Dra. Anne Farias

Dra. Anne Farias é médica ginecologista e obstetra pela Universidade de Pernambuco e também especialista em medicina fetal pelo Hospital das Clínicas de Pernambuco. Um ser humano e profissional incrível que tem a minha confiança. Tive a oportunidade de trabalhar com a mesma no serviço público e desde o primeiro momento constatei a excelência do seu trabalho. Atende no nosso consultório terça pela manhã das 8h às 12h30min. Conheça o instagram da Dra. Anne Farias https://www.instagram.com/annekcf/. Realiza acompanhamento pré-natal (com ultrassonografia), exames de ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia e os atendimentos de Ginecologia.

Atresia / Estenose Duodenal

Traduzido e Adaptado de Sigmon DF, Eovaldi BJ, Cohen HL.

Sigmon DF, Eovaldi BJ, Cohen HL. Atresia Duodenal e Estenose. [Atualizado em 11 de julho de 2021].

Em: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing.

Disponível em https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK470548/

A atresia duodenal é uma obstrução intestinal congênita que pode causar vômitos biliosos ou não biliosos nas primeiras 24 a 38 horas de vida neonatal, tipicamente após a primeira alimentação oral. Está associado ao polidrâmnio intrauterino e é uma das causas mais comuns de obstrução intestinal fetal. Se a atresia duodenal não for diagnosticada no pré-natal, o diagnóstico pode ser feito radiograficamente com uma radiografia abdominal simples como o primeiro passo na avaliação. Isso pode ser seguido por um exame contrastado, se necessário. Este artigo revisa a fisiopatologia e apresentação da atresia duodenal e destaca o papel da equipe interprofissional em sua gestão.

Objetivos:

  • Revisar a apresentação de uma criança com atresia duodenal.
  • Descrever a avaliação de um paciente suspeito de atresia duodenal.
  • Resumir as opções de tratamento para atresia duodenal.
  • Explicar a importância de melhorar a coordenação do cuidado entre os membros da equipe interprofissional para melhorar os resultados para pacientes afetados pela atresia duodenal.

Introdução
A atresia duodenal é uma obstrução intestinal congênita que pode causar vômitos biliosos ou não biliosos nas primeiras 24 a 38 horas de vida neonatal, tipicamente após a primeira alimentação oral. Está associado ao polidrâmnio intrauterino e é uma das causas mais comuns de obstrução intestinal fetal. O ultrassom antenatal pode fazer o diagnóstico. Se a atresia duodenal não for diagnosticada pré-natalmente, o diagnóstico pode ser feito radiograficamente com uma radiografia abdominal simples como o primeiro passo na avaliação. Isso pode ser seguido por um exame de contraste controlado, se necessário. Bário para uma série limitada de gastrointestinal superior (UGI) ou água/Pediálito para uma avaliação ultrassonográfica pode ser realizado para confirmar o diagnóstico. A TC desempenha um papel limitado, se houver, na avaliação da atresia duodenal.[ 1]

Etiologia
A obstrução do duodeno causa atresia duodenal, geralmente distal à ampola de Vater na segunda porção do duodeno. Durante a oitava à décima semana de desenvolvimento embriológico, erros de recanalização duodenal são a principal causa de atresia duodenal. Na atresia duodenal, há obstrução completa da luz duodenal. Estenose duodenal é o termo usado para estreitamento, resultando em uma obstrução incompleta da luz duodenal. Uma teia duodenal é uma causa mais rara de obstrução duodenal, que tende a causar uma deformidade da baia de vento da luz duodenal.[ 2]

Epidemiologia
A atresia duodenal ocorre em 1 em cada 5000 a 10.000 nascidos vivos. É frequentemente associado a outras anomalias, incluindo síndrome de trissomia 21/Down e malformações cardíacas. Aproximadamente 30% a 40% das crianças com atresia duodenal têm síndrome de Down. Há uma prevalência de 3% de atresia duodenal congênita entre pacientes com síndrome de trissomia 21/Down. Não há diferença na prevalência entre os sexos. Existe uma associação com VACTERL [acrônimo para uma associação de malformacões congênitas que inclui anomalias vertebral, anal, cardíaca, traqueal, esofágica, renal e dos membros (Limbs em inglês)], pâncreas anular e outras atresias intestinais, incluindo atresia jejunal, atresia ileal e atresia retal.[ 3]

Fisiopatologia
Acredita-se que a atresia duodenal ocorra devido à falha do cordão sólido epitelial em recanalizar ou proliferação endodérmica excessiva. No entanto, a etiologia exata permanece desconhecida neste momento.[ 4]

História e Exame Físico

A atresia duodenal se apresenta no início da vida como vômito, geralmente ocorrendo nas primeiras 24 a 38 horas de vida após a primeira alimentação, e piora progressivamente se não tratada. Às vezes, o vômito pode ser projétil, que, como o pilorospasmo e o refluxo gastroesofágico, pode simular estenose pilórica hipertrófica.[ 5][6] A apresentação clínica do vômito bilioso aponta para obstrução intestinal congênita distal à ampola de Vater. Há casos de atresia proximal à ampola de Vater que se apresentam sem vômitos biliosos. A ampola de Vater está localizada na segunda porção ou porção descendente do duodeno. Vômitos biliosos excessivos podem causar alcalose metabólica hipoclorêmica hipocalêmica com acidúria paradoxal, particularmente se houver um atraso na hidratação. Os pacientes apresentam sintomas de distensão abdominal e ausência de evacuação.

Avaliação

A imagem pré-natal mostrará uma bolha dupla, um estômago sem eco cheio de líquido amniótico e uma segunda estrutura próxima, mas a mais distal cheia de líquido, muitas vezes circular (mas cega) (a segunda bolha) que é a porção obstruída do duodeno. O uso da ultrassonografia pré-natal permitiu um diagnóstico mais precoce de atresia duodenal. Uma vantagem da ultrassonografia abdominal neonatal é que ela pode ser realizada na unidade de terapia intensiva neonatal ou berçário. Quando a ultrassonografia pré-natal é realizada, o duodeno geralmente não é preenchido com líquido, e a presença de um duodeno cheio de líquido sugere atresia duodenal. Se um sinal de bolha dupla for visto na ultrassonografia pré-natal, o ultrassonografista precisa demonstrar uma conexão entre as duas estruturas cheias de fluido porque o cisto de duplicação anterior, bem como outros cistos abdominais, pode simular a aparência de um sinal de bolha dupla.[ 7][8]
A avaliação radiográfica pós-natal inicial para o diagnóstico de atresia duodenal é uma radiografia abdominal simples. Há gás no estômago e no duodeno proximal na atresia duodenal, mas ausência de gás distalmente no intestino delgado ou grande. Uma radiografia abdominal simples pode revelar o sinal de bolha dupla, que é visto no pós-natal como um grande estômago radiolúcido (cheio de ar), geralmente na posição normal à esquerda da linha média, e uma bolha menor e mais distal à direita da linha média, que representa um duodeno dilatado. Um sinal de bolha dupla em uma radiografia abdominal é um indicador confiável de atresia duodenal. Outras causas de obstrução intestinal podem simular um sinal de bolha dupla. O pâncreas anular é a segunda causa mais comum de atresia duodenal. Obstrução jejunal ou mais distal pode dilatar mais distalmente, ou mais de duas bolhas podem estar presentes.[ 8]
Em pacientes com síndrome de Down, a bolha dupla de raios X tem um valor preditivo positivo maior. A prevalência de atresia duodenal na síndrome de Down é muito maior do que na população em geral. Uma avaliação adicional com modalidades adicionais nem sempre é necessária antes de prosseguir para a cirurgia. A estenose duodenal também pode causar o sinal de bolha dupla; no entanto, se a estenose estiver presente, pelo menos uma pequena quantidade de gás pode estar presente distal à obstrução. A ausência de gás no estômago em uma radiografia abdominal significa atresia esofágica sem fístula traqueoesofágica. Às vezes, pode haver ar distal a um segmento de atresia duodenal que entrou no intestino distal através de uma árvore biliar anômala. O aparecimento radiográfico do sinal de bolha dupla deve levar à consulta cirúrgica imediata. Para casos de suspeita de atresia duodenal não identificada antenatalmente, a fluoroscopia de bário pode ser usada para avaliar o trato gastrointestinal. Se necessário, uma avaliação adicional com ultra-som ou série gastrointestinal alta (UGI) pode ser realizada. Mais recentemente, o ultrassom neonatal é muito útil para esclarecer a anatomia, especialmente usando o fluido como agente de contraste.[ 9] Uma possível mímica do sinal de bolha dupla é o sinal de bolha pseudo-dupla criado pela configuração curva do estômago, onde as duas bolhas representavam fluido normal no estômago proximal e distal.
O contraste de bário às vezes é administrado através de uma sonda orogástrica ou nasogástrica sob fluoroscopia para avaliar o esôfago, estômago e duodeno. Apenas uma quantidade controlada de bário é colocada para confirmar a obstrução. Em seguida, é removido por uma sonda nasogástrica para evitar refluxo e aspiração potencial. O principal objetivo da UGI é diferenciar entre atresia duodenal e volvo do intestino médio, uma distinção importante porque o volvo do intestino médio requer cirurgia de emergência. Em contraste, a atresia duodenal pode ser gerenciada em uma base eletiva.[ 10]
A TC pediátrica desempenha um papel muito limitado, se houver, no diagnóstico e avaliação da atresia duodenal. No entanto, uma reconstrução por TC pode permitir uma avaliação mais aprofundada do layout intestinal em casos confusos. A TC neonatal é tecnicamente mais desafiadora, pois pode exigir sedação, agrupamento e, iniciar uma linha intravenosa neonatal para administração de contraste. Além disso, a TC envolve radiação ionizante e pode ser mais difícil de interpretar porque há menos gordura abdominal separando as vísceras abdominais do que em pacientes mais velhos.

Tratamento / Gerenciamento
O tratamento envolve sucção nasogástrica para descomprimir o estômago e cirurgia para corrigir a lesão obstrutiva. Duodenostomia é a cirurgia típica realizada. A doudenostomia pode ser realizada como um procedimento aberto ou laparoscópico
. A duodenostomia é um tipo de procedimento de bypass que se diz ser tecnicamente exigente para uma abordagem laparoscópica. Uma anastomose em forma de diamante é construída com uma anastomose duodenal longitudinal proximal à distal. O procedimento de bypass evita danos ao pâncreas, ducto pancreático principal, ducto pancreático acessório e ducto biliar comum. Antes da cirurgia, o estômago e o duodeno proximal são descomprimidos com uma sonda orogástrica e a ressuscitação volêmica intravenosa é realizada. Possíveis complicações da duodenoduodenostomia incluem refluxo gastroesofágico, megaduodeno e motilidade duodenal prejudicada. Uma avaliação operatória completa inclui procurar áreas adicionais de obstrução intestinal.[ 11]

Diagnóstico Diferencial
É útil saber se o vômito é bilioso ou não no desenvolvimento de um diagnóstico diferencial. Considerações primárias para casos de vômito bilioso em neonatos são atresia duodenal, estenose duodenal, pâncreas anular, mas particularmente má rotação do intestino causada pelo volvo do intestino médio, pelo qual o fluxo da artéria mesentérica superior para o intestino distal está comprometido. O volvo intestinal médio geralmente se apresenta dias depois na vida do que a atresia duodenal. É importante procurar outras anormalidades gastrointestinais associadas à síndrome de Down, como atresia anal, doença de Hirschsprung, hérnia diafragmática e onfalocele.[ 8]

Prognóstico
O prognóstico após o tratamento cirúrgico bem-sucedido da atresia duodenal é excelente. Um estudo acompanhando bebês de 1972 a 2001 demonstrou complicações tardias em até 12% dos pacientes e mortalidade tardia de 6%.[ 12]

Complicações
As complicações estão principalmente associadas à cirurgia e incluem o seguinte:

  • Megaduodeno
  • Síndrome do laço cego
  • Colecistite
  • Esofagite
  • Úlcera péptica
  • DRGE
  • Pancreatite
  • Vazamento de anastomose

Cuidados Pós-operatórios e de Reabilitação

No pós-operatório, os pacientes geralmente necessitam de drenagem nasogástrica contínua, que pode ou não precisar ser acompanhada de nutrição parenteral. Uma vez que a saída do tubo nasogástrico diminui significativamente ou pára, as rações podem ser iniciadas em uma quantidade baixa e avançadas conforme tolerado. O momento exato para iniciar a alimentação enteral é dependente do paciente. Se houver preocupação com o local da duodenoduodenostomia ou outro local da anastomose, como uma anastomose duodenojejunal, então uma série GI superior com contraste solúvel em água pode ser realizada.[ 13][14]

Consultas
Como a atresia duodenal requer reparo cirúrgico, um cirurgião pediátrico deve ser consultado quando essa condição for identificada.

Dissuasão e Educação do Paciente
Embora não haja como impedir o desenvolvimento de atresia duodenal, os pais devem ser aconselhados de que essa condição está relacionada a problemas com o desenvolvimento embrionário, e não devem culpar a si mesmos ou a quaisquer ações que tomaram antes ou durante a gravidez como contribuindo para a condição.

Pérolas e Outros Problemas
No útero, a atresia duodenal, uma obstrução proximal do trato gastrointestinal, causa polidrâmnio interferindo na absorção gastrointestinal do líquido amniótico engolido pelo feto distal ao nível de obstrução intestinal. Polidrâmnio é definido como quantidades anormalmente grandes de líquido amniótico no saco gestacional durante a gravidez. A ultrassonografia pré-natal é diagnóstica para polidrâmnio quando o índice de líquido amniótico é maior que 25 cm ou quando o líquido amniótico total é estimado em maior que 1500 a 2000 ml. Na atresia duodenal, o líquido amniótico que é engolido pelo feto é impedido de se mover distalmente para ser absorvido pelo trato gastrointestinal fetal e transferido para a circulação materna através da placenta. Em vez disso, é refluxo de volta para o líquido amniótico. Oitenta por cento dos casos de polidrâmnio são devidos a causas maternas ou idiopáticas. As causas maternas incluem insuficiência cardíaca congestiva e diabetes gestacional. Diabetes gestacional pode causar hiperglicemia fetal e poliúria fetal. As causas fetais incluem anomalias congênitas que interferem na deglutição e obstrução intestinal, incluindo atresia duodenal. Outras anomalias causadoras de polidrâmnio incluem atresia esofágica, massas de cabeça e pescoço, massas torácicas e distúrbios supratentoriais que interrompem a deglutição. Além disso, o polidrâmnio aumenta o risco de prolapso do cordão umbilical, descolamento prematuro e parto prematuro.

Melhorando os Resultados da Equipe de Saúde

A atresia duodenal é um distúrbio intestinal relativamente comum que geralmente se apresenta logo após o parto; portanto, é melhor gerenciada por uma equipe interprofissional que inclui um cirurgião pediátrico, obstetra, enfermeiro neonatal, nutricionista, pediatra, intensivista e geneticista. O manejo definitivo dessa condição é a cirurgia, mas o procedimento é frequentemente associado a complicações que prolongam o tempo de internação. Nas últimas três décadas, as taxas de mortalidade por atresia duodenal caíram significativamente, com média de 2% a 5%. As taxas de mortalidade não estão diretamente relacionadas à cirurgia, mas às outras anomalias orgânicas associadas, como defeitos cardíacos congênitos complexos. No entanto, a sobrevida continua a melhorar com melhores cuidados com a UTIN, suporte nutricional e melhor anestesia pediátrica. Hoje, a sobrevivência a longo prazo da maioria dos bebês (mais de 80%) com atresia duodenal é a norma. A maior controvérsia para o futuro é o uso da endoscopia para extirpar a teia duodenal. Esta técnica permanece experimental. A outra controvérsia envolve o tempo para alimentar o paciente após a cirurgia. Especialistas recomendam uma avaliação fluoroscópica para verificar se há vazamento antes de iniciar a alimentação.

Referências
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Srisajjakul S, Prapaisilp P, Bangchokdee S. Espectro de imagem de doenças duodenais não neoplásicas. Imagem Clin. 2016 Nov – Dez;40(6):1173-1181. [PubMed]
2.
Sheorain VK, Cohen HL, Boulden TF. Sinal clássico de meia de vento da teia duodenal no estudo de contraste gastrointestinal superior. J Paediatr Saúde Infantil. 2013 May;49(5):416-7. [PubMed]
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Morris JK, Springett AL, Greenlees R, Loane M, Addor MC, Arriola L, Barisic I, Bergman JEH, Csaky-Szunyogh M, Dias C, Draper ES, Garne E, Gatt M, Khoshnood B, Klungsoyr K, Lynch C, Tendências de anomalias congênitas na Europa de 1980 a 2012. PLoS One.2018;13(4):e0194986. [Artigo gratuito do PMC] [PubMed]
4.
Prasad TR, Bajpai M. Atresia intestinal. Pediatr indiano J. 2000 Set;67(9):671-8. [PubMed]
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Gilet AG, Dunkin J, Cohen HL. Pilorospasmo (simulando estenose pilórica hipertrófica) com refluxo gastroesofágico secundário. Ultrassom Q.2008 Jun;24(2):93-6. [PubMed]
6.
Cohen HL, Blumer SL, Zucconi WB. O sinal ultrassonográfico de pista dupla: não patognomônico para estenose pilórica hipertrófica; pode ser visto no piloespasmo. J Ultrasound Med. Maio de 2004; 23(5):641-6. [PubMed]
7.
Koberlein G, DiSantis D. O sinal de “bolha dupla”. Abdom Radiol (NY). 2016 Fev;41(2):334-5. [PubMed]
8.
Blumer SL, Zucconi WB, Cohen HL, Scriven RJ, Lee TK. O recém-nascido vômito: uma revisão dos critérios de adequação do ACR e do papel do ultrassom na preparação desses pacientes. Ultra-som Q. 2004 Set;20(3):79-89. [PubMed]
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Cohen HL, Moore WH. Histórico de ultrassom de emergência. J Ultrasound Med. 2004 Abr;23(4):451-8. [PubMed]
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Latzman JM, Levin TL, Nafday SM. Atresia duodenal: nem sempre uma bolha dupla. Pediatr Radiol. 2014 Ago;44(8):1031-4. [PubMed]
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Oh C, Lee S, Lee SK, Seo JM. Duodenoduodenostomia laparoscópica com anastomose paralela para atresia duodenal. Surg Endosc. 2017 Jun;31(6):2406-2410. [PubMed]
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Escobar MA, Ladd AP, Grosfeld JL, West KW, Rescorla FJ, Scherer LR, Engum SA, Rouse TM, Billmire DF. Atresia e estenose duodenal: acompanhamento a longo prazo ao longo de 30 anos. J Pediatr Surg. 2004 Jun;39(6):867-71; discussão 867-71. [PubMed]
13.
Chiarenza SF, Bucci V, Conighi ML, Zolpi E, Costa L, Fasoli L, Bleve C. Atresia Duodenal: Reparo-Análise Aberta versus MIS de Nossa Experiência nos Últimos 12 Anos. Biomed Res Int.2017;2017:4585360. [Artigo gratuito do PMC] [PubMed]
14.
Kimura K, Mukohara N, Nishijima E, Muraji T, Tsugawa C, Matsumoto Y. Anastomose em forma de diamante para atresia duodenal: uma experiência com 44 pacientes ao longo de 15 anos. J Pediatr Surg.1990 Set;25(9):977-9. [PubMed]
Detalhes da Publicação
Informações do Autor

Autores
David F. Sigmon1; Benjamin J. Eovaldi; Harris L. Cohen2.


Anormalidade fetais » Trato gastrointestinal

Atresia duodenal

Prevalência:
  • 1 em 5.000 nascidos.
Diagnóstico Ultrassonográfico:
  • Sinal da dupla bolha como resultado de aumento do estômago e porção inicial do duodeno. Usualmente visto > 24 semanas.
  • Polidramnia > 24 semanas em 50% dos caso.
Anormalidades associadas:
  • Defeitos cromossômicos, principalmente trissomia 21, são vistos em 30% dos casos.
  • Outros defeitos, principalmente cardíacos, renais, vertebrais, são vistos em 10-20% dos casos.
Investigação:
  • Ultrassonografia detalhada, incluindo ecocardiograma.
Seguimento:
  • Ultrassom a cada 2-3 semanas para avaliar crescimento e volume de líquido amniótico. Amniodrenagem pode ser necessária em caso de polidramnia e encurtamento de colo.
Parto:
  • Local: Hospital com UTI neonatal e cirurgia pediátrica.
  • Momento: 38 semanas.
  • Via: indução de parto vaginal.
Prognóstico:
  • Taxa de sobrevivência: >95%.
Recorrência:
  • Isolada: não há risco aumentado.
  • Parte da trissomia 21: 1%

Síndrome Gripal e Sindrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na Gravidez, Parto e Puerpério

Vídeo sobre o Protocolo do ministério da Saúde sobre Sídrome Gripal e SRAG na Gravidez. Espero que ajude. Curta e compartilha!

Abaixo o protocolo o ministério da saúde sobre classificação de risco e anejo da paciente comm Síndrome Gripal / SRAG. Disponível na íntegra AQUI . E o protocolo do Ministério da Saúde completo para Tratamento da Influenza você encontra AQUI .

Abaixo: enfatizarei as informações que considero mais importante sobre o assunto.

Para o correto manejo clínico da influenza, é preciso considerar e diferenciar os casos de síndrome gripal (SG) e síndrome respiratória aguda grave (SRAG).

SÍNDROME GRIPAL – SG Indivíduo que apresente febre de início súbito, mesmo que referida, acompanhada de tosse ou dor de garganta e pelo menos um dos seguintes sintomas: cefaleia, mialgia ou artralgia, na ausência de outro diagnóstico específico. Em crianças com menos de 2 anos de idade, considera-se também como caso de síndrome gripal: febre de início súbito (mesmo que referida) e sintomas respiratórios (tosse, coriza e obstrução nasal), na ausência de outro diagnóstico específico.

SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE – SRAG Indivíduo de qualquer idade, com síndrome gripal (conforme definição anterior) e que apresente dispneia ou os seguintes sinais de gravidade:
• Saturação de SpO2 <95% em ar ambiente.
• Sinais de desconforto respiratório ou aumento da frequência respiratória avaliada de acordo com a idade.
• Piora nas condições clínicas de doença de base.
• Hipotensão em relação à pressão arterial habitual do paciente. Ou
• Indivíduo de qualquer idade com quadro de insuficiência respiratória aguda, durante período sazonal.

Em crianças: além dos itens anteriores, observar os batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência.

*Fatores de Risco:
População indígena; gestantes;
Puérperas (até 2 semanas após o parto);
Crianças ( 2 anos),
Adultos ( 60 anos);
Pneumopatias (incluindo asma); cardiovasculopatias (excluindo hipertensão arterial sistêmica); doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme); distúrbios metabólicos (incluindo diabetes mellitus); transtornos neurológicos e do desenvolvimento que possam comprometer a função respiratória ou aumentar o risco de aspiração (disfunção congênita, lesões medulares, epilepsia,paralisia cerebral,Síndrome de Down, AVC ou doenças neuromusculares); imunossupressão (medicamentos,neoplasias,HIV/Aids); nefropatias e hepatopatias.

** Sinais de Piora do Estado Clínico: persistência ou agravamento da febre por mais de 3 dias; miosite comprovada por CPK ( 2 a 3 vezes); alteração do sensório; desidratação e,em crianças,exacerbação dos sintomas gastrointestinais.

INDICAÇÕES PARA INTERNAÇÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA – UTI
Choque;
Disfunção de órgãos vitais;
Insuficiência Respiratória;
Instabilidade hemodinâmica

Instabilidade hemodinâmica persistente (pressão arterial que não respondeu à reposição volêmica (30 mL/kg nas primeiras 3 horas), indicando uso de amina vasoativa (exemplo: noradrenalina, dopamina, adrenalina).

Sinais e sintomas de insuficiência respiratória, incluindo hipoxemia (PaO2 abaixo de 60 mmHg) com necessidade de suplementação de oxigênio para manter saturação arterial de oxigênio acima de 90%


Evolução para outras disfunções orgânicas, como insuficiência renal aguda e disfunção neurológica.


GESTANTES E PUÉRPERAS


As modificações fisiológicas da gestação tornam a mulher mais vulnerável a complicações por infecções respiratórias, fato evidenciado pela maior mortalidade registrada neste segmento populacional durante a pandemia de influenza em 2009.

Gestantes e puérperas estão no grupo de pacientes com condições e fatores de risco para complicações por influenza.

Para este grupo, recomenda-se:
• Na consulta médica deve ser realizado o exame físico, incluindo ausculta e frequência respiratória, assim como os demais sinais vitais e a aferição da oximetria de pulso. São considerados sinais de alarme em gestantes valores de frequência respiratória >20 rpm ou frequência cardíaca >100 bpm.
• Mesmo podendo representar manifestação fisiológica da gravidez, a queixa de dispneia deve ser valorizada na presença de síndrome gripal.
• Em pacientes com sinais de agravamento, incluindo SpO2 <95%, considerar o início imediato de oxigenoterapia, monitorização contínua e internação hospitalar.
• Gestantes e puérperas, mesmo vacinadas, devem ser tratadas com antiviral, fosfato de oseltamivir (Tamiflu), na dose habitual para adultos, indicado na síndrome gripal independentemente de sinais de agravamento, visando à redução da morbimortalidade materna.
• Não se deve protelar a realização de exame radiológico em qualquer período gestacional quando houver necessidade de averiguar hipótese diagnóstica de pneumonia.
• A elevação da temperatura na gestante deve ser sempre controlada com antitérmico uma vez que a hipertermia materna determina lesões no feto. A melhor opção é o paracetamol.
• Devem ser tomadas precauções com o recém-nascido no puerpério (ver item que trata sobre o Manejo do Recém-Nascido, filho de mãe com influenza ou suspeita clínica). Todas as gestantes e puérperas com síndrome gripal, mesmo não complicadas, devem ser tratadas com antiviral. O tratamento com fosfato de oseltamivir não é contraindicado na gestação (categoria C) e sua segurança foi comprovada.


Abaixo o resumo de um artigo bem interessante https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34958603/

Características e resultados de mulheres grávidas hospitalizadas com gripe, 2010 a 2019: um estudo transversal repetido

Rachel Holstein 1Fatimah S Dawood 1Alissa O’Halloran 1Charisse Cummings 1Dawud Ujamaa 2Pam Daily Kirley 3Kimberly Yousey-Hindes 4Emily Fawcett 5Maya L Monroe 6Sue Kim 7Ruth Lynfield 8Chelsea McMullen 9Alison Muse 10Nancy M Bennett 11Laurie M Billing 12Melissa Sutton 13Ann Thomas 13H Keipp Talbot 14William Schaffner 14Risco Ilene 15Carrie Reed 1Shikha Garg 1

Resumo

Antecedentes: Mulheres grávidas podem ter risco aumentado de resultados graves associados à influenza.

Objetivo: Descrever as características e desfechos de gestantes hospitalizadas com influenza.

Desenho: Estudo transversal repetido.

Local: Rede de Vigilância de Hospitalização de Influenza dos EUA com base populacional durante as temporadas de influenza de 2010-2011 a 2018-2019.

Pacientes: Mulheres grávidas (com idades entre 15 e 44 anos) hospitalizadas com influenza confirmada em laboratório, identificadas por meio do atendimento inicial pelo obstetra ou através de testes práticos.

Medidas: características clínicas, intervenções e desfechos maternos e fetais hospitalares foram obtidos por meio de abstração de prontuário. A regressão logística multivariada foi usada para avaliar a associação entre o subtipo A da influenza e os desfechos maternos graves associados à influenza, incluindo admissão na unidade de terapia intensiva (UTI), ventilação mecânica, oxigenação por membrana extracorpórea ou óbito hospitalar.

Resultados: De 9.652 mulheres de 15 a 44 anos hospitalizadas por influenza, 2.690 (27,9%) estavam grávidas. Entre as 2.690 mulheres grávidas, a idade média era de 28 anos, 62% estavam no terceiro trimestre e 42% tinham pelo menos uma doença subjacente. No geral, 32% foram vacinados contra a gripe e 88% receberam tratamento antiviral. Cinco por cento necessitaram de admissão na UTI, 2% necessitaram de ventilação mecânica e 0,3% ( n= 8) morreu. Mulheres grávidas com influenza A H1N1 eram mais propensas a ter desfechos graves do que aquelas com influenza A H3N2 (razão de risco ajustada, 1,9 [IC 95%, 1,3 a 2,8]). A maioria das mulheres (71%) ainda estava grávida na alta hospitalar. Entre 754 mulheres que não estavam mais grávidas no momento da alta, 96% tiveram uma gravidez resultando em nascimento vivo e 3% tiveram perda fetal.

Limitação: os desfechos maternos e fetais ocorridos após a alta hospitalar não foram capturados.

Conclusão: Ao longo de 9 temporadas de influenza, um terço das mulheres em idade reprodutiva hospitalizadas com influenza estavam grávidas. O Influenza A H1N1 foi associado a desfechos maternos mais graves. As mulheres grávidas continuam sendo um grupo-alvo de alta prioridade para a vacinação.

Fonte de financiamento primária: Centros para Controle e Prevenção de Doenças.


Abaixo encontrei um material educativo bem interessante da Secretaria de Saúde de Minas Gerais no link https://www.saude.mg.gov.br/gripe

O QUE É GRIPE INFLUENZA? 

A gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório, provocado pelo vírus da influenza, com grande potencial de transmissão sendo responsável por elevadas taxas de hospitalização.
O vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias.

Tipo A

Os vírus influenza do tipo A são encontrados em várias espécies de animais, além dos seres humanos, tais como suínos, cavalos, mamíferos marinhos e aves.

Dentre os subtipos de vírus influenza A, atualmente os subtipos A(H1N1) e A(H3N2) circulam de maneira sazonal e infectam humanos. Alguns vírus influenza A de origem animal também podem infectar humanos causando doença grave, como os vírus A(H5N1), A(H7N9), A(H10N8), A(H3N2v), A(H1N2v) e outros.

Tipo B

Os vírus tipo B Infectam exclusivamente os seres humanos. Os vírus da gripe B não são classificados em subtipos. 

A CAMPANHA 2021

A estratégia de vacinação contra gripe (influenza) foi incorporada no Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 1999 com o propósito de reduzir internações, complicações e óbitos na população elegível.

Em 2021, a campanha de vacinação contra a gripe acontece no período de 12 de abril a 09 de julho de 2021. É dividida em 3 fases que contemplarão os grupos definidos pelo Ministério da Saúde sendo que o planejamento de atendimento e vacinação de cada um desses grupos é organizado por cada município. A meta é vacinar pelo menos 90% de cada um dos grupos prioritários.

As ações de imunização continuam a ser extremamente importantes para a proteção contra a gripe (influenza) e devem ser mantidas apesar de todos os desafios frente à circulação contínua ou recorrente da Covid-19 (SARS-CoV-2).

CALENDÁRIO

Seguindo o Plano Nacional de Imunizações (PNI), este ano a vacinação contra Gripe é dividida em 3 etapas. Informe-se. Consulte os grupos prioritários e calendário de vacinação definidos pela sua cidade.

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POR QUE SE VACINAR?

A vacina contra a Gripe (Influenza) é segura e é considerada uma das medidas mais eficazes para evitar casos graves e óbitos por gripe, além disso, a vacinação permitirá, ao longo de 2021, prevenir complicações, óbitos e as suas consequências sobre os serviços de saúde decorrentes da doença. A vacinação contra a Gripe (Influenza) também tem como objetivo minimizar a carga da doença, reduzindo os sintomas que podem ser confundidos com os da covid-19.

QUANDO SE VACINAR?

Se você pertence a um dos grupos prioritários, fique atento ao  calendário de vacinação definido pela sua cidade.

ONDE SE VACINAR?

A vacina contra a gripe (Influenza) está disponível nos mais de 5.000 postos de vacinação distribuídos em todo Estado de Minas Gerais. É segura e gratuita, sendo disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência, seguindo as orientações de prevenção a Covid-19, e leve o cartão de vacinação.

A VACINA DE GRIPE PROTEGE CONTRA O CORONAVÍRUS?

Não! A vacina de gripe protege contra o vírus Influenza evitando casos graves e mortes causados por ele, mas NÃO oferece nenhuma imunização contra o Coronavírus.

POSSO TOMAR VACINA DE GRIPE E DE COVID-19 AO MESMO TEMPO?

Não! Deve-se respeitar um intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinas. Ou seja, se tomar a vacina contra a Influenza, espere 14 dias para tomar a da Covid-19. Se tomar primeiro a da Covid-19, 1ª ou 2ª dose, espere mais 14 dias para tomar a da Influenza.

Por isso, é importante que você leve o seu cartão de vacinas no dia em que for se vacinar para ajudar no controle do profissional de saúde.

VACINAÇÃO EM TEMPOS DE PANDEMIA

As ações de imunizações continuam a ser importantes para a proteção contra a Influenza (gripe) e devem ser mantidas apesar de todos os desafios frente à circulação contínua ou recorrente da covid-19.

Ao se dirigir a um posto de saúde para se vacinar, não esqueça de levar o cartão de vacinação, utilizando a máscara respeitando todas as medidas de distanciamento social.

TRANSMISSÃO:

A transmissão dos vírus do tipo influenza ocorre, assim como com a gripe comum e com o Coronavírus, por meio de secreções respiratórias passadas de uma pessoa para outra, como gotículas de saliva, tosse ou espirro, principalmente. Além disso, é possível pegar a gripe por contato com superfícies contaminadas com gotículas respiratórias (o que pode incluir qualquer objeto).

SINTOMAS:

Os principais sintomas da gripe são:

  • Febre;
  • Dor no corpo;
  • Dor de garganta;
  • Tosse;
  • Dor de cabeça.

Sintomas incomuns:

  • Calafrios;
  • Cefaleia (dor de cabeça);
  • Dor nas juntas;
  • Mal-estar;
  • Mialgia (dor muscular);
  • Prostraçao;
  • Secreção nasal excessiva.

Outros sintomas:

  • Diarreia;
  • Vômito;
  • Fadiga;
  • Rouquidão;
  • Olhos avermelhados e lacrimejantes.

Sintomas em Adultos

O quadro clínico em adultos sadios pode variar de intensidade.

Sintomas em Crianças

As crianças podem apresentar febre alta, aumento dos linfonodos cervicais, quadros de bronquite ou bronquiolite, além de sintomas gastrointestinais.

Sintomas em Idosos

Em geral, nos idosos a temperatura não atinge níveis elevados. É comum que eles se apresentem febris, mas sem outros sintomas associados.

Qual a diferença entre Gripe e Resfriado?

A principal diferença entre a gripe e o resfriado é a intensidade de seus sintomas e, de forma mais técnica, o local afetado das vias respiratórias. De modo geral, na gripe os sintomas são mais intensos e no resfriado são mais leves e têm uma menor duração.

Possíveis complicações da Gripe (Influenza)

As situações reconhecidamente de risco incluem doença pulmonar crônica (asma e doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC), cardiopatias (insuficiência cardíaca crônica), doença metabólica crônica (diabetes, por exemplo), imunodeficiência ou imunodepressão, gravidez, doença crônica renal e hemoglobinopatias.

As complicações são mais comuns em idosos e indivíduos com comorbidades. As mais frequentes são as pneumonias bacterianas secundárias, sendo provocadas pelos seguintes agentes: Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus ssp e Haemophillus influenzae.

Uma complicação incomum, e muito grave, é a pneumonia viral primária pelo vírus da influenza. Nos imunocomprometidos, o quadro clínico é geralmente mais arrastado e, muitas vezes, mais grave. Gestantes com quadro de influenza no segundo ou terceiro trimestre da gravidez estão mais propensas à internação hospitalar. 

COMO SE PREVENIR:

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra a gripe e suas complicações e, devido às diversas mutações do vírus, é necessária a vacinação anual contra a gripe. Por isso, todo ano, o Ministério da Saúde realiza a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe. Este imunobiológico protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no Hemisfério Sul no último ano.

Outras medidas de prevenção:

Orienta-se a adoção de outras medidas gerais de prevenção para toda a população. Tais medidas são comprovadamente eficazes na redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, especialmente as de grande infectividade, como o vírus da gripe e do coronavírus, mas não substituem vacina:

  • Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel, principalmente antes de consumir algum alimento;
  • Utilize lenço descartável para higiene nasal;
  • Cubra o nariz e boca ao espirrar ou tossir;
  • Evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Mantenha os ambientes bem ventilados;
  • Evite contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe;
  • Evite aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados);
  • Adote hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos;
  • Em caso de gripe, procure seu médico ou a unidade mais próxima para diagnóstico e tratamento adequados.

Importante!

O serviço de saúde deve ser procurado imediatamente caso apresente algum desses sintomas: dificuldade para respirar, lábios com coloração azulada ou roxeada, dor ou pressão abdominal ou no peito, tontura ou vertigem, vomito persistente, convulsão. 

Em caso de suspeita de Covid-19, devo me vacinar contra Gripe?

Se estiver com diagnóstico ou com suspeita de Covid-19, adie a sua vacinação até a sua recuperação total ou pelo menos, 28 dias após o início dos sintomas ou do teste positivo para Coronavírus, caso seja assintomático.

Posso tomar a vacina de Gripe (Influenza) junto com a vacina de Coronavírus?

Não! Deve-se respeitar um intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinas. Ou seja, se tomar a vacina contra a Influenza, espere 14 dias para tomar a da Covid-19. Se tomar primeiro a da Covid-19, 1ª ou 2ª dose, espere mais 14 dias para tomar a da Influenza.

Aguardei os 14 dias entre as vacinas e perdi a data para Vacinação contra Gripe, o que fazer?

Se você pertence a um dos grupos prioritários que já foi vacinado contra a Covid-19, mas perdeu a data do seu grupo de vacinação contra a Gripe (Influenza), você deve ir ao posto de saúde mais próximo de sua residência para receber a vacina contra Gripe (Influenza). Leve o seu cartão de vacinação.

Gripe H1N1 tem cura?

A princípio sim, mas depende da gravidade do caso. Quando o paciente procura um pronto-socorro ao sinal dos primeiros sintomas e segue o tratamento indicado pelo médico, ele tem uma completa resolução do quadro. Contudo, em alguns casos, a gripe H1N1 pode levar a óbito.

Lembre-se! A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra a gripe e suas complicações.

Qual o período de incubação do vírus Influenza?

O período de incubação do vírus Influenza é, em geral, de um a quatro dias.

Qual o período de transmissibilidade do vírus?

Adulto: podem transmitir o vírus entre 24 e 48 horas antes do início de sintomas, porém em quantidades mais baixas do que durante o período sintomático. Nesse período, o pico da excreção viral ocorre, principalmente entre as primeiras 24 até 72 horas do início da doença.

Pessoas com imunodepressão: podem transmitir vírus por semanas ou meses.

Crianças: quando comparadas aos adultos, também excretam vírus mais precocemente, com maior carga viral e por períodos mais longos.

Quais os grupos que apresentam condições e fatores de risco para complicações, com indicação de tratamento?

  • Grávidas em qualquer idade gestacional;
  • Puérperas até duas semanas após o parto (incluindo as que tiveram aborto ou perda fetal);
  • Adultos com 60 anos ou mais;
  • Crianças com menos de6 anos (sendo que o maior risco de hospitalização é em menores de 2 anos, especialmente as menores de 6 meses com maior taxa de mortalidade);
  • População indígena aldeada ou com dificuldade de acesso;
  • Pneumopatias (incluindo asma);
  • Cardiovasculopatias (excluindo hipertensão arterial sistêmica);
  • Nefropatias;
  • Hepatopatias;
  • Doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme);
  • Distúrbios metabólicos (incluindo diabetes mellitus);
  • Transtornos neurológicos que podem comprometer a função respiratória ou aumentar o risco de aspiração (disfunção cognitiva, lesões medulares, epilepsia, paralisia cerebral, Síndrome de Down, atraso de desenvolvimento, AVC ou doenças neuromusculares);
  • Imunossupressão (incluindo medicamentosa ou pelo vírus da imunodeficiência humana);
  • Obesidade (Índice de Massa Corporal – IMC ≥ 40 em adultos);
  • Indivíduos menores de 19 anos de idade em uso prolongado com ácido acetilsalicílico (risco de Síndrome de Reye).

Como será o esquema de doses para crianças?

Todas as crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias) que receberam pelo menos uma dose da vacina influenza sazonal em anos anteriores, devem receber apenas uma dose em 2021. Para a população indígena, a vacina está indicada para as crianças de 6 meses a menores de nove anos de idade.

O que as gestantes precisam saber?

As gestantes devem se vacinar em qualquer idade gestacional por apresentarem maior risco de doenças graves e complicações causadas pela influenza. Para este grupo não haverá exigência quanto à comprovação da situação gestacional, sendo suficiente para a vacinação que a própria mulher afirme o seu estado de gravidez.

O que as puérperas (mulheres no período até 45 dias após o parto) precisam saber?

Todas as mulheres no período até 45 dias após o parto estão incluídas no grupo alvo de vacinação. Para isso, deverão apresentar documento que comprove o puerpério (certidão de nascimento, cartão da gestante, documento do hospital onde ocorreu o parto, entre outros) durante o período de vacinação.

Há alguma contraindicação para esta vacina?

A vacina é contraindicada para crianças menores de 6 meses de idade e pessoas com história de anafilaxia a doses anteriores apresentam contraindicação a doses subsequentes.

Quais as diferenças entre os vírus H1N1, H2N3 e H3N2?

Não há grandes diferenças entre os vírus H1N1, H2N3 e H3N2 no que diz respeito às doenças que cada um causa, na maneira de se prevenir e no tratamento. A distinção entre os três subtipos de Influenza está nas proteínas específicas que cada um tem em sua superfície. A H1N1, no entanto, é que ela pode levar o paciente à morte devido ao agravamento dos sintomas, quando comparado aos quadros de outros tipos de gripe. Portanto, ela pode ser considerada como um tipo mais agressivo se não tratada adequadamente.


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