Anestesia em Obstetrícia

Segue um vídeo que gravei com meu anestesista líder de nossa equipe, Dr. Alexandre Dubeux, sobre anestesia em obstetrícia. Aproveito para solicitar que se inscreva no nosso canal do Youtube, curta, comente e compartilhe com as pessoas que podem se beneficiar das informações de qualidade.

Principais Dúvidas em Analgesia e Anestesia em Obstetrícia

Qual a diferença entre anestesia e analgesia?

Analgesia é a supressão da dor obtida por meio de fármacos ou procedimentos físicos (eletroanalgesia,
acupuntura). Anestesia é a perda total da sensibilidade, conseguida intencionalmente, e pode ser local, locorregional ou geral (narcose).

Quais os tipos de anestesia na coluna, utilizadas no parto normal e na cesariana?

São as locorregionais efetuadas na coluna vertebral: a peridural e a raquidiana, cujos sinônimos são os seguintes:
Anestesia peridural. Analgesia epidural, extradural, que pode ser torácica, lombar ou sacra, esta última também dita caudal
Anestesia raquidiana. Raquianestesia, raquianalgesia, anestesia raquídea, espinal, intradural, intratecal, subaracnóidea ou, simplesmente, raque (do latim rhachis, significa espinha dorsal ou coluna vertebral). Como há interrupção na condução dos estímulos nervosos, as anestesias regionais são também chamadas de anestesias de condução, condutivas, bloqueios nervosos ou, simplesmente, bloqueios.

É verdade que a anestesia causa dor de cabeça ?

A cefaleia pós-raqui é uma complicação da raquianestesia. Apesar de ser uma das mais frequentes, também não me lembro da última vez que uma paciente da nossa equipe teve essa queixa. E é relativamente tranquilo de tratar! Vou colocar um link se você quiser saber mais sobre o assunto: https://drglaucius.com.br/cefaleiaposraqui/ .

A anestesia é somente para o parto cesariano?

De jeito nenhum. Utilizamos também para o parto normal e diversos outros procedimentos em ginecologia e obstetrícia!

Pessoa obesa precisa de anestesia diferente?

No caso da raquianestesia agulha geralmente é diferente da usada na paciente não-obesa. A diferença na verdade da paciente portadora de obesidade, principalmente com IMC maior que 40 é o risco tanto no procedimento anestésico quanto no procedimento cirúrgico, bem como a necessidade de medicamentos em doses maiores.

Pode fazer mal para o bebê ?

Quase sempre não. Os riscos são nem reduzidos na raquianestesia e na peridural. Para a anestesia geral o risco é maior por isso nos partos realizados sob anestesia geral, precisamos retirar o bebê rapidamente para que nenhum ou o mínimo de anestésico passe para o bebê!

O parto normal pode ser sem nenhuma anestesia?

Pode! E pode nem necessitar de anestesia após o parto desde que não haja laceração perineal.

Parceiros com quem trabalho

Ginecologistas e Obstetras

Dr. Ruy de Deus e Mello Júnior: Com uma vasta experiência de mais de 40 anos, atende diversos convênios e me ajuda nas cirurgias eletivas e de urgência. Não presta assistência ao parto normal. Endereço Rua Dom Sebastião Leme – Graças, Recife – PE, 50050-290. Telefone: (81)32226241. É o obstetra sênior da nossa equipe. É cooperado pela UNIMED Recife e credenciado para atendimento e procedimentos pelo Bradesco Saúde, AMIL Sulamérica e CASSI.

Dr. Felipe Rocha ( https://www.instagram.com/drfeliperochadelima/ ): Ginecologista e Obstetra, com excelente experiência em cirurgia ginecológica. Um dos primeiros em Recife que (como eu) investiu em equipamento de ultrassonografia dentro do consultório. É nossa referência em procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos como Laparoscopias e Histeroscopias. É cooperado pela UNIMED Recife e credenciado para atendimento e procedimentos pelo Bradesco, além de outros planos de saúde. Para marcações clique CLIQUE AQUI . Atende no Multiclínicas, saúde da Mulher  (81)3129-6510. https://www.instagram.com/multiclinicadamulher/ Atende no endereço Av. Montevideu 172 – sala 1007 – Boa Vista Recife/PE.

Dra. Cleone Novais

Para mim a melhor e mais experiente obstetra atuante em Pernambuco, principalmente em gravidez de alto risco. Dra. Cleone é uma pessoa em que tenho como exemplo profissional e pessoal. Consultório na Avenida Domingos Ferreira 4060 sala 701 Boa Viagem, Recife-PE. Telefones: 33266113 / 34657101 / 996641453. Convênios: Caixa, Cassi, Bradesco (Ginecologia e Obstetrícia) e Unimed (só Ginecologia). Realizou os partos dos meus dois últimos filhos: João Pedro e Miguel. Na foto abaixo, Cleone me permitindo realizar o parto cesariano de meu próprio filho Miguel. 

Dras. Cinara Lima e Cláudia Lima

São minhas primas (do Dr. Glaucius), muito experientes. Avenida Conselheiro Rosa e Silva, 1206, sala 109, Aflitos Recife-PE. Convênios: Bradesco, Amil e Sulamérica. Telefone: (81) 3223-8758. https://www.instagram.com/cavalcanticinara/ e https://www.instagram.com/claudia.gomes.lima/

Existem excelentes profissionais ginecologistas e obstetras no Recife, mas estes que foram citados realmente fazem parte da nossa rede principal de trabalho, um ajudando ao outro e permitindo o acompanhamento com qualidade. Sou grato a todos por me permitirem a melhoria contínua do meu atendimento.


Hematologistas:

  • Danielle Padilha (NEOH / Esperança): (81) 2138-0777 
  • Joana Koury  (Multihemo) 3423-4312 
  • Rosa Arcury (Multihemo) +55 81 3205-0505 +55 81 3231-5533
  • Marinus (NEOH): (81) 2138-0777 
  • Neoh Memorial Núcleo Especializado em Oncologia e Hemato  Endereço R. das Fronteiras, 175 – 4º ANDAR – Boa Vista, Recife – PE, 50070-170 (81) 2138-0777 
  • Multihemo Endereço Empresarial Charles Darwin – Rua Senador José Henrique, 231 – 29º e, 30º andares – Ilha do Leite, Recife – PE, 50070-460 Telefone (81) 3205-0505
  • CPO Oncologia R. José de Alencar, 871 – Boa Vista, Recife – PE, 50070-030, Brazil 81 3222.6565  81 3231.3186

 


Nutricionistas Materno-infantis:

Andreia Friques: https://www.instagram.com/andreiafriques/ Doutora em Fisiologia, minha amiga pessoal, Coordenadora do Curso de Nutrição na Prática Clínica e Ortomolecular, Presidente da ABRANMI: atende online, em São Paulo e no Espírito Santo. Autora de diversos livros na área e cursos digitais.

Gisela Savioli https://www.instagram.com/giselasavioli autora de diversos livros na área de Nutrição Funcional, também minha amiga pessoal, aprendi muito com seus livros, atende presencialmente em São Paulo e online.

Suelen Nara:  https://www.instagram.com/nutri.suellen.nara Tem experiência em nutrição hospitalar em grandes hospitais de Recife, foi minha paciente e está muito alinhada com minha metodologia (Recife). 

Estela Ranúvia: Também minha referência aqui em Recife, tive a honra de acompanhar em sua gravidez, ultrassonografias e parto. INstagram: https://www.instagram.com/estela_ranuvianutri/ https://linktr.ee/estelaranuvia

Fernanda Dubeux https://www.instagram.com/fefadubeux/ Tive a honra de acompanhar como seu obstetra de seus dois filhos. 

Flávia Formiga: https://www.instagram.com/flavia_formiga_nutri/ . Experiência em maternidade, atividade física e nutrição esportiva, funcional e materno-infantil (Recife). .

Vanessa Camilo: https://www.instagram.com/vanessacamilo.m/ . Experiência em nutrição materno-infantil e funcional (Recife). .

Cláudia Antunes: https://www.instagram.com/claudiaantunesnutricionista/ Faz parte juntamente comigo da comissão científica da ABRANMI.

Anne Menezes: https://www.instagram.com/annenutrii/ Além de excelente profissional, foi minha paciente e aluna do curso Maternidade Top das Galáxias (a primeira nutricionista do curso)

Déborah: https://www.instagram.com/deborah.nutri/ Nutricionista Funcional (Recife).

Joyce Moraes: https://www.instagram.com/nut_joyce_moraes/ pioneira em nutrição funcional em Pernambuco.

Giselle Guzzo Lorenzoni (Espírito Santo): https://www.instagram.com/nutrigiguzzo

Uyara Lima: https://www.instagram.com/uyaralimanutri/ (Recife).

Ana Lúcia: https://www.instagram.com/analucia.nutrimae/ Minha querida aluna e primeira orientanda da primeira turma de nutrição Materno-Infantil na Prática Clínica e Ortomolecular by Andreia Friques (SP). Uma pessoa muito especial.

Rapha Zaupa: https://www.instagram.com/raphazaupa/

Indicados pela Associação Brasileira de Nutrição Materno-Infantil https://abranmi.com/encontre-um-profissional/


Endocrinologistas:

Ana Carolina The:  Av. República do Líbano, 251 – Pina, Recife – PE, PinaRecife. Clínica Ana Cristina. (81) 99711-2653(81) 3023-5438 .

Marise Lima: Av. República do Líbano, 251. Empresarial Riomar Trade Center, sala 2005, Recife. Agende sua consulta pelo zap : 992169424. https://www.instagram.com/mariseendocrino/

Georges Almeida: #Recife Tel. 81 33421472//32221344 //988712590//georgesalmeida78@gmail.com
https://drgeorgesalmeidaneto.site.med.br/ . Meu amigo pessoal, além de especialização em endocrinologia tem formação em Nutrologia. https://www.instagram.com/drgeorgesalmeida/

Danielle Fontan:  RioMar Trade Center – Torre 3 – Sala 508 –  (81) 3032.3399 https://www.instagram.com/danielefontanendocrinologia/ Muito capacitada, conheço desde a época da faculdade.

Marcos Almeida: https://www.instagram.com/marcos_endocrino Grande amigo das antigas, inclusive já trabalhamos juntos em plantões num grande Hospital e Maternidade de Recife.


Ecocardiografistas:

Unidade de Cardiologia e Medicina Fetal – Equipe da Dra. Sandra Mattos (Hospital Português). Av. Governador Agamenon Magalhães, 4760 – Derby – Recife/PE  |  CEP: 52010-902
Fone: (81) 3312.1555  |  (81) 3416.1168  |  (81) 3416.1169
. e-mail: contato@ucmf.com.br MARQUE AQUI SUA CONSULTA 81 99117-6945 (WhatsApp)

Dra. Sandra Mattos é uma das maiores autoridades em Cardiologia Pediátrica do Brasil. Já fui aluno de seu curso de Ecocardiografia e já acompanhamentos diversos bebês juntos. Ela realmente é uma das minhas inspirações como pessoa e profissional. https://www.instagram.com/cardiologiapediatricafetal/. No momento a Dra. Sandra Mattos está atendendo apenas particular.


Cardioped: Avenida República do Líbano, 251. Torre C, Sala 2810, Recife – PE, 51110-160. Nosso telefone: (81) 3040-0836. https://cardiopedrecife.com/ e MARQUE AQUI PELO WHATSAPP


Sou amigo pessoal da Dra. Vanessa Pacífico há vários anos, acompanhei toda a sua trajetória na cardiolgia pediátrica e fetal. Também conheço o trabalho da Dra. Alyne Radaci, um ser humano incrível, já compartilhamos diversos casos juntos, além da competente Dra. Natália Moser que é diretora técnica da Cardioped.

Cardiologistas especializados em Gravidez

Dr. Alexandre Lucena – https://www.dralexandrelucena.com.br/ . https://www.instagram.com/dralexandrelucena/ Diagnóstico Cardíaco R. do Futuro, 141 – Graças – Recife – Pernambuco – CEP 52050-005 (81) 3081-6767 (81) 99998-9911 . Alexandre é meu amigo pessoal, um dos mais estudiosos em Cardiologia Materna no Brasil, bastante cuidadoso com as pacientes da rede pública e privada.

Dr. José Coutinho: Av. Governador Agamenon Magalhães, 4760 – Derby – Recife/PE  |  CEP: 52010-902
Fone: (81) 3312.1555  |  (81) 3416.1168  |  (81) 3416.1169
. e-mail: contato@ucmf.com.br MARQUE AQUI SUA CONSULTA . Dr. Coutinho também é um amigo meu desde a UFPE antes dos anos 2000. Um profissional sereno e competente. Já cuidou inclusive do meu pai quando esteve internado em UTI cardiológica.


Cardiologista Geral e Ecocardiografista de Adulto

Recomendo o Dr. Marco Aguiar, é meu médico cardiologista, professor da Universidade de Pernambuco, uma pessoa diferenciada. Assim como eu, já realiza os exames durante a consulta, seja Ecocardiografia com Doppler, como também o Doppler das Carótidas e vertebrais.

Atende no Real Hospital Português e em se Consultório Particular no Rio Mar Trade Center 3 Sala 2216

EndereçoAvenida Republica do Líbano, 251- Empresarial Rio Mar, Torre 3 – Sala 2216 – Pina, Recife – PE, 51110-160

Telefone(81) 3465-6500

https://www.realcardiologia.com.br/equipe/marco-aguiar


Urologia / Urologistas:

– Andros Recife – Saúde Integral Masculina – Clínica de saúde reprodutivaRioMar Trade Center – Av. República do Líbano, 251 – 206 · (81) 3072-9950

– Jarys Borges

– Filipe Tenório

– Ricardo Lyra

 

– Rógerson Tenório

 

– Christiano Mota – Urologia Integral: minha referência em urologia em Maceió, Alagoas. Meu amigo pessoal, profissional bastante dedicado com sua profissão e com seus pacientes. 

CHRISTIANO MARX BARBOSA MOTA especialista em Urologia em Alagoas

Clique Aqui e realize a Marcação pelo WhatsApp

Clique AQUI e Agende pelo Site e conheça os nossos tipos de atendimentos e procedimentos

Av. Dr. Antônio Gomes de Barros (antiga Av. Amélia Rosa) 625 – Jatiúca, SALA 518, Maceió, Alagoas. 

Também atende online e discutimos juntos os casais que necessitam de acompanhamento com urologista e ginecologista para engravidar.  

 


Especialistas em Reprodução Humana: Conheço os diversos profissionais abaixo, quase todos são meus amigos pessoais. Sempre que recomendo algum especialista, seja em qualquer especialidade, informo que o mais importante é que a própria paciente esteja à vontade e certa de sua escolha. A relação médico-cliente é fundamental para os casais que precisam da(o) especialista em reprodução humana.

Sou amigo pessoal e colega de trabalho na rede pública da Dra. Renata Paixão. Discutimos muitos casos juntos em muitas pacientes do nosso consultório se beneficiaram com o trabalho dela. Ela atende na Clínica Embrius. 

Por que alguns casais não engravidam? | Local: Diario de Pernambuco


Laboratório para realização de Espermograma

Laboratório Marcelo Magalhães

VIDAS / SPERMOVIDAS Endereço: Av República do Líbano, 251 / sala 804 – Torre 2 – Empresarial RioMar Trade Center – Pina – Recife/PE – CEP: 51110-190.


Clínica de Imagem para realização de Histerossalpingografia

Clínica Lucilo Ávila Diagnóstico https://www.instagram.com/luciloaviladiagnostico/


Fotógrafos de Parto:

Juliana Bonfim (Petiz Fotografia): minha amiga pessoal é quem mais está presente com nossa equipe. Fotografou o parto do meu filho Miguel e sempre fotografa minha família. Tenho um carinho muito especial a esta profissional que também é minha amiga pessoal. Sou suspeito porque sou muito fã de seu trabalho. https://www.instagram.com/petizfotografia/

Vilanova Fotografia: Michelle e sua equipe são pioneiros em fotografia de parto aqui em Recife. Tem uma equipe de plantão em grandes Maternidades do Recife. https://www.instagram.com/vilanova_fotografia/

Maria Alice e Paulo: casal que fotografa também em diversos hospitais de Recife. https://www.instagram.com/amordebebefotofilmagem/

Emersom Santos https://www.instagram.com/emersonsantosfilm/ : amigo pessoal, conheci através da amiga Marcela Peixoto, empresária da Macela Modas (Caruaru e Gravatá). O trabalho deste profissional é de muita qualidade. Também trabalha com filmes.


PEDIATRAS E NEONATOLOGISTAS:

As duas neonatologistas oficiais de nossa equipe no Memorial São José, no Hospital Geral Materno-Infantil (HGMI), no Hospital Esperança ou Santa Joana são as doutoras: Ana Cristine Veras e Bruna Brasileiro. Outros neonatologistas e pediatras nos ajudam em situações especiais ou em outros hospitais como Aracy Bibiano, Emanuela Sena, Adeline Gomes, Maria Maia, José Henrique de Moura, Reginaldo, Karolina Carvalho, Marina Rocha e Amanda Pereira. Elas prestam assistência ao recém-nascido na sala de parto e a evolução até a alta.

  • Dra. Ana Cristine Veras realiza atendimento no consultório particular localizado na Rua Frei Matias Teves, 280, Sala 117/119, Ilha do Leite, Recife, Pernambuco (Telefone 3072-6419 e 99307-7352).
  • Dra. Bruna Brasileiro ( https://www.instagram.com/brunabrasileiro8/ ) e Dra. Maria Maia fazem o acompanhamento ambulatorial no Consultório de Pediatria Ciranda no Riomar Trade Center, Torre A, Sala 710 (Telefones 3314-8962 / 97910-0252).
  • Dra. Aracy Bibiano: Dra. Aracy Bibiano: Rua Frei Matias Teves, 280 Sala 105 – Ilha do Leite. Telefone: (81) 99185-7116 e 3097-5091.
  • Dra. Adeline Gomes realiza atendimento em seu consultório (NeoPed) Espaço Mãetamorfose no endereço: Av. Boa Viagem, 9 – Boa Viagem, Recife – PE.Telefone: (81) 3125-5795 / 98183-1601.
  • Dra. Amanda Pereira atende na sala 403 do Edifício empresarial Kronos, localizado na Rua das Pernambucanas, 407, Graças, Recife-PE (3204-7707). Telefone 81 99144-9692. https://www.instagram.com/amandapereirapediatra/
  • Dra. Karolina Carvalho, Pediatra Neonatologista. Consultórios: Clínica Pediatrica RioMar (81) 994257117 e Multiclínicas Empresarial Angustura (81) 999723099.
  • D. José Henrique de Moura https://www.instagram.com/drzehenrique/ .
  • Dr. Reginaldo https://www.instagram.com/omeupediatra/ .
  • Dra. Marina Rocha https://www.instagram.com/minhapediatra/ .

Radiologista / Ultrassonografista para Punção de Nódulos da Tireoide ou da Mama, além de Core Biopsy.

 

Dr Diego Amaral (CRM 19232) é formado em medicina pela Faculdade de Ciências Médicas (FCM-UPE), concluiu o aperfeiçoamento em Radiologia e Diangóstico por Imagem  no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira – IMIP. Membro da Sociedade Paulista de Radiologia, atua na área de ultrassonografia diagnóstica em geral e ultrassonografia intervencionista, além de elastografia hepática, sendo especialista em procedimentos percutâneos guiados por ultrassonografia em geral, incluindo aqueles na área de mastologia (punções, core biopsy, agulhamento).

Áreas de atuação

Ultrassonografia diagnóstica em geral (abdominal, tireoide, doppler etc.) e ultrassonografia intervencionista (punções, biópsias, aspirações, drenagens etc).

Especialidades 

Ultrassonografia da cabeça e pescoço, particularmente nas áreas de tireoide e paratireoide, inclusive com doppler colorido. Punção de nódulos de tireoide, paratireoide e outros nódulos da cabeça e pescoço com agulha muito fina e técnica que procura minimizar a dor. Possibilidade de análise imediata do material puncionado pelo citopatologista para evitar material insuficiente.

Ultrassonografia com doppler de artérias carótidas e vertebrais, de artérias temporais (para pesquisa de arterite temporal), de artérias de membros superiores para pesquisa de Síndrome do Desfiladeiro, de artéria e veias dos membros superiores para estudo pré-operatório e pós-operatório, de fístulas arteriovenosas para hemodiálise, de veias de membros inferiores para estudo de varizes ou tromboses, de artéria de membros inferiores para pesquisa de isquemia.

Além de ser meu amigo pessoal, Dr. Diego Amaral representa um dos grandes nomes da ultrassonografia do no Estado, coordenando inclusive alguns Serviços de Radiologia.

Telefones (Mediax – Marcação): (81) 3972-4872 – (Mediax – Janaína): (81) 8139-7149

Contatos

Clínica Fernando Amaral
Praça Miguel de Cervantes, 60, sala 702, Edifício Pernambuco
Corporate, Ilha do Leite, Recife-PE
Telefones: 3423-0988 / 3423-0952

Mediax
Avenida Agamenon Magalhães, 2291, Hospital Memorial São
José, Boa Vista, Recife-PE | Telefone: (81) 3972-4872
clinicafernandoamaral@gmail.com|fjamaral@gmail.com


Clínicas de Colposcopia, Vulvoscopia, Biópsia de Colo Uterino Coleta de Colpocitologia Oncótica e de Captura Híbrida para HPV

Tenho a formação em Colposcopia e Patologia Cervical pela Universidade Federal de Pernambuco (orgulhosamente fui aluno de Dra. Andgelina Maia, Dra. Fátima, Dr. Jéferson Valença, Dra. Isabel Castro, Dra. Tânia, dentre outros) e curso de Colposcopia coordenado pelo Dr. Flávio Zucchi (SP) pela CETRUS. Em geral realizo o acompanhamento ambulatorial e alguns exames de triagens em colposcopia. Aliás, acredito que todo ginecologista deveria realizar a coleta da colpocitologia oncótica e até o exames de colposcopia. Acredito na Ginecologia Integrativa e Funcional, bastando apenas o colega se capacitar para realização de tais exames.

Quando é necessário o acompanhamento especializado, encaminho para diversos profissionais que também indico para realização também dos exames de na área de patologis cervical caso desejem um especialista na área.

Dra. Maria Carolina Valença Rygaard (Dra. Carol Valença): ao meu ver o maior expoente da Colposcopia e Patologia Cervical aqui em Recife. https://www.instagram.com/dracarolvalenca/. Atende na Clínica Papanicolaou https://www.instagram.com/clinicapapanicolaou/. Endereço: Av. Eng. Domingos Ferreira, 636, Sala 501- Boa Viagem, Recife – PE, 51011-050. Empresarial Clinical Center Karla Patrícia. Telefone: (81) 3325-3809, (81) 3466-9963 e (81) 3466-9966. Marcação pelo WhatsApp: https://wa.me/message/3KP3OGRBHHYDH1 .

Dra. e Clínica Angelina Maia:

Dra. Angelina Maia foi minha professora na UFPE e é uma grande referência minha na ginecologia, uma das ginecologistas mais experientes que admiro e que foi muito importante na minha formação médica e como ser humano. Segue o minicurrículo dela

Ginecologista, especialista em Colposcopia e Citologia. Residência médica na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Médica e coordenadora do Setor de Colposcopia e Trato Genital Inferior do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Especialista em doenças da vulva – fundadora e médica do pioneiro ambulatório especializado em doenças da vulva do Hospital das Clínicas da UFPE.

Especializou-se em Colposcopia, Prevenção de Câncer do Colo do Útero e Doenças da Vulva com professores ilustres como Elsa Ayda de Gay Pereira (Hospital das Clínicas da USP – Brasil), René Cartier (Paris – França), Richard Reid (Michigan – USA) e Albert Singer (Londres – Inglaterra).

Especialista em Sexualidade Humana pela USP, sob a coordenação da Professora Carmita Abdo e pela Universidade Católica de Pernambuco, com a Professora Amparo Caridade.

É autora do Atlas de Vulvoscopia e Prevenção do Câncer Vulvar, do livro O Papel da Vulva e da Vagina no Prazer Sexual e de vários capítulos em diversas obras.

É membro da Comissão de Vacinação da FEBRASGO – Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.

Tem ocupado diversos cargos na diretoria da Associação Brasileira de Patologia Cervical e Colposcopia, tanto em seu estado como nacionalmente. É frequentemente convidada para participar de mesas redondas e ministrar palestras em todo Brasil e, também, no exterior, nas áreas de Prevenção do Câncer do Colo do Útero, Vagina, Doenças Vulvares, Sexualidade Humana e Vacinação.

Na clínica da Dra. Angelina Maia recomendo Dra. Raquel Lustosa (minha amiga pessoal e colega de plantão, uma pessoa do bem e super competente e compromissada), Dra. Eveline Costa (minha amiga pessoal, já fui preceptor na residência e sei o quanto se dedica às pacientes, uma pessoa espetacular) e Dra. Andréa Coelho (foi minha preceptora no HC-UFPE, muito competente no que faz).

Dra. Paula Veras https://www.instagram.com/drapaulaveras/:

Clínica Prevenir -Boa Vista/32211320
Clínica Incorpus -Boa Viagem/30383638




Psicólogos (as)


Raíssa Santos https://www.instagram.com/omundodaterapia/ Por um mundo cheio de autoconhecimento e menos ansiedade (Presencial ou Online).
• Psicóloga • Mãe • Idealizadora do @omundopsicologia  Terapia Cognitivo Comportamental (TCC). Fale comigo: https://linkr.bio/omundodaterapia/ . Um ser humano com uma história de vida incrível de superação. Conhece minha metodologia. 


Andrea Possato https://www.instagram.com/andreapossato/ . Foi minha psicóloga e acredito muito no trabalho dela. Atende à distância. Usa muitos conhecimentos sobre espiritualidade no atendimento. Sou grato a ela e a Deus pela experiência dos seus atendimentos.
Possui mestrado na área e pós-graduação em Gestão de Pessoas, Psicodrama, Neurociências e Comportamentos e Programação Neurolinguística. Mais de 20 anos cuidando de pessoas, desenvolvendo e ajudando a transformar vidas. Autora do livro: “40 dias para mudar sua história “, Professora de graduação e pós-graduação, gestora de pessoas, consultora de Recursos Humanos, palestrante internacional, trabalhos com adictos (drogas e álcool), presídio, asilo, mulheres, casais, adolescentes, etc. Em razão de projetos sociais, residiu 4 anos em Lima – Peru e 2 anos no Níger – África (Pior IDH do mundo). Metodologia: Terapia Breve e Terapia Cognitivo Comportamental. Telefone: 55(19)982017677.


Marcela Guerra https://www.instagram.com/psi.marcelaguerrab/

  • Psicóloga Clínica infanto-juvenil/ adulto

  • Terapeuta Cognitivo Comportamental

  • Atendimentos on-line e presencial
Endereço: R. José Aderval Chaves, 78 – Boa Viagem, Recife – PE, 51111-030
Telefone: (81) 99948-4252





Conhece minha metodologia e é uma pessoa que me incentivou muito a estudar a relação entre Ginecologia / Obstetrícia e Psicologia; considero a Dra. Marcela como uma grande mentora na área. 


Maria Laura Cardoso : Psicóloga Clínica, ▫️Pós-graduanda em Clínica Psicanalítica. ▫️Adolescentes e adultos, ▫️Atendimento presencial e on-line. ▫️Fale comigo: linklist.bio/marialauracardosopsi . https://www.instagram.com/marialauracardoso.psi/ . Uma pessoa muito próxima a mim, sempre conversamos sobre a importância do autoconhecimento, da psicologia positiva, da integração mente-corpo, enfim, uma excelente profissional. 


Mariana Amorim: Também conhecedora da minha metodologia, Mariana é Psicóloga Clínica e Arteterapeuta. Mestre em Arteterapia pela Universitat Politècnica de València(UPV), Valencia – Espanha. Facilitadora de oficinas de expressão criativa para adolescentes, em situação de vulnerabilidade social, no projeto MeMaker – projeto que envolve arte e robótica. Ministra oficinas e cursos de Arteterapia e a Linguagem da Animação. Atual presidente da Associação Pernambucana de Arteterapia – ARTE-PE. Clínica Coenzima. Rua José Osório 401 Sala 11
Recife, Pernambuco, Brasil Telefones: (81) 3228-5879 – (81) 9986-7816 – (81) 98844-6073. https://www.instagram.com/mariana.amorim._/ 


Karla Cerávolo: Psicóloga de Goiânia (atende online), autora de livro (o começo da vida) e professora de pós-graduação em Psicologia Obstétrica ( https://institutosuassuna.com.br/produto/especializacao-em-psicologia-perinatal-e-obstetrica-turma-5/ ). Recentemente, em 03/03/2023, conheci presencialmente através de um Simpósio de Obstetrícia o trabalho da Dra. Karla Cerávolo idealizadora do site https://www.deumbiguinhoaumbigao.com.br/ . Acompanha a mulher na Gestação, Parto e Pós-Parto. Participa ainda do  Movimento Nacional TODO PARTO IMPORTA . Acesse o instagram da Karla no link https://www.instagram.com/karla.ceravolo/


De Umbiguinho a Umbigão


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Laboratórios de Análises Clínicas

Cerpe: Laboratório responsável pelos exames do Hospital memorial São José e do Hospital Santa Joana, tenho acesso direto por aplicativo dos exames de minhas pacientes internadas em ambos hospitais. Acesse o link a seguir para saber a unidade mais próxima de sua residência ou trabalho ou de sua conveniência https://cerpe.com.br/unidades/ .

Laboratório Marcelo Magalhães: tenho acesso aos resultados dos exames de maneira mais rápida pelo sistema deste laboratório sendo um dos que mais recomendo. Acesse o link a seguir para saber a unidade mais próxima de sua residência ou trabalho ou de sua conveniência https://www.labmm.com.br/unidades .



Nabuco: Acesse o link a seguir para saber a unidade mais próxima de sua residência ou trabalho ou de sua conveniência https://nabucolopes.com.br/unidades/ 


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Ácido Fólico ou Metilfolato – discussão científica e prática clínica

Bom neste post vou tentar mais uma vez reorganizar com profundidade os conhecimentos mais recentes sobre o assunto. Desde 2012 que tenho experiência na suplementação de metilfolato, quando muitos sequer conheciam esta forma ativa da vitamina B9, quando só era possível a aquisição importada ou através da manipulação. Por ser referência no acompanhamento de pacientes portadoras de trombofilia e em particular do polimorfismo da MetilenoTatraHidroFolatoRedutase (MTHFR), incluindo casos de subfertilidade, abortamentos de repetição, óbitos fetais tardios, pude compreender de maneira peculiar a importância do manejo de alguns suplementos durante este período tão importante que é a gravidez.

Coriocarcinoma

Coriocarcinoma

Bradie N. Bishop ; Peter F. Edemekong 

Disponível em https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30571055/

Última atualização: 12 de agosto de 2021 

O coriocarcinoma é um tipo raro de doença trofoblástica neoplásica agressiva. Os 2 tipos principais de coriocarcinoma são gestacionais e não gestacionais, e eles têm fisiopatologia e prognóstico muito diferentes. O coriocarcinoma ocorre predominantemente em mulheres, mas também pode ocorrer em homens, geralmente como parte de um tumor misto de células germinativas. Este trabalho revisa a avaliação clínica do coriocarcinoma e o papel da equipe interprofissional no cuidado de pacientes com esta doença.

Objetivos.

  • Identifique a história esperada e os achados físicos em pacientes com coriocarcinoma gestacional e não gestacional.
  • Descreva a avaliação do coriocarcinoma gestacional e como ela difere da avaliação do coriocarcinoma não gestacional.
  • Resuma o manejo do coriocarcinoma gestacional e não gestacional.
  • Reveja como a coordenação aprimorada da equipe interprofissional pode levar a um reconhecimento mais rápido do coriocarcinoma e, assim, diminuir qualquer atraso no diagnóstico, aumentando a detecção e melhorando os resultados.

Introdução

As doenças trofoblásticas gestacionais foram descritas pela primeira vez em 400 aC por Hipócrates. [1] O coriocarcinoma, um subtipo de doença trofoblástica gestacional, [2]  é uma neoplasia rara e agressiva. [3]  Os 2 subtipos significativos de coriocarcinoma, a saber: gestacional e não gestacional, têm atividade biológica e prognósticos muito diferentes. O coriocarcinoma ocorre predominantemente em mulheres, mas também pode ocorrer em homens, geralmente como parte de um tumor misto de células germinativas.

Etiologia

O coriocarcinoma se desenvolve a partir de uma população trofoblástica anormal que sofre hiperplasia e anaplasia, mais frequentemente após uma gravidez molar. [3]  Existem 2 formas de coriocarcinoma, gestacional e não gestacional. O primeiro surge após uma mola hidatiforme, gravidez normal ou, mais comumente, aborto espontâneo, enquanto o coriocarcinoma não gestacional surge de células germinativas pluripotentes. [4] Coriocarcinomas não gestacionais se formam em homens ou mulheres, nas gônadas ou em estruturas da linha média com células germinativas pluripotentes. [4]

Epidemiologia

O coriocarcinoma é uma neoplasia muito rara, com incidência variada em todo o mundo. [3]  Na Europa e na América do Norte, cerca de 1 em 40.000 pacientes grávidas e 1 em 40 pacientes com molas hidatiformes desenvolverão coriocarcinoma. [3] [5]  No sudeste da Ásia e no Japão, 9,2 em 40.000 mulheres grávidas e 3,3 em 40 pacientes com molas hidatiformes desenvolverão coriocarcinoma subsequentemente. [3]  Na China, 1 em 2882 mulheres grávidas desenvolverá coriocarcinoma. [5]  Isso se correlaciona com um risco aumentado de desenvolvimento de coriocarcinoma em mulheres asiáticas, indígenas americanas e afro-americanas. [3] Outros fatores de risco incluem mola hidatiforme completa anterior (risco 100 vezes maior), idade avançada, uso de anticoncepcional oral em longo prazo e tipo sanguíneo A. [3]

O coriocarcinoma representa menos de 0,1% das neoplasias primárias do ovário na forma pura. [6]

O coriocarcinoma também pode ocorrer em homens, geralmente entre 20 e 30 anos. [7]  Menos de 1% dos tumores testiculares são coriocarcinoma puro. [6] [7]  Os tumores de células germinativas mistas ocorrem com muito mais frequência no testículo, com coriocarcinoma como um componente em 15% desses tumores. [7].

Fisiopatologia

A patogênese exata do coriocarcinoma não foi totalmente explicada ou compreendida, mas estudos mostraram que as células citotrofoblásticas funcionam como células-tronco e sofrem transformação maligna. O citotrofoblasto neoplásico se diferencia ainda mais em trofoblastos intermediários e sincitiotrofoblasto. [8]  A mistura de células imita o desenvolvimento normal de um blastocisto pré-viloso, uma característica observada em outras neoplasias trofoblásticas gestacionais. [9]

A superexpressão de p53 e MDM2 foi demonstrada no coriocarcinoma, sem evidência de mutação somática. Outros genes implicados com superexpressão ou regulação negativa via hipermetilação incluem NECC1, receptor do fator de crescimento epidérmico, DOC-2 / hDab2, proteína ativadora de Ras GTPase, E-caderina, HIC-1, p16 e TIMP3. O HLA-G é demonstrado em níveis muito elevados no coriocarcinoma e funciona para alterar o microambiente tumoral por meio da inativação do sistema imunológico local. [9]

Histopatologia

Os sinciciotrofoblastos, grandes células multinucleadas manchadas eosinofílicas com grandes núcleos hipercromáticos conhecidos, são misturados com citotrofoblastos, células poligonais com bordas distintas e núcleos únicos irregulares. [7]  Além disso, o coriocarcinoma é um carcinoma extremamente vascular caracterizado por necrose e ausência de vilosidades coriônicas[3]

Após a quimioterapia, os citotrofoblastos podem predominar, dificultando o diagnóstico. Dentro do útero, o coriocarcinoma invade os vasos para se espalhar por todo o corpo, um achado relativamente precoce. [3]

O coriocarcinoma intra-placentário demonstra proliferação trofoblástica ao redor das vilosidades em uma placenta de terceiro trimestre, geralmente de aparência normal. [10] [11]

Em tumores de células germinativas mistos, o coriocarcinoma também terá uma mistura de sinciciotrofoblastos e citotrofoblastos e vários componentes de outros tumores de células germinativas.

História e Exame Físico

O profissional de saúde deve conduzir uma história completa e um exame físico de qualquer paciente com suspeita de coriocarcinoma. Nas mulheres, os médicos devem prestar atenção especial à história reprodutiva, porque os abortos espontâneos e a gravidez molar aumentam o risco de coriocarcinoma. Deve-se considerar o sangramento pós-menopausa como suspeito. O coriocarcinoma tende a metastatizar e os médicos devem observar os sintomas que surgem de outros sistemas de órgãos, por exemplo, hemoptise ou sangramento gastrointestinal (GI). [5]

Devido a elevações nos níveis de gonadotrofina coriônica humana (hCG), as pacientes podem apresentar sangramento uterino anormal, ginecomastia (em homens) ou hipertireoidismo. [6]

Os homens podem apresentar sintomas de doença metastática, frequentemente hemoptise, mas o fígado, o trato gastrointestinal e o cérebro também estão frequentemente envolvidos. [7]

Avaliação Complementar

Muitos testes laboratoriais podem avaliar o coriocarcinoma, incluindo hemograma completo, estudos de coagulação, análises químicas corporais, painéis de função renal, painéis de função hepática e hCG quantitativo. [12]

O Reino Unido registra e monitora todas as pacientes com gravidez hidatiforme ou molar e utiliza os seguintes critérios para iniciar a quimioterapia para doença trofoblástica gestacional: [1]

  • HCG estabilizado ou em elevação após a evacuação uterina
  • Sangramento vaginal intenso
  • Sangramento gastrointestinal ou intraperitoneal
  • Evidência histológica de coriocarcinoma
  • Evidência de metástases no cérebro, fígado ou trato gastrointestinal
  • Opacidades pulmonares maiores que 2 cm
  • HCG sérico maior que 20.000 IU / L 4 semanas após a evacuação
  • HCG elevado maior que 6 meses após a evacuação, mesmo quando diminui

Após o diagnóstico de coriocarcinoma, o profissional de saúde deve avaliar os pacientes quanto a metástases; os pulmões são o local mais comum de metástase. [5]  A tomografia computadorizada de tórax, abdome e pélvica são recomendadas no estadiamento devido à natureza altamente metastática do coriocarcinoma. Avalie o cérebro por meio de tomografia computadorizada ou ressonância magnética (MRI). [12]

Em homens que desenvolveram coriocarcinoma, a anatomia testicular costuma ser muito pequena ou mesmo regredida, deixando apenas doença metastática e células. [7]Vamos para:

Tratamento / Conduta

Um coriocarcinoma de baixo risco (pontuação cumulativa menor que 7, consulte a seção de estadiamento abaixo) e de estágio I a III pode ser tratado com um único agente, metotrexato ou quimioterapia com actinomicina D.

Doença de alto risco (pontuação cumulativa maior que 7, consulte a seção de estadiamento abaixo) e de estágio II a IV são tratados com quimioterapia multiagente, radiação adjuvante e cirurgia. [12]

Após o tratamento e a normalização do hCG, os níveis quantitativos de hCG devem ser verificados mensalmente durante um ano com um exame físico duas vezes no mesmo período. Se ocorrer uma gravidez subsequente, a ultrassonografia pélvica do primeiro trimestre deve ser realizada para confirmar a localização uterina devido ao risco pequeno, mas presente, de coriocarcinoma recorrente; a placenta deve ser submetida a exame histológico de recorrência. [12]

Diagnóstico diferencial

O diagnóstico diferencial inclui: [3] [7]

  • Tumor trofoblástico de localização da placenta
  • Seminoma
  • Tumor de células germinativas misto
  • Variante sólida de tumor de saco vitelino
  • Carcinoma embrionário

Oncologia Cirúrgica

A ressecção cirúrgica do útero ou dos focos metastáticos é utilizada em conjunto com a quimioterapia em aproximadamente metade das pacientes com coriocarcinoma de alto risco. [12]

Oncologia de Radiação

O uso de 3000 cGy, dado em frações de 200 cGy, é feito para irradiação de todo o cérebro de metástases do sistema nervoso central (SNC). [12]

Oncologia Médica

Nos Estados Unidos, o coriocarcinoma de baixo risco (pontuação cumulativa menor que 7, consulte a seção de estadiamento abaixo) e estágio I a III é tratado com metotrexato ou quimioterapia com actinomicina D com taxas de sobrevivência de quase 100%.

Nos Estados Unidos e no Reino Unido, a quimioterapia multiagente com etoposídeo, actinomicina D, metotrexato, ácido folínico, ciclofosfamida e vincristina é utilizada como tratamento de primeira linha para pacientes com coriocarcinoma de alto risco. [1] [12]

No Reino Unido, o coriocarcinoma gestacional é geralmente tratado com uma combinação de etoposídeo, metotrexato, actinomicina D, ciclofosfamida e vincristina. [1]  Se o paciente tiver uma grande carga tumoral, a terapia de indução com etoposídeo e cisplatina mostrou bons resultados. [4]Vamos para:

Estadiamento

A Organização Mundial da Saúde e a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia desenvolveram o seguinte sistema de estadiamento para coriocarcinoma: [1] [12]

  • Estágio I: doença confinada ao útero
  • Estágio II: doença que se estende além do útero, mas confinada às estruturas genitais
  • Estágio III: doença que se estende aos pulmões
  • Estágio IV: doença invadindo outros locais metastáticos

Critérios para definição de risco

Além disso, os pacientes são então estratificados em grupos de baixo e alto risco para determinar o tratamento com base nos seguintes critérios:

Idade

  • 0: menor de 39 anos
  • 1: maior de 39 anos

Antecedentes Gestacionais

  • 0: Mola
  • 1: Aborto
  • 2: Termo

Intervalo entre evento da gravidez e tratamento

  • 0: menos de 4 meses
  • 1: 4 a 6 meses
  • 2: 7 a 12 meses
  • 4: Mais de 1 ano

Pré-tratamento de hCG (mIU / ml)

  • 0: menos de 10.000
  • 1: 10.000 a 100.000
  • 2: 100.000 a 1.000.000
  • 4: Maior que 1.000.000

Maior massa tumoral

  • 0: menos de 3 cm
  • 1: 3 a 4 cm
  • 2: Maior que 5 cm

Local de metástases

  • 0: nenhum
  • 1: Baço, rim
  • 2: trato GI
  • 4: cérebro, fígado

Número de metástases

  • 0: nenhum
  • 1: 1 a 4
  • 2: 5 a 8
  • 4: Maior que 8

Quimioterapia com falha anterior

  • 0: nenhum
  • 2: Monofármaco
  • 4: Mais de 2 medicamentos

Pontuação Cumulativa

  • Baixo risco: menos de 7
  • Alto risco: maior que 7

Prognóstico

O coriocarcinoma gestacional e o coriocarcinoma não gestacional têm prognósticos diferentes, com o coriocarcinoma não gestacional tendo um prognóstico muito pior. [4] [13] Este último também é muito menos quimiossensível. A genotipagem destaca a diferença no coriocarcinoma gestacional e não gestacional; o coriocarcinoma gestacional geralmente tem um complemento cromossômico paterno, enquanto o coriocarcinoma não gestacional tem DNA que corresponde ao do paciente, com anormalidades cariótipo ocasionais. [13]

Coriocarcinoma gestacional de baixo risco tem quase 100% de sobrevida em mulheres tratadas com quimioterapia, e pacientes com coriocarcinoma gestacional de alto risco têm sobrevida de 91% a 93% quando utilizam quimioterapia multiagente com ou sem radiação e cirurgia. Os fatores de risco adversos que tornam a morte mais provável incluem doença em estágio IV ou uma pontuação cumulativa maior que 12 em mulheres. [12]

Em homens com tumores de células germinativas mistos, quantidades crescentes de coriocarcinoma pressagiam um pior prognóstico, com os coriocarcinomas puros tendo o pior prognóstico em neoplasias de células germinativas testiculares. Um hCG superior a 50.000 mIU / ml também se correlaciona com um pior prognóstico em homens. [7]

O coriocarcinoma intra-placentário com metástases para o lactente carrega um prognóstico muito ruim, com menos de 20% de sobrevida. [10]

Complicações

Sem tratamento, o coriocarcinoma pode resultar em morte. Com o advento da quimioterapia, muitos pacientes podem alcançar a remissão e a cura de sua doença. A utilização da quimioterapia tem seus riscos, incluindo o desenvolvimento de neoplasias secundárias, náuseas, vômitos, queda de cabelo, diarreia, febres, infecções e necessidade de transfusão de produções sanguíneas.

Dissuasão e educação do paciente

Mulheres que vivenciam uma gravidez molar, completa ou incompleta, devem ser orientadas quanto ao risco de desenvolvimento de coriocarcinoma. Esses pacientes devem ser monitorados de perto para a resolução de seus níveis de hCG. Qualquer mulher que deu à luz, mas especialmente se ela for de alto risco, deve ser aconselhada a retornar para acompanhamento médico caso continue com o sangramento pós-parto.

Pérolas e outros problemas

  1. Os níveis elevados de hCG em uma mulher sem gravidez intrauterina confirmada devem levar à pesquisa de gravidez ectópica e da possibilidade de uma malignidade secretando hCG. A falta de resposta ao metotrexato torna muito mais provável uma malignidade. [14]
  2. Elevações falso-positivas em hCG podem ser devido a anticorpos heterófilos (anti-camundongo humano) e devem ser consideradas antes de tratar pacientes cirurgicamente ou com quimioterapia sistêmica. [3]
  3. Nos homens, o coriocarcinoma geralmente ocorre como parte de um tumor de células germinativas misto; quando ocorre na forma pura, o tumor primário pode ser muito pequeno ou mesmo regredir, enquanto os sintomas estão todos relacionados à metástase. [7]
  4. O coriocarcinoma intra-placentário é uma variante muito rara, geralmente, apresentando-se com sintomas metastáticos na mãe pós-parto e raramente com metástase no bebê, e deve ser incluído no diagnóstico diferencial de AFP elevada em uma paciente pós-parto[10]

Melhorar os resultados da equipe de saúde

Os médicos que cuidam de pacientes após a gravidez molar devem permanecer cientes e vigilantes da armadilha dos anticorpos heterófilos (anti-camundongo humano) que ocorrem em 3% a 4% das pacientes, resultando em hCG elevado falsamente positivo. A presença de anticorpos heterófilos pode ser avaliada por diluição em série de soro, que não mostrará uma diminuição paralela com a diluição ou envio de soro e urina do paciente para um laboratório de referência de hCG. [3]

Uma alta suspeita clínica deve ser mantida para coriocarcinoma em mulheres com hemoptise e gravidez molar, gravidez atual ou recente ou sangramento vaginal irregular. [5]  Um centro de tratamento interprofissional com enfermeiras e médicos especializados em doença trofoblástica gestacional é benéfico para melhorar os resultados. [Nível 1 e 2]

Choriocarcinoma metastasis to brain
Metástase de coriocarcinoma para o cérebro. 
Contribuição de Sunil Munakomi, MD

Referências

1. Seckl MJ, Sebire NJ, Berkowitz RS. Doença trofoblástica gestacional. Lanceta. 28 de agosto de 2010; 376 (9742): 717-29. [ PubMed ]

2. Bruce S, Sorosky J. StatPearls [Internet]. Publicação StatPearls; Treasure Island (FL): 26 de agosto de 2020. Gestational Trophoblastic Disease. [ PubMed ]

3. Lurain JR. Doença trofoblástica gestacional I: epidemiologia, patologia, apresentação clínica e diagnóstico da doença trofoblástica gestacional e manejo da mola hidatiforme. Am J Obstet Gynecol. Dezembro de 2010; 203 (6): 531-9. [ PubMed ]

4. Stockton L, Green E, Kaur B, De Winton E. Coriocarcinoma não gestacional com metástases generalizadas apresentando insuficiência respiratória tipo 1 em uma mulher de 39 anos: relato de caso e revisão da literatura. Case Rep Oncol. 2018 de janeiro a abril; 11 (1): 151-158. [ Artigo grátis PMC ] [ PubMed ]

5. Zhang W, Liu B, Wu J, Sun B. Hemoptise como manifestação primária em três mulheres com coriocarcinoma com metástase pulmonar: uma série de casos. J Med Case Rep. 2017, 16 de abril; 11 (1): 110. [ Artigo grátis PMC ] [ PubMed ]

6. Ulbright TM. Tumores de células germinativas das gônadas: uma revisão seletiva enfatizando problemas no diagnóstico diferencial, questões recentemente apreciadas e controversas. Mod Pathol. Fevereiro de 2005; 18 Suplemento 2 : S61-79. [ PubMed ]

7. Ali TZ, Parwani AV. Neoplasias Benignas e Malignas do Tecido Testicular e Paratesticular. Surg Pathol Clin. Março de 2009; 2 (1): 61-159. [ PubMed ]

8. Mao TL, Kurman RJ, Huang CC, Lin MC, Shih IeM. Imunohistoquímica do coriocarcinoma: um auxílio no diagnóstico diferencial e na elucidação da patogênese. Am J Surg Pathol. Novembro de 2007; 31 (11): 1726-32. [ PubMed ]

9. Shih IeM. Neoplasia trofoblástica gestacional – patogênese e potenciais alvos terapêuticos. Lancet Oncol. Julho de 2007; 8 (7): 642-50. [ PubMed ]

10. Liu J, Guo L. Coriocarcinoma intraplacentária em uma placenta a termo com metástases maternas e infantis: um relato de caso e revisão da literatura. Gynecol Oncol. Dezembro de 2006; 103 (3): 1147-51. [ PubMed ]

11. Heller DS. Atualização sobre a patologia da doença trofoblástica gestacional. APMIS. Julho de 2018; 126 (7): 647-654. [ PubMed ]

12. Lurain JR. Doença trofoblástica gestacional II: classificação e manejo da neoplasia trofoblástica gestacional. Am J Obstet Gynecol. Janeiro de 2011; 204 (1): 11-8. [ PubMed ]

13. Savage J, Adams E, Veras E, Murphy KM, Ronnett BM. Coriocarcinoma em mulheres: análise de uma série de casos com genotipagem. Am J Surg Pathol. Dezembro de 2017; 41 (12): 1593-1606. [ PubMed ]

14. Larish A, Kumar A, Kerr S, Langstraat C. Coriocarcinoma gástrico primário que se apresenta como uma gravidez de local desconhecido. Obstet Gynecol. Fevereiro de 2017; 129 (2): 281-284. [ PubMed ]


Protocolos da FEBRASGO – Neoplasia Trofoblástica Gestacional 2021

O CCA ocorre em aproximadamente 1/150.000 gestações normais, 1/15.000 abortos e 1/40 gravidezes molares completas.

Cerca de 50% dos casos de CCA surgem após MHC, 25% após gravidez normal e 25% após aborto espontâneo ou gravidez ectópica.(10)

CCA é a forma de NTG mais agressiva e caracteriza- -se pela invasão vascular precoce e metástases generalizadas.
Frequentemente, cursa com sangramento transvaginal irregular. No CCA pós-gestação não molar, a apresentação clínica típica é hemorragia pós-parto tardia, que persiste além das habituais seis a oito semanas. No entanto, o sangramento vaginal anormal pode desenvolver-se um ano ou mais após gravidez de evolução normal. O sangramento genital pode apresentar características de gravidade nos casos de os tumores invadirem o miométrio ou
os vasos uterinos. Sintomas respiratórios (tosse, dor torácica e hemoptise), de hemorragia intracerebral, gastrintestinais e urológicos são indicativos de doença metastática. O envolvimento hepático em casos de doença avançada pode causar dor epigástrica ou no quadrante superior direito do abdômen. Em geral exame físico revela útero aumentado de volume e cistos ovarianos bilaterais. Metástases vaginais estão presentes em cerca de 30% dos casos. Tais lesões apresentam vascularização aumentada e são propensas a sangramento.

Figura: Coriocarcinoma – Observa-se grande área necro-hemorrágica ocupando grande parte do útero. Histerectomia feita por quimiorresistência.

Tratamento da neoplasia trofoblástica gestacional

Sistema de estadiamento FIGO 2000

Antes de iniciar o tratamento da NTG, é necessário estadiar a paciente conforme o sistema FIGO 2000, como se elenca no quadro 1. Tal ação determinará os grupos prognósticos de NTG, baixo e alto risco, para resistência ao tratamento com QT por agente único. O estadiamento da NTG associa a distribuição anatômica da NTG (estádios I, II, III e IV) com o escore de risco da Organização Mundial da Saúde modificado, o qual utiliza fatores prognósticos para a resistência à QT por agente único. Um valor de 0, 1, 2 ou 4 é dado para cada fator de risco e o somatório desses valores classifica a paciente dentro dos grupos de baixo ou alto risco: escore de 6 ou menos significa doença de baixo risco, tratada com agente único de QT; escore de 7 ou mais, doença de alto risco que necessita de QT por múltiplos agentes.(22) O estádio IV é considerado NTG de alto risco e independe do valor do escore.(22)

Quadro 1. Sistema de estadiamento para NTG Estadiamento

Fonte: FIGO Oncology Committee. FIGO staging for gestational trophoblastic neoplasia 2000. Int J Gynaecol Obstet. 2002;77(3):285–7.(22)

Tratamento da NTG de baixo risco (estádios I, II ou III: escore inferior a 7)

As pacientes são tratadas inicialmente com agente único, metotrexato (MTX) ou actinomicina D (ACTD). Vários protocolos têm sido utilizados para o tratamento ambulatorial com MTX ou ACTD, a maioria fundamentada em estudos retrospectivos dos grandes centros de referência. Variação de 50% a 93% nas taxas de remissão completa ao
tratamento quimioterápico de primeira linha reflete diferenças de dosagens, esquemas e vias de administração, bem como critérios de seleção das pacientes.

Em geral, os protocolos abaixo são mais efetivos que outros protocolos de agente único. Como a citotoxicidade desses medicamentos depende da fase do ciclo celular, quanto maior o tempo de exposição das células trofoblásticas ao quimioterápico, maior número dessas células estará em ciclo e será destruído.(23,24)

1. MTX e ácido folínico (MTX/FA – oito dias, MTX 1 mg/kg nos dias 1, 3, 5 e 7 seguido por FA 0,1 mg/kg nos dias 2, 4, 6 e 8),

2. MTX sem ácido folínico em regime de cinco dias (0,4 mg/kg – máximo de 25 mg/dia durante cinco dias) e

3. ACTD (0,5 mg/dia em regime de cinco dias ou 1,25 mg/dia a cada 15 dias – máximo de 2 g/dia)


Protocolos com o uso de MTX são preferidos para tratamento de primeira linha da NTG de baixo risco pela eficácia, menos toxicidade e baixo custo. Em geral, a ACTD é o tratamento de primeira linha na contraindicação ao uso de MTX (aumento das enzimas hepáticas, edema, derrames, cistos grandes de ovários ou quando as pacientes não tiverem condições socioeconômicas para aderir ao tratamento com MTX pela distância de seus domicílios).


Além do tipo de protocolo de QT por agente único, outros fatores associados à falha do tratamento inicial incluem idade avançada, valor elevado de beta-hCG, pré-tratamento quimioterápico, antecedentes de gravidez não molar, presença de doença metastática e escore de risco FIGO 5-6. Em geral, pacientes que desenvolvem resistência a MTX são tratadas com ACTD (regime de cinco dias ou dose única a cada 15 dias). A observação de resistência da NTG de baixo risco para ambos, MTX e ACTD, indica tratamento com múltiplos agentes.

A maioria dos especialistas recomenda consolidação do tratamento da NTG de baixo risco com três ciclos adicionais, depois de alcançado o primeiro valor normal de beta-hCG (< 5 mUI/mL), quer tenha sido utilizado MTX ou ACTD – chamado de QT de consolidação. Tal ação é especialmente aconselhada a pacientes com estádio I que necessitaram de agente único alternativo ou de múltiplos agentes e a todas pacientes com metástase (estádio II ou III).(23-25) HTA é uma alternativa para tratamento inicial da NTG de baixo risco em pacientes de idade avançada (superior a 40 anos) e prole definida. Entretanto, são aconselháveis uma dose de QT transoperatória e tratamento de consolidação pós-operatória, com três ciclos de QT, quando o resultado do exame anatomopatológico identifica CCA, uma vez que esse tumor apresenta característica invasora vascular precoce. Outras indicações de HTA seriam para tratamento das complicações do tumor, isto é, hemorragia genital, perfuração uterina e infecção pélvica. Além disso, preconiza-se tratamento cirúrgico para úteros com acometimento extenso por grande massa tumoral, posto que reduz a quantidade e a duração da QT.

Tratamento da NTG de alto risco (estádio I, II ou III: escore ≥ 7; estádio IV)

O protocolo EMA/CO (etoposídeo, MTX, ACTD na fase 1 e ciclofosfamida e vincristina na fase 2), formulado pelo grupo do Charing Cross Hospital (Londres, Reino Unido), apresenta-se como QT primária de escolha para NTG de alto risco, com taxas de resposta completa entre 70% e 80%. Alguns especialistas preferem o protocolo EP/EMA modificado (etoposídeo e cisplatina na fase 1 e etoposídeo, MTX e ACTD na fase 2) como primeira linha de tratamento para NTG de alto risco, considerando o efeito sinérgico da associação cisplatina e etoposídeo e o desenvolvimento de resistência na fase 2 (CO – ciclofosfamida e vincristina) do esquema EMA/CO.(1,26)


Independentemente do protocolo usado, QT deve ser mantida por pelo menos três ciclos após a negativação do beta-hCG, caracterizando o tratamento de consolidação, minimizando-se, assim, a NTG recidivante. Aproximadamente 30% das pacientes com NTG de alto risco desenvolvem resistência ou apresentam recidiva seguindo o uso do protocolo EMA/CO. Em geral, para essas pacientes, o tratamento de segunda linha é o protocolo EP/EMA, embora o grupo do Charing Cross Hospital tenha elaborado um estudo prospectivo visando testar o protocolo TP/TE (paclitaxel/cisplatina-paclitaxel/etoposídeo), com menor toxicidade (em andamento).


A cirurgia é útil para remoção de doença residual localizada e resistente ao tratamento quimioterápico em pacientes com NTG de alto risco, especialmente HTA e ressecção pulmonar. Também, na NTG recidivada, o resgate cirúrgico é apropriado a pacientes com foco isolado (solitário) de doença ativa. É importante salientar que, anteriormente ao procedimento cirúrgico, deve-se propor rastreamento da NTG por exames de imagem (TC de tórax, RM do abdome-pelve e cérebro – excluir RM do cérebro se não há metástase pulmonar – e, quando disponível, PET–CT). A finalidade é a de exclusão de múltiplas metástases, situação na qual somente QT combinada é aplicada. Consolidação com tratamento quimioterápico é indicada dentro de uma a duas semanas após a cirurgia.

Em alguns serviços, radioterapia (RT), em combinação com QT por múltiplos agentes, é indicada para tratar metástases cerebrais e hepáticas, dependendo da extensão das lesões, pelo seu efeito hemostático e antitumoral. O uso de MTX intratecal é uma alternativa de tratamento para metástases cerebrais, em substituição à irradiação do crânio.

Pacientes portadoras de NTG resistente são frequentemente expostas a grande quantidade de agentes e protocolos quimioterápicos. São exaustivamente tratadas, requerem QT intensiva, cirurgia e/ou RT. Nesses casos, pode ser necessário o uso de fator estimulante de colônias granulocíticas (GSF) para evitar a descontinuidade do
tratamento devido à neutropenia e à possibilidade de resistência à QT. A administração de múltiplos agentes quimioterápicos exige apoio de um oncologista clínico, posto que são necessários habilidade e conhecimento para o controle da toxicidade.


A coordenação multidisciplinar por especialista com conhecimento geral de todas as modalidades terapêuticas da NTG, em um centro de referência, melhora o prognóstico e a sobrevida das pacientes.(27,28)

Futuro reprodutivo após a DTG
Até o momento atual, a prevenção primária de qualquer DTG é não engravidar. As pacientes que tiveram remissão espontânea da MH apresentam 98% a 99% de chances de desenvolver gravidez normal subsequente. Há risco de 1% a 2% de nova MH, que, embora pequeno, é em torno de 4 a 50 vezes maior se comparado com o da população em geral. Assim, diante de uma nova gravidez, as pacientes devem ser orientadas a ter especial atenção à realização de US no primeiro trimestre, a fim de detectar precocemente a evolução normal da gestação. Da mesma forma, ao término de qualquer gravidez, as pacientes devem ser submetidas a uma dosagem de hCG, após 42 dias, para descartar a rara possibilidade de NTG pós-parto.(20,21,29)

Obesidade

iScience. 2021 22 de outubro; 24 (10): 102995.Publicado online 20 de setembro de 2021. 

DOI:  10.1016 / j.isci.2021.102995

Tratamento da obesidade: perda de peso versus aumento da aptidão e atividade física para reduzir os riscos à saúde

Glenn A. Gaesser 1,  e Siddhartha S. Angadi 2Informações sobre o autor Informações sobre direitos autorais e licença Isenção de responsabilidadeVamos para:

Resumo

Propomos uma estratégia de peso neutro para o tratamento da obesidade com base nas seguintes razões:

(1) o risco de mortalidade associado à obesidade é amplamente atenuado ou eliminado por níveis moderados a altos de aptidão cardiorrespiratória (ACR) ou atividade física (AF),

(2) a maioria dos marcadores de risco cardiometabólico associados à obesidade pode ser melhorada com o treinamento físico independente da perda de peso e em uma magnitude semelhante à observada com programas de perda de peso,

(3) a perda de peso, mesmo que intencional, não está consistentemente associada a uma mortalidade mais baixa risco,

(4) os aumentos na ACR ou AF estão consistentemente associados a maiores reduções no risco de mortalidade do que a perda de peso intencional, e

(5) a ciclagem de peso está associada a vários resultados adversos à saúde, incluindo aumento da mortalidade.

A adesão à AF pode melhorar se os profissionais de saúde considerarem a AF e a ACR como sinais vitais essenciais e enfatizarem consistentemente aos seus pacientes os inúmeros benefícios da AF e da ACR na ausência de perda de peso.

Resumo gráfico

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Introdução

A prevalência da obesidade aumentou dramaticamente nos últimos 40 anos. Desde 1980, a prevalência de obesidade dobrou em mais de 70 países ( GBD 2015 Obesity Collaborators et al., 2017 ). Dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (NHANES) mostram que a prevalência de obesidade nos Estados Unidos aumentou de 30,5% em 1999-2000 para 42,4% em 2017-2018 ( Hales et al., 2020 ). A prevalência de 42,4% em 2017-2018 representa um aumento de ∼3 vezes desde o NHANES de 1976-1980 ( Hruby e Hu, 2015 ). Com base nas tendências das pesquisas do Behavioral Risk Factor Surveillance System conduzidas entre 1993 e 2016, a prevalência de obesidade nos Estados Unidos deve chegar a quase 50% em 2030, e obesidade grave (definida como índice de massa corporal (IMC)> 40 kg / m 2) deve se tornar a categoria de IMC mais comum entre mulheres, adultos negros não hispânicos e adultos de baixa renda ( Ward et al., 2019 ).

Durante aproximadamente o mesmo período em que a prevalência de obesidade aumentou, também aumentou a prevalência de tentativas de perda de peso ( Han et al., 2019 ; Martin et al., 2018 ; Montani et al., 2015 ; Santos et al., 2017 ; Yaemsiri et al. ., 2011 ). A prevalência de tentativas de perda de peso entre os adultos dos EUA aumentou de 34,3% para 42,2% entre 1999-2000 e 2015-2016 ( Han et al., 2019 ), e os dados de 2013-2016 NHANES indicaram que 49,1% dos adultos dos EUA tentaram perder peso nos últimos 12 meses ( Martin et al., 2018 ). No geral, 66,7% dos adultos com obesidade tentaram perder peso ( Martin et al., 2018) Desde o final da década de 1980, a prevalência de dietas para perder peso tem sido de pelo menos 40% entre as mulheres americanas e de pelo menos 25% entre os homens americanos ( Montani et al., 2015 ). Os dados dos Estados Unidos são semelhantes à prevalência mundial de tentativas de perda de peso, pois uma meta-análise de 72 estudos, incluindo 1.184.942 adultos, revelou que 42% da população em geral e 44% das populações de minorias étnicas relataram tentar perder peso ( Santos et al., 2017 ). O aumento da prevalência de tentativas de perda de peso é consistente com os dados do NHANES 2003-2008, indicando que 73% das mulheres e 55% dos homens relataram o desejo de pesar menos ( Yaemsiri et al., 2011 ).

Em suma, várias pesquisas demonstram uma alta prevalência de tentativas de perda de peso nos últimos 40 anos, durante os quais, a prevalência de obesidade aumentou aproximadamente 3 vezes. Assim, o foco intenso na perda de peso não tem impedido o ganho excessivo de peso nas últimas décadas. Além disso, esforços repetidos de perda de peso podem contribuir para o ganho de peso e, sem dúvida, estão associados à alta prevalência de ciclagem de peso, que está associada a riscos significativos para a saúde ( Montani et al., 2006 , 2015 ; Strohacker et al., 2009 ). Isso criou um “ciclo fútil de perda de peso” que caracteriza o aumento da prevalência de obesidade e tentativas de perda de peso nas últimas 4 décadas (figura 1) Além disso, o aumento da prevalência de obesidade e tentativas de perda de peso foi acompanhado por um aumento no estigma do peso corporal ( Tomiyama et al., 2018 ), que por sua vez está associado a muitos resultados adversos à saúde ( Sutin e Terracciano, 2017 ; Tomiyama et al., 2018 ; Wu e Berry, 2018 ), incluindo maior risco de mortalidade por todas as causas ( Sutin et al., 2015 ). Esses riscos afetam desproporcionalmente os indivíduos com sobrepeso e obesidade.

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Ciclo fútil de perda de peso

O aumento da prevalência de obesidade durante os últimos 40 anos está associado a um aumento da prevalência de tentativas de perda de peso.

Uma questão importante é se a perda de peso deve ser o foco principal do tratamento da obesidade. Abordagens alternativas para o tratamento da obesidade e comorbidades associadas foram propostas em que a perda de peso não é o desfecho primário ( Bacon e Aphramor, 2011 ; Despres, 2015 ; Gaesser et al., 2011 , 2015 ; Gaesser e Blair, 2019 ; King et al., 2009 ; Ross et al., 2015 ; Shaibi et al., 2015 ; Thyfault e Wright, 2016) . No entanto, os benefícios comparativos da perda de peso vs. aumento da atividade física (AF) ou aptidão cardiorrespiratória (ACR) não foram publicados. Consequentemente, o objetivo desta revisão é abordar duas questões: (1) Qual é a magnitude da redução do risco de mortalidade associada à perda de peso intencional em comparação com aquela associada ao aumento da PA ou da ACR? e (2) Qual é a magnitude da redução dos marcadores de risco de doenças cardiovasculares (DCV) associada às intervenções para perda de peso em comparação com as intervenções de AF? As respostas a essas perguntas podem ajudar a esclarecer as controvérsias em torno do fenótipo de obesidade saudável e do conceito de “gordura, mas ajuste” ( Brown e Kuk, 2015 ; Eckel et al., 2016 ; Hsueh et al., 2020 ; Huang et al., 2020Kramer et al., 2013 , 2014 ; Lin et al., 2020 ; Ortega et al., 2013 , 2015 , 2018 ; Roberson et al., 2014 ; Yeh et al., 2019 ). As respostas a essas perguntas também são relevantes para as recomendações da American Heart Association de que a ACR seja considerada um importante sinal vital ( Ross et al., 2016 ), o que pode ser especialmente útil na classificação de risco de indivíduos com comorbidades relacionadas à obesidade.

Apesar da importância bem documentada da ACR como um sinal vital ( Ross et al., 2016 ), ela nem mesmo é mencionada nas diretrizes atuais para o manejo do sobrepeso e da obesidade ( Jensen et al., 2014 ; Garvey et al., 2016 ). Embora a AF seja defendida, ela é apenas em conjunto com um programa de estilo de vida projetado para perder peso. Em outras palavras, o PA é visto principalmente como um meio de criar um equilíbrio de energia negativo. Isso ignora os importantes benefícios para a saúde da AF, independentemente da perda de peso. Consequentemente, as respostas às duas perguntas acima são essenciais para esclarecer a importância comparativa da perda de peso e do aumento da PA e / ou ACR para a redução da mortalidade e morbidade relacionadas à obesidade.

A relação IMC – mortalidade: Influência da aptidão cardiorrespiratória e da atividade física

A sabedoria convencional afirma que um IMC alto aumenta o risco de mortalidade, com a faixa de IMC de 18,5- <25 kg / m 2 geralmente associada com o risco de mortalidade mais baixo, e o risco aumenta à medida que o IMC aumenta em toda a gama de IMC classificados como sobrepeso e obesidade ( Aune et al., 2016 ; Global BMI Mortality Collaboration et al., 2016 ). No entanto, a relação entre IMC e mortalidade não é de forma clara, como as metanálises realizadas durante os últimos 10 anos demonstraram ( Aune et al., 2016 ; Flegal et al., 2013 ; Global BMI Mortality Collaboration et al. , 2016 ; Jiang et al., 2019 ; Winter et al., 2017 ; Winter et al., 2014) Embora algumas metanálises tenham indicado maior risco de mortalidade entre adultos em toda a faixa de IMC> 25 kg / m 2 ( Aune et al., 2016 ; Global BMI Mortality Collaboration et al., 2016 ), outras não ( Flegal et al. , 2013 ; Jiang et al., 2019 ; Winter et al., 2014 , 2017 ). Na meta-análise de Flegal et al. ( Flegal et al., 2013 ), a faixa de IMC de 25- <30 kg / m 2 foi associada a menor risco em comparação com a faixa de IMC de 18,5- <25 kg / m 2 e obesidade grau I (IMC de 30- <35 kg / m 2) não foi associado a um risco aumentado de mortalidade. Entre os idosos, o IMC associado à menor mortalidade é tipicamente observado na categoria de IMC considerada sobrepeso ( Jiang et al., 2019 ; Winter et al., 2014 , 2017 ).

Achados inconsistentes de meta-análises podem ser devido a várias características comportamentais e físicas. Fumar, por exemplo, pode confundir a interpretação da relação IMC-mortalidade. Mas mesmo restringir as análises para nunca fumantes nem sempre mostra que o risco de mortalidade é aumentado para todos os IMC> 25 kg / m 2 ( Flegal et al., 2005 ; Jiang et al., 2019 ; Winter et al., 2014 , 2017 ) . Isso é consistentemente evidente em adultos mais velhos, nos quais o menor risco de mortalidade em nunca fumantes ocorre na faixa de IMC de ∼23-33 kg / m 2 ( Jiang et al., 2019 ; Winter et al., 2014) A não consideração do estado de saúde basal também pode confundir a relação IMC-mortalidade. No entanto, mesmo ao restringir as análises a nunca fumantes sem condições de saúde pré-existentes e excluir os primeiros 5 anos de acompanhamento, a forma geral da relação IMC-mortalidade é semelhante, com aumento do risco observado nos extremos inferior e superior de a distribuição do IMC ( Flegal et al., 2017 ; Global BMI Mortality Collaboration et al., 2016 ; Yi et al., 2015 ). Além disso, o IMC não leva em consideração as diferenças na composição corporal e não fornece informações sobre a distribuição da gordura corporal. Uma recente análise agrupada de 7 estudos de coorte prospectivos mostrou que a massa gorda e a massa livre de gordura têm associações opostas com mortalidade (Sedlmeier et al., 2021 ) e a distribuição regional da gordura corporal tem um impacto considerável nos resultados de saúde ( Despres, 2012 ; Piche et al., 2018 ). Por fim, análises da associação entre IMC e mortalidade raramente consideram a ACR, que tem impacto considerável no risco de mortalidade ( Ross et al., 2016 ).

Aptidão cardiorespiratória

A principal limitação das metanálises descritas acima é que elas não incluíram medidas de ACR em suas análises. Em estudos que incluíram ACR, o risco de mortalidade associado ao IMC elevado é eliminado ( Barry et al., 2014 ) ou bastante atenuado ( Barry et al., 2018 ). Na primeira metanálise sobre a influência da ACR na relação IMC-mortalidade, Barry et al. ( Barry et al., 2014 ) demonstraram que o ACR baixo (impróprio) está associado a um risco ∼2-2,5 vezes maior de mortalidade por todas as causas, independentemente do IMC (Figura 2principal). É importante ressaltar que o sobrepeso e a obesidade em conjunto com a ACR moderada a alta (ajuste) foram associados a uma taxa de mortalidade mais baixa do que os adultos na categoria de peso normal incapaz. Dos 10 estudos incluídos nesta metanálise, 6 coortes incluíam apenas homens, 2 coortes incluíam apenas mulheres e 2 coortes consistiam em homens (∼80%) e mulheres.

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Aptidão cardiorrespiratória, índice de massa corporal e risco de mortalidade

Associações conjuntas entre aptidão cardiorrespiratória (ACR), índice de massa corporal (IMC) e mortalidade por todas as causas (parte superior) e doenças cardiovasculares (DCV) (parte inferior). As taxas de risco refletem os dados agrupados das metanálises de Barry et al. para todas as causas de mortalidade ( Barry et al., 2014 ) e mortalidade por doenças cardiovasculares ( Barry et al., 2018 ). Para todas as causas de mortalidade, a metanálise incluiu 6 coortes apenas de homens, 2 coortes apenas de mulheres e 2 coortes de homens (~ 80%) e mulheres. Para mortalidade por DCV, a meta-análise incluiu 8 coortes de homens apenas e 1 coorte de homens (89%) e mulheres. As linhas verticais para cada barra representam intervalos de confiança de 95%. Peso normal (IMC = 18,5- <25,0 kg / m 2 ) e Fit é o grupo referente. Sobrepeso = IMC 25,0- <30,0 kg / m2 e obeso = IMC ≥30 kg / m 2 . “Fit” inclui os 75% –80% principais da distribuição de ACR ajustada por idade. Veja o texto para detalhes.

É importante enfatizar as definições de ajuste e não adequado na meta-análise de Barry et al. ( Barry et al., 2014 ). Dos 10 estudos incluídos, 8 definiram “inapto” como o quintil mais baixo (7 estudos) ou quartil de ACR ajustado por idade. Assim, a definição de “ajuste” nesses estudos foi modesta e incluiu os 75% –80% principais da ACR ajustada por idade. Esta meta-análise também demonstrou a importância de avaliar a ACR para que indivíduos com baixo ajuste possam ser identificados para intervenções para melhorar a ACR.

Uma metanálise subsequente por Barry et al. ( Barry et al., 2018 ), que incluiu 8 coortes apenas de homens e 1 coorte consistindo de homens (89%) e mulheres, demonstrou que a ACR reduziu muito o risco de mortalidade por DCV associado ao IMC elevado, e também destacou a elevada mortalidade por DCV risco entre os indivíduos inaptos na categoria de IMC de peso normal (Figura 2fundo). As razões de risco agrupadas (HR) para as categorias de ajuste-sobrepeso (HR = 1,25, intervalo de confiança de 95% 1,07-1,46) e obesidade de ajuste (HR = 1,42, intervalo de confiança de 95% 1,01-4,07) indicam que o ACR não elimina o risco de mortalidade por DCV associado ao IMC elevado. No entanto, os dados ilustram que o ACR baixo é mais perigoso do que o IMC alto. Na verdade, os dados emFigura 2mostram claramente que os riscos associados a um maior IMC nos grupos inadequados e em forma são muito menores do que os riscos associados a um baixo ACR, independentemente do IMC.

É importante notar que nas duas metanálises de Barry et al., Todos os estudos incluídos, exceto um, não mediram a ACR diretamente, mas sim estimaram a ACR pelo tempo até a exaustão em um teste de esforço máximo. Isso é aceitável porque as correlações entre o tempo de teste em um teste de esforço máximo e o consumo máximo de oxigênio medido diretamente (VO 2máx ) estão entre 0,82 e 0,92 ( Ross et al., 2016 ), respectivamente. No entanto, medir a ACR diretamente por meio da análise da ventilação e das trocas gasosas durante um teste de esforço máximo não só fornece uma determinação de “padrão ouro” da ACR, mas com a avaliação simultânea da composição corporal, também permite que o VO 2max seja expresso em relação ao peso corporal total (ml O 2/ kg / min), bem como a massa livre de gordura (FFM; ml O 2 / kg de MLG / min). Isso é especialmente importante ao avaliar e comparar o ACR entre as categorias de IMC ( Krachler et al., 2015 ). Para indivíduos com o mesmo tempo de teste em um teste de exercício máximo, indivíduos não obesos e não obesos terão essencialmente o mesmo VO 2max em ml / kg / min, mas indivíduos obesos invariavelmente terão um VO 2max maior em ml / kg FFM / min por causa de maiores quantidades de gordura corporal em relação à FFM ( Lee et al., 1999 ). Isso pode refletir o músculo esquelético “mais apto” e os benefícios de saúde associados ( Booth et al., 2012 ; Fiuza-Luces et al., 2013), e ajudam a explicar o risco de mortalidade bastante reduzido associado ao alto ACR em pessoas com obesidade (Figura 2) É importante ressaltar que foi demonstrado que o ajuste para MLG aumentou o valor prognóstico da IRC em pacientes com insuficiência cardíaca, especialmente entre um subgrupo de pacientes com obesidade ( Osman et al., 2000 ). Além disso, foi relatado recentemente que o ACR em ml / kg FFM / min foi um preditor mais forte de mortalidade por todas as causas do que o ACR em ml / kg / min em um acompanhamento de 19 anos de 2.905 homens e mulheres com e sem obesidade ( Imboden et al., 2020 ).

Embora o ajuste para FFM melhore o valor prognóstico do teste de ACR, não é provável que a FFM per se seja o fator subjacente que explica essa associação. Entre 21.925 homens no Estudo Longitudinal do Centro Aeróbico (ACLS), os maiores riscos relativos para todas as causas e mortalidade por DCV foram observados em inaptos (definido como acima,Figura 2) homens com a maior quantidade de MLG ( Lee et al., 1999 ). Os riscos relativos mais baixos foram observados para homens em boa forma, independentemente da FFM variando de <60 kg a> 70 kg. Uma razão plausível para esse achado é que homens em boa forma são mais ativos fisicamente do que homens inaptos ( Ortega et al., 2018 ), e a atividade física afeta fortemente a ACR ( Ross et al., 2016 ). Assim, embora a MLG e a gordura corporal tenham associações opostas com o risco de mortalidade ( Sedlmeier et al., 2021 ), a “qualidade” da MLG é mais importante do que a “quantidade” de MLG.

Além do ACR medido diretamente, estimativas mais simples da capacidade funcional indicam que o condicionamento físico reduz o risco associado ao IMC elevado ( Zaccardi et al., 2019 , 2021 ). Na coorte do Biobanco do Reino Unido, homens e mulheres que caracterizaram seu ritmo de caminhada usual como “rápido” tiveram um risco de mortalidade por todas as causas muito menor em 7 anos e maior sobrevida estimada em 10 anos em comparação com adultos que caracterizaram seu ritmo usual como “lento, ”E isso era totalmente independente do IMC variando de ∼20 kg / m 2 a ∼44 kg / m 2 e da gordura corporal variando de ∼25% a 47% para mulheres e ∼15% –35% para homens ( Zaccardi et al. , 2019 ).

Aptidão muscular

A aptidão muscular também está associada a risco reduzido de doença crônica e mortalidade, e essa associação é independente do IMC ( Carbone et al., 2020 ; Garcia-Hermoso et al., 2018 ; Kim et al., 2017 ; Saeidifard et al., 2019 ). Uma meta-análise relatou que altos níveis de força de preensão manual e força de extensão de joelho foram associados a menor risco de mortalidade por todas as causas ( Garcia-Hermoso et al., 2018 ), e outra meta-análise relatou que o treinamento de força estava associado a menor risco de mortalidade por todas as causas ( Saeidifard et al., 2019) Nenhuma dessas metanálises relatou HRs para aptidão muscular em todos os estratos de IMC (ou seja, como em Barry et al., Acima), mas a maioria dos estudos incluídos nessas metanálises realizaram análises multivariadas ajustadas para o IMC.

No estudo do UK Biobank, a força de preensão manual atenuou significativamente o maior risco de mortalidade por todas as causas e DCV associado a várias medidas de adiposidade ( Kim et al., 2017 ). Em alguns casos, o risco foi eliminado. Por exemplo, entre homens e mulheres nos quintis mais altos de força de preensão manual, os HRs para todas as causas e mortalidade por DCV não foram significativamente diferentes ao comparar os tercis mais altos e mais baixos de porcentagem de gordura corporal. Quando estratificada por IMC, as HRs de mortalidade por todas as causas para os quintis mais altos de força de preensão manual em homens não foram diferentes em todas as categorias de IMC, incluindo peso normal (18,5 – ≤25 kg / m 2 ), sobrepeso (25 – ≤30 kg / m 2 ) e obeso (≥30 kg / m 2) Em mulheres, os HRs para todas as causas e mortalidade por DCV nos quintis mais altos de força de preensão manual não foram diferentes entre as categorias de IMC que variam de peso normal até obesidade grau 1 (30 – <35 kg / m 2 ).

Dados sobre homens no ACLS demonstraram que menores riscos de todas as causas e mortalidade por câncer associados a níveis mais elevados de aptidão muscular foram independentes do IMC, circunferência da cintura e porcentagem de gordura corporal, e que o menor risco foi observado mesmo após o ajuste para ACR ( Ruiz et al., 2008 , 2009 ). No entanto, os resultados do ACLS também demonstram que a ACR tem uma associação mais forte com o risco de mortalidade por todas as causas do que a aptidão muscular.

Atividade física

Nenhuma metanálise foi realizada para demonstrar o impacto da AF na relação IMC-mortalidade. Embora a AF às vezes seja incluída em estudos de associação entre IMC e mortalidade, as metanálises geralmente evitam examinar o impacto desse comportamento vital. Uma grande meta-análise não incluiu PA porque os autores a consideraram como um “sobreajuste” para a contribuição do IMC para o risco de mortalidade ( Global BMI Mortality Collaboration et al., 2016 ). Em outra meta-análise, os autores sugeriram que a AF poderia atenuar o risco aumentado de mortalidade observado na categoria de IMC abaixo do peso, mas estranhamente não reconheceram que o mesmo pode ser verdadeiro para o maior risco observado nas categorias de IMC com sobrepeso ou obesidade ( Aune et al., 2016) No entanto, vários estudos de coorte sugerem que a PA tem uma influência atenuante na relação IMC-mortalidade que é qualitativamente semelhante, mas não quantitativamente tão forte quanto a do ACR ( Fogelholm, 2010 ).

Uma revisão sistemática de 12 estudos de coorte revelou que o IMC geralmente não estava relacionado ao risco de mortalidade após o ajuste para PA ( Yerrakalva et al., 2015 ). A maioria dos estudos revisados ​​não indicou associação ou associação inversa entre IMC e mortalidade após ajuste para AF. Nos poucos estudos que mostraram maior risco com IMC alto, o risco geralmente não aumentou até além do IMC> 30 kg / m 2 . Os autores observaram que os métodos de medição de PA em todos os estudos eram subjetivos e, em sua maioria, não validados. Portanto, mais pesquisas utilizando avaliações objetivas de AF, como a acelerometria, são necessárias para capturar melhor a influência da AF na relação IMC-mortalidade.

Outros estudos epidemiológicos mostraram que a PA reduz significativamente o risco de mortalidade por todas as causas ou DCV associada ao IMC elevado ( Bellocco et al., 2010 ; Crespo et al., 2002 ; Hu et al., 2005 ; Zhang et al., 2020) Esses estudos geralmente mostram que tanto o IMC alto quanto a baixa AF estão associados a um risco aumentado, e que o risco para adultos fisicamente ativos com obesidade é comparável ou menor do que o risco para adultos inativos sem obesidade. Por exemplo, na coorte NHANES de 2007-2016, em comparação com o grupo de referência de adultos sedentários com obesidade, a razão de chance de DCV de 10 anos entre adultos fisicamente ativos com obesidade (0,50, intervalo de confiança de 95% 0,37-0,69) foi comparável àquela de adultos inativos com IMC na faixa de peso normal (0,42, intervalo de confiança de 95% 0,28-0,64) ( Zhang et al., 2020) Mesmo adultos “insuficientemente ativos” com obesidade (ou seja, 1-149 min / semana de AF moderada a vigorosa) tiveram uma razão de chance de 10 anos significativamente menor de DCV (0,66, intervalo de confiança de 95% 0,49-0,89). É importante notar que adultos fisicamente ativos na faixa de IMC de peso normal tiveram o risco mais baixo (0,22, intervalo de confiança de 95% 0,16-0,29), indicando que tanto a AF quanto o IMC contribuem para o risco de DCV. Mesmo assim, esses dados do NHANES demonstram que mesmo quantidades modestas de AF estão associadas a risco de DCV significativamente menor, independente do IMC.Vamos para:

Perda de peso intencional e mortalidade

Metanálises de estudos observacionais

Várias meta-análises foram publicadas sobre a relação entre perda de peso intencional e risco de mortalidade (Figura 3topo) ( Chen et al., 2018 ; Harrington et al., 2009 ; Kritchevsky et al., 2015 ; Ma et al., 2017 ; Pack et al., 2014 ; Schellenberg et al., 2013 ; Singh et al., 2019 ). Na primeira meta-análise sobre perda de peso intencional e mortalidade por todas as causas, que foi baseada em resultados de estudos de coorte prospectivos, Harrington et al. ( Harrington et al., 2009) relataram que a perda de peso intencional foi associada a um risco 13% menor para indivíduos classificados como não saudáveis ​​(4 estudos), e um risco 16% menor entre adultos não saudáveis ​​com obesidade (4 estudos). No entanto, a perda de peso intencional foi associada a um risco de mortalidade 11% maior entre indivíduos saudáveis ​​(8 estudos) e a um risco 9% maior entre adultos principalmente saudáveis ​​sem obesidade (5 estudos). Entre adultos saudáveis ​​com obesidade, a perda de peso intencional não foi associada a um menor risco de mortalidade.

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Abra em uma janela separadaFigura 3

Perda de peso intencional e risco de mortalidade

Meta-análises da associação entre perda de peso intencional e risco de mortalidade por todas as causas (parte superior) e mortalidade por doença cardiovascular (DCV) ou evento coronário adverso principal (MACE) (parte inferior). As linhas verticais para cada barra representam intervalos de confiança de 95%. Para ambos os gráficos superior e inferior, as diferentes barras coloridas identificam estudos observacionais (barras vermelhas) e ensaios clínicos randomizados (RCTs) (barras azuis).

Duas metanálises adicionais de estudos de coorte que incluíram participantes com obesidade ou diabetes tipo 2 (T2D) ( Chen et al., 2018 ) ou doença arterial coronariana ( Pack et al., 2014 ), relataram que a perda de peso intencional não estava associada a menor risco de mortalidade por todas as causas (Figura 3principal). Essas metanálises devem ser vistas com cautela devido ao pequeno número de estudos incluídos (Chen et al. Incluíram 3 estudos; Pack et al. Incluíram apenas 1 estudo). Em uma meta-análise que incluiu 4 estudos ( Pack et al., 2014 ), a perda de peso intencional “presumida” foi associada a uma redução de 33% em um resultado composto de mortalidade por todas as causas, mortalidade por DCV e eventos cardíacos adversos importantes ( MACE) (Figura 2 fundo).

Metanálises de ensaios clínicos randomizados

Quatro meta-análises de ensaios clínicos randomizados (RCT) foram publicados sobre o efeito da perda de peso intencional na mortalidade por todas as causas (Figura 3topo) ( Kritchevsky et al., 2015 ; Ma et al., 2017 ; Schellenberg et al., 2013 ; Singh et al., 2019 ). Apenas um apresentou risco de mortalidade significativamente menor associado à perda de peso intencional ( Ma et al., 2017 ). No entanto, os resultados desta metanálise ( Ma et al., 2017 ), bem como o de Kritchevsky et al. ( Kritchevsky et al., 2015 ), deve ser visto com cautela considerável por causa dos dados de mortalidade extremamente limitados da maioria dos estudos incluídos nessas metanálises. Dos 34 estudos de intervenção incluídos na meta-análise de Ma et al. ( Ma et al., 2017), 23 tiveram 1 ou 0 mortes relatadas no grupo de intervenção ou no grupo de controle. Das 12 intervenções no estilo de vida incluídas na meta-análise de Kritchevsky et al. ( Kritchevsky et al., 2015 ), apenas 3 consideraram a mortalidade como desfecho, enquanto os demais estudos relataram a morte como evento adverso. Além disso, 7 dos 12 estudos incluídos nesta meta-análise relataram 2 ou menos mortes nos grupos de intervenção ou controle. Na verdade, apenas 10 estudos incluídos em qualquer meta-análise relataram pelo menos 5 mortes em qualquer intervenção ou grupos de controle. Destes 10 estudos, apenas um relatou um risco de mortalidade por todas as causas estatisticamente significativamente menor associado à perda de peso.

Para mortalidade por DCV, a única meta-análise de RCTs não mostrou benefício da perda de peso intencional (Figura 3inferior) ( Ma et al., 2017 ). Entre os 8 ensaios clínicos randomizados incluídos nesta meta-análise, o estudo Look AHEAD ( Look Ahead Research Group, 2013 ) representou 81,7% do peso na análise. Este grande ensaio foi interrompido por futilidade porque os resultados não conseguiram demonstrar uma diferença na taxa de mortalidade, infarto do miocárdio não fatal ou acidente vascular cerebral, ou hospitalização por angina, entre pacientes com DM2 randomizados para um braço de intervenção intensiva de estilo de vida em comparação com pacientes randomizados para um braço de controle , apesar da perda de peso significativamente maior no grupo de intervenção.

Na metanálise mais recente, que incluiu 31 intervenções de estilo de vida RCT ( Singh et al., 2019 ), a perda de peso intencional entre adultos com sobrepeso ou obesidade não foi associada a uma redução estatisticamente significativa na mortalidade por todas as causas, embora o odds ratio de 0,86 (intervalo de confiança de 95% 0,73-1,02, p = 0,09) foi muito próximo da significância estatística (Figura 3principal). A perda de peso foi em média 3,63 kg maior do que o grupo de controle após 1 ano, e isso diminuiu ao longo do tempo para uma diferença de 2,45 kg após 3 anos. A mortalidade não foi diferente pela quantidade de perda de peso.

Embora as intervenções no estilo de vida tenham mostrado reduzir o risco de T2D ( Knowler et al., 2002 ; Tuomilehto et al., 2001 ), uma meta-análise de intervenções no estilo de vida em pacientes com, ou em risco de T2D, indicou que a perda de peso intencional não reduzir o risco de mortalidade por todas as causas (razão de risco 0,75, intervalo de confiança de 95% 0,53-1,06;Figura 2topo) ( Schellenberg et al., 2013 ). No entanto, apenas dois estudos foram incluídos nesta meta-análise.

No geral, os dados de estudos observacionais e ensaios clínicos randomizados não mostram consistentemente que a perda de peso intencional está associada a um risco de mortalidade reduzido. Mesmo nos estudos que demonstraram o benefício da perda de peso, não está claro se a perda de peso em si foi o principal fator que reduziu o risco de mortalidade. Isso ocorre porque os ECRs incluídos nas meta-análises de perda de peso invariavelmente incorporaram mudanças na dieta e / ou exercícios, seja como um programa que os participantes poderiam frequentar ou como aconselhamento. Conforme discutido nas seções subsequentes, aumentos na AF estão consistentemente associados a reduções no risco de mortalidade, independentemente das mudanças no peso.

Perda de peso por meio de lipoaspiração: impacto nos marcadores de risco cardiovascular

Para desvendar os efeitos dos comportamentos de estilo de vida versus a perda de peso em si , estudos que examinam os efeitos cardiometabólicos da lipoaspiração são instrutivos. A remoção cirúrgica da gordura corporal na ausência de mudanças no estilo de vida geralmente não melhora o perfil de risco de DCV, conforme relatado nas três meta-análises publicadas sobre este assunto ( Boriani et al., 2014 ; Danilla et al., 2013 ; Seretis et al. , 2015a ). Embora uma metanálise tenha mostrado uma redução modesta na insulina de jejum ( Boriani et al., 2014 ), as outras duas não mostraram nenhum benefício da lipoaspiração na sensibilidade à insulina ( Danilla et al., 2013 ; Seretis et al., 2015a) A quantidade de gordura corporal removida nesses estudos de lipoaspiração (∼1-16 L) é comparável ou maior do que a quantidade de perda de peso normalmente observada com intervenções de estilo de vida que melhoram os marcadores de saúde cardiometabólica ( Gaesser et al., 2011 ; Gaesser e Blair, 2019) Isso diminui a proposição de que a gordura corporal é a principal causa de elevados marcadores de risco de DCV associados à obesidade. No entanto, como a lipoaspiração é limitada à remoção de gordura subcutânea, esses estudos não podem abordar a importância da gordura ectópica e da gordura abdominal visceral (VAT) para a saúde cardiometabólica (consulte a seção posterior, “O exercício visa a gordura ‘não saudável'”). A falta de melhoria no perfil de risco cardiometabólico após a lipoaspiração pode ser devido em parte à redistribuição da gordura corporal após este procedimento. Aumentos compensatórios no IVA foram relatados após a lipoaspiração ( Benatti et al., 2012 ; Hernandez et al., 2011 ; Seretis et al., 2015b ). É importante ressaltar que o exercício pode evitar que isso ocorra ( Benatti et al., 2012) Em um ensaio randomizado de 36 mulheres que se submeteram à lipoaspiração de pequeno volume, removendo uma média de 1,23 ± 0,36 L de gordura abdominal, 18 mulheres que permaneceram sedentárias após a lipoaspiração experimentaram um aumento de 9,5% no IVA no acompanhamento de 6 meses ( Benatti et al., 2012 ). Por outro lado, 18 mulheres que participaram de um programa de exercícios aeróbicos após a lipoaspiração experimentaram uma redução de 11,2% no VAT.Vamos para:

Perda de peso por cirurgia bariátrica: impacto na morbidade e mortalidade

Várias metanálises indicam que a cirurgia bariátrica reduz o risco de mortalidade por todas as causas ( Cardoso et al., 2017 ; Pontiroli et al., 2020 ; Sheng et al., 2017 ). A cirurgia bariátrica também reduz o risco de doença macrovascular e microvascular e aumenta as taxas de remissão para T2D ( Pontiroli et al., 2020 ; Sheng et al., 2017 ). Como a cirurgia bariátrica também produz perda de peso substancial, esses dados sugerem que a própria perda de peso pode ser essencial para os resultados observados.

No entanto, existem várias questões que devem ser consideradas ao interpretar os resultados dos estudos de cirurgia bariátrica. Primeiro, as concentrações de glicose no sangue e insulina melhoram rapidamente alguns dias após a cirurgia, muito antes de ocorrer uma perda de peso apreciável ( Pories et al., 1995 ; Rubino e Gagner, 2002 ). Em segundo lugar, em adultos com DM2, as trajetórias do IMC após a cirurgia bariátrica não são bons preditores de remissão e recidiva ( Arterburn et al., 2013 ). Em um estudo com 4.432 adultos com DM2 submetidos à cirurgia bariátrica, a perda de peso foi virtualmente idêntica para aqueles que tiveram remissões duráveis ​​em comparação com aqueles que tiveram remissão e recidiva ( Arterburn et al., 2013) Além disso, os casos que tiveram recidiva do DM2 tiveram manutenção do IMC semelhante, se não melhor, após a cirurgia em comparação com aqueles que tiveram remissão durável. Terceiro, uma meta-análise de 2020 relatou que a redução no risco de mortalidade após a cirurgia bariátrica só foi observada em indivíduos acima da idade mediana nos 9 estudos incluídos na metanálise ( Pontiroli et al., 2020 ). As razões para esse achado não são completamente compreendidos, mas o risco de mortalidade geral relativamente baixo entre os jovens com obesidade pode ser responsável por esse achado. Quarto, duas metanálises relataram que os níveis de PA aumentaram significativamente em pacientes após cirurgia bariátrica ( Adil et al., 2019 ; Herring et al., 2016), e os aumentos na PA após a cirurgia bariátrica foram relatados como correlacionados a melhorias na ACR ( Bellicha et al., 2019 ). O aumento da PA e do ACR está associado a reduções significativas no risco de mortalidade, conforme discutido na próxima seção. É importante ressaltar que são os indivíduos sedentários (por exemplo, adultos com obesidade antes da cirurgia bariátrica) que provavelmente experimentarão as maiores reduções no risco de mortalidade ao aumentar a PA e a ACR ( Kraus et al., 2019 ; Ross et al., 2016) Por essas razões, até que ponto a perda de peso por si só é responsável pelas melhores perspectivas de longevidade após a cirurgia bariátrica deve ser interpretada com cautela. Finalmente, é importante observar que as populações de sujeitos em estudos de cirurgia bariátrica são principalmente restritas a indivíduos de alto risco com IMC> 35 kg / m 2 ( Cardoso et al., 2017 ; Pontiroli et al., 2020 ; Sheng et al. , 2017 ). Assim, os resultados dos estudos de cirurgia bariátrica podem não ser facilmente generalizáveis ​​para a maioria da população que tem IMC <35 kg / m 2 .Vamos para:

Aumento da atividade física ou aptidão cardiorrespiratória: reduções consistentes no risco de mortalidade

Em contraste com os resultados inconsistentes e inconclusivos da perda de peso intencional, aumentando a PA ( Aggio et al., 2020 ; Gregg et al., 2003 ; Kieffer et al., 2019 ; Lewis et al., 2018 ; Manson et al., 1999 ; Mok et al., 2019 ; Ostergaard et al., 2018 ; Paffenbarger et al., 1993 ; Petersen et al., 2012 ; Wannamethee et al., 1998 ) ou CRF ( Blair et al., 1995 ; Ehrman et al., ., 2017 ; Erikssen, 2001 ; Erikssen et al., 1998 ; Kokkinos et al., 2010 ;Lee et al., 2011 ; Prestgaard et al., 2019 ; Imboden et al., 2019a , 2019b ; Laukkanen et al., 2016 ; Martin et al., 2013 ; Mikkelsen et al., 2020 ) está associado a reduções significativas no risco de mortalidade por todas as causas e DCV (Figuras 4​, 5,5, e ​e6).6) Até onde sabemos, nenhuma meta-análise foi realizada sobre a associação entre as alterações no PA ou na ACR e o risco de mortalidade. Consequentemente, os dados emFiguras 4​, 5,5, e ​e 66 representam resultados de estudos de coorte individuais.

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Figura 4 Aumentos na atividade física estão associados à redução do risco de mortalidade

Estudos observacionais que mostram a associação entre aumentos na atividade física (AF) e riscos relativos para mortalidade por todas as causas (parte superior) e mortalidade por doença cardiovascular (DCV) ou evento coronário (parte inferior). As linhas verticais para cada barra representam intervalos de confiança de 95%. Em estudos onde os intervalos de confiança não foram fornecidos, os valores de p são indicados. Para Manson et al. ( Manson et al., 1999 ) o valor de p representa a tendência do menor aumento da AF para as categorias de maior aumento da AF. AFMV = PA moderada a vigorosa.

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Figura 5 O aumento do status de aptidão cardiorrespiratória está associado à redução do risco de mortalidade

Estudos observacionais que mostram a associação entre aumentos no status de aptidão cardiorrespiratória (ACR) e riscos relativos de mortalidade por todas as causas (parte superior) e mortalidade por doenças cardiovasculares (DCV) ou acidente vascular cerebral (parte inferior). As linhas verticais para cada barra representam intervalos de confiança de 95%. Os aumentos no status da ACR foram geralmente definidos como uma melhora da ACR o suficiente para não estar mais na categoria de “menor ajuste” da ACR.

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Figura Aumentos na aptidão cardiorrespiratória estão associados a redução do risco de mortalidade

Estudos observacionais que mostram a associação entre aumentos na aptidão cardiorrespiratória (ACR) e riscos relativos de mortalidade por todas as causas (parte superior) e mortalidade por doença cardiovascular (DCV) ou evento coronário adverso principal (MACE) (parte inferior). As linhas verticais para cada barra representam intervalos de confiança de 95%. Para ambos os gráficos superior e inferior, as diferentes barras coloridas representam a redução de risco por aumento de 1-MET no ACR (barras laranja) ou por aumento de 1 mL / kg / min no ACR (barras verdes). MET = equivalente metabólico do metabolismo em repouso, ~ 3,5 mL / kg / min.

Com poucas exceções, o aumento da PA está associado a uma redução de ∼15% –50% na mortalidade por todas as causas e uma redução de ∼15% –40% na mortalidade por DCV ou eventos cardiovasculares (Figura 4) Maiores reduções no risco de mortalidade por todas as causas são tipicamente observadas com aumentos na ACR (Figura 5) Quando a melhoria na ACR é expressa como passando de “impróprio” ou “baixo ajuste” para uma categoria de aptidão superior, a redução na mortalidade por todas as causas está na faixa de 30% -60% (Figura 5). Alguns estudos também relataram mudanças no ACR como uma variável contínua, seja como um aumento de 1-MET ou 1 mL / kg / min no ACR medido ou estimado a partir de testes de exercício máximo (1 MET = equivalente metabólico do metabolismo em repouso, ∼3,5 mL / kg / min). Cada aumento de 1-MET na ACR foi associado a uma redução de 14% a 29% na mortalidade por todas as causas, e cada aumento de 1 mL / kg / min na ACR foi associado a uma redução de 7% a 13% no risco de mortalidade por todas as causas (Figura 6 principal).

Poucos estudos publicaram resultados sobre a mudança no risco de DCV associado a mudanças na ACR. Mudar de impróprio ou de baixo ajuste para ajuste foi associado a uma redução de 42% -52% na mortalidade por DCV ( Blair et al., 1995 ; Lee et al., 2011 ) e uma redução de 60% no AVC ( Prestgaard et al., 2019 ) (Figura 4fundo). O aumento da ACR em 1 MET foi associado a um risco 19% menor de mortalidade por DCV ( Lee et al., 2011 ), e o aumento da ACR em 1 mL / kg / min foi associado a uma redução de 15% no risco de mortalidade por DCV ( Imboden et al., 2019b ) e uma redução de 21% no risco de eventos cardiovasculares adversos maiores ( Mikkelsen et al., 2020 ) (Figura 6 fundo).

Em comparação com a perda de peso intencional, é evidente que as reduções de risco de mortalidade associadas ao aumento de PA ou ACR são muito mais consistentes e geralmente de magnitude muito maior. Isso pode ser atribuído aos efeitos bem estabelecidos da AF e do treinamento físico em praticamente todas as células, órgãos e sistemas do corpo ( Booth et al., 2012 ; Fiuza-Luces et al., 2013 ). O efeito “polypill” do exercício provavelmente beneficia os indivíduos em todo o espectro do IMC ( Gaesser et al., 2011 , 2015 ). Embora a prevalência do fenótipo “apto, mas gordo” seja relativamente baixa ( Duncan, 2010 ), isso é provavelmente atribuível em grande parte aos níveis mais baixos de AF objetivamente medida em adultos com IMC alto (Tudor-Locke et al., 2010 ). Portanto, os adultos com sobrepeso e obesidade seriam os mais beneficiados com estratégias para aumentar a AF, que também poderia aumentar a ACR (ver discussão posterior).Vamos para:

A perda de peso explica o risco reduzido de mortalidade associado a melhorias na atividade física ou aptidão cardiorrespiratória?

É justo perguntar se a perda de peso poderia ter contribuído para a redução do risco de mortalidade associado aos aumentos de PA ou ACR. Infelizmente, a maioria dos estudos não relatou dados sobre a mudança de peso associada a mudanças no PA ou na ACR. No entanto, não é provável que a perda de peso tenha contribuído significativamente para a redução do risco de mortalidade associado à atividade de AF ou IRC. Em primeiro lugar, o aumento da PA normalmente resulta em pouca ou nenhuma perda de peso ( Donnelly et al., 2009 ; Donnelly e Smith, 2005 ; Foright et al., 2018 ; Pontzer, 2015 ; Thorogood et al., 2011) Além disso, vários dos estudos que incluíram alterações no peso corporal ou IMC em suas análises indicaram que a perda de peso não foi um fator contribuinte significativo, conforme descrito abaixo.

No ACLS, por exemplo, o risco de mortalidade reduzido associado a um aumento na ACR foi independente das mudanças no IMC ( Lee et al., 2011 ). Reduções em todas as causas e mortalidade por DCV foram linearmente relacionadas a aumentos na ACR, mas não relacionadas a mudanças no peso corporal e na porcentagem de gordura corporal. Além disso, os homens no ACLS que mostraram uma redução no ACR experimentaram aumentos no risco de mortalidade por todas as causas e DCV, independentemente das alterações no IMC. Isso enfatiza ainda mais a importância da ACR em comparação com a perda de peso. No Estudo de Isquemia de Oslo ( Prestgaard et al., 2019), entre os homens com baixa ACR no início do estudo, a mudança no IMC não foi diferente ao comparar os homens que permaneceram inaptos com aqueles que aumentaram a ACR, mas aqueles que aumentaram a ACR tiveram um risco 34% menor de mortalidade por todas as causas e um risco 60% menor de AVC durante o seguimento.

Em homens e mulheres de uma grande coorte do Reino Unido, uma trajetória crescente de AF ao longo de um período de ∼10 anos foi associada a um risco de mortalidade por todas as causas 22% menor e um risco de mortalidade por DCV 24% menor, mesmo quando ajustado para IMC basal e mudanças em IMC na avaliação final de AF ( Mok et al., 2019 ). Em um estudo com adultos dinamarqueses, aqueles que começaram a andar de bicicleta tiveram um risco 22% menor de mortalidade por todas as causas durante um acompanhamento de ∼10-13 anos ( Ostergaard et al., 2018 ), embora o início do ciclismo tenha sido não está associado a reduções no peso corporal entre aqueles com sobrepeso ou obesidade no início do estudo, nem reduziu a incidência de sobrepeso ou obesidade durante o acompanhamento ( Rasmussen et al., 2018) O ciclismo, por outro lado, reduziu a incidência de obesidade abdominal durante o acompanhamento. É importante enfatizar isso porque a gordura abdominal representa um risco maior para a saúde do que a obesidade geral e representa uma porcentagem relativamente pequena da gordura corporal total ( Piche et al., 2018 ; Despres, 2015 ) (consulte a seção posterior “Exercício tem como alvo a gordura ‘não saudável'” )Vamos para:

Armadilhas de focar na perda de peso: Ciclo de peso

Porque a perda de peso raramente é sustentada ( Anderson et al., 2001 ; Dansinger et al., 2007 ; Sumithran e Proietto, 2013 ), e a prevalência de tentativas de perda de peso permanece alta ( Han et al., 2019 ; Martin et al., 2018 ; McDow et al., 2019 ; Montani et al., 2015 ; Santos et al., 2017 ) e pode estar aumentando ( Han et al., 2019 ), o ciclismo de peso também é prevalente ( Montani et al., 2015 ; Syngal et al., 1999 ; Fildes et al., 2015 ). Não existe uma definição universalmente aceita de ciclagem de peso ( Montani et al., 2015) Em estudos de pesquisa, a ciclagem de peso tem sido definida de várias maneiras como alcançar ou exceder uma perda de peso especificada (em kg ou como uma porcentagem do peso da linha de base) por um determinado número de vezes, ou usando coeficiente de variação, desvio padrão interpessoal ou raiz erro quadrático médio da mudança de peso corporal ao longo do tempo ( Atkinson et al., 1994 ; Mehta et al., 2014 ; Zhang et al., 2019a ,  2019b ). Se o ciclismo de peso representa um risco significativo para a saúde tem sido debatido ao longo dos anos, com alguns sugerindo nenhum risco ( Atkinson et al., 1994 ; Mehta et al., 2014 ), e outros sugerindo que representa um risco significativo para a saúde ( Bangalore et al. ., 2017 , 2018Cheng et al., 2015 ; Cologne et al., 2019 ; Montani et al., 2006 , 2015 ; Oh et al., 2019 ; Zhang et al., 2019a , 2019b ; Zou et al., 2019 ). Três meta-análises foram publicadas sobre a associação entre ciclagem de peso e risco de mortalidade ( Cheng et al., 2015 ; Zhang et al., 2019b ; Zou et al., 2019 ). No maior e mais recente deles, Zou et al. ( Zou et al., 2019) relataram que o ciclismo de peso estava associado a um risco 41% maior de mortalidade por todas as causas e a um risco 36% maior de mortalidade por DCV, mas não estava relacionado à mortalidade por câncer. O risco de mortalidade por todas as causas foi observado em todas as categorias de IMC. O ciclismo de peso também foi associado a um risco 49% maior de morbidade de DCV e um risco 35% maior de hipertensão ( Zou et al., 2019 ). Em outra meta-análise recente que incluiu 15 publicações (22 coortes), Zhang et al. ( Zhang et al., 2019b) relataram que o ciclismo de peso foi associado a um risco 45% maior de mortalidade por todas as causas. Como a maioria dos estudos incluídos nas duas metanálises eram iguais, não é surpreendente que os maiores riscos de mortalidade (41% e 45%) fossem semelhantes. Em uma meta-análise que focou em adultos mais velhos, o ciclismo de peso foi associado a um risco 53% maior de mortalidade por todas as causas ( Cheng et al., 2015 ).

Em dois estudos recentes não incluídos nessas metanálises, a ciclagem de peso também foi associada a um maior risco de mortalidade por todas as causas ( Cologne et al., 2019 ; Oh et al., 2019 ). A variabilidade do peso corporal também está associada a resultados adversos em adultos com DM2 e com doença arterial coronariana ( Bangalore et al., 2017 , 2018) Em pacientes inscritos em um dos três ensaios clínicos de estatinas, a alta variabilidade de peso foi associada a um risco aumentado de eventos coronários e mortalidade. Em comparação com o quintil mais baixo de variabilidade de peso, os participantes no quintil mais alto de variabilidade de peso tinham um risco 59% maior de qualquer evento coronariano, um risco 82% maior de evento coronário maior ou morte, um risco 75% maior de qualquer evento cardiovascular, um risco 99% maior de infarto do miocárdio e um risco 92% maior de acidente vascular cerebral ( Bangalore et al., 2017 , 2018 ). O maior risco foi observado em pacientes com sobrepeso e obesidade. É entre esses indivíduos que as tentativas de perda de peso ( Martin et al., 2018 ) e ciclismo de peso ( Syngal et al., 1999 ;Fildes et al., 2015 ) são mais prevalentes.

Os riscos associados ao ciclismo de peso são muito semelhantes aos associados à obesidade ( Montani et al., 2006 , 2015 ). Assim como poucos estudos epidemiológicos da relação entre o IMC e a mortalidade explicaram a influência da ACR, nenhuma das metanálises da relação IMC-mortalidade foi responsável pelas contribuições potenciais da ciclagem de peso para o maior risco de mortalidade observado na alta Categorias de IMC. Ciclistas severos, por exemplo, são mais propensos a se envolver em práticas prejudiciais à perda de peso (por exemplo, vômitos, compulsão alimentar, uso de laxantes) e menos propensos a praticar exercícios ( Field et al., 2004 ). Porque o ciclismo de peso é mais prevalente entre indivíduos com IMC alto ( Syngal et al., 1999 ;Fildes et al., 2015 ), é inteiramente plausível que alguns dos riscos de morbidade e mortalidade associados ao IMC elevado podem ser devido ao ciclismo de peso.

Suporte adicional para essa plausibilidade vem das observações de que o ciclo de peso está associado ao aumento do risco de obesidade sarcopênica ( Rossi et al., 2019 ), uma vez que a recuperação de peso após a perda de peso é tipicamente caracterizada por maior ganho de massa gorda em comparação com a massa livre de gordura ( Bosy-Westphal et al., 2013 ; Goisser et al., 2015 ; Houston et al., 2019 ). Isso pode ter consequências adversas para os praticantes de ciclismo, porque a obesidade sarcopênica está associada a um risco 24% maior de mortalidade por todas as causas, conforme relatado em uma metanálise de 12 coortes ( Tian e Xu, 2016 ). O ciclismo de peso em homens e mulheres com obesidade também está associado a uma menor força de preensão manual ( Rossi et al., 2019), o que poderia aumentar o risco de mortalidade, conforme discutido anteriormente ( Garcia-Hermoso et al., 2018 ).Vamos para:

Melhoria da saúde cardiometabólica: atividade física vs. perda de peso

Está bem estabelecido que a perda de peso está associada a melhorias nas condições de saúde relacionadas à obesidade, incluindo marcadores de risco cardiometabólico para DCV e DM2. Esses benefícios foram relatados em 8 meta-análises de RCTs sobre os efeitos da perda de peso sobre os fatores de risco de DCV ( Franz et al., 2015 ; Khera et al., 2018 ; Mudaliar et al., 2016 ; Zomer et al., 2016 ; Neter et al., 2003 ; Dattilo e Kris-Etherton, 1992 ; Hasan et al., 2020 ; Semlitsch et al., 2021) A maioria dos ECRs incluídos nessas meta-análises usaram abordagens dietéticas com restrição de energia para atingir a perda de peso, embora alguns também incluíssem um componente de AF para aumentar o déficit de energia. No entanto, as melhorias nos marcadores de risco cardiometabólico associados às intervenções para perda de peso geralmente não são maiores do que as intervenções de treinamento físico sem uma meta específica de perda de peso.

Pressão sanguínea

Por exemplo, o treinamento de exercícios aeróbicos ( Cornelissen e Fagard, 2005b ; Cornelissen e Smart, 2013 ) e o treinamento de exercícios de resistência ( Ashton et al., 2020 ; Cornelissen e Fagard, 2005a ; Cornelissen et al., 2011 ) reduzem o sangue sistólico e diastólico pressões de ∼2-5 mmHg em indivíduos normotensos e de ∼5-7 mmHg naqueles com hipertensão ( Cornelissen e Fagard, 2005b ). Essas reduções ocorrem apesar da perda mínima de peso e diminuições na porcentagem de gordura corporal ( Cornelissen e Fagard, 2005b ; Cornelissen et al., 2011 ). Embora uma tendência para diminuições maiores na pressão arterial com maiores reduções no peso tenha sido relatada (Cornelissen e Smart, 2013 ), essas relações não foram estatisticamente significativas. Além disso, uma revisão anterior relatou correlações clinicamente insignificantes entre as alterações no peso corporal e as alterações na pressão arterial sistólica (r = 0,09) e na pressão arterial diastólica (r = 0,07), sugerindo que a contribuição da perda de peso para reduzir a pressão arterial após o treinamento físico é muito pequeno ( Fagard, 2001 ).

Por comparação, metanálises de intervenções para perda de peso mostram que a redução de peso está tipicamente associada a diminuições na pressão arterial sistólica e diastólica na faixa de 1-5 mmHg ( Franz et al., 2015 ; Khera et al., 2018 ; Mudaliar et al., 2016 ; Zomer et al., 2016 ; Neter et al., 2003 ; Semlitsch et al., 2021 ). Assim, o efeito de redução da pressão arterial do treinamento físico é pelo menos tão grande quanto o observado com as intervenções para perda de peso.

Controle glicêmico

A perda de peso é rotineiramente defendida para melhorias no controle da glicose no sangue, e metanálises indicam que a perda de peso está tipicamente associada à redução de HbA1c na faixa de 0,2% a 0,9% ( Franz et al., 2015 ; Mudaliar et al., 2016 ; Zomer et al., 2016 ). Mas metanálises de estudos de treinamento físico mostram que exercícios aeróbicos e resistidos podem reduzir a HbA1c em uma quantidade semelhante, ou seja, ∼0,2% -0,8% ( Boule et al., 2001 ; Jelleyman et al., 2015 ; Liu et al. , 2019 ; Snowling e Hopkins, 2006 ). Em uma meta-análise de Boule et al. ( Boule et al., 2001), o treinamento físico em pacientes com DM2 reduziu a HbA1c em uma média de 0,66%, apesar de não haver diferença na mudança de peso entre os grupos de exercício e controle. Embora uma pequena quantidade de perda de peso possa acompanhar o treinamento de exercícios, a perda de peso em si não parece explicar a redução de HbA1c. Uma meta-análise de 27 estudos de treinamento físico em pacientes com DM2 mostrou que a HbA1c foi reduzida em 0,7% após o treinamento aeróbio e em 0,8% após o treinamento aeróbio combinado com exercícios de resistência ( Snowling e Hopkins, 2006) Embora alguma perda de peso tenha sido observada após ambos os modos de treinamento físico, a magnitude da perda de peso após o treinamento combinado (5,1%) foi mais de três vezes maior do que após o treinamento aeróbio sozinho (1,5%). Além disso, o treinamento de resistência sozinho reduziu HbA1c em 0,5%, apesar de nenhuma mudança significativa no peso corporal (0,5%). Esses dados demonstram que a relação entre peso corporal, adiposidade e marcadores de controle glicêmico está longe de ser linear e provavelmente não é mediada pela perda de peso. Essa relação complexa é mais bem enfatizada pela observação de que a cirurgia de bypass gástrico rotineiramente resulta na rápida indução da remissão do T2D em poucos dias, bem antes de ocorrer qualquer perda de peso significativa ( Rubino e Gagner, 2002 ).

Lipídios do sangue

As melhorias nos lipídios do sangue com o treinamento físico também são comparáveis ​​àquelas observadas com as intervenções para perda de peso. Meta-análises indicam que o treinamento físico aumenta o colesterol de lipoproteína de alta densidade em 2-5 mg / dL ( Kodama et al., 2007 ; Pattyn et al., 2013 ; Wewege et al., 2018 ; Igarashi e Nogami, 2019 ; Lin et al., 2015 ), que é comparável às melhorias de 1-4 mg / dL observadas após intervenções para perda de peso ( Franz et al., 2015 ; Khera et al., 2018 ; Mudaliar et al., 2016 ; Dattilo e Kris- Etherton, 1992 ; Hasan et al., 2020) Além disso, as reduções de 3-10 mg / dL no colesterol de lipoproteína de baixa densidade após o treinamento físico ( Halbert et al., 1999 ; Igarashi e Nogami, 2019 ; Lin et al., 2015 ) são semelhantes a 1-15 mg / reduções de dL relatadas em meta-análises de estudos de perda de peso ( Dattilo e Kris-Etherton, 1992 ; Franz et al., 2015 ; Hasan et al., 2020 ; Khera et al., 2018 ; Zomer et al., 2016 ). Reduções nos triglicerídeos em jejum de 5-25 mg / dL relatadas em meta-análises de estudos de treinamento de exercício ( Ostman et al., 2017 ; Wewege et al., 2018 ; Igarashi e Nogami, 2019 ;Lin et al., 2015 ) são ligeiramente inferiores às reduções de 11-58 mg / dL observadas após intervenções para perda de peso ( Franz et al., 2015 ; Zomer et al., 2016 ; Dattilo e Kris-Etherton, 1992 ).

A perda média de peso em estudos de treinamento de exercício é pequena, diferindo em <0,50 kg dos grupos de controle e não está significativamente correlacionada com as melhorias nos lipídios do sangue ( Halbert et al., 1999 ).

Função vascular

Foi relatado que a função vascular é prejudicada na obesidade ( Arcaro et al., 1999 ; Ne et al., 2017 ; Toda e Okamura, 2013 ) e melhorada pela perda de peso ( Joris et al., 2015 ). Em uma meta-análise de estudos de perda de peso que excluiu intervenções nas quais a perda de peso foi alcançada apenas por exercícios, a perda de peso com média de 8,6 kg melhorou a dilatação mediada por fluxo (FMD) em 3,29% em 4 RCTs ( Joris et al., 2015) Em 33 estudos sem um grupo de controle, uma melhora de 2,66% na FMD foi observada quando a perda de peso excedeu o nível mediano de perda de peso (peso médio nesses estudos = 18,8 kg), e uma melhora de 0,78% na FMD foi observada quando a perda de peso foi abaixo do nível mediano (perda de peso média nestes estudos = 5,7 kg). Meta-regressão sugeriu que uma perda de peso de 10 kg foi associada a uma melhora de 1,11% na FMD.

Por comparação, várias metanálises de estudos de treinamento físico indicaram que o treinamento físico está associado a um aumento na FMD de aproximadamente 1% a 4% ( Early et al., 2017 ; Pearson e Smart, 2017 ; Ramos et al., 2015 ) . Assim, as melhorias na FMD relatadas em estudos de treinamento de exercício são comparáveis ​​àquelas observadas com intervenções para perda de peso. As meta-análises de estudos de treinamento de exercício não consideraram a contribuição potencial da perda de peso ou perda de gordura para as melhorias na FMD. No entanto, a perda de peso em estudos de treinamento de exercício é geralmente mínima ( Donnelly et al., 2009 ; Donnelly e Smith, 2005 ; Foright et al., 2018 ; Pontzer, 2015 ;Thorogood et al., 2011 ), e certamente menos do que a perda de peso mediana de 5,7 kg relatada para intervenções de perda de peso ( Joris et al., 2015 ). Isso sugere fortemente que o impacto do exercício na função vascular é amplamente independente da perda de peso.Vamos para:

O exercício visa a gordura “não saudável”

A gordura ectópica, incluindo VAT e estoques de gordura no fígado e outros tecidos magros, está associada ao aumento do risco de DCV e T2D ( Piche et al., 2018 ; Despres, 2015 ). Indivíduos sedentários com obesidade geralmente apresentam altos níveis de gordura ectópica, e isso pode contribuir em grande parte para o maior risco de mortalidade associado à obesidade.

Embora o treinamento com exercícios normalmente não leve a reduções significativas no peso corporal ou na gordura corporal total, o treinamento com exercícios pode reduzir significativamente a gordura visceral e ectópica. Isso pode explicar por que as intervenções de exercícios rotineiramente estão associadas a melhorias nos perfis de risco cardiometabólico com pouca ou nenhuma perda de peso. Metanálises de exercício aeróbico em adultos com excesso de peso ou obesidade demonstrar que o exercício reduz significativamente IVA e gordura hepática ( Ismail et ai, 2012. ; . Keating et ai, 2012 , 2015a , 2015b ; Sabag et al, 2017. ; Vissers et al., 2013 ). Nestes estudos, a perda de peso é frequentemente inferior a 1 kg.

A perda de peso está associada a uma redução do VAT, mas o treinamento físico tende a ser mais eficaz na redução do VAT, apesar de uma perda de peso total significativamente menor ( Verheggen et al., 2016 ). Embora a redução no VAT esteja correlacionada à perda de peso total após o treinamento de exercício e restrição calórica, a perda de VAT é ∼50% maior com o treinamento de exercício para uma determinada quantidade de perda de peso ( Verheggen et al., 2016 ). Para uma perspectiva, considere o limite inferior das recomendações atuais de perda de peso, ∼5% do peso corporal ( Garvey et al., 2016 ; Jensen et al., 2014 ; Kushner, 2018 ; Kushner e Ryan, 2014) Uma perda de peso de 5% por meio do treinamento físico está associada a uma redução de 21,3% no IVA, enquanto a mesma perda de peso obtida por meio da restrição calórica está associada a apenas uma redução de 13,4% no IVA. Para atingir a mesma quantidade de redução do IVA que uma perda de peso de 5% por restrição calórica, uma perda de peso de apenas 2-3% é necessária por meio do treinamento físico.

Uma metanálise de adultos com T2D demonstrou que o treinamento físico foi associado a uma redução significativa no VAT, apesar da perda de peso total mínima ( Sabag et al., 2017 ). Embora grandes perdas de peso, por exemplo, com dieta restrita em energia severa ou cirurgia bariátrica, estejam associadas a maiores reduções no VAT e gordura ectópica do que ocorre com o treinamento físico ( Sabag et al., 2017 ), é importante identificar estratégias que são eficazes para reduzir VAT e gordura ectópica em face da perda de peso mínima. A maioria dos estudos incluídos nas meta-análises de treinamento físico e perda de gordura ectópica usaram intervenções de exercícios consistentes com as diretrizes atuais de saúde pública ( Piercy et al., 2018) Estes podem ser mais sustentáveis ​​do que dietas com restrição calórica muito baixa e não são invasivos como a cirurgia bariátrica.

A redução da gordura hepática pode ser mais importante do que a perda de VAT para diminuir o risco de doença cardiovascular e T2D ( Fabbrini et al., 2009 ). Para uma determinada quantidade de VAT, maiores quantidades de gordura hepática estão associadas ao dismetabolismo associado à obesidade, particularmente maior resistência à insulina. Isso é relevante porque, mesmo em indivíduos com grandes quantidades de gordura hepática, esse depósito de gordura compreende apenas ± 1% da gordura corporal total ( Fabbrini et al., 2009 ). Embora a magnitude da redução na gordura hepática esteja correlacionada com a quantidade de perda de peso, reduções clinicamente significativas na gordura hepática são alcançadas mesmo com relativamente pouca perda de peso ( Koutoukidis et al., 2021 ; Hens et al., 2016) Gordura hepática é reduzido através de treinamento físico mesmo quando a perda de peso é insignificante ( Hens et al, 2016. ; . Keating et al, 2012 , 2015a , 2015b ; . Sabag et al, 2017 ). Consequentemente, isso pode ajudar a explicar os efeitos benéficos bem documentados do exercício regular para reduzir os riscos de DCV e T2D.

O exercício melhora a “aptidão” do tecido adiposo

Além de reduzir os níveis de VAT e gordura ectópica, o exercício também tem efeitos importantes sobre o tecido adiposo branco ( Dewal e Stanford, 2019 ; Dollet e Zierath, 2019 ; Lehnig et al., 2019 ; Lehnig e Stanford, 2018 ; Stanford e Goodyear, 2018 ; Stanford et al., 2015 ; Townsend et al., 2017 ; Riis et al., 2019 ). O treinamento físico induz adaptações moleculares no tecido adiposo branco que aumentam a biogênese mitocondrial e a sensibilidade à insulina ( Dewal e Stanford, 2019 ; Dollet e Zierath, 2019 ; Riis et al., 2019) A sensibilidade à insulina melhorada no tecido adiposo medeia parcialmente as melhorias induzidas pelo treinamento físico na tolerância à glicose ( Dollet e Zierath, 2019 ) e é independente da perda de peso significativa ( Riis et al., 2019 ; Stanford e Goodyear, 2018 ). Em modelos de roedores, o transplante de tecido adiposo branco de animais treinados para exercícios em animais sedentários demonstrou reduzir as concentrações de glicose no sangue, insulina e colesterol em jejum e aumentar a tolerância à glicose ( Lehnig e Stanford, 2018 ; Stanford et al., 2015 ) Animais receptores de transplante também demonstram aumento da captação de glicose estimulada por insulina em seu músculo esquelético ( Lehnig e Stanford, 2018) Esses estudos indicam que as adaptações induzidas pelo exercício no tecido adiposo branco melhoram a saúde metabólica de todo o corpo e ilustram que o tecido adiposo atua como um importante tecido endócrino que sofre adaptações benéficas ao exercício ( Stanford e Goodyear, 2018 ). Foi sugerido que o exercício pode aumentar a secreção de mioquinas e adipocinas que facilitam a “interlocução” entre o músculo e o tecido adiposo para melhorar a saúde metabólica geral ( Stanford e Goodyear, 2018 ). Esses estudos não devem ser interpretados como rejeitando o efeito da perda de peso na sensibilidade à insulina, uma vez que a perda de peso alcançada por meio da restrição calórica melhora a sensibilidade à insulina no tecido adiposo branco ( Mileti et al., 2021 ; Eriksson-Hogling et al., 2015) No entanto, conforme demonstrado pelos estudos descritos acima, a perda de peso não é um pré-requisito para a melhora da sensibilidade à insulina.Vamos para:

Fenótipo de obesidade saudável: importância da aptidão cardiorrespiratória e atividade física

O fenótipo obeso metabolicamente saudável (MHO) é reconhecido desde pelo menos 2001 ( Sims, 2001 ). Desde então, o número de publicações sobre o fenótipo metabolicamente saudável (ou não saudável) aumentou dramaticamente ( Ortega et al., 2018 ). Tem havido considerável discussão e debate sobre o fenótipo MHO e se existe algo como “obesidade saudável” ( Brown e Kuk, 2015 ; Eckel et al., 2016 ; Kramer et al., 2013 , 2014 ; Ortega et al. , 2013 , 2015 , 2018 ; Roberson et al., 2014 ; Hsueh et al., 2020 ; Huang et al., 2020Lin et al., 2020 ; Yeh et al., 2019 ).

O fenótipo MHO foi normalmente definido como tendo não mais do que um componente da síndrome metabólica ou a ausência da síndrome metabólica (que pode permitir até dois componentes da síndrome metabólica). Para complicar ainda mais a interpretação da mortalidade e do risco de doença crônica associada à MHO, está o fato de que os critérios usados ​​para definir a síndrome metabólica também variam entre os estudos ( Eckel et al., 2016) A falta de critérios padronizados usados ​​para definir MHO sem dúvida contribuiu para a confusão sobre se o fenótipo MHO é realmente saudável e sem risco em relação a indivíduos com peso normal metabolicamente saudável (MHNW). Apesar disso, definir MHO como permitindo até mesmo um componente da síndrome metabólica é problemático porque pode-se argumentar que tal fenótipo não é verdadeiramente metabolicamente saudável.

Além disso, dicotomizar os fenótipos da obesidade em “saudáveis” e “não saudáveis” com base em pontos de corte para variáveis ​​contínuas usadas para definir a síndrome metabólica desconta o efeito aditivo de acumular múltiplos fatores de risco usados ​​para definir a síndrome metabólica. Para melhorar a estratificação de risco da obesidade, sistemas de estadiamento como o Edmonton Obesity Staging System (EOSS) ( Kuk et al., 2011 ; Sharma e Kushner, 2009 ) e o Cardiometabolic Disease Staging (CMDS) ( Guo e Garvey, 2017 ; Guo et al., 2014) sistema foi desenvolvido. Esses sistemas usam uma escala de 5 pontos que essencialmente estratifica os riscos, variando de indivíduos sem marcadores de risco cardiometabólico relacionados à obesidade (estágio 0) a indivíduos com deficiências graves (potencialmente em estágio final) de doenças crônicas relacionadas à obesidade, como T2D e DCV (estágio 4). Ambos os sistemas de estadiamento mostraram melhorar a estratificação de risco associada a comorbidades relacionadas à obesidade e podem fornecer aos médicos uma abordagem útil para identificar indivíduos com obesidade que podem se beneficiar mais com o tratamento para reduzir o risco.

Uma das principais limitações do EOSS e do CMDS é que eles não consideram o PA ou o ACR na avaliação de risco. Na verdade, praticamente todos os estudos até o momento, incluindo a maioria das revisões e metanálises, não incluíram avaliações de PA e ACR para caracterizar MHO ( Brown e Kuk, 2015 ; Eckel et al., 2016 ; Hsueh et al., 2020 ; Huang et al., 2020 ; Kramer et al., 2013 , 2014 ; Lin et al., 2020 ; Yeh et al., 2019 ). Isso é importante porque os indivíduos com MHO se envolvem em PA mais moderada a vigorosa e têm um nível mais alto de ACR do que os indivíduos com um fenótipo de obesidade metabolicamente não saudável (MUO), e também passam menos tempo em comportamentos sedentários (Ortega et al., 2018 ). Cada um deles pode contribuir para o risco de morbidade e mortalidade ( Kodama et al., 2009 ; Kraus et al., 2019 ; Patterson et al., 2018 ). Como os indivíduos com o fenótipo MHO são mais ativos fisicamente, é provável que as adaptações induzidas pelo exercício no tecido adiposo, descritas na seção anterior, contribuam para o risco cardiometabólico reduzido associado ao fenótipo MHO.

Embora a maioria das revisões e metanálises indiquem que o MHO está associado à redução da mortalidade e do risco de DCV em comparação ao MUO, o risco não é eliminado, ou seja, quando comparado ao MHNW ( Hsueh et al., 2020 ; Huang et al., 2020 ; Kramer et al., 2013 ; Lin et al., 2020 ; Yeh et al., 2019 ). Esses estudos, no entanto, não incluíram medidas de ACR ou PA. Em estudos que incluíram ACR em suas análises estatísticas, o maior risco de mortalidade associado a MHO foi eliminado ( Ortega et al., 2015 , 2018 ; Roberson et al., 2014) Quando a PA foi contabilizada, a morbidade e mortalidade por DCV permaneceram elevadas em 24% em comparação com MHNW, mas a mortalidade por todas as causas não foi diferente entre os dois grupos ( Ortega et al., 2018 ). Portanto, conforme discutido acima, a PA pode não ser suficiente para eliminar o maior risco de DCV associado à MHO. Esses estudos, entretanto, destacam a necessidade de incluir ACR e / ou PA na avaliação de risco de MHO.Vamos para:

Otimização da atividade física e aptidão cardiorrespiratória

A American Heart Association (AHA) recomenda que o ACR seja medido na prática clínica como um sinal vital ( Ross et al., 2016 ), e a iniciativa “Exercício é Medicina” lançada conjuntamente em 2007 pelo American College of Sports Medicine (ACSM) e a AHA recomenda que a PA seja avaliada como um sinal vital ( Cowan, 2016 ). A avaliação de rotina de ACR e PA permitiria a identificação de indivíduos que se beneficiariam com o aumento de PA. Como os indivíduos com sobrepeso ou obesidade são geralmente menos ativos ( Tudor-Locke et al., 2010 ) e têm níveis mais baixos de ACR ( Duncan, 2010 ) do que seus colegas mais magros, é essa população de adultos com IMC alto que pode beneficiar os a maioria aumentando o PA ( Kraus et al., 2019Ross et al., 2016 ). O aumento da AF, especialmente se incluir atividade de intensidade moderada a vigorosa, também teria o efeito de aumentar a ACR. Mostramos que adultos com obesidade podem aumentar a ACR em ≥ 1 MET após apenas 8 semanas de treinamento de exercício contínuo de intensidade moderada ou intervalado de alta intensidade ( Sawyer et al., 2016 ). Isso ocorreu apesar de não haver perda de peso corporal ou gordura corporal. Como discutido acima (Figura 6), um aumento no ACR de 1 MET está associado a um risco 14% –29% menor de mortalidade por todas as causas e um risco 19% menor de mortalidade por DCV. Essas reduções são iguais ou maiores do que as reduções associadas à perda de peso (Figura 3)

Por causa das baixas taxas de sucesso para a manutenção da perda de peso a longo prazo ( Anderson et al., 2001 ; Dansinger et al., 2007 ; Sumithran e Proietto, 2013 ), e porque o treinamento físico raramente resulta em perda significativa de peso para a maioria dos adultos ( Donnelly et al., 2009 ; Donnelly e Smith, 2005 ; Foright et al., 2018 ; Thorogood et al., 2011), é essencial incentivar a AF como mais do que apenas uma ferramenta para produzir um déficit de energia. Em termos gerais, a recomendação do ACSM é sentar menos e se mover mais. Além disso, as recomendações específicas de atividade aeróbica para adultos são engajar-se em 150-300 min de AF de intensidade moderada por semana ou 75-150 min de AF vigorosa por semana, juntamente com recomendações para se envolver em atividades de fortalecimento muscular, como treinamento de resistência moderado ou superior intensidades para todos os principais grupos musculares por pelo menos dois ou mais dias não consecutivos por semana. Antes de prescrever exercícios, os profissionais de saúde devem estratificar o risco de seus pacientes com base nas diretrizes de triagem pré-participação do ACSM ( Riebe et al., 2015) Geralmente, a liberação médica é recomendada para aqueles com histórico de DCV, doença metabólica ou renal, ou que exibam sinais e sintomas dessas condições. Após a estratificação de risco, os profissionais de saúde podem fornecer uma prescrição de exercícios ou, alternativamente, ou fornecer um encaminhamento de PA a um profissional de exercícios qualificado.

Sumário e conclusões

O aumento da prevalência de tentativas de perda de peso nos Estados Unidos coincidiu com o aumento da prevalência de obesidade. Assim, uma abordagem centrada no peso para o tratamento e prevenção da obesidade tem sido amplamente ineficaz. É improvável que o foco contínuo na perda de peso como a principal métrica para o sucesso reverta as tendências na prevalência da obesidade ou resulte em perda de peso sustentável. Na verdade, o ciclo crônico de peso é a norma para milhões de adultos e provavelmente permanecerá assim enquanto a perda de peso persistir como a pedra angular do tratamento da obesidade. O ciclismo de peso está associado a riscos à saúde muito semelhantes aos associados à obesidade, incluindo maior risco de mortalidade por todas as causas, e pode contribuir para o ganho de peso.

Uma abordagem neutra em relação ao peso para o tratamento de condições de saúde relacionadas à obesidade pode ser tão ou mais eficaz do que uma abordagem centrada na perda de peso e pode evitar as armadilhas associadas ao fracasso repetido na perda de peso ( Bacon e Aphramor, 2011 , Brown e Kuk, 2015 ; Gaesser et al., 2011 , 2015 , Ross et al., 2015 ).tabela 1resume os principais pontos de apoio a uma estratégia de peso neutro para o tratamento da obesidade, que se concentra em aumentar a PA e melhorar a ACR. Tal abordagem não pressupõe que a obesidade seja totalmente benigna ou que não haja circunstâncias que possam exigir a perda de peso ( Guo e Garvey, 2017 ; Guo et al., 2014 ; Jensen et al., 2014 ; Kuk et al., 2011 ; Kushner, 2018 ; Kushner e Ryan, 2014 ; Sharma e Kushner, 2009 ). No entanto, muitas condições de saúde relacionadas à obesidade são mais provavelmente atribuíveis a baixos níveis de PA e ACR do que à obesidade em si. Estudos epidemiológicos mostram que o ACR e a PA atenuam significativamente, e às vezes eliminam, o aumento do risco de mortalidade associado à obesidade. Mais importante, o aumento de PA ou ACR está consistentemente associado a uma maior redução no risco de todas as causas e mortalidade por DCV do que a perda de peso intencional. Além disso, as melhorias nos principais marcadores de risco cardiometabólico com o treinamento físico são comparáveis ​​àquelas associadas à perda de peso normalmente alcançada pela restrição calórica.

Tabela 1

Justificativa para uma estratégia neutra em relação ao peso para o tratamento da obesidade: mudando o foco da perda de peso para o aumento da atividade física e melhoria da aptidão cardiorrespiratória

• Tendências de 40 anos na prevalência de obesidade e tentativas de perda de peso indicam que um foco centrado no peso no tratamento da obesidade tem sido amplamente ineficaz
• atividade física e aptidão cardiorrespiratória atenuam a associação entre IMC e mortalidade
• aumentos na atividade física e / ou aptidão cardiorrespiratória estão associados a maiores reduções no risco de mortalidade do que a perda de peso intencional
• o exercício regular melhora os principais marcadores de saúde cardiometabólica, independentemente da perda de peso
• o exercício regular melhora os principais marcadores de saúde cardiometabólica comparáveis ​​às melhorias observadas com programas de perda de peso
• o exercício melhora a aptidão do tecido adiposo, o que pode contribuir para o baixo risco de mortalidade associado ao fenótipo MHO “apto”
• embora o treinamento com exercícios normalmente resulte em pouca ou nenhuma perda de peso, a perda de peso induzida pelo treinamento com exercícios resulta em maiores diminuições na gordura abdominal visceral do que a mesma quantidade de perda de peso induzida por restrição de energia
• a lipoaspiração não melhora os principais marcadores de risco de doenças cardiovasculares e diabetes
• um foco no aumento da atividade física sem uma meta específica de perda de peso pode reduzir a prevalência de ciclagem de peso, que está associada ao aumento do risco de obesidade sarcopênica, morbidade e mortalidade
• manter um estilo de vida fisicamente ativo pode ser mais viável do que manter a perda de peso

Reconhecemos que focar em AF e ACR sem estabelecer uma meta específica de perda de peso é uma proposta desafiadora quando quase três quartos das mulheres e mais da metade dos homens desejam pesar menos ( Yaemsiri et al., 2011 ). No entanto, o desejo muitas vezes é incompatível com a fisiologia, e isso é claramente evidente com a perda de peso. A quantidade de peso em indivíduos com obesidade frequentemente indica que eles gostariam de perder ( Dalle Grave et al., 2005 ; Foster et al., 1997 ) é maior do que o recomendado ( Garvey et al., 2016 ; Jensen et al., 2014 ; Kushner, 2018 ; Kushner e Ryan, 2014), e consideravelmente maior do que os valores tipicamente observados com intervenções para perda de peso ( Franz et al., 2015 ; Mudaliar et al., 2016 ; Zomer et al., 2016 ). Alternativamente, esses indivíduos podem estar mais dispostos a adotar um programa de AF neutro em relação ao peso se os profissionais de saúde promoverem essa perspectiva de maneira mais vigorosa e enfatizarem regularmente os benefícios para a saúde de aumentar a AF e reduzir comportamentos sedentários na ausência de perda de peso ( Bacon e Aphramor, 2011 )

O aumento da AF e da ACR deve ser uma alta prioridade em todo o sistema de saúde. Além dos benefícios óbvios para a saúde, o aumento da ACR também pode reduzir substancialmente os custos com cuidados de saúde. No Veterans Exercise Testing Study, os custos anuais de saúde para homens com obesidade de moderada a alta aptidão foram ∼ $ 10.000- $ 27.000 menores do que os custos de saúde para os homens menos aptos na categoria de IMC normal ( de Souza de Silva et al. , 2019 ). Isso sugere que os custos mais altos de saúde relacionados à obesidade podem ser em grande parte por causa do baixo ACR, em vez de um IMC alto.

Uma abordagem neutra em relação ao peso não significa que a perda de peso deva ser categoricamente desencorajada. Essa abordagem pode não ser viável quando tantos adultos desejam perder peso. Porém, mudar o foco da perda de peso como objetivo principal e, em vez disso, focar no aumento da PA para melhorar a ACR, pode ser prudente para o tratamento de problemas de saúde relacionados à obesidade. A perda de peso pode resultar do aumento da AF, mas nem sempre ( Caudwell et al., 2013 ; Donnelly e Smith, 2005 ; King et al., 2009 ; Lamarche et al., 1992 ; Sawyer et al., 2015 ). Mesmo as abordagens de restrição de energia nem sempre levam à perda de peso previsível ( Dansinger et al., 2005 ; Gardner et al., 2018) A variabilidade individual na mudança de peso em resposta a AF e intervenções de restrição energética é enorme, com muitos falhando em perder a quantidade de peso esperada com base no gasto energético de sessões de exercícios acumuladas ( Caudwell et al., 2013 ; Donnelly e Smith, 2005 ; King et al., 2009 ; Lamarche et al., 1992 ; Sawyer et al., 2015 ) ou o déficit de energia da dieta hipocalórica ( Dansinger et al., 2005 ; Gardner et al., 2018 ). Essa realidade sem dúvida levou a inúmeros casos de frustração e interrupção das intervenções no estilo de vida ( Ross et al., 2015 ). Enfatizando o valor intrínseco de PA e ACR-como resultados primários – pode evitar a repetição de “falhas” associadas a uma abordagem centrada no peso.

Pragmaticamente, pode ser mais prudente focar na AF do que na perda de peso. No Diabetes Prevention Program (DPP) ( Knowler et al., 2002 ) e no Finnish Diabetes Prevention Study (FDPS) ( Tuomilehto et al., 2001), até duas vezes mais participantes foram capazes de atingir a recomendação de PA (150 min / semana no DPP; 120 min / semana no FDPS) do que foram capazes de atingir a meta de perda de peso (> 7% do peso corporal inicial no DPP;> 5% do peso corporal inicial no FDPS). Para fins de sobrevivência, os resultados do HUNT (Nord-Trøndelag Health Study) são instrutivos. Durante um acompanhamento de 15,7 anos de adultos com doença cardíaca coronária, em comparação com aqueles que permaneceram sedentários, a AF baixa sustentada foi associada a 19% menor risco de mortalidade por todas as causas e a AF alta sustentada foi associada a uma redução de 36% em todas as causas risco de mortalidade ( Moholdt et al., 2018) A perda de peso, por outro lado, foi associada a um risco de mortalidade aumentado em 30%, enquanto o ganho de peso não foi associado ao risco de mortalidade. Esses resultados apóiam as recomendações para aumentar ou manter a AF e não focar exclusivamente na perda de peso.

Mudar o foco principal da perda de peso para o condicionamento físico por meio do aumento da PA será, sem dúvida, um desafio. Resta ver se um paradigma de peso neutro pode ser totalmente adotado e se o aumento de PA e ACR pode ser mantido ao longo da vida.

Os primeiros 1000 dias

Estudos comprovam que o cuidado que mães e pais dedicam nos primeiros 1000 dias do bebê (270 da gestação + 365 do primeiro ano + 365 do 2º ano) são primordiais para uma vida saudável, mesmo depois de adulto. O mesmo zelo dedicado durante os nove meses devem acontecer nos primeiros dois anos de vida para garantir a vida em abundância.

E isso começa no compromisso com um pré-natal bem feito, com uma alimentação saudável e hábitos de vida saudáveis, como a prática de exercícios e o não consumo de álcool e cigarro, por exemplo. Até mesmo a escolha por um parto sem intervenções desnecessárias pode influenciar na vida que vem por aí.

O primeiro a destacar a importância destes 1000 dias foi o Dr. David Barker, que percebeu que crianças nascidas durante a 1ª Guerra Mundial, cujas mães tiveram uma gestação ameaçada sob os efeitos de uma guerra – alimentação inadequada, stress diário, entre outros problemas -, nasciam com baixo peso e ao longo da vida desenvolviam doenças relacionadas às condições deste período de gravidez e primeiros anos da criança.

A tendência atualmente é considerarmos os primeiros 1100 dias, o que matematicamente seria mais correto, até porque uma gestação dura 40 semanas (40 x 7 dias), ou seja, 280 dias (não 270 dias). Então os 1000 dias totalizariam 1010 dias. Enfatiza-se ainda que os cuidados pré-concepcionais, aproximadamente 3 meses (aproximadamente 90 dias) antes de engravidar melhoram os resultados maternos e perinatais, seja pela melhoria no estilo de vida, realização de exames de rotina, diagnóstico e tratamento precoce de condições patológicas ou pela simples suplementação nutracêutica pré-natal. Assim, 1010 dias com os 90 dias dos cuidados pré-concepcionais totalizam 1100 dias para uma criança saudável. Independente dos 1100, 1010 ou 1000 dias, faça o seu melhor.

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Segue um artigo que estudei e achei bacana colocar no site sobre os primeiros 1000 dias de uma criança.

BMC Pregnancy Childbirth. 2021; 21: 729.

Publicado online em 27 de outubro de 2021. 

doi:  10.1186 / s12884-021-04210-

Efeitos do Programa dos Primeiros 1000 Dias, uma intervenção de mudança de sistema, sobre os fatores de risco da obesidade durante a gravidez

Resumo

Os primeiros 1000 dias é um programa que começa no início da gravidez e dura até os primeiros 24 meses da infância, com foco na prevenção da obesidade e dos fatores de risco relacionados entre mãe-bebê de baixa renda. O programa foi desenvolvido em parceria com as partes interessadas para criar uma infraestrutura para mudanças em todo o sistema. Inclui a triagem de comportamentos adversos à saúde e fatores sócio-contextuais, navegação do paciente e materiais educacionais para apoiar a mudança de comportamento e necessidades sociais e treinamento de saúde individualizado para mulheres com maior risco de obesidade e tem demonstrado reduzir o ganho de peso gestacional em mulheres que estavam com sobrepeso no início da gravidez. O objetivo deste estudo foi examinar as mudanças do primeiro para o terceiro trimestre para mulheres que participam do Programa dos Primeiros 1000 Dias.

Métodos

Coletamos informações por meio de questionários autoaplicáveis ​​durante o primeiro e terceiro trimestres da gestação e de registros eletrônicos de saúde relacionados aos fatores de risco para obesidade. As medidas coletadas incluíram resultados comportamentais (ou seja, dieta, atividade física e tempo de tela) e psicossociais (ou seja, ansiedade), bem como a inscrição no Programa de Mulheres, Bebês e Crianças (MBC). Examinamos até que ponto a participação no programa estava associada a mudanças de comportamento e resultados psicossociais entre as mulheres durante a gravidez.

Resultados

As mulheres completaram pesquisas em suas visitas pré-natais de primeiro e terceiro trimestre ( n  = 264). A idade média (DP) era de 30,2 (5,51) anos e 75% tinham uma renda familiar anual de <$ 50.000. O índice de massa corporal (IMC) médio pré-gravidez foi de 27,7 kg / m 2 e 64% iniciaram a gravidez com um IMC ≥ 25 kg / m 2. Em modelos ajustados multivariados, observamos diminuições na ingestão de bebidas açucaradas (- 0,95 porções / dia; IC 95%: – 1,86, – 0,03) e no tempo de tela (- 0,21 h / dia; IC 95%: – 0,40, – 0,01), e um aumento na atividade física (0,88 dias / semana; IC 95%: 0,52, 1,23) do primeiro ao terceiro trimestre. Também observamos uma diminuição no escore de ansiedade relacionada à gravidez (- 1,06 unidades; IC 95%: – 1,32, – 0,79) e maior chance de inscrição no programa Mulheres, Bebês e Crianças (MBC) (OR: 2,58; IC 95% : 1,96, 3,41).

Conclusões

Nossos resultados sugerem que uma intervenção pré-natal orientada a sistemas pode estar associada a melhorias nos comportamentos e resultados psicossociais durante a gravidez entre mães de baixa renda.

Introdução

A obesidade permanece altamente prevalente e é um dos principais contribuintes para doenças crônicas e outras consequências adversas [ 1 , 2 ]. As disparidades socioeconômicas e raciais / étnicas continuam a persistir, apesar dos esforços nacionais de prevenção [ 3 , 4 ]. Algumas das origens da obesidade materna e infantil estão ligadas aos primeiros 1000 dias, um período desde a concepção até os primeiros 2 anos de vida e têm impactos no curso de vida 5 – 7 ]. Durante a gravidez, comportamentos, como dieta materna e atividade física, ansiedade materna e conexão com recursos afetam o ganho excessivo de peso e a retenção de peso pós-parto [ 8 , 9] Conforme destacado pela Organização Mundial da Saúde [ 10 ], este período representa um momento crítico para intervenções de promoção da saúde para prevenir a obesidade materna e infantil.

Os esforços de intervenção focados nos primeiros 1000 dias mostraram melhora nos comportamentos, resultados psicossociais e utilização do Programa de Nutrição Suplementar Especial para Mulheres, Bebês e Crianças (BMC), resultando em melhores resultados para mulheres e seus filhos [ 11 ]. Esses estudos têm como alvo predominantemente o nível de mudança individual [ 12 – 14], embora poucas intervenções tenham se concentrado em um contexto mais amplo de mudança usando uma abordagem em nível de sistema. Uma abordagem em nível de sistema reúne um grupo diversificado de partes interessadas para criar uma infraestrutura que promova mudanças nos sistemas clínicos e de saúde pública. Além disso, poucos estudos foram elaborados para apoiar mulheres e bebês de famílias de baixa renda, pois podem ser mais vulneráveis ​​do que seus pares a fatores sócio-contextuais que influenciam comportamentos, status psicossocial e conexão com recursos. O Programa dos Primeiros 1000 Dias foi desenvolvido em conjunto com as partes interessadas para construir uma infraestrutura para mudanças em todo o sistema para a prevenção da obesidade durante os períodos pré-natal e pós-parto [ 15 , 16] O programa aborda fatores clínicos, comportamentais e sócio-contextuais que contribuem para o ganho de peso excessivo durante a gravidez e durante os primeiros 2 anos de vida e demonstrou reduzir o ganho de peso gestacional em excesso para mulheres que estavam acima do peso no início da gravidez [ 16 ]

O objetivo deste estudo é examinar as mudanças de comportamento (ou seja, dieta, tempo de tela, atividade física), psicossociais (ou seja, ansiedade) e inscrição no programa MBC do primeiro ao terceiro trimestre para mulheres de baixa renda com alto risco de obesidade participantes no programa de primeiros 1000 dias orientado a sistemas na área metropolitana de Boston. Nossa hipótese é que a participação no programa levaria a melhorias nos fatores de risco comportamentais e psicossociais e promoveria o uso de serviços de apoio social durante a gravidez.

Métodos

Visão geral do estudo

As mulheres inscritas neste estudo eram participantes do Programa dos Primeiros 1000 Dias, uma iniciativa de nível de sistema que envolve as partes interessadas em todos os setores clínicos e de saúde pública para reduzir a prevalência de obesidade e fatores de risco de obesidade entre pares mãe-filho de baixa renda, abordando os níveis de fatores individuais, familiares e sócio-contextuais que impedem o progresso na prevenção da obesidade. A intervenção em todo o sistema começa quando as mulheres iniciam o cuidado pré-natal em seu primeiro trimestre de gravidez e oferece suporte para as mães, seus parceiros e, eventualmente, as tríades mãe-parceira-bebê, durante a gravidez e nos primeiros 24 meses da criança. A estrutura conceitual, projeto de intervenção, métodos de avaliação e resultados primários foram descritos em detalhes em outro lugar [ 15 , 16] Um subconjunto de mulheres completou pesquisas em seu primeiro e terceiro trimestres de consultas pré-natais para examinar mudanças em nível individual no comportamento e resultados psicossociais. Para esta análise secundária, um desenho pré-pós quase experimental foi usado para avaliar as mudanças no comportamento e os resultados psicossociais da visita do primeiro ao terceiro trimestre entre os participantes.

Elegibilidade e recrutamento

O Programa Primeiros 1000 Dias foi oferecido a mulheres que iniciaram o cuidado pré-natal entre agosto de 2016 e setembro de 2017 em três centros de saúde comunitários em Boston, Revere e Chelsea, Massachusetts que atendem populações predominantemente de baixa renda e diversidade racial / étnica. Após a conclusão da pesquisa de admissão e consentimento informado, as mulheres foram consideradas inscritas no programa. A pesquisa foi administrada às mulheres em sua primeira consulta de cuidado pré-natal, que para a maioria das mulheres foi durante o primeiro trimestre. Das 366 mulheres que completaram uma pesquisa de ingestão do primeiro trimestre, 286 (78%) também completaram uma pesquisa do terceiro trimestre e 264 (72%) mulheres foram incluídas nas análises, pois 22 mulheres tinham dados demográficos vitais ausentes (Fig. 1) O protocolo de estudo dos primeiros 1000 dias foi aprovado pelo Conselho de Revisão Institucional do Mass General Brigham e registrado retrospectivamente em ClinicalTrials.gov ( NCT03191591 ).

Um arquivo externo que contém uma imagem, ilustração etc. O nome do objeto é 12884_2021_4210_Fig1_HTML.jpg

Diagrama de fluxo do participante para mulheres que participam do Programa dos Primeiros 1000 Dias durante a gravidez

Componentes do programa na gravidez

O Programa Primeiros 1000 Dias tem vários componentes que visam melhorar a prevenção primária e secundária da obesidade. Os componentes do programa que foram descritos anteriormente em detalhes e incluem: treinamento da equipe e do provedor com ênfase nos esforços de prevenção da obesidade; ferramentas de apoio à decisão clínica para monitorar o ganho de peso gestacional; triagem universal da primeira visita pré-natal para comportamentos de saúde e fatores sócio-contextuais; a navegação do paciente focada na mudança de comportamento saudável, necessidades sociais e serviços clínicos e de saúde pública; e treinamento de saúde para mulheres com alto risco de obesidade [ 15 , 16 ].

Durante a gravidez, o programa se concentrou em cinco metas de comportamento, incluindo: alimentação com um plano nutricional balanceadobeber predominantemente água e evitar bebidas açucaradasser fisicamente ativo; obter a quantidade recomendada de sonoe reduzir o estresse por meio de apoios sociais. As informações sobre as metas de comportamento foram entregues por meio de materiais impressos, incluindo cartazes pendurados em centros de saúde e postos de saúde pública e livretos individuais fornecidos aos pacientes. Os livretos estavam disponíveis em inglês, espanhol, vietnamita e árabe e continham seções personalizáveis ​​para recomendações de ganho de peso gestacional e definição de metas de mudança de comportamento (Fig. 2) As mulheres também podem se inscrever em um programa de mensagens de texto para fornecer apoio e educação para a mudança de comportamento e receber de 2 a 3 mensagens de texto durante a gravidez. Vídeos curtos informativos (Vidscrips®) também foram criados em inglês e espanhol e disponíveis para mulheres e seus parceiros. Os vídeos reforçaram os objetivos de comportamento do programa, responderam a perguntas frequentes e forneceram recomendações.

Um arquivo externo que contém uma imagem, ilustração, etc. O nome do objeto é 12884_2021_4210_Fig2_HTML.jpg

Exemplos do livreto de gravidez do programa dos primeiros 1000 dias que apoia as mudanças comportamentais

Coleta de dados e medições de resultados

As informações foram coletadas por meio de questionários autoaplicáveis ​​durante o primeiro e terceiro trimestres da gestação e dos prontuários eletrônicos (EHR). As medidas coletadas incluíram comportamento (ou seja, dieta, atividade física e tempo de tela) e resultados psicossociais, bem como inscrição no programa MBC. As pesquisas estavam disponíveis em inglês, espanhol e árabe.

Os comportamentos alimentares, incluindo frutas e vegetais, bebidas açucaradas e consumo de fast food foram avaliados perguntando às mulheres: “Durante os últimos 7 dias, em média, com que frequência você comeu …?”. As mulheres responderam selecionando: nunca; uma vez por semana, 2–4 vezes por semana, quase diariamente, 2–4 vezes por dia ou 5 ou mais vezes por dia. A questão do consumo de frutas e vegetais incluía frutas ou vegetais frescos, cozidos, enlatados ou congelados e excluía sucos ou frutas secas; o consumo médio foi medido em vezes por dia. A questão das bebidas açucaradas incluía bebidas com sabor de frutas, suco de concentrado, ponche, Kool-Aid, refrigerante, bebidas esportivas, chá doce ou bebidas de café e leites adoçados; o consumo médio foi medido em bebidas consumidas semanalmente. A pergunta sobre fast-food feita sobre comer em um restaurante de fast food; o consumo médio foi medido em consumo semanal. Os itens são de um questionário de frequência alimentar validado e foram usados ​​anteriormente durante a gravidez [17 , 18 ].

Para avaliar a atividade física, as mulheres responderam: “Durante os últimos 7 dias, em quantos dias você esteve fisicamente ativo por um total de pelo menos 30 minutos por dia? Some todo o tempo que você gastou em qualquer tipo de atividade física que aumentou sua frequência cardíaca e fez você respirar com dificuldade algumas vezes. ” As respostas a esta pergunta variaram de 0 a 7 dias por semana. Esta questão foi adaptada do Youth Risk Behavior Survey [ 19 ].

Para medir o tempo de tela, foi perguntado às mulheres: “Durante os últimos 7 dias, em média, quantas horas por dia você costumava assistir TV ou vídeos. Inclua o tempo gasto assistindo em uma televisão, computador, telefone ou tablet. ” Mulheres selecionadas: nunca, <1 hora por dia, 1, 2, 3, 4 ou 5 horas por dia e 6 ou mais horas por dia. Esta questão foi adaptada do estudo Nurses ‘Health [ 20 ].

Avaliamos a ansiedade relacionada à gravidez usando o Índice de Ansiedade da Gravidez, que se concentrou em 5 tópicos: a extensão da preocupação ou preocupação com sua saúde durante a gravidez, sobre o crescimento e desenvolvimento normal da saúde do bebê, sobre a perda do bebê, sobre ter um trabalho de parto difícil ou parto difícil e sobre como cuidar de um novo bebê21 , 22 ]. Possíveis respostas a essas perguntas foram: nunca preocupado, às vezes, na maior parte do tempo e quase todo o tempo preocupado. A pontuação foi calculada somando cada uma das cinco questões com um intervalo possível de 0 a 20. Pontuações mais altas indicam uma extensão maior de preocupação ou preocupação. Se mais de duas perguntas estivessem faltando, a pontuação não era calculada.

A inscrição no programa MBC foi oferecida a participantes durante a gravidez que relataram não estar matriculadas e atenderam aos critérios de nível de renda. Para avaliar o número de mulheres que recebem apoio do programa MBC, perguntamos às mulheres: “Você atualmente recebe benefícios do MBC?”. As mulheres responderam respondendo: sim, não ou inseguro.

Fatores de confusão

Com base na literatura anterior, usamos covariáveis ​​para análises ajustadas [ 7 , 23 , 24 ]. Foram utilizadas variáveis ​​sociodemográficas coletadas no inquérito de primeiro e terceiro trimestre e incluíram idade materna e raça / etnia. O índice de massa corporal (IMC) pré-gravidez foi coletado do EHR.

Análise estatística

Os dados do EHR e os resultados da pesquisa foram combinados para permitir análises. Comparamos as respostas dos participantes no início do estudo (primeiro trimestre de gestação) com os resultados das pesquisas do terceiro trimestre; cada participante foi medido duas vezes, resultando em pares de observações. Usamos delineamento de medidas repetidas, incluindo os testes t pareados para variáveis ​​quantitativas e o teste de McNemar para variáveis ​​qualitativas em modelos não ajustados. Também usamos modelos de regressão multivariável para ajustar possíveis fatores de confusão, incluindo idade materna, raça / etnia e IMC pré-gravidez. 

Modelos lineares de quantis mistos foram aplicados para os resultados de comportamento contínuo e modelos lineares de efeitos mistos foram aplicados para o resultado psicossocial contínuo, com um preditor de tempo para indicar os pontos de tempo do primeiro e terceiro trimestres. Os modelos foram responsáveis ​​pelo agrupamento de observações dentro dos indivíduos. A mediana ajustada e as diferenças médias entre o primeiro e o terceiro trimestre e os intervalos de confiança (IC) de 95% foram calculados. Para o resultado dicotômico, inscrição no MBC, aplicamos regressão logística usando modelo generalizado, equipado com equação de estimativa generalizada para abordar as medições repetidas. 

A razão de chances ajustada (OR) e o IC de 95% foram gerados para o resultado da inscrição no MBC. Realizamos análises em casos completos e participantes excluídos com valores ausentes no preditor, resultado ou covariáveis. Um nível alfa bilateral de 0,05 foi usado para testar a significância estatística em todas as análises. As análises foram realizadas no RStudio 3.5.1 e SAS 9.4 (SAS institute, Cary, NC). A mediana ajustada e as diferenças médias entre o primeiro e o terceiro trimestre e os intervalos de confiança (IC) de 95% foram calculados. 

Resultados

Das 286 mulheres que completaram uma pesquisa na consulta pré-natal inicial e no terceiro trimestre, 264 foram incluídas nas análises finais. As características demográficas básicas dos participantes estão resumidas na Tabela 1. As mulheres tinham uma idade média (DP) de 30,8 (5,51) anos e iniciaram a primeira consulta de pré-natal com uma idade gestacional média (DP) de 10,4 (4,65) semanas. As mulheres tinham um IMC médio (DP) pré-gravidez de 27,7 (6,43) kg / m 2 e 64% iniciaram a gravidez com um IMC ≥ 25 kg / m 2 . Na visita do primeiro trimestre, 33% das mulheres estavam inscritas no MBC. 220 (83%) mulheres receberam navegação do paciente e / ou ligações e livretos do técnico de saúde, 41 (16%) receberam somente livretos e 3 (1%) não receberam ligação ou livreto.

Tabela 1

Características básicas de 264 mulheres que participam do Programa dos Primeiros 1000 Dias

Características maternas na visita do primeiro trimestreN (%) ou média (SD)
Idade gestacional na ingestão, semanas, média (DP)10,4 (4,65)
Idade materna no início, anos, média (DP)30,8 (5,51)
Paridade, média (SD)1,98 (0,92)
IMC pré-gravidez, kg / m 2 , média (DP)27,7 (6,43)
Status de peso materno antes da gravidez, n (%)
 Abaixo do peso6 (2,3)
 Peso saudável90 (34,1)
 Excesso de peso94 (35,6)
 Obeso74 (28,0)
Raça / Etnia, n (%)
 Branco, não hispânico118 (44,7)
 Hispânico ou Latino82 (31,1)
 Negro, não hispânico12 (4,5)
 De outros52 (19,7)
Idioma preferido, n (%)
 inglês141 (53,6)
 árabe54 (20,5)
 espanhol46 (17,5)
 De outros22 (8,4)
Renda familiar anual, n (%)
 Menos de $ 20.00078 (31,6)
 $ 20.000 – $ 50.000108 (43,7)
 Maior que $ 50.00061 (24,7)
Situação de emprego, n (%)
 Empregado em tempo integral104 (40,0)
 Empregado em tempo parcial72 (27,7)
 Não empregado, não procura trabalho48 (18,5)
 Não empregado, procurando trabalho22 (8,5)
 Aluna14 (5,4)
Casado, n (%)107 (41,0)
Com ou sem seguro público, n (%)133 (50,4)
Nascido fora dos Estados Unidos, n (%)114 (43,2)

Os resultados dos modelos multivariáveis ​​ajustados para fatores de confusão para os resultados comportamentais, psicossociais e de inscrição no MBC são mostrados na Tabela 2. Em modelos ajustados multivariados, observamos diminuições estatisticamente significativas na ingestão de bebidas açucaradas (- 0,95 porções / semana; IC 95%: – 1,86, – 0,03) e no tempo de tela (- 0,21 h / dia; IC 95%: – 0,40 , – 0,01), e um aumento na atividade física (0,88 dias / semana; IC 95%: 0,52, 1,23) do primeiro ao terceiro trimestre. Não observamos mudanças estatisticamente significativas entre o primeiro e o terceiro trimestre para o consumo de frutas e hortaliças ou fast-food. Também observamos uma diminuição no escore de ansiedade relacionada à gravidez (- 1,06 unidades; IC 95%: – 1,32, – 0,79) e maior chance de inscrição no MBC (OR: 2,58; IC 95%: 1,96, 3,41).

Tabela 2

Mudanças médias e médias da visita pré-natal do primeiro ao terceiro trimestre entre as mulheres que participam do Programa dos Primeiros 1000 Dias, N  = 264

ResultadosVisita mediana (IQR) no primeiro trimestreVisita Mediana (IQR) do terceiro trimestreDiferenças medianas ajustadas a (IC 95%)valor p
Resultados Comportamentais
 Frutas e vegetais (porções diárias)1,00 (0,43, 3,00)1,00 (0,43, 3,00)0,08 (−0,09, 0,24)0,36
 Bebidas açucaradas (porções semanais)3,00 (1,00, 7,00)3,00 (1,00, 7,00)−0,95 (−1,86; – 0,03)0,04
 Fast food (porções semanais)1,00 (0,00, 1,00)0,00 (0,00, 1,00)−0,03 (- 0,32, 0,26)0,82
 Atividade física (dias por semana) b2,00 (0,00, 4,00)3,00 (2,00, 5,00)0,88 (0,52, 1,23)<0,001
 Tempo de tela (horas por dia)2,00 (1,00, 3,00)2,00 (1,00, 3,00)−0,21 (−0,40; – 0,01)0,04
Resultados psicossociaisMédia (SD) da visita do primeiro trimestreMédia (SD) da visita do terceiro trimestreDiferenças médias ajustadas a (IC 95%)valor p
Pontuação total de ansiedade da gravidez c9,30 (2,93)8,22 (2,67)-1,06 (-1,32; -0,79)<0,001
Visita do primeiro trimestre n (%)Terceiro Trimestre Visita n (%)Ajustado OR a (IC 95%)valor p
Inscrição no Programa de Nutrição Suplementar Especial para Mulheres, Bebês e Crianças (MBC) d86 (33,3%)141 (55,1%)2,58 (1,96, 3,41)<0,001

Intervalo de confiança CI , intervalo interquartil IQR (primeiro quartil, terceiro quartil)

a Estimativas ajustadas do modelo longitudinal. Ajustado para idade materna na ingestão, raça / etnia e IMC pré-gravidez

N  = 260

N  = 261; Varia de 0 a 20 com pontuações mais altas indicando maior grau de preocupação ou preocupação

N  = 250

Discussão

O Programa Primeiros 1000 Dias foi criado para construir uma infraestrutura para mudanças em todo o sistema, e nossas descobertas revelam que o programa está associado a melhorias no comportamento e resultados psicossociais que auxiliam na prevenção da obesidade durante os períodos pré-natal e pós-parto. Neste estudo, examinamos mudanças de comportamento, psicossociais e de conexão de recursos comunitários em mulheres de famílias de baixa renda que participaram do Programa dos Primeiros 1000 Dias. Descobrimos que a participação no programa estava associada a uma diminuição na ingestão de bebidas açucaradas, tempo de tela e pontuação de ansiedade relacionada à gravidez; e aumento da atividade física do primeiro ao terceiro trimestre. As mulheres também tiveram maiores chances de inscrição no MBC após a participação no programa.

Semelhante a outras intervenções durante a gravidez, o Programa dos Primeiros 1000 Dias mostrou melhora nos comportamentos dietéticos, ilustrando que uma abordagem em nível de sistema pode ser um método eficaz para promover a mudança de comportamento. Intervenções anteriores encontraram melhorias na ingestão alimentar geral, medida por meio do Índice de Alimentação Saudável e do Questionário de Frequência Alimentar Semi Quantitativo [ 25 – 27 ], diminuição do consumo de alimentos processados ​​[ 28 ] e aumento do consumo de frutas e vegetais [ 29 ]. Encontramos uma diminuição no consumo de bebidas açucaradas que se mostrou crítica na redução da retenção de peso pós-parto [ 30], mas não vimos mudanças na ingestão de frutas, vegetais e junk food. Outras razões, como características da vizinhança e ambiente alimentar, apesar de nossa abordagem em nível de sistema, podem ter continuado a tornar as mudanças nessas áreas alimentares mais desafiadoras para as mulheres [ 31 ]. Embora as diferenças clinicamente significativas nos comportamentos dietéticos durante a gravidez para melhorar a prevenção da obesidade sejam desconhecidas, estudos mostraram que a qualidade da dieta diminui durante a gravidez (por exemplo, aumento no consumo de bebidas açucaradas) [ 32 – 34 ]. As características das pacientes, incluindo o nível educacional, também mostraram estar associadas à qualidade da dieta durante a gravidez [ 35]; dadas as características da população neste estudo, poderíamos hipotetizar que as mulheres estavam em alto risco de má qualidade da dieta. A mudança temporal na qualidade da dieta durante a gravidez é sugestiva de que o Programa dos Primeiros 1000 Dias mostrou resultados promissores na superação das tendências dietéticas usuais na gravidez.

Encontramos um efeito modesto, embora positivo, do programa sobre a atividade física e o tempo de tela, embora os achados de intervenções anteriores que tenham como alvo a atividade física sejam equívocos e poucas intervenções tenham como alvo o tempo de tela [ 13 , 26 , 27 , 29 , 36 ]. Uma metanálise de 13 estudos que examinaram a eficácia das intervenções de atividade física durante a gravidez encontrou aumentos nos equivalentes metabólicos e aptidão física [ 37 ]. Ainscough e colegas [ 26] encontraram uma diferença média de 141,1 minutos por semana de atividade física entre os grupos de intervenção e controle em seu ensaio que teve como objetivo a mudança em nível individual. Embora medido de forma diferente e em unidades diferentes, também encontramos um aumento da atividade física de 0,87 dias por semana. Ao melhorar os níveis de atividade física e comportamentos sedentários, como tempo de tela, os programas podem ajudar a melhorar a gravidez e os resultados do bebê, incluindo diabetes mellitus gestacional, ganho de peso gestacional em excesso, saúde mental materna e bebês nascidos grandes para a idade gestacional [ 13 , 26 ]

Além das mudanças de comportamento, também descobrimos que as mulheres diminuíram seus níveis de ansiedade, consistente com o que foi demonstrado na literatura14 , 38] Uma metanálise revelou que as intervenções durante a gravidez de quatro ensaios clínicos randomizados mostraram diminuir os escores de ansiedade, resultando em uma estimativa combinada de -1,74 unidades, semelhante aos nossos resultados de -1,06 unidades e, portanto, melhorando a saúde mental das mulheres durante o período pré-natal. Outro componente importante do Programa dos Primeiros 1000 Dias foi conectar as mulheres aos recursos da comunidade, incluindo o programa MBC, bancos de alimentos e serviços sociais. Ao conectar as mulheres aos recursos da comunidade e envolver essas organizações como partes interessadas, o programa foi capaz de influenciar fatores organizacionais e comunitários que impactam a saúde materna.

Conforme relatado anteriormente, o Programa dos Primeiros 1000 Dias demonstrou reduzir o excesso de ganho de peso gestacional para mulheres de baixa renda que estavam acima do peso no início da gravidez [ 16 ]. Além disso, as mulheres que participaram do programa também ficaram satisfeitas com o programa, acreditaram que melhorou sua saúde e bem-estar e que ofereceu uma quantidade adequada de serviços [ 16 ]. As mudanças no comportamento e na saúde mental provavelmente contribuíram para a redução do excesso de ganho de peso gestacional. Embora vários programas tenham demonstrado melhorias nos comportamentos, saúde mental e ganho de peso gestacional, muitos desses estudos enfocaram o nível individual [ 12 , 39 – 41], enquanto o Programa dos Primeiros 1000 Dias se concentrava na mudança de todo o sistema. Os resultados deste estudo atual demonstram que uma abordagem de todo o sistema está associada com a melhoria do comportamento materno e resultados psicossociais que apoiam as mulheres durante a gravidez, e as vantagens desta abordagem são as conexões entre os programas clínicos e de saúde pública que visam comportamentos em nível individual e – fatores de risco contextuais simultaneamente [ 16 , 42 ].

Este estudo apresenta várias limitações. Como o Programa Primeiros 1000 Dias utilizou uma abordagem de mudança em todo o sistema, ou seja, o programa tinha vários componentes, não fomos capazes de discernir qual componente impactou a maior mudança. O projeto pré-pós quase-experimental sem um grupo de comparação é suscetível a confundidores temporais, mas isso precisa ser equilibrado com uma abordagem pragmática para a implementação no mundo real. Devido à nossa abordagem pragmática para a implementação, aproximadamente 30% das mulheres elegíveis não foram incluídas na análise final devido a razões como mudança do local de atendimento e dados demográficos vitais ausentes. Além disso, os desfechos de interesse foram autorrelatados, o que pode ter introduzido viés.

Conclusões

Descobrimos que as mulheres que participaram do programa de prevenção da obesidade materna e infantil voltado para os sistemas dos primeiros 1000 dias diminuíram o consumo de bebidas açucaradas, o tempo de tela e a pontuação de ansiedade relacionada à gravidez; aumentou sua atividade física; e aumento das matrículas no MBC do primeiro para o terceiro trimestre. As mudanças nos comportamentos, status psicossocial e conexões com os recursos encontrados neste estudo são essenciais para melhorar os resultados de saúde materno-infantil. Os resultados indicam que o programa de primeiros 1000 dias de todo o sistema pode estar associado a melhorias no comportamento materno e resultados psicossociais para a prevenção da obesidade durante os períodos pré-natal e pós-parto para mulheres de baixa renda.

Abreviações

MBCO Programa Especial de Nutrição Suplementar para Mulheres, Bebês e Crianças
IMCÍndice de massa corporal
EHRRegistros eletrônicos de saúde
OURazão de probabilidade
CIIntervalo de confiança

Hora de Ouro / Golden Hour

Na tradução do inglês para o português , significa “hora de ouro” e na verdade representa a primeira hora do contato da mãe com o seu recém-nascido. Este é um dos momentos mais esperados entre mamãe e bebê, pelo papai e até mesmo pela equipe de Saúde. É aquele momento no parto onde uma música bem legal (Anunciação, Ave-Maria, Aleluia, Pai Nosso) pode ser ouvida que simboliza talvez a representação do momento mais importante da vida do bebê e da nova família que se forma.

Eu particularmente, tanto nos partos normais como nos cesarianos, gosto de colocar imediatamente o bebê imediatamente em contato com a pele da mãe, para que o bebê sinta o aconchego materno, o cheiro da mamãe, perceba seus batimentos cardíacos, a emoção do momento, enfim, este período ajuda até com a produção de um hormônio que diminui o sangramento no pós-parto. A hora de ouro bem conduzida facilita também o aleitamento materno, melhora o vínculo entre a mãe e seu bebê, torna a saída para o mundo externo mais humanizada.

Em algumas situações pode não ser possível a hora de ouro quando o bebê ou a mãe necessitam de cuidados mais especializados por alguma intercorrência, não é regra, é exceção. Lembrar ainda que o neonatologista também necessitará preencher alguns papeis, realizar algumas medidas e não necessariamente será uma hora ininterrupta de contato entre mamãe e bebê após o nascimento. Nossa equipe é a favor da alojamento conjunto 24h sem nenhuma sepração, mas infelizmente isso vai depender da rotina de cada hospital. E ainda que se alguns imprevistos acontecerem, você não vai deixar de ser mais ou menos mãe por conta destes imprevistos. Prepare-se para que tudo dê certo numa proporção bem maior (99/1%, 90/10%, 80/20%), mas também se prepare para imprevistos menos frequentes; desta maneira, você estará preparada não só para uma hora de ouro, mas pra ser uma “mamãe de ouro em todas as horas”, em todas as circunstâncias.

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Clin Obstet Gynecol

. Set 2020; 63 (3): 668-677. doi: 10.1097 / GRF.0000000000000545.

As horas de ouro do monitoramento da frequência cardíaca fetal: abordagem sistemática para os momentos críticos de trabalho de parto e parto

M Sean Esplin 1 2

DOI: 10.1097 / GRF.0000000000000545

Resumo

A primeira hora após a admissão e a última hora antes do parto são momentos críticos para a identificação e prevenção da encefalopatia hipóxico-isquêmica. Estes são tempos de transição que requerem etapas coordenadas para identificar fetos em risco, instituir planos eficazes para monitoramento da frequência cardíaca fetal e estabelecer consciência situacional. A interpretação e intervenção com base no monitoramento da frequência cardíaca fetal é uma parte importante do cuidado prestado durante esses momentos cruciais. Apresentamos listas de verificação para a primeira e última hora de trabalho de parto para uso no trabalho de parto e no parto para ajudar a padronizar e otimizar a abordagem do atendimento durante esses períodos.

Momentos de alto risco para tarefas complexas
No setor de aviação, é comumente entendido que há momentos críticos em que os desastres aéreos são mais frequentes. A regra “mais 3-menos 8” refere-se ao fato de que 80% de todos os acidentes de avião acontecem nos primeiros 3 minutos de um vôo ou nos últimos 8 minutos antes do pouso3 (Fig. 1). A compreensão desses riscos destaca a importância de saber onde estão as saídas de emergência durante esses momentos críticos.

FIGURA 1. Exemplo de momentos críticos durante o vôo de um avião quando os acidentes aéreos são mais comuns. Os tempos de transição durante a decolagem e o pouso são os momentos mais comuns de problemas com viagens aéreas.

Aproximadamente 19% de todos os acidentes de avião ocorrem na decolagem, durante a subida inicial ou no final da subida, quando manobras específicas da aeronave, como compensação de flaps, retração do trem de pouso e ajuste da velocidade do ar são necessárias para atingir a altitude de cruzeiro. Da mesma forma, 59% de todos os acidentes de avião ocorrem durante a descida, aproximação inicial, aproximação final e pouso. Os tempos de transição durante o vôo, seja passando de uma posição estacionária no solo para atingir uma altitude de cruzeiro ou descendo da altitude de cruzeiro diminuindo a velocidade e pousando com segurança no solo, são os momentos mais críticos de um vôo de avião. Durante esses períodos, experiência, habilidade e julgamento são necessários de toda a equipe de vôo, juntamente com a avaliação e reavaliação constante da aeronave e do ambiente. o
A importância crítica dessas manobras levou ao desenvolvimento de listas de verificação para garantir o uso das melhores práticas e evitar o salto inadvertido de etapas cruciais. Os procedimentos médicos costumam ser comparados ao da indústria aérea, uma vez que ambas as tarefas são complicadas e exigem um esforço coordenado da equipe para manobrar com segurança. Portanto, se momentos críticos podem ser identificados durante a decolagem ou pouso de um avião, é lógico que pode haver momentos críticos durante o trabalho de parto quando o risco de complicações é maior.

HORAS DE OURO DE TRABALHO DE PARTO E PARTO
O trabalho de parto geralmente começa antes da admissão ao hospital e muitas gestações apresentam complicações que estão presentes ao longo das últimas semanas da gravidez. Durante a primeira hora após a admissão na unidade de parto, há uma transição do trabalho de parto precoce para uma vigilância contínua e estável e monitoramento do processo de parto (Fig. 2).

FIGURA 2. Diagrama dos tempos críticos durante a admissão na unidade de parto e parto para entrega. O tempo de transição durante a hora após a admissão e durante a última hora do trabalho de parto exige uma coordenação cuidadosa de uma série de etapas para garantir a segurança. Esses são momentos comuns de complicações e cuidados especiais devem ser tomados para evitar problemas para a mãe e para o recém-nascido


Da mesma forma, durante a última hora do trabalho de parto antes do parto, há uma transição da vigilância contínua para o parto e a necessidade de reanimação neonatal. Essas 2 horas, a primeira hora após a admissão e a última hora antes do parto são tempos de transição que representam horas de ouro de importância crítica.

Metas das horas de ouro
Como qualquer tarefa complexa que requer a aquisição de informações, interpretação e ação coordenada entre uma equipe de pessoas, é fácil perder uma etapa crítica do processo. O setor de aviação civil criou listas de verificação para garantir que as etapas corretas sejam realizadas na ordem certa. A vantagem adicional desse processo é a criação de um modelo mental compartilhado do plano e das metas para o vôo entre os membros da tripulação. Como a primeira hora após a admissão para o trabalho de parto e o parto e a última hora antes do parto são momentos críticos, é importante ter uma lista de verificação das metas que devem ser cumpridas durante cada um desses períodos de tempo.

A primeira hora
Uma lista de verificação proposta de tarefas para a primeira hora de trabalho de parto pode ser encontrada na Tabela 1. O primeiro objetivo após a admissão é estabelecer o bem-estar fetal, descartando acidemia fetal e identificando o potencial de deterioração fetal contínua e até rápida.

TABELA 1. Lista de verificação da primeira hora
– Estabeleça o bem-estar fetal
– Obtenha uma frequência cardíaca fetal adequada
– Estabelecer um déficit de pH / base fetal (não fazemos isso no Brasil)
– Identifique os fatores de risco potenciais
– Estimar a taxa de declínio para pH ou déficit de base (não fazemos isso no Brasil)
– Estabeleça um plano de atendimento com toda a equipe de atendimento

Objetivos da Última Hora de Trabalho
Muitos dos objetivos da última hora de trabalho são semelhantes aos da primeira hora. Além disso, estabelecer e manter a consciência situacional é fundamental para o sucesso durante a hora final (Tabela 2).

TABELA 2 Lista de verificação de última hora
– Estabeleça o bem-estar fetal
– Obtenha uma frequência cardíaca fetal adequada
– Estabelecer um déficit de pH / base fetal (não fazemos isso no Brasil)
– Estabeleça consciência situacional
– Estimar a taxa de declínio para pH ou déficit de base (não fazemos isso no Brasil)
– Tempo estimado para o parto
– Rever o plano de avaliação / intervenção com uma equipe (não fazemos isso no Brasil)
– Obstáculos claros para o parto
– Notifique a anestesia ou outra equipe conforme necessário
– Determinar a prontidão da sala de operação
– Localize equipamentos especiais – fórceps, vácuo
– Notificar a equipe de reanimação neonatal conforme necessário

Conclusões
A primeira hora após a admissão ao trabalho de parto e o parto e a última hora do trabalho de parto são períodos críticos durante os quais a adequação do cuidado deve ser estabelecida. Eles estão associados a um maior risco de complicações e devem ser abordados de forma organizada e padronizada. A identificação sistemática de fetos em risco e a avaliação do estado atual podem resultar em cuidados ideais e intervenção oportuna quando necessário.

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Saúde Materna Neonatol Perinatol. 2017; 3: 16.Publicado online em 19 de setembro de 2017. 

DOI:  10.1186 / s40748-017-0057-x

Hora de ouro da vida neonatal: necessidade da hora

Resumo

A “hora de ouro” da vida neonatal é definida como a primeira hora da vida pós-natal em neonatos pré-termo e a termo. Este conceito em neonatologia foi adotado a partir do trauma de adultos, onde a primeira hora de manejo do trauma é considerada a hora de ouro. O conceito de “hora de ouro” inclui a prática de todas as intervenções baseadas em evidências para neonatos a termo e pré-termo, nos primeiros sessenta minutos de vida pós-natal para um melhor resultado em longo prazo. Embora as evidências atuais apoiem o conceito de hora de ouro em prematuros e ainda não haja evidências que busquem o benefício da abordagem da hora de ouro em neonatos a termo, neonatologistas em todo o mundo sentem a importância do conceito de hora de ouro igualmente em neonatos pré-termo e a termoA primeira hora inicial de vida neonatal inclui reanimação neonatal, cuidados pós-reanimação, transporte de recém-nascido doente para unidade de terapia intensiva neonatal, suporte respiratório e cardiovascular e curso inicial em berçário. Os estudos que avaliaram o conceito de hora de ouro em neonatos prematuros mostraram redução acentuada da hipotermia, hipoglicemia, hemorragia intraventricular (HI), displasia broncopulmonar (DBP) e retinopatia da prematuridade (ROP). Neste artigo de revisão, discutiremos vários componentes da assistência neonatal que estão incluídos na “hora de ouro” da assistência neonatal pré-termo e a termo.

Introdução

O conceito de “Hora de Ouro” foi introduzido recentemente no campo da neonatologia, destacando a importância do cuidado neonatal nos primeiros 60 minutos de vida pós-natal1 ]. O termo hora de ouro foi adotado para o trauma de adultos, onde é usado para a primeira hora inicial de tratamento do trauma [ 2 , 3 ]. O Dr. R. Adams Cowley deu o conceito de “Golden Hour” na medicina de emergência e mostrou que com o uso da abordagem da hora dourada houve diminuição na mortalidade do paciente com melhor transporte e evolução do paciente [ 2 , 4 ]. Reynolds et al. foi a primeira pessoa a implementar este conceito na assistência neonatal [ 1] O manejo neonatal na primeira hora de vida tem um efeito importante nos resultados imediatos e de longo prazo de todos os neonatos. Muitas são as intervenções que precisam ser praticadas na hora de ouro do cuidado neonatal para que as complicações neonatais sejam minimizadas [ 5 ]. O objetivo principal da hora de ouro é usar intervenções baseadas em evidências e tratamento para um melhor resultado neonatal, importante para neonatos com idade gestacional extremamente baixa (IGEB) [ 6 ]. Na hora de ouro, a abordagem padrão é seguida derivada da melhor evidência disponível com o objetivo de praticar intervenções suaves, mas oportunas e eficazes com procedimentos não invasivos, se necessário [ 7] Neste artigo de revisão, cobrimos os vários componentes da abordagem da hora de ouro no cuidado neonatal pré-termo e a termo (Fig.​(Figura 1 e mesa ​Tabela 1) Os detalhes de todas as intervenções com evidências atuais podem ser lidos em outras revisões publicadas do autor [ 8 , 9 ].Figura 1

Figura 1 mostrando as intervenções da hora de ouro a serem feitas no momento do nascimento de recém-nascidos prematuros e a termo (Figura copyright Dr. Deepak Sharma)

Tabela 1

Vários componentes do projeto “Golden 60 minutes” para recém-nascidos de termo e pré-termo

S. nãoComponentes
1Aconselhamento pré-natal e instruções da equipe
2Clampeamento tardio do cordão umbilical
3Prevenção de hipotermia / manutenção de temperatura
4Suporte ao sistema respiratório
5Suporte ao sistema cardiovascular
6Cuidado nutricional precoce
7Prevenção de hipoglicemia
8Início da amamentação
9Prevenção de infecção
10Início da hipotermia terapêutica para asfixia no parto
11Investigação laboratorial
12Monitoramento / registro
13Comunicação com a família

Aconselhamento pré-natal e instruções da equipe

Bebês nascidos com idade gestacional extremamente baixa têm uma alta taxa de mortalidade e correm o risco de ter deficiências de desenvolvimento neurológico que variam de sutil a grave no grau [ 10 – 12 ]. A idade gestacional estimada de parto mostrou forte associação com o resultado do neurodesenvolvimento e serve como base para o aconselhamento pré-natal [ 11], embora tenha algumas falácias que limitam seu papel para o uso como único parâmetro, como a taxa de desenvolvimento fetal durante o início do terceiro trimestre e a imprecisão da data de idade gestacional. O objetivo do aconselhamento pré-natal é informar os pais e auxiliá-los na tomada de decisões sobre como ressuscitar ou dar apenas cuidados de conforto ao recém-nascido. Os pais podem receber cuidados de conforto para o recém-nascido nascido com menos de 25 semanas de gestação, mas essa decisão deve ser tomada após consideração das diretrizes específicas da região. A decisão de fornecer cuidados de conforto também dependerá de variáveis ​​como a percepção da precisão da atribuição da idade gestacional, a presença ou ausência de corioamnionite e o nível de cuidados disponíveis para o local do parto [ 13 – 15Os três componentes do aconselhamento eficaz são a avaliação dos riscos, a comunicação desses riscos e o suporte contínuo. O aconselhamento pré-natal, especialmente antes de um parto prematuro, tem muitos benefícios para os pais, como redução da ansiedade parental, aumento do conhecimento, facilitação da tomada de decisão informada e estabelecimento de relacionamento com os médicos neonatais [ 16 , 17 ]. No aconselhamento, os pais devem ser informados sobre os dados prognósticos mais precisos de morbidade e mortalidade disponíveis para seus bebês com base em banco de dados específico do hospital ou dados regionais ou nacionais [ 18 , 19] Os pais também precisam ser informados de que, apesar dos melhores esforços, ambas as coisas, ou seja, o prognóstico ou resultado exato para um bebê específico, tanto no período pré-natal quanto imediatamente após o parto, e a previsão do resultado neurológico de longo prazo permanece limitada [ 20 , 21 ]. Os pais devem ter tempo adequado para tomar decisões sobre o manejo neonatal [ 17 , 22 ]. As evidências mostram que as diretrizes de periviabilidade consensuais racionais são bem aceitas e podem ser usadas para aconselhamento pré-natal por neonatologistas, obstetras e enfermeiras que prestam cuidados a mulheres grávidas e bebês em idades gestacionais extremamente baixas [ 23 ].

A importância do aconselhamento pré-natal tem sido enfatizada no programa de reanimação neonatal (PRN) 2015. Os pais devem ser orientados no pré-natal, respondendo a todas as perguntas feitas por eles sobre o recém-nascido, diminuindo assim sua ansiedade. Isso é verdadeiro tanto para recém-nascidos pré-termo quanto para recém-nascidos de termo. Se o recém-nascido vai ser transferido para o lado materno, os pais precisam ser aconselhados sobre amamentação e cuidados gerais com o recém-nascido [ 13 , 14Os pais também devem ser informados sobre a duração prevista de permanência na unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) e as morbidades que o recém-nascido provavelmente enfrentará na vida pós-natal, dependendo da idade gestacional e do peso ao nascer. A previsão do tempo de internação hospitalar dependerá da idade gestacional ao nascimento, morbidades esperadas e banco de dados prévio do hospital para a mesma idade gestacional neonatal. O resultado da gravidez dependerá do peso ao nascer, idade gestacional, gênero, uso de esteróides pré-natais, gravidez única, idade materna, saúde materna, nutrição materna, uso de substâncias, genética e complicações durante a gravidez [ 17 , 19 , 22] Os desafios do aconselhamento pré-natal incluem aconselhamento para parto quase viável e feto com malformações diagnosticadas no pré-natal. Se o feto for diagnosticado com malformações congênitas (por exemplo, hérnia diafragmática congênita, defeitos da parede abdominal, malformações pulmonares, tetralogia de Fallot, hidronefrose ou teratoma sacrococcígeo), o cirurgião pediátrico deve ser chamado e o objetivo do aconselhamento deve ser informar os pais sobre o implicações da anomalia fetal, reduzir a ansiedade e estresse dos pais e informar sobre a intervenção pós-natal como necessidade de ventilação, estabilização hemodinâmica e intervenção cirúrgica nesses casos. Quando o feto é diagnosticado com hidropisia fetal imunológica, os pais precisam ser aconselhados para a exsanguineotransfusão após o nascimento e a necessidade de armazenamento de sangue no período pré-natal para que o tratamento do recém-nascido não seja atrasado. O resultado desses neonatos em tais casos dependerá das outras malformações associadas, da relação pulmão: cabeça no caso de hérnia diafragmática e da gravidade da estenose pulmonar no caso de tetralogia de Fallot [24 ]. Os pais devem ser orientados sobre o possível desfecho (mortalidade e morbidade) mantendo o registro anterior do recém-nascido no hospital [ 25 ]. Idealmente, tanto a equipe obstétrica quanto a neonatal devem fazer aconselhamento juntas e apresentar uma abordagem consistente para o recém-nascido, pois isso leva a um melhor relacionamento entre neonatologista, obstetra e pais.

Quando convocados para assistir ao nascimento de neonatos de alto risco, a equipe de reanimação deve decidir pelo líder da equipe e cada membro da equipe deve receber um papel antes do parto do recém-nascido para que durante a reanimação não haja confusões sobre as intervenções e, assim, evitando qualquer falta de acontecimento. O pessoal da UTIN precisa ser informado sobre a expectativa de admissão neonatal, principalmente se a equipe vai acompanhar o nascimento de algum recém-nascido pré-termo ou de alto risco a termo. A condição de trabalho dos instrumentos necessários durante a ressuscitação deve ser verificada e deve ser em número adequado se gêmeos ou trigêmeos forem esperados. O uso da lista de verificação pré-ressuscitação torna este processo de verificação do equipamento muito fácil e rápido. A história materna deve ser lida em detalhes nos registros maternos e os detalhes necessários devem ser anotados. A equipe que vai realizar o parto de prematuros extremos ou neonatos a termo com malformações (hidropisia fetal, hérnia diafragmática congênita, malformação das vias aéreas superiores) deve ter experiência no atendimento a esses neonatos e deve ter as habilidades necessárias para todas as intervenções que possam ser necessárias na sala de parto. Durante o tempo que o recém-nascido chega à UTIN, o leito neonatal deve ser preparado e todos os medicamentos necessários devem ser adquiridos, evitando atrasos no tratamento após o término do processo de mudança [26 , 27 ].

Clampeamendo Tardio do Cordão Umbilical

O clampeamento precoce do cordão (CP) fisiologicamente foi definido como o pinçamento do cordão quando ainda há circulação de sangue da placenta para o recém-nascido e o clampeamento tardio do cordão umbilical (CT) foi definido como o pinçamento do cordão após a interrupção da circulação placentária [ 28 , 29 ]. Quando o tempo de clampeamento do cordão é levado em consideração para a definição de CP e CT, então, antes de meados da década de 1950, o clampeamento do cordão um minuto após o nascimento era denominado como CP, e o clampeamento após cinco minutos era definido como CT [ 30 ]. Os presentes estudos que compararam CP e CT, definiram CP como pinçamento do cordão imediatamente ou dentro de 15 segundos do nascimento e CT como pinçamento do cordão após 30 segundos a 3 min após o nascimento neonatal31 – 33] A circulação fetal-placentária contém sangue que se aproxima de 110-115 mL / kg de peso corporal fetal, com aproximadamente 35-40% do total presente na placenta em um ponto do tempo [ 34 , 35 ]. Em recém-nascidos a termo, o CT por um minuto leva à transferência de 80 ml de sangue extra e o atraso de três minutos leva à transferência total de 100 ml de sangue para o recém-nascido [ 36 ]. O fator que determina a transfusão placentária inclui o tempo de clampeamento do cordão, contrações uterinas, fluxo sanguíneo umbilical, respiração do recém-nascido e gravidade [ 37 ]. O fluxo da placenta para o feto diminui rapidamente após o nascimento neonatal e após três minutos do nascimento, o fluxo sanguíneo da placenta para o recém-nascido torna-se insignificante e em 5 minutos cessa totalmente [ 38] A diretriz do PNR 2015 reconhece a importância do CT no recém-nascido e, portanto, incluiu novas recomendações sobre esse assunto. Ele recomenda o clampeamento tardio (retardo no clampeamento do cordão por mais de 30 segundos) para todos os recém-nascidos pré-termo e a termo que não necessitem de reanimação ao nascimento. As diretrizes também afirmam que em recém-nascidos que requerem reanimação no momento do nascimento, o CT não deve ser feito até que novos ensaios sejam realizados buscando a viabilidade sobre isso [ 13 , 14] A inferência do autor a partir das evidências disponíveis é atrasar o clampeamento do cordão por mais de 30 segundos após o nascimento e não deve ser praticado em recém-nascidos que necessitem de reanimação. Leitos mais novos equipados com equipamentos de reanimação neonatal estão sendo feitos para implementar o conceito de CT em recém-nascidos que requerem reanimação, embora estudos ainda sejam necessários para ver a viabilidade de tais leitos durante a ressuscitação neonatal [ 39] A metanálise da Cochrane estudou o efeito do tempo de clampeamento do cordão umbilical e outras estratégias para influenciar a transfusão de placenta em nascimento prematuro nos resultados maternos e infantis. Esta metanálise incluiu quinze estudos e mostrou que o DCC estava associado a menos bebês que necessitavam de transfusões para anemia (RR 0,61, IC 95% 0,46 – 0,81), menos hemorragias intraventriculares (IVH) (diagnóstico de ultrassom em todos os graus) (RR 0,59, 95% IC 0,41-0,85) e menor risco de enterocolite necrosante (NEC) (RR 0,62, IC 95% 0,43 – 0,90) em comparação com CP. A concentração de pico de bilirrubina foi significativamente maior em neonatos alocados para CT em comparação com CP (diferença média de 15,01 mmol / L, IC de 95% 5,62 – 24,40) [ 40] A metanálise Cochrane que buscou o efeito do CT em neonatos a termo não relatou diferenças significativas na mortalidade neonatal, índice de Apgar <7 em cinco minutos e admissão neonatal. Houve aumento significativo no peso médio ao nascer no CT (101 gramas; IC 95% 45 – 157), embora os neonatos no CT precisassem de mais fototerapia para icterícia neonatal (RR 0,62; IC 95% 0,41-0,96). A concentração de hemoglobina em bebês de 24 a 48 horas foi significativamente maior no grupo CT [ 41 ]. Assim, a evidência atual mostra vários efeitos benéficos do CT, exceto o aumento significativo na necessidade de fototerapia. Ainda há controvérsia sobre o tempo correto para o CT com muitas questões não resolvidas e problemas clínicos para sua implementação bem-sucedida [ 30 , 42 ].

Existem preocupações sobre a prática de CT em prematuros extremos e neonatos que precisam de reanimação, para os quais a ordenha do cordão umbilical (UCM) surgiu como uma alternativa. Somente na veia umbilical há aproximadamente 15 a 20 mL de sangue do cordão que pode ser transferido para o recém-nascido com a ordenha do cordão [ 43 ]. O UCM é praticado ordenhando 20 cm do cordão umbilical 2 a 3 vezes antes do clampeamento a uma taxa de 20 cm por 2 segundos enquanto o bebê é segurado no nível da placenta ou abaixo dele [ 44 , 45 ]. As diretrizes do PNR 2015 são contra o uso rotineiro de ordenha de cordão para recém-nascidos com <29 semanas de gestação, exceto em um ambiente de pesquisa [ 13 , 14 ].

Prevenção de hipotermia

Hipotermia definida como temperatura <36,5 ° C é um problema perigoso em recém-nascidos, especialmente em pacientes com muito baixo peso ao nascer (MBPN), extremamente baixo peso ao nascer (EMBPN) e IGEB. A incidência relatada de hipotermia no momento da admissão na UTIN em recém-nascidos MBP varia de 31% a 78% [ 46 – 49 ]. Há um aumento de 28% na mortalidade neonatal com cada queda de 1 ° C na temperatura axilar durante a internação na UTIN [ 46 ], e a temperatura de admissão na UTIN é um forte preditor de mortalidade neonatal [ 50 , 51 ]. O maior risco de hipotermia neonatal está nos primeiros minutos a horas após o nascimento, pois há uma grande diferença entre a temperatura intraútero e a temperatura ambiente [ 52Após o nascimento do recém-nascido, ocorre uma rápida perda de calor por quatro mecanismos: condução, convecção, evaporação e radiação. O recém-nascido desenvolve hipotermia por causa da maior área de superfície por unidade de peso corporal, alta relação entre área de superfície e volume, aumento das perdas de fluido por evaporação da pele, área de superfície muito grande da cabeça em comparação com o corpo e presença de fina camada de gordura subcutânea, tornando-os assim suscetível a desenvolver facilmente hipotermia [ 53 , 54 ]. A hipotermia leva a um aumento significativo no índice de Apgar menor que 7, HI, sepse de início tardio, hipoglicemia e dificuldade respiratória [ 50 ]. A diretriz PNR 2015 recomenda manter a temperatura entre 36,5 a 37,5 ° C e evitar hipertermia (> 37,5 ° C) [ 13] A hipotermia pode ser prevenida mantendo a temperatura da sala de parto de 26 a 28 ° C, usando lençóis de linho pré-aquecidos para receber o recém-nascido logo após o nascimento, reaquecendo as superfícies e eliminando correntes de ar. Na sala de parto e durante o transporte várias intervenções que podem ser praticadas para prevenir a hipotermia são o uso de filme plástico ou saco [ 55 , 56 ], tampas de plástico, filme plástico, aquecedor radiante, colchão térmico [ 57 , 58 ], solteiro pré-aquecido / incubadoras de parede dupla [ 59 ], gases úmidos quentes [ 60 , 61 ] e contato pele a pele [ 59 , 62 , 63] O recém-nascido pré-termo logo após o nascimento é coberto com filme de polietileno / filme plástico ou transferido para bolsa de vinil sem secar, com todas as etapas de reanimação necessárias sendo realizadas com o recém-nascido coberto com filme. O envoltório / bolsas devem ser removidos somente após o recém-nascido ser transferido para o berçário e estabilizado [ 64 – 70] Os envoltórios plásticos / envoltórios plásticos / tampas plásticas / sacos de vinil evitam a perda de calor por evaporação, o aquecedor radiante evita a perda de calor secundária à radiação e condução, a incubadora evita a perda de calor por condução, convecção, radiação e evaporação, enquanto o contato pele a pele e gases umidificados quentes atua evitando a perda de calor condutiva. As perdas insensíveis de fluido podem ser diminuídas colocando o bebê em incubadoras de parede dupla na chegada à UTIN com umidificação de 70-80% [ 71 ]. O PNR 2015 recomenda o uso de envoltório de polietileno para prevenção de hipotermia e contato precoce pele a pele em recém-nascidos a termo [ 13 , 72] O termo recém-nascido estável pode ser seco na sala de parto e um chapéu pode ser colocado para evitar a perda de calor por evaporação [ 73 ]. Em países de renda baixa e média, o PNR 2015 recomenda o uso de sacolas plásticas limpas de qualidade alimentar até o nível do pescoço e o contato pele a pele para prevenir a hipotermia [ 13 , 14 ]. A metanálise da Cochrane relatou que embalagens ou sacos plásticos, tampas de plástico, cuidados pele a pele e colchão transaquecedor são eficazes na redução das perdas de calor e redução da hipotermia [ 73 ].

Suporte para respiração

O objetivo de fornecer suporte ao sistema respiratório é ajudar na transição suave do órgão de troca de gases da placenta para o pulmão. O suporte ao sistema respiratório é uma parte importante do gerenciamento da hora de ouro. Tanto os recém-nascidos pré-termo quanto os nascidos a termo estão propensos a desenvolver dificuldade respiratória imediatamente após o nascimento. Embora a etiologia desse desconforto respiratório possa ser variada, o objetivo imediato do neonatologista na sala de parto deve ser fornecer suporte ao sistema respiratório desses recém-nascidos [ 5] O PNR 2015 recomendou que a reanimação de recém-nascidos prematuros (<35 semanas de gestação) fosse iniciada com 21 a 30% de oxigênio e, em recém-nascidos> 35 semanas de gestação, a ressuscitação fosse iniciada com ar ambiente. O uso de oximetria de pulso é recomendado quando a ressuscitação é antecipada, quando a ventilação com pressão positiva (VPP) é administrada, quando a cianose central persiste além dos primeiros 5 a 10 minutos de vida ou quando oxigênio suplementar é administrado. O objetivo da oxigenoterapia é atingir a saturação de oxigênio pré-ductal de acordo com o intervalo interquartil específico de tempo recomendado em PNR (1 min 60-65%, 2 min 65-70%, 3 min 70-75%, 4 min 75-80 %, 5 min 80-85% e 10 min 85-95%) [ 13 , 14] Quando os neonatos são transportados para a UTIN e iniciados no modo invasivo, a saturação desejada deve ser de 90-95% nos bebês prematuros [ 74 – 77 ].

De acordo com o último NRP 2015, recém-nascidos que nasceram com líquido amniótico manchado de mecônio e são vigorosos (definidos como tendo um esforço respiratório normal e tônus ​​muscular normal) devem receber cuidados de rotina e o bebê pode ficar com a mãe. Se o recém-nascido não for vigoroso (definido como tendo esforço respiratório deprimido e tônus ​​muscular pobre), as etapas iniciais de ressuscitação devem ser concluídas sob o aquecedor radiante. A intubação traqueal de rotina para aspiração traqueal em neonatos não vigorosos não é recomendada e o VPP deve ser iniciado se o bebê não estiver respirando ou se a frequência cardíaca for inferior a 100 / min após a conclusão das etapas iniciais. Durante a ressuscitação neonatal, a intubação endotraqueal é realizada quando a ventilação com bolsa-máscara é ineficaz ou prolongada, quando as compressões torácicas são “antecipadas”13 , 14 ]. A detecção de CO2 expirado / expirado é o método mais confiável de confirmação da colocação do tubo endotraqueal [ 78 , 79 ]. Os detectores de CO2 são de dois tipos, a saber, dispositivos colorimétricos que mudam de cor na presença de CO2 (mudanças de cor de azul / roxo para amarelo) e capnógrafos que são monitores eletrônicos exibindo a concentração de CO2 a cada respiração e esses detectores são acoplados ao tubo ET. Ele dá um resultado falso quando o bebê está em parada cardíaca, levando à extubação e reintubação desnecessárias em recém-nascidos gravemente enfermos [ 80] Se não houver melhora na freqüência cardíaca após a ressuscitação eficaz, compressão torácica e medicamentos ou houver deterioração súbita de qualquer criança sob ventilação, a suspeita de pneumotórax é mantida. O teste de transiluminação pode ser feito na sala de parto para detecção da síndrome de vazamento de ar [ 81 ]. Se um pneumotórax causar dificuldade respiratória significativa, bradicardia ou hipotensão, ele deve ser aliviado com urgência, colocando-se um cateter no espaço pleural e evacuando o ar. Se o bebê apresentar dificuldade respiratória contínua, o tubo de toracostomia na UTIN pode ser inserido e conectado à sucção contínua. O pneumotórax pode ser evitado evitando-se aplicar muita pressão de inflação e PEEP alta durante a ressuscitação [ 13 , 14] Se houver suspeita de hipoplasia pulmonar, esses bebês devem ser iniciados em ventilação invasiva com objetivo de ventilação suave e monitoramento hemodinâmico [ 24 ].

O objetivo de fornecer suporte respiratório precoce é atingir a capacidade residual funcional (CRF), fornecer volume corrente adequado (4 -6 ml / kg) e ventilação minuto, diminuir o trabalho respiratório, evitar apnéia e evitar ventilação invasiva com ventilação assistida . O sistema respiratório pode ser sustentado por insuflação pulmonar sustentada (SLI) [ 82 – 86 ], pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) na sala de parto [ 87 , 88 ], oxigênio umidificado aquecido combinado, uso de ressuscitação com peça T para fornecer PEEP (final do pico pressão expiratória) e PIP (pressão inspiratória de pico), surfactante de resgate precoce (evitando surfactante profilático) [ 75 , 89 – 91] e uso de estratégias de ventilação suaves [garantia de volume [ 92 ], ventilação acionada pelo paciente, hipercapnia permissiva (tolerando PCo2 até 55-60 mmHg desde que o pH> 7,2) [ 93 , 94 ], saturação desejada (90-95%) em prematuro [ 75 – 77 ], evitando hipóxia e hiperóxia, umidificação adequada, extubação precoce e uso de modos de ventilação não invasivos como CPAP e ventilação mecânica não invasiva (NIMV)] [ 95 – 99] O objetivo de fornecer VPP é usar apenas pressão suficiente para inflar e aerar os pulmões de modo que a frequência cardíaca e a saturação de oxigênio aumentem. Na sala de parto, podemos iniciar PPV com PIP de 20 a 25 cm H2O [bebês a termo podem exigir um PIP maior para as primeiras respirações para inflar seus pulmões (30-40 cm H2O)], PEEP de 5 cm H2O, frequência respiratória de 40-60 respirações / minuto e FiO2 de 21% em ≥ 35 semanas e 21-30% em recém-nascidos com idade gestacional <35 semanas. O indicador mais importante de um VPP bem-sucedido é o aumento da freqüência cardíaca. A adequação da PIP é vista como uma subida e descida suave do tórax a cada respiração. Se não houver elevação do tórax, medidas corretivas de ventilação devem ser executadas (MRSOPA = ajuste da máscara, cabeça de reposição, via aérea de sucção, boca aberta, aumento de pressão e via aérea alternativa). Após o início do PPV efetivo, monitore o movimento do tórax, a frequência cardíaca e o esforço respiratório do bebê. A FiO2 precisa ser ajustada com base na oximetria de pulso. Quando a frequência cardíaca for consistentemente superior a 100 bpm, reduza gradualmente a frequência e a pressão do VPP, observe se há respirações espontâneas eficazes e estimule o bebê a respirar. PPV pode ser interrompido quando o bebê tem uma freqüência cardíaca contínua acima de 100 bpm e respiração espontânea sustentada. Depois que o VPP é interrompido, é necessário monitorar continuamente a saturação de oxigênio e a respiração do recém-nascido. Oxigênio de fluxo livre ou CPAP podem ser necessários e podem ser desmamados, conforme tolerado, com base na oximetria de pulso. O PPV pode ser fornecido por bolsa auto-inflável, bolsa fluxo-inflável e ressuscitador de peça T. O ressuscitador de peça T requer uma fonte de gás comprimido e ajuste de pressão para fornecer PIP e PEEP, portanto, precisa ser usado em sala de parto que tenha fonte de gás comprimido. Sua principal vantagem é que ele fornece uma pressão mais consistente a cada respiração do que a bolsa autoinflável. Deve ser usado quando houver necessidade de aplicação de CPAP em recém-nascido com respiração espontânea, fornecimento de SLI e quando houver necessidade de aplicação de PIP também. A bolsa auto-inflável não precisa de nenhuma fonte de gás comprimido, portanto, pode ser usada na reanimação onde não há disponibilidade de gás comprimido [86 ].

A estratégia de insuflação sustentada (SLI) leva ao recrutamento pulmonar imediatamente após o nascimento, por meio da aplicação de um breve pico de pressão nas vias aéreas do bebê por meio de um tubo ou máscara nasofaríngea, permitindo assim que bebês prematuros alcancem a CRF. O SLI leva a um melhor recrutamento alveolar, aumento do fluxo sanguíneo pulmonar e diminuição da resistência vascular pulmonar, movimento do líquido pulmonar para fora dos alvéolos e expansão pulmonar uniforme e melhor complacência [ 86 ]. Após a aspiração orofaríngea e nasal, a insuflação controlada por pressão (20-30 cmH 2 O) é mantida por 5-15 segundos, usando uma máscara neonatal e um ventilador tipo T, seguido pela aplicação de 5 cmH 2O NCPAP. Os pacientes são observados nos 6 a 10 segundos seguintes para avaliar sua função cardiorrespiratória. Se a insuficiência respiratória persistir (ou seja, apneia e respiração ofegante) e / ou a frequência cardíaca for> 60 e <100 bpm apesar do NCPAP, a manobra SLI (novamente 20-30 cmH 2 O por 5-15 segundos) é repetida. Se a freqüência cardíaca permanecer> 60 e <100 bpm após a segunda manobra de SLI, o bebê é ressuscitado de acordo com as diretrizes atuais do NRP [ 82 , 83 , 85 , 100 , 101 ]. As Diretrizes do Conselho Europeu de Ressuscitação recomendam SI para a ventilação inicial de bebês nascidos a termo e prematuros [ 102 ].

Em um bebê ventilado, o índice de saturação de oxigênio (OSI = pressão média das vias aéreas × FiO2 × 100: SpO2) é um método não invasivo para avaliar a gravidade da insuficiência respiratória hipóxica, síndrome do desconforto respiratório agudo ou lesão pulmonar aguda [ 103 ]. OSI de 6,5 é igual aos critérios de lesão pulmonar aguda, e um OSI de 7,8 é igual aos critérios da síndrome do desconforto respiratório agudo [ 104 ]. O objetivo da ventilação invasiva deve ser minimizar a lesão pulmonar secundária à ventilação, ou seja, barotrauma, volutrauma, atelectotrauma, biotrauma e reotrauma [ 92 , 94 , 105] O modo de ventilação direcionado ao volume demonstrou causar redução no resultado combinado de morte ou DBP, pneumotórax, hipocarbia e o resultado combinado de leucomalácia periventricular ou HI de grau 3-4, tornando-o assim um modo preferencial em relação ao modo de controle de pressão na ventilação neonatal [ 92 , 106 ]. Quando o CPAP nasal é comparado com a ventilação nasal com pressão positiva intermitente (NIPPV) como modo primário de suporte respiratório, o NIPPV é superior ao NCPAP para diminuir a insuficiência respiratória e a necessidade de intubação e ventilação por tubo endotraqueal entre bebês prematuros com síndrome do desconforto respiratório (RDS ) [ 107] Da mesma forma para o suporte respiratório pós-extubação, NIPPV mostrou ser superior ao NCPAP na redução da incidência de falha de extubação e a necessidade de reintubação dentro de 48 horas a uma semana [ 108 ]. Qualquer intervenção errada feita na hora dourada leva a danos no parênquima pulmonar e desempenha um papel importante no desenvolvimento de displasia broncopulmonar (DBP) em BPNT, MBPB ou EGLAN [ 109 ].

Os neonatos prematuros nascem com menos piscina de surfactante e o uso de surfactante no manejo da síndrome do desconforto respiratório revolucionou o cuidado com os bebês prematuros. O surfactante de origem animal é preferido ao surfactante sintético sem proteína, pois leva a uma maior melhora precoce na necessidade de suporte ventilatório, menos pneumotórax e menos mortes [ 110 ]. Quando a proteína contendo surfactantes sintéticos foi comparada com surfactantes derivados de animais, os resultados do estudo mostraram eficácia igual [ 111] O surfactante deve ser administrado como “resgate precoce”, ou seja, dentro de duas horas após o nascimento neonatal e é preferível ao “resgate tardio” com suporte do sistema respiratório simultâneo na forma de ventilação invasiva ou ventilação não invasiva, dependendo da condição clínica do bebê [ 112 ] A indicação para administração de surfactante são bebês prematuros nascidos com <30 semanas de gestação que precisam de ventilação mecânica por causa de SDR grave e bebês com sinais de SDR e precisam de mais de 30% de oxigênio inspirado para manter a saturação na faixa normal [ 75] O surfactante deve ser administrado no método padrão de alíquotas instiladas em um tubo endotraqueal. Existem vários métodos de administração de surfactante, nomeadamente a administração através de cateter, porta lateral ou válvula de sucção; administração por tubo endotraqueal de duplo lúmen; administração por via aérea de máscara laríngea; administração nasofaríngea de surfactante e INSURE. SEGURAR (administração de surfactante por INtubação e extubação para CPAP) é o método preferido de instalação de surfactante se o bebê tiver bons esforços respiratórios [ 113 , 114 ]. As complicações da administração de surfactante incluem obstrução transitória das vias aéreas, dessaturação de oxigênio, bradicardia e alterações no fluxo sanguíneo cerebral e na atividade elétrica cerebral [ 115] A terapia de reposição precoce de surfactante com extubação para NCPAP em comparação com a reposição seletiva posterior de surfactante e ventilação mecânica contínua com extubação de baixo suporte ventilatório demonstrou estar associada a menor necessidade de ventilação mecânica, menor incidência de DBP e menos síndromes de vazamento de ar [ 116 ]. Com o uso de CPAP de sala de parto, o uso de “surfactante profilático”, ou seja, a instalação de surfactante dentro de 15 minutos após o nascimento não é recomendada na prática clínica [ 91 ]. Recentemente, houve pesquisas sobre a administração menos invasiva de surfactante (LISA) e estudos mostraram que isso leva a taxas mais baixas de ventilação mecânica, esteróides pós-natais, DBP e DBP ou morte do que os controles [ 117 – 119 ].

A obstrução das vias aéreas é uma emergência com risco de vida e precisa de tratamento imediato. As vias aéreas do recém-nascido podem estar obstruídas por secreções espessas ou uma anomalia congênita que leva a uma obstrução anatômica. Se o recém-nascido com sequência de Pierre robin desenvolver respiração difícil, ele fica deitado de bruços. Nessa posição, a língua se move para frente e abre as vias aéreas. Se o posicionamento em pronação não for bem-sucedido, um pequeno tubo endotraqueal (2,5 mm) é inserido pelo nariz com a ponta colocada profundamente na faringe posterior, passando pela base da língua e acima das cordas vocais. Não é inserido na traqueia e não há necessidade de laringoscópio. Isso ajuda a aliviar a obstrução das vias aéreas. Nestes recém-nascidos que desenvolvem graves dificuldades respiratórias e requerem reanimação, A ventilação com máscara facial e a intubação endotraqueal podem ser muito difíceis e a máscara laríngea pode fornecer uma via aérea de resgate que salva vidas. No recém-nascido, a atresia coanal costuma ser unilateral e não causa sintomas significativos no período neonatal. Recém-nascidos com atresia coanal bilateral podem desenvolver dificuldade respiratória imediatamente após o nascimento. A boca e as vias aéreas podem ser mantidas abertas inserindo-se um dos seguintes itens na boca do bebê – um mamilo de alimentação ou chupeta modificado cortando a extremidade (mamilo McGovern) e preso com laços ao redor do occipital, um tubo endotraqueal oral posicionado com a ponta logo além da língua na faringe posterior, ou via aérea oral de plástico (Guedel). Em recém-nascidos com obstrução congênita das vias aéreas (CHAOS), há necessidade de conhecimentos e equipamentos especiais para a intubação bem-sucedida. Se a obstrução estiver acima do nível das cordas vocais, a colocação de uma máscara laríngea pode fornecer uma via aérea de resgate que salva vidas. Se a obstrução estiver abaixo das cordas vocais, haverá necessidade de traqueostomia de emergência, portanto, se CHAOS for diagnosticado no pré-natal, esses bebês devem nascer em um estabelecimento onde o gerenciamento de emergência das vias aéreas por uma equipe multidisciplinar treinada esteja imediatamente disponível na sala de parto [13 , 14 ].

O curso clínico do desconforto respiratório também ajuda a diferenciar as várias causas do desconforto. Na RDS, há início de dificuldade respiratória imediatamente após o nascimento, seguido por piora gradual da dificuldade nas próximas seis horas. Na síndrome de vazamento de ar, haverá início súbito de hipóxia e hipercarbia, hiperinsuflação torácica e redução da entrada de ar. Em neonatos com HPPN, haverá cianose grave, extrema responsabilidade especialmente no manuseio, sopro sistólico tricúspide e saturação diferencial de pré-ductal e pós-ductal. Em MAS, haverá cordão manchado de mecônio em neonatos a termo ou pós-termo, taquipnéia, hipóxia, tórax em forma de barril e HPPN. A radiografia de tórax feita na UTIN também ajudará no diagnóstico da etiologia do desconforto respiratório [ 120 , 121 ].

Suporte ao sistema cardiovascular

O objetivo de dar suporte ao sistema cardiovascular é ter tempo de enchimento capilar normal (por 5 segundos, o dedo é pressionado sobre o esterno para ter o branqueamento da pele e depois contar os segundos para ver o desaparecimento do branqueamento, considerar anormal quando for ≥ 3 segundos), frequência cardíaca e pressão arterial em recém-nascidos pré-termo e a termo [ 122] O primeiro parâmetro que mostra a eficácia da ressuscitação é a melhora da frequência cardíaca. Para avaliar a resposta às etapas iniciais da ressuscitação, a ausculta ao longo do lado esquerdo do tórax é o método de exame físico mais preciso para determinar a frequência cardíaca de um recém-nascido. A estimativa da frequência cardíaca é feita contando o número de batimentos em 6 segundos e multiplicando por 10. Se o recém-nascido precisar de VPP durante a ressuscitação, a avaliação da frequência cardíaca é feita usando ECG de 3 derivações, que é mais confiável do que a oximetria de pulso para detecção de frequência cardíaca. Assim, de acordo com o NRP 2015 durante a reanimação de recém-nascidos de termo e pré-termo, o uso de ECG de 3 derivações é recomendado para a medição rápida e precisa da frequência cardíaca do recém-nascido [ 13 , 14] As intervenções que podem ser necessárias na sala de parto para apoiar o sistema cardiovascular incluem ventilação com bolsa e máscara, intubação e VPP, compressão torácica e raramente medicamentos (solução salina normal e adrenalina). O acesso venoso deve ser estabelecido o mais cedo, sendo a veia umbilical a veia mais fácil de ser canulada através da qual os medicamentos são administrados. O cateter venoso umbilical (UVC) é inserido por 2 a 4 cm (menos em bebês prematuros) até que haja fluxo de sangue livre [ 13] Os medicamentos são necessários durante a reanimação, quando apesar de uma ventilação eficaz e compressão torácica, o recém-nascido ainda tem uma frequência cardíaca abaixo de 60 bpm. Os medicamentos necessários durante a reanimação são epinefrina e solução salina normal (NaCl a 0,9%). A adrenalina é administrada se a frequência cardíaca do recém-nascido permanecer abaixo de 60 bpm após 1) Pelo menos 30 segundos de VPP que infla os pulmões (move o tórax) e 2) Outros 60 segundos de compressões torácicas coordenadas com VPP usando oxigênio a 100%. A dose intravenosa ou intraóssea recomendada é de 0,1 a 0,3 mL / kg (igual a 0,01 a 0,03 mg / kg) para diluição de 1: 10.000. Se a epinefrina for administrada por via endotraqueal, a dose recomendada é de 0,5 a 1 mL / kg (igual a 0,05 a 0,1 mg / kg) para diluição de 1: 10.000. Recém-nascidos com choque hipovolêmico por perda aguda de sangue (por exemplo, hemorragia feto-materna aguda, sangramento vasa anterior, sangramento vaginal extenso, trauma fetal, rompimento do cordão umbilical, prolapso do cordão umbilical e compressão grave do cordão) podem exigir expansão de volume de emergência. Esses recém-nascidos apresentam características de choque como cor pálida, reenchimento capilar atrasado e / ou pulsos fracos. Os concentrados de hemácias devem ser considerados para reposição de volume quando houver suspeita de anemia fetal grave. Se o sangue com correspondência cruzada não estiver imediatamente disponível, são usados ​​concentrados de hemácias do tipo O, Rh negativo, sem correspondência cruzada. A dose inicial do expansor de volume selecionado é de 10 mL / kg, que deve ser administrada como uma infusão estável por 5 a 10 minutos, seguida por dose repetida se o recém-nascido não melhorar após a primeira dose [ e compressão severa do cordão) pode exigir expansão de volume de emergência. Esses recém-nascidos apresentam características de choque como cor pálida, reenchimento capilar atrasado e / ou pulsos fracos. Os concentrados de hemácias devem ser considerados para reposição de volume quando houver suspeita de anemia fetal grave. Se o sangue com correspondência cruzada não estiver imediatamente disponível, são usados ​​concentrados de hemácias do tipo O, Rh negativo, sem correspondência cruzada. A dose inicial do expansor de volume selecionado é de 10 mL / kg, que deve ser administrada como uma infusão estável por 5 a 10 minutos, seguida por dose repetida se o recém-nascido não melhorar após a primeira dose [ e compressão severa do cordão) pode exigir expansão de volume de emergência. Esses recém-nascidos apresentam características de choque como cor pálida, reenchimento capilar atrasado e / ou pulsos fracos. Os concentrados de hemácias devem ser considerados para reposição de volume quando houver suspeita de anemia fetal grave. Se o sangue com correspondência cruzada não estiver imediatamente disponível, são usados ​​concentrados de hemácias do tipo O, Rh negativo, sem correspondência cruzada. A dose inicial do expansor de volume selecionado é de 10 mL / kg, que deve ser administrada como uma infusão estável por 5 a 10 minutos, seguida por dose repetida se o recém-nascido não melhorar após a primeira dose [ Se o sangue com correspondência cruzada não estiver imediatamente disponível, são usados ​​concentrados de hemácias do tipo O, Rh negativo, sem correspondência cruzada. A dose inicial do expansor de volume selecionado é de 10 mL / kg, que deve ser administrada como uma infusão estável por 5 a 10 minutos, seguida por dose repetida se o recém-nascido não melhorar após a primeira dose [ Se o sangue com correspondência cruzada não estiver imediatamente disponível, são usados ​​concentrados de hemácias do tipo O, Rh negativo, sem correspondência cruzada. A dose inicial do expansor de volume selecionado é de 10 mL / kg, que deve ser administrada como uma infusão estável por 5 a 10 minutos, seguida por dose repetida se o recém-nascido não melhorar após a primeira dose [13 , 14 ].

As causas de choque em recém-nascidos prematuros e a termo incluem prematuridade (secundária a tônus ​​vasomotor pobre, miocárdio imaturo que é mais sensível a mudanças na pós-carga e produção desregulada de óxido nítrico), asfixia, sepse precoce (EOS), síndromes de vazamento de ar, disfunção miocárdica , hipovolemia, anestesia materna, arritmias fetais e perda de sangue fetal (hemorragia pré-parto, hemorragia feto-materna ou síndrome de transfusão de gêmeos para gêmeos) [ 123 ]. A pressão arterial (PA) é o indicador monitorado com mais frequência do estado circulatório neonatal, mas estudos mostraram que a perfusão sistêmica mostra uma correlação fraca com a PA [ 124 , 125] Groves et al. mostraram que em bebês com perfusão sistêmica reduzida, a PA tende a ter valores normais ou altos nas primeiras horas de vida e a PA baixa não se correlacionou com a perfusão pobre nas primeiras 48 horas pós-natal em bebês prematuros doentes [ 126 ]. A medição do lactato pode ser feita na gasometria sanguínea e é usada como biomarcador no diagnóstico e avaliação da gravidade da hipoperfusão sistêmica e pode ajudar no diagnóstico precoce de choque em neonatos normotensos durante a hora dourada [ 127]. O neonatologista deve identificar o choque na fase compensada e administrá-lo agressivamente. O manejo inclui o estabelecimento de acesso intravenoso precoce, uso criterioso de reanimação com fluidos, vasopressores (dopamina ou dobutamina) e outros cuidados de suporte como transfusão de sangue para hemorragia e antibióticos para choque séptico [ 122 , 128 ].

ELBW / EGLAN e VLBW são propensos a ter IVH durante a vida pós-natal, e do total de IVH 50% ocorre no dia 1 de vida pós-natal. A profilaxia com indometacina tem sido usada para reduzir a incidência de HIV em neonatos prematuros [ 129 ]. Ensaio de profilaxia com indometacina em prematuros (TIPP), que é o maior estudo realizado para ver o efeito da profilaxia com indometacina em ELBW, relatou que a indometacina profilática levou à redução na incidência de PDA, ligação de PDA, IVH (graus 3 e 4), e hemorragia pulmonar [ 16 , 18 ], mas não houve redução na incidência de morte ou anormalidades do neurodesenvolvimento [ 130] A metanálise da Cochrane que incluiu 19 estudos concluiu que a indometacina profilática reduziu a incidência de PDA sintomático, ligadura cirúrgica de PDA e incidência de IVH grave, mas não houve efeito na mortalidade ou em um composto de morte ou deficiência neurodesenvolvimental grave avaliada em 18 a 36 meses antigo [ 131 ]. Portanto, a indometacina não é recomendada para a profilaxia de rotina contra a IVH. No entanto, a indometacina ainda está sendo usada em algumas unidades neonatais, dependendo das circunstâncias clínicas e preferências pessoais [ 132 ].

Como os marcadores clínicos e bioquímicos tradicionais de perfusão têm pouca importância na população neonatal, a ecocardiografia funcional ao lado do leito (EF) entrou em cena e é usada como ponto de cuidado na hora de ouro para descobrir a causa do choque e ajudar na manejo do choque neonatal. FE ajuda na avaliação da função do sistema circulatório ao invés de anatomia detalhada e ajuda na tomada de decisão rápida com base em imagens em tempo real do fluxo sanguíneo central [ 133 , 134 ]. A avaliação do fluxo da veia cava superior (VCS) usando FE demonstrou ser o melhor método disponível de monitoramento da perfusão central na população neonatal e o fluxo dentro da VCS foi considerado um bom marcador substituto de perfusão cerebral [ 135 , 136] Assim, o fluxo de SVC pode ser avaliado em neonatos que estão em choque ou com asfixia perinatal [ 137 , 138 ].

A Hipertensão Pulmonar Persistente (HPPN) também é observada às vezes em neonatos doentes durante a hora de ouro. HPPN é devido ao aumento da resistência vascular pulmonar ou pressão pulmonar supra-sistêmica levando ao desvio da direita para a esquerda do sangue através do forame oval patente (FOP) e canal arterial patente (PDA) levando à hipoxemia [ 139] HPPN é resultado de má adaptação do parênquima pulmonar, desenvolvimento inadequado da vasculatura pulmonar, desenvolvimento insuficiente da vasculatura pulmonar ou obstrução intrínseca da vasculatura pulmonar. A apresentação clínica da HPPN inclui saturações lábeis, hipoxemia, alta necessidade de Fio2, taquipneia predominante, diferença de saturação (> 5-10%) ou diferenças de PaO2 (10-20 mmHg) entre o membro superior direito e os membros inferiores. A ecocardiografia é o padrão ouro para confirmar o diagnóstico e deve ser realizada quando houver suspeita de HPPN. O shunt da direita para a esquerda em PDA e PFO, achatamento ou desvio à esquerda do septo interventricular e regurgitação tricúspide são sugestivos de HPPN [ 140] O manejo da HPPN inclui oxigenação ideal, evitando acidose respiratória e metabólica, normoglicemia, meio metabólico normal, estabilização da pressão arterial, sedação, prostaciclina inalada ou intravenosa, prostaglandina E1 intravenosa, terapia vasodilatadora pulmonar (seletiva como óxido nítrico e não seletiva como Sildenafil e Milrinone) e oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO). O shunt da esquerda para a direita no nível de PDA e PFO na hora de ouro deve ser tratado com recrutamento pulmonar ideal (fornecendo PEEP adequado) e surfactante se houver doença do parênquima. O shunt da esquerda para a direita no PDA e o shunt da direita para a esquerda no nível do PFO indica lesão ductal dependente do lado direito do coração e precisa de infusão de prostaglandina E1,141 – 143 ].

Suporte para nutrição

A placenta intra-útero fornece o suporte nutricional necessário ao feto e, à medida que o cordão umbilical é cortado, o fornecimento de nutrição também é interrompido. Isso torna o fornecimento de suporte à nutrição para recém-nascidos a termo e pré-termo uma prioridade. No caso de recém-nascidos a termo sem contra-indicações à alimentação, a amamentação deve ser iniciada meia hora após o nascimento. As diretrizes do NRP 2015 e da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) recomendam que recém-nascidos estáveis ​​sejam mantidos em contato com a mãe imediatamente após o nascimento e a amamentação deve ser realizada na primeira meia hora após o nascimento [ 13 , 14 , 144] Em EBPN, MBPN, EGLAN ou recém-nascidos a termo, nos quais a alimentação imediata não pode ser iniciada, as necessidades nutricionais devem ser atendidas. A necessidade de líquidos do recém-nascido dependerá da idade gestacional e da perda de água sensível / insensível. O objetivo da reposição de fluidos é fornecer calorias, proteínas e lipídios adequados; e compensar as perdas de fluido em curso [ 145] Em recém-nascidos, o fluido inicial no dia 1 para peso ao nascer <1000 gramas é 100-150 ml / kg / dia, 1000-1500 gramas é 80-100 ml / kg / dia e para> 1500 gramas é 60-80 ml / kg /dia. A restrição de fluidos é feita quando há diminuição da perda de peso (<1% / dia ou uma perda cumulativa <5%), diminuição do sódio sérico na presença de ganho de peso (Na <130 meq / dl), diminuição da gravidade específica da urina <1,005 ou osmolalidade urinária <100 mosm / L e aumento do débito urinário (> 3 ml / kg / h) [ 146 ]. Os resultados de vários estudos mostraram que a ingestão restrita de água tem um efeito benéfico na incidência de PDA, BPD, NEC e morte [ 147] Hiponatremia com perda de peso sugere depleção de sódio e precisa de reposição de sódio. Hiponatremia com ganho de peso sugere hiponatremia dilucional e requer restrição de líquidos. A hipernatremia com perda de peso sugere desidratação e o manejo inclui correção de fluidos ao longo de 48 horas. A hipernatremia com ganho de peso sugere carga de sal e água e necessita de restrição de líquidos e sódio [ 148 ]. A necessidade diária de proteínas e lipídios em neonatos ELBW / VLBW é de cerca de 4-4,5 g / kg / dia e 3 g / kg / dia, respectivamente [ 149 – 151] O acesso venoso deve ser garantido nesses recém-nascidos e os fluidos intravenosos devem ser iniciados o mais cedo para prevenir a hipoglicemia. O recém-nascido VLBW / ELBW / IGEB deve ser iniciado com nutrição parenteral total (NPT) (dextrose, lipídios e proteínas) na primeira hora de vida pós-natal [ 152 – 154 ]. O prematuro estável que não tem nenhuma contra-indicação de alimentação enteral deve ser iniciado com alimentação enteral na hora de ouro, de preferência ao leite materno ou leite humano doado [ 155] O recém-nascido que nasce com condições cirúrgicas como gastrochise e onfalocele precisa de estabilização na sala de parto. Sacos intestinais de silastic esterilizados e / ou curativos de gaze embebidos em solução salina são usados ​​para prevenir danos aos intestinos expostos. O manuseio do intestino é minimizado para evitar o comprometimento vascular. Uma sonda nasogástrica é colocada para descomprimir o estômago e o intestino. Esses recém-nascidos às vezes nascem com características clínicas de choque; a partir daí, recomenda-se a ressuscitação com fluidos com soluções isotônicas, como soro fisiológico ou lactato de Ringer. Os fluidos de manutenção são iniciados (2-3 vezes da manutenção normal) para compensar o aumento da perda de fluido e o déficit de terceiro espaço. Antibióticos de amplo espectro são iniciados profilaticamente. Qualquer acidose metabólica é corrigida e uma consulta cirúrgica urgente é obtida [ 156]

Os recém-nascidos com alto risco de desenvolver hipoglicemia após o nascimento são prematuros, crescimento intrauterino restrito [ 157 ], doentes, com baixo peso ao nascer, filho de mãe diabética, prematuro tardio, grande para a idade gestacional e asfixia ao nascer. Os neonatos que estão doentes e têm fator de risco para desenvolver hipoglicemia devem ter o nível de glicose medido na hora dourada [ 158 ]. O objetivo é manter o nível de glicose de 50-110 mg / dl e a hipoglicemia deve ser controlada com alimentação ou infusão de dextrose (taxa de infusão de glicose (GIR) é calculada e a infusão é iniciada com GIR de 4-6 mg / kg / min em prematuros e 6-8 mg / kg / min em recém-nascidos de termo e aumentou gradualmente para 12 mg / kg / min) de acordo com a condição clínica do recém-nascido e sintomas de hipoglicemia [ 159 , 160] Hipoglicemia sintomática (irritabilidade, estupor, nervosismo, tremores, apatia, episódios de cianose, convulsões, crises intermitentes de apnéia ou taquipnéia, choro fraco e agudo, fraqueza e letargia, dificuldade de alimentação e rolar os olhos) ou nível de glicose <25 mg / dl precisa ser administrado com bolus de dextrose a 10% a 2ml / kg seguido por infusão contínua de glicose no GIR de 6-8 mg / kg / min. O açúcar no sangue deve ser verificado novamente após 20-30 minutos após o bolus e, a seguir, a cada hora até que esteja estável, para determinar se o bolus adicional é necessário [ 161 – 163] Os bebês que geralmente precisam de GIR> 8 mg / kg / min são geralmente RCIU grave ou então tendo hipopituitarismo congênito, insuficiência adrenal, estados hiperinsulinêmicos, galactosemia, distúrbios de armazenamento de glicogênio, doença de xarope de bordo, distúrbios mitocondriais e defeito de oxidação de ácidos graxos [ 164 ]. Recentemente, o gel oral de dextrose 40% usado no tratamento da hipoglicemia mostrou reduzir a incidência de separação mãe-bebê para tratamento e aumentou a probabilidade de amamentação completa após a alta em comparação com o gel placebo [ 165] A hiperglicemia (definida como nível de glicose no sangue> 125 mg / dl ou nível de glicose no plasma> 145 mg / dl) também é possível na hora dourada. A hiperglicemia é controlada pela redução do GIR e a insulina exógena é usada quando os valores de glicose excedem 250 mg / dL apesar da diminuição do GIR ou quando a restrição prolongada da glicose administrada por via parenteral diminuiria substancialmente a ingestão calórica total necessária [ 166 ].

Prevenção de sepse

Sepse neonatal e prematuridade são as duas causas mais comuns de mortalidade e morbidade neonatal [ 167 – 169 ]. As manifestações clínicas da sepse neonatal são variadas e precisam de alto grau de suspeição para o diagnóstico precoce da sepse neonatal [ 170 – 175 ]. Muitas intervenções são feitas para prevenir a sepse neonatal, mas as mais importantes são a lavagem das mãos e o uso de precauções de assepsia ao manusear o recém-nascido [ 176 – 180] O recém-nascido deve ser tratado com técnicas estritas de assepsia desde o nascimento neonatal. Todos os procedimentos invasivos como linha umbilical ou inserção de cânula periférica, administração de surfactante, preparação de fluidos IV, NPT e antibióticos devem ser realizados com precauções assépticas e abordagem de feixe deve ser usada [ 181 – 184 ]. A tubulação de CPAP / ventilador deve ser esterilizada e água destilada estéril deve ser usada para umidificação. O recém-nascido para o qual os antibióticos precisam ser iniciados secundários ao fator de risco para sepse precoce (EOS), a primeira dose do antibiótico deve ser administrada de acordo com a política da unidade na hora dourada e a hemocultura deve ser realizada com precauções assépticas [ 1] O fator de risco para EOS inclui vazamento por vagina> 18 horas; características maternas de corioamnionite como febre materna, taquicardia materna, leucocitose materna, líquido com odor fétido, sensibilidade uterina e taquicardia fetal; ≥ 3 exames vaginais limpos ou um único exame sujo; e infecção do trato urinário materno nas últimas duas semanas [ 185 ]. O exame patológico da placenta também foi usado para confirmar a corioamnionite histológica, que é definida como a presença de células inflamatórias nas membranas fetais [ 186 , 187 ]. O organismo pode ser isolado por cultura ou PCR da placenta, mas as culturas da placenta podem ser negativas, mesmo na presença de inflamação histológica evidente, tornando o papel da cultura no diagnóstico de corioamnionite duvidoso [188 ]. Em países em desenvolvimento, o organismo mais comum responsável pela sepse de início precoce são Klebsiella spp., Enterobacter spp., Escherichia coli e Coagulase Negative Staphylococci [ 170 , 189 ], enquanto que em países desenvolvidos Streptococcus do Grupo B (GBS) é mais comum a termo, e Escherichia coli é mais prevalente entre bebês prematuros [ 190 – 192 ]. A antibioticoterapia deve ser direcionada para as causas mais comuns de sepse neonatal, incluindo ampicilina intravenosa para GBS e cobertura para organismos gram negativos (aminoglicosídeo) e a decisão antibiótica também deve levar em consideração os padrões locais de resistência aos antibióticos [ 193] A duração total dos antibióticos dependerá do estado clínico, dos resultados da triagem de sepse e da hemocultura. Se a hemocultura mostrar crescimento do organismo, os antibióticos devem continuar pelos próximos 10-14 dias; se a hemocultura for estéril, a triagem de sepse for normal e o neonato estiver clinicamente bem, os antibióticos devem ser interrompidos após 48 horas e se a hemocultura for negativa e o recém-nascido estiver bem, mas a triagem de sepse estiver anormal, então os antibióticos empíricos devem ser continuados por 5-7 dias [ 194 – 197] A punção lombar realizada para cultura do líquido cefalorraquidiano, análise bioquímica e microbiológica geralmente não é recomendada como investigação de rotina para rastreamento de sepse de início precoce e deve ser realizada em neonatos com hemocultura positiva, bebês com forte suspeita clínica de sepse ou neonatos apresentando atividade convulsiva, apnéia e sensório deprimido [ 198 ]. Não há papel da medição de CRP na hora de ouro, pois a meia-vida da PCR é de 24 a 48 he leva cerca de 10 a 12 h para que o nível aumente, tornando a medição de CRP na hora de ouro não confiável [ 199 ].

A profilaxia fúngica demonstrou causar redução significativa na incidência de infecção fúngica invasiva em bebês muito prematuros ou RNMBP [ 200 ]. Todos os neonatos ELBW / VLBW podem ser iniciados na profilaxia com fluconazol dentro da hora dourada, desde que a incidência de sepse fúngica seja significativa na unidade de cuidados neonatais (> 5% no início do estudo) [ 201 ]. Por outro lado, as diretrizes europeias sugerem que a incidência de 2% de sepse fúngica deve ser o limite para a implementação de uma profilaxia com fluconazol [ 202 ].

A mãe às vezes também é infectada com várias infecções virais no momento do nascimento neonatal. Esses neonatos precisam ser tratados na hora de ouro de acordo com a infecção viral da mãe. Os recém-nascidos de mães com lesões genitais ativas do vírus herpes simplex (HSV) devem ser avaliados 24 horas de vida pós-natal com culturas de superfície de HSV (e PCRs se desejado), PCR de sangue para HSV, contagem de células do CSF, análises químicas e PCR para HSV e alanina transferase sérica e deve ser iniciada com aciclovir ou observada até os resultados dos testes iniciais [ 203 , 204] A manifestação clínica do HSV neonatal depende do tempo de aquisição da infecção pelo HSV. Recém-nascido infectado por HSV in utero ou congênito apresenta tríade de manifestações clínicas ao nascimento a). cutâneo (lesões ativas, cicatrizes, aplasia cutis, hiperpigmentação ou hipopigmentação) b). neurológico (microcefalia, calcificações intracranianas, hidranencefalia) c). ocular (coriorretinite, microftalmia, atrofia óptica). A infecção neonatal por HSV adquirida durante o periparto ou pós-parto se manifesta em três formas, a saber: pele, olhos e doença mucocutânea (SEM) [envolve pele, olho ou membranas mucocutâneas]; Doença do sistema nervoso central (SNC) [envolve o SNC e também pode ter envolvimento mucocutâneo,204 , 205 ]. Os bebês nascidos de mães infectadas com hepatite B devem receber imunoglobulina contra hepatite B e vacina de antígeno único contra hepatite B dentro de 12 horas após o nascimento. Os bebês nascidos de mães soropositivas devem iniciar o aleitamento materno exclusivo ou a alimentação artificial após discutir com os pais e explicar-lhes para evitar a alimentação mista. Os bebês também precisam iniciar a profilaxia anti-retroviral (ARV) com Zidovudina ou Nevirapina [ 206 , 207 ].

A infecção congênita por sífilis ocorre no recém-nascido secundária à transmissão de espiroquetas pela placenta durante a gravidez. O risco de sífilis congênita depende do estágio da infecção materna e do estágio da infecção no momento da exposição durante a gravidez. O bebê é examinado para quaisquer características físicas de sífilis congênita, exame microscópico de campo escuro é feito de qualquer lesão suspeita ou fluidos corporais, exame patológico é feito da placenta ou cordão umbilical e o bebê é avaliado com testes sorológicos não treponêmicos padrão, incluindo doença venérea o teste de laboratório de pesquisa (VDRL) ou o teste de plasma rápido (RPR) e os testes não treponêmicos reativos são confirmados com um teste específico para o treponêmico.207 ].

Há alto risco de desenvolvimento de resistência aos antibióticos com o uso generalizado de antibióticos, tornando assim o uso cuidadoso e seletivo de antibióticos para os pacientes de maior risco um objetivo universal. A administração de antibióticos limita o desenvolvimento de organismos resistentes aos antimicrobianos e pode ser realizada melhorando o uso de antibióticos. Antibióticos de espectro estreito deverá ser utilizado, protocolos fixos deve ser para iniciar e parar os antibióticos, iniciar antibiótico apenas quando clinicamente indicado e antibióticos rebaixamento depois de ver padrão de sensibilidade cultura de sangue são alguns componentes de administração de antibiótico [ 208 – 210 ].

Hipotermia terapêutica para asfixia

A encefalopatia hipóxico-isquêmica (HIE) é a encefalopatia de asfixia periparto com incidência de HIE moderada a grave sendo 1–3 bebês por 1000 nascidos vivos a termo em países desenvolvidos e até 20 bebês por 1000 nascidos vivos a termo em países em desenvolvimento, com pior resultado observado no HIE grave quando comparado ao HIE moderado [ 211 ]. Essa diferença na incidência de asfixia se deve à diferença no nível de atendimento pré-natal recebido pela mãe. Ainda em países em desenvolvimento, os partos ocorrem em ambientes não hospitalares, na ausência de pessoal de saúde, levando a uma alta incidência de asfixia perinatal nesses países [ 212] Recém-nascidos a termo e próximo a termo, com asfixia moderada ou grave, devem ser iniciados com hipotermia terapêutica se preencherem os critérios de elegibilidade predefinidos [ 213 , 214] Os critérios de elegibilidade para iniciar a hipotermia terapêutica são a) peso ao nascer ≥ 2.000 gramas, idade pós-menstrual ≥ 36 semanas, b) evidência de sofrimento fetal ou neonatal, conforme evidenciado por um dos seguintes: i. história de evento perinatal agudo (por exemplo, descolamento prematuro da placenta, prolapso do cordão, anormalidade grave da frequência cardíaca fetal); ii. pH ≤7,0 ou déficit de base ≥16 mmol / L no gás do cordão umbilical ou gasometria pós-natal obtido na primeira hora de vida; iii. Pontuação de Apgar de 10 minutos ≤5; 4. ventilação assistida iniciada no nascimento e continuada por pelo menos 10 minutos, c) evidência de encefalopatia neonatal moderada a grave por exame e / ou aEEG (amplitude integrada EEG) como segue: i. O método principal para determinar a encefalopatia neonatal é o exame físico (indicado por letargia, estupor ou coma). ii. Se o exame mostrar encefalopatia moderada ou grave, O aEEG deve ser realizado para fornecer avaliação e monitoramento adicionais. iii. Em circunstâncias nas quais o exame físico não é confiável (por exemplo, relaxantes musculares), um aEEG deve ser realizado para determinar se há encefalopatia. 4. Os padrões no aEEG que indicam encefalopatia moderada ou grave incluem o seguinte, com tempo mínimo de registro de 20 minutos: a) gravemente anormal: margem superior <10 μV b) moderadamente anormal: margem superior> 10 μV e margem inferior <5 μV c) convulsões identificado por aEEG [215 – 217 ]. O exame neurológico e o estadiamento de Sarnath do recém-nascido ajudarão na avaliação da gravidade da encefalopatia neonatal [ 218 ]. A eletroencefalografia (EEG) ou aEEG têm sido usados ​​na classificação da gravidade da encefalopatia, identificação de convulsões, ver efeito do anticonvulsivante na frequência das convulsões, identificação de atividade anormal de fundo e para inclusão do início da hipotermia terapêutica [ 219 ].

O lactato é produzido durante o metabolismo anaeróbico durante a hipóxia e má perfusão do tecido. O lactato sérico tem sido usado como preditor precoce do resultado em curto prazo após asfixia intraparto [ 220 ]. Shah et al. relataram que os níveis iniciais de lactato são significativamente maiores em neonatos com EHI moderado a grave em comparação com aqueles com EHI leve ou sem EHI e que os níveis de lactato demoraram mais para normalizar em neonatos com EHI moderado a grave. Assim, o autor concluiu que o nível mais alto de lactato registrado na primeira hora de vida e medidas seriadas de lactato são importantes preditores de EHI moderado a grave [ 221 ]. Em outro estudo, foi demonstrado que o alto nível de lactato após 72 horas de hipotermia terapêutica está associado a resultados de desenvolvimento neurológico insatisfatórios [ 222] A hipotermia moderada (33,5 ° C) por 72 h após o nascimento é a única terapia de resgate neural eficaz para bebês nascidos a termo e próximo ao termo com EHI moderado a grave [ 223 ]. A Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda que a hipotermia terapêutica seja iniciada dentro de 6 horas após o nascimento e continuada nas próximas 72 horas, seguido por reaquecimento gradual nas próximas 6-8 horas [ 224 ]. A meta-análise Cochrane mostrou redução significativa na mortalidade neonatal e comprometimento neurológico com a implementação da hipotermia terapêutica [ 225 , 226 ]. A hipotermia terapêutica iniciada dentro de uma hora da vida pós-natal leva à redução na incidência de convulsões clínico-elétricas [ 227] Os neonatos que requerem hipotermia terapêutica devem ser estabilizados primeiro, fornecendo suporte ao sistema respiratório e cardiovascular, se necessário. A diretriz do NRP 2015 recomenda que em áreas com abundância de recursos, recém-nascidos nascidos com mais de 36 semanas de gestação com evolução moderada a grave de EHI devem receber hipotermia terapêutica sob protocolos claramente definidos [ 213 , 214 ]. Para países com recursos limitados, a diretriz do NRP 2015 afirma que a hipotermia terapêutica pode ser realizada se o recém-nascido atender aos critérios predefinidos, conforme definido em ensaios clínicos e em instalações com capacidade para atendimento multidisciplinar e acompanhamento longitudinal [ 228] As complicações da hipotermia terapêutica que são freqüentemente vistas em neonatos são aumento da incidência de bradicardia sinusal, trombocitopenia, necrose de gordura subcutânea, hipotensão, aumento da atividade fibrinolítica e prolongamento do tempo de protrombina e testes de tempo parcial de tromboplastina [ 229 , 230 ]. Assim, o objetivo do neonatologista em caso de asfixia perinatal é identificar os neonatos que preenchem os critérios para iniciar a hipotermia terapêutica e, em seguida, iniciá-la o mais cedo possível, de preferência na hora de ouro [ 13 , 14 ].

Investigação laboratorial

Todas as investigações necessárias para o manejo do recém-nascido devem ser feitas na hora de ouro para que haja um mínimo de manuseio e a decisão sobre o plano de manejo seja tomada. As investigações precisam ser individualizadas de acordo com o estado clínico do recém-nascido e os fatores de risco pré-natais. A lista de várias investigações inclui hemograma completo, hemocultura, glicose, gasometria arterial (gasometria arterial) / gasometria capilar e radiografia de tórax (CXR). CXR ajuda a diferenciar as várias causas respiratórias neonatais de desconforto. O achado de RDS na RXT inclui volume pulmonar baixo, aparência de vidro fosco, broncogramas aéreos, padrão reticulogranular e pulmão esbranquiçado [ 120] As características de RXT sugestivas de TTN são marcações vasculares peri-hilares centrais proeminentes, edema dos septos interlobares, fluido nas fissuras interlobares, cardiomegalia leve, derrame pleural mínimo e hiperinsuflação [ 121 ]. Na hipoplasia pulmonar, a radiografia torácica será sugestiva de baixo volume pulmonar no lado afetado com desvio do mediastino para o mesmo lado [ 231 ]. A característica radiográfica sugestiva de síndrome de vazamento de ar será vazamento de ar dos alvéolos para o espaço extra-alveolar como pneumotórax (coleção de ar no espaço pleural), pneumomediastino (coleção de ar no mediastino), pneumopericárdio (coleção de ar ao redor do coração no pericárdio) e enfisema intersticial pulmonar (PIE) (presença de ar no interstício pulmonar) [ 232 – 234] A radiografia torácica na síndrome de aspiração de mecônio tipicamente mostra infiltrados difusos e irregulares assimétricos, áreas de consolidação, muitas vezes piores à direita, hiperinsuflação e, às vezes, presença de síndrome de vazamento de ar [ 235 ]. Em caso de asfixia perinatal, a GBA ou a GBA na primeira hora nos ajudará a decidir sobre o início da hipotermia terapêutica. Em caso de hidropisia fetal imune, as investigações necessárias são bilirrubina sérica total, teste de coombs diretos, contagem de reticulócitos e hematócrito para orientar sobre a necessidade de troca parcial ou transfusão de troca de volume duplo (DVET) e fototerapia. A exsanguineotransfusão parcial é indicada antes da DVET quando o recém-nascido é hidrópico ou anêmico (hematócrito <30%) [ 236] Da mesma forma, a radiografia torácica em caso de hérnia diafragmática congênita nos informará sobre a gravidade do comprometimento pulmonar e nos ajudará no prognóstico de neonatos [ 237 ].

Monitoramento / Registro

O monitoramento e a manutenção de registros são uma parte importante da hora de ouro. Todos os parâmetros vitais do recém-nascido, como frequência cardíaca, frequência respiratória, tempo de enchimento capilar, pressão arterial invasiva ou não invasiva, saturação e açúcar no sangue, devem ser monitorados e registrados no registro do caso do recém-nascido. A espectroscopia de infravermelho próximo (NIRS) é uma tecnologia emergente em que a avaliação do lado da cama é feita do fluxo / perfusão sanguínea do tecido, incluindo o trato cerebral, renal e gastrointestinal em neonatos com asfixia perinatal, choque, doença cardíaca cianótica ou cirurgias intestinais [ 238 – 240] A NIRS tem sido usada no tratamento de neonatos submetidos à correção cirúrgica de cardiopatia congênita complexa. Os estudos mostram que a baixa saturação regional de oxigênio cerebral (cRSO2) se correlaciona com piores resultados neurológicos e aumento da mortalidade perioperatória. Devem ser feitas intervenções para aumentar o cRSO2 se houver diminuição ≥ 20% a partir de uma linha de base estável [ 241 ]. A NIRS tem sido usada para monitorar cRSO2 em neonatos durante a transição após o nascimento, um período em que o cérebro é vulnerável a lesões e disfunções [ 242 ]. Também tem sido usado em recém-nascidos prematuros para ver o impacto da prematuridade e dos cuidados intensivos no desenvolvimento inicial do cérebro [ 243] O outro uso clínico da NIRS inclui avaliação da oxigenação cerebral em HIE, neonatos prematuros com hipotensão, neonatos prematuros com persistência do canal arterial (PDA), neonatos prematuros com síndrome do desconforto respiratório (RDS), neonatos com hemorragia peri / intraventricular (P / IVH) e recém-nascido prematuro com apneias e bradicardias [ 241] É necessário manter um registro das várias intervenções feitas com o seu tempo, pois isso nos guiará sobre o escopo de qualquer melhoria no aspecto do tempo de várias intervenções na hora de ouro. A manutenção de registros inclui índice de Apgar, intervenções realizadas durante a reanimação, peso ao nascer, temperatura axilar no momento da admissão ao berçário, tempo de instilação do surfactante, tempo de cateterismo umbilical, tempo de início da ventilação e CPAP, tempo de início da hipotermia terapêutica, tempo de aplicação primeiras mamadas, tempo de início de fluidos intravenosos e NPT, tempo de administração da primeira dose de antibióticos, complicações secundárias a qualquer procedimento neonatal, tamanho e profundidade do tubo endotraqueal, cateteres umbilicais e profundidade de fixação do tubo de alimentação [ 1 , 237 ].

Comunicação e aconselhamento da família

Este é um aspecto importante da hora dourada e inclui conversar com os pais e parentes do recém-nascido para atualização sobre a condição pós-natal do recém-nascido. Os pais de recém-nascidos estáveis ​​a termo, transferidos para a mãe, devem ser orientados quanto à manutenção da temperatura, frequência da amamentação com ênfase no início da amamentação precoce e manutenção da assepsia no cuidado ao recém-nascido. Os pais de recém-nascidos pré-termo e a termo admitidos em berçário ou que necessitem de encaminhamento para centro superior, devem ser orientados quanto ao quadro atual, intervenções realizadas até então e posterior plano de manejo. Todas as perguntas dos pais devem ser respondidas pacientemente e o aconselhamento deve ser documentado e todo o consentimento necessário deve ser obtido dos pais, como admissão, procedimento, transporte e início das autorizações de hipotermia.237 ]. A documentação pós-aconselhamento deve ser feita e é importante para fornecer um registro ao qual os futuros profissionais de saúde podem se referir como ponto de partida para discussões posteriores ou uso como uma forma de documento legal se as preferências de tratamento antecipadas estiverem sendo decididas [ 244 ].

Transporte na Golden Hour

O bebê às vezes pode precisar de transporte para o centro de saúde logo após o nascimento, seja por falta de instalações para o cuidado neonatal no local de nascimento do recém-nascido ou por causa do parto em casa para fornecer cuidados neonatais específicos. O objetivo do transporte neonatal é transferir um recém-nascido que necessite de cuidados intensivos para um centro onde recursos especializados e experiência possam ser fornecidos para a avaliação apropriada e tratamento contínuo de um recém-nascido doente [ 245 ]. Esses RNMBP, ELBP, EGLAN e, às vezes, neonatos a termo requerem transferência para centros terciários para tratamento e, muitas vezes, hipotérmicos ao chegar ao centro de referência devido à falta de precauções adequadas para a prevenção da hipotermia durante o transporte [ 246 , 247] Na hora de ouro, o recém-nascido deve ser estabilizado primeiro e durante o transporte deve-se ter cuidado com a manutenção da temperatura, açúcar e intervenções necessárias para apoiar o coração, pulmões e cérebro como fornecer suporte ventilatório / CPAP se necessário e iniciar inotrópicos se o recém-nascido está em choque. O bebê deve ser iniciado com fluidos intravenosos se for transferido para um centro de saúde terciário e o hospital encaminhado deve ser informado sobre este transporte para que o recém-nascido receba os cuidados necessários ao chegar ao centro [ 248 ].

Evidência atual da hora de ouro

As evidências atuais que buscaram o efeito da hora dourada no cuidado de MBPN / ELBW relataram aumento na temperatura de admissão após implantação do projeto hora dourada [ 1 , 249 ], aumento no número de bebês com temperatura de admissão de 36,5 ° C – 37,4 ° C [ 250 ], diminuição na incidência de ROP e BPD [ 1 , 249 ], melhora significativa no tempo de administração de surfactante, tempo para iniciar a infusão de dextrose e aminoácidos [ 7 , 249 , 250 ], diminuição significativa no tempo para administrar antibióticos [ 7], diminuição na incidência de HIV, colocação mais rápida de cateteres umbilicais, redução significativa no tempo para chegar na UTIN após o parto [ 251 ], incidência de glicose na admissão maior que 50 mg / dL [ 133 ]. Atualmente, não existem estudos que busquem o papel da hora de ouro em neonatos a termo. Propomos um diagrama de fluxo para o cuidado de recém-nascidos prematuros e a termo durante a hora de ouro crítica que será útil para o manejo desses recém-nascidos (Figura 2).

Figura 2 que mostra o algoritmo proposto de cuidado ao recém-nascido pré-termo e a termo durante os 60 minutos dourados de vida. (Figura copyright Dr. Deepak Sharma)

Conclusão

O conceito de “hora de ouro” é uma nova estratégia em evolução para um melhor resultado de neonatos prematuros e a termo. Todo o pessoal de saúde deve ser explicado sobre os componentes e a importância da abordagem da hora de ouro. O neonatologista que atende ao nascimento de MBPN / ELBW / IGEB ou recém-nascido a termo de alto risco deve ser bem treinado no atendimento a esses partos e deve implementar todos os componentes da hora de ouro durante a primeira hora inicial de vida pós-natal. O checklist de pré-entrega deve ser seguido e implementado, sendo que o ensino do pessoal de saúde deve ser contínuo para implementação da hora de ouro. Os vários componentes da hora de ouro incluem aconselhamento pré-natal e instruções da equipe, clampeamento tardio do cordão umbilical, prevenção de hipotermia, suporte ao sistema respiratório e cardiovascular, suporte nutricional, prevenção de sepse, hipotermia terapêutica, investigação laboratorial, manutenção de registros e aconselhamento aos pais. A evidência atual apóia o uso do conceito da hora de ouro, mostrando redução em várias morbidades neonatais como hipotermia, ROP e DBP, mostrando assim um impacto positivo sobre a sobrevida e morbidade de bebês prematuros e a termo de alto risco.

Óbito Fetal Intrauterino

Em primeiro lugar se você é uma mãe ou um pai de um feto ou bebê, como você queira chamar que já partiu, meus sentimentos. Aqui você encontrará um artigo que pode ajudar a descobrir o motivo da perda bem como identificar alguns fatores de risco e corrigi-los numa próxima gravidez se for o seu desejo. Eu lhe garanto como obstetra e como pai de Mateus, que se foi com 35 semanas de gestação que é possível ressignificar o luto. Estarei ao seu lado se você quiser que eu acompanhe sua próxima gravidez ou estarei torcendo para que dê tudo certo se você for uma seguidora das minhas redes socias ou leitora do meu site. Melhore seus hábitos, procure bnons profissionais, a tempestate vai passar e o (bebê) arco-íris vai chegar. Confiem em Deus, confie em você, busque ajuda e siga em frente, enfrente!!!

Se você é profissional de saúde, especialmente obstetra ou enfermeira(o) obstetra o artigo abaixo e bem interessante e completo.

Se você é tentante ou gestante sem histórico de óbito fetal, não recomendo a leitura, texto bem pesado para o seu momento.

Glaucius Nascimento 20/01/2021

ARTIGO – ÓBITO FETAL INTRAUTERINO

Mark M. Maslovich ; Lori M. Burke .Informação sobre o autor

Última atualização: 8 de novembro de 2020 .

Introdução

O Centro de Estatísticas de Saúde dos Estados Unidos define morte fetal como o parto de um feto sem sinais de vida, conforme indicado pela ausência de respiração, batimentos cardíacos, pulsação do cordão umbilical ou movimentos definidos dos músculos voluntários, independentemente da duração da gravidez . Natimorto é uma morte fetal após uma idade gestacional definida e / ou peso fetal, ambos historicamente sem uniformidade. Atualmente, a definição mais reconhecida de natimorto é a morte fetal que ocorre com 20 semanas de gestação ou maior ou com peso ao nascer maior ou igual a 350 gramas. A padronização da definição de natimorto é uma prioridade atual. [1]Nos Estados Unidos, a interrupção da gravidez por anomalias fetais e a indução do parto para ruptura prematura pré-viável de membranas são relatadas como interrupções da gravidez e não como natimortos. “Natimorto” substituiu “morte fetal intrauterina” como a terminologia de escolha com base nas opiniões de grupos de pais. Uma tentativa está em andamento para usar natimorto em todas as publicações científicas. Para esta publicação, morte fetal intrauterina e natimorto são considerados sinônimos.  

A comparação das taxas de natimortos entre e dentro dos países é limitada devido à não uniformidade da definição de natimortos e à coleta incompleta de dados de natimortos. Globalmente, menos de 5 por cento dos natimortos são registrados. [2] A morte fetal intrauterina é a quinta causa de morte em todo o mundo. Atualmente, há uma compreensão limitada da fisiopatologia responsável pela morte fetal. Globalmente, natimorto inexplicável é relatado em 76% dos casos. [2] [3]The Lancet publicou “The Ending Preventable Stillbirths Series Study Group”, que ajudou a promover os esforços globais de saúde pública. O objetivo inicial era reduzir a taxa de natimortos para menos de 15/1000. Isso já foi alcançado em muitos países industrializados; no entanto, os países da Ásia e da África ainda têm taxas de natimortos muito mais altas atribuídas principalmente à falta de acesso a serviços de saúde. Estima-se que 98% dos natimortos globais ocorrem em países de baixa e média renda. [4]

A natimortalidade tem muitas causas: complicações intraparto, hipertensão, diabetes, infecção, anomalias congênitas e genéticas, disfunção placentária e gravidez continuada além de quarenta semanas. Este é um evento catastrófico com consequências duradouras para toda a sociedade. Precisamos aprender mais sobre por que ocorrem natimortos. Esse conhecimento pode ajudar as pessoas afetadas a lidar com o luto e, mais importante, a se preparar para reduzir o risco de natimortos em gestações subsequentes. Esta atividade analisa o papel da equipe de saúde na avaliação, gerenciamento e melhoria do atendimento a pacientes com diagnóstico de natimorto.

Etiologia

Os dados globais sobre as causas de natimortos são limitados devido à dificuldade em atribuir a causa. [5] A natimortalidade inexplicada é a causa mais comumente relatada, relatada em 76% dos casos em todo o mundo. [6] Metade dos natimortos do mundo estão ligados a complicações intraparto; a maioria dessas mortes provavelmente poderia ser evitada com maior acesso a cuidados de saúde qualificados[2]

O estudo Stillbirth Collaborative Research Network descobriu que os fatores de risco de natimortos conhecidos no início da gravidez eram responsáveis ​​por apenas uma pequena fração do risco de natimortos. Apenas natimorto anterior ou perda de gravidez por nascimento prematuro ou restrição de crescimento fetal demonstraram valor preditivo. [7] O risco de natimorto é maior em mulheres com um natimorto inexplicável anterior. Um estudo descobriu que o risco é cinco vezes maior e outro duas vezes maior. [8] [9] O nascimento prematuro anterior, com menos de 34 semanas, aumenta o risco de um natimorto subsequente três vezes. A história adicional de parto de um feto com crescimento restrito aumenta o risco de natimortos subsequentes seis vezes. [10] Em comparação com uma mulher com um natimorto anterior, o risco de natimorto é ainda maior para mulheres que deram à luz um feto viável e com crescimento restrito antes de 32 semanas de idade gestacional. [9] [11]

O Instituto Nacional de Desenvolvimento da Saúde Infantil (NICHD) Eunice Kennedy Shriver criou a Rede de Pesquisa Colaborativa de Natimortos. Ele avaliou a causa de natimortos em 20 semanas ou mais entre 2006 e 2008 em 59 hospitais em cinco estados dos EUA. As principais causas de natimortalidade nos EUA foram : descolamento prematuro da placenta e complicações obstétricas das gestações gemelares e ruptura prematura pré-termo das membranas amnióticas. Este estudo mostrou que a causa da natimortalidade pode ser atribuída em 75% dos casos quando uma avaliação sistemática é realizada, conforme será descrito a seguir.  

Anormalidades da placenta:

Restrição de crescimento fetal e anormalidades placentárias são os achados mais prevalentes em natimortos. A maioria das gestações com esses achados, entretanto, não resulta em natimorto. [12]Anormalidades placentárias também podem ser encontradas em natimortos sem evidência de crescimento prejudicado. A altura da sínfise-fundo, usada para estimar o crescimento fetal em série nas consultas de pré-natal, tem baixa sensibilidade e especificidade para detectar bebês pequenos para a idade gestacional. Nesse momento, apenas o volume placentário, a inserção velamentosa e a presença de uma única artéria umbilical podem ser detectados no pré-natal. Diagnosticar a restrição do crescimento fetal no útero é difícil. Novos métodos são necessários para avaliar a estrutura e a função da placenta de forma não invasiva. Se o peso ao nascer for menor que o percentil 10, o risco de restrição de crescimento é de 30%, e se o peso ao nascer for menor que o percentil 3, o risco é de 70%. [13] O risco de natimorto é relativo ao grau de restrição de crescimento, com o maior risco de natimorto para aqueles que dão à luz fetos com crescimento mais restrito[10] O risco de natimortalidade é de 15/1000 para pesos ao nascer menores que o percentil 2,5 e 25/1000 para pesos ao nascer menores que o percentil 5. [14] [15] 

Fatores placentários, como descolamento prematuro da placenta, são encontrados em 6% dos natimortos. [13] Uma história de descolamento prematuro da placenta aumenta o risco de natimorto. Esse risco é maior para fetos prematuros. O uso de cocaína, fumo, hipertensão e pré-eclâmpsia aumentam o risco de descolamento prematuro da placenta e natimorto. Além disso, condições incomuns da placenta, incluindo coriocarcinoma ou corioangioma, aumentam o risco de natimorto. [16] [17]

Diabetes

O diabetes aumenta o risco de natimortos em até cinco vezes. [12] [18] [19] Uma meta-análise mostrou que apenas melhorar o controle da glicose antes da concepção reduz a taxa de natimortos. [20] Com o controle glicêmico ideal, o risco de natimorto pode ser reduzido. [21]Em diabéticos tipo 1, a taxa de natimortos é de 16,1 por 1000 nascimentos. O controle deficiente do diabetes determinado por níveis elevados de hemoglobinas glicosiladas antes da gravidez (OR 1,03) e posteriormente na gravidez (OR 1,06) foram associados a natimortos. Em diabéticos tipo 2, a taxa de natimortos é de 22,9 / 1000 nascimentos. Um IMC mais alto (OR 1,07) e hemoglobina glicosilada elevada antes da gravidez (OR 1,02) foram associados a natimortos. O peso ao nascer pode ser afetado pelo diabetes e também está relacionado ao risco de natimorto. Se o peso ao nascer for inferior ao 10º percentil, o risco de natimortos é elevado seis vezes em mães com diabetes tipo 1 e três vezes naquelas com diabetes tipo 2 em comparação com fetos pesando entre 10 e 90 percentis. Com diabetes tipo 2, o risco de natimorto era duas vezes maior se o peso ao nascer estivesse acima do percentil 95. Um número significativamente maior de natimortos em mulheres com diabetes tipo 2 é do sexo masculino. Um terço dos natimortos associados ao diabetes ocorrem a termo. A taxa mais alta de natimortos ocorre na 38ª semana para o diabetes tipo 1 e na 39ª semana para o diabetes tipo 2.[22]

Raça

Mulheres negras não hispânicas nos Estados Unidos têm uma taxa maior de natimortos (11 por 1000 nascimentos) em comparação com outros grupos raciais. Este grupo também tem uma incidência maior de diabetes, hipertensão, ruptura prematura da membrana e descolamento podem ser responsáveis ​​pela maior taxa de natimortos. [18]

Obesidade

A obesidade é um fator de risco independente para natimortos, mesmo após o controle de diabetes, tabagismo, diabetes gestacional e pré-eclâmpsia. A obesidade é um grande problema de saúde nos países desenvolvidos e é definida como um índice de massa corporal superior a 30 kg / m2. Mulheres não obesas têm um risco de natimortos de 5,5 por 1000. O risco é de 8 por 1000 para IMC de 30 a 39,9 kg / m ^ 2 e 11/1000 para IMC maior que 40 kg / m ^ 2. [23] [24] [25] [26] Mulheres com sobrepeso com IMC de 25 a 29,9 kg / m ^ 2 têm um OR 1,37 (IC de 95%: 1,02-1,85) e mulheres obesas classe IV com IMC maior que 50 kg / m ^ 2 tem um OR 5,04 (IC 95%: 1,79-14,07). [27]   

Idade

O risco de natimorto aumenta com a idade materna avançada devido ao aumento do risco de aneuploidia e complicações médicas da gravidez. Mesmo após o controle desses fatores de risco, a idade materna acima de 35 anos tem um risco aumentado de natimorto, que é acentuado pela nuliparidade. Aos 40 anos, o risco é de 1/116 para nulíparas e 1/304 para multíparas. [28] [29] A natimortalidade pode ser causada por anormalidades cromossômicas letais, que são mais prevalentes quando a idade materna é maior que 35. [30] Treze por cento dos natimortos têm um cariótipo anormal. [17] Esses cariótipos anormais incluem síndrome de Turner (XO em 23%), síndrome de Down (trissomia 21 em 23%), síndrome de Edwards (trissomia 18 em 21%) e síndrome de Patau (trissomia 13 em 8%). [31]Uma idade paterna acima de 40 também aumenta o risco de natimorto. [32]

Uso indevido de substância

Fumar tabaco aumenta o risco de natimortos, tanto antes como durante o parto (15/1000). Parar de fumar no início do segundo trimestre reduz o risco de um não fumante. [33] Comparado a nunca fumar, o fumo ativo está associado a uma razão de chances de 1,44 (IC 95%: 1,20-1,73) para ter um ou mais natimortos. Em comparação com nunca fumantes, as mulheres expostas ao fumo passivo por mais de dez anos na infância ou 20 anos na idade adulta em casa ou dez anos no trabalho adulto têm uma razão de chance de 1,55 (IC 95%: 1,21-1,97) para ter um ou mais natimortos. [34]  

A causa direta de natimortos associada ao consumo de álcool não foi identificada, mas o risco está bem documentado. Na gravidez, 11,5% das gestantes consomem pelo menos uma bebida em 30 dias e 3,9% consomem quatro ou mais bebidas em pelo menos uma ocasião durante um período de 30 dias. A razão de chances para natimortalidade associada ao uso de álcool é de 1,36 (IC 95%: 1,05-1,76). [35]

Na gravidez, 4,4% das mulheres usam drogas ilícitas. Há uma OR de 1,5 para natimortos associada ao uso de opioides na gravidez (IC 95%: 1,3-1,8) e uma OR de 5,1 para natimortos associada ao uso de metanfetaminas na gravidez (IC 95%: 3,7-7,2). [36]  

O achado mais comum na gravidez complicado pelo uso de substâncias é a restrição de crescimento. Disfunção placentária, vasoconstrição, hipóxia e alteração nos produtos químicos endógenos responsáveis ​​por regular o bem-estar ideal são atribuídos ao aumento do risco de natimorto associado ao uso indevido de substâncias. [36]

Idade Gestacional> 38 semanas

O risco de natimortos aumenta com a idade gestacional precoce e tardia. A indução do parto após 40 semanas pode diminuir o risco de natimorto e parto cesáreo [145]. O risco de natimorto com 37 semanas é de 0,21 / 1000. Na 38ª semana, o risco de natimortalidade em gestações com partos espontâneos é equivalente àquelas com parto induzido. Às 42 semanas, o risco de natimorto é de 1,08 / 1000. Ao considerar o benefício de induzir o parto para reduzir a natimortalidade, outros fatores, incluindo resultados adversos neonatais e maternos, devem ser considerados. Com 41 semanas, mais de 1400 partos teriam que ser induzidos para prevenir um natimorto.  A indução do parto é recomendada após 42 semanas e pode ser considerada após 41 semanas de gestação.

Hipertensão

A hipertensão crônica aumenta três vezes o risco de natimortos. [12] A hipertensão é uma condição comum que complica a gravidez; a incidência é de 9,6% (IC 95%: 6,9-12,1). [37] Os objetivos e resultados para o tratamento da hipertensão crônica na gravidez são mal compreendidos no momento. [38]  A hipertensão gestacional mostra um risco aumentado de natimorto em alguns estudos, mas não em outros. [13]

Defeitos Congênitos

Defeitos congênitos, definidos como anormalidades físicas ou bioquímicas, ocorrem em 1/33 da gravidez e estão associados a um risco maior de natimorto. A detecção de defeitos congênitos no pré-natal pode impactar a política de vigilância pré-natal na esperança de reduzir o risco de natimortalidade. O risco de natimortos é 11/1000 para extrofia da bexiga e 490/1000 para o complexo membro-parede-abdominal (Limb body wall complex); mesmo para defeitos congênitos isolados que não afetam órgãos importantes, o risco de natimortos aumenta. O risco de natimorto associado à fenda labial com fenda palatina é 10/1000, deficiências transversais dos membros 26/1000, deficiências longitudinais dos membros 11/1000 e defeitos associados à banda amniótica nos membros 110/1000. O risco aumentado de natimortos para agenesia sacral é 13/1000, espinha bífida isolada 24/1000,[39] Características dismórficas ou problemas esqueléticos são encontrados em 20% dos natimortos e até 20% têm malformações graves. [17] [40]

Polidrâmnio 

A polidrâmnio complica 1% a 2% das gestações. É definido como um índice de líquido amniótico maior que 24 cm ou uma bolsa vertical mais profunda de líquido maior ou igual a 8 cm, conforme avaliado por ultrassom abdominal. Cinquenta por cento das vezes, a causa da poliidrâmnio é idiopática. Nesses casos, há associação com risco aumentado de macrossomia fetal, bem como risco relativo de natimorto duas a cinco vezes maior. [41]A polidrâmnio está associada a um maior risco de parto prematuro, má apresentação e prolapso do cordão, o que pode explicar por que está associada a um risco aumentado de natimorto. Há também um risco de 3,2% de aneuploidia em gestações complicadas por polidrâmnios idiopáticos, que é significativamente maior do que na população em geral e pode contribuir para um aumento no risco de natimortos. [42] A polidrâmnio também está associada a anomalias congênitas do sistema nervoso central, sistema gastrointestinal, sistema cardíaco, hidropisia e aneuploidia, bem como condições maternas, como diabetes, infecção e diabetes insípido associadas ao uso de lítio. Um estudo realizado na Etiópia mostrou um risco 13,4 vezes maior de natimortos em gestações complicadas por polidrâmnio. [43]É incerto se a condição fetal ou materna que causa poliidrâmnio leva a um risco maior de natimorto. O risco de resultados adversos na gravidez aumenta com o grau de polidrâmnio em mulheres com fatores de risco identificados para polidrâmnio, mas não em casos idiopáticos. [44]  Esse risco é atribuído às comorbidades associadas a casos não idiopáticos, exceto diabetes. [45] 

O risco relativo de natimortalidade é de 7,7 para polidrâmnio persistente em comparação com gestações com polidrâmnio resolvido. Em comparação com gravidezes não afetadas por polidrâmnio, o risco de natimortalidade para mulheres com polidrâmnio aumenta com a idade gestacional, com o risco mais baixo em 26 semanas de gestação, sete vezes maior risco relativo em 37 semanas e 11 vezes maior risco relativo em 40 semanas. O risco persiste mesmo após a exclusão de variáveis ​​de confusão e aumenta acentuadamente no prazo. [46] [44] 

Oligoidrâmnio

Oligoidrâmnio é definido como um índice de líquido amniótico (ILA) menor ou igual a 5 cm, ou uma bolsa vertical máxima de menos de 2 cm. A bolsa vertical mais profunda é a medida preferida, uma vez que o AFI detecta mais casos de suspeita de oligoidrâmnio e polidrâmnio, o que resulta em mais induções de parto sem melhora no resultado perinatal. [37] 

O oligoidrâmnio está associado a um risco aumentado de fetos pequenos para a idade gestacional e natimortos. Para natimortos, o risco é de 11,54 (IC 95%: 4,05-32,9). [47] O parto para oligoidrâmnio pode ser indicado na 36-37 semanas de gestação, quando nenhuma outra comorbidade for identificada ou antes, para monitoramento fetal não estimulante. A termo, quando não associada a nenhum outro fator de risco, as gestações com oligoidrâmnio idiopático apresentam resultados semelhantes às gestações com volume normal de líquido amniótico. [45] [46] Sugere-se que o oligoidrâmnio isolado pode ser seguido com teste pré-natal e parto planejado após 39 semanas, a menos que indicado por outros motivos. [48] [49] [37]

Cordão umbilical

O cordão umbilical pode estar implicado em natimortos; no entanto, uma corda nucal pode estar presente em até 30% dos partos normais. A avaliação da evidência de obstrução do cordão ou comprometimento circulatório é necessária ao avaliar a causa do natimorto.

Cuidado pré-natal de início tardio

O atendimento pré-natal tardio e o parto domiciliar anterior são fatores de risco independentes para resultados perinatais adversos subsequentes. [50] 

Múltiplas Gestações

Gestações gemelares aumentam a taxa de natimortos em quatro vezes (19,6 / 1000), e para trigêmeos ou quadrigêmeos, a taxa é ainda maior em 30/1000. [51] Restrição de crescimento, nascimento prematuro, anomalias fetais, idade materna avançada e síndrome de transfusão de gêmeos podem ser fatores contribuintes. Gêmeos monocoriônicos têm um risco maior de natimortos devido ao risco de emaranhamento do cordão umbilical. [52]

A imunização Rh, hipertensão gestacional e diabetes gestacional apresentaram maior chance de natimorto, mas não alcançaram significância estatística [13]

Infecção

A infecção como causa de natimorto pode ser sub-representada porque os sinais e sintomas de infecção muitas vezes não são detectados e a avaliação de infecção geralmente não é realizada. [53] A natimortalidade relacionada à infecção varia de 5% a 22%[6]   Em países desenvolvidos, a infecção é responsável por 19% dos natimortos antes de 28 semanas, mas apenas 2% dos natimortos a termo. [54] Quando uma infecção é a causa da natimortalidade, o parto prematuro espontâneo é comum. Um estudo de coorte nos Estados Unidos demonstrou a infecção como causa provável ou possível de natimorto em 12,9% dos casos. [53] As bactérias predominantes cultivadas incluíram Escherichia coli 29%, estreptococos do grupo B (GBS) 12%, enterococos 12% e raramente Listeria monocytogenes. A avaliação placentária encontrou evidências de infecção em 99% dos casos de cultura positiva. Organismos não bacterianos que causam natimortos incluem citomegalovírus 8%, parvovírus 3%, sífilis 2% e vírus herpes simplex 2%. É improvável que a infecção seja a causa de natimortos, a menos que resulte em autópsia significativa ou achados placentários. A triagem sorológica para toxoplasmose, clamídia, rubéola ou herpes geralmente não é indicada quando essas infecções não são detectadas no exame placentário ou de autópsia. [53] A malária deve ser rastreada em áreas endêmicas. O vírus da imunodeficiência humana aumenta o risco de natimorto. 

A infecção por estreptococos do grupo B está ligada à causa de natimortos em 1% dos natimortos nos países desenvolvidos e 4% nos países africanos. Essas estimativas são ruins devido à baixa qualidade dos dados coletados. Em Moçambique, a taxa de natimortos associados a estreptococos do grupo B foi de 17%, o que pode ser devido à elevada taxa de rastreio aí realizado. [55] O GBS deve ser isolado de um local estéril do corpo, como o líquido cefalorraquidiano e a detecção isolada de uma superfície, ou o esfregaço da placenta não se qualificaria como um caso relacionado ao GBS  

Ter uma infecção por clamídia tratada antes ou durante a gravidez não aumenta o risco de parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino ou natimorto. [56]

Síndrome Antifosfolipídica

A síndrome antifosfolipídica (SAF), além de eventos trombóticos, foi associada à natimortalidade desde 1984. [57] [58] Para diagnosticar a síndrome antifosfolipídica, um critério clínico mais um critério laboratorial devem ser atendidos. Os anticorpos anticardiolipina, anticorpo anti-beta2 glicoproteína 1, ou o anticoagulante lúpico, devem estar acima do percentil 99 e estar presentes em duas ocasiões com pelo menos 12 semanas de intervalo. Em alguns casos, esses anticorpos podem não ser detectados devido à limitação dos ensaios atuais. [59] Esses anticorpos podem ser encontrados em 5% das pessoas sem sintomas clínicos. [60] O risco de natimortalidade é maior quando todos os três critérios laboratoriais são positivos e menor quando o anticoagulante lúpico é negativo. [61] [62]Recentemente, o anticorpo anti-beta2 glicoproteína 1 domínio-1 foi associado à morbidade no final da gravidez. [63] A positividade do anticoagulante lúpico no início do estudo foi associada a uma razão de chances de 8,3 (IC 95%: 3,6-19,3) para desfechos adversos na gravidez. [64]  

Um risco aumentado de morbidade na gravidez em mulheres com SAF é observado em mulheres com história de lúpus eritematoso sistêmico, tromboses, resultados adversos anteriores da gravidez e baixos níveis de complemento no primeiro trimestre. [65] [62] [66] [62] [65] [67] Pacientes com lúpus eritematoso sistêmico têm um risco de 15% a 25% de natimorto e precisam ser rastreados para anticorpos antifosfolipídios no pré-natal e tratamento oferecido para reduzir os resultados adversos da gravidez .  

Os critérios clínicos para o diagnóstico de APS incluem uma história confirmada de um evento trombótico sem evidência de inflamação na parede do vaso, uma ou mais mortes fetais inexplicáveis ​​após 10 semanas de idade gestacional, três ou mais mortes antes da 10ª semana de gestação, ou um prematuro parto devido a eclâmpsia, pré-eclâmpsia com características graves ou outras insuficiências placentárias.  

Atualmente, o tratamento disponível para SAF permanece associado a uma gravidez malsucedida de 20% a 30% das vezes. [68] Essa síndrome está associada à restrição de crescimento, pré-eclâmpsia e nascimento prematuro. [69] O mecanismo de ação exato que leva à natimortalidade não é conhecido. O mecanismo de SAF obstétrico parece ser diferente do APS trombótico não obstétrico. [70]O tratamento neste momento é com heparina e aspirina. Os agentes mais novos em estudo incluem a pravastatina, que pode melhorar os resultados em mulheres com pré-eclâmpsia precoce atribuída à síndrome. A hidroxicloroquina pode modular o sistema imunológico e ajudar a reduzir os sintomas da gravidez em mulheres com SAF. SAF Catastrófica é a perda de função de órgãos vitais graves atribuídos a essa síndrome, e a mortalidade chega a 30%, apesar do tratamento. [71] Essa variante de SAF afeta menos de 1% dos pacientes com SAF. Embora raro, seu resultado potencialmente letal exige a importância de seu reconhecimento.  

A anticoagulação vitalícia é recomendada para qualquer pessoa com síndrome antifosfolipídica e um evento trombótico prévio. Com o diagnóstico de gravidez, a varfarina deve ser interrompida e iniciada heparina de baixo peso molecular. Ao contrário da varfarina, que atravessa a placenta e aumenta o risco de teratogenicidade fetal e hemorragia, a HBPM não atravessa a placenta e é segura para o feto. [72]

 Uma história pessoal ou familiar de tromboembolismo parece ter um risco aumentado de natimorto. [73]

Colestase intra-hepática

A colestase intra-hepática pode afetar 0,1% a 2% das mulheres grávidas. [74] [75] Casos de arritmias fetais foram documentados em gestações complicadas por colestase. [76] A maioria desses natimortos tem sinais de anóxia aguda, mas nenhum sinal de restrição de crescimento ou comprometimento uteroplacentário de longo prazo. [77] Uma meta-análise recente de estudos observacionais sugeriu que não houve diferença geral nos natimortos atribuíveis à colestase obstétrica (CO). Neste estudo, um risco maior de natimortos foi observado apenas no subgrupo com CO grave definido por ácidos biliares igual ou superior a 100 micromoles / litro. A indução médica após 37 semanas, neste grupo, ainda é aconselhada[78]A maioria das mulheres com CO terá ácidos biliares abaixo de 100 micromoles / L e podem ter certeza de que o risco de natimortos não é elevado. [79] A concentração de ácidos biliares pode mudar rapidamente no final da gravidez e, portanto, deve ser medida semanalmente. [80] Embora os ácidos biliares possam estar elevados após a alimentação em comparação com o jejum, os níveis médios são semelhantes e, portanto, os testes podem ser realizados em jejum ou pós-prandial. [79] Se o tratamento de CO com ácido ursodeoxicólico reduz o risco de natimortos, justifica um estudo futuro. 

Epidemiologia

A cada ano, mais de 2,6 milhões de gestações resultam em natimortos no terceiro trimestre em todo o mundo, ou seja, 18,4 / 1000 nascimentos totais. [2] Apesar da melhora na mortalidade neonatal e infantil nas últimas décadas, a taxa de natimortos diminuiu mais lentamente. Nos EUA, para mortes ocorridas entre 22 semanas de gestação e um ano de vida, 25,2% são mortes fetais de 22 a 27 semanas de gestação, 24,5% são mortes fetais de 28 semanas de gestação até o nascimento, 33,8% são mortes neonatais com menos de 28 dias , e 16,1% ocorrem de 28 dias a 1 ano de idade. [81] 

A taxa de natimortos ultrapassou a taxa de mortalidade infantil nos EUA em 2013. [82]  Nos EUA, cerca de 1/168 gestações resultaram em natimortos ou 23.595 por ano, de acordo com dados de 2015. [83]  A taxa de natimortos nos EUA manteve-se inalterada desde 2006, 5,96 / 1000 nascimentos totais. [81]  Isso excede o de outros países industrializados como a Suécia (3/1000 nascimentos totais) e França (3,87 / 1000 nascimentos totais). [83] Em países de alta renda, as taxas de natimortos variam de 1,3 a 8,8 / 1000 nascimentos totais. A taxa de natimortos no Paquistão e na Nigéria é de 40/1000. 

Fisiopatologia

A sobrevivência de um feto no útero depende de vários fatores. Esses fatores podem ser divididos em bem-estar do hospedeiro em seu ambiente, a função da unidade útero-placentária, a condição do ambiente em que vive o feto e a ausência de fatores fetais letais. Um único insulto ou uma combinação de fatores pode afetar a função desses fatores de sustentação da vida e levar a um natimorto. A capacidade de manter e apoiar uma gravidez depende de várias adaptações fisiológicas, hormonais e anatômicas. [84]

A integridade da unidade uteroplacentária pode ser comprometida por estrutura, função ou anomalias genéticas ou insultos como hemorragia ou infecção. Os achados placentários podem incluir 1) inserção do cordão umbilical único, 2) inserção do cordão umbilical velamentoso, 3) inserção do cordão umbilical furcado, 4) inserção circunmarginata das membranas placentárias, 5) inserção circunvalada das membranas placentárias, 6) imaturidade vilosa terminal, 7 ) hipoplasia vilosa terminal, 8) hiperplasia vilosa terminal, 9) corioamnionite aguda das membranas placentárias, 10) corioamnionite aguda da placa coriônica, 11) funisite aguda, 12) arterite aguda do cordão umbilical, 13) flebite aguda do cordão umbilical, 14) coriônica vasculite aguda da placa dos vasos sanguíneos fetais, 15) alterações degenerativas vasculares da placa coriônica, 16) vilite aguda, 17) vilite crônica,[84]

Em um estudo de patologia placentária e natimorto, dos 25 achados examinados, 15 foram significativamente associados com natimorto e 11 com restrição de crescimento. As anomalias da placenta foram associadas a natimortos em fetos com e sem evidência de anomalia de crescimento. Os achados placentários de 10/11 associados à restrição de crescimento também foram associados a um risco aumentado de natimorto. Cinco achados placentários, no entanto, foram associados a natimortos, mas não com restrição de crescimento. Neste estudo, observando a patologia placentária, cinco padrões foram destacados. [84]

No grupo 1, natimorto ocorreu na ausência de restrição de crescimento. O efeito foi agudo e severo. Os achados incluíram corioamnionite, alterações degenerativas vasculares da placa coriônica fetal, depósitos fibrinóides perivilosos e intervilosos, trombos vasculares fetais na placa coriônica. 

O Grupo 2 demonstrou restrição de crescimento associada apenas a natimortos. Isso incluiu a inserção do cordão velamentoso, hiperplasia vilosa terminal e infartos do parênquima. Com essas condições, pode prejudicar a função placentária e levar à restrição do crescimento e à natimortalidade. Em suas formas mais brandas, pode não afetar o crescimento e resultar em nascimento. 

O Grupo 3 apresentou restrição de crescimento apenas em nascidos vivos. Os resultados incluíram uma única artéria umbilical, que pode prejudicar a circulação cronicamente e levar à restrição do crescimento sem causar natimorto. Hipoplasia vilosa terminal e infarto do parênquima tiveram efeitos diferentes dependendo se o feto era prematuro ou a termo. Pré-termo, eles foram associados com restrição de crescimento e natimorto, e a termo, eles foram associados com restrição de crescimento e nascidos vivos. Isso sugere que a maior gravidade pode resultar em natimorto antes do termo, e uma condição menos grave pode resultar em restrição de crescimento e nascimento vivo. 

O grupo 4 teve restrição de crescimento semelhante em nascidos vivos e natimortos. O peso da placenta em nascimentos prematuros e a formação de trombos intraparenquimatosos em nascidos a termo foram ambos associados à restrição de crescimento em natimortos e vivos. Nesses casos, um segundo insulto pode ter explicado o natimorto.   

O Grupo 5 teve diferentes padrões de restrição de crescimento para nascidos vivos e natimortos. Houve um efeito mais severo na função placentária; o grupo com restrição de crescimento e natimorto e efeito mais brando na função placentária resultou no grupo com restrição de crescimento e nascido vivo. A natimortalidade pré-termo demonstrou imaturidade vilosa terminal, vilosidades avasculares, edema placentário ou hematoma retroplacentário. Natimorto a termo demonstrou hematoma retroplacental. Todas as anormalidades placentárias associadas à restrição de crescimento também foram associadas a natimortos, exceto para hipoplasia vilosa terminal. [84]

História e Exame Físico

A história e os dados obtidos durante o cuidado pré-natal de rotina e o cuidado perinatal ajudarão a estabelecer uma causa de natimortalidade na maioria dos casos, independentemente da disponibilidade de autópsia. [85]  A história deve incluir detalhes sobre dor abdominal, sangramento ou secreção vaginal, pressão pélvica e a última vez que um movimento fetal foi observado.

História

A história materna inclui idade, gravidade, paridade, qualquer história de hipertensão, diabetes, hipercoagulabilidade, doença autoimune ou câncer: exposição à infecção (Zika, parvovírus, CMV, toxoplasmose, sífilis, malária): história familiar de doenças genéticas, abortos recorrentes ou natimorto: idade paterna e história de doenças genéticas.

A história atual da gravidez inclui sangramento uterino anormal, trauma, tratamento reprodutivo, exposição a drogas ou radiação, ganho de peso, infecções, doenças sexualmente transmissíveis, hipertensão, pré-eclâmpsia, diabetes, anemia, anomalia fetal ou restrição de crescimento.

A história obstétrica anterior inclui parto prematuro, natimorto ou feto afetado por restrição de crescimento, bem como qualquer gravidez complicada por pré-eclâmpsia, diabetes, trombose venosa profunda, embolia pulmonar ou uma transfusão de sangue. 

O registro de imunização inclui o registro de todas as imunizações concluídas. O teste do estado imunológico pode ser indicado para doenças endêmicas como o sarampo.

A história social inclui emprego, nutrição, uso de substâncias, violência doméstica, histórico de viagens e exposição a qualquer exposição a animais.

Os resultados dos exames laboratoriais pré-natais incluem hemograma completo, tipo e triagem, HbsAg, sífilis, HIV, rubéola, exames pré-natais para aneuploidia, toxicologia urinária, triagem diabética.

Achados do Exame Físico

Examine a paciente para a qual o bem-estar fetal é uma preocupação o mais rapidamente possível para dissipar as preocupações e iniciar o tratamento em tempo hábil. Tente auscultar os batimentos cardíacos fetais com o sonar Doppler fetal e, se indicado, iniciar o monitoramento fetal eletrônico. Se não for possível sonar Doppler para avaliar os batimentos cardíacos fetais, realize uma ultrassonografia abdominal para confirmar a presença ou ausência de batimentos cardíacos fetais o mais rápido possível.

  • Vitais- peso, pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura
  • Estado mental – alerta, orientado, confuso, agitado
  • Pele: turgor e qualidade do pulso
  • Abdômen – sinais de trauma contuso ou agudo, incluindo hematomas ou sangramento, contorno, dor incluindo dor uterina, proteção, sensibilidade de rebote, contrações, sínfise, altura do fundo do útero, manobra de Leopold
  • Dor nas costas, Sensibilidade do ângulo costovertebral
  • Extremidades – reflexos, edema, erupção cutânea, coceira, petéquias
  • Erupção cutânea ou sinais de abuso de drogas
  • Pulmonar – falta de ar, taquipnéia, estertores ou estertores
  • Frequência cardíaca e ritmo
  • Sangramento pélvico, corrimento, avaliação cervical, culturas, testes vaginais (samambaia e exame a fresco)

Depois do Parto

Faça um exame macroscópico do cordão umbilical e da placenta e registre os achados, incluindo medições. Fotografe a placenta e o cordão.

Cultive a placenta conforme indicado esfregando entre a membrana coriônica e amniótica com cotonetes de cultura aeróbia e anaeróbia. 

Exame do bebê

Deve-se realizar um exame completo do bebê logo após o nascimento e por um patologista. Um gráfico deve estar disponível para orientar o examinador a registrar cada um dos seguintes marcadores.

  1. Medidas: peso, comprimento, circunferência da cabeça, comprimento do pé (se menos de 23 semanas, o comprimento do pé pode ser usado para estimar a idade gestacional)
  2. Características faciais: orelhas, olhos, nariz, boca, crânio.
  3. Pescoço e costas: higroma cístico, espinha bífida, pigmentação anormal 
  4. Pele: maceração, descamação, cor 
  5. Inserção do cordão: central, marginal, membranosa
  6. Parede abdominal 
  7. Gênero: ambíguo, feminino, masculino
  8. Extremidades, dígitos, vincos palmares
  9. Fotografe a cabeça, rosto, corpo inteiro, mãos e pés. Tire fotos detalhadas do bebê nas direções anterior, posterior e lateral. Fotografe e registre qualquer anormalidade. 

Obtenha consentimento para fotografar o bebê e esteja ciente de que algumas culturas, como os Amish, podem não consentir com a fotografia.

Exame da placenta

O exame da placenta é o estudo mais importante, exceto uma autópsia. Pode contribuir para o diagnóstico de natimorto em 53% dos casos. [86]

A avaliação macroscópica da placenta pode ser realizada pelo assistente de parto, um patologista ou ambos. Uma régua, para referenciar as dimensões, deve ser incluída com todas as imagens. [87] 

  1. Reconstitua as membranas para ficarem completas. Tire fotos dos lados fetal e materno da placenta. 
  2. Meça a distância mais curta entre a ruptura da membrana e a borda do disco placentário. Observe o tipo de inserção da membrana (normal, circunmarginada ou circunvalada), cor e brilho.
  3. Se a gravidez for multifetal, descreva a espessura e a fixação das membranas divisórias ao disco. Observe a localização e o tipo de inserção do cordão umbilical medindo a distância da borda do disco à inserção do cordão.
  4. Observe o comprimento dos vasos umbilicais desprotegidos, trombos umbilicais intravasculares e o comprimento total do cordão. 
  5. Descreva como o cordão se enrola. Se o enrolamento for uniforme, conte o número de bobinas de 360 ​​graus em um cabo de 5 centímetros. Se o enrolamento não for uniforme, conte todas as bobinas de 360 ​​graus do cabo e divida por todo o comprimento do cordão. 
  6. Documente quaisquer nós ou torções do cabo, falsos ou verdadeiros. Comente sobre edema, hemorragia, laceração ou avulsão do cordão umbilical.
  7. Corte o cordão a cada 5 centímetros e registre o diâmetro mais espesso e mais fino e o número de artérias / veias em cada segmento.
  8. Corte o cordão deixando apenas um coto de 1 centímetro do cordão preso à placenta. Pesar a placenta após sua drenagem de sangue.
  9. Meça a dimensão mais longa e a mais curta da placenta e observe quaisquer lóbulos extras ou forma incomum
  10. Corte a placenta em tiras de 1 centímetro de largura, deixando 1 centímetro de cada lado do coto umbilical. Meça a espessura total de cada corte e registre a medição mais espessa e mais fina. Examine todas as superfícies.
  11. Observe as lesões encontradas e tire fotos delas.

Avaliação

Avaliação microscópica da placenta   

Pegue blocos de 1 x 1 cm de 4 locais da placenta. Recupere as amostras com o lado materno da placenta voltado para cima e envie as amostras não corrigidas.

Autópsia

Os restos mortais devem ser tratados com respeito e uma autópsia deve ser realizada em tempo hábil para ajudar a família a estabelecer o funeral / enterro. A abordagem para a autópsia de um natimorto não foi padronizada. No entanto, tenha em mente que a documentação de resultados negativos é tão importante quanto a de resultados positivos. 

Alguns pacientes e alguns cuidadores podem achar difícil abordar o tópico de uma autópsia de natimorto. A realização de uma autópsia requer consentimento por escrito. O tecido fetal não é considerado parte do produto da concepção após 20 semanas de idade gestacional e, portanto, o seguro pode não cobrir seu exame.

Uma autópsia pode identificar a causa do natimorto em 46% dos casos e pode fornecer novos achados em 51% dos casos[88]  Esse conhecimento pode ser usado para aconselhar pacientes sobre o risco de recorrência e orientar recomendações para cuidados pré-natais futuros. 

O patologista com experiência na avaliação de natimortos faz parte integrante da equipe. Se alguém com essa experiência não estiver disponível localmente, o feto e / ou a placenta podem precisar ser transferidos, de acordo com os regulamentos, para outro centro para avaliação. 

As malformações cardíacas não são detectadas prontamente nas imagens post-mortem e, portanto, uma autópsia é inestimável para avaliá-las. Essas anomalias podem passar despercebidas na ultrassonografia obstétrica de rotina e muitas vezes requerem um ecocardiograma fetal para ser diagnosticado no pré-natal.

Uma autópsia completa inclui um exame do cérebro e dos órgãos internos. Pode incluir a recuperação e preservação de órgãos para estudo posterior; no entanto, mediante solicitação, todos os órgãos podem ser devolvidos ao corpo após a autópsia. 

Uma autópsia parcial também pode ser feita. Nesse caso, a família especifica quais cavidades corporais podem ser inseridas. O exame da cabeça pode ser recusado e a família só pode dar consentimento para um exame externo. Algumas famílias aceitam muito mais uma autópsia sabendo dessas informações. [88]

Uma autópsia pode ser realizada em conjunto com estudos radiológicos. A ressonância magnética, a TC ou a ultrassonografia de alta qualidade podem revelar lesões intracavitárias. Se detectadas, essas lesões podem ser avaliadas por meio de uma biópsia por agulha guiada para a triagem de infecção, tumor ou malignidade. Em alguns casos, esses estudos radiológicos podem ajudar a evitar a necessidade de uma autópsia completa.

Uma autópsia pode ajudar a fornecer informações valiosas quando forem encontradas anomalias múltiplas que não correspondem a uma síndrome. Também pode ser usado para avaliar anomalias renais e causas de hidropisia não imune na ausência de higroma cístico. 

Devem ser tiradas fotografias de quaisquer anomalias detectadas, uma vez que podem ser revistas em momentos diferentes e por vários membros da equipe de cuidados e ajudam a identificar a causa da natimortalidade e a controlar a gravidez futura.  

 Imagem

Várias modalidades de imagem podem ser empregadas para ajudar na avaliação da causa da natimortalidade. Um Babygram é uma radiografia lateral e ântero-posterior de todo o feto. Pode revelar displasia esquelética, malformações costovertebrais, calcificações ectópicas e coleções de gases sugestivas de infecção. Este estudo pode confirmar ou sugerir uma causa de natimorto em 16% dos casos e serve como o único método de diagnóstico em 1,5% dos casos. [89]  Se a ultrassonografia ou o exame sugerirem um problema esquelético, um levantamento esquelético completo deverá ser realizado. A tomografia computadorizada (TC) é preferida para a avaliação de anormalidades esqueléticas e calcificações ectópicas. A ressonância magnética (MRI) pode permitir o exame de órgãos internos com a detecção de uma anormalidade semelhante à autópsia. [90] Se forem observados defeitos no sistema nervoso central, considere ultrassonografia craniana, ressonância magnética e autópsia. [91]

Estudo Cromossômico

Em 5% dos natimortos de aparência normal, uma anormalidade cromossômica será detectada. [92]  Com uma autópsia e um estudo cromossômico, até 35% dos natimortos apresentam uma patologia estrutural importante e 8% têm cromossomos anormais. [93] [40]  Após uma avaliação completa, a natimortalidade a termo permanece inexplicada cerca de 30% das vezes. [94]   A chance de encontrar uma causa é influenciada pela idade do feto, pela experiência do cuidador e pela profundidade do exame.  

O teste cromossômico para aneuploidia deve ser oferecido a todos os natimortos para confirmar ou buscar uma causa para o natimorto. Após 20 semanas de gestação, o “tecido fetal” não é considerado um produto da concepção e, portanto, a avaliação desse tecido pode não ser coberta pelo plano de saúde da mãe. A amniocentese genética ou amostragem de vilo corial antes do parto oferece o maior rendimento (80% a 100%) para análise citogenética bem-sucedida. [31] [95] Secundário à autólise, o sucesso é muito menor (10% a 30%) quando o tecido é obtido após o parto, com o melhor rendimento vindo da placenta ou do cordão umbilical. A amniocentese e a biópsia de vilo corial requerem o consentimento do paciente. O consentimento não é necessário para salvar tecido placentário ou líquido amniótico contendo amniócitos; no entanto, é respeitoso com os pais solicitar seu consentimento. 

Como os resultados da amniocentese ainda estão pendentes no momento do parto, amostras de tecido adicionais ainda devem ser obtidas imediatamente após o parto como um back-up para aumentar as chances de obtenção de um resultado.    

Se a amniocentese resultar em falha na cultura do tecido, a hibridização fluorescente in situ (FiSH) ainda pode ser realizada para descartar aneuploidia, o benefício da hibridização in situ amniocentese / fluorescência é que ela é mais barata do que o microarray. 

O sangue do cordão umbilical coletado para o banco de sangue não é anticoagulado e não é útil para testes citogenéticos. O sangue do cordão umbilical deve ser coletado em um tubo verde ou roxo para o teste citogenético, que contém um anticoagulante (EDTA, heparina).

Evite usar uma biópsia de pele para testes citogenéticos se houver maceração, pois este tecido não dará resultado. O tecido placentário é viável por muito mais tempo do que a pele fetal e deve ser coletado como o produto da concepção de escolha se houver maceração fetal. Tecido viável e não fixo é o preferido. O tecido deve ser colocado em solução de Ringer com lactato e não em formaldeído. Se fixado em formaldeído ou álcool, alguns laboratórios ainda podem oferecer testes genéticos, mas isso não é preferido.

O teste de microarranjo cromossômico (CMT) é agora o teste preferido realizado em tecido coletado do feto ou da placenta após o parto. A pele intacta, a patela ou o tecido costocondral podem ser coletados e submetidos não fixados com solução de lactato em temperatura ambiente. [96]  Ele não requer a divisão de células, tornando-o ideal quando as culturas de células falham devido à morte fetal. Ele dá um resultado de 87,4% das vezes. Amostras de sangue obtidas de ambos os pais podem ser usadas para reduzir a incerteza que “variantes genéticas” de significado desconhecido podem criar ao interpretar os resultados para a família. A CMT pode detectar microdeleções e síndromes de microduplicação, além do cariótipo. 

O sequenciamento de genes com painéis de sequência total do exoma pode ser realizado em casos com suspeita de displasia esquelética ou morte súbita. Testes para condições de Mendel estão surgindo. Mutações em genes que controlam a morte cardíaca súbita foram descobertas e podem ser encontradas em 10% dos natimortos, que permanecem inexplicáveis ​​apesar de serem submetidos a uma investigação completa. [97]   Considere a análise mutacional de KCNQ1 (KV7.1, LQTS tipo 1), KCNH2 (HERG / KV11.1, LQTS tipo 2 e SCN5A (NaV1.5, LQTS tipo 3) usando cromatografia líquida desnaturante de alto desempenho seguida por sequenciamento direto de DNA usando expressão heteróloga e registro patch-clamp. [97]  Esses testes não estão prontamente disponíveis em todas as instituições. 

Teste de Laboratório

Todos os pacientes devem receber amniocentese se o parto não for iminente, mesmo que uma triagem de DNA livre de células anterior não tenha sido digna de nota.

Todos os pacientes requerem hemograma completo, glicose, bem como tipo e triagem para HIV e sífilis. Eles ajudam a rastrear hemoglobinopatia materna, infecção, controle glicêmico deficiente ou diabetes não diagnosticado e aloimunização de glóbulos vermelhos. 

O rastreamento de drogas na urina deve ser considerado, especialmente para cocaína, que tem ligações com hipertensão materna e descolamento prematuro da placenta. 

A maioria das trombofilias maternas e fetais não está associada a natimortos e o teste de rotina para trombofilias não é recomendado (Eu, Glaucius discordo). [40]  O rastreamento pode ser considerado se houver uma história de restrição de crescimento ou uma história pessoal ou familiar de coágulos sanguíneos. O teste de trombofilias inclui: Fator V Leiden, mutação da protrombina, antitrombina III, MTHFR, proteína C e S. Desses fatores, apenas os níveis de proteína S são afetados pela gravidez e, portanto, a proteína S só deve ser testada três meses após o parto . 

Imediatamente após um natimorto, avalie todas as mulheres para hemorragia feto-materna usando o teste de Kleihauer Betke. Este é um teste de diluição que procura eritrócitos fetais na circulação materna e pode ajudar a identificar a causa da natimortalidade. Não é um teste exato, pois usa uma estimativa do volume de sangue materno para calcular a quantidade estimada de sangue fetal transferido para a circulação materna. Se a mãe for Rh-negativa e o feto Rh-positivo, este teste é usado para calcular a dose de Rhogam necessária para prevenir a isoimunização Rh. [98] A citometria de fluxo é um novo teste usado para quantificar a perda de sangue fetal na circulação materna. É um teste muito mais sensível e preciso e deve ser usado em mulheres com RH positivo e RH negativo em qualquer caso de possível hemorragia feto-materna. [99]

Considere o rastreamento de TSH, química hepática e sais biliares se houver suspeita clínica de um problema subjacente. Rastreie anticoagulante lúpico, anticardiolipina IgM e IgG se houver história familiar de coágulos sanguíneos ou se houver evidência de infarto placentário ou arteriopatia. 

Triagem para infecção 

O rastreamento de infecções é complicado porque muitas mulheres têm sorologia positiva de infecções anteriores. Os patógenos bacterianos mais comuns associados a natimortos são E. coli, Streptococcus do grupo B e espécies de Enterococcus . A maioria dos natimortos relacionados à infecção ocorreu antes de 24 semanas de gestação. [53]  Citomegalovírus (CMV) IgM e IgG, Toxoplasmose IgM e IgG, Parvovírus IgM podem ser testados conforme indicação clínica. Os tecidos fetoplacentais apresentarão sinais diagnósticos de infecção viral na histopatologia. Culturas virais raramente são necessárias. 

A CMV é a infecção mais comum transmitida no útero. Geralmente, não há achados ultrassonográficos anormais, embora hemorragia cerebral, cardiomegalia, hepatomegalia, ascite leve e intestino ecogênico possam ser relatados. Vasculopatia trombótica é observada na autópsia. O rim é o órgão mais freqüentemente envolvido, e inclusões de CMV podem ser encontradas em células epiteliais na histologia. O DNA do citomegalovírus pode ser encontrado no rim, fígado, cérebro, tireóide, pulmão, coração, pâncreas e placenta.   

A infecção intrauterina por herpes é muito rara. 95% das infecções neonatais são adquiridas no periparto. Embora o herpes intrauterino possa ser adquirido durante um surto primário ou secundário, o risco é maior durante uma infecção disseminada por herpes. A transmissão intrauterina é mais comum durante as primeiras 20 semanas de gestação e pode levar a natimortos ou anomalias congênitas. Os achados clínicos podem incluir vesículas ou cicatrizes na pele, lesões oculares (coriorretinite, microftalmia, catarata), danos neurológicos (microcefalia, calcificações intracranianas, convulsões, encefalomalacia). Uma autópsia pode revelar pele ulcerada e necrose do fígado, glândulas adrenais, cérebro e membranas placentárias. A hibridização fluorescente in situ pode confirmar a infecção por herpes.  

A infecção por Coxsackievirus pode ser assintomática ou resultar em miocardite fetal, meningoencefalite ou sepse generalizada. Os achados da autópsia podem incluir artrogripose leve, meningoencefalite necrótica com calcificações vasculares, hipertrofia miocárdica leve e vilite placentária monocítica crônica. As técnicas moleculares podem confirmar a infecção.

Culturas placentárias aeróbias, anaeróbicas e de listeria podem ser obtidas se houver indicação clínica. Para prevenir a contaminação, o swab deve ser retirado do espaço potencial que é exposto, separando a membrana coriônica da amniótica. Culturas de bebês natimortos são mais bem obtidas de órgãos internos. 

Sífilis: o RPR pode ser positivo por meses após o paciente ser tratado. Os espiroquetas da sífilis infectam a placenta causando aumento das vilosidades, vilosite aguda, funisite necrosante e infecção amniótica. A placentomegalia resulta em natimorto em 50% dos fetos infectados devido à disfunção placentária. O feto infectado pode demonstrar involução do timo, hepatoesplenomegalia e hidropisia. Lesões mucocutâneas são raras. Onde a incidência de sífilis é alta, esta é a principal causa infecciosa de natimortos e tem o maior potencial para melhores resultados se rastreada e tratada. [100]

A malária, em regiões endêmicas, é responsável por um grande número de natimortos devido ao seu efeito danoso na placenta. A profilaxia e o uso de mosquiteiros podem reduzir os natimortos atribuídos a essa infecção.  

Triagem para Coagulação Intravascular Disseminada (DIC)

A coagulação intravascular disseminada é muito rara no contexto de natimortos de hoje devido ao diagnóstico e tratamento precoces. Em casos de morte fetal não diagnosticada por mais de três semanas ou em casos de natimortos complicados por descolamento prematuro da placenta ou sepse, pode ser necessário descartar a CIVD. Não existe um único teste laboratorial ou clínico para diagnosticar DIC. Se encontrado no contexto de um natimorto, o tratamento da CIVD inclui o parto do natimorto e o tratamento da hemorragia e / ou sepse; cuidados de suporte com a administração de hemoderivados conforme indicado; fechar vigilância clínica e repetir laboratórios; e resposta rápida / consulta especializada. [101]

Para auxiliar no diagnóstico de CIVD em casos não emergentes em que apenas um diagnóstico clínico pode ser obtido, o EREZ (pontuação ISTH modificado) é recomendado. [101]  A pontuação é tabulada somando os pontos atribuídos a (A) a contagem de plaquetas, (B) o PT e (C) o nível de fibrinogênio. Os pontos seguem os valores e estão em negrito. Os produtos de degradação da fibrina são excluídos deste sistema de pontuação, pois aumentam na gravidez e reduzem a especificidade da pontuação.       

A) Contagem de plaquetas, (10 ^ 9 / L) <50 = 1 : 50-185 = 2 :> 185 = 0

B) Tempo de protrombina, (segundos) <0,5 = 0   : 0,5-1 = 5 : 1,0-1,5 = 25

C) Fibrinogênio, (gramas / litro) 3,0 = 25  : 3,0-4,0 =  : 4,0 – 4,5 = 1  :> 4,5 = 0

Um escore EREZ calculado, obtido pela soma do escore de (A) + (B) + (C), que é maior do que 26, prevê uma alta probabilidade de DIC mesmo na ausência de sintomas clínicos óbvios. 

A contagem de plaquetas é o teste mais útil para DIC. A trombocitopenia, ou contagem de plaquetas com tendência decrescente, é o valor laboratorial mais importante a ser observado, mesmo se permanecer acima de 100 x 10 ^ 9 / L. 

O TP e o TTP podem se tornar prolongados, mas também podem permanecer normais mesmo no caso de hemorragia aguda e ainda mais no caso de descolamento agudo. Isso é atribuído à alteração dos fatores de coagulação durante a gravidez, o que favorece a trombose. O tratamento para DIC pode, portanto, ser iniciado mesmo quando o TP e o TTP são minimamente prolongados.

Um baixo nível de fibrinogênio é diagnóstico de CIVD e, na gravidez, níveis baixos são incomuns, exceto no caso de uma hemorragia pós-parto maciça. Um nível de fibrinogênio <2 g / L tem um valor preditivo positivo de 100% para progressão para DIC grave. Considere a substituição do fibrinogênio por crioprecipitado quando o nível de fibrinogênio for <1,5 g / L e a substituição das plaquetas quando forem inferiores a 50 x 10 ^ 9 / L e a substituição do plasma fresco congelado (30 mL / kg) quando o PT e o PTT forem prolongados. [101]

Tratamento / Conduta

Comunicar o diagnóstico com os pacientes

A natimortalidade pode ser confirmada por um segundo ultrassonografista conforme necessário. O diagnóstico é transmitido à mãe por um profissional de saúde o mais rápido possível, fazendo todas as tentativas de fornecer privacidade, empatia e apoio. Como isso ocorrerá dependerá da situação. Os ultrassonografistas geralmente entram em contato com o obstetra e marcam uma consulta imediata se o diagnóstico for feito sem aviso prévio. Se o obstetra faz o diagnóstico à beira do leito, o diagnóstico deve ser confirmado imediatamente e comunicado ao paciente. O paciente pode ter a opção de visualizar as imagens de ultrassom com o obstetra. O paciente exigirá apoio compassivo. Alguns pacientes podem precisar sair imediatamente, como mecanismo de enfrentamento e devem ser encorajados a fazê-lo se estiverem clinicamente estáveis. Alguns pacientes podem apreciar uma mão para segurar até que um membro da família chegue para ajudá-lo. A empatia e o apoio são demonstrados ao pedir desculpas e ao oferecer o apoio que o paciente deseja. Isso pode incluir fornecer informações por escrito instruindo o paciente como entrar em contato com você quando estiver pronto e como agendar uma consulta de acompanhamento assim que desejar.  

Uma tentativa de obter medidas fetais e rastrear quaisquer anormalidades óbvias pode ser tentada conforme permitido.    

É importante dizer ao paciente que ele não fez nada de errado e demonstrar respeito ao bebê chamando-o pelo nome.  

Se o paciente não estiver clinicamente estável devido a complicações associadas à morte fetal, deve-se fornecer informações de maneira calma, clara e concisa para obter consentimento informado para qualquer procedimento urgente.

Atendendo às necessidades emocionais

Ao cuidar de um paciente / casal / família que está passando por uma gravidez com natimorto é importante transmitir compaixão, empatia e sensibilidade, ao mesmo tempo em que está atento às suas necessidades emocionais. O diagnóstico de natimorto é frequentemente feito ou confirmado por ultrassom quando há uma incapacidade de detectar batimentos cardíacos fetais ou aleatoriamente no momento de uma ultrassonografia realizada para algo diferente da avaliação de natimorto. A paciente pode ter uma preocupação subjacente com relação ao bem-estar de seu feto ou pode receber esse diagnóstico sem saber. As emoções devem ser validadas. [102] Se necessário, uma consulta de acompanhamento deve ser marcada o mais rápido possível para o pacienteA paciente deve ser encorajada a trazer uma pessoa de apoio com ela. Depois de responder a perguntas imediatas e enfatizar que o paciente não fez nada para causar esse resultado, privacidade e tempo devem ser fornecidos, pois o paciente deseja lidar com as emoções e pedir apoio. Fique com o paciente e forneça suporte emocional pelo tempo que for necessário. Os cinco estágios do luto são negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Qualquer um deles pode ou não ser experimentado no momento do diagnóstico. Se o diagnóstico for feito antes da consulta do paciente, uma consulta deve ser marcada o mais rápido possível. A paciente deve ser encorajada a trazer uma pessoa de apoio com ela. 

Comunicar más notícias não é uma habilidade natural, e a capacidade de transmitir más notícias não melhora necessariamente com a experiência[103]  O paciente pode ter uma reação de fuga e precisar sair logo após receber o diagnóstico. Isso deve ser respeitado. A paciente deve ter certeza de que está segura e pode ligar de volta para falar com o obstetra quando estiver pronta. O obstetra deve estar preparado para responder a todas as perguntas feitas, incluindo por que, como, quando, onde e o quê, e ter informações impressas para o paciente levar consigo. O paciente pode solicitar informações sobre o motivo disso. Eles devem ser informados de que exames e testes serão oferecidos para tentar responder a essa pergunta, mas que pode levar várias semanas para coletar as informações necessárias. 

Uma cópia do ultrassom pode ser colocada em um envelope lacrado e oferecida ao paciente como lembrança. Pode ser oferecido no momento do exame ou em visitas subsequentes. 

A paciente pode perguntar sobre o plano de manejo após o diagnóstico de natimorto, e o obstetra deve estar preparado para transmitir essas informações em um ambiente privativo e confortável. O cuidador deve perguntar se alguma prática religiosa ou cultural precisa ser respeitada. 

Conduta

A discussão sobre o tipo de parto dependerá da idade gestacional do natimorto, dos desejos da paciente, do estado físico da paciente e da história obstétrica / cirúrgica anterior. As informações são fornecidas de forma clara e concisa, e a confirmação do entendimento deve ser obtida.  

Anormalidades de coagulação causadas por uma liberação de fator de tecido da placenta podem ocorrer se o feto morto for retido por várias semanas. [104]  O risco é de cerca de 2% e esse diagnóstico requer intervenção imediata. [105]  Na ausência de coagulação intravascular disseminada, infecção ou pré-eclâmpsia com características graves, a mãe / casal pode ir para casa e fazer o acompanhamento para planejar o manejo. Se a conduta expectante for desejada, o trabalho de parto espontâneo geralmente começa dentro de duas semanas após a morte fetal. 

Normalmente, o parto vaginal é a via mais segura de parto, mesmo após uma cesariana anterior de segmento inferior. Algumas mulheres podem solicitar uma cesariana primária ou repetida para evitar o parto. Esta é uma opção desde que o paciente esteja totalmente ciente dos riscos versus benefícios.

A natimortalidade antes de 24 semanas é melhor tratada por uma dilatação e evacuação (D&E) por um obstetra competente. Isso envolve a dilatação do colo do útero e a remoção manual do produto da concepção. O colo do útero é frequentemente pré-dilatado com laminaria colocada no colo do útero na noite anterior ao procedimento. O risco do procedimento é maior quando o feto mede mais de 24 semanas de tamanho. Um tamanho fetal estimado por ultrassom inferior a 24 semanas é, portanto, mais importante do que a idade gestacional estimada para determinar a adequação de um D&E. Um feto na ultrassonografia pode ser menor do que a idade gestacional estabelecida devido à restrição de crescimento causada pela patologia subjacente ou ao natimorto anterior ao diagnóstico.[106]  Se a D&E não for desejada, uma indução médica do parto é oferecida com misoprostol. Até 26 semanas, dê misoprostol vaginal 100 mcg a cada 6 horas por um máximo de 4 doses. Se a primeira dose não resultar em contrações adequadas, a dose pode ser dobrada até 400 mcg. A dose diária máxima não deve exceder 1600 mcg. [107] 

A natimortalidade após 24 semanas com colo uterino favorável (pontuação de Bishop> 6) é realizada com doses padrão de ocitocina sintética.

A natimortalidade após 24 semanas com colo do útero desfavorável (pontuação de Bishop <6) na ausência de cicatriz de histerotomia anterior é obtida com misoprostol 50 mcg por via vaginal repetido a cada 4 horas por um máximo de 6 doses. [108]  Se a primeira dose não resultar em uma alteração cervical ou em mais de duas contrações em 10 minutos, a segunda dose pode ser dobrada para 100 mcg por via vaginal e novamente para 200 mcg por via vaginal quatro horas após a dose de 100 mcg. O tempo médio do parto é de 10 a 11 horas. Se o parto não ocorrer em 24 horas, o esquema pode ser repetido uma vez. A ocitocina pode ser substituída assim que o colo do útero atingir 4 cm, se necessário. O monitoramento eletrônico não é usado para indução de morte fetal. O misoprostol não é repetido se houver mais de duas contrações em 10 minutos, devido ao risco de taquissistolia. [109][110]

Protocolos diferentes podem ser seguidos para o parto. Em alguns casos, um balão de foley é usado para amadurecer o colo do útero. Em alguns casos, uma alta dose de [regime de ocitocina é usada. [111]

O parto vaginal não é contra-indicado em gestações com menos de 24 semanas complicadas por placenta prévia. [112] A  cesariana é mais segura em gestações complicadas por placenta prévia e natimorto depois de 24 semanas. 

Mulheres com parto anterior único, transversal baixo, cesáreo e natimorto no segundo trimestre podem receber agentes de amadurecimento mecânico ou misoprostol menor ou igual a 200 mcg por via vaginal a cada 4 horas. O risco de ruptura é de 0,28 por cento contra 0,04 por cento nessas mulheres sem cesariana anterior. [113]

Mulheres com morte fetal no terceiro trimestre e colo do útero desfavorável e história prévia de cesariana devem usar um método mecânico de amadurecimento cervical seguido de ocitocina para indução. O misoprostol pode ser considerado uma opção somente após consentimento informado rigoroso. A menor dose de 25 a 50 mcg por via vaginal deve ser usada, e a dose não deve ser dobrada para reduzir o risco de ruptura uterina. [114]

A desproporção fetal-pélvica raramente é uma preocupação para o parto de um natimorto, seja pélvico ou cefálico, na ausência de macrossomia. A sobreposição dos ossos do crânio e a deterioração fetal geralmente permitem o nascimento de fetos até grandes. Uma apresentação córmica ou transversa persistente pode exigir uma tentativa de versão interna ou externa. [115]  Se malsucedidas, essas apresentações fetais podem exigir um parto cesáreo.  

Inteligencia emocional

Para a paciente (e seu apoio), um natimorto é um evento catastrófico. Embora a equipe possa demonstrar empatia, sua experiência não se compara à dos paisComo resultado, a comunicação pode ser percebida como fria. Enquanto o foco dos cuidadores está na mãe e no futuro, os pais continuam focados no bebê. Os pais podem não entender por que o parto vaginal está sendo recomendado e precisarão de uma comunicação clara para entender por que uma cesariana não é a norma. Parte do cuidado inclui discutir estratégias de enfrentamento e apoiar a variedade de comportamentos normais e apoiará a cura. Os pais podem ser influenciados pela equipe. O aconselhamento em relação à autópsia deve ser feito de forma respeitosa, o que permite que a família entenda seu propósito e cronograma. [116]

No momento do parto, se um nome for escolhido, o bebê deve ser tratado por seu nome. O contato entre a mãe e o natimorto deve ser oferecido; o paciente / família deve ser aconselhado bem antes do parto sobre as coisas para as quais eles precisam se preparar. O desenvolvimento de uma conexão com o bebê torna a morte real, ajuda a evitar o afastamento emocional da perda e ajuda na transição para a paternidade. [117]  Os pais podem preferir ver apenas as partes do bebê que são menos incômodas, e roupas e embrulhos adequados para o bebê antes de vê-lo e segurá-lo podem ser oferecidos. Os pais escolhem muitas opções diferentes quanto a ver e segurar seu bebê, e suas escolhas devem ser respeitadas. Em alguns estudos, encorajar o contato com os natimortos tem sido associado ao estresse pós-traumático, ansiedade e depressão.[118]  Presentes de memória, como fotografias, uma mecha de cabelo ou uma impressão de mão ou pé, podem ser apreciados quer a mãe / família opte por ficar com o bebê natimorto ou não. [119] 

As opções de autópsia, seus benefícios e custos devem ser apresentados de forma sensível, informativa e não tendenciosa. A maioria dos líderes religiosos apóia a autópsia, desde que o sepultamento ocorra dentro de um prazo razoável e os pais sejam devidamente aconselhados. [120]  A mãe / família precisa ser auxiliada na decisão sobre a disposição do recém-nascido. A família pode ter a opção de um enterro total às suas custas ou usar o mecanismo do hospital para o tratamento de restos mortais fetais. Nos EUA, isso depende da legislação estadual individual. Os pais são informados de que uma certidão de óbito fetal é emitida no lugar da certidão de nascimento. Isso pode afetar o tempo livre permitido pelos empregadores para a convalescença pós-parto. 

Algumas mulheres / famílias não vão querer estar perto de outras novas famílias neste momento. Fotos de recém-nascidos e famílias expostas em sua área de atendimento imediato também podem provocar sentimentos negativos. Todos os esforços devem ser feitos para identificar a perda do paciente, de modo que comentários ou gestos inadvertidos sejam evitados pela equipe responsável. O paciente também deve receber alojamento em uma área longe de recém-nascidos, se solicitado.   

O aconselhamento sobre o ingurgitamento mamário, que pode causar dores físicas e emocionais, é essencial. Algumas mães solicitarão informações sobre como interromper a produção de leite o mais rápido possível, enquanto outras podem considerar a doação de leite algo emocionalmente útil. 

Se houver outras crianças em casa, elas precisam ser incluídas no processo de luto e cura. A importância de falar sobre o bebê, abordando sentimentos / tristeza e afastando a culpa foi validada. [121]  Os cuidadores devem entrar em contato com a mãe / família regularmente para avaliar a depressão pós-parto e a necessidade de encaminhamento. O luto normalmente pode durar mais de três meses. O luto disfuncional deve ser identificado e tratado adequadamente. O casal precisa ser aconselhado de que cada um pode ter mecanismos muito diferentes de enfrentamento e resolução do luto, o que exigirá o respeito e a compreensão um do outro. Os grupos de apoio podem ajudar os casais a se curar após a morte de um bebê, e recursos devem ser fornecidos. [122]  

No momento apropriado, as preocupações relacionadas ao planejamento familiar e à gravidez futura podem ser discutidas. Um intervalo entre gestações de menos de seis meses não está associado a um resultado adverso da gravidez na próxima gravidez[123] [124] Mulheres / casais são aconselhados a tentar engravidar quando estiverem prontos. 

Diagnóstico diferencial

Gravidez Viável 

Um natimorto deve ser confirmado por ultrassom para descartar um feto vivo. Os batimentos cardíacos fetais podem não ser detectados por um fetoscópio no caso de uma gravidez viável.

Aborto espontâneo

Um natimorto deve ser diferenciado de um aborto espontâneo. A idade gestacional mais precisa é calculada comparando a idade gestacional estimada (IGE) calculada a partir da última menstruação (DUM) com a IGE calculada a partir da ultrassonografia do primeiro trimestre e seguindo as regras de datação estabelecidas. Se a DUM for desconhecido e não houver ultrassom anterior, a IGE pode ser estimado pelo peso ao nascer ou pelo comprimento do pé do feto.

Gravidez Multifetal

Uma gravidez múltipla deve ser excluída no caso de haver um natimorto acompanhado por um feto gêmeo ou trigêmeo vivo.

Doença Materna Subjacente  

Aproximadamente 1/17 natimortos estão associados a morbidade materna grave atribuída a doenças maternas. [126]  As doenças maternas devem ser diagnosticadas e tratadas para evitar a morbidade ou mortalidade materna. Isso pode incluir doenças como apendicite aguda ou lúpus sistêmico. Outras condições podem incluir placenta prévia ou acreta, hemorragia grave e distúrbios hipertensivos. Essas condições representam o maior risco de morbidade materna e podem progredir para DIC, síndrome da angústia respiratória aguda e insuficiência renal. [7] [127] [128]  A necessidade de transfusão de sangue é sete vezes maior após um natimorto do que após um nascido vivo. [129] No prazo de 42 dias após o parto, mais de 15% das mortes maternas nos EUA (1470/10000) são atribuídas a mulheres que tiveram natimortos. [130]

Infecção

As infecções devem ser tratadas de acordo com as diretrizes do CDC.

Agressão física

Trauma contuso no abdome pode resultar em morte fetal. [131]  Todos os pacientes devem ser questionados em particular sobre violência por parceiro íntimo e / ou abuso físico. Se houver qualquer sinal de trauma físico, o paciente deve ser questionado sobre esses achados. 

Os itens a seguir raramente estão associados a natimortos, mas devem ser considerados.

Envenenamento

A ingestão de drogas, intoxicação alimentar ou exposição a toxinas ambientais, como monóxido de carbono, pode resultar na morte fetal e, se não diagnosticada e tratada, pode contribuir para a morbidade e mortalidade materna. 

Gravidez Abdominal

Isso é muito raro e passa despercebido na ultrassonografia em até 45% das vezes. [132] Dada a alta mortalidade materna associada a esse diagnóstico, o plano de manejo é crucial. Se o paciente estiver estável, um natimorto abdominal ectópico pode ser tratado com observação cuidadosa para permitir a involução dos vasos placentários e para reduzir o risco de hemorragia. No caso de instabilidade materna, pode ser necessária uma cirurgia de emergência. A remoção da placenta pode resultar em hemorragia. A placenta deve ser deixada no local apenas se o risco de hemorragia for muito grande para tentar a remoção, pois aumenta o risco de sepse pós-operatória. Se a placenta for deixada in situ, o cordão umbilical é amarrado com uma sutura com fio absorvível e cortado ao nível da placenta. O metotrexato usado para acelerar a reabsorção da placenta não é recomendado, uma vez que a rápida deterioração do tecido pode aumentar o risco de infecção materna.[133] [134] [135] [136]

Ruptura uterina  

Isso foi documentado durante a indução médica para natimorto em uma paciente sem história anterior de cirurgia uterina e deve ser considerado se indicado pelos sintomas da paciente. [137]

Gravidez Molar Parcial  

Este feto tem 69 cromossomos e pode se apresentar como natimorto. A triploidia é um distúrbio fatal. Ocasionalmente, um feto triploide pode sobreviver por vários meses após o nascimento. Muito raramente, devido ao mosaicismo, o feto pode ser diplóide e a placenta triploide. Uma gravidez molar está associada a um risco maior de pré-eclâmpsia e hemorragia pós-parto. A prevenção da gravidez e a vigilância do Bhcg quantitativo por até um ano são necessárias para a triagem de doença trofoblástica gestacional persistente. [138] [139]

Estudos pertinentes e testes em andamento

Um estudo que avaliou gravidezes entre 35 e 37 semanas demonstrou que os marcadores bioquímicos fornecem uma estimativa pobre de natimortos em fetos pequenos para a idade gestacional e não pequenos para a idade gestacional. [140]  Embora os marcadores bioquímicos sejam bons em prever fetos pequenos para a idade gestacional e pré-eclâmpsia, eles não são bons em prever natimortos entre 30 a 34 semanas. [141] 

No entanto, o nível de fator de crescimento placentário (PIGF) quando baixo no final da gravidez está fortemente associado a fetos pequenos para a idade gestacional, pré-eclâmpsia, comprometimento fetal, admissões em UTIN e natimorto. Esta proteína angiogênica é produzida na placenta e contribui para o desenvolvimento de uma circulação de baixa resistência na placenta. Normalmente, o nível atinge o pico em 30 semanas e, em seguida, cai no final. Um nível baixo no primeiro e segundo trimestres impacta negativamente o desenvolvimento da placenta. A capacidade de prever resultados adversos da gravidez com base em um nível baixo no terceiro trimestre está sendo avaliada. Muitos estudos usam a proporção de tirosina quinase-1 solúvel em fms (sFlt-1) / proporção de PlGF em vez de apenas o nível de PlGF. O desempenho da triagem dessas medidas está sendo avaliado para prever resultados adversos da gravidez. Nesse momento,[142] Os  dados mostram que um baixo PIGF ou um aumento da proporção sFlt-1: PIGF estão associados a resultados adversos da gravidez, natimortos e restrição de crescimento fetal. [143]  Apesar desta associação, não há evidência de que os marcadores bioquímicos sozinhos são insuficientes para identificar fetos em risco para a restrição do crescimento ou morte fetal. [144]

A indução do parto com 39 semanas ou mais para reduzir a taxa de natimortos está sendo avaliada. A indução do parto após 39 semanas está associada a menos mortes perinatais, menos cesarianas, menos admissões em UTIN e baixos índices de Apgar. Um valor de 426 induções em ou além de 39 semanas é estimado para prevenir uma morte perinatal. O momento ideal para a indução requer mais pesquisas. [145]

Planejamento de Tratamento

Estratégias de prevenção

Estratégias de rastreamento e monitoramento para prevenir natimortalidade são controversas. É apropriado monitorar pacientes com condições que aumentam o risco de natimortalidade com alguma forma de teste pré-natal durante o atendimento pré-parto. No entanto, os obstetras devem estar cientes de que as taxas de falso-positivo são altas para a maioria dos testes. O uso global intraparto de cardiotocografia e a capacidade de realizar cesariana para batimentos cardíacos fetais não tranquilizadores levaram a uma diminuição nas taxas de natimortos em países desenvolvidos. Este recurso deve ser disponibilizado em países de baixa e média renda, onde ocorre a maioria dos natimortos.  

Os sistemas de pontuação de risco têm boa sensibilidade, mas um valor preditivo pobre quando se trata de prever resultados negativos do nascimento[146]  Mais pesquisas são necessárias nessa área.  

Não há evidências de que o monitoramento da contagem de chutes fetais (mobilograma) seja útil em todas as gestações ou ajude a prevenir natimortos. [147] Apesar disso, a contagem do movimento fetal é recomendada para gestações de alto risco, especialmente se houver suspeita de restrição de crescimento ou insuficiência placentária. [148] [149]

Embora o ultrassom na gravidez tenha vários benefícios, o uso rotineiro do ultrassom na gravidez não demonstrou benefícios na redução da natimortalidade. [150]

Foi demonstrado que o Doppler da artéria uterina identifica fetos com restrição de crescimento intrauterino sob risco de natimorto, mas essa identificação requer medidas oportunas e apropriadas para prevenir natimortos, o que requer pesquisas contínuas. [151]

A incidência de natimortos não é afetada pelo uso de pelvimetria, mas a taxa de cesarianas aumenta. [152]

Diabetes na gravidez justifica triagem e tratamento visando manter o controle da glicose para reduzir natimortos, especialmente em populações onde a prevalência de diabetes é alta. O controle pré-gestacional do diabetes tem o maior benefício na redução do risco de natimortalidade. O risco de natimortos não aumenta em mulheres com bom controle do diabetes e sem evidência de vasculopatia diabética. [153]

Nos EUA, uma redução na taxa de natimortos foi observada quando a cardiotocografia / teste sem estresse (NST) foi introduzido para o manejo de gestações de alto risco. [154]  No entanto, há uma alta prevalência de testes não reativos falso-positivos. Para prever resultados adversos da gravidez, o perfil biofísico (PBF) tem uma taxa baixa de falso-negativo, mas uma alta taxa de falso-positivo e é comparável à cardiotocografia / NST. O perfil biofísico modificado (PBFM), que inclui um teste sem estresse e uma medição do índice de líquido amniótico, é tão confiável e muito mais fácil de realizar do que o perfil biofísico completo. [155] O perfil biofísico modificado é considerado anormal se o teste sem estresse for não reativo ou se a maior bolsão vertical do líquido amniótico for menor que 2 cm. Embora faltem evidências para apoiar a capacidade do PBF e PBFM de reduzir a natimortalidade, o Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia apóia o início do teste não antes de 32 semanas e 0 dias de gestação para gestações de alto risco e antes apenas se o parto for considerado impacto benefício perinatal. [156] [157]

Embora a estimulação vibroacústica possa ajudar a reduzir o tempo de teste para cardiotocografia e a incidência de testes não reativos, ela não demonstrou reduzir as taxas de natimortos. [158] [159]

Embora o poliidrâmnio esteja associado a um risco aumentado de natimorto, o benefício de diagnosticar o poliidrâmnio para reduzir a taxa de natimortos é incerto e requer estudos adicionais. [160]  Oligoidrâmnio está associado a um risco elevado de natimortalidade. É uma medida subjetiva e dinâmica que pode melhorar com a administração de infusão intravenosa de solução salina hipotônica. O uso do maior bolsão vertical é comparável à medição dos quatro quadrantes, mas reduz o diagnóstico falso-positivo de oligoidrâmnio e se tornou o método preferido para rastrear a quantidade de líquido amniótico. [161] [162]

Os cuidados domiciliares para gestações complicadas por doença hipertensiva da gravidez sem proteinúria (Hipertensão Gestacional) e gestações múltiplas não parecem ser inferiores aos cuidados hospitalares. [163] A admissão em unidades de vigilância fetal intra-hospitalar não é recomendada, pois não foi comprovado que isso reduza a mortalidade perinatal. [164]

Em comparação com nenhuma ausculta ou ausculta intermitente em mulheres de baixo risco, a cardiotocografia de admissão foi associada a taxas mais altas de cesárea e menos convulsões neonatais, mas nenhuma melhora nas taxas de natimortos. [165]

Um eletrocardiograma fetal ou oximetria de pulso, além da cardiotocografia, não demonstrou prevenir a natimortalidade. [166] [167]

Prognóstico

O acompanhamento de uma mulher após o tratamento de um natimorto inclui aconselhamento sobre o risco de recorrência. Depois de um natimorto, o risco de recorrência é quase duas vezes maior do que o de mulheres nascidas vivas. Este risco é impactado por vários fatores, incluindo riscos maternos, idade gestacional e causa (s) identificada (s) para o natimorto. [168] Em mulheres com natimortos inexplicáveis, o risco de recorrência é de 7,8 a 10,5 por 1.000 nascimentos totais. A maioria ocorre antes de 37 semanas. O risco de morte fetal recorrente a termo é de 1,8 / 1000 nascimentos totais. A próxima gravidez também está em risco de baixo peso ao nascer, descolamento e parto prematuro. Uma história de um natimorto pequeno para a idade gestacional a termo teria um risco recorrente de natimorto de 4,7 por 1000 nascimentos em sua próxima gravidez contra 2,1 por 1000 nascimentos se o bebê pequeno para a idade gestacional fosse nascido vivo. Se uma causa específica para natimorto for encontrada, uma revisão da literatura pode estimar o risco de outro natimorto. Se o bebê natimorto tiver um defeito congênito identificado, o risco de a próxima gravidez apresentar o mesmo defeito aumenta 7,6 vezes e o risco de um defeito diferente no próximo bebê aumenta 1. 5 vezes em comparação com mulheres cujo filho anterior era estruturalmente normal. Os distúrbios isquêmicos da placenta que resultam em descolamento, restrição do crescimento fetal, pré-eclâmpsia e natimorto predispõem ao nascimento prematuro. As mulheres que tiveram um parto anterior pequeno para a idade gestacional, prematuro, nascido vivo têm maior risco de natimorto na gravidez seguinte.[9] [169]  Uma mulher pode atrasar a gravidez futura até sentir que atingiu o fechamento e a estabilidade psicológica após o parto morto. O intervalo típico é de 6 a 12 meses. [170]  Não há um período ideal definido para atrasar a gestação. O intervalo pode depender da via de parto e de vários outros fatores vitais.

Complicações

Após um natimorto, as complicações físicas podem incluir passagem incompleta do produto da concepção que requer tratamento médico ou cirúrgico, infecção, hemorragia, coagulação intravascular disseminada, lesão uterina que requer reparo cirúrgico ou histerectomia. Existe um risco aumentado de natimortos recorrentes no futuro.  

Com base nos fatores de risco identificados no momento de natimortos, como pré-eclâmpsia ou diabetes, o paciente pode ter um risco aumentado de desenvolver doenças cardiovasculares no futuro. Se a síndrome anticardiolipina for identificada durante a avaliação de um natimorto, a mulher pode correr risco futuro de ter um acidente vascular cerebral ou trombose venosa profunda (TVP). 

Os estressores psicossociais podem incluir perda de emprego ou renda e os encargos financeiros dos custos de saúde incorridos no tratamento desta complicação da gravidez. Depressão, ansiedade e transtorno pós-traumático podem surgir associados a luto e / ou culpa não resolvidos. A disfunção de relacionamento pode ser experimentada e complicada pelo estigma associado de ser incapaz de dar à luz uma criança saudável. Mecanismos de enfrentamento incongruentes entre a paciente e seu parceiro podem levar à discórdia. A paciente pode desenvolver medo de ter uma gravidez futura, o que pode levar à decisão de evitar uma gravidez futura. A resolução disfuncional do luto pode surgir em outros membros da família, incluindo crianças mais novas em casa. 

Dissuasão e educação do paciente

A detecção precoce e o manejo eficaz das doenças maternas são necessários para melhorar os resultados da gravidez. A melhoria dos cuidados pré-natais e durante o parto pode ajudar a reduzir os natimortos.  

Apenas alguns fatores de risco identificados para natimortos são considerados modificáveis. O IMC materno e o controle da glicose podem ser modificados em mulheres com diabetes para reduzir o risco de aborto espontâneo recorrente. Dado que muitos natimortos nesta população ocorrem a termo, a mudança no cuidado pré-natal e um parto prematuro planejado podem impactar o risco. [169] [171] [172]  Manter os níveis ideais de glicose no sangue é o objetivo. [22] É difícil prever qual gravidez pode ser adversamente afetada, uma vez que a sobreposição nos valores de IMC materno e de glicose no sangue materno em gestações que resultam em nascimento vivo e natimorto é grande. 

O uso de tabaco e drogas recreativas são fatores de risco modificáveis ​​adicionais. A triagem universal para abuso de substâncias é apoiada e as mulheres com necessidades identificadas devem ser encaminhadas para receber tratamento, se desejado. Os objetivos do tratamento são revisar sua autoeficácia e o que eles tentaram no passado, reconhecer que existem diferentes opções de vida e identificar que eles merecem uma vida melhor. Isso é alcançado com a ajuda de unidades de saúde mental, especialistas em transtornos por uso de substâncias e o uso de treinadores de recuperação de dependência. [173]

Para gravidez complicada por colestase obstétrica (CO), o parto planejado com 37 a 38 semanas de gestação deve ser substituído por decisões individualizadas, dados os riscos perinatais conhecidos de parto prematuro e a falta de evidências que associam CO com risco de natimorto. [174]

As auditorias perinatais podem ajudar a reduzir a taxa de natimortos. [175] [176]  Isso dependerá da precisão e confiabilidade do registro e recuperação de informações de natimortos de registros de parto ou nascimento.

Melhorar os resultados da equipe de saúde

É necessário investir na prevenção da natimortalidade. A natimortalidade deve ser integrada às iniciativas de saúde de mulheres e crianças em todo o mundo. É preciso haver liderança intencional; os campeões devem ser identificados para agir, educar e fazer mudanças. A voz das mulheres deve ser ouvida e ter defensores. Devemos estar preparados para investir em intervenções e devem ser implantados indicadores que nos permitam medir o sucesso de nossas ações.

A natimortalidade precisa ser claramente definida. Cada morte deve ser contada e as ações para prevenir essas mortes devem ser rastreadas e monitoradas. Cuidados obstétricos e obstétricos de alta qualidade devem estar universalmente disponíveis. O parto deve ser realizado com atendentes qualificados, que realizem partos vaginais assistidos e cesáreas por indicação fetal e materna. De todos os natimortos, metade ocorre durante o nascimento. Setenta e cinco por cento deles são evitáveis ​​com acesso a cuidados de qualidade. A capacidade de fornecer indução do parto para ruptura prematura de membranas e gravidez pós-termo precisa ser abordada. [177]

Mulheres que vivenciaram natimortos precisam de reconhecimento social, e devemos trabalhar para abolir o estigma de longo prazo de natimortos que serve apenas para degradar as mulheres e esconder seu fardo. Os cuidados respeitosos e de suporte são essenciais, incluindo os cuidados ao luto após um parto morto. 

A natimortalidade pode ser evitada abordando e tratando infecções, desnutrição, doenças não transmissíveis, fatores de estilo de vida, trabalho de parto prematuro e parto pós-termo. Abordar o controle da natalidade em adolescentes, o espaçamento da gravidez e a pobreza também será benéfico. Devemos nos esforçar para fornecer a todas as mulheres acesso ao planejamento familiar e a recursos, que podem ajudar a preparar mulheres de todas as idades para a gravidez. Isso inclui o fornecimento de assistência e suporte pré-natal eficazes: suplementação de ácido fólico, tratamento intermitente de DSTs (sífilis), aconselhamento para parar de fumar, triagem e gestão de doenças maternas e a detecção e gestão da restrição de crescimento fetal identificada o mais cedo possível na gravidez.  

Devemos promover a investigação de natimortos como parte da revisão por pares. [177]  Isso requer a colaboração de mentes voltadas para a saúde e o bem-estar de mulheres e crianças em um dos momentos mais vulneráveis ​​de suas vidas. 

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Cãibras na Gravidez

Intervenções para cãibras nas pernas em gestantes

Tratamentos para cãibras nas pernas em gestantes – Informações para leigos

Qual é o problema?

As cãibras nas pernas são contrações repentinas, intensas e involuntárias dos músculos das pernas. São frequentes na gravidez, especialmente no terceiro trimestre. Elas são dolorosas e podem interferir nas atividades diárias, interromper o sono e reduzir a qualidade de vida das gestantes. Vários tratamentos têm sido propostos para tratar as cãibras das gestantes, incluindo remédios, vitaminas e sais minerais (magnésio, cálcio, sódio), e outros tipos de tratamentos, como o alongamento muscular.

Por que isso é importante?

O objetivo desta revisão foi descobrir qual seriam os tratamentos eficazes e seguros para tratar cãibras nas pernas durante a gravidez.

Que evidência encontramos?

Buscamos por estudos publicados até setembro de 2019. Encontramos oito ensaios clínicos randomizados (um tipo de estudo) com um total de 576 gestantes com idade gestacional entre14 a 36 semanas. Esses estudos compararam magnésio, cálcio, vitamina D ou vitamina B versus placebo ou nenhum tratamento, e compararam vitamina C versus cálcio. Todos os tratamentos foram dados na forma de comprimidos comuns ou mastigáveis.

A ingestão de suplementos de magnésio, comparado ao uso de placebo ou nenhum tratamento, pode reduzir a frequência com que as mulheres têm cãibras nas pernas. Porém, os resultados não são consistentes. Os estudos que fizeram essa avaliação mediram as cãibras de diferentes maneiras, às vezes mostrando que o magnésio ajudou a reduzir o número de cãibras nas pernas, mas às vezes mostrando que esse mineral fez pouca ou nenhuma diferença. Da mesma forma, a evidência de que o magnésio reduziria a intensidade da dor foi inconclusiva. Enquanto um estudo mostrou que o magnésio reduzia a intensidade da dor, os outros não encontraram diferenças significativas. Houve pouca ou nenhuma diferença no risco de ter efeitos colaterais como náuseas e diarreia.

A ingestão de suplemento de cálcio não reduziu consistentemente a frequência com que as mulheres tiveram cãibras nas pernas quando comparadas com as mulheres que não receberam nenhum tratamento. A qualidade dessa evidência foi muito baixa e por isso não podemos ter certeza dos resultados.

O número de mulheres sem cãibras foi maior no grupo que recebeu suplementos de vitamina B do que entre as mulheres que não receberam tratamento. Porém, esses resultados são baseados em um pequeno número de participantes de um estudo com limitações de desenho.

A frequência de cãibras nas pernas foi semelhante nas mulheres que receberam cálcio versus vitamina C.

A ingestão de vitamina D e de suplementos de cálcio com vitamina D, em comparação com a ingestão de placebo, não produziu diferenças na frequência, duração e intensidade da dor das cãibras nas pernas.

O que isso significa?

A qualidade da evidência foi baixa ou muito baixa. Os principais motivos para isso foram o pequeno número de participantes nos estudos (tamanho amostral) e o desenho inadequado desses estudos. Quatro estudos foram bem conduzidos e relatados. Os outros quatro tinham limitações de desenho: as mulheres não foram alocadas de maneira adequada nos diferentes grupos de tratamento em vários estudos, e em dois estudos, as mulheres sabiam se elas estavam recebendo um comprimido com ou sem suplemento. Os estudos não falaram nada sobre possíveis efeitos adversos ou qualquer efeito do tratamento sobre a evolução da gestação, do parto ou do bebê. Vários estudos focaram principalmente nos níveis séricos de cálcio e magnésio. A frequência e a intensidade das cãibras e a duração da dor não foram relatadas de forma consistente e muitas vezes houve falta de informação sobre a forma como foram medidas, durante o tratamento, ao final do tratamento, ou depois do tratamento terminar

A evidência atualmente disponível não nos permite chegar a conclusões claras sobre se alguma das intervenções orais (magnésio, cálcio, vitamina D com cálcio, vitamina B ou vitamina C) seria efetiva e segura para o tratamento de gestantes com cãibras nas pernas. Os suplementos podem ter efeitos diferentes, dependendo da ingestão habitual dessas substancias na dieta das mulheres. Nenhum estudo avaliou outros tipos de tratamento, como alongamento muscular, massagem, relaxamento ou terapia com calor.

 

Conclusões dos autores

Implicações para a Prática

A evidência atualmente não é clara e inconsistente. As evidências desses estudos foram muito limitadas em quantidade e qualidade para fornecer orientação clínica para o uso de magnésio oral, cálcio oral, vitamina D oral, cálcio-vitamina D oral, vitamina B oral ou vitamina C oral para o tratamento de cãibras nas pernas durante a gravidez. Os efeitos adversos também não foram claros nesses estudos, com dados de efeitos colaterais disponíveis apenas para a comparação de magnésio oral com placebo ou nenhum tratamento. Não havia evidências disponíveis para incluir nesta revisão em outras intervenções, incluindo terapias não medicamentosas, como alongamento muscular, massagem, relaxamento, terapia de calor ou dorsiflexão.É difícil fornecer conselhos precisos para mulheres grávidas com base nas evidências apresentadas nesta revisão. As diretrizes atuais e outras revisões geralmente oferecem evidências incompletas, sem comentários sobre a qualidade das evidências. Não é possível, no momento, identificar, com confiança, intervenções seguras e eficazes para cãibras nas pernas durante a gravidez.

Intervenções utilizadas

Todas as terapias foram administradas por via oral.

A dose de magnésio foi de três comprimidos mastigáveis ​​de magnésio 120 mg (5 mmol) por dia, um comprimido pela manhã e dois à noite (principalmente lactato de magnésio e citrato de magnésio) ( Dahle 1995 ; Nygaard 2008 ), dois comprimidos de magnésio 183,2 mg (7,5 mmol) por dia (aspartato de magnésio) ( Sohrabvand 2006 ), e três comprimidos de 100 mg de quelato de bisglicinato de magnésio por dia ( Supakatisant 2015 ). O tratamento durou duas semanas ( Nygaard 2008 ; Sohrabvand 2006 ), três semanas ( Dahle 1995 ) ou quatro semanas ( Supakatisant 2015 ).

As preparações orais de cálcio utilizadas foram gluconato de cálcio, lactato de cálcio e carbonato de cálcio correspondendo a uma dose de cálcio de 1 g duas vezes ao dia ( Hammar 1981 ; Hammar 1987 ) e 500 mg de comprimidos de carbonato de cálcio uma vez ao dia ( Khoranrodi 2011 ; Sohrabvand 2006 ). O tratamento durou duas semanas ( Hammar 1981 ; Sohrabvand 2006 ), ou três semanas ( Hammar 1987 ) e quatro semanas ( Khoranrodi 2011 ).

A dose de vitamina C foi de 1 g duas vezes ao dia por três semanas ( Hammar 1987 ) e a vitamina B foi de 100 mg de tiamina (vitamina B1) mais 40 mg de piridoxina (vitamina B6) uma vez ao dia por duas semanas ( Sohrabvand 2006 ).

A dose de vitamina D foi de 1000 unidades uma vez ao dia durante três semanas e a dose de cálcio-vitamina D foi de 300 mg de carbonato de cálcio e 1000 unidades de vitamina D uma vez ao dia durante três semanas ( Mansouri 2017 ).

Cinco estudos usaram comprimidos de placebo ( Dahle 1995 ; Khoranrodi 2011 ; Mansouri 2017 ; Nygaard 2008 ; Supakatisant 2015 ) e dois estudos não usaram nenhum tratamento como comparação ( Hammar 1981 ; Sohrabvand 2006 ). Comparações entre diferentes tratamentos foram feitas em dois estudos ( Hammar 1987 ; Sohrabvand 2006 ).