAR do primeiro minuto: 6,32 (NAC) x 4,85 (CONV)
??APGAR do quinto miniuto: 7,80 (NAC) x 1,98 (CONV)
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??A NAC tem importante função antioxidante e a pré-eclâmpsia está associada ao estresse oxidativo. Na verdade, a grande questão é que não se sabe se o estresse oxidativo é causa ou consequência na pré-eclâmpsia
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??A suplementação com NAC resulta na melhora da função hepática e renal, diminui a pressão arterial, reduz a proteinúria e melhora os resultados perinatais
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??Peso ao nascer e APGAR apresentaram melhores resultados dentre os recém-nascidos de pacientes tratadas com NAC; No entanto, não foi demonstrada qualquer diferença entre os dois grupos de pacientes com pré-eclâmpsia na incidência de complicações obstétricas
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??Estes resultados estão de acordo com aqueles de Roes et al (2000)
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??N-acetil-cisteína melhorada a severidade do estresse oxidativo na pré-eclâmpsia, mas não alterou o próprio processo de doença.
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Ao meu ver, estamos chegando cada vez mais perto de uma proposta terapêutica integrativa na pré-eclâmpsia: além da alimentação adequada, do gerenciamento do estresse e do sono, da atividade física bem supervisionada, o cuidado pré-natal, controle do peso e a suplementação personalizada são importantes armas na prevenção e tratamento adequado vislumbrando-se excelentes resultados maternos e perinatais
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*??Comunicações breves – São relatos curtos de achados que apresentam interesse para a saúde pública, mas que não comportam uma análise mais abrangente e uma discussão de maior fôlego.


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Um interessante trabalho português de 2012 avaliou as funções do selênio para o ser humano, a relação com doença auto-imune, com tireoidite auto-imune, com a gravidez e a tireoidite pós parto
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*?? Achei interessante a figura que mostra a importância das selenoproteínas, principalmente a desioidinase 2 que transforma a tiroxina (T4) em triiodotironina (T3), o hormônio biologicamente ativo, além de transformar o T3 reverso em Diiodotironina (T2)
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??Seguem ainda as principais conclusões do artigo:
??O selênio é um oligoelemento com um papel significativo em múltiplas reacções, particularmente nas que dizem respeito à manutenção do equilíbrio de oxirredução
??A deficiência em selênio, por via da indução de um estado de estresse oxidativo, pode estar relacionada com a patogéênese de múltiplas doenças, por mecanismos ainda pouco esclarecidos
??A interferência do selênio na regulação da imunidade poderá também contribuir para a relação entre este elemento e a gênese da patologia auto-imune
??Vale ressaltar a relação especial que o selênio tem com a fisiologia tiroideiana, tanto ao nível do seu normal funcionamento como com as sequências de eventos que conduzem à formação do bócio, neoplasia da tiróide ou patologia tiroideia auto-imune
??Os ensaios clínicos que envolvem a suplementação de selênio em indivíduos com tiroidite auto-imune e doença de Graves revelaram benefício significativo a nível analítico, imaginológico e, em menor grau, clínico, após 6 meses
??Estes estudos poderão estar enviesados pela área de residência da amostra, onde é prevalente um estado de deficiência ligeira de selénio proveniente da dieta (ex. Alemanha, Grécia)
??A suplementação com selênio será particularmente vantajosa em mulheres com tiroidite auto-imune que pretendam engravidar, independentemente de pertencerem a uma população com ingestão adequada de selênio, com provável diminuição do risco de disfunção tiroideana durante esse período
??São, porém, necessários ensaios clínicos controlados para confirmar esta hipótese
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Fonte:
http://www.scielo.mec.pt/pdf/am/v26n4/v26n4a03.pdf


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Ainda sobre o selênio, uma importante Coorte Polonesa Materno-Infantil, foi avaliada através de um artigo publicado em julho de 2016. Segue o resumo:
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??Introdução:
?? Os estudos sobre o impacto dos níveis de selênio (Se) em diferentes períodos da gravidez nas funções psicomotoras da criança são limitados
??O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto do pré-natal do Se no neurodesenvolvimento infantil.
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??Metodologia
??A população do estudo consistiu de 410 pares mães-filhos da Coorte Polonesa
??Os níveis de SE foram medidos em cada trimestre da gravidez, no parto e no sangue do cordão
??O desenvolvimento psicomotor foi avaliado em crianças na idade de 1 e 2 anos usando as Escalas Bayley de desenvolvimento infantil.
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??Resultados:
??Os níveis plasmáticos de Se diminuíram durante a gravidez (de 48,3 ± 10,6 ug / L no primeiro trimestre para 38,4 ± 11,8 ug / L no momento do parto; P <0,05)
??Houve associação estatisticamente significativa positiva entre os níveis de Se no primeiro trimestre da gravidez e desenvolvimento motor (? = 0,2, P = 0,002) com 1 ano de idade, e desenvolvimento da linguagem (? = 0,2, P = 0,03) aos 2 anos de idade
??O efeito positivo dos níveis de SE em pontuação cognitiva (Escala de Bayley) aos 2 anos de idade foi de significância limítrofe (? = 0,2, P = 0,05)
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??Conclusão:
??O nível de selênio no pré-natal foi associada com habilidades psicomotoras da criança nos primeiros anos de vida
??Outros estudos epidemiológicos e pré-clínicos são necessários para confirmar a associação e elucidar os mecanismos subjacentes a esses efeitos
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Fonte: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4899820/pdf/pr201632a.pdf


 

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Metanálise de Cochrane (2013) avaliou a suplementação de selênio na tireoidite de Hashimoto. Eis um breve resumo dos principais resultados e conclusões:
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??Resultados:
??Seleniometionina reduziu os níveis séricos de anticorpos Anti-TPO comparados com placebo em dois estudos
??Um estudo demonstrou uma melhoria no bem-estar com a suplementaçnao de selênio
??Em um estudo usando selenito de sódio (selênio na forma de sal, não quelado) os níveis de anticorpos anti-TPO não foram afetados quando comparado com o grupo controle
??A frequência de efeitos adversos não teve relevância estatística nos dois estudos que avaliaram os efeitos adversos
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??Resultados
??Os resultados de apenas quatro estudos sobre o tema mostram que a evidência para apoiar ou refutar a eficácia de suplementação de selênio em pessoas com tireoidite de Hashimoto é incompleta (não é contra, nem claramente a favor, é algo ainda desconhecido)
??O atual nível de evidência para a eficácia da suplementação de selênio no manejo de pessoas com tireoidite de Hashimoto é baseado em quatro ensaios randomizados controlados considerados pelo grupo revisor como não tão claros e com alto risco de viés
??Esta avaliação destaca a necessidade de ensaios controlados por placebo para avaliar os efeitos de selênio em pessoas com tireoidite de Hashimoto e pode, finalmente, fornecer evidências confiáveis para ajudar a informar a tomada de decisão clínica
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?Traduzindo: temos poucos estudos sobre um nutriente muito importante para o funcionamento da glândula tireóide e que pode ajudar bastante na saúde como um todo, em especial na saúde reprodutiva e na gestação. Necessitamos de mais estudos sobre a suplementação de selênio nas patologias da tireóide, especialmente na tireoidite de Hashimoto. Os poucos estudos existentes sinalizam de forma preliminar como benéfica e sem efeitos adversos significativos
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E nada mudou em três anos…


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?A suplementação de selênio é uma preocupação universal, começando inclusive intra-útero e também no período neonatal
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Pesquisadores da UNICAMP realizaram uma revisão sistemática publicada em 2014 sobre a suplementação de selênio e os seus efeitos em prematuros
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??Como principais resultados:
??Baixos níveis de selênio estão associados com risco aumentado de doenças respiratórias
??Prematuros, principalmente com baixo peso ao nascer apresentam menores níveis de selênio
??A dosagem e o tempo ideal de suplementação do selênio ainda não estão estabelecidos
??Doenças que aumentam o estresse oxidative consequentemente aumentam a necessidade de selênio .
?Conclusão:
??A prematuridade e o baixo peso ao nascer podem contribuir para reduzir as concentrações sanguíneas de selênio em prematuros
??A suplementação de selênio parece minimizer ou prevenir as complicações causadas pela prematuridade
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Fonte: http://www.scielo.br/pdf/rpp/v32n1/pt_0103-0582-rpp-32-01-00126.pdf
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“Quanto mais falam ou escrevem mal sobre o ácido fólico, mais encontramos artigos na literatura que reforçam a importância deste nutriente”. Sugiro de coração que qualquer profissional que critique o ácido fólico, somente o faça depois de realmente estudar o assunto. É um tema apaixonante, principalmente quando estudamos a metilação do DNA, envolvido na gênese de uma gama de patologias, geralmente estudo mais na minha área, em saúde reprodutiva
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Mais um artigo (abril de 2016) da China, demonstra a importância do ácido fólico, desta vez para a Doença de Alzheimer (DA), Uma coorte de 162 pacientes com diagnóstico da DA, tratados igualmente com um medicamento chamado Donepezil (fármaco com ação colinérgica indireta, inibindo a enzima acerilcolinesterase aumentando a concentração de acetilcolina no córtex cerebral e hipocampo) foram randomizados em dois grupos: um de intervenção com 1,25mg de ácido fólico durante 6 meses (Grupo AF) e outro grupo controle (grupo C) que não utilizaou tal suplementação no mesmo período
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??O estudo quantificou os seguintes marcadores de inflamação, da Doença Alzheimer e da metilação do DNA
??Folato sérico (F)
??Beta amilóide (bA)
??Interleucina 6 (IL6)
??Fator de Necrose Tumoral alfa (TNFa)
??Homocisteína (HCY)
??S-Adenosil-Metionina (SaME)
??S-Adenosil-Homocisteína (SaHCY)
??Presenilina (PS)
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??Além disso, o Mini-Exame-Mental (MEM) foi realizado no início e no final do estudo .
??Após 6 meses da intervenção, foram encontrados os seguintes resultados coom significância estatística:
??O grupo AF apresentou melhores resultados que o grupo C em relação ao MEM, relação mais alta entre SAMe/SaHCY, e níveis mais baixos de bA, TNFa e PS
.
?Conclusão: Ácido fólico é benéfico em pacientes com a Doença de Alzheimer. A inflamação representa um importante papel na interação entre o ácido fólico e a doença de Alzheimer
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Fico imaginando o quão importante representa o papel da alimentação funcional em portadores de doenças crônicas como a Doença de Alzheimer
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Estudo randomizado, duplo cego, placebo controlado do Equador avaliou a suplementação de coenzima Q10 para saber se haveria a redução de pré-eclâmpsia (PE) com tal suplementação
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??O estudo partiu de 235 gestantes que foram distribuídas em dois grupos: placebo (P) e as que receberam a suplementação de 200mg de Coenzima Q10 (CoQ10) a partir de 20 semanas de gestação e até o parto
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??A taxa de PE foi de 20%. O grupo P apresentou 25,6% de PE, enquanto o grupo CoQ10 apresentou 14,4%. Esta diferença foi estatisticamente significativa
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??Como se sabe, a CoQ10 é um componente essencial da fosforilação oxidativa a nível mitocondrial e também funciona para estabilizar membranas celulares, bem como atua como um antioxidante potente. CoQ10 é envolvido em estados patológicos tais como o câncer, doenças cardiovasculares, doenças musculares e mitocondriais
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??Há estudos que demonstram a associação de PE com baixos níveis de CoQ10
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??Uma recente meta-análise Cochrane não suporta a suplementação com antioxidantes rotina durante a gravidez para reduzir o risco de pré-eclâmpsia. No entanto, os resultados do presente estudo e de outros anteriores irá estimular um novo debate e apoiar a concepção de ensaios maiores, particularmente por causa da função bioenergética e antioxidante da CoQ10. Por exemplo, um estudo recente da Tiano et al. revelaram um efeito positivo de CoQ10 sobre a função endotelial, e isto pode ter uma importância particular na pré-eclâmpsia, em que a disfunção endotelial é reconhecida a desempenhar um importante papel patogênico.
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??Em conclusão, a suplementação de CoQ10 começando às 20 semanas de gestação parece ser uma intervenção segura e bem tolerada, e resultou numa redução significativa da taxa de pré-eclâmpsia. Mais estudos clínicos são necessários para investigar a questão
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  • Suplementação de múltiplos micronutrientes e resultados do parto: a importância do selênio
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    Há alguns estudos que relacionaram um baixo nível de selênio em grávidas e pobres resultados perinatais
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    Em uma recente metanálise, Mariath et. Al estudou 33 artigos que demonstraram a associação entre baixos níveis de selênio com aumento do risco de abortamentos, parto prematuro, pré-eclâmpsia e diabetes gestacional
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    Acima de 95ug/L é considerado o valor ideal para o correto funcionamento das selenoproteínas, enquanto que um nível abaixo de 45ug/L está relacionado com resultados perinatais adversos
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    Os autores se interessaram particularmente por 25-30 selenoproteínas que contém selenocisteína que tem importante função para a placenta. Muitos estudos de placentas de mulheres que tiverem pré-eclâmpsia evidenciaram níveis baixos de enzimas antioxidantes como a glutationa peroxidase e tiroxina redutase, ambas selenoproteínas, que podem ser benéficas ao estresse oxidativo presente em diversas patologias obstétricas, como por exemplo os distúrbios hipertensivos
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    A figura demonstra as diversas selenoproteínas e suas importantes funções como antioxidantes, na produção de hormônios tireoideanos (atenção para o distireoidismo na gravidez), na biossíntese de lipídios, na espermatogênese, na sinalização do cálcio, dentre outras
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    Os autores concluem o artigo informando que aprenderam muito recentemente sobre como são importantes o polivitamínicos e oligoelementos durante a gravidez e o desenvolvimento fetal. A suplementação de ácido fólico e a subsequente redução dos defeitos do tubo neural representa um dos mais importantes achados na Biologia Reprodutiva nos últimos 50 anos. O que mais podemos aprender sobre a suplementação de vitaminas e oligoelementos? Há uma provável e muito boa evidência experimental que algumas selenoproteínas como glutationa peroxidase, tiroxina redutase e selenoproteína H tem papel na proteção da mitocôndria do dano oxidativo. O comprometimento da mitocôndria leva à apoptose que é um componente crítico para o desenvolvimento da pré-eclâmpsia. A suplementação de oligoelementos podem reduzir a incidência desta doença em populações vulneráveis
  • Fonte: A.V. Perkins, J.J. Vanderlelie, Multiple micronutrient supplementation and birth outcomes: The potential importance of selenium, Placenta (2016), http://dx.doi.org/10.1016/j.placenta.2016.02.007

 


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Este gráfico representa a redução na incidência de parto prematuro de acordo com o índice de massa corporal (IMC) em mulheres que suplementaram previamente à gestação ou não polivitamínicos dos mesmos autores do estudo “Multiple micronutrient supplementation and birth outcomes: The potential importance of selenium” fazendo referência “Pre-pregnancy multiple micronutrient supplementation and risk of preterm birth in the environments for healthy living cohort”
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??Em vermelho, o grupo que não suplementou (NS) e em azul o grupo que suplementou polivitamínicos (PV)
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?? Notem a menor incidência de parto prematuro em mulheres com peso normal do grupo PV (3,86%) em relação ao grupo NS (6,86%)
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??De forma mais acentuada nas mulheres com sobrepeso, houve uma menor incidência de prematuridade no grupo PV (3,13%) em relação ao grupo NS (8,63%)
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??E para as mulheres com obesidade, a diferença entre os dois grupos foi ainda maior, com uma incidência de prematuridade no grupo PV (9,49%) em relação ao grupo NS (2,25%)
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??Transcrevo ipsis litteris um parágrafo do artigo que eu concordo exatamente: “Na sociedade moderna, os alimentos são altamente processados e há uma predominância de alimentos rápidos inadequados e prontamente disponíveis, mas nutricionalmente que não satisfazem o requisito para uma dieta saudável equilibrada. Já não podemos fazer suposições de que as grávidas estão consumindo uma dieta saudável, equilibrada e recebendo as vitaminas e minerais essenciais que um feto em crescimento necessita. Tal suposição coloca em risco o desenvolvimento fetal normal e saúde ao longo da vida do bebê” sem contar com os riscos maternos e desenvolvimento de doenças ao longo da gravidez como os distúrbios hipertensivos, diabetes gestacional, além das doenças infecciosas (meus acréscimos).


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O artigo de revisão “Multiple micronutrient supplementation and birth outcomes: The potential importance of selenium” fez referência a uma outra referência a outro artigo “Reduced incidence of preeclamsia associated with first trimester multivitamin use in women with BMI greater than 25” na foto acima
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??De acordo com o gráfico, foram comparadas as grávidas com IMC normal (abaixo de 25), com sobrepeso (IMC entre 25 e 29,9) e obesas (IMC > 30,0) que não suplementaram nada , que suplementaram apenas folato (AF) e que suplementaram micronutrientes (MN) no primeiro trimestre e a incidência de pré-eclâmpsia (PE)
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??Nota-se uma discreta diminuição na incidência de PE de 1,87% para 1,14% e 1,08% nos grupos N, AF e MN, respectivamente
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??A discrepância foi maior quando as grávidas estavam em sobrepeso, com uma menor na incidência de PE de 3,2% para 2,08% e 1,23% nos grupos N, AF e MN, respectivamente
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??E para as mulheres obesas, a incidência de PE foi de 6,29% para 4,05% e 0,96% nos grupos N, AF e MN, respectivamente
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??Detalhe importante: estudo foi realizado na Austrália, país bem mais desenvolvido do que o Brasil. Certamente nossa população é mais carente em nutrientes fundamentais para o adequado desenvolvimento do feto e para saúde materna. Assim, considero que a suplementação nutracêutica deve ser personalizada.
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VOCÊ AINDA TEM MEDO DO ÁCIDO FÓLICO? MEU DEUS, EU TENHO MEDO DA AUSÊNCIA DO ÁCIDO FÓLICO E DE OUTROS MICRONUTRIENTES!!!
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obviamente, a alimentação saudável, gerenciamento do estresse e do sono além da prática de atividade física bem orientada na gestação são importantes medidas para redução do risco de PE
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Simplesmente muito este artigo de revisão publicado na revista placenta em fevereiro de 2016
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Na tabela sobre os polivitamínicos eles observaram as discrepâncias existentes em diversos produtos. Tais observações já foram realizadas de forma semelhante numa postagem mina aqui no instagram. Não existe uma composição ideal para cada gestante, mas as cmoposições entre si variam muito. No caso da Austrália, de cinco produtos analisados:
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Todos os produtos apresentam os seguintes micronutrientes / oligoelementos em dosagens variáveis: Ácido Fólico, Vitaminas D3, B1, B2, B3, B5, B6, B12, C, Ômega 3, Ferro, Magnésio, Iodo e Zinco
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Em um produto (2) não há vitamina A, em outro (4) não há cálcio e em outro (3) não há selênio
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Dois produtos não possuem na sua composição cobre e biotina (3 e 5), outros dois não possuíam manganês (3 e 4), outros dois não possuíam Cromo (1 e 2)
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Um produto (4) apresenta a vitamina K e outro (1) apresenta a coenzima Q10 na sua composição. Achei interessante porque não conhecia nenhuma suplementação de Coenzima Q10 na gestação (mais um assunto pra estudar)
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Os nutrientes que mais variaram proporcionalmente em suas composições foram: vitamina B12 de 2,6ug (2 e 4) a 50ug (1 e 5); Vitamina E de 10mg (3) a 147mg (1); Vitamina C de 62mg (5) a 200mg (1)
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Como o trabalho analisa posteriormente o selênio, este variou de 40,6ug (5) a 65ug (1 e 4)
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??É necessário estabelecer uma composição adequada de polivitamínicos para os países em desenvolvimento como o Brasil, além de suplementação diferenciada em gestantes portadoras de hipotireoidismo, distúrbios hipertensivos, diabetes e obesidade, dentre outras patologias do ciclo gravídico-puerperal. .
Fonte: A.V. Perkins, J.J. Vanderlelie, Multiple micronutrient supplementation and birth outcomes: The potential importance of selenium, Placenta (2016), http://dx.doi.org/10.1016/j.placenta.2016.02.007


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?Iniciando hoje mais uma etapa no meu aprendizado médico: XXI Curso de Prática Ortomolecular e Medicina Funcional – 2016, coordenado pelo professor Artur Lemos, autor de vários livros na área
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?Um dia desses eu criticava o desconhecido, achava que muitas vitaminas eram placebo, que detoxificação era falácia, que Ortomolecular não tinha evidência científica, enfim, estava completamente enganado
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?O prática Ortomolecular surgiu com Linus Pauling, único a ganhar prêmio Nobel em duas áreas diferentes: Prêmio Nobel de Química e da Paz. Muito feliz em poder aplicar os conhecimentos agora de bioquímica na minha prática médica
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?Mais Paz e mais estudo, menos desamor e ignorância


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??Estudo comparou o tratamento isolado com progesterona vaginal 400mg / dia e outro grupo com a mesma progesterona e o ácido Alfalipóico oral 600mg/dia em 16 mulheres com ameaça de abortamento e hematoma subcoriônico. Os resultados foram melhores no grupo do ácido Alfalipóico + progesterona.
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?? Devido ao poder antioxidante do ácido Alfalipóico, esta substância pode ser um importante aliado no tratamento da ameaça de abortamento. Mais estudos são necessários para confirmar esta hipótese diagnóstica.
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Fonte: http://www.europeanreview.org/wp//srv/htdocs/wp-content/uploads/3426-3432.pdf


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Artigo de revisão publicado em 2012, por pesquisadores da Austrália avaliou a importância de alguns antioxidantes utilizados na Gravidez
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?Gravidez complicadas por insuficiência placentária, redução do aporte de oxigênio para o embrião/feto ou infecção intrauterina estão associados com o estresse oxidativo materno e o desenvolvimento do bebê.
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?Por isto, estratégias que visem combater o estresse oxidativo, através da utilização de antioxidantes PODE ser muito interessante.
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?O artigo avaliou os seguintes antioxidantes:
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??Alopurinol: Inibe a atividade da xantina oxidase que converte hipoxantina a ácido úrico. O excesso de ácido úrico, além de ser um marcador para pré-eclâmpsia, é encontrado em diversas patologias e está relacionada com a formação de espécies reativas de oxigênio (ROS)
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?? Melatonina: tem atividade próinflamatória na fase primária da resposta inflamatória e mediação do recrutamento dos leucócitos (células de defesa), induz vasodilatação da artéria umbilical pela estimulação na produção de óxido nítrico, reduz marcadores inflamatórios e relacionados à morte celular
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??Ácido Alfalipóico (ALA): aumenta a sensibilidade à insulina e adequada utilização da glicose, reduz a incidência de defeitos do tubo neural, malformações cardíacas e cardiovasculares, função neuroprotetiva, previne o dano ao DNA, elimina radicais livres, quela metais de transição e promove a regeneração de antioxidantes endógenos com vitaminas C e E.
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??Vitaminas C e E: os mais importantes antioxidantes obtidos na dieta, protegem contra a peroxidação lipídica e aumento da sobrevida neuronal, reduzem marcadores do estresse oxidativo e de disfunção placentária
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Minha Observação: Precisamos avançar mais com a utilização de antioxidantes em obstetrícia.


 

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?? Recentemente, num grupo de médicos do Brasil, que participo num aplicativo de mensagens, um grande amigo relatou que utilizava ácido alfa-lipóico (ALA) para as várias gestantes que já atendeu. Detalhe: ele não é ginecologista e obstetra… .
Eu fiquei me perguntando: Como é que ele não sendo obstetra prescreve e eu sequer prescrevi para nenhuma paciente minha?
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Simples: eu não havia estudado quase nada sobre o assunto, ninguém me passou alguma experiência com isto durante minha formação médica
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1?? Em primeiro lugar, o que é o ALA?
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?? O ácido tióctico (ALA) é um composto dissulfídico que participa de diversas formações enzimáticas como no metabolismo dos carboidratos e apresenta como principais funções: eliminação as espécies reativas de oxigêncio (ROS), regeneração dos antioxidantes endógenos (vitaminas C e E, glutationa e coenzima Q10), quelação de metais e reparo de proteínas oxidadas
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Resolvi pesquisar um pouco e mais sobre o uso na gravidez e encontrei um ensaio clínico randomizado agora de 2016 que comparou a utilização de 400mg progesterona via vaginal, 10mg de ALA e um grupo controle com hematoma subcoriônico identificado na ultrassonografia em 62 gestantes com quadro clínico de ameaça de abortamento e hematoma subcoriônico
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??O grupo tratado com ácido alfa-lipóico apresentou mais rápida absorção do hematoma subcoriônico que os grupos progesterona e controle.
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? Trata-se da primeira evidência científica da eficácia do ALA administrado pela via vaginal, no processo de cura de gestantes com ameaça de abortamento
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Obrigado meu nobre amigo pelo estímulo da nossa conversa e este recente aprendizado
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?? OBSERVAÇÃO: Com este recente artigo, não estou defendendo a utilização de ALA para todas as gestantes. Gosto de trazer novidades positivas do meio científico que podem contribuir para o engrandecimento de todos. Descrevo o que está escrito nos artigos. Não me considero dono da verdade, odeio discussões científicas sem finalidades nas redes sociais.
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Fonte: http://www.europeanreview.org/wp//srv/htdocs/wp-content/uploads/1656-1663.pdf


 

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?? Mais um artigo ressaltando a importância dos Nutracêuticos como adjuntos no tratamento da depressão.
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?? Esta revisão sistemática e metanálise de junho de 2016, publicada por Sarris, et. al., avaliou os seguintes nutracêuticos:
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??S-Adenosil-Metionina (SAMe): envolvido no metabolismo do ácido fólico e homocisteína (aminoácido pró-inflamatório) e aumento na metilação do DNA pela produção de metiltransferases. O ciclo da metilação do DNA também está envolvido indiretamente com o ciclo da tetrahidrobiopterina (BH4) que por sua vez está relacionado com a produção de serotonina e dopamina (neurotransmissores).
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??Ácido fólico (e suas formas ácido folínico, metilfolato): idem ao SAMe
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??Vitamina B6: idem ao SAMe
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??Vitamina B12: idem ao SAMe
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??Ômega 3 (EPA e DHA): antiinflamatório natural, gordura boa.
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??Triptófano (5HTP): precursor da serotonina, neurotransmissor importante para o tratamento da depressão.
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??Vitamina D: envolvido na resposta imunológica, metabolismo do cálcio e diversoas outras funções.
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??Outros nutracêuticos (Zinco, vitamina C e inositol) com importantes funções antioxidantes.
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?Os resultados foram bem positivos para SAMe, metilfolato, ômega 3 e vitamina D. Há alguma evidência para os outros nutracêuticos, mas estudos posteriores devem avaliar o potencial de cada nutracêutico.
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?Tal estudo reforça ainda mais a importância de uma boa alimentação, rica em nutrientes, como os nutracêuticos citados, além de alertar sobre a possibilidade de depleção por diversos medicamentos, flora intestinal ruim e péssimos hábitos de vida, incluindo tabagismo, alcoolismo e sedentarismo, por exemplo.


 

 

 

 

 

Diabetes Gestacional

PARA CLIENTES

O que é diabetes gestacional?

Diabetes mellitus (também chamado de “diabetes”) é uma Condição na qual muita glicose (açúcar) permanece no sangue ao invés de ser usada para energia. Problemas de saúde podem ocorrer quando o nível de açúcar no sangue é muito alto. Algumas mulheres desenvolvem diabetes pela primeira vez durante a gravidez. Esta condição é chamada diabetes gestacional (DG) . As mulheres com DG precisam de cuidados especiais durante e após a gravidez.

O que causa o DG?

O corpo produz um hormônio chamado insulina, que mantém os níveis de açúcar no sangue dentro da faixa normal. Durante a gravidez, níveis mais altos de hormônios da gravidez podem interferir na insulina. Normalmente, o corpo pode produzir mais insulina durante a gravidez para manter o açúcar no sangue normal. Mas em algumas mulheres, o corpo não consegue produzir insulina suficiente durante a gravidez e os níveis de açúcar no sangue aumentam. Isso leva ao DG.

Se eu desenvolver DG, sempre terei diabetes?

DG desaparece após o parto, mas as mulheres que tiveram DG correm maior risco de desenvolver diabetes mais tarde na vida. Algumas mulheres que desenvolvem DG podem ter tido diabetes leve antes da gravidez e não sabem disso. Para essas mulheres, o diabetes não desaparece após a gravidez e pode ser uma condição vitalícia.

Quem está em risco de DG?

Vários fatores de risco estão ligados ao DG. Também pode ocorrer em mulheres que não têm fatores de risco, mas é mais provável em mulheres que

  • estão com sobrepeso ou obesos
  • são fisicamente inativos
  • tiveram DG em uma gravidez anterior
  • tiveram um bebê muito grande (4Kg ou mais) em uma gravidez anterior
  • tem pressão alta
  • tem uma história de doença cardíaca
  • tem síndrome dos ovários policísticos (SOP)
  • são de origem afro-americana, asiática-americana, hispânica, indígena ou ilha do Pacífico

Como o DG pode afetar uma mulher grávida?

Quando uma mulher tem DG, seu corpo passa mais açúcar para o feto do que precisa. Com muito açúcar, o feto pode ganhar muito peso. Um feto grande pode levar a complicações para a mulher, incluindo

  • dificuldades laborais
  • cesariana
  • sangramento intenso após o parto

Que outras condições podem desenvolver uma mulher com DG?

Quando uma mulher tem DG, ela também pode ter outras condições que podem causar problemas durante a gravidez. Por exemplo, a pressão alta é mais comum em mulheres com DG. A hipertensão arterial durante a gravidez pode causar um estresse extra no coração e nos rins.

A pré-eclâmpsia também é mais comum em mulheres com DG. Se ocorrer pré-eclâmpsia durante a gravidez, o feto pode precisar ser entregue imediatamente, mesmo que não esteja completamente crescido.

Como o DG pode afetar um bebê?

Bebês nascidos de mulheres com DG podem ter problemas respiratórios e icterícia . Esses bebês podem ter baixo nível de açúcar no sangue ao nascer (hipoglicemia).

Bebês grandes são mais propensos a sofrer trauma do nascimento, incluindo danos aos ombros, durante o parto vaginal. Bebês grandes podem precisar de cuidados especiais em uma unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) . Há também um risco aumentado de natimorto com DG.

Eu vou ser testada para DG?

Todas as mulheres grávidas devem ser rastreadas para DG. Seu obstetra-ginecologista (ginecologista) ou outro profissional de saúde perguntará sobre seu histórico médico para determinar se você tem fatores de risco para DG. Se você tiver fatores de risco, seu nível de açúcar no sangue será testado no início da gravidez. Se você não tem fatores de risco ou seu teste não mostra que você tem DG no início da gravidez, seu açúcar no sangue será medido entre 24 semanas e 28 semanas de gravidez.

Se eu tiver DG durante a gravidez, como gerenciarei isso?

Você precisará de consultas de pré-natal mais frequentes para monitorar sua saúde e a saúde do feto. Você precisará rastrear seu nível de açúcar no sangue e fazer coisas para mantê-lo sob controle. Isso reduzirá os riscos para você e seu feto. Para muitas mulheres, uma dieta saudável e exercícios regulares controlam o açúcar no sangue. Algumas mulheres podem precisar de medicamentos para ajudar a atingir níveis normais de açúcar no sangue, mesmo com mudanças na dieta e exercícios.

Como faço para acompanhar os níveis de açúcar no sangue?

Você usará um medidor de glicose para testar seus níveis de açúcar no sangue. Este dispositivo mede o açúcar no sangue de uma pequena gota de sangue. Mantenha um registro de seus níveis de açúcar no sangue e leve-o consigo para cada visita pré-natal. Os registros de açúcar no sangue também podem ser mantidos on-line, armazenados em aplicativos de telefone e enviados por e-mail para seu obstetra ou outro profissional de saúde. Seu registro de açúcar no sangue ajudará seu obstetra ou outro profissional de saúde a fornecer o melhor atendimento durante a gravidez.

Devo mudar minha dieta se tiver DG?

Quando as mulheres têm DG, fazer escolhas alimentares saudáveis ??é ainda mais importante para evitar que os níveis de açúcar no sangue subam demais. Se você tiver DG, você deve comer refeições regulares ao longo do dia. Você pode precisar comer pequenos lanches também, especialmente à noite. Comer regularmente ajuda a evitar quedas e picos no nível de açúcar no sangue. Muitas vezes, três refeições e dois a três lanches por dia são recomendadas.

Além disso, é importante ganhar uma quantidade saudável de peso durante a gravidez. Converse com seu obstetra ou outro profissional de saúde sobre o quanto de ganho de peso é melhor para a sua gravidez. Para uma mulher com DG, ganho de peso demais ou ganho de peso rápido demais podem dificultar o controle dos níveis de açúcar no sangue.

O exercício regular me ajudará a controlar o DG?

O exercício ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue dentro dos limites normais. Você e seu obstetra ou outro profissional de saúde podem decidir quanto e que tipo de exercício é melhor para você. Em geral, recomenda-se 30 minutos de exercício aeróbico de intensidade moderada, pelo menos 5 dias por semana (ou um mínimo de 150 minutos por semana). Andar a pé é um ótimo exercício para todas as mulheres grávidas. Além do exercício aeróbico semanal, é aconselhável adicionar uma caminhada de 10 a 15 minutos após cada refeição. Isso pode levar a um melhor controle do açúcar no sangue.

Vou precisar tomar medicação para controlar meu DG?

Para algumas mulheres, podem ser necessários medicamentos para gerenciar o DG. A insulina é o medicamento recomendado durante a gravidez para ajudar as mulheres a controlar o açúcar no sangue. A insulina não atravessa a placenta , por isso não afeta o feto. Seu obstetra ou outro profissional de saúde irá ensiná-la a aplicar injeções de insulina com uma pequena agulha. Em alguns casos, seu ginecologista ou outro profissional de saúde pode prescrever um medicamento diferente para administrar por via oral.

Se você está fazendo uso medicação, você continuará monitorando seus níveis de açúcar no sangue como recomendado. Seu obstetra ou outro profissional de saúde irá rever o seu registro de glicose para se certificar de que o medicamento está funcionando. Alterações na sua medicação podem ser necessárias durante toda a gravidez para ajudar a manter seu nível de açúcar no sangue dentro da faixa normal.

Vou precisar de testes para verificar a saúde do meu feto?

Testes especiais podem ser necessários para verificar o bem-estar do feto. Esses testes podem ajudar seu obstetra ou outro profissional de saúde a detectar possíveis problemas e tomar medidas para gerenciá-los. Esses testes podem incluir o seguinte:

  • Contagem do movimento fetal (“contagem de chutes”, mobilograma) – Este é um registro de quantas vezes você sente o movimento do feto. Um feto saudável tende a mover a mesma quantidade todos os dias. Você deve entrar em contato com seu obstetra ou outro profissional de saúde se sentir alguma diferença na atividade do seu feto.
  • Teste sem estresse – Este teste mede mudanças na frequência cardíaca do feto quando o feto se move. O termo “nonstress” significa que nada é feito para enfatizar o feto. Um cinto com um sensor é colocado ao redor do seu abdômen e uma máquina registra a frequência cardíaca fetal captada pelo sensor.
  • Perfil biofísico (PBF) – Este teste inclui o monitoramento da freqüência cardíaca fetal (da mesma forma que é feito em um teste sem estresse) e um exame de ultrasonografia . O PBF verifica a freqüência cardíaca do feto e estima a quantidade de líquido amniótico . A respiração, o movimento e o tônus ??muscular do feto também são verificados. Um BPP modificado verifica apenas a frequência cardíaca fetal e o nível de líquido amniótico.

A DG afetará o parto do meu bebê?

A maioria das mulheres com DG controlada pode completar uma gravidez a termo. Mas se houver complicações com a saúde ou com a saúde do feto, o parto pode ser induzido (iniciado por drogas ou outros meios) antes do prazo final.

Embora a maioria das mulheres com DG possa ter um parto vaginal, é mais provável que elas tenham uma cesariana do que as mulheres sem DG. Se seu ginecologista ou outro profissional de saúde achar que seu feto é muito grande para um parto vaginal seguro, você pode discutir os benefícios e os riscos de uma cesariana programada.

Quais são os futuros problemas de saúde para as mulheres que tiveram DG?

DG aumenta muito o risco de desenvolver diabetes na sua próxima gravidez e, no futuro, quando você não está mais grávida. Um terço das mulheres que tiveram DG terá diabetes ou uma forma mais branda de açúcar elevado no sangue logo após o parto. Entre 15% e 70% das mulheres com DG desenvolverão diabetes mais tarde na vida.

As mulheres que têm pressão alta ou pré-eclâmpsia durante a gravidez também estão em maior risco de doença cardíaca e acidente vascular cerebral mais tarde na vida. Se você teve pressão alta ou pré-eclâmpsia durante uma gravidez passada, informe seu obstetra ou outro profissional de saúde para que a saúde do seu coração e dos vasos sanguíneos possa ser monitorada durante toda a sua vida.

Quais são os futuros problemas de saúde para as crianças?

Filhos de mulheres que tiveram DG podem estar em risco de se tornarem com sobrepeso ou obesos durante a infância. Essas crianças também têm um risco maior de desenvolver diabetes. Certifique-se de dizer ao médico do seu bebê que você tem DG para que seu bebê possa ser monitorado. À medida que seu bebê cresce, seus níveis de açúcar no sangue devem ser verificados durante toda a infância.

Se eu tiver DG, há algo que eu deva fazer depois da minha gravidez?

Se você tiver DG, você deve fazer um exame de sangue 4 a 12 semanas após o parto. Se o seu nível de açúcar no sangue é normal, você precisará fazer um teste de diabetes a cada 1 a 3 anos.

Glossário

Líquido Amniótico: Água no saco que envolve o feto no útero da mãe.

Cesariana: parto de um bebê através de incisões cirúrgicas feitas no abdome e no útero da mulher.

Diabetes Mellitus: uma condição em que os níveis de açúcar no sangue são muito altos.

Feto: O estágio de desenvolvimento pré-natal que começa 8 semanas após a fertilização e dura até o final da gravidez.

Diabetes Gestacional (DG): Diabetes que surge durante a gravidez.

Glicose: Um açúcar que está presente no sangue e é a principal fonte de combustível do corpo.

Hormônio: Substância produzida no corpo por células ou órgãos que controlam a função de células ou órgãos. Um exemplo é o estrogênio, que controla a função dos órgãos reprodutivos femininos.

Insulina: Um hormônio que reduz os níveis de glicose (açúcar) no sangue.

Icterícia: Um acúmulo de bilirrubina que causa uma aparência amarelada.

Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN): Uma área especializada de um hospital em que recém-nascidos doentes recebem cuidados médicos complexos.

Ginecologista-Obstetra (Ob-Gyn): Um médico com habilidades especiais, treinamento e educação em saúde da mulher.

Placenta: Tecido que nutre e elimina o desperdício do feto.

Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP): Afecção caracterizada por duas das três características seguintes: 1) presença de muitos pequenos sacos cheios de líquido nos ovários, 2) períodos menstruais irregulares e 3) aumento dos níveis de certos hormônios .

Pré-eclâmpsia: Transtorno que pode ocorrer durante a gravidez ou após o parto, em que há pressão alta e outros sinais de lesão de órgãos, como uma quantidade anormal de proteína na urina, um número baixo de plaquetas, função renal ou hepática anormal, dor na parte superior do abdómen, líquido nos pulmões, ou uma forte dor de cabeça ou alterações na visão.

Natimorto: parto de um bebê morto.

Exame de ultrassonografia: Um teste em que as ondas sonoras são usadas para examinar estruturas internas. Durante a gravidez, pode ser usado para examinar o feto.

Se você tiver outras dúvidas, entre em contato com seu obstetra-ginecologista.

FONTE: https://www.acog.org/Patients/FAQs/Gestational-Diabetes


PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE – NÍVEL MAIS AVANÇADO

Avaliação e tratamento do diabetes mellitus gestacional

Introdução

Diabetes mellitus gestacional (DMG) é definido, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma intolerância a carboidratos de gravidade variável, que se inicia durante a gestação atual e não preenche os critérios diagnósticos de diabetes mellitus franco. É o problema metabólico mais comum na gestação e tem prevalência em 3 a 25% das gestações, dependendo do grupo étnico, da população e do critério diagnóstico utilizado. Muitas vezes, representa o aparecimento de diabetes mellitus tipo 2 (DM2) durante a gravidez. A incidência de DMG tem aumentado em paralelo com o aumento do DM2 e da obesidade na população feminina. Os fatores de risco para DMG encontram-se no Quadro 1.

Quadro 1. Fatores de risco para DMG.

  • Idade materna avançada
  • Sobrepeso, obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual
  • Deposição central excessiva de gordura corporal
  • História familiar de diabetes em parentes de primeiro grau
  • Crescimento fetal excessivo, polidrâmnio, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual
  • Antecedentes obstétricos de abortamentos de repetição, malformações, morte fetal ou neonatal, macrossomia ou DMG
  • Síndrome de ovários policísticos
  • Baixa estatura (menos de 1,5 m)

Rastreamento e diagnóstico

Não existe, até o momento, consenso sobre a indicação de rastreamento e sobre o método diagnóstico do DMG. A maioria das recomendações advém de consensos de especialistas (D). A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) recomenda que sejam seguidos os critérios aceitos em 2013 pela OMS.1

  • Na primeira consulta pré-natal, deve ser solicitada glicemia de jejum. Se o valor encontrado for >= 126 mg/dL, será feito o diagnóstico de diabetes mellitus franco na gravidez. Se, porém, a glicemia plasmática em jejum for >= 92 mg/dL e < 126 mg/dL, será feito o diagnóstico de DMG.
  • Em ambos os casos, deve-se confirmar o resultado com uma segunda dosagem da glicemia de jejum. Caso a glicemia seja < 92 mg/dL, a gestante deve ser reavaliada no segundo trimestre.
  • A investigação de DMG deve ser feita em todas as gestantes sem diagnóstico prévio de diabetes. Entre a 24a e 28a semanas de gestação, deve-se realizar o teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com dieta sem restrição de carboidratos ou com, no mínimo, ingestão de 150 g de carboidratos nos 3 dias anteriores ao teste, com jejum de 8 horas. Diferentes métodos são atualmente utilizados para o diagnóstico de DMG (Tabela 1).

       Em 2010, a International Association of the Diabetes and Pregnancy Study Groups (IADPSG) decidiu que os critérios diagnósticos do DMG deveriam basear-se nos resultados do estudo Hyperglycemia and Adverse Pregnancy Outcomes (HAPO), uma pesquisa observacional que tinha como meta encontrar um ponto de corte que ligasse a hiperglicemia materna a eventos perinatais adversos.1,11 Foram propostos, então, novos pontos de corte para o jejum, em 1 e 2 horas, que são >= 92 mg/dL, >= 180 mg/dL e >= 153 mg/dL, respectivamente. Segundo esses novos critérios, um valor anormal já leva ao diagnóstico de DMG1 (Tabela 1). Em 2013, a OMS endossou o uso desses pontos de corte para o diagnóstico de DMG, destacando que glicemia de jejum >= 126 mg/dL ou após sobrecarga > 200 mg/dL seriam critérios diagnósticos para diabetes mellitus franco, e não DMG.  O critério proposto pela IADPSG e aceito pela OMS não é consenso mundial (Quadro 2). Em 2017, a SBD, em associação com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o Ministério da Saúde (MS) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), passou a adotar os novos critérios para rastreamento e diagnóstico do DMG em todo o território nacional. Isso se deve ao fato de que esses critérios são os únicos determinados por estudo que demonstrou associação entre os valores da glicemia materna e os desfechos perinatais (Quadro 2). Pacientes com DMG são as que apresentam glicemia de jejum de 92 a 125 mg/dL, com jejum em 1 hora >= 180 mg/dL ou em 2 horas de 153 a 199 mg/dL, e um ponto alterado na curva já estabelece o diagnóstico de DMG.

Tratamento

     Evidências sugerem que a intervenção em gestantes com DMG pode diminuir a ocorrência de eventos adversos na gravidez (B). O tratamento inicial do DMG consiste em orientação alimentar que permita ganho de peso adequado e controle metabólico (A). O cálculo do valor calórico total da dieta pode ser feito de acordo com o índice de massa corporal (IMC) e visa a permitir ganho de peso em torno de 300 a 400 g por semana, a partir do segundo trimestre de gravidez. O valor calórico total prescrito deve ser individualizado e conter 40% a 55% de carboidratos, 15 a 20% de proteínas e 30 a 40% de gorduras (A).19 Deve-se dar preferência ao consumo de alimentos que contenham carboidratos com baixo índice glicêmico. A dieta com baixo índice glicêmico no DMG se associou à diminuição da necessidade de indicar o uso de insulina e menor ganho de peso ao nascer. Podem-se utilizar adoçantes artificiais (aspartame, sacarina, acessulfame-K e sucralose) com moderação, conforme os limites diários recomendados pela OMS e aceitos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) (B): Sacarina: 2,5 mg/kg de peso corporal;  Ciclamato: 11 mg/kg de peso; Aspartame: 40 mg/kg de peso; Acessulfame-K: 15 mg/kg de peso; Esteviosídeo: 5,5 mg/kg de peso; Sucralose: 15 mg/kg de peso (C).

     A prática de atividade física deve fazer parte do tratamento do DMG, respeitando-se as contraindicações obstétricas (B).

Recomenda-se o monitoramento das glicemias capilares pré e pós-prandiais quatro a sete vezes por dia, especialmente nas gestantes que usam insulina.

     Após 2 semanas de dieta, se os níveis glicêmicos permanecerem elevados (jejum >= 95 mg/dL e 1 hora pós-prandial >= 140 mg/dL ou >= horas pós-prandiais >= 120 mg/dL), deve-se iniciar tratamento farmacológico (B).

O critério de crescimento fetal para início da insulinoterapia é uma alternativa quando a medida da circunferência abdominal fetal for igual ou superior ao percentil 75 em uma ecografia realizada entre a 29a e a 33a semanas de gestação (B). A dose inicial de insulina deve ser em torno de 0,5 U/kg, com ajustes individualizados para cada caso (B). Em geral, associam-se insulinas humanas de ações intermediária e rápida. Os análogos de insulina asparte e lispro têm vantagens sobre a insulina regular, promovendo melhor controle dos níveis de glicemia pós-prandiais com menor ocorrência de hipoglicemias (B). O análogo de ação prolongada detemir, após a conclusão de um estudo randomizado controlado realizado em mulheres com DM1, foi recentemente classificado pela agência reguladora norte-americana Food and Drug Administration (FDA) como A para uso durante a gestação. A ANVISA ratificou essa classificação. Embora o uso de insulina glargina não esteja oficialmente recomendado pela FDA, grande quantidade de dados em mulheres grávidas não indica efeitos adversos específicos da insulina glargina na gravidez, aumento do risco de malformações fetais ou toxicidade específica neonatal.

Dados de animais não indicam toxicidade reprodutiva. O uso de glargina, segundo a ANVISA, pode ser considerado durante a gravidez, se necessário clinicamente (C). No caso da metformina, número crescente de estudos não mostra efeitos deletérios materno-fetais de seu uso na gestação. Apesar de constar em bula, por determinação da ANVISA, que a metformina é categoria B, isto é, os estudos realizados em animais não demonstraram risco fetal, não havendo trabalhos controlados em mulheres ou animais grávidos, um estudo randomizado controlado observou que o uso de metformina a partir do segundo trimestre foi seguro para as mães e para os fetos de mulheres com diabetes gestacional. Com relação à glibenclamida, dados recentes mostram que está associada a aumento do risco de hipoglicemia neonatal, maior ganho de peso materno, maior ganho de peso neonatal e macrossomia, sugerindo que deva ser utilizada com precauções. Ambos os medicamentos, metformina e glibenclamida, ultrapassam a barreira placentária. Estudo que avaliou crianças expostas à metformina na fase intrauterina, por sua vez, não demonstrou risco de complicações (B). Outros agentes orais são contraindicados.

Parto

     A conduta obstétrica de uso de corticosteroides para maturação pulmonar fetal não é contraindicada, mas eles devem ser administrados de forma concomitante ao monitoramento intensivo da glicemia e aos ajustes na dose de insulina. Caso o obstetra indique tocolítico de efeito adrenérgico, a dose de insulina deve ser aumentada durante o período de administração do medicamento (D). As gestantes com ótimo controle metabólico e que não apresentam antecedentes obstétricos de morte perinatal, macrossomia ou complicações associadas, como hipertensão, podem aguardar a evolução espontânea para o parto até o termo. Não se indica cesariana em razão do DMG, sendo a via de parto uma decisão obstétrica. No parto programado, a gestante precisa permanecer em jejum, devendo-se suspender a insulina protamina neutra Hagedorn (neutral protamine Hagedorn, NPH) e infundir uma solução de glicose a 5 ou 10% intravenosamente, com controle do horário da glicemia capilar; se necessário, deve-se administrar infusão contínua de insulina regular intravenosa com baixas doses (uma a duas unidades/hora) ou insulina regular, lispro ou asparte subcutânea, conforme as glicemias capilares. Quando o parto for de início espontâneo e já se tiver administrado a insulina diária, recomenda-se manutenção de um acesso venoso com infusão contínua de solução de glicose, além do monitoramento da glicemia capilar a cada hora. Durante o trabalho de parto, deve-se manter a glicemia em níveis entre 70 e 120 mg/dL. É recomendada a presença de um neonatologista na sala de parto (D).

Pós-parto

No primeiro dia após o parto, os níveis de glicemia devem ser observados, suspendendo-se a insulina basal. Orienta-se também a manutenção de uma dieta saudável. A maioria das mulheres apresenta normalização das glicemias nos primeiros dias após o parto. Ainda, deve-se estimular o aleitamento materno. Caso ocorra hiperglicemia durante esse período, a insulina é o tratamento indicado. Por fim, é preciso evitar a prescrição de dietas hipocalóricas durante o período de amamentação. É recomendado reavaliar a tolerância à glicose a partir de 6 semanas após o parto por meio de glicemia de jejum ou teste oral com 75 g de glicose, dependendo da gravidade do quadro metabólico apresentado na gravidez (B). Nas revisões ginecológicas anuais, é fundamental indicar a manutenção do peso adequado, revisando as orientações sobre dieta e atividade física, e incluir a medida da glicemia de jejum. Em torno de 15 a 50% das mulheres com DMG desenvolvem diabetes ou intolerância à glicose após a gestação. O aleitamento materno por períodos maiores que 3 meses está relacionado com a redução do risco de desenvolvimento de DM2 após a gestação. Apesar disso, o uso de contraceptivos compostos apenas de progestágenos está associado a risco aumentado de desenvolvimento de DM2 após o parto. Mulheres com intolerância à glicose e histórico de DMG que reduzem 7% do peso corporal, com prática de atividade física regular ou quando utilizam metformina, têm decréscimo de 53% da incidência de DM2.

Fonte: http://www.diabetes.org.br/profissionais/images/2017/diretrizes/diretrizes-sbd-2017-2018.pdf

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Avaliação e tratamento da paciente gestante com diabetes mellitus

Introdução

     A disglicemia é, atualmente, a alteração metabólica mais comum na gestação, e o diabetes gestacional constitui a forma mais prevalente, sendo definida como uma intolerância a carboidratos de gravidade variável, que se inicia durante a gestação atual e não preenche os critérios diagnósticos de diabetes mellitus franco.1 Paralelamente, a ocorrência de gestações em mulheres com diabetes pré-gestacional tem aumentado nas últimas décadas. Estudo na população dos Estados Unidos da América revelou que, no início dos anos 2000, o diabetes mellitus tipo 1 (DM1) estava presente em 7% das gestações complicadas pelo diabetes, enquanto o diabetes mellitus tipo 2 (DM2) aparecia em 4,7% delas. É muito importante a diferenciação entre os tipos de diabetes, uma vez que causam impactos diversos sobre o curso da gravidez e o desenvolvimento fetal. O diabetes pré-gestacional pode resultar em complicações fetais graves, pois seu efeito começa na fertilização e na implantação, afetando de modo particular a organogênese. Esse fato faz aumentar o risco de aborto precoce, defeitos congênitos graves (malformações) e retardo no crescimento fetal, sobretudo nos casos tratados de maneira inadequada. Além das complicações no concepto, as manifestações maternas também são relevantes, em especial na presença prévia de complicações, como retino, neuro, nefro e vasculopatia. Mais recentemente, as recomendações da Association Internacional do Grupo de Estudos de Diabetes e Gravidez (IADPSG) – adotadas também pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e pelo Ministério da Saúde (MS) – passaram a incluir a solicitação de medida da glicemia de jejum na primeira consulta pré-natal, com o objetivo de detectar a presença de diabetes mellitus (DM) em uma fase precoce da gravidez. Caso a glicemia seja >= 126 mg/dL ou a hemoglobina glicada (HbA1c) seja >= 6,5%, é provável que se trate de um diabetes de qualquer tipo, já existente na fase pré-gestacional, mas não diagnosticado previamente. Esse rastreamento busca prevenir as complicações mais graves nessas mulheres.6

Recomendações para pacientes com diabetes pré-gestacional

Orientações pré-concepcionais

O médico deve aconselhar suas pacientes, da adolescência em diante, a evitar a gravidez não planejada (B). É preciso explicar a elas e a suas famílias de que modo o diabetes pode complicar a gravidez e de que maneira a gravidez pode agravar o diabetes (Quadro 1). É necessário, assim, oferecer cuidado pré-concepcional e aconselhamento às pacientes que planejam engravidar, antes que elas descontinuem o método contraceptivo, informando, também, que um bom controle glicêmico antes da concepção e durante toda a gravidez reduz, mas não elimina, os riscos de aborto, malformação congênita, natimortalidade e morte neonatal (B). Ainda, é importante disponibilizar, o mais precocemente possível, para mulheres que planejem engravidar, um programa de educação continuada que esclareça melhor o binômio diabetes-gravidez no que diz respeito a dieta, contagem de carboidratos, autoaplicação de insulina e automonitoramento de glicemia capilar. A avaliação dessas pacientes deve levar em conta presença de doença renal diabética, neuropatia, retinopatia, doença cardiovascular, hipertensão, dislipidemia, depressão e disfunções tireoidianas; quando diagnosticadas quaisquer dessas doenças, é necessário tratá-las.

Controle glicêmico pré- -gestacional e gestacional

Deve-se aconselhar as pacientes com diabetes preexistente, que estejam planejando engravidar, a manter os níveis de HbA1c o mais próximos possível dos valores normais, sem a ocorrência de hipoglicemias. Como a organogênese ocorre antes da 7ª semana de gestação, é muito importante o planejamento da gravidez. O nível ideal de HbA1c é < 6%, se utilizado o método de cromatografia líquida de alta eficiência (high performance liquid chromatography, HPLC), ou até 1% acima do valor máximo informado pelo laboratório de análises clínicas no qual os testes são feitos. A dosagem de HbA1c deveria, preferencialmente, ser feita usando-se um método certificado pelo Programa Nacional de Padronização da Hemoglobina Glicada (NGSP) (B). É necessário enfatizar para as pacientes que qualquer redução nos níveis de HbA1c, visando ao alvo de 6%, tende a diminuir o risco de malformações fetais e abortamentos. A gravidez deve ocorrer quando o diabetes estiver bem controlado e, preferencialmente, com valores de HbA1c dentro da normalidade. Mulheres com HbA1c > 10% devem ser desencorajadas a engravidar até que alcancem melhor controle glicêmico. A HbA1c deve ser medida na primeira consulta pré- natal; depois, mensalmente, até que valores < 6% sejam alcançados, quando então poderá ser avaliada a cada 2 ou 3 meses. Deve-se motivar as pacientes a realizar glicemias capilares antes das refeições e 1 hora depois delas, ao deitar-se e, esporadicamente, entre 2 e 4 horas da manhã (C). Esses testes devem ser feitos, de preferência, nos dedos das mãos, não utilizando locais alternativos, uma vez que podem não identificar mudanças rápidas dos níveis de glicemia, o que é característico da gravidez com diabetes (C). O controle glicêmico durante a gravidez é considerado ótimo quando os valores de glicemia pré-prandial encontram-se entre 65 e 95 mg/dL, com pico 1 hora pós-prandial até 140 mg/dL. Em mulheres com risco aumentado de hipoglicemia, esses alvos devem ser aumentados para um valor de glicemia de jejum de até 99 mg/dL e, ao deitar-se ou entre 2 e 4 horas da madrugada, de 80 até 120 mg/dL (D). Os índices de glicemia pós-prandial de 1 hora após o início das refeições são os que melhor refletem os valores dos picos pós-prandiais avaliados pelo monitoramento contínuo de glicose (C). O uso de monitoramento contínuo da glicose em tempo real pode estar indicado nos casos de gestantes com grande variabilidade glicêmica ou naquelas com risco de hipoglicemia sem aviso (D).

*Terapia nutricional

Gestantes com diagnóstico de diabetes devem receber orientação dietética individualizada, necessária para atingir as metas do tratamento. A dieta deve conter os nutrientes essenciais para o adequado desenvolvimento do concepto. A quantidade de calorias deve ser baseada no índice de massa corporal (IMC), na frequência e na intensidade de exercícios físicos, bem como no padrão de crescimento fetal, visando ao ganho de peso adequado (E).13 O ganho de peso esperado ao longo da gestação em mulheres com IMC pré-gestacional entre 18,5 e 24,9 kg/m2 é de 11,5 a 16 kg. Já nas gestantes com IMC pré-gestacional ? 30 kg/m2 , é considerado seguro o aumento, até o final da gravidez, entre 5 e 9 kg (C).14 A distribuição recomendada do conteúdo calórico deve ser individualizada mantendo as seguintes proporções: ? 40 a 45% de carboidratos; ? 15 a 20% de proteínas (no mínimo 1,1 g/kg/dia); ? 30 a 40% de gorduras. A dieta também deve ser planejada e distribuída ao longo do dia, objetivando-se evitar episódios de hiperglicemia, hipoglicemia ou cetose. Deve-se ter atenção especial quanto à adequação de doses de insulina, aos horários de sua administração e ao conteúdo dos nutrientes fornecidos em cada refeição. Em geral, é necessário fracionar a ingestão alimentar em três refeições grandes e três pequenas (C).15 A ceia tem grande importância, em especial para mulheres que fazem uso de insulina protamina neutra Hagedorn (neutral protamine Hagedorn, NPH) à noite, e deve conter 25 g de carboidratos complexos, além de proteínas ou lipídios, para evitar hipoglicemia durante a madrugada. Mulheres que utilizam insulina podem ser orientadas a fazer o ajuste da dose prandial de insulina de ação rápida pelo cálculo do conteúdo de carboidrato de cada refeição. A relação insulina/carboidrato deve ser individualizada (D). Os dados relativos à utilização de substitutos do açúcar durante a gravidez são limitados, mas não sugerem aumento do risco de toxicidade ou resultados adversos na gravidez ou no período neonatal. Recomenda-se, de qualquer modo, que os adoçantes artificiais sejam consumidos apenas quando necessário e com moderação, sempre respeitando os limites diários determinados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A seguir, apresentam-se os limites diários de consumo dos adoçantes artificiais segundo a OMS, também aceitos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA):

? Sacarina: 2,5 mg/kg de peso corporal;

? Ciclamato: 11 mg/kg de peso;

? Aspartame: 40 mg/kg de peso;

? Acessulfame-K: 15 mg/kg de peso; ? Esteviosídeo: 5,5 mg/kg de peso;

? Sucralose: 15 mg/kg de peso (C).16

O consumo de álcool está contraindicado durante a gestação (A).

Suplementação de vitaminas e minerais

O uso de ácido fólico (600 ?g a 5 mg/dia) desde o período pré-concepcional até a 12ª semana de gravidez é recomendado para reduzir o risco de defeito no fechamento do tubo neural do recém-nascido (A).17 A suplementação de outras vitaminas e sais minerais deve ser realizada quando detectadas deficiências nutricionais (C).15

Exercícios físicos

A prática regular de exercícios físicos causa sensação de bem-estar e auxilia no controle do peso, com redução da adiposidade fetal, melhora do controle glicêmico e diminuição de problemas durante o trabalho de parto.18 A atividade física também reduz a resistência à insulina, facilitando a utilização periférica de glicose, com consequente melhora do controle glicêmico. Atividade física de baixa intensidade deve ser encorajada em mulheres previamente sedentárias. Aquelas que praticavam previamente alguma atividade podem fazer exercícios de moderada intensidade durante a gravidez (E). Está contraindicada a prática de exercício físico durante a gravidez em caso de:19

? Doença hipertensiva induzida pela gravidez sem controle adequado;

? Ruptura prematura de membranas;

? Trabalho de parto prematuro;

? Sangramento uterino persistente após o segundo trimestre;

? Incompetência istmocervical;

? Restrição de crescimento intrauterino;

? Síndrome nefrótica;

? Retinopatia pré-proliferativa severa e proliferativa;

? Hipoglicemia sem aviso;

? Neuropatia periférica avançada e disautonomia.

Pacientes que não tenham contraindicações para realizar exercícios devem fazê-los diariamente por pelo menos 30 minutos (B),19 de preferência após as refeições. Deve-se monitorar a glicemia capilar antes dos exercícios e depois deles, mantendo-se boa hidratação. É preciso, ainda, orientar a prática de exercícios que não tenham alto risco de quedas ou traumas abdominais e que não levem a aumento da pressão arterial, contrações uterinas ou sofrimento fetal (B).19

Tratamento medicamentoso: insulinoterapia, segurança dos medicamentos usados no controle do diabetes mellitus e suas complicações pré-gestacionais e gestacionais

Atualmente, tendo sido comprovadas a segurança e a eficácia da insulina no controle da glicemia, prevalece a orientação de descontinuação do uso de antidiabéticos orais, garantindose sua imediata substituição por insulina, de preferência antes da gravidez ou logo após o seu diagnóstico (E). Não existem, até o momento, estudos controlados que comprovem se é seguro o uso de antidiabéticos orais em gestantes com DM2. A glibenclamida atravessa minimamente a placenta,20 enquanto a metformina o faz em quantidades significativas.21 É necessário, portanto, cautela na indicação rotineira dessas medicações a mulheres com diabetes pré-gestacional. Para obter um controle glicêmico adequado em mulheres com DM1 e DM2, devem-se utilizar esquemas intensivos de insulinização, com múltiplas doses subcutâneas de insulina de ação intermediária, rápida ou ultrarrápida ou mediante infusão subcutânea contínua. Em mulheres que usavam insulina antes da gravidez, geralmente é necessário reduzir a sua dose em 10 a 20%, durante o primeiro trimestre. Entre a 18ª e a 24ª semana de gestação, essa dose pode ser aumentada. No terceiro trimestre, o aumento da produção de hormônios placentários com ação antagônica à da insulina resulta em necessidade ainda maior de elevação da dose de insulina, chegando a atingir o dobro ou o triplo da dose usada em pré- -gravidez. Pacientes com DM2 geralmente necessitam de uma dose inicial diária entre 0,5 e 0,7 unidade/kg de peso. As doses devem ser frequentemente ajustadas conforme os resultados do automonitoramento da glicemia capilar. Após o parto, as necessidades de insulina caem abruptamente e, muitas vezes, nos dias subsequentes, a dose deve ser ajustada para 30% da dose final na gestação ou para a dose pré-gravídica. Os análogos de insulina de ação ultrarrápida, como as insulinas asparte e lispro, são seguros durante a gestação e levam à melhora dos níveis de glicemia pós-prandial e à diminuição da ocorrência de hipoglicemias (B).22 A insulina humana NPH ou o análogo de ação prolongada detemir são opções seguras de insulina basal na gestação (A). Estudo randomizado controlado comparativo não mostrou inferioridade do análogo de ação prolongada detemir em relação à insulina NPH em gestantes com DM1.23 Desde 2015, a agência reguladora norte-americana Food and Drug Administration (FDA) e a ANVISA classificaram como categoria A o análogo de insulina detemir. Os estudos até o momento publicados com o uso do análogo de insulina glargina na gravidez não são randomizados e controlados.24,25 Embora eles tenham mostrado resultados promissores e sem complicações a curto prazo, a insulina glargina tem, pela FDA, classificação C para uso na gestação. Em bula brasileira, a ANVISA autorizou o uso de insulina glargina, se clinicamente necessária. Não existem, até o momento, estudos conclusivos com uso dos análogos de insulina glulisina e degludeca durante a gestação. A bomba de infusão contínua de insulina pode ser utilizada, quando disponível. A maioria dos estudos não mostrou superioridade do uso da bomba em relação ao tratamento intensivo em termos de doses usadas de insulina, controle glicêmico e ocorrência de eventos maternos e fetais adversos.26 Isso leva à conclusão de que o fator mais importante para a obtenção de bons resultados em uma gravidez acompanhada de diabetes é o bom controle glicêmico. A indicação do uso de bomba de infusão contínua pode ser especificamente vantajosa nos casos de gestantes que experimentam episódios frequentes de hipoglicemia ao longo do dia e da noite.27 Deve-se suspender o uso de inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs) e bloqueadores do receptor da angiotensina (BRAs), devido à sua associação a embriopatias e fetopatias, antes da gravidez ou tão logo ela seja confirmada, substituindo-os por agentes anti-hipertensivos seguros durante a gestação (A).28,29 Os anti-hipertensivos a serem utilizados são a metildopa, os bloqueadores de canais de cálcio não di-hidropiridínicos de duração prolongada e os ?-bloqueadores com atividade ?-agonista parcial, como carvedilol, labetalol e pindolol. O uso de atenolol foi associado à restrição de crescimento fetal e, portanto, deve ser evitado (C).30,31 Embora ainda não bem estabelecidos os riscos do uso de estatinas, recomenda-se suspender seu uso antes da gravidez ou tão logo ela seja confirmada, em razão de seus potenciais efeitos teratogênicos (B).32,33 Como não está claro se o uso de fibratos na gravidez é seguro, sua indicação deve ocorrer apenas nos casos mais graves de hipertrigliceridemia, quando há risco de evolução para pancreatite aguda, e que não respondam à dietoterapia (C).34

Emergências e complicações do diabetes mellitus durante a gravidez

Deve-se alertar as pacientes em insulinoterapia sobre os riscos de hipoglicemia, em especial durante a noite e na madrugada, e estabelecer medidas de prevenção. É preciso, também, orientar seus parceiros e familiares sobre esses riscos e explicar como prestar os primeiros socorros (B). A gestação promove um estado fisiológico de catabolismo acelerado, com aumento do risco de cetonúria e cetonemia, mesmo com níveis glicêmicos normais ou pouco elevados.35 Deve-se descartar a presença de cetoacidose diabética caso a paciente com DM1 apresente intercorrências infecciosas, desidratação e aumento da glicemia (D).7 O controle das funções renal e a terapêutica das complicações retinianas deve ser feito antes da gravidez, durante ela e após seu término, nas pacientes com diabetes preexistente, porque algumas complicações, como retinopatia, aumento da excreção urinária de albumina e insuficiência renal, podem agravar-se com a gestação. O risco de piora da retinopatia proliferativa é extremamente elevado naquelas mulheres que não fizeram tratamento específico prévio. A cardiopatia isquêmica, quando não tratada, está associada a altos índices de mortalidade e pode ser indicativa de interrupção da gestação. A presença de doença renal diabética aumenta de maneira significativa os riscos de complicações perinatais, como pré-eclâmpsia, restrição do crescimento intrauterino e prematuridade (B).7,36

Cuidados na assistência pré-natal

Deve-se oferecer às gestantes com diabetes um programa de educação conduzido por equipe multiprofissional. As consultas precisam ser direcionadas para o cuidado do diabetes, além de incluir toda a rotina pré-natal básica (A).37 O controle glicêmico deve ser avaliado a cada 1 ou 2 semanas pelo médico assistente ou por um membro da equipe multiprofissional. Ecocardiografia fetal para avaliação das quatro câmaras cardíacas, a fim de visualizar disfunção anatômica ou funcional do coração fetal, nas pacientes com diabetes pré-gestacional entre a 24ª e a 28ª semana de gravidez, é ação prioritária (A).38 Os objetivos da avaliação fetal são: verificar a vitalidade no primeiro trimestre, observar a integridade estrutural no segundo trimestre e monitorar o crescimento e o bem-estar fetal no terceiro trimestre (Quadro 2). Nas pacientes com controle glicêmico inadequado e nas hipertensas, os testes para avaliação do bem-estar fetal devem ser antecipados e realizados em intervalos menores de tempo, uma vez que o risco de morte fetal é proporcional ao grau de hiperglicemia materna e mais frequente em gestantes com complicações vasculares (B).

Parto

Trabalho de parto pré-termo

O uso de corticosteroides para maturação pulmonar fetal, assim como de tocolíticos, não é contraindicado, mas é preciso administrá-los de forma concomitante, com monitoramento intensivo da glicemia e ajustes da dose de insulina (D).7

Momento e tipo de parto

O diabetes não é uma indicação absoluta de cesariana. Nas gestantes bem controladas, a indicação da via de parto é obstétrica. Permite-se o uso de anestesia de bloqueio para alívio das dores do trabalho de parto. Devem-se controlar os níveis de glicemia capilar a cada hora durante todo o trabalho de parto e em todo o período pós-anestésico. O parto eletivo pode ser realizado, por indução do trabalho de parto ou cesariana, se houver indicação materna ou fetal (D).7

Controle glicêmico durante o parto

Deve-se controlar a glicemia capilar de hora em hora durante o parto para manter os níveis entre 70 e 140 mg/dL. Caso a glicemia não seja mantida nesses níveis, é preciso fazer uso de glicose e/ou insulina em forma de infusão contínua intravenosa (D).7 Usuárias de bomba de infusão contínua de insulina devem ter ajustada a programação da infusão do medicamento, dependendo do tipo de parto realizado. Cuidados iniciais a serem tomados com o recém-nascido As pacientes devem ser aconselhadas a dar à luz em hospitais em que existam unidades de cuidados intensivos com atendimento 24 horas. É preciso manter o recém-nascido com a mãe, a não ser que surja uma complicação clínica que necessite de internação em unidade de terapia intensiva (A).7 O recém-nascido deve ser amamentado o mais rápido possível após o parto (dentro de 30 minutos) e, depois, a cada 2 ou 3 horas, até que a amamentação mantenha as concentrações de glicose sanguínea entre as mamadas em pelo menos 40 mg/dL. Deve-se medir a concentração de glicose sanguínea a cada 2 a 4 horas após o nascimento. Somente em caso de concentrações de glicose sanguínea < 40 mg/dL em duas medidas consecutivas ou na presença de sinais clínicos sugestivos de hipoglicemia ou, ainda, se o recém-nascido não conseguir alimentar-se de modo eficaz por via oral, medidas adicionais, como alimentação por sonda ou injeção de glicose intravenosa, devem ser adotadas. É preciso, também, testar os níveis de glicose sanguínea em recém-nascido que apresente sinais clínicos de hipoglicemia (como hipotonia muscular, nível de consciência rebaixado e apneia) e iniciar tratamento com glicose intravenosa o mais precocemente possível (A).7 Deve-se fazer ecocardiograma no recém-nascido com sinais sugestivos de doença cardíaca congênita ou cardiomiopatia. Exames confirmatórios devem ser realizados quando da presença de sinais clínicos sugestivos de policitemia, hiperbilirrubinemia, hipocalcemia ou hipomagnesemia. É importante ter critérios bem definidos para admissão em uma unidade de terapia intensiva neonatal, como hipoglicemia, sinais clí- nicos anormais que sugiram imaturidade pulmonar, descompensação cardíaca ou encefalopatia neonatal. Cuidado pós-natal da paciente com diabetes mellitus Deve-se reduzir a dose de insulina imediatamente após o parto em mulheres que a utilizavam no período pré-gestacional. Também é preciso monitorar os níveis de glicemia de maneira rigorosa, para estabelecer a dose apropriada, e informar as pacientes do risco aumentado de hipoglicemia no período pós-natal, especialmente se estiverem amamentando (D). Ademais, é necessário encaminhar as pacientes com diabetes pré-gestacional para seus locais originais de tratamento e lembrar-lhes a importância da contracepção e dos cuidados pré-concepcionais que devem ter, caso planejem engravidar no futuro.

Aleitamento

Deve-se incentivar o aleitamento ao seio, pois a amamentação exclusiva é a nutrição ideal para o bebê e promove proteção contra infecções (A).40 O aleitamento materno exclusivo por mais de 6 meses está relacionado com redução do risco de desenvolvimento de doença celíaca e autoimunidade pancreática, em filhos de mulheres com DM1, e menor incidência de obesidade desses conceptos (B).40-42 A retomada ou a continuidade de uso dos agentes antidiabéticos orais, como metformina e glibenclamida, imediatamente após o parto, em pacientes com DM2 preexistente que estiverem amamentando, podem ser consideradas. Apenas 0,4% da dose de metformina ingerida pela mãe é detectada no leite materno, e a presença da medicação no leite independe do horário da tomada. Estudos com pequena casuística não detectaram a droga em lactentes.43,44 A glibenclamida e a glipizida não foram detectadas no leite materno, não tendo sido verificada hipoglicemia nos bebês, embora o número de casos estudados também seja muito reduzido (Tabela 1).45 A quantidade média total de carboidrato secretado no leite materno é de 160 mg/dia.46 Mulheres que utilizam insulina devem ingerir, portanto, 15 g de carboidrato, preferencialmente com proteína, antes do aleitamento ou durante ele, para evitar hipoglicemia (D). Durante o aleitamento noturno, deve-se fazer o automonitoramento da glicemia, com o objetivo de prevenir hipoglicemia (D). O consumo de álcool pela lactante deve ser evitado (D).

Tratamento de comorbidades após o parto

? Terapia anti-hiperlipemiante: as estatinas e os fibratos não devem ser usados durante a amamentação, pois são excretados pelo leite materno e podem apresentar potenciais efeitos adversos para o bebê (recomendação dos fabricantes). Quando os níveis de triglicérides estiverem acima de 1.000 mg/dL, mesmo com uma dieta adequada, e na presença de alto risco de pancreatite, a niacina, o óleo de peixe (sem adi- ção de mercúrio) ou mesmo a interrupção da amamentação deverão ser considerados (D).

? Terapia anti-hipertensiva: IECA, bloqueadores dos canais de cálcio, baixas doses de diuréticos tiazídicos e metildopa durante a amamentação, mesmo sendo transferidos para o leite em quantidades pequenas, são considerados seguros.30 O uso de atenolol está associado à bradicardia e à hipotensão em bebês (C).31 O propranolol e o metoprolol podem estar indicados, mas os bebês devem ser observados quanto a manifestações clínicas que sugiram um ?-bloqueio (C).30

Contracepção

O aconselhamento contraceptivo é um método efetivo para evitar as consequências indesejáveis de uma gravidez não planejada. Não há um método contraceptivo que seja apropriado para todas as mulheres com diabetes; esse aconselhamento, portanto, deve ser individualizado.48

Se o contraceptivo oral for a escolha adequada, a pílula combinada com baixa dose de estrógeno e progestágeno pode ser a melhor opção, assim como a pílula sequencial com ? 35 ?g de estrógeno e um progestágeno novo (levonorgestrel, desogestrel, gestodeno ou norgestimato) em baixas doses, mas o risco de alterações pró-aterogênicas no perfil lipídico deve ser considerado. Pílulas que contenham somente progestágenos são uma alternativa, mas existe a possibilidade de aumento dos níveis séricos de lipídios, além de outros efeitos adversos. O uso de progestágeno injetável, de longa duração, não é recomendado para pacientes diabéticas. Por sua vez, dispositivos intrauterinos (DIU) são seguros (B). Métodos de barreira, como diafragma com espermicida ou preservativo, apresentam alto grau de falha. Do mesmo modo, o controle de gravidez por tabela aumenta o risco de falhas, uma vez que mulheres diabéticas podem apresentar ciclos menstruais irregulares. Quando a prole estiver completa, a esterilização permanente, se permitida, das pacientes com diabetes ou de seus parceiros pode representar um meio conveniente de prevenir uma gravidez não planejada, em comparação com outros métodos contraceptivos.49 Considerações finais Os medicamentos que podem ser usados por gestantes com diabetes encontram-se na Tabela 2, já os itens mais importantes apresentados neste texto estão no Quadro 3. Ambos trazem os devidos níveis de evidência das principais recomendações e conclusões.

 Fonte: http://www.diabetes.org.br/profissionais/images/2017/diretrizes/diretrizes-sbd-2017-2018.pdf

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Diabetes gestacional

Glaucius, como você acompanha as Gestantes com Diabetes Gestacional?

1. Antes de mais nada, a profilaxia deve ser realizada através da alimentação saudável, prática de atividade física, gerenciamento do estresse e do sono, além do controle rigoroso dos índices glicêmicos ANTES DE ENGRAVIDAR!

2. Realizo o rastreio na primeira consulta, após a vigésima quarta semana e com 33 semanas de gestação

3. A primeira linha de tratamento e prevenção continua sendo a melhoria dos hábitos alimentares e atividade física

4. Só tenho experiência em tratamento medicamentoso com Insulina. A Metformina pode até ser utilizada (como apontam novas pesquisas e relata o Guideline de 2017) mas particularmente por prejudicar a metilação do DNA não acho uma medicação interessante na gravidez, a não ser nos casos de pacientes nas quais não seja confiável a administração de insulina

5. Eu divido a responsabilidade com nutricionistas para as gestantes em geral (com diabetes gestacional ou não) e com um(a) colega endocrinologista quando o tratamento medicamentoso é indicado. Não dá pra querer abraçar o mundo, o obstetra já tem inúmeras responsabilidades e uma equipe integrada é fundamental. Um acompanhamento com nutrólogo com experiência em gestantes com diabetes gestacional é também muito interessante

6. A avaliação da composição corporal deve ser mais rigorosa, motivo o qual a bioimpedância oferece inúmeras variáveis em relação à avaliação simplificada e insuficiente do peso de forma isolada

7. A suplementação nutracêutica (vitaminas, ômega 3 e oligoelementos) deve ser personalizada pois inúmeras gestantes com diabetes gestacional apresentam deficiências nutricionais

8. Deve-se tomar cuidado com o risco das síndromes hipertensivas na gravidez e outras complicações maternas e perinatais associadas ao diabetes gestacional

9. Eu recomendo a ultrassonografia intraparto para a assistência ao parto normal, mas pela indisponibilidade ainda no Brasil não pode ser algo de rotina

10. A literatura é unânime em afirmar que a antecipação do parto deve ser realizada de acordo com cada caso, exceto para os casos de diabetes gestacional bem controlados, sem a utilização de terapia medicamentoso

dg cet


dg cochrane

.
??As modificações no estilo de vida representam a principal estratégia terapêutica para mulheres com Diabetes Gestacional
??As mulheres que receberam intervenções de estilo de vida tiveram menos probabilidades de ter depressão pós-natal e foram mais propensas a alcançar metas de peso pós-parto

??A exposição a intervenções de estilo de vida foi associada a uma diminuição do risco de o bebê grande para a idade gestacional (GIG) e diminuição da adiposidade neonatal

??As intervenções de estilo de vida são úteis como a principal estratégia terapêutica e, mais comumente, incluem alimentação saudável, atividade física e auto-monitoramento das concentrações de glicose no sangue

??Pesquisas futuras podem focar em quais intervenções específicas são mais úteis (como a única intervenção sem tratamento farmacológico) e quais profissionais de saúde devem dar-lhes o formato ideal para fornecer a informação

??A avaliação dos resultados a longo prazo para a mãe e seu filho deve ser uma prioridade ao planejar futuros ensaios
.

Postei nas redes sociais um Guideline americano sobre o manejo do diabetes Gestacional. Percebo diariamente que as modificações no estilo de vida principalmente através da alimentação saudável e funcional representa a melhor intervenção profilática e terapêutica para o diabetes Gestacional


 

dg1

.
Seguem as principais recomendações do Guideline do Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG) para o diagnóstico e tratamento do Diabetes Gestacional (DMG) – Parte 1 – publicado em julho de 2017
.
?As seguintes recomendações e conclusões baseiam-se em evidências científicas boas e consistentes (Nível A):
?As mulheres em quem o DMG é diagnosticado devem receber aconselhamento sobre nutrição e exercícios e quando isso não consegue controlar adequadamente os níveis de glicose, a medicação deve ser usada para benefício materno e fetal.
?Quando o tratamento farmacológico do DMG é indicado, a insulina é considerada o tratamento de primeira linha para diabetes na gravidez.
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?As seguintes recomendações e conclusões baseiam-se em evidências científicas limitadas ou inconsistentes (Nível B):
?Todas as mulheres grávidas devem ser rastreadas para DMG com um teste de triagem baseado em laboratório usando níveis de glicose no sangue
?Em mulheres que recusam a terapia com insulina ou para as mulheres nas quais que o obstetra ou o prestador de cuidados obstétricos ou endocrinologista acredita que o paciente não poderá administrar insulina com segurança, a metformina é uma escolha razoável de segunda linha.
?O tratamento com Glibenclamida não deve ser recomendado como um tratamento farmacológico de primeira linha porque, na maioria dos estudos, não produz resultados equivalentes na insulina
?Os prestadores de cuidados de saúde devem aconselhar as mulheres sobre as limitações em dados de segurança quando prescrevem agentes hipoglicemiantes orais para mulheres com DMG.
?As mulheres com DMG devem ser avaliadas quanto aos riscos e benefícios de uma parto programada por cesariana quando o peso fetal estimado é de 4.500 g ou mais.


dg2

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Seguem as principais recomendações do Guideline do Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG) para o diagnóstico e tratamento do Diabetes Gestacional (DMG) – Parte 2 – publicado em Julho de 2017
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?As seguintes recomendações e conclusões baseiam-se principalmente em consenso e opinião de especialistas (Nível C):
?Na ausência de provas claras que suportem um valor de corte sobre outro (ou seja, 130 mg / dL, 135 mg / dL ou 140 mg / dL) para o teste de triagem de glicose de 1 hora, os obstetras e os prestadores de cuidados obstétricos podem selecionar um destes como um único ponto de corte consistente para a sua prática, utilizando fatores como a prevalência da comunidade
taxas de DMG ao tomar sua decisão
?Na ausência de testes comparativos claros, um conjunto de critérios de diagnóstico para o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) de 3 horas não pode ser claramente recomendado sobre o outro. Dado os benefícios da padronização, os profissionais e as instituições devem selecionar um conjunto único de critérios diagnósticos, quer os níveis plasmáticos ou de glicose sérica, designados pelos critérios do Carpenter e do Coustan ou dos níveis plasmáticos estabelecidos pelo National Diabetes Data Group, para uso consistente dentro das populações de pacientes .
?Uma vez que uma mulher com DMG começa a terapia de nutrição (aconselhamento dietético), é necessária a vigilância dos níveis de glicose no sangue para confirmar se o controle glicêmico
foi estabelecido.
?Na prática, são recomendadas três refeições e dois a três lanches para distribuir o consumo de carboidratos e reduzir as flutuações de glicose pós-prandial.
?Mulheres com DMG devem realizar 30 minutos de exercícios aeróbicos de intensidade moderada pelo menos 5 dias por semana ou um mínimo de 150 minutos por semana.


dg3 

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Seguem as principais recomendações do Guideline do Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG) para o diagnóstico e tratamento do Diabetes Gestacional (DMG) – Parte 3 – publicado em Julho de 2017
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?A idade Gestacional para o parto em mulheres com DMG que é controlado apenas com dieta e exercício (DMGA1) não deve ser antes de 39 semanas de gestação, exceto quando há outra indicação. Em tais mulheres, a conduta expectante até 40 semanas e 6 dias de gestação, aguardando-se o desencadeamento do trabalho de parto é geralmente apropriado.
?Para mulheres com DMG que são bem controladas por medicamentos (DMGA2), o parto é recomendado entre 39 e 39 semanas e 6 dias de gestação.
?O rastreio de 4-12 semanas pós-parto é recomendado para todas as mulheres que tiveram DMG para identificar mulheres com diabetes, hiperglicemia de jejum, ou intolerância à glicose. Mulheres com diabetes, hiperglicemia de jejum, ou intolerância à glicose devem ser encaminhadas para terapia preventiva ou médica. A Associação Americana de Diabetes (ADA) e a ACOG recomendam testes de repetição a cada 1-3 anos para as mulheres que tiveram uma gravidez afetada pelo DMG e teste de triagem pós-parto


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*Crite?rios diagno?sticos de Diabetes Mellitus Gestacional no Brasil
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?? Glicemia de Jejum no início do Pré-natal < 20 semanas
??Glicemia de Jejum < 92mg/dl: NORMAL, no momento não é diabetes gestacional, repetir Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) entre 24-28 semanas
??Glicemia de jejum entre 92 e 125mg/dl: DIABETES GESTACIONAL
??Glicemia de jejum >=126mg/dl: DIABETES MELLITUS
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?? Entre 24 e 28 semanas é realizado o TOTG com determinação da glicemia de jejum, 1h e 2h após a ingestão de 75g de dextrose
#??Em relação à glicemia de jejum, levando-se em consideração a classificação de acordo os valores da glicemia de jejum, tais valores permanecem os mesmos, ou seja (repetindo…)
??Glicemia de Jejum < 92mg/dl: NORMAL
??Glicemia de jejum entre 92 e 125mg/dl: DIABETES GESTACIONAL
??Glicemia de jejum >=126mg/dl: DIABETES MELLITUS
#??Glicemia 1h após 75g de dextrose:
??Glicemia < 180mg/dl: NORMAL
??Glicemia > 180mg/dl: DIABETES GESTACIONAL
#??Glicemia 2h após 75g de dextrose:
??Glicemia <=152mg/dl: NORMAL
??Glicemia entre 153 e 199mg/dl: DIABETES GESTACIONAL
??Glicemia >=200mg/dl: DIABETES MELLITUS .

??  Avaliar com TOTG (jejum e 2h após 75g de dextrose) 6 semanas após o parto todas as mulheres com diagnóstico de DIABETES GESTACIONAL
??Glicemia de jejum <100mg/dl e 2h< 140mg/dl: NORMAL
??Glicemia de jejum entre 100-125mg/dl e 2h< 140mg/dl: GLICEMIA DE JEJUM ALTERADA
??Glicemia de jejum < 126mg/dl e 2h entre 140-199mg/dl: INTOLERÂNCIA À GLICOSE
??Glicemia de jejum >=126mg/dl e/ou 2h >=140mg/dl: DIABETES MELLITUS
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?? Outros exames que não foram recomendados no exame e que ajudam na propedêutica do diabetes na gravidez: hemoglobina glicada, insulina de jejum, insulina de jejum, curva de insulina, perfil glicêmico, bioimpedância tetrapolar, perfil lipídico, cortisol, TSH, T4 livre, proteínas totais e frações (MEDICINA PERSONALIZADA)
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?? Se quiser simplificar o manejo, oriente a mudança no estilo de vida com alimentação funcional, prática de atividade, gerenciamento do estresse e do sono, monitore a composição corporal da gestante, solicite os melhores valores nos exames laboratoriais e tenha os melhores resultados

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#consultóriodrglauciusnascimento #riomartradecenter3sala1010 #diabetesgestacional


b12 e diabetes

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O objetivo deste estudo do tipo caso-controle foi avaliar o estado de vitamina B12 e folato na gravidez e sua relação com obesidade materna, diabetes mellitus gestacional (DMG) e peso ao nascimento
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??344 mulheres (143 DMG, 201 não-DMG) atendidas em um hospital geral distrital submeteram-se à avaliação laboratorial de B12 e folato no início do 3º trimestre
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??26% da coorte apresentaram baixos níveis de B12 <150 pmol / L (32% vs. 22% nos dois grupos respectivamente, p <0,05), enquanto 1,5% apresentaram deficiência de folato
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??Após ajuste para os fatores de confusão, o IMC do primeiro trimestre foi negativamente associado aos níveis de B12 no 3º trimestre
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??As mulheres com insuficiência de B12 apresentaram maiores probabilidades de obesidade e DMG (aOR (IC95%) 2,40 (1,31, 4,40), p = 0,004 e 2,59 (1,35, 4,98), p = 0,004, respectivamente),
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??Em mulheres sem DMG, o quartil mais baixo de B12 e o maior quartil de folato apresentaram risco de macrossomia fetal significativamente maior (RR 5,3 (1,26, 21,91), p = 0,02 e 4,99 (1,15, 21,62), p = 0,03, respectivamente)
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??Conclusão: Este é o primeiro estudo do Reino Unido para mostrar que os níveis maternos insuficientes de Vitamina B12 estão associados com o aumento do IMC, com o risco de DMG e, além disso, podem ter um efeito independente sobre a macrossomia
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??Devido ao interrelação entre obesidade materna e DMG, estudos longitudinais com medidas B12 no início da gravidez são necessários para explorar este link.
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 É por isso que há cerca de 2 anos resolvi estudar melhor a mutilação do DNA e doso ácido fólico, vitamina B12 e homocisteína nos três trimestres de gravidez. E rotineiramente encontro deficiência de vitamina B12, mesmo com a suplementação polivitamínica tradicional cujos compostos tradicionais apresentam cerca de 2,5ug de B12. As gestantes mais obesas apresentam esta deficiência com maior frequência. Fico feliz por realmente aplicar os conhecimentos teóricos na minha prática médica
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#medicinaintegrativa #ginecologiaintegrativa#obstetriciaintegrativa #consultoriodrglauciusnascimento #riomartradecentersala1010


colostro

O proteoma do soro colostro humano é alterado no diabetes gestacional

?? Pouco se sabe sobre os efeitos do diabetes mellitus gestacional (DG) sobre a lactação e os componentes do leite materno
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??  O objetivo do presente estudo foi examinar o efeito do DG sobre a expressão de proteínas na fração de soro do colostro humano
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??  Colostro (leite materno inicial) foi coletado de mulheres que foram diagnosticadas com (n = 6) ou sem (n = 12) DG com 24-28 semanas de gravidez
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?? A análise identificou 27 proteínas que melhor predizem DG
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?? 10 das 27 proteínas também foram estatisticamente significativamente diferentes entre mulheres com ou sem DG
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?? As alterações identificadas na expressão da proteína sugerem que o Diabetes Gestacional tem consequências sobre as proteínas colostrais humanas envolvidas na imunidade e nutrição
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Fonte: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4286167/pdf/pr500818d.pdf.

Minhas considerações: A ALIMENTAÇÃO ADEQUADA E FUNCIONAL PODE SER CAPAZ DE MELHORAR A CONSTITUIÇÃO DO LEITE MATERNO, ALÉM DE MELHORAR A SAÚDE MATERNA É PERINATAL. PENSE NISTO, LEVE A SÉRIO SUA ALIMENTAÇÃO DURANTE A GRAVIDEZ COMO UMA IMPORTANTE FORMA DE TRATAMENTO PARA VOCÊ E SEU/SUA BEBÊ!!!


Cerclagem Cervical Uterina

Aula sobre Insuficiência Cervical e Cerclagem (para médicos, profissionais de saúde ou clientes que queiram mais detalhes sobre o assunto)

Vídeo postado nas minhas redes sociais em Abril de 2020

Eu não tenho dúvida alguma da eficácia de uma cerclagem bem realizada; já contamos com muitas famílias beneficiadas com este simples procedimento, mas que não é muito bem ensinado ou até mesmo valorizado

A minha primeira postagem nas redes sociais sobre o assunto foi em 19/06/2016 e de lá pra cá acumulamos muitas histórias bonitas! É um dos procedimentos em Obstetrícia que gosto tanto pro diagnóstico pela ultrassonografia, até o tratamento, o pós-operatório em que realizamos nova ultrassonografia de imediato e com alguns dias confirmando a eficácia do procedimento é mais adiante os partos e a retirada dos pontos da cerclagens, os famosos “pontinhos do Amor”

Um dia faremos a nossa série de casos é nos lembraremos de histórias incríveis! Eu me orgulho dessa trajetória que construímos juntos: Eu, Ruy de Deus, Alexandre Dubeux e Luís Felipe. Nós criamos uma técnica simples e que vem dando muito certo! Já realizamos cerclagem em tempo real, de emergência com bolsa protusa, associada a pessário, recerclagem, enfim quantas histórias hein?

#cerclagemcervicaluterina #cerclagemcervicaluterinaguiadaporultrassonografia #cerclagemcervicaluterinaguiadaporusg #insuficienciacervical


Vídeo (Live sobre Cerclagem e Insuficiência Cervical) –  postado nas minhas redes sociais em Abril de 2018


Esta diretriz de prática clínica foi atualizada pelo Comitê de Medicina Fetal da Sociedade de Obstetras e Ginecologistas do Canadá (SOGC) e aprovado pelo Conselho da SOGC.

O QUE HÁ DE NOVO?

Gestações múltiplas:

  • Os dados não demonstraram benefícios na prevenção do parto prematuro precoce em gêmeos ao usar um pessário cervical, mesmo nas gestações gemelares complicadas por um colo do útero curto
  • Novos dados mantêm as conclusões anteriores de que a cerclagem no colo do útero curto (<25 mm) em gêmeos não é vantajosa e pode aumentar o risco de nascimento prematuro. No entanto, existem dados limitados indicando que em um subconjunto desses pacientes com comprimento cervical <15 mm, pode haver uma vantagem na cerclagem; isso precisa ser estabelecido com mais estudos.
  • O papel da cerclagem de resgate é de potencial valor nas gestações única e múltipla, quando o colo do útero é dilatado para> 1 cm.

Gestações Únicas:

  • Existem dados para indicar que a cerclagem após um histórico de apenas uma perda no segundo trimestre pode aumentar os riscos de nascimento prematuro e de morbimortalidade perinatal.
Recomendações:
1. As mulheres grávidas ou que planejam engravidar devem ser avaliadas quanto a fatores de risco para insuficiência cervical. Um histórico médico completo na avaliação inicial pode alertar os médicos sobre fatores de risco em uma primeira gravidez ou índice (III-B).
2. A avaliação detalhada dos fatores de risco deve ser realizada em mulheres após uma perda de gravidez no segundo trimestre ou parto prematuro precoce, ou nos casos em que essas complicações ocorreram em uma gravidez anterior (III-B).
3. Em mulheres com histórico de insuficiência cervical, devem ser realizados exames de urina para cultura e sensibilidade e culturas vaginais para vaginose bacteriana na primeira consulta obstétrica e todas as infecções encontradas devem ser tratadas (I-A).
4. Mulheres com histórico de três ou mais perdas gestacionais no segundos trimestres ou partos prematuros extremos, nas quais não seja identificada outra causa específica que não seja a insuficiência cervical em potencial, devem receber cerclagem eletiva com 12 a 14 semanas de gestação (I-A).
5. Em mulheres com histórico clássico de insuficiência cervical nas quais a cerclagem vaginal anterior não teve sucesso, a cerclagem abdominal pode ser considerada na ausência de fatores atenuantes adicionais (II3C).
6. As mulheres submetidas à traquelectomia devem ter colocação de cerclagem abdominal (II-3C).
7. Cerclagem de emergência pode ser considerada em mulheres nas quais o colo do útero se dilatou para <4 cm sem contrações antes das 24 semanas de gestação (II-3C).
8. As mulheres nas quais as cerclagens não são consideradas ou justificadas, mas cuja história sugere risco de insuficiência cervical (1 ou 2 perdas prévias no segundo trimestre ou partos prematuros extremos), devem receber avaliação seriada do comprimento cervical por ultrassom (II-2B).
9. Cerclagem deve ser considerada em gestações únicas em mulheres com histórico de parto prematuro espontâneo ou possível insuficiência cervical se o comprimento cervical for ? 25 mm antes das 24 semanas de gestação (I-A).
10. Não há benefício para cerclagem em uma mulher com achado incidental de colo do útero curto por exame de ultrassonografia, mas sem fatores de risco prévios para nascimento prematuro (II-1D).
11. Os dados atuais não suportam o uso de cerclagem eletiva em gestações múltiplas, mesmo quando há histórico de parto prematuro; portanto, isso deve ser evitado (I-D).
12. A literatura não suporta a inserção de cerclagem em  gestações múltiplas com base no comprimento cervical (II-1D).
13. A cerclagem em gêmeos para o colo do útero detectado por ultrassom (<25 mm) pode aumentar o risco de nascimento prematuro (II-1D).
14. Cerclagem de emergência ou resgate deve ser considerada em gêmeos onde o colo do útero é dilatado (> 1 cm) antes da viabilidade (II-2 B).

Avaliação da qualidade da evidência
I: Evidência obtida de pelo menos 1 Ensaio Clínico Randomizado adequado
II-1: Evidências de ensaios controlados bem projetados, sem Randomização
II-2: Evidência de coorte bem projetada (prospectivo ou retrospectivo) ou estudos de caso-controle, de preferência de mais de um centro ou grupo de pesquisa
II-3: Evidências obtidas a partir de comparações entre tempos ou locais com ou sem a intervenção. Resultados dramáticos em experimentos não controlados (como os resultados do tratamento com penicilina na década de 1940) também podem ser incluídos na categoria.
III: Opiniões de autoridades respeitadas, com base na experiência clínica, estudos descritivos ou relatórios de comitês de especialistas

Classificação das Recomendações
A. Há boas evidências para recomendar a ação preventiva clínica.
B. Há evidências justas para recomendar a ação preventiva clínica.
C. A evidência existente é conflitante e não permite fazer uma recomendação a favor ou contra o uso da ação preventiva clínica; no entanto, outros fatores podem influenciar a tomada de decisão.
D. Existe evidência justa para recomendar contra a ação preventiva clínica.
E. Há boas evidências para recomendar contra a ação preventiva clínica.
I. Não há evidências suficientes (em quantidade ou qualidade) para fazer uma recomendação;

Eu penso que ainda temos muito do que descobrir sobre insuficiência cervical. Graças a Deus, temos excelentes resultados com nossa técnica, uma espécie de técnica de Shirodkar modificada por não realizarmos nenhuma incisão, dois pontos são realizados em dois passos cada às 12h e 6h, guiados por ultrassonografia. Não tem como esquecer os casos que nós acompanhamos com a certeza e a serenidade de que verdadeiramente fizemos a diferença na vida desses casais e de seus bebês. A medicina baseada em evidência muitas vezes não serve para casos particulares de maiores riscos em Obstetrícia, em que a tomada de decisão personalizada é fundamental. Além disso, a cerclagem cervical uterina ainda é um procedimento realizado por poucos médicos tocoginecologistas. 

Para Profissionais de Saúde

Abaixo o link de 4 artigos que considero interessantes

CERCLAGEM CERVICAL UTERINA E INSUFICIÊNCIA ISTMO-CERVICAL

Conceito

A cerclagem cervical uterina representa a principal forma de tratamento para gestantes portadoras de insuficiência istmo-cervical (IIC) uterina. Comumente chamada de incompetência cervical uterina (particularmente não gosto desse termo, considero agressivo) mas corresponde ao esvaecimento e dilatação do colo uterino, que frequentemente ocorre no segundo trimestre de gravidez e que muitas vezes se relaciona como causa importante de abortamentos tardios ou partos prematuros. A história clínica de partos prematuros e abortamentos tardios indolores deve ser considerada para a propedêutica adequada dos casos de IIC.

Prevalência: afeta 1% das gestantes.

Etiologia :

  • Idiopática (a maioria)
  • Doenças congênitas (anormalidades congênitas do ducto mulleriano,
  • Exposição Dietilestilbestrol (DES) em útero,
  • Transtorno do tecido conjuntivo (síndrome de Ehlers-Danlos), deficiência de colágeno
  • Trauma cirúrgico (conização, resultando em perda substancial de tecido conjuntivo) ou danos traumáticos à integridade estrutural do colo do útero (dilatação cervical repetida associada à interrupção da gravidez, histeroscopia, curetagens e cerclagens).

Patogênese:

A função do colo do útero durante a gravidez depende dos regulamentos do metabolismo do tecido conjuntivo. O colágeno é o componente principal na matriz cervical, outros são proteoaminoglicanos, elastina e glicoproteínas como a fibronectina. Os eventos bioquímicos envolvidos no amadurecimento cervical são: diminuição do teor total de colágeno, aumento da solubilidade no colágeno e aumento da atividade colagenolítica. A resposta inflamatória também está envolvida (interleucinas: IL1, IL8, fator de necrose tumoral a , prostaglandinas, óxido nítrico), enzimas degradantes da matriz (metaloproteinases da matriz) e hormônios dos esteróides sexuais ( 17b – o estradiol induz o amadurecimento, o estrogênio estimula a degradação do colágeno in vitro, a progesterona bloqueia a colagereólise induzida por estrogênio in vitro, o antagonista dos receptores de progesterona induz o amadurecimento cervical no primeiro trimestre).

Gravidade da Insuficiência Istmo-Cervical (Classificação)

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A figura acima obtida do site https://sonoworld.com/fetus/page.aspx?id=274 corresponde aos graus de estágios de progressão da insuficiência istmo-cervical, conhecidos de acordo com a gradação de leve a mais grave, consoante o formato da endocérvice:

Tipo T: estágio inicial onde se observa uma discreta dilatação endocervical homogênea

Tipo Y: trata-se de um estágio intermediário com dilatação evidente do orifício cervical interno (OCI), correspondendo ao “sinal do funil” observado nas ultrassonografias

Tipo V: estágio mais avançado na gravidade da IIC na qual a dilatação do OCI progride até o final do orifício cervical externo (OCE)

Tipo U: estágio de gravidade acentuada, sendo observada importante herniação da bolsa amniótica, correspondendo a risco grave de parto prematuro ou abortamento inevitável

Diagnóstico Ultrassonográfico

A ultrassonografia corresponde (aliada à história clínica) a principal ferramenta diagnóstica de IIC durante a gravidez. Os estágios de gravidade da ICC, também são observados  na figura abaixo.

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Um estágio de maior gravidade ainda é o da figura a seguir, sendo evidenciada uma volumosa herniação da bolsa amniótica e a dilatação do orifício cervical externo (OCE). 80453199-45fe-46a1-ab73-f63638930831

O exame ultrassonográfico prolongado de 15-20 minutos visualizando o colo do útero mostra alterações espontâneas do colo do útero. O teste de estresse cervical às 15-24 semanas (aumento da pressão no fundo uterino  enquanto se monitoriza o comprimento cervical e o aparecimento de funil ) é recomendado para os pacientes com:

  • história de dilatação indolor seguida de expulsão fetal no segundo trimestre
  • conização
  • malformações uterinas (útero unicorno, bicorno ou didelfo)
  • trauma cervical (conização)
  • história de abortos espontâneos e terapêuticos
  • nascimento pré-termo antes de 32 semanas.

Abaixo duas imagens do mesmo colo do útero, com 20 segundos de diferença entre elas, sem e com a pressão no fundo do útero

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Um trabalho de revisão brasileiro de 2012 ( clicar no botão direito deste link e em seguida salvar como www.rmmg.org/exportar-pdf/697/v22s5a18.pdf), realiza uma atualização sobre o diagnóstico e a terapêutica da IIC e conclui que:

Tratamento

O tratamento da IIC de escolha é a cerclagem por via vaginal, a ser realizada preferencialmente ao redor da 14ª semana da gravidez, ocasião em que ainda não aconteceram modificações cervicais e já se ultrapassou o período em que ocorrem os abortos precoces, de outras causas. A cerclagem de emergência constitui-se no procedimento de escolha, diante de dilatação do colo uterino e melhor prognóstico.

Fonte Principal consultada: https://sonoworld.com/fetus/page.aspx?id=274 e Rev Med Minas Gerais 2012; 22 (Supl 5): S67-S70 6  www.rmmg.org/exportar-pdf/697/v22s5a18.pdf


 

Seguem alguns casos interessantes de cerclagens uterinas guiadas por ultrassonografia, realizadas a partir de uma técnica inicialmente enviada pelo Dr. André Vinícius e aprimorada comigo e com o Dr. Ruy de Deus. Realizamos a cerclagem dupla do colo uterino, guiada por ultrassonografia e utilizando o material de cirurgia vaginal.

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Segue um passo a passo da cerclagem cervical uterina guiada por ultrassonografia.

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Figura acima evidencia sinal do funil com endocérvice em “Y”

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Na figura acima evidenciam-se os pontos da cerclagem

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Após a realização da cerclagem cervical uterina a endocérvice deixa de apresentar o o formato em “Y”, tornando agora de aspecto habitual.

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Outro ponto importante de nossa técnica é a possibilidade de a gestante acompanhar todo o procedimento, ficando tranquila durante o ato operatório.

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Certa vez realizamos o procedimento com o auxiliar visualizando a execução dos pontos da cerclagem em tempo real, pela conexão do equipamento de ultrassonografia a um monitor frontal.


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Se você é profissional de saúde e deseja informações mais detalhadas sobre o assunto sugiro a leitura do último boletim do Colégio Americano de Ginecologistas e Obstetras em 2014 sobre o assunto, é só clicar neste link ao lado Cerclagem ACOG

 


 

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Simplesmente top das galáxias esta revisão sistemática atualizada em junho de 2017, que inclui um total de 15 ensaios clínicos, envolvendo 3490 mulheres sobre a realização da cerclagem cervical uterina para prevenção de parto prematuro em gravidezes únicas
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?Os autores concluíram que:
?A cerclagem cervical uterina reduz o risco de parto prematuro em mulheres com alto risco de parto prematuro e provavelmente reduz o risco de óbitos perinatais
?Não houve evidência de nenhum efeito diferencial da cerclagem com base na história obstétrica anterior ou nas indicações curtas do colo do útero, mas os dados foram limitados para todos os grupos clínicos
?A questão de saber se cerclagem é mais ou menos eficaz do que outros tratamentos preventivos, particularmente a progesterona vaginal, permanece sem resposta.
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*Mas a propósito, o público leigo pode estar se perguntando: O que é cerclagem?
?É um procedimento cirúrgico realizado durante a gravidez onde são realizados pontos cirúrgicos no colo do útero destinados a apoiar e sustentar o colo do útero e reduzir o risco de parto precoce.

*Por que isso é importante?
?O colo do útero permanece firmemente fechado até o final das gravidezes normais, antes de começar a encurtar e gradualmente suavizar para se preparar para o parto e parto. No entanto, às vezes o colo do útero começa a encurtar e alargar muito cedo, causando aborto tardio ou um nascimento precoce. A cerclagem cervical uterina pode reduzir a possibilidade de aborto tardio ou nascimento precoce.
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?Alguns pontos de destaque do trabalho na íntegra
?Cerclagem cervical previne partos prematuros, mas também a progesterona natural administrada via vaginal nas mulheres com colo curto, pode ser benéfica sem um risco aumentado de cesariana (Romero 2012).
?Contudo, ultrassonografia transvaginal e tratamento prolongado com progesterona pode não ser acessível para todos (válido para a medicina social, pública, onde se procura gastar o mínimo possível)
?Além disso, a opção de progesterona isolada pode ser inaceitável para as mulheres que já tiveram sucesso em gravidez com antecedente de cerclagem cervical
Portanto, a decisão sobre como melhor para minimizar o risco de parto prematuro recorrente em mulheres com risco aumentado de parto prematuro e abortamento tardio, seja devido à história ruim ou a um colo do útero curto ou dilatado, deve ser personalizada e com base nas circunstâncias clínicas, a habilidades da equipe clínica e, o mais importante, A ESCOLHA DA MULHER!!!
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Eu realizo a cerclagem cervical uterina guiada por ultrassonografia, permitindo uma segurança maior ao procedimento. Mais informações em drglaucius.com.br/usgecirurgia
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#cerclagemcervicaluterina #adecisãoédacliente #consultóriodrglauciusnascimento #riomartradecenter3sala1010 #artigosbyDrGlaucius


 

 

 


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Uma vez realizei uma cerclagem em uma cliente portadora de insuficiência cervical (termo muito mais apropriado do que incompetência cervical, afinal incompetência é um termo muito pejorativo…) e também portadora de trombofilia. Encontrei um professor experiente de obstetrícia (já aposentado) que foi chefe de uma das grandes maternidades do Recife e ele espontaneamente me falou que há muito tempo realizara a sutura dupla do colo uterino. Lembrei ainda de outra amiga que me chamou pra ajudar numa cerclagem uterina de sua cliente, utilizando a ultrassonografia, por se tratar de um caso difícil com herniação da bolsa amniótica. E vi que a conceituada colega utilizava outro fio de sutura, diferente da que utilizamos habitualmente
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Novamente estou diante de outro caso de cerclagem uterina, numa cliente com histórico de abortamentos e sempre procuro revisar as técnicas cirúrgicas antes do procedimento
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Encontrei um trabalho interessante de 2014 que considerou que a técnica utilizando a sutura dupla pareceu mais eficaz que a sutura única. É, parece que o renomado professor estava correto
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Tive a oportunidade de conhecer um site bem legal o cerclagem.com.br que foi criado por Erivane de Alencar Moreno que sofreu quatro abortos espontâneos e foi submetida a três circlagens uterinas. Vale a pensa conhecer a história desta guerreira que inclusive escreveu um livro
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Dei uma revisada breve, discuti com outros colegas do grupo de whatsapp que participo (obrigado @dra.natalymello) e me encontro mais sereno para o procedimento de logo mais
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Independente de técnica cirúrgica, de tecnologia utilizada (como a ultrassonografia que sou muito entusiasta) peço a energia boa de vocês, porque acredito que somos instrumentos de Deus para praticar o bem. E muita gente querendo o bem faz com que tudo dê certo. A cliente merece e sonha em ser mãe. Com a graça de Deus peço que dê tudo certo !!!
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Aprender com quem tem experiência é salutar. Ser humilde, procurar se atualizar e principalmente colocar Deus na sua prática médica é simplesmente fantástico .
#medicinaintegrativa #obstetriciaintegrativa#cerclagemuterina #insuficienciacervical#euacredito


Todo Nascimento tem sua história

tntsh
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Há alguns meses atrás estava realizando o pré-natal de mais uma cliente muito querida que houvera perdido 3 bebês (3 abortamentos) e iniciava o pré-natal comigo. Diagnosticamos trombofilia, foi acompanhada pelo hematologista que indicou o anticoagulante durante a gravidez. Acima do peso, Hipertensa e portadora de ansiedade/ depressão fazendo uso de medicamentos controlados na gravidez, os famosos “tarja preta”. Mais um caso difícil para acompanhar, expliquei como trabalhava, que seria exigente com ela porque mais uma vez estávamos diante de nossa “chance de ouro” pra que realmente tudo desse certo. Possuía um polimorfismo genético (MTHFR) que se relaciona diretamente com o metabolismo do ácido fólico e da homocisteína, como também indiretamente na produção de diversos neurotransmissores
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Através da suplementação nutracêutica personalizada, conseguimos em conjunto com o seu psiquiatra retirar as medicações controladas. Ela também estava bem acima do peso e realmente alimentou-se muito bem e não ganhou tanto peso, fez acompanhamento com nutricionista
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??Até que na translucência nucal, eu mesmo realizei o exame e percebi que estava bem alterada (outro colega confirmou o achado). Ou seja, havia um risco maior de defeitos cromossômicos, especialmente das síndromes de Down, Patau e Edwards. Foi indicado o cariótipo do líquido amniótico mas a paciente optou por não fazer
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Exame morfológico foi normal, ecocardiografia também foi normal
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??Parto cesariano de urgência (38 semanas) por aumento dos níveis pressóricos e perda de líquido fora do trabalho. O parto foi tranquilo, mas após o parto o bebê apresentou desconforto respiratório leve/moderado, permanecendo alguns dias no hospital, para maior vigilância. E eu fiquei intensamente feliz porque ela voltou um dia desses no meu consultório bem demais e com o bebê supersaudável. Passamos um susto grande? sim! Valeu a pena? Demais!
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??Conclusão: nem toda translucência nucal alterada é sinônimo de defeito cromossômico. Existe também um risco maior de cardiopatia congênita e também da VARIAÇÃO DO NORMAL
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#consultoriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010

tntsh2
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Hoje foi o dia de agradecer a Deus pelo êxito no parto hoje de uma cliente muito guerreira que após ter 4 abortamentos, resolveu persistir e engravidou pela quinta vez e desta vez deu tudo certo: nasce sua linda e pesada bebezinha com aproximadamente 3800g e com 39 semanas
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Além do diagnóstico de Síndrome Antifosfolípide, sendo acompanhada por hematologista que indicou uma medicação anticoagulante (enoxaparina), esta cliente possuía um colo insuficiente evidenciado em histeroscopia e confirmado no exame clínico. No momento oportuno, foi submetida a cerclagem cervical uterina guiada por Ultrassonografia. O interessante é que ela não tinha história de abortamentos tardios, comum em quem tem insuficiência cervical, ela tinha apenas abortamentos precoces com cerca 5 a 7 semanas. Não esperei esta chance de ouro e resolvi sim realizar a cerclagem cervical uterina mesmo sem história de abortamento tardio, pois clinicamente o colo era insuficiente e esta gravidez era a “chance de ouro” na vida dela
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Esse dia 10/01/2017 foi nota dez mesmo! Parabéns minha querida, você é um exemplo para muitas!!! Estou muito feliz por você e seu esposo que acreditaram neste sonho agora realizado!!!
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#consultoriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010 #cerclagemuterina#cerclagemuterinaguiadaporultrassonografia#ginecologiaintegrativaefuncional#obstetriciaintegrativaefuncional #usg#medicinafetal #nutrologia

 

Hormônios

progest
??Se você não se convence apenas da diferença entre a estrutura molecular, perceba então as diferentes funções de cada hormônio
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PROGESTÁGENO (Falso Hormônio)
??Causa defeitos congênitos (se usada na gravidez)
??Pode causar depressão
??Insônia, irritabilidade
??Retenção de fluidos
??Aumenta o açúcar no sangue
??Contra vasodilatação induzida pelo estrogênio
??Piora o perfil lipídico
??Causa ataques cardíacos
??Aumenta estimulação estrogênica mamária
??Causa câncer de mama
??Usada como contraceptivo
??NÃO É FISIOLÓGICA, bloqueia o eixo hipotálamo-hipófise-ovariano
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PROGESTERONA
??Mantém a gravidez, usado na ameaça de abortamento e na prevenção e tratamento de trabalho de parto prematuro
??Melhora o humor
??Melhora o sono
??Função Diurética
??Nenhum efeito sobre o açúcar no sangue
??Mantém vasodilatação induzida pelo estrogênio
??Melhora o perfil lipídico
??Nenhuma evidência de aumento de doença cardiovascular
??Reduz estimulação estrogênica mamária
??Previne câncer de mama
??Usada como pró-conceptivo (aumenta a fertilidade)
??É FISIOLÓGICA, regulariza o eixo hipotálamo-hipófise-ovariano
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Entende o motivo pelo qual não dá pra defender progestágeno (como também os falsos estrogênios)?
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Fonte: hormonerestoration.com, com algumas observações minhas
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#consultoriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010 #medicinaintegrativa#ginecologiaintegrativa #obstetriciaintegrativa#ultrassonografia #medicinafetal #fetalmedicine#ultrasound

MTHFR – Polimorfismo da Enzima Metileno-Tetra-Hidro-Folato-Redutase

2018 Sep; 78 (9): 871-878. doi: 10.1055 / a-0664-8237. Epub 2018 14 de setembro.

Polimorfismos da Metileno-tetrahidrofolato Redutase e Resultados na Gravidez .

Resumo

Introdução

  • O objetivo do estudo foi avaliar o efeito dos polimorfismos da metilenotetrahidrofolato redutase ( MTHFR ) no prognóstico da gestação .

Materiais e Métodos

  • Um total de 617 gravidezes de mulheres que foram investigadas para os polimorfismos MTHFR C677T e A1298C antes da gravidezforam incluídos no estudo.
  • Os casos foram classificados em “polimorfismos homozigotos” (Grupo I), “polimorfismos heterozigotos” (Grupo II) e pacientes sem polimorfismos que funcionavam como controles (Grupo III).
  • Pacientes com polimorfismos foram designados para um protocolo específico pelo menos 3 meses antes de engravidar.
  • A administração de heparina de baixo peso molecular (HBPM) foi iniciada muito cedo durante a gravidez .
  • O Índice Obstétrico de Beksac (BOI) foi utilizado para estimar os níveis de risco obstétrico para os diferentes grupos.

Resultados

  • Descobrimos que a taxa de perda precoce da gravidez (PPG) aumentou à medida que a complexidade do polimorfismo MTHFR aumentou e que a taxa precoce de PPG foi significativamente maior em pacientes com Polimorfismo MTHFR C677T em comparação com pacientes com polimorfismo MTHFR A1298C (p = 0,039).
  • Houve diferenças significativas entre as gestações anteriores dos pacientes nos três grupos de estudo em termos de complicações perinatais e PPGs (p = 0,003 ep = 0,019).
  • O BOI diminuiu à medida que a gravidade dos polimorfismos aumentou. Foi observada associação entre polimorfismos da MTHFR e malformações congênitas e anormalidades cromossômicas.
  • Não foi possível demonstrar qualquer diferença estatisticamente significativa entre os grupos de estudo quando os 3 grupos foram comparados em relação aos resultados da gravidez sob protocolos de manejo específicos.

Conclusão: Os polimorfismos da MTHFR são potenciais fatores de risco para  resultados adversos na gravidez.


Efeito da homocisteína na gravidez: uma revisão sistemática

Resumo

O objetivo da pesquisa foi reunir dados científicos atuais e preencher a lacuna no conhecimento dos níveis de homocisteína (Hcy) na gravidez e sua associação com algumas complicações da gravidez. Os dados científicos foram retirados de trabalhos de pesquisa publicados entre janeiro de 1990 e dezembro de 2017 e encontrados na Internet (PubMed, ClinicalKey e Embase) em inglês, russo, francês e alemão com as seguintes palavras-chave: gravidez , homocisteína , complicações na gravidez , perda de gravidez , pré-eclâmpsia , restrição de crescimento intra-uterino e descolamento de placenta.A revisão mostrou que os níveis de Hcy variam na gravidez sem complicações. O nível de Hcy tende a diminuir durante o segundo e terceiro trimestres. Alguns estudos revelaram uma ligação entre o polimorfismos genéticos e o aborto. Dados suficientes foram obtidos indicando a relação entre hiperhomocisteinemia (HHcy) e pré-eclâmpsia. O descolamento de placenta também foi associado a altos níveis de Hcy, aumentando o risco em 5,3 vezes, mas ainda há dados que não apoiam a hipótese de que os níveis de Hcy se correlacionam com o descolamento de placenta.

A conclusão do artigo na íntegra é que a análise da literatura de pesquisa (1990-2017) revelou que o nível de homocisteína durante a gravidez não permanece o mesmo e está provavelmente ligado às características geográficas, culturais e sociais da população. A análise revelou uma correlação entre o nível elevado de Hcy e complicações na gravidez, tais como abortos espontâneos precoces e morte do feto. Alguns estudos indicam o metabolismo do folato induzido pelo polimorfismo da MTHFR que indiretamente afeta o metabolismo da homocisteína. Pré-eclâmpsia e descolamento prematuro da placenta podem ocorrer mais frequentemente em populações com níveis séricos de homocisteína de 9,0 a 15,0 ?mol durante a gravidez. No entanto, mais pesquisas e metanálises são necessárias para determinar os valores de corte e prognóstico. Estudos de coorte e revisões sistemáticas com metanálises fornecem dados contraditórios sobre RCIU, portanto, essa questão deve ser mais estudada em relação às características regionais e à etnia. Neste ponto, deve-se também identificar aspectos genéticos das perturbações no metabolismo da homocisteína.

Destaques

• O nível de Hcy correlaciona-se com abortos espontâneos precoces e morte do feto.
• PE e PA ocorrem mais frequentemente com níveis séricos de Hcy de 9,0 a 15,0
• O metabolismo do folato induzido pelo polimorfismo MTHFR afeta indiretamente o metabolismo da Hcy.

Polimorfismo do gene da metiltetrahidrofolato redutase alterado em mães de crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.

Resumo

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um dos transtornos psiquiátricos mais comuns na infância e causa prejuízos funcionais significativos em crianças. Estudos comportamentais genéticos e genéticos moleculares forneceram evidências significativas em termos de destaque para a etiologia do TDAH. A deficiência de folato durante a gravidez é um fator de risco estabelecido para o TDAHOs polimorfismos no gene codificador da Metiltetrahidrofolato Redutase ( MTHFR ), como A1298C e C667T, estão associados à diminuição da biodisponibilidade do folato, e essa condição pode agir como deficiência de folato. Na literatura, nenhum estudo investigou o Polimorfismo MTHFR em mães de crianças com TDAH. Sessenta e quatro crianças diagnosticadas com TDAH e suas mães, bem como 40 crianças saudáveis ??e suas mães participaram deste estudo. O polimorfismo MTHFR foi investigado em todos os participantes. A comparação dos polimorfismos MTHFR C677C e A1298C em crianças com e sem TDAH não revelou diferenças significativas. Descobrimos que a contagem de genótipos maternos C677C_CT, tanto os valores observados como os esperados, foram significativamente diferentes daqueles baseados na Análise do Princípio de Hardy-Weinberg no grupo de TDAH. O resultado mais importante deste estudo foi que os polimorfismos genéticos maternos do MTHFR C677T  são fatores de risco significativos para o TDAH e nós argumentamos que as crianças com TDAH são expostas à deficiência de folato, mesmo que suas mães tenham recebido uma quantidade suficiente de folato durante a gravidez. Este resultado também destaca um dos fatores genéticos do TDAH. Novos estudos devem ser realizados para confirmar este achado.


2018 12 de julho: 1-11. doi: 10.1080 / 14767058.2018.1500546.

A associação dos polimorfismos parentais da metilenotetrahidrofolato redutase ( MTHFR 677C> T e 1298A> C) e a perda fetal – um estudo de caso-controle no sul da Austrália.

OBJETIVO:

Determinar a associação entre MTHFR 677C> T e 1298A> C e perda fetal (PF).

TIPO DE ESTUDO

Estudo de caso-controle.

LOCAL DO ESTUDO

Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, Hospital Lyell McEwin (LMH) e Hospital Feminino e Infantil (WCH) em Adelaide, Austrália.

MATERIAIS E MÉTODOS

  • Um total de 222 casais com PF e 988 casais com gravidezes não complicadas.
  • Os principais desfechos foram PF e hiper-homocisteinemia (HHcy). Todos os casais foram testados para MTHFR 677C> T e 1298A> C. A homocisteína em jejum foi medida nas mulheres com PF.

RESULTADOS:

  • O principal achado foi uma diferença significativa entre o grupo PF e controles em casais com ? 4 alelos anormais em comparação com <4 [p = 0,0232, OR 1,9 (IC 95% 1,1-3,3)].
  • Nenhum dos casais com PF deixou de ter alelos anormais (ambos os pais 677CC / 1298 AA).
  • No entanto, isso também foi raro entre os controles.
  • A frequência materna dos polimorfismos 677C> T e 1298A> C foi semelhante entre o grupo PF e os controles.
  • A prevalência de 677TT / 1298AA (Homozigoto alterado C677T e Homozigoto normal para o A1298) e 677CC / 1298AC (Homozigoto normal para C677T e Heterozigoto para o A1298) paterno foi significativamente maior no grupo PF em comparação com os controles.
  • HHcy foi significativamente mais comum no grupo PF em comparação com os controles.

CONCLUSÃO:

  • A presença de MTHFR 677C> T e 1298A> C está associada a PF.
  • A associação entre genótipos MTHFR maternos com PF é menos pronunciada do que em artigos publicados anteriormente que investigam abortos no primeiro trimestre.
  • HHcy materna é um fator de risco significativo para PF.

Pois é… E eu me lembro quantas críticas eu sofri por pedir a dosagem de homocisteína na gravidez. Nada como o tempo e novos trabalhos pra justificar uma obstetrícia personalizada, baseada em evidências científicas, integrativa e funcional. 

Fonte: Britt J.P. Kos, Shalem Leemaqz, Catherine D. McCormack, Prabha H. Andraweera, Denise L. Furness, Claire T. Roberts & Gustaaf A. Dekker (2018): The association of parental methylenetetrahydrofolate reductase polymorphisms (MTHFR 677C>T and 1298A>C) and fetal loss – A case-control study in South Australia, The Journal of Maternal-Fetal & Neonatal Medicine, DOI: 10.1080/14767058.2018.1500546


Associação entre mutações genéticas da doença cardiovascular e perda gestacional recorrente na população libanesa.

El Achi H   et. al 2018

Resumo

Perda gestacional recorrente (PGR) é um problema que afeta até 5% das mulheres em idade fértil devido a muitos fatores. Estudos mostraram que a PGR e a doença cardiovascular (DCV) podem ter fatores de risco compartilhados. Este estudo comparou a prevalência de 12 mutações genéticas relacionadas à doença cardiovascular em pacientes com histórico de PGR para controles normais em um grande centro de atendimento terciário no Líbano. O CVD StripAssay (ViennaLab, Áustria) foi usado para analisar os genes de DCV em 70 mulheres com histórico de PGR, como parte da rotina inicial para abortos recorrentes no Centro Médico da Universidade Americana de Beirute. Os resultados obtidos foram comparados com dados de controles da população libanesa utilizando o teste exato de Fisher e a análise qui-quadrado. Dois genes do painel de DCV demonstraram uma forte relação com o PGR, incluindo, MTHFR (homozigosidade C677T, homozigosidade A1298C e heterozigosidade composta para C677T e A1298C) e Fator II (heterozigosidade para G20210A). Além disso, foi observado um papel protetor da isoforma positiva de APO-E3. Este estudo é o primeiro da população libanesa a associar o PGR a um grande painel de genes relacionados com DCV.

Fonte: Molecular Biology Reports https://doi.org/10.1007/s11033-018-4237-1

Ou seja, mais um estudo associando polimorfismos genéticos do ciclo da metilação do DNA (também envolvidos com DCV) com os riscos de perdas gestacionais. É preciso considerar que a epigenética como um todo, não apenas a suplementação ou a anticoagulação como únicas formas de tratamento pode fazer a diferença nestes casos. Desta forma, compreender tais alterações metabólicas, suplementação nutracêutica personalizada, decisão em conjunto com hematologista sobre anticoagulação ou não, avaliação clínica e laboratorial, melhoria na qualidade de vida através de alimentação funcional, gerenciamento do estresse e do sono, além da prática de atividade física com a busca de uma composição corporal satisfatória na gravidez, nem como tratamento oportuno da disbiose intestinal parece ao meu ver uma alternativa mais integrativa, funcional e porque não dizer mais adequada para as clientes portadoras destes polimorfismos genéticos.


“M” de Medicina, de Mais, de Mulher, de Maternidade, de Metilação do DNA, de Metilfolato… Hoje estudo e pratico uma Medicina Materna e Fetal que tanto sonhei. Foram Muitos anos de estudo, de dedicação. Entender a metilação do DNA foi fundamental para desenvolver uma forma diferenciada e personalizada de tratar as clientes portadoras do polimorfismo genético do MTHFR. Avaliar de forma criteriosa e sem conflitos de interesse o Metilfolato, há mais de 4 anos, ajustando a dosagem mais adequada de acordo com a literatura e também com os casos que você acompanha, avaliando criteriosamente a parte clínica e laboratorial. Lembro-me que eu prescrevia o Metilfolato e explicava para a paciente: “Eu que prescrevi, eu assumo, muitas pessoas podem falar mal do metilfolato por desconhecimento, mas tenha certeza de que eu sei o que estou fazendo.” Lembro-me inclusive de ter enviado diversos e-mails a diversos laboratórios farmacêuticos, para entender o porquê da não comercialização do metilfolato. Eu sempre conversava com alguns representantes, empolgado com o assunto, mas há 4 anos, poucas pessoas se sensibilizaram com o assunto. Hoje, a indústria farmacêutica investe pesado na produção de diversas marcas de metilfolato. O que era Mito, virou Realidade
“T” de Trabalho, de Tratamento: foram inúmeros casos de Polimorfismos do MTHFR atendidos (e com a graça de Deus, muitas famílias beneficiadas) tanto na pré-concepção como na gravidez e parto. Sinceramente, eu desejo muito que as pessoas realmente trabalhem, atendam as clientes portadoras do Polimorfismo do MTHFR e se sensibilizem com a história destas pessoas. Não trate o Polimorfismo MTHFR, trate a pessoa portadora do polimorfismo, suplemente de forma personalizada, encaminhe para o hematologista, discuta o caso, encaminhe para outros profissionais quando oportuno, oriente a melhora dos hábitos, indique ou contraindique enoxaparina ou ácido acetilsalicílico.
“H” de Humildade: apesar de trabalhar bastante, de ser referência no assunto, continue estudando. Eu já cadastrei o meu e-mail para que todos os artigos com os unitermos “MTHFR” and “pregnancy” sejam notificados quando de sua publicação no Pubmed. Continuo aprendendo todos os dias, na teoria e na prática.
“F” de Fé: acredite no seu trabalho, na sua humildade, siga em frente, afinal você só está buscando uma forma diferenciada de tratar as suas clientes e ajudar a realizar o sonho da maternidade. Acredite: ISTO NÃO TEM PREÇO E TEM UM VALOR INCOMENSURÁVEL 
“R” de Respeito: principalmente para com as mulheres que sofreram diversos abortamentos, ou perda fetal tardia. Ouça, compreenda esta mulher tão fragilizada e que deseja o seu “bebê arco-íris”. Respeite seus colegas que tratam diferente, ou que nem consideram importante a pesquisa do MTHFR. Porém, lembre-se de que eles também precisam lhe respeitar como profissional. Lembro-me das inúmeras vezes (até hoje) que as pessoas me criticam sobre minha abordagem sobre MTHFR. Criticar é fácil, escrever sobre o assunto no site, gravar um vídeo no youtube, facebook e instagram sobre o assunto, divulgar informações interessantes e baseada em diversos artigos científicos essas pessoas que criticam na verdade sequer se respeitam
OBS: E não é só polimorfismo do MTHFR que é importante na avaliação epigenética em Obstetrícia. Temos também os polimorfismos do MTR, MTRR, CBS, AHCY, VDR, COMT, MAO, DHPR, NOS, OTC, MAT. Mas, raciocine, se já é a maior polêmica se discutir o MTHFR, quanto mais estes outros polimorfismos genéticos.

Live no instagram realizada sobre MTHFR e Ciclo da Metilação do DNA. OBS: Esta live não substitui a consulta com seu médico ou nutricionista. Cada caso deve ser avaliado de forma integral.

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Recife 16 de julho de 2017
???.
Mais um estudo sobre MTHFR e gravidez publicado agora em julho de 2017 no Journal of International Medical Research
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? O objetivo deste estudo foi investigar o efeito do tratamento anticoagulante nos resultados da gravidez em pacientes com abortos espontâneos recorrentes (AER) que possuem mutação do gene de metilenetetra-hidrofolato redutase (MTHFR C6TTT).
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?Métodos: 363 gestantes foram subdivididas nos seguintes grupos
?Grupo 1: Gestantes portadoras de Polimorfismo MTHFR e histórico de AER tratadas durante a gravidez com 100 mg/dia de aspirina e 5mg/dia de ácido fólico
?Grupo 2: Gestantes portadoras de Polimorfismo MTHFR e histórico de AER Gestantes portadoras de Polimorfismo MTHFR e histórico de AER tratadas durante a gravidez com 100 mg/dia de aspirina, 5mg/dia de ácido fólico e Enoxaparina 40mg/SC/dia
?Grupo 3 (117): Grupo controle sem tratamento específico, sem polimorfismo MTHFR e sem histórico de AER
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?Resultados:
?A taxa de parto foi significativamente menor no grupo 1 (46,3%) do que no grupo 2 contra (79,7%)
?A taxa de abortamento foi significativamente menor no grupo 2 (20,3%), em comparação com o grupo 1 (51,2%)
?No grupo 3 (controle), a taxa de parto foi de 86,3% e a taxa de abortamento foi de 12,8%.
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?Conclusão:
?O tratamento com baixa dose de aspirina, enoxaparina e ácido fólico 5mg foi a terapia mais eficaz em mulheres com AER que apresentaram uma mutação C677T MTHFR
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Consulte um(a) ginecologista e obstetra especializado no assunto além de um(a) hematologista para saber mais sobre indicações, doses, formas de tratamento e investigação!

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Recife 16 de julho de 2017
Como eu fico feliz quando um trabalho científico corrobora o que a gente faz de forma diferenciada e pioneira há um certo tempo. O nome disso se chama: muito estudo, dedicação e uma dose de ousadia com serenidade, bom senso. Segue um artigo científico publicado na Reproductive Toxicology “in press” agora em julho de 2017 com o título: “A importância do folato, das vitaminas B6 e B12 para a redução das concentrações de homocisteína em pacientes com perda gestacional recorrente e mutações MTHFR”
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?Principais Pontos do Trabalho:
?Destacamos a necessidade de redução da homocisteína em pacientes com perda recorrente de gravidez.
?Suplementação com folato, as vitaminas B6 e B12 são eficazes para a redução da hiper-homocisteinemia.
? É relevante informar às pacientes com mutações MTHFR sobre a importância da redução do nível de homocisteína
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?Em pacientes com mutações MTHFR (metilenetetrahidrofolato redutase) e hiper-homocisteinemia, a perda de gravidez recorrente é uma característica frequente.
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?O objetivo do estudo foi avaliar o impacto do suplemento de ácido fólico, vitaminas B6 e B12 para a redução das concentrações totais de homocisteína e gravidez.
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?Foram utilizados 16 pacientes que tiveram 3 ou mais abortos espontâneos e mutações MTHFR no estudo. Eles receberam metilfolato (5 mg / dia), vitamina B6 (50mg / dia) e vitamina B12 (1mg / semana).
?A suplementação induziu uma diminuição da homocisteína de 19,4 ± 5,3 ?mol / L para 6,9 ± 2,2 ?mol / L após suplementação de folato (p <0,05).
?Durante um ano, 7 mulheres ficaram grávidas e tiveram seus bebês
?Duas de 7 mulheres do grupo de mutações C677T homozigóticas conseguiram engravidar e ter seus bebês
?Duas de 5 mulheres do grupo de mutações C677T / A1298C heterozigóticas combinadas conseguiram engravidar e ter seus bebês
? Três de 4 mulheres do grupo de mutações homozigóticas A1298C conseguiram engravidar e ter seus bebês
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?Em conclusão, o metilfolato suprafisiológico, as vitaminas B6 e as suplementações de B12 em mulheres com mutações MTHFR têm um efeito benéfico no resultado da gravidez.
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Ah, mas o n (número de pacientes) é pequeno…
E eu lhe pergunto: QUAL O SEU N?
Ah, mas ainda não tem metanálise com uma população com este mesmo desenho…
E mais uma vez eu questiono: Você vai esperar sem fazer nada de uma paciente que sabidamente tem um polimorfismo genético relacionado ao metabolismo do ácido fólico e homocisteína, sabidamente influencido por vitamina B12 e B6, totalmente justificado pelos livros de bioquímicas e com diversos livros e artigos científicos que comprovam que tal suplementação reduz a homocisteína?

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Os polimorfismos de um único nucleotídeo (SNPs) C677T e A1298C da enzima MetilenoTetraHidroFolatoRedutase (MTHFR) foram descritos como fortes fatores de risco para o aborto recorrente idiopático (ARI). No entanto, muito poucos estudos têm investigado a associação de paternal SNPs MTHFR com ARI. O objetivo do presente estudo foi avaliar a prevalência de SNPs C677T e A1298C paternos entre casais iranianos que tiveram ARI
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Foram estudados 225 casais com mais de três perdas consecutivas de gravidez e 100 casais controle sem histórico de complicações na gravidez
Todas as mulheres do grupo de casos tinham polimorfismos MTHFR; E o genótipo SNPs foram analisados ??por PCR-RFLP
Os grupos foram comparados estatisticamente com teste U de Mann Whitney e testes estatísticos Qui-quadrado. Os p <0,05 foram considerados significativos.
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Houve diferença estatisticamente significativa foi detectada na freqüência de SNPs de MTHFR em parceiros masculinos dos dois grupos (p = 0,019)
A heterozigosidade combinada dos polimorfismos MTHFR foi um fenômeno comum nos machos; 52 (23,1%) e 14 (14%) dos homens do grupo ARI e grupos controle, respectivamente
Conclusão principal: A composição genética de MTHFR de parceiros masculinos de contribuir para o aumento do risco de aborto espontâneo. Além disso:
?Relatos anteriores, bem como os dados apresentados neste estudo são a favor de um número aumentado de MTHFR variantes polimórficas doadas por parceiros masculinos e femininos de casais com ARI para o embrião
?A composição do gene MTHFR do embrião pode assim ser adversamente afetada pela hipometilação do DNA que pode aumentar o risco de morte embrionária / fetal e ser refletida como perda recorrente da gravidez nos casais
?Neste sentido, a genotipagem MTHFR de casais com múltiplas perdas de gestação ou falhas de implantação repetidas que permanecem sem resposta aos tratamentos, seguida pela selecção de embriões de FIV com as menores frequências de variantes polimórficas de MTHFR pelo diagnóstico genético pré-implantação pode desempenhar um papel significativo no aumento da chance de sobrevivência do embrião / feto
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#mthfr #dnamethylation #consultoriodrglauciusnascimento

mthfr2
??A hipertensão arterial (HAS) é o principal fator de risco que contribui para a mortalidade em todo o mundo, principalmente por doenças cardiovasculares (DCV), enquanto que o tratamento eficaz da HAS é comprovada para reduzir eventos cardiovasculares
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??Juntamente com a nutrição e estilo de vida, fatores genéticos estão implicados no desenvolvimento e progressão da HAS. Nos últimos anos, estudos de associação do genoma identificaram uma região próxima ao gene que codifica a enzima MetilenoTetraHidroFolato Redutase (MTHFR), entre oito locus associados com a pressão arterial (PA). Estudos epidemiológicos, que fornecem uma linha separada de evidências para ligar este gene com a PA, mostram que o polimorfismo 677C ? T na MTHFR aumenta o risco de HAS em 24-87% e DCV em até 40%,
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??Evidências emergentes indicam que um fator relevante pode ser riboflavina (Vitamina B2), cofator de enzima MTHFR, através de um efeito novo e específico do genótipo na pressão sanguínea
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??Ensaios clínicos randomizados realizados em pacientes hipertensos (com e sem DCV) pré-selecionados para este polimorfismo que tiveram como alvos a suplementação de riboflavina em indivíduos homozigotos (MTHFR 677TT genótipo) reduz a PA sistólica em 6 a 13 mmHg, independentemente do efeito de anti-hipertensivos
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??A evidência mais recente, que o fenótipo da PA associada a esse polimorfismo é modificável por riboflavina, tem importantes implicações clínicas e de saúde pública
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??Para os pacientes hipertensos, a suplementação de riboflavina pode oferecer um tratamento não medicamentoso para efetivamente reduzir a PA em pessoas identificadas com o genótipo MTHFR 677TT
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??Riboflavina, voltado para aqueles homozigotos para um polimorfismo comum na MTHFR, pode ser um tratamento personalizado ou estratégia preventiva para a HAS
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??Investigações posteriores sobre a interação gene-nutriente em relação à PA, HAS e hipertensão na gravidez são obrigatórios.

mthfr3

 .
??Uma metanálise de 29 estudos (iniciou com 102) concluiu que mulheres que possuem o polimorfismo MTHFR C677T têm um risco aumentado de RPL
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??Esta descoberta apoia a hipótese de que o ácido fólico pode desempenhar um papel na etiologia de perda gestacional (abortamento) recorrente
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??Estudos do tipo caso-controle amplos e rigorosos que investigam interações gene-gene e gene-ambiente precisam ser realizados para que se possa investigar as causas das perdas gestacionais (abortamentos) recorrentes
???.
Fonte: Indian J Clin Biochem. 2016 Oct;31(4):402-13
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Minhas considerações:
??Aquela “historinha” de que o polimorfismo MTHFR é “besteira”, não tem importância, não é bem correto. Claro que se os diversos exames para avaliar a metilação do DNA como Vitamina B12, B6, Ácido Fólico, Ácido Metil Malônico e Homocisteína estiverem normais, realmente o polimorfismo MTHFR pode não ter nenhum significado. Porém, além do polimorfismo MTHFR necessitar de uma avaliação criteriosa, existem outros polimorfismos envolvidos neste ciclo da metilação do DNA como MTR, MTRR, CBS dentre tantos outros.
??Este estudo é um marco por considerar importante a avaliação do metabolismo do ácido fólico (ciclo da metilação) na investigação de mulheres com abortos recorrentes. E aí fica a pergunta: quantos abortos são necessários para se investigar a metilação do DNA, o ciclo do ácido fólico? Ao meu ver, nenhum. Trata-se de rotina laboratorial básica, posto que é envolvido com diversas patologias e de diversos sistemas.
??E se você acha que o tratamento mais importante para gravidas portadoras do polimorfismo MTHFR é a anticoagulação sistemática isolada, já lhe respondo que não é. A suplementação nutracêutica personalizada, a avaliação de diversos outros fatores de risco incluindo os psico-emocionais são fundamentais para um desfecho positivo materno e perinatal
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Mais um estudo sobre o polimorfismo MTHFR, sim, aquele mesmo que alguns profissionais de saúde costumam dizer: “ah, este polimorfismo não tem importância, alguns guidelines orientam até nem investigar…”
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Pois uma metanálise que partiu inicialmente de mais de 1100 artigos e no final selecionou 57 estudos envolvendo mais de 20.000 pessoas testadas para o polimorfismo MTHFR A1298C e C677T, entre homem, mulheres e fetos sejam eles casos ou controles
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??O estudo concluiu que ambos os genes A1298C e C677T maternos e paternos estão relacionados com a perda fetal recorrente
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??Já para os fetos houve uma associação positiva entre a perda fetal recorrente e polimorfismo MTHFR A1298C, mas isto não foi observado para o gene C677T
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??Muito interessante raciocinar os aspectos paternos e fetais para o polimorfismo MTHFR. Tradicionalmente investiga-se apenas as mulheres
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??Mais um estudo sobre MTHFR pra entender um pouco mais sobre este polimorfismo
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Um artigo bem interessante demonstrou a relação entre o Polimorfismo MTHFR e os resultados ruins para a gravidezes em mulheres que se submeteram às técnicas de reprodução assistida, bem como a ocorrência de aneuploidias
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??A literatura ainda é bastante controversa em relação ao tema, muitas vezes obscurecendo a investigação do assunto e o estabelecimento de novas estratégias para tal polimorfismo
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??Bioquimicamente justifica-se a a investigação e suplementação nutracêutica personalizada
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??Mais ainda, existindo associação com infertilidade, é óbvio que o tratamento inicial deve ser melhorar a saúde como um todo, porque desta forma, melhora a imunidade e consequentemente aumenta-se a fertilidade. Não adianta avaliar os ovários e o útero, se não conseguir avaliar a hipófise, adrenal, tireóide, o intestino
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??Hábitos de vida saudáveis aumentam a fertilidade, Pense nisso!
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??Não se deve centralizar apenas o cuidado na mulher na abordagem do casal infértil (ou com resultados perinatais adversos) . O homem tem papel fundamental na fertilidade do casal. Produções de espermatozóide de excelente qualidade melhoram os resultados para gravidezes naturais ou através de técnicas de reprodução assistida
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? Compreender a metilação do DNA é um passo importante para a saúde como um todo, principalmente para a saúde reprodutiva

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? A sigla significa Metileno Tetra Hidro Folato Redutase. Este nome grande nada mais representa do que uma das enzimas responsáveis pela transformação do ácido fólico para sua forma ativa o metilfolato
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? A literatura é muito controversa em dizer que quem tem o polimorfismo MTHFR não representa risco adicional, ao mesmo tempo que inúmeros artigos apontam a relação entre o polimorfismo MTHFR e diversas patologias, sejam elas defeitos congênitos, doenças cardiovasculares, patologias neurológicas e psiquiátricas.
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Graças a Deus existem alguns “mantras” em medicina:
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??A CLÍNICA É SOBERANA! Há desfechos clínicos que justifiquem? Então vale a pena investigar o polimorfismo MTHFR
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??DIVIDA RESPONSABILIDADES! Explique ao seu cliente (principal decisor) e divida com outro colega médico a opção entre investigar ou não, tratar ou não. Minha rotina é que TODAS as gestantes com Polimorfismo MTHFR são avaliadas pelo hematologista
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??NA DÚVIDA, RETORNE ÀS CIÊNCIAS BÁSICAS! Estude novamente as reações bioquímicas, a fisiologia, os aspectos nutricionais e genéticos envolvidos nesta patologia. Não existem apenas dois alelos envolvidos no polimorfismo MTHFR (A1298C e C677T), estes são os principais. Os principais nutrientes responsáveis são B12, B6 e B9 (ácido fólico). Homocisteína é um marcador inflamatório e idealmente seus níveis devem estar reduzidos
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??AVALIE A RELAÇÃO RISCO ou CUSTO/BENEFÍCIO! A verdade é que muitos guidelines são lançados para economizar os custos em saúde, sem a avaliação do benefício propriamente dito. Repor nutrientes representa um risco irrelevante ao passo que pode beneficiar muitos pacientes. A enoxaparina pode ser considerada cara para alguns casos, mas caro mesmo é a da uma perda de um bebê
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??TRATE DE FORMA INTEGRAL! Todas as terapias devem englobar aspectos nutricionais, psíquicos e físicos. Não existe tratamento milagroso. O maior milagre é acreditar na vida, no caminho certo, na busca das soluções.
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??OBSERVE SEUS RESULTADOS! Se o seu tratamento está produzindo resultados positivos, ótimo, muito provavelmente você está no caminho certo!

 WhatsApp Image 2017-05-21 at 09.10.44??Mais um artigo sobre MTHFR lido. Há 3 anos tenho me dedicado a entender este polimorfismo. A literatura é muito dúbia. Sempre enfatiza a importância da hiperhomocisteinemia como fator de risco para uma enorme gama de patologias e que o ácido fólico (ousia forma ativa, o Metilfolato) junto com as vitaminas B6 e B12 ajudam a reduzir este aminoácido que é um marcador de inflamação.
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??Este artigo abordou a relação entre Polimorfismo MTHFR com doenças cardiovasculares, perda fetal recorrente, risco de câncer, defeitos abertos do tubo neural e alterações no desenvolvimento do sistema nervoso central e doenças neuropsiquiátricas.
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??Como inúmeros autores e sociedades, o estudo relata que não se deve pedir o teste sobre MTHFR, ao mesmo tempo que relaciona o polimorfismo com diversas alterações. Os Guidelines que recomendam isso, assim o fazem (NA MINHA OPINIÃO) por uma questão de custo, econômica. Testar todo mundo não vai diminuir mortalidade, é verdade. Mas pode mudar a história natural de vários abortamentos, complicações tromboembólicas, pré-eclâmpsia, além de proporcionar uma melhor atenção aos componentes do ciclo da metilação do DNA, representado pela homocisteína, ácido fólico, vitaminas B6 e B12.
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??O que não entendo: O artigo nada comenta sobre a forma ativa do ácido fólico, o metilfolato (methylfolate). Não diferencia os diversos tipos de suplementação nutracêutica. É como se estivesse realmente interessado em inibir o diagnóstico e tratamento deste polimorfismo. Está escrito no artigo que a suplementação de ácido fólico é a mesma entre pessoas com ou sem o polimorfismo. Ou seja: pessoas com alterações no metabolismo do ácido fólico devem receber a mesma quantidade e o mesmo tipo de ácido fólico do que as pessoas que não tem este problema?!?! Eu discordo, bioquimicamente não faz sentido. Se querem justificar pela economia ou política, tudo bem, respeitarei, mas bioquimicamente não faz o menor sentido. Quanto mais se investigar, pesquisar, tratar de forma personalizada, pedagogicamente melhor será o aprendizado.

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O que é MTHFR?
?? MTHFR é uma sigla de uma importante enzima chamada Metileno-Tetra-Hidro-Folato-Redutase, envolvida no metabolismo do ácido fólico, homocisteína e na metilação do DNA.
?? De forma simplicada, esta enzima é reponsável pela transformação do ácido fólico em sua forma ativa, chamada 5metilenotetrahidrofolato, comumente chamado de metilfolato. Esta forma ativa do ácido fólico, o metilfolato, doa o radical metil, juntamente com a vitamina B12 (metilcobalamina) para a transformação da homocisteína em metionina, que a seguir se tranforma em S-Adenosil-Metionina (Same) e segue para a metilação do DNA.
O que é metilação do DNA?
?? A metilação do DNA é o recebimento do radical metil pelo DNA, normalmente por enzimas denominadas DNA metiltransferases oriundas da transferência do radical metil da S-Adenosil-Metionina (Same).
Para quê serve a metilação do DNA?
?? Controla várias funções no genoma sendo essencial durante a morfogênese para que ocorra o desenvolvimento normal. Morfogênese na formação do embrião e do feto, além de vários processos de replicação celular como, por exemplo, nas reações de defesas, na formação de anticorpos, hormônios, espermatozóides, óvulos, enfim a metilação do DNA é uma reação vital.
?? Além disso, a adequada metilação do DNA promove redução da homocisteína. A hiperhomocisteinemia (aumento da Homocisteína no sangue) é fator de risco para vários problemas na saúde como infertilidade, abortamentos, perdas gestacionais, pré-eclâmpsia, doenças cardíacas, estresse oxidativo, doenças inflamatórias, dentre outras patologias.
?? O polimorfismo / mutação nesta enzima é relativamente frequente, o que significa que talvez toda esta reação pode não estar ocorrendo de forma adequada. Como saber?
?? Avaliando além do MTHFR, ácido fólico, vitamina B12, B6 e homocisteína. Em alguns casos, a suplementação nutracêutica é uma importante forma de tratamento, incluindo a administração do metilfolato, B12 e B6.