Avaliação Ultrassonográfica do Colo Uterino para a Predição de Parto Prematuro

Inúmeros trabalhos na literatura enfatizam a importância do rastreio para avaliação do risco de parto prematuro através da mensuração do comprimento do colo do útero pela ultrassonografia transvaginal. A Fetal Medicine Foundation desenvolveu uma calculadora para cálculo deste risco através do comprimento do colo do útero em milímetros.  Tal calculadora de risco é disponível no link https://fetalmedicine.org/research/assess/preterm/cervix . Além disso, outra calculadora interessante para análise do risco de parto prematuro de acordo com a história da cliente é disponibilizada no link https://fetalmedicine.org/research/assess/preterm

Medida do comprimento cervical

Técnica

Ao medir o comprimento do colo uterino na ecografia transvaginal:

  • A mulher deve esvaziar a bexiga e então posicionar-se em ducúbito dorsal na posição litotômica.
  • O transdutor deve ser introduzido, direcionando-o ao fórnix anterior. Cuidado deve ser tomado para que pressão excessiva não seja exercida contra o colo, a qual pode aumentar artificialmente a medida cervical.
  • Uma aquisição sagital do colo uterino deve ser obtido e a mucosa endocervical, a qual pode ser hiperecogênica ou hipoecogênica em relação à cérvix, deve ser utilizada como um guia para a localização do orifício interno (OI) do colo, evitando assim, confusão com o segmento inferior do útero.
  • Os calipers são usados para medir a distância linear entre a área triangular mais ecogênica no orifício externo (OE) e a incisura em formato de V no OI.
  • Cada exame deve ser realizado ao longo de 2-3 minutos. Em cerca de 1% dos casos o comprimento cervical pode mudar devido a contrações uterinas e, nesses casos, a medida mais curta  é a que deve ser utilizada.

Reprodutibilidade da técnica. A medida transvaginal do comprimento cervical é altamente reprodutível e em 95% dos casos a diferença entre duas medidas realizadas pelo mesmo examinador ou por dois examinadores diferentes é ao redor de 4 mm ou menos.

A melhor forma para se medir o comprimento cervical é através da ultrassonografia transvaginal.

A ultrassonografia transabdominal falha em visualizar o colo em grande parte dos casos, principalmente naqueles com colo curto. Além disso, para se obter visibilidade adequada é necessário a bexiga cheia, o que falsamente aumenta o comprimento cervical.

Transperinealmente o colo pode ser examinado colocando-se o transdutor curvilíneo sagitalmente entre os grandes lábios.

  • O colo do útero é adequadamente visualizado em cerca de 80% das pacientes e a medida do comprimento cervical obtida por essa técnica é semelhante às medidas obtidas pela técnica transvaginal.
  • No entanto, em cerca de 20% dos casos a cérvix não pode ser visualizada ou o OI  ou OE ficam obscurecidos por um artefato que não pode ser eliminada apesar de movimentos verticais do transdutor ou de angulação lateral e rotação.

Colo curvo

O colo uterino é frequentemente curvo, e nesses casos, a medida do comprimento cervical realizada através de uma linha reta entre os OI e OE é, inevitavelmente, mais curta do que uma medida feita ao longo do canal endocervical.

  • Do ponto de vista clínico, o método usado para medir o comprimento cervical não tem importância, uma vez que quando o colo está curto,  está também reto.

Afunilamento cervical

A dilatação do OI, observada sonograficamente como um afunilamento, não é nada além de um simples reflexo do processo de encurtamento que irá eventualmente resultar em parto prematuro. Quase todas as mulheres com colo curto tem afunilamento do OI.

  • Mulheres com um colo longo e afunilamento não tem um risco aumentado para parto prematuro.

Aplicação clínica

Predição de parto prematuro (PP)

A medida sonográfica do comprimento cervical é clinicamente útil nas seguintes situações:

  • Nas mulheres assintomáticas com antecedente de parto prematuro e naquelas com anormalidades uterinas, tal como útero unicorno, o comprimento do colo uterino deve ser medido a cada 2 semanas entre 14 e 24 semanas.
  • Nas mulheres assintomáticas sem história prévia, a medida do comprimento cervical deve ser realizada rotineiramente na ultrassonografia de segundo trimestre entre 20-24 semanas de gestação.

Predição de parto a termo

A medida sonográfica do comprimento cervical é clinicamente útil na predição do momento do parto a termo:

  • Nas mulheres com parto cesáreo programado, a medida do comprimento cervical na 37a semana pode ajudar na decisão em realizar o parto entre 37-38 semanas ou esperar até 39-41 semanas.
  • Nas mulheres com indicação de indução do parto, a medida do comprimento cervical, antes do início da indução, dá informação útil referente ao intervalo indução-parto, a probabilidade de parto vaginal e a probabilidade de cesárea.

Impacto da morte neonatal

Cerca de 130 milhões de bebês nascem todo ano no mundo e destes, 4 milhões morrem nas primeiras quatro semanas de vida, o período neonatal.

Em geral, as principais causas diretas de morte neonatal são parto prematuro, infecções severas e asfixia.

Nos países desenvolvidos, o parto prematuro é responsável por cerca de metade de todas as mortes neonatais.

Incidência

A taxa de parto prematuro não diminuíu nos últimos 50 anos e na maioria dos países desenvolvidos a taxa continua a crescer apesar dos avanços no conhecimento dos fatores de risco e mecanismos relacionados ao trabalho de parto prematuro.

Existem basicamente duas razões para essa falha na redução da taxa de parto prematuro:

  • Ausência de um teste de rastreio eficaz para identificar as mulheres com alto risco.
  • Ausência de um método eficaz de intervenção para prevenir esta complicação.

Classificação

Um terço dos parto prematuros acontecem por indicação médica, principalmente devido a pré-eclâmpsia e restrição de crescimento intrauterino (RCIU). Dois terços são espontâneos devido ao início prematuro do trabalho de parto ou ruptura prematura das membranas.

Todos os nascimentos antes de 37 semanas de gestação são definidos como prematuros e são subdivididos de acordo com a idade gestacional em que acontecem:

  • Extremo (<28 semanas), o qual acontece em cerca de 0.25% das gestações.
  • Precoce (28-30 semanas), o qual acontece em cerca de 0.25% das gestações.
  • Moderado (31-33 semanas), o qual acontece em cerca de 0.6% das gestações.
  • Tardio (34-36 weeks), o qual acontece em cerca de 3.0% das gestações.

O risco de óbito fetal ou sequelas está aumentado, principalmente nos subgrupos extremo, precoce e moderado. A prevalência de parto espontâneo antes de 34 semanas é ao redor de 1%.

  1. Centre for Maternal and Child Enquiries (CMACE) Perinatal Mortality 2009: United Kingdom. CMACE: London, 2011.

Predição

Existem essencialmente dois grupos de grávidas que contribuem para os partos espontâneos antes de 34 semanas:

  • 15% desses partos são originários de um grupo de mulheres com história prévia de abortamento tardio ou parto prematuro espontâneo. Esse grupo constitui cerca de 3% do total de grávidas. Nessas mulheres o risco de recorrência é inversamente proporcional à idade gestacional no parto prematuro anterior.
  • 85% desses nascimentos são originários dos 97% de mulheres que estão em sua primeira gravidez ou das quais as gestações anteriores resultaram em nascimentos a termo.

Consequentemente, qualquer estratégia para reduzir a taxa de partos prematuros que foca no subgrupo de mulheres com partos prematuros anteriores teria um pequeno impacto na taxa geral de partos prematuros.

Existem essencialmente duas estratégias para identificar o grupo de alto risco dentre as mulheres que estão na primeira gestação ou dentre as quais as gestações anteriores resultaram em partos a termo:

  • Fibronectina fetal cérvico-vaginal entre 22-24 semanas. Fibronectina fetal é uma glicoproteína da matriz extracelular produzida por citotrofoblastos e amniócitos. Fica localizada entre o córion e a decídua onde atua como uma “cola” entre o útero e a gravidez. A fibronectina fetal pode ser detectada nas secreções cérvico-vaginais em todas as gestações, em altos níveis antes de 22 semanas, mas em baixos níveis (menos que 50 ng/mL) entre 22ª-24ª semanas. Medir a fibronectina fetal na 22ª-24ª semana é útil para predizer gestações com risco aumentado para parto prematuro espontâneo. Na 22ª-24ª semana o teste é positivo em 5% das mulheres e este grupo contém 25% das gestações com parto prematuro espontâneo (sPP) antes de 34 semanas.
  • Comprimento cervical na 20ª-24ª semana, nas gestações com  parto a termo, está normalmente distribuído em uma média de 34 mm. Nas gestações com sPP antes de 34 semanas observa-se uma distribuição bimodal do comprimento cervical. O comprimento cervical é <15 mm em 1% das mulheres e este grupo contém 20% dos casos de sPP antes de 34 semanas. O comprimento é <25 mm 10% das mulheres e este grupo  contem 40% dos casos de sPP antes de  34 semanas.

O risco de parto prematuro espontâneo (sPP) está aumentado no grupo de mulheres com história prévia de sPP e este, está relacionado à idade gestacional na qual o parto prematuro ocorreu. Adicionalmente, o risco de PP é inversamente relacionado ao comprimento cervical entre 20-24 semanas de gestação na gravidez atual.

Um modelo combinando o comprimento cervical com a história obstétrica é melhor preditor de parto prematuro espontâneo do que cada fator isolado e a sensibilidade do rastreio melhora quanto maior o grau de prematuridade.

  • Para uma taxa de rastreio positivo de 10%, a taxa de detecção é de 80% para nascimentos antes de 28 semanas de gestação, de 60% para nascimentos entre 28-30 semanas e de 50% para partos entre 31-33 semanas.

Cálculo de parto prematuro

Quando você obtiver o certificado de competência da FMF em rastreio cervical, você terá acesso a este programa, o qual permitirá você avaliar o risco de parto prematuro espontâneo.

Prevenção do parto prematuro

De acordo com os antecedentes obstétricos

Estudos investigando a importância das medidas preventivas têm focado essencialmente em dois grupos de mulheres:

  • Mulheres com história prévia de parto prematuro.
  • Mulheres sem história prévia, mas com risco aumentado de parto prematuro definido através de um teste de rastreio.

Mulheres com história prévia de parto prematuro

Nenhum benefício em reduzir o risco de recorrência tem sido demonstrado pelos seguintes métodos:

  • Repouso no leito no hospital ou em casa é largamente recomendado para a prevenção de parto prematuro, porém não há evidência científica que suporte esta prática. Na verdade, estudos randomizados em gestações gemelares mostraram que repouso no leito aumenta o risco de parto prematuro. O repouso no leito também pode ter alguns efeitos colaterais, incluindo aumento do risco de trombose venosa, atrofia muscular e  estresse.
  • Betamiméticos prescritos profilaticamente.
  • Mudanças no estilo de vida como redução das horas de trabalho, aumento na frequência de consultas pré-natais, suporte psicológico, suplementação da dieta com ferro, folato, cálcio, zinco, magnésio, vitaminas ou óleo de peixe.

Benefícios em reduzir o risco de recorrência tem sido provado nas duas estratégias a seguir:

  • Cerclagem cervical reduz o risco de parto antes de 34 semanas em cerca de 25%. Existem duas opções de conduta de pacientes com história prévia de parto prematuro. A primeira seria a cerclagem eletiva em todas as mulheres logo após a ecografia de 11-13 semanas com um feto sem anomalias maiores. A segunda opção seria medidas seriadas a cada duas semanas e cerclagem somente se a medida do colo uterino se tornar menor que 25 mm. A taxa de parto prematuro é semelhante com as duas abordagens, contudo a segunda forma de acompanhamento é preferível, pois reduz a necessidade de cerclagem em cerca de 50%.
  • Progesterona utilizada de 20 a 34 semanas reduz o risco de parto antes de 34 semanas em cerca de 25%. A progesterona pode ser administrada em forma de pessário vaginal do produto natural (200 mg) toda noite, ou na forma injetável intramuscular, na versão sintética do produto, a 17 alfa-hidroxiprogesterona (250 mg). Progesterona natural é preferível devido a ausência de indesejáveis efeitos colaterais como sonolência, cansaço e dores de cabeça. Adicionalmente existe alguma preocupação de que injeções de 17-OHP-C podem aumentar o risco de óbito fetal.
  • Não há benefícios em repouso no leito, tocolíticos profiláticos ou mudanças no estilo de vida
  • Pessário vaginal de progesterona toda noite da 20a até a 34asemana reduz a taxa de parto prematuro em 25%
  • Medida do comprimento cervical a cada 2 semanas entre a 14ae 24a semana e cerclagem cervical se a medida do colo uterino se tornar menor que 25 mm reduzem a taxa de parto prematuro em 25%

Mulheres com inflamação ou infecção

Em mulheres com o teste de fibronectina fetal positivo o risco de parto prematuro está aumentado, mas não é reduzido pelo uso de antibióticos.

Vaginose bacteriana é um desequilíbrio da flora vaginal causada pela redução dos lactobacilos normais e crescimento importante da flora anaeróbia mista, incluindo Gardnerella vaginalis, Micoplasma hominis e Mobiluncus species. Vaginose bacteriana está presente em cerca de 20% das mulheres durante a gestação e na maioria dos casos são assintomáticas.

  • O risco de parto prematuro é duas vezes maior em mulheres com vaginose bacteriana e pode ser aumentado em 5 vezes se a infecção estiver presente antes das 16 semanas.
  • Antibióticos podem erradicar a vaginose bacteriana durante a gestação, mas não reduzem o risco de parto prematuro espontâneo. No entanto mais investigações são necessárias  para determinar se o tratamento com antibióticos antes das 16 semanas pode reduzir o risco de parto prematuro.

Em mulheres com bacteriúria assintomática o risco de parto prematuro e pielonefrite está aumentado. Antibióticos reduzem o risco de pielonefrite, porém não reduzem o risco de parto prematuro espontâneo.

Mulheres sem história prévia de parto prematuro, mas com teste de rastreio positivo

  • Fibronectina fetal positiva. Antibióticos não diminuem, ao contrário, aumentam o risco de parto prematuro.
  • Vaginose bacteriana. Antibióticos não reduzem o risco de parto prematuro. Talvez a antibioticoterapia seja útil se administrada antes da 16a semana.
  • Colo curto entre 20-24 semanas. Cerclagem cervical pode reduzir o risco de parto prematuro antes de 34 semanas em 15%.
  • Progesterona em pessário vaginal toda noite da 20a a 34asemana reduz o risco em cerca de 35-40%.

Mulheres com colo curto

Em mulheres com colo curto (<25mm) diagnosticado em uma ecografia transvaginal de rotina entre 22-24 semana, três estratégias tem sido utilizadas para reduzir o risco de parto prematuro (PP):

  • Progesterona vaginal, em gestações únicas com colo curto, reduz a taxa de parto prematuro espontâneo antes de 34 semanas em cerca de 35-40%.
  • Cerclagem cervical, em gestações com feto único, com colo curto e sem história prévia de parto prematuro, reduz o risco de parto espontâneo antes de 34 semanas em somente 15%.
  • Pessário cervical, em gestações únicas com colo curto, tem sido observado em estudos clínicos randomizados, os quais reportaram resultados contraditórios em relação aos benefícios deste em reduzir o parto prematuro.

Gestaç?es gemelares com colo curto

A taxa de parto prematuro antes de 34 semanas em gestaç?es únicas é cerca de 2% e em gestaç?es gemelares, 15%. Em ambas, gestaç?es únicas e gemelares, a taxa de parto prematuro é inversamente relacionado ao comprimento cervical entre 20-24 semanas de gestação.

Em gestações gemelares com colo curto (<25 mm) diagnosticado através da ultrassonografia transvaginal entre 20-24 semanas, três estratégias tem sido utilizadas para reduzir o risco de parto prematuro (PP):

  • Progesterona vaginal entre 20-34 semanas pode reduzir a taxa de parto prematuro espontâneo antes de 34 semanas em até 30%.

  • Cerclagem cervical pode aumentar a taxa de parto prematuro espontâneo antes de 34 semanas.

  • Pessário cervical usado aleatoriamente em gestações gemelares não reduz a taxa de parto prematuro espontâneo antes de 34 semanas.

  1. Romero R, Conde-Agudelo A, El-Refaie W, Rode L, Brizot ML, Cetingoz E, Serra V, Da Fonseca E, Abdelhafez MS, Tabor A, Perales A, Hassan SS, Nicolaides KH. Vaginal progesterone decreases preterm birth and neonatal morbidity and mortality in women with a twin gestation and a short cervix: an updated meta-analysis of individual patient data. Ultrasound Obstet Gynecol 2017;49:303-314.
  2. Nicolaides KH, Syngelaki A, Poon LC, de Paco Matallana C, Plasencia W, Molina FS, Picciarelli G, Tul N, Celik E, Lau TK, Conturso R. Cervical pessary placement for prevention of preterm birth in unselected twin pregnancies: a randomized controlled trial. Am J Obstet Gynecol 2016;214:3.e1-9.

Em resumo

Em gestações únicas, nas mulheres com parto prematuro prévio, a taxa de recorrência é reduzida em cerca de 25% tanto pela administração profilática de progesterona quanto por cerclagem cervical.

Em gestações únicas, nas mulheres sem história de parto prematuro prévio, mas com colo curto (<25mm) diagnosticado em ecografia de rotina às 20-24 semanas, o risco de parto prematuro espontâneo antes de 34 semanas é bastante alto, e este risco é reduzido em cerca de 35-40% com a administração profilática de progesterona.

Em gestações gemelares a taxa de parto prematuro espontâneo antes de 34 semanas é cerca de 15%, comparada com 2% nas gestações únicas.

  • Repouso no leito está associado com aumento de parto prematuro.
  • Cerclagem cervical está associada com aumento de parto prematuro.
  • Progesterona vaginal pode reduzir o risco de parto prematuro antes de 34 semanas em até 30%.

Ameaça de trabalho de parto prematuro

Conduta

Mulheres com ameaça de trabalho de parto prematuro são frequentemente tratadas com:

  • Hospitalização em serviços com unidade de tratamento intensivo neonatal.
  • Administração de tocolíticos para prevenir o parto prematuro.
  • Administração de esteróides para amadurecimento pulmonar.

No entanto, estudos randomizados sobre o uso de tocolítico em ameaça de trabalho de parto prematuro, tem demonstrado um prolongamento significativo da gestação em cerca de sete dias, mas sem redução importante na incidência de parto prematuro. Consequentemente, o objetivo principal dos tocolíticos é de prolongar a gestação por alguns dias para a adiministração adequada e eficaz de esteróides para o amadurecimento fetal pulmonar, e não a prevenção do parto prematuro como tal.

Conduta na ameaça de trabalho de parto prematuro

Distinguir entre trabalho de parto prematuro verdadeiro e falso:

  • Comprimento cervical
  • Fibronectina fetal cérvico-vaginal

Naquelas com trabalho de parto prematuro verdadeiro:

  • Hospitalização
  • Tocolíticos para retardar o parto
  • Esteróides para amadurecimento fetal pulmonar

Medida do comprimento cervical

A maioria das mulheres (mais de 90%) que chegam ao serviço de emergência obstétrica com dor e contrações uterinas regulares entre 24-36 semanas de gestação não apresentam trabalho de parto verdadeiro e não chegam ao parto nos sete dias subsequentes.

Hospitalização e administração de tocolíticos e esteróides devem ficar reservados às mulheres que estão realmente em trabalho de parto, e estas podem ser identificadas através da medida ecográfica transvaginal do colo uterino e/ou pelo teste de fibronectina fetal positivo em secreções cérvico-vaginais quando se apresentam ao serviço de emergência.

A taxa de parto nos 7 dias subsequentes, no grupo de mulheres com ameaça de trabalho de parto prematuro, é inversamente relacionado ao comprimento do colo uterino na chegada ao serviço de emergência. O comprimento cervical é <20mm em cerca de 20% das mulheres com ameaça de trabalho de parto prematuro e este grupo contém 75% daquelas que parem nos 7 dias subsequentes. Nas pacientes com comprimento cervical >20mm, o risco de parto nos próximos 7 dias é de aproximadamente 3%.

O teste de fibronectina fetal é positivo em cerca de 20% das mulheres com ameaça de trabalho de parto prematuro e este grupo contém 75% daqueles que parem em até 7 dias. Se o teste for negativo, o risco de parto em até 7 dias é de 3%.

A associação da medida do comprimento cervical com a fibronectina fetal poderia potencialmente reduzir a taxa de rastreio positivo para 5% (melhor do que 20% com cada método isoladamente) e também reduziria o risco de parto nos próximos 7 dias para 1% naquelas com um teste combinado negativo.

  1. Sotiriadis A, Papatheodorou S, Kavvadias A, Makrydimas G. Transvaginal cervical length measurement for prediction of preterm birth in women with threatened preterm labor: a meta-analysis. Ultrasound Obstet Gynecol 2010;35:54-64.
  2. Boots AB, Sanchez-Ramos L, Bowers DM, Kaunitz AM, Zamora J, Schlattmann P. The short-term prediction of preterm birth: a systematic review and diagnostic metaanalysis. Am J Obstet Gynecol 2014;210:54.e1-54.e10.

Polidrâmnio

Causas

Polidrâmnio no 2° trimestre e no início do 3° trimestre é encontrado em cerca de 1 em 200 gestações.

Existem, essencialmente, duas causas principais:

Deglutição fetal reduzida, pode ser devido a doenças neuromusculares, tumores faciais e do pescoço, obstrução gastrointestinal, defeitos pulmonares compressivos, ou caixa torácica estreita devido a displasias esqueléticas.

Aumento do volume urinário fetal, evento observado em casos de diabetes materna, circulação fetal hiperdinâmica (por anemia fetal, tumores fetais ou da placenta, malformações arteriovenosas), ou por sídrome de transfusão feto-fetal.

Conduta

A conduta nas gestações com polidrâmnio tem com objetivos:

  • Diagnóstico e tratamento da doença de base, incluíndo controle glicêmico da diabetes mellitus materna, shunts tóraco-amnióticos para cistos pulmonares fetais ou derrames pleurais, transfusão sanguínea intrauterina para anemia fetal, oclusão por laser de anastomoses placentárias nos casos de síndrome de transfusão feto-fetal ou de vasos “alimentadores” em tumores fetais e da placenta.
  • Reduzir o risco de parto prematuro extremo através de repetidas amniocenteses e drenagem de grandes volumes de líquido amniótico. No entanto, o procedimento por si só pode precipitar parto prematuro e a amniocentese é reservada aos casos onde o comprimento cervical é menor que 15 mm ou quando ecografias semanais de controle demonstram um encurtamento progressivo do colo para menos de 25 mm.

    Um método de tratamento alternativo e eficiente é a administração de indometacina para a mãe; no entanto, essa medicação pode causar fechamento precoce do ducto arterioso fetal e por isso, acompanhamento com ecocardiografia fetal seriada, é necessário.

Momento adequado para cesárea eletiva

Medida do comprimento cervical

Existe uma contradição no momento adequado da cesareana eletiva, as quais são tradicionalmente realizadas às 38 semanas.

  • Esperar além de 38 semanas, resultará em muitas mulheres entrando em trabalho de parto espontâneo e, consequentemente, uma cesárea eletiva será convertida em emergencial, com aumento da morbidade e mortalidade materna.
  • O risco de morbidade respiratória é reduzido pela metade a cada semana completa da gestação entre 37 e 41 semanas.

A medida do comprimento cervical às 37 semanas é útil para prever o início espontâneo do trabalho de parto e nascimento a termo. Esta informação pode ser utilizada para individualizar a idade gestacional para a cesárea eletiva:

  • Em mulheres com o comprimento cervical menor que 20 mm, existe uma chance de 95% de início do trabalho de parto espontâneo antes de 40 semanas. Nessas pacientes, a cesárea eletiva deve ser realizada entre 37-38 semanas a fim de evitar o risco aumentado de morbimortalidade materna devido a uma cirurgia de emergência se comparada a uma eletiva.
  • Em mulheres com comprimento cervical maior que 30 mm, a chance de que o início de trabalho de parto espontâneo não acontecerá antes de 40 semanas é de 95%. Nessas pacientes a cesárea poderia ser retardada até 40 semanas a fim de reduzir a morbidade respiratória neonatal.

 

Gestação prolongada

Implicações

Em 5-10% das mulheres, a gestação continua além de 294 dias (42 semanas completas) e são definidas como prolongada ou pós termo. Essas gestações estão relacionadas a um risco aumentado de tocotraumismo e asfixia ao nascimento; natimorto e óbito neonatal.

O risco de perda da gestação (óbito intrauterino, neonatal e infantil) aumenta de 1,2 em 1000 gestações às 38 semanas, para 2,4 às 40 semanas e 5,8 às 43 semanas.

Na conduta em gestações prolongadas, a indução do trabalho de parto, comparada com a conduta expectante, está associada a uma redução substancial da mortalidade perinatal. No entanto, aproximadamente 20% das mulheres que têm o trabalho de parto  induzido acabam necessitando de uma cesárea de emergência devido à falha de indução, falha na progressão do trabalho de parto ou sofrimento fetal. A taxa de cesárea depende da paridade, sendo cerca de 10% para multíparas e 30% em nulíparas.

Indução do trabalho de parto

Em mulheres que terão o trabalho de parto induzido, a medida do comprimento cervical, combinado com características maternas (paridade, idade gestacional, idade materna e índice de massa corpórea), fornece informação para a previsão do intervalo indução-nascimento, a probabilidade de nascimento vaginal nas próximas 24 horas e a probabilidade de parto cesáreo.

  • Em mulheres com partos anteriores a probabilidade de cesárea por falha de indução, falha na progressão ou sofrimento fetal aumenta, de cerca de 2% com uma medida de colo de 1-10 mm (comprimento pré indução) para 20% quando o colo mede mais de 30 mm.
  • Em mulheres nulíparas a probabilidade de cesárea por falha de indução, falha na progressão e sofrimento fetal aumenta, de cerca de 10% com uma medida de colo de 1-10 mm (comprimento pré indução) para 70% quando o colo mede mais 30 mm.

 

Recomendações da Organização Mundial de Saúde para Assistência ao Trabalho de Parto, Parto e Puerpério para uma Experiência positiva do nascimento

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Lista resumida de recomendações sobre cuidados intraparto para uma experiência positiva de parto

1. Recomenda-se o atendimento de maternidade respeitoso – que se refere aos cuidados organizados e prestados a todas as mulheres de forma a manter sua dignidade, privacidade e confidencialidade, garantem a ausência de danos e maus tratos, e permite a escolha informada e o apoio contínuo durante o parto e parto. (Recomendado)

2. É recomendável a comunicação efetiva entre profissionais de maternidade e mulheres no trabalho de parto, utilizando métodos simples e culturalmente aceitáveis. (Recomendado)

3. Um companheiro de escolha é recomendado para todas as mulheres ao longo do trabalho e do parto. (Recomendado)

4. Os modelos de cuidados dirigidos pela parteira, em que uma parteira conhecida ou pequeno grupo de parteiras conhecidas apoiam uma mulher ao longo do pré-natal, intraparto e pós-natal, são recomendados para mulheres grávidas em ambientes com programas de obstetrícia que funcionam bem. (Recomendação de contexto específico)

5. Recomenda-se o uso das seguintes definições dos primeiros estágios ativos e latentes do trabalho para a prática.
O primeiro estágio latente é um período de tempo caracterizado por contrações uterinas dolorosas e alterações variáveis do colo do útero, incluindo algum grau de apagamento e progressão mais lenta de dilatação de até 5 cm para trabalhos iniciais e subsequentes.
O primeiro estágio ativo é um período de tempo caracterizado por contrações uterinas dolorosas regulares, um grau substancial de apagamento cervical e dilatação cervical mais rápida de 5 cm até dilatação completa para trabalhos iniciais e subsequentes. (Recomendado)

6. As mulheres devem ser informadas de que uma duração padrão do primeiro estágio latente não foi estabelecida e pode variar amplamente de uma mulher para outra. No entanto, a duração do primeiro estágio ativo (de 5 cm até a dilatação cervical completa) geralmente não se prolonga além de 12 horas nos primeiros trabalhos, e geralmente não se prolonga para além de 10 horas em trabalhos subsequentes. (Recomendado)

7. Para as mulheres grávidas com início de trabalho espontâneo, o limiar da taxa de dilatação cervical de 1 cm / hora durante o primeiro estágio ativo (conforme representado pela linha de alerta do partograma) é impreciso para identificar as mulheres com risco de desfecho adverso e, portanto, não é recomendado para este propósito. (Não Recomendado)

8. Uma taxa mínima de dilatação cervical de 1 cm / hora ao longo do primeiro estágio ativo é pouco realista para algumas mulheres e, portanto, não é recomendada para identificação da progressão normal do trabalho. Uma taxa de dilatação cervical mais lenta que 1 cm / hora por si só não deve ser uma indicação de rotina para a intervenção obstétrica.  (Não Recomendado)

9. O trabalho não pode naturalmente acelerar até atingir um limiar de dilatação cervical de 5 cm. Portanto, o uso de intervenções médicas para acelerar o parto e o nascimento (como o aumento da oxitocina ou a cesariana) antes deste limiar não é recomendado, desde que as condições fetais e maternas sejam tranquilizadoras.  (Não Recomendado)

10. Para as mulheres grávidas saudáveis que se apresentam em trabalho espontâneo, uma política de atrasar a admissão da sala de trabalho até o primeiro estágio inicial é recomendada apenas no contexto de pesquisas rigorosas. (Recomendação em contexto de pesquisa)

11. A pelvimetria clínica de rotina na admissão no trabalho de parto não é recomendada para mulheres grávidas saudáveis.

12. A cardiotocografia de rotina não é recomendada para a avaliação do bem-estar fetal na admissão do trabalho em mulheres grávidas saudáveis ??apresentando trabalho espontâneo.

13. Ausculta dos batimentos cardíacos fetaisusando um dispositivo de ultra-som Doppler ou estetoscópio fetal Pinard é recomendada para a avaliação do bem-estar fetal na admissão de trabalho.

14. Não é recomendado a tricotomia perineal / pubiana de rotina antes de dar parto vaginal.

15. A administração de enema para reduzir o aumento do trabalho de parto não é recomendada.

16. O exame vaginal digital em intervalos de quatro horas é recomendado para a avaliação rotineira do primeiro estágio de trabalho ativo em mulheres de baixo risco.

17. A cardiotografia contínua não é recomendada para avaliação do bem-estar fetal em mulheres grávidas saudáveis ??submetidas a trabalho espontâneo.

18. A ausculta intermitente da freqüência cardíaca fetal com um aparelho de ultra-som Doppler ou estetoscópio fetal Pinard é recomendada para mulheres grávidas saudáveis ??no trabalho de parto.

19. A analgesia epidural é recomendada para mulheres grávidas saudáveis ??que solicitam alívio da dor durante o parto, dependendo das preferências de uma mulher.

20. Os opióides parenterais, como fentanil, diamorfina e petidina, são opções recomendadas para mulheres grávidas saudáveis ??que pedem alívio da dor durante o trabalho de parto, dependendo das preferências de uma mulher.

21. As técnicas de relaxamento, incluindo relaxamento muscular progressivo, respiração, música, atenção plena e outras técnicas, são recomendadas para mulheres grávidas saudáveis ??que solicitam alívio da dor durante o trabalho de parto, dependendo das preferências de uma mulher.

22. Técnicas manuais, como massagem ou aplicação de embalagens quentes, são recomendáveis ??para mulheres grávidas saudáveis ??que solicitam alívio da dor durante o parto, dependendo das preferências de uma mulher. (Recomendado)

23. Não é recomendado o alívio da dor para prevenir o atraso e reduzir o  aumento no trabalho de parto. (Não recomendado)

24. Para mulheres de baixo risco, recomenda-se a ingestão de líquidos e alimentos durante o trabalho de parto. (Recomendado)

25. É recomendável encorajar a adoção da mobilidade e uma posição vertical durante o trabalho em mulheres de baixo risco. (Recomendado)

26. Não é recomendada a limpeza vaginal de rotina com clorexidina durante o trabalho de parto com a finalidade de prevenir morbidades infecciosas. (Não recomendado)

27. Não é recomendado um pacote de cuidados para o manejo ativo do trabalho de parto para a prevenção do atraso no trabalho de parto. (Não recomendado)

28. O uso da amniotomia sozinho para prevenir o atraso no parto não é recomendado. (Não recomendado)

29. Não é recomendado o uso de amniotomia precoce com aumento precoce de oxitocina para prevenção de atraso no trabalho de parto. (Não recomendado)

30. Não é recomendado o uso de oxitocina para prevenção do atraso no trabalho em mulheres que recebem analgesia peridural. (Não recomendado)

31. Não é recomendado o uso de agentes antiespasmódicos para prevenção de atraso no trabalho de parto. (Não recomendado)

32. Não é recomendado o uso de fluidos intravenosos com o objetivo de encurtar a duração do trabalho de parto. (Não recomendado)

33. O uso da seguinte definição e duração da segunda etapa do trabalho de parto é recomendado para a prática.
– O segundo estágio é o período de tempo entre dilatação cervical completa e nascimento do bebê, durante o qual a mulher tem um desejo involuntário de suportar, como resultado de contracções uterinas expulsivas.
– As mulheres devem ser informadas de que a duração do segundo estágio varia de uma mulher para outra. Em gestantes no primeiro trabalho de parto, o nascimento geralmente é completado dentro de 3 horas, enquanto em trabalhos de parto subsequentes, o nascimento geralmente é concluído dentro de 2 horas. (Recomendado)

34. Para as mulheres sem analgesia peridural, recomenda-se incentivar a adoção de uma posição de nascimento da escolha da mulher individual, incluindo posições verticais. (Recomendado)

35. Para as mulheres com analgesia peridural, recomenda-se incentivar a adoção de uma posição de nascimento da escolha individual da mulher, incluindo posições verticais. (Recomendado)

36. As mulheres na fase expulsiva da segunda etapa do trabalho devem ser encorajadas e apoiadas para seguir seu próprio impulso de empurrar. (Recomendado)

37. Para as mulheres com analgesia peridural no segundo estágio do trabalho de parto, o atraso de empurrar durante uma a duas horas após a dilatação total ou até que a mulher recupere o desejo sensorial de suportar é recomendado no contexto em que os recursos estão disponíveis para maior permanência no segundo estágio e a hipoxia perinatal pode ser adequadamente avaliada e gerenciada. (Recomendação específica do contexto)

38. Para as mulheres na segunda fase do trabalho, são recomendadas técnicas para reduzir o trauma perineal e facilitar o nascimento espontâneo (incluindo a massagem perineal, compressas quentes e a proteção do períneo), com base em uma mulher preferências e opções disponíveis. (Recomendado)

39. O uso rotineiro ou liberal da episiotomia não é recomendado para mulheres submetidas a parto vaginal espontâneo. (Não recomendado)

40. Não é recomendável a aplicação da pressão manual do fundo uterino para facilitar o parto durante a segunda etapa do trabalho. (Não recomendado)

 41. O uso de uterotônicos para a prevenção da hemorragia pós-parto (PPH) durante a terceira etapa do trabalho de parto é recomendado para todos os partos. (Recomendado)

42. A oxitocina (10 UI, IM / IV) é a droga uterotônica recomendada para a prevenção da hemorragia pós-parto (PPH). (Recomendado)

43. Nas situações em que a oxitocina não está disponível, recomenda-se o uso de outros uterotônicos injetáveis ??(se apropriado, ergometrina / metilergometrina, ou a combinação fixa de oxitocina e ergometrina) ou misoprostol oral (600 ?g). (Recomendado)

44. O clampeamento tardio do cordão umbilical (não superior a 1 minuto após o nascimento) é recomendado para melhorar os resultados de saúde e nutrição materna e infantil. (Recomendado)

45. Nas situações onde os assistentes de partos qualificados estão disponíveis, a tração de cordão controlada (CCT) é recomendada para partos vaginais se o médico e a mulher parturiente considerem uma pequena redução na perda de sangue e uma pequena redução na duração da terceira etapa do parto como importante. (Recomendado)

46. ??A massagem uterina sustentada não é recomendada como uma intervenção para prevenir a hemorragia pós-parto (HPP) nas mulheres que receberam oxitocina profilática (não recomendado).

47. Em neonatos nascidos com líquido amniótico claro que começam a respirar sozinhos após o nascimento, a sucção da boca e do nariz não deve ser realizada. (Não recomendado)

48. Os recém-nascidos sem complicações devem ser mantidos em contato pele a pele com suas mães durante a primeira hora após o nascimento para prevenir a hipotermia e promover a amamentação. (Recomendado)

49. Todos os recém-nascidos, incluindo bebês de baixo peso ao nascimento (BPN) que possam amamentar, devem ser colocados no peito o mais rápido possível após o nascimento quando são clinicamente estáveis ??a mãe e o bebê. (Recomendado)

50. Todos os recém-nascidos devem receber 1 mg de vitamina K por via intramuscular após o nascimento (ou seja, após a primeira hora em que a criança deve estar em contato pele a pele com a mãe e a amamentação deve ser iniciada). (Recomendado)

51. O banho deve ser adiado até 24 horas após o nascimento. Se isso não for possível devido a razões culturais, o banho deve ser adiado por pelo menos seis horas. Recomenda-se roupas apropriadas do bebê para a temperatura ambiente. Isso significa uma ou duas camadas de roupas mais do que adultos, e uso de chapéus / bonés. A mãe e o bebê não devem ser separados e devem permanecer no mesmo quarto 24 horas por dia.  (Recomendado)

52. Recomenda-se a avaliação do tônus uterino abdominal pós-parto para identificação precoce da atonia uterina para todas as mulheres. (Recomendado)

53. A profilaxia antibiótica de rotina não é recomendada para mulheres com parto vaginal sem complicações (não recomendado).

54. A profilaxia antibiótica de rotina não é recomendada para mulheres com episiotomia. (Não recomendado)

55. Todas as mulheres pós-parto devem ter uma avaliação regular do sangramento vaginal, contração uterina, altura fundamental, temperatura e freqüência cardíaca (pulso) rotineiramente durante as primeiras 24 horas a partir da primeira hora após o nascimento. A pressão arterial deve ser medida logo após o nascimento. Se normal, a segunda medida da pressão arterial deve ser tomada dentro de seis horas. O esvaziamento de urina deve ser documentado dentro de seis horas. (Recomendado)

56. Após um parto vaginal sem complicações em um centro de saúde, mães saudáveis e recém nascidos devem receber cuidados nas instalações pelo menos 24 horas após o nascimento. (Recomendado)

 

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Estreptococo Beta-Hemolítico do Grupo B na Gravidez

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Estreptococo Beta-Hemolítico do Grupo B na Gravidez

O que é o estreptococo do grupo B (GBS)?

O estreptococo do grupo B é um dos muitos tipos de bactérias que vivem no corpo e geralmente não causam doenças graves. Encontra-se nos tratamentos digestivo, urinário e reprodutivo de homens e mulheres. Nas mulheres, pode ser encontrado na vagina e no reto. GBS não é uma infecção sexualmente transmissível (ITS) . Além disso, embora os nomes sejam semelhantes, o GBS é diferente do estreptococo do grupo A, a bactéria que causa a “garganta estreptocócica”.

O que significa ser colonizada com GBS?

Uma pessoa que tem a bactéria, mas não mostra sintomas, significa ser colonizada . O número de bactérias de uma pessoa pode mudar ao longo do tempo. Uma pessoa colonizada com um grande número de bactérias pode ter baixos níveis de bactérias, meses ou anos mais tarde. Também é possível que o número de bactérias diminua para níveis que não podem ser detectados.

Por que o GBS é uma preocupação para as mulheres grávidas?

A maioria das mulheres grávidas que são colonizadas com GBS não tem sintomas ou efeitos na saúde. Em um pequeno número de mulheres, GBS pode causar infecções do útero e do trato urinário. Uma mulher que é colonizada com GBS no final da gravidez pode passar para o bebê durante o parto.

Quais são os tipos de infecção por GBS em recém-nascidos?

Existem dois tipos de infecções por GBS em recém-nascidos: 1) infecções de início precoce e 2) infecções de início tardio. Ambos os tipos de infecções podem ser graves.

Quais são as infecções por GBS de início precoce?

As infecções de início precoce ocorrem durante a primeira semana de vida, geralmente nas primeiras 24-48 horas após o nascimento. Estas infecções podem ocorrer quando o bebê se move através do canal de parto de uma mulher que é colonizada com GBS. Apenas alguns bebês que estão expostos ao GBS desenvolvem uma infecção. Certos fatores, como o parto prematuro , podem aumentar o risco de um bebê se infectar. Os problemas mais comuns causados ??por infecções por GBS de início precoce são infecções pulmonares, infecções de sangue e meningite .

Quais são as infecções por GBS de início tardio?

Estas infecções ocorrem após os primeiros 6 dias de vida. As infecções de início tardio podem ser passadas da mãe para o bebê durante o nascimento ou podem ser causadas pelo contato com outras pessoas que são colonizadas com GBS. A infecção tardia pode levar a meningite e outras doenças, como a pneumonia.

Essas infecções podem ser prevenidas em recém-nascidos?

O teste de GBS no final da gravidez eo tratamento durante o parto podem ajudar a prevenir infecções de início precoce. No entanto, não previne infecções tardias. É importante reconhecer os sinais e sintomas da infecção pelo GBS de início tardio em seu bebê:

  • Lentidão ou inatividade
  • Irritabilidade
  • Má alimentação
  • Vômito
  • Febre alta

Se o seu bebê tiver algum destes sinais ou sintomas, entre em contato com seu pediatra imediatamente.

Quando as mulheres grávidas devem ser testadas para o GBS?

Para ajudar a prevenir a infecção por GBS com início precoce, as mulheres são testadas para GBS no final da gravidez, entre as semanas 35 e 37. O teste é chamado de cultura. Neste teste, um cotonete é usado para tirar uma amostra da vagina e do reto da mulher. Este procedimento é rápido e não doloroso. A amostra é enviada para um laboratório onde é cultivada em uma substância especial.

E se o resultado do teste for positivo?

Se os resultados do teste de cultura forem positivos, mostrando que o GBS está presente, você provavelmente receberá tratamento com antibióticos durante o trabalho de parto para ajudar a evitar que o GBS seja passado para o bebê. Os antibióticos ajudam a se livrar de algumas bactérias que podem prejudicar o bebê durante o nascimento. Os antibióticos funcionam apenas se forem administrados durante o trabalho de parto. Se o tratamento for administrado anteriormente na gravidez, a bactéria pode regredir e estar presente durante o trabalho de parto. A penicilina é o antibiótico que é mais freqüentemente administrado para prevenir a infecção por GBS em início precoce em recém-nascidos.

E se eu sou alérgico à penicilina?

Se você é alérgico à penicilina, informe o seu profissional de saúde antes de testar o GBS. Mulheres com reações alérgicas moderadas podem tomar um antibiótico chamado cefazolina. Se você teve uma reação grave à penicilina, como urticária ou anafilaxia , a bactéria na amostra precisa ser testada para determinar a escolha do antibiótico.

E se eu já tivesse um bebê que tivesse uma infecção por GBS?

Se você teve um bebê anterior com infecção por GBS ou se a sua urina tem bactéria GBS durante esta gravidez, você corre o risco de passar GBS ao seu bebê durante o parto e parto. Você receberá tratamento durante o trabalho de parto para proteger seu bebê da infecção. Você não precisará testar entre as semanas 35 e 37 da gravidez.

E se eu tiver um parto cesariano planejado?

Se você está tendo um nascimento de cesariana planejado , você não precisa receber antibióticos para GBS durante o parto se seu trabalho não tiver iniciado o trabalho de parto ou se a bolsa amniótica não se rompeu. No entanto, você ainda deve ser testado para GBS porque o trabalho de parto pode ocorrer antes do parto por cesariana planejado. Se o resultado do teste for positivo, seu bebê pode precisar ser monitorado para infecção por GBS após o nascimento.

Ressalto que a colonização materna para o Streptococo do Grupo B não indica uma cesariana.

Ecocardiografia Fetal

Diretriz Brasileira de Cardiologia Fetal – 2019

Pedra SRFF, Zielinsky P, Binotto CN, Martins CN, Fonseca ESVB, Guimarães ICB et al. Diretriz Brasileira de Cardiologia Fetal – 2019.
Arq Bras Cardiol. 2019; 112(5):600-648.

Disponível em : http://publicacoes.cardiol.br/portal/abc/portugues/2019/v11205/pdf/11205023.pdf

2.2.1. Etapa 1 – 1º Andar: Avaliação do Abdome para Determinar o Situs Cardiovisceral
Esta projeção é identificada por um corte transverso do abdome fetal, na região subdiafragmática, e permite determinar o situs abdominal. É necessário, inicialmente identificar os lados direito e esquerdo do feto; em seguida, deve-se confirmar que o estômago está no lado esquerdo fetal e o fígado, à direita. Além disto, deve-se observar que a aorta descendente encontra-se posterior e à esquerda, próxima ao corpo vertebral, e a veia cava inferior está anterior e à direita, dentro do parênquima hepático.

2.2.2. Etapa 2 – 2º Andar: Projeção de Quatro Câmaras

Esta projeção é obtida com um corte transversal do tórax fetal imediatamente acima do diafragma. Observa-se o coração ocupando um terço do tórax, e sua maior parte está situada no hemitórax esquerdo, com a ponta voltada para a esquerda. O septo interventricular deve fazer um ângulo de, aproximadamente, 45º com a linha média.

O primeiro passo para a análise cardíaca fetal é a identificação da coluna vertebral. Oposta à coluna está a parede anterior do tórax, ou esterno. Abaixo está o ventrículo direito, caracterizado pela banda moderadora e pela valva tricúspide, localizada alguns milímetros deslocada para o ápice. Voltando à coluna, a aorta descendente é vista anteriormente como um círculo no mediastino e, à sua frente, está o átrio esquerdo. O átrio esquerdo está próximo à aorta descendente e pode ser identificado pelo movimento característico do retalho do forame oval. Outras estruturas intracardíacas, como o átrio direito e o ventrículo esquerdo, podem então ser analisadas. Devem ter dimensões semelhantes às das câmaras contralaterais. As valvas atrioventriculares devem ser analisadas em relação ao seu movimento e tamanho do anel valvar.

Em resumo, a análise da visão de quatro câmaras deve incluir os seguintes pontos de referência:

  • Coluna vertebral.
  • Aorta descendente em plano transverso.
  • Átrio esquerdo próximo à aorta descendente e com o retalho do forame oval em movimento.
  • Ventrículo direito com o ápice “preenchido” por um pedaço de músculo chamado banda moderadora.
  • Dois átrios de tamanho semelhante.
  • Dois ventrículos de tamanho, espessura e contratilidade semelhantes (o ventrículo direito pode ser ligeiramente maior).
  • Os septos interatrial e interventricular unem as valvas atrioventriculares no meio do coração, sugerindo a imagem de uma cruz, a “crux cordis”.
  • O septo interventricular deve estar íntegro e fazer um ângulo de aproximadamente 45º com a linha média do corpo.
  • Duas valvas atrioventriculares com orifícios de abertura iguais. A inserção do folheto septal da valva tricúspide está mais próxima do ápice cardíaco, resultando em uma diferença mínima no nível de implantação do folheto anterior da valva mitral. Às vezes, essa diferença é bastante sutil, resultando em grandes dificuldades na exclusão do diagnóstico de defeito do septo atrioventricular e junção valvar AV única.
  • O septo interatrial pode ser visualizado com o forame oval e seu retalho, inclinando-se com o AE.
  • A drenagem das veias pulmonares no átrio esquerdo deve ser identificada na visão bidimensional e confirmada pelo Doppler colorido ou power Doppler.

A falha em obter uma visão normal de quatro câmaras durante a ultrassonografia obstétrica é uma indicação absoluta para o ecocardiograma fetal. Como a visão de quatro câmaras não inclui o exame das saídas dos ventrículos direito e esquerdo, doenças importantes como transposição das grandes artérias, tetralogia de Fallot (TOF), tronco arterioso comum, entre outras, podem passar despercebidas.Tabelas 2.2 e2.3 mostram as diferentes cardiopatias comumente associadas com vistas normais e anormais de quatro câmaras, respectivamente.

2.2.3. Etapa 3 – 3º Andar: Via de Saída do Ventrículo Esquerdo
As vias de saída com suas respectivas artérias são visualizadas a partir da projeção de quatro câmaras, basculando-se o transdutor em direção ao polo cefálico do feto. A primeira via de saída encontrada por esta manobra é a de saída do ventrículo esquerdo na projeção de cinco câmaras, que se posiciona à esquerda, com angulação de saída da aorta voltada para a direita, em direção ao ombro direito do feto. Este corte permite a visualização da continuidade do septo membranoso com a parede anterior da aorta, que é crucial para se afastar a possibilidade de cavalgamento
da aorta, característicos da T4F, tronco arterioso comum entre outras anomalias complexas.

2.2.4. Etapa 4 – 4º Andar: Via de Saída do Ventrículo Direito
Após a demonstração da via de saída do ventrículo esquerdo, atingimos a segunda via de saída, que é a do ventrículo direito. A via de saída do ventrículo direito “abraça” a via de saída do ventrículo esquerdo e, ao dar origem à artéria pulmonar, tem angulação cruzada e dirige-se da direita para a esquerda. As grandes artérias são simétricas no início da gestação, sendo que, ao longo
dos segundo e terceiro trimestres, a artéria pulmonar passa a ser discretamente maior que aorta.

2.2.5. Etapa 5 – 5º Andar: Projeção dos Três Vasos
Esta é uma forma especial de se analisar a artéria pulmonar emergindo do ventrículo direito e permite notar sua relação espacial com a aorta e a Veia Cava Superior (VCS). Continuando-se com imagens transversas do tórax fetal, esta projeção é ainda mais cefálica, sendo observada no plano do mediastino superior. Inicialmente, observamos os três vasos que, da direita para a esquerda, correspondem à VCS, à aorta e à artéria pulmonar. Além de observarmos a ordem dos vasos, deve-se avaliar também se eles se encontram de forma alinhada, sendo a VCS mais posterior e a artéria pulmonar mais anterior, com a aorta no centro. Outro aspecto muito importante desta projeção é que os vasos apresentam dimensões crescentes, isto é, aorta um pouco maior que a VCS e artéria pulmonar um pouco mais calibrosa que a aorta. Neste plano se observam os brônquios direito e esquerdo.

2.2.6. Etapa 6 – 6º Andar: Projeção dos Três Vasos e Traqueia (3Vt)
Em plano imediatamente acima, isto é, basculandose mais um pouco o transdutor em direção cefálica, obtém-se a vista dos dois grandes arcos se conectando com a aorta torácica descendente. À esquerda seria o canal arterial saindo da artéria pulmonar e à direita, a aorta, ambos se conectando com a aorta descendente, o que faz uma figura que lembra o formato da letra “V”. A traqueia aparece como uma estrutura anecoica circundada por uma linha hiperecoica que corresponde a cartilagem, estando situada à frente do corpo vertebral levemente mais à direita.

Nesta projeção, o arco aórtico se volta para a esquerda, sendo isto definido justamente pela relação deste com a traqueia. Se a traqueia se encontra à direita do arco aórtico, então ele está voltado para a esquerda e vice-versa. Ressalta-se que o uso do mapeamento de fluxo a cores deve ser utilizado em todas as etapas do rastreamento, mas tem particular importância nesta última projeção. Espera-se que ambos os arcos apresentem fluxo na mesma direção, e, por isto, tenham a mesma cor ao color, sempre direcionado do coração para a aorta torácica descendente (Figura 2.2).

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 Ecocardiografia Fetal com Doppler colorido: Realizado em geral a partir de 22 semanas (a maioria dos ecocardiografistas preferem a partir de 26 semanas), após realizar a ultrassonografia morfológica do segundo trimestre, não é considerado um exame obrigatório, mas é um recurso propedêutico adicional no diagnóstico ou exclusão de defeitos congênitos cardíacos. Deve ser realizado preferencialmente por um cardiologista / pediatra especializado em cardiologia fetal.

Já realizei pelo menos três cursos de ecocardiografia fetal com renomados profissionais do Brasil, mas utilizo estes conhecimentos nos exames morfológicos, principalmente no segundo e terceiro trimestres de gravidez. Ainda assim, recomendo a realização da ecocardiografia fetal com Doppler colorido para as minhas gestantes de pré-natal por cardiologistas ou pediatras especializados em cardiologia fetal. E mesmo com todo esse cuidado, algumas cardiopatias congênitas leves não são diagnosticadas no período gestacional.

As doenças cardíacas congênitas (DCC) são as malformações maiores mais frequentes ao nascimento, com prevalência que varia de 0,6% a 5% dos recém-nascidos vivos . Apesar de grandes esforços e avanço tecnológico da ecocardiografia bidimensional (2D) nas duas décadas passadas, a acurácia na detecção de DCC no pré-natal está entre 31% e 96%, ou seja, bastante variável*.

Neste vídeo do Youtube, https://youtu.be/v1nQqxJL4aA,  falo um pouco sobre a importância da Ecocardiografia Fetal no diagnóstico e orientação do tratamento de diversas cardiopatias congênitas. Também deixo claro que não vale a pena se preocupar com um achado isolado frequência denominado “Golf Ball”. É muito gratificante unir os conhecimentos da Medicina Fetal, da ultrassonografia em Obstetrícia com o pré-natal. Dos primeiros batimentos cardíacos embrionários, à identificação do sexo, pasando pelos exames morfológicos e o Doppler obstétrico, terminando com a assistência ao parto e ao puerpério, este acompanhamento é parte do que chamo de Obstetrícia Integrativa e Funcional. Sonho com o dia em que cada consultório de pré-natal e cada sala de parto terá um equipamento de ultrassonografia.

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Ruy de Deus

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Eu tenho orgulho de trabalhar com uma equipe unida e coesa. Dr. Ruy de Deus é um excelente obstetra e ginecologista e sempre me auxilia nos partos, bem como o auxilio nos partos dele. É um profissional que indico. Juntos desenvolvemos uma técnica de cerclagem uterina guiada por ultrassonografia e é algo que temos orgulho em ter ajudado muitos casais a terem os seus bebês. Nós somos parceiros no consultório, somos duplas em procedimentos de ginecologia e obstetrícia. Cada um com suas particularidades, mas os dois unidos pelo melhor para as nossas clientes. Ressalto que o próprio Dr. Ruy de Deus é personagem importante do  meu livro “Milagres que a Obstetrícia me proporcionou” depois de sua assistência a um inesquecível parto normal em uma cliente que teve seis abortamentos.

Deixo aqui, em especial, alguns links interessantes para as clientes do Dr. Ruy de Deus:

Orientações do Pré-Natal:    https://drglaucius.com.br/pre-natal/

Dicas para uma gravidez saudável: https://drglaucius.com.br/dicasgravidez/

Nutrologia em Ginecologia e Obstetrícia:     https://drglaucius.com.br/nutrologia/

Procedimentos Cirúrgicos Guiados por Ultrassonografia: https://drglaucius.com.br/usgecirurgia/

Atividade Física: https://drglaucius.com.br/atividadefisica/

Cerclagem Cervical Uterina: https://drglaucius.com.br/cerclagem/

Assistência ao Parto Normal guiada por Ultrassonografia: https://drglaucius.com.br/usgintraparto/

Todo Nascimento tem sua história: https://drglaucius.com.br/todonascimentotemsuahistoria/

Musicoterapia nos Partos https://drglaucius.com.br/musicoterapia/

Abortamentos e Perdas fetais https://drglaucius.com.br/abortamento/

Ultrassonografia em Ginecologia https://drglaucius.com.br/usgemgineco/

Aleitamento Materno https://drglaucius.com.br/aleitamentomaterno/

Fitoterapia na Gravidez https://drglaucius.com.br/fitoterapia/

Climatério – Menopausa – Terapia de Reposição Hormonal Feminina https://drglaucius.com.br/menopausa/

Odontologia na Gravidez https://drglaucius.com.br/odonto/

Síndromes Hipertensivas na Gravide https://drglaucius.com.br/pre-eclampsia/

Síndrome dos Ovários Policísticos https://drglaucius.com.br/sop/

Polimorfismo MTHFR https://drglaucius.com.br/mthfr/

Diabetes Gestacional https://drglaucius.com.br/diabetesgestacional/

Trombofilia e Síndrome Antifosfolípide https://drglaucius.com.br/trombofiliaesaaf/

Zika Vírus e Microcefalia https://drglaucius.com.br/zika/

Prematuridade https://drglaucius.com.br/prematuridade/

Bioimpedância na Gravidez https://drglaucius.com.br/bianagravidez/

Gerenciamento do Estresse https://drglaucius.com.br/gerenciamentodoestresse/

Dispositivo Intrauterino (DIU) https://drglaucius.com.br/diu/

Vitalidade Fetal  https://drglaucius.com.br/vitalidadefetal/

 

Atenciosamente,

Dr. Glaucius Nascimento

 

 

Consultório Dr. Ruy de Deus – Ginecologia e Obstetrícia:
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