Parto Normal, Natural, Humanizado

Separei algumas informações importantes sobre preparo e assistência ao trabalho de parto. Lembro-me claramente que assisti o meu primeiro parto normal na Maternidade Bandeira Filho no ano de 1998, eu estava no quinto período da faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco. Em 2000 participei da Primeira Conferência Mundial sobre Humanização do Parto e Nascimento em Fortaleza, apresentando dois trabalhos sobre parto de cócoras. De lá pra cá foram inúmeros partos. Nos últimos anos, tenho me dedicado à assistência ao trabalho de parto guiado por ultrassonografia, o que se denomina de ultrassonografia intraparto por acreditar que esta metodologia pode trazer uma segurança maior para a mãe e para o bebê. Abaixo, seguem alguns documentos técnicos históricos e atuais sobre a assistência ao parto. Em seguida aos documentos, separei algumas orientações adaptadas do Colégio Americano de Ginecologistas e Obstetras (ACOG) sobre os principais temas:

  • Como saber e o que fazer quando o trabalho de parto começa

  • Monitoramento cardíaco no trabalho de parto

  • Indução do Parto

  • Quando a gravidez passa da data provável do parto

  • Preparo para o parto em situações especiais

  • O que você precisa saber sobre laceração perineal

  • Técnicas de relaxamento para o manejo da dor no trabalho de parto

  • Lista resumida de recomendações sobre cuidados intraparto para uma experiência positiva de parto

Guia prático da Organização Mundial de Saúde para a Maternidade Segura, 1996 (em inglês):  GUIAOMS1996

Parto, Aborto e Puerpério: assistência humanizada, 2000 ManualFEBRASGOeABENFO 2000

Manual da FEBRASGO de Assistência ao Parto, Puerpério e Abortamento, 2010 ManualFEBRASGO2010

Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal, 2017  MS Diretrizes Parto Normal 2017

Recomendações sobre cuidados intraparto para uma experiência positiva de parto (em inglês) RecOMSExp+ 2018 

Vídeos e links que considero interessante e que já gravei (inscreva-se no nosso canal, curta e compartilhe) ou postei nos site.

Doppler Intraparto

Link específico mais voltado para profissionais que assistem partos normais e valorizam a ultrassonografia intraparto.

Recomendações da Organização Mundial de Saúde para Assistência ao Trabalho de Parto, Parto e Puerpério para uma Experiência positiva do nascimento

Ultrassonografia Intraparto

Fotografias de Partos

Anestesia em Obstetrícia

Parceiros com quem trabalho

Gestantes do Terceiro Trimestre de Gravidez

 



Monitoramento da frequência cardíaca fetal durante o parto

O que é o monitoramento da frequência cardíaca fetal?

O monitoramento da frequência cardíaca fetal é o processo de verificar a condição do seu feto durante o trabalho de parto e parto, monitorando a frequência cardíaca do feto com equipamento especial.

Por que o monitoramento da frequência cardíaca fetal é feito durante o trabalho de parto e o parto?

O monitoramento da frequência cardíaca fetal pode ajudar a detectar alterações no padrão normal da frequência cardíaca durante o trabalho de parto. Se certas alterações forem detectadas, etapas podem ser executadas para ajudar a tratar o problema subjacente. O monitoramento da frequência cardíaca fetal também pode ajudar a prevenir tratamentos desnecessários. Uma frequência cardíaca fetal normal pode tranquilizar você e seu obstetra-ginecologista (obstetra) ou outro profissional de saúde de que é seguro continuar o trabalho de parto se não houver outros problemas.

Quais são os tipos de monitoramento? Como a ausculta é realizada?

A ausculta é feita com um estetoscópio especial ou um dispositivo chamado transdutor Doppler . Quando o transdutor é pressionado contra o abdômen, você pode ouvir os batimentos cardíacos do feto. Quando a ausculta é usada, seu ginecologista ou outro profissional de saúde verificará a frequência cardíaca do feto em horários definidos durante o trabalho de parto. Se você tiver fatores de risco para problemas durante o trabalho de parto ou se surgirem problemas durante o trabalho de parto, a frequência cardíaca fetal será verificada e registrada com mais frequência.

Como é feito o monitoramento eletrônico do feto (cardiotocografia)?

O monitoramento fetal eletrônico usa equipamento especial para medir a resposta da frequência cardíaca do feto às contrações do útero. Ele fornece um registro contínuo que pode ser lido. Seu ginecologista ou outro profissional de saúde revisará o registro eletrônico dos batimentos cardíacos do feto (chamado de rastreamento da frequência cardíaca fetal) em horários definidos. O rastreamento pode ser revisado com mais frequência se surgirem problemas. O monitoramento fetal eletrônico pode ser externo, interno ou ambos. Você pode precisar ficar na cama durante os dois tipos de monitoramento eletrônico, mas pode mover-se e encontrar uma posição confortável.

Como é feito o monitoramento externo (Cardiotocografia)?

Com esse método, um par de cintos é enrolado em seu abdômen. Um cinto usa Doppler para detectar a frequência cardíaca fetal. O outro cinto mede a duração das contrações e o tempo entre elas.

Como é feito o monitoramento interno?

Com este método, um fio denominado eletrodo é usado. É colocado na parte do feto mais próxima do colo do útero , geralmente o couro cabeludo. Este dispositivo registra a freqüência cardíaca. As contrações uterinas também podem ser monitoradas com um tubo especial chamado cateter de pressão intrauterina, que é inserido através da vagina até o útero. O monitoramento interno pode ser usado somente depois que as membranas do saco amniótico se rompem (depois que “sua bolsa d’água rompe” ou rompe).

Não realizamos o monitoramento interno em Pernambuco, talvez em nenhuma maternidade do Brasil.

O que acontece se o padrão de frequência cardíaca fetal for anormal?

Padrões anormais de frequência cardíaca fetal nem sempre significam que há um problema. Outros testes podem ser feitos para se ter uma ideia melhor do que está acontecendo com seu feto. Se houver um padrão anormal de frequência cardíaca fetal, seu obstetra ou outro profissional de saúde tentará primeiro encontrar a causa. Podem ser tomadas medidas para ajudar o feto a obter mais oxigênio, como fazer você mudar de posição. Se esses procedimentos não funcionarem ou se outros resultados de testes sugerirem que seu feto tem um problema, seu obstetra ou outro profissional de saúde pode decidir fazer o parto imediatamente. Nesse caso, o parto é mais provável por cesárea ou com fórceps ou parto assistido a vácuo .

Eu defendo sim o uso da tecnologia em obstetrícia. Será a única forma de avançarmos numa assistência mais segura e consequentemente mais humanizada, afinal nada mais humanizado do que um um parto bem assistido, independente da via de parto, é um parto com resultados excelentes maternos e perinatais. A ultrassonografia intraparto inclusive mostrou-se como um método que aumenta as chances de um parto normal. Não faz sentido em 2024 (já não fazia sentido há muito tempo), acompanharmos uma paciente em trabalho de parto e não identificarmos a variedade de posição, a estimativa de peso fetal, o perfil biofísico e hemodinâmico fetal, com a utilização de Dopplerfluxometria, sequer entendermos de forma objetiva como ocorre o mecanismo do parto que assistimos. Realizamos diversas ultrassonografias no pré-natal e, de repente, no momento mais importante da vida de um indivíduo, o seu nascimento, esta monitorização não ocorre. Ao meu ver os equipamentos de ultrassonografia devem estar presentes em todas as maternidades. O preço que se paga por um equipamento e uma equipe bem treinada é muito menor do que o preço que se paga por um resultado materno e perinatal adverso. Saliento que não há evidência científica que sustente esta minha opinião, até porque poucos obstetras possuem equipamentos de ultrassonografia ou são habilitados para execução do exame e a única maneira de realmente entendermos este novo método de acompanhamento do trabalho de parto é praticando, afinal, até que se prove o contrário e mediante os trabalhos científicos atuais, a ultrassonografia intraparto tem trazido inúmeros benefícios. Também apoio a utilização da cardiotocografia anteparto, por motivos semelhantes ao que já escrevi. Mais informações em https://drglaucius.com.br/usgintraparto/


Indução do parto  – perguntas frequentes

O que é indução do parto?

  • A indução do parto é o uso de medicamentos ou outros métodos para provocar (induzir) o parto.

Por que o trabalho de parto é induzido?

  • O parto é induzido para estimular as contrações do  em um esforço para ter um parto vaginal. A indução do parto pode ser recomendada se a saúde da mãe ou do  estiver em risco. Em situações especiais, o parto é induzido por motivos não médicos, como morar longe do hospital. Isso é chamado de indução eletiva. A indução eletiva não deve ocorrer antes de 39 semanas de gravidez.

Quais os riscos da indução do parto?

A indução do Parto é sempre eficaz?

Se você tiver mais perguntas, entre em contato com seu obstetra.

FAQ154

Publicado: setembro de 2017

Última revisão: junho de 2018

Fonte: ACOG


Quando a gravidez passa da data provável do parto

O que é a data provável do parto (DPP) ?

A data prevista para o nascimento do seu bebê – data provável do parto – é calculada a partir do primeiro dia de sua última menstruação (DUM) , desde que esteja compatível com a ultrassonografia do primeiro trimestre. A DPP é usada como um guia para verificar o progresso da gravidez e acompanhar o crescimento do  .

Como a DPP é calculada?

Um exame de ultrassom geralmente é usado para confirmar a data provável do parto. Seu  avaliará a data de seu exame de ultrassom e a comparará com a DPP com base em sua DUM. Depois de selecionada a DPP, ela não muda, não importa quantos exames de ultrassom adicionais você possa fazer durante a gravidez.

O que é gravidez pós-termo?

A duração média da gravidez é de 280 dias, ou 40 semanas, contados a partir do primeiro dia de sua DUM. Uma gravidez que dura de 41 semanas a 42 semanas é chamada de “prolongada”. Uma gravidez que dura mais de 42 semanas é chamada de “pós-termo”. Comumente chamamos de pós-datismo, a gestação que passa das 40 semanas de gestação.

O que causa uma gestação pós-termo

As causas da gravidez pós-termo são desconhecidas, mas existem vários fatores que podem aumentar suas chances de ter uma gravidez pós-termo. Esses fatores incluem o seguinte:

  • Primeira gestação
  • Feto masculino.
  • Antecedente de gravidez pós-termo
  • Obesidade

Quais os riscos associados a uma gravidez pós-termo?

Os riscos à saúde para você e seu feto podem aumentar se a gravidez for tardia ou pós-termo, mas os problemas ocorrem apenas em um pequeno número de gestações pós-termo. A maioria das mulheres que dão à luz após as datas previstas têm um trabalho de parto sem complicações e dão à luz bebês saudáveis. Os riscos associados à gravidez pós-termo incluem os seguintes:

Outros riscos incluem maior chance de  ou  . Também há uma chance maior de infecção e  – .

Quando devo realizar exames numa gravidez pós-termo?

Uma gravidez entre 40 e 41 semanas de gestação não requer necessariamente testes, mas às 41 semanas seu obstetra ou outro profissional de saúde pode recomendar testes. Esses testes podem ser feitos semanalmente ou duas vezes por semana. O mesmo teste pode precisar ser repetido ou um teste diferente pode precisar ser feito. Em alguns casos, a entrega pode ser recomendada.

O que é monitoramento fetal eletrônico?

A cardiotocografia anteparto (CTG) mede a frequência cardíaca do feto por um período específico de tempo, geralmente 20 minutos. Os resultados do NST são anotados como reativos (tranquilizadores) ou não reativos (não-tranquilizadores). Um resultado não reativo não significa necessariamente que o feto não seja saudável. Os resultados do CTG não reativo geralmente são seguidos por outros testes para fornecer mais informações.

O que é Perfil Biofísico Fetal ?

Um perfil biofísico fetal (PBF) envolve o monitoramento da frequência cardíaca fetal, pela ultrassonografia. Avalia a frequência cardíaca fetal, respiração, movimento e tônus ​​muscular. A quantidade de líquido amniótico também é avaliada.

O que é uma Cardiotocografia sobre estresse de contração? 

A Cardiotocografia sobre estresse de contração (CTGe) avalia como a frequência cardíaca do feto muda quando o  contrai. Para fazer seu útero se contrair levemente, você pode receber ocitocina por meio de um catéter intravenoso (IV) em seu braço. Os resultados são considerados tranquilizadores ou não tranquilizadores. Os resultados também podem ser ambíguos (os resultados não são claros) ou insatisfatórios (não houve contrações suficientes para produzir um resultado significativo).

O que é indução do parto?

A indução do parto pode ser recomendada se a sua gravidez chegar a 41 semanas. A indução é iniciada com medicamentos ou outros métodos. Para induzir o parto, seu colo do útero precisa começar a amolecer na preparação para o parto. Isso é chamado de  . Medicamentos ou outros métodos podem ser usados ​​para iniciar este processo.

Como é realizada a indução do parto?

Métodos para induzir o parto podem incluir o seguinte:

  • Descolamento das membranas amnióticas – seu obstetra ou outro profissional de saúde passa um dedo enluvado sobre as membranas finas que conectam o  à parede do útero.
  • Ruptura da bolsa amniótica – seu obstetra ou outro profissional de saúde faz um pequeno orifício na bolsa amniótica para liberar o líquido (“rompendo a bolsa”).
  • Ocitocina – uma forma medicamentosa de oxitocina pode ser administrada por meio de um tubo intravenoso em seu braço. Isso fará com que o útero se contraia. A dosagem pode ser aumentada lentamente ao longo do tempo e é monitorada cuidadosamente.
  • Análogos da prostaglandina – são medicamentos colocados na vagina para iniciar o amadurecimento cervical.
  • Balão de amadurecimento cervical – seu obstetra ou outro profissional de saúde pode colocar um pequeno dispositivo semelhante a um balão no colo do útero para dilatá-lo mecanicamente e ajudar a iniciar o trabalho de parto.

Quais os riscos da indução do parto?

Os riscos da indução do parto podem incluir alterações na frequência cardíaca fetal, infecção e contrações do útero que são muito fortes. Você e seu feto serão monitorados durante todo o processo. Outra possibilidade é que a indução do parto pode não funcionar. O método usado para induzir o parto pode precisar ser repetido. Em alguns casos, pode ser necessário um parto vaginal assistido ou uma cesariana.


Preparo para o parto em situações especiais

Nós obstetras sempre desejamos às nossas pacientes um parto normal sem laceração, sem nenhum intercorrência e sem o mínimo de intervenção. Mas considero que vale a pena o preparo para situações especiais que relato a seguir. É comumente você se preparar para que tudo dê certo, mas se você cair no percentual de maior dificuldade na assistência ao parto, você se preparou para que tudo desse certo, principalmente em situações desafiadoras.

Falha na Progressão do Trabalho de parto

Em algumas situações, mesmo com adequada assistência obstétrica e empenho da gestante, o colo não dilata, o bebê não “desce”, as contrações não aumentam, enfim, existe uma série de condições que atrapalham aquele parto normal tão desejado, que chamamos de parto eutócico.

O mais importante é saber que o caminho foi percorrido de maneira correta e caso seja indicada a cesariana por este motivo, a gestante deve estar de cabeça tranquila para esta situação, ao invés de se cobrar por não conseguir o parto. O nascimento será humanizado independente da via de parto.

Insucesso na indução do parto

Na minha prática, em comum a diversos profissionais e Guidelines, uma vez que a paciente não apresente resposta à indução do parto, a cesariana será indicada quando a paciente desistir da indução ou quando tiver colocado 8 comprimidos de misoprostol 25mcg, sem resposta satisfatória.

Líquido Amniótico Meconizado

Pode indicar o sofrimento fetal, se estiver no final do trabalho de parto pode-se esperar pelo parto normal, caso contrário, em geral é optado pela cesariana, a indicação é por sofrimento fetal, é uma cesariana necessária.

Distócia de Ombro

É uma emergência obstétrica e que precisa da colaboração da gestante. As medidas são de responsabilidade do profissional que assiste o parto, mas é importantíssimo a colaboração da paciente principalmente para duas posições representadas abaixo que facilitam a saída do bebê.

Management of shoulder dystocia

Figuras representando a Manobra de Mc Roberts, que consiste em aumentar o canal de parto pela maior flexão das coxas

Shoulder Dystocia: An Update - ScienceDirectFlipFLOP: Four Steps to Remember • Midwifery Today

Em outras situações a manobra de Gaskin que consiste em ficar na posição de quatro apoios facilita o desprendimento da cabeça fetal. Outra possibilidade é ficar na posição de corredor (de largada) colocando uma perna à frente apoiada pelo pé com a perna posterior apoiada pelo joelho

Parto Vaginal Assistido (Instrumental): Vácuo-extrator ou Fórceps: 

E algumas situações para evitar o sofrimento fetal e ultimar o parto normal, realizamos o que chamamos de parto vaginal assistido, ou parto instrumental ou parto operatório. Para isso utilizamos o vácuo-extrator ou o fórceps. Sou provedor e instrutor do Curso Advanced Life Support in Obstetrics (ALSO)  e as aulas práticas e teóricas que ministrava era sobre este assunto. Parto vaginal assistido não é violência obstétrica. Violência obstétrica é a paciente não permitir a realização do parto vaginal assistido e o obstetra fazê-lo. Mas se houver indicação do parto instrumental de emergência, em primeiro lugar leva-se em consideração a vida do bebê. Toda paciente que deseja parto normal deveria estar preparada para a possibilidade de realização do parto operatório ou de uma cesariana de emergência.

Hospital em Recife (PE) utiliza novo equipamento para auxiliar em partos normais - Notícias - EBSERHParto vaginal assistido - Fórceps e Vácuo

Exemplo de vácuo-extrator e sua demonstração em manequim

O que é fórceps? Entenda essa ferramenta usada no parto normalESTUDA, MELANIA, ESTUDA!: Parto instrumental: fórceps e vácuo-extração na Obstetrícia moderna: Parte 1

Exemplo de fórceps e sua demonstração em manequim

Entendendo as possíveis intervenções: Fórceps e Vácuo-Extrator - Pra valer a pena

Ilustração de Parto vaginal instrumental com fórceps e vácuo-extrator

Suspeita de Sofrimento Fetal

Qual a mãe arriscaria a vida do filho. Não vale a pena insistir num parto normal quando se coloca em risco a vida do bebê. É mais uma indicação de cesariana.

Exaustão Materna

Caso você não suporte a espera pelo trabalho de parto e parto, as dores mesmo que esteja sob analgesia, o obstetra deve estar ao seu lado e compreender esta possibilidade. O parto continua sendo seu, você vai até onde acha que deve ir. Não será uma mãe melhor ou pior por causa desta exaustão. Mas saiba que é muito comum o cansaço do trabalho de parto, como diversos esforços físicos que realizamos, mas que no final ficamos satisfeitos com o resultado.

Mudança na equipe de Assistência

O parto é seu, o ideal é que o profissional de sua escolha esteja lhe assistindo durante todo o trabalho de parto. Mas é imprescindível que você entenda que este profissional tem família, precisa se cuidar, divertir-se, atender outras pacientes, ter outras urgências, ter problemas de saúde na família e pode não estar o tempo todo durante o trabalho de parto. O parto continua sendo seu, confie no seu preparo e na equipe que está lhe assistindo.

Lacerações Perineais

Saiba que podem ocorrer, independente de todo o cuidado ou posição do parto. Abaixo tem um tópico específico sobre o assunto.

Hemorragia pós-parto

Mesmo com todo o cuidado e profilaxia, o parto pode sangrar muito e exigir algumas medicações endovenosas e até pela via retal. Em um pequeno percentual dos casos pode ser preciso a realização de transfusão sanguínea.

Óbito Fetal

Todo o obstetra experiente já teve um desfecho perinatal negativo. Muitas vezes não compreendemos o porquê de numa cesariana o bebê nasce deprimido e isso também pode ocorrer no trabalho de parto e parto normal. A ciência ainda não avançou para garantirmos o desfecho perinatal positivo durante o trabalho de parto. Mas o que realmente importa é o trabalho em conjunto, tomar as decisões certas na hora certa. A confiança, o preparo psicofísico para o parto ajuda bastante. Em algumas situações você ainda continua tendo o direito de escolher a via de parto, até mesmo se houver ocorrido o óbito fetal. Em geral priorizamos o parto normal (desde que a paciente consinta) para não expor a paciente a um risco cirúrgico desnecessário.

O que você precisa saber sobre laceração perineal?

O que são lacerações perineais?

O períneo é a área entre a abertura vaginal e a passagem das costas (ânus).

É comum que o períneo se amplie até certo ponto durante o parto e apresente lacerações.

As laceraçõess também podem ocorrer dentro da vagina ou em outras partes da vulva, incluindo os lábios vaginais. Bem mais raramente pode envolver o ânus e a uretra (canal por onde passa o xixi)

Até 9 em cada 10 primíparas (mulheres que terão o primeiro parto) que têm parto vaginal apresentam algum tipo de laceração ou episiotomia. É ligeiramente menos comum para mães que tiveram um parto vaginal antes.

Para a maioria das mulheres, essas lacerações são mínimas e curam rapidamente.

Anatomia do períneo

Figura evidenciando a anatomia simplificada do períneo

Quais são os tipos de rotura perineal?

Primeiro grau

Pequenas lágrimas que afetam apenas a pele, que geralmente cicatrizam rapidamente e sem tratamento.

Eu sempre realizo a sutura para correção de defeito anatômico, mesmo nas suturas superficiais, muitas das quais apresentam sangramentos. Não é uma questão estética, é prevenção até de hemorragia pós-parto pois a sutura é hemostática (diminui risco de sangramento). Já atendi mulheres que apresentaram hemorragia pós-parto com necessidade de hemotransfusão por conta de lacerações vaginais que não foram suturadas. 

Segundo grau

Lágrimas afetando o músculo do períneo e a pele. Geralmente requerem pontos de sutura.

Lacerações de terceiro e quarto graus

Para algumas mulheres (3,5 em 100), o rasgo pode ser mais profundo. As rupturas de terceiro ou quarto grau, também conhecidas como lesões obstétricas do esfíncter anal (OASI), estendem-se para o músculo que controla o ânus (esfíncter anal). Essas lacerações mais profundas precisam ser reparadas em uma sala de cirurgia.

Tipos de laceração perinatal e episiotomia no parto

Figura demonstrando os tipos de lacerações

Por que as lacerações ocorrem?

As lacerações acontecem espontaneamente quando o bebê estica a vagina e o períneo durante o parto.

Qual é a diferença entre uma laceração e uma episiotomia?

A episiotomia é um corte feito pelo seu profissional de saúde no períneo e na parede vaginal para liberar mais espaço para o nascimento do bebê.

As episiotomias são feitas com o seu consentimento. Elas são realizadas se o seu bebê precisar nascer rapidamente, geralmente se você tiver um parto instrumental (fórceps ou vácuo-extrator), ou se houver risco de uma lesão perineal grave (o que é algo bastante subjetivo).

Eu não realizo episiotomia de rotina nos partos em que assisto. Desde 2000 já existe metanálise (tipo de estudo científico que reúne outras publicações, de alto impacto) condenando a episiotomia de rotina.

Como posso saber que tipo de laceração eu tive?

Após o nascimento de seu bebê, seu profissional de saúde examinará cuidadosamente sua vagina, períneo e ânus para ver se você tem uma laceração e, em caso afirmativo, de que tipo. Eles então o aconselharão se você precisar de pontos.

Se você tiver sofrido uma ruptura de terceiro ou quarto grau, será transferido para a sala de cirurgia, onde seus músculos serão reparados. Você receberá uma anestesia peridural ou raquidiana, para que tenha um bom alívio da dor.

Reduzindo o risco de rupturas perineais

As rupturas perineais de primeiro e segundo graus são os tipos mais comuns e provavelmente não causam problemas de longo prazo.

Para lacerações de terceiro e quarto graus, geralmente não há uma razão clara para isso acontecer, e não é possível prever. No entanto, é mais provável se:

  • Este é o seu primeiro parto vaginal
  • Seu bebê tem mais de 4 kg
  • Você tem um longo segundo estágio de trabalho de parto (o estágio durante o qual você empurra seu bebê para fora)
  • O ombro do seu bebê fica preso atrás do osso púbico (distocia de ombro)
  • Você tem um parto vaginal instrumental (fórceps ou assistido a vácuo)

Massagem perineal durante a gravidez

A partir das 35 semanas, você ou seu parceiro podem fazer massagem perineal diária até o nascimento do bebê, o que pode reduzir o risco de laceração.

Isso é particularmente benéfico para as mães que terão o parto normal pela primeira vez. Você pode optar por pedir a seu parceiro para ajudá-lo com isso.

Dicas de massagem perineal

  • Banho quente
    Sente-se em um banho quente antes de começar. Isso pode ajudá-lo a relaxar antes da massagem e a soltar os músculos ao redor do períneo.
  • Unhas curtas
    Os tecidos da vagina e do períneo são muito delicados. Certifique-se de que suas unhas são curtas para evitar arranhões na pele ou qualquer desconforto na área.
  • Posição confortável
    Você precisa estar relaxada durante a massagem, por isso é importante encontrar uma posição confortável. O melhor lugar para fazer essa massagem é na cama. Apoie-se com almofadas para apoiar as costas e dobre os joelhos.
  • Lubrificante
    Use um lubrificante como óleo de vitamina E, óleo de amêndoa ou azeite. Outra opção que sugiro é o óleo de coco.
  • Polegares
    Mantenha os polegares na posição indicada por cerca de 1 minuto (imagem abaixo). Pressione para baixo em direção ao ânus e às laterais das paredes da vagina. Mantenha os polegares nesta posição por cerca de 1 minuto. Você começará a sentir uma sensação de alongamento. Respire fundo.
  • Massagem suave
    Massageie suavemente a metade inferior da vagina usando um movimento em forma de U por 2-3 minutos. Repita 2-3 vezes.
  • Repita diariamente ou quando possível
    . Pode levar algumas semanas de massagem diária antes de você notar mais elasticidade na área perineal.


Massagem perineal

Proteção perineal no momento do nascimento

Posição de nascimento

  • O seu profissional de saúde trabalhará com você para que possa dar à luz na posição escolhida. Ajoelhada, ou posição de quatro, ou deitada de lado, pode ser benéfico e reduzir a gravidade da laceração.

Compressa quente (morna)

  • O profissional de saúde pode colocar delicadamente uma compressa quente (compressa, cotonete ou gaze) no períneo enquanto a cabeça do bebê estica os tecidos perineais. Isso pode ajudar a reduzir a gravidade do lacrimejamento.

Um nascimento ‘prático’

  • O seu profissional de saúde pode apoiar o seu períneo durante o nascimento do seu bebê. Isso é chamado de proteção perineal manual ou parto “Hands On”. Sou a favor desta técnica. 
  • A proteção perineal manual pode ser fornecida em qualquer posição de parto, exceto na água.
  • É usado apenas por um curto período, durante o nascimento do seu bebê, e pode ajudar a reduzir a gravidade das lacerações.

O seu profissional de saúde também deve trabalhar com você para garantir que você tenha um parto traqnuilo e controlado.

Se você estiver preocupada com as lacerações perineais ou tiver alguma dúvida, fale com seu profissional de saúde. Ele poderá discutir quaisquer fatores de risco acrescidos relacionados ao seu nascimento e o que eles e você podem fazer para tentar evitá-los.

O que acho que é fundamental você saber sobre este assunto?

  1. Inicialmente conhecer sua anatomia, entender o que é e quais os tipos de laceração.
  2. Compreender que se for o primeiro parto normal é mais frequente (9 em cada 10 de acordo com a fonte utilizada) a ocorrência da laceração, mas que apenas 3,5% das mulheres que tiveram parto normal apresentam lacerações perineais de terceiro e quarto grau.
  3. Você terá um maior risco de laceração perineal se:
    1. Este é o seu primeiro parto vaginal
    2. Seu bebê tem mais de 4 kg
    3. Você tem um longo segundo estágio de trabalho de parto (o estágio durante o qual você empurra seu bebê para fora)
    4. O ombro do seu bebê fica preso atrás do osso púbico (distocia de ombro)
    5. Você tem um parto vaginal instrumental (fórceps ou vácuo extrator)
  4. A episiotomia não realizada de rotina (pelo menos não deve ser).
  5. A massagem perineal diária, a partir de 35 semanas de gestação, pode ajudar a diminuir o risco de laceração perineal.
  6. As lacerações serão suturadas com pontos absorvíveis (não necessitam de retirada, “caem” por eles mesmos) sob anestesia local ou pela própria analgesia de parto se for realizada. Ah, nós obstetras, em geral não contamos os pontos de suturas, estamos preocupados em realizar a sutura mais estética e hemostática para a paciente.
  7.  O preparo psicofísico para o parto normal seguida pela assistência humanizada ao trabalho de parto, parto e puerpério, por mais que talvez não tenhamos evidências científicas robustas, ajuda bastante na diminuição da ocorrência das lacerações bem como de suas correções.
  8. Risco de laceração perineal não é indicação de cesariana.
  9. Hemorróida ou varizes vulvares não é indicação formal de cesariana, mas pode ocorrer um maior incômodo no trabalho de parto e risco de laceração. Nós obstetras ficamos preocupados quando da ocorrência destas situações. Mas a escolha do parto é da mulher.
  10. Após o parto, a crioterapia (gelo local) ajuda na recuperação vaginal e representa um método analgésico simples, bem como a utilização de analgésicos, antiinflamatórios e até mesmo soluções (líquida ou spray) a base de solução fisiológica, anestésicos e antiinflamatórios locais ajuda bastante.

Fonte: Adaptado de https://www.rcog.org.uk/en/patients/tears/tears-childbirth/ e https://www.rcog.org.uk/en/patients/tears/reducing-risk/


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Lista resumida de recomendações sobre cuidados intraparto para uma experiência positiva de parto

1. Recomenda-se o atendimento de maternidade respeitoso – que se refere aos cuidados organizados e prestados a todas as mulheres de forma a manter sua dignidade, privacidade e confidencialidade, garantem a ausência de danos e maus tratos, e permite a escolha informada e o apoio contínuo durante o parto e parto. (Recomendado)

2. É recomendável a comunicação efetiva entre profissionais de maternidade e mulheres no trabalho de parto, utilizando métodos simples e culturalmente aceitáveis. (Recomendado)

3. Um companheiro de escolha é recomendado para todas as mulheres ao longo do trabalho e do parto. (Recomendado)

4. Os modelos de cuidados dirigidos pela parteira, em que uma parteira conhecida ou pequeno grupo de parteiras conhecidas apoiam uma mulher ao longo do pré-natal, intraparto e pós-natal, são recomendados para mulheres grávidas em ambientes com programas de obstetrícia que funcionam bem. (Recomendação de contexto específico)

5. Recomenda-se o uso das seguintes definições dos primeiros estágios ativos e latentes do trabalho para a prática.
O primeiro estágio latente é um período de tempo caracterizado por contrações uterinas dolorosas e alterações variáveis do colo do útero, incluindo algum grau de apagamento e progressão mais lenta de dilatação de até 5 cm para trabalhos iniciais e subsequentes.
O primeiro estágio ativo é um período de tempo caracterizado por contrações uterinas dolorosas regulares, um grau substancial de apagamento cervical e dilatação cervical mais rápida de 5 cm até dilatação completa para trabalhos iniciais e subsequentes. (Recomendado)

6. As mulheres devem ser informadas de que uma duração padrão do primeiro estágio latente não foi estabelecida e pode variar amplamente de uma mulher para outra. No entanto, a duração do primeiro estágio ativo (de 5 cm até a dilatação cervical completa) geralmente não se prolonga além de 12 horas nos primeiros trabalhos, e geralmente não se prolonga para além de 10 horas em trabalhos subsequentes. (Recomendado)

7. Para as mulheres grávidas com início de trabalho espontâneo, o limiar da taxa de dilatação cervical de 1 cm / hora durante o primeiro estágio ativo (conforme representado pela linha de alerta do partograma) é impreciso para identificar as mulheres com risco de desfecho adverso e, portanto, não é recomendado para este propósito. (Não Recomendado)

8. Uma taxa mínima de dilatação cervical de 1 cm / hora ao longo do primeiro estágio ativo é pouco realista para algumas mulheres e, portanto, não é recomendada para identificação da progressão normal do trabalho. Uma taxa de dilatação cervical mais lenta que 1 cm / hora por si só não deve ser uma indicação de rotina para a intervenção obstétrica.  (Não Recomendado)

9. O trabalho não pode naturalmente acelerar até atingir um limiar de dilatação cervical de 5 cm. Portanto, o uso de intervenções médicas para acelerar o parto e o nascimento (como o aumento da oxitocina ou a cesariana) antes deste limiar não é recomendado, desde que as condições fetais e maternas sejam tranquilizadoras.  (Não Recomendado)

10. Para as mulheres grávidas saudáveis que se apresentam em trabalho espontâneo, uma política de atrasar a admissão da sala de trabalho até o primeiro estágio inicial é recomendada apenas no contexto de pesquisas rigorosas. (Recomendação em contexto de pesquisa)

11. A pelvimetria clínica de rotina na admissão no trabalho de parto não é recomendada para mulheres grávidas saudáveis.

12. A cardiotocografia de rotina não é recomendada para a avaliação do bem-estar fetal na admissão do trabalho em mulheres grávidas saudáveis apresentando trabalho espontâneo.

13. Ausculta dos batimentos cardíacos fetaisusando um dispositivo de ultra-som Doppler ou estetoscópio fetal Pinard é recomendada para a avaliação do bem-estar fetal na admissão de trabalho.

14. Não é recomendado a tricotomia perineal / pubiana de rotina antes de dar parto vaginal.

15. A administração de enema para reduzir o aumento do trabalho de parto não é recomendada.

16. O exame vaginal digital em intervalos de quatro horas é recomendado para a avaliação rotineira do primeiro estágio de trabalho ativo em mulheres de baixo risco.

17. A cardiotografia contínua não é recomendada para avaliação do bem-estar fetal em mulheres grávidas saudáveis submetidas a trabalho espontâneo.

18. A ausculta intermitente da freqüência cardíaca fetal com um aparelho de ultra-som Doppler ou estetoscópio fetal Pinard é recomendada para mulheres grávidas saudáveis no trabalho de parto.

19. A analgesia epidural é recomendada para mulheres grávidas saudáveis que solicitam alívio da dor durante o parto, dependendo das preferências de uma mulher.

20. Os opióides parenterais, como fentanil, diamorfina e petidina, são opções recomendadas para mulheres grávidas saudáveis que pedem alívio da dor durante o trabalho de parto, dependendo das preferências de uma mulher.

21. As técnicas de relaxamento, incluindo relaxamento muscular progressivo, respiração, música, atenção plena e outras técnicas, são recomendadas para mulheres grávidas saudáveis que solicitam alívio da dor durante o trabalho de parto, dependendo das preferências de uma mulher.

22. Técnicas manuais, como massagem ou aplicação de embalagens quentes, são recomendáveis para mulheres grávidas saudáveis que solicitam alívio da dor durante o parto, dependendo das preferências de uma mulher. (Recomendado)

23. Não é recomendado o alívio da dor para prevenir o atraso e reduzir o  aumento no trabalho de parto. (Não recomendado)

24. Para mulheres de baixo risco, recomenda-se a ingestão de líquidos e alimentos durante o trabalho de parto. (Recomendado)

25. É recomendável encorajar a adoção da mobilidade e uma posição vertical durante o trabalho em mulheres de baixo risco. (Recomendado)

26. Não é recomendada a limpeza vaginal de rotina com clorexidina durante o trabalho de parto com a finalidade de prevenir morbidades infecciosas. (Não recomendado)

27. Não é recomendado um pacote de cuidados para o manejo ativo do trabalho de parto para a prevenção do atraso no trabalho de parto. (Não recomendado)

28. O uso da amniotomia sozinho para prevenir o atraso no parto não é recomendado. (Não recomendado)

29. Não é recomendado o uso de amniotomia precoce com aumento precoce de oxitocina para prevenção de atraso no trabalho de parto. (Não recomendado)

30. Não é recomendado o uso de oxitocina para prevenção do atraso no trabalho em mulheres que recebem analgesia peridural. (Não recomendado)

31. Não é recomendado o uso de agentes antiespasmódicos para prevenção de atraso no trabalho de parto. (Não recomendado)

32. Não é recomendado o uso de fluidos intravenosos com o objetivo de encurtar a duração do trabalho de parto. (Não recomendado)

33. O uso da seguinte definição e duração da segunda etapa do trabalho de parto é recomendado para a prática.
– O segundo estágio é o período de tempo entre dilatação cervical completa e nascimento do bebê, durante o qual a mulher tem um desejo involuntário de suportar, como resultado de contracções uterinas expulsivas.
– As mulheres devem ser informadas de que a duração do segundo estágio varia de uma mulher para outra. Em gestantes no primeiro trabalho de parto, o nascimento geralmente é completado dentro de 3 horas, enquanto em trabalhos de parto subsequentes, o nascimento geralmente é concluído dentro de 2 horas. (Recomendado)

34. Para as mulheres sem analgesia peridural, recomenda-se incentivar a adoção de uma posição de nascimento da escolha da mulher individual, incluindo posições verticais. (Recomendado)

35. Para as mulheres com analgesia peridural, recomenda-se incentivar a adoção de uma posição de nascimento da escolha individual da mulher, incluindo posições verticais. (Recomendado)

36. As mulheres na fase expulsiva da segunda etapa do trabalho devem ser encorajadas e apoiadas para seguir seu próprio impulso de empurrar. (Recomendado)

37. Para as mulheres com analgesia peridural no segundo estágio do trabalho de parto, o atraso de empurrar durante uma a duas horas após a dilatação total ou até que a mulher recupere o desejo sensorial de suportar é recomendado no contexto em que os recursos estão disponíveis para maior permanência no segundo estágio e a hipoxia perinatal pode ser adequadamente avaliada e gerenciada. (Recomendação específica do contexto)

38. Para as mulheres na segunda fase do trabalho, são recomendadas técnicas para reduzir o trauma perineal e facilitar o nascimento espontâneo (incluindo a massagem perineal, compressas quentes e a proteção do períneo), com base em uma mulher preferências e opções disponíveis. (Recomendado)

39. O uso rotineiro ou liberal da episiotomia não é recomendado para mulheres submetidas a parto vaginal espontâneo. (Não recomendado)

40. Não é recomendável a aplicação da pressão manual do fundo uterino para facilitar o parto durante a segunda etapa do trabalho. (Não recomendado)

 41. O uso de uterotônicos para a prevenção da hemorragia pós-parto (PPH) durante a terceira etapa do trabalho de parto é recomendado para todos os partos. (Recomendado)

42. A oxitocina (10 UI, IM / IV) é a droga uterotônica recomendada para a prevenção da hemorragia pós-parto (PPH). (Recomendado)

43. Nas situações em que a oxitocina não está disponível, recomenda-se o uso de outros uterotônicos injetáveis (se apropriado, ergometrina / metilergometrina, ou a combinação fixa de oxitocina e ergometrina) ou misoprostol oral (600 mcg). (Recomendado)

44. O clampeamento tardio do cordão umbilical (não superior a 1 minuto após o nascimento) é recomendado para melhorar os resultados de saúde e nutrição materna e infantil. (Recomendado)

45. Nas situações onde os assistentes de partos qualificados estão disponíveis, a tração de cordão controlada (CCT) é recomendada para partos vaginais se o médico e a mulher parturiente considerem uma pequena redução na perda de sangue e uma pequena redução na duração da terceira etapa do parto como importante. (Recomendado)

46. A massagem uterina sustentada não é recomendada como uma intervenção para prevenir a hemorragia pós-parto (HPP) nas mulheres que receberam oxitocina profilática (não recomendado).

47. Em neonatos nascidos com líquido amniótico claro que começam a respirar sozinhos após o nascimento, a sucção da boca e do nariz não deve ser realizada. (Não recomendado)

48. Os recém-nascidos sem complicações devem ser mantidos em contato pele a pele com suas mães durante a primeira hora após o nascimento para prevenir a hipotermia e promover a amamentação. (Recomendado)

49. Todos os recém-nascidos, incluindo bebês de baixo peso ao nascimento (BPN) que possam amamentar, devem ser colocados no peito o mais rápido possível após o nascimento quando são clinicamente estáveis a mãe e o bebê. (Recomendado)

50. Todos os recém-nascidos devem receber 1 mg de vitamina K por via intramuscular após o nascimento (ou seja, após a primeira hora em que a criança deve estar em contato pele a pele com a mãe e a amamentação deve ser iniciada). (Recomendado)

51. O banho deve ser adiado até 24 horas após o nascimento. Se isso não for possível devido a razões culturais, o banho deve ser adiado por pelo menos seis horas. Recomenda-se roupas apropriadas do bebê para a temperatura ambiente. Isso significa uma ou duas camadas de roupas mais do que adultos, e uso de chapéus / bonés. A mãe e o bebê não devem ser separados e devem permanecer no mesmo quarto 24 horas por dia.  (Recomendado)

52. Recomenda-se a avaliação do tônus uterino abdominal pós-parto para identificação precoce da atonia uterina para todas as mulheres. (Recomendado)

53. A profilaxia antibiótica de rotina não é recomendada para mulheres com parto vaginal sem complicações (não recomendado).

54. A profilaxia antibiótica de rotina não é recomendada para mulheres com episiotomia. (Não recomendado)

55. Todas as mulheres pós-parto devem ter uma avaliação regular do sangramento vaginal, contração uterina, altura fundamental, temperatura e freqüência cardíaca (pulso) rotineiramente durante as primeiras 24 horas a partir da primeira hora após o nascimento. A pressão arterial deve ser medida logo após o nascimento. Se normal, a segunda medida da pressão arterial deve ser tomada dentro de seis horas. O esvaziamento de urina deve ser documentado dentro de seis horas. (Recomendado)

56. Após um parto vaginal sem complicações em um centro de saúde, mães saudáveis e recém nascidos devem receber cuidados nas instalações pelo menos 24 horas após o nascimento. (Recomendado)

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Técnicas de relaxamento para o manejo da dor no trabalho de parto

Publicado pela primeira vez: Grupo Editorial: Cochrane Pregnancy and Childbirth Group
DOI: 
10.1002 / 14651858.CD009514.pub2

Resumo

Muitas mulheres gostariam de evitar métodos farmacológicos ou invasivos de controle da dor no trabalho de parto, o que pode contribuir para a popularidade de métodos complementares de tratamento da dor. Esta revisão examinou evidências atualmente disponíveis sobre o uso de terapias de relaxamento para o manejo da dor em trabalho de parto. Esta é uma atualização de uma revisão publicada pela primeira vez em 2011.

Objetivos

Examinar os efeitos das técnicas de relaxamento mente-corpo para o manejo da dor no trabalho de parto no bem-estar materno e neonatal durante e após o parto.

Métodos de pesquisa

Pesquisamos Cochrane Pregnancy and Childbirth’s Trials Register (9 de maio de 2017), Cochrane Central Register de Ensaios Controlados (CENTRAL) ( The Cochrane Library , Issue 5 2017), MEDLINE (1966 a 24 de maio de 2017), CINAHL (1980 a 24 de maio de 2017 ), o Registo Australiano de Ensaios Clínicos da Nova Zelândia (18 de maio de 2017), ClinicalTrials.gov (18 de maio de 2017), o Registo ISRCTN (18 de maio de 2017), a Plataforma Internacional de Registos de Ensaios Clínicos da OMS ( ICTRP ) (18 de maio de 2017) e listas de referência de estudos recuperados.

Critério de seleção

Ensaios clínicos randomizados (incluindo ensaios quase randomizados e de cluster), comparando os métodos de relaxamento com o tratamento padrão, sem tratamento, outras formas não farmacológicas de controle da dor em trabalho de parto ou placebo.

Coleta e análise de dados

Dois revisores avaliaram independentemente os ensaios para inclusão e risco de viés, extraíram os dados e verificaram sua precisão. Tentamos entrar em contato com os autores do estudo para obter informações adicionais. Avaliamos a qualidade das evidências com a metodologia GRADE.

Resultados principais

Esta atualização de revisão inclui 19 estudos (2519 mulheres), 15 dos quais (1731 mulheres) contribuem com dados. Intervenções examinadas incluíram relaxamento, yoga, música e atenção plena. Aproximadamente metade dos estudos teve um baixo risco de viés para geração de sequência aleatória e viés de atrito. A maioria dos estudos apresentava um alto risco de viés para viés de desempenho e detecção, e risco de viés pouco claro, ocultação de alocação, viés de notificação e outros vieses. Nós avaliamos a evidência desses estudos como variando de baixa a muito baixa qualidade e, portanto, os efeitos abaixo devem ser interpretados com cautela.

Relaxamento

Descobrimos que o relaxamento comparado ao tratamento usual reduz a intensidade da dor (medida em uma escala de 0 a 10, com baixos escores indicando menos dor) durante a fase latente do parto (diferença média (MD) -1,25, intervalo de confiança de 95% IC) -1,97 a -0,53, um ensaio, 40 mulheres). Quatro estudos relataram intensidade da dor na fase ativa; houve alta heterogeneidade entre os estudos e evidências de qualidade muito baixa sugeriram que não havia fortes evidências de que os efeitos fossem diferentes entre os grupos para esse desfecho (MD -1,08, IC 95% -2,57 a 0,41, quatro ensaios, 271 mulheres, aleatórios -efeitos de análise). Evidências de baixa qualidade mostraram que as mulheres que receberam relaxamento relataram maior satisfação com o alívio da dor durante o trabalho de parto (razão de risco (RR) 8,00, 95% CI 1,10-58,19, um estudo, 40 mulheres), e não mostraram nenhum benefício claro para a satisfação com a experiência de parto (avaliada usando diferentes escalas) (diferença média padrão (SMD) -0,03, IC 95% -0,37 a 0,31, três ensaios, 1176 mulheres). Para os desfechos de segurança, houve evidências de baixa qualidade de ausência de redução do parto vaginal assistido (RR médio 0,61, IC95% 0,20 a 1,84, quatro estudos, 1122 mulheres) ou em taxas de cesarianas (média RR 0,73, IC95% 0,26). para 2,01, quatro ensaios, 1122 mulheres). Sentido de controle no trabalho de parto e amamentação não foram relatados sob esta comparação. 1122 mulheres) ou em taxas de cesariana (média RR 0,73, IC 95% 0,26 a 2,01, quatro ensaios, 1122 mulheres). Sentido de controle no trabalho de parto e amamentação não foram relatados sob esta comparação. 1122 mulheres) ou em taxas de cesariana (média RR 0,73, IC 95% 0,26 a 2,01, quatro ensaios, 1122 mulheres). Sentido de controle no trabalho de parto e amamentação não foram relatados sob esta comparação.

Ioga

Ao comparar o yoga para controlar as intervenções, houve evidências de baixa qualidade de que a ioga reduziu a intensidade da dor (medida em uma escala de 0 a 10) com baixos escores indicando menos dor) (MD -6,12, 95% IC -11,77 a -0,47). , 66 mulheres), maior satisfação com o alívio da dor (MD 7,88; IC 95% 1,51 a 14,25, um ensaio, 66 mulheres) e maior satisfação com a experiência de parto (MD 6,34; IC 95% 0,26 a 12,42 um ensaio, 66 mulheres utilizando a Escala de Conforto Materno, com maior pontuação indicando maior conforto), não tendo sido relatada sensação de controle no trabalho de parto, amamentação, parto vaginal assistido e cesariana.

Música

Ao comparar a música para controlar as intervenções, houve evidência de menor intensidade de dor na fase latente para mulheres que receberam música (medida em uma escala de 0 a 10, com baixa pontuação indicando menos dor) (MD -0,73, 95% CI -1,01 a -0,45) , análise de efeitos aleatórios, dois ensaios, 192 mulheres) e evidência de muito baixa qualidade de nenhum benefício claro na fase ativa (MD -0,51, IC 95% -1,10 a 0,07, três ensaios, 217 mulheres). Evidência de muito baixa qualidade sugeriu nenhum benefício claro em termos de redução do parto vaginal assistido (RR 0,41, IC 95% 0,08 a 2,05, um ensaio, 156 mulheres) ou taxa de cesariana (RR 0,78, IC 95% 0,36-1,70, dois ensaios , 216 mulheres). Satisfação com o alívio da dor, sensação de controle no trabalho de parto, satisfação com a experiência do parto e amamentação não foram relatados nesta comparação.

Analgesia de áudio

Um estudo avaliando analgesia auditiva versus controle relatou apenas um desfecho e não demonstrou evidência de benefício na satisfação com o alívio da dor.

Mindfulness

Um ensaio avaliando mindfulness versus usual care encontrou um aumento no senso de controle para o grupo mindfulness (usando o Childbirth Self-Efficacy Inventory) (MD 31,30, IC 95% 1,61 a 60,99, 26 mulheres). Não há fortes evidências de que os efeitos foram diferentes entre os grupos para satisfação no parto, taxa de cesárea, necessidade de parto vaginal assistido ou necessidade de alívio farmacológico da dor. Nenhum outro resultado foi relatado neste estudo.

Conclusão dos autores

Relaxamento, ioga e música podem ter um papel na redução da dor e no aumento da satisfação com o alívio da dor, embora a qualidade das evidências varie de muito baixa a baixa. Não há evidências suficientes para o papel da atenção plena (mindfullness) e da audioanalgesia. A maioria dos estudos não relatou a segurança das intervenções. Mais estudos randomizados controlados de modalidades de relaxamento para o manejo da dor em trabalho de parto são necessários. Os ensaios devem ser adequadamente fortalecidos e incluir resultados clinicamente relevantes, como os descritos nesta revisão.

Resumo de linguagem simples

Técnicas de relaxamento para o manejo da dor no trabalho de parto

Qual é o problema?

Esta revisão da Cochrane analisou se as técnicas mente-corpo para relaxamento, como técnicas de respiração, visualização, ioga ou música, ajudariam a reduzir a dor e melhorar as experiências de trabalho das mulheres. Coletamos e analisamos todos os estudos relevantes para responder a essa pergunta (data da pesquisa: maio de 2017).

Por que isso é importante?

A dor do parto pode ser intensa, com a tensão corporal, a ansiedade e o medo piorando. Muitas mulheres gostariam de passar pelo trabalho de parto sem usar drogas, ou métodos invasivos, como a epidural. Essas mulheres recorrem frequentemente a terapias complementares para ajudar a reduzir a intensidade da dor no trabalho de parto e melhorar suas experiências de trabalho de parto.

Muitas terapias complementares são usadas por mulheres em trabalho de parto, incluindo acupuntura, técnicas mente-corpo, massagem, reflexologia, fitoterapia ou homeopatia, hipnose, música e aromaterapia. As técnicas mente-corpo para relaxamento podem ser amplamente acessíveis às mulheres através do ensino dessas técnicas durante as aulas pré-natais. As técnicas de relaxamento incluem imagens guiadas, relaxamento progressivo e técnicas de respiração. Nós também incluímos yoga e música nesta revisão. Outros artigos da Cochrane Reviews analisaram a hipnose no parto, métodos manuais (como massagem e reflexologia), aromaterapia e acupuntura / acupressão. Muitas dessas técnicas de relaxamento são estratégias de enfrentamento usadas para reduzir a experiência da dor. Essas técnicas utilizam práticas que visam reduzir o estresse e reduzir a percepção da dor.

Que evidência encontramos?

Encontramos 15 estudos envolvendo 1731 mulheres que contribuíram com dados para as análises. Estudos foram realizados em todo o mundo, incluindo países da Europa e Escandinávia, e Irã, Taiwan, Tailândia, Turquia e EUA.

Descobrimos que técnicas de relaxamento, yoga e música podem ajudar as mulheres a controlar a dor do parto, embora a qualidade da evidência varie entre baixa e muito baixa, e mais dados são necessários. Além disso, nesses ensaios houve variações em como essas técnicas foram utilizadas. Não houve evidência clara de que essas terapias tiveram impacto no parto vaginal ou por cesariana assistida. Não havia dados suficientes para dizer se essas técnicas influenciavam a condição do bebê ao nascer.

O que isto significa?

O uso de algumas terapias de relaxamento, ioga ou música pode ser útil para reduzir a intensidade da dor e ajudar as mulheres a se sentirem mais no controle e satisfeitas com seus trabalhos. No entanto, as grandes variações nos tipos de técnicas usadas nesses estudos tornam difícil dizer especificamente o que poderia ajudar as mulheres. Portanto, estudos adicionais são necessários.


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Bateu a lembrança de @petizfotografia@pollyanasoledadede @raquelbfr@fernanda_souza_toledo @emanuelasena@mariamaiavfreitas @desafio_da_fefa
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Trabalhar com amor é fundamental, sem perder a técnica, seja teoria ou prática
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Estou esperançoso demais por novos desafios e confiante pelas novidades que surgiram
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Os milagres acontecem diariamente, poder viver já é um milagre, poder gestar algo divino e acompanhar o nascimento de uma nova vida é uma honra!!!
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Poder identificar os primeiros batimentos cardíacos, identificar e tratar algumas patologias, orientar mudanças de hábitos e diminui os riscos maternos e perinatais, suplementar nutracêuticos de forma personalizada e baseada na individualidade da gestante e do bebê, encaminhar para profissionais de outras especialidades rainha participarão parto… Ah, isso é pré-natal e parto humanizado SIM!



partohumanizado

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Para os defensores do parto domiciliar, não estou me colocando frontalmente contra um parto domiciliar de algumas gestantes que tem condições financeiras e montam uma estrutura muitas vezes superior a de uma maternidade de baixo risco, incluindo UTI neonatal móvel, equipe médica completa e que se preparam durante toda a gestação para este tipo de parto. Esta não é a realidade dos partos nem na rede pública, nem na privada. Mas segue um artigo científico publicado em abril de 2017 no Jornal Americano de Ginecologia e Obstetrícia
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Os partos domiciliares planejados nos Estados Unidos estão associados a menos intervenções, mas com aumento dos resultados neonatais adversos, como mortes perinatais e neonatais, convulsões neonatais ou disfunção neurológica grave e escores baixos de Apgar de 5 minutos. O Comitê de Prática Obstétrica do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas afirma que para reduzir a morte perinatal e melhorar os resultados no partos domiciliares planejados, critérios estritos são necessários para orientar a seleção de candidatos adequados para o nascimento domiciliar
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O comitê lista três contra-indicações absolutas para um nascimento domiciliar planejado
– Má-apresentação, Apresentação fetal anômala (pélvica, córmica)
– Gestações múltiplas
– História de parto cesáreo.
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Neste estudo, foram apresentados 2 fatores de risco com taxas de mortalidade neonatal significativamente aumentadas em partos domiciliares planejados, além dos 3 fatores listados pelo Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas. Esses fatores de risco adicionais têm taxas de mortalidade neonatal que estão se aproximando ou excedendo aqueles para o parto domiciliar planejado após parto cesáreo: nascimentos de primeira vez e uma idade gestacional de 41 semanas
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Portanto, devem ser adicionados 2 fatores de risco adicionais
– Nascimentos de primeira vez (Primeiro Parto) e
– idade gestacional de 41 semanas)
– As 3 contraindicações absolutas de partos domiciliares planejados listados pelo Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (parto cesáreo anterior, má apresentação, gestações múltiplas )totalizando 5 contraindicações para partos domiciliares planejados
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Escrevi este post porque frequentemente me perguntam se faço parto domiciliar. Eu respondo: não faço, não fui treinado para isso e já tive inúmeras situações no Hospital que tive que agir MUITO rápido e depender de infraestrutura hospitalar boa e de profissionais bem capacitados (neonatologistas sobretudo). Uma paciente mesmo recentemente após ter um parto cesariano pensou em realizar o parto domiciliar e eu mesmo orientei: olha, o parto é seu, você escolhe como quer, mas eu não faço parto no domicílio. Agora, formalmente, depois de uma cesariana existe um estudo de uma importante literatura científica que contraindica o parto domiciliar depois de uma cesariana, bem como para apresentação fetal não cefálica, idade gestacional superior a 41 semanas, primeiro parto e gestação gemelar.
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#partohumanizadoépartoseguro#consultóriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010

ans
– Nota de Orientação à Gestante
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– O sistema de Saúde Suplementar apresenta altos índices de cirurgias cesarianas desnecessárias. Esta nota atende decisão judicial proferida pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região. O objetivo desta nota é esclarecer à gestante acerca dos riscos e benefícios da cesariana e do parto normal.
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O parto normal é o método natural de nascer durante o qual a mãe produz substâncias capazes de proteger o recém-nascido e favorecer a amamentação, por isso é importante que a mulher entre em trabalho de parto. A sua recuperação é imediata, pois, após o nascimento a mãe poderá levantar-se e cuidar de seu filho. Contudo, algumas mulheres apresentam contraindicação para este tipo de parto devido a condições de saúde preexistentes ou por complicações durante o trabalho de parto havendo indicação para a realização da cirurgia. O parto normal pode também apresentar risco de lesão no períneo.
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A cesariana, quando indicada por razões clínicas, é uma cirurgia segura e com baixa frequência de complicações graves. No entanto, quando realizada sem uma razão médica que a justifique, apresenta riscos de complicações cirúrgicas, como infecções e hemorragia6,7,8 que podem resultar em morte materna. Quanto ao recém-nascido, podem ocorrer lesões no momento da retirada do bebê ou outras complicações após o nascimento como infecções e pneumonias,
riscos de prematuridade e internação em UTI, nos casos em que a cirurgia é feita antes de 39 semanas de gestação, além de aumentar em 120 vezes a chance do bebe apresentar dificuldade respiratória quando a cirurgia é feita entre 37 e 38 semanas.
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Persistindo dúvidas não hesite em voltar a discutir com seu médico sobre riscos e benefícios que afetam a sua segurança e a do bebê.


tecni
Mais um artigo legal, desta vez publicado na revista FEMINA
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RESUMO
-Atualmente, o número de cesarianas vem aumentando cada vez mais; em contrapartida a isso, foi criado o programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento que busca tornar o processo de parturição mais fisiológico através do uso de tecnologias não invasivas que proporcionam diversos benefícios para a parturiente, entre eles, alívio da dor
-O objetivo desta revisão foi avaliar a importância destas tecnologias e as vantagens oferecidas por elas, com base em evidência científica
-Pode-se concluir que as tecnologias não invasivas interferem positivamente sobre a dor e o desconforto materno, reduzindo a ansiedade e o estresse, proporcionando autoconfiança e conforto à parturiente, além de possuírem baixo custo e estarem associadas a poucas contraindicações e efeitos colaterais.
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Seguem os principais métodos de alívio não-farmacológico para dor:
-Deambulação e posturas verticais
-Respiração
-Massagem
– Bola suíça
– Banho quente
– Neuroeletroestimulação Transcutânea (TENS)
– Acupressão
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Fonte: http://www.febrasgo.org.br/site//srv/htdocs/wp-content/uploads/2016/07/FEM_v44n2.pdf página 65-69
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Uma equipe multiprofissional pode permitir um nascimento seguro, natural e humanizado. Valorize todos os bons profissionais envolvidos na assistência ao parto!!!

Oligoâmnio


 ol
Este estudo de 2013, escrito por Kenneth J. Moise Jr., traz importantes reflexões a respeito da avaliação ultrassonográfica do líquido amniótico
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??Em 1980, Manning et al., propuseram 5 categorias para avaliação do perfil biofísico fetal pela ultrassonografia. Nesta publicação, a presença de uma porção (bolsão) de líquido > 1cm no diâmetro ântero-posterior era considerada normal
??Em outro estudo, o mesmo grupo classificou como uma porção (bolsão) de líquido < 1cm como oligoâmnio, entre 1 e 2 limítrofe e entre 2 e 8 cm como normal
??Posteriormente, o mesmo grupo de Manning considerou como líquido amniótico normal a presença de um bolsão medindo 2 x 2cm
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??O índice de líquido amniótico (ILA) foi desenvolvido por Phelan et al., em 1987, após a avaliação por quatro bolsões no abdome gravídico e considerou que um índice menor que 5 (equivalente a 5cm) era considerado oligoâmnio
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??Moore e Cayle (1990), estudando 791 grávidas, estabeleceram que ao invés de utilizar isoladamente o ILA < 5 como definição de oligoâmnio, seria melhor considerar como como oligoâmnio quando o ILA estivesse menor do que o percentil 5 de acordo com a idade gestacional .
*??A CONFUSÃO ENTRE A DEFINIÇÃO DE OLIGOÂMNIO PELO ILA OU PELO PERCENTIL < 5 FEZ COM QUE VÁRIOS OBSTETRAS CONSIDERASSEM O ILA < 8 COMO O TERMO PARA OLIGOÂMNIO INDEPENDENTE DA IDADE GESTACIONAL
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??Magann et al. (2000), estudando 50 pacientes para cada semana de gestação entre 14 e 41 semanas e considerou que o ILA < 5 está abaixo do percentil 5 com 37 semanas
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?OU SEJA,
??OLIGOÂMNIO CORRESPONDE AO ILA < 5
??PARA OS CASOS BORDELINES (ENTRE 5-8) UTILIZAR A TABELA DE MEGANN ET AL
??MAIS IMPORTANTE AINDA, CORRELACIONAR COM O DOPPLER DAS ARTÉRIAS UTERINAS, CEREBRAL MÉDIA E UMBILICAL, COM O PERFIL BIOFÍSICO FETAL, COM DETERMINADOS FATORES DE RISCO RELACIONADOS COM CLÍNICA DE SUA GESTANTE
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Procedimentos Cirúrgicos Guiados por Ultrassonografia

cerclagemusg

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Mais uma Cerclagem Uterina guiada por Ultrassonografia…
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Torcendo e pedindo a Deus que a gente chegue aos 9 meses
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?Coincidentemente ou não, também realizamos um parto de outra cliente que foi submetida a Cerclagem pela mesma equipe
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?Praticando o bem e colhendo os bons frutos do nosso trabalho. Trabalhando com um colega que tem mais de 30 anos de experiência em Obstetrícia, outro entusiasta deste procedimento como eu. Juntando experiência, bom senso e inovação, a cada procedimento aprimoramos o método…
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#riomartradecenter3sala1010#consultóriodrglauciusnascimento#vamosmelhorarasaudedasgestantes#cerclagemuterinaguiadaporultrassonografia#cerclagemuterina


 

 

usgecirurgia

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Um ensaio controlado muito interessante mais uma vez realizado por pesquisadores do Egito, em Benha, no Hospital Elbadr, envolvendo 200 Mulheres submetidas a STOP (interrupção cirúrgica da gravidez) no primeiro trimestre
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?O tratamento clínico do aborto espontâneo mudou pouco ao longo dos anos e muitas mulheres ainda passam por uma evacuação uterina cirúrgica, quer sejam por curetagem uterina (CTG) ou por aspiração manual intrauterina (AMIU)
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?A evacuação cirúrgica do conteúdo uterino no aborto é um desafio para o obstetra, uma vez que é feito às cegas. O estudo atual recomenda o uso da evacuação cirúrgica guiada por ultrassonografia que apresenta duas vantagens importantes:
1? Completar a evacuação sem a necessidade de passo adicional
2? Proteger contra a perfuração uterina.
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?As medidas de desfecho primário foram complicações intra-operatórias e de curto prazo (complicações anestésicas, hemorragia, gravidez em andamento, trauma cervical, perfuração uterina, necessidade de laparoscopia e / ou laparotomia, evacuação repetida e infecção). Os desfechos secundários foram perda de sangue, tempo de procedimento e tempo de convalescença
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?Métodos: Duzentos casos de abortamentos foram subdivididos em dois grupos. Grupo 1 (100 pacientes) em que a evacuação cirúrgica foi realizada sob orientação ultrassonográfica. Grupo 2 (100 pacientes) em que a evacuação cirúrgica foi realizada sem orientação ultrassonográfica.
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?Resultados:
?Os casos do grupo 1 (USG) não mostraram falha cirúrgica em contraste com 10 casos do grupo dois (SEM USG) que falharam com o conteúdo apresentado após a evacuação (taxa de falha 10%).
*??Resultados secundários
?Trauma cervical em 5 casos, falha do procedimento em 6 casos e infecção em 7 casos do grupo 2 (SEM USG) contra nenhum caso de trauma cervical , ou de falha e apenas 1 caso de infecção no grupo 1 (USG)
?Sangramento intra-operatório maior que 140ml ocorreu em 10 casos, tempo do procedimento maior que 25 minutos em 15 casos e necessidade de mais de 3 dias de analgésicos em 10 casos do grupo 2 (SEM USG) contra 2 casos de sangramento aumentado, 5 casos de tempo do procedimento maior que 25 minutos 1 caso de necessidade maior que 3 dias de analgésicos do grupo 1 (USG)
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?Conclusões: A evacuação cirúrgica sob orientação ultrassonográfica é recomendada porque existem casos significativos de aborto que podem ser evacuados de forma incompleta sem o uso da ultrassonografia, além do procedimento ser menos traumático, com menor intensidade de sangramento, mais rápido, com menor necessidade de analgésicos
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#amiu # amiuguiadaporusg#curetagemguiadaporusg#consultóriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010

 


 

usgecirurgia2

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*??Da apresentação cefálica na variedade de posição occipito-posterior (OP)
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? O objetivo deste estudo foi avaliar a habilidade da ultrassonografia intraparto para diferenciar a rotação occipito-posterior (OP) com a flexão normal da cabeça e nos casos de deflexão, além de comparar a exatidão da ultrassonografia com o exame digital e avaliar a concordância de acordo com o tipo de variedade de posição no parto
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? Metodologia: Estudo retrospectivo de pacientes com trabalho de parto anormal por prolongamento e / ou cardiotocografia anormal e rotação OP, submetidos à ultrassonografia intraparto.

?Resultados:
?A flexão normal foi inferida em 36/42 casos por uma visão ultrassonográfica da face fetal demonstrando que o queixo se aproximava do tórax
?Nos 6 restantes, a deflexão foi diagnosticada visualizando o queixo separado e distante do tórax
?Em 3 desses casos, as órbitas estavam no mesmo nível do púbis, sugerindo a apresentação de testa/fronte (defletida de segundo grau)
?Nos 3 casos restantes, as órbitas estavam acima do púbis, e a apresentação bregmática (defletida de primeiro grau) foi inferida
?A deflexão da cabeça foi diagnosticada com mais precisão com ultrassonografia do que clinicamente (p = 0,0052).
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?Conclusões:
?Fetus com trabalho de parto anormal (prolongado) e rotação OP apresentaram deflexões nas apresentações em 14% dos casos
?A ultrassonografia foi muito mais precisa do que o exame digital
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Mais um estudo sobre Ultrassonografia Intraparto. Acredito que num futuro próximo a Ultrassonografia seja uma ferramenta propedêutica na assistência ao trabalho de parto e parto. Compreender melhor a estática fetal e o mecanismo do parto pode melhorar a assistência obstétrica é propiciar melhores resultados maternos e perinatais. Humanizar infarto é tornar a assistência obstétrica mais segura!!!
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#consultóriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010#ultrassonografiaintraparto #intrapartumultrasound

 


 

diuusg

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??Hoje foi dia de inserir Dispositivo IntraUterino (DIU) com avaliação imediata por Ultrassonografia e sob analgesia conforme desejo da cliente
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Alguns colegas (que respeito muito) consideram desnecessária a avaliação Ultrassonográfica como faço rotineiramente, até mesmo sob analgesia, pois acham que dá pra inserir no consultório com segurança, mesmo sem ultrassonografia. Respeito os colegas, mas não concordo!
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??Com cerca de 15 anos de trabalho em ginecologia e obstetrícia, considero infinitamente mais seguro e oportuno o implante de DIU em ambiente hospitalar, sob analgesia (conforme desejo da cliente) e com Ultrassonografia na hora do procedimento, podendo esta ainda ser realizada em tempo real pela via abdominal ou pela via transvaginal, imediatamente após o procedimento
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Alguns colegas realizam histeroscopia antes e/ou depois e consideram a melhor forma de inserção de DIU. Respeito, mas eu também não concordo porque considero mais invasivo, o tempo de anestesia e do procedimento é maior, sem contar com a distensão da cavidade uterina sem necessidade e um pós-operatório mais doloroso do que a simples realização de Ultrassonografia que é considerado o método de escolha para avaliação da posição do DIU
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Existe o suporte a literatura sobre o implante de DIU guiado por Ultrassonografia. Não é modismo ou “invenção”!
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????Medicina é uma arte e precisa ser praticada com muito amor, dedicação e segurança! Eu gosto de oferecer o que há de melhor para a cliente e não tenho dúvidas de que o implante de DIU guiado por Ultrassonografia e sob analgesia representa hoje a melhor, mais segura e fisiológica opção contraceptiva a longo prazo!!!
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#intrauterinedevice #DIU #diuguiadoporusg#consultoriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010#ginecologiaintegrativaefuncional#obstetriciaintegrativaefuncional #usg#medicinafetal #nutrologia


cerclagemeusg

?Mais uma cerclagem cervical uterina guiada por ultrassonografia (USG). Cliente com história de 3 abortamentos, insuficiência cervical e trombofilia. USG realizada por outro colega já evidenciava dilatação da endocérvice (parte interna do colo uterino) em sua porção superior, com colo medindo aproximadamente 3,0cm
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Fui chamado nesta semana por um amigo ginecologista e obstetra com APENAS mais de 30 anos de experiência, pela segunda vez, para realizar o procedimento junto com o mesmo. A gestante acompanha que seu bebê está bem durante todo o procedimento, sem contar que podemos realizar o procedimento em tempo real (USG pela via abdominal) e avaliar o colo uterino pré e pós-procedimento (USG transvaginal-TV)
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Desta vez ele teve a brilhante ideia de pedir o as válvulas utilizadas em cirurgia vaginal que ajudou bastante
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1?Na figura 1, percebemos que havia uma vascularização intensa próximo do Orifício Cervical Interno (OCI) do colo uterino. Informação importante hein? Já ficamos alertas em relação a este risco
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2?Na figura 2, posso aferir o comprimento do colo uterino na hora do procedimento, bem como evidenciar alguma dilatação endocervical e medir a distância desta dilatação para o OCI e OCE. No nosso caso a distância do bordo inferior da dilatação cervical para o OCE foi de 2,8cm
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3?Na figura 3, foi aferida a frequência cardíaca antes e depois do procedimento, deixando obstetras, anestesista e clientes tranquilos
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4?Na figura 4, percebi a distância dos nós da cerclagem para o OCE foi de 2,3cm, bem razoável para o caso, posto que havia dilatação endocervical na porção superior, o que colocaria em rico para amniorrexe prematura, além da mesma região estar no momento bastante vascularizado
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O procedimento de hoje foi tranquilo, graças a Deus!!! Espero que daqui a 25-26 semanas (+/-6meses) estar presente no parto desta cliente bem especial
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Cada vez me convenço após cada procedimento de que a USG representa uma ferramenta importante para realização de cerclagem uterina, implante de DIU, curetagem uterina e assistência ao parto
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#consultoriodrglauciusnascimento#cerclagemuterina #usg

 


diueusg

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Aprimorando a técnica de implante de DIU guiado por Ultrassonografia (USG) em tempo real percebo que conectar o equipamento de USG na mesma torre utilizada para videolaparoscopia ou videohisteroscopia torna o procedimento muito melhor visibilizado
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Ah, mas dá muito trabalho…
??Conectar um cabo VGA no monitor e ligar o monitor dá muito trabalho? Não!
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Ah, mas demora muito…
??Não, o procedimento é mais rápido, não há necessidade de histerometria porque já se visualiza o DIU entrando na cavidade endometrial. O implante torna-se mais rápido, fácil, efetivo, utiliza menos anestésico, menos materiais cirúrgicos, assim, teremos menos efeitos colaterais ou riscos inerentes à quaisquer procedimentos médicos
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Ah, mas é muito caqueado para um simples implante de DIU
??Eu realizo USG com grande frequência e percebo vários DIUs implantados fora do local correto. “Caqueado” sem sentido é colocar um corpo estranho e pedir pra cliente realizar a USG depois do procedimento, não na hora da inserção. Além disso, medicina deve ser uma arte, o implante de DIU desta maneira além de ser mais seguro é muito bonito de se ver e de se executar. Faço isso com muito prazer!
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Ah, mas isso é invenção…
??Claro que não!!! Existe respaldo na literatura científica internacional. Isso não é invenção de jeito nenhum. Faz sentido você colocar um corpo estranho e confirmar que ele está no lugar correto. Procedimento dentários utilizam o recurso do raio x na hora do procedimentos, algumas cirurgias ortopédicas e urológicas também. Qual a vantagem de colocar um corpo estranho num órgão cavitário e não certificar de que se encontra no lugar correto? NENHUMA!
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Ah, mas o plano paga pouco
??Mas a certeza de que você está fazendo o certo, mais seguro acaba lhe rendendo um ganho secundário muito importante. Você ofereceu o que você julga melhor para sua cliente
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Aqui em Recife já me coloquei à disposição para demonstrar para qualquer colega médico, universidade, qualquer instituição de saúde
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??Conflito de Intere$$e? Nenhum! Meu interesse é que mais DIUs sejam implantados de forma segura porque acredito que é um excelente método contraceptivo

curetagemguiada
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Gostaria de relatar o meu entusiasmo hoje pela manhã com um simples procedimento, cirúrgico obstétrico/ginecológico, curetagem uterina, que aprendi na época da residência médica, no Hospital das Clínicas da UFPE, nos idos de 2002… Quase 15 anos depois, levo meu aparelho de ultrassonografia portátil mais uma vez para o plantão e acompanho o mesmo procedimento simples, realizado por um jovem ginecologista recém saído da residência médica em ginecologia e obstetrícia e eu com uma experiência um pouco maior observando pela USG. O procedimento torna-se mais bonito, seguro e SIMPLES. Duração da curetagem: algo em torno de 2,5 minutos. A impressão que tivemos neste caso em particular era de que nem seria necessária a realização da curetagem com a cureta romba e fenestrada. Apenas a pinça de Winter resolveria. O endométrio saiu de 2,9 para 0,5cm. Ou seja, menos anestésico, menos instrumental, com efetividade maior, pois visualizamos a resolução do procedimento. Foi a melhor curetagem que vi na minha vida!
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??Alguns colegas mais conservadores (os quais respeito e considero bastante) sugerem que eu contenha o meu entusiasmo e arquive todos os casos. Tenho arquivado todos os casos, mas este em particular não poderia deixar de divulgar. Não tenho “vaidade científica”, apenas quero que este procedimento seja realizado com mais segurança como acredito que realmente isto é possível com a realização da ultrassonografia no bloco cirúrgico, preferencialmente em tempo real
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??2016, beirando 2017, a ao meu ver não faz sentido realizar curetagens uterinas às cegas, por mais que esta tenha sido a forma que aprendemos na época da residência médica em ginecologia e obstetrícia!!!
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A ultrassonografia é útil ainda para outros procedimentos com implante de DIU, cerclagem uterina e assistência ao parto
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Ah, mas isto é desnecessário, aumenta o custo de um procedimento simples… Ops, peraê… Qual o preço de você realizar um procedimento médico tranquilo com a certeza de que você fez o melhor para o seu cliente? Isso não tem preço e tem um valor enorme. Pense nisso!!!

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 Sobre a cerclagem cervical uterina guiada por ultrassonografia, alguns colegas conversando comigo propuseram: “Glaucius, isso é um negócio novo, você tem que publicar a técnica, blá, blá, blá, blá, blá, blá…”
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 Ah, então é pra publicar? Ok, vai no instagram, facebook e site mesmo!!!
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??Eu não tenho “vaidade científica”; quero que o procedimento seja difundido mesmo e que mais pessoas pratiquem. O amigo @dr.andrevinicius me mandou uma mensagem informando a técnica que aprendera e o fio que utilizava; depois de eu comprovar na teoria (literatura) e na prática (realizando as cerclagens) que era muito interessante, não houve nenhum conflito de interesses, vaidade pessoal, enfim, o que buscamos é AJUDAR, OFERECER UMA NOVA FORMA NA NOSSA VISÃO MAIS SEGURA num momento extremamente delicado que é a cerclagem uterina
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??Segue o passo-a-passo nas fotos do post:
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1??Realizamos ultrassonografia transvaginal antes do procedimento, percebemos que o comprimento do colo uterino foi de aproximadamente 4,0cm
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2??Antes de realizar a cerclagem propriamente dita, @alexandre_dubeux posicionou o transdutor abdominal para que realizássemos o procedimento em tempo real, vendo que não ocorreu durante o procedimento nenhum acidente, com a cliente também observando na tela da ultrassonografia todo o procedimento
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2??Após a cerclagem propriamente dita (dois nós utilizados), realizamos outra ultrassonografia transvaginal e verificamos os nós aproximadamente na transição do terço superior do colo uterino
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3??Realizamos ainda a aferição do colo após as suturas, cujo valor foi aproximadamente 2,5cm
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4??A cliente visualizou a movimentação do bebê e escutou seus batimentos cardíacos, com a certeza de que tudo ocorreu bem, graças a Deus!!!
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O colega que indicou o procedimento ainda imaginou como alguns instrumentos que são utilizados em cirurgias vaginais podem facilitar o nosso procedimento. Eu já havia imaginado a utilização de válvulas maleáveis. Assim, a técnica pode ainda aprimorar ainda mais…


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??Um dia desses, meu amigo @dr.andrevinicius me apresentou uma nova técnica de cerclagem cervical uterina (“dar o nó no colo do útero para ele não abrir, dilatar”) para os casos de Insuficiência Istmo-Cervical (IIC) utilizando um fio de sutura de polietilenotereftalato (PET)
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??Após conversas com obstetras mais experientes que eu aqui em Pernambuco e revisar a literatura, percebi a tendência da realização de duas suturas (dois nós) no colo do útero para os casos de IIC
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??@dr.andrevinícius me mandou um desenho do nó, representado pela figura 4 e realizei tal procedimento com meus amigos @hildebrandospinelli e @alexandre_dubeux .
A diferença foi que utilizei a ultrassonografia como ferramenta intraoperatória para avaliar o comprimento do colo antes e depois do procedimento, bem como para avaliação da sutura (nó) realizada, tornando o procedimento mais seguro e quiçá efetivo
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Hoje, realizei outra cerclagem guiada por ultrassonografia, desta vez com a oportunidade de realizar o procedimento em tempo real, com a utilização da ultrassonografia transabdominal. “Caqueado”? De forma alguma! Fazemos o melhor para quem mais precisa. Cerclagens cervicais uterinas são “momentos de ouro” em gravidezes tão desejadas. Utilizar dos melhores recursos disponíveis é no mínimo ser ético. Mas é obrigatório? De forma alguma. Ajuda? Com certeza!!!
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Não tem para onde correr: não faz sentido realizar procedimentos “às cegas” quando se tem a oportunidade da visibilização ultrassonográfica
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??Realizar este procedimento indicado por um experiente obstetra de Recife que me chamou para ajudá-lo utilizando a ultrassonografia é no mínimo gratificante, não tem preço!
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E que Deus continue nos ajudando, dando sabedoria e humildade de realizar estes procedimentos de forma mais simplificada
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A foto ilustra:
1) As imagens de um colo com insuficiência istmo-cervical e o mesmo colo cerclado
2 e 3) Imagens de ultrassonografia evidenciando a visibilização do ponto de cerclagem cervical uterina
4) O valoroso desenho do @dr.andrevinicius que me ajudou há um tempo atrás com a utilização de uma nova técnica e utilizando um novo fio


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??Estava no meu plantão da rede pública ontem preceptorando alunos do internato de medicina da Uninassau, especificamente Inácio e @iarasaraiva_ quando mostrei a importância de realizar curetagem uterina e imediatamente após o procedimento, com a paciente ainda anestesiada, confirmar através da ultrassonografia transvaginal que o procedimento cirúrgico foi bem sucedido e não ficaram restos ovulares
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??Tínhamos dois procedimentos, duas curetagens uterinas pós-abortamento. Realizei o primeiro procedimento e como de praxe, confirmei após a curetagem que não havia restos ovulares através da realização de ultrassonografia transvaginal na sala de cirurgia
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??Esperando uma sala cirúrgica desocupar, discuti o assunto com os internos e falei sobre a importância de praticar uma medicina segura, mas também inovadora. Como sou entusiasta do método ultrassonográfico, utilizo amplamente na minha prática ginecológica e obstétrica como nos implantes de DIU, na cerclagem uterina, até mesmo intraparto. Procurando algum artigo sobre o tema, encontrei um artigo do Egito no qual os pesquisadores descrevem que realizam a curetagem uterina guiada por ultrassonografia transabdominal em tempo real. Conversei com os alunos e me questionei: “Se no Egito eles fazem, por que nós não fazemos???”. Treinei o doutorando Inácio para aquisição das imagens na ultrassonografia abdominal e então realizei minha primeira curetagem uterina guiada por ultrassonografia em tempo real??????. Gravamos, o filme não ficou muito legal, mas dá pra entender perfeitamente como o procedimento se torna mais seguro. E foi mais um aprendizado na Medicina


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??Em casos especiais considero que a ultrassonografia pode contribuir inclusive na sala de cirurgia. Pra mim, ultrassonografia é extensão do meu exame físico. São quase 15 anos unindo os conhecimentos clínicos, cirúrgicos e de imagem
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??Um exemplo disso, no caso da gestação gemelar, para identificação da correta posição dos bebês, facilitando o planejamento imediato para o parto de ambos. É obrigatório? De forma alguma!!! Vale a pena? Pra mim vale, facilita demais, como também para outros procedimentos em Ginecologia e Obstetrícia como:
??Implante de DIU (pra confirmar o posicionamento do DIU)
??Cerclagem uterina (certificar de que o procedimento foi correto)
??Após curetagem uterina ou aspiração manual intrauterina (para confirmar a saída dos restos ovulares)
??E até mesmo intraparto (artigos recentes internacionais apontam a ultrassonografia como uma forma segura de assistência ao parto, de acompanhamento da descida fetal e da monitorização hemodinâmica fetal através do Doppler Colorido e pulsado)
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Saber usar a tecnologia de forma equilibrada e personalizada é sim humanizar o parto!!!
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OBS: Enfatizo mais uma vez que não há necessidade formal da ultrassonografia nos procedimentos citados, mas como ginecologista e obstetra tenho a plena convicção de que ajuda. E meu objetivo neste post é mostrar o que considero benéfico, ainda que seja algo relativamente inovador e promissor


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??Parece-me muito óbvio e seguro inserir um Dispositivo Intrauterino (DIU) e checar que o mesmo encontra-se tópico, no lugar correto, pois, se não estiver no seu devido local (porção fúndica endometrial, acima do orifício cervical interno) você terá a oportunidade de reinseri-lo, além de comprovar para a cliente que o procedimento foi bem realizado, que valeu a pena
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??Em geral realizo a ultrassonografia transvaginal após a inserção do DIU, na sala de cirurgia com aparelho de ultrassonografia portátil
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??Há algum tempo atrás, conversando com meus amigos anestesistas @alexandre_dubeux e @edson_netto, fiquei me questionando se não poderia inserir o DIU e avaliar a inserção pela via abdominal, bastando apenas que a cliente ficasse com a bexiga cheia, situação ideal para avaliação pélvica pela via abdominal. Meu professor do Mestrado já havia comentando esta experiência positiva
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??Tivemos a oportunidade junto com o amigo @dr.arlonsilveira, de implantar um DIU e realizar a ultrassonografia abdominal em tempo real, na ocasião da inserção do DIU. Sou suspeito pra falar, mas o procedimento ficou ainda mais interessante, porque se percebe exatamente os momentos da inserção do DIU
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A utilização da ultrassonografia seja pela via abdominal ou transvaginal é um método seguro, inócuo, simples e barato


diu.

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??Um pôster que será apresentado entre 25-28/09/2016, no Congresso Mundial da Sociedade Internacional de Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia (já disponível na revista eletrônica Ultrasound in Obstetrics and Gynecology) me chamou a atenção: “Avaliação ultrassonográfica abdominal da inserção de dispositivos intrauterinos (DIUs) de cobre por estudantes de medicina do quarto ano”
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??Usando a ultrassonografia pela via abdominal foram avaliadas 72 inserções de DIU de cobre por estudantes de medicina quarto ano sob supervisão. Imediatamente após cada inserção, a ultrassonografia abdominal foi realizada
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??12 DIUs foram considerados malposicionados e foram reinseridos imediatamente e não foram relatadas translocações destes DIUs
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??Foram realizadas nova reinserção / reajuste / substituição de 3 DIUs uma semana após inserções iniciais devido a expulsões parciais
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??O trabalho conclui que a ultrassonografia abdominal foi útil para localizar DIU, detectar mal posicionamento e como orientação para reajustar o DIU para a posição normal e recomendamos a sua utilização para a inserção do DIU “pelo menos” para profissionais com pouca experiência na inserção de DIU
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Minhas observações
??O trabalho se referiu às inserções realizadas por estudantes de medicina do quarto ano completamente diferente da inserção de um médico ginecologista com experiência
?? DIU de cobre representa um excelente método contraceptivo, de longa duração, seguro, eficaz, fisiológico e isento de hormônios e seus riscos adicionais
??A ultrassonografia abdominal pode e deve ser utilizada para avaliação da posição do DIU DURANTE E APÓS A SUA INSERÇÃO
??Temos indicado num hospital de referência, a inserção do DIU com avaliação ultrassonográfica em tempo real: enquanto um profissional realiza a inserção, o outro avalia a inserção e o posicionamento do DIU através da ultrassonografia
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Fonte: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/uog.17160/epdf


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Uma vez realizei uma cerclagem em uma cliente portadora de insuficiência cervical (termo muito mais apropriado do que incompetência cervical, afinal incompetência é um termo muito pejorativo…) e também portadora de trombofilia. Encontrei um professor experiente de obstetrícia (já aposentado) que foi chefe de uma das grandes maternidades do Recife e ele espontaneamente me falou que há muito tempo realizara a sutura dupla do colo uterino. Lembrei ainda de outra amiga que me chamou pra ajudar numa cerclagem uterina de sua cliente, utilizando a ultrassonografia, por se tratar de um caso difícil com herniação da bolsa amniótica. E vi que a conceituada colega utilizava outro fio de sutura, diferente da que utilizamos habitualmente
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Novamente estou diante de outro caso de cerclagem uterina, numa cliente com histórico de abortamentos e sempre procuro revisar as técnicas cirúrgicas antes do procedimento
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Encontrei um trabalho interessante de 2014 que considerou que a técnica utilizando a sutura dupla pareceu mais eficaz que a sutura única. É, parece que o renomado professor estava correto
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Tive a oportunidade de conhecer um site bem legal o cerclagem.com.br que foi criado por Erivane de Alencar Moreno que sofreu quatro abortos espontâneos e foi submetida a três circlagens uterinas. Vale a pensa conhecer a história desta guerreira que inclusive escreveu um livro
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Dei uma revisada breve, discuti com outros colegas do grupo de whatsapp que participo (obrigado @dra.natalymello) e me encontro mais sereno para o procedimento de logo mais
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Independente de técnica cirúrgica, de tecnologia utilizada (como a ultrassonografia que sou muito entusiasta) peço a energia boa de vocês, porque acredito que somos instrumentos de Deus para praticar o bem. E muita gente querendo o bem faz com que tudo dê certo. A cliente merece e sonha em ser mãe. Com a graça de Deus peço que dê tudo certo !!!
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Aprender com quem tem experiência é salutar. Ser humilde, procurar se atualizar e principalmente colocar Deus na sua prática médica é simplesmente fantástico .


WhatsApp Image 2017-05-21 at 07.01.48

??Parece-me muito óbvio e muito seguro inserir um Dispositivo Intrauterino (DIU) e checar que o mesmo encontra-se tópico, no lugar correto, pois, se não estiver no seu devido local (porção fúndica endometrial, acima do orifício cervical interno) você terá a oportunidade de reinserir, além de comprovar para a cliente que o procedimento foi bem realizado, que valeu a pena
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??Em geral realizo a ultrassonografia transvaginal após a inserção do DIU, na sala de cirurgia com aparelho de ultrassonografia portátil
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??Há algum tempo atrás, conversando com meus amigos anestesistas @alexandre_dubeux e Netto @edson_netto, fiquei me questionando se não poderia inserir o DIU e avaliar a inserção pela via abdominal, bastando apenas que a cliente ficasse com a bexiga cheia, situação ideal para avaliação pélvica pela via abdominal
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??Tivemos a oportunidade junto com o amigo @dr.arlonsilveira, de implantar um DIU e realizar a ultrassonografia transabdominal em tempo real, na ocasião da inserção do DIU. Sou suspeito pra falar, mas o procedimento ficou ainda mais interessante, porque se percebe exatamente os momentos da inserção do DIU
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A utilização da ultrassonografia seja pela via abdominal ou transvaginal é um método seguro, inócuo, simples e barato.


 

 

 

 

 

Vitalidade Fetal

 

 

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Qual método é melhor para avaliar a ausculta cardíaca fetal no trabalho de parto?
1??Estetoscópio de Pinard: instrumento de madeira em que apenas o observador identifica os batimentos cardíacos fetais. Bastante comum na minha época de residência médica (mas já tinha o sonnar Doppler, não sou “dinossauro”)
2??Sonnar Dopper Digital / Detector fetal: tanto o obstetra como a parturiente escutam os batimentos cardíacos fetais
3??Ultrassonografia Intraparto: além de identificar mais precisamente a frequência cardíaca fetal, visibiliza as câmaras cardíacas, identifica o peso fetal estimado, o ângulo de progressão, a variedade de posição, o Doppler das artérias cerebral média, umbilical e da veia umbilical
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?Quer melhorar o mundo? Humanize a forma de nascer. Traga mais segurança e bons resultados perinatais. A Ultrassonografia Intraparto pode favorecer estes resultados.
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#consultóriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010#intrapartumultrasound #ultrassonografiaintraparto


 

 

vitalidadefetal1

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Muito tem se discutido entre cardiotocografia, ausculta fetal intermitente, eu mesmo cada vez mais entusiasmado com a Ultrassonografia Intraparto com Doppler colorido, mas a avaliação do bem estar fetal começa em primeiro lugar pelo bem estar da mãe…
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?Assim, considero importante passar as seguintes informações
1??O ideal é que a gravidez seja planejada e que sejam tomadas medidas preventivas 3 meses antes de engravidar através do preparo físico, psíquico e nutricional
2??O pré-natal deve ser bem realizado com uma excelente relação entre a cliente e seu profissional responsável pelo pré-natal e parto. O preparo físico, psíquico e nutricional deve ser mantido
3??O planejamento para o parto deve ser fundamental. Considerar o local do parto, a equipe de assistência e seu preparo ao longo da gestação. Os profissionais que assistem os partos devem informar como trabalham e que métodos utilizam para avaliação do bem-estar fetal no trabalho de parto
4??O profissional utiliza a ausculta fetal intermitente?
Confie nele!!!
5??O profissional utiliza cardiotocografia?
Confie nele!!!
6??O profissional utiliza a ultrassonografia intraparto com Doppler?
Confie nele!!!
7??O profissional não utiliza nada para avaliação do bem estar fetal?
Não confie nele!!!
8??O parto é seu, escolha bons profissionais para o momento mais importante de nossas vidas, o nosso nascimento.
9??Mais importante do que avaliar a vitalidade fetal, é avaliar o feto como um todo, não apenas seus batimentos cardíacos e incluir uma adequada avaliação de sua materna, pois a mãe é o personagem principal do momento do parto.
1??0??Nenhuma máquina irá substituir a excelência do trabalho humano, principalmente em obstetrícia. Mas as tecnologias podem ajudar bastante sobretudo para aqueles profissionais que juntam a ciência, o bom senso e principalmente a humanização na assistência ao parto!!!
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#consultóriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010 #cardiotocografia#intrapartumultrasound


 

vitalidadefetal2

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Recente metanálise publicada na Cochrane, em abril de 2017, não encontrou evidência de benefício para o uso da Cardiotocografia (CTG) de admissão para mulheres de baixo risco na admissão no trabalho de parto
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?A probabilidade é que o CTG de admissão aumente a taxa de cesariana em cerca de 20%. Os dados carecem de poder para detectar possíveis diferenças importantes na mortalidade perinatal. No entanto, é improvável que qualquer ensaio, ou metanálise, será adequadamente capaz de detectar essas diferenças.
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?Os resultados desta revisão suportam recomendações de que o CTG de admissão não deve ser utilizada em mulheres com baixo risco de admissão no parto
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?As mulheres devem ser informadas de que a CTG de admissão está provavelmente associada a um aumento na incidência de cesariana sem evidência de benefício
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?A qualidade da evidência variou de moderada a muito baixa. Os quatro ensaios incluídos foram conduzidos em países desenvolvidos da Europa Ocidental. Um estudo adicional está em andamento.
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?A utilidade dos resultados desta revisão para os países em desenvolvimento dependerá das práticas de monitorização da frequência cardíaca fetal. No entanto, a ausência de benefício e provável dano associado à CTG de admissão terá relevância para os países onde as perguntas estão sendo feitas sobre o papel da CTG de admissão.
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?Futuros estudos avaliando os efeitos da admissão CTG deve considerar a inclusão de mulheres admitidas com sinais de trabalho e antes de um diagnóstico formal de trabalho. Isto incluiria uma coorte de mulheres que atualmente têm CTGs de admissão e não incluídas nos ensaios actuais.
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Farei um post sobre o que penso sobre avaliação do bem estar fetal, com um visão da medicina fetal, da obstetrícia clássica e da obstetrícia integrativa e funcional.
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#riomartradecenter3sala1010#consultóriodrglauciusnascimento #cardiotocografia#cardiotocography

Fotografias de Partos

    Seguem algumas fotos do trabalho do Dr. Glaucius Nascimento e sua equipe reveladas nas lentes de Petiz Fotografia. Observação: TODAS AS FOTOS FORAM AUTORIZADAS PELAS CLIENTES E TODA EQUIPE DE ASSISTÊNCIA.
eu e iza
Dr. Glaucius Nascimento e Dra. Izabelita Fonseca, uma amiga muito querida, que trabalha com o Dr. Glaucius há mais de 10 anos.
eu e polly
Dr. Glaucius Nascimento operando com a Dra. Pollyanna Soledade, outra colega de trabalho e amiga especial, ambos também atuam em ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia / medicina fetal
eu e ruy
Dr. Glaucius e Dr. Ruy de Deus, obstetra bastante experiente de Pernambuco, em mais um nascimento. Uma parceria muito próspera e promissora. Dr. Ruy de Deus é um exemplo de dedicação.
 
eu spinelli e felipe
Dois grandes amigos ao lado do Dr. Glaucius Nascimento. Dr. Hildebrando Spinelli, com quem já realizou inúmeros partos numa parceria de trabalho de mais de 5 anos, juntamente com o instrumentador cirúrgico e enfermeiro obstetra Luís Felipe.
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Dr. Glaucius trazendo mais uma vida ao mundo e no fundo o anestesista da sua equipe, Dr. Alexandre Dubeux
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Dr. Glaucius operando com outro experiente colega, o Dr. Carlos André Godoy
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Momento de mostrar o grande encontro entre mãe e filha
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Tradicional foto da família imediatamente após o parto
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Dra. Maria Maia, prestando assistência ao recém-nascido. Faz parte da equipe de neonatologia do Dr. Glaucius Nascimento e atende no Ciranda consultório pediátrico
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Dr. Glaucius Nascimento em mais um parto sendo observado atentamente pela Dra. Maria, neonatologista.
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Dr. Glaucius Nascimento e Dra. Simone Carvalho durante cesariana
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Quase Toda a equipe após Parto normal com trabalho de parto acompanhado por dois obstetras (Dr. Glaucius Nascimento e Dra. Cleone Novais) e avaliado por ultrassonografia intraparto
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Amamentação logo após o parto, uma emoção fantástica!!!
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Foto Superior: Equipe do Dr Glaucius Nascimento do Hospital Memorial Guararapes. Gílson Júnior (instrumentador cirúrgico), Izadora e Ana Paula (Enfermeiras), Edson Netto (Anestesiologista), Adriano (Pediatra / Neonatologista). Dr. Edson, Dr. Adriano e Gílson, além de amigos do Dr. Glaucius, trabalham com ele há vários anos e participaram daquela cesariana perimortem que teve repercussão internacional. Trabalhar com amigos e com muito Amor é fundamental para que milagres aconteçam com a graça de Deus. Foto Inferior: Equipe do Dr. Glaucius Nascimento, Dr. Hildebrando Spinelli (Obstetra) e Luís Felipe (Instrumentador e Enfermeiro Obstetra) em mais um nascimento humanizado .
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Dr. Glaucius, Dra. Sandriérika (grande amiga, obstetra) e Dra. Emanuela Sena. Dr. Glaucius é amigo de Dra. Emanuela Sena desde a época da residência médica em 2002, no Hospital das Clínicas de Pernambuco. Dra. Manu (como gosta de ser chamada) é muito querida, uma referência de neonatologista aqui em Recife.
     

Bioimpedância Tetrapolar na Gravidez

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J Matern Fetal Neonatal Med. 2017 Dec; 30 (23): 2824-2830. doi: 10.1080 / 14767058.2016.1265929. Epub 2016 14 de dezembro.

Alterações longitudinais e correlações da bioimpedância e medidas antropométricas na gravidez: ferramentas simples para para avaliar a evolução da gravidez

RESUMO

OBJETIVO:

O objetivo deste estudo foi avaliar as mudanças longitudinais da análise de bioimpedância em comparação com medidas antropométricas em mulheres grávidas de baixo risco recrutadas no primeiro trimestre e observar possíveis diferenças nesses índices em mulheres que desenvolveram gravidezes de alto risco.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Os índices de bioimpedância para os três trimestres de gravidezes foram calculados separadamente para as gravidezes sem intercorrências entre recém-nascidos> o 10º percentil. Essas descobertas foram comparadas com medidas antropométricas. Os dados das mulheres que desenvolveram distúrbios hipertensivos da gravidez (HAS) ou recém-nascidos pequenos para a idade gestacional (PIG)foram calculados e comparados.

RESULTADOS:

Observaram-se aumentos significativamente longitudinais nessas gestações para água corporal total (ACT), massa gorda livre, massa gorda e água extracelular.

Estes aumentos foram o índice de massa corporal (IMC), as dobras cutâneas e as medidas da cintura em paralelo.

As correlações entre esses dois conjuntos de achados foram ruins.

As mulheres que desenvolveram HAS com fetos PIG mostraram bioimpedância significativamente diferente de casos normais.

Os índices ACT foram significativamente diferentes desde o primeiro trimestre.

Nas gestações entregues aos recém-nascidos PIG, esses índices foram opostos aos valores observados em pacientes com HAS-PIG, a ACT nesses pacientes foi significativamente reduzido em comparação com gestações normais.

CONCLUSÕES:

impedância bioelétrica é uma maneira rápida, simples e não invasiva de avaliar o conteúdo ACT na gravidez . Nossos achados estão de acordo com a hipótese de que a bioimpedância pode ajudar a identificar pacientes com gestação precoce com risco de desenvolver diferentes fenótipos clínicos de doença hipertensiva da gravidez e fetos PIG.

PALAVRAS-CHAVE:

Gravidez ; PIG; bioimpedância; distúrbios hipertensivos; água corporal total

DOI: 10.1080 / 14767058.2016.1265929


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E mais um estudo agora em 2017 sobre bioimpedância na gravidez realizado nos três trimestres de gravidez
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?A relação entre composições maternas e peso ao nascer não foi definida. Massa gorda (MG) e massa livre de gordura (MLG) podem refletir com precisão as composições de gordura corporal materna e foram consideradas como melhores preditores de peso ao nascer
?Apesar do seu papel potencial, nenhum estudo descreveu as composições maternas durante a gravidez em mulheres do Leste Asiático
?Foi investigada a correlação entre o peso ao nascer e a composição corporal materna, incluindo MG e MLG
?O trabalhou teve como principais objetivos determinar se o peso ao nascer está associado à MG e MLG durante a gravidez e, em caso afirmativo, qual trimestre e parâmetro é mais crítico na determinação do peso ao nascer
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?Metodologia
?Estudo prospectivo observacional longitudinal realizado, 348, 481 e 321 mulheres não-diabéticas chinesas, durante as consultas de pré-natal em seu primeiro, segundo e terceiro trimestres
?A composição corporal materna foi medida utilizando-se a análise de bioimpedância bioelétrica
?Foram coletados dados do índice de massa corporal pré-gravidez (IMC), IMC materno, ganho de peso gestacional (GPG) e placentário e peso ao nascer
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?Resultados
?Existe uma correlação significativa entre MLG materna na gravidez, peso placentário, GPG no parto e peso ao nascer (P <0,05)
?Na análise de regressão linear múltipla, a MLG foi o fator mais importante associado ao peso ao nascer
?Após o ajuste, houve associação significativa com 2,47 vezes o aumento do risco de peso ao nascer superior a 4 kg quando MLG ? 40,76 kg (Quartil superior dos participantes)
?O aumento da idade materna tornou-se um fator protetor (OR = 0,69), enquanto o aumento do IMC pré-gravidez (OR = 1,50) permaneceu preditor de peso ao nascer superior a 4 kg
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?Conclusões:
?A mudança da MLG materna durante a gravidez afeta independentemente o peso ao nascer
?Os achados confirmam a relação complexa entre peso ao nascer e fatores maternos
?A MLG materna em todo o processo de gestação foi associada independentemente ao aumento do peso ao nascer após o controle de outras variáveis explicativas
?Esses achados fornecem mais evidências de que a MLG materna, mas não a MG, pode ser importante na programação do crescimento do peso fetal intra-uterino
?As intervenções destinadas a reduzir a MG durante a gravidez para as mulheres não-diabéticas não podem impedir os bebês grandes para a idade gestacional (GIG)


?A conclusão destaca a viabilidade de intervenções para melhorar o peso ao nascer e diminuir as complicações obstétricas
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Estudo publicado em 2012, na Malásia, analisou 159 gestantes saudáveis no segundo e terceiro trimestres sendo submetidas à realização de bioimpedância para avaliação da gordura total corporal, além de exames séricos e do dano ao DNA

? Quando comparadas ao segundo semestre, as gestantes do estudo apresentaram elevação estatisticamente significante da gordura corpórea total, do colesterol total, triglicerídeos, LDL, dano ao DNA e da capacidade antioxidante total, mas com baixos níveis de HDL.

? Adiposidade materna e perfil lipídico foram positivamente correlacionados com dano ao DNA no segundo e terceiro trimestre

? Houve correlação positiva e significativa entre triglicerídeos e capacidade antioxidante em ambos períodos indicando ação compensatória contra o aumento do estresse oxidativo

? A gravidez normal está associada com modificações no metabolismo lipídico e no status antioxidante e pro-oxidante. Dislipidemia esteve associada ao estresse oxidativo com o decorrer da idade gestacional.

? Dislipidemia materna associada ao estresse oxidativo deve ter consequências negativas para a saúde

? A alta ingestão de nutrientes com compacidade antioxidante é recomendada na para manter um bom balanço antioxidante na gravidez.

? OBS: Não houve nenhum problema relacionado à realização de bioimpedância na gravidez no presente estudo.

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Há 20 anos, um estudo no Brasil já identificou a importância da bioimpedância na avaliação da composição corporal de gestantes
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?A bioimpedância quando executiva em um bom aparelho, que emita um laudo específico contendo percentual de gordura, massa magra, água corpórea total e gordura visceral pode ser uma importante ferramenta no acompanhamento de gravidezes de baixo e alto risco
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#riomartradecenter3sala1010#consultóriodrglauciusnascimento#bioeletricalimpedance #bioimpedância#bioimpedâncianagravidez


 

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?Enfim, em primeiro lugar parabéns pela cliente determinada e em acompanhamento multidisciplinar que hoje clinicamente está muito bem e que me surpreendeu com estes resultados. Não está fazendo uso de remédios controlados para depressão, melhorou sua saúde e está indo muito bem graças a Deus
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?Acompanhada aqui em Recife por mim e por Geraldo Amorim e Georges Almeida
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Não tenho dúvidas de que esta avaliação da composição corporal por bioimpedância foi muito positiva para ela. Muito feliz em praticar uma medicina com excelentes recursos tecnológicos que ainda reforça o cuidado INTEGRAL da saúde. Não faz sentido deixar de avaliar da melhor maneira a composição da composição corporal no período que ela mais se modifica
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#nutrologia #obstetriciaintergativa#obstetriciafuncional #medicinaintegrativa#riomartradecenter3sala1010#consultoriodrglauciusnascimento#bioimpedancianagravidez #bioelectricalimpedance


 

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Mais um trabalho sobre bioimpedância na gravidez publicado em 2014 na Revista Obstetric Medicine
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??A obesidade materna é um fator de risco bem estabelecido para o diabetes gestacional, mas não se sabe se o padrão de distribuição de gordura materna prevê resultados adversos da gravidez.
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??A composição corporal foi avaliada por bioimpedância utilizando Inbody 720 em 302 gestantes obesas consecutivas atendidas em uma clínica de controle de peso. Avaliou-se a relação massa gorda visceral e percentagem total de gordura corporal com o desenvolvimento de diabetes gestacional e desfechos perinatais
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??Resultados:
??As mulheres que desenvolveram diabetes gestacional (Grupo 1; n= 72) foram mais velhas, apresentaram maiores índices de massa corporal e maior obesidade central (razão cintura / quadril, massa gorda visceral) em comparação com aquelas que permaneceram normoglicêmicas
?? A massa gorda visceral, mas não o percentual de gordura corporal, correlacionou-se com a glicemia de jejum em todos os pacientes (p<,001) e particularmente no Grupo 1 (p = 0,002)
??A massa gorda visceral, mas não o percentual de gordura corporal, também correlacionou fortemente com a glicemia, particularmente no Grupo 1 ( p< 0,0001)
??A massa gorda visceral mostrou também uma correlação fraca mas significativa com o peso do bebê (p = 0,01)
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??A obesidade central, avaliada pela relação cintura / quadril na gravidez precoce e particularmente pela massa de gordura visceral, é um preditor de diabetes gestacional além de fatores de risco clássicos e pode ajudar a identificar aqueles pacientes obesos com maior risco de complicações.
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MAIS UM TRABALHO QUE EVIDENCIA A IMPORTÂNCIA DA BIOIMPEDÂNCIA NA AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL NA GRAVIDEZ. Não dá pra ficar avaliando a composição corporal materna na gravidez apenas pelo peso!
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#consultoriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010 #medicinaintegrativa#ginecologiaintegrativa #obstetriciaintegrativa#ultrassonografia #medicinafetal #fetalmedicine#ultrasound #bioimpedancianagravidez#eletricalbioimpedance


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As duas mulheres na foto acima apresentam o mesmo IMC e Peso, porém com composição corporal completamente diferente. Uma possui 3Kg e massa magra a mais e 3Kg de massa gorda a menos, estando visivelmente mais saudável que a outra
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?Dependendo do cuidado uma pode melhorar a composição que a outra na gravidez. Isto irá depender da própria gestante, de seus hábitos alimentares e de atividade física e pode ser avaliado e modificado de forma mais adequada por médico obstetra, nutrólogo, nutricionista ou profissional de educação física
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Tenho observado rotineiramente a importância deste exame no pré-natal. Tenho a balança há algum tempo, mas apenas depois de ler diversos artigos na literatura (hoje já existem 65 artigos com os untermos bioimpedância e gravidez) percebi que não posso deixar de oferecer este exame para as minhas clientes ou mesmo beneficiar outras gestantes e demais colegas com uma nova visão, ao meu ver mais atualizada sobre avaliação da composição corporal na gravidez
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Fica difícil orientar o ganho ou redução do peso na gestação sem saber especificamente se houve alteração na massa magra, na massa gorda ou mesmo na quantidade de água corporal
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Não há trabalhos na literatura que evidenciem risco fetal com o uso da bioimpedância na gravidez. O risco de não avaliar a composição de forma adequada é muito maior
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Se não há curvas de normalidades ainda, não inviabiliza a realização do método, posto que pode-se comparar os parâmetros da bioimpedância com a própria cliente. E com a avaliação rotineira é possível criar sua curva de aprendizado com a sua própria população de gestantes
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Não faz sentido deixar de avaliar a composição corporal de forma adequada no período em que ele mais se modifica, na gravidez
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Não faz sentido em 2017 ficar avaliando a composição corporal das gestantes de forma isolada com peso e/ou IMC! E também se faz necessário um método que não seja operador dependente e que avalie a quantidade de água corporal total
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#consultoriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010 #fetalmedicine#ultrasound #bioimpedancianagravidez

 


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Muito bom encontrar mais um artigo sobre bioimpedância na gravidez, desta vez no primeiro trimestre, como ferramenta no rastreamento de pré-eclâmpsia e restrição de crescimento!
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Objetivo: Testar se a hemodinâmica materna e a bioimpedância, juntamente com a Triagem Combinada (história materna, marcadores biofísicos e bioquímicos), são capazes de identificar gestantes normotensas não obesas com risco de pré-eclâmpsia (PE) e / ou de crescimento intra-uterino restrito (CIUR) no primeiro trimestre de gestação (1T)
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Método: 150 mulheres nulíparas não obesas saudáveis ??(IMC < 30) foram incluídas no estudo no 1T e submetidas a monitorização hemodinâmica não invasiva (MHNI) para detecção de parâmetros hemodinâmicos, bioimpedência para caracterizar a composição corporal e triagem combinada para PE (história materna, biofísica e marcadores bioquímicos maternos). Os pacientes foram seguidos até o termo notando a aparência de PE e / ou CIUR
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Resultados:
?138 pacientes tiveram uma gravidez sem intercorrências (Controles), 12 pacientes (8%) desenvolveram complicações (Casos)
?MHNI mostrou em casos versus controles um menor Índice de Inotropia (1,56 ± 0,38 vs 1,91 ± 0,32, p <0,001) e maior Resistência Vascular Total (1279,8 ± 166,4 vs 1061,4 ± 179,5, p <0,001)
?A Bioimpedância mostrou em Casos versus Controles menor Água Total do Corpo (53,7 ± 3,3 vs 57,2 ± 5,6, p <0,037)
?O rastreio combinado foi positivo em 8% dos doentes em Controles e 50% nos Casos (p <0,01)
?Após a identificação do valor de corte para MHNI e parâmetros de Bioimpedência,
?A análise de regressão logística multivariada mostrou índice inotrópico (derivado pela MHNI)
?Massa Gorda (derivada da bioimpedência) e a triagem combinada como preditores independentes de complicações na gravidez
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Conclusões. A triagem combinada, bioimpedância e MHNI podem identificar marcador precoce de uma adaptação cardiovascular prejudicada e composição corporal, levando a possíveis complicações no terceiro trimestre
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#consultoriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010 #medicinaintegrativa#ginecologiaintegrativa #obstetriciaintegrativa#ultrassonografia #medicinafetal #fetalmedicine#ultrasound #bioimpedancia


 

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2??0??1??7??começando e eu finalmente concluí minha aula sobre bioimpedância na gestação
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??Quase 100 slides com 8 artigos de revistas científicas e duas dissertações de mestrado foram mais que suficientes para resumir a importância da avaliação da composição corporal materna através da bioimpedância
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??Os trabalhos são unânimes em afirmar que se trata de um método seguro, confiável, rápido, não operador dependente e que pode fornecer informações importantes como a água corpórea total, percentual de gordura e de massa magra
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??Avaliar a composição corporal da gestante apenas com o peso ou índice de massa corpórea (IMC) não parece ser a ferramenta ideal, a medicina avançou o suficiente para oferecer às gestantes opções mais adequadas e personalizadas
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??Considero o exame de bioimpedância tão ou mais importante quanto algumas avaliações laboratoriais realizadas de rotina
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??Precisamos ter atenção às modificações da composição corporal das mulheres, principalmente no período onde estas modificações são mais acentuadas, ou seja, na gravidez e no puerpério (após o parto). Obviamente não dá pra avaliar o laudo de uma bioimpedância sem correlacionar com dados clínicos, laboratoriais e até mesmo ultrassonográficos, afinal, o exame não pode ser banalizado, trata-se de uma ferramenta suplementar na propedêutica pré-natal
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#consultoriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010 #medicinaintegrativa#ginecologiaintegrativa #obstetriciaintegrativa#bioimpedancia #obstetriciafuncional

 


 

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A primeira pergunta é fácil de encontrar na literatura e responder e na dependência do peso
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??Mulheres com baixo peso no início da gravidez (IMC <18,5 kg / m2) devem ter como objetivo ganhar 12,5-18 kg,
??Mulheres com peso normal no início da gestação IMC 18,5-24,9 kg / m2) deve visar o ganho de 11,5-16 kg,
??Mulheres com excesso de peso (ou seja, BMI 25-29,9 kg / m2) deve ganhar 7-11,5 kg,
??Mulheres obesas (ou seja, IMC> 30 kg / deve ganhar 5-9 kg
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Já a segunda pergunta , só iremos responder quando nos dedicarmos ao estudo da composição corporal da gestante ao longo do tempo da gravidez e puerpério
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 É completamente diferente um homem obeso com 1,8m e 100Kg e outro musculoso com os mesmos 1,8m e 100Kg. Há muito tempo, o peso não é um parâmetro isolado adequado para avaliar a composição corporal. De maneira semelhante duas grávidas na 28a. semana de gestação, de 1,60m e com 70kg podem ser completamente diferentes, uma saudável e outra não-saudável
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Precisamos estudar mais a composição corporal e suas modificações ao longo da gravidez. Até o presente momento não conhecemos estudos com evidências de efeitos deletérios da bioimpedância tetrapolar, algumas inclusive funcionam com pilhas pequenas alcalinas e são capazes de fornecer as seguintes variáveis como:
??Percentual de gordura total e segmentar (por cada membro, tórax e abdome)
??Percentual de massa magra total e segmentar
??Água corpórea total
??Taxa metabólica basal
??Índice de Gordura visceral
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Será que acompanhar estas modificações na gravidez não seria interessante ao invés de apenas avaliar o peso isoladamente? Alguns estudos evidenciam a importância da bioimpedância em gravidezes de risco, sobretudo em mulheres obesas, hipertensas, diabéticas, situações nas quais uma maior vigilância com a composição corporal é fundamental
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?? Não podemos privar as mulheres de reconhecerem detalhadamente a sua composição corporal no momento que tal composição é extremamente modificado como no ciclo gravídico-puerperal
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#medicinaintegrativa #bioimpedancia#alimentacaosaudavel #obstetriciaintegrativa#composicaocorporal #atividadefisicanagestacao#consultoriodrglauciusnascimento

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??O objetivo deste estudo foi avaliar as alterações longitudinais (o longo do tempo) da análise de bioimpedância comparadas com as medidas antropométricas em gestantes de baixo risco recrutadas no primeiro trimestre e observar possíveis diferenças nesses índices em mulheres que desenvolveram gestações de alto risco
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??Os índices de bioimpedância, para os três trimestres de gestações, foram calculados separadamente para gestações sem intercorrências entre recém-nascidos > 10º percentil do peso
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??Estes achados foram comparados com medidas antropométricas. Foram calculados e comparados dados de mulheres que desenvolveram distúrbios hipertensivos da gravidez (DHG) ou recém-nascidos com restrição do crescimento intrauterino (RCIU)
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??Observaram-se aumentos longitudinais significativos nestas gravidezes para Água Total de Corpo (TBW), Massa Gorda Livre, Massa Gorda e Água Extracelular. Estes aumentos foram comparados com o Índice de Massa Corporal, dobras cutâneas e medidas da cintura
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??As mulheres que desenvolveram DHG com fetos adequados para a idade gestacional (AIG) apresentaram bioimpedância significativamente diferente de casos normais. Os índices Água Corpórea Total (ACT) foram significativamente diferentes desde o primeiro trimestre. Nas gestações de recém-nascidos com RCIU, estes índices foram opostos aos valores observados em pacientes com DHG-AIG, sendo que ACT nestes pacientes foi significativamente reduzido em comparação com gestações normais
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??Conclusões: a bioimpedância elétrica é uma maneira rápida, simples e não-invasiva de avaliar o conteúdo de ACT na gravidez. Os achados estão de acordo com a hipótese de que a bioimpedância pode ajudar a identificar precocemente os pacientes de gestação em risco de desenvolver diferentes fenótipos clínicos de doença hipertensiva da gravidez e fetos com RCIU


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Como faço para me tornar uma cliente do Consultório Dr. Glaucius Nascimento, quais os tipos de atendimentos, tipos de consultas, atende quais planos de saúde, quais os horários de atendimento ?

Você pode preferencialmente enviar uma mensagem de Whatsapp para o telefone (81) 99951-3929 (apenas WhatsApp) ou ligar para o telefone (81) 4141-7374 no horário do expediente administrativo (9-12h e 13-18h, exceto quarta-feira)

Salienta-se, caso haja alguma desistência ou impossibilidade de comparecimento, comunique assim que possível através dos nossos contatos. Tal conduta permite o atendimento de outra(o) cliente e otimiza a sua remarcação de consulta.

Dispomos das seguintes especialidades médicas e tipos de Atendimento

* Glaucius Cassiano do Nascimento

– Ginecologista e Obstetra (Particular, Planos de Saúde Amil, Bradesco e UNIMED)

– Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia / Medicina Fetal (Particular) – Subespecialidade da Ginecologia e Obstetrícia.

Horários de funcionamento do consultório:

Expediente Administrativo:
Segunda a quinta-feira: 08h00min-18h.
Sexta-feira: 08h00min-18h.

Agenda da Equipe Médica

* Dr. Glaucius Nascimento (Ginecologia, Obstetrícia, Nutrologia Feminina, Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia / Medicina Fetal).
– Segunda, Quarta tarde/noite a partir de 13-20h (Atendimento Particular e Convênios para Ginecologia, Obstetrícia e Ultrassonografia) e sexta-feira a partir das 8h.

– Terça tarde, Quinta-feira e Sexta-feira à  tarde/noite a partir de 13h (Atendimento Particular – todas as consultas em Ginecologia, Obstetrícia e Ultrassonografia).

Horários agendados com possibilidade de atraso devido às particularidades de cada caso.

– Exames realizados no consultório:

  •  Ultrassonografias:
    • Obstétricas (inicial, do colo uterino, morfológica do primeiro e do segundo trimestre, com Doppler colorido, 3D/4D, obstétrica habitual);
    •  Pélvica / Transvaginal com Doppler colorido, para avaliação da reserva ovariana e da ovulação,  para inserção e avaliação de DIU;
    • Mamária;
    • Tireoide, Abdome Superior, Abdome Total;
  • Colposcopia e coleta da colpocitologia oncótica (preventivo do colo do útero).

Ofereço um atendimento integrativo e funcional, em que a paciente é um todo e não o conjunto de órgãos isolados.

Por isso, prezo pela qualidade do atendimento ao invés da quantidade.

Atenciosamente,

Dr. Glaucius Nascimento.

SEGUE ABAIXO UM ESCLARECIMENTO QUE FAÇO A TODAS MINHAS CLIENTES, SEJAM USUÁRIAS DE PLANO DE SAÚDE (OU NÃO) E QUE FOI ENVIADO AOS PLANOS DE SAÚDE QUE ATENDO:

Sou credenciado a três planos de saúde: AMIL, BRADESCO e UNIMED e atendo três dias na semana: segundas e quartas à tarde / início da noite (13-19h30min) e sextas manhã (8-13h). Nos outros turnos, meu atendimento é exclusivamente particular. 

Ressalto que não me proponho a atender a maior quantidade de pacientes, eu não escolhi medicina para ter o consultório lotado em número de pacientes, mas em histórias positivas entre médico e pacientes. Eu verdadeiramente quero que as pessoas conheçam e acreditem numa nova forma de pensar, de atender, de usar os meus conhecimentos de ultrassonografia e medicina fetal nas consultas de pré-natal (e nos partos) ou mesmo nas consultas de ginecologia. Por isso, meu consultório possui equipamento de ultrassonografia com Doppler colorido e 3D/4D/5D, além de equipamento de colposcopia e bioimpedância, porém, não sou credenciado a nenhum plano de saúde para a realização destes procedimentos. Acredito na Ginecologia Integrativa e Funcional, onde o ginecologista e obstetra enxerga a cliente como um todo e não o conjunto de órgãos ginecológicos isolados.

De acordo com as orientações das principais autoridades de saúde pública nacionais e internacionais a paciente só pode ser consultada com as seguintes condições:

  • Não apresentar sintomas e síndrome gripal como tosse, falta de ar, febre, dor de garganta, calafrio, congestão nasal, falta de apetite, perda do paladar e do olfato nos últimos 14 dias.
  • Não ter viajado para fora do país nos últimos 14 dias ou fora do estado nos últimos 7 dias
  • Não ter contatado pessoas sabidamente com os sintomas supracitados, suspeitos ou portadores da infecção do novo coronavírus nos últimos 14 dias.
  • Possuir apenas 1 acompanhante sem as condições acima listadas.

                Também estou oferecendo atendimento de ginecologia e obstetrícia online, apesar de algumas limitações da consulta não-presencial, tenho um feedback bastante positivo de minhas pacientes. É excelente para pessoas de outros países, de outros estados do Brasil ou do interior de Pernambuco. Não faço este tipo de acompanhamento via plano de saúde.


Por que tem vaga de  atendimento particular e não tem vaga de atendimento por convênio ?

Porque a demanda de atendimento particular ainda é menor do que a demanda de atendimento de clientes usuárias de planos de saúde. Porque além de atender clientes com os planos de saúde Amil, Bradesco ou Unimed, atendo usuárias dos outros planos de saúde em caráter particular. Porque gestantes já em atendimento comigo, muitas inclusive portadoras de gestações de alto risco têm prioridade na marcação durante os nove meses (40 semanas), assim preciso deixar as vagas abertas para as gestantes que acompanho.


Cliente antiga tem prioridade na marcação?

Sim, principalmente as que já se encontram em acompanhamento. Não é justo com quem já é acompanhada por mim, principalmente alguns casos delicados (ou mesmo de rotina), perder o acompanhamento com clientes que ainda irão me conhecer e avaliar se vale a pena este acompanhamento comigo.

Quero ser paciente do Dr. Glaucius pelo plano de saúde e não consigo marcar. Como faço?

Infelizmente, se quiser o atendimento pelo plano de saúde deve aguardar surgir vaga ou procurar outro médico credenciado com o seu plano de saúde e que disponha de vagas. Eu trabalho com o Dr. Ruy de Deus, este profissional tem agenda ampla e mais facilidade na marcação de consultas, atende todos os convênios que possuo e é de minha total confiança. O telefone do consultório dele é o (81) 3222-6241, 3221-2992 ou 99649-9320. O endereço do seu consultório é :  Rua Dom Sebastião Leme, 120 no bairro Graças em Recife, PE. Ressalto que o PARECER CREMERN º 005/2010 também estabelece que paciente portador de plano de saúde pode optar por quitar a consulta na agenda de particulares ao enxergar a possibilidade de ser atendido de forma mais rápida. Outros parceiros você encontra no www.drglaucius.com.br/parceiros .

Isso é um, absurdo! Dr. Glaucius deveria ter vagas para atender a todos que o procuram.

Desculpa, mas eu não vou conseguir atender a todos que desejam o meu atendimento, isso no momento é humanamente impossível. Por isso me dedico nas redes sociais para levar várias informações que julgo de qualidade e ajudar o maior número de pessoas, sem cobrar nada por isso. Eu tenho certeza de que o plano de Saúde referenciará um excelente profissional para lhe acompanhar.

Se a demanda de convênio é maior que particular, por que Dr. Glaucius não abre mais vagas para clientes de convênio?

Meu interesse como já escrevi não é quantidade, é qualidade. Minhas consultas são mais demoradas do que as consultas usuais de plano de saúde. Sou referência em gestações de alto risco, talvez um dos poucos especialistas em medicina fetal em Pernambuco que realizam acompanhamento obstétrico pré-natal. Se eu aumentar a quantidade, vou diminuir a qualidade e expor minhas clientes a riscos desnecessários. E como disponho de equipamento de ultrassonografia, utilizo os outros turnos de atendimento para realização de consultas e exames de ultrassonografia, além de atender outras pessoas em geral que não são credenciadas com os planos que atendo e que precisam e valorizam o meu atendimento.

Eu possuo um plano de saúde que Dr. Glaucius atende, se tem vaga para atendimento particular na terça e na quinta-feira por que não posso ser encaixada neste dia?

Não é ético, nem recomendado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), misturar no mesmo turno de atendimento da mesma especialidade consultas particulares e de plano de saúde. Sigo as recomendações do CFM informando aos planos de saúde que dias de terça e quinta meu atendimento é exclusivamente particular. Aliás, os dias de atendimento já são informados no site através do endereço https://drglaucius.com.br/convenios/ bem como o funcionamento do meu consultório no site https://drglaucius.com.br/sejanossacliente/. Sigo as recomendações do PARECER CREMERN º 005/2010 que estabelece que o médico tem o direito, dentro de seu próprio consultório, de estabelecer horários distintos para atendimento de pacientes particulares e de convênio.

Se Dr. Glaucius não tem vagas para novas pacientes, por que não se descredencia dos planos de saúde?

Considero que atendo um número considerável de clientes quer seja através de planos de saúde ou mesmo particular. Meu prontuário eletrônico já conta com mais de 5000 pacientes que já foram atendidas por mim, nos últimos 9 anos.

Vou denunciar ao plano de saúde esta atitude, continuo achando que ele deve ser obrigado a atender todos os usuários de planos de saúde que o procuram!

Fique à vontade, este texto já foi enviado aos convênios que sou credenciado. Eu presto serviço aos planos de saúde mediante um contrato, mas sou um profissional liberal como outros profissionais de saúde como por exemplo: psicólogos, odontólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas e profissionais de educação física. Quando você não consegue atendimento com determinados profissionais de saúde (ou de outras áreas) você denuncia ao plano de saúde? Tenho a consciência tranquila de oferecer um bom serviço (com alta tecnologia, boa capacidade técnica e atendimento humanizado) por um preço justo e para uma população que já conhece o meu trabalho. Sinto-me um médico realizado, o máximo que pode acontecer com essas denúncias é o convênio me descredenciar. Tenho plena convicção que faço o meu melhor e para uma boa parcela de clientes. Mas as normas do funcionamento do meu consultório quem define sou eu, não os planos de saúde. 

Pago muito caro plano de saúde, não acho justo pagar por atendimento particular de médico

Eu lhe entendo, até porque eu também pago caro plano de saúde, já que possuo quatro dependentes (esposa e três filhos) e muitas vezes procuro colegas médicos que atendem plano de saúde, como eventualmente faço questão de pagar por um bom atendimento médico, odontológico, psicológico, fisioterápico ou de nutricionista, por exemplo. E quando não consigo atendimento de determinado profissional, busco outro de qualidade ou pago particular se achar que é necessário este atendimento. Existem excelentes e maus profissionais de saúde atendendo por planos de saúde (e com agendas livres) ou particular. Da mesma forma que escolho tais profissionais, acho que você também pode escolher. 

Continuo achando errado essa forma de marcação, a forma de funcionamento do consultório do Dr. Glaucius Nascimento. 

Acredite, eu também lhe entendo e respeito. Não é nada pessoal, apenas sigo uma metodologia que procura atender as pessoas com qualidade. E se você já desconfia da minha idoneidade já na marcação das consultas, talvez não faremos uma boa relação médico-paciente. Não vale a pena atender alguém quando não existe confiança mútua. Torço para que você encontre algum profissional que lhe atenda conforme a sua necessidade. 

Se Dr. Glaucius já tem uma boa demanda de atendimentos particulares, por que não deixa de atender convênios?

Porque eu não atendo diretamente convênios, eu atendo PESSOAS, independente de serem usuárias de planos de saúde ou não, inclusive faço questão de me manter credenciado aos planos de saúde para atender diversas pessoas que já me procuram há vários anos e valorizam o meu trabalho. É por elas, por diversas histórias inesquecíveis de pessoas que marcaram minha carreira médica, que insisto em continuar melhorando progressivamente. 

Eu sinceramente espero que respeitem o trabalho que procuro realizar diuturnamente. Não vou diminuir o entusiasmo do meu trabalho por conta de  críticas de pessoas que sequer me conhecem, ao contrário, quanto mais me criticarem, mais buscarei melhorar e aprimorar para as pessoas que me conhecem, valorizam e precisam do meu atendimento. 

Termino este texto informando trechos do Código de Ética Médica:

O médico tem o direito a:

-Exercer sua profissão com autonomia, sem sofrer qualquer tipo de discriminação, e ter liberdade e independência para indicar e praticar os atos médicos necessários e os mais adequados e benéficos para os seus pacientes, para a comunidade ou para atender à Justiça;

-Ser tratado dignamente e com apreço e consideração pela sociedade;

-Receber remuneração digna e justa pelo seu trabalho, seja na forma de salário ou de honorários.

O médico tem o dever de:

-Lutar pelo perfeito desempenho ético da medicina, pelo prestígio e bom conceito da profissão, aprimorando continuamente seus conhecimentos científicos em benefício dos pacientes, da prática e do ensino médicos;

-Exercer a medicina com ampla autonomia, evitando que quaisquer restrições ou imposições possam prejudicar a eficácia e correção do seu trabalho;

-Evitar que a medicina seja exercida como comércio e que o seu trabalho seja explorado por terceiros, com objetivo de lucro ou finalidade política ou religiosa, prestando especial atenção ao seu trabalho em instituições intermediadoras do trabalho médico, sobretudo naquelas, condenáveis, que estão a serviço do lucro nas medicinas de grupo.

Amenorreia

Amenorreia

Cristina Laguna Benetti-Pinto Jose? Maria Soares Ju?nior e Daniela Angerame Yela

Extraído com algumas alterações de:  Benetti-Pinto CL, Soares Ju?nior JM, Yela DA. Sa?o Paulo: Federac?a?o Brasileira das Associac?o?es de Ginecologia e Obstetri?cia (FEBRASGO); 2018. (Protocolo FEBRASGO – Ginecologia, no. 38/Comissa?o Nacional Especializada em Ginecologia Endo?crina).

Conceito

Amenorreia e? um sintoma caracterizado pela ause?ncia de menstruac?a?o. Pode-se referir que a amenorreia, em mulheres sem uso de medicamento hormonal e na ause?ncia de gestac?a?o e lactac?a?o, e? indicativa de uma disfunc?a?o; e o tratamento so? sera? adequado com o diagno?stico etiolo?gico correto. Pode ser classificada em prima?ria ou secunda?ria para descrever, respectivamente, a ause?ncia de menstruac?a?o sem a ocorre?ncia de menarca ou apo?s a menarca.

Quando investigar a amenorreia?

  • quando a menarca na?o ocorreu aos 15 anos de idade em meninas com caracteres sexuais secunda?rios presentes;
  • se a menarca na?o ocorreu 5 anos apo?s o ini?cio do desenvolvimento das mamas, se isto se deu antes dos 10 anos de idade;
  • nas meninas em que, aos 13 anos de idade, seja observada completa ause?ncia de caracteres sexuais secunda?rios.

 

Algumas situac?o?es que devem ser particularizadas:

  • presenc?a de caracteri?sticas sexuais secunda?rias antes dos 15 anos e ause?ncia de menstruac?a?o, pore?m com dor pe?lvica ci?clica: iniciar investigac?a?o devido ao risco de obstruc?a?o do trato genital;
  • presenc?a de alterac?a?o dos o?rga?os genitais ou de estigmas gene?ticos sugestivos (ex.: si?ndrome de Turner): iniciar a investigac?a?o independentemente da idade;
  • quando a menarca ja? ocorreu, a ause?ncia de menstruac?a?o e? denominada amenorreia secunda?ria e deve ser investigada quando a menstruac?a?o na?o ocorre por 3 meses ou quando ocorrerem menos de nove menstruac?o?es em um ano.

Ao constatar que gestac?a?o, amamentac?a?o, amenorreia induzida por medicac?a?o e casos de ambiguidade sexual esta?o exclui?dos, algumas particularidades auxiliam nessa investigac?a?o.

  • Presenc?a ou ause?ncia de caracteres sexuais secunda?rios? Desenvolvimento inadequado sugere deficie?ncia de estradiol; ause?ncia ou escassez de pêlos, principalmente com mamas normodesenvolvidas, sugere deficie?ncia de receptores androge?nicos.
  • Crescimento estatural adequado? Retardo no crescimento pode associar-se a? si?ndrome de Turner ou, menos frequentemente, a? deficie?ncia de growth hormone – GH.
  • Estresse, alterac?a?o de peso, alterac?a?o de ha?bitos alimentares e atividade fi?sica, presenc?a de doenc?as cro?nicas? Essas manifestac?o?es podem associar-se a? amenorreia hipotala?mica ou hipofisa?ria.
  • Presenc?a de dor pe?lvica ci?clica (co?lica) de cara?ter progressivo, associada a? amenorreia prima?ria? Nesta situac?a?o, com hormo?nios normais e u?tero funcionante, pode haver obstruc?a?o do fluxo menstrual.
  • Fogachos, secura vaginal? Sugere hipoestrogenismo, pore?m sa?o mais presentes na amenorreia secunda?ria.
  • Sinais e sintomas de hiperandrogenismo (acne, hirsutismo, virilizac?a?o)? Essas manifestac?o?es podem relacionar-se a? anovulac?a?o hiperandroge?nica, como na si?ndrome dos ova?rios polici?sticos, na hiperplasia adrenal conge?nita.
  • Secrec?a?o nas mamas? Galactorreia sugere hiperprolactinemia.
  • Ause?ncia da menstruac?a?o po?s-parto? Especialmente com a caracterizac?a?o de agalactia, pode sugerir si?ndrome de Sheehan.

 

Exame fi?sico

•    Altura, peso, i?ndice de massa corporal: na si?ndrome de Turner ou na si?ndrome de insensibilidade androge?nica completa, a estatura baixa ou alta, respectivamente, pode fazer parte das caracteri?sticas sugestivas da doenc?a. Obesidade e desnutric?a?o ou perda ra?pida de peso podem estar associadas a alterac?o?es do padra?o menstrual.

  • Esta?gio de desenvolvimento dos caracteres sexuais secunda?rios (esta?gios de Tanner).
  • Presenc?a de estigmas gene?ticos.
  • Envergadura: considerada normal quando igual ou ate? 2 cm maior do que a estatura do indivi?duo. Alterada pode indicar alguns estados de hipogonadismo.

  • Na presenc?a de hirsutismo, classificar de acordo com o i?ndice de Ferriman-Gallwey.
  • Exame genital: o diagno?stico de hi?men imperfurado pode ser feito pela inspec?a?o; ja? o diagno?stico de vagina curta, pela introduc?a?o de cotonete ou de histero?metro pela abertura himenal. No exame, avaliar sinais de atrofia genital. Em pacientes que ja? iniciaram vida sexual, o especular pode auxiliar na avaliac?a?o de outras maalformac?o?es vaginais e de colo, e o toque bimanual, na avaliac?a?o dos o?rga?os pe?lvicos.

Avaliac?a?o laboratorial

  • Dosagens se?ricas de hormo?nio foliculotro?fico ou foli?culo-estimulante – FSH e prolactina.
  • Quando houver suspeita de disfunc?a?o tireoidiana, incluir TSH e T4 livre. Atualmente, e? menos frequente que as disfunc?o?es tiroidianas se apresentem associadas a? amenorreia, uma vez que, com o diagno?stico mais precoce de tais disfunc?o?es, as ocorre?ncias no ciclo menstrual tendem a ser mais leves, manifestando-se como ciclos longos.

Exame de imagem

• Ultrassonografia pe?lvica transvaginal ou por via abdominal em mulheres que na?o iniciaram atividade sexual. Particularmente importante nas amenorreias prima?rias, quando pode mostrar ause?ncia do u?tero, ale?m de permitir a identificac?a?o de malformac?o?es uterinas ou obstruc?o?es ao fluxo menstrual. Nas amenorreias secunda?rias, o resultado e? utilizado como condic?a?o para o diagno?stico de si?ndrome dos ova?rios polici?sticos.

• Ressona?ncia magne?tica em casos particulares. Para avaliac?a?o pe?lvica, em especial em alguns casos de malformac?a?o dos o?rga?os genitais. Ressona?ncia magne?tica ou tomografia de sela tu?rcica ou de cra?nio, quando necessa?rio investigar tumores.

Cario?tipo

• Particularmente indicado nas amenorreias hipergonadotro?ficas, isto e?, com ni?veis de FSH elevados que se manifestem como amenorreia prima?ria ou nas que se manifestam como amenorreia secunda?ria em mulheres com menos de 30 anos. Tambe?m deve ser solicitado nas amenorreias prima?rias com ause?ncia de u?tero e FSH normal, quando e? preciso incluir dosagem de testosterona para investigar a si?ndrome de insensibilidade androge?nica.

 

Pode-se dizer que os tre?s principais “marcadores” da conduta investigativa sa?o:

  1. Presenc?a ou ause?ncia de desenvolvimento mama?rio: marcador da ac?a?o estroge?nica, e, portanto, de func?a?o ovariana em algum momento.
  2. Presenc?a ou ause?ncia de u?tero, determinada por meio de exame cli?nico, de ultrassom ou de ressona?ncia magne?tica em casos mais complexos.
  3. Ni?vel se?rico de FSH, interpretado como segue:
  • Elevado, indica insuficie?ncia ovariana.
  • Normal e com u?tero ausente, indica malformac?a?o mu?lleriana ou si?ndrome de insensibilidade androge?nica (neste caso, o ni?vel de testosterona e? normal para o sexo masculino).

  • Baixo ou normal e com u?tero presente, considerar todas as causas de amenorreia com eugonadismo e as causas de hipogonadismo hipogonadotro?fico.

    A racionalizac?a?o da investigac?a?o diagno?stica da amenorreia prima?ria esta? resumida na figura 1, ja? a da amenorreia secunda?ria, na figura 2, com as causas mais frequentes.

Para as amenorreias secunda?rias, as dosagens se?ricas de FSH e prolactina definem os principais quadros de amenorreia de causa hormonal. A prolactina elevada indica o diagno?stico de hiperprolactinemia, pore?m o FSH define se ha? ou na?o hipoestro- genismo. Casos com prolactina normal, o FSH elevado sugere insuficie?ncia ovariana; FSH supresso, doenc?a central (disfunc?a?o hipotala?mica ou hipofisa?ria); e FSH normal pode estar presente nas anovulac?o?es, como da si?ndrome de ova?rios polici?sticos. Pore?m, atenc?a?o, porque, em algumas situac?o?es de disfunc?o?es do hipota?lamo, quando na?o ha? supressa?o completa dos pulsos de GnRH, o FSH pode ser normal, com diagno?stico difi?cil e direcionado pela anamnese. A dosagem de TSH deve ser inclusa nos casos de elevac?a?o da prolactina ou de suspeita de doenc?a central. Na presenc?a de TSH elevado, complementar a propede?utica para disfunc?o?es tiroidianas.

Com sinais ou sintomas de hiperandrogenismo, solicitar dosagem de androge?nios para diagno?stico diferencial, incluindo 17-OH-progesterona, testosterona e deidroepiandrosterona sulfatada (DHEA-S), marcadores de hiperplasia adrenal, tumores ovarianos e tumores adrenais, respectivamente (veja protocolos especi?ficos). Na hiperprolactinemia na?o relacionada a medicamento e na disfunc?a?o hipota?lamo-hipofisa?ria, indica-se exame de imagem da sela tu?rcica para investigar causa tumoral.

Na disfunc?a?o hipota?lamo-hipofisa?ria (hipogonadismo hipogonadotro?fico), para investigar a origem hipotala?mica ou hipofisa?ria, pode ser realizado o teste de esti?mulo com Luteinizing hormone-releasing hormone – LHRH (Figura 3). A elevac?a?o dos ni?veis de gonadotrofinas apo?s a administrac?a?o de LHRH indica que a disfunc?a?o e? no hipota?lamo, e teste negativo, quando na?o ha? elevac?a?o das gonadotrofinas, disfunc?a?o na hipo?fise. Entretanto, desde que se descarte a presenc?a de leso?es no Sistema Nervoso Central (SNC), na?o e? imprescindi?vel identificar a origem hipotala?mica ou hipofisa?ria e na?o se muda o tratamento.

Excepcionalmente, quando as dosagens hormonais estiverem normais, a causa da amenorreia pode ser estrutural. Esse diagno?stico deve ser particularmente lembrado apo?s histo?rico de aborto, curetagem, infecc?a?o ou cirurgia uterina. Nesses casos, histerossonografia, histerossalpingografia ou histeroscopia podem mostrar sinequias e obliterac?a?o da cavidade. Embora, historicamente, o teste de progesterona (administrac?a?o de progesterona por via oral por 5 a 10 dias) tenha sido empregado para caracterizar a produc?a?o estroge?nica presente quando o sangramento ocorresse, atualmente, tem sido utilizado com parcimo?nia. A taxa de falso-positivo e falso-negativo pode ser alta e atrasar o diagno?stico final: mais de 20% das mulheres com amenorreia em que o estroge?nio esta? presente podem na?o sangrar, enquanto que em 40% das mulheres com amenorreia por perda de peso, estresse, hiperprolactinemia e em 50% das com insuficie?ncia ovariana, o sangramento pode ocorrer, indicando falsamente que os ni?veis estroge?nicos poderiam ser normais.(5) O quadro 1 resume as principais causas de amenorreia, prima?ria ou secunda?ria.

 

Tratamento

Amenorreia e? um diagno?stico sindro?mico, ou seja, reflete um sintoma de diversas doenc?as ou afecc?o?es. O tratamento esta? vinculado a? sua etiologia, bem como a?s expectativas da paciente, em especial, reprodutivas e sexuais.

Tratamento cli?nico

Na hiperprolactinemia: tratamento com agonistas dopamine?rgicos. A bromocriptina e? empregada na dose inicial de 1,25 mg por dia, durante os primeiros sete dias. A seguir, a dose e? aumentada gradualmente, dividida em duas a tre?s tomadas dia?rias, ate? que se obtenha o controle dos sintomas. A cabergolina e? outro agente dopamine?rgico com maior especificidade, com menos efeitos colaterais e, por ter meia vida longa, com maior comodidade posolo?gica. Tambe?m mostra melhor resposta terape?utica. A dose inicial e? de 0,5 mg, uma vez por semana, com aumento gradativo de acordo com o controle cli?nico dos sintomas e dos ni?veis de prolactina. As reavaliac?o?es sa?o feitas a cada quatro a oito semanas (na?o ha? consenso para o intervalo), e as doses do medicamento reajustadas. Mesmo nos casos de prolactinomas, isto e?, adenomas hipofisa?rios produtores de prolactina, o tratamento ciru?rgico atualmente e? pouco utilizado por se obter controle com o uso do agonista dopamine?rgico. A hiperprolactinemia secunda?ria a medicamentos deve ser discutida isoladamente e na?o segue a mesma orientac?a?o, sendo geralmente tratada com reposic?a?o estroprogestativa para reduzir os efeitos advindos do bloqueio do eixo hipota?lamo-hipofisa?rio e o consequente hipoestrogenismo, quando a troca do medicamento causador da hiperprolactinemia na?o e? possi?vel. Nos casos de hipotiroidismo, a reposic?a?o de hormo?nio tiroidiano pode ser sufi- ciente para o retorno da menstruac?a?o, com normalizac?a?o dos ni?veis de prolactina.

Nos casos de hipoestrogenismo, a conduta e? varia?vel: na amenorreia prima?ria sem desenvolvimento dos caracteres sexuais secunda?rios, comec?ar o tratamento com pequenas doses de estroge?nio e, posteriormente, aumentar a dose ate? o desenvolvimento mama?rio, com posterior inclusa?o de progestage?nio. Elevar a dose estroge?nica ate? atingir dose da fase adulta (ver protocolo especi?fico de insuficie?ncia ovariana prematura). Na deficie?ncia estroge?nica na mulher adulta, reposic?a?o com estroge?nios conjugados ou estradiol por diferentes vias, sendo que, nas mulheres com u?tero, a adic?a?o de progestage?nio e? necessa?ria para evitar o ca?ncer de endome?trio. Quando o hipoestrogenismo for decorrente de situac?o?es reversi?veis, pode-se proceder a? reposic?a?o estroprogestativa concomitante ao tratamento especi?fico para a causa (exemplo: desordens alimentares ou algumas doenc?as cro?nicas), ate? o restabelecimento da func?a?o ovariana.

Nos casos de anovulac?a?o hiperandroge?nica: no hiperandrogenismo iatroge?nico, por uso exo?geno de androge?nio, orientar a interrupc?a?o do fa?rmaco ou substa?ncia desencadeante. Na deficie?ncia enzima?tica da suprarrenal (hiperplasia adrenal conge?nita de manifestac?a?o tardia), tratamento com prednisona na dose de 2,5 mg a 7,5 mg ao dia ou dexametasona, na dose de 0,25 mg a 1 mg ao dia. Na si?ndrome dos ova?rios polici?sticos, o tratamento da amenorreia e? feito com a ministrac?a?o de progestage?nios ci?clicos ou anticoncepcional hormonal combinado oral (ACHO), que promovem regularizac?a?o do ciclo menstrual e protec?a?o contra carcinoma endometrial, pore?m o uso ci?clico de progestage?nios na?o trata o hiperandrogenismo. Os ACHO podem auxiliar no tratamento do hiperandrogenismo. A resiste?ncia a? insulina deve ser amenizada com alterac?a?o do estilo de vida, perda de peso e substa?ncias sensibilizadoras, como metformina (500 mg a 2500 mg ao dia), pioglitazona (15 a 45 mg ao dia) e/ ou mioinositol (4 g ao dia); pore?m, sobre o benefi?cio desses dois u?ltimos, ha? menos evide?ncias na literatura. Quando houver desejo de gestac?a?o, a induc?a?o da ovulac?a?o deve ser realizada. Quando houver associac?a?o com obesidade, orientac?a?o para ha?bitos sauda?veis e perda de peso (ver protocolo especi?fico). Em muitos casos de amenorreia de origem hipotala?mica, recomenda-se apoio psicolo?gico e / ou psiquia?trico, bem como acompanhamento multidisciplinar. Nas causas disfuncionais, mudanc?as no estilo de vida, adequac?a?o do peso e orientac?a?o de atividade fi?sica adequada.

Tratamento ciru?rgico

O tratamento ciru?rgico esta? indicado nas neoplasias ovarianas e de suprarrenal, bem como na si?ndrome de Cushing com presenc?a de tumor, nas sinequias intrauterinas (lise por histeroscopia, podendo ser seguido da colocac?a?o de dispositivo intrauterino, associado ou na?o a? terapia estroge?nica).(18) Malformac?o?es mu?llerianas te?m tratamento dependente da malformac?a?o encontrada. Na si?ndrome de Rokitansky com agenesia uterina e de vagina, o tratamento pode ser ciru?rgico com realizac?a?o de neovagina, embora atualmente seja preferi?vel o uso cli?nico de dilatadores vaginais. Na ause?ncia de u?tero, o transplante uterino e? tratamento experimental. Nos casos de insuficie?ncia ovariana prematura ou de disgenesia gonadal com cario?tipo contendo cromossomo Y, a gonadectomia esta? indicada, bem como nos casos de insensibilidade androge?nica, devido ao risco de tumor da go?nada.

Restaurac?a?o da fertilidade

Nas mulheres com insuficie?ncia ovariana prematura e? possi?vel a gravidez com o?vulo de doadora. Nas amenorreias centrais (hipotala?micas e hipofisa?rias) ou nas causadas por doenc?as que levam a? anovulac?a?o cro?nica, considerar a induc?a?o da ovulac?a?o, caso exista desejo reprodutivo, com escolhas varia?veis a depender, especial- mente, da causa da amenorreia e do estado estroge?nico: citrato de clomifeno (na dose de 50-150 mg/dia, iniciando a partir do segundo ao quinto dia do ciclo menstrual e por 5 dias); letrozol ou gonadotrofinas – utilizadas em dose varia?vel dependendo de va?rios fatores, sendo importantes a idade da mulher e o crescimento folicular.

Recomendac?o?es finais

Amenorreia e? um sintoma com mu?ltiplos fatores etiolo?gicos, sendo relativamente frequente na populac?a?o. Requer histo?ria cli?nica minuciosa e exame fi?sico detalhado. Esta afecc?a?o pode trazer preocupac?o?es sobre a feminilidade e fertilidade, com conseque?ncias negativas para autoestima e autoimagem da mulher, por vezes, necessitando de apoio psicolo?gico concomitante ao tratamento. O tratamento da amenorreia deve obedecer aos anseios da mulher e compreende combater o fator etiolo?gico, o tratamento do hipoestrogenismo, o tratamento das manifestac?o?es associadas e, quando possi?vel, a restaurac?a?o da fertilidade.

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Amenorreia hipotalâmica funcional: apresentação de casos e visão geral da literatura

  • Shahla Nader

Resumo

A amenorréia hipotalâmica funcional é uma forma de anovulação crônica que não é causada por causas orgânicas identificáveis ??com conseqüências adversas à saúde. Uma história completa é fundamental na identificação de mulheres com esse transtorno, uma vez que é geralmente associada a fatores relacionados ao estilo de vida, como estresse, perda de peso e exercícios excessivos. Neste artigo, as diretrizes clínicas publicadas recentemente são revisadas e uma série de casos é apresentada e destaca os desafios diagnósticos e terapêuticos encontrados.

Palavras-chave

Amenorréia Anorexia nervosa Exercício excessivo Estresse Déficit energético Hipercortisolemia 

Introdução

A função normal do sistema reprodutor feminino é dependente de uma cascata de eventos e ações hormonais envolvendo o hipotálamo, a hipófise e o ovário, com resposta da via de saída a essas alterações hormonais. O sistema é finamente regulado e fatores externos, como estresse e fome, e internos, como doenças sistêmicas, podem afetar adversamente o sistema, comprometendo a procriação.

O eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal é quiescente durante a infância e desperta na puberdade. O aumento do peso corporal, nomeadamente sinais metabólicos, bem como a diminuição da extraordinária sensibilidade do hipotálamo ao feedback sexual esteróide-negativo, leva à libertação pulsátil de hormona libertadora de gonadotropina (GnRH) adequada para promover a produção hipofisária de hormona luteinizante (LH) ; isso também ocorre de forma pulsátil e inicialmente noturna. Isso estimula a secreção androgênica pelas células da teca do aparelho folicular ovariano, enquanto pequenas quantidades de progesterona também são produzidas. A progesterona retarda a frequência do gerador de pulsos de GnRH, permitindo assim a produção do hormônio folículo-estimulante (FSH), que também é dependente do GnRH, em quantidades suficientes para estimular o crescimento folicular e a produção de estradiol. Finalmente, um folículo vantajoso é selecionado e continua a crescer com a estimulação da FSH, sinergizado por fatores de crescimento produzidos localmente, levando à formação do folículo maduro de Graaf. As altas concentrações de estradiol que são alcançadas e mantidas na fase folicular tardia promovem a liberação de uma onda de LH (com quantidades menores de FSH), atuando diretamente na hipófise anterior. Isto é essencial para a maturação e liberação de oócitos e formação de corpo lúteo, que produz progesterona em grandes quantidades, assim como estradiol. Esses eventos foram previamente resumidos [ As altas concentrações de estradiol que são alcançadas e mantidas na fase folicular tardia promovem a liberação de uma onda de LH (com quantidades menores de FSH), atuando diretamente na hipófise anterior. Isto é essencial para a maturação e liberação de oócitos e formação de corpo lúteo, que produz progesterona em grandes quantidades, assim como estradiol. Esses eventos foram previamente resumidos [ As altas concentrações de estradiol que são alcançadas e mantidas na fase folicular tardia promovem a liberação de uma onda de LH (com quantidades menores de FSH), atuando diretamente na hipófise anterior. Isto é essencial para a maturação e liberação de oócitos e formação de corpo lúteo, que produz progesterona em grandes quantidades, assim como estradiol. Esses eventos foram previamente resumidos [1 ].

Entretanto, no que diz respeito ao endométrio, é primeiro estimulado pelo estradiol e após a ovulação pela progesterona, preparando-o para implantação. Na ausência de gravidez, o corpo lúteo, que depende do LH, torna-se menos responsivo ao LH ao longo do tempo. Após 2 semanas, a produção de hormônio cessa e o endométrio não é mais suportado e é eliminado. Assim, a menstruação segue. Este ciclo ovariano é repetido vez após vez, a menos que seja interrompido por gravidez ou doença. É nesse contexto que a função normal do eixo hipotalâmico-hipofisário é crítica, sendo o hipotálamo muito sensível a fatores externos e internos, mesmo quando a hipófise e o ovário são capazes de funcionar normalmente com estimulação apropriada [ 2 ].

As Diretrizes de Prática Clínica da Sociedade Endocrinológica de 2017 sobre Amenorréia Hipotalâmica Funcional (FHA), co-patrocinada pela Sociedade Europeia de Endocrinologia, a Sociedade Endocrinológica Pediátrica e a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva enfatizam que a FHA é uma forma de anovulação crônica, não causas orgânicas identificáveis, mas frequentemente associadas a estresse, perda de peso, exercício excessivo ou uma combinação delas [ 3]. Também é enfatizado que a FHA é um diagnóstico de exclusão no qual etiologias sistêmicas e endocrinológicas, incluindo doenças da tireóide, hipófise, hipo função e hiperfunção adrenal, falência ovariana e hiperandrogenismo, como na síndrome dos ovários policísticos e anomalias vaginais e Müllerianas, podem ser descartado. Assim, o trabalho deve incluir a dosagem de tirotropina (TSH), tiroxina livre, prolactina, LH, FSH, estradiol e hormônio anti-Mülleriano. Se houver hiperandrogenismo clínico, o teste deve incluir testosterona, sulfato de dehidroepiandrosterona e também a 17-hidroxiprogesterona matutina, caso haja suspeita de hiperplasia adrenal congênita de início tardio. Se houver história de dores de cabeça, náusea, vômito ou alteração da visão, pode ser realizada ressonância magnética (RM) com cortes contrastados e hipofisários. As diretrizes recomendam um teste de densidade mineral óssea basal se o paciente tiver amenorréia por mais de 6 meses. Nos casos de amenorreia primária, a avaliação das anomalias do trato de Müller é recomendada por exame físico, ultrassonografia e, se necessário, ressonância magnética. Um desafio de progestogênio, se positivo, também descartará isso.

Como afirmado, a causa da anovulação é uma redução funcional no drive de GnRH resultando em redução da freqüência de pulso de LH e concentrações de LH e FSH insuficientes para a foliculogênese completa [ 3 ] .]. Sinais neuromoduladores que reduzem a função do GnRH são muitos e incluem os seguintes: ativação do eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal resultando em hipercortisolemia, privação nutricional com leptina reduzida pela perda de gordura corporal, exercício excessivo especialmente quando mais calorias são gastas do que consumidas e estressores e atitudes estressantes. Um estado hipoestrogênico incorre no risco de puberdade tardia e consequências de longo prazo à saúde, com efeitos adversos nos ossos e possivelmente também no sistema cardiovascular, bem como a possibilidade de infertilidade, perda fetal, recém-nascidos pequenos para a idade gestacional e nascimento prematuro. [ 3 ]

Os seguintes casos ilustram variações na apresentação da FHA e alguns dos desafios diagnósticos e terapêuticos encontrados.

Caso 1

Um paciente de 17 anos apresentou história de 21 meses de amenorreia secundária. Sua menarca tinha 14 anos e ela tinha ciclos regulares aos 15 anos. No entanto, aos 16 anos, ela estava amenorréica. Seu peso aos 15 anos foi de 55 kg, com índice de massa corporal (IMC) de 21 kg / m 2 . Ela estava descontente com seu peso e havia também uma história de conflitos familiares. Ela perdeu 23 kg de peso corporal.

Exame: Peso 32 kg, tinha cabelo lanugo e seios atróficos.

Exames laboratoriais: LH <0,5 UI / L, FSH 4,1 UI / L, estradiol 144 pmol / L (39 pg / mL); suas respostas de prolactina e cortisol ao TSH para ACTH foram todas normais. No entanto, seu T3 foi baixo.

Este caso é representativo da anorexia nervosa clássica com imagem corporal distorcida, no contexto de conflitos familiares e estresse. Seu cabelo lanugo é uma característica da anorexia e seus seios atróficos relacionam-se à perda severa de gordura e ao seu estado hipoestrogênico. Seu T3 baixo, junto com o TSH normal, é reflexo da resposta do eixo tireoidiano à inanição. Vale ressaltar que a secreção de FSH é relativamente preservada, em parte, como uma pulsatilidade de GnRH de frequência mais baixa é mais favorável à secreção de FSH e também porque o FSH também é governado por fatores intra-uvários, como a inibina.

Caso 2

Um paciente de 24 anos apresentou história de dois anos de oligomenorreia grave; ela teve três ciclos nesses dois anos. Sua menarca foi aos 13 anos e ela teve ciclos regulares até os 22 anos. Ela não tinha histórico de perda de peso.

Exame: Peso 61,4 kg e seu IMC foi quase 21 kg / m 2 ; exame normal.

Testes laboratoriais disponíveis na consulta: LH 3,5 UI / L, FSH 4,0 UI / L, TSH e prolactina normais.

Este caso é de um paciente com amenorréia e resultados de testes normais. A reação reflexa usual é informar o paciente sobre os resultados normais e incentivá-la a tomar uma pílula anticoncepcional hormonal (COC) combinada para estabelecer a menstruação. No entanto, essa abordagem ignora o problema do paciente, que precisa ser mais explorado. A história é primordial. O paciente esteve envolvido em um programa de exercícios intensivos nos últimos 2 anos, envolvendo 3 h de corrida e aeróbica diariamente. Assim, apesar de sua história de peso estável e de suas gonadotrofinas mensuráveis, seu exercício intensivo havia desativado suficientemente seu eixo hipotalâmico-pituitário-ovariano para amenorréia. Irregularidades menstruais são comuns entre corredores do sexo feminino. Em uma pesquisa com 184 corredores em uma maratona, 32% relataram irregularidade menstrual;4 ].

Caso 3

Um paciente de 15 anos apresentou menstruação irregular. Sua menarca foi aos 9 anos de idade com ciclos irregulares a cada 2½ a 5 semanas. Ela estava em boa saúde e não tinha histórico de perda de peso ou ganho excessivo. Laboratórios anteriores tinham mostrado FSH 2,7 UI / L e TSH e prolactina normais.

Exame: Peso 57,3 kg, IMC 22,5 kg / m 2 , exame normal.

Repetir os testes laboratoriais: LH 3,0 UI / L, DHEAS 4,5 µmol / L (167 µg / dL), testosterona 0,21 nmol / L (6 ng / mL).

Este é um caso em que há certamente um diagnóstico diferencial. Podemos considerar sua menstruação irregular de 9 a 12 anos como ciclos anovulatórios púberes, mas não está claro por que ela permaneceu irregular entre 12 e 15 anos. Sua menarca precoce e falta de estabelecimento de ciclos regulares certamente seriam consistentes com a síndrome dos ovários policísticos (SOP ). Apesar de nenhum ultra-som foi realizado, provavelmente teria mostrado ovários multicísticos, como é comum nesta idade na ausência de desenvolvimento folicular de Graaf. Ela teria então se encaixado na definição de Rotterdam do fenótipo normoandrogênico da SOP. Acontece que ela estava intensamente envolvida em ginástica, dança e torcida dos 12 aos 15 anos. Durante um ano de acompanhamento e com atividade física diminuída, ela estabeleceu menstruação regular. Em recente revisão de Copp et al.5 ]. Na ausência de uma história detalhada, é muito provável que isso se aplique a muitos dos pacientes normoandrogênicos com menstruação irregular e ovários multicísticos rotulados como SOP.

Caso 4

Um paciente de 33 anos apresentou amenorreia secundária. Sua menarca tinha 13 anos de idade, com ciclos regulares até os 31 anos. Ela teve três menstruações de 31 a 33 anos.

Exame: Peso 63,4 kg e IMC de 21 kg / m 2 , exame normal.

Exames laboratoriais: LH 5,0 UI / L, FSH 7,0 UI / L, estradiol 74 pmol / L (20 pg / mL), TSH e prolactina normais.

Imagens prévias mostraram que a hipófise estava 60% vazia.

Uma sela vazia pode ser secundária a cirurgia, radiação, infarto como na síndrome de Sheehan e autoimune como na hipofisite linfocítica, ou pode ser um processo primário devido a um defeito no sella diafragmático [ 6]. Uma minoria de pacientes com sela vazia pode ter seqüelas endócrinas, como baixas concentrações de gonadotrofinas e / ou alta prolactina. O diagnóstico diferencial de sua amenorréia incluiu a síndrome de sella vazia. No entanto, uma história adicional revelou que ela havia perdido 7 a 9 kg nos três anos anteriores e também estava fisicamente muito ativa durante esse período, com um histórico de corrida de 10 a 13 km por dia e cinco horas de outras atividades, incluindo aeróbica. Durante o acompanhamento, ela teve uma fratura por estresse e parou de se exercitar por alguns meses. Sua menstruação prontamente recomeçou. Assim, seu diagnóstico final foi a FHA. Às vezes é mais fácil identificar a causa de um problema em uma anormalidade estrutural, como no caso dela, mas a etiologia real pode ser bem diferente.

Caso 5

Paciente de 21 anos apresentou história de amenorréia primária. Sua pubarca foi aos 11 anos de idade, mas ela não teve desenvolvimento ou menstruação das mamas. Foi avaliada aos 15 anos e 11 meses de idade para crescimento e atraso puberal. Os registros referentes a esta avaliação mostraram um peso de 40,5 kg, seu LH e FSH foram de 4,8 e 8,8 UI / L, o estradiol foi de 137 pmol / L (37 pg / mL), e o TSH e a prolactina foram ambos normais. Sua idade óssea nessa época estava entre 13 e 13 anos. Aos 17 anos, os sintomas abdominais levam ao diagnóstico de doença de Crohn e ela foi tratada com cursos de prednisona (brevemente) e posteriormente adalimumabe, um bloqueador do fator de necrose tumoral, e mercaptopurina, com melhora. Os registros aos 17 anos revelaram LH 11,4 UI / L, FSH 5,9 UI / L e estradiol 30 pmol / L (8,2 pg / mL). A imagem cerebral estava normal. Ao longo do tempo,

Ela saiu da pílula COC aos 20 anos e não teve menstruação, mesmo com o desafio da progesterona. Seu peso era estável de acordo com sua história. Ela correu 10 km por semana.

Exame: peso 54 kg, IMC 20 kg / m 2 e peitoral pequeno 2 a 3 mamas.

Os exames laboratoriais mostraram LH 5,9 UI / L, FSH 6,3 UI / L, estradiol 211 pmol / L (57 pg / mL) e testosterona normal e DHEAS. Os laboratórios de repetição mostraram LH de 5,67 UI / L e estradiol de 100 pmol / L (27 pg / mL).

Antes de receber seus prontuários, o diagnóstico diferencial foi amenorréia hipotalâmica primária versus atraso puberal relacionado a doença sistêmica, baixo peso e algumas corridas. No entanto, seus exames laboratoriais, especialmente aos 17 anos, quando o LH foi de 11,4 UI / L e o FSH foi de 5,9 UI / L, eliminou o diagnóstico de amenorreia hipotalâmica primária. De fato, o LH era consistente com a puberdade precoce, que é um estado dominante no LH. Ela foi tratada com uma dose de 0,1 mg de estradiol semanalmente, na tentativa de induzir algum desenvolvimento mamário.

Para testar a integridade do eixo hipotalâmico-pituitário-ovariano (HPO), ela foi posteriormente retirada do adesivo de estradiol e administrada 100 mg de clomifeno por dia durante 5 dias. Seu LH aumentou de 4,26 para 7,65 UI / L, seu FSH de 6,0 para 7,6 UI / L e seu estradiol de 127 para 2002 pmol / L (34,2 para 541 pg / mL). Esta tremenda resposta ao estradiol confirmou a integridade do eixo HPO e, como esperado, ela teve sangramento após o desafio de retirada da progestina. O clomifeno tem atividade anti-estrogênica e também estrogênica, e seu efeito antiestrogênico estimula o gerador de pulsos de GnRH a melhorar a produção, daí a resposta da hipófise e, por sua vez, do ovário. Em casos de desligamento mais profundo do GnRH, o teste de desafio pode não resultar em um resultado positivo, como neste caso, mas tal resposta confirma a integridade do eixo HPO.

Infelizmente, ela não teve mais menstruação, apesar do fato de que sua doença de Crohn estava sob controle. Pode ser que seu peso relativamente baixo, histórico de exercícios e desligamento prolongado de GnRH estejam atrapalhando sua recuperação. Ela foi colocada de volta em um adesivo de estradiol e recebeu progesterona cíclica. Ela também foi informada de que tinha que ganhar cerca de 4 a 5 kg e / ou parar de correr antes que fosse razoável retirá-la do tratamento hormonal.

Caso 6

Um paciente de 27 anos de idade assistiu com amenorréia essencialmente primária. O desenvolvimento da mama ocorreu aos 11 anos e seu único episódio de sangramento espontâneo foi de 1 dia de manchas vaginais aos 14 anos. Ela recebeu COC aos 16 anos, com menstruação seguinte, e os ligou e desligou, sem menstruação quando estava ausente. Além disso, ela não teve menstruação de abstinência ao desafio prévio de progesterona. Seu peso era de 66 kg aos 18 anos. Embora ela fosse vegetariana e “não comesse gordura”, ela não tinha histórico de distúrbio alimentar, como anorexia. História adicional revelou que ela andou de bicicleta de 128 a 192 km por semana, dos 13 aos 25 anos, reduziu o ciclismo para 48 km e “andou muito” dos 25 aos 27 anos.

Exame: Peso 62 kg, IMC 21 kg / m 2 e exame normal.

Exames laboratoriais: LH 1,06 UI / L, FSH 2,6 UI / L, estradiol 94 pmol / L (25,5 pg / mL), TSH e prolactina normais e imagem hipofisária normal.

Ela recebeu um diagnóstico de FHA, relacionado ao seu histórico de exercícios, e parou de andar de bicicleta após sua visita. Dois meses depois, ela teve algumas manchas após o desafio de progesterona, mas sem menstruação. Ao longo dos 2 anos subsequentes, ela realizou dois testes de desafio de clomifeno com 100 mg de clomifeno administrados por 5 dias. Enquanto seu LH aumentou para 8 e 9,5 UI / L no primeiro e segundo testes, seu estradiol permaneceu baixo após o clomifeno a 103 e 122 pmol / L, respectivamente (27,9 e 33 pg / mL). Ao longo desses dois anos, ela teve mais dois episódios de manchas, uma com duração de três dias.

A FHA foi o diagnóstico errado? Isso é improvável. Uma pesquisa na Internet revelou que pedalar cerca de 8 km por hora por 6 horas (= 48 km, que era seu hábito antes do exercício antes de parar) queima 1250 calorias. Assim, nesse ritmo, ela teria queimado cerca de 3750 calorias a cada três semanas com esse exercício. A consulta com um especialista em nutrição revelou que, em média, 3800 calorias extras levariam a um ganho de peso de meio quilo. Assim, se ela estava comendo a mesma quantidade, como ela professou, ela deveria ter ganho cerca de 8 kg por ano. No entanto, ela só ganhou cerca de 2 kg em 2 anos, portanto, talvez, sua falta de recuperação. Ela foi tratada com um adesivo de estradiol e progesterona cíclica.

Caso 7

Um paciente de 39 anos foi atendido por amenorreia secundária. Sua menarca foi aos 12 anos, com ciclos regulares, interrompidos por duas gestações. Ela permaneceu regular até os 38 anos quando sua menstruação parou. Ela não tinha histórico de distúrbio alimentar ou exercício excessivo e não apresentava sintomas sugestivos de perimenopausa. No entanto, aos 38 anos, ela desenvolveu uma polineuropatia auto-imune dolorosa e perdeu 22,5 kg em um ano, reduzindo seu peso para 60 kg e um IMC de 20,7. Sua neuropatia foi tratada com esteróides, brevemente, e analgésicos e, posteriormente, imunoglobulina intravenosa foram adicionados com a resposta ao longo do tempo.

Exame: Peso 60 kg, IMC 20,7 kg / m 2 , exame geral normal.

Exames laboratoriais: LH 5,44 UI / L, FSH 6,0 UI / L, estradiol 574 pmol / L (155 pg / mL), que é consistente com um nível de fase mid-follicular. Seu TSH e prolactina eram normais.

A etiologia de seu FHA foi explicada a ela, e depois de seus exames laboratoriais, ela foi informada de que poderia estar se recuperando, já que seu estradiol era normal. Ela recebeu um progestogênio, com sangramento de retirada conforme o esperado. Dentro de dois meses de sua visita, ela restabeleceu a menstruação regular. Que informação recebeu em relação à etiologia de seu FHA? Foi apenas a sua perda de peso e ela ganhou peso suficiente para permitir a recuperação? Não exatamente, já que seu peso tinha flutuado entre 59,5 e 60,9 kg de 5 meses antes de sua visita a 5 meses depois. Então, por que ela se recuperou de seu FHA dentro de dois meses de sua visita? Foi porque outro fator estava envolvido no caso dela, a saber, opiáceos exógenos.

Ela havia sido tratada com hidrocodona com paracetamol 10/325 mg a cada 4-6 horas por muitos meses. Além disso, ela estava em um remendo de fentanil para dor de ruptura durante este tempo. A retirada gradual dos opiáceos, coincidindo com a sua visita, permitiu a retomada da menstruação, apesar da falta de ganho de peso significativo. Assim, a etiologia de sua amenorréia foi perda de peso no contexto de doença sistêmica, composta por narcóticos. Os analgésicos narcóticos desligam o gerador de pulsos de GnRH e o eixo pituitário-ovariano também é desligado [ 7 ], achado que foi ilustrado há muitos anos [ 8 ] .]. Usando eletrodos implantados no hipotálamo medioebral do macaco rhesus ovariectomizado para registrar a atividade de multiunidades, com a medida simultânea do LH sérico, foi demonstrado que uma infusão intravenosa única de morfina por 2 minutos (2 mg por kg de peso corporal) encerra atividade elétrica multiunitária do gerador de pulsos e os pulsos de LH correspondentes, com duração de pelo menos 4 h. O resultado é o mesmo dos opioides endógenos, como a ?-endorfina, produzidos em resposta ao estresse e ao exercício. Embora as diretrizes da Endocrine Society mencionem os opiáceos, juntamente com outras drogas que possam afetar o eixo HPO, a influência dos opiáceos precisa ser mais enfatizada [ 3]. Isso é especialmente verdade no atual clima de uso liberal (e também abuso) para o alívio da dor em mulheres em idade reprodutiva e também em homens.

Caso 8

Um paciente de 16 anos foi visto por oligomenorreia. Sua menarca tinha 13 anos e ela teve ciclos irregulares por um ano. Ela então estabeleceu ciclos regulares e estes permaneceram regulares por 6 meses antes de se tornarem irregulares novamente. Seu último ciclo menstrual foi de 4 meses antes de sua visita. Ela havia perdido 13,5 kg no ano anterior, mudando seus hábitos alimentares e também estava correndo 8 km por semana durante esse período.

Exame: Peso 48,6 kg, IMC 19 kg / m 2 , hirsutismo abdominal leve.

Testes laboratoriais: o seu LH foi de 0,3 UI / L, o FSH de 3,6 UI / L, a prolactina normal, o TSH e o T4. Seu T3 foi baixo em 1,1 nmol / L (74 ng / dL), sua testosterona foi <1,4 nmol / L (<20 ng / dL), e DHEAS foi 2,8 ?mol / L (105 ?g / dL).

Depois de alguma discussão, ela concordou em recuperar um pouco de peso e retornou 3 meses depois. Ela ganhou 12,5 kg (IMC agora 24 kg / m 2 ) e seu exercício permaneceu inalterado. Nenhuma menstruação se seguiu.

Repita os testes laboratoriais na segunda visita: LH 16,8 UI / L. Com a possibilidade de este alto LH ser seu aumento de LH, nenhuma ação foi tomada. No entanto, ela não teve menstruação e uma repetição de LH várias semanas depois foi de 21,3 UI / L com FSH de 5,1 UI / L. Sua testosterona agora estava alta em 3,0 nmol / L (92 ng / dL) e seu DHEAS era de 3,3 ?mol / L (124 ?g / dL). Hiperplasia adrenal congênita de início tardio foi descartada e PCOS foi diagnosticada.

Acompanhamento durante os 9 anos subseqüentes: Ela permaneceu anovulatória com mais ganho de peso e tomou COC durante esse período para acne e também metformina.

Este paciente tinha claramente FHA na apresentação inicial, com baixo LH, FSH relativamente normal e T3 baixo proporcionalmente com perda de peso significativa. No entanto, desde o seu ganho de peso inicial e também subsequente, ela permaneceu anovulatória. Sua anovulação e hiperandrogenismo, manifestando-se clinicamente como acne, são consistentes com a SOP. As diretrizes da Endocrine Society discutem os sinais metabólicos que, em uma mulher normal, permitem o funcionamento normal do eixo HPO [ 3 ]. Efeitos do excesso de peso neste sistema, com resistência à insulina e hiperandrogenismo, também são bem conhecidos. O que é interessante no caso apresentado acima é que parece que a janela de sinalização metabólica para o funcionamento normal do eixo HPO pode ser bastante estreita em algumas mulheres e possivelmente de difícil manutenção.

Comentários adicionais e visão geral

Sugestões metabólicas apropriadas são necessárias para o funcionamento normal do eixo HPO e, dado o requerimento energético da reprodução, atletas do sexo feminino com déficit energético (gastando mais energia do que comem) frequentemente têm FHA, assim como aquelas com anorexia que também diminuem a leptina 3. Neurônios dentro do núcleo arqueado secretam kisspeptina e isso estimula a GnRH e pode ser a via final comum que integra outros sistemas de sinalização neuromoduladores. Assim, a falta de kisspeptina pode levar à diminuição do GnRH. Uma duração mais longa de insulto é tipicamente associada a um tempo maior de reversão à menstruação normal. A incapacidade de atingir um pico adequado de massa óssea é um risco significativo a longo prazo da HFF, especialmente naqueles com hábitos alimentares restritivos e baixo peso. As fraturas por estresse são comuns em pessoas com baixa massa óssea, mas o estado de baixa energia também pode levar à diminuição da formação óssea e do turnover ósseo, favorecendo um estado de reabsorção. Este desacoplamento da remodelação óssea é mais típico da deficiência nutricional, em oposição à perda de estrogênio [ 3]. A ativação do eixo HP-adrenal também está fortemente ligada à redução do GnRH, daí o aumento do cortisol que é visto em pacientes com FHA, como relacionado ao estresse e transtornos alimentares e exercício [ 3 ].

A intervenção primária deve ser a mudança de comportamento com o aumento da ingestão de calorias, melhor nutrição e / ou diminuição do exercício, bem como apoio psicológico. Muitas vezes, o ganho de peso é necessário. Embora a substituição do estrogênio seja freqüentemente realizada pelo uso de COC, as diretrizes da Endocrine Society desaconselham seu uso, em parte porque elas podem mascarar o retorno da menstruação e também porque a perda óssea pode continuar apesar de seu uso. Além disso, o COC (e o estrogênio oral) regula negativamente o IGF-1, um hormônio trófico ósseo [ 3 ] .]. Assim, se a terapia hormonal é dada por causa da falta de retorno da menstruação após um teste razoável de mudanças comportamentais, incluindo melhor nutrição e diminuição do exercício, o uso a curto prazo de estrogênio transdérmico com progestina oral cíclica é apropriado. O estrogênio transdérmico não afeta a secreção de IGF-1 [ 3 ]. Em um estudo de adolescentes anoréxicos randomizados para estrogênio transdérmico e progestogênio oral cíclico versus adesivos placebo e pílulas cíclicas placebo por 18 meses, houve melhorias significativas na densidade óssea lombar e também na melhora da densidade óssea do quadril nesse período versus placebo [ 9]. No entanto, a saúde óssea pode não ser protegida com reposição de estrogênio se o déficit de energia continuar. Se a FHA tem consequências cardiovasculares adversas a longo prazo também é uma preocupação potencial.

Naqueles que desejam engravidar, as diretrizes recomendam a indução da ovulação apenas naqueles com índice de massa corporal (IMC) de pelo menos 18,5 kg / m 2 após tentativas de normalizar o déficit de energia. Existe um risco maior de resultados adversos na gravidez se o IMC for <18,5 kg / m 2 [ 3 ]. O GnRH pulsátil, se disponível, é recomendado como tratamento de primeira linha, seguido de terapia com gonadotrofinas com algum cuidado para evitar a gestação múltipla e a síndrome de hiperestimulação ovariana grave. Em pacientes com estrogênio endógeno suficiente, o citrato de clomifeno (ou letrozol) pode induzir o desenvolvimento folicular, como no caso 5. As diretrizes recomendam contra o uso da terapia com kisspeptina e leptina para o tratamento da infertilidade [ 3 ].

 


Amenorréia

Gul Nawaz ; Alan D. Rogol .

Última atualização: 21 de janeiro de 2018 .

Introdução

O ciclo menstrual feminino compreende normalmente um ciclo de 28 a 30 dias, que contém 2 fases, a fase proliferativa e a fase secretora. No final do ciclo, o revestimento uterino começa a se desprender, o que é um fenômeno normal da menstruação feminina.

A ausência de menstruação durante a fase reprodutiva durante a idade reprodutiva de aproximadamente 12 a 49 anos é conhecida como amenorréia.

Etiologia

Amenorréia é classificada em dois tipos determinados pela patogênese. A amenorréia primária é a ausência de iniciação da menstruação, e amenorréia secundária é uma ausência de menstruação em uma mulher menstruada previamente normal. Existem muitos outros tipos de classificação de amenorréia com base na anatomia dos órgãos reprodutivos femininos, mas essa é a forma mais aceita de classificar as causas da amenorréia.

Epidemiologia

A amenorréia não é uma ameaça à vida, mas a perda do ciclo menstrual tem sido associada a um alto risco de fraturas de quadril e punho.

Fisiopatologia

A ausência de menstruação em uma mulher em idade reprodutiva está relacionada à perturbação do mecanismo fisiológico, hormonal normal ou anormalidades anatômicas da mulher. O mecanismo fisiológico normal funciona equilibrando os hormônios e fornecendo feedback entre o hipotálamo, a hipófise, os ovários e o útero.

Durante o ciclo menstrual normal feminino, o hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) é liberado do hipotálamo, e funciona na hipófise para liberar o hormônio folículo estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH) e esses 2 hormônios da hipófise atuam nos ovários com a produção de estrogênio e progesterona para trabalhar no útero para realizar a fase folicular e secretora do ciclo menstrual. Qualquer defeito em qualquer nível dessa fisiologia normal da mulher pode causar amenorréia.

Por outro lado, o desvio da anatomia normal dos órgãos reprodutivos de uma mulher também pode causar amenorréia.

História e Exame Físico

Durante a história e o exame físico, os médicos primeiro precisam perguntar sobre a idade de um paciente e em que idade o paciente iniciou a menstruação na puberdade (menarca). Esta informação é importante para determinar e diferenciar entre amenorréia primária e secundária. Se o paciente não estava menstruando, então deve ser amenorréia primária. Todos os outros casos serão amenorreia secundária.

Após a idade cronológica, a coisa mais importante a determinar é a idade psicossocial do paciente, bem como seu quociente de inteligência (QI) para descartar qualquer causa cromossômica de amenorréia primária. Depois disso, os médicos devem indagar sobre os outros aspectos do crescimento, como o desenvolvimento dos brotos mamários, porque a ausência de broto mamário até os 13 a 14 anos indica deficiência de estradiol, e há necessidade de mais investigações.

Para descartar amenorréia secundária, os médicos precisam determinar o período de tempo da ausência de menstruação na mulher menstruada anteriormente normal. A causa mais importante da amenorréia secundária é a gravidez, por isso deve ser descartada primeiro. Eles devem então perguntar sobre cirurgias anteriores para a síndrome de Asherman.

Uma história de sudorese noturna, distúrbios do sono e ondas de calor para insuficiência ovariana prematura, história de quimioterapia e radioterapia para neoplasia deve ser obtida, pois também podem causar insuficiência ovariana em mulheres jovens. A síndrome dos ovários policísticos (SOP) deve ser descartada de acordo com os critérios de Rotterdam.

O teste de visão e o sentido do olfato devem ser realizados para o adenoma hipofisário e a síndrome de Kallman. Uma história de medicação é muito importante porque os antipsicóticos são uma das causas mais comuns de altos níveis de prolactina que levam à amenorréia. O uso de anticoncepcionais, cocaína, opióides e antiepilépticos pode causar a ocorrência de falha na menstruação, dieta, exercícios extenuantes, perda de peso e anorexia nervosa, que podem ser determinados pela anamnese apropriada para determinar a causa da amenorréia.

História de neurossarcoidose, hemocromatose e presença de qualquer doença crônica deve ser detectada para determinar a razão exata como essas doenças afetam grandemente o eixo hipotalâmico-hipofisário, que desempenha um papel vital no controle do ciclo menstrual feminino.

O exame físico inclui o exame físico geral que pode ser usado para determinar causas como desnutrição ou hepatomegalia. O exame também deve incluir:

  • Medindo altura, peso e índice de gordura do paciente para procurar a presença de qualquer doença crônica
  • Verificar o índice de massa corporal (IMC) para descartar anorexia nervosa e desnutrição,
  • Verificação de erosão dentária,
  • À procura de calos metacarpofalângicos ou hematomas
  • Verificar a pele por hirsutismo, perda de cabelo ou acne para investigar possível hiperandrogenemia

A Acanthosis nigricans (condição da pele) também pode fornecer pistas para a SOP. Examinar os seios, pêlos pubianos e o índice clitoriano também é uma parte importante do exame físico na mulher com amenorréia. A síndrome de Turner pode ser descartada através de um exame normal do tórax. Os médicos também devem realizar um exame de fundo para descartar a gravidez e um exame vaginal para verificar se há hematocolpos em um hímen imperfurado.

Avaliação

A avaliação deve incluir:

  • Beta hCG para descartar a gravidez, porque a gravidez é a causa mais comum de amenorreia
  • Nível de prolactina para descartar prolactinoma
  • Testosterona e DHEAS para descartar a hiperandrogenemia
  • FSH e LH para amenorreia hipotalâmica, IMC (para procurar desnutrição, anorexia nervosa e exercício extenuante excessivo)
  • Ultrassonografia pélvica e tomografia computadorizada de adrenal para tumores secretores de andrógenos e outros defeitos anatômicos como a síndrome de Mayer-Rokitansky-Kauser-Hauser
  • Teste de provocação com progesterona: Este teste é realizado para diferenciar entre anovulação, deficiência anatômica e estradiol como causas de amenorréia. A progesterona é administrada ao paciente na forma de injeção intramuscular e após a retirada da progesterona. Se o sangramento ocorrer dentro de 2 a 7 dias, a causa deve ser a anovulação, mas se não ocorrer sangramento após a retirada da progesterona, as causas são outras que não anovulação ou falha ovariana prematura. Essas outras causas podem incluir deficiência de estradiol ou defeitos anatômicos como estenose cervical e síndrome de Asherman.
  • A cariotipagem às vezes é um teste importante para as síndromes de Turner e insensibilidade androgênica.

Tratamento

O tratamento depende principalmente da causa da amenorréia. Se a causa da amenorréia for deficiência de estrogênio, o estrogênio pode ser administrado. Se amenorréia é devido à desnutrição, plano de dieta adequada pode curar o paciente com sucesso. Para anorexia nervosa e amenorréia induzida por estresse, a terapia cognitivo-comportamental e os ISRSs podem ajudar. Drogas agonistas da dopamina, como a cabergolina, podem tratar o prolactinoma e, se forem grandes, a cirurgia pode proporcionar uma cura completa. O procedimento cirúrgico adequado pode tratar causas anatômicas da amenorréia. SOP pode ser tratada por contraceptivos orais combinados e metformina. ISRS pode tratar amenorréia hipotalâmica induzida pelo estresse.

Pérolas e outras questões

As causas da amenorréia são diversas e uma abordagem multidisciplinar é necessária. Os pacientes devem ser acompanhados por vários anos para garantir que o ciclo menstrual tenha retornado.

Referências

1 Stárka L, Dušková M. [Amenorreia hipotalâmica funcional]. Vnitr Lek. 2015 de outubro; 61 (10): 882-5. [ PubMed ]
2 Van der Wijden C, Manion C. Método de amenorreia lactacional para planejamento familiar. Cochrane Database Syst Rev. 2015, 12 de outubro; (10): CD001329. [ PubMed ]
Jamieson MA. Distúrbios da Menstruação em Adolescentes. Pediatr. Clin. North Am. 2015 ago; 62 (4): 943-61. [ PubMed ]

A amenorreia é definida como a ausência de menstruação durante mais de três ciclos consecutivos ou seis meses consecutivos em uma mulher que costumava menstruar antes desse período; é a chamada amenorreia secundária. Amenorreia primária é a ausência de menstruação na idade de 13 anos em uma menina que não apresenta outros sinais de desenvolvimento da puberdade ou em uma adolescente de 15 anos que apresenta esses mesmos sinais. De acordo com sua origem, a amenorreia pode ser classificada em anatômica ou funcional. A forma anatômica inclui as formas congênitas – como a agenesia mülleriana, atresia cervical ou hímen imperfurado – e as formas adquiridas. Um exemplo é a síndrome de Asherman, caracterizada por sinéquia intrauterina, geralmente como consequência de procedimentos de curetagem. A manutenção da função reprodutiva requer a função secretora dos ovários, relacionada com a produção de hormônios esteroides. A deficiência da função ovárica (hipogonadismo) pode ser resultado do estímulo inadequado dos hormônios hipofisários (hipogonadismo hipogonadotrófico) ou disfunção gonadal primária (hioponadismo hipergonadotrópico). Entre as causas funcionais, as mais comuns são as relacionadas com as mudanças no funcionamento normal do eixo hipotálamo-hipófiseovário, como exercício excessivo, anorexia nervosa e, em menor grau, hiperprolactinemia, síndrome do ovário policístico e distúrbios de tireoide. A amenorreia fisiológica ocorre na gravidez e na amamentação, antes da puberdade e depois da menopausa.

Fonte: ¨RGR Publicações S.A. Todos os direitos reservados. © 2012,

http://www.rgrpublicacoes.com.br/¨[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

CICLO MENSTRUAL – FISIOLOGIA HORMONAL FEMININA

[vc_row][vc_column width=”1/1″ border_color=”#000000″][vc_column_text disable_pattern=”true” align=”left” margin_bottom=”0″ p_margin_bottom=”20″ width=”1/1″ el_position=”first last”]http://www.dreamstime.com/royalty-free-stock-photography-female-menstrual-cycle-ovulation-process-hormone-levels-detailed-medical-illustration-image38558577

ciclo

 

O ciclo hormonal NORMAL apresenta a flutuação de vários hormônios, principalmente FSH, LH, estradiol e progesterona.

Classicamente dividimos o ciclo menstrual em duas fases:
1. uma chamada FOLICULAR ou PROLIFERATIVA ou ESTROGÊNICA, onde há predomínio do estradiol em relação à progesterona, sendo fundamental na produção dos folículos, principalmente o folículo ovulatório que em geral se rompe por volta do 14o. dia do ciclo. É neste momento da OVULAÇÃO que ocorre o pico do hormônio luteinizante (LH), folículo estimulante (FSH) e do próprio estradiol.


2. A outra fase do ciclo menstrual é chamada LÚTEA OU SECRETORA OU PROGESTOGÊNICA, onde há predomínio da progesterona em relação ao estradiol, porque o corpo feminino se prepara para a gravidez que não ocorrendo, após a queda fisiológica dos níveis de progesterona, ocorre a menstruação e se inicia um novo ciclo.

Patologias como Síndrome dos Ovários Policísticos, Endometriose, Infertilidade (sobretudo por insuficiência lútea), Tensão Pré-menstrual e Dismenorreia estão relacionadas ao que chamamos de HIPERESTROGENISMO: uma predominância dos hormônios estrogênios, não exatamente o estradiol, mas principalmente outros estrogênios com estruturas moleculares diferentes do que você produz, quer sejam etinilestradiol (presente em muitos anticoncepcionais), xenoestrogênios e bisfenol A (presentes em inúmeros produtos alimentícios artificiais, copos de plástico, embalagens de bebidas como os refrigerantes, sucos de caixinha e até mesmo no garrafão de água mineral que é aquecido no seu transporte até a casa do consumidor). Progestágenos, ou seja, medicamentos com ação similar à progesterona, por impedir a ação da própria progesterona natural, também estão envolvidas na predominância estrogênica.

Portanto, qualquer contraceptivo que possui hormônio que o corpo não produz, além de não ser FISIOLÓGICO pode ser MALÉFICO. Já estão bem estabelecidos os riscos de trombose, acidente vascular cerebral (AVC), obesidade, distúrbios metabólicos e até mesmo certos tipos de cânceres com o uso dos contraceptivos. Quer saber mais? Acesse a comunidade do facebook Vítimas de Anticoncepcionais.

 

Glaucius Nascimento[/vc_column_text][mk_blockquote style=”line-style” text_size=”33″ align=”center” width=”1/1″ el_position=”first last” font_family=”Garamond, serif” font_type=”safefont”]Qualquer contraceptivo que possui hormônio que o corpo não produz, além de não ser FISIOLÓGICO pode ser MALÉFICO.[/mk_blockquote][vc_column_text disable_pattern=”true” align=”left” margin_bottom=”0″ p_margin_bottom=”20″ width=”1/1″ el_position=”first last”]Escolha um método contraceptivo seguro, preferencialmente sem hormônios, preferencialmente a longo prazo. O Dispositivo Uterino de Cobre representa um excelente método contraceptivo.

Glaucius Nascimento[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][mk_page_section][/mk_page_section][vc_column width=”1/1″][/vc_column][/vc_column][/vc_row]

Gerenciamento do Estresse

Segue um vídeo que gravei sobre Gerenciamento do Estresse na Gravidez https://youtu.be/Gi-yU7g5yqM

 2016 Fev 1; 3: 189-95. doi: 10.1016 / j.pmedr.2016.01.009. eColeção 2016 jun.

Uma exploração do papel da religião e espiritualidade na promoção do bem-estar dos médicos em Medicina de Emergência.

Resumo

INTRODUÇÃO

A Síndrome de Burnout é altamente prevalente entre os médicos de medicina de emergência (ME) e tem um impacto significativo na qualidade dos cuidados e na capacidade de trabalho. O objetivo deste estudo foi determinar se maior religião / espiritualidade (R / S) está associada a uma menor prevalência de Burnout entre os médicos ME (desfecho primário). Uma história de ações judiciais por negligência e comportamentos desadaptativos foram os resultados secundários.

MÉTODOS:

Este foi um estudo transversal, baseado em pesquisas, conduzido entre uma amostra aleatória de médicos da lista de discussão da Faculdade de Medicina de Emergência de Massachusetts. A Síndrome de Burnout foi medida usando uma versão validada de 2 itens do “Maslach Burnout Inventory”. Comportamentos desadaptativos (fumo, bebida e uso de substâncias) e negligência médica foram auto-referidos. As medidas de R / S incluíam religiosidade organizada, afiliação religiosa, prática privada de R / S, autopercepção da espiritualidade, descanso religioso e compromisso religioso. A regressão logística foi usada para modelar os desfechos do estudo como uma função dos preditores de R / S.

RESULTADOS:

Dos 422 médicos da EM que receberam o convite para participar, 138 completaram a pesquisa (32,7%). A prevalência de Burnout foi de 27%. Nenhuma associação significativa foi observada entre os indicadores de Burnout e R / S. Comportamentos desadaptativos (OR ajustado = 0,42, IC: 0,19 a 0,96; p = 0,039) e histórico de negligência médica (OR ajustado = 0,32; IC: 0,11 a 0,93; p = 0,037) foram menos prováveis ??entre os médicos que relataram estar mais envolvidos organizada atividade religiosa e observar um dia de descanso por motivos religiosos, respectivamente.

CONCLUSÃO:

Este estudo fornece evidências preliminares para uma possível associação protetora de certas dimensões do R / S em comportamentos mal-adaptativos e negligência médica entre médicos ME.

PALAVRAS-CHAVE: Esgotamento; Medicina de emergência; Prevenção; Religião; Espiritualidade

 


estresse

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Acordar no sábado pesquisar sobre avaliação da composição corporal na gravidez e encontrar uma trabalho que relacionou a avaliação do cortisol materno (pela saliva, que muitos críticos dizem que não tem significado) com a adiposidade infantil apenas me estimula a continuar estudando e avaliando a gestante de forma personalizada
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?Foram avaliadas 67 gestantes através do cortisol salivar, diversas amostras (60 para cada gestante no total) ao longo da gravidez e correlacionado com a composição corporal de seus descendentes com seis meses de idade através da Densitometria por dupla emissão de raio-x (DEXA)
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?Entringer e colaboradores, 2016 concluíram neste trabalho que existe um efeito específico no estágio de gestação do cortisol materno sobre o ganho de adiposidade infantil na vida pós-natal precoce e fornecem evidências em humanos para apoiar o papel dos glicocorticóides na programação fetal do risco de obesidade infantil
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Da mesma maneira que devemos avaliar a composição corporal de forma adequada principalmente no período em que ela mais se modifica, a avaliação do estresse materno também deve ser melhor avaliada, posto que a gravidez sabidamente representa um momento importante na vida da mulher, porém com diversas modificações que alteram o gerenciamento do estresse materno
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Assim, agir preventivamente buscando o melhor gerenciamento do estresse, orientar hábitos saudáveis de vida, avaliar o hormônio relacionado com o estresse materno (cortisol), orientar acompanhamento específico seja por um psicólogo ou psicanalista, tratar alguns casos com fitoterápicos ou nutracêuticos parece-me muito salutar
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#consultoriodrglauciusnascimento#riomartradecenter3sala1010 #medicinaintegrativa#ginecologiaintegrativa #obstetriciaintegrativa#ultrassonografia #medicinafetal #fetalmedicine#ultrasound


 

CICLO DO ESTRESSE E DA DOR
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??Várias síndromes / patologias cursam com dor e estão relacionadas ao estresse. É óbvio: se a patologia já cursa com dor e a pessoa encontra-se estressada, lógico que irá doer mais. Existem mecanismos bioquímicos, alguns neurotransmissores são produzidos (ou deixam de ser) e desencadeiam diversas reações bioquímicas. Algumas pesquisas apontam que há uma maior produção de substâncias pró-inflamatórias, que irão aumentar nas síndromes dolorosas. Existe correlação entre mente e corpo, isto é indiscutível
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??Agora imagine esta pessoa que tem uma síndrome dolorosa e não dorme direito… O que vai acontecer no outro dia? A dor é mais intensa!
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??Esta mesma pessoa é cercada por outras que também são desencadeadoras do seu estresse e pior, não passa por uma vida financeira boa. Tem influência? Claro!!! O ser humano é um ser psico-social!
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??E o que é possível fazer para minimizar esta dor, para melhorar este ciclo do medo e do estresse?
Combater o MEDO E ANSIEDADE, através de terapias são capazes de aumentar sua coragem e calma, paciência, resiliência para mudar.
Tirar o ENFOQUE DA DOR e passar para o enfoque do bem-estar. Com o que você se sente bem (desde que seja saudável) que podemos fazer para minimizar o seu sofrimento?
Tratar o DESCONDICIONAMENTO, alguns exercícios físicos ou tratamentos fisioterápicos e psicoterapia / psicanálise podem ajudar bastante
Considerar a terapêutica apropriada para a DEPRESSÃO, não necessariamente ou apenas com medicamentos, mas com nutracêuticos e principalmente modificações do estilo de vida
Atenção especial às CRENÇAS, EXPECTATIVAS e ATRIBUIÇÕES: é preciso considerar o ser humano como um todo incluindo o seu aspecto espiritual, suas expectativas e sonhos, até mesmo a respeito de suas atribuições no trabalho. Precisamos melhorar a capacidade de trabalho de um indivíduo. Quem trabalha feliz, está bem espiritualmente e dá conta de suas atribuições certamente está cuidando de sua saúde de forma integral
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??QUER COMBATER O SEU ESTRESSE OU SUA DOR? LANCE MÃO DE OPÇÕES TERAPÊUTICAS QUE MELHOREM A SUA QUALIDADE DE VIDA!!!
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Fonte da Figura: Medicina Comportamental 5a. Edição

 estressegrav
 Outra Ilustração interessante do trabalho de J. St-Pierre et al., 2015
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?Após um evento estressante, o hipotálamo produz o hormônio corticotropina (CRH) que induz a produção do Hormônio Adrenocorticotrófico (ACTH) pela glândula pituitária. ACTH, por sua vez induz a produção de cortisol pelas glândulas suprarrenais (adrenais).
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?O Cortisol pelo feedback negativo inibe a produção de CRH e ACTH pelo hipotálamo e da hipófise, respectivamente.
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?Cortisol materno induz a produção de CRH pela placenta aumentando o nível de cortisol materno durante a gravidez.
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?Embora o cortisol seja degradado em cortisona na placenta pela enzima 11-beta-hidroxiesteróide desidrogenase tipo 2 (11b-HSD2), cerca de 20% passa para além da placenta para o feto.
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?Um nível normal de cortisol é importante para o desenvolvimento do cérebro fetal normal (por exemplo, no hipocampo e no eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal).
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Meus comentários: São bem evidentes as relações entre o estresse materno e as modificações hormonais que irão influenciar não apenas a mãe, mas também o feto. Portanto, na hora que o estresse estiver enorme, reconsidere porque este controle também é importante para você e para o seu bebê. Procure profissionais especializados, converse com o seu bebê, acalme como você também gostaria que alguém lhe acalmasse. Ame sua gestação, ponha sempre bons sentimentos e terás uma gestação saudável, feliz e bem equilibrada tanto para a mãe como para o seu bebê. É isto que desejo. E caso esteja desejando engravidar, sugiro que não engravide se você não estiver num bom momento psíquico. Procure engravidar quando estiver bem do ponto de vista físico, mental, emocional e espiritual

 estressegrav1
 Ilustração interessante do trabalho de J. St-Pierre et al., 2015
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??Cortisol e serotonina placentários são essenciais para o desenvolvimento do cérebro fetal
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??Estresse Materno pré-natal altera sistemas de glicocorticóides (11b-HSD2, GR e CRH) e de serotonina (5-HT2a SERT, 5-HT1A e), bem como interação entre a serotonina e o glicocorticóide na placenta. Estas alterações placentárias podem levar a neurodesenvolvimento adverso e a transtornos psiquiátricos na vida adulta tardia
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??Adaptação placentária em resposta ao estresse materno pré-natal é dependente do sexo, levando a um risco aumentado de desenvolvimento neurológico efeito adverso no macho em relação à fêmea (assim propõe o estudo)
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??Ok @dr.glauciusnascimento, mas o que é que isso vai mudar na minha gravidez? O que muda é que se torna necessário um manejo adequado do estresse materno, afinal mecanismos genéticos e também relacionados ao estresse, além de desequilíbrios hormonais, podem influenciar no desenvolvimento de uma criança ou adulto com maior risco de doenças psiquiátricas. A assistência pré-natal precisa ser personalizada. Gestantes com problemas relacionados ao estresse precisam ser avaliadas através de uma anamnese bem direcionada, além da realização de exames laboratoriais específicos. Mais ainda, elas devem ser orientadas de forma diferenciada, com suplementação nutracêutica adequada, acompanhamento multiprofissional (psicólogo, psiquiatra, psicanalista), além de outras terapias Integrativas como a meditação, Yoga, Tai Chi, Pilates, biofeedback ou terapias cognitivo-comportamentais, por exemplo
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Excelente artigo publicado por J. St-Pierre et al., no jornal Placenta em novembro de 2015. Segue o resumo..
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??Fetos são expostos a muitas perturbações ambientais que podem influenciar o seu desenvolvimento. Esses fatores podem ser facilmente identificáveis como drogas, doenças crônicas ou estresse materno pré-natal
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??Recentemente, tem sido demonstrado que a serotonina sintetizada pela placenta é crucial para o desenvolvimento do cérebro do feto. Além disso, muitos estudos mostram o envolvimento de alteração sistema da serotonina na doença psiquiátrica durante a infância e a idade adulta
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??Esta revisão resume estudos existentes que mostram que o estresse materno pré-natal, induz uma alteração do sistema de serotonina (placenta e no cérebro fetal) durante uma janela crítica do desenvolvimento inicial, poderia levar à alteração do desenvolvimento fetal e aumentar os riscos de doenças psiquiátricas mais tarde na vida
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??Este fenômeno, determinado por programação fetal, pode estar relacionado ao sexo do feto
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??Destaca-se a necessidade de compreender melhor a modificação do sistema de serotonina fetal induzida pelo estresse materno pré-natal e a nível placentário, com a finalidade de encontrar biomarcadores precoces de transtornos psiquiátricos
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??Difícil? Não! Resumiria apenas refletindo o quão é importante a saúde mental durante o planejamento da gravidez e durante a própria gravidez. Combater todas as formas de estresse é uma tarefa difícil mas que deve ser encarada com seriedade pelos clientes e seus profissionais de saúde. É possível sim se estressar menos, utilizar diversas formas não medicamentosas de combate à ansiedade e permitir o desenvolvimento de um bebê mais saudável do ponto de vista neuropsicoemocional
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Artigo publicado em junho de 2016, na verdade uma revisão sistemática dos artigos publicados com os termos: gravidez, estresse, feto, sangue, Doppler e ultrassonografia procurou encontrar alguma evidência se o estresse materno pode alterar a hemodinâmica fetal
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?A revisão partiu de 2532 estudos, mas que apenas 12 apresentaram os critérios de inclusão estabelecidos na metodologia proposta
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??6 estudos demonstraram associação entre o estresse pré-natal afetou significativamente a hemodinâmica maternal ou fetal
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??6 estudos não encontraram a associação acima descrita
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??O artigo conclui citando que há uma limitada associação entre o estresse pré-natal está associado com mudanças na circulação materno-fetal. Estudos com melhor metodologia são necessários .
Poderia dizer que empatou? 6 x 6? NÃO (AO MEU VER). Na dúvida entre os ensaios clínicos, voltemos ao ciclo básico do curso médico. Bioquimicamente e fisiologicamente (ou fisiopatologicamente) marcadores de inflamação, de coagulação e de oxidação são observados mais frequentemente em indivíduos submetidos ao estresse. Há alteração na produção do cortisol, da melatonina, do matabolismo da glucose e da tireóide; a disfunção pode inclusive envolver a barreira de proteção intestinal, prejudicando a absorção dos nutrientes, mais ainda permitindo a entrada de substâncias pró-inflamatórias, pró-oxidantes e protrombóticas. Tudo isto pode contribuir para ocorrerem modificações hemodinâmicas na circulação materna e fetal, CLARO QUE PODE!!! .
?Um tratamento transdisciplinar pela abordagem holística pode ajudar e muito as gestantes portadoras de distúrbios de ansiedade / estresse no pré-natal. Nunca menospreze isto. Ansiedade / Estresse não é normal na gravidez, deve ser diagnosticado e tratado de forma adequada. Se há tanta tecnologia pra avaliar o bem estar fetal, também existem estratégias já bem estabelecidas para avaliar e melhorar o bem-estar materno
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Cuidar bem da mãe significa cuidar bem do bebê!!!


WhatsApp Image 2017-05-23 at 21.35.13

??Há pouco mais de 10 anos ouvi falar sobre o cortisol salivar quando estava no mestrado em tocoginecologia (UPE) com a Dra. Ana Carla Peres Montenegro. Na época, minha linha de pesquisa era outra. Só depois de tanto tempo, este exame começou a fazer a parte de minha investigação laboratorial em ginecologia e obstetrícia (EM CASOS ESPECÍFICOS). Na verdade, apenas se conseguia realizar este exame (cortisol salivar) de forma particular, mas alguns laboratórios em Recife já o fazem por planos de saúde.
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??Dra. Ana Carla estudou dois grupos de gestantes de baixo e alto risco (cardiopatas, hipertensas e diabéticas) e verificou uma diferença significativamente estatística entre os dois grupos nos valores do cortisol salivar à meia noite. O grupo de gestantes de baixo risco apresentou cortisol quase que a metade do valor das de alto risco (11,45 x 20,23 nmol/L) .
??A autora discorre em sua dissertação de mestrado sobre a relação entre alterações no cortisol e estresse materno, parto prematuro, alterações no comportamento do recém-nascido, baixo peso fetal e complicações metabólicas na vida adulta. .
??E no final termina com um belíssimo texto que reproduzo ipsis litteris sobre a importância de se trabalhar em equipe, numa abordagem integrada (ou integrativa). .
“Atualmente, as disciplinas que estudam o período gestacional não o fazem de forma integrada. A obstetrícia enfoca as complicações inerentes ao parto, os profissionais de saúde mental se preocupam com a depressão pós-parto, os clínicos na identificação de patologias que não são próprias da gravidez, a pediatria nas patologias do recém-nascido imediatas ao parto. A importância da integração interdisciplinar nas pesquisas em gestantes representa um avanço no campo do conhecimento sobre a gestação e permite reconhecer esta fase como determinante na formação do indivíduo”. .
??* A Dra Ana Carla Peres é endocrinologista de formação, com mestrado em ginecologia e doutorado em neurociências.Fonte: ??Dissertação de mestrado http://livros01.livrosgratis.com.br/cp075798.pdf
??Artigo publicado http://www.scielo.br/pdf/rbsmi/v10n1/v10n1a07.pdfData de Publicação: 29/04/2016