Cesariana Perimortem – o Caso mais importante de minha carreira médica

 

 

 

Em junho de 2017 recebi em conjunto com minha equipe integrada, uma bonita homenagem na Câmara de Vereadores do Recife, proposta pelo advogado Wilson e o vereador Benjamim da Saúde. Seguem alguns vídeos sobre este dia.

https://www.youtube.com/watch?v=kIP2pXVgR9k&t=7s

 

https://www.facebook.com/benjamimgoncalvess/videos/1801597206817315/


 

cesarianaperimortemobg

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Eu queria poder agradecer cada pessoa que elogiou nosso trabalho (EM EQUIPE), compartilhou os links dos diversos vídeos e fotos sobre o assunto, das queridas clientes que relembraram o meu acompanhamento. Foi muita gente, eu teria de realmente deixar até de trabalhar por alguns turnos para tentar responder. Mas a vida segue, o trabalho normal diário continua
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??Orgulho demais, porém com a mesma humildade e simplicidade. Continuo com a mesma rotina diária. Tenho plena consciência do meu ato quando da realização daquela cesariana perimortem, mas não estaria colhendo os louros da vitória se eu não contasse com profissionais de saúde brilhantes como já venho citado desde minha primeira postagem sobre o assunto
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??O maior legado de tudo isso é ter seguido em frente. Ousar quando muitos se ausentam, trabalhar em equipe quando muitos se dividem, insistir no que é correto por mais que seja difícil e desgastante. Meu muito obrigado a todos e mais uma vez a TODOS QUE PARTICIPARAM DAQUELE MOMENTO INESQUECÍVEL, MEU SINCERO RECONHECIMENTO DA IMPORTÂNCIA DE TODOS QUE ESTAVAM LÁ!!!
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??Se por acaso alguém que fez parte ou que tenha interesse em acompanhar a repercussão seguem os links dos assuntos
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A reportagem do ne10 e do bem-estar exibidas no dia 06/02/2017 revelaram para a mídia local e nacional o nosso trabalho

Reportagem do NETV 

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A entrevista no dia 11/02/2017 para o Diário de Pernambuco com a querida Sílvia Bessa, uma mulher com uma sensibilidade enorme, conseguiu relacionar minha história de vida com tudo o que aconteceu. Eu acredito que realmente os diversos percalços no caminho foram capazes de me preparar para que neste dia para que eu tivesse coragem de tomar a atitude certa, no lugar certo e no minuto certo. Foi o parto mais humanizado da minha vida. clique aqui http://www.impresso.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/cadernos/emfoco/2017/02/11/interna_emfoco,163168/o-incrivel-encontro-do-doutor-glaucius.shtml

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A matéria do fantástico de 12/02/2017  me emocionou bastante

https://globoplay.globo.com/v/5647540/

 

Recentemente, soube que a história também repercutiu internacionalmente clique aqui  http://www.dailymail.co.uk/health/article-4219860/Mother-baby-resuscitated-DYING-labour.html
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eumicheleesandra

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Um parto bem diferente, a maior emergência de minha carreira médica, pouquíssimos minutos para tomada de decisão de uma cesariana para salvar a vida da mãe e do bebê. Cesariana perimortem (quando ocorre após uma parada cardíaca materna e durante a reanimação cardíaca) é privilégio de poucos obstetras, principalmente com resultados positivos para a mãe e para a bebê
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Graças a Deus e a uma equipe de assistência INTEGRADA (#equipetopdasgalaxias), médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, maqueiros, todos os funcionários do Hospital Memorial Guararapes trabalharam neste caso inesquecível. Este sim foi verdadeiramente um exemplo do atendimento SUS que acredito!!!
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Não tem preço que pague a gratidão de ver mãe e filha saudáveis, inclusive em aleitamento materno, sem nenhuma sequela depois que tudo o que aconteceu
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Cada nascimento, uma história. E a história delas será lembrada pra todo o sempre
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??Está prevista uma reportagem sobre o caso no programa bem-estar da Globo na próxima segunda-feira 6 de fevereiro de 2017, exatamente um mês depois!!!
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Foto autorizada pela cliente e sua mãe. Acabei me tornando muito próximo a esta família, tornei um amigo. Só tenho um instagram que é mais voltado (mas não necessariamente 100%) para a parte profissional. Considerar este post como pessoal, uma simples foto com uma família MUITO querida por mim, uma foto de amigos, ISSO PODE!!!
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Endometriose

Georgia Gabriela fala sobre sua pesquisa para facilitar o diagnóstico da endometriose – expondo as portas que se abriram a partir dessa iniciativa. Empreendedora social, sonhadora e apaixonada por ciência, tecnologia, engenharia, línguas, música e causas sociais. Sua luta é pela melhoria da qualidade de vida da sua comunidade, em Feira de Santana / Bahia. Voluntária desde a quinta série do Ensino Fundamental, liderou diversas campanhas e fez acordos com o governo local para o desenvolvimento de um projeto de entretenimento para crianças carentes. Atualmente é coordenadora local e trainee do Estudantes Pela Liberdade, uma ONG internacional que incentiva grupos de estudantes a desenvolverem ações que promovam a liberdade individual e do Conectados Pela Liberdade, que fornece palestras online com grandes pensadores brasileiros. Nos últimos três anos tem trabalhado em um projeto que visa garantir dignidade para milhões de mulheres carentes que sofrem de endometriose no Brasil e no mundo.

 

 

Vídeo interessante sobre endometriose

 

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*?Nos EUA ??, uma operadora de plano de saúde traçou uma política a respeito da solicitação de testes genéticos sobre a metilação do DNA, particularmente no metabolismo da metioninan(homocisteína e ácido fólico)
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?Os polimorifsmos da Metilenotetrahidrofolato redutase (MTHFR), metionina sintetase (MTR), metionina sintetase redutase (MTRR), cobalamina redutase (MMADHC) e cistationa ?-sintase (CBS) estão relacionados com as funções das respectivas enzimas, MTHFR, MTR, MTRR, MMADHC e CBS, que desempenham um papel na conversão do aminoácido homocisteína (Hcy) em metionina (além de outras funções)
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?Quando cópias anormais dos genes estão presentes, elas podem resultar na redução da função da enzima, levando a níveis elevados de homocisteína. Níveis anormalmente elevados de Hcy no sangue têm sido associados a várias doenças crônicas, como:
?transtorno de déficit de atenção / hiperatividade (TDAH),
?doença cardiovascular,
?epilepsia,
?dor de cabeça,
?sintomas e condições gastrointestinais,
?distúrbios psiquiátricos,
?osteoporose e
?doença de Parkinson
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?Testes genéticos para anormalidades nos genes MTHFR, MTR, MTRR, MMADHC e CBS foram propostos para várias finalidades:
• Diagnosticar ou avaliar o risco de doença em indivíduos sintomáticos;
• Rastreio do risco de doença em indivíduos assintomáticos (isto é, rastreio geral de saúde);
• Decisões diretas de tratamento (por exemplo, suplementação nutricional).
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*?Se eles se preocupam com isso lá nos EUA ?? por que não nos preocupamos aqui no Brasil ??? É preciso entender melhor o ciclo da metilação do DNA, seu funcionamento e sua aplicação na prática médica
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#dnamethylation #polimorfismosgenéticos #MTHFR #MTR #MTRR #CBS #metilaçãododna #ginecologiaintegrativaefuncional

 


Estudo prospectivo de coorte sobre consumo de carne e peixe e risco de endometriose

Apenas 2 estudos de caso-controle examinaram as associações entre o consumo de carne e o risco de endometriose com resultados inconsistentes. O consumo de produtos de origem animal tem o potencial de influenciar o risco de endometriose através dos efeitos nos níveis de hormônios esteróides.

Objetivo
Procuramos determinar se a maior ingestão de carne vermelha, aves, peixes e frutos do mar está associada ao risco de endometriose confirmada por laparoscopia.

Desenho de estudo
Um total de 81.908 participantes do prospectivo Nurses ‘Health Study II foram acompanhados de 1991 a 2013. A dieta foi avaliada por meio do questionário de frequência alimentar a cada 4 anos. Modelos de riscos proporcionais de Cox foram usados ??para calcular taxas de taxa e intervalos de confiança de 95%.

Resultados
Durante 1.019.294 pessoas-anos de acompanhamento, foram notificados 3800 casos de endometriose incidente confirmada por laparoscopia. Mulheres consumindo> 2 porções / dia de carne vermelha tiveram um risco 56% maior de endometriose (intervalo de confiança de 95%, 1,22–1,99; P <0,0001) em comparação com aqueles que consomem ? 1 porção / semana. Esta associação foi mais forte para carnes vermelhas não processadas (taxa de razão, 1,57; intervalo de confiança de 95%, 1,35-1,83 para ?2 porções / d vs ?1 porções / semana; P <0,0001), particularmente entre mulheres que não relataram infertilidade ( P = 0,0004). As mulheres na categoria mais alta de ingestão de carne vermelha processada também tiveram um risco maior de endometriose (razão de taxa, 1,20; intervalo de confiança de 95%, 1,06-1,37 para ?5 porções / semana vs <1 porção / mês; P = 0,02). A ingestão de aves, peixes, moluscos e ovos não teve relação com o risco de endometriose.

Conclusão
Nossa análise prospectiva entre enfermeiras americanos na pré-menopausa sugere que o consumo de carne vermelha pode ser um importante fator de risco modificável para a endometriose, particularmente entre mulheres com endometriose que não relataram infertilidade e, portanto, mais propensas a apresentar sintomas dolorosos. Estudos de intervenção dietética bem desenhados entre mulheres com endometriose podem ajudar a confirmar essa observação.

Fonte: https://doi.org/10.1016/j.ajog.2018.05.034


Além da terapêutica com a progesterona, o tratamento da endometriose também pode ser realizado por alguns fitoterápicos. Segue um artigo que avaliou o resveratrol como uma opção terapêutica para endometriose.

A endometriose é caracterizada pela existência de tecido endometrial e estroma externo ao útero. Apesar da alta prevalência, a etiologia da endometriose permanece indefinida. A busca pelos compostos mais promissores para o tratamento da endometriose levou à identificação do resveratrol.

O resveratrol, uma fitoalexina polifenólica derivada de plantas, demonstra efeitos benéficos para a saúde de amplo espectro, incluindo antiproliferativos, anti-inflamatórios, antineoplásicos e antioxidantes. Devido a estas propriedades e sua ampla distribuição nas plantas, o resveratrol é proposto como um grande potencial para o tratamento da endometriose.

Em modelos animais de endometriose, a suplementação com resveratrol apresentou resultados benéficos, pois diminuiu o número e o volume de implantes endometriais, reprimiu a proliferação, a vascularização, a inflamação, a sobrevivência celular e aumentou a apoptose. Por outro lado, o tratamento com resveratrol em estudos in vitro, reduziu a invasão de células estromais endometrióticas (CES) e suprimiu suas respostas inflamatórias.

Nos últimos anos, as relações entre fatores dietéticos e endometriose tornaram-se um tópico de interesse principalmente por causa da observação de que a dieta pode influenciar a endometriose através de efeitos na inflamação, atividade estrogênica, ciclicidade menstrual, contratilidade do músculo liso, funções imunológicas e metabolismo de prostaglandinas.

O agente natural resveratrol, um polifenol, isolado das raízes e frutos de muitas plantas é considerado um poderoso antioxidante, pode prevenir ou retardar a progressão de uma grande variedade de doenças associadas à idade, como o câncer, por exemplo, que compartilha algumas características da endometriose. As atividades antitumorais do resveratrol são mediadas por vários mecanismos e incluem inibição da proliferação em associação com parada do ciclo celular, indução de apoptose e diferenciação, redução da inflamação e da angiogênese e inibição da adesão, invasão e metástase. Considerando que várias dessas vias são relevantes para a fisiopatologia da endometriose, esta revisão pretende interpretar os estudos in vitro e em animais existentes sobre resveratrol e endometriose, com vistas a mecanismos subjacentes que forneçam uma justificativa para testar o resveratrol clinicamente em populações humanas.

A atratividade de substâncias que ocorrem naturalmente no tratamento da endometriose tem aumentado nos últimos anos. A este respeito, o resveratrol tem sido extensivamente investigado em relação aos seus mecanismos moleculares e celulares subjacentes. Os efeitos protetores do resveratrol contra a endometriose são mediados por uma rede de várias vias de sinalização celular que, por sua vez, causam supressão da proliferação em lesões endometrióticas, indução de apoptose, redução da inflamação, angiogênese e estresse oxidativo e inibição da adesão e invasão. Com base em muitos estudos clínicos, o resveratrol é considerado farmacologicamente bastante seguro.

No entanto, estudos futuros são necessários :

(1) para avaliar a eficácia do resveratrol e sua segurança a longo prazo em pacientes endometrióticos, e

(2) para entender melhor seus mecanismos exatos de ação na endometriose

 2017 Jul;91:220-228.

DOI: https://doi.org/10.1016/j.biopha.2017.04.078


endometriose

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#CASOS CLÍNICOS INTERESSANTES – GINECOLOGIA
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?Cliente encaminhada por um colega com visão integral e funcional para avaliação ginecológica: Chegou com os seguintes diagnósticos:
?Endometriose (com lesão endometriótica)
?Síndrome dos Ovários Policísticos
?Hipovitaminose D
?Hiperhomocisteinemia
?Disbiose Intestinal
?Hipotireoidismo
?Miocardiopatia
?Doença Celíaca
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?Estava fazendo uso de progestágeno (uma medicação que é semelhante à progesterona que a mulher produz porém com estrutura molecular diferente e com vários efeitos indesejáveis como por exemplo diminuição da libido e inchaço / ganho de peso) contínuo para não menstruar
Tipo assim: já que a menstruação é dolorosa, vamos parar a menstruação com medicação e seus efeitos colaterais. Está correto? Não!!!
Que tal entender por que a menstruação é dolorosa, melhorar os hábitos de vida e restabelecer a fisiologia, tratando a dominância estrogênica com o uso da Progesterona (com estrutura molecular igual à que a mulher produz) na segunda fase do ciclo menstrual, associada a mudança de hábitos e alguns nutracêuticos?
Faz sentido, é fisiológico e acredite no óbvio: DÁ CERTO!!!
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Cliente entrou no meu consultório depois deste tratamento e disse: muito obrigado doutor, minha menstruação não está mais dolorosa, estou me sentindo muito bem e a ultrassonografia transvaginal está normal, sem nenhuma lesão da endometriose
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E eu respondi: parabéns, muito feliz e orgulhoso por você, tem gente que não acredita nisso, sabia? Tem ginecologista prefere apenas passar progestágeno para SOP ou endometriose ou outro anticoncepcional (mais antifisiológico que o progestágeno), aliás eu lhe confesso que eu e diversos ginecologistas no mundo aprendemos assim. Mas graças a Deus, a Medicina é uma arte e a nossa “pintura” foi a sua melhora clínica!!!
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#riomartradecenter3sala1010#consultóriodrglauciusnascimento #sop#endometriose #progesterona#progesteronanãoéprogestágeno#dominânciaestrogênica


 

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Artigo publicado no Jornal Americano de Ginecologia e Obstetrícia (AJOG), julho 2016, relaciona o envolvimento da microbiota intestinal na patogênese da endometriose. A microbiota intestinal é importante como barreira a vários agravos à saúde
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Ter uma boa flora intestinal possibilita uma defesa adequada contra infecções, responsável pela digestão e absorção de nutrientes, promove angiogênese e reparo epitelial, além de ser importante na produção de vitaminas e neurotransmissores
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Estudos experimentais têm mostrado que mudanças na microbiota intestinal contribui para o desenvolvimento e progressão de algumas doenças como doença inflamatória intestinal, artrite, psoríase e até mesmo câncer
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A microbiota intestinal influencia não apenas o processo inflamatório envolvido na gênese da endometriose. Há influência também na produção de estrogênios. Disbiose intestinal aumenta os níveis de estrogênios circulantes que estimulam o crescimento das lesões endometrióticas
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Os primeiros estudos demonstraram agora que a composição da flora intestinal correlaciona-se com o número e proporções de células tronco e progenitoras na medula óssea, sugerindo um papel modulador da microbiota na homeostase de células tronco
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?? Cuidar do seu intestino é prevenir patologias infecciosas, psíquicas e inflamatórias, como a endometriose. A alimentação funcional, o gerenciamento do estresse e do sono, prática de atividade física e a suplementação de probióticos consituem importantes ferramentas para o tratamento INTEGRAL da sua flora intestinal.


 

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  • Um tempo atrás troquei um papo bem legal com meu amigo @dr.andrevinicius e descobri que sua linha de pesquisa no mestrado era sobre qualidade de vida para mulheres portadoras de endometriose. Achei muito interessante porque ele está utilizando o Endometriosis Health Profile Questionnaire (EHP-30), um questionário já validado e conhecido por diversos países e que foi introduzido no Brasil inicialmente em 2006 através da Dissertação de Mestrado em Medicina pela UFRGS, da Dra. Cláudia Vieira Mengarda.
    ? Este questionário já foi traduzido e validade pela autora há 10 anos, mas na minha humilde opinião ainda está sendo pouco utilizado. Confesso que sequer conhecia este tipo de instrumento, mas depois de ler alguns artigos, além da dissertação de mestrado que já relatei, considerei-o de fundamental importância para a avaliação das clientes portadoras de endometriose.
    ? Aí eu me lembrei de uma cliente que atendi hoje, de outra que atendi semana passada, de outra que vou me lembrar por toda a vida, enfim, como ginecologista (e qualquer profissional que acompanhe estas clientes) tenho vários casos de endometriose que precisam ser avaliados como um todo.
    ? A partir de agora, utilizarei esta preciosa ferramenta para avaliação mais detalhada a respeito da cliente portadora de endometriose: São:
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    ??30 perguntas centrais sobre qualidade de vida
    ??5 perguntas sobre a influência da endometriose no trabalho
    ??2 perguntas sobre a relação da endometriose na relação da cliente com os filhos
    ??5 perguntas sobre a influência da endometriose nas relações sexuais
    ??4 perguntas em relação aos sentimentos da cliente para com os médicos que a acompanham
    ??3 perguntas em relação ao tratamento e .
    ??4 perguntas sobre a eventual preocupação sobre a dificuldade de engravidar. .
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    ??Nos meus cálculos são pelo menos 53 perguntas sobre frequência (nunca, raramente, algumas vezes, muitas vezes e sempre) cujas respostas propiciarão não apenas o entendimento da ENDOMETRIOSE (comumente avaliada apenas por exames de imagem, videolaparoscopia e exames de laboratório), mas A CLIENTE QUE POSSUI A ENDOMETRIOSE.
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  • Quer saber mais?
  • ??Dissertação de Mestrado de Cláudia Vieira Mengarda https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/13680/000652503.pdf?sequence=1
  • ??Artigo de Cláudia Vieira Mengarda http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v30n8/03.pdf
    ??Artigo de Portugal: http://www.actamedicaportuguesa.com/revista/index.php/amp/article/view/5778/4453
    ??Outro artigo que traduziu para o chinês http://humrep.oxfordjournals.org/content/28/3/691.full.pdf
    ??32 artigos científicos com os termos “Endometriosis Health Profile Questionnaire” http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Endometriosis+Health+Profile+Questionnaire

 

 

Uroginecologia

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Estudo de referência sobre de lesão do assoalho pélvico avaliada por ultrassonografia translabial tridimensional, diretamente de Jerusalém – Israel
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?Foram avaliadas mulheres primíparas (primeiro parto) com lesões de esfíncter anal (EA) de de terceiro e quarto graus, diagnosticadas clinicamente, para avaliar a taxa de lesão do músculo levantador do ânus (MLA) e comparadas com mulheres primíparas sem lesões do EA
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?As mulheres primíparas que realizavam parto na maternidade de referência com diagnósticos lesão intraparto do EA de terceiro ou quarto graus, reparadas, foram recrutadas para realização de ultrassonografia transperineal tridimensional da anatomia do assoalho pélvico, incluindo os compartimentos anterior e posterior
?Primíparas com partos vaginais não complicados foram recrutados como um grupo de comparação
?Os prontuários das pacientes foram examinados, seus antecedentes maternos, o parto e os detalhes neonatais foram extraídos para todos os pacientes
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?Noventa e quatro mulheres com lesões do esfíncter anal foram recrutadas para o grupo de estudo e 464 mulheres com partos vaginais normais constituíram o grupo de comparação
?Os grupos apresentaram diferenças significativas nas taxas de avulsos do MLA: 38 de 94 mulheres (40,4%) no grupo de estudo versus 75 de 464 (16,2%) no grupo de comparação (p <0,001, odds ratio de 3,53, 95% de confiança Intervalo, 2,18-5,7
?A circunferência cefálica neonatal diferiu significativamente entre os grupos de estudo e comparação (média ± DP, 34,5 ± 1,3 cm no grupo de estudo versus 33,9 ± 1,3 cm no grupo de comparação, P = 0,005), assim como o peso ao nascer (3322 ± 430 g No grupo de estudo versus 3169 ± 458 g no grupo de comparação, P = 0,007)
?Os grupos não diferiram quanto à idade materna, à idade gestacional ao parto, ao segundo estágio do parto e às taxas de anestesia peridural, episiotomia e extração por vácuo.
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?Os pesquisadores deste estudo concluíram que as lesões do EA intraparto do terceiro e quarto graus estão associadas à avulsão do MLA. O conhecimento dos danos complexos do assoalho pélvico pode permitir o encaminhamento rápido para medidas preventivas secundárias (fisioterapia) para estes danos


 

usguroginecos

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??Todo Congresso, você separa algumas aulas que são marcantes para o eu aprendizado
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??Do ponto de vista de novidades (para mim), a aula sobre ultrassonografia 3D na avaliação do assoalho pélvico foi muito legal. Eu que pensava que a USG translabial se destinava apenas para avaliação intraparto, agora aprendi outra forma de utilização na prática médica
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??Não sou uroginecologista, mas considero que a avaliação ultrassonográfica perineal é importante, sobretudo nas mulheres que tiveram partos normais, afinal, pode predizer futuros problemas relacionados à Incontinência Urinária, por exemplo pela identificação de lesões na musculatura do assoalho pélvico
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O artigo acima postado descreve a boa reprodutibilidade do método diagnóstico ultrassonográfico (USG Translabial), inclusive escrito pelo grupo de pesquisadores brasileiros (da UNIFESP e USP de Ribeirão Preto), um dos quais, o Prof. Edward, autor do artigo foi quem proferiu a palestra aqui no Congresso da SBUS. Muito bom!!!
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Fonte: http://www.medultrason.ro/assets/Magazines/Medultrason-2016-vol18-no3/ARTICOLE-DOI/12originalaraujo.pdf

Tireoide e Gravidez


2018 21 de março: 1-4. doi: 10.1080 / 09513590.2018.1451836.

Efeito do tempo de iniciação do tratamento com levotiroxina no hipotireoidismo subclínico na gravidez .

Zhao L et. al

Resumo

O objetivo deste estudo é estimar o impacto de tempo na reposição de levotiroxina entre mulheres grávidas com hipotireoidismo subclínico (HSC). Noventa e oito gestantes diagnosticadas como HSC no primeiro trimestre foram divididas aleatoriamente em três grupos:

  • Grupo A, levotiroxina iniciada imediatamente após o diagnóstico;
  • Grupo B, tratamento administrado no segundo trimestre e
  • Grupo C, sem receita médica.

A incidência de complicações na gravidez e os resultados adversos na gravidez foram comparados entre os três grupos e a análise de subgrupos foi realizada estratificada com o status de TPO no Grupo B.

  • O grupo A apresentou menor taxa de gravidez complicações (9,7%) e desfecho adverso (3,2%) que Grupo B (41,9% e 32,3%) e Grupo C (64,5% e 38,7%).
  • O grupo de tratamento de início tardio compartilhou uma complicação comparável e resultado materno com mulheres não tratadas (p = 0,075 e 0,596, respectivamente).
  • Depois de estratificados com o status de TPOAb no Grupo B, as mulheres com TPOAb + tiveram uma complicação notavelmente menor (14,2%) e taxa de desfecho adversa (7,1%) em comparação com os indivíduos negativos (64,7% e 45%, respectivamente).

Nossos dados sugerem que a levotiroxina administrada no primeiro trimestre foi associada à diminuição do risco de evento obstétrico adverso. Além disso, mulheres grávidas com TPOAb positivo também podem se beneficiar da terapia com hormônios tireoidianos, mesmo iniciada no segundo trimestre.

PALAVRAS-CHAVE:

Hipotireoidismo subclínico ; TPOAb; desfechos adversos; levotiroxina; gravidez


2018 17 de fevereiro. Doi: 10.1111 / cen.13575. [Epub ahead of print]

Impacto do TSH durante o primeiro trimestre da gravidez em complicações obstétricas e fetais: Utilidade do valor de corte de 2,5 mUI / L.

Resumo

OBJETIVO:

Uma associação de resultados da gravidez com hipotireoidismo subclínico foi relatada; no entanto, ainda existe uma forte controvérsia sobre se o hipotireoidismo subclínico deve ser tratado ou não. O objetivo do estudo foi avaliar a associação de complicações maternas e fetais com os valores de tireotropina materna no primeiro trimestre (TSH).

DESENHO:

Um estudo retrospectivo em um único hospital terciário foi realizado.

PACIENTES:

Um total de 1981 mulheres grávidas foram estudadas durante 2012.

AFERIÇÕES:

A triagem universal de tirotrofina (TSH) foi realizada entre 9 e 12 semanas de gestação. Os resultados incluíram complicações fetais-maternas e parâmetros de saúde do recém-nascido.

RESULTADOS:

  • A mediana do TSH foi de 1,72 (0,99 a 2,61) mUI / L.
  • A incidência de perda perinatal, aborto espontâneo e natimorto foi de 7,2%, 5,9% e 1,1%, respectivamente.
  • A mediana de TSH de mulheres com e sem aborto espontâneo foi de 1,97 (1,29-3,28) vs 1,71 (0,96-2,58) mUI / L (P = 0,009).
  • A incidência de pré-eclâmpsia foi de 3,2%;
  • O TSH nessas mulheres foi de 2,10 (1,40-2,74) vs 1,71 (0,98-2,59) mUI / L naqueles sem (P = 0,027).
  • O TSH em mulheres com distocia em trabalho de parto foi de 1,76 (1,00-2,53) vs 1,68 (0,94-2,59) mUI / L em quem deu à luz com progressão normal (P = 0,044).
  • Mulheres com TSH 2,5-5,1 mUI / L tiveram um risco maior de perda perinatal [OR 1,589 (1,085-2,329)], abortamento [OR 1,702 (1,126-2,572)] e parto prematuro [OR 1,39 (1,013-1,876)], ajustado pela idade da mãe.
  • Não houve associação com os demais desfechos analisados.

CONCLUSÕES:

Existe uma associação positiva entre o TSH materno no primeiro trimestre da gravidez e a incidência de perda perinatal e aborto espontâneo. O valor de corte do TSH de 2,5 mUI / L identificou mulheres com desfechos adversos mais elevados na gravidez .

PALAVRAS-CHAVE:

TSH; desfechos fetais; hipotireoidismo ; desfechos maternos; gravidez ; triagem universal

 

 

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O objetivo deste estudo publicado em maio de 2011 pela Gynecological Endocrinology foi investigar o resultado da gravidez em pacientes após tireoidectomia. Salienta-se que existem poucos estudos que avaliaram resultados perinatais (e até de gestacionais) em mulheres submetidas à tireoidectomia.

Foi realizado um estudo retrospectivo comparando o desfecho da gravidez das mulheres pós tireoidectomia total (n: 50), pacientes com hipotireoidismo por outros motivos (n: 1015) e gravidez sem hipotiroidismo (n: 200,000)

Resultados:

  • Uma associação linear significativa foi documentada entre os três grupos e os desfechos adversos, como
    • Descolamento da placenta (6,1% no grupo total de tireoidectomia, 1,0% no hipotireoidismo e 0,8% no grupo não hipotireoidismo, p = ,002)
    • Parto cesariano (33,3% Na tireoidectomia total, 30,4 no hipotireoidismo e 14,4% no grupo do não-hipotiroidismo; p< 0,001)
  • A tireoidectomia total foi associada de forma independente ao descolamento placentário e ao tratamento da fertilidade na análise multivariável com controle da idade materna.
  • Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos em termos de resultados perinatais, como o baixo índice de Apgar no Primeiro minuto (6,1% versus 4,5% e 4,3%; p = 0,846) e no Quinto minuto (3,0% vs. 0,6% e 3,0%; p = 0,198); Mortalidade perinatal (0,0% vs. 0,9% e 0,01%; p = 0,293).

Conclusões. A mulheres submetidas a tireoidectomia total e as mulheres com hipotireoidismo devido a outras razões estão em maior risco de resultados obstétricos adversos, enquanto o risco é maior para as gravidezes com tireoidectomia total em comparação com o hipotireoidismo devido a outros motivos.

Minhas  Considerações:

Não dá pra considerar que o hipotireoidismo não exerce influência na gravidez. Se eu baseado na literatura científica atual e experiência clínica obstétrica tenho muito cuidado no acompanhamento de gestantes ou tentantes portadoras de hipotireoidismo subclínico, imagine de hipotireoidismo clínico e mais ainda do hipotireoidismo secundário à tireoidectomia. É claro que deve ser diferente. Inclusive a transformação de T4 em T3 deve ser sempre questionada e depende de diversas selenoproteínas. Estas selenoproteínas dependendem do Zinco, que também está relacionada com o Cobre. E para a produção de hormônio tireoideano, o iodo é fundamental (em doses fisiológicas). E toda a miltiplicação cellular para a fertilidade e gravidez depende das reações de metilação, que por sua vez são dependentes de vitaminas do Complexo B, vitamina D e Ômega 3. Assim, faz sentido que a suplementação nutracêutica da mulher pós-tireodectomia deve ser completamente diferenciada.

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Tabela 1: Notar a dose elevada de Levotiroxina em portadoras de Hipotireoidismo pós tireoidectomia.

*Não há correlação com a Triiodotironina (T3) nem como com a admninstração de outros nutracêuticos importantes no metabolismo dos hormônios tireoideanos

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Tabela 3 demonstra os fatores de risco obstétricos dos grupos Pós Tireoidectomia, Hipotireoidismo e o Grupo Controle. Os riscos maiores do grupo tireoidectomia foram tratamentos para infertilidade, parto prematuro, descolamento de placenta, gravidez gemelar e ruptura prematura das membranas amnióticas.

WhatsApp Image 2017-07-09 at 10.01.05Tabela IV que evidencia os riscos de pacientes pós tireoidectomia com risco maior de tratamentos para fertilidade, descolamento de placenta e gravidez em idade avançada

 

 

 


 


tireoideegravidez

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Novo Guideline da Associação Americana de Tireoide estabeleceu 97 recomendações e respondeu 111 perguntas comuns para quem acompanha as doenças da tireoide na gravidez e na lactação
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Todo profissional de saúde deve estar atualizado com este consenso, ainda que discorde de diversas recomendações. Um trabalho científico, ainda que de excelente qualidade, pode não mudar completamente a conduta do profissional de saúde, mas traz diversas reflexões
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?O Guideline me ajudou muito a refletir sobre a importância do iodo nas doses recomendadas, do tratamento do hipotireoidismo subclínico, sobre como diagnosticar e tratar, enfim, são tantos questionamentos que tenho que não daria pra compilar por aqui
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Por outro lado, o rastreamento da doença tireoidiana na gravidez não é recomendado de rotina no Guideline, não há evidência científica a favor ou contra, a evidência é insuficiente, desta forma não recomenda o rastreio. Porém, a Recomendação 97 relaciona as situações nas quais tal rastreamento deve ser realizado
?História de hipo ou hipertireoidismo, ou sinais e sintomas de disfunção tireoidiana
?Anticorpos Anti Tireoperoxidase positivos ou presença de bócio
?História de radiação na cabeça ou no pescoço e cirurgia na tireoide
?Idade maior que 30 anos
?Diabetes mellitus tipo 1 ou outras doenças autoimunes
?História de perdas estacionais, parto prematuro ou infertilidade
?Multiparidade (múltiplas gravidezes)
?História familiar de doença autoimune ou disfunção tireoidiana.
?Obesidade Mórbida
?Uso de amiodarona ou lítio ou administração recente de contraste radiológico iodado
?Residir em área de moderada ou severa insuficiência iódica
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?Realmente não sei quais locais no Brasil temos insuficiência iódica. Não temos um trabalho tão amplo para avaliar a concentração urinária do iodo de acordo com a particularidade de cada estado e grupo populacional. Avaliar a concentração urinária de iodo é menos prática do que a avaliação do TSH. Além disso, minha população em geral é de alto risco, com histórico de abortamentos e partos prematuros, por exemplo. Assim, continuarei avaliando a função tireoideana no primeiro, segundo e terceiro trimestres da gestação

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Artigo de 2016 sobre reposição dos hormônios tireoideanos inicia elencando as principais causas de hipotireoidismo:
??Deficiência de Iodo
?? Tireoidite Autoimune (Hashimoto ou tireoidite pós-parto)
?? Tireoidite Subaguda
?? Tireoidite iatrogênica secundária a tireoidectomia a radioterapia ou pós iodo radioativo
?? Hipotireoidismo congênito
?? Hipotireoidismo secundário ou central
?? Hipotireoidismo secundário a drogas como: amiodarona, propiltiouracil, lítio, interferon e inibidores da tirosina quinase
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?? Negligenciamos bastante esta glândula tão importante para o funcionamento do nosso corpo e relacionada com o metabolismo geral. Os valores da normalidade de vários exames laboratoriais são baseados apenas na curva de Gauss, que representa os valores de 95% da população. Admite-se assim que existem 95% de pessoas normais, sem se basear em aspectos clínicos, laboratoriais e de imagem. Mas quais os valores ideais destes hormônios ?
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?? Um bom funcionamento da tireóide e de outros órgãos é fundamental para a saúde do ser humano
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?? Deficiência de iodo ainda é bastante frequente e pouco diagnosticado porque a avaliação laboratorial por iodúria ou iodo salivar não é realizada de rotina. Na gestação e lactação a suplementação iódica é recomendada.
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?? Necessitamos de curvas de normalidade para a população brasileira de diversos exames laboratoriais
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?? Outros nutrientes como selênio e zinco necessitam ainda de investigação. Algumas selenioproteínas são responsáveis pelo metabolismo dos hormônios da tireoide.
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?? A tirosina é um amnoácido importante na formação dos hormônios tireoideanos
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Por que um ginecologista deve saber sobre a glândula tireoide?
?? Porque ele deve prestar atenção integral à saúde da mulher. Várias patologias ginecológicas e obstétricas estão relacionadas com alterações na glândula tireoide. Porque ele também estudou fisiologia bioquímica, semiologia e patologia como todo médico, deve pelo menos entender o funcionamento normal desta glândula relacionar com a clínica apresentada pela paciente
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Este trabalho de Israel (Gynecological Endocrinology, Maio de 2011, número 27 (5) páginas 314-318) avaliou os resultados perinatais em grávidas após tireoidectomia
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??Trata-se de um estudo retrospectivo que comparou os resultados das gravidezes de 50 mulheres após tireoidectomia total (T0), 1015 portadoras de hipotiroidismo (hT) e 200.000 mulheres sem hipotiroidismo, o grupo controle (C)
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??Descolamento prematuro da placenta foi mais observado no grupo T0 (6,1%), que nos grupos hT (1,0%) e C (0,8%)
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??Não houveram diferenças estatitiscamente significativas entre os três grupos para alguns resultados perinatais como baixo índice de APGAR no primeiro e quinto minutos e na mortalidade perinatal
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??O grupo hT apresentou mais distúrbios hipertensivos (9,8%) que os grupos T0 (6,1%) e C (6,2%)
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??O grupo hT apresentou mais diabetes gestacional (12,6%) que os grupos T0 (0%) e C (0,8%)
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??O grupo T0 apresentou mais gravidez gemelar (15,2%) que os grupos hT (6,2%) e C (3,3%)
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??O estudo conclui informando que mulheres após tireoidectomia e com hipotiroidismo estão com um risco mais aumentado de resultados obstétricos adversos do que as gestantes sem hipotiroidismo
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Post com o intuito não de assustar, mas de conscientizar as gestantes portadoras de hipotiroidismo ou após tireoidectomia e seus profissionais a buscarem a melhor forma de tratamento e principalmente pela mudanças do estilo de vida, pois acredito que tal medida é fundamental para os ÓTIMOS RESULTADOS OBSTÉTRICOS E PERINATAIS. Mude, melhore sua alimentação, seu gerenciamento do estresse e do sono, pratique atividade física bem supervisionada e tenha uma gravidez saudável. É o que desejo do fundo do coração??!!!

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? De forma integrativa, em primeiro lugar é necessário não apenas otimizar a função tireoideana, mas a saúde da cliente como um todo. Afinal, quais foram os fatores de risco que levaram ao câncer de tireóide e sua consequente tireoidectomia? Como melhorar o estilo de vida da sua paciente? Assim, além da otimização hormonal tireoideana, faz-se necessário avaliar os seguintes pilares da medicina Integrativa/funcional:
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Ansiedade: o gerenciamento do estresse é fundamental nestes casos, pois a glândula adrenal pode “jogar contra” o tratamento e prejudicar os resultados. Fitoterápicos, medidas comportamentais (meditação, ioga) e outros nutracêuticos podem ser utilizados
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Gerenciamento do sono: mudança de hábitos para uma boa higiene do sono, fitoterápicos e nutracêuticos podem ser utilizados
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Alimentação: uma alimentação saudável, functional é o tratamento universal. Evitar produtos industrializados, pró-inflamatórios, corantes, conservantes e acidulantes. “Que o nosso alimento seja o nosso medicamento”
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Suplementos Nutracêuticos: selênio, zinco, iodo, magnésio, vitamina D, B12, metilfolato, dentre outros podem ajudar bastante
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?Atividade física: também é um importante pilar do tratamento integrativo, com o detalhe que deve ser muito bem supervisionada durante a gravidez e com atenção especial no primeiro trimestre, periodo em que pelo risco de abortamento, a atividade física deve ser suspensas ou modificada por atividades físicas de menor intensidade
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Bom funcionamento instestinal e uma boa microbiota intestinal: pode constituir um importante alicerce como mecanismo de barreira, para produção de neurotransmissores e consequente redução de doenças inflamatórias / autoimunes
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Bons profissionais: um verdadeiro time jogando a favor, com condutas discutidas em conjunto pode ajudar bastante. Vale ressaltar o papel da principal personagem desta história: a própria gestante!!!
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Acompanhar casos de gestação de alto risco requer um esforço maior, mas é muito gratificante. Muitas vezes temos de nos atualizar e buscar novas estratégias para uma conduta mais adequada. Em muitos casos não se tem uma conduta pré-estabelecida, precisa raciocinar muito e em certos casos até inovar
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??Qual a melhor conduta nos casos de gestantes após tireoidectomia?
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??Muitas delas utilizam doses altas de levotiroxina (T4) e como na gravidez há uma maior necessidade dos hormônios tireoideanos para o adequado desenvolvimento do embrião/feto, pode ocorrer um desequilíbrio em geral com aumento do Hormônio Estimulante da Tireóide (TSH)
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??O ajuste muitas vezes é complicado porque tradicionalmente o tratamento é realizado com T4 isolada. Só que em alguns casos, é observado um maior aumento da forma inativa do hormônio tireoideano, a triiodotironina reversa (T3r) e uma diminuição da triiodotironina (T3) que é o hormônio biologicamente ativo. Provavelmente a conversão de T4 a T3 está alterada, o que pode ser inferido por tratamento inadequado com necessidade de se acrescentar o T3, necessidade de selênio ou de iodo (em doses fisiológicas)
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??São pacientes que podem se beneficiar com uma avaliação mais detalhada da função tireoideana, pela avaliação dos exames específicos da tireoide, bem como da avaliação do iodo ou mesmo do selênio, outros antioxidantes e principalmente com a mudança do estilo de vida.
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??O acompanhamento deve ser personalizado e bem avaliado com equipe transdisciplinar: obstetra, endocrinologista, nutricionista e/ou nutrólogo e psicólogo, dentre outros quando necessários .

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Mais um estudo demonstra a importância da vitamina D para as doenças auto-imunes. Este trabalho de maio/junho de 2016 observou que 93% dos pacientes (n 100) com anticorpos anti tireoperoxidase (TPO) positivos, apresentaram insuficiência de Vitamina D (parâmetro utilizado no trabalho para insuficiência foi < 75nmol/L que equivale a < 30ng/dl) enquanto que 74% dos mesmos eram deficientes de vitamina D (parâmetro utilizado no trabalho para insuficiência foi < 50nmol/L que equivale a < 20ng/dl).
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Porém, o que mais chamou atenção foi a redução dos títulos dos anticorpos anti TPO para os pacientes que foram randomizados e tratados com 60.000U de Vitamina D por mês na análise posterior dos níveis séricos de vitamina D que aumentaram após o tratamento.
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O trabalho reconhece na discussão a importância da vitamina D em doenças auto-imunes como artrite reumatoide, lúpus, doença de Chron, Colite ulcerativa, diabetes tipo 1 e esclerose múltipla. Conclui que a deficiência de vitamina D é muito comum em pacientes com doenças auto-imunes da tireóide e que a suplementação de vitamina D está associada com um efeito benéfico na autoimunidade pela redução significativamente estatística dos níveis de Anticorpos Anti-TPO.
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Fonte: http://www.ijem.in/temp/IndianJEndocrMetab203391-8011902_221519.pdf


 

Medicina Fetal – Artigos Científicos e Casos Interessantes

O Primeiro Equipamento de Ultrassonografia no Brasil foi adquirido pelo Dr. Paulo Gonçalves da Costa em 1973, médico ginecologista e obstetra, que realizava seus exames pioneiros no país no seu consultório particular, conhecido como antigo casarão da Rosa e Silva.

No livro intitulado “A História da Ultrassonografia no Brasil” escrito por Hugo Campos Oliveira Santos, Waldemar Naves do Amaral e colaboradores, em 2012, um trecho do pensamento do Dr. Paulo Costa é relatado abaixo

“Eu sinto orgulho de ser o pioneiro da ultrassonografia no Brasil. Minha luta não foi nada fácil, no início as pessoas até desconfiaram que a ultrassonografia pudesse fazer mal ao feto. Mas hoje, acho que a ultrassonografia é essencial para o diagnóstico por imagem em várias áreas de atuação, principalmente para a Ginecologia e Obstetrícia e Medicina Fetal e pode, sem dúvidas, evoluir sempre mais.”

Há mais de 45 anos, um ginecologista e obstetra de Recife iniciou suas atividades do consultório utilizando a ultrassonografia. Deveria ser algo mais corriqueiro nos consultórios de ginecologia e obstetrícia. Trata-se de uma das mais importantes ferramentas de diagnóstico em Ginecologia e Obstetrícia, o principal método de diagnóstico por imagem da mulher.

Antigamente, a ultrassonografia em Obstetrícia chamava atenção por permitir o cálculo de forma mais precisa da idade gestacional. Hoje com as novas tecnologias é possível o diagnóstico antenatal de defeitos congênitos, rastreio e prevenção de patologias obstétricas e fetais, avaliação da vitalidade fetal, além da realização de procedimentos cirúrgicos guiados pela ultrassonografia.

Eu sonho em um dia a prática da ultrassonografia seja mais comum nos consultórios ginecológicos, bem como na consulta de pré-natal e que o ginecologista e obstetra ou qualquer outro médico especialista saia da residência médica realizando os exames ultrassonográficos básicos da sua especialidade. Mesmo remando contra a maré, considero a luta muito válida contra o sistema porque se alguém começou aqui em Recife, outros precisam continuar. A prática da ultrassonografia associada à minha especialidade Ginecologia e Obstetrícia fez uma enorme diferença para estabelecimentos de condutas mais oportunas para as minhas clientes (e seus bebês). Eu não tenho dúvidas de que esse é o melhor e mais correto caminho.


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?O objetivo deste estudo foi identificar fatores prognósticos pré-natais de resultados neonatais em casos de intestino ecogênico fetal (IEF).
?Metodologia: Um estudo retrospectivo em três centros de referência terciária, incluindo intestino ecogênico fetal durante um período de 10 anos (de janeiro de 2003 a dezembro de 2013). A ecogenicidade do intestino fetal foi classificada de 1 a 3, de acordo com a definição de Slotnick. Os achados ecográficos associados, como dilatação intestinal, anormalidades da vesícula biliar, calcificações, anormalidades extra-abdominais, restrição de crescimento intrauterino (CIUR) e diminuição do volume de líquido amniótico, se presentes também foram registrados. Seguiu-se a evolução ultrassonográfica da IEC
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A evolução ultra-sonográfica foi considerada favorável se fosse estável ou decrescente e desfavorável se a ecogenicidade do intestino aumentasse ou se surgiram resultados ultrassonográficos adicionais. Os recém-nascidos tiveram um exame pediátrico na sala de parto e após a alta da maternidade. Um resultado foi considerado bom no caso parto termo de um recém-nascido com exame clínico normal e eliminação de mecônio.
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?RESULTADOS:
?Os dados completos sobre resultados da gravidez estavam disponíveis para 409 gestações
?338 recém-nascidos tiveram resultados sem intercorrências (82,6%)
?4 casos de aneuploidia (1 caso de trissomia do 13, 1 caso de trissomia do 18 e 2 casos de triploidias)
?16 casos de infecções congênitas
?9 casos de fibrose cística e
?11 casos de anormalidades intestinais
?Após uma análise multivariada, descobrimos que o grau ecográfico do intestino ecogênico não era um fator prognóstico de resultado neonatal
?O intestino ecogênico fetal isolado teve uma chance de aumento de 6,6 vezes de resultados sem intercorrências
?Notavelmente, a evolução ultrassonográfica favorável e idade gestacional tardia no momento do diagnóstico são fatores prognósticos independentes e bons de bons resultados neonatais
?Nenhum dos 180 fetos com intestino ecogênico fetal isolado e evolução ultrassonográfica favorável apresentaram resultados adversos
?Entre estes de resultados adversos: 4 casos (0,98%) de aneuploidia, 17 casos (4,2%) de infecções congênitas e 9 casos (2,2%) de fibrose cística também foram diagnosticados. Não foram relatados casos de síndrome de Down
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?CONCLUSÃO: Nosso estudo mostra que o grau não deve ser considerado um fator prognóstico de resultados neonatais. Nossos dados sugerem a necessidade de reavaliar o conceito de amniocentese sistemática. A evolução ultrassonográfica do intestino fetal é um fator prognóstico independente e forte para bons resultados neonatais. Também define melhor o pronóstico IEF.

 


 

Intestino fetal hiperecogênico

O intestino fetal hiperecogênico é uma observação em imagens de ultrassonografia pré-natal, em que o intestino fetal parece ser mais brilhante do que deveria ser. É um marcador leve para a trissomia 21 (Síndrome de Down) e tem várias outras associações. Quando observado, ele precisa ser interpretado no contexto de outras anormalidades associadas

Epidemiologia:
A incidência estimada é relatada para variar entre 0,2-1,8% dos fetos do segundo trimestre.

Patologia:
A causa do intestino fetal ecogênico é incerta, embora tenha sido postulado que está relacionado à perda de líquido meconizado . Note-se que o mecônio pode se tornar ecogênico no terceiro trimestre. Também pode ser causada por hemorragia intra-amniótica, que posteriormente é engolida pelo feto.

É mais comum no quadrante inferior direito do feto.

Associações
O intestino ecogênico pode ser uma variante normal / achado isolado em até cerca de 70% dos casos.

As associações reconhecidas incluem:
?hemorragia intra-amniótica : com a deglutição subsequente dos produtos sanguíneos
esta é considerada uma das causas mais comuns de intestino fetal ecogênico e pode ocorrer após uma amniocentese ou desprendimento placentário
?trissomia 21 (~ 15%)
?menos comumente associado à trissomia 13 , trissomia 18 e síndrome de Turner
?Infecção por citomegalovírus intrauterina : (~ 15%)
?fibrose cística: 2-11% dos casos de fibrose cística pode ter uma associação maior se houver dilatação intestinal concomitante
?restrição do crescimento intra-uterino (CIUR) : (~ 5%)
?Óbito fetal intrauterino (OFIU): risco 9x aumentado particularmente se os níveis séricos de alfa-fetoproteína também forem elevados. Alguns dados sugerem que intestino ecogênico ocorre antes de 30 semanas, quando há subseqüente OFIU
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Avaliação radiográfica – Ultra-sonografia pré-natal
Para ser verdadeiramente “intestino ecogênico”, ele deve ser mais brilhante que o osso (por exemplo, fêmur, coluna vertebral), e isso deve ser demonstrado em uma imagem com configurações de ganho apropriadas. A imagem harmônica dos tecidos e a imagem composta também devem ser desligadas.
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Existe um sistema de classificação ecográfica para avaliar o grau de ecogenicidade, embora isso não seja comumente usado na prática clínica.
grau 0: isoecoico ao fígado
grau 1: ligeiramente hiperecoico ao fígado ou inferior ao osso
grau 2: moderadamente hiperecoico comparado ao fígado ou como ecogênico como o osso
grau 3: marcadamente hiperecoico comparado ao fígado ou superior ao osso

Se há dificuldade para discernir se o intestino é tão ecogênico quanto o osso, pode-se diminuir progressivamente o ganho de imagem para ver qual estrutura desaparece primeiro.

?Tratamento e prognóstico
O intestino ecogênico isolado está associado a um desfecho normal em 75% dos casos. O achado de hiperecogenicidade intestinal deve incluir, quando disponível, um estudo de ultra-som para avaliar quaisquer anomalias associadas, encaminhamento para aconselhamento genético, sorologia TORCH , teste de portador de fibrose cística e oferta de amniocentese.
No 3º trimestre, o intestino contendo mecônio pode parecer ecogênico como um achado normal. Peritonite meconial : calcificações grosseiras, pseudocistos estão relacionados com achados ecográficos de intestino fetal hiperecogênico
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Fonte: Radiopedia. Autores: Dr. Dan J Bell ? e A.Prof Frank Gaillard ? ? et al.


??Nesta semana recebemos um resultado bem especial. Foi colhido o Teste de Triagem Pré-Natal Não Invasivo (NIPT) para cromossomopatias (Síndrome de Down, Edwards, Patau, Klinefelter e Turner) e microdeleções
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??Uma cliente minha com 42 anos de idade realizou ultrassonografia comigo cuja translucência nucal (TN) foi alterada e o ducto venoso também. Em duas semanas repetiu a ultrassonografia com outro colega também especialista em Medicina Fetal. Pra nossa surpresa (e de forma positiva), o ducto venoso estava desta vez normal, mas a TN permaneceu alterada. Decidimos realizar o NIPT
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??O resultado evidenciou baixo risco para cromossomopatias, ou seja, o resultado que a gente gosta de realmente informar
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?Agora os procedimentos mudaram. Se por acaso eu já queria aconselhar a realização de uma amniocentese genética para diagnóstico de cromossomopatias, uma vez que o NIPT foi normal não há a necessidade do exame invasivo
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#medicinafetal #fetaledicine#translucêncianucal #ductovenoso #NIPT#obstetríciaintegrativaefuncional#ginecologiaintegrativaefuncional#cadanascimentoumahistória#milagresqueaobstetríciameproporcionou#medicinafetalpernambuco#medicinamaternaefetal #perinatologia

 


medicinafetal

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?NIPT é a sigla de Non-Invasive Prenatal Testing, ou seja, um teste (ou triagem) não invasivo para diagnóstico pré-natal de defeitos congênitos, cujos mais frequentes são:
?Trissomia do 21 (Síndrome de Down)
?Trissomia do 13 (Síndrome de Patau)
? Trissomia do 18 (Síndrome de Edwards)
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?Também é possível através deste exame o diagnóstico de defeitos congênitos nos cromossomos sexuais cujos mais frequentes são:
?Monossomia do X (Síndrome de Turner – 45-X0)
?Trissomia do X (47-XXX)
?Síndrome de Klinefelter (47-XXY)
?Síndrome de Jacobs (47-XYY)
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?É possível ainda o diagnóstico de MICRODELEC?O?ES E OUTRAS TRISSOMIAS, como as si?ndromes de DiGeorge, Angelman, Prader-Willi, delec?a?o 1p36, Wolf-Hirschhorn y Cri-du-chat e as trissomias dos cromossomos 16 e 9.
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?A grande vantagem é o diagnóstico poder ser realizado através da análise do sangue materno, ou seja não é invasivo, isso porque para este diagnóstico era mais frequente a realização de cariótipo fetal do líquido amniótico por amniocentese (punção do líquido amniótico) ou por por biópsia de vilo corial (punção de tecido placentário)
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?A grande desvantagem ainda é o custo do exame que deve ser oferecido aos casais que desejam esta investigação, clientes com fatores de risco como idade avançada ou diagnóstico antenatal de alterações sugestivas de defeitos congênitos como alteração no exame morfológico do primeiro trimestre, mais frequentemente identificados através da translucência nucal
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?No congresso Pernambucano de Ginecologia e Obstetrícia, minha amiga, Pollyana Soledade (@pollyanasoledadede) uma aula sobre NIPT
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#riomartradecenter3sala1010#consultóriodrglauciusnascimento #isuog#fetalmedicine #medicinafetal #nipt


 

3d
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Artigo publicado no Jornal de Perinatologia Médica, publicou em janeiro de 2017 considerou a avaliação da face fetal por ultrassonografia como um importante método de avaliação da função cerebral fetal. Seguem algumas informações relevantes do trabalho:
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?Fetos exibem várias expressões faciais: piscam, bocejam, chupa o dedo, mostram a língua, “fazem careta” e sorriem
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?A ultrassonografia em 4D pode avaliar tais expressões já no segundo trimestre da gravidez
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?Alguns fetos demonstram comportamentos emocionais como observado em bebês, crianças e adultos
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?As respostas fetais seletivas aos estímulos indicam um alto grau de desenvolvimento cerebral, que se reflete nas reações faciais
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?A face fetal com seus movimentos e expressões pode espelhar a função do cérebro fetal e o desenvolvimento durante diferentes estágios do feto no útero
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?A face fetal pode representar a chave para desvendar os segredos da função e desenvolvimento do cérebro fetal
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?A ultra-sonografia de quatro dimensões pode ser uma modalidade importante na pesquisa atual e futura sobre as expressões faciais do feto e auxiliar na avaliação da função cerebral fetal.
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Opinião de Obstetra, pai e ultrassonografista:
? Infelizmente, a ultrassonografia 4D depende da posição fetal, do equipamento de ultrassonografia, do operador, do biotipo da gestante, de paciência, tempo e muitas vezes de sorte!!!
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?Alguns bebês ficam o tempo todo com a mão na frente do rostinho, impossibilitando a avaliação que consideramos ideal. Considero ideal para avaliação da face fetal (e também do coração fetal), a ultrassonografia realizada entre 26 e 29 semanas de gestação, que muitas vezes denominamos ultrassonografia morfológica do terceiro trimestre!!!
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?É muito gratificante poder acompanhar a gestação sendo o médico que realiza as ultrassonografias e também que acompanha o pré-natal e o parto!!!
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#consultoriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010 #medicinaintegrativa#ginecologiaintegrativa #obstetriciaintegrativa#ultrassonografia #medicinafetal #fetalmedicine#ultrasound

 


acidofolico

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??Um importante Guideline nacional recomenda a ingestão suplementar se ácido fólico sintético na dose de 400ug pelo menos 30 dias antes de engravidar e até o terceiro mês de gestação para pacientes de baixo risco para Defeito Aberto do Tubo Neural (DATN), bem como de 4mg para as de alto risco
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??São elencados vários fatores de risco acima (na foto) que justificam a dose maior de ácido fólico. Dentre eles encontra-se o polimorfismo MTHFR
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??Porém, em relação ao MTHFR, seguem alguns questionamentos:
Se o teste do polimorfismo MTHFR não é oferecido de rotina, qual justificativa de oferecermos a menor dose?
Se o companheiro (esposo) também possuir este polimorfismo, não levará um risco maior de o embrião / feto possuir este polimorfismo e neste caso também ser considerado alto risco?
O ácido fólico não é importante para outras funções como tratamento (prevenção) de anemia, desenvolvimento do cérebro fetal, redução da Homocisteína (aminoácido marcador de inflamação)?
Outros nutrientes não seriam importantes no ciclo do acido fólico como vitamina B12, B6, D, colina, betaína e de repente teriam indicação de suplementar?
Por que depois da epidemia de Zika e Síndrome Congênita (microcefalia e outros defeitos congênitos) o Ministério da Saúde na nova caderneta da gestante de 2016 recomendou o uso de ácido fólico (na rede pública disponível apenas na dosagem de 5mg) durante toda a gestação?
Por que não se recomenda a dosagem de alguns nutrientes importantes no desenvolvimento fetal como vitamina b12, ácido fólico, e 25-OH-vitamina D? ?
Nas pacientes com polimorfismo MTHFR por que não suplementar a forma ativa do ácido fólico, conhecida como L-Metilfolato? ?
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??Polimorfismo MTHFR não é tão simples ou irrelevante como muitos imaginam. Mas é muito gratificante estudar, tratar e acompanhar estes casos muitas vezes resolvidos com a administração de nutracêuticos / polivitamínicos!
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#riomartradecenter3sala1010#consultoriodrglauciusnascimento #mthfr#dnamethylation #methylfolate #folicacid#acidofolico

 


 

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  • Um desenho esquemático da interface materno-fetal durante a gestação humana
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    Citotrofoblastos mononucleados invadem a parede uterina e a sua vasculatura residente (ampliação de imagem à direita). Durante este processo, eles transformam artérias espiraladas em vasos de grande calibre que perfundem a placenta. Suas vilosidades coriônicas, como árvores, são cobertas por sinciciotrofoblastos multinucleadas, que transportam uma variedade de substâncias para o feto, permitindo o crescimento fetal normal

 

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  • Embora haja muito progresso na compreensão das vias moleculares na placenta que estão envolvidas na fisiopatologia de distúrbios relacionados com a gravidez, existe uma diferença na utilização desta informação para o desenvolvimento de novas terapias com fármacos para melhorar o resultado da gravidez
    .
    Em 5-6 de março de 2015, foi realizado um workshop de 2 dias entitulado: “Origens placentárias de resultados adversos da gravidez: objetivos moleculares potenciais” para começar a resolver esta lacuna
    .
    Foi dada especial ênfase à identificação de vias moleculares importantes que poderiam servir como alvos de drogas e as vantagens e desvantagens de segmentação dessas vias particulares
    .
    Este artigo é um resumo do workshop. Um amplo número de tópicos foram abordados, que variou de biologia básica da placenta para ensaios clínicos. Isto incluiu a pesquisa na biologia básica da placentação, como a migração trofoblasto e remodelação da artéria espiral, e sensoriamento trofoblasto e resposta a agentes infecciosos e não infecciosos
    .
    Resultados da investigação nestas áreas será fundamental para a formulação do desenvolvimento de futuros tratamentos e para o desenvolvimento de terapias para a prevenção de uma série de distúrbios de gravidez de origem placentária que incluem pré-eclâmpsia, restrição de crescimento fetal e inflamação do útero
    .
    Foram apresentadoa os esforços clínicos em curso nos Estados Unidos e na Europa, sobre novas intervenções para pré-eclâmpsia e a restrição de crescimento fetal, incluindo agentes, tais como a suplementação oral de arginina, sildenafil, pravastatina, terapia gênica com fator de crescimento endotelial vascular e terapia de suplementação de oxigênio
    .
    Estratégias também foram propostas para melhorar o crescimento fetal pela valorização do transporte de nutrientes para o feto através da modulação de seus transportadores da placenta e os ataques de disfunção mitocondrial da placenta e do estresse oxidativo para melhorar a saúde da placenta
    .
    Os papéis de microRNAs e exossomos derivados de placenta, bem como RNAs mensageiros, também foram discutidos no contexto de seu uso para diagnóstico e como alvos de drogas
    .
  • O seminário discutiu o aspecto de perfis de segurança e farmacocinética de potenciais terapias existentes e novas, especialmente no contexto da gravidez .
    Foram discutidos também novos métodos para a entrega de drogas e durante a gravidez com a utilização de transportadores macromoleculares, tais como nanoparticulas e biopolímeros, para minimizar a transferência de fármaco placentária e a exposição do fármaco, portanto, ao feto
    .
    No fechamento, um tema importante que se desenvolveu a partir do workshop foi que a comunidade científica deve mudar seu pensamento da mulher grávida e seu feto como paciente população vulnerável para que o desenvolvimento de medicamentos deve ser evitada, mas sim ser pensado como uma população privada que precisa de intervenções terapêuticas mais eficazes
    .
    http://www.ajog.org/article/S0002-9378(16)00447-6/pdf

 

 

 

Ultrassonografia Intraparto

Eu defendo sim o uso da tecnologia em obstetrícia. Será a única forma de avançarmos numa assistência mais segura e consequentemente mais humanizada, afinal nada mais humanizado do que um um parto bem assistido, independente da via de parto, é um parto com resultados excelentes maternos e perinatais. A ultrassonografia intraparto inclusive mostrou-se como um método que aumenta as chances de um parto normal. Não faz sentido em 2018 (já não fazia sentido há muito tempo), acompanharmos uma paciente em trabalho de parto e não identificarmos a variedade de posição, a estimativa de peso fetal, o perfil biofísico e hemodinâmico fetal, com a utilização de Dopplerfluxometria, sequer entendermos de forma objetiva como ocorre o mecanismo do parto que assistimos. Realizamos diversas ultrassonografias no pré-natal e, de repente, no momento mais importante da vida de um indivíduo, o seu nascimento, esta monitorização não ocorre. Ao meu ver os equipamentos de ultrassonografia devem estar presentes em todas as maternidades. O preço que se paga por um equipamento e uma equipe bem treinada é muito menor do que o preço que se paga por um resultado materno e perinatal adverso. Saliento que não há evidência científica que sustente esta minha opinião, até porque poucos obstetras possuem equipamentos de ultrassonografia ou são habilitados para execução do exame e a única maneira de realmente entendermos este novo método de acompanhamento do trabalho de parto é praticando, afinal, até que se prove o contrário e mediante os trabalhos científicos atuais, a ultrassonografia intraparto tem trazido inúmeros benefícios. Também apoio a utilização da cardiotocografia anteparto, por motivos semelhantes ao que já escrevi. Seguem alguns artigos para profissionais de saúde, especificamente obstetras e ultrassonografistas sobre o tema.


Abaixo coloquei alguns vídeos para profissionais de saúde sobre o tema. Favor se inscrever no nosso canal do youtube, curtir e comentar os vídeos. Isso pode ajudar muitas pessoas pelo algoritmo do Youtube e me estimular a produzir mais informações de qualidade. 

Ultrassonografia no trabalho de parto – Pontos importantes do Guideline 2022 da WAPM e PMF

 


O Jornal Americano de Ginecologistas e Obstetras publicou uma série de de 10 artigos e 1 editorial sobre ultrassonografia intraarto, disponível no link https://www.ajogmfm.org/issue/S2589-9333(21)X0008-0 . Colocarei abaixo os artigos já traduzidos para o português, facilitando para algum profissional de assistência ao parto como eu que acredita na assistência ao parto guiada por ultrassonografia.

Ultrassonografia intraparto e medicina baseada em evidências: um casamento necessário, mas desafiador

Tullio Ghi, MD, PhD

DOI: https://doi.org/10.1016/j.ajogmf.2021.100428

Em 2021, a ultrassonografia entrou com segurança nas portas da enfermaria de parto, tornando-se um recurso adicional precioso para obstetras e parteiras para o gerenciamento do trabalho de parto. Esta tem sido uma revolução Copernicana para a obstetrícia, que é uma das artes médicas mais antigas da história e tem sido baseada há séculos nas únicas habilidades clínicas dos dedos e olhos.

Inicialmente, a ultrassonografia intraparto tem sido empregada principalmente transabdominalmente, com o objetivo principal de confirmar a apresentação do bebê: vértice, pélvico ou transversa e mais tarde, a posição do occipital fetal: anterior, posterior ou transversa.

Em vários estudos observacionais e alguns ensaios randomizados o uso do ultrassonografia provou ser muito mais confiável do que o exame vaginal na avaliação da posição fetal tanto na primeira quanto na segunda fase do trabalho de parto e particularmente quando essa avaliação é mais relevante, ou seja, antes de considerar ou realizar um parto vaginal operatório.

Atualmente, transabdominal A ultrassonografia é considerada o método padrão-ouro para o diagnóstico de apresentação fetal e posição no trabalho de parto.

Mais recentemente, a ultrassonografia transperineal foi introduzida como uma abordagem alternativa para avaliar e medir a estática fetal no canal do parto. A ultrassonografia transperineal intraparto demonstrou ser mais objetiva e reprodutível do que o exame clínico na avaliação da descida da cabeça fetal que pode ser quantificada com um ou mais parâmetros ultrassonográficos, incluindo ângulo de progressão, distância do cabeça-períneo,13 ângulo da linha média e distância da sínfise para a cabeça

Na última década, o uso da ultrassonografia intraparto tem visto uma popularidade crescente, especialmente entre os países de renda média e alta, e um grande interesse na comunidade científica surgiu pela utilidade potencial dessa técnica emergente na melhoria do gerenciamento do trabalho de parto lento. Uma série de estudos observacionais mostrou que, devido a um diagnóstico mais preciso da estática fetal, posição, atitude e progressão, a ultrassonografia transabdominal e transperineal tem um desempenho melhor do que o exame clínico na previsão da ocorrência de parto vaginal entre mulheres com fase ativa prolongada, aquelas com um segundo estágio prolongado, ou aquelas que se submeteram ao parto vaginal operatório.

Neste número especial do American Journal of Obstetrics and Gynecology MFM dedicado ao uso do ultrassom no trabalho de parto, você encontrará uma coleção de revisões de especialistas que resumem os conceitos mais recentes sobre ultrassom intraparto e reconhecem o valor agregado desta ferramenta na otimização do resultado do trabalho de parto. Alguns artigos revisam o papel da ultrassonografia no manejo de mulheres com um primeiro ou segundo estágio prolongado do trabalho de parto enquanto outros revisam como a ultrassonografia pode ajudar a decidir entre o parto vaginal e a cesariana operatórios.

Outros artigos revisam as aplicações emergentes do ultrassom antes ou durante o trabalho de parto, como a avaliação do assoalho pélvico, do colo do útero ou o Doppler fetal e sua associação com resultados maternos e perinatais.

Finalmente, apresenta-se o uso da ultrassonografia pós-parto no diagnóstico de lesão esfincteriana anal obstétrica.

Apesar dessa riqueza de dados e estudos, o teste mais desafiador para ultrassonografia intraparto, assim como para a maioria dos exames e intervenções, é o da medicina baseada em evidências (MBE). Os poucos ensaios clínicos randomizados que foram produzidos até agora mostraram que o uso da ultrassonografia intraparto não está associada a melhores resultados do trabalho de parto e parto e diminuição da morbidade e mortalidade materna e/ou perinatal em comparação com o atendimento padrão.

Isso pode se tornar uma grande decepção para os defensores dessa técnica, mas na era moderna, não podemos ignorar que os benefícios de uma nova estratégia médica devem ser validados por ensaios rigorosos antes que ela possa ser implementada na prática rotineira.

Vários erros foram cometidos no passado, quando uma nova técnica ou terapia logo foi adotada pelo sistema de saúde antes de descobrir que seu uso rendeu mais mal do que bem.

Não há dúvida de que o casamento entre ultrassom intraparto e MBE é desejável e deve ser perseguido por todos os meios, mas este é de fato difícil porque os requisitos rigorosos da noiva (por exemplo, MBE) não se dão bem com as características do noivo (por exemplo, ultra-som intraparto).

Uma avaliação sólida e convincente da utilidade clínica da ultrassonografia intraparto requer ensaios extraordinariamente grandes e protocolos padronizados para o gerenciamento do trabalho de parto.
Os poucos ensaios clínicos randomizados (ECRs) em ultrassonografia intraparto realizados até o momento tiveram números baixos, sofreram recrutamento lento e tiveram pouco poder de tirar conclusões sobre desfechos adversos relativamente pouco frequentes, como parto vaginal operatório reprovado e complicações maternas e perinatais. Isso deixa os clínicos em incerteza, oscilando entre a consciência de que, com a ultrassonografia intraparto, eles podem ser mais precisos na avaliação da cabeça e posição fetal e o fato de que essa precisão não provou impactar favoravelmente no resultado do trabalho de parto por ensaios randomizados.

Não tenho uma solução para facilitar o casamento entre ultrassom intraparto e MBE, mas deixo o leitor com algumas perguntas provocativas: um ECR é sempre necessário para adotar um novo método na medicina? Por exemplo, o maior ECR sobre fazer uma ultrassonografia do feto não mostrou benefícios maternos ou perinatais, mas todas as diretrizes da sociedade recomendam pelo menos uma ultrassonografia (geralmente ≥) na gravidez.

Podemos pular os requisitos da MBE quando a lógica parece apoiar o uso da ultrassonografia intraparto? A confirmação positiva de um ensaio foi necessária antes de iniciar o uso de ultrassom ao vivo na realização de uma amniocentese? É um risco endossar o uso da ultrassonografia intraparto no manejo do trabalho de parto anormal com base apenas na demonstração convincente de que a ultrassonografia é melhor do que os dedos na avaliação da estática fetal e da posição no trabalho de parto?


 
 

 2018 Jul;52(1):128-139. doi: 10.1002/uog.19072.

Diretrizes Práticas da ISUOG: ultrassonografia intraparto .

 
Comitê de Padronização Clínica
A Sociedade Internacional de Ultrassom em Obstetrícia e Ginecologia (ISUOG) é uma organização científica que incentiva a prática clínica sólida e o ensino e pesquisa de alta qualidade relacionados ao diagnóstico por imagem em saúde da mulher. O Comitê de Padronização Clínica da ISUOG (CPC) tem a missão de desenvolver Diretrizes Práticas e Documentos de Consenso como recomendações educacionais que forneçam aos profissionais de saúde uma abordagem baseada em consenso de especialistas, para diagnóstico por imagem. Eles pretendem refletir o que é considerado pela ISUOG como a melhor prática no momento em que foram emitidos. Embora a ISUOG tenha envidado todos os esforços para garantir que as Diretrizes sejam precisas quando emitidas, nem a Sociedade como nenhum de seus funcionários ou membros aceita qualquer responsabilidade pelas consequências de quaisquer dados, opiniões ou declarações imprecisas ou enganosas emitidas pelo CPC. Os documentos do CPC ISUOG não se destinam a estabelecer um padrão legal de cuidados, porque a interpretação das evidências que fundamentam as Diretrizes pode ser influenciada por circunstâncias individuais, protocolo local e recursos disponíveis. As Diretrizes Aprovadas podem ser distribuídas gratuitamente com a permissão do ISUOG (info@isuog.org).
 
FINALIDADE E ÂMBITO
O objetivo destas Diretrizes é revisar as técnicas de ultrassonografia realiadas durante o trabalho de parto e suas aplicações práticas, resumindo o nível de evidência do uso de ultrassonografia no trabalho de parto e para fornecer orientação aos profissionais sobre quando o ultrassom no trabalho de parto é clinicamente indicado e como os achados ultrassonográficos podem afetar o manejo do trabalho de parto. Não indicamos nem sugerimos que a ultrassonografia no trabalho de parto seja um padrão de cuidado necessário.
 
ANTECEDENTES E INTRODUÇÃO
 
Tradicionalmente, a avaliação e o gerenciamento de uma mulher em trabalho de parto são baseados em achados clínicos 1–7. O diagnóstico de parada do trabalho de parto e as decisões relativas ao momento ou tipo de intervenção dependem principalmente da avaliação digital da dilatação cervical, da estática fetal e e da variedade de posição da cabeça fetal 8–17. Entretanto, o exame clínico da da estática fetal e da variedade de posição da cabeça é impreciso e subjetivo 18-25, especialmente quando o caput succedaneum (bossa serossanguinolenta) dificulta a palpação das suturas e fontanelas.
 
O uso de ultra-som tem sido proposto para auxiliar no acompanhamento do trabalho de parto. Diversos estudos demonstraram que o exame ultrassonográfico é mais preciso e reprodutível do que o exame clínico no diagnóstico da estática fetal e da variedade de posição da cabeça fetal 19-33 e na predição de parada do trabalho 34–42. O exame ultrassonográfico pode, em certa medida, distinguir aquelas mulheres destinadas ao parto vaginal espontâneo e aquelas destinadas ao parto operatório 43-47. Além disso, há evidências crescentes de que a ultrassonografia no trabalho de parto pode predizer o resultado do parto vaginal instrumental 44–48.
 
O ultra-som em trabalho de parto pode ser realizado por meio de abordagem transabdominal, principalmente para determinar a posição da cabeça e coluna vertebral 49, ou uma abordagem transperineal, para avaliação da estática fetal e posição da cabeça fetal em apresentações mais insinuadas. Vários parâmetros ultrassonográficos quantitativos têm sido propostos para avaliar a estática craniana 30-32,34,35,40,42,43,50,51. Atualmente, não há consenso sobre quando a ultrassonografia intraparto deve ser realizada, quais parâmetros devem ser obtidos e como os achados ultrassonográficos devem ser integrados à prática clínica, a fim de melhorar o manejo do paciente.
 
IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE EVIDÊNCIA
A Biblioteca Cochrane e Centro de Registro Cochrane de Ensaios Controlados foram pesquisados para ensaios controlados randomizados relevantes, revisões sistemáticas e metanálises. Uma busca do Medline de 1966 a 2017 também foi realizada. A data da última pesquisa foi 30 de setembro de 2017. Além disso, os procedimentos relevantes da conferência e os resumos foram pesquisados. As pesquisas usaram os termos relevantes do MeSH, incluindo todos os subtítulos. Isto foi combinado com uma pesquisa de palavras-chave, incluindo: “ultrassonografia intraparto”, “ultrassonografia transperineal”, “estática fetal”, “posição occipital fetal” e “parto vaginal instrumental”. Quando possível, as recomendações nestas Diretrizes são baseadas e explicitamente ligadas a evidências de apoio. Detalhes dos graus de recomendação e níveis de evidência usados nestas Diretrizes são dados no Apêndice 1.
 
Objetivos da ultrassonografia intraparto
 
Estas Diretrizes tratam exclusivamente do uso de ultrassom em trabalho de parto para determinar a posição, posição e atitude da cabeça fetal. Todas as outras aplicações de ultrassom na sala de parto, como avaliação do comprimento ou dilatação cervical e estudos com Doppler fetal, não serão discutidos. Por enquanto, a ultrassonografia deve ser usada como método adjuvante e não como um substituto para o exame vaginal digital clinicamente indicado. Avaliação da posição da cabeça do feto e o conhecimento preciso da posição do occipício fetal no trabalho de parto é de suma importância.
• A posição occipital-posterior persistente está associada a maior risco de parto operatório 52 e morbidade materna e perinatal 53,54.
• A determinação correta da posição da cabeça é crucial antes da entrega instrumental. Um erro na avaliação da posição da cabeça pode resultar na colocação inadequada de vácuo ou fórceps, aumentando o potencial de lesão fetal e a taxa de falha do procedimento 55–58. O parto instrumental falho seguido pela cesárea está associado a um aumento do intervalo de decisão para o parto 59 e a um risco aumentado de trauma materno 60,61 e fetal 62-65.
 
Tradicionalmente, os médicos determinam a posição da cabeça do feto pela palpação da sutura sagital e das fontanelas anterior e posterior. Diversos estudos avaliaram a acurácia do diagnóstico clínico da posição da cabeça do feto, utilizando a ultrassonografia19-28 ou sistemas de tecnologia de rastreamento de posição66 como referência; a palpação digital foi considerada subjetiva. Estudos mostram consistentemente que o exame digital para determinar a posição da cabeça é impreciso, com uma taxa de erro variando de 20% a 70%, quando se considera a ultrassonografia como o padrão19 (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 1–).

A avaliação clínica por palpação tende a ser ainda menos precisa em casos de posição anormal da cabeça, como occipital posterior ou transversal, quando é mais provável a intervenção médica19,20,22,23 (LEVEL OF EVIDENCE: 2 ++).

Essa imprecisão pode ser exagerada pela presença de caput succedaneum e asynclitism, ambos freqüentemente associados a trabalho de parto obstruído. Vários estudos não conseguiram demonstrar uma diferença significativa na acurácia entre obstetras experientes e inexperientes19,21,22, embora esse achado tenha sido questionado por outros 20 (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 2+).

Vários estudos demonstraram a superioridade do ultrassom isolado ou em combinação com o exame digital na determinação precisa da rotação da cabeça do feto em comparação com o exame digital tradicional isolado 19–28,66 (LEVEL OF EVIDENCE: 1–).

Avaliação da estática da cabeça fetal

A estática da cabeça fetal é o nível da cabeça fetal no canal do parto em relação ao plano das espinhas isquiáticas maternas (a apresentação não-cefálica não é considerada nestas Diretrizes). O termo ‘encaixe da cabeça’ é usado quando a parte mais larga da cabeça passa pela entrada pélvica ou dois quintos ou menos da cabeça do feto é palpável no abdome, correspondendo à descida do plano biparietal da cabeça fetal até um nível abaixo daquele da entrada pélvica 67. No exame vaginal digital, a cabeça fetal é considerada encaixada quando a parte anterior do crânio atinge a linha ou o plano imaginário entre as espinhas isquiáticas maternas. Este plano da cabeça é referida como plano 0. Planos de cabeça superior ou inferior são expressas em centímetros acima (negativo) ou abaixo (positivo) deste plano de referência, respectivamente.

A subjetividade da avaliação digital transvaginal da cabeceira fetal foi demonstrada por Dupuis et al.18 (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 2+). Usando um simulador de nascimento equipado com um sensor, eles colocaram um manequim de cabeça fetal em estações definidas de acordo com o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, e um grupo de examinadores de vários níveis de experiência usou a palpação para classificar a cabeça do feto como alta, média pélvica, baixa ou saída. O erro médio de “categoria” foi de 30% para residentes e 34% para obstetras. Mais importante ainda, o diagnóstico incorreto de uma apresentação pélvica média, em vez de uma apresentação pélvica alta verdadeira, foi responsável pela maioria dos erros (88% e 67% por residentes e obstetras, respectivamente). Na prática clínica, tal erro de classificação pode afetar negativamente o acompanhamento do trabalho de parto.

O exame ultrassonográfico documenta objetiva e precisamente o plano da cabeça fetal no canal do parto29–33,35,47,68 (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 2+).

Uma série de parâmetros sonográficos tem sido sugerida para descrever o plano da cabeça fetal; estes demonstraram ter alta concordância intra e interobservador69-71 (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 2+).

Avaliação da descida da cabeça do feto (progressão)

Alguns estudos observacionais 36,37,39,72,73 sugeriram que a repetição dos exames de ultrassonografia para avaliar a mudança da cabeça ao longo do tempo (“progressão”) funciona melhor do que o exame digital ao documentar a descida da cabeça do feto e demonstrar trabalho de parto lento ou falta de progresso no primeiro e segundo estágios (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 2+).

Avaliação da atitude da cabeça fetal

A atitude da cabeça do feto é a relação da cabeça do feto com a coluna. O ultra-som provou ser útil na avaliação visual da atitude da cabeça do feto74,75 (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 2–) e no diagnóstico objetivo da má formação da cabeça do feto no trabalho de parto76-80 (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 3).

Técnica

A avaliação ultrassonográfica no trabalho de parto pode ser realizada por via transabdominal ou transperineal, dependendo do parâmetro que é o objetivo do exame (principalmente posição e estação / plano) e da indicação clínica. Uma máquina de ultra-som bidimensional equipada com uma sonda convexa, como a usada para ultrassonografia fetal transabdominal para biometria e avaliação da anatomia, é usada. Os requisitos sugeridos do equipamento para uso na ala de trabalho são: ele é rápido de inicializar e possui baterias com vida útil longa e que são rápidas de recarregar. Uma insonação de setores amplos e de baixa frequência (<4 MHz) é mais adequada para o ultra-som em trabalho de parto.

Avaliação da posição da cabeça fetal

A avaliação ultrassonográfica da posição da cabeça do feto é melhor realizada por imagem transabdominal nos planos axial e sagital 81. Colocando a sonda de ultrassom transversalmente no abdômen materno, obtém-se uma visão axial do tronco fetal ao nível do abdome superior ou do tórax fetal. A posição da coluna fetal pode então ser determinada. O transdutor de ultra-som é então movido para baixo até atingir a região suprapúbica materna, visualizando a cabeça fetal. Os pontos de referência que representam a posição do occipício fetal são as duas órbitas fetais para o occipício posterior, o eco cerebral da linha média para o occipital transverso e o próprio occipital e a coluna cervical para a posição occipital-anterior 81 (Figuras 1 e 2). O plexo coróide, que diverge em direção ao occipício, pode ser útil na determinação da posição da cabeça fetal47.


Figura 1 Ultrassonografia transabdominal (plano sagital) no feto com posição occipital-anterior. (Reproduzido de Youssef et al. 81.)

Figura 2 Ultrassonografia transabdominal (plano transverso) no feto com posição occipital posterior. (Reproduzido de Youssef et al. 81.)

As estruturas da linha média na cabeça fetal podem ser difíceis de visualizar em imagens transabdominais em planos mais baixos da cabeça fetal. A combinação de uma abordagem transabdominal com ultrassonografia transperineal pode ser recomendada nesses casos para a determinação precisa da posição.

A posição pode ser descrita representando um círculo, como um relógio (Figura 3): posições ? 02,30 he ? 03,30 horas devem ser registradas como transverso occipital esquerdo (LOT); posições ? 08,30 he ? 09,30 horas como occipital direito transverso (ROT); posições> 03,30 he <08,30 h devem ser registradas como occipital posterior; e posições> 09,30 he <02,30 h como occipital anterior25.


Figura 3 Classificação da posição do occipício fetal com base nas posições do ponteiro das horas no mostrador do relógio: posições ? 02,30 he ? 03,30 horas devem ser registradas como occipital transverso esquerdo (LOT) e posições ? 08,30 he ? 09,30 h como transverso occipital direito ( ROT). Posições> 03,30 he <08,30 h são occipital posterior (OP) e posições> 09,30 he <02,30 h são occipital anterior (OA) 92,93.
 

Avaliação do plano da cabeça fetal

A avaliação ultrassonográfica da do plano da cabeça fetal é melhor realizada por ultrassonografia transperineal no plano sagital mediano ou axial. A sonda é colocada entre os dois grandes lábios ou mais caudalmente, no nível do quarto, com a mulher em posição semirecente, com as pernas flexionadas nos quadris e joelhos a 45? e 90? graus, respectivamente. É essencial que a bexiga esteja vazia. No plano mediano sagital, os seguintes marcos anatômicos são claramente representados:
• articulação da sínfise púbica, como estrutura ecogênica oblonga, irregular; idealmente exibido em uma posição horizontal;
• crânio fetal, com tábua anterior e posterior.

O plano de referência tradicional da palpação vaginal, o nível das espinhas isquiáticas, não pode ser visto nessa visão. No entanto, há uma relação anatômica fixa entre a extremidade inferior da sínfise púbica e o plano inter-isquial: a linha infrapúbica é uma linha imaginária que se origina da extremidade caudal da sínfise púbica, perpendicular ao seu longo eixo, estendendo-se até a dorsal. parte do canal do parto. Em reconstruções tridimensionais de dados de tomografia computadorizada de uma pelve óssea normal feminina, a linha infrapúbica mostrou-se 3 cm acima do plano das espinhas isquiáticas 42,82-84.

Na imagem transperineal no plano mediano sagital, vários parâmetros têm sido propostos que usam a sínfise púbica como marco e ponto de referência para medições quantitativas. Três indicam a estação (plano) da cabeça diretamente: o ângulo de progressão (AoP), também chamado de “ângulo de descida” 40,43; a distância de progressão (PD) 30; e o posto de cabeça de ultrassom transperineal41. Outros indicam indiretamente: a distância cabeça-sínfise (HSD) é um parâmetro indireto que muda com a descida51; e a direção da cabeça indica a direção do maior eixo reconhecível da cabeça fetal em relação ao longo eixo da sínfise púbica42. Com rotação simples no sentido horário do transdutor em 90?, obtém-se um plano axial, no qual dois parâmetros adicionais podem ser avaliados e medidos: a distância cabeça-períneo (HPD) 34, como um marcador da estação de cabeça; e o ângulo da linha média (MLA) 31, que avalia a rotação da cabeça.

Direção da cabeça fetal.

A direção da cabeça, um marcador indireto da cabeceira, foi descrita pela primeira vez por Henrich et al.42 como o ângulo entre o maior eixo reconhecível da cabeça fetal e o longo eixo da sínfise púbica, medido em uma visão transperineal sagital mediana (Figura 5). Foi classificada categoricamente como “cabeça para baixo” (ângulo <0º), “horizontal” (ângulo 0º a 30º) e “cabeça erguida” (ângulo> 30º). Os autores notaram uma mudança facilmente identificável na direção da cabeça à medida que desce em direção ao assoalho pélvico, de baixo para horizontal, para cima. Head up imediatamente antes do parto vaginal operatório (OVD) correlacionado com um sucesso e relativamente fácil (poucas trações) procedimento.

Estação principal sonográfica.

A estação do ultrassom transperineal expressa o plano da apresentação cefálica convencionalmente usada para avaliação palpatória do progresso do trabalho de parto (cm acima ou abaixo do plano da espinha isquiática) e incorpora a curvatura do canal do parto. Requer a avaliação de: (i) direção da cabeça (ver acima) e (ii) a distância entre o plano infrapubico (3 cm acima do plano isquiático) e a parte óssea mais profunda ao longo da linha da direção da cabeça (Figura 6). Estação de cabeça de ultra-som transperineal foi comparada com outros parâmetros da estação de cabeça fetal. Embora seja mais complexo de medir (exigindo medições de ângulo e distância), correlacionou-se linearmente com o AoP facilmente mensurável: a relação entre esses dois parâmetros permite a conversão direta de medidas de AoP em centímetros na palpação convencional. escala (Tabela 1).

Tabela 1 Conversão entre o ângulo de progressão (AoP) e a estação do ultrassom transperineal (TPU)Adaptado de Tutschek et al.41. Estação de cabeça de TPU calculada usando fórmula obtida pela regressão da estação de cabeça sobre o ângulo de progressão (estação de cabeça de TPU (cm) = AoP (?) × 0.0937 – 10.911).

 

Ângulo de progressão (AoP) / ângulo de descida.

O AoP é o ângulo entre o longo eixo do osso púbico e uma linha a partir da borda mais baixa do púbis, tangenciada à parte óssea mais profunda do crânio fetal (Figura 4). Foi descrito pela primeira vez em 2009 40,43 e foi encontrado um parâmetro preciso e reprodutível para avaliação da descida da cabeça do feto 40,41,69,70 (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 2+). Duckelmann et al.72 demonstraram que a medida da AoP pode ser aprendida facilmente, independentemente do nível de experiência de ultrassonografia do clínico (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 2+). Em sua investigação de vários parâmetros diferentes, Tutschek et al.41 compararam o AO e a cabeça do ultrassom transperineal, constatando que o feto [a estação de cabeça 0 corresponde a um AO de 116? (Tabela 1).

Figura 4 Medição do ângulo de progressão, mostrando a colocação do transdutor e como o ângulo é medido (imagens cortesia de A. Youssef, E. A. Torkildsen e T. M. Eggebø).

Direção da cabeça fetal.

A direção da cabeça, um marcador indireto da cabeceira, foi descrita pela primeira vez por Henrich et al.42 como o ângulo entre o maior eixo reconhecível da cabeça fetal e o longo eixo da sínfise púbica, medido em uma visão transperineal sagital mediana (Figura 5 ). Foi classificada categoricamente como “cabeça para baixo” (ângulo <0º), “horizontal” (ângulo 0º a 30º) e “cabeça erguida” (ângulo> 30º). Os autores notaram uma mudança facilmente identificável na direção da cabeça à medida que desce em direção ao assoalho pélvico, de baixo para horizontal, para cima. Head up imediatamente antes do parto vaginal operatório (OVD) correlacionado com um sucesso e relativamente fácil (poucas trações) procedimento.

Figura 5 Direção da cabeça fetal: horizontal (esquerda) e cabeça para cima (direita).

Estação sonográfica da cabeça.

A estação do ultrassom transperineal expressa a cabeça na escala convencionalmente usada para avaliação palpatória do progresso do trabalho de parto (cm acima ou abaixo do plano da espinha isquiática) e incorpora a curvatura do canal do parto. Requer a avaliação de: (i) direção da cabeça (ver acima) e (ii) a distância entre o plano infrapúbico (3 cm acima do plano isquiático) e a parte óssea mais profunda ao longo da linha da direção da cabeça (Figura 6). ). Estação de cabeça de ultra-som transperineal foi comparada com outros parâmetros da estação de cabeça fetal. Embora seja mais complexo de medir (exigindo medições de ângulo e distância), correlacionou-se linearmente com o AoP facilmente mensurável: a relação entre esses dois parâmetros permite a conversão direta de medidas de AoP em centímetros na escala de palpação convencional escala (Tabela 1).

 
Figura 6 A estação da cabeça do ultrassom transperineal deve ser medida ao longo da linha da direção da cabeça. O ângulo de progressão (AoP), a distância cabeça-sínfise (HSD) e, como planos de referência, o plano infarrúbico mensurável e o plano isquiático inferido, também são mostrados (modificados de Tutschek et al.32).
 
Distância cabeça-períneo (HPD)
 
O HPD foi descrito pela primeira vez por Eggebø et al.34 (Figura 7). O transdutor deve ser colocado entre os grandes lábios (na porção posterior) e o tecido mole comprimido completamente contra o osso púbico. O transdutor deve ser inclinado até que o contorno do crânio esteja o mais claro possível, indicando que o feixe de ultrassom é perpendicular ao crânio do feto. O HPD é medido em um exame transperineal frontal como a menor distância do limite ósseo externo do crânio fetal ao períneo. Esta distância representa a parte do canal do parto ainda a ser passada pelo feto. As mulheres não acham essa compressão do tecido mole dolorosa 36. O HPD não pode ser comparado diretamente com a avaliação clínica da cabeceira fetal (de –5 a +5), pois o HPD não segue a curva do canal do parto 36. Tutschek et al. 32 verificaram que a cabeceira 0 corresponde a um HPD de 36 mm, Kahrs et al.47 encontraram a cabeceira 0 para corresponder a um HPD de 35 mm e Maticot-Baptista et al.85 encontraram um HPD de 38 mm para correspondem a média. Os limites de concordância para a variação da medição interobservador foram reportados como –8,5 a +12,3 mm
Figura 7 Medição da distância cabeça-períneo (HPD), mostrando a colocação do transdutor e como a distância é medida (imagens cortesia de S. Benediktsdottir, I. Frøysa e J. K. Iversen).
 
Ângulo da linha média (MLA)
 
MLA difere dos outros parâmetros, pois utiliza o ângulo de rotação da cabeça como um indicador do progresso do nascimento. Primeiramente descrito por Ghi et al.31, é medido no plano axial usando uma abordagem transperineal: a linha ecogênica interposta entre os dois hemisférios cerebrais (linha média) é identificada, e o MLA é o ângulo entre esta linha e o eixo ântero-posterior do pélvis materna (Figura 8). Eles encontraram uma correlação significativa entre a altura da cabeça avaliada clinicamente e a rotação como representada pela MLA. Após a exclusão dos casos occipit posteriores, eles encontraram uma rotação ? 45? para corresponder a uma cabeceira de ? +2 cm em 70/71 (98,6%) casos e uma rotação <45? para corresponder a uma cabeceira de ? +3 cm em 41/49 (83,7%) casos (P <0,001) (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 2+). Embora o MLA tenha sido originalmente descrito como um ângulo em relação à pelve materna, a posição da cabeça pode ser representada usando posições em um mostrador do relógio da mesma maneira descrita para imagens transabdominais.
 
Figura 8 Medição do ângulo da linha média, mostrando a colocação do transdutor e como o ângulo é medido.
 
Parâmetros adicionais para avaliar a estação da cabeça fetal
 
Dois outros parâmetros foram propostos para medir a estação da cabeça fetal no trabalho de parto: distância da progressão (PD) e distância da cabeça-sínfise (HSD). No entanto, eles não têm sido amplamente aplicados em pesquisas e sua utilidade clínica é menos bem estabelecida do que a dos outros parâmetros.
 
A PD foi descrita pela primeira vez como uma medida objetiva do envolvimento da cabeça do feto, tomada antes do início do trabalho de parto, por Dietz e Lanzarone30. É definida como a distância mínima entre a “linha infrapúbica” e a parte de apresentação (definida como a parte mais distal da curvatura hiperecogênica que significa o crânio fetal) (Figura 9). Como o AoP é mais fácil de medir do que o PD e explica a natureza curva do canal do parto, o que o PD não deve, o primeiro deveria ser preferido como uma medida do head station.
 
HSD é a distância entre a borda inferior do sínfise púbica materna e crânio fetal ao longo da linha infrapúbica (Figura 10). Como o espaço palpável entre o crânio fetal e a sínfise púbica materna é usado amplamente na prática clínica como uma proxy para a cabeça do feto, o HSD foi proposto por Youssef et al.51 como um marcador indireto de descida da cabeça do feto. Em uma coorte de fetos occipitais anteriores, este parâmetro se mostrou reprodutível51, mostrando uma correlação negativa linear com a estação palpável e tornando-se progressivamente mais curto à medida que a cabeça desce em direção ao assoalho pélvico (NÍVEL DE EVIDÊNCIA: 2+). Além disso, HSD foi mostrado para correlacionar com as outras medidas sonográficas da estação de cabeça fetal; correlaciona-se positivamente com o HPD e negativamente com o AoP32 (Figura 11). Pode ser medido apenas em estações abaixo da linha infrapúbica (ou seja, ? –3 cm).
Figura 9 Medição da distância de progressão
 
 
Figura 10 Medição da distância cabeça-sínfise (HSD), mostrando a colocação do transdutor e como a distância é medida. (Reproduzido de Youssef et al.51.)
 
INDICAÇÕES PARA AVALIAÇÃO ULTRASSONOGRÁFICA DO TRABALHO DE PARTO
• Progresso lento ou parada no primeiro estágio do trabalho de parto
• Progresso lento ou parada no segundo estágio do trabalho de parto
• Determinação da posição da cabeça do feto e da posição antes
considerando ou realizando parto vaginal instrumental
• Avaliação objetiva da má apresentação da cabeça fetal
 
 
 
RESUMO
A ultrassonografia em trabalho de parto ativo ainda não é amplamente utilizada, embora estudos tenham mostrado que ela é mais precisa e reprodutível do que o exame clínico. O ultra-som permite a medição objetiva e a documentação precisa das descobertas obtidas durante o exame. Vários parâmetros sonográficos podem ser utilizados durante o trabalho de parto para avaliar principalmente a posição e a posição da cabeça.
 
1. A estática fetal pode ser medida objetivamente, por exemplo, pelo Ângulo de Progressão (AoP) oupela Distância Cabeça-Períneo (HPD), para avaliar o status atual e como uma linha de base para medições longitudinais. Também pode ajudar a prever se o parto vaginal operatório (OVD) provavelmente será bem-sucedido.
  • A estática fetal deve ser avaliada transperinealmente, não transabdominalmente.
  • O HPD é simples de medir e é reproduzível.
  • O AO (em graus) equivale ao situação da cabeça expressa em centímetros, de –3 cm a +5 cm (a conversão direta é possível), e tem o potencial de ligar dados de ultrassom à avaliação tradicional por palpação.
  • HPD e AoP  correlacionam linearmente (para estação alta, isto é, maior que 0 a +1).

2. A posição da cabeça (e coluna) é avaliada com maior precisão pela ultrassonografia transabdominal do que pela palpação digital. O conhecimento da posição da cabeça em suspeita de atraso ou parada do trabalho de parto é importante. Antes do OVD, o conhecimento da posição da cabeça é essencial.

3. O Ângulo da linha média (MLA) é avaliada por ultrassonografia transperineal transversal e pode ajudar a decidir se o OVD pode ser tentada com segurança.

4. A direção da cabeça é avaliada por ultrassonografia transperineal e pode ajudar a decidir se o OVD pode ser tentada com segurança.

 

Existem duas situações principais nas quais a avaliação por ultrassonografia é provavelmente de uso particular em trabalho de parto.

1. Suspeita de atraso ou parada do primeiro ou segundo estágio. Recomendamos a medição de AoP ou HPD transperinealmente e avaliação da posição da cabeça transabdominalmente.

2. Necessidade potencial de desempenho de OVD. Recomendamos a avaliação da posição da cabeça pela ultrassonografia transabdominal e sugerimos a mensuração da cabeceira fetal por ultrassonografia transperineal. Os parâmetros ultrassonográficos mais confiáveis para prever o resultado do procedimento são HPD e AoP. O MLA e / ou a direção da cabeça também podem ser úteis para prever melhor a probabilidade de sucesso da extração.

 

O que sabemos e o que não sabemos
• Sabemos que o ultra-som permite um exame mais preciso da posição e da estática fetal do que o exame clínico.
• Sabemos que as mulheres preferem o ultra-som ao exame digital em trabalho de parto.
• Sabemos que a ultrassonografia transabdominal é mais comumente usada para avaliar a posição do fetal e a ultrassonografia transperineal pode ser usada para avaliar a situação da cabeça fetal
• Não sabemos como esse conhecimento impacta no manejo do trabalho e nos resultados maternos e neonatais.

RELATANDO
Se um exame ultrassonográfico for realizado em trabalho de parto, seus resultados devem ser adicionados às anotações clínicas do paciente. Para cada avaliação sonográfica, os seguintes dados devem ser anotados:
• Viabilidade fetal e frequência cardíaca
• Apresentação do feto (cefálica, transversal, pélvica, oblíqua)
• Se alguma parte da placenta é vista entre a parte que apresenta e o colo do útero
• Occipício e posição da coluna

Com base no julgamento do clínico, as seguintes os parâmetros ultrassonográficos transperineais podem ser acrescentados no segundo estágio do trabalho de parto, especialmente antes do OVD (em repouso ou durante a contração com o empurrão materno; isso deve ser observado):
• Ângulo de progressão (AoP)
• Distância cabeça-períneo (HPD)
• Direção da cabeça em relação à sínfise púbica
• Ângulo da linha média (MLA)


Recife 9 de janeiro de 2021

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*️⃣Segue o resumo do artigo publicado por pesquisadores da Itália, Inglaterra e Rússia com a DOI: https://doi.org/10.23736/S0026-4784.20.04698-5
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➡️Os eventos de hipóxia intraparto ocorrem mais comumente em gestações de baixo risco com fetos adequadamente crescidos
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➡️A monitorização intraparto contínua por meio de cardiotocografia não demonstrou redução na frequência de resultados perinatais adversos, mas foi associada a um aumento na taxa de cesarianas, principalmente entre mulheres consideradas de baixo risco
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➡️A evidência disponível da literatura sugere que as anormalidades no Doppler da artéria uterina e na relação entre o Doppler fetal cerebral e umbilical (ou seja, relação cérebro-placentária, RCP) estão associadas a condições de disfunção placentária subclínica que ocorrem em fetos que não conseguiram atingir seu potencial de crescimento independentemente de seu tamanho real
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✳️O que achei interessante no resumo:
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✅Mais e mais pesquisam avançam sobre o tema ultrassonografia intraparto, principalmente em relação à avaliação da vitalidade fetal e do próprio trabalho de parto
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✳️Depois de 20 anos exercendo a Obstetrícia e a Medicina Fetal no SUS e na Saúde Suplementar eu não tenho dúvidas de que a ultrassonografia representa uma excelente ferramenta que pode melhorar a qualidade da assistência obstétrica e consequentemente os desfechos maternos e perinatais. Cé possível estabelecer:
– O mecanismo do parto, calculando o ângulo de progressão
– A simples identificação da variedade de posição permitindo um auxílio no parto operatório
– Doppler cérebro-umbilical, das artérias uterinas, da veia umbilical estabelecendo um conhecimento adequado sobre a vitalidade fetal, o que chamamos de perfil hemodinâmico fetal
– Até o Doppler do ducto venoso acredito que será utilizado para avaliação do comprometimento fetal

🙏🏼 Não existe nada mais humanizado do que uma assistência obstétrica segura com desfechos maternos e perinatais positivos. Enquanto eu exercer a obstetrícia vou primar pela excelência, é preciso modificar a forma de gestar, de nascer e de cuidar
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#usgintraparto #intrapartumultrasound #ultrassonografiaintraparto


Estudo controlado aleatorizado de mulheres nulíparas (primeiro parto) de baixo risco no segundo estágio do trabalho de parto. Os pacientes foram alocados em um grupo auxiliado pela demonstração visual do progresso da cabeça fetal por ultrassonografia transperineal (Grupo A) ou no treinamento clássico sem a visualização por ultrassonografia (Grupo B). Os pacientes foram treinados nos primeiros 20 minutos do segundo estágio ativo em cada grupo por um obstetra

Os resultados primários do estudo incluíram a duração do segundo estágio ativo e as modificações do ângulo de progressão da cabeça fetal

Os resultados secundários incluíram a freqüência de parto operatório e as complicações do trabalho de parto

RESULTADOS:
Um total de 40 mulheres foram recrutadas para o estudo.

O grupo A em comparação com o grupo B resultou em uma fase ativa mais curta do segundo estágio (30 minutos [IQR: 24 – 42] vs 45 minutos [IQR: 39 – 55], p = 0,01) e em um aumento maior do ângulo de progressão nos primeiros 20 minutos de observação (13,5 ° [IQR: 9-20] vs 5 ° [IQR: 3-9,5], p = 0,01)

Nenhuma diferença foi encontrada nos resultados secundários.

*CONCLUSÃO
– Nossos dados preliminares sugerem que a ultrassonografia transperineal pode ser uma ferramenta útil durante o segundo estágio de trabalho ativo. São necessários mais estudos para confirmar a descoberta e definir melhor os benefícios dessa abordagem
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?Morales-Roselló J et. al em Ultrasound Obstet Gynecol. 2018 Mar 13. doi: 10.1002/uog.19044

 


 

A General Eletrics (GE) desenvolveu um vídeo educativo demonstrando como funciona a Ultrassonografia Intraparto:

https://www.youtube.com/watch?v=11eOtyqx2Vk&feature=youtu.be

 


 

      Este Vídeo mostra um pouco minha experiência com Ultrassonografia Intraparto e outros Procedimentos Cirúrgicos Guiados por Ultrassonografia, como cerclagem uterina, curetagem uterina e implante de DIU guiado por ultrassonografia. 

 

 


 

Recife, 2 de julho de 2017

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Mais um trabalho sobre ultrassonografia (USG) intraparto: Estudo longitudinal que investiga modificações cervicais durante o trabalho de parto usando um dispositivo de USG sem fio

O Objetivo deste estudo foi avaliar as modificações cervicais (dilatação e apagamento) utilizando um transdutor / equipamento portátil de USG sem fio

?Vinte e cinco mulheres em trabalho de parto participaram de uma comparação em série da dilatação, comprimento e espessura do colo uterino medidos durante a ultrassonografia transperineal intraparto usando um dispositivo de USG móvel com medidas de dilatação cervical e apagamento obtidas durante os exames digitais vaginais, o conhecido toque vaginal (TV)

?RESULTADOS:
?A USG intraparto mostrou forte correlação com TV na avaliação das alterações cervicais durante o trabalho de parto, incluindo a medição da dilatação cervical e da espessura (p <0,001)

?CONCLUSÃO
?O uso de um dispositivo de USG sem fio nos EUA é conveniente e pode ser vantajoso na sala de parto

MINHAS CONSIDERAÇÕES:
A assistência ao trabalho de parto necessita ser mais valorizada, pois se trata do momento mais importante de nossas vidas e como diria o obstetra Michel Odent, “se quisermos mudar o mundo precisamos melhorar a forma de nascer”. Uma boa assistência obstétrica reflete numa humanização do parto e nascimento. Aumentar a tecnologia na assistência ao parto pode melhorar os resultados maternos e perinatais. Negar novas formas de assistência ao parto é desvalorizar o procedimento, é uma impostura intelectual. Sem dúvida alguma, de acordo com as evidências atuais, a USG intraparto ao meu ver representa o melhor método de avaliação materna e fetal durante o trabalho de parto e parto, permitindo uma maior segurança neste acompanhamento. Quem já pratica obstetrícia há mais de 15 anos e pôde comparar o acompanhamento ao trabalho de parto das duas formas pode e deve emitir sua opinião.


 

 

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?Nos últimos anos, o papel da ultrassonografia intraparto expandiu-se na assistência ao parto, em situações clínicas subjetivas tais como trabalhos de parto arrastados ou antes de partos instrumentais
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?OBJETIVO DO ESTUDO: Avaliar o uso atual da ultrassonografia intraparto por obstetras em Israel
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?MÉTODOS: Um questionário anônimo foi completado por 79 obstetras em hospitais de segundo e terceiro níveis em Israel. Os resultados foram analisados segundo as principais subespecialidades (ultrassonografia, obstetrícia)
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?RESULTADOS:
?Um questionário foi completado por 56 obstetras experientes e 23 residentes com uma experiência média de 14,3 e 2,4 anos, respectivamente
?Todos os obstetras realizaram exames de ultrassonografia na sala de parto para indicações básicas como a apresentação fetal durante o parto e para descartar a placenta prévia
?Os ultrassonografistas relataram consistentemente as indicações avançadas em comparação com os obstetras experientes e os residentes na avaliação da primeira fase prolongada (52% vs. 14% vs. 14%) e segunda etapa de trabalho (88% vs. 52% vs. 62%) (60% vs. 30% vs. 22%), progressão da cabeça durante a descida (48% vs. 23% vs. 11%), diagnóstico de posição da cabeça (88% vs 68% vs. 60%), posição da coluna vertebral (92% vs 59% vs. 53%) e assinclitismo (41% vs. 20% vs. 29%).
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?CONCLUSÕES:
?A ultrassonografia intraparto é usado atualmente por todos os médicos na sala de parto para indicações básicas. No entanto, as equipes obstétricas relatam um baixo uso de ultrassonografia intraparto avançada e preferem confiar na sua experiência clínica. A imagem ultrassonográfica intraparto avançada deve ser parte integrante das qualificações obstétricas. Uma curva de aprendizagem íngreme, juntamente com alta reprodutibilidade, sugere que equipamentos de ultrassonografias torna-se-ão uma ferramenta comum na assistência ao trabalho de parto e parto
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#consultóriodrglauciusnascimento #riomartradecenter3sala1010 #intrapartumultrasound #drglaucius.com.br

 


 

 

 

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Neste artigo, os autores enfatizam a importância de realizar uma ultrassonografia intraparto para prevenir complicações maternas e neonatais, mas também a responsabilidade legal do médico
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?As principais vantagens do uso desta técnica são:
?Melhora do diagnóstico de malposicionamento da cabeça fetal;
?Prevenção de complicações maternas e fetais do parto devido ao uso de fórceps ou vácuo extractor (VE);
?Um planejamento mais preciso da cesariana (com indicação obstétrica);
?Uma forma de aprendizado profissional.
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?Os autores do trabalho concluem que não fornecer razões adequadas para uma cesariana pode resultar em penalidade obstétrica disciplinar e responsabilidade legal por procedimento desnecessário
A ultrassonografia intraparto poderia melhorar o diagnóstico de distocia, reduzindo o risco de processo (e melhoria da assistência), especialmente nos casos de distocia do ombro
?As fotos ultrassonográficas representam uma documentação importante em casos de processo
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?Até agora, os dados emergentes de vários estudos-piloto são promissores, indicando uma redução da cesariana desnecessária, especialmente em distocia mal diagnosticada, mas apenas uma utilização rotineira desta técnica permitirá verificar se o risco de processo vai diminuir. Estudos adicionais são necessários para investigar este campo
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Eu concluo perguntando:
Se tem robô, equipamento de videolaparoscopia para tirar um apêndice ou uma vesícula biliar, por que não podemos dispor de ultrassonografia intraparto?
E afirmo:
?? É barato!!! Caro é prestar uma assistência ao parto inadequada que pode levar a um nascimento de um bebê com sequelas para o resto da vida
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Quer melhorar, modernizar e humanizar a medicina? Comece melhorando, modernizando e humanizando os nascimentos!!!
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#consultóriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010#ultrassonografiaintraparto #usgintraparto#intrapartumultrasound

 


 

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Mais um estudo desta vez publicado em janeiro de 2017 “APENAS” na Jornal Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, publicação oficial da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) cujo objetivo foi avaliar as medidas ecográficas intraparto da circunferência cefálica (CC) e do peso fetal estimado (PFE) para predizer o parto operatório
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?200 primíparas (gestantes que terão o primeiro parto) espontaneamente na idade de 20-30 anos foram matriculadas em um hospital de ensino no Cairo, Egito, entre 02 de outubro de 2015, e 28 de janeiro de 2016
?CC e PFE foram medidos por ultrassonografia transabdominal
?Após o parto, foi avaliada a associação entre o tipo de parto e os achados ultra-sonográficos.
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?A CC e o PFE intraparto foram significativamente maiores entre as mulheres com parto operatório (n = 76 – 64 cesarianas, 8 partos com fórcipe e 4 partos com vácuo-aspirador) do que entre as que tiveram partos normais (n = 124; P <0,001 para ambos)
?A CC intra-parto de 36,8 cm ou mais associou-se a um risco aumentado de parto operatório (risco relativo [RR] 2,87, IC 95% 1,87-4,41), como foi o PFE de 3920 g ou mais (RR 3,69, IC95% 2,13-6,40 )
?CC com um ponto de corte de 36,8 cm teve 44,7% de sensibilidade, 91,9% de especificidade, 77,3% de valor preditivo positivo (VPP) e 73,1% de valor preditivo negativo (VPN)
PFE com ponto de corte de 3920 g, PFE tinha 68,4% de sensibilidade, 82,3% de especificidade, 70,3% de VPP e 81,0% de VPN
?CC e PFE intraparto foram diretamente correlacionados com a duração do segundo estágio (P = 0,005 e 0,002, respectivamente).
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?Conclusão: O HC e PFE intraparto parecem ser bons preditores de parto operatório
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As complicações intraparto da macrossomia fetal resultam em processos contra médicos e experiência traumática do trabalho de parto. ESTUDOS ADICIONAIS SÃO NECESSÁRIOS PARA CONFIRMAR OS RESULTADOS PRESENTES, QUE NÃO JUSTIFICAM A REALIZAÇÃO DE PARTO CESARIANO COM BASE NOS ACHADOS ULTRASSONOGRÁFICOS, MAS SUGEREM QUE A ULTRASSONOGRAFIA INTRAPARTO PODE SER INCORPORADA NOS CUIDADOS INTRAPARTO ROTINEIROS, DE MODO QUE AS GESTANTES CUJOS FETOS APRESENTEM HC OU PFE ACIMA DO PONTO DE CORTE CALCULADO PODEM SER ADEQUADAMENTE ACONSELHADOS QUANTO AO RISCO DE TRABALHO TRAUMÁTICO E INTERVENÇÃO CIRÚRGICA. Consequentemente, os problemas podem ser antecipados, detectados precocemente e gerenciados eficientemente com um baixo limiar de intervenção quando a progressão do trabalho de parto não é promissora.
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Parabéns aos pesquisadores do Egito, um dia desses também li um artigo que me estimulou a realizar curetagem uterina guiada por ultrassonografia. Que bom seria que nós obstetras e ultrassonografistas brasileiros usássemos esta valiosa tecnologia à serviço de uma assistência ao parto mais segura e diferenciada. O PARTO É O MOMENTO MAIS IMPORTANTE DE NOSSAS VIDAS E NECESSITA DE UMA MAIOR VALORIZAÇÃO!!!
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#consultóriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010#ultrassonografiaintraparto#intrapartumultrasound#obstetriciaintegrativaefuncional#medicinafetal #fetalmedicina #sbus


 

usgipsegut

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??Mais uma aplicação da ultrassonografia na avaliação da espessura do segmento uterino nas pacientes com cicatrizes de cesariana (uma ou mais) e que desejam parto normal
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??Existem duas metanálises que evidenciam risco maior risco de ruptura uterina quando o segmento é < 2mm
??Kok N, Wiersma IC, Opmeer BC, de Graaf IM, Mol BW, Pajkrt E. Sonographic measurement of the lower uterine segment thickness to predict uterine rupture during a trial of labor in women with a previous cesarean section: a meta-analysis. Ultrasound Obstet Gynecol 2013;42:132-9.
??Jastrow N, Chaillet N, Roberge S, Morency AM, Lacasse Y, Bujold E. Sonographic lower uterine segment thickness and risk of uterine scar defect: a systematic review. J Obstet Gynaecol Can 2010;32:321-7
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??O trabalho avaliou cerca de 1850 mulheres que foram submetidas ao exame ultrassonográfico para avaliação do segmento uterino inferior, entre 34 e 38 semanas de gestação sendo classificadas em três grupos: segmento uterino menor que 2mm, entre 2-2,5mm e maior que 2,5mm. A taxa de decisão para o trabalho de parto foi de 9%, 42% e 61% nas três categorias respectivamente com p<0,0001 (SIGNIFICANTE)
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??O trabalho conclui afirmando que a avaliação ultrassonográfica do segmento uterino inferior pode representar uma importante ferramenta para melhor decisão sobre a via de parto
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Foto A: avaliação Ultrassonografia do segmento uterino inferior pela via abdominal / Foto B: Avaliação pela via transvaginal


 

winfocus

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No 12o. Congresso Mundial de Ultrassonografia em Emergências e Cuidados Intensivos (WINFOCUS) foram apresentados três trabalhos voltados para Ultrassonografia de emergência em obstetrícia
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??Considero que Ultrassonografia é extensão do exame físico, quem valoriza os dados clínicos, o exame físico, deve valorizar o exame ultrassonográfico
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??Já existe o FAST ultrasound, uma modalidade de Ultrassonografia de Emergência realizada principalmente em situações de traumas (acidentes / violência) mas também voltado para situações de emergências clínicas
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??Em obstetrícia dispomos do FASO: Focus Assissment with Sonography for Obstetrics, (avaliação ultrassonográfica focada para obstetrícia). Acredito na utilização da ultrassonografia em situações de emergências obstétricas pré-parto, intraparto e até após o parto. No pós-parto é interessante a utilização no diagnóstico diferencial de complicações puerperais, principalmente para o diagnóstico de hemoperitônio (sangue na cavidade abdominal) cujo diagnóstico precoce pode permitir um tratamento adequado e oportuno
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??EM UM MINUTO DEVE-SE OBSERVAR (FASO – Ultrassonografia pós-parto):
??Útero / Cavidade Uterina (Diâmetro da cavidade uterina de 9,8 +/- 7,3mm)
??Espaço de Morison (Presença de líquido)
??Espaço Esplenorrenal (Presença de líquido)
??Fundo de saco de Douglas (Presença de líquido)
??Diâmetro da Veia Cava Inferior (11,4 +/- 4,1mm na inspiração e 13,1 +/- 4,2 na expiração)
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??Os abstracts e o ebook do congresso estão disponíveis em http://www.winfocus2016.org/abstract_e-book_v3.pdf e https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5014769/pdf/13089_2016_Article_46.pdf
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usgemerg

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??A hemorragia pós-parto (HPP) é uma causa potencial de mortalidade materna e os obstetras devem estar preparados para diagnosticar e tratar rapidamente esta condição
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??O tratamento ótimo depende da causa subjacente da hemorragia
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??A ultrassonografia é a ferramenta mais útil para o diagnóstico imediato da etiologia da HPP, e os obstetras devem ter uma forte compreensão da ultrassonografia pós-parto
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??Já foi demonstrada a utilidade da ultrassonografia utilizando a avaliação focalizada com a técnica de ecografia para obstetrícia (FASO) como a principal pesquisa obstétrica pós-parto, uma espécie de de “FAST Ultrasound”para obstetrícia
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??EM UM MINUTO DEVE-SE OBSERVAR (FASO):
??Útero / Cavidade Uterina (Diâmetro da cavidade uterina de 9,8 +/- 7,3mm)
??Espaço de Morison (Presença de líquido)
??Espaço Esplenorrenal (Presença de líquido)
??Fundo de saco de Douglas (Presença de líquido)
??Diâmetro da Veia Cava Inferior (11,4 +/- 4,1mm na inspiração e 13,1 +/- 4,2 na expiração)
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??O artigo revisa os achados ultrassonográficos da HPP, diferenciados pela causa subjacente da hemorragia, incluindo placenta retida, placenta morbidamente aderente, ruptura uterina, inversão uterina e anormalidades da artéria uterina.
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Recentemente, um exímio obstetra e meu grande professor me chamou pra ajudá-lo num caso de hemorragia pós parto e pediu para que eu levasse meu equipamento de ultrassonografia portátil para o plantão. Detalhe: eu sempre já levo o aparelho para o plantão. Em pouco tempo identificamos as alterações relacionadas com hemorragia grave (líquido no espaço hepatorrenal), além da identificação de volumoso hematoma de histerorrafia à esquerda. Diagnóstico realizado, tratamento efetivado com apoio de toda a equipe de assistência
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Isto meus amigos é o que chamo de OBSTETRÍCIA INTEGRATIVA: ÍNTEGRA E ATIVA
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O artigo acima reflete o que já fazemos no nosso dia-dia e indica que estamos no caminho certo. A ULTRASSONOGRAFIA DEVE ESTAR PRESENTE NO CENTRO CIRÚRGICO DE TODO HOSPITAL E PRINCIPALMENTE EM MATERNIDADES AJUDANDO A REDUZIR A MORBIMORTALIDADE MATERNA E PERINATAL!


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Artigo de destaque da edição de julho de 2016 do Jornal Americano de Ginecologia e Obstetrícia, abordou a avaliação ultrassonográfica do ângulo occipito-espinhal (AOE) durante a assistência ao trabalho de parto. Salienta-se que o artigo está disponibilizado de forma gratuita, geralmente isto acontece quando o tema é bastante relevante .
??O AOE é um ângulo formado entre uma linha imaginária que tangencia paralelamente a primeira vertebra cervical e outra linha imaginária que tangencia o osso occipital do polo cefálico
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??Cerca de 108 parturientes foram recurtadas e observadas por dois operadores em relação ao AOE utilizando a ultrassonografia intraparto. As aferições do ângulo occipito-espinhal (AOE) foram concordantes. Além de ser fácil, a determinação do ângulo occipito-espinhal (AOE) é precisa
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??Mais ainda, o estudo concluiu que fetos com ângulo occipito-espinhal (AOE) < 125 graus, apresentam um risco aumentado de parto operatório (forceps ou vácuo-extrator) ou cesariano
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Fonte: http://www.ajog.org/article/S0002-9378(16)00308-2/pdf
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  • WhatsApp Image 2017-05-20 at 15.07.37Foi publicado no blog casa saudável no link http://m.blogs.ne10.uol.com.br/casasaudavel/2015/06/25/ultrassom-na-sala-de-parto-e-importante-para-avaliar-risco-materno-e-fetal/?mobile_device=true&r=27 sobre ultrassonografia intraparto há pouco mais de 1 ano. Tenho uma profunda admiração pelo Dr. Eugênio Pita porque ele tem experiência e pioneirismo no estudo da medicina fetal em Pernambuco.
  • “O ultrassom nos serviços de urgência e nas salas de parto dá ao obstetra uma ideia geral da gestante no momento em que ela chega ao serviço”, diz Eugênio Pita.
  • A clínica Biofeto, pioneira na área de medicina fetal em Pernambuco, promoveu o 2º seminário do projeto Parto normal, avaliação fetal pré-parto. Na ocasião, o ginecologista e obstetra Francisco Mauad, de Ribeirão Preto (SP), referência nacional na área de diagnóstico ultrassonográfico, ministrou palestra para médicos pernambucanos. Entre os temas de destaque, está o uso do aparelho de ultrassom na sala de parto.
  • É um recurso que facilita a avaliação da progressão da cabeça do feto no trajeto do parto. Essa é uma prática que vem sendo adotada no Brasil, principalmente nas maternidades de São Paulo, e já é comum em diversos países. “Seria interessante o uso do ultrassom nas salas de internamentos dos serviços de urgência e nas salas de parto. Com isso, o obstetra teria uma ideia geral da gestante no momento de sua admissão”, explica o obstetra Eugênio Pita, especialista em medicina fetal e um dos organizadores do evento. “Esse recurso dá uma noção exata do líquido amniótico e da posição do feto, além de mostrar se há circular de cordão, entre outras informações importantes para o parto”, complementa Eugênio.
  • Outro assunto que promete mobilizar a atenção dos médicos e será apresentado por Francisco Mauad é o uso do Doppler durante o pré-natal, suas restrições e indicações. Esse exame faz uma avaliação da vitalidade do feto e é importante na identificação precoce das gestantes de risco.


Texto adaptado de postagem pessoal do meu instagram @drglauciusnascimento em 29 de junho de 2016 https://www.instagram.com/p/BHPqmLnhfzV/

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  • Inovação… Acredito que a ultrassonografia intraparto representa um avanço da prática obstétrica que traz mais segurança na assistência ao parto.
  • Não existe prejuízo algum, não é invasivo, não aumenta os riscos maternos ou perinatais, ao contrário, alguns estudos associam uma maior acurácia no diagnóstico de sofrimento fetal quando há alteração no Doppler da veia umbilical.
  • Acima a capa de um livro destinado ao assunto com 13 capítulos sobre a utilização da ultrassonografia durante a assistência ao trabalho de parto que venho estudando nos últimos 6 meses.
  • Vislumbro com uma assistência ao nascimento digna, respeitosa, segura e humanizada, realizada por equipe transdisciplinar, que procure saber o mais próximo do exato do momento adequado quando vale a pena esperar ou intervir caso seja necessário. A obstetrícia requer muita paciência, dedicação e BOM SENSO. Antecipar complicações também é uma arte, fundamental em qualquer especialidade em saúde.
  • Tudo respaldado em inúmeros artigos na literatura científica atual
  • Construindo este modelo para nossa realidade com minha equipe de assistência ao parto normal. Porque sonhar, acreditar e colocar em prática é preciso!!!

Texto adaptado de postagem pessoal do meu instagram @drglauciusnascimento em 25 de junho de 2016. https://www.instagram.com/p/BHFhSyPBy3T/WhatsApp Image 2017-05-21 at 07.03.50

  • Você sabe o que é sonopartograma?
    • Sonopartograma é o registro do partograma (documento para avaliação e acompanhamento do trabalho de parto, recomendado pela Organização Mundial de Saúde e Cinselho Federal de Medicina) associada com a ultrassonografia intraparto. Este assunto foi debatido no próximo congresso de ginecologia e obstetrícia de São Paulo de 2016

 

  • Para que serve a ultrassonografia intraparto?
    •  Monitorizar os batimentos cardíacos fetais (mais fácil e preciso do que o detector fetal).
    • Avaliar a estimativa do peso fetal no momento do nascimento, pode ajudar no diagnóstico de macrossomia fetal, no preparo para o parto vaginal assistido.
    •  Determinar a variedade de posição.
    • Permitir o diagnóstico acurado de sofrimento fetal a partir do Doppler da veia umbilical ou relação cérebro-placentária.
    • Acompanhar a estática fetal e o mecanismo do parto.
    • Avaliar o ângulo espino-occipital, permitindo saber (de acordo com alguns estudos) se o parto será rápido (é fácil) ou um pouco mais demorado (e dificil)

 

OBS: Nem sempre aumentar a tecnologia significa aumentar a intervenção ou diminuir a humanização. Nada mais humano do que um parto bem assistido!


Texto adaptado de postagem pessoal do meu instagram @drglauciusnascimento em 26 de junho de 2016. https://www.instagram.com/p/BHIaKoABq-h/ 

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A preocupação de todo obstetra ou professional que assiste o parto é o nascimento digno e humano de um bebê saudável. A simples escovação de mãos e a presença de pediatra na sala de parto reduziram (E MUITO) a morbimortalidade materna e perinatal. Este artigo de revisão avalia os principais métodos para avaliação do bem-estar fetal intraparto.

Quais as técnicas utilizadas para monitorização fetal intraparto?
– Cardiotocografia
– pH fetal e níveis de lactato
– Eletrocardiograma fetal
– Oximetria fetal
– Ultrassonografia com Doppler
– Marcadores Bioquímicos de disfunção placentária

O Artigo conclui sugerindo que um novo modelo através de marcadores bioquímicos de disfunção placentária associados com a ultrassonografia com Doppler pode resultar num algoritmo adequado para avaliação adequada do bem-estar fetal

Infelizmente, na maioria das maternidades, o único método de avaliação do bem-estar fetal se dá apenas pela ausculta fetal intermitente


 

 

Subfertilidade

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     Muitas mulheres procuram o ginecologista para a abordagem do casal infértil. Realizam uma bateria de exames laboratoriais, ultrassonográficos, até mesmo outros exames invasivos como a histerocopia (avaliação da cavidade uterina), laparoscopia (na pesquisa de endometriose)ou histerossalpingografia (para avaliar se suas trompas são pérvias).

     Os esposos destas mulheres, quando muito pesquisam, realizam apenas o espermograma (que por sinal é muito variável de acordo com cada laboratório).

     O grande problema é que na verdade estamos diante de casais ansiosos pela gravidez, parto e nascimento que querem resultados rápidos logos nos primeiros meses de tentativas, alguns até utilizam métodos de reprodução assistida.

     Os ginecologistas tradicionais por sua vez realizam o tratamento até a indução da ovulação e quando algumas tentativas são malsucedidas, as mulheres são encaminhadas aos profissionais que trabalham com reprodução humana para realização de fertilização in vitro ou inseminação artificial.

     Preste atenção: escrevi sobre diversos métodos de diagnóstico e tratamento para a infertilidade e sequer falei do TRATAMENTO MAIS IMPORTANTE: A MUDANÇA (MELHORA) DOS HÁBITOS DE VIDA. Não faz sentido pensar em acompanhar um casal infértil (ou qualquer casal que planeje engravidar sem propor a mudança de hábitos alimentares, a prática de atividade física, o gerenciamento do estresse e a restauração do sono. EM MUITOS CASOS, QUANDO CONSEGUIMOS A MELHORA DOS HÁBITOS DE VIDA DESTAS PESSOAS, AUMENTAMOS A FERTILIDADE E OCORRE A GRAVIDEZ ESPONTÂNEA.

     Outros casos, quando não são responsivos às mudanças dos hábitos, podemos utilizar um longo arsenal terapêutico que agora será mais efetivo posto que estamos diante de um casal no momento infértil porém bem mais saudáveis do que antes.

     Se quer engravidar, melhore a saúde do casal, porque além de melhorar a fertilidade, diminui-se o risco de resultados adversos gravídicos (para a mãe) e perinatais (para o bebê). Pense nisso!!!
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     Estudo publicado na Revista Fertility and Sterility agora em abril de 2017 avaliou as associações entre padrões alimentares periconcepcionais e os parâmetros de qualidade de sêmen.

     Cento e vinte e nove parceiros do sexo masculino de mulheres grávidas participaram da Coorte de periconcepção de Rotterdam (estudo Predict). Os parâmetros de qualidade do sêmen avaliados foram: volume ejaculado, concentração de espermatozóides, contagem total de espermatozóides, motilidade progressiva, esperma imobilizado e contagem total de espermatozóides móveis (CTEM).

  • Resultados:
    • Homens incluídos em nosso estudo foram em média 35 anos de idade e tinha um índice de massa corporal de 26,4 +/- 4 kg /m2.
    • Dois padrões dietéticos foram identificados usando a análise de componentes principais, que foram rotulados como “saudáveis” e “insalubres”.
    • A concentração de espermatozóides (b = 0,278; IC a 95%, 0,112-0,444), contagem total de espermatozóides (b = 1,369, IC 95%, 0,244-2,495), motilidade progressiva (b = 4,305; IC 95%, 0,675-7,936) CTEM (b 0,319; IC 95%, 0,113-0,526) foram todos positivamente associados com uma forte adesão ao padrão alimentar saudável.
  • Conclusão
    • As associações positivas entre forte adesão a um padrão alimentar saudável e parâmetros de sêmen em homens com qualidade de sêmen baixa suportam a importância do aconselhamento nutricional pré-concepcional e do estímulo aos hábitos alimentares saudáveis aos casais que estão tentando conceber.

É o que sempre fico me questionando… A mulher quando tem dificuldade de engravidar se submete a:

  • Videolaparoscopia
  • Histeroscopia
  • Histerossalpingografia
  • Indução da Ovulação
  • Técnicas de Reprodução Assistida
  • Coito programado

Enquanto o homem no máximo se submete ao espermograma e uma ultrassonografia de bolsa testicular.

É PRECISO CONSIDERAR QUE A ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL DESEMPENHA UM PAPEL FUNDAMENTAL NA FERTILIDADE DO CASAL.

QUER AUMENTAR A FERTILIDADE DO CASAL? COMECE MELHORANDO OS SEUS HÁBITOS DE VIDA, PRINCIPALMENTE OS ALIMENTARES!!!


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Artigo publicado em janeiro de 2017 na Fertility and Sterility, sobre como otimizar naturtalmente a fertilidade.

RESUMO

  • A “janela fértil” abrange o intervalo de 6 dias que termina no dia da ovulação e se correlaciona com o volume e caráter do muco cervical.
  • A relação freqüente (a cada 1-2 dias) durante a janela fértil produz as taxas de gravidez mais altas, mas os resultados obtidos com relações sexuais menos frequentes (2-3x por semana) são quase equivalentes.
  • O tempo ou a posição específica do coito e o repouso supino após a relação sexual não têm impacto significativo na fertilidade.
  • Dispositivos projetados para determinar ou prever o tempo de ovulação podem ser úteis para casais que têm relações sexuais infrequentes.
  • Álcool moderado (1-2 doses/dia) ou moderado consumo de cafeína pode ter um efeito adverso sobre a fertilidade.
  • Obesidade (IMC > 35) aumentou o tempo de concepção 2x
  • Magreza (IMC < 19) aumentou o tempo de concepção 4x


RECOMENDAÇÕES

  • O tempo até a concepção aumenta com a idade.
  • Para as mulheres com idade > 35 anos, a consulta com um especialista em reprodução deve ser considerada após 6 meses de esforços infrutíferos para conceber.
  • Para as mulheres com ciclos menstruais regulares, relações sexuais a cada 1-2 dias começando antes da janela fértil pode ajudar a maximizar a fecundabilidade.
  • Fumar, níveis mais altos de consumo de álcool (> 2 doses/dia), drogas e uso de lubrificantes vaginais devem ser desencorajados para casais que tentam engravidar.
  • Estilo de vida saudável pode ajudar a melhorar a fertilidade para as mulheres com disfunção ovulatória.
  • Há pouca evidência de que as variações dietéticas como dietas vegetarianas, dietas de baixa gordura, dietas enriquecidas com vitaminas, antioxidantes ou remédios fitoterápicos melhoram a fertilidade.
  • Níveis elevados de mercúrio no sangue provenientes do consumo exagerado de frutos do mar têm sido associados à infertilidade.
  • As mulheres que tentam engravidar devem ser aconselhadas a tomar um suplemento de ácido fólico (pelo menos 400 mcg por dia) para reduzir o risco de defeitos do tubo neural.


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     Os efeitos benéficos do exercício físico sobre a saúde geral são bem conhecidos; No entanto, como o exercício impõe grande estresse físico que desafia a homeostase, pode ser prejudicial para certos órgãos / sistemas do corpo quando é exaustivamente realizada. Diminuição dos parâmetros do sêmen e níveis hormonais sexuais têm sido relatados em atletas do sexo masculino e, portanto, uma possível diminuição da fertilidade masculina tem sido associada ao exercício em um volume elevada, alta intensidade e dependente da modalidade. Além disso, as características inerentes dos desportistas (por exemplo, nível de formação, capacidade de adaptação) podem modificar a resposta. Este artigo revisou a literatura relevante sobre o exercício e a infertilidade do fator masculino, ao mesmo tempo em que explorou os possíveis mecanismos subjacentes envolvidos

PONTOS CHAVE DO ARTIGO

  • É bem conhecido que o exercício representa uma forma de estresse físico que desafia a homeostase.
  • O estresse é acompanhado por um aumento na atividade do eixo Hipotálamo Hipófise Adrenal e uma diminuição nas funções reprodutivas, a fim de preservar o estado de alerta do organismo em detrimento da atividade gonadal.
  • O mecanismo preciso responsável pelas mudanças na função reprodutiva permanece desconhecido.
  • As alterações observadas incluem uma redução na testosterona total e livre, alterações na liberação de LH e alterações na resposta pituitária à GnRH e outras perturbações farmacológicas.
  • Exercício (INTENSO, EXAGERADO) pode levar ao desenvolvimento de estresse oxidativo, aumento da temperatura testicular, microtrauma testicular e disfunção erétil (FIGURA).
  • Existem diferenças nos perfis seminais de indivíduos que exercem em diferentes modalidades.
  • Pode haver um limite de volume e intensidade acima do qual os parâmetros hormonais e de sêmen diminuem.
  • Exercício físico regular menos exigente não parece alterar a função reprodutiva masculina.

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Artigo científico que associa a fertilidade natural com a mudança de hábitos
A infertilidade é uma condição relativamente comum. Quando os pacientes são confrontados com este diagnóstico, há sequelas médicas, psicológicas e financeiras. Os pacientes muitas vezes se perguntam se há alguma coisa que eles poderiam fazer para otimizar sua fertilidade natural ou aumentar a eficácia dos tratamentos de infertilidade.

Se houver um claro impacto sobre a fertilidade, como com o tabagismo e o álcool , a cessação deve ser aconselhada.

Da mesma forma, a perda de peso deve ser recomendada se o IMC estiver na categoria de sobrepeso e obesidade, e o ganho de peso deve ser recomendado para um IMC com baixo peso.

A evidência em torno de outras modificações de estilo de vida é menos clara. Existem dados conflitantes sobre uma ótima fertilidade dieta e consumo de vitaminas e suplementos. Os antioxidantes parecem melhorar os parâmetros do sêmen em homens, mas o efeito sobre a fertilidade feminina é menos claro.

Se existirem evidências conflituosas, como com o consumo de cafeína ou exercício, a moderação deve ser enfatizada.

Finalmente, o diagnóstico de infertilidade e subsequentes tratamentos de fertilidade são estressantes para ambos os parceiros. Os aspectos psicológicos não devem ser ignorados e métodos como yoga e terapia cognitivo-comportamental podem ser benéficos.

É o papel do médico ajudar o paciente a identificar fatores de risco modificáveis, especialmente dado o custo e o tempo de compromisso associados com tratamentos de infertilidade. Se os pacientes são conscientizados de mudanças de estilo de vida simples que poderiam afetar sua fertilidade, eles são geralmente receptivos a fazer esses ajustes. TODOS OS PACIENTES DEVEM SER INCENTIVADOS A LUTAR POR UM ESTILO DE VIDA SAUDÁVEL E SUSTENTÁVEL. REALIZAR ESSAS MODIFICAÇÕES DE ESTILO DE VIDA PODE AJUDAR A ALCANÇAR O OBJETIVO FINAL DE UMA GRAVIDEZ SAUDÁVEL.


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     Muitas mulheres me procuram no consultório após terem ido a consultas com especialistas em reprodução humana / infertilidade, já tendo submetida inclusive às técnicas de reprodução assistida.

     E quando pergunto sobre os hábitos de vida, como estão o sono, a alimentação, a atividade física, o gerenciamento do estresse e os hábitos intestinais me deparo com situações nas quais não foram otimizados os hábitos, sequer tratadas manifestações clínicas importantes como intolerância à glicose / resistência insulínica, sobrepeso / obesidade e distúrbios ansiosos / depressivos, por exemplo. É preciso melhorar a saúde como um todo, porque a fertilidade aumenta e se por acaso for necessária alguma técnica de reprodução assistida, esta será muito mais exitosa. O mais importante é a modificação dos hábitos, do estilo de vida.

     Tenho me surpreendido com alguns casos que acompanho, de como a fertilidade ocorreu com a modificação dos hábitos. E todo o mérito é da cliente (Casal) que entendeu a proposta e modificou os hábitos. O milagre está dentro da própria pessoa!!!

     O artigo acima por exemplo, enfatiza a importância de se ter um bom sono em quantidade e qualidade; a restrição do sono pode desregular o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, traduzindo, o eixo que controla simplesmente a produção dos hormônios sexuais responsáveis pela ovulação e também pela regularidade do ciclo menstrual e consequente capacidade reprodutiva. A síndrome dos ovários policísticos, por exemplo, também pode se relacionar com os distúrbios do sono, posto que não há a produção de óvulos com capacidade reprodutiva, com evidentes alterações hormonais e também relacionadas ao estresse. Isto porque aquele eixo hipotálamo-hipófise, também se relaciona com outra glândula, a adrenal, responsável pela produção de neurotransmissores como adrenalina e noradrenalina e o hormônio cortisol. O estresse, a privação do sono e as consequentes alterações hormonais também alteram a microbiota intestinal, responsável por nossas defesas, tornando o sistema imunológico deficiente. E pode-se ter ainda manifestações cutâneas, alérgicas e do próprio hábito intestinal.

NÃO DÁ PRA CONSIDERAR A GINECOLOGIA REPRODUTIVA RESTRITA APENAS A ÚTERO, TROMPAS, OVÁRIOS, ÚTERO E VAGINA.

É PRECISO CONSIDERAR A MULHER COMO UM TODO, ALIÁS, O CASAL COMO UM TODO.

QUER ENGRAVIDAR? MELHORE SUA SAÚDE COMO UM TODO, MELHORE SUA QUALIDADE DE VIDA. ASSIM, ALÉM DE AUMENTAR A FERTILIDADE VOCÊ DIMINUI OS FATORES DE RISCO PARA A SUA GESTAÇÃO E PERMITE UM ADEQUADO DESENVOLVIMENTO DO SEU BEBÊ.

E voltando novamente ao artigo: durma bem!!!


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     Por quase 50 anos, o dogma existente ditou que o endometrio humano normal é sacrossanto de habitação microbiana na ausência de infecção. Pois bem, o trabalho de Moreno et. al. (já coloquei recentemente aqui no instagram) refutou este dogma, quebrou este paradigma identificando bactérias em culturas de aspirado endometrial. Pois é, a ginecologia endócrina e reprodutiva, modifica constantemente.

 No editorial do Jornal de Dezembro de 2016 da AJOG, a PHD Linda Giudice realiza os seguintes questionamentos:

  • Como é reprodutível o ciclo de um microbioma endometrial de um indivíduo para o ciclo?
  • O microbiana endometrial é alterado por outros esteróides, outros tratamentos hormonais, antibióticos e outros medicamentos?
  • A doença concomitante ou distúrbios locais do trato reprodutivo feminino, distúrbios crônicos, estresse, índice de massa corporal, duchas vaginais, idade, raça / etnia ou relações sexuais afetam o microbiana endometrial?
  • O microbioma endometrial se comunica com outros microbiomas no corpo? Com o sistema imunológico?
  • Se o microbioma endometrial for adverso ao estabelecimento do sucesso da gravidez, isso influencia o endométrio no início da gravidez (decidua), bem como mais tarde na gestação e afetam os resultados da gravidez?
  • As mulheres com gravidez ectópica, aborto espontâneo recorrente, sangramento uterino anormal e outros transtornos reprodutivos abrigam um microbioma “desfavorável” do trato genital superior que afeta a função reprodutiva normal?

Os questionamentos são da autora, mas sem ficar em cima do muro, minhas humildes respostas são em geral SIM para todas as questões acima listadas!

     A autora o editorial escrevendo: “ESTAMOS REALMENTE NO LIMIAR PARA TRANSFORMAR A MEDICINA REPRODUTIVA CLÍNICA E MELHORAR OS RESULTADOS REPRODUTIVOS COM PRECISÃO E PERSONALIZAÇÃO PARA A INDIVIDUALIDADE DOS PACIENTES!”


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     O estudo considerado de maior impacto na edição de dezembro de 2016 do Jornal Americano de Ginecologia e Obstetrícia (AJOG) concluiu que microbiota endometrial humana existe e é independente da regulação hormonal. A existência de bactérias não-Lactobacillus no endométrio está correlacionada com impactos negativos na reprodução humana e deve ser considerada como uma causa emergente de falha na implantação e perda de gravidez. Os resultados apresentados no artigo expandem a avaliação da receptividade endometrial não apenas nos níveis morfológico e molecular, mas também no ponto de vista microbiológico. É hora de considerar os microorganismos não apenas como inimigos, mas também como aliados na medicina reprodutiva.

E você ainda acha…

  • Que a microbiota intestinal e endometrial não é importante?
  • Que probióticos não têm efeito algum na imunologia da reprodução?
  • Que a alimentação não tem influência com a flora intestinal, endometrial ou vaginal?
  • Que a constipação intestinal não tem efeito alguma na saúde reprodutiva?

ESTÁ NA HORA DE ESTUDARMOS MAIS FERTILIDADE DO QUE INFERTILIDADE!!!

O artigo foi considerado de grande importância na literatura e disponibilizado gratuito no linkhttp://www.ajog.org/article/S0002-9378(16)30782-7/pdf Vale a pena a leitura!!!


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Os estudos atuais consideram a vitamina D um hormônio com importantes funções na saúde reprodutiva.
Artigo publicado em novembro de 2015, por pesquisadores da Arábia Saudita, avaliou o nível sanguíneo de vitamina D em mulheres com dificuldade para engravidar (subférteis) e o grupo controle, bem como o uso de suplementos que continham vitamina D, cálcio e a ingestão de vitamina D na alimentação de um total de 183 mulheres em idade reprodutiva que finalizaram o estudo.

  • A prevalência de de deficiência de vitamina D foi muito mais elevada para o grupo de mulheres subférteis (59%) em comparação ao grupo controle (40,4%) com p < 0,01;
  • A suplementação de cálcio foi muito maior no grupo controle (64,6%) em comparação ao grupo de mulheres subférteis (10,0%) com p < 0,001;
  • A ingestão de suplementos que continham vitamina D > 400UI/dia foi maior no grupo controle (10,1%) que no grupo de de mulheres subférteis (8,4%) com p <0,05
  • A ingestão dietética adequada (>400UI) de vitamina D foi muito maior no grupo controle (85,9%) que no grupo de mulheres subférteis (35,4%)
  • O estudo conclui enfatizando que a otimização dos níveis de vitamina D deve ser encorajada nas mulheres em idade reprodutiva

QUER MELHORAR SUA FERTILIDADE? TENHA EXCELENTES NÍVEIS DE VITAMINA D!!!

Vitamina D

“A importância da vitamina D na saúde da mulher”

A vitamina D tem um papel fundamental, de há muito reconhecido, na regulação da homeostase de cálcio e do fosfato. Entretanto, cada vez mais, novas evidências mostram que o seu papel é importante não apenas para o metabolismo normal dos ossos, mas também para a adequada função de outros tecidos e sistemas.

De grande interesse é o papel que a vitamina D pode desempenhar na redução do risco de muitas doenças crônicas, incluindo as doenças oncológicas, as doenças autoimunes, as doenças infecciosas e as doenças cardiovasculares.

De outra parte, a vitamina D em quantidades inadequadas, determinada por níveis baixos de 25 (OH) D, tem se mostrado muito prevalente em praticamente todas as regiões do mundo apesar da alta disponibilidade de luz solar em algumas latitudes. É o que os estudos têm mostrado em relação ao nosso país. Existe, com base em população de mulheres acima dos 60 anos de idade, uma porcentagem elevada de indivíduos com insuficiência de vitamina D no Brasil, mesmo em cidades próximas ao equador, e essa porcentagem aumenta progressivamente com mais latitudes do sul. Temos em nosso país, uma incidência de insuficiência de vitamina D em torno de 20%, podendo aumentar em função da latitude, atingindo cerca de 25% na cidade de Porto Alegre, situada mais ao sul do país. Também entre nós, a população adulta e mesmo os adolescentes saudáveis mostram elevada incidência insuficiência de vitamina D. Entre os adolescentes, estudos apontam que as cifras de acometidos podem superar 60% deste estrato etário.

As gestantes, por seu turno, constituem um capítulo à parte com vistas à hipovitaminose D. Alguns estudos têm mostrado correlações, que em sua maioria ainda carecem de confirmações mais robustas, da associação de deficiência de vitamina D na gestação com um maior risco de abortamento habitual, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, parto prematuro, depressão pós-parto, ossificação fetal prejudicada, crescimento fetal restrito, hipocalcemia neonatal e diabetes gestacional.

“A importância da vitamina D na saúde da mulher”, aborda através de capítulos escritos por eminentes especialistas brasileiros, os vários aspectos desta questão, incluindo as fontes e o metabolismo da vitamina D, a prevalência de sua deficiência, seus efeitos sobre o metabolismo ósseo e o risco de fraturas osteoporóticas, seu papel na gestação e os seus efeitos sobre o sistema cardiovascular, a oncogênese, o risco de câncer, as doenças autoimunes, as infecções, a osteoartrite e o diabetes mellitus. Por fim considera também os critérios diagnósticos para hipovitaminose D e as suas formas de tratamento.

CAPÍTULO 1 : FONTES E METABOLISMO DE VITAMINA D

Marcelo Luis Steiner1 Luciano de Melo Pompei1 César Eduardo Fernandes1 1

Faculdade de Medicina do ABC, Santo André, SP, Brasil.

RESUMO: O conhecimento científico que visa demonstrar a importância da vitamina D em diferentes processos biológicos cresceu, sobremaneira, nas últimas décadas. Estudos experimentais e clínicos ressaltam o seu envolvimento em eventos fisiológicos do sistema musculoesquelético, cardiovascular, endócrino e imunológico. A alteração dos seus níveis séricos desencadeia um desequilíbrio na homeostasia desses sistemas e propicia a ocorrência de doenças. A suplementação terapêutica para correção e manutenção dos níveis séricos de pessoas com hipovitaminose D revela-se uma atitude racional e benéfica para a saúde desses indivíduos. Conhecer as fontes dessa vitamina na natureza e como acontece seu metabolismo no organismo humano é fundamental para compreensão do processo biológico definidor da hipovitaminose D e, também, do racional utilizado no seu tratamento.

Steiner ML, Pompei LM, Fernandes CE. Fontes e metabolismo de vitamina D. In: A importância da vitamina D na saúde da mulher. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia; 2017. Cap. 1, p.1-9. (Série Orientações e Recomendações FEBRASGO; no.14/Comissão Nacional Especializada em Osteoporose).

 

CAPÍTULO 2: PREVALÊNCIA DA DEFICIÊNCIA DE VITAMINA D

Luiz Francisco Cintra Baccaro1 1 Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil.

RESUMO A vitamina D apresenta diversas ações biológicas, entre elas, a regulação da absorção intestinal do cálcio e fósforo. Sua deficiência pode causar consequências deletérias ao metabolismo ósseo, com aumento do risco de fraturas por fragilidade, raquitismo e osteomalácia. Alimentos ricos em vitamina D são escassos e a sua principal fonte é a produção endógena decorrente da exposição cutânea à luz solar. Devido a mudanças no estilo de vida, que levam à menor exposição ao sol, a deficiência de vitamina D é um problema em diversos países, com prevalência variando de 2 a 90%, dependendo do ponto de corte e da população estudada. Aproximadamente, um terço da população mundial apresenta níveis de 25(OH)D menores do que 20 ng/ml, que, possivelmente, não são os ideais para manter uma boa saúde óssea.

Baccaro LF. Prevalência da deficiência de vitamina D. In: A importância da vitamina D na saúde da mulher. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia; 2017. Cap. 2, p.10-8. (Série Orientações e Recomendações FEBRASGO; no.14/Comissão Nacional Especializada em Osteoporose)

CAPÍTULO 3 AÇÕES DA VITAMINA D NO METABOLISMO ÓSSEO E NO RISCO DE FRATURA

Ben-Hur Albergaria1 1

Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, ES, Brasil.

RESUMO A vitamina D exerce um papel central na promoção e manutenção da saúde esquelética. As consequências da deficiência de vitamina D são hiperparatiroidismo secundário e perda óssea, levando à osteoporose e a fraturas, defeitos de mineralização, que podem levar à osteomalácia em longo prazo e fraqueza muscular, causando quedas e fraturas. Os níveis de vitamina D estão relacionados à densidade mineral e remodelação ósseas. A suplementação de vitamina D pode diminuir a perda óssea e aumentar sua densidade mineral. Vários ensaios randomizados de vitamina D, controlados por placebo, mostraram diminuição significativa na incidência de fraturas e quedas.

Highlights

• A vitamina D é essencial para a saúde esquelética.

• A inadequação de vitamina D é generalizada na população.

• A suplementação de vitamina D reduz o risco de fraturas e de quedas.

• A aderência ao tratamento com vitamina D contribui para a maior redução do risco de fraturas.

Albergaria B-H. Ações da vitamina D no metabolismo ósseo e no risco de fratura. In: A importância da vitamina D na saúde da mulher. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia; 2017. Cap. 3, p.19-27. (Série Orientações e Recomendações FEBRASGO; no.14/Comissão Nacional Especializada em Osteoporose)

CAPÍTULO 4 PAPEL DA VITAMINA D NA GESTAÇÃO

Corintio Mariani Neto1, 2

1 Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros; 2 Universidade Cidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

RESUMO A deficiência de vitamina D materna, quando acentuada, parece interferir na homeostase óssea, levando a raquitismo congênito e fraturas no recém-nascido. Os efeitos da suplementação de gestantes com vitamina D sobre os resultados da gravidez são bastante animadores. Seja em dose única ou contínua, essa suplementação visa aumentar a 25-hidroxivitamina D (25-OHD) do soro no termo e reduzir o risco de pré-eclâmpsia, baixo peso ao nascer, parto prematuro, além de provocar aumento do comprimento e da circunferência da cabeça do recém-nascido. Entretanto esses resultados precisam ser interpretados com cautela, pois faltam dados sobre os efeitos adversos em quase todos os estudos. Há evidências significativas no sentido de que, quando vitamina D e cálcio são combinados, o risco de parto prematuro é aumentado. Apesar de não existir consenso, a maioria das pesquisas recomenda suplementação pré-natal com vitamina D, rotineiramente, para todas as gestantes a fim de melhorar os resultados materno-infantis. Não há consenso na literatura quanto à dose a ser administrada na gestação. Apesar das recomendações de 400- 600 UI diárias para gestantes em geral, grande parte dos especialistas concorda que 1.000 a 2.000 UI por dia são seguras. Quando há deficiência de vitamina D durante a gravidez, a recomendação passa para doses diárias entre 4.000 e 6.000 UI. Tanto o limite inferior aceitável de 25-OHD sérica varia entre 20 e 40 ng/ml quanto o limite de segurança de suplementação diária de vitamina D oscila entre 4.000 e 10.000 UI. Mais ensaios randomizados são necessários para confirmar os efeitos benéficos, a segurança dessa suplementação e a dose ideal a ser recomendada para gestantes hígidas.

Highlights

• Não é necessário dosar a vitamina D na gestante rotineiramente.

• Não há consenso quanto ao nível inferior normal de 25-OHD na gestação: predomina 30ng/ml.

• É recomendada suplementação com vitamina D para todas as gestantes e lactantes.

• Não há consenso quanto à dose diária para gestantes hígidas: 400 – 2.000 UI.

• A associação de vitamina D e cálcio reduz o risco de pré-eclâmpsia, porém aumenta o risco de parto prematuro.

Mariani Neto C. Papel da vitamina D na gestação. In: A importância da vitamina D na saúde da mulher. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia; 2017. Cap. 4, p.28-37. (Série Orientações e Recomendações FEBRASGO; no.14/Comissão Nacional Especializada em Osteoporose)

 

CAPÍTULO 5 PAPEL DA VITAMINA D SOBRE O SISTEMA CARDIOVASCULAR

Francisco Antonio Helfenstein Fonseca1 1

Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

RESUMO A população brasileira apresenta, hoje, como principal causa de morte, a doença coronariana, seguida pelo acidente vascular cerebral. Além disso, possui alta prevalência de componentes da síndrome metabólica. De forma importante, níveis baixos de vitamina D, em portadores de síndrome metabólica, associam-se à maior mortalidade cardiovascular e por todas as causas. Estudos de imagem quantificando aterosclerose coronariana, também, têm sido associados com maior quantidade de lesões obstrutivas. Essa relação da vitamina D com doença cardiovascular parece associada com hipertensão arterial decorrente de ativação do sistema renina angiotensina, disfunção endotelial ou comprometimento da resposta imune, além de maior comprometimento miocárdico, em parte, associado com hiperparatireoidismo secundário. Em algumas populações de pacientes com doenças reumáticas ou infecciosas, como os portadores da síndrome de imunodeficiência adquirida, a aterosclerose é mais exacerbada na presença de deficiência em vitamina D. Estudos envolvendo reposição de vitamina D têm mostrado melhor sobrevida livre de desfechos cardiovasculares, em que pese, em muitos estudos, a dose baixa ou insuficiente para o alcance de níveis séricos recomendados.

Highlights

• Elo entre síndrome metabólica, vitamina D e risco cardiovascular.

• Vitamina D e doença coronariana.

• Mecanismos de proteção cardiovascular.

• Efeitos da suplementação na doença cardiovascular.

Fonseca FA. Papel da vitamina D sobre o sistema cardiovascular. In: A importância da vitamina D na saúde da mulher. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia; 2017. Cap. 5, p.38-43. (Série Orientações e Recomendações FEBRASGO; no.14/Comissão Nacional Especializada em Osteoporose)

 

CAPÍTULO 6 PAPEL DA VITAMINA D NA ONCOGÊNESE E SOBRE O RISCO DE CÂNCER

Jesus Paula Carvalho1

1 Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

RESUMO A vitamina D é uma molécula muito parecida com os hormônios sexuais estrogênios e progesterona e atua nos tecidos depois de ligar-se a receptores nucleares VDR, que pertencem à família dos receptores de estrogênio e progesterona. A deficiência de vitamina D tem sido relacionada com o aumento no risco de câncer em humanos. Em estudos experimentais, o calcitriol não pôde ser utilizado no tratamento de câncer porque provoca hipercalcemia em doses terapêuticas. Entretanto existem análogos de sintéticos da vitamina D em estudos para terapias antineoplásicas.

 

Highlights

• A molécula de vitamina D é parecida com as moléculas dos hormônios sexuais.

• O calcitriol liga-se a um receptor nuclear da mesma forma que o estrogênio e a progesterona.

• Em estudos experimentais, a vitamina D e seus análogos demonstraram atividades anticancerígenas.

• Ensaios clínicos começam a ser realizados para avaliar as propriedades anticancerígenas dos análogos da vitamina D.

Carvalho JP. Papel da vitamina D na oncogênese e sobre o risco de câncer. In: A importância da vitamina D na saúde da mulher. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia; 2017. Cap. 6, p.44-56. (Série Orientações e Recomendações FEBRASGO; no.14/Comissão Nacional Especializada em Osteoporose)

CAPÍTULO 7 VITAMINA D EM DOENÇAS REUMATOLÓGICAS

Diogo Domiciano1 Charlles Heldan de Moura Castro2

1 Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

2 Hospital São Paulo, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

RESUMO A deficiência grave de vitamina D resulta em raquitismo em crianças e osteomalacia em adultos. Os efeitos benéficos no sistema musculoesquelético e em certas funções fisiológicas são bem-compreendidos. Evidências adicionais em anos recentes suportam potencial papel positivo da vitamina D fora do tecido ósseo. Entre eles, possíveis efeitos sobre a imunidade, risco de infecções, função neuromuscular e prevenção de quedas. Doses adequadas de suplementação de vitamina D em populações com deficiência apresentaram resultados favoráveis. Embora as evidências acumuladas apoiem as associações entre a suficiência de vitamina D e as funções físicas e mentais melhoradas, não existe literatura definitiva baseada em ensaios clínicos randomizados bem-desenhados. A maioria dos estudos aponta efeitos protetores significativos da vitamina D quando a concentração sérica de 25(OH)2 D é maior ou igual a30 ng/mL e é mantida em longo prazo.

Highlights

• Existe a possibilidade de efeitos extraesqueléticos da Vitamina D, que se baseia na evidência da expressão do receptor da vitamina D (VDR) em diversos tecidos;

• Evidências apontam para um potencial efeito da vitamina D na fisiologia neuromuscular e prevenção de quedas, na imunidade inata e proteção contra infecções;

• Há evidências epidemiológicas de que baixo status de vitamina D está relacionado com a gravidade de várias doenças autoimunes, entretanto há limitada evidência correlacionando doença autoimune e suplementação de vitamina D;

• À luz do conhecimento atual, ainda, é preciso compreender completamente a utilidade clínica da vitamina D para seus efeitos benéficos extraesqueléticos

Domiciano D, Castro CH. Vitamina D em doenças reumatológicas.In: A importância da vitamina D na saúde da mulher. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia; 2017. Cap. 7, p.57-66. (Série Orientações e Recomendações FEBRASGO; no.14/Comissão Nacional Especializada em Osteoporose)

CAPÍTULO 8 DIAGNÓSTICO DA HIPOVITAMINOSE D

Maria Celeste Osorio Wender1

1 Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil.

RESUMO A hipovitaminose D é altamente prevalente em todo o mundo. Estudos relatam elevada prevalência dessa doença em várias regiões geográficas, inclusive, no Brasil, podendo acometer mais de 90% dos indivíduos, dependendo da população estudada. Apesar da grande prevalência de hipovitaminose D, há consenso sobre a não recomendação de se fazer rastreamento populacional. A 25(OH)D é a principal forma circulante da vitamina D, com uma meia-vida de 2 a 3 semanas, e o melhor indicador para monitorar o estado da vitamina D. O valor considerado como suficiência de vitamina D para a saúde óssea é controverso. A Sociedade Brasileira de Endorinologia e Metabologia havia proposto valor de referência de 30 ng/mL, porém recentemente tem sido considerado valor de 20ng/ml como adequado para população geral saudável e permanecendo valores acima de 30ng/ml para pacientes de risco para hipovitaminose D.

Highlights

• A hipovitaminose D é altamente prevalente e constitui um problema de saúde pública em todo o mundo.

• A avaliação laboratorial deve ser realizada por meio da mensuração da 25(OH)D e devem ser considerados indivíduos com risco para deficiência de vitamina D.

Wender MC. Diagnóstico da hipovitaminose D. In: A importância da vitamina D na saúde da mulher. São Paulo: Federação das Associações Brasileiras de Ginecologia e Obstetrícia; 2017. Cap.8, p. 67-73 (Série Orientações e Recomendações FEBRASGO; no.14/Comissão Nacional Especializada em Osteoporose).

 

CAPÍTULO 9 : TRATAMENTO DA HIPOVITAMINOSE D

Luciano de Melo Pompei1 Marcelo Luis Steiner1 César Eduardo Fernandes1

1 Faculdade de Medicina do ABC, Santo André, SP, Brasil.

RESUMO A principal fonte de vitamina D para o ser humano é sua síntese na pele sob exposição solar ultravioleta, pois os alimentos usuais do dia a dia são pobres nessa vitamina. Quando há hipovitaminose, sua correção deve ser realizada por meio de suplementos. A tabela brasileira de adequação de ingestão diária recomenda 200 UI de vitamina D para o adulto, entretanto esse valor está defasado em relação a recomendações internacionais. O Institute of Medicine dos Estados Unidos recomenda para adultos ao menos 600 UI/ dia; e a Endocrine Society indica a partir de 600 a 800, reforçando que 1.500 a 2.000 UI/ dia seriam necessários para que os níveis de 25(OH) vitamina D superassem os 30 ng/mL. A suplementação, quando recomendada, pode ser realizada por meio da administração de colecalciferol (vitamina D3) ou ergocalciferol (vitamina D2). Na prática, o colecalciferol é a forma mais utilizada. Como regra geral, para cada 100 UI de vitamina D suplementada, há acréscimo de 0,7 a 1,0 ng/mL, todavia deve-se atentar que a resposta não é linear e sofre influência de diversos fatores. Para níveis plasmáticos de 25(OH)vitamina D abaixo de 20 ng/mL, recomenda-se esquema de ataque consistindo em 50.000 UI de vitamina D por semana, em dose única semanal, ou fracionada em doses diárias, por 6 a 8 semanas. Após atingir a adequação, passa-se para as doses de manutenção, para tanto, seguindo as recomendações mencionadas da Endocrine Society. Para gestantes, prefere-se regimes de administração diária ao invés do semanal ou mensal.

Highlights Detectada a hipovitaminose D, os níveis de vitamina D devem ser corrigidos e a forma de fazê-lo com segurança merece ser abordada. Como a principal fonte de vitamina D para o ser humano é sua síntese na pele e os alimentos habituais não fornecem quantidade suficiente, o tratamento deve ser por meio de suplementação com vitamina D. Em algumas situações, há necessidade de dose de ataque por 6 a 8 semanas. Depois, passa-se a utilizar dose de manutenção. Está demonstrado o benefício da correção dos níveis plasmáticos de vitamina D naqueles indivíduos pertencentes às populações de risco para a hipovitaminose, merecendo destaque os portadores de osteoporose, pois a correção dos níveis plasmáticos melhora a resposta ao tratamento. A suplementação realizada segundo as doses recomendadas oferece baixíssimo risco de intoxicação.

Pompei LM, Steiner ML, Fernandes CE. Tratamento da hipovitaminose D. In: A importância da vitamina D na saúde da mulher. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia; 2017. Cap. 9, p.74-82. (Série Orientações e Recomendações FEBRASGO; no.14/Comissão Nacional Especializada em Osteoporose)

 


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A vitamina D é essencial para o bom funcionamento do corpo humano. Há também evidências de associação da hipovitaminose D com problemas de fertilidade em mulheres

?Uma revisão teve como objetivo avaliar a relação entre a hipovitaminose D e as doenças que afetam a fertilidade das mulheres (síndrome do ovário poliquístico (SOP), leiomiomas uterinos e endometriose) e fertilização in vitro (FIV)

?Esta revisão sistemática da literatura foi conduzida em Scopus e PubMed para publicações relevantes em inglês desde 1989

?A vitamina D influencia o funcionamento do sistema reprodutor em mulheres e sua deficiência tem sido associada a SOP, leiomiomas uterinos, endometriose e fertilização in vitro (FIV) . Estudos adicionais em grupos maiores de pacientes são necessários para estabelecer qual papel da vitamina D desempenha no tratamento da infertilidade feminina


 

Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)

 . Manuscrito do autor; disponível no PMC 2020 2 de janeiro.
Publicado na forma final editada como:

Publicado online em 19 de julho de 2018. Doi:  10.1016 / j.fertnstert.2018.05.004

PMCID: PMC6939856
NIHMSID: NIHMS1061931
PMID: 30033227

Recomendações da diretriz internacional baseada em evidências para a avaliação e tratamento da síndrome dos ovários policísticos

Helena J. Teede , MBBS, Ph.D., FRACP, FAAHMS, a, b, Marie L. Misso , Ph.D., B.Sc. (Hons.), A b, Michael F. Costello , MBBS, M.Med. (RH & HG), FRANZCOG, CREI, D.Med.Sc., Anuja Dokras , MD, Ph.D., Joop Laven , MD, Ph.D., Lisa Moran , B.Sc . (Hons.), BND, G. Cert. Bar. Saúde, Ph.D., um b, Terhi Piltonen , MD, Ph.D., g e Robert. J. Norman , FRANZCOG, FRCPA, FRCPath, FRCOG, CREI a, b, h , Rede PCOS Internacional

Resumo

Questão de Estudo:

Qual é a avaliação e o tratamento recomendados para mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP), com base nas melhores evidências disponíveis, conhecimento clínico e preferência do consumidor?

Resposta Resumida:

As diretrizes internacionais baseadas em evidências, incluindo 166 recomendações e pontos de prática, abordaram questões priorizadas para promover cuidados consistentes e baseados em evidências e melhorar a experiência e os resultados de saúde de mulheres com SOP.

O que já se sabe:

As diretrizes anteriores careciam de processos rigorosos baseados em evidências, não envolviam perspectivas multidisciplinares de consumidores e internacionais ou estavam desatualizadas. O diagnóstico de SOP permanece controverso e a avaliação e o gerenciamento são inconsistentes. As necessidades das mulheres com SOP não estão sendo atendidas adequadamente e persistem lacunas na prática de evidências.

Desenho do Estudo, Tamanho, Duração:

O desenvolvimento de diretrizes internacionais baseadas em evidências envolveu sociedades profissionais e organizações de consumidores com especialistas multidisciplinares e mulheres com SOP diretamente envolvidas em todas as etapas. A avaliação das diretrizes para processos de conformidade com a pesquisa e avaliação (AGREE) II foi seguida, com extensa síntese de evidências. A estrutura de classificação das recomendações, avaliação, desenvolvimento e avaliação (GRADE) foi aplicada em toda a qualidade da evidência, viabilidade, aceitabilidade, custo, implementação e, finalmente, força das recomendações.

Participantes / Materiais, Cenário, Métodos:

A governança incluiu um conselho internacional dos seis continentes e um conselho de projeto, cinco grupos de desenvolvimento de diretrizes e comitês de consumidores e tradução. Um amplo envolvimento do profissional de saúde e do consumidor informou o escopo e as prioridades das diretrizes. Os painéis indicados pela sociedade internacional envolvidos incluíram pediatria, endocrinologia, ginecologia, atenção primária, endocrinologia reprodutiva, obstetrícia, psiquiatria, psicologia, dietética, fisiologia do exercício, saúde pública e outros especialistas, além de consumidores, gerenciamento de projetos, síntese de evidências e especialistas em tradução. Trinta e sete sociedades e organizações cobrindo 71 países envolvidos no processo. Vinte encontros presenciais ao longo de 15 meses abordaram 60 questões clínicas priorizadas, envolvendo 40 revisões sistemáticas e 20 narrativas.

Principais Resultados e o Papel da Chance:

A evidência na avaliação e gerenciamento da SOP é geralmente de qualidade baixa a moderada. A diretriz fornece 31 recomendações baseadas em evidências, 59 recomendações de consenso clínico e 76 pontos de prática clínica, todos relacionados à avaliação e gerenciamento da SOP. As principais mudanças nesta diretriz incluem: i) refinamento considerável dos critérios de diagnóstico individual, com foco na melhoria da precisão do diagnóstico; ii) redução de testes desnecessários; iii) aumento do foco na educação, modificação do estilo de vida, bem-estar emocional e qualidade de vida; e iv) enfatizar a terapia médica baseada em evidências e o gerenciamento de fertilidade mais barato e seguro.

Limitações, razões para cautela:

A evidência geral é geralmente de qualidade baixa a moderada, exigindo uma pesquisa significativamente maior nessa condição negligenciada, mas comum, especialmente em torno do aprimoramento de recursos de diagnóstico específicos na SOP. A variação do sistema regional de saúde é reconhecida e é fornecido um processo de orientação e adaptação dos recursos de tradução.

Implicações mais amplas dos resultados:

A diretriz internacional para a avaliação e gerenciamento do PCOS fornece aos clínicos conselhos claros sobre as melhores práticas, com base nas melhores evidências disponíveis, opiniões multidisciplinares especializadas e preferências do consumidor. Foram geradas recomendações de pesquisa e um amplo programa de disseminação e tradução multifacetado apóia a diretriz com um programa de avaliação integrado.

Financiamento do estudo / juros (s) concorrentes:

A diretriz foi financiada principalmente pelo Conselho Nacional Australiano de Saúde e Pesquisa Médica da Austrália (NHMRC), apoiado por uma parceria com a ESHRE e a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva. Os membros do grupo de desenvolvimento de diretrizes não receberam pagamento. As despesas de viagem foram cobertas pelas organizações patrocinadoras. As divulgações de conflitos de interesse foram declaradas desde o início e atualizadas ao longo do processo de diretrizes, alinhadas com os processos de diretrizes do NHMRC. Detalhes completos dos conflitos declarados entre os grupos de desenvolvimento de diretrizes estão disponíveis em https://www.monash.edu/medicine/sphpm/mchri/pcos/guidelineno registro de divulgações de interesse. Dos autores nomeados, o Dr. Costello declarou ações na Virtus Health e patrocínio anterior da Merck Serono para apresentações em conferências. O Prof. Laven declarou doações da Ferring, Euroscreen e honorários pessoais da Ferring, Euroscreen, Danone e Titus Healthcare. O professor Norman declarou uma participação acionária menor em uma unidade de fertilização in vitro. Os demais autores não têm conflitos de interesse a declarar. A diretriz foi revisada por grupos de interesses especiais em nossas sociedades parceiras e colaboradoras e organizações de consumidores, foi avaliada independentemente de acordo com os critérios AGREEII e foi submetida a uma revisão metodológica. Esta diretriz foi aprovada por todos os membros dos grupos de desenvolvimento de diretrizes e foi submetida à aprovação final pelo NHMRC

Palavras-chave: Síndrome dos ovários policísticos, diretriz, baseada em evidências

MATERIAIS E MÉTODOS

Os métodos de desenvolvimento de diretrizes baseadas em evidências das melhores práticas foram aplicados e são detalhados na diretriz completa e nos relatórios técnicos e descritos em figura 1e disponível em https://www.monash.edu/medicine/sphpm/mchri/pcos (  ). O processo está alinhado com todos os elementos da ferramenta AGREEII para avaliação das diretrizes de qualidade (  ). Isso envolveu uma extensa síntese de evidências e a estrutura de Classificação das Recomendações, Avaliação, Desenvolvimento e Avaliação (GRADE), cobrindo a qualidade, a viabilidade, a aceitabilidade, o custo, a implementação e, finalmente, a força das recomendações (  ). Os métodos de síntese de evidências estão descritos na diretriz completa e nas melhores práticas seguidas (  –  ). As categorias incluem recomendações baseadas em evidências ou consenso com os pontos de prática clínica que o acompanham (tabela 1)

Um arquivo externo que contém uma imagem, ilustração etc. O nome do objeto é nihms-1061931-f0001.jpg

TABELA 1

Categorias de recomendações nas diretrizes da SOP.

EBR Recomendações baseadas em evidências são feitas quando as evidências são suficientes para informar uma recomendação feita pelo grupo de desenvolvimento de diretrizes.
CCR Recomendações de consenso clínico são feitas na ausência de evidência adequada na SOP. Eles são informados por evidências em outras populações e são feitos pelo grupo de desenvolvimento de diretrizes, usando processos rigorosos e transparentes.
CPP Os pontos da prática clínica são apresentados onde as evidências não foram buscadas e são feitas onde questões clínicas importantes surgiram da discussão de recomendações baseadas em evidências ou de consenso clínico.

Qualidade (certeza) das categorias de evidência

Alto ++++ Muito confiante de que o efeito verdadeiro está próximo ao da estimativa do efeito.
Moderado +++- Confiança moderada na estimativa do efeito: é provável que o efeito verdadeiro seja próximo da estimativa do efeito, mas existe a possibilidade de que seja substancialmente diferente.
Baixo ++– Confiança limitada na estimativa do efeito: o efeito real pode ser substancialmente diferente da estimativa do efeito.
Muito baixo +— Pouca confiança na estimativa do efeito: é provável que o efeito verdadeiro seja substancialmente diferente da estimativa do efeito.

Nota: Adaptado da Classificação de Recomendações, Avaliação, Desenvolvimento e Avaliação (GRADE) (  ).

TABELA 3

Recomendações e pontos de prática.

Categoria (consulte tabela 1 para definição) Recomendação GRAU e Qualidade
1. TRIAGEM, AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA, AVALIAÇÃO DE RISCOS E FASE DE VIDA
Ciclos irregulares e disfunção ovulatória
CCR Ciclos menstruais irregulares são definidos como:

  • Normal no primeiro ano pós-menarca como parte da transição puberal

  • 1 a <3 anos após a menarca: <21 ou> 45 dias

  • 3 anos após a menarca até a perimenopausa: <21 ou> 35 dias ou <8 ciclos por ano

  • 1 ano após a menarca> 90 dias para qualquer ciclo

  • Amenorréia primária aos 15 anos ou> 3 anos após a celulite (desenvolvimento da mama)

****
Quando ciclos menstruais irregulares estão presentes, um diagnóstico de SOP deve ser considerado e avaliado de acordo com as diretrizes
CCR Em um adolescente com ciclos menstruais irregulares, o valor e o momento ideal de avaliação e diagnóstico da SOP devem ser discutidos com o paciente, levando em consideração os desafios diagnósticos nesta fase da vida e os fatores psicossociais e culturais ****
CPP Para adolescentes que apresentam características da SOP, mas não atendem aos critérios de diagnóstico, um “risco aumentado” pode ser considerado e uma reavaliação aconselhada antes ou antes da maturidade reprodutiva total, 8 anos após a menarca. Isso inclui aqueles com características de SOP antes do início da pílula anticoncepcional combinada (COCP), aqueles com características persistentes e aqueles com ganho de peso significativo na adolescência.
CPP A disfunção ovulatória ainda pode ocorrer com ciclos regulares e, se a anovulação precisar ser confirmada, os níveis séricos de progesterona podem ser medidos.
Hiperandrogenismo bioquímico
EBR A testosterona livre calculada, o índice de androgênio livre ou a testosterona biodisponível calculada devem ser usados para avaliar o hiperandrogenismo bioquímico no diagnóstico da SOP. ****
++–
EBR Ensaios de alta qualidade, como cromatografia líquida-espectrometria de massa (LCMS) e imunoensaios de extração / cromatografia, devem ser utilizados para a avaliação mais precisa da testosterona total ou livre na SOP. ***
++–
EBR Androstenediona e sulfato de desidroepiandrosterona (DHEAS) podem ser considerados se a testosterona total ou livre não estiver elevada; no entanto, eles fornecem informações adicionais limitadas no diagnóstico da SOP. ***
++–
CCR Ensaios diretos de testosterona livre, como radiométricos ou enzimáticos, preferencialmente não devem ser utilizados na avaliação do hiperandrogenismo bioquímico na SOP, pois demonstram baixa sensibilidade, exatidão e precisão.
CPP A avaliação confiável do hiperandrogenismo bioquímico não é possível em mulheres sob contracepção hormonal, devido a efeitos na globulina de ligação a hormônios sexuais e na produção alterada de androgênio dependente de gonadotrofinas.
CPP Onde a avaliação do hiperandrogenismo bioquímico é importante em mulheres sob contracepção hormonal, recomenda-se a retirada do medicamento por três meses ou mais antes da medição, e o controle da contracepção com alternativa não hormonal é necessário durante esse período.
CPP A avaliação do hiperandrogenismo bioquímico é mais útil no estabelecimento do diagnóstico de SOP e / ou fenótipo em que os sinais clínicos de hiperandrogenismo (em particular o hirsutismo) não são claros ou ausentes.
CPP A interpretação dos níveis de andrógeno precisa ser orientada pelas faixas de referência do laboratório usado, reconhecendo que as faixas para diferentes métodos e laboratórios variam amplamente. Os valores normais são idealmente baseados nos níveis de uma população controle saudável bem fenotipada ou na análise de agrupamentos de uma grande população geral, considerando a idade e os estágios puberal.
CPP Onde os níveis de andrógenos estão marcadamente acima das faixas de referência laboratoriais, outras causas de hiperandrogenismo bioquímico precisam ser consideradas. A história de início e progressão dos sintomas é crítica na avaliação de neoplasias; no entanto, algumas neoplasias secretoras de andrógenos podem apenas induzir aumentos leves a moderados no hiperandrogenismo bioquímico.
Hiperandrogenismo clínico
CCR Uma história abrangente e um exame físico devem ser concluídos quanto a sintomas e sinais de hiperandrogenismo clínico, incluindo acne, alopecia e hirsutismo e, em adolescentes, acne e hirsutismo graves. ****
CCR Os profissionais de saúde devem estar cientes do potencial impacto psicossocial negativo do hiperandrogenismo clínico. O crescimento indesejado e / ou alopecia de pêlos indesejados relatados devem ser considerados importantes, independentemente da aparente gravidade clínica. ****
CCR Escalas visuais padronizadas são preferidas na avaliação do hirsutismo, como o escore de Ferriman Gallwey modificado (mFG) com um nível de 4-6 indicando hirsutismo, dependendo da etnia, reconhecendo que o autotratamento é comum e pode limitar a avaliação clínica. (Veja recomendações sobre variação étnica.) ****
CCR O escore visual de Ludwig é preferido para avaliar o grau e a distribuição da alopecia. ****
CPP Não há avaliações visuais universalmente aceitas para avaliar a acne.
CPP A prevalência de hirsutismo é a mesma nas etnias, mas as pontuações de corte de mFG para definir o hirsutismo e a gravidade do hirsutismo variam de acordo com a etnia.
CPP Como a variação étnica na densidade do cabelo velino é notável, pode ocorrer uma superestimação do hirsutismo se o cabelo veloso for confundido com o cabelo terminal; somente os pêlos terminais precisam ser considerados no hirsutismo patológico, com os pêlos terminais crescendo clinicamente> 5 mm de comprimento se não forem tratados, variando de forma e textura e geralmente sendo pigmentados.
Ultra-som e morfologia do ovário policístico (PCOM)
CCR O ultrassom não deve ser usado para o diagnóstico de SOP em pessoas com idade ginecológica <8 anos (<8 anos após a menarca), devido à alta incidência de ovários multifoliculares nesta fase da vida. ****
CCR O limiar para o PCOM deve ser revisado regularmente com o avanço da tecnologia de ultrassom e os valores de corte específicos para a idade para o PCOM devem ser definidos. ****
CCR A abordagem por ultrassonografia transvaginal é preferida no diagnóstico de SOP, se sexualmente ativa e aceitável para o indivíduo que está sendo avaliado. ****
CCR Usando transdutores de ultrassom endovaginal com uma largura de banda de frequência que inclui 8 MHz, o limiar para PCOM em qualquer ovário, um número folicular por ovário de R20 e / ou um volume ovariano maior ou igual a 10 ml em qualquer ovário, garantindo que não haja corpos lúteos, cistos ou folículos dominantes estão presentes.
CPP Se estiver usando tecnologia mais antiga, o limite para o PCOM pode ser um volume ovariano maior ou igual a 10 ml em qualquer ovário.
CPP Em pacientes com ciclos menstruais irregulares e hiperandrogenismo, um ultrassom ovariano não é necessário para o diagnóstico de SOP; no entanto, o ultrassom identificará o fenótipo completo da SOP.
CPP Na ultrassonografia transabdominal, a notificação é mais focada no volume ovariano com um limiar de maior ou igual a 10 ml, dada a dificuldade de avaliar com segurança o número de folículos com essa abordagem.
CPP Protocolos claros são recomendados para relatar o número de folículos por ovário e volume ovariano na ultrassonografia. Os padrões mínimos de relatório recomendados incluem:

  • Último período menstrual

  • Frequência de largura de banda do transdutor

  • Abordagem / rota avaliada

  • Número total de folículos por ovário, medindo 2–9 mm

  • Três dimensões e volume de cada ovário

  • É preferível relatar a espessura e aparência do endométrio; A avaliação endometrial em três camadas pode ser útil para rastrear patologias endometriais

  • Outra patologia ovariana e uterina, bem como cistos ovarianos, corpo lúteo, folículos dominantes maior ou igual a 10 mm

CPP É necessário treinamento em contagem cuidadosa e meticulosa de folículos por ovário, para melhorar a notificação.
Hormônio anti-Mülleriano (AMH)
EBR Os níveis séricos de AMH ainda não devem ser utilizados como uma alternativa para a detecção de PCOM ou como um único teste para o diagnóstico de SOP. ***
++ —
CPP Há evidências emergentes de que, com a padronização aprimorada de ensaios e níveis ou limites estabelecidos de corte com base na validação em larga escala em populações de diferentes idades e etnias, os ensaios AMH serão mais precisos na detecção de PCOM.
Variação étnica
CCR Os profissionais de saúde devem considerar a variação étnica na apresentação e nas manifestações da SOP, incluindo:

  • Fenótipo relativamente leve em caucasianos

  • Maior índice de massa corporal (IMC) em mulheres caucasianas, especialmente na América do Norte e Austrália

  • Hirsutismo mais grave em mulheres do Oriente Médio, hispânicas e mediterrâneas

  • Maior adiposidade central, resistência à insulina, diabetes, riscos metabólicos e acantose nigricans no sudeste asiático e indígena australiana

  • Menor IMC e hirsutismo leve em asiáticos orientais

  • Maior IMC e características metabólicas em africanos

****
Fase da vida na menopausa
CCR A persistência pós-menopausa da SOP pode ser considerada provável com evidências contínuas de hiperandrogenismo.
CCR Um diagnóstico de pós-menopausa para SOP pode ser considerado se houver um diagnóstico passado de SOP, uma história de longo prazo de ciclos menstruais irregulares e hiperandrogenismo e / ou PCOM, durante os anos reprodutivos.
CPP As mulheres na pós-menopausa que apresentam hiperandrogenismo recente, grave ou piorando, incluindo hirsutismo, requerem investigação para descartar tumores secretores de androgênio e hipertensão ovariana.
Risco de doença cardiovascular (DCV)
CCR A todos os portadores de SOP deve ser oferecido monitoramento regular de alterações de peso e excesso de peso, em consulta e onde aceitável para cada mulher. O monitoramento pode ser realizado a cada visita ou no mínimo 6 a 12 meses, com frequência planejada e acordada entre o profissional de saúde e o indivíduo. ****
CCR O peso, a altura e a circunferência ideal da cintura devem ser medidos e o IMC calculado com os seguintes fatores:

  • As categorias de IMC e a circunferência da cintura devem seguir as diretrizes da Organização Mundial da Saúde, observando também as faixas étnicas e de adolescentes.

  • Deve-se considerar os grupos étnicos asiáticos e de alto risco, incluindo o monitoramento recomendado da circunferência da cintura.

****
CCR Todas as mulheres com SOP devem ser avaliadas quanto a fatores de risco cardiovascular e risco global de DCV. ****
CCR Se a triagem revelar fatores de risco para DCV, incluindo obesidade, tabagismo, dislipidemia, hipertensão, tolerância à glicose diminuída e falta de atividade física, as mulheres com SOP devem ser consideradas com risco aumentado de DCV. ****
CCR Mulheres com sobrepeso e obesas com SOP, independentemente da idade, devem ter um perfil lipídico em jejum (colesterol, colesterol de lipoproteína de baixa densidade, colesterol de lipoproteína de alta densidade e nível de triglicerídeos no diagnóstico). Posteriormente, a frequência da medição deve ser baseada na presença de hiperlipidemia e no risco global de DCV. ****
CCR Todas as mulheres com SOP devem medir a pressão arterial anualmente ou mais frequentemente com base no risco global de DCV. ****
CPP Os profissionais de saúde precisam estar cientes de que o risco de DCV em mulheres com SOP permanece incerto, pendente de estudos de alta qualidade; no entanto, a prevalência de fatores de risco para DCV é aumentada, justificando a consideração da triagem.
CPP É necessário considerar as diferenças significativas no risco de DCV entre as etnias (consulte Variação étnica) ao determinar a frequência da avaliação de riscos.
Diabetes gestacional, tolerância à glicose diminuída e diabetes tipo 2
CCR Profissionais de saúde e mulheres com SOP devem estar cientes de que, independentemente da idade, a prevalência de diabetes gestacional, tolerância à glicose diminuída e diabetes tipo 2 (5 vezes na Ásia, 4 vezes nas Américas e 3 vezes na Europa) são aumentou significativamente na SOP, com risco independente da obesidade, ainda que exacerbado. ****
CCR O status glicêmico deve ser avaliado na linha de base em todas as mulheres com SOP. Posteriormente, a avaliação deve ser de um a três anos, influenciada pela presença de outros fatores de risco para diabetes. ****
CCR Um teste oral de tolerância à glicose (OGTT), glicose plasmática em jejum ou HbA1c deve ser realizado para avaliar o status glicêmico. Em mulheres de alto risco com SOP (incluindo IMC> 25 kg / m 2 ou em asiáticos> 23 kg / m 2 , história de glicemia em jejum, tolerância à glicose ou diabetes gestacional, histórico familiar de diabetes mellitus tipo 2, hipertensão ou etnia de alto risco), recomenda-se um OGTT. ****
CCR Um OGTT de 75 g deve ser oferecido em todas as mulheres com preconceito de SOP ao planejar a gravidez ou procurar tratamento de fertilidade, dado o alto risco de hiperglicemia e as comorbidades associadas na gravidez. Se não for realizado um pré-conceito, um OGTT deve ser oferecido com menos de 20 semanas de gestação e todas as mulheres com SOP devem receber o teste com 24 a 28 semanas de gestação. ****
Apneia obstrutiva do sono (AOS)
CCR A triagem deve ser considerada apenas para a OSA na SOP para identificar e aliviar os sintomas relacionados, como ronco, despertar não renovado do sono, sonolência diurna e o potencial de fadiga contribuir para os transtornos do humor. A triagem não deve ser considerada com a intenção de melhorar o risco cardiometabólico, com evidências inadequadas dos benefícios metabólicos do tratamento da AOS na SOP e nas populações em geral. ****
CCR Um questionário simples de triagem, preferencialmente a ferramenta de Berlim, poderia ser aplicado e, se positivo, encaminhamento a um especialista considerado.
CPP Uma triagem positiva aumenta a probabilidade de AOS, no entanto, não quantifica a carga dos sintomas e, por si só, não justifica o tratamento. Se as mulheres com SOP apresentam sintomas de AOS e uma tela positiva, pode-se considerar o encaminhamento a um centro especializado para avaliação posterior.
Câncer do endométrio
CCR Profissionais de saúde e mulheres com SOP devem estar cientes de um risco 2 a 6 vezes maior de câncer endometrial, que geralmente se apresenta antes da menopausa; no entanto, o risco absoluto de câncer endometrial permanece relativamente baixo. ***
CPP Os profissionais de saúde exigem um limiar baixo para a investigação de câncer endometrial em mulheres com SOP ou história de SOP, com investigação por ultrassonografia transvaginal e / ou biópsia endometrial recomendada com endométrio espessado persistente e / ou fatores de risco, incluindo amenorréia prolongada, sangramento vaginal excessivo ou anormal peso. No entanto, a triagem ultrassonográfica de rotina da espessura endometrial na SOP não é recomendada.
CPP A prevenção ideal para hiperplasia endometrial e câncer endometrial não é conhecida. Uma abordagem pragmática pode incluir terapia com COCP ou progestina naqueles com ciclos superiores a 90 dias.
2. PREVALÊNCIA, TRIAGEM, AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA E TRATAMENTO NO BEM-ESTAR EMOCIONAL
Qualidade de vida
CCR Profissionais de saúde e mulheres devem estar cientes do impacto adverso da SOP na qualidade de vida. ****
CCR Os profissionais de saúde devem capturar e considerar as percepções dos sintomas, o impacto na qualidade de vida e as prioridades pessoais dos cuidados para melhorar os resultados dos pacientes. ****
CPP A ferramenta de qualidade de vida do PCOS (PCOSQ), ou o PCOSQ modificado, pode ser útil clinicamente para destacar os recursos do PCOS que causam maior sofrimento e para avaliar os resultados do tratamento das preocupações subjetivas à saúde da mulher.
Sintomas depressivos e de ansiedade, triagem e tratamento
CCR Os profissionais de saúde devem estar cientes de que, na SOP, existe uma alta prevalência de ansiedade moderada a grave e sintomas depressivos em adultos; e provável aumento da prevalência em adolescentes. ****
CCR Ansiedade e sintomas depressivos devem ser rastreados rotineiramente em todos os adolescentes e mulheres com SOP no momento do diagnóstico. Se a triagem desses sintomas e / ou outros aspectos do bem-estar emocional for positiva, uma avaliação e / ou encaminhamento para avaliação e tratamento devem ser concluídas por profissionais de saúde adequadamente qualificados, informados por diretrizes regionais. ****
CCR Se o tratamento for justificado, a terapia psicológica e / ou o tratamento farmacológico devem ser oferecidos na SOP, informada pelas diretrizes regionais da prática clínica. ****
CPP O intervalo ideal para a triagem de sintomas de ansiedade e depressão não é conhecido. Uma abordagem pragmática pode incluir triagem repetida usando julgamento clínico, considerando fatores de risco, comorbidades e eventos da vida.
CPP A avaliação da ansiedade e / ou sintomas depressivos envolve a avaliação de fatores de risco, sintomas e gravidade. Os sintomas podem ser rastreados de acordo com as diretrizes regionais ou usando abordagens passo a passo simples (consulte a diretriz completa para obter detalhes).
CPP Onde o tratamento farmacológico para ansiedade e depressão é oferecido na SOP, é necessário considerar o seguinte:

  • É necessário cuidado para evitar tratamento inadequado com antidepressivos ou ansiolíticos. Nos casos em que os distúrbios de saúde mental são claramente documentados e persistentes, ou se há sintomas suicidas, o tratamento da depressão ou da ansiedade precisa ser informado pelas diretrizes clínicas clínicas regionais.

  • O uso de agentes que exacerbam os sintomas da SOP, incluindo ganho de peso, precisa de consideração cuidadosa.

CPP Fatores como obesidade, infertilidade e hirsutismo precisam ser considerados juntamente com o uso de medicamentos hormonais na SOP, pois podem exacerbar independentemente os sintomas depressivos e de ansiedade e outros aspectos do bem-estar emocional.
Função psicossexual
CCR Todos os profissionais de saúde devem estar cientes do aumento da prevalência de disfunção psicossexual e devem considerar explorar como os recursos da SOP, incluindo hirsutismo e imagem corporal, afetam a vida sexual e os relacionamentos na SOP. ****
CCR Se houver suspeita de disfunção psicossexual, ferramentas como o Índice de Função Sexual Feminina podem ser consideradas. ****
Imagem corporal
CCR Profissionais de saúde e mulheres devem estar cientes de que os recursos da SOP podem afetar a imagem corporal. ***
CPP Imagem corporal negativa, pode ser rastreada de acordo com as diretrizes regionais ou usando uma abordagem por etapas (consulte a diretriz completa para obter detalhes.
Distúrbios alimentares e desordem alimentar
CCR Todos os profissionais de saúde e mulheres devem estar cientes do aumento da prevalência de distúrbios alimentares e distúrbios alimentares associados à SOP. **
CCR Se houver suspeita de distúrbios alimentares e desordem alimentar, avaliação, encaminhamento e tratamento adicionais, incluindo terapia psicológica, poderão ser oferecidos por profissionais de saúde adequadamente treinados, informados por diretrizes regionais ou usando uma abordagem em etapas (consulte a diretriz completa para obter detalhes). **
Recursos de informação, modelos de atenção, considerações culturais e linguísticas
CCR Os recursos de informação e educação para mulheres com SOP devem ser culturalmente apropriados, adaptados e de alta qualidade, devem usar uma abordagem respeitosa e empática, promover o autocuidado e destacar grupos de apoio a colegas. ****
CCR Os recursos de informação e educação para os profissionais de saúde devem promover os critérios de diagnóstico recomendados, triagem apropriada para comorbidades e estilo de vida e gerenciamento farmacológico eficazes. ****
CCR As informações da SOP devem ser abrangentes, baseadas em evidências e incluir as dimensões biopsicossociais da SOP ao longo da vida. ****
CCR As necessidades, preferências de comunicação, crenças e cultura das mulheres devem ser consideradas e
abordadas através do fornecimento de recursos e cuidados co-projetados cultural e linguisticamente apropriados.
****
CPP O cuidado interdisciplinar precisa ser considerado para aqueles com SOP, onde apropriado e disponível. Os cuidados primários geralmente estão bem posicionados para diagnosticar, rastrear e coordenar os cuidados interdisciplinares.
CPP Os cuidados precisam ser centrados nas pessoas, abordar as prioridades das mulheres e ser prestados em parceria com as pessoas com SOP e, quando apropriado, com suas famílias.
CPP A disseminação e tradução de diretrizes, incluindo ferramentas e recursos multimodais de educação, é importante, com consulta e engajamento com as partes interessadas internacionalmente.
3. ESTILO DE VIDA
Eficácia das intervenções no estilo de vida
CCR Comportamentos no estilo de vida saudável, que incluam alimentação saudável e atividade física regular, devem ser recomendados em todos os portadores de SOP para atingir e / ou manter um peso saudável e otimizar os resultados hormonais, a saúde geral e a qualidade de vida ao longo da vida. ****
EBR A intervenção no estilo de vida (preferencialmente multicomponente, incluindo dieta, exercício e estratégias comportamentais) deve ser recomendada em todos aqueles com SOP e excesso de peso, para reduções de peso, obesidade central e resistência à insulina. ***
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CPP Objetivos alcançáveis, como 5% a 10% de perda de peso naqueles com excesso de peso, produz melhorias clínicas significativas e é considerada uma redução de peso bem-sucedida em seis meses. A avaliação e o monitoramento contínuos são importantes durante a perda e manutenção de peso em todas as mulheres com SOP.
CPP O estabelecimento de metas e o auto-monitoramento SMART (específico mensurável, realizável, realista e oportuno) podem permitir a consecução de objetivos realistas de estilo de vida.
CPP Fatores psicológicos, como ansiedade e sintomas depressivos, preocupações com a imagem corporal e alimentação desordenada, precisam ser considerados e geridos para otimizar o envolvimento e a adesão às intervenções no estilo de vida.
CPP As interações dos profissionais de saúde em torno do estilo de vida saudável, incluindo dieta e exercício, precisam ser respeitosas, centradas no paciente e valorizar as preferências de estilo de vida saudável individualizadas das mulheres e as diferenças culturais, socioeconômicas e étnicas. Os profissionais de saúde também precisam considerar sensibilidades pessoais, marginalização e potencial estigma relacionado ao peso.
CPP As categorias de IMC e circunferência da cintura para adolescentes e étnicos precisam ser consideradas ao otimizar o estilo de vida e o peso.
CPP Estilo de vida saudável pode contribuir para benefícios de saúde e qualidade de vida na ausência de perda de peso.
CPP O estilo de vida saudável e o gerenciamento ideal do peso parecem igualmente eficazes na SOP como na população em geral e são de responsabilidade conjunta de todos os profissionais de saúde, em parceria com mulheres com SOP. Onde surgem questões complexas, é necessário considerar o encaminhamento para profissionais de saúde aliados adequadamente treinados.
CPP Grupos étnicos com SOP que apresentam alto risco cardiometabólico exigem maior consideração em termos de estilo de vida saudável e intervenção no estilo de vida (consulte Variação étnica).
Estratégias comportamentais
CCR As intervenções no estilo de vida podem incluir estratégias comportamentais, como estabelecimento de metas, automonitoramento, controle de estímulos, resolução de problemas, treinamento de assertividade, alimentação mais lenta, reforço de mudanças e prevenção de recaídas, para otimizar o controle de peso, estilo de vida saudável e bem-estar emocional em mulheres com SOP. ****
CPP Intervenções comportamentais ou comportamentais cognitivas de saúde abrangentes podem ser consideradas para aumentar o apoio, o engajamento, a retenção, a adesão e a manutenção de um estilo de vida saudável e melhorar os resultados de saúde em mulheres com SOP.
Intervenção alimentar
CCR Uma variedade de abordagens alimentares equilibradas pode ser recomendada para reduzir a ingestão de energia na dieta e induzir a perda de peso em mulheres com SOP e sobrepeso e obesidade, conforme recomendações gerais da população. ****
CCR Princípios gerais de alimentação saudável devem ser seguidos para todas as mulheres com SOP ao longo da vida, de acordo com as recomendações da população em geral. ****
CPP Para alcançar a perda de peso naqueles com excesso de peso, um déficit energético de 30% ou 500-750 kcal / dia (1.200 a 1.500 kcal / dia) pode ser prescrito para as mulheres, considerando também as necessidades energéticas individuais, o peso corporal e os níveis de atividade física.
CPP Em mulheres com SOP, não há evidências limitadas de que qualquer tipo específico de dieta equivalente a energia seja melhor que outro, ou que exista alguma resposta diferencial à intervenção no controle de peso, em comparação com as mulheres sem SOP.
CPP A adaptação de mudanças na dieta às preferências alimentares, permitindo uma abordagem flexível e individual para reduzir o consumo de energia e evitar dietas indevidamente restritivas e desequilibradas nutricionalmente, são importantes, conforme recomendações gerais da população.
Intervenção do exercício
CCR Os profissionais de saúde devem incentivar e aconselhar o seguinte para prevenção do ganho de peso e manutenção da saúde:

  • Em adultos de 18 a 64 anos, um mínimo de 150 min / semana de atividade física de intensidade moderada ou 75 min / semana de intensidades vigorosas ou uma combinação equivalente de ambos, incluindo atividades de fortalecimento muscular em 2 dias / semana não consecutivos

  • Em adolescentes, pelo menos 60 minutos de atividade física / dia de intensidade moderada a vigorosa, incluindo aqueles que fortalecem músculos e ossos pelo menos 3 vezes por semana

  • A atividade deve ser realizada em sessões de pelo menos 10 minutos ou em torno de 1000 etapas, com o objetivo de atingir pelo menos 30 minutos diários na maioria dos dias.

CCR Os profissionais de saúde devem incentivar e aconselhar o seguinte sobre modesta perda de peso, prevenção de recuperação de peso e maiores benefícios à saúde:

  • Um mínimo de 250 min / semana de atividades de intensidade moderada ou 150 min / semana de intensidade vigorosa ou uma combinação equivalente de ambas, e atividades de fortalecimento muscular envolvendo os principais grupos musculares em 2 dias / semana não consecutivos

  • Tempo de sedentário, tela ou sentado minimizado.

CPP A atividade física inclui atividade física no lazer, transporte como caminhada ou ciclismo, trabalho ocupacional, tarefas domésticas, jogos, esportes ou exercícios planejados, no contexto de atividades diárias, familiares e comunitárias. Diariamente, 10000 etapas são ideais, incluindo atividades da vida diária e 30 minutos de atividade física estruturada ou cerca de 3000 etapas. A estruturação das atividades recomendadas deve considerar as rotinas das mulheres e da família, bem como as preferências culturais.
CPP Atividade física realista As metas SMART (específicas, mensuráveis, realizáveis, relevantes, com tempo limitado) podem incluir períodos de 10 minutos, aumentando progressivamente a atividade física em 5% semanalmente, acima e acima das recomendações. _
CPP O automonitoramento, inclusive com dispositivos de rastreamento de fitness e tecnologias para contagem de passos e intensidade do exercício, pode ser usado como um complemento para apoiar e promover estilos de vida ativos e minimizar comportamentos sedentários. _
Avaliação da obesidade e peso
CCR Profissionais de saúde e mulheres devem estar cientes de que mulheres com SOP têm maior prevalência de ganho de peso e obesidade, apresentando preocupações significativas para as mulheres, impactando na saúde e no bem-estar emocional, com clara necessidade de prevenção.
CCR Todos aqueles com SOP devem receber monitoramento regular para alterações de peso e excesso de peso (consulte Risco de doença cardiovascular). ****
CPP Ao avaliar o peso, o estigma relacionado, a imagem corporal negativa e / ou a baixa auto-estima precisam ser considerados e a avaliação precisa ser respeitosa e atenciosa. De antemão, explicações sobre a finalidade e como as informações serão usadas e a oportunidade de perguntas e preferências precisam ser fornecidas, a permissão solicitada e as escalas e medidas de fita adequadas. Implicações dos resultados precisam ser explicadas e, onde isso afeta o bem-estar emocional, é fornecido o apoio.
CPP A prevenção do ganho de peso, o monitoramento do peso e o incentivo ao estilo de vida saudável, adequado e sócio-culturalmente apropriado, são importantes na SOP, principalmente na adolescência.
4. TRATAMENTO FARMACOLÓGICO PARA INDICAÇÕES NÃO FERTILIDADE
Princípios de tratamento farmacológico na SOP
CPP A consideração das características pessoais, preferências e valores do indivíduo é importante na recomendação do tratamento farmacológico.
CPP Ao prescrever terapia farmacológica na SOP, os benefícios, efeitos adversos e contra-indicações na SOP e nas populações em geral precisam ser considerados e discutidos antes do início.
CPP COCPs, metformina e outros tratamentos farmacológicos são geralmente fora da etiqueta # em PCOS. No entanto, o uso fora do rótulo é predominantemente baseado em evidências e é permitido em muitos países. Onde é permitido, os profissionais de saúde precisam informar as mulheres e discutir as evidências, possíveis preocupações e efeitos colaterais do tratamento.
CPP Abordagens holísticas são necessárias e a terapia farmacológica na SOP deve ser considerada juntamente com a educação, estilo de vida e outras opções, incluindo terapia estética e aconselhamento.
Comprimidos contraceptivos orais combinados (COCPs)
EBR O COCP sozinho deve ser recomendado em mulheres adultas com SOP para tratamento do hiperandrogenismo e / ou ciclos menstruais irregulares. ****
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EBR O COCP sozinho deve ser considerado em adolescentes com um diagnóstico claro de SOP para tratamento do hiperandrogenismo clínico e / ou ciclos menstruais irregulares. ****
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EBR O COCP pode ser considerado em adolescentes considerados “de risco”, mas ainda não diagnosticados com SOP, para tratamento do hiperandrogenismo clínico e ciclos menstruais irregulares. ****
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EBR Atualmente, tipos ou doses específicas de progestágenos, estrógenos ou combinações de COCP não podem ser recomendados em adultos e adolescentes com SOP e a prática deve ser informada por diretrizes gerais da população. ****
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CCR As preparações de 35 microgramas de etinilestradiol e acetato de ciproterona não devem ser consideradas de primeira linha na SOP, de acordo com as diretrizes gerais da população, devido a efeitos adversos, incluindo riscos tromboembólicos venosos. *
CPP Ao prescrever COCPs em adultos e adolescentes com SOP:

  • Várias preparações de COCP têm eficácia semelhante no tratamento do hirsutismo

  • As doses mais baixas efetivas de estrogênio (como 20 a 30 microgramas de etinilestradiol ou equivalente) e as preparações naturais de estrogênio são preferidas, equilibrando eficácia, perfil de risco metabólico, efeitos colaterais, custo e disponibilidade

  • As evidências geralmente limitadas sobre os efeitos dos COCPs na SOP precisam ser apreciadas com a prática informada pelas diretrizes gerais da população ( Diretrizes da OMS )

  • As contra-indicações relativas e absolutas e os efeitos colaterais dos COCPs precisam ser considerados e ser objeto de discussão individualizada

  • Fatores de risco específicos para SOP, como alto IMC, hiperlipidemia e hipertensão, devem ser considerados.

_
Comprimidos contraceptivos orais combinados em combinação com metformina e / ou agentes farmacológicos anti-androgênicos
EBR Em combinação com o COCP, a metformina deve ser considerada em mulheres com SOP para o tratamento de características metabólicas em que o COCP e as mudanças no estilo de vida não atingem os objetivos desejados. ****
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EBR Em combinação com o COCP, a metformina pode ser considerada em adolescentes com SOP e IMC R 25 kg / m 2, em que o COCP e as mudanças no estilo de vida não atingem os objetivos desejados. ****
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CPP Em combinação com o COCP, a metformina pode ser mais benéfica em grupos de alto risco metabólico, incluindo aqueles com fatores de risco para diabetes, tolerância à glicose diminuída ou grupos étnicos de alto risco.
EBR Em combinação com a COCP, os antiandrogênicos devem ser considerados apenas na SOP para tratar o hirsutismo, após seis meses ou mais de COCP e terapia cosmética não conseguiram melhorar adequadamente os sintomas. **
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CCR Em combinação com o COCP, antiandrogênios podem ser considerados para o tratamento da alopecia relacionada ao androgênio na SOP. **
CPP Na SOP, os antiandrogênicos devem ser usados ??com métodos contraceptivos eficazes, para evitar a subervirilização fetal masculina. A disponibilidade variável e o status regulatório desses agentes são notáveis ??e, para alguns agentes, a potencial toxicidade hepática exige cautela.
Metformina
EBR A metformina, além do estilo de vida, pode ser recomendada em mulheres adultas com SOP, para o tratamento de peso, resultados hormonais e metabólicos. ***
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EBR A metformina, além do estilo de vida, deve ser considerada em mulheres adultas com SOP com IMC R 25 kg / m 2 para controle do peso e resultados metabólicos. ***
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EBR A metformina, além do estilo de vida, pode ser considerada em adolescentes com um diagnóstico claro de SOP ou com sintomas de SOP antes do diagnóstico. ****
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CPP A metformina pode oferecer maior benefício em grupos de alto risco metabólico, incluindo aqueles com fatores de risco para diabetes, tolerância à glicose diminuída ou grupos étnicos de alto risco (consulte Variação étnica)
CPP Nos casos em que a metformina é prescrita, é necessário considerar o seguinte:

  • Efeitos adversos, incluindo efeitos colaterais gastrointestinais que geralmente são dependentes da dose e autolimitantes, precisam ser objeto de discussão individualizada

  • Começando com uma dose baixa, com incrementos de 500 mg, 1-2 vezes por semana e as preparações de liberação prolongada podem minimizar os efeitos colaterais

  • O uso de metformina parece seguro a longo prazo, com base no uso em outras populações; no entanto, é necessário considerar a necessidade contínua e o uso pode estar associado a baixos níveis de vitamina B12

  • Geralmente, o uso não é indicado e os profissionais de saúde precisam informar as mulheres e discutir as evidências, possíveis preocupações e efeitos colaterais.

Agentes farmacológicos anti-obesidade
CCR Medicamentos anti-obesidade, além do estilo de vida, podem ser considerados para o tratamento da obesidade em adultos com SOP após a intervenção no estilo de vida, conforme recomendações gerais da população.
CPP Para medicamentos anti-obesidade, custo, contra-indicações, efeitos colaterais, disponibilidade variável e status regulatório precisam ser considerados e a gravidez precisa ser evitada durante o uso desses medicamentos.
Agentes farmacológicos anti-androgênicos
EBR Nos casos em que os COCPs são contraindicados ou mal tolerados, na presença de outras formas eficazes de contracepção, os antiandrogênicos podem ser considerados para tratar o hirsutismo e a alopecia relacionada ao androgênio. ***
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CPP Atualmente, tipos ou doses específicos de anti-andrógenos não podem ser recomendados com evidências inadequadas na SOP.
Inositol
EBR Atualmente, o inositol (de qualquer forma) deve ser considerado uma terapia experimental na SOP, com evidências emergentes de eficácia destacando a necessidade de mais pesquisas. ***
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CPP As mulheres que tomam inositol e outras terapias complementares são incentivadas a aconselhar seus profissionais de saúde.
5. AVALIAÇÃO E TRATAMENTO DA INFERTILIDADE
Avaliação de fatores que podem afetar a fertilidade, a resposta ao tratamento ou os resultados da gravidez
CPP Fatores como glicose no sangue, peso, pressão arterial, tabagismo, álcool, dieta, exercício, sono e saúde mental, emocional e sexual precisam ser otimizados em mulheres com SOP, para melhorar os resultados reprodutivos e obstétricos, alinhados às recomendações da população em geral . Consulte as seções de estilo de vida, bem-estar emocional e diabetes.
CPP O monitoramento durante a gravidez é importante em mulheres com SOP, dado o risco aumentado de resultados adversos maternos e descendentes.
CCR Nas mulheres com SOP e infertilidade devidas à anovulação isolada com a análise normal do sêmen, os riscos, benefícios, custos e prazos dos testes de permeabilidade tubária devem ser discutidos individualmente. ***
CCR O teste de permeabilidade tubária deve ser considerado antes da indução da ovulação em mulheres com SOP, onde há suspeita de infertilidade tubária. ***
Princípios de indução da ovulação
CPP O uso de agentes de indução da ovulação, incluindo letrozol, metformina e citrato de clomifeno, está fora do rótulo em muitos países. Onde o uso off label de agentes de indução da ovulação é permitido, os profissionais de saúde precisam informar as mulheres e discutir as evidências, possíveis preocupações e efeitos colaterais.
CPP A gravidez precisa ser excluída antes da indução da ovulação.
CPP É necessário evitar o uso prolongado e mal sucedido dos agentes de indução da ovulação, devido às fracas taxas de sucesso.
Letrozol
EBR O letrozol deve ser considerado tratamento farmacológico de primeira linha para indução da ovulação em mulheres com SOP com infertilidade anovulatória e sem outros fatores de infertilidade para melhorar as taxas de ovulação, gravidez e nascidos vivos. ****
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CPP Onde o letrozol não está disponível ou o uso não é permitido ou o custo é proibitivo, os profissionais de saúde podem usar outros agentes de indução da ovulação.
CPP Profissionais de saúde e mulheres precisam estar cientes de que o risco de gravidez múltipla parece ser menor com letrozol, em comparação com o citrato de clomifeno.
Citrato de clomifeno e metformina
EBR O citrato de clomifeno pode ser usado sozinho em mulheres com SOP com infertilidade anovulatória e sem outros fatores de infertilidade para melhorar as taxas de ovulação e gravidez. ***
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EBR A metformina pode ser usada sozinha em mulheres com SOP, com infertilidade anovulatória e sem outros fatores de infertilidade, para melhorar as taxas de ovulação, gravidez e nascidos vivos, embora as mulheres devam ser informadas de que existem agentes de indução de ovulação mais eficazes. ***
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EBR O citrato de clomifeno pode ser usado preferencialmente, ao considerar o citrato de clomifeno ou a metformina para indução da ovulação em mulheres com SOP obesas (IMC é R 30 kg / m 2 ) com infertilidade anovulatória e sem outros fatores de infertilidade. ***
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EBR Se a metformina estiver sendo usada para indução da ovulação em mulheres com SOP obesas (IMC R 30 kg / m 2 ) com infertilidade anovulatória e sem outros fatores de infertilidade, o citrato de clomifeno pode ser adicionado para melhorar as taxas de ovulação, gravidez e nascidos vivos. ***
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EBR O citrato de clomifeno pode ser combinado com metformina, em vez de persistir apenas com citrato de clomifeno, em mulheres com SOP resistentes ao citrato de clomifeno, com infertilidade anovulatória e sem outros fatores de infertilidade, para melhorar as taxas de ovulação e gravidez. ***
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CPP O risco de gestações múltiplas é aumentado com o uso de citrato de clomifeno e, portanto, é necessário considerar o monitoramento.
Gonadotrofinas
EBR As gonadotrofinas podem ser usadas como agentes farmacológicos de segunda linha em mulheres com SOP que falharam na terapia de indução da ovulação oral de primeira linha e são anovulatórias e inférteis, sem outros fatores de infertilidade. ***
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EBR As gonadotrofinas podem ser consideradas como tratamento de primeira linha, na presença de monitoramento ultrassonográfico, após aconselhamento sobre custo e risco potencial de gravidez múltipla, em mulheres com SOP com infertilidade anovulatória e sem outros fatores de infertilidade. ***
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EBR As gonadotrofinas, quando disponíveis e acessíveis, devem ser usadas preferencialmente ao citrato de clomifeno combinado à terapia com metformina para indução da ovulação, em mulheres com SOP com infertilidade anovulatória, resistência ao citrato de clomifeno e sem outros fatores de infertilidade, para melhorar as taxas de ovulação, gravidez e nascimentos vivos . ***
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EBR As gonadotrofinas com a adição de metformina poderiam ser usadas em vez da gonadotrofina isoladamente, em mulheres com SOP com infertilidade anovulatória, resistência ao citrato de clomifeno e sem outros fatores de infertilidade, para melhorar as taxas de ovulação, gravidez e nascidos vivos. ***
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EBR As gonadotrofinas ou a cirurgia laparoscópica do ovário podem ser usadas em mulheres com SOP com infertilidade anovulatória, resistência ao citrato de clomifeno e sem outros fatores de infertilidade, após aconselhamento sobre os benefícios e riscos de cada terapia. ****
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CPP Onde as gonadotrofinas são prescritas, as considerações incluem:

  • Custo e disponibilidade

  • Especialização necessária para uso na indução da ovulação

  • Grau de monitoramento intensivo por ultrassom necessário

  • Falta de diferença na eficácia clínica das preparações de gonadotrofinas disponíveis

  • Protocolos de doses baixas de gonadotrofinas otimizam o desenvolvimento monofolicular

  • Risco e implicações da potencial gravidez múltipla

CPP A ovulação induzida por gonadotrofina é desencadeada apenas quando há menos de três folículos maduros e precisa ser cancelada se houver mais de dois folículos maduros com o paciente aconselhado a evitar relações sexuais desprotegidas.
Agentes farmacológicos anti-obesidade
?CCR Os agentes farmacológicos anti-obesidade devem ser considerados uma terapia experimental em mulheres com SOP com o objetivo de melhorar a fertilidade, com taxas de risco para benefício atualmente incertas demais para incitar isso como terapia de fertilidade. *
Cirurgia laparoscópica
?EBR A cirurgia laparoscópica do ovário pode ser uma terapia de segunda linha para mulheres com SOP, resistentes ao citrato de clomifeno, com infertilidade anovulatória e sem outros fatores de infertilidade. ***
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?CCR A cirurgia laparoscópica do ovário pode ser oferecida como tratamento de primeira linha se a laparoscopia for indicada por outro motivo em mulheres com SOP com infertilidade anovulatória e sem outros fatores de infertilidade. ***
?CPP Os riscos precisam ser explicados a todas as mulheres com SOP, considerando a cirurgia ovariana laparoscópica.
?CPP Nos casos em que a cirurgia laparoscópica do ovário deve ser recomendada, é necessário considerar o seguinte:

  • Custo comparativo

  • Especialização necessária para uso na indução da ovulação

  • Os riscos intra e pós-operatórios são maiores em mulheres com sobrepeso e obesidade

  • Pode haver um pequeno risco associado de reserva ovariana inferior ou perda da função ovariana

  • A formação de adesão periadexial pode ser um risco associado.

Cirurgia bariatrica
?CCR A cirurgia bariátrica deve ser considerada uma terapia experimental em mulheres com SOP, com o objetivo de ter um bebê saudável, com risco de beneficiar taxas atualmente incertas demais para incitar isso como terapia de fertilidade. *
?CPP Se a cirurgia bariátrica for prescrita, é necessário considerar o seguinte:

  • Custo comparativo

  • A necessidade de um programa estruturado de controle de peso envolvendo dieta, atividade física e intervenções para melhorar a saúde psicológica, musculoesquelética e cardiovascular para continuar no pós-operatório

  • Riscos perinatais, como pequenos para a idade gestacional, parto prematuro, possivelmente aumento da mortalidade infantil

  • Benefícios potenciais, como incidência reduzida de fetos grandes para a idade gestacional e diabetes gestacional

  • Recomendações para evitar a gravidez durante períodos de rápida perda de peso e por pelo menos 12 meses após cirurgia bariátrica com contracepção adequada.

Se ocorrer uma gravidez, é necessário considerar o seguinte:

  • A conscientização e o manejo preventivo das deficiências nutricionais pré e pós-operatórias são importantes, idealmente em um ambiente de atendimento interdisciplinar especializado

  • Monitoramento do crescimento fetal durante a gravidez.

Fertilização in vitro (FIV)
?CCR Na ausência de uma indicação absoluta para a fertilização in vitro ± injeção intracitoplasmática de espermatozóide (ICSI), mulheres com SOP e infertilidade anovulatória poderiam receber a fertilização in vitro como terapia de terceira linha, onde as terapias de indução de ovulação de primeira ou segunda linha falharam. ***
?CPP Em mulheres com SOP anovulatória, o uso de fertilização in vitro é eficaz e, quando a transferência eletiva de embriões únicos é usada, várias gestações podem ser minimizadas.
?CPP As mulheres com SOP submetidas à terapia de fertilização in vitro ± ICSI precisam ser aconselhadas antes de iniciar o tratamento, incluindo:

  • Disponibilidade, custo e conveniência

  • Aumento do risco de síndrome de hiperestimulação ovariana

  • Opções para reduzir o risco de hiperestimulação ovariana.

?CCR O hormônio folículo-estimulante urinário ou recombinante pode ser usado em mulheres com SOP submetidas a hiperestimulação ovárica controlada por fertilização in vitro ± ICSI, com evidências insuficientes para recomendar preparações específicas do hormônio folículo estimulante (FSH).
?CCR O tratamento com hormônio luteinizante recombinante exógeno não deve ser rotineiramente utilizado em combinação com terapia hormonal estimuladora de folículos em mulheres com SOP submetidas a hiperestimulação ovárica controlada por fertilização in vitro ± ICSI.
?EBR Um protocolo antagonista do hormônio liberador de gonadotrofina é preferido em mulheres com SOPC
submetidas a um ciclo de fertilização in vitro ± ICSI, em vez de um protocolo longo do agonista do hormônio liberador de gonadotrofina, para reduzir a duração da estimulação, a dose total de gonadotrofina e a incidência da síndrome de hiperestimulação ovariana (OHSS).
***
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?CPP As gonadotrofinas coriônicas humanas são melhor utilizadas nas doses mais baixas para desencadear a maturação final dos oócitos em mulheres com SOP submetidas a um ciclo de fertilização in vitro ± ICSI para reduzir a incidência de OHSS.
?CPP O desencadeamento da maturação final dos ovócitos com um agonista do hormônio liberador de gonadotropina (GnRH) e o congelamento de todos os embriões adequados podem ser considerados em mulheres com SOP com ciclo de FIV / ICSI com protocolo antagonista da GnRH e com risco aumentado de desenvolver OHSS ou
transferência de embriões frescos não está planejado.
?CPP Nos ciclos de fertilização in vitro ± ICSI em mulheres com SOP, é necessário considerar um congelamento eletivo de todos os embriões.
?EBR A terapia adjuvante com metformina pode ser usada antes e / ou durante a estimulação ovariana do hormônio folículo estimulante em mulheres com SOP submetidas a uma terapia de fertilização in vitro ± ICSI com um protocolo agonista da GnRH, para melhorar a taxa de gravidez clínica e reduzir o risco de OHSS. ***
?? ??
?CCR Em um protocolo agonista de GnRH com terapia adjuvante de metformina, em mulheres com SOP em tratamento de fertilização in vitro ± ICSI, o seguinte poderia ser considerado:

  • Início da metformina no início do tratamento com agonista da GnRH

  • Uso de metformina em uma dose entre 1000 mg e 2550 mg por dia

  • Interrupção da metformina no momento do teste de gravidez ou menstruação (a menos que a terapia com metformina seja indicada de outra forma)

  • Efeitos colaterais da metformina (consulte a seção metformina nesta tabela)

?CPP Nos ciclos de fertilização in vitro ± ICSI, as mulheres com SOP podem ser aconselhadas sobre os benefícios potenciais da metformina adjunta em um protocolo antagonista da GnRH para reduzir o risco de síndrome de hiperestimulação ovariana (veja acima para considerações sobre a terapia com metformina).
?CPP O termo ciclo de tratamento de maturação in vitro (IVM) é aplicado à “maturação in vitro de complexos imaturos de oócitos cumulus coletados de folículos antrais” (englobando ciclos estimulados e não estimulados, mas sem o uso de um gatilho humano da gonadotrofina).
?CCR Em unidades com experiência suficiente, a MIV poderia ser oferecida para alcançar taxas de gravidez e nascimento próximas às do tratamento padrão de fertilização in vitro ± ICSI sem o risco de OHSS para mulheres com SOP, onde um embrião é gerado, depois vitrificado e descongelado e transferido em um ciclo subsequente . **

Nota: EBR = recomendação baseada em evidências; CCR = recomendação de consenso clínico; Ponto de prática clínica da CPP. Qualidade da evidência:

???? = alta qualidade,
??? ? = moderada qualidade,
?? ?? = baixa qualidade e
??? = evidência de qualidade muito baixa.
**** Forte recomendação para a opção;
*** recomendação condicional para a opção;
** recomendação condicional para a opção ou a comparação;
* recomendação condicional contra a opção.
# A prescrição fora do rótulo ocorre quando um medicamento é prescrito para uma indicação, uma via de administração ou um grupo de pacientes que não está incluído no documento de informações do produto aprovado para esse medicamento pelo órgão regulador. A prescrição off label é muitas vezes inevitável e comum e não significa que o órgão regulador tenha rejeitado a indicação, mas mais comumente não houve uma solicitação para solicitar avaliação da indicação ou do grupo de pacientes para qualquer medicamento.

ISCUSSÃO

A Diretriz Internacional para Avaliação e Gerenciamento da SOP e o programa de tradução relacionado têm como objetivo fornecer aos médicos uma fonte confiável e de qualidade de recomendações internacionais baseadas em evidências para orientar práticas clínicas consistentes e capacitar as mulheres com informações baseadas em evidências. Todas as recomendações foram formuladas após uma avaliação das melhores evidências disponíveis, conhecimento clínico multidisciplinar, preferências do consumidor e revisão estruturada pelos cinco GDGs. Métodos detalhados para o engajamento das partes interessadas e o desenvolvimento de diretrizes podem ser encontrados em https://www.monash.edu/medicine/sphpm/mchri/pcos. A diretriz fornece 166 recomendações: recomendações baseadas em evidências (EBR) = 31, recomendações de consenso clínico (CCR) = 59 e pontos de prática clínica (CPP) = 76. As evidências gerais são de qualidade baixa a moderada, exigindo expansão significativa da pesquisa neste condição negligenciada, mas comum.

Apoiamos os Critérios de Diagnóstico de Roterdã PCOS em adultos (dois de oligo- ou anovulação, hiperandrogenismo clínico e / ou bioquímico ou ovários policísticos no ultrassom), após exclusão de distúrbios relacionados. Onde oligo ou anovulação e hiperandrogenismo estão presentes, o ultrassom não é necessário para o diagnóstico. Em adolescentes, são necessárias oligoanovulação e hiperandrogenismo, sendo o ultrassom não recomendado para o diagnóstico. Os critérios de ultrassom são refinados com o avanço da tecnologia. Os níveis de hormônio antimülleriano ainda não são adequados para o diagnóstico de SOP. A resistência à insulina é reconhecida como uma característica essencial da SOP, mas a medição clínica não é recomendada no momento atual. Uma vez diagnosticada, a avaliação e o gerenciamento incluem características reprodutivas, metabólicas e psicológicas. Educação, auto-capacitação, atendimento multidisciplinar, e intervenções no estilo de vida para prevenção ou controle do excesso de peso são priorizadas. Os sintomas depressivos e de ansiedade devem ser rastreados, avaliados e gerenciados, e os profissionais de saúde devem estar cientes de outros impactos no bem-estar emocional e na qualidade de vida. As pílulas contraceptivas orais combinadas são um tratamento farmacológico de primeira linha para irregularidades menstruais e hiperandrogenismo, sem formulação específica recomendada e preferida a preparação de baixas doses. A metformina é recomendada em adição ou isoladamente, principalmente para o gerenciamento de características metabólicas. Letrozol é uma terapia de infertilidade farmacológica de primeira linha; com clomifeno e metformina, ambos desempenhando um papel, isoladamente e em combinação. Em mulheres com SOP e infertilidade anovulatória, as gonadotrofinas são a segunda linha. Na ausência de uma indicação absoluta para a fertilização in vitro,

Os efeitos combinados do fornecimento de uma única fonte de recomendações baseadas em evidências e de um abrangente programa internacional de tradução e disseminação ampliarão o impacto das diretrizes e recomendações globalmente. Ele apoiará e desenvolverá a capacidade dos profissionais de saúde de fornecer avaliação e gerenciamento de alta qualidade e baseados em evidências da SOP e aumentará a alfabetização em saúde e a autogestão dos consumidores de SOP. As recomendações da diretriz estão protegidas por direitos autorais, no entanto, o processo para adaptação das recomendações da diretriz ao contexto regional está disponível em https://www.monash.edu/medicine/sphpm/mchri/pcos. O programa de diretrizes e tradução contribuirá para o diagnóstico precoce e melhores resultados para a saúde e promoverá os melhores modelos de cuidados da SOP. O programa de tradução incluirá uma variedade de resultados, como; o primeiro PCOS APP baseado em evidências (AskPCOS), uma lista de perguntas rigorosamente desenvolvida para otimizar o envolvimento dos profissionais de saúde, ferramentas para melhorar a alfabetização em saúde, informações abrangentes sobre a saúde relacionadas ao PCOS; cursos credenciados por profissionais de saúde acessíveis internacionalmente, seminários on-line com painéis de especialistas internacionais e recursos de informações sobre saúde eletrônica disponíveis em https://www.monash.edu/medicine/sphpm/mchri/pcos. Mais importante, espera-se que a diretriz e a tradução da diretriz melhore as experiências do paciente, fornecendo diagnóstico oportuno e preciso, informações acessíveis baseadas em evidências e suporte multidisciplinar aprimorado. Por fim, essa iniciativa pode servir de exemplo para o envolvimento colaborativo internacional e o impacto na saúde. Os principais elementos incluíram ampla colaboração, ampla representação das partes interessadas, incluindo parceria com consumidores, liderança distributiva, financiamento adequado, robusta gestão e governança de projetos, adesão às melhores práticas e tradução e avaliação abrangentes e integradas.


 

Riscos, tamanho dos benefícios e implicações clínicas do uso combinado de contraceptivos orais em mulheres com síndrome do ovário policístico.

Muito bom o artigo escrito pelo Sebastião Freitas de Medeiros, da Universidade Federal de Mato Grosso, publicado no Jornal Reproductive Biology and Endocrinology (2017) 15:93 , artigo free disponível AQUI , Segue o resumo e as conclusões do trabalho .

A síndrome de ovário policístico (PCOS) é uma condição complexa com alto risco de dislipidemia, disglicemia, tromboembolismo venoso, doença cardiovascular e síndrome metabólica. Como o uso combinado de contraceptivos orais (COC) também foi associado com comprometimento da glicemia de jejum, resistência à insulina e aumento do risco de doença do tromboembolismo, é racional pensar que a combinação de contraceptivo oral e PCOS pode piorar ou aumentar os riscos.

OBJETIVO:
Examinar os dados atuais sobre potenciais riscos e benefícios adicionais do uso de anticoncepcionais, destaca a grande lacuna no conhecimento para a concepção de estudos futuros e, quando possível, sugerir uma formulação adequada de COC para um determinado fenótipo de PCOS.

MÉTODOS:
As publicações de língua inglesa que relatam a influência do COCS no desenvolvimento de tromboembolismo venoso em pacientes com PCOS publicados até 2017 foram pesquisadas usando PubMed, banco de dados Cochrane e busca manual de referências encontradas em artigos consultados.

RESULTADOS:
A maioria das preparações de COCs reduzem significativamente os andrógenos e aumentam a globulina de ligação ao hormônio sexual. Portanto, os benefícios dos COCs são claros em pacientes com hiperandrogenemia comprovada. Quanto ao impacto dos COC no metabolismo de carboidratos dos sujeitos da PCOS, os dados eram inconsistentes, mas eles não apresentavam risco adicional. Em relação aos lipídios, a maioria dos COCs aumentou consistentemente as concentrações de colesterol de lipoproteínas de alta densidade, triglicerídeos e colesterol total, mas as implicações clínicas dessas mudanças precisam de estudos adicionais.

CONCLUSÃO:
A revisão mostrou efeito benéfico consistente dos COCs, particularmente para pacientes com PCOS hiperandrogenêmicos. O tamanho do benefício do uso de COC por pacientes com PCOS normoandrogenêmicos é incerto e precisa de mais investigação. Os efeitos do uso de COC no metabolismo de carboidratos de mulheres com PCOS ainda não foram resolvidos, pois a maioria dos estudos são observacionais, mas os resultados atuais demonstraram que os COCs não pioram seus níveis e podem melhorar a sensibilidade à insulina. O impacto dos COCs nos lipídeos dos pacientes com PCOS parece ser mais claro e a maioria das preparações aumenta o colesterol total, colesterol de lipoproteínas de alta densidade e triglicerídeos. Em resumo, é importante equilibrar os potenciais benefícios e riscos dos COCs individualmente antes de prescrevê-los para PCOS mulheres.

      Coletivamente, os estudos disponíveis, ensaios controlados randomizados ou observação prospectiva, sugerem que o uso de diferentes preparações de COCs não piora ou traz danos adicionais aos usuários de PCOS, pelo menos quando usado por 3-6 meses. Devido à diminuição notável no andrógeno e ao aumento nas concentrações de SHBG, os pacientes com fenótipos de PCOS hiperandrogenêmicos podem ter maiores benefícios e as progestinas antiandrogênicas são preferidas em pacientes com este fenótipo. Pacientes com PCOS com hipertensão ou obesidade central podem usar qualquer preparação de COC, no entanto, a evidência está faltando. Dados escassos sugerem que as preparações contendo progestina antiandrogênica / antimineralocorticóide podem ser escolhidas. Em relação às alterações do metabolismo de carboidratos em pacientes com PCOS, os dados publicados indicam que os COCs não pioram ou aumentam significativamente as concentrações sanguíneas basais deles. Além disso, os COC com DRSP e DSG podem diminuir o HOMA-IR, melhorando a sensibilidade à insulina nos tecidos. TC, TG e HDL-C são consistentemente aumentados por COC, mas as implicações clínicas dessas mudanças ainda precisam de mais investigação a longo prazo. Apesar do fato de que não existe uma clara vantagem de uma preparação em relação a outra, recomenda-se que os níveis basais de lipídios sejam medidos para ajudar a escolher uma preparação específica de COC para pacientes dislipidêmicos.

Uma coisa é prescrever anticoncepcionais com objetivos metabólicos a curto prazo para determinadas doenças, avaliando-se riscos e benefícios. É o tipo de conduta que particularmente eu respeito bastante, há respaldo na literatura científica pra isso. Por outro lado, a prescrição deliberada de anticoncepcionais, a compra em farmácias sem receita médica, os riscos inerentes e irrefutáveis em relação à trombose, AVC e alguns tipos de cânceres na mulher não podem ser esquecidos. Respeitar a fisiologia e tentar tratar a mulher ao invés dos ovário policísticos é o principal objetivo na propedêutica da Síndrome dos Ovários Policísticos. 

Devemos infelizmente lembrar do interesse da indústria farmacêutica na elaboração de diversos estudos científicos conflitantes. Eu fui educado e treinado por diversos preceptores e professores para a prescrição deliberada de anticoncepcionais. Lembro-me que apenas uma médica ginecologista, trabalhou comigo num hospital e foi minha colega no mestrado na UPE (por volta de 2004-2007), alertava-me sobre os riscos dos anticoncepcionais e eu ignorava. Recordo-me ainda de uma enfermeira que também me alertava sobre a prescrição excessiva de anticoncepcionais esquecendo de outros métodos  contraceptivos como os Dispositivos Intrauterinos, até mesmo outros métodos de barreira como preservativos, coito interrompido e métodos Billings. É preciso estudar, confrontar  e praticar a ciência, sem conflitos de interesse, de forma prática, natural e fisiológica. 


 sop

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?A síndrome do ovário policístico (SOP) é uma endocrinopatia que afeta mulheres em idade reprodutiva. O papel crucial da obesidade e da resistência à insulina na progressão das características metabólicas e cardiovasculares da SOP já foi confirmado. Embora tenha sido sugerido que existe uma possível associação entre o padrão alimentar e o risco de SOP, poucos estudos investigaram a composição da dieta de mulheres com SOP
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O objetivo deste estudo foi comparar a ingestão dietética entre mulheres com síndrome do ovário policístico (SOP) e mulheres não hirsutas eumenorreicas (com a menstruação normal)
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?Este foi um estudo de caso controle de 142 mulheres com SOP e 140 eumenorréicas não hirsutas saudáveis
?Comparou-se a ingestão dietética utilizando um questionário de frequência alimentar (QFA) validado, utilizando o teste T ou Mann-Whitney para comparar as médias de dois grupos
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?Os resultados demonstraram que a ingestão de energia e macronutrientes em mulheres com SOP em comparação com os controles foram semelhantes
?O grupo SOP consumiu mais itens alimentares com alto índice glicêmico (p = 0,042) e menos leguminosas (P = 0,026) e vegetais (p = 0,037) do que os controles
?Ambos os grupos no tercil mais alto da carga glicêmica (GL) apresentaram maior índice de massa corporal e circunferência da cintura
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?Considerando os resultados deste estudo, concluiu-se que as mulheres com SOP apresentaram um padrão alimentar que se caracterizou por um maior consumo de itens alimentares com IG alto e leguminosas e vegetais menores
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Pra mim é mais simples e correto o tratamento da SOP com melhoria no padrão alimentar e nos hábitos de vida do que a utilização massiva de contraceptivos hormonais, DISRUPTORES ENDÓCRINOS !!!
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#consultóriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010 #SOP#síndromedosováriospolicísticos


 

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O objetivo deste estudo foi investigar a associação entre síndrome do ovário policístico (SOP) e distúrbios psicológicos, incluindo raiva, além de analisar se as características bioquímicas / fenotípicas da SOP desempenham um papel no tipo e gravidade dos distúrbios psicológicos
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?Este estudo de caso-controle incluiu 30 pacientes com SOP e 30 mulheres controle (não-SOP) da Unidade de Medicina Reprodutiva. Triagem clínica e bioquímica completa e os dados psicológicos avaliados por questionários (SCL-90-R, STAXI-2 e SF-36)
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?Resultados
?Em comparação com as mulheres controle, as mulheres com SOP apresentaram escores significativamente mais elevados nas escalas SCL-90-R de somatização, ansiedade, hostilidade, psicotismo, sofrimento psicológico geral e uma série de sintomas
?No STAXI-2, os pacientes com SOP obtiveram maior pontuação nos sintomas de raiva e na expressão externa de raiva,
?Pacientes com SOP apresentaram escores significativamente menores nas escalas SF-36 de funcionamento físico e dor corporal
?O hirsutismo estava diretamente associado à ansiedade
?Com relação às associações entre características fenotípicas / bioquímicas e sofrimento psicológico em pacientes com SOP, os resultados mostraram que a relação cintura / quadril está inversamente relacionada à ansiedade, ao psicotismo, à hostilidade e aos índices de sofrimento psíquico; Essa relação inversa também foi observada entre os níveis plasmáticos de testosterona e raiva, e entre colesterol total e hostilidade
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?Conclusões
?As pacientes com PCOS estão em risco de sofrer distúrbios psicológicos como ansiedade e agressividade e têm implicações para a qualidade de vida relacionada à saúde
?Ambos fatores bioquímicos e fenotípicos parecem estar associados ao bem-estar das mulheres com SOP (por exemplo, testosterona e raiva), mas de forma inconclusiva
?Nossas descobertas preliminares (do estudo) podem ajudar os clínicos a prestar atenção aos aspectos do bem-estar emocional dos pacientes com SOP que diferem da ansiedade ou depressão, como característica de agressividade e expressão de raiva
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#consultóriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010 #sop#síndromedosováriospolicísticos


sopaf
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??Recomendações de exercícios para mulheres com SOP a partir de diversas Sociedades encontradas no trabalho de De Souza e Norman, 2016
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??PCOS Aliança Australiana:
??? 150 minutos de exercício semanal, incluindo 90 minutos de intensidade moderada a alta
??Atividade aeróbica em 60-90% da freqüência cardíaca máxima
??Exercício recomendado para todas as mulheres, especialmente se o excesso de peso / obesidade
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Sociedade AE-PCOS:
??? 30 minutos de atividade física de intensidade moderada diária com aumento gradual de acordo com a tolerância ao exercício
??Objetivos pessoais para direcionar a perda de peso
??Exercício recomendado para todas as mulheres, especialmente se a dislipidemia
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Sociedade Endocrinologia:
??Exercício recomendado juntamente com modificação dietética para mulheres com sobrepeso / obesidade PCOS
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Referências a considerar: Respeitar a Fisiologia do exercício se comorbidades que podem piorar com o exercício, p. Osteoartrite Cardiologia, incluindo a consideração de testes de estresse cardíaco, se estabelecidos sintomas cardiovasculares. Um bom profissional de educação física pode ser um importante aliado no tratamento da SOP
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#medicinaintegrativa #ginecologiaintegrativa #sop#pcos #ginecologiaintegrativarecife#nutricaofuncional #atividadefisica

 sopdiet
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??Recomendações dietéticas para mulheres PCOS pela Sociedade AE-PCOS encontradas no trabalho de De Souza e Norman, 2016
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??Restrição calórica (reduzir a dieta atual em 500-1000 kcal / dia)
??Diminuição da ingestão de gordura total (<30% da ingestão calórica total) e gordura saturada (<10% da ingestão calórica total)
??Aumento da ingestão de fibra, pães integrais e cereais, legumes, frutas e Gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas
??Estratégias adicionais em mulheres com SOP com dislipidemia:
• Reduzir a gordura saturada para 7% de energia total
• Adicionar 2g de fitoesteróis diariamente
• Adicionar 5-10g de fibras diariamente
• Reduzir o colesterol dietético para <200mg por dia
• Reduzir a gordura trans para 1% de energia total
• Perda de peso em 7-10%
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Quer tratar a Síndrome dos Ovários Policísticos de forma eficaz? Consulte um nutricionista especializado em nutrição funcional. No Brasil, o instituto Brasileiro de Nutrição Funcional @ibnfuncional congrega excelentes profissionais no nosso país que podem inclusive melhorar ainda mais a recomendação de forma personalizado baseada na sua individualidade bioquímica
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#medicinaintegrativa #ginecologiaintegrativa #sop#pcos #inositol #gionecologiaintegrativarecife#nutricaofuncional

smsop
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A edição de novembro do periódico Best Practice & Research – Clinical Obstetrics & Gunecology foi inteiramente dedicada à Síndrome dos Ovários Policísticos. Um artigo em particular de De Sousa e Norman, 2016 enfatiza a importância da dieta e atividade física no tratamento da SOP principalmente quando associada à síndrome metabólica
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??A síndrome dos ovários policísticos (SOP) está associada a uma série de complicações metabólicas, incluindo resistência à insulina, obesidade, dislipidemia, hipertensão, apnéia obstrutiva do sono e doença hepática gordurosa não alcoólica. Estes riscos compostos resultam em uma alta prevalência de síndrome metabólica e, possivelmente, aumento da doença cardiovascular. Como o risco cardiometabólico de SOP é compartilhado entre os diferentes sistemas de diagnóstico, todas as mulheres com SOP devem ser submetidas a vigilância metabólica, embora a abordagem precisa difere entre as orientações
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??Intervenções de estilo de vida consistindo em aumento da atividade física e restrição calórica têm mostrado melhorar os resultados metabólicos e reprodutivos
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??Questões que requerem mais pesquisas incluem a história natural de doença metabólica associada à SOPC, risco cardiovascular absoluto e eficácia comparativa de intervenções de estilo de vida
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??Quer tratar a Síndrome dos Ovários Micropolicísticos? Comece primeiro tratando a mulher com a SOP, melhorando sua qualidade de vida através da dieta e atividade física bem como no gerenciamento do estresse e do sono. Menos medicamentos e mais modificações no estilo de vida são armas extremamente eficazes!!!
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E você ainda trata SOP com anticoncepcionais? Ok, respeito sua posição, inclusive há respaldo na literatura (influenciada pela indústria dos anticoncepcionais?), só não me venha dizer que é fisiológico e que não tem riscos. Eu trato de forma integral através da modificação dos hábitos de vida e alguns nutracêuticos, hormônios e até medicamentos que respeitem a fisiologia da mulher. Isto é fisiológico e apresenta um risco ínfimo se comparado aos anticoncepcionais. Pense nisso!
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#ginecologiaintegrativa #medicinaintegrativa#consultoriodrglauciusnascimento#riomartradecentersala1010

 


sopinositol

Diagrama esquemático do trabalho de Monastra et. Al., 2016, mostrando os principais fatores envolvidos na patogênese da SOP
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??As ações inibitórias desencadeadas pelo MI e / ou DCI estão em itálico
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??Os inositóis neutralizam os efeitos da hiperinsulinemia sobre o metabolismo da glicose, assim como sobre o equilíbrio esteroidogênico
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??Adicionalmente, o inositol-fosfato participa na modulação da libertação de LH
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??Em condições fisiológicas, a relação MI / DCI no fluido folicular é de 100: 1, enquanto que a mesma razão no plasma é de 40: 1
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??O MI apresenta várias acções dentro das células do ovário:
??modula a captação de glucose, melhorando a sinalização da insulina;
??Melhora a libertação de cálcio dependente de IP3;
??Estabiliza o citoesqueleto (CSK) e provavelmente, através dessa via, o MI interfere com a síntese adrenal ovariana;
??Melhora os efeitos do FSH
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Legendas: DCI- d-chiro-inositol, MI- mioinositol, IP- inositol fosfato
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#medicinaintegrativa #ginecologiaintegrativa #sop#pcos #inositol #ginecologiaintegrativarecife


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Mais um artigo sobre utilização do inositol na Síndrome dos ovários policísticos de Monastra et. Al., publicado em novembro de 2016 na Gynecological Endocrinology, publicação que costumo ler com bastante frequência
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??A síndrome dos ovários policísticos (SOP), uma causa relevante de infertilidade, é uma desordem endócrina heterogênea que afeta até 10-15% das mulheres em idade reprodutiva. Além do hiperandrogenismo, a resistência à insulina (RI) desempenha um papel fundamental nessa síndrome. Os fármacos sensibilizadores à insulina, tais como a metformina, são eficazes no tratamento de pacientes com SOP hiperinsinêmica. Recentemente, os inositóis – mioinositol (MI) e D-chiro-inositol (DCI) – são alternativas eficientes e seguras na gestão de SOP, uma vez que ambas as isoformas de inositol são capazes de neutralizar as consequências a jusante da resistência à insulina. Contudo, enquanto o DCI contribui para a mediação da atividade da insulina principalmente nos tecidos não ovarianos, o MI apresenta efeitos específicos no ovário, principalmente modulando o metabolismo da glucose e a sinalização de FSH. Além disso, o MI também pode melhorar as funções ováricas através da modulação do metabolismo esteróide através de vias não insulino-dependentes. Uma vez que a atividade de DCI e MI envolve provavelmente diferentes mecanismos biológicos, ambas as isoformas de inositol podem ser sinergisticamente integradas de acordo com uma associação, combinando MI e DCI numa razão correspondente à sua quantidade relativa fisiológica no plasma (40: 1). Novas evidências experimentais e clínicas com MI mais DCI evidenciaram a adequação de tal abordagem integrada e proporcionaram resultados promissores. Estudos posteriores necessitam investigar completamente o mecanismo molecular e confirmar esses dados preliminares.
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??Mais um trabalho me convencendo da importância do tratamento da SOP de forma mais fisiológica, colocando os ovários e demais glândulas envolvidas na síndrome para funcionar. E você ainda trata SOP com anticoncepcionais? Isso é fisiológico?
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#medicinaintegrativa #ginecologiaintegrativa #sop#pcos #inositol


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Mais um artigo interessante sobre o uso do inositol na Síndrome dos ovários policísticos escrito por Bevilacqua et. Al., 2015
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??Evidências crescentes indicam que os inositóis exercem um papel crucial, notadamente no desenvolvimento de oócitos e espermatozóides por si só ou através dos seus derivados. O conteúdo celular de inositol é representado quase que inteiramente por mionositol (MI) e pela parte remanescente por um segundo estereoisómero, d-chiro-inositol (DCI) . MI e DCI têm estruturas semelhantes e diferem na estereoquímica de apenas um grupo hidroxila, mas apesar desta pequena diferença, suas funções biológicas mudam drasticamente. De fato, cada tecido tem sua própria razão MIO / DCI, refletindo funções específicas desempenhadas pelos dois isômeros.
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??Níveis elevados de DCI estão presentes nos tecidos de armazenamento de glicogênio, como gordura, fígado e músculo, sendo que os níveis muito baixos de DCI são característicos de tecidos com alta utilização de glicose, como cérebro e coração
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??De fato, um desequilíbrio entre MI e DCI leva a uma redução na insulina e FSH, como observado em pacientes com SOP. De fato, a depleção de MI induz um defeito na captação de glicose
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??Isto, por sua vez, reduz a disponibilidade de glicose no ovário tanto para os oócitos como para as células foliculares. Embora os oócitos sejam caracterizados por um alto consumo de glicose, ao prejudicar a disponibilidade de açúcar, a qualidade do oócito será comprometida
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??A EVIDÊNCIA GLOBAL DA LITERATURA ANALISADA PELO COMITÊ CIENTÍFICO DA CONFERÊNCIA APONTA OS EFEITOS BENÉFICOS DO TRATAMENTO COM MI EM TÉCNICAS DE REPRODUÇÃO ASSISTIDA (TRA), EM PARTICULAR EM NÍVEL DE RESPOSTA OVARIANA A GONADOTROPINAS EXÓGENAS, BEM COMO A QUALIDADE DE OÓCITOS E EMBRIÕES. A ESTE RESPEITO, A ADMINISTRAÇÃO DE MI, SOZINHO OU EM COMBINAÇÃO COM DCI (NA PROPORÇÃO DE PLASMA FISIOLÓGICO DE 40: 1), PODERIA SER UM FACTOR PREDITIVO NA MELHORIA DOS RESULTADOS DE TÉCNICAS DE REPRODUÇÃO ASSISTIDA
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#medicinaintegrativa #ginecologiaintegrativa #sop#pcos #inositol #gionecologiaintegrativarecife

 


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??Os inositóis estão envolvidos nas vias celulares estruturais e bioquímicas no ovário. Tanto os D-chiro-inositol(DCI) quanto o mioInositol (MYO) atuam como receptores de insulina a jusante na promoção do transporte de glicose e da sinalização de insulina através de fosfoglicanos baseados em inositol (DCI-IPG e MYO-IPG). O inositol-fosfoglicano foi encontrado no citosol assim como na camada externa da membrana celular, ancorado a um complexo de glicosilfosfatidil-Inositol (GPI). Além disso, a insulina promove a atividade da epimerase dependente de NAD-NADH, permitindo assim a conversão de MYO para DCI. Derivado de Mioinositol-fosfato, O 1,4,5-Inositol-trisfosfato(1,4,5-P3) modula a libertação de cálcio (Ca ++) do Retículo Endoplasmático (ER), interagindo com o 1,4,5-Inositol-trisfosfato específico (IP3R). Os estrogênios (E2) requerem 1,4,5-P3 para a maturação do ovócito e transporte de oócitos ao longo do sistema oviductal durante a fertilização. O mioinositol também modula a sinalização de LH e FSH (principalmente através de diferentes inositolfosfatos, InsP), enquanto que o efeito de D-chiroIns CI na transdução de sinal induzida por esses hormônios ainda é controverso. O Mioinositol tem um papel no remodelamento do citoesqueleto (CSK) que ocorre em resposta a várias tensões metabólicas e durante a maturação do oócito. Por sua vez, a CSK participa na regulação da esteroidogênese ovariana em células da granulosa e da teca.
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Resumindo e simplificando: a figura mostra os caminhos dos isômeros do inositol e seus efeitos na modulação da insulina, dos hormônios andrógenos, do Cálcio e na relação FSH/LH. Inositol melhora a resistência insulínica e a formação dos hormônios sexuais, incluindo principalmente como bom resultado a formação do Oócito maduro, fundamental na fertilidade de pacientes com SOP. Entender a bioquímica, a fisiologia e a nutrição funcional pode ajudar a compreender, diagnosticar e tratar diversas enfermidades como no caso em questão a SOP
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Fonte: Bevilacqua 2016
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#medicinaintegrativa #ginecologiaintegrativa #sop#pcos #inositol #gionecologiaintegrativarecife#medicinaenutricao #grupodeestudomedicinaenutricao


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Excelente artigo sobre o tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos com Inositol. Depois de ler este artigo discuti com colegas farmacêuticos e com meu amigo @drsergiocabral que estuda tanto esta forma de tratamento
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??Durante as últimas décadas, grande parte das pesquisas tem sido focadas no papel dos dois principais isômeros do inositol, mio-inositol e D-chiro-inositol, ambos os segundos mensageiros da insulina, em processos insulino-dependentes, incluindo a SOP
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??Mioinositol tem efeitos em diferentes locais, tanto no ovário em outros tecidos não-ovarianos
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??O D-chiro-inositol sozinho é incapaz de exercer valiosas melhorias nas funções das células do ovário
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??Contudo, ambos os isômeros de inositol podem ser associados positivamente no tratamento de pacientes com SOP em proporção correspondente à sua razão fisiológica do plasma (40:1, mioinositol e d-chiroinositol, respectivamente)
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??Novos conhecimentos fundamentais sobre os mecanismos biológicos apresentados pelos inositóis, bem como os ensaios clínicos baseados nas formulações de mio-inositol + D-quiro-inositol, já proporcionaram resultados encorajadores
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RESUMINDO: TRATAMENTO COM INOSITOL JÁ TEM RESPALDO NA LITERATURA PARA SOP. NÃO ENTENDO COMO NO BRASIL NINGUÉM AINDA LANÇOU UMA ASSOCIAÇÃO E ATÉ MESMO NAS FARMÁCIAS DE MANIPULAÇÃO É DIFÍCIL ENCONTRAR A PROPORÇÃO DE 40:1 DE MIOINOSITOL PARA D-CHIRO-INOSITOL
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#medicinaintegrativa #ginecologiaintegrativa #sop#pcos #inositol #gionecologiaintegrativarecife#medicinaenutricao #grupodeestudomedicinaenutricao


 

sop tf

Excelente artigo da RBGO sobre atividade física na SOP!!!
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??Objetivos
??Exercícios aeróbicos podem melhorar a qualidade de vida (QV) de mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP)
??No entanto, não há dados sobre o efeito de um programa de treinamento de exercício resistido (TER) sobre a QV destas mulheres
??Assim, este estudo teve como objetivo avaliar o efeito de um programa de TER de 16 semanas na QV em mulheres com SOP
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??Métodos
??Estudo caso-controle com 16 semanas de duração, para o qual foram incluídas 43 mulheres com SOP (grupo com SOP, GSOP) e 51 controles saudáveis com idade entre 18 a 37 anos (grupo de controle, GC)
??Todas as mulheres foram submetidas ao protocolo TER supervisionado por 16 semanas, e foram avaliadas em dois momentos: na semana 0 (linha de base), e na semana 16 (após TER)
??A qualidade de vida foi avaliada pelo 36-Item Short Form Health Survey (SF-36)
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??Resultados
??Houve redução significativa da testosterona em ambos os grupos após o TER (p < 0,01)
??O GSOP obteve significativa melhora na capacidade funcional na semana 16 em relação à semana 0 (p = 0,02)
??O GC apresentou significativa melhora no escore do domínio vitalidade, aspectos sociais e saúde mental na semana 16 em relação à semana 0 (p 0,01)
??Houve uma fraca correlação entre os aspectos sociais de domínio SF-36 e o nível de testosterona em mulheres com SOP
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??Conclusão
??a aplicação de um programa de treinamento físico resistido durante 16 semanas resultou em melhora modesta da QV de mulheres com SOP
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O melhor tratamento para SOP é sem dúvida a melhoria do estilo de vida. Pense nisso !!!
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Fonte: https://www.thieme-connect.com/products/ejournals/pdf/10.1055/s-0036-1585457.pdf


 

sopnac

 

Ensaio clínico, duplo cego e randomizado, publicado em 2015, avaliou os efeitos da NAC e da Metformina em mulheres com SOP
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??Quase 100 mulheres foram divididas nas duas opções de tratamento propostas: 500mg 3x ao dia de Metformina e 600mg 3x ao dia de NAC durante 24 semanas
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??Resultados
??Os dois grupos não mostraram diferença significativa quanto à idade, índice de massa corpórea (IMC) maior que 30, media de IMC, bem como a média do IMC, do sangramento uterino anormal (SUA), da glicose em jejum (GJ), da insulina em jejum (IJ), do perfil lipídico e do índice HOMA
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??Após 24 semanas de tratamento observaram os seguintes resultados:
IMC > 30: 35,4% (Metformina) x 15,2% (NAC) com p=0,033
Média de IMC: 28,36% (Metformina) x 27,11% (NAC) com p=0,44
Número de mulheres com SUA: 50% (Metformina) x 28,3% (NAC) com p=0,037
GJ: 90,02% (Metformina) x 86,61% (NAC) com p=0,021
IJ: 10,40% (Metformina) x 8,89% (NAC) com p=0,004
Índice HOMA: 2,09% (Metformina) x 1,71% (NAC) com p=0,001
Lipoproteína de Baixa densidade (LDL): 141,83% (Metformina) x 127,89% (NAC) com p=0,017
Triglicerídeos e colesterol total não apresentaram diferenças estatesticas entre os dois grupos e a lipoproteína de alta densidade (HDL) foi maior no grupo NAC
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?O trabalho concluiu que NAC melhorou o perfil lipídico, glicemia e insulina de jejum melhor que a Metformina em mulheres com SOP da população estudada


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Há cerca de um mês, uma cliente procurou-me no meu consultório referindo ser portadora da Síndrome dos Ovários Micropolicísticos (SOP) fazendo uso por conta própria de um suplemento chamado pregnitude. A marca em si eu não conhecia, mas o conteúdo sim: Mioinositol e Ácido Fólico. ??Conforme post meu anterior, recente revisão científica (Paul et.al. 2016) corroborou a importância dos derivados do inositol no tratamento da SOP por ativar a glicogênio sintetase (GS) e a piruvato desidrogenase (PDH), tirando a glicose do sangue e permitindo seu adequado metabolismo dentro da célula. Consoante já citado, o ácido fólico contribui como importante nutrient que participa de várias reações metabólicas tanto no ciclo da metilação quanto também para o ciclo de Krebs. Mais ainda, o ácido fólico indiretamente contribui para a metilação do DNA e consequente redução da homocisteína. Hiperhomocisteinemia (aumento da homocisteína no sangue tem correlação com a SOP. ??Malvasi et. al (2014) estudou os efeitos da associação entre 2g de mioinositol, 800mg de D-Chiro-Inositol, 10mg de Manganês e 400ug de ácido fólico / dia em mulheres grávidas com síndrome metabólica. Observou redução da glicemia de jejum (-4%), dos triglicerídeos (-24%), do colesterol total (-20%), da pressão sistólica (-5%) e aumento do colesterol HDL (10%) ??Raffone et. al. (2010) estudou SOP em pacentes inférteis que receberam 1500mg de metformina por dia ou 4g de mioinositol + 400ug de ácido fólico por dia. Ambos foram efetivos, mas o grupo do mioinositol foi mais efetivo do que o da metformina (restauração de ovulação espontânea e gravidez). ?Enfim, são esratégias terapêuticas para a SOP
1?? Mudança no estilo de vida através de alimentação saudável (funcional) e atividade física
2?? Gerenciamento do estresse e do sono
3?? Progesterona natural na segunda fase do ciclo menstrual
4?? Metformina
5?? Derivados do Inositol, Ácido fólico (e demais vitaminas do complexo B), ácido alfa lipóico, N-Acetil-Cisteína (NAC), colina e betaína


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Artigo de Revisão publicado na Gynecological Endocrinology, em 29 de fevereiro de 2016 realiza uma revisão de vários estudos de intervenção com a utilização de nutracêuticos, principalmente os derivados do Inositol. ? Em primeiro lugar vamos descomplicar a figura!!!
Em amarelo os derivados do inositol: os principais são D-Chiro-Inositol (DCI) e o Mioinositol (MI). Os seus derivados, sejam InositolFosfoGlicanos (IPG) ou FosfoInositolTriFosfato (PIP3). Eles agem como segundo mensageiros da insulina, aumentando a sensibilidade da mesma, estimulando a glicogênio sintase-GS (que aumenta o armazenamento da glicose dentro da célula) e a PiruvatoDesidrogenase-PDH (que será responsável pela entrada da glucose no ciclo de Krebs e produção de energia ATP-AdenosinaTriFosfato). ?Simplificando mais ainda: os derivados do inositol tiram a glicose do sangue e colocam dentro da célula (por exemplo célula muscular), sendo fundamental para diversas reações bioquímicas vitais. ?Conclusões do estudo:
??O tratamento com uma ou ambas formas de Inositol parece reduzir a resistência insulínica agindo em sinergia e/ou com drogas ou nutracêuticos que aumentem a sensibilização à insulina.
??Faz sentido recomendar para o tratamento da Síndrome Metabólica, Diabetes tipo 2, Resistência Insulínica, nos fenótipos da Síndrome dos Ovários Policísticos com intervenções no estilo de vida e nutracêuticos que devem incluir Mioinositol + D-Chiro-Inositol, ácido alfa lipóico e N-Acetil-Cisteína (NAC).
??Após a avaliação dos resultados destas intervenções, a metformina pode ser adicionada
??É importante frisar que a ingestão de inositol não deve ser realizado ao mesmo tempo que os carboidratos das refeições para não competir com a absorção intestinal e a captação intracellular da glicose .
??Pacientes devem também ter uma adequado status nutricional de Magnésio, Manganês, Zinco e vitaminas do complexo B para otimização da formação dos derivados do inositol e suas funções.

 


 

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Ovário Micropolicístico – Diagnóstico Ultrassonográfico

Artigo de revisão de literatura, recente da Polônia (Dezembro de 2015) aborda o valor da ultrassonografia no diagnóstico da síndrome dos Ovários Policísticos, conhecida popularmente como SOP, a mais frequente patologia endócrina nas mulheres em idade reprodutiva, responsável por alterações no padrão menstrual e infertilidade.

A Sociedade da Síndrome dos Ovários Micropolicísticos e Excesso de Androgênios (AE-PCOS Society) estabeleceu como critérios diagnósticos da síndrome dos ovários micropolicísticos:
?? Sinais clínicos e/ou bioquímicos de hiperandrogenismo
?? Disfunção Ovariana ou Ovário micropolicístico

O diagnóstico ultrassonográfico de ovário micropolicístico é relativamente fácil:
? Presença de 12 ou mais folículos com diâmetros entre 2 e 9mm
? Volume Ovariano maior que 10cm3

Outros aspectos ultrassonográficos interessantes no ovário micropolicísticos:
?? Utilização do color Doppler no estroma ovariano, (aumento da vascularização ao color Doppler
?? Técnica 3D para contagem dos folículos (VOCAL, SonoAVC)

O artigo outros alguns pontos interessantes
Foi observado que há um aumento da atividade do Citocromo P450 que responsável pela produção de androgênios ovarianos e adrenais
Há um gene (CYP17) responsável pela SOP
?? A insulina induz o hiperandrogenismo por aumentar a atividade da 17?-hidroxilase, diminuindo a atividade do LH, diminuindo a síntese da globulina ligadora dos hormônios sexuais (SHBG) e a proteína ligadora do fator do crescimento semelhante à insulina (IGF-BP).
?? Existem vários fenótipos da SOP através das diversas combinações possíveis dos diversos critérios diagnósticos (hiperandrogenismo, hiperandrogenemia, oligo-ovulação ou anovulação e ovários policísticos).

Enfim, o que é mais fácil ao meu entender na SOP é o diagnóstico ultrassonográfico. Este idealmente deve ser realizado por volta do 14o. dia do ciclo menstrual porque além de caracterizar a morfologia do ovário, pode-se avaliar a ocorrência ou não de anovulação.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4710692/pdf/JoU-2015-0038.pdf


 

 

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Alimentação realmente é fundamental para um adequado tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos. Há um site interessante http://www.pcosdietsupport.com sobre alimentação e atividade física nas pacientes com SOP.


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Extraído do site http://www.fightyourinfertility.com, acho esta figura muito legal.
Cinco fatores que causam sua SOP

Sem saber você cria um ambiente perfeito para o surgimento da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)

Fatores de risco e conduta na SOP:

?? Diminuição da Imunidade => Nutrição funcional e suplementos que aumentem a imunidade

??Escolhas dietéticas ruins => Mudar para alimentos orgânicos e naturais

??Tendência genética => Ser alegre sempre para mudar isso (Acredito que a alimentação funcional, atividade física e o gerenciamento do estresse e do sono podem silenciar os genes envolvidos na SOP bem como melhorar a imunidade

??Resistência Insulínica e Obesidade => Praticar meditação e exercícios

??Acúmulo de toxinas => Parar de comer “junk foods”, comer COMIDA DE VERDADE


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Revisando o Diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)

Uma importante publicação da AE-PCOS Society, publicada em 2009, propôs os critérios para o diagnóstico da SOP:
?? Hiperandrogenismo (Hirsutismo e/ou hiperandrogenemia) E
?? Disfunção Ovariana (Oligo ou anovulação e/ou ovários policísticos) E
?? Exclusão de outras causas de excesso de androgênios (deficiência não clássica de hiperplasia adrenal congênita, tumores secretores de androgênios, uso ou abuso de drogas androgênicas, síndrome de Cushing, síndrome da acantose nigricans com resistência insulínica hiperandrogênica , disfunção tireoideana e hiperprolactinemia). Pontos Interessantes
?? Ovários policísticos são considerados como ooforite cística, ou seja, pode se tratar sim de uma inflamação crônica
?? SOP está relacionada com risco aumentado de infertilidade, sangramento uterino disfuncional, carcinoma endometrial, diabetes tipo 2, obesidade, dislipidemia, hipertensão e possivelmente doença cardiovascular
?? Existem quatro potenciais fenótipos (de A a P) baseados no hiperandrogenismo, hirsutismo, oligo/anovulação e ovários policísticos (na USG)
?? Mulheres com
o hiperandrogenismo clínico
o hirsutismo ou crescimento indesejado dos pelos
o acne
o alopecia (queda de cabelo)
o disfunção menstrual e/ou ovulatória
o Resistência Insulínica ou anormalidades metabólicas
?? apresentam risco aumentado de apresentar a SOP
?? Mulheres com ovários policísticos na ultrassonografia: Se assintomáticas
o É um achado comum nas idades mais jovens, porém menos comum com o decorrer da idade
o A presença isolada dos ovários policísticos não está associada à infertilidade
o A presença de ovários policísticos pode estar associada com leves alterações na sensibilidade insulínica, metabolismo da glicose e secreção androgênica
o Há pouca informação capaz de predizer que mulheres com menstruação regular e ovários policísticos tenham um risco aumentado de doença cardiovascular
• É estimado que um quinto das mulheres com ovários policísticos podem ter SOP quando avaliada minuciosamente
Recomendo a leitura
http://www.fertstert.org/article/S0015-0282(08)01392-7/pdf


 

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A AE-PCOS Society estabeleceu as seguintes recomendações para diagnóstico e tratamento da intolerância à glicose (IG) na Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)

?? Todos as pacientes com SOP, independentemente do índice de massa corpórea (IMC), devem ser rastreadas para IG com o teste oral de tolerância à glicose 2h após 75g de glucose (TOTG2h75g)

?? Pacientes SEM IG devem ser rastreadas uma vez a cada dois anos ou mais precocemente se algum fator de risco adicional for identificado

?? Pacientes com IG devem ser rastreadas anualmente para a diabetes mellitus

?? A BASE DO TRATAMENTO DE PACIENTES COM SOP E IG DEVE SER A MODIFICAÇÃO DO ESTILO DE VIDA BEM COMO A PERDA DE PESO NAS PACIENTES OBESAS

?? Medicações utilizadas no tratamento da diabetes devem ser consideradas como opções terapêuticas no tratamento da SOP e IG.

?? Adolescentes com SOP devem ser rastreadas para IG através do TOTG2h75g repetido uma vez a cada dois anos. Se houver o desenvolvimento de IG, elas devem ser tratadas com modificações no estilo de vida e o tratamento com metformina pode ser considerado.

Link: http://press.endocrine.org/doi/pdf/10.1210/jc.2007-1549


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Um artigo (Janeiro de 2016) aponta para o uso do Durião (Durio zibethinus) como adjuvante para tratar infertilidade na Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). Não vou escrever que é um fruto milagroso, mas quero apenas que percebam os componentes e suas funções.

?? Durão é rico em Vitaminas do complexo B (envolvida na metilação do DNA), C e E (potentes antioxidantes) e Ferro. Contém ainda Zinco, Cobre, Manganês, Sódio, Magnésio, Potássio, Cálcio e Fósforo, carboidratos e aminoácidos incluindo o triptofano (precursor da serotonina e da melatonina), gordura boa (ômega 3) e fibras. A vitamina C do Durião possui excelente biodisponibilidade.
PRINCIPAIS FUNÇÕES:

?? Agente antilipêmico: possui fibras solúveis com propriedades laxativas, antioxidantes e ômega 3 que diminuem colesterol total e LDL, aumentando HDL. O polissacarídeo encontrado no durião possui baixo índice glicêmico.

?? Agente antioxidante: rico em polifenóis, quercetina e outros fitoquímicos ajudam na vasodilatação endotelial, são antigregantes plaquetários, além de suas propriedades antioxidantes.

?? Agente hipoglicêmico: devido ao composto flavonóide, regenera e estimula a liberação da insulina nas células beta do pâncreas.

? O Durião põde ser usado na medicina integrativa como adjvante no tratamento da infertilidade e síndrome metabólica nas pacientes com SOP. E se não se dispõe facilmente do Durião (planta do Oriente) que tal obter os compostos bioativos do Durião através da alimentação funcional?
Fonte: http://www.jcimjournal.com/articles/publishArticles/pdf/S2095-4964(16)60240-6.pdf


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Um artigo de revisão extraído de uma tese de doutorado no Irã explicou os principais antioxidantes como tratamento adjuvante da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). A literatura mostra resultados favoráveis com a utilização dos seguintes nutracêuticos:
? Vitamina D e Cálcio
? Ácidos Graxos Ômega 3
? N-Acetil-Cisteína
? Ácido fólico
? Soja
? Zinco

Mais detalhes no link: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4306978/pdf/ijrm-13-001.pdf


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Juro que não estava estudando a metilação do DNA. Mas procurando artigos de revisão sobre a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), eis que baixei este artigo (grátis) da Revista Nature, publicado em janeiro de 2016.

Trata-se de um estudo que avaliou um aumento da Homocisteína nas pacientes portadores de SOP, bem como identificou disfunção mitocondrial e alterações na metilação do DNA. O artigo relata ser a primeira evidência destas alterações na SOP.

A Homocisteína é um marcador inflamatório, de alterações na coagulação, do estresse oxidativo e da metilação do DNA. A SOP constitui um estado de inflamação crônica, de estresse oxidativo, de produção anormal de oócitos que não se desenvolvem, conferindo o aspecto micropolicístico.

A metilação do DNA é dependente de ácido fólico (vitamina B9), vitamina B12 e B6. Uma metilação adequada do DNA permite a diminuição da Homocisteína. Uma alimentação rica em junk foods terá um efeito pró-inflamatório, com aumento da Homocisteína.

Um dos tratamentos mais importantes para a SOP é a modificação do estilo de vida através da prática de atividade física e de alimentação funcional. Ambos irão contribuir para um melhor funcionamento da mitocôndria, organela responsável pela nossa produção de energia. A própria prática de atividade física produz substâncias antiinflamatórias e antioxidantes endógenas, sendo uma forma muito eficaz de melhorar o funcionamento da mitocôndria.

Não tem como não pensar em tratar SOP sem um pensamento integrativo através dos conhecimentos / prática de atividade física, de nutrição funcional, da prática ortomolecular (nutracêuticos), do gerenciamento do estresse e do sono (que quanto pior, mais acentuado o estresse oxidativo), além de todos os tratamentos da medicina tradicional através da ginecologia endócrina ou da própria endocrinologia clínica.

FONTE: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4725837/pdf/srep19436.pdf


 

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Continuando a revisão sobre SOP, um artigo aborda as diversas formas de tratamento.

? A MODIFICAÇÃO DO ESTILO DE VIDA ATRAVÉS DA ATIVIDADE FÍSICA E ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL (VISANDO PERDA DE PESO EM MULHERES COM SOBREPESO OU OBESIDADE) É A PRIMEIRA RECOMENDAÇÃO E ESTÁ ACIMA DE QUALQUER INTERVENÇÃO MEDICAMENTOSA OU HORMONAL.

?? TODAS AS DROGAS UTILIZADAS NO MANEJO DA SOP SÃO OFF-LABEL.

MEDICAMENTOS UTILIZADOS:

?? EFLORNITINA: inibe uma enzima (L-orinitina-descarboxilase) que regula o crescimento e diferenciação cellular do folículo piloso.

?? CONTRACEPTIVOS COMBINADOS: regulam a menstruação, podem ter efeito antiandrogênico. PORÉM, INÚMEROS RISCOS???!!!

?? ESPIRONOLACTONA: efeito antiandrogênico por bloqueio do receptor androgênico.

?? FLUTAMIDA: efeito antiandrogênico por bloqueio do receptor androgênico.

?? FINASTERIDA: efeito antiandrogênico por bloqueio da 5? redutase.

?? METFORMINA: aumenta a sensibilidade à insulina no fígado, tecido adiposo, músculo esquelético e ovário.

?? INOSITOL ou MIOINOSITOL: antigamente chamada de vitamina B8, é considerada um medicamento que aumenta a sensibilidade à insulina.

?? TIAZOLIDINEDIONAS: aumentam a ação periférica da insulina.

?? AGONISTAS GnRH: estimula FSH, inibe LH, o que leva à diminuição da produção de androgênios.

?? GLICOCORTICÓIDES: ação na glândula adrenal, pode reduzir o efeito androgênico além do efeito antiinflamatório.

?? CETOCONAZOL: inibe enzima da glândula adrenal reduzindo o hirsutismo.

?? ESTATINAS / ORLISTAT: melhora no perfil lipídico, contribui para perda de peso, mas com muitos efeitos colaterais???.

?? PROGESTERONA / PROGESTÁGENO CÍCLICO OU COMBINADO: regula a menstruação.

?? N-ACETIL-CISTEÍNA (NAC): diminui o estresse oxidativo.

?? CITRATO DE CLOMIFENO: conhecido indutor da ovulação. O artigo aborda que a combinação com coenzima Q10 ou L-carnitina aumenta a taxa de ovulação e gravidez.

?? GONADOTROFINAS (FSH, HMG), hCG: ajuda na estimulação da ovulação / gravidez.

?? INIBIDOR DA AROMATASE (ANASTROZOL E LETROZOL): efeito antiadrogênico.


 

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Acredite: não é tão complicado entender esta figura

Já é conhecido que o dano ao DNA e a metilação (em vermelho à esquerda) induzida pelo estresse oxidativo desempenham papel fundamental na patogênese tumoral pela ativação de um protooncogene e a silenciação de um antioncogene.

?? Estresse oxidativo nas pacientes com SOP pode causar instabilidade genética e aumentar o risco de câncer.

Estresse oxidativo demonstra estar associado com obesidade, inflamação crônica, hiperandrogenemia e resistência insulínica, que são características comuns e potenciais indutores da SOP e do câncer endometrial.

?? Espécies Reativas de Oxigênio e fatores inflamatórios produzem estresse oxidativo que pode induzir resistência insulínica principalmente através do substrato receptor da insulina (IRS), fosfatidil-inositol-3-quinase (PI3K) e proteína quinase B (Akt) pela via de sinalização do Fator de Necrose Kapa Beta (NF-kb) e Jun-N-terminal quinase (JNK).

Hiperinsulinemia compensatória da resistência insulínica contribui para a patogênese do câncer pela ativação da proliferação celular e o aumento da transformação maligna.

?? Adicionalmente Estresse Oxidativo, Resistência insulínica e inflamação podem ser induzidos pelo excesso androgênico in vivo e envolvido na obesidade.

?? Portanto, o estresse oxidativo é o fator inicial no aumento do câncer na SOP.

??Biomarcadores que avaliam o nível de estresse oxidativo e respectivos níveis em pacientes com SOP:

??OXIDANTES:
? Produtos de Glicação Avançada (AGEs) – ALTO
? Malondialdeído (MDA) – ALTO
? Xantina Oxidase (XO) – ALTO
? 8-Hidroxi-Di-Guanosina (8OHdG)
? Peroxidação Lipídica (LPO) – ALTO
? Espécies Reativas de Oxigênio (ROS) – ALTO
? Nitrotirosina (Ntyr) – ALTO
? Homocisteína (Hcy) – ALTO
? Ácido Úrico – ALTO

??ANTIOXIDANTES:
? Superoxidodismutase (SDO) – ALTO
? Glutationa (GSH) – BAIXO
? Vitamina C – BAIXO
? Vitamina E – BAIXO
? Tiol (presente no alho e cebola) – BAIXO
? L-carnitina – BAIXO

Fonte: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4684888/pdf/OMCL2016-8589318.pdf


Dispositivo IntraUterino (DIU)

Abaixo coloquei alguns vídeos sobre Dispositivos IntraUterinos. Favor se inscrever no nosso canal do youtube, curtir e comentar os vídeos. Isso pode ajudar muitas pessoas pelo algoritmo do Youtube e me estimular a produzir mais informações de qualidade.

Aula sobre Dispositivos Intraterinos – para baixar o pdf da aula clique AQUI .

Live sobre Dispositivos intrauterios

Tipos de DIU

DIU não hormonal

  • T de Cobre 380A: durabilidade de até 10 anos.
  • Cobre e Prata : possui menos cobre em sua composição, dura 5 anos.
  • Ômega: possui menos cobre em sua composição, dura 5 anos.

IUD (Intrauterine device) - Contraception - SexwiseCopper T 380 Plus at Rs 250/piece | Banashankari | Bengaluru| ID: 7457666162Buy Pregna InaraCopper Intrauterine Device IUD Online for Rs. 1,495 in India | SMB

DIU Hormonal (Sistema Intrauterino de Levonorgestrel)

  • Mirena: 52mg de levonorgestrel, dura até 5 anos, libera cerca de 20 mcg de levonorgestrel por dia. Mede 32 mm de comprimento, por 32 mm de largura e 1,90 mm de espessura.
  • Kyleena: 29 mg de levonorgestrel, dura até 5 anos,  libera cerca de 15,3 mcg de levonorgestrel por dia. É ligeiramente menor, mede 30 mm de comprimento, por 28 mm de largura e 1,55 mm de espessura.

Mirena: A Hormonal IUD for Birth Control

Para Profissionais de Saúde, segue o Manual de Contracepção de Longa duração da FEBRASGO: LARC contracepção-reversível-de-longa-ação




Neste vídeo abaixo é possível perceber a técnica tradicional de implante de DIU hormonal ou não

 


 

 

Eu sou a favor da inserção do DIU guiada por ultrassonografia sob analgesia local (no consultório) ou geral endovenosa (no hospital). No vídeo abaixo, apresento umas das técnicas que utilizo para o implante de DIU guiada por ultrassonografia. Neste caso, a inserção é realizada com a utilização da ultrassonografia abdominal em tempo real.


 

Segue também num próximo vídeo, uma live que produzi no consultório com a participação de vários seguidores do instagram que fizeram perguntas sobre a contracepção por DIU. *Há um momento (por volta do minuto 39) que falo sobre a inserção do DIU em mulheres no primeiro filho, considerem que quis dizer nas mulheres que nunca tiveram filho .

 

 

 


Muitas mulheres não conhecem o processo de colocação do DIU, o que gera preocupação, esse video explica o procedimento.
Dispositivo intrauterino (DIU) e Sistema intrauterino (SIU – também conhecido como DIU medicado ou DIU Hormonal) são, como o nome já diz, sistemas ou dispositivos que devem ser inseridos por médicos, dentro do útero. A grande vantagem destes métodos é a comodidade posológica e a alta eficácia, que pode proteger a mulher durante 5 a 10 anos, dependendo do produto.

Qual a diferença entre os dois?

Ambos impedem a penetração e passagem dos espermatozoides, não permitindo seu encontro com o óvulo. A grande diferença é que o DIU é feito de cobre, um metal, e não possui nenhum tipo de hormônio, enquanto o SIU libera um hormônio dentro do útero. Além do efeito contraceptivo, o hormônio pode apresentar outros efeitos, como reduzir o fluxo menstrual.
Como posso utilizar o DIU/SIU?

O método deve ser inserido pelo seu médico após ele ter sido indicado para você. Algumas vezes antes do procedimento de inserção o médico poderá solicitar exames complementares, variando de caso a caso.

O procedimento de inserção é simples, rápido e costuma ser realizado no próprio consultório do médico, sem a necessidade de anestesia geral, porém pode causar um desconforto durante a inserção. E em alguns casos, opta-se pela inserção via hospitalar sob analgesia. A escolha é da cliente!!! Qualquer mulher pode utilizar o DIU/SIU?

Não, existem poucas situações em que o DIU e o SIU são contraindicados. A escolha do melhor método para cada tipo de mulher deve ser feita sob orientação médica, após a discussão e avaliação das suas necessidades e preferências.

https://www.instagram.com/p/BD9dY5zgUR2/?tagged=intrauterinedevice

 


LARC versus SARC: Estudo importante demonstra benefícios claros da contracepção reversível de longa duração em comparação com a contracepção reversível de curta duração

Os benefícios do aumento da absorção voluntária de LARC podem se estender a populações mais amplas do que se pensava anteriormente, de acordo com um grande estudo no American Journal of Obstetrics and Gynecology

          Artigo de 2016 fornece fortes evidências científicas de que a contracepção reversível de longa duração (LARC) beneficia uma população mais ampla de usuários potenciais do que se pensava anteriormente. As mulheres que tentaram métodos de ação prolongada (dispositivos intra-uterinos e implantes subdérmicos), apesar de sua preferência geral por contraceptivos orais ou injeções, encontraram LARC altamente satisfatório. Além disso, o estudo mostrou que a decisão de tentar um anticoncepcional de longa duração impediu a gravidez não intencional muito melhor do que o uso de um método de ação curta. Essas duas descobertas só foram alcançadas devido a abordagens científicas aprimoradas. Este grande estudo é publicado no American Journal of Obstetrics and Gynecology (DOI http://dx.doi.org/10.1016/j.ajog.2016.08.033).

          Os LARCs, como os dispositivos intrauterinos (DIU) e os implantes sob a pele, são mais eficazes do que a contracepção reversível de curta duração (SARC), como a pílula anticoncepcional. Uma vez inseridos, os dispositivos de ação prolongada fornecem pelo menos três anos de proteção contínua da gravidez e são mais de 99% efetivos porque não estão sujeitos a erros de uso que possam reduzir a eficácia dos métodos de ação curta. Aproximadamente 48% das gravidezes não planejadas ocorrem no mês em que a contracepção é utilizada. Até agora, a aceitabilidade e o sucesso da LARC entre as mulheres inicialmente buscando um método de ação curta não tinham sido medidos.

          “A gravidez e o aborto involuntários são problemas teimosos nos Estados Unidos. Nos dados mais recentes de 2011, ocorreram 2,8 milhões de gravidezes indesejadas, o que representou 45% do número total de gravidezes nesse ano. Além disso, 42% das gravidezes não planejadas terminaram no aborto (totalizando mais de um milhão de procedimentos). Esses altos níveis não mudaram muito desde meados da década de 1990 “, explicou o investigador principal David Hubacher, PhD daCarolina do Norte, que conduziu a pesquisa em colaboração com a Planned Parenthood South Atlântico (PPSAT). “Um aumento na aceitação voluntária de LARC poderia ajudar a evitar muitas gravidezes indesejadas, reduzindo os riscos para a saúde associados e outras conseqüências negativas”.

          Os pesquisadores realizaram um teste de preferência de paciente parcialmente randomizado na Carolina do Norte e recrutaram mulheres com idades compreendidas entre os 18 e os 29 que inicialmente buscavam um método anticoncepcional de ação curta. As mulheres que concordaram com a randomização foram distribuídas aleatoriamente para uma das duas categorias: LARC ou SARC. As mulheres que recusaram a randomização, mas concordaram em acompanhar, escolheram seu próprio método preferido. Os participantes que foram randomizados escolheram um método específico na categoria e receberam-no gratuitamente, enquanto os participantes que escolheram seu método preferido pagaram sua contracepção de acordo com a forma usual. Dos 916 participantes, 43% escolheram randomização e 57% escolheram a opção de preferência.

          Os participantes foram seguidos de forma prospectiva para medir os resultados primários da continuação do método e gravidez não desejada aos 12 meses. Os pesquisadores também mediram a aceitabilidade em termos de nível de satisfação com os produtos. Um ano após o início do estudo, as mulheres randomizadas para LARC apresentaram altas taxas de continuação e, conseqüentemente, apresentaram proteção superior contra a gravidez não intencional em comparação com as mulheres que utilizam SARC. Os níveis de satisfação com LARC foram elevados (aproximadamente 78%).

“Nossa pesquisa encontrou evidências científicas de que usuários típicos de anticoncepção reversível de curta ação podem achar o LARC altamente aceitável”, disse o Dr. Hubacher. “No entanto, apesar dessas descobertas, certamente reconhece que nem todas as mulheres querem LARC e é claro que nem todas as mulheres estarão satisfeitas com a LARC”.

          O Dr. Hubacher observou que esses resultados fornecem evidências adicionais para recomendações de políticas que exigem maior acesso ao LARC para melhorar a saúde reprodutiva para adolescentes e mulheres nos EUA. Por exemplo, a Academia Americana de Pediatria recomenda agora a LARC como uma opção de primeira linha para adolescentes que escolhem não ser abstinentes. O American College of Obstetricians and Gynecologists emitiu recomendações semelhantes.

          O especialista notável David Turock, MD, MPH, professor associado, Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, Universidade de Utah, Salt Lake City, UT, comentou: “Dr. Hubacher e colegas completaram uma investigação única na pesquisa de contraceptivos. Eles assumiram um grande risco pois eles não sabiam se os participantes concordariam em ser randomizados para diferentes tipos de contracepção. Este estudo demonstra claramente que são os LARCs (DIU e implantes), e não o tipo de mulheres que os preferem, que causam baixas taxas de gravidez. “

          Editor-em-chefe do American Journal of Obstetrics and Gynecology , Ingrid Nygaard, MD, acrescentou: “Este ensaio dissipa a noção de que a contracepção de longa duração funciona tão bem, principalmente porque as pessoas que a tomam são diferentes das pessoas que tomam ação curta contracepção, o qual poderia ser concluído a partir de estudos observacionais “.

Fonte: https://www.elsevier.com/about/press-releases/research-and-journals/larc-versus-sarc-major-study-demonstrates-clear-benefits-of-long-acting-reversible-contraception-compared-to-short-acting-reversible-contraception

 


CONTRACEPÇÃO EM MULHERES MILITARES DO SERVIÇO ATIVO DOS ESTADOS UNIDOS ENTRE 2012 E 2016 – Aumento na Contracepção por Contracepção de longa duração (DIU e implantes hormonais)

Este artigo (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29211490) resume a prevalência anual de esterilização permanente, bem como o uso de contraceptivos reversíveis de longa e curta duração (LARCs e SARCs, respectivamente), serviços de aconselhamento contraceptivo e uso de contracepção de emergência de 2012 até 2016 entre as mulheres do serviço ativo dos EUA .

  • LARC não hormonal: DIU de Cobre
  • LARC Hormonal: DIU com Progestágeno / DIU hormonal
  • SARC não hormonal: Preservativo masculino, preservativo feminino, diafragma
  • SARC hormonal: Contraceptivos Orais (combinados, progestágenos), Anel Vaginal, Adesivo

Em geral, 262.907 (76,2%) mulheres em idade fértil usaram um LARC ou um SARC em algum momento durante o período de sua vida reprodutiva.

De 2012 a 2016, a esterilização permanente diminuiu de 4,2% para 3,6%;

O uso de LARC aumentou de 17,2% para 21,7%; O uso de SARC diminuiu de 38,5% para 30,4%; e o uso de contracepção de emergência aumentou de 0,4% para 1,9%.

A prevalência anual de aconselhamento contraceptivo apenas foi relativamente estável em torno de 4,0%.

Este relatório estima o tempo de continuação dos LARCs, demonstrando que 86,1% continuaram seu dispositivo intra-uterino aos 12 meses, 78,5% aos 24 meses e 73,4% aos 36 meses.

Esses dados demonstram que a grande maioria das mulheres atendidas utilizaram pelo menos uma forma de contracepção e que as mulheres estão selecionando LARCs em maior número com cada ano que passa.

A prevalência de utilização de contraceptivos entre as mulheres atendidas pelo serviço também é relatada.

É um caminho lógico: mulheres preocupadas com sua saúde, que buscam informações mais atualizadas sobre contracepção, apresentam uma tendência maior em fazer uso da contracepção por DIU.

 


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?Entre as gravidezes de adolescentes, 75% são não intencionais. O maior uso de contracepção altamente eficaz pode reduzir a gravidez indesejada. Embora vários estudos discutam o uso de contraceptivos de adolescentes, não há consenso quanto ao uso de contracepção reversível de longa ação como uma opção de contracepção de primeira linha
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?Objetivo / Metodologia
?Foi realizada uma revisão sistemática da literatura médica para avaliar a continuidade de contraceptivos reversíveis de longa duração entre adolescentes.
?Os artigos publicados de janeiro de 2002 a agosto de 2016 foram selecionados para inclusão com base em pesquisas de palavras-chave específicas e revisão detalhada de bibliografias
?As diretrizes, revisões sistemáticas e revisões clínicas foram examinadas para citações adicionais e pontos relevantes para discussão
?De 1677 artigos inicialmente identificados, 90 foram selecionados para revisão completa. Destes, 12 artigos preenchiam critérios de inclusão
?Os resultados primários medidos foram a continuação do método aos 12 meses e as taxas de expulsão dos dispositivos intra-uterinos.
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?Resultados
?A continuação de 12 meses de qualquer dispositivo contraceptivo reversível de longa duração foi de 84,0%
?A manutenção do dispositivo intra-uterino foi de 74,0% (intervalo de confiança de 95%, 61,0-87,0%) e a continuação do implante foi de 84% (intervalo de confiança de 95%, 77,0-91,0%)
?Entre os adolescentes pós-parto, a taxa de continuidade contraceptiva reversível de longa duração de 12 meses foi de 84,0% (intervalo de confiança de 95%, 71,0-97,0%)
?A taxa de expulsão do dispositivo intra-uterino combinado foi de 8,0% (intervalo de confiança de 95%, 4,0-11,0%).
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?Conclusões:
?Adolescentes e mulheres jovens têm uma alta de taxa de continuidade em 12 meses dos métodos contraceptivos reversíveis de ação prolongada
?Os dispositivos e implantes intra-uterinos devem ser oferecidos a todas as adolescentes como opções contraceptivas de primeira linha
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#consultóriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010 #intrauterinedevice#DIU

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Estudos anteriores demonstraram uma diminuição do câncer do colo do útero associada ao uso de dispositivos intra-uterinos (DIU). Tem-se a hipótese de que o uso do DIU pode alterar a história natural de infecções pelo papilomavírus humano (HPV), prevenindo o desenvolvimento de lesões pré-cancerosas do colo do útero e câncer cervical, mas o efeito do DIU sobre a história natural da infecção pelo HPV e posterior desenvolvimento de câncer cervical é mal compreendida

 

*O objetivo deste estudo foi avaliar a associação entre o uso de DIU e a aquisição ou remoção de HPV de alto risco cervical.

* Este é um estudo de coorte prospectivo realizado de outubro de 2000 a junho de 2014 entre 676 mulheres sexualmente ativas jovens e meninas matriculadas em clínicas de planejamento familiar em San Francisco, CA

*Resultados:
Não houve associação entre o uso do DIU e a aquisição do HPV (razão de risco, 0,50, intervalo de confiança de 95%, 0,20-1,23, P = 0,13)
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*Conclusão
– A utilização atual de DIU não está associada à aquisição ou persistência de infecção por HPV
– O uso de DIU é seguro entre mulheres e meninas/adoelscentes com infecções por HPV e em risco de aquisição de HPV
– O uso do DIU pode desempenhar um papel a mais na história natural do câncer cervical, inibindo o desenvolvimento de lesões pré-cancerosas do colo do útero em mulheres infectadas com HPV ou diminuindo as lesões pré-cancerosas já estabelecidas


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Há 5 anos, em 2011, um estudo ÉPICO, publicada na renomada revista LANCET ONCOLOGY, avaliou o MITO que sempre foi FALSAMENTE DIVULGADO de que o DIU AUMENTARIA O RISCO DE CÂNCER DE COLO UTERINO. Baseado em 26 estudos epidemiológicos, em diversos países do mundo, com um n inicial maior que 15.000 os autores concluíram assim:“NOSSOS DADOS SUGEREM QUE O USO DO DIU PODE AGIR COMO UM COFATOR PROTETOR NA CARCINOGÊNESE CERVICAL. A IMUNIDADE CELULAR ACIONADA PELO DISPOSITIVO PODE SER UM DOS VÁRIOS MECANISMOS QUE PODERIAM EXPLICAR OS NOSSOS ACHADOS.”

DIU de cobre, não hormonal, protege contra o câncer de colo do útero porque não está relacionado com a metaplasia da junção escamo celular, tornando o colo uterino mais susceptível à infecção pelo HPV, envolvido na carcinogênese cervical

Quer que eu descomplique? OK! ANTICONCEPCIONAL HORMONAL PROVOCA ALTERAÇÃO NO EPITÉLIO (PORÇÃO SUPERFICIAL) DO COLO UTERINO, AUMENTANDO O RISCO DE INFECÇÃO PELO VÍRUS DO HPV, RESPONSÁVEL PELO CÂNCER DE COLO DO ÚTERO

 

Estamos no Outubro Rosa não é? Então sejamos verdadeiros com informações importantes e que podem realmente ter impacto na saúde pública. O uso de preservativos reduz o risco de câncer de colo uterino, quaisquer hormônios (anticoncepcionais ou esteróides anabolizantes, por exemplo) que seu corpo não produz pode alterar a sua FISIOLOGIA aumentando o risco de diversas patologias em diversos órgãos incluindo o fígado e também mamas, ovários e útero (na mulher) ou próstata (no homem). Por outro lado, alimentação saudável, prática de atividade física, gerenciamento do estresse e do sono ajudam na manutenção da SAÚDE INTEGRAL, diminuindo tais riscos

Você discorda? Então publique ou divulgue um estudo NO SEU INSTAGRAM / FACEBOOK / SITE PESSOAL que diga o contrário, sem conflitos de interesse

 


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Entre os anticoncepcionais mais eficazes estão os contraceptivos reversíveis de longa duração (LARC – long-acting reversible contraceptives), que são aqueles em que o intervalo de administração é igual ou superior a 3 anos
Os LARCs disponíveis no Brasil são o IMPLANTE LIBERADOR DE ETONOGESTREL, o DISPOSITIVO INTRAUTERINO COM COBRE e o SIU-LNG
A vantagem dos LARCs é a sua baixa taxa de falha por independerem da ação diária da usuária para manter sua eficácia, sendo fortemente recomendados para grupos de baixa adesão, como adolescentes e usuárias de álcool e outras drogas
Estudo americano prospectivo (Contraceptive CHOICE Project) observou maiores taxas de satisfação e de taxa de adesão entre usuárias de LARCs comparadas às usuárias de contraceptivos hormonais de curta duração. Além disto, a eficácia contraceptiva foi superior em usuárias de LARC, uma vez que esta não se altera com a idade da usuária e nem o com tempo de uso
As evidências científicas sugerem que as taxas de eficácia e satisfação são maiores em nulíparas usuárias de DIU do que usuárias de COCs; e, não há evidência de associação com subsequente infertilidade

DESTA FORMA, DEVEM SER OFERECIDOS, COMO PRIMEIRA OPÇÃO, PARA MULHERES QUE DESEJAM CONTRACEPÇÃO

Fonte: FEBRASGO – Guia Prático Rotinas de Anticoncepção para Residentes em G.O., 2015


 

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O DIU TCu380A é o dispositivo de cobre mais eficaz disponível. De modo geral, este tipo demonstra eficácia superior aos: Multiload 375 (MLCu375), Multiload 250 (MLCu250), Cobre T220 (TCu220) e Cobre T200 (TCu200). Entretanto, as diferenças em números absolutos de taxas de gravidez entre TCu380A e MLCu375 foi pequena .

Na ausência de contraindicações, o DIU pode ser considerado para qualquer mulher que procura um método contraceptivo de confiança, reversível, independente do coito, de longo prazo. As mulheres que têm contraindicações ao estrogênio ou mulheres que amamentam podem ser boas candidatas para o uso dos DIUs

Os estudos de caso-controle fornecem evidências de que o uso de DIU de cobre reduz o risco de câncer endometrial

Na ausência de contraindicações, a escolha da paciente deve ser o principal fator de prescrição de um método contraceptivo

Os avanços em contracepção estão proporcionando às mulheres a opção de escolher o método que mais se adapte ao seu perfil, sempre priorizando a eficácia, a segurança e os benefícios não contraceptivos.”

Fonte: FEBRASGO Guia Prático de Contacepção de Longa Duração

O DIU pode ser inserido no consultório no período menstrual ou sobre analgesia num hospital. O direito de escolha é da cliente. A avaliação ultrassonográfica imediata logo após a inserção do DIU traz mais segurança para a cliente e o seu ginecologista


WhatsApp Image 2017-05-20 at 17.15.54As mulheres que estão conscientes da real eficácia de vários métodos contraceptivos são mais propensas a escolher o DIU

Por outro lado, as mulheres que estão mal-informadas sobre a segurança do DIU pode ser menos propensas a usar este método

Indivíduos usam cada vez mais a Internet para obter informações de saúde

Informações sobre o DIU obtidos através da Internet podem influenciar atitudes sobre uso de DIU entre os pacientes.

O Objetivo do estudo foi avaliar a qualidade da informação sobre o DIU na internet que fornecem informações sobre métodos contraceptivos para o público

Resultados
– De 2000 sites, 108 eram elegíveis para análise
– 105 (97,2%) desses sites continham informações sobre o DIU
– 86% destes sites que pelo menos um mecanismo do DIU
– A maioria dos sites relataram com precisão vantagens do DIU incluindo que a atuação prolongada (91%), alta eficácia (82%), e reversibilidade (68%)
– No entanto, apenas 30% dos sites indicados explicitamente que os DIUs são seguros
– Cinquenta por cento (n = 53) dos sites continham informações imprecisas sobre o DIU tal como:
*aumento do risco de doença inflamatória pélvica além do primeiro mês de inserção (27%) ou
*mulheres em relacionamentos não monogâmicos (30%) e mulheres nulíparas (20%) são os candidatos não adequados
*44% afirmaram que um mecanismo de ação do DIU é a prevenção da implantação de um óvulo fertilizado
*Apenas 3% dos sites afirmou incorretamente que o DIU é um abortivo
*Mais de um quarto dos sites listados relatam uma contraindicação imprecisa para o DIU como nuliparidade, história de doença inflamatória pélvica, ou história de uma gravidez ectópica.

Conclusão
1. A qualidade da informação sobre os DIUs disponíveis na Internet é variável. Informações precisas são misturadas com informações imprecisas ou desatualizadas que poderiam perpetuar mitos sobre o DIU
2. Os médicos precisam adquirir conhecimento sobre recursos de internet precisos baseados em evidências científicas para proporcionarem às mulheres informações corretas e de qualidade


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Inserção de DIU e Ultrassonografia logo após a inserção – Parte 3

E pra terminar com chave de ouro, depois do artigo dos Estados Unidos, outro da Índia, segue agora um artigo do Egito sobre a inserção do DIU e a realização de ultrassonografia (USG) logo após o procedimento!!!

80 mulheres foram randomizadas nos grupos: Inserção de DIU guiada por USG e Inserção de DIU não guiada por USG. Quais os principais resultados:

A taxa de sucesso de inserção de DIU foi de 80% para o grupo de inserção não guiada por USG contra 98% quando guiada por USG
A localização ideal do dispositivo em 68% para o grupo de inserção não guiada por USG contra 95% quando guiada por USG
O Uso de Pinça de Pozzi em 65% para o grupo de inserção não guiada por USG contra 35% quando guiada por USG
O Tempo de Inserção foi de 11 minutos para o grupo de inserção não guiada por USG contra 5 minutos quando guiada por USG

O Escore de satisfação (questionário específico) foi de 1,4 para o grupo de inserção não guiada por USG contra 2,6 quando guiada por USG

FINALMENTE TEMOS UM ESTUDO COMPARATIVO, QUE EVIDENCIOU (foi estatisticamente significante) QUE A INSERÇÃO DE DIU GUIADA POR ULTRASSONOGRAFIA É EFICAZ, SEGURA, RÁPIDA, DIMINUI A UTILIZAÇÃO DE OUTROS PROCEDIMENTOS INVASIVOS (pinça de pozzi no estudo em questão) E APRESENTA MELHOR ESCORE DE SATISFAÇÃO) QUANDO COMPARADA COM A INSERÇÃO DE DIU NÃO GUIADA POR ULTRASSONOGRAFIA.


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Ufa! Achei um trabalho que avaliou a inserção do DIU com a realização imediata de ultrassonografia. Realizo este procedimento há alguns anos e considero a melhor e mais rápida forma de avaliar o correto posicionamento do DIU
Mais ainda, o artigo propôs uma técnica de inserção menos dolorosa sem a necessidade histerometria prévia à inserção. O trabalho avaliou 50 mulheres realizando a inserção por uma técnica menos invasiva, avaliando a localização do DIU logo após a inserção e 4-6 semanas após o procedimento.
O principal resultado foi a verificação de correta localização do DIU (na porção fúndica endometrial)
Outros resultados interessantes:
– Numa escala analógica onde 0 (seria sem dor) e 100 (a pior dor já sentida), as participantes apresentaram média 20,2 de dor com a colocação do espéculo e 55,3 de dor com a inserção do DIU (sob analgesia não existe este desconforto, mas existe o risco anestésico)
– Na mesma escala analógica de 0-100 (0 completamente insatisfeita e 100 totalmente satisfeita), a média de satisfação foi de 86,8
– 60% dos profissionais consideraram a inserção fácil, 34% moderada e 6% difícil .
– 64% das mulheres não tinham filhos (acabem com o mito de que mulheres sem filhos não podem usar DIU como método contraceptivo!)
– Após 4-6 semanas 94% das pacientes apresentavam o DIU em localização correta (fundo uterino)Minhas (humildes e entusiasmadas) considerações:
– A ultrassonografia transvaginal logo após a inserção é um método barato, rápido e sem risco para confirmação da correta localização do DIU, além de permitir um reimplante nos casos mal localizados
– Deve-se oferecer a opção de escolha da paciente: se deseja a inserção sem analgesia, ou com analgesia
– Não tenho experiência de inserção de DIU com histeroscopia, porém considero mais invasivo do que a ultrassonografia

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Inserção de DIU e Ultrassonografia logo após a inserção – Parte 2
Outro interessante trabalho mostra a inserção de DIU após o parto, utilizando a ultrassonografia logo após o procedimento. Lembrar que nestes casos, insertores mais longos e espessos, facilitam a correta inserção
O que antes achava desnecessário (aqui no Nordeste chamam de caqueado) parece que se tornará uma realidade. .